Esporte

Com show da atacante Cristiane, Brasil estreia com vitória de 3 a 0 contra a Jamaica

Emmanuel Foudrot/Reuters/Agência Brasil

Cristiane foi o grande nome da seleção brasileira na partida de estreia contra a Jamaica, na Copa do Mundo, realizada no Estádio dos Alpes, em Grenoble, na França. A camisa 11 marcou três gols, além de jogadas de velocidade que confundiram as defensoras jamaicanas. Cristiane poderia ter feito quatro gols, mas perdeu um pênalti ainda no primeiro.

O treinador Vadão, durante entrevista no gramado após o jogo, disse que ficou satisfeito com o desempenho da equipe, reconheceu alguns erros e lamentou alguns gols perdidos. Ele não confirmou a presença de Marta para a próxima partida da seleção contra a Austrália, na quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier.

Cristiane foi o grande nome da seleção brasileira na partida de estreia contra a Jamaica, na Copa do Mundo, realizada no Estádio dos Alpes, em Grenoble, na França. A camisa 11 marcou três gols, além de jogadas de velocidade que confundiram as defensoras jamaicanas. Cristiane poderia ter feito quatro gols, mas perdeu um pênalti ainda no primeiro.

O treinador Vadão, durante entrevista no gramado após o jogo, disse que ficou satisfeito com o desempenho da equipe, reconheceu alguns erros e lamentou alguns gols perdidos. Ele não confirmou a presença de Marta para a próxima partida da seleção contra a Austrália, na quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier.

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Trânsito

Pontos na CNH mudam conduta ao volante, diz estudo

Estudos de Dinamarca, Espanha e Itália mostram que o sistema de pontos na carteira de habilitação muda o comportamento dos motoristas e, segundo estimativas dos pesquisadores, contribui para a queda no número de infrações, lesões e mortalidade no trânsito. A proposta do governo de afrouxar regras para a perda da CNH vai na contramão do que fazem alguns países, como a Alemanha, que criou em 2014 um dos sistemas mais restritivos.

Semana passada, o presidente da República, Jair Bolsonaro, enviou ao Congresso projeto de lei que prevê elevar o limite de pontos na CNH de 20 para 40. Para o governo, há excesso de rigidez nas sanções e uma indústria de multas no País. “Por mim, botaria 60 (pontos)”, disse Bolsonaro.

Trabalhos científicos têm mostrado a eficácia do sistema de pontos para conter a violência no trânsito. Adotado em 2003 na região de Veneto, Itália, o sistema de pontos foi seguido por um aumento no uso de cinto de segurança de 51,8% entre os condutores, de 42,3% entre os passageiros da frente e de 120% entre os passageiros dos bancos de trás. Os dados são de estudo publicado no Journal of Epidemiology & Community Health em 2007. Após a introdução do sistema, aponta a pesquisa, houve recuo de 18% nas mortes e de 19% nas lesões.

Com a reforma que introduziu o sistema de pontos em Copenhague, os motoristas reduziram a frequência de infrações de trânsito em até 30%. E a medida levou à redução de até 20% na probabilidade de que os motoristas cometam violação de trânsito. A pesquisa, de 2014, foi realizada pelo Departamento de Economia da Universidade de Copenhague.

Conforme o trabalho, enquanto estudos anteriores sugeriam que o efeito das multas dependia do nível socioeconômico do motorista, “nossos resultados mostram que as penalidades não monetárias baseadas em pontos afetam mesmo aqueles com alta renda e riqueza”, analisam os pesquisadores.

“Sanções administrativas são necessárias – não é criminalização de conduta. Senão cria-se outra camada de desigualdade num país já desigual. Quem pode pagar a multa terá salvo conduto”, diz Pedro de Paula, coordenador da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Outro estudo avaliou o efeito do sistema de pontuação na Espanha sobre 29.113 mortes em acidentes de trânsito entre 2000 e 2007. O modelo foi introduzido em 2004 e o levantamento considerou os cenários anterior e posterior à implementação da medida. Estima-se que 618 pessoas teriam morrido em acidentes nos 18 meses seguintes ao de implementação, caso ele não estivesse em vigor.

Variações

O sistema de pontuação varia de país para país – e até entre regiões, como nos Estados Unidos e no Canadá. No Estado de Nova York, se o condutor perder 11 pontos em menos de um ano, terá suspensa a licença para dirigir. Mas até ter a carteira suspensa pode sofrer antes outras sanções: com 6 ou mais pontos em 18 meses, é preciso pagar uma taxa.

O sistema alemão é um dos mais rigorosos: se atingir 8 pontos no período de dois anos e meio, o motorista tem a licença retida. O excesso de velocidade pode fazer o infrator perder dois pontos. Não parar em faixa para pedestre ou utilizar celular na direção pode resultar no desconto de um ponto. Segundo especialistas, porém, comparações internacionais devem levar em conta múltiplos fatores que diferenciam o trânsito de um país para o outro, como o peso de cada infração e a condição das vias.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Muda sim, tanto que mudou, criou outra categoria de cidadão o emprestador dos "espinhaços", conheço vários, que recebem dinheiro para receber os pontos de quem tá pendurado!!! Este país não tem jeito não!!! O problema tá em alguns cidadãos!!!

  2. O brasileiro já sofre muito com tudo quanto é de punição oriundas do Estado perdulário e ineficiente. Bolsonaro tem razão.

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Política

Escolas para políticos têm explosão de inscrições após renovação da eleição de 2018

Sergio Victor, 31, é filiado ao Novo e virou neste ano deputado estadual em São Paulo; Duda Alcântara, 29, tentou se eleger deputada federal pela Rede Sustentabilidade, perdeu e agora pensa em ser vereadora; Samuel Emílio, 23, não pertence a partido, mas é ativista político e quer um dia se candidatar.

Diferenças à parte, os três compõem agora um mesmo grupo, o de novos selecionados da Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade), entidade que capacita e aproxima pessoas com mandato e outras que planejam entrar na vida pública.

O trio ilustra também a crescente procura por organizações independentes e suprapartidárias dispostas a qualificar e renovar a política no país. Com a oxigenação em todos os níveis depois da eleição do ano passado, essa onda ganhou um impulso.

Na Raps, o processo que escolheu Sergio, Duda e Samuel, encerrado em março, registrou o triplo de inscritos dos três anos anteriores. Se antes o número ficava em torno de 1.000, desta vez foram 3.433 candidatos para 64 vagas.

