Cultura

Música e Teatro: confira a programação do Parque das Dunas neste fim de semana

A Companhia Trotamundo, com o espetáculo Histórias de Encantar!, e a Banda do Submarino Amarelo e seu repertório dos Beatles são as atrações, dos projestos Bosque Encena e Som da Mata, deste domingo no Parque das Dunas. A entrada no parque custa R$1 e os eventos acontecem no anfietatro Pau-Brasil

Às 10h, o palco do Bosque Encena recebe a Companhia Trotamundos com seu espetáculo Histórias de Encantar! A apresentação promove um  passeio sensorial e coletivo, onde plateia e elenco, conduzidos pela  atriz e contadora de histórias Anna Celina, vivem momentos de magia e entretenimento, músicas, narração, ilustrações sonoras e  visuais que se fundem numa viagem lúdica e imaginária onde crianças de todas as idades vivenciam e concretizam momentos de mais pura  humanidade. Dentre as histórias selecionadas, diversos clássicos da oralidade mundial, como “O Macaco Wanderlei” e “Juvenal, o sapo que nunca se dá mal”.

No período da tarde, às 16h30, a Banda do Submarino Amarelo vai agitar o Parque das Dunas com seu repertório repleto de canções dos Beatles. Paulo de Oliveira (contrabaixo), Fernando Suassuna (bateria), Stallone Terto (guitarra), Sylas Henrique (trompete) e Rodrigo Gonzaga (teclado) vão apresentar sucessos dos músicos de Liverpool, como  Eleanor Rigby, All You Need Is Love, A Hard Days Night, dentre outros, em ritmo de bossa e levada instrumental.

Não perca as atrações culturais deste domingo! Os eventos são gratuitos e a entrada no Parque custa apenas 1 real. Os projetos acontecem graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal através da Lei Djalma Maranhão.

Opinião dos leitores

  1. Zico, você jogou muita bola no flamengo, mas ler parece que não é o seu forte. O texto anuncia a programação do parque das dunas (bosque dos namorados). Não confunda Frei Damião com Freio de caminhão.

  2. Essa Arena da Dunas é o quê? estádio de futebol, camelódromo, feirão de carro… finalmente qual a finalidade daquele monstrengo?

    1. Perguntar também a Henriquinho e Rosalba. todos querendo ficar na "historia" e com os bolsos cheios.

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Polícia

Lula se cala em depoimento de duas horas à PF

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso pela Operação Lava Jato desde abril do ano passado em Curitiba, prestou depoimento na Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (5).

Como Lula está detido em uma sala especial na PF, não precisou de deslocamento para a oitiva, que começou por volta das 9h e terminou pouco antes das 11h. O petista ficou em silêncio, conforme informou a PF.

“Ninguém é obrigado a depor sobre um processo sigiloso, sobre documentos ocultos. E é isso que a defesa está buscando, a defesa está buscando exercer um direito, o direito de ter acesso a uma investigação antes que o ex-presidente venha prestar depoimentos”, afirmou o Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, ao sair da PF.

O advogado deixou claro que a defesa não teve acesso aos autos do inquérito e, por isso, o ex-presidente ficou em silêncio.

O fato de a defesa não ter tido acesso aos documentos já foi motivo para que a oitiva fosse adiada. Contudo, de acordo com Zanin, a defesa ainda não teve esse acesso à íntegra das investigações.

“O ex-presidente é o maior interessado em esclarecer a verdade dos fatos, mas a defesa não pode abrir mão de uma garantia constitucional que é a de conhecer a íntegra do processo antes que ele vá prestar um depoimento”, disse Zanin.

Depoimento suspenso

Esse depoimento estava marcado para 22 de março, mas foi suspendido pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da defesa do petista. Lula foi condenado em dois processos da Lava Jato.

O depoimento é referente a inquéritos que tramitam na Justiça Federal do Paraná. Em março, a defesa do ex-presidente argumentou que ele não havia tido acesso a uma série de relatórios e laudos, o que representava cerceamento de defesa.

Ao analisar o pedido, Fachin deu razão à defesa e determinou que os advogados tenham no mínimo cinco dias para analisar o material.

Inquéritos

Os inquéritos sobre os quais ele deve prestar depoimento envolvem os seguintes fatos:

Se houve lavagem e corrupção em razão do suposto pagamento de propina pela Odebrecht no caso de navios-sonda construídos pela Sete Brasil;

Se houve lavagem, corrupção e cartel em relação a atos de Lula na construção da Usina de Belo Monte.

Versão de Lula

Desde o início das investigações, a defesa de Lula afirma que o ex-presidente não cometeu crimes antes, durante ou depois do mandato, acrescentando que não há provas contra Lula.

O próprio Lula também já disse reiteradas vezes que é inocente e não cometeu irregularidades.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A característica fundamental de todo bandido: não tem bens em seu nome, não viu nada, não sabe de nada.

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Diversos

Nova “dor cabeça” da Semov em Natal: quantidade de lixo entupindo a rede de drenagem impressiona e afeta a rua Mipibu, em Petrópolis

(Foto Ilustrativa: Lecy Martins/Arquivo pessoal)

A Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) após comemorar o fim de pontos de alagamento em ruas do bairro de Lagoa Nova, depois que o túnel construído embaixo da Av. Capitão Mor Gouveia conseguiu reter a carga que em anos anteriores invadiam casas e comércios no entorno do estádio Arena das Dunas, agora tenta conter uma nova “dor de cabeça”: a rua Mipibu, no bairro de Petrópolis. A via sofre há anos com o grave problema de acúmulo de água em épocas chuvosas.

