Política

Após nova acusação, aliados de Bolsonaro atuam para tirar Bivar do comando do PSL

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) deram início a uma articulação para tirar o deputado Luciano Bivar (PE) do comando do PSL.

Na manhã deste sábado (8), o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) participou de uma reunião no Palácio da Alvorada com o presidente para discutir a situação do dirigente.

Também estiveram no encontro os advogados Karina Kufa, que comanda a área jurídica do PSL, e Antonio Rueda, vice-presidente da sigla.

O movimento de afastamento de Bivar ganhou força depois de a Folha ter mostrado que o dirigente da legenda apresentou à Câmara e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) notas ficais de empresas que negociam a venda desse tipo de documento.

A avaliação é que situação do deputado afeta negativamente a imagem de Bolsonaro, que já sofre o desgaste de outras acusações envolvendo o partido, como a de candidaturas de laranjas.

No encontro deste sábado no Alvorada, foram tratadas opções jurídicas para justificar o afastamento de Bivar.

A ideia dos aliados de Bolsonaro é ampliar o controle da família do presidente sobre o PSL.

Há a preocupação, no entanto, que a eventual saída de Bivar crie traumas com a bancada do partido no Congresso, já que não há unidade interna no repúdio à conduta de Bivar.

Deputados e senadores ouvidos reservadamente pela Folha dizem que o deputado conta com o apoio de parlamentares, embora esse suporte não seja unanimidade.

Após a notícia de que Bivar usou empresas que emitem notas frias para justificar gastos, a bancada do PSL se dividiu entre apoio e silêncio. No grupo de Whatsapp dos deputados, o presidente nacional da legenda deu sua versão da história e recebeu apoio de cerca de 15 a 20 correligionários. A bancada do PSL tem 54 deputados e quatro senadores. Muitos preferiram não se manifestar para não se comprometer antes da apuração dos fatos.

Líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), também foi ao Alvorada logo após a reunião dos advogados com Bolsonaro, neste sábado. Ao sair de lá, ele minimizou a nova crise no partido.

“Imagino que parte do PSL pode estar angustiado em relação a isso, mas mantemos nossa confiança no presidente Bivar, que tem sido um grande deputado e tem ajudado o partido se desenvolver”, disse o Vitor Hugo. A bancada do partido tem reunião marcada para terça-feira (11).

“Ele vai ter possibilidade de defesa e de provar sua inocência. O partido vai deliberar nos órgãos competentes para tomar a melhor decisão.”

Em fevereiro, a Folha mostrou que o grupo político de Bivar ​lançou candidatas laranjas em Pernambuco que receberam mais de R$ 600 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018.

O caso do presidente do PSL é similar ao também revelado pela Folha em Minas Gerais, cujo diretório do partido era comandado à época pelo atual ministro de Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio. Os políticos negam irregularidade. As denúncias são investigadas pela Polícia Federal.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Deputado Frota gosta de um laranjal (também)
    Valente deputado bolsonário passou empresas a motorista

  2. Este partido é uma comédia! Parece mais um circo, com corruptos, palhaços, ator pornô, laranjas….kkkkkkkkkk

  3. Enquanto esses desmiolados estiverem só fazendo confusao, ta muito bom. So nao espero vê eles envolvido com corrupção de bilhoes, porque de milhoes ja tem. Kkkkkkk

  4. Ou paetido abencoado pra ter laranja, miliciano, confuseiros e fakastroes.
    Foram eleitos no susto com muita grana do titio San.

  5. Esse PSL – Partido do Suco de Laranja, só tem menino besta e inocente. Todo dia tem notícia envolvendo um deles em corrupção ou confusão.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Está preocupado com o fim da mamata????????
      Semianalfabeto é foda! Pendurado até o final.

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Esporte

Contusão deixa Marta de fora da estreia do Brasil na Copa da França

A atacante Marta não jogará na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo feminina de futebol contra a Jamaica. Ela se recupera de uma lesão na coxa esquerda e ainda não tem condições de atuar. O jogo será neste domingo (9), às 10h30 (horário de Brasília), em Grenoble, na França.

A informação foi confirmada hoje (8) pelo técnico Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez). “Ela está se recuperando melhor do que o esperado, mas ela não pode começar jogando. Talvez ela fique no banco, mas nosso plano é que ela não participe da partida”, disse em entrevista coletiva.

A jogadora de 33 anos, vencedora seis vezes do prêmio de melhor do mundo da Fifa, se machucou, em maio, durante a preparação da equipe para o Mundial. Nos últimos dias, Marta não participou dos treinos com o restante do grupo e realizou apenas atividades físicas.

Sem Marta, o ataque do Brasil na estreia será formado por Cristiane e Bia Zaneratto. O Brasil está no Grupo C do torneio, ao lado de Jamaica, Austrália e Itália.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

    1. Que comentário infeliz cara.
      Tu deve ser um gay mal amado né? Só pode.

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Diversos

Mega-Sena pode pagar R$ 70 milhões neste sábado

O concurso 2.158 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 70 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) deste sábado (8) em São Paulo (SP).

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

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Política

Líder da bancada do RN lamenta cancelamento da Cientec 2019 e promete emenda para reverter situação

O deputado federal Rafael Motta disse que recebeu com tristeza a notícia do cancelamento da edição 2019 da Semana de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Cientec). O evento estava previsto para ocorrer entre os dias 23 e 25 de outubro, com a temática “Objetivos do desenvolvimento sustentável”.