Os participantes terão acesso a um programa de formação com duração de um ano, que inclui encontros presenciais para debater temas avaliados como urgentes, caso da reforma da Previdência. P assam ainda a pertencer a uma rede de 500 líderes de todo o Brasil.

“Lá posso me sentar, por exemplo, ao lado de membros do PSOL, com posições completamente diferentes das do Novo”, diz Sergio, que exerce seu primeiro mandato. “É importante quebrar barreiras e ter um ambiente de diálogo.”

Na eleição passada, 38 membros do grupo saíram vitoriosos das urnas —16 deputados federais, 17 estaduais, três senadores e dois governadores, Eduardo Leite (PSDB-RS) e Renato Casagrande (PSB-ES).

Para a turma de 2020, que recebe inscrições até 31 de julho, a expectativa na equipe é alta. No primeiro dia já foram enviadas 1.400 fichas.

Mantida com doações, a exemplo de outras organizações da área, a Raps foi criada em 2012 pelo empresário Guilherme Leal, da Natura, que foi candidato a vice de Marina Silva (Rede) em 2010.

É pioneira de um ecossistema de entidades que desempenham papéis antes assumidos pelos partidos: atração de líderes, formação teórica, apoio a campanhas eleitorais e supervisão de mandatos.

O RenovaBR, que treina candidatos novatos, e o CLP (Centro de Liderança Pública), curso de boas práticas para gestores no Executivo, são outras escolas de política que experimentam o fenômeno da multiplicação de interessados.

“Essas iniciativas, cada uma a seu modo, dão contribuição para que tenhamos uma sociedade mais engajada”, diz a cientista política Monica Sodré, diretora-executiva da Raps. “E participação é fundamental para a democracia.”

A disposição para ingressar na política a despeito da queda de confiança nas instituições, outro ponto levantado por Monica, pode ser comprovada também pelos números do Renova. O programa recebeu 31.359 inscrições para a turma que abrirá neste ano, ante 4.000 para a de 2018.

Com uma pegada de profissionalização, a iniciativa conseguiu, já na estreia, eleger 17 dos 120 membros que postularam cargos em Assembleias Legislativas e no Congresso.

Entre eles: os deputados estaduais Daniel José (Novo-SP) e Renan Ferreirinha (PSB-RJ), os federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Marcelo Calero (Cidadania-RJ) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

A explosão na procura pelas vagas surpreendeu os recrutadores, que estão aplicando testes e entrevistas para escolher os candidatos que serão preparados para as eleições municipais do ano que vem.

A meta é selecionar até mil pessoas (a quantidade pode ser menor se não houver tantas pessoas com o perfil desejado). Exige-se ficha limpa e compromisso com valores éticos. O resultado sai em julho.

O número superlativo e o alcance geográfico da futura turma exigirão adaptações. No lugar das aulas presenciais frequentadas pelos 133 alunos do ano passado, o curso para os esperados mil integrantes será a distância, pela internet.

Professores e especialistas convidados tratarão de temas específicos dos municípios em áreas como saúde, educação, saneamento, mobilidade e habitação.

Outra mudança é relacionada à bolsa que antes era oferecida, com valores que iam de R$ 5.000 a R$ 12 mil. Desta vez não haverá ajuda de custo. “Seria impossível arcar com esse gasto para tanta gente”, diz Eduardo Mufarej, empresário que idealizou o Renova.

Para sustentar o projeto, o investidor conta com uma rede de doadores e divulgadores, capitaneada pelo apresentador Luciano Huck, quase presidenciável em 2018.

A ideia de criar o Renova surgiu em 2017 no CLP, organização sem fins lucrativos fundada pelo cientista político Luiz Felipe D’Avila, filiado ao PSDB. Mufarej era conselheiro do centro e andava matutando sobre como transformar a política brasileira, que ele considerava falida.

Dois anos depois, ele comemora “o despertar da sociedade para a renovação”. Mostra-se entusiasmado pelo salto na taxa de mulheres inscritas, que subiu de 11% para 25%. “Priorizamos diversidade. Quero ter 30% de mulheres na lista de selecionados.”

O CLP, voltado para ações educativas, formou 7.000 pessoas ao longo de dez anos. Seu programa mais conhecido é uma pós-graduação para administradores públicos, sejam eles nomeados ou eleitos.

Os aprendizes, que vão de secretários municipais a vice-governadores, ganham bolsa para fazer o curso (com custo estimado em R$ 55 mil por aluno) e entram para uma rede de gestores que buscam soluções para cidades e estados.

Para a nova turma, o CLP recebeu 88% mais inscrições que no ano passado. As 35 vagas serão disputadas por 681 pessoas. Em 2018, foram 361 candidatos; em 2017, 264.

“São gestores que buscam, por meio da melhoria dos serviços públicos, dar uma resposta ao cenário de crise ética, política e econômica que o país atravessa”, afirma Luana Tavares, diretora-executiva do CLP. “Há esperança.”

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Essas escolas são um disfarce para formação de políticos laranjas financiados por interesses dos financiadores (empresariado), como já fizeram em ensaio com o PSL nessas eleições. E vejam no que deu.

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Economia

Febraban alerta para golpe virtual em compras para o Dia dos Namorados; confira discas de segurança

Na proximidade de datas comemorativas, como o Dia dos Namorados, na próxima quarta-feira (12), aumenta o número de golpes nas compras online, alertou hoje (8) a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a Febraban, quadrilhas se especializaram em aproveitar momentos de grande volume de compras online, como nesta data, para aplicar golpes e roubar dados pessoais.

A federação alerta que é importante tomar cuidado com as informações compartilhadas, especialmente na internet. Ofertas tentadoras escondem, às vezes, links maliciosos que capturam dados pessoais. “Desconfie das promoções com preços muito menores do que o valor real do produto. Os criminosos aproveitam a empolgação dos consumidores, com a oportunidade de um bom negócio, para aplicar golpes”, alertou o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini.

Sites e e-mails falsos, ligações e mensagens são algumas das artimanhas usadas pelos golpistas para enganar as pessoas e ter acesso a informações pessoais, como nome completo, CPF, número de cartões de crédito e dados bancários.