Desde o carnaval, a Secretaria de Obras trabalha na limpeza da rede de drenagem da via e retira, quase que diariamente, uma enorme quantidade de entulhos do local. “A quantidade de lixo que encontramos entupindo a rede de drenagem é algo sem explicação. Conseguimos fazer verdadeiras montanhas dos entulhos recolhidos. Tudo isso afetou a nossa rede e fez com que as águas da chuva não conseguissem escorrer como deveriam. Com isso, acumulavam e traziam grandes transtornos para a população do entorno. Nesta semana, estamos no processo final de limpeza do local e já observamos uma boa melhora na rua. Com as águas baixando mais rapidamente”, finalizou o secretário Tomaz Neto.

Opinião dos leitores

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Política

Em clima descontraído e no estilo ‘sincerão’, Bolsonaro recebeu jornalistas em café da manhã, e respondeu perguntas polêmicas: ‘Vou me arrepender porque fiz xixi na cama aos 5 anos? Saiu, pô’

“Presidente, posso fazer uma rápida introdução?”, disse o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros , pedindo autorização a Bolsonaro para dar início ao café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto. “Claro, rapaz, você é general, eu sou capitão!”, devolveu o presidente.

Em clima descontraído, Bolsonaro recebeu 15 jornalistas, entre colunistas e chefes de redação de veículos de todo o país. No estilo “sincerão”, respondeu da mesma forma a todas as perguntas (ao todo, foram 31), da exploração do nióbio ao modo como administra sua conta no Twitter.

Nesse tempo, tomou dois copos de suco de laranja, café com leite, comeu um pedaço de bolo de coco e deu uma mordida em um pão de queijo. Deu muita risada de si mesmo ao lembrar das polêmicas que causou no passado, que chamou de “caneladas”.

– Tem vídeo meu que circula e eu penso: falei isso mesmo?

Mas disse que não se penitencia por afirmações feitas em outros contextos.

– Vou me arrepender porque fiz xixi na cama aos 5 anos? Saiu, pô!

Além do porta-voz, Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Augusto Heleno (Segurança Institucional), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) – que por vezes tentou amenizar frases do chefe, especialmente relacionadas à Reforma da Previdência. Em sua introdução, no entanto, o presidente fez questão de citar Paulo Guedes (Economia), ausente.

– O mais importante ministro é o da Economia.

Durante o encontro, Bolsonaro citou reportagens críticas a ele. Mas evitou queixas. Chegou a fazer sugestões aos jornalistas, como a de entrevistar o secretário da Pesca, Jorge Seif, que, em suas palavras, está “revolucionando” o setor. Nesse momento, aproveitou para dar uma estocada em um ex-aliado, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que era responsável pela área no governo Dilma Rousseff.

– Tinha ministro da pesca que não sabia botar minhoca no anzol – disse, citando uma declaração polêmica de Crivella em 2012.

Bolsonaro, que usava uma pulseira com o versículo da Bíblia Apocalipse 12:11 (“E eles o venceram pelo sangue do cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”), foi instado a enumerar as marcas de seus primeiros 100 dias. Citou a transparência e a escolha técnica dos ministros, mas logo em seguida emendou:

– O mais importante é que não fomos acusados de nada que os outros foram.

O encontro foi gravado pela Presidência. Mas os jornalistas não puderam entrar com telefones celulares na sala onde houve o café da manhã. Bolsonaro tampouco portava seu smartphone. Perguntado sobre as polêmicas envolvendo os filhos nas redes sociais, disse:

– O que meu filho posta é responsabilidade dele. Ninguém tem mais controle de mídias sociais. Ali é liberdade pura – reconhecendo que terceiros (sem nominá-los) fazem posts em seu nome, com sua autorização.

– A responsabilidade é toda minha. Quem tem a senha, tem a minha confiança.

Um dos jornalistas quis saber Sergio Moro tem o desejo de, um dia, sentar na mesma cadeira de Bolsonaro, que brincou com a pergunta:

– Na campanha, eu disse que em janeiro ou estaria aqui nessa cadeira ou na de praia. Me dei mal (risos). Pode assumir a cadeira, Moro!

No fim, brincou com a foto ao lado dos jornalistas que participaram do encontro, uma tradição adotada há vários governos.

– Muita gente não queria estar aqui nessa foto não – riu.

O Globo

 

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Diversos

Número de ONGs e associações no Brasil cai 16,5% entre 2010 e 2016, diz IBGE

Entre 2010 e 2016, houve uma redução no número de organizações não governamentais (ONGs) e outras entidades sem fins lucrativos no país. Por outro lado, cresceu o número de pessoas que trabalham nestas instituições. É o que mostra pesquisa divulgada nesta sexta-fera (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, em 2016 havia no Brasil 237 mil fundações privadas e associações sem fins lucrativos, as chamadas Fasfil. Na comparação com 2010, o número é de 16,5% menor (46.862 entidades a menos). Veja gráfico abaixo:

O número inclui entidades empresariais e patronais, escolas, hospitais, cartórios, condomínios, entidades religiosas ou de defesa de direitos de minorias, entre outras. “Foram utilizados cinco critérios definidos internacionalmente para delimitar um grupo de organizações com uma identidade própria: serem privadas, sem fins lucrativos, institucionalizadas, autoadministradas e voluntárias”, explicou o IBGE.

Apesar da redução do número total de ONGs, entre 2011 e 2016 foram criadas 45,7 mil novas entidades, com um aumento de 3,2%, em média, a cada ano.

O estudo também mostra que o pessoal ocupado nestas instituições cresceu 11,7% entre 2010 e 2016, reunindo 2,3 milhões de assalariados. Segundo o IBGE, essa alta foi puxada, principalmente, por aumentos de trabalhadores nas entidades que atuam na área de saúde (25,5%), religião (23,9%) e de Desenvolvimento e defesa de direitos (11,4%).

As 237 mil ONGs identificadas em 2016 representavam, segundo o IBGE, 4,3% das 5,5 milhões de entidades públicas e privadas, lucrativas e não-lucrativas do Cempre (Cadastro Central de Empresas).