A feira foi cancelada nesta sexta-feira (7), segundo comunicado veiculado pela UFRN, em função da falta de verbas. Em abril deste ano, o governo federal anunciou o corte de 30% no orçamento das universidades e centros de educação federal de todo o país. Somando UFRN, Ufersa e IFRNs, o bloqueio se aproxima dos R$ 110 milhões.

“A Cientec é o maior evento científico e acadêmico do nosso estado e uma tradição do calendário potiguar. Sua não realização impacta diretamente o trabalho realizado pelos docentes e discentes da Universidade, que utilizam a feira como um instrumento de divulgação das ações à comunidade. É com imensa tristeza e bastante receio que recebo essa notícia. Apesar disso, não vamos deixar de buscar alternativas para reverter o cenário dos cortes na educação”, destacou o deputado.

À época do bloqueio de verbas, Rafael informou que irá apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para impedir o contingenciamento de recursos na pasta da Educação.

Opinião dos leitores

  1. Invistam esse a verba dessa feira que nao serve pra nada nos Hospitais, para servirem ao povo que está morendo á míngua no chão dos hospitais públicos !!!!!

  2. Esse deputaduzinho de meia tigela deveria era colocar na cabeça dessa anta para apoiar as reformas e esquecer Luladrão isso sim!!

  3. O que essa feira impacta na vida das pessoas de Natal e do RN?
    Fora ser um evento da UFRN para seus alunos mostrarem uns para os outros o que fazem, embora em boa parte das amostras, não tenha qualquer serventia prática ou as tenha em escala ínfima, o que a vida da cidade mudou a partir do que é mostrado nessa feira?
    Nada.
    Esse cancelamento é muito mais teatrinho para criar factóide sobre o contingenciamento de verbas que qualquer outra coisa.
    A Universidade precisa deixar de ser o braço acadêmico de uma ideologia para ser um ponto de estudo sério e compromissado apenas com a sociedade que lhe sustenta.
    É isso ou nada que lhe aconteça comoverá ninguém.

    1. Falou o homem que entende o que é uma pesquisa, parabéns Sérgio por seu comentário que acrescentou nenhuma informação com base legal. Falar por senso comum não dá.

    2. Disse tudo! Se fala o tempo todo em investimentos em pesquisa nas universidades públicas, mas quais são os resultados práticos para a sociedade? Diante do montante gasto, são resultados pífios, inexpressivos. É muita farra de passagem, diárias e compra de equipamentos e materiais sem justificativa alguma, como se vivessem numa realidade alternativa com tanta gente morrendo por falta de hospitais, remédios, saneamento.

    3. Aguardamos que nos brinde com a informação de qual pesquisa gerou benefícios a sociedade em todos os anos de realização da CIENTEC.
      Nos diga ano a ano qual a pesquisa que mudou algo na vida de alguém. Alguém que não era o apaniguado que recebeu os recursos e viajou, embolsou em diárias ou afins.
      Não é possível, sob sua ótica, que essa feira não tenha o que mostrar de útil nesse tempo todo.

  4. Homi
    arranje dinheiro p os hospitais, p pagar salários justos p os policiais. essa cientec e nada é a mesma coisa. tem dó ñ? da situação da nossa saúde e segurança?

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Economia

Congresso em Natal apresenta parceria entre Brasil e Alemanha para produção de biocombustíves de aviação

Aconteceu em Natal, entre os dias 5 e 7 de junho, o I Congresso da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação. O objetivo do evento foi reunir as principais entidades que trabalham no desenvolvimento dos produtos no País. Durante o Congresso, foi apresentado para todos o projeto ProQR, cooperação entre os Governos do Brasil e Alemanha, para produção de combustíveis sintéticos de aviação.

O ProQR é um projeto de responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) do Brasil e Ministério Federal do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) da Alemanha. “Os dois países usam os potenciais de cada um para mostrar ao mundo um caminho novo. De uma maneira geral, estamos falando de proteção climática. No entanto, podemos utilizar essa proteção climática para crescimento econômico também. Produzindo combustíveis de aviação, utilizamos energia elétrica renovável, eólica e solar, para sintetizar o combustível”, destacou Torsten Schwab, diretor de projeto da ProQR.

Os projetos de produção de combustíveis renováveis para aviação receberão apoio do Governo Federal. “É um caminho sem volta! A partir de 2020, o setor internacional da aviação precisa reduzir a emissão de poluição. Então, todo o mundo precisa participar desse contexto, já que aviões vêm da Europa para o Brasil, seguem do nosso País para os EUA e por aí vai. Ou seja, é um novo cenário global. O apoio político no Brasil existe, com Ministérios e Agências envolvidas”, destacou o coordenador de Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Setoriais do MCTIC, Eduardo Soriano.

A intenção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis é tornar o Brasil protagonista na produção de combustíveis renováveis para aviação. “A ANP está muito ativa nesse processo. Revisamos a regulamentação do setor, de modo que fique atual com o setor internacional. Além disso, o RenovaBio é um grande incentivo para a produção de biocombustíveis. Esse evento reuniu indústria, Governo e academia para avançar nesse processo”, destacou o coordenador do Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP, Fábio Vinhado.

O evento deve trazer resultados imediatos para o setor. “Foi fundamental reunir todos os envolvidos nesse processo de desenvolvimento de bioquerosene e hidrocarbonetos renováveis para aviação. Encerramos o evento com a certeza de que o trabalho já é uma realidade e que todos devem caminhar juntos no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para incentivar o crescimento do setor já a partir de 2019”, destaca Amanda Gondim, presidente do evento e coordenadora da Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação.

