Saúde

ATENÇÃO, PAIS: Cresce alerta para automutilação entre crianças e adolescentes no Brasil

“O que está doendo tanto em você para fazer isso?” Foi o que a aposentada Maria, de 40 anos, perguntou para Bárbara (nomes fictícios) quando viu cortes no braços da filha, de 11. “A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém.” Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

Depois de terapia e a aposta em um esporte novo, aos poucos os cortes deram lugar às cicatrizes nos braços de Bárbara, mas a menina ainda vê colegas da mesma idade que passam pelo problema. O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento.

Conhecer a dimensão das lesões entre adolescentes é um dos objetivos de uma lei sancionada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A norma prevê que escolas passem a notificar casos de automutilação a conselhos tutelares – a ideia é que a família também seja avisada, ao mesmo tempo. “É um fenômeno. Outros países enfrentam os mesmos dilemas e, para instituir políticas públicas, precisamos de dados precisos”, disse ao jornal O Estado de São Paulo a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta vai articular a regulamentação da norma.

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos – parte ocorre dentro das unidades e com objetos cortantes de uso cotidiano dos estudantes. Mas, em meio a uma série de outros desafios ligados à aprendizagem e falta de recursos, os colégios ainda precisam superar tabus e a falta de formação de seus profissionais para lidar com o tema.

Pesquisadora da violência nas escolas há quase 20 anos, Miriam Abramovay se assustou quando percebeu o volume de relatos sobre automutilações em um estudo em escolas públicas do Ceará e Rio Grande do Sul. Realizada em 2016 e 2017, a pesquisa incluiu o tópico pela primeira vez e ouviu grupos de jovens. “Em uma escola onde fizemos pesquisa, devolveram ao professor um ‘kit de automutilação’. Disseram que não precisavam mais, já se sentiam reconhecidos não só pela escola, como também pela sociedade.”

“Era uma catarse, eles choravam muito”, lembra Miriam, pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). “Tanto que começamos a levar caixinhas de lenço de papel”, comenta.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Leila Tardivo observa, além do aumento, uma mudança no perfil. “Era mais entre mulheres acima de 20 anos, pessoas com problemas psiquiátricos. Agora, acontece em pessoas mais jovens, de 12, 13, 14 anos.” As meninas são maioria, mas a prática também ocorre entre os meninos.

Raramente há intenção de causar a morte. “Os adolescentes se machucam até para não se suicidar. Muitos dizem que a dor no braço é menor do que a tristeza”, diz Leila, que, com uma equipe da USP e pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, participa de ações preventivas em escolas públicas de São Paulo.

Automutilação está ligada a frustrações e depressão

Para ela, o contágio pelas redes sociais – há jovens que publicam as lesões na internet e páginas que incentivam a prática – ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única causa. “A automutilação está ligada a frustrações, à depressão.” Os casos também podem vir após violência em casa, bullying e abandono. O tratamento inclui psicoterapia e, em geral, não dura menos de um ano.

Espaços como o ambulatório do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP se especializaram no assunto. Jovens com histórico de autolesões começaram a chegar em 2013 e não pararam mais. “Hoje, temos mais adolescentes com automutilação do que uso de drogas no ambulatório”, diz a psiquiatra do IPq Jackeline Giusti, que também tem recebido ligações de escolas em dúvida sobre como agir.

Foi depois da demanda de colégios que uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) passou a estudar questões emocionais e afetivas relacionadas à automutilação entre adolescentes.

Para Antônio Augusto Pinto Júnior, professor da UFF, chama a atenção o número de jovens encaminhados pelas escolas de Volta Redonda, no Rio, onde o projeto é realizado: mais de dez em cada colégio. “Que problema é esse que está acontecendo com os jovens que eles precisam usar uma conduta autoagressiva para dar conta de suas questões?”, indaga.

A interrogação também ecoa entre professores e pais – que fazem parte de uma geração em que essa prática era menos comum. “Fiquei desesperada porque nunca imaginei que existisse isso”, conta Laís, de 37 anos, alertada pelo colégio de que o filho, aos 14, estava machucando os pulsos. Após terapia e o olhar atento da mãe, as lesões cessaram.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador”, diz ele, que faz parte do projeto Cuca Legal, de formação de professores.

Muita atenção aos sinais

1. Feridas. A automutilação tem se tornado mais comum, mas não deve ser banalizada. Ela pode indicar dificuldades emocionais.

2. Comportamento. Fique atento a mudanças de humor e isolamento. O uso de mangas compridas no calor pode indicar uma tentativa de esconder lesões.