O estudo também mostrou que as entidades sem fins lucrativos são relativamente novas no Brasil: 29,5% foram criadas entre 2001 e 2010 e 19,4% entre 2011 e 2016, correspondendo a 48,9% do total. As instituições mais antigas, criadas até 1980, representavam 13,6% do total em 2016, porém respondiam pelo maior percentual dos assalariados, absorvendo 45,7% do pessoal.

Em 2016, o Sudeste concentrava 48,3% das ONGs. O Sul, 22,2% do total e o Nordeste, 18,8%. Norte tinha 3,9% e Centro-Oeste, 6,8%.

Religiosas são o maior grupo

A pesquisa do IBGE revela que em 2016 as entidades religiosas representavam 35,1% do total de fundações e associações sem fins lucrativos do país. Ou seja, mais de um terço das Fasfil tinham finalidade religiosa.

Na sequência, as mais numerosas eram as ONGs ligadas a cultura e recreação (13,6%), desenvolvimento e defesa de direitos (12,8%), associações patronais e profissionais (12,2%) e assistência social (10,2%).

As entidades religiosas também lideram entre as ONGs mais novas. Segundo o IBGE, entre 2011 e 2016 foram criadas 19,9 mil instituições desta categoria, correspondendo a 43,5% do total das novas entidades. Em seguido, aparecem cultura e recreação (11,0%) e outras instituições privados sem fins lucrativos (9,9%).

Na comparação com 2010, as ONGs ligadas a religião foram as que registraram a menor redução (489 unidades a menos, ou queda de 0,6%), passando de 83,5 mil para 83,1 mil entidades.

Os maiores decréscimos em números absolutos foram verificados nas entidades dos grupos associações patronais e profissionais (-13,7 mil) e desenvolvimento e defesa de direitos (11,8 mil unidades).

Em relação a 2013, os grupos que mais perderam entidades foram habitação (-28,5%), desenvolvimento e defesa de direitos (-25,7%) e associações patronais e profissionais (-24,6 %).

Pessoal ocupado e remuneração

Apesar do aumento do número de pessoal ocupado nestas atividades, em 2016, 64,5% das instituições (152,9 mil) não possuíam sequer um empregado assalariado, apoiando-se em trabalho voluntário e prestação de serviços autônomos. Apenas 1,6% das entidades (3. 732 mil) possuía 100 ou mais assalariados.

As instituições sem empregados assalariados eram mais comuns no grupo religião (37,5% não tinham empregados). Já os que mais empregavam eram saúde, respondendo por 35,7% do pessoal ocupado.

Os trabalhadores de ONGs ganhavam em 2016, em média, o equivalente a 3 salários mínimos por mês. A massa salarial era de R$ 80,3 bilhões.

Os salários médios mensais cresceram 8,2%, em termos reais, entre 2010 e 2016, segundo o IBGE, passando de R$ 2.451,48 para R$ 2.653,33. Já de 2013 a 2016, os salários médios mensais tiveram perda real de 0,7%.

As mulheres eram 66% do total de assalariados. No entanto elas recebiam 24% menos que os homens. Quanto ao nível de escolaridade, 35,4% dos assalariados possuíam nível superior.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Essas ONG's eram pagas para promoverem a PeTralhada e empanturrar vagabundos com dinheiro público.

    1. Quanta idiotice.
      As ONG's são importantíssimas para executar serviços que os governos não podem fazer. Daí serem não governamentais.
      Sabias que, por exemplo a AMICO é uma ONG? A Casa Durval Paiva, idem?

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Comportamento

Estudo diz que atração física importa, sim, e revela preferências, se o corpo ou rosto

Foto: via Isto É

Quando se fala em amor, sabemos que a aparência não é tudo. Mas não adianta negar que a atração física tem um papel importante na hora de juntar casais, pelo menos em um primeiro encontro.

Ok, assumido isso, a pergunta que não quer calar é “o que importa mais na hora de achar uma pessoa atraente: o rosto ou o corpo?”. Será que a atração física se concentra mais em um do que o outro? A ciência tem a resposta.

O estudo começou quando os pesquisadores Carin Perilloux, da Southwestern University , no Texas, e Jaime Cloud, da Western Oregon University, queriam descobrir por que gostamos do que gostamos nas pessoas de quem gostamos (ufa!).

Para isso, eles decidiram entrevistar 250 pessoas, entre homens e mulheres, pedindo para que eles imaginassem que fossem solteiros.

A partir daí, eles também pediram para que os participantes descrevessem como seriam seus parceiros ideais. Importante ressaltar que todos os participantes eram heterossexuais e, portanto, todos imaginaram parceiros do sexo oposto.

Para montar a “lista de coisas atraentes”, os entrevistados receberam uma longa lista de atributos que normalmente tornam alguém interessante fisicamente, indo desde traços faciais, como olhos, cabelos, pele e sorriso, até características de composição corporal como altura, tamanho da cintura, tamanho do peito, etc.

A fim de saber o que mais importava para cada um, eles poderiam ranquear a qualidade física, seja do corpo ou do rosto , em uma escala que ia de 0 a 10. No entanto, se alguém desse 10 para o quesito pele, por exemplo, significaria que a pele de uma pessoa atraente deveria ser igual a de um deus ou deusa, por exemplo.

Para evitar essa “falsa perfeição” e prevendo que todos poderiam dar sempre 10 para as características que mais gostavam, Perilloux e Cloud deram um número limitado de “pontos” para cada entrevistado gastar.

Afinal, o que importa mais na atração física?

Ao analisarem os resultados, os pesquisadores descobriram que quando os caras pensam em uma parceira de longo prazo, eles se importam mais com as características faciais de uma mulher do que com o corpo dela.

No entanto, quando eles estavam criando um pessoa ideal para uma aventura de curto prazo, eles estavam muito mais interessados ​​em traços corporais.

Para os homens que priorizam os traços faciais em parceiras de longo prazo, os pesquisadores acreditam que isso pode ter algo a ver com a fertilidade, em especial os traços faciais de uma mulher, revelando os níveis relativos dela.