Como os golpes são realizados

A pessoa recebe um e-mail ou mensagem com ofertas tentadoras. Ao clicar, é direcionada para um site falso. Acreditando ser uma página confiável, ela fornece dados sigilosos, como número de cartão de crédito e senhas. Com essas informações, os bandidos realizam transações, burlam bloqueios de segurança, desbloqueiam novos cartões e realizam a confirmação de dados pessoais da vítima.

Outro esquema muito utilizado pelas quadrilhas, diz a Febraban, envolve aplicativos maliciosos. O golpe também começa com o envio de um e-mail suspeito com um link. Ao clicar, um vírus se instala no dispositivo dando acesso total aos bandidos. Com essa técnica, comumente chamada de phishing, eles conseguem acessar dados como nomes de usuário e senhas e realizar transações.

Segundo a Febraban, as quadrilhas de phishing também costumam usar as redes sociais para ter acesso às informações das vítimas. Os criminosos usam perfis falsos com ofertas tentadoras de produtos mais baratos, promoções para ganho de pontos e milhagens e recadastramentos de segurança, usados como artifício para a captura de dados dos clientes.

Outro ponto que merece atenção são os celulares. A grande popularidade dos smartphones despertou a atenção das quadrilhas que passaram a criar golpes específicos para essa plataforma. É o caso do golpe da clonagem de WhatsApp, em que os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado.

Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” (Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas). Desta forma é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo aplicativo.

Seguem mais algumas dicas

· Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se o remetente é, de fato, uma empresa idônea. Não clique em links. Digite os dados no navegador para acessar;

· Ao utilizar sites de busca, verifique cuidadosamente o endereço (URL) para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores utilizam-se de “links patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas;

· Dê preferência a sites conhecidos e verifique a reputação de sites não conhecidos, lendo comentários de clientes que já utilizaram as plataformas;

· Nunca use um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou inscrever seus dados bancários;

· Sempre utilize, em seu computador ou smartphone, softwares e aplicativos originais e mantenha sempre um antivírus atualizado;

· Caso seu celular seja roubado, entre em contato com a central de atendimento de seu banco para comunicar a ocorrência e bloquear as operações que podem ser feitas via smartphone;

· Não repasse nenhum código fornecido por SMS e nem qualquer outra informação sem confirmação com o setor responsável das empresas através dos canais de atendimento;

· Como regra, as grandes empresas de compra e venda na internet não mantém contato com o cliente através de aplicativos de mensagens, portanto sempre desconfie

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Política

Proposta que ordena prazos de MPs amplia poder de líderes sobre agenda do governo

A proposta que determina prazos para a tramitação de medidas provisórias no Congresso amplia sobremaneira os poderes das cúpulas partidárias –inclusive da oposição. O projeto, já aprovado pela Câmara, diz que MPs devem ser votadas nas comissões especiais em até 40 dias ou caducam. Cabe aos líderes a indicação dos membros desses colegiados e a ordem para eventuais trocas em sua composição. A capacidade de articulação do governo, já em xeque, será posta em dupla prova.

Se o projeto for aprovado, o Planalto vai precisar contar com a simpatia dos líderes partidários para garantir que a montagem das comissões não leve suas propostas a um ambiente inóspito.

om as mudanças, o poder das legendas de esquerda, que têm assento regimental nesses colegiados, também cresceria. Unida e articulada a partidos de centro, a oposição poderia derrubar propostas do governo sem nem sequer levá-las a voto, apenas obstruindo sessões.

O saldo final do texto aprovado pela Câmara resultou em tamanho poder para as bancadas que parlamentares que não são exatamente simpáticos ao Planalto alertaram senadores, que agora vão analisar o texto, de que talvez seja melhor dar a ele nova calibragem.

Painel/Folha de S.Paulo

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Judiciário

Juízes punidos com aposentadoria por desvios receberam R$ 10 milhões em apenas 6 meses

Aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 47 magistrados tiveram um rendimento bruto de cerca de R$ 10 milhões em 6 meses. Os juízes e desembargadores e até um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) perderam os cargos entre 2008 e 2018 por venda de sentença, desvio de recurso, tráfico de influência, conduta negligente e outras faltas disciplinares.

As informações foram obtidas pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação e também pelos portais da Transparência do CNJ, dos Tribunais de Justiça e do Estado da Paraíba.

O CNJ foi criado por Emenda Constitucional em 2004 e instalado no ano seguinte. Até abril deste ano, o Conselho havia julgado 57 casos envolvendo juízes – alguns foram punidos mais de uma vez.

A Lei Orgânica da Magistratura (Loman), de 1979, prevê a aposentadoria compulsória como a mais grave das penas disciplinares a um juiz vitalício – advertência, censura, remoção compulsória e disponibilidade. Após a punição, os magistrados mantêm os salários ajustados ao tempo de serviço.

Entre novembro do ano passado e abril deste ano, magistrados aposentados compulsoriamente chegaram a ter rendimentos brutos que ultrapassam os R$ 100 mil.

Suspeito de participar de esquema que teria desviado R$ 70 milhões dos cofres públicos de Rondônia, o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado Sebastião Teixeira Chaves recebeu o valor mais alto da lista e levou uma aposentadoria bruta de R$ 415.972,81 em seis meses. Os valores variaram entre R$ 33.518,22 e R$ 88.232,41.

Dois ex-desembargadores, um do Tribunal Regional do Trabalho da 14.ª Região (TRT-14) e outro do Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª Região (TRT-3), receberam R$ 120.927,78 e R$ 109.481,56 respectivamente.

O magistrado ligado ao TRT-14 foi punido em 2017. De acordo com o CNJ, o desembargador, então corregedor do Tribunal, deslocou uma ação trabalhista do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero) contra a União da 2.ª para a 7.ª Vara para manter o controle da ação de mais de R$ 5 bilhões e ‘satisfazer interesse pessoal’.

A aposentadoria bruta do desembargador alcançou R$ 293.455,31 entre novembro de 2018 e abril deste ano. Os valores variaram de R$ 30.605,18 a R$ 120.927,78.

Em 2011, o CNJ puniu o desembargador do TRT-3. O magistrado foi acusado pela Procuradoria Regional do Trabalho da 3.ª Região de atuar em benefício de um escritório de advocacia que atuava perante o tribunal e, em troca, morar em um apartamento de luxo pagando R$ 200 de aluguel.

O desembargador recebeu uma aposentadoria bruta de R$ 293.331,28 em seis meses. O rendimento mensal mínimo alcançou R$ 35.787,92.