A nova política pode, inclusive, incentivar a redução dos preços das passagens aéreas, principal reclamação da população que utiliza o modal aéreo. “Futuramente, isso pode ocorrer, sim. Estamos falando de um combustível que aproveita as potencialidades do País, pois parte de biomassa, como oleaginosas, álcool ou biomassa residual. Além disso, contribui para diminuição da importação de querosene de aviação (QAV). Ou seja, ajuda na balança comercial”, destaca Gondim.

O Congresso estimulou a discussão em torno da formação de capital humano, fornecendo conhecimentos técnicos para quem vai atuar no novo e próspero mercado de trabalho que deve ser aberto a partir dessa nova política internacional. Durante os três dias do evento, foram realizados apresentações de trabalhos científicos, na forma oral e de pôsteres, palestras de renomados especialistas nacionais e internacionais e painéis sobre temas de interesse do setor de produção de energias renováveis para aviação. Paralelamente ao Congresso, foi realizada uma feira, em que as empresas expuseram seus produtos e serviços.

Opinião dos leitores

  1. É só extrair óleo de peroba de petista que trabalha na Petrobrás. São cara de pau ao extremo.
    Apaixonados pelo estuprador dama e deles.

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Economia

Mudança no abono salarial da reforma pode custar R$ 80 bilhões

A economia esperada com a mudança nas regras do abono salarial dentro da reforma da Previdência pode cair quase à metade com os ajustes em estudo pelo relator da proposta, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

A proposta do relator é restringir o pagamento do benefício a quem ganha até 1,4 salário mínimo (R$ 1.397,20), o que reduziria o impacto da medida em cerca de R$ 80 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

O abono salarial é uma espécie de auxílio, no valor de um salário mínimo por ano, pago a trabalhadores que recebem até dois salários mínimos por mês.

Na proposta original do governo, esse benefício passaria a ser pago apenas a quem ganha até um salário mínimo por mês. Com isso, a ideia era economizar R$ 169,4 bilhões em dez anos – o equivalente a mais de 10% da economia total com a reforma, estimada em R$ 1,2 trilhão.

Essa mudança, no entanto, vinha enfrentando resistências da oposição, e a intenção do relator é chegar a um relatório de consenso, que tenha apoio dos líderes e possa ser aprovado na comissão e no plenário da Câmara. Ele ficou de apresentar o texto na semana que vem.

Pensões

Dentro do relatório, Moreira também pode rever a proposta do governo de permitir a concessão de pensões por morte abaixo de um salário mínimo, o que renderia uma economia de R$ 42,8 bilhões no INSS e de R$ 13,53 bilhões no regime de servidores públicos.

Em conversas com técnicos e lideranças no Congresso, Moreira tem sinalizado que pode manter a vinculação da pensão ao salário mínimo. Há, porém, a possibilidade de que essa garantia seja dada apenas a quem não tem outra renda.

O relator da reforma também analisa a possibilidade de elevar a cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para os bancos dos atuais 15% para 20%.

Essa medida já vigorou no Brasil, mas perdeu validade em 31 de dezembro de 2018. A sinalização veio em reunião nesta semana com deputados do PT.

Eles questionaram o relator sobre medidas que atingissem bancos e movimentações financeiras. Segundo parlamentares presentes, o tucano respondeu apenas que “pode haver surpresas”.

Integrantes da equipe econômica, porém, são contrários à medida, pois avaliam ser um “puxadinho” para financiar o déficit da Previdência.

Além das mudanças já sinalizadas, há ainda pressão pela retirada dos pontos que mexem no benefício assistencial a idosos de baixa renda e na aposentadoria rural e de professores.

Economistas de mercado já calculam que a reforma de R$ 1,2 trilhão em uma década pode ter o impacto total reduzido a R$ 790 bilhões com essas alterações.

O que pode mudar
Abono salarial. Hoje é pago a quem recebe até 2 salários mínimos. Governo propôs reduzir a quem recebe 1 salário mínimo (economia seria de R$ 169,4 bi em 10 anos). Relatório deve restringir a quem ganha até 1,4 salário mínimo (R$ 1.397,20); economia encolheria R$ 80 bilhões na década.

Pensão por morte. Governo propôs desvincular do salário mínimo, o que geraria economia de R$ 56,3 bilhões em dez anos (considerando INSS e servidores). Relatório deve manter vinculação com mínimo, mas esse benefício pode ficar restrito a quem não tem outra renda.

Transição. Governo propôs exigir 62 anos para mulheres e 65 anos para homens para que servidores que ingressaram até 2003 mantenham o direito a aposentadoria com último salário da carreira (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade). Eles podem se aposentar antes, mas apenas com a média dos salários e sem a paridade. Por pressão de servidores, relatório deve contemplar uma transição mais suave para a manutenção da integralidade e da paridade. Um pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria está em discussão. O martelo ainda não foi batido.

Opinião dos leitores

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Política

Em 30 anos, base fraca fortalece Centrão

Alvo recente de protestos de rua e símbolo do que vem sendo chamado de “velha política”, o Centrão completa neste ano três décadas como fiel da balança na relação da Câmara dos Deputados com todos os presidentes eleitos democraticamente desde 1989. De lá para cá, a atuação desse conjunto de partidos – organizados para ter força na negociação com o Executivo – foi determinante para manter ou tirar presidentes do cargo, aprovar ou recusar reformas e definir o ritmo da pauta, especialmente quando o governo tem dificuldades em articular uma base parlamentar. Hoje, reúne 42% dos partidos com representação na Casa.

Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), realizado a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que o Centrão atual, com cerca de 225 deputados, perdeu 16% de seus votos na comparação com os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. Até a posse de Jair Bolsonaro, o bloco tinha 270 representantes, o maior desde a redemocratização. Mas confirma também que a força do grupo não está necessariamente em seu tamanho, mas em sua capacidade de articulação – tem representantes em 11 dos 26 dos partidos da Câmara.

A situação atual reflete a história do bloco idealizado ainda na Constituinte, em 1987. O grupo mostrou força logo na primeira composição. Resultado de um racha entre conservadores e progressistas do MDB, e criado para defender os interesses liberais do mercado nas fases de subcomissões e comissões temáticas, o Centrão reuniu no seu início em torno de 300 dos 559 constituintes (487 deputados e 72 senadores) e passou a influenciar todo o processo ao conseguir, em plenário, mudar o regimento interno.

Ao longo de três décadas, o Centrão foi decisivo para os diversos governos, contra e a favor. Como na aprovação do mandato de cinco anos para José Sarney, do impeachment de Dilma, e na rejeição das denúncias contra Temer.

Ainda que sem um caráter orgânico como visto hoje, já era possível identificar na origem do bloco alguns porta-vozes e ao menos quatro interesses que os uniam: o liberalismo econômico, a pauta conservadora nos costumes e as demandas ruralistas e governistas. Entre os líderes destacavam-se os deputados Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), Roberto Cardoso Alves (PMDB-SP) e Ricardo Fiúza (PFL-PE), todos já falecidos.

“A atuação do Centrão, enquanto grupo organizado, com liderança, funcionou na Constituinte, no governo José Sarney, posteriormente, nos governos Dilma, Temer e, agora, no de Bolsonaro”, disse o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap. Mas, segundo ele, nas gestões de Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, embora não existisse formalmente o Centrão, os partidos que constituíam o seu núcleo se mantiveram decisivos.

“Quando o presidente se mostra mais proativo, o Centrão se enfraquece”, afirmou o cientista político Luiz Domingos Costa, da PUC-PR. De acordo com ele, a flutuação no número de integrantes ao longo do tempo deriva diretamente da capacidade de organização da base do governo. “A dificuldade de articulação abre espaço. Quando o Centrão quer, aprova projetos. Mas, quando não quer, consegue travar o governo.”

A relação de embate com o governo Bolsonaro tornou o bloco alvo principal das manifestações de 26 de maio. Naquele domingo, apoiadores do presidente foram às ruas criticar a postura dos representantes do bloco, que, por exemplo, votou por tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro.

Diferenças

A forte renovação das urnas em 2018 explica o menor número do Centrão. No atual cenário, dois fatores fortalecem o grupo: o partido do presidente – que passou de 1 para 54 deputados na última legislatura e tem pouca experiência na articulação política – e a indisposição de Bolsonaro para acordos com o Parlamento, o que tensiona a relação.

Pela composição do atual Centrão e pelas polêmicas relacionadas ao bloco no governo Bolsonaro – além do Coaf, o grupo aprovou, por exemplo, o Orçamento impositivo, que limita o controle do presidente sobre a execução orçamentária -, antigos líderes veem hoje diferenças entre as diversas composições. É o caso do ex-deputado federal Bonifácio de Andrada, de 89 anos, que deixou a Câmara neste ano, após dez mandatos consecutivos.

“Apenas o nome é igual. São duas substâncias parlamentares totalmente diferentes. Naquela época, o Centrão tinha uma incumbência e uma responsabilidade para a vida nacional. Era uma situação de anormalidade política, estávamos fazendo a Constituição. Hoje, é um momento de normalidade política. O Centrão define se apoia ou não o presidente”, disse, sem se posicionar contra ou a favor da atuação do bloco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Política

Governador da Bahia diz que é hora de ‘tirar os bodes’ da sala da Previdência, pede diálogo e mudanças

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), diz que “ninguém discute a necessidade da reforma da Previdência”. “O problema é: qual o eixo?”. Sua equipe fez estudo sobre o impacto do projeto do governo Bolsonaro. Alguns pontos, ele diz, oneram as contas estaduais.

Costa propõe uma reunião com o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para levar o raio-x e as demandas. “Dizem que a capitalização é um bode na sala. Se é bode, passou da hora de tirar. Se demora, o cheiro fica.”

Costa vai levar a proposta da reunião com Moreira ao Fórum de Governadores, que reúne os chefes dos 26 estados e do DF, na terça (11).

Coluna Painel/Folha De S.Paulo

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Política

Senado deve derrubar propostas de Bolsonaro para o trânsito, diz jornalista da Folha

A jornalista Monica Bergamo, da Folha de São Paulo, publicou uma coluna hoje em que afirma que o Senado Federal deve terminar derrubando a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro, que altera algumas regras de trânsito. Entre elas a do uso de cadeirinha para alguns casos específicos e que ainda está sob em análise.

Confira o texto

O projeto proposto por Jair Bolsonaro que altera as leis de trânsito e chega a liberar de multa os pais que não usam cadeirinha para levar filhos pequenos no carro deve ter dificuldade de ser aprovado também no Senado.

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já encomendou parecer sobre as alterações propostas. Antes mesmo de ele ficar pronto, ouviu de senadores que a ideia não deve ser aprovada.

Na Câmara, onde começará a ser discutido, o projeto também foi recebido com resistência.