Basicamente, se uma mulher tem muitas rugas e parece mais velha, é menos provável que ela esteja na faixa ideal de gravidez e, embora não seja uma decisão consciente, isso poderia influenciar as preferências dos homens.

Já entre as mulheres analisadas, a maioria prioriza características faciais quando sentem atração física , independente se estavam ou não pensando em parceiros de longo ou curto prazo.

IG

 

Opinião dos leitores

  1. "Somos todos animais, desde o princípio, há muito tempo atrás" – quem não se lembra do hit cinquentenário?

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Meio Dia RN

(ÁUDIO E VÍDEO) MEIO-DIA RN: programa desta sexta em PAPO DE CANTINA com Wagner Bastos

Confira programa desta sexta-feira(05). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, em PAPO DE CANTINA com Wagner Bastos. Clique abaixo e assista via Youtube.

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Saúde

Cidades que perderam profissionais do Mais Médicos terão financiamento

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União estende para seis meses o prazo de pagamento da verba de custeio às unidades básicas de saúde que perderam profissionais do Programa Mais Médicos em fevereiro. Até então, o repasse era cortado caso a unidade permanecesse sem profissionais por mais de dois meses.

Por meio de nota, a pasta informou que o prazo precisou ser ampliado após mudanças no programa. Desde fevereiro, médicos designados para postos de saúde em locais menos vulneráveis, como grandes cidades, ao completarem três anos no Mais Médicos (prazo previsto em lei), não têm o vínculo renovado.

“Assim, as unidades onde eles atuavam ficariam fora da regra e, portanto, impedidas de receber recursos a partir de meados de abril”, destacou o comunicado.

Com a portaria, mesmo sem o médico, a unidade básica vai conseguir receber a verba de custeio e outros financiamentos federais. A medida, segundo o ministério, foi solicitada por estados e municípios em reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), ocorrida na semana passada.

A pasta vem mantendo a renovação de profissionais no programa apenas em cidades classificadas como mais vulneráveis – em geral, pequenos municípios e distritos sanitários indígenas. Nesses locais, além de pagar o salário dos médicos, cerca de R$ 11,8 mil mensais, a pasta vai repassar às equipes mais R$ 4 mil para custeio.

“As cidades que perderam profissionais do Mais Médicos poderão utilizar os recursos também para contratar seus próprios médicos”, concluiu o ministério.

Cubanos

Na última quarta-feira (27), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a pasta pretende regularizar a situação de cerca de 2 mil médicos cubanos que permaneceram no Brasil após o rompimento do governo de Cuba com o Mais Médicos. “Estão numa condição de exilados”, destacou.

Em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Mandetta explicou que a ação integra uma proposta, ainda em elaboração, de reformulação do Mais Médicos. A previsão, segundo ele, é que o pacote seja enviado ao Congresso Nacional em abril.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. Desde o início já se sabia que haveria um alto índice de desistência dos médicos patriotas em se fixar em locais distantes, mais do que a vida, eles visam o dinheiro e são ensinados a pensar assim ainda na faculdade. Agora o povo desassistido pode fazer arminha que vai ter médico… kkkk

  2. Espero que já aconteça isso, conheço uma médica cubana que trabalhava em Vera cruz, optou em ficar aqui mas até agora não teve oportunidade de trabalho, e ela é uma médica excelente.

  3. Tinha Boa vontade. Agora o as médicos, advogados estão ruim de moral. Só pelos salários. É só tirar um dia e ir visitar os doentes em hospitais.

  4. Que é necessário urgência para os CUBANOS, vivam com dignidade e respeito, até por que opção pelo BRASIL já é uma virdute desse profissionais da SAÚDE, que desempenhou seu trabalho com responsabilidade. Agora é vez do nosso país retribuir a sua legitimidade.

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Judiciário

MPRN: Eudo Leite vence eleição e encabeça lista dúplice para escolha do procurador-geral de Justiça

Atual PGJ obteve 130 votos. A procuradora de Justiça Iadya Gama Maio teve 55. Governadora Fátima Bezerra vai escolher chefe do MPRN para o biênio 2019/2021

O atual procurador-geral de Justiça, Eudo Rodrigues Leite, vai encabeçar a lista dúplice para a escolha de chefe do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) no biênio 2019/2021. Eudo Leite obteve 130 votos (70,27% dos votos válidos) na eleição realizada nesta sexta-feira (5) entre os membros do MPRN. A procuradora de Justiça Iadya Gama Maio teve 55 votos (29,73% dos votos válidos). Os nomes dos dois serão submetidos à governadora Fátima Bezerra, que irá nomear o chefe da instituição.

Ao todo, 175 promotores e procuradores de Justiça votaram nesta sexta. Das 208 pessoas aptas a votar, 33 não compareceram. O resultado da eleição será homologado pelo Colégio de Procuradores de Justiça em sessão marcada para a quinta-feira (11). Depois dessa homologação, uma lista com os nomes de Eudo Leite e Iadya Gama será enviada para a governadora Fátima Bezerra, que terá até 15 dias para nomear o procurador-geral de Justiça para o biênio 2019/2021.

Eudo Rodrigues Leite é o atual procurador-geral de Justiça e atuou na capital na Promotoria de Direitos Humanos e Cidadania e na Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público. Com quase 19 anos de MPRN, Eudo já exerceu cargos de coordenador do Caop Patrimônio Público, promotor assessor do PGJ, coordenador jurídico judicial, chefe de Gabinete do PGJ e presidente da Associação do Ministério Público do RN (Ampern) por dois mandatos, tendo sido, em seguida, promotor assessor da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público. na sua gestão como PGJ, obteve o primeiro lugar no Prêmio Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público, com um projeto relacionado à Autocomposiçãoo, Meadiação e Conciliação.