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, um juiz se torna vitalício após dois anos no cargo e apenas perde o posto por sentença judicial transitada em julgado. A aposentadoria compulsória pode ser aplicada pelo Tribunal de atuação do magistrado ou pelo próprio órgão.

O CNJ informa que o juiz pode ser aposentado compulsoriamente por ‘desídia com deveres do cargo, conduta imprópria ao decoro da função (na vida pública ou privada) e trabalho insuficiente’. Atraso excessivo em decisões e despachos, parcialidade e tráfico de influência também podem ocasionar faltas funcionais.

“A aposentadoria libera-o para qualquer função. O aposentado, porém, deve esperar três anos antes de advogar no juízo ou tribunal onde atuava. Ser excluído do quadro por sanção impede o juiz de ocupar função de confiança ou cargo de comissão no Judiciário”, afirma o Conselho em seu site.

“A condenação pode levar, ainda, à declaração de inidoneidade pela Ordem dos Advogados do Brasil, o que veda inscrição como advogado. O condenado fica também inelegível por oito anos. Mesmo a condenação à pena máxima não obsta a investigação de condutas não apuradas no procedimento. Caso se tratem de fatos distintos, o magistrado pode, inclusive, voltar a receber a mesma sanção.”

Na lista de aposentados compulsoriamente pelo CNJ até abril, dois magistrados haviam sido punidos três vezes. Um juiz do Maranhão foi considerado culpado em um procedimento que apurava por negligência em um pedido de indenização e outros dois por omissão e parcialidade no julgamento de processos contra empresas de grande porte.

Em seis meses, o magistrado recebeu um rendimento bruto de R$ 198,6 mil. O maior valor foi depositado em janeiro, R$ 34,5 mil.

Entre 2012 e 2015, um desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) também foi punido três vezes. O magistrado foi alvo de apuração por receber cópias de documentos sigilosos de inquérito do STJ e repassar a advogados, em vez de encaminhar o caso aos órgãos competentes para apurar o vazamento do material, por determinar urgência no pagamento de um precatório devido à empresa Parque dos Alpes em troca de vantagens financeiras e por participação em esquema de venda de decisões judiciais.

A aposentadoria bruta do desembargador alcançou R$ 258.498,15 em seis meses. Em novembro do ano passado, o magistrado recebeu R$ 67,5 mil.

Segundo o CNJ, o juiz condenado a qualquer pena pode tentar anular a punição. O Conselho afirmou, via Lei de Acesso à Informação, que, atualmente, há 8 aposentadorias compulsórias sob revisão.

As primeiras aposentadorias compulsórias começaram a ser aplicadas pelo CNJ em 2008. Dois anos depois, o então ministro do STJ Paulo Geraldo de Oliveira Medina foi punido sob acusação de beneficiar, por meio de sentenças, empresas que solicitavam liberação de máquinas caça-níqueis à Justiça.

Entre janeiro e abril deste ano, o ministro aposentado recebeu R$ 183 mil brutos. Em janeiro foram R$ 59 mil. Nos três meses seguintes, R$ 41 mil.

Opinião dos leitores

  1. O cara rouba e tem como prêmio aposentadoria remunerada. Só no Brasil mesmo. Na China levava uma bala na cabeça.

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Diversos

Najila diz que após agressões e estupro, Neymar ainda a fotografou nua

Najila Trindade prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira (7), em São Paulo. A modelo que acusou Neymar de estupro e agressão teria detalhado sua relação com o jogador, segundo o UOL Esporte. Ela disse que o atacante mostrou preocupação com sua imagem no segundo encontro e que um tablet foi furtado.

No depoimento, Najila conta que conheceu Neymar em fevereiro por uma rede social. Após trocas de mensagens, trocaram números de telefone e passaram a conversar pelo WhatsApp. A modelo ainda declarou que Neymar chegou no hotel de Paris, no dia 15 de maio, ‘aparentemente alterado’ e que ele desferiu tapas nas nádegas que se tornaram mais fortes até a vítima mandar parar.

De acordo com informações do UOL Esporte, a modelo perguntou se o jogador tinha levado preservativo e, diante da afirmação negativa, ela disse que “não vai passar disso que estamos fazendo”. Neste momento, segundo relato, os dois estavam nus na cama e que, neste momento, Neymar passou a dar mais tapas nas nádegas, a puxou pelo braço, puxou os cabelos e a penetrou.

Após Neymar tomar banho, a modelo teria voltado ao banheiro e o jogador tirou uma foto dela nua após empurrá-la e argumentou dizendo “não tem seu rosto, depois te mando”. Foi, então, que ela decidiu se reencontrar com o atleta, mas que, por medo, decidiu fazer o vídeo que vazou na internet. Nas imagens, ela dá vários tapas no jogador visivelmente nervosa.

No segundo encontro, segundo o UOL Esporte, Neymar teria tentado acalmá-la para preservar sua imagem, com medo de que ela saísse do quarto. A modelo ainda disse que ele não pareceu ter conhecimento da gravação.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Parece incrível mas mídia fica dando destaque a uma besteira provocada por uma piranha e para um moleque fabricado de gênio por nossa idiota imprensa comandada pelo Sr. Galvão Bueno.

  2. Esta moça deveria pensar bastante antes de armar uma coisa feia desta, foi muito burra, porque todo mundo já sabe o porquê de toda esta armação; indenização só quê, ela fez tudo errado e muito feio. Querendo tirar dinheiro de qualquer forma, mais nada funciona assim. Quem sabe com a amizade de Neymar ela poderia amenizar toda dificuldade financeira que está passando, pois com o passar do tempo ela contaria a ele que com certeza a ajudaria, mais não agir desta forma escandalosa , mentirosa, e criminosa o que e isto? foi muito frio o que vc fez.

  3. Esta moça deveria pensar bastante antes de armar uma coisa feia desta, foi muito burra, porque todo mundo já sabe o porquê de toda esta armação; indenização só quê, ela fez tudo errado e muito feio. Querendo tirar dinheiro de qualquer forma, mais nada e bem assim que funciona. Quem sabe com a amizade de Neymar ela poderia amenizar toda dificuldade financeira que está passando, pois com o passar do tempo ela contaria a ele que bom certeza ele a ajudaria. Mais não agir desta forma escandalosa , mentirosa, e criminosa o que e isto, foi muito frio o que vc fez.