Além de manter a multa para a cadeirinha, os parlamentares devem rejeitar a proposta de Bolsonaro de liberar motoristas profissionais, como os caminhoneiros, de exame toxicológico.

Opinião dos leitores

  1. Por que nos ônibus e aviões não existem cadeirinhas?
    A turma da esquerda acha legal o aborto.
    Mas quanto a cadeirinha, que sequer existe no código de trânsito, eles ficam preocupados com a vida de crianças?

    1. Graças a Deus Raimundo você nunca ter perdido um familiar por não está utilizando a cadeira. A cadeirinha para criança é comprovado sua serventia, assim como o cinto de segurança. Se você procurar um pouco mais, há estudos científicos que comprovam que salva vidas. Se os motorista todos fosse educados, respeitassem o limite de velocidade, não consumisse bebidas alcoólicas ou drogas, não haveria essa necessidade. A jovem professora que morreu na prudente nos últimos dias, foi devido não estar com o cinto de segurança, iria ser o mesmo caso para a criança. Provavelmente se salvaria se estivesse na cadeirinha. O brasileiro pensa na sua comodidade e não na sua segurança, esse é o problema. Ônibus é aviões não possuem por ser um transporte de uso coletivo, contém, ao menos era para ter, motorista responsáveis. Para ser um motorista de ônibus, há um curso de transporte de passageiro. No carro, apenas tiramos a nossa carteira. Dirija corretamente que não sofrerá infrações.

  2. Antigamente eu pensava que fortes e poderosas eram as indústrias automobilística, farmacêutica, bélica (EUA e URSS) entre outras. Hoje, para minha decepção e certamente de outras pessoas, constato que, pelo menos no Brasil, a indústria realmente forte é a da MULTA. Essa "gentalha", como diziam o Chaves, Chiquinha, seu Madruga, tem força. O verbo PUNGAR, na prática está "por cima da carne seca". Pobre Brasil.

    1. Não existe industria da multa, existe gente mal educada e irresponsável. Só existe a multa graças ao infrator.

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Gastronomia

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de magret de pato ao molho de chocolate e carpaccio de carne; assista programa na íntegra

Confira as receitas do Papo de Fogão para fazer o magret de pato ao molho de chocolate e, na Dica Rápida, o carpaccio de carne

Magret de pato ao molho de chocolate

com batata gratin e salada verde com vinagrete siciliano
Ingredientes para 2 porções

Batata gratinada
Ingredientes:
1 colher de chá de manteiga
3 batatas médias descascadas e cortadas em rodelas finas
1/2 litro de leite
Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto
200 g de creme de leite
3 gemas
1/2 xícara de chá de queijo parmesão ralado

Modo de preparo:
Corte a batata em rodelas finas.
Derreta a manteiga e coloque as batatas, o leite, tempere com o sal, a pimenta, a noz moscada e cozinhe por cerca de 20min, ou até que fique ‘al dente’.
Escorra e guarde o leite que sobrou. Misture a ele o creme de leite e as 3 gemas, bata até homogeneizar.
Faça camadas de batata, creme, queijo e repita até o fim da travessa. Finalize com o queijo.
Leve pra assar em forno preaquecido por cerca de 15min ou até que doure.

Preparo: 15 min
Cozimento: 30 min

Salada
Ingredientes:
4 folhas de alface roxa
4 folhas de alface crespa
6 folhas de rúcula
1colher de brotos (Opcional)
16 tomates cereja

Vinagrete siciliano
Suco de 1 limão siciliano
90g de azeite extra virgem
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Lave todas as folhas, enxague e seque.
Aqueça um fio de azeite e toste os tomates cereja, tempere com sal e pimenta.
Para o vinagrete siciliano, misture todos os ingredientes com um fouet.
Monte as folhas em um ramequim e decore com os brotos. Disponha os tomates cereja tostados no prato.
Regue com o vinagrete siciliano.

Preparo: 7 min

Magret
2 peças de Magret de Pato Germânia
Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo:
Tempere o Magret com sal e pimenta e deixe tomar gosto.
Aqueça panela de fundo grosso e comece a grelhar o magret pela parte da gordura (6min), vire o magret e sele o outro lado por 3min. Deixe descansar 5 min e fatie.

Molho de chocolate
150g de chocolate Calebaut
2cl de manteiga com sal

Modo de preparo:
Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas de 30 em 30s até que esteja liso.

Preparo: 5 min
Cozimento: 10 min

Dica Rápida – Carpaccio de carne

Ingredientes:
150g de carne pra carpaccio
1 colher de sopa de alcaparra
1 maço de rúcula cortada grosseiramente
50g de queijo ralado grosso
Sal e pimenta do reino a gosto
Reduzido de balsâmico
Azeite

Modo de preparo:
Coloque as fatias de carne, ainda congeladas, no prato redondo ou oval até cobrir o prato todo.
Tempere com sal, pimenta do reino e azeite a gosto.
Corte as rúculas grosseiramente com as mãos e coloque no meio do prato.
Coloque um pouco de sal da rúcula, acrescente metade do queijo., as alcaparras e reduzido de balsâmico a gosto.
Com a ajuda de uma faca ou espátula vai cobrir a rúcula com a carne do carpaccio.
Acrescente azeite, reduzido de balsâmico e o restante do queijo.
Sirva em seguida.

Preparo: 10 min

Opinião dos leitores

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Política

Benefícios fiscais de Zona Franca, Fies e Proger serão avaliados por comitê do governo

O Ministério da Economia informou nesta semana que o processo de avaliação de políticas de benefícios fiscais começará a ser implementado de “maneira institucional” neste ano pelo governo federal. O objetivo é propor manutenção, redefinição ou extinção de programas.