Iadya Gama é procuradora de Justiça, tem quase 25 anos de atuação no MPRN, é doutora em Ciências pela USP, mestre em Direito Constitucional e em Gerontologia, especialista em Gestão, autora de diversas obras jurídicas, vencedora do Prêmio de Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, vencedora do Prêmio Talentos da Maturidade do Banco Santander. Destacou-se quando ainda era promotora de Justiça, por seu trabalho em defesa dos direitos das pessoas idosas e pessoas com deficiência. Foi diretora da Fundação Escola do MP e Conselheira do Conselho Nacional dos Direitos dos Idosos. Foi agraciada com uma menção honrosa no IX Prêmio Innovare, com o projeto “Transporte urbano e população idosa: construindo uma nova relação”.

Opinião dos leitores

  1. Nomear uma mulher só pelo fato de ser mulher e esquecer o que decidiram os próprios membros?

  2. Taí uma oportunidade de ouro para a governadora Fátima Bezerra comprovar o quanto é grande o seu apreço pela figura feminina: é só nomear a procuradora, e PT saudações.

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Polícia

Polícia Civil prende vereador por tentativa de homicídio no interior do RN

Policiais civis da Delegacia Municipal de Pau dos Ferros deram cumprimento, na manhã desta sexta-feira (5), a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara da Comarca de Pau dos Ferros, em desfavor de Francisco Maciel da Costa, 40 anos, vereador do município de Rafael Fernandes.

A prisão aconteceu em Rafael Fernandes, decorrente da condenação de Francisco Maciel a uma pena de 5 anos de prisão em regime semiaberto, pela prática do crime de tentativa de homicídio ocorrido no ano de 2012, no município de Riacho de Santana.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

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Diversos

ITEP atinge marca de 5.500 exames periciais no primeiro trimestre no RN

Fotos: Divulgação

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) realizou, nos três primeiros meses do ano, 5.500 exames periciais nas áreas de Criminalística e Medicina Legal, subsidiando provas materiais para inquéritos policiais e demandas judiciárias no combate à criminalidade e no apoio à Justiça.

Os números obtidos no Sistema Integrado de Gestão de Perícias (SIGEP), que gerencia todas as demandas de perícia solicitadas ao ITEP-RN, contemplam exames em locais de crime, laboratoriais, DNA, toxicologia, traumatologia, necroscópicos, balística, papiloscopia, identificação veicular, psicologia e psiquiatria forense, entre outros.

O diretor geral do ITEP-RN, Marcos Brandão, destaca que a alta produtividade se deve a um conjunto de fatores. “Com o incremento de 165 novos servidores do último concurso qualificamos nosso quadro técnico e tivemos maior produtividade, além da padronização dos laudos por meio do SIGEP, o funcionamento da nova regional em Pau dos Ferros, e principalmente, do serviço de perícia criminal e medicina legal funcionando 24 horas em todas as unidades do ITEP-RN”, enfatizou Marcos Brandão.

Atualmente o ITEP-RN conta além da sede em Natal com unidades regionais nas cidades de: Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.

No primeiro trimestre, o ITEP-RN também iniciou a coleta de DNA de apenados para alimentar o banco de perfis genéticos nacional e atuar no combate à criminalidade. Até o final do ano, a meta é que 900 apenados do sistema prisional tenham código genético cadastrado.

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Diversos

Sotaques do Brasil: como a geografia molda nosso jeito de falar

(Bruno Sousa/Superinteressante)

O Brasil é um país continental formado por gente de tudo que é continente: nativos indoamericanos, escravos africanos, imigrantes europeus. Essa variedade étnica moldou nossa história, e nosso jeito de contá-la. O idioma luso se transformou conforme os povos se misturavam ou se isolavam ao ocupar o território. Novas palavras e fonemas, ritmos mais ou menos cadenciados, originaram verdadeiros dialetos. O português que falamos hoje é o resultado (sempre inacabado) do que foi preservado boca a boca e nos registros de quem detinha o poder, e do que era mais conveniente pronunciar.

Nossos sotaques intrigam os linguistas desde o princípio, em que o verbo estava com Cabral. Para mapeá-los, dezenas deles trabalharam quase duas décadas na criação do Atlas Linguístico do Brasil – obra na qual a SUPER mergulhou para contar a história desses sotaques. Todos dizendo a mesma coisa, mas com um jeitinho brasileiro diferente – como você acompanha a seguir.

Em 1576, Pero de Magalhães Gândavo enviou uma carta para Portugal narrando como os habitantes da então Terra de Santa Cruz se comunicavam: “A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras”… “não se acha nela F, nem L, nem R”… “porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei”. O que o cronista não sabia era que, séculos depois, os indígenas seriam obrigados a aprender essas três letras e inventariam uma pronúncia do R exclusiva entre os falantes de português.

Quando os portugueses aqui chegaram, havia mais de 1.200 idiomas indígenas. Esse encontro boca a boca entre os lusos e os nativos deixou marcas. A dificuldade dos índios para pronunciar o R dos colonizadores deu origem ao que chamamos de R caipira (ou “retroflexo”, para os linguistas). A pronúncia de porrrta, porrrteira, não existe em Portugal. É uma jabuticaba linguística cultivada no interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina – Estados que fizeram parrrte do perrrcurrrso dos bandeirantes paulistas.

A fala brasileira preserva sinais desse choque de cultura. Até hoje, há quem troque o L pelo R, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme). E isso é coisa antiga: em 1807, o soldado Manoel Coelho seduziu a filha de um fazendeiro, que o obrigou a se casar. Coelho escreveu em uma carta que não casaria “nem por bem nem por mar”.

Esse uso do R gerava, e ainda gera, discriminação. Em 1823, numa discussão parlamentar sobre onde seria construída a primeira faculdade do Brasil – a de Direito do Largo São Francisco –, alguns políticos, como o deputado baiano José da Silva Lisboa, queriam vetar São Paulo por causa da forrrma de falarrr: “Nas províncias há dialetos com seus particulares defeitos, é reconhecido que o de São Paulo é o mais notável”, discursou.