  4. A mídia perdendo tempo c uma piranha dessa……junto c um idiota cheio de dinheiro…. ! O tempora! o mores !

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Educação

Secretaria de Educação apura festa de escola que “presenteou” aluna com papel higiênico e camisinha

A Secretaria de Educação de Parnamirim emitiu uma nota sobre a brincadeira junina que terminou por presentear uma das estudantes da Escola Municipal José Fernandes com um pacote de papel higiênico e com um pacote de camisinha.

No documento, a pasta disse que o corpo pedagógico da escola tem o reconhecimento da escola, mas adiantou que o caso está sendo investigado.

Confira nota na íntegra
NOTA.

Sobre o vídeo postado nas redes sociais pela mãe de uma aluna da Escola Municipal José Fernandes, a respeito de fato ocorrido no último dia 7 de junho, durante sorteio do balaio junino, a Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Parnamirim informa que lamenta o ocorrido e que está apurando as circunstâncias que geraram esse transtorno para as devidas providências administrativas. Esta escola municipal possui grande prestígio junto à comunidade e dispõe de uma equipe de profissionais competentes e dedicados, com excelente trabalho pedagógico e diversos projetos esportivos de relevância social. A Secretaria de Educação pede desculpas pelo ocorrido e reitera que o fato já está sendo devidamente apurado.

Opinião dos leitores

  1. Coitada da mãe dessa criança, vai ser perseguida pela direção da escola enquanto a filha estudar lá. Alo Ministério Público!!

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Saúde

Farmácias tentam frear venda de ‘remédio fracionado’

Uma antiga pedra no sapato voltou a incomodar as redes de farmácias: a venda fracionada de remédios, em que o consumidor não precisa adquirir uma caixa inteira do medicamento, apenas a dose prescrita.

Uma audiência com representantes do setor foi convocada para terça (11) no Senado para ouvir argumentos contrários e favoráveis a um projeto de lei que torna o fracionamento obrigatório. As drogarias são historicamente contra a mudança.

O fracionamento leva pacientes a tomarem doses erradas e, consequentemente, ao surgimento de problemas crônicos no futuro, diz Sergio Mena Barreto, da Abrafarma (que reúne as grandes redes).“É um tema antigo, da época do Lula”, afirma.

O principal argumento a favor da medida é que, além de gerar economia e reduzir desperdício, há menos sobra de remédio dentro das residências, o que evita automedicação.

Painel S.A/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Se as grandes redes de drogarias não querem é porque é bom para a população, fosse bom para eles com certeza não ficariam na defensiva, o governo Lula tentou mas deve ter sido corrompido.

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Política

PSL racha nos estados com embates públicos, áudios vazados e até troca de socos; RN entre eles

Alçado de partido nanico a protagonista da política brasileira após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, o PSL vive um cenário de rachas internos em suas bases nos estados.

O clima de disputa é escancarado com embates públicos na imprensa, em redes sociais e até mesmo em brigas com trocas de socos entre integrantes do partido.

O PSL tem 271,7 mil filiados, três governadores, quatro senadores e 54 deputados federais. Em 2018, elegeu ainda 76 deputados estaduais, em 21 estados.

No Rio Grande do Norte, onde o deputado estadual Coronel André Azevedo deixou o partido e o vereador em Natal Cícero Martins promete tomar o mesmo caminho.

Martins diz que o PSL potiguar vive um cenário de “ditadura partidária” e compara o diretório local do partido a um quartel.

“Eles agem como se estivessem no Exército, com decisões de cima para baixo. Sou uma pessoa democrática, que quer ser ouvida. Esse negócio de bater continência e dizer ‘sim senhor’ não é para mim”, afirma o vereador.

O núcleo duro do partido é formado pelo coronel Hélio Oliveira, o general Araújo Lima e o brigadeiro Carlos Eduardo da Costa —todos são aliados do deputado federal e general da reserva Eliéser Girão.

O deputado Coronel Azevedo diz que deixou o PSL por discordar da condução do partido, mas negociou uma saída consensual: “Seguirei ajudando o presidente Bolsonaro”. Procurado, Hélio Oliveira não quis comentar as críticas.

Os casos de embates de Minas Gerais e São Paulo são os mais conhecidos. Em Minas, conforme revelado pela Folha, a deputada federal Alê Silva acusou o ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) de comandar um esquema de candidaturas laranjas e de ameaçá-la de morte. Ele nega.

No diretório paulista, as deputadas federais Joice Hasselmann e Carla Zambelli trocaram xingamentos em uma rede social, enquanto o deputado Alexandre Frota prometeu “colocar fogo” no PSL paulista e ainda defendeu a saída de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, do comando estadual da legenda.

Há disputas semelhantes em pelo menos outros quatro estados. No Rio Grande do Sul, o PSL já mudou de presidente duas vezes desde o final do ano passado. Foram mudanças ruidosas, com denúncias de mau uso do fundo eleitoral, vazamento de áudios de reuniões e troca de socos entre os recém-chegados na política.

A primeira queda foi a da empresária Carmen Flores, candidata derrotada ao Senado, próxima ao ministro Onyx Lorenzoni (DEM). Ela foi substituída pelo tenente-coronel Zucco, deputado mais votado para a Assembleia gaúcha e ligado ao general Hamilton Mourão (PRTB).

Zucco e seu vice, o deputado federal Ubiratan Sanderson, fizeram uma representação no conselho de ética do PSL nacional contra o deputado federal Bibo Nunes. Eles deixaram a direção estadual por causa da falta de resposta, diz Zucco.

Um áudio de Nunes chamando Zucco e Sanderson de “palhaços” que “se deram mal, estão fora, desmoralizados” foi vazado. Porém, a representação diz respeito a outro episódio envolvendo Nunes.

Descontente com a entrada do PSL no governo de Eduardo Leite (PSDB), Nunes teria dado empurrões em uma solenidade no deputado estadual Ruy Irigaray (PSL), que assumiu a secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico.

Uma reunião do diretório, que aconteceu no mesmo dia, acabou em xingamentos e agressões mútuas. O PSL passou a ser dirigido pelo deputado federal estreante e empresário Nereu Crispim.

“A nova executiva tem filosofia de união. Quem pensar em si mesmo, está fora. Não temos espaço para ‘umbigoides’, que são os que olham para o umbigo e querem fazer do partido uma máquina eleitoral”, diz Bibo Nunes.

Em estados do Nordeste, a principal reclamação é sobre o perfil centralizador dos presidentes dos diretórios locais.