As análises englobarão, entre outros, o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), a Zona Franca de Manaus (ZFM) e o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger). Ao todo, os benefícios a serem avaliados neste ano pelo governo somam cerca de R$ 70 bilhões.

A análise será feita pelo Comitê de Monitoramento e Avaliação de Subsídios da União, integrado por representantes de Casa Civil, Ministério da Economia e Controladoria-Geral da União (CGU), com apoio da Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os benefícios fiscais são concedidos na forma de renúncia fiscal ou subsídio. No caso das renúncias fiscais, concedidas por governos no passado para estimular a atividade e preservar empregos, os valores em tributos deixam de ser arrecadados pela União. Os subsídios são gastos propriamente ditos, feitos geralmente para oferecer melhores condições financeiras a setores da economia (como juros mais baixos, por exemplo).

Em 2018, de acordo com informações do Ministério da Economia, as renúncias de tributos e os subsídios financeiros e creditícios (gastos em linhas de crédito, por exemplo) concedidos pelo governo federal somaram R$ 314,2 bilhões. Desse valor total, R$ 292,8 bilhões correspondem às renúncias tributárias (o que deixa de ser arrecadado), o equivalente a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Para 2019, a última previsão do governo é de que as renúncias de tributos somem 4% do PIB, o equivalente a R$ 303,45 bilhões.

“Agora, estamos institucionalizando a etapa de avaliação, que estava pulverizada por diversas secretarias. Quando o ciclo orçamentário estiver fechado, teremos dados consistentes para definir de maneira mais justa quais programas devem ser mantidos, remodelados ou descontinuados”, afirmou o secretário de Avaliação, Planejamento, Energia e Loterias do Ministério da Economia, Alexandre Manoel Silva.

Redução de benefícios fiscais
No início de maio, a área econômica já havia informado que buscará reduzir as chamadas “renúncias fiscais”, as perdas de arrecadação e a concessão de subsídios em cerca de um terço até 2022.
A redução de benefícios fiscais é uma estratégia do governo que se soma à reforma da Previdência Social para melhorar o perfil das contas públicas, que vêm registrando déficits primários (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) desde 2014. No ano passado, o rombo foi de R$ 120 bilhões e, para 2019, a meta é de um resultado negativo de até R$ 139 bilhões.

G1

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Cultura

Pingo da Mei Dia abre os festejos juninos de Mossoró neste sábado (8); confira programação

Abrindo as festividades juninas em Mossoró, na região Oeste potiguar, o Pingo da Mei Dia acontece neste sábado (8), atraindo a população da cidade e turistas, com shows gratuitos, fantasias tradicionais e o tradicional calor da região.

O corredor cultural começa a receber os shows ao meio-dia. A abertura acontece com as bandas Forró Com Ela, Nataly Vox e Nuzio Medeiros, nos trios Zueira, Absolut e Backstage, respectivamente.

Às 14h é o momento que a banda Saia Rodada agita os foliões juninos no trio Oxigênio. A festa segue com Renata Falcão, Forró dos 3, Renno, Aline e Dayvid, André Luvi, João Neto, Giannini Alencar e Mozão.

Confira a programação

12h – Forró com Ela – Trio Zueira
12h – Nataly Vox – Trio Absolut
12h – Nuzio Medeiros – Trio Backstage
14h – Saia Rodada – Trio Oxigênio
15h – Renata Falcão – Trio Absolut
15h – Forró dos 3 – Trio Backstage
15h – Renno – Trio Zueira
17h – Aline e Dayvid – Trio Oxigênio
18h – André Luvi – Trio Absolut
18h – João Neto – Trio Zueira
18h – Giannini Alencar – Trio Backstage
20h – Mozão – Trio Oxigênio

G1

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Judiciário

Justiça do RN tem o segundo pior índice de punição para crimes no Brasil

O Tribunal do Juri do Rio Grande do Norte tem o segundo pior índice de desfecho das ações penais entre os tribunais do Brasil, entre 2015 e 2018, perdendo apenas para Pernambuco. Segundo dados do estudo “Diagnóstico de Ações Penais de Competência do Tribunal do Júri”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgados nesta semana, 12% das ações no RN resultam em condenação, 12% em absolvição e 76% em extinção da punibilidade, ou seja, na impossibilidade de punir o autor de um crime. Em novembro de 2018, haviam 812 ações penais de competência do júri.

Ao mesmo tempo em que apresenta um baixo percentual de condenações, o Rio Grande do Norte tem a terceira maior taxa de casos novos de homicídios por cem mil habitantes, em 2016 e 2017. Os dados do CNJ, apontam que são 46 casos por cem mil habitantes. Em número de homicídios, o RN perde apenas para o Rio Grande do Sul e Acre.

Atuando como promotor do Tribunal do Juri há mais de duas décadas, Augusto Azevedo chama atenção mas os dados de extinção da punibilidade, mas explicou que não havia, inicialmente, como determinar um fator para isso. O promotor explicou que, dentre as causas que levam a extinção, uma é morte de quem está sendo julgado e a prescrição do crimes. “De toda forma, é um dado preocupante e alarmante, sinal do estado falido, que não dá consequência aos julgamentos”, disse Augusto Azevedo.
O artigo 107 do Código Penal elenca as várias causas de extinção da punibilidade e nem todas estão ligadas a uma falha do sistema de justiça em investigar, processar e julgar o caso. Segundo o CNJ, quando ocorre a morte do agente, por exemplo, não se pode falar em falta de celeridade ou ineficiência.