Quando a capital paulista abriu as porrrtas para os imigrantes, a pronúncia começou a mudar. Entre o fim do século 19 e o início do século 20, mais de 1,5 milhão de italianos chegaram em Sampa, nada entenderam da dura poesia concreta, mas construíram o sotaque paulistano. Porrrta virou algo como “porita” com um R seco, que faz a língua vibrar atrás dos dentes e, em casos exagerados, até os multiplica. Carro pode virar caRRRo, se o falante for da Mooca, do Brás ou do Bixiga, bairros paulistanos de forte influência italiana. Gaúchos e moradores de regiões paranaenses e catarinenses colonizadas por italianos também falam esse R vibrante.

Não muito longe da Pauliceia, outro jeitinho brasileiro de usar o R teve vida mais fácil para se legitimar. Em 1808, o Rio de Janeiro tinha 23 mil habitantes. Quando Dom João 6º desembarcou por lá, trouxe uma tripulação de 15 mil patrícios que definiram o sotaque local. À época, era moda na corte portuguesa pronunciar o R como se saísse do fundo da garganta, à la française, como em roquêfoRRRt e PáRRRi. Percebendo como a nobreza ostentava a consoante, a elite carioca imitou. Foi assim, na contramão do R caipira e 100% brasileiro, que os habitués das oRRRlas mais famosas do Brasil escolheram o R importado da França pelos portugueses.

AntIsh da coRRRte sair do caish de Lishboa, o Rio de Janeiro não era sinônimo de chiado. Assim como aconteceu com a pronúncia do R, a comitiva que veio com a Coroa portuguesa alastrou o S com som de SH que, em contato com os inúmeros dialetos africanos dos escravos, ganhou ainda mais força. Existem registros que comprovam que o português culto dos séculos 16 e 17 já reproduzia o fonema dessa forma. Hoje, o Rio é onde mais se chia no Brasil: 97% dos cariocas chiam no meio das palavras e 94%, no final. Faça o teste: peça para um carioca falar “esqueci o isqueiro na esquina da escola”.[/caption]

Belém do Pará ocupa o segundo lugar no ranking e Florianópolis fica em terceiro. A distância entre as cidades que estão no pódio dos chiadores prova que a formação histórico-cultural é mais importante para definir a variação dos sotaques do que a localização geográfica. Colonizadas depois do Nordeste e do Sudeste do País, as regiões Norte e Sul receberam, a partir do século 17, imigrantes da Ilha dos Açores e da Ilha da Madeira, onde é comum que o S assuma o som de SH. Em 1929, 15,6 mil portugueses viviam no Pará, a quarta maior população portuguesa do Brasil à época. “Se quesh quesh, se não quesh dish” é um famoso bordão de Florianópolis. Se um belenense visitar a capital catarinense, é mais provável que ele entenda que a frase significa “se queres queres, se não queres diz” do que um vizinho estadual, gaúcho ou paranaense, sem o chiado no repertório.

Outras cidades, entretanto, também receberam levas de açorianos e madeirenses sem que eles impusessem o S chiado – Porto Alegre foi uma delas. Elisa Battisti, do Instituto de Letras da UFRGS, explica que a posição geográfica e o tamanho da população de Florianópolis e Belém foram propícios para perpetuar a forma de falar dosh portuguesesh ilhéush. “Quando os açorianos chegaram a Florianópolis, o número de habitantes era pequeno, e houve um isolamento geográfico importante até o século 20. Já Porto Alegre era mais populosa, misturava indígenas, portugueses, espanhóis e, depois, recebeu alemães e italianos. Esses contatos todos foram dando corpo ao sotaque portoalegrense, sem chiamento.”

Enquanto alguns ficaram ilhados no próprio sotaque, outros precisaram aprender a se comunicar com diferentes povos. Lar de indígenas, garimpeiros portugueses, escravos e outras pessoas que iam e vinham na rota dos tropeiros, Curitiba transformou-se em um intenso polo de atração de imigrantes a partir do século 19 – sobretudo italianos, ucranianos e poloneses.

A falta de vogais nos idiomas destes dois últimos povos acabou estimulando uma pronúncia mais pausada de letras como o “E” para que entendessem e se fizessem entender. O folclórico “leitE quentE” curitibano surgiu assim.

Variações nas pronúncias de vogais após T e D, aliás, também contribuem para a diversidade do português brasileiro: em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, a língua vai atrás dos dentes para falar o T e o D – assim, o djia vira Día e tchio, Tío.

O idioma que os portugueses trouxeram para o Brasil a partir do século 16 é muito distinto do que se fala além-mar hoje. Após mais de 500 anos de história, de imigrações, de mistura e de isolamento étnico-cultural, pouco restou do português lusitano arcaico.

No entanto, alguns lugares preservaram traços do sotaque de Cabral. Em Cuiabá e em outras cidades do interior do Mato Grosso, não é incomum ouvir os moradores falando de um djeito DíferentE. Os lusos que exploraram a região no século 17 em busca de ouro vinham do norte de Portugal e inseriam T antes do CH e D antes do J. E até hodje os cuiabanos tchamam feijão de fedjão.

Usar vogais abertas ou fechadas é uma diferença fonética marcante entre quem vive mais ao Norte e mais ao Sul do Brasil. A explicação do fenômeno divide opiniões. Alguns pesquisadores defendem que as vogais fechadas são herança natural de quando o português ainda estava se ramificando do latim. Então, as vogais fechadas faladas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste remeteriam ao jeito mais antigo de falar português. Outros linguistas jogam as vogais abertas do Nordeste e do Norte na conta da chegada dos portugueses ao Brasil: a fala lusa nos séculos 16 e 17 era cheia de “és” e “ós”. Na maior parte do Nordeste, a sonoridade pegou, e jamais largou.