Na Paraíba, a condução do PSL pelo deputado federal Julian Lemos, conhecido por coordenar a campanha de Bolsonaro no Nordeste em 2018, tem sido questionada por colegas de partido.

Neste mês, o deputado estadual Moacir Rodrigues e o grupo Direita Paraíba emitiram uma nota na qual criticam a falta de diálogo e de eleições internas para a formação dos diretórios estadual e municipais.

“Entendemos que a nova política se faz com democracia interna. Mas, infelizmente, estamos sob a direção de um coronel, uma pessoa que não escuta ninguém”, disse à Folha o deputado Moacir Rodrigues.

Procurado, Julian Lemos refutou as críticas e afirmou que o PSL da Paraíba vive em harmonia. “Não vou comentar críticas de pessoas que não têm ingerência sobre as decisões do partido”, disse.

Na Bahia, a deputada federal Dayane Pimentel trava uma disputa interna com a deputada estadual Talita Oliveira e é alvo de críticas de antigos aliados, como o candidato derrotado ao Senado Comandante Rangel.

Rangel acusa a deputada de menosprezar os aliados que ajudaram a sua eleição e apoiaram Bolsonaro na Bahia. Talita reclama de falta de diálogo: “Não adianta ser deputado de plateia e não conversar com os próprios aliados”.

Também houve críticas à adesão do PSL à gestão do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), na qual o marido da deputada Dayane, Alberto Pimentel, assumiu a secretaria municipal do Trabalho.

Em nota, Dayane Pimentel afirmou que o PSL na Bahia vive seu melhor momento, com sintonia e união entre os seus membros: “A deputada Talita Oliveira é pauta irrelevante”.

Os rachas internos têm sido frequentes no PSL desde o início do ano passado, quando a filiação do hoje presidente Jair Bolsonaro forçou uma reorganização da legenda, com novos filiados e dirigentes.

Na época, a própria filiação fez com que uma parcela do partido, incluindo a tendência interna Livres, pedisse desfiliação. Por outro lado, o número de novos filiados disparou —somente neste ano, já são 30 mil novos membros.

Dirigentes do PSL veem os conflitos como resultado da inexperiência política de parte dos membros do partido. O próprio presidente Bolsonaro, em entrevista à revista Veja, disse que montou o PSL “pegando qualquer um” que quisesse apoiar o seu projeto presidencial.

“O pessoal chegou aqui completamente inexperiente, alguns achando que vou resolver o problema no peito e na raça. Não é assim”, disse.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Engana-se quem acha que o PSL é partido. Aquilo ali é uma "mundiça". Uma reca de emergentes intolerantes e despreparados para lidar com o contraditório, inclusive entre eles mesmos. Agora imagine essa mundiça com permissão legal para andar armada… Sentiu o drama?

  2. Os caras só pularam no barco pra aproveitar a onda 17 do ano passado. Nenhum compromisso com a população, agora que se elegeram tão pulando fora.
    Deixaram o laranjal dos Bolsonaros e vão fazer a própria horta.

    1. Não seria o partido da nova política? Ou é só tem a mesma receita com o acréscimo do gourmet?

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Judiciário

Hacker tentou invadir celular de juiz federal relator da Lava Jato no RJ

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) afirmou neste sábado (8) que hackers tentaram invadir o celular do juiz federal Abel Gomes, relator na 2ª instância da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

De acordo com o tribunal, o juiz Flávio de Oliveira Lucas, que atuou no gabinete de Abel substituindo-o em período de férias, também foi vítima da tentativa de ataque. As duas ações ocorreram na quarta-feira (5), segundo o TRF-2.

O caso é tratado como uma tentativa porque a Polícia Federal ainda está periciando os aparelhos dos magistrados.

Segundo o tribunal, o hacker tentou acessar dados do celular e a conta no aplicativo de mensagens Telegram dos magistrados.

“Ao perceber a tentativa dos hackers, o desembargador Abel Gomes acionou a Polícia Federal, que está investigando o caso. Em ofício encaminhado à PF, o magistrado ressaltou que a necessidade de ‘esclarecer o grau de comprometimento desta invasão em meu telefone móvel, sistemas eletrônicos, e na minha vida privada e funcional’”, diz o TRF-2, em nota.

“[Hackers] Tentam um tipo de terrorismo eletrônico, para intimidar autoridades. Querem fazer uma demonstração de força, mostrar que seriam capazes de entrar na vida privada e até funcional das autoridades”, afirmou Abel Gomes, em nota.

O caso ocorreu um dia após a invasão ao celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, ex-juiz que atuou na Lava Jato. O ex-juiz federal teve de cancelar a linha. A Polícia Federal investiga o caso. O setor de tecnologia da pasta também foi acionado para ajudar a apurar de onde o ataque partiu.

O autor da invasão ficou por cerca de seis horas utilizando aplicativos de mensagens de Moro. O ministro recebeu uma ligação por volta das 18h, do seu próprio número, o que estranhou. Ele atendeu, mas não havia ninguém do outro lado da linha.

Segundo Abel, o procedimento de invasão ao celular foi semelhante ao praticado com Moro. A única diferença é que o número do telefone que fez a chamada não era o mesmo do seu.

Folhapress

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Cidades

Prefeitura de Extremoz emite nota sobre acidente entre buggy e objeto estranho na praia de Santa Rita

A Prefeitura de Extremoz emitiu uma nota sobre o acidente entre um buggy e um objeto estranho na praia de Santa Rita, na noite deste sábado (8), que terminou com uma moça de Fortaleza perdendo a vida.

Confira na íntegra

NOTA SOBRE O ACIDENTE COM VÍTIMA FATAL NA PRAIA DE SANTA RITA

A Prefeitura de Extremoz informa que o acidente ocorrido na noite deste sábado (08), na Praia de Santa Rita que vitimou duas pessoas e deixou uma ferida, se deu por uma colisão de um buggy particular com um objeto estranho trazido pela maré conforme reportagens em portais de notícias.
Conforme matérias já exibidas em diversos meios de comunicação, esse “objeto” tem aparecido no litoral nordestino com frequência, principalmente na costa potiguar.
A Prefeitura tem mantido rigorosamente a coleta de lixo e entulho nas praias de Extremoz.
Lamentamos o ocorrido e rogamos a Deus que conforte o coração das famílias das vítimas.
Prefeitura Municipal de Extremoz

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Cidades

Buggy bate em objeto estranho na praia e acidente termina com uma mulher morta e outra ferida

Alguém se lembra daqueles objetos estranhos que estão aparecendo no litoral nordestino há mais de um ano e que, até agora, ninguém conseguiu identificar do que se trata? Pois bem, na noite deste sábado (8), na praia de Santa Rita, litoral Norte, eles provocaram um acidente que tirou a vida de uma moça natural de Fortaleza e que deixou outra ferida.