3. Apoio. Caso identifique a situação, acolha o adolescente, escute os motivos e evite repreendê-lo. Procure ajuda profissional.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Amigo, aposentadoria não é concedida apenas por idade não.
      Incrível o nível de comentários desse blog, uma verdadeira comédia…

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Economia

Volkswagen supera GM e assume a liderança de vendas no Brasil no começo de maio: Gol e Voyage no top 5


A Volkswagen do Brasil registrou uma disparada de vendas no começo de maio de 2019, o que lhe rendeu a liderança de mercado brasileiro. A montadora alemã conta nos primeiros dois dias úteis com 19,2% do mercado, superando por larga margem a norte-americana GM, que está com 15,8%. A Fiat mantém a terceira posição com 15%, enquanto a Toyota mantém-se na quarta colocação, com 8,8% de participação.

Nesses dois primeiros dias de maio foram vendidos 20.500 carros e comerciais leves no Brasil, com média diária de 10.250 – um número bastante expressivo para um começo de mês – o que aponta para a continuidade do processo de retomada do mercado brasileiro.

Entre os modelos, a liderança permanece com o Chevrolet Onix, com 1.314 unidades vendidas, mas o destaque vai para o veterano Gol, em 2º, com 1.059 emplacamentos, e para sua respectiva versão sedã, o Voyage, em 4º , com 788 emplacamentos.

Car Blog

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Polícia

MP vai pedir quebra do sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, publicada no Globo, deste domingo (5), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vai pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Jair Bolsonaro e atual senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL).

Além dele, será pedido também o sigilo de Fabrício Queiroz, ex-motorista e assessor de Flávio.

O jornalista informa que o processo, que está nas mãos do promotor Luís Otávio Lopes, do MPRJ, desde fevereiro, está prestes a andar.

O MPRJ vai tornar a dupla formalmente investigada e, se o Judiciário autorizar, o sigilo de Flávio e de seu ex-motorista, hoje habitando local incerto, serão quebrados.

O filho do presidente chegou a entrar na Justiça acusando o MPRJ de ter aberto seus dados ilegalmente. Queria, assim, trancar, a pré-investigação dos procuradores.

Seu pedido foi indeferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assim como foram barradas pelo Judiciário outras tentativas de matar as investigações na sua fase inicial.

Estadão Conteúdo

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Educação

Inscrições para o Enem 2019 começam nesta segunda-feira

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 começam amanhã (6), às 10h (no horário de Brasília), e podem ser feitas até o dia 17, exclusivamente pela internet, por meio da Página do Participante. As provas estão marcadas para os dias 3 e 10 de novembro (dois domingos consecutivos).

A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame.

O participante terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Depois dessa data, nenhuma informação poderá ser alterada.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 a 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir ainda este ano pode utilizar as notas no Enem, por exemplo, em programas de acesso à educação superior, de bolsas de estudo ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Mesmo quem solicitou a isenção da taxa precisa se inscrever. Estudantes que entraram com recurso relacionado ao pedido de isenção já podem verificar o resultado. As informações foram divulgadas na quinta-feira (2) no Sistema Enem. É necessário fazer login para acessar o resultado.

Agência Brasil

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Meio Ambiente

Projetos ambientalmente sustentáveis terão financiamento acelerado

Projetos de infraestrutura com impactos ambientais e sociais positivos terão o financiamento acelerado. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia prepara mudanças no decreto que regulamenta a emissão de debêntures (títulos privados) sem cobrança de Imposto de Renda para empreendimentos da área.

Segundo a pasta, as mudanças pretendem atrair investidores para o financiamento de infraestrutura e fomentar o mercado de títulos verdes – títulos que financiam empreendimentos ecologicamente e socialmente corretos. O ministério pretende criar um fast track (via rápida) para a emissão de debêntures incentivadas para esse tipo de projeto.

Atualmente, o decreto relaciona sete setores que podem apresentar projetos prioritários para a emissão de debêntures incentivadas. Os empreendimentos, no entanto, só alcançam o status de prioritário após cada ministério envolvido no projeto publicar uma portaria. Os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) dispensam a publicação das portarias para serem considerados prioritários. Agora, o governo quer estender a facilidade a projetos que ajudem o meio ambiente e a sociedade.

Segundo o Ministério da Economia, o desenvolvimento do mercado de títulos verdes representa uma opção para o Estado reorganizar a atuação na economia, regulando e induzindo investimentos privados no setor de meio ambiente, num momento em que o desequilíbrio nas contas públicas impede o governo de gastar mais.

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Economia

Privatização dos Correios deve entrar na pauta do Senado no início do segundo semestre

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estimam que as primeiras propostas de privatização de estatais vão chegar à Casa no início do segundo semestre. A expectativa é a de que Correios inaugure a lista, juntamente com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística).

Na semana passada, após defender que os Correios continuem sendo uma empresa pública, o presidente da estatal, general Juarez Cunha, disse, para os funcionários da estatal, que estão sendo feitos estudos para a abertura de capital da empresa.