Outras marcas de sotaque envolvendo vogais vieram da África, junto com os 800 mil escravos que aportaram no Brasil até o século 17. A chegada desses imigrantes involuntários espalhou palavras africanas pelo País e influenciou nossa maneira de falar o vocabulário que já existia aqui. Comer o R no final das palavras (Salvadô, amô, calô) e a supressão de vogais em ditongos (lavôra, chêro, bêjo, pôco), por exemplo, aparecem frequentemente em dialetos africanos.

A falta de plurais, o uso do gerúndio sem falar o D (andano, fazeno), a ligação de fonemas em som de z (ozóio, foi simbora) e a simplificação da terceira pessoa do plural (disséro, cantaro) também são heranças africanas. Em algumas delas, inclusive, os linguistas cogitam que se espalharam com força simplesmente por serem mais fáceis de falar.

As influências históricas dizem muito sobre a formação de nossos sotaques, mas não explicam tudo. Algumas pronúncias variam de acordo com o nível de escolaridade, a classe social e até a velocidade da fala. Acrescentar vogais como em arroiz, trêis, nóis, é um exemplo de fenômeno sem origem histórica bem definida.

A ditongação, que é como os linguistas denominam esse processo, evoluiu ao longo de gerações e se espalhou pelo Brasil poupando algumas regiões de Minas Gerais e do Sul. Daí veio, aliás, o costume de dizermos “meia” em ve(i)z de seis: não confundi-lo com trê(i)s. Carregar um sotaque também é assim: viver trocando seis por meia dúzia. No fundo, não existe português “certo” ou “errado” nessa história. As línguas são como as formas de vida: evoluem. E os sotaques acompanham essa eterna mutação.

Fontes: Linguistas Adbdelhak Razky(UFPA), Elisa Battisti(UFRGS), Maria do Socorro Silva de Aragão(UFPB); Fonoaudiólogos Leonardo Lopes(UFPB), Ana Cristina Montenegro(UFPE); Artigos Panorama dos Estudos das Vogais Pretônicas no Português do Brasil, de Idalena Oliveira Chaves, A Pronúncia das Vogais Médias no Português Europeu e no Português Brasileiro, de Gerusa de Souza Graebin, Uma Possível História das Pretônicas Brasileiras, de Myrian Barbosa da Silva, A Inserção de Glide Travada por /s/, de Maria Tasca; Livro Atlas Linguístico do Brasil, A Influência Africana no Português do Brasil, de Renato Mendoça, O Falar Paranaense, de Edson Domingos Fagundes, Loremi Loregian-Penkal e Odete Pereira da Silva Menon.

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Trânsito

Natal ganhará nova linha de ônibus e outras cinco passam por modificações neste final de semana

Foto: Josenilson Rodrigues/Busão de Natal

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), informa que algumas linhas do Sistema de Transporte Público da capital passarão por mudanças neste final de semana.

As modificações são realizadas devido a baixa demanda dessas linhas em parte de seus trajetos, principalmente no final de semana e nos feriados, e a sobreposição com outras linhas existentes. “A intenção é otimizar o sistema de transporte para dar eficiência”, informa Clodoaldo Cabral, secretário adjunto de Transporte.

Além disso, a cidade ganhará uma nova linha de ônibus, a 41B, que ligará o Leningrado ao bairro do Alecrim, passando pela Rua Jaguarari. A medida visa atender a solicitação dos moradores do Vivendas do Planalto, Leningrado e Santa Clara, que hoje contam com linhas para Petrópolis e Mirassol.

MUDANÇA NA LINHA 21

Segundo a STTU, a partir deste sábado (06), a linha 21 (Felipe Camarão/Areia Preta) passará a ir até o Hotel Parque da Costeira, na Via Costeira, em apenas em horários determinados. A medida visa manter o atendimento aos trabalhadores, mas de forma equacionada.

Os horários, que tem por base a saída do Terminal de Felipe Camarão, são: 05h00, 06h00, 07h10, 08h25, 10h30, 11h50, 14h20, 15h20, 16h38, 17h34, 19h55 e 21h00. Nos demais horários, os ônibus da linha retornarão da Praça do Relógio de Areia Preta.

MUDANÇA NAS LINHAS 39 E 68

Devido a baixa demanda das linhas 39 (Cidade da Esperança/Ribeira, via Tirol) e 68 (Alvorada IV/Petrópolis, via Av. Bernardo Vieira) após a região do shopping Midway Mall, estas linhas passarão a retornar do shopping apenas aos domingos e feriados a partir deste domingo (07). Nos dias úteis e sábados, o itinerário será o normal.

Com a alteração, a linha 39 muda de itinerário a partir da Av. Sen. Salgado Filho, entrando na Av. Alm. Alexandrino de Alencar, Av. Rui Barbosa, Av. Bernardo Vieira, Av. Romualdo Galvão, Rua Alberto Silva, Av. Sen. Salgado Filho e retorna para Cidade da Esperança.

Já a linha 68 muda a partir da Av. Alm. Alexandrino de Alencar onde, após passar do Parque das Dunas, a linha entra na Av. Rui Barbosa e entra na Av. Bernardo Vieira, seguindo para o Alvorada IV.

MUDANÇA NA LINHA 48

A linha 48 (Santos Reis/Nova Descoberta, via Alecrim) muda de itinerário devido a baixa demanda aos domingos e feriados no Campus Universitário da UFRN. A mudança começa a valer a partir deste domingo (07), e será aplicada apenas aos domingos e feriados. Nos dias úteis e sábados, o itinerário segue inalterado.

Com a mudança, a linha passa a realizar o itinerário normal até a altura da Rua Djalma Maranhão, onde entra na Av. Capitão-Mor Gouveia e segue direto para Marginal da BR-101, de onde acessa a Rua Coronel Norton Chaves e volta para a Rua Djalma Maranhão, seguindo o itinerário normal.

MUDANÇA NA LINHA 57

A linha 57 terá seu terminal alterado para o bairro da Ribeira, como forma de melhor atender a comunidade de Vila São José e aos locais de Parque das Dunas, Hemonorte e Horto Municipal. A mudança passa a valer a partir desta segunda-feira (08), em todos os dias de operação da linha, que é de segunda a sábado.