Segundo informações do Via Certa, o veículo estava andando na faixa de praia, quando bateu no objeto. Com o impacto, duas moças que estavam no buggy terminaram sendo arremessadas para fora do carro, por cima do veículo.

Uma das mulheres, que não foi identificada, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com ferimentos leves. Já a outra, que sabe-se ser natural de Fortaleza, terminou não resistindo e morrendo no local.

Opinião dos leitores

  1. O engraçado é k a prefeitura local não retirou o material da praia e só limpar e ter semanalmente uma limpeza e fácil e só eles quererem

  2. Thiago Medeiros você é engraçado mas tbm é desinformado. Varios buggys tem 5 pax no documento e também 5 cintos, com os das calças faz 6.

  3. o litoral sul continua e sempre continuará sendo infinitamente melhor do que qualquer praia do litoral norte.

  4. J. Dantas e outros… Os acidentes acontecem com todos os tipos de veículos. Tenho buggy, sou bugueiro profissional há 14 anos. O buggy tem 5 cintos de segurança em perfeito estado de funcionamento.

    1. 5 cintos? Num carro feito pra 4 pessoas, está contando com o “cinto das calças?” Kkkkkk

  5. "objetos estranhos"?
    Estranho é a falta de interesse em se descobrir o responsável por esses "objetos". Ninguém saber do que se trata, de onde vieram e punir os irresponsáveis, é muito mais estranho ainda.

  6. O chamado objeto estranho nada mais é do que matéria prima de borracha. Certamente houve algum acidente com navio na África ou Ásia que proporcionou a queda desses fardos de borracha no mar e que foram arrastados no ma.

    1. Eduardo está certo e ao parecer elas estiveram um bom tempo submergidas no alto mar:

      Segundo o Ibama, os fardos vão continuar aparecendo nas praias do Nordeste não se sabe por quanto tempo. Tampouco de onde estão vindo. A hipótese mais provável é que eles estivessem dentro de um contêiner que caiu no mar (alguns fardos têm marcas de ferrugem, o que sugere isso) ou que o navio que o transportava tenha afundado, permitindo mais tarde, com a deterioração do metal, a liberação dos conteúdos dos contêineres. Outra hipótese é que os fardos tenham sido descartados propositalmente no mar, o que configuraria crime ambiental

      Mas, seja lá o que tenha acontecido, o mais provável é que tenha ocorrido muito tempo atrás e longe do Brasil, porque não só não há registro de nenhum naufrágio desse porte na região nos últimos tempos, como, em alguns fardos, foi detectada a presença de um organismo marinho chamado Lepa sp., típico do alto-mar. “Esse material veio dar na nossa costa depois de ficar um bom tempo no mar”, diz o coordenador de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Ricardo César.

      Fonte: https://www.polemicaparaiba.com.br/brasil/caixas-misteriosas-em-praias-do-nordeste-pf-descobre-o-que-sao-mas-nao-de-onde-vieram/

  7. Eita que falta faz o cinto de segurança… Lamentável o acidente, a morte e no buggy (todos) não possuir equipamentos de proteção.

    1. Imagina uma cadeirinha de bebê ? bebê ? que o nosso presidente que retirar a punição , para salvar as crianças inocentes de pais irresponsáveis !

    2. Será que o presidente precisa de um exame de insanidade mental ?

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Diversos

Mega-Sena acumula e prêmio para o próximo concurso é R$ 80 milhões

Ninguém acertou o prêmio principal do concurso 2.158 da Mega-Sena. O sorteio ocorreu nesse sábado (8). De acordo com a Caixa, o valor estimado para o próximo concurso é R$ 80 milhões.

Foram sorteadas as seguintes dezenas: 09 – 27 – 35 – 45 – 46 – 59.

A quina registrou 109 apostas vencedoras, cada ganhador vai receber R$ 47.724,12. A quadra teve 8.855 mil apostas ganhadoras, cada uma vai pagar o prêmio de R$ 751, 29.

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Diversos

Advogado de Najila diz que pode deixar caso se ela não mostrar vídeo completo

O advogado de Najila Trindade Mendes de Souza, que acusa Neymar de agressão e estupro, disse neste sábado (8) por telefone que pode deixar o caso se ela não apresentar as provas que diz ter contra o jogador. Danilo Garcia de Andrade citou o restante de um vídeo que Najila diz ter gravado.

Na sexta-feira (7), Najila afirmou em depoimento à polícia que o vídeo de sete minutos que ela gravou no hotel, no segundo encontro com Neymar, estava em um tablet que foi furtado em seu apartamento, em São Paulo.

Policiais especializados analisaram as marcas na porta do apartamento de Najila e só encontraram impressões digitais dela e da empregada.

A modelo disse que não registrou a invasão do apartamento porque não sabe ao certo o que foi levado. Só deu falta do tablet, de um relógio e de uma quantia em dinheiro que estava em uma bolsa.

Até agora, só foi divulgado um minuto do vídeo. Neste trecho, Najila bate em Neymar. Nos outros seis minutos, segundo ela, haveria elementos que comprovariam que o jogador a agrediu no dia anterior.

O advogado Danilo Garcia de Andrade disse também que Najila relatou a ele que tem provas guardadas num cofre, mas que ele ainda não teve acesso ao material.

No depoimento de sexta à Polícia Civil de São Paulo, a modelo deu duas versões diferentes sobre o segundo encontro que teve com o jogador em Paris.

Na primeira, disse que gravou todo o encontro. Em seguida, mudou a versão e disse ter desligado o celular porque teve medo de que Neymar percebesse.

Após o depoimento de seis horas, Najila passou mal e deixou a delegacia carregada pelo advogado. A defesa de Neymar disse que o jogador deve depor na próxima semana.

A TV Globo teve acesso ao conteúdo do depoimento. Najila contou à polícia que seguia Neymar em uma rede social e que, em fevereiro, fizeram contato e trocaram telefones. Em maio, combinaram a viagem dela a Paris — as passagens aéreas e o hotel foram pagos pelo jogador.