“Assim, muito embora não seja correto correlacionar a extinção da punibilidade a um cenário de impunidade, é possível afirmar que este evento aponta para uma situação na qual a aplicação da lei penal pelo Poder Judiciário se frustra. A prescrição ocorreu em 14% dos julgamentos e em 42% dos casos de extinção da punibilidade”, diz a análise apresentada pelo CNJ.

O índice de prescrição nas ações penais de competência do Tribunal do Júri julgadas entre 2015 e 2018, é de 20%. O maior tempo de duração dos processos está em São Paulo, com média dos casos baixados de treze anos e 80% dos casos tramitando há mais de oito anos. Em seguida, tem-se o Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia e Alagoas – todos com média de duração superior a nove anos.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), esclareceu que este levantamento se refere a crimes contra a vida, tentados ou consumados, ou seja, de competência do Tribunal do Júri, que é um colegiado de pessoas da sociedade que formam um conselho de sentença para decidir pela condenação ou não.

“Nestes casos, cabe ao juiz de direito apenas a sentença, quando houver condenação. Portanto, a decisão sobre o destino do réu não é do magistrado e sim deste colegiado formado por cidadãos do povo. A própria justiça nacionalmente está preocupada com estes índices e por isso promoveu recentemente um evento para discutir o tema e apontar saídas”, diz
O secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, juiz Richard Pae Kin defende , entre outras questões, que haja mais valorização dos jurados, procedimentos mais adequados para as diversas modalidades de delitos e que as audiências não sejam adiadas.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. O meu filho de 10 anos já sabe disso ; entre na justiça estadual e depois vá na justiça federal ….o tratamento dos servidores da justiça federal é top , pessoas educadas , comprometidas , satisfeita com o salário , na justiça estadual ( ganha o dobro) são servidores com CARA DE ABUSO, ARROGÂNCIA,E SE ACHAM QUE SÃO MERECEDORES DE GANHAR R$ 50.000,00 por mês , tem carimbadoras de papel na justiça estadual ganhando R$ 12.000,00 , officeboy de juiz ( oficial de justiça) ganhando R$ 18.000,00 , isso NÃO existe em lugar no mundo

    1. Vergonha Nacional, advogado bosta é assim mesmo. Nunca passou em concurso e passa a vida de despeito. Vá estudar, homi. Deve ser novo, entre 30 e 45 anos… A vida não acabou, salvo as prestações que deve ter feito no decorrer da "vida adulta".

  2. Isso não é culpa de quem julga somente, mas também do quadro defasado de funcionários. O TJRN está cheio de estagiários e cedidos, ou seja, pessoas não capacitadas, não aprovadas em concurso, fazendo trabalho de concursado.

  3. Isso é ustiça ? Parece mais incompetência pura. Mesmo assim tem os melhores salários do serviço público, o MP tem que investigar isso, eita pode não, são parte do conluio, quero dizer, problema.

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Polícia

MOMENTOS DE TERROR: Após assalto, motorista de aplicativo é levado para duna e amarrado em árvore na Grande Natal; ‘só pensava no meu filho’

Um motorista de aplicativo passou por maus momentos na noite desta sexta-feira (8) na Grande Natal. Após receber um chamado para ir pegar um passageiro em Parnamirim, ele acabou refém de quatro criminosos, que o levaram para uma região de dunas em Nísia Floresta. Lá, sob a mira de armas e ameaças, teve as mãos presas às costas e foi largado amarrado no tronco de uma árvore.

Para prender o motorista, os assaltantes usaram abraçadeiras de plástico, mais conhecidas como enforca-gato.

A vítima contou que teve o carro, o aparelho celular e dinheiro levados pelos bandidos. “Só pensava no meu filho, só pensava no meu filho”, disse o motorista, ainda apavorado, ao prestar queixa do roubo na Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal.

G1

Opinião dos leitores

    1. Não é que vc não tenha entendido
      Não foi dito na reportagrm

  1. para uns, os culpados somos nós cidadãos de bem, porque trabalhamos e mesmo com todo sacrifício conseguimos adquirir alguns bens e isso afronta "as vítimas da sociedade capitalista".

  2. Cadê o Direitos dos Manos, que não vai a mídia exigir a imediata punição dos culpados. Há esqueci que a vítima é uma pessoa de bem e trabalhador, aí nesses casos não cabe direitos humanos.
    Queria ver se a polícia algemasse um vagabundo em uma árvore alguns poucos minutos, era manchete em todos os jornais por 15 dias, teria ONG oferecendo apoio jurídico e psicológico a suposta vítima , a OAB já tinha criado uma comissão, os governantes já tinham se pronunciado anunciando a prisão e exoneração dos policiais, a população já estava organizando uma manifestação cobrando punição exemplar e o fim destes métodos cruéis.
    Depois não sabem o porque da violência ter chegado ao ponto que chegou !!

  3. Não há como evitar por completo, mas a Uber tem meios para diminuir ao máximo esse tipo de problema e só não o faz porque o prejuízo não é dela.
    Para cadastro de usuário teria que mandar a foto de um documento e o aplicativo só abriria com uma senha e haveria uma outra para indicar uso indevido.
    Então mesmo que digam que perderam o celular e outra pessoa chamou, como explicar que tiveram acesso a senha?
    Então, embora a sugestão não esgote o assunto, pelo menos levanta a palha para novas ideias.