Com a mudança, a linha 57 passa a ser Ribeira/Vila São José, via Alecrim e realizará o seguinte itinerário:

NOVA LINHA: 41B

E a partir de segunda-feira (08), a cidade ganha a linha 41B, que ligará o Leningrado ao Alecrim, passando pela Rua Jaguarari. De acordo com a STTU, a linha operará em carácter provisório por 60 dias, onde será avaliado a demanda e a aceitação por parte dos usuários. A linha operará de segunda a sábado, no seguinte itinerário:

Em caso de dúvidas os usuários podem ligar para o Alô STTU – no telefone 156 – ou perguntar pelo Twitter oficial, o @156Natal.

Opinião dos leitores

  1. BG
    O prefeito tem que primeiro desalojar essa secretaria que está acomodada lá a muito tempo, precisa haver mudanças na STTU/SEMOB pois a mesma está ACÉFALA com essa gestão ultrapassada e inerte.

  2. A linha 41-B deveria passar pelo prologamento da Prudente de Morais entrando a esquerda na Jaguarari, porque muitas pessoas trabalham nas mediações da PGJ e os Condomínios, hoje essas pessoas descem na Mor Gorveia, e fica muito distante dos locais de trabalhos.

  3. Ao invés de criarem um 39A da vida, limitam a linha aos domingos! Esse retorno do midway era para ser feito por uma linha paralela todos os dias em horario de pico, esse ônibus junto com 37 e 33A sobem mais de 30 pessoas no Midway nas horas do "rush".

    STTU mais uma vez ajudando as pessoas a abandonarem os transportes coletivos.

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Saúde

Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem início dia 10

Foto: André Brant/Hoje em Dia / André Brant/Hoje em Dia

De 10 de abril a 31 de maio acontece a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, promovida pelo Ministério da Saúde. A data marcada para a mobilização nacional será o sábado dia 4 de maio.

Neste ano nos primeiros dias de campanha (de 10 a 19 de abril) as doses serão direcionadas às crianças, gestantes e puérperas, sendo aproveitado este momento para atualizar a Caderneta de Vacinação conforme a situação vacinal encontrada neste público. Após o dia 19 de abril a campanha continuará para este e para os demais grupos prioritários.

Serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), indivíduos com 60 anos ou mais de idade, os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

A estimativa total é que serão vacinadas mais de 59 milhões de pessoas em todo país, sendo 972.875 só no Estado do Rio Grande do Norte. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação.

“Em 2018 o Rio Grande do Norte vacinou 93,5% de sua população, e agora em 2019 a Coordenação Estadual de Imunizações está aumentando os esforços para em parceria com as Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde vacinar o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários a receber a vacina e com isso reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza”, explica a coordenadora de Imunizações da Sesap, Katiúcia Roseli.

A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

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Polícia

Diário Oficial do Estado publica resultado preliminar de aprovados em exame médico do concurso da PM; confira

Reprodução

Está no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira(05) o resultado da segunda etapa do concurso público para praça da Polícia Militar. A lista traz os nomes de 1.215 homens e 316 mulheres aprovados no exame de saúde. Ao todo, o concurso oferece 938 vagas para pessoas do sexo masculino e 62 do sexo feminino. Confira aqui 

O concurso teve 12.841 candidatos inscritos, e teve um número expressivo de ausentes: de acordo com o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE), banca organizadora, 60% dos concorrentes não compareceram à prova objetiva e foram eliminados.

Etapas

O candidato aprovado até a sexta etapa, dentro do número exato de vagas, deverá ainda realizar Curso de Formação, de caráter classificatório e eliminatório, com a duração de 10 (dez) meses, em tempo integral, de responsabilidade da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Opinião dos leitores

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Judiciário

Acusado de tentar matar vizinho durante briga pelo uso da água em um poço no interior do RN irá a júri popular

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN manteve a sentença de pronúncia de um homem acusado de tentar matar seu vizinho durante uma briga pelo uso da água em um poço. O caso ocorreu em Água Nova, em janeiro de 2014. De acordo com a pronúncia, o crime de homicídio não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade do réu, uma vez que a vítima utilizou um animal como escudo para se proteger dos disparos.

A briga pelo uso da água foi considerado um motivo “fútil” e levado em conta na formulação do tipo penal: homicídio qualificado na forma tentada, crime pelo qual o réu foi pronunciado, em sentença da Comarca de Pau dos Ferros, na Ação Penal nº 0100719-37.2014.8.20.0108.

Segundo a Denúncia do Ministério Público, Francisco Pereira da Silva atentou contra a vida de Aldair Ferreira de Queiroz, disparando por três vezes contra ele, não conseguindo o resultado ‘morte’ por circunstâncias alheias à sua vontade, pois errou os disparos; contudo, por erro na execução, vindo a atingir e matar uma vaca, a qual foi utilizada como escudo pelo ofendido para se proteger.

“Com efeito, sobressaem dos autos a materialidade delitiva, por meio do Auto de Exibição e Apreensão da arma utilizada no crime, e os indícios de autoria capitaneados pela própria confissão do acusado”, ressaltam os desembargadores.

A decisão considerou que, mesmo que a defesa insista pelo afastamento da qualificadora do inciso II do parágrafo 2º, do artigo 121 do CP (motivo fútil), os elementos instrutórios apontam a outra constatação, diante da falta de importância do motivo ensejador da discussão entre os envolvidos.

O órgão julgador ainda acrescentou que, sendo a fase de pronúncia norteada pelo princípio “in dubio pro societate” (na dúvida, favorecer a sociedade), ainda que exista dúvida acerca do fato delitivo e de sua autoria, deve a autoridade pronunciante remeter os autos ao juiz natural da causa, o Tribunal do Júri Popular.

TJRN

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