A modelo reiterou que Neymar foi ao hotel lhe encontrar e que os dois se beijaram. Em um momento, segundo ela, o jogador começou a dar tapas. Ela disse que não falou nada, mas que, minutos depois, percebeu que ele estava mais agressivo e reclamou.

Segundo Najila, neste momento ela perguntou se ele tinha camisinha. Neymar respondeu que não e ela disse que achava melhor eles ficarem “só na pegação”.

Najila contou que o jogador a segurou com força pelo quadril e fez sexo com ela sem o seu consentimento.

O depoimento foi interrompido algumas vezes. Najila chorou e estava muito nervosa. Ela teve uma crise de choro quando relatava o sexo não consensual e, neste momento, a delegada responsável pelo caso parou de fazer perguntas.

Rosângela, amiga de Najila que a acompanhou no momento em que a modelo registrou o boletim de ocorrência do caso, também prestou depoimento e saiu sem falar com os jornalistas.

A advogada de Neymar, Maíra Fernandes, esteve na delegacia que investiga o caso para ter acesso ao depoimento de Najila. Ela disse que o jogador prestará depoimento em São Paulo no início da próxima semana.

“Ele tem todo interesse em prestar depoimento, esclarecer tudo o que for necessário”, afirmou. “Eu posso dizer que a defesa do Neymar acredita plenamente na defesa dele e vai provar.”

O juiz Paulo Roberto Sampaio Jangutta, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou um pedido para paralisar o inquérito instaurado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. O pedido foi feito por advogados alheios ao processo.

Nesse inquérito a polícia apura quem é o responsável pelo vazamento de imagens íntimas de Najila. O jogador Neymar disse à polícia que foram assessores os responsáveis pela publicação, em uma rede social, do vídeo com as fotos da modelo.

G1

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Política

Oito parlamentares denunciados na Lava Jato aguardam STF decidir se vão virar réus

Quatro deputados federais e quatro senadores denunciados pela Procuradoria Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato aguardam definição do Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se responderão a ação penal na condição de réus.

São seis denúncias apresentadas entre 2017 e 2018. O tribunal ainda precisa decidir se as acusações preenchem os requisitos mínimos para serem recebidas e convertidas em processo criminal.

Duas dessas denúncias envolvem cinco parlamentares e estão na pauta de julgamentos da Segunda Turma do STF da próxima terça-feira (11). Os casos, no entanto, já entraram na pauta diversas vezes neste ano sem terem sido efetivamente julgados.

A expectativa para esta terça-feira é que seja definida pelo menos a situação de quatro integrantes da cúpula do PP, acusados de formação de organização criminosa para fraudar a Petrobras.

O relator da Lava Jato no STF, ministro Luiz Edson Fachin, votou a favor de que os quatro virem réus por crime de organização criminosa: o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que já é réu em outra ação no Supremo; os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB); e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Todos negam as acusações. Os advogados afirma que os clientes não cometeram crime, apontam uma suposta tentativa de criminalizar a política e pediram a rejeição da denúncia.

Também está na pauta do STF uma denúncia apresentada contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Ele foi acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter desviado, entre 2008 e 2012, dinheiro da Transpetro para alimentar o caixa de diretórios estaduais e municipais do MDB por meio de doações oficiais das empresas contratadas pela estatal.

Em troca, diz a Procuradoria Geral da República, teria atuado para manter Sérgio Machado como presidente da Transpetro – Machado é um dos delatores da Lava Jato.

Renan Calheiros é absolvido pela Segunda Turma do STF

Renan Calheiros se declara inocente e ressalta que diversos inquéritos sobre ele foram arquivados desde o início da Lava Jato por falta de provas. Pelo menos sete investigações que envolviam o senador já foram descartadas por falta de elementos mínimos, mas Renan ainda é alvo de 13 procedimentos no STF.

Além dos cinco parlamentares, há ainda quatro denúncias apresentadas que estão pendentes: duas contra a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), outra contra o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) e uma quarta que envolve novamente Renan Calheiros e também o senador Jader Barbalho (MDB-PA).

Gleisi é acusada de integrar organização criminosa supostamente formada por petistas e de receber propina da empreiteira Odebrecht. Ela nega.

Collor, que já é réu no STF por suspeita de desvios na BR Distribuidora, tem mais uma denúncia pendente, também por desvios na estatal, mas rejeita qualquer acusação.

Renan e Jader foram acusados de integrar uma organização criminosa composta por senadores do MDB. Eles também contestam a denúncia.

O STF tem atualmente seis ações penais da Operação Lava Jato em andamento, ou seja, denúncias recebidas e que viraram processos criminais. Três podem ter desfecho – o Supremo decidir se condena ou absolve os envolvidos – ainda neste ano.

Nas que envolvem o deputado Aníbal Gomes (MDB-CE), o ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO) e os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, do MDB da Bahia (ex-ministro e ex-deputado, respectivamente), eles são acusados de crimes do chamado colarinho branco, como corrupção e lavagem de dinheiro.

Além deles respondem a ações penais em fase menos avançada Collor, Eduardo da Fonte e o deputado Vander Loubet (PT-MS). Todos os envolvidos rejeitam as acusações.

STF condena primeiro político com foro na Lava-Jato

Desde que a Lava Jato começou no Supremo, em 2015, há quatro anos, um político foi condenado: Nelson Meurer, do PP do Paraná (veja no vídeo acima).

No entanto, ele ainda não foi preso porque tem um recurso pendente, os chamados embargos de declaração. Após esse recurso, que pode ser analisado no segundo semestre, o STF poderá efetivar primeira prisão da Lava Jato no âmbito da Corte.

O ritmo dos processos no STF é visivelmente mais lento que na primeira instância, mas isso, principalmente, porque os ritos são diferentes. No STF, a denúncia é recebida por decisão colegiada. Outro exemplo é o rigor maior em relação às garantias de defesa: quem é julgado no Supremo, instância máxima do Judiciário, não tem outra instância para recorrer.

Relator da Lava Jato no STF, Fachin faz balanço de dois anos da operação

O número de casos da Lava Jato diminuiu consideravelmente no Supremo. Em 2017, o tribunal chegou a ter mais de 110 inquéritos da operação – hoje são 76 e seis ações penais (veja no vídeo acima).

A maioria dos casos foi remetida para primeira instância porque não envolvia o mandato atual do parlamentar ou porque os políticos não foram reeleitos.

G1

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