“Com vistas à modernização da empresa, já iniciamos estudos para a abertura do capital da empresa. Isso é uma medida fundamental, importante, de maneira que possamos ter um quadro de sócios minoritários”, afirmou.

Essa semana os Correios abriram um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), cujas inscrições vão de 2 de maio a 12 de junho.

Opinião dos leitores

  1. Venda essa merda e envia o pé no cu desses carteiros , p ladrao condenado Lula roubou o POSTALIS e esses idiomas ficaram calados

  2. E a PETROBRAS que é mae dos políticos e de funcionários cheios de regalias? Tem que agilizar seu Bozo. Ta muito devagar as privatizações.

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Política

Planalto deve ceder e avalizar mudanças na estrutura do governo já em comissão especial

Para manter em 22 o número de ministérios, o governo Jair Bolsonaro deve ceder a algumas reivindicações de parlamentares que querem alterar o organograma da Esplanada.

Quem acompanha as negociações diz que o Planalto pretende atender já na comissão especial que analisa o tema ao menos quatro das oito mudanças que estão em discussão. Exemplo: a Funai deve retornar ao Ministério da Justiça e o registro sindical será atrelado ao da Economia —hoje ele está na pasta de Sergio Moro.

O governo também admite recriar o Conselho de Segurança Alimentar e recuar no monitoramento de ONGs. Com isso, propostas mais polêmicas, como a transferência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos de Moro para as de Paulo Guedes (Economia), ficariam para a análise do plenário.

Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

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Política

APAZIGUADOR: Mourão diz que disputa nos EUA fez Bolsonaro cancelar viagem a Nova York

O vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu à disputa política interna dos Estados Unidos o motivo do cancelamento da viagem do presidente Jair Bolsonaro a Nova York, onde seria homenageado no próximo dia 14 pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Bolsonaro, que seria agraciado com o prêmio “Personalidade do Ano”, vinha recebendo críticas de políticos americanos, principalmente do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e do senador Brad Hoylman, ambos democratas. Os dois comemoraram a desistência do brasileiro.

Na versão de Mourão, a decisão de Bolsonaro não teve relação com o cancelamento de patrocinadores do evento em Nova York. Desde que teve seu nome confirmado como homenageado, Bolsonaro foi alvo de uma série de resistências.

O Museu de História Nacional, onde inicialmente seria a cerimônia, se recusou a sediar a premiação. Empresas como a companhia aérea Delta, a consultoria Bain & Company e o jornal Financial Times retiraram seus patrocínios ao evento.

“A realidade é que o presidente se sente incomodado pela atitude do prefeito de Nova York, que nada mais é do que uma disputa interna nos Estados Unidos”, disse Mourão após participar da Festa Nacional da Cavalaria do Rio Grande do Sul, no município de Tramandaí. “O prefeito é democrata, o presidente Donald Trump é republicano e o presidente Jair Bolsonaro julgou por bem não se meter em algo que é uma disputa de outro país”, afirmou o vice.

Após o governo anunciar o cancelamento da viagem de Bolsonaro, o prefeito e o senador dos EUA comemoraram, por meio do Twitter. “Jair Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Ele correu. Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco. Seu ódio não é bem-vindo aqui”, escreveu Bill de Blasio.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu: “O prefeito de NYC critica a intolerância de Jair Bolsonaro, mas age da mesma forma. Discordo em muitas coisas do presidente Bolsonaro na agenda de valores mas não há saída para os nossos desafios sem diálogo e respeito”, escreveu Maia, também no Twitter.

O senador Brad Hoylman chamou de “vitória” o cancelamento da viagem presidencial. “Enfrentamos o presidente homofóbico do Brasil Jair Bolsonaro e vencemos. De acordo com as notícias brasileiras, ele se retirou do evento no Marriott Marquis e cancelou sua viagem aos EUA. O ódio não tem casa em Nova York.”

Por meio do porta-voz Otávio do Rêgo Barros, o presidente justificou a desistência em razão dos “ataques deliberados” de Bill de Blasio e pelo que chamou de “ideologização da atividade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Os Estados Unidos tem que tomar cuidado está se enchendo de esquerdistas e a baderna não tarda a chegar
    No mínimo foram mal educados para com o Brasil esse comportamento não é o de uma nação civilizada e de um idiota que tá usando esse evento para afrontar o presidente mas não o nosso é o deles mesmo.

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Política

Maiores partidos políticos já se rendem a nome novo

O desgaste dos partidos e da própria classe política – marcado nas eleições do ano passado pela rejeição do eleitorado – já estimula mudanças nas mais tradicionais e mais estruturadas siglas do País. De imediato, das 10 maiores bancadas do Congresso, ao menos cinco siglas já alteraram ou estudam alterar o nome, decisão que costuma ser anunciada como um processo de busca de conexões com as redes sociais e de renovação de estatutos e programas.