  4. Pior que não vemos, ninguém fazer absolutamente nada Governo de Bandidos e isto que estamos vivendo estregues as Baratas . Muitas promessas de Campanha e não resolveram nada mas festas de São João está cheio por aí. Era pra se juntar Governo Estadual e Municipal e dar um basta na Bandidagem.

  5. O que deveria ser feito com meliantes que fazem isso? (antes que respondam: sim, existem leis e dar carta-branca para polícia seria uma temeridade). Se eu tivesse certeza de que injustiças não serão cometidas, por mim (e não o que a lei diz, mas lei se muda), era amputação de uma mão e um pé e ainda proibia de de receber qualquer ajuda do governo. Se repetisse a faceta, dobrava a meta e botava o meliante para viver nu, num chiqueiro comendo lavagem. Vamos ser bonzinhos. A primeira amputação só depois do segundo roubo ou furtos à residência, comércio ou veículo.

  6. Trabalhei como uber por um ano para complementar a renda mais deixei pq a minha vida e mais importante este pais esta uma verdadeira zorra os pais de ffamilia ñ podem trabalhar para defender o pão de cada dia cada segurança entre outras coisas

    1. Amigo, concordo com você, eu também já trabalhei como motorista de aplicativo, mas a violência me fez repensar a minha vida, e com certeza é muito mais importante!!!

  7. Esses FDP’s serão presos pelos nossos policiais, e logo soltos na audiência de custódia.

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Economia

Inadimplência nos contratos do Minha Casa, Minha Vida atinge 40% no RN

A inadimplência dos contratos de financiamentos de imóveis da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida chegou aos 40% no Rio Grande do Norte no final de 2018. Os números, repassados à TRIBUNA DO NORTE com exclusividade pela Caixa Econômica Federal, mostram que dos 17.123 contratos assinados de 2009 até o final do ano passado, 6.850 apresentavam dívidas em aberto há mais de 90 dias. A Caixa não divulgou, mesmo tendo sido demandada, o valor correspondente ao percentual de dívidas em aberto no Estado.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou à reportagem que, desde 2009 até o momento, foram contratadas 126,2 mil unidades habitacionais no Estado do Rio Grande do Norte, nas faixas 1; 1,5; 2 e 3. Desse total, foram entregues cerca de 102,4 mil moradias até o momento. Esses empreendimentos beneficiaram um total de 409,6 mil pessoas. A Faixa 1, que contempla considerável parcela dos imóveis construídos dentro do MCMV, é voltada para famílias de baixa renda e a maioria dos imóveis é subsidiada com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Nesta semana, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que os atrasos de pagamentos na carteira de crédito habitacional do banco chegam a R$ 10,1 bilhões.

A Caixa divulgou na quarta-feira, 5, as condições para a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas. Segundo o banco, as medidas atingem 589 mil contratos (11% da carteira) e devem beneficiar 2,3 milhões de pessoas.
Entre as opções está o pagamento à vista de uma entrada e a incorporação das parcelas atrasadas nas próximas prestações do empréstimo. Essa opção estará disponível para 111 mil famílias, com dívidas de R$ 1,8 bilhão.

“Algumas pessoas correm o risco real de perder suas casas próprias. Preferimos que esses clientes paguem uma prestação e diluam o resto da dívida no prazo dos contratos. Acreditamos que essa alternativa seja a mais atrativa”, avaliou Guimarães. Outras 237 mil famílias, com R$ 4 bilhões em dívidas, poderão pagar a prestação mais antiga atualizada e incorporar o saldo devedor ao resto do financiamento.

As 51 mil famílias com atrasos superiores a 180 dias, e dívidas de R$ 900 milhões, poderão ter o perdão de multa e juros moratórios ao pagarem a primeira prestação da entrada.

Há ainda 15 mil famílias, com débitos de R$ 300 milhões, que estão na iminência de terem seus imóveis retomados, que poderão ficar adimplentes com o pagamento de uma prestação. “Quando se atrasam dez ou 15 prestações, é porque não irá pagar mais. Então estaremos na prática fazendo um novo crédito para essas pessoas”, completou o presidente do banco.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Datanorte, Cohab, conjuntos IPE, conjuntos da caixa, etc….. qual tem ou teve, inadimplencia baixa?

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Saúde

Mais Médicos: profissionais têm até segunda para indicar municípios de atuação

Os profissionais aptos a participar do Programa Mais Médicos já podem indicar os municípios onde têm interesse de trabalhar. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Saúde, os médicos têm até as 12h da próxima segunda-feira (10), para acessar o site do programa e fazer suas indicações. São oferecidas 2.149 vagas em 1.130 municípios com os maiores índices de vulnerabilidade social do país nos 26 estados da Federação, exceto no Distrito Federal, além de 13 distritos sanitários especiais indígenas (DSEIS).

Conforme o ministério,a primeira fase do 18º ciclo do programa dá prioridade à participação de profissionais formados e habilitados com registro em conselhos regionais de Medicina (CRM) de estados brasileiros. Para garantir a imparcialidade na escolha dos profissionais, tiveram preferência na classificação médicos com perfil de atendimento para a atenção primária, com títulos de especialista ou residência médica em medicina da família e comunidade.

Caso sobrem vagas, serão oferecidas aos profissionais brasileiros formados em outros países e que já tenham habilitação para o exercício da medicina no exterior. A previsão do Ministério da Saúde é que os médicos comecem a atuar nas unidades de saúde em junho deste ano.

Agência Brasil

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