Algo que o DEM, que hoje preside tanto a Câmara quanto o Senado, fez em 2007, quando deixou de ser PFL e adotou a marca Democratas. O PSDB e MDB, as duas maiores bancadas no Senado, devem ir na mesma linha. O fenômeno, segundo especialistas, é uma tendência mundial e revela uma mudança na relação do eleitor com a política que dispensa mediadores e tem campo aberto no meio digital.

Depois de abolir “P” da sigla, o MDB estuda passar a se chamar apenas “Movimento”. O PSDB encomendou pesquisa para se reposicionar a partir de junho, quando ocorrerá a convenção nacional. Principal liderança da legenda, o governador de São Paulo, João Doria, fala em transformar o partido em “digital”.

Ligado à Igreja Universal, o PRB vai se transformar em Republicanos, como antecipou o Estado. A intenção da legenda é focar sua atuação no campo ideológico da centro-direita.

Originário do antigo PCB, o Partido Popular Socialista (PPS) foi rebatizado recentemente como Cidadania, e tirou o “Socialista” do nome para receber os grupos de renovação política, como Agora, Livres e Acredite. Entre os 74 partidos em formação inscritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 20 optaram por nomes com cara de movimento: Iguais, Raiz, Tribuna Popular, Animais, Força Brasil, Liga, Arena, UDN, Unidade Popular, entre outros.

O ex-deputado Roberto Freire, fundador e líder do Cidadania, observa que a ideia de partido como configurada hoje surgiu na revolução industrial, com o Partido Social Democrata Alemão. Para ele, este conceito está com os dias contados. “O mundo exige outra forma de organização. Os partidos vão deixar de existir”, disse. “A comunicação direta com o eleitor é uma nova realidade. Hoje é só pelas redes. Ninguém espera mais uma articulação partidária por células em sindicatos de base.”

Outra sigla que mudou de nome foi o Partido Trabalhista Nacional (PTN), que se transformou em Podemos em maio de 2017. “Somos cidadãos do século 21, mas lidamos com instituições concebidas no século 18. O que mobiliza hoje a sociedade não é mais a ideologia de esquerda ou direita, mas as causas, que são muito dinâmicas”, disse a deputada federal Renata Abreu (SP), presidente da legenda.

Sistema

Para o professor de ciência política Leonardo Avritzer, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esta tendência indica que o sistema partidário brasileiro é pouco consolidado. “Não consigo imaginar o Partido Republicano dos Estados Unidos mudando de nome”, disse.

Avritzer avalia que existe grande desconfiança em relação aos partidos. Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), em parceria com outras instituições, mostrou que, em 2018, oito em cada dez brasileiros (78%) afirmaram não ter “nenhuma confiança” nessas instituições. Uma das causas, segundo Avritzer, é a ausência de conexão com os anseios de parte da sociedade.

“A mudança (de nome dos partidos) é para se viabilizarem como estruturas que possam ser mais atrativas. Mas, provavelmente o motivo da pouca confiança não é que as pessoas não gostam do nome, e sim de determinadas de práticas”, diz o cientista político.

O pesquisador vê o Brasil inserido em um movimento mundial de forte insatisfação com o sistema político tradicional. “O eleitorado esteve disposto a votar no PSL e no Novo, partidos que praticamente inexistiam em eleições anteriores”, destacou. Nos casos dos partidos tradicionais, como MDB e PSDB, ele alerta que a mudança do nome significa, também, “abandonar muita coisa”. “O MDB seria a própria tradição da luta pela redemocratização, e o PSDB seria abrir mão de uma série de bandeiras históricas.”

Para o sociólogo Rodrigo Prando, professor do Mackenzie, a ideia de tirar o termo “partido” é uma tentativa de se mostrar mais conectado com a sociedade, numa tentativa de dar ares de modernidade a uma estrutura antiquada e pouco democrática. “Os partidos estão assentados em uma burocracia do século 20 e a sociedade hoje é outra, a democracia representativa está em crise no mundo todo. As eleições de Trump nos EUA e de Bolsonaro no Brasil deram uma chacoalhada no sistema.” Para ele, é fundamental que a militância participe da discussão da mudança do nome. “Não pode vir só da cúpula.”

Desde a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial do ano passado, o PT intensificou as discussões sobre como superar o antipetismo e o desgaste da imagem do partido.

Houve até a proposta de mudança do nome – hipótese prontamente descartada. Hoje o PT debate internamente a criação de uma frente formada por partidos, movimentos sociais e “setores democráticos”, como forma de fazer oposição ao governo Bolsonaro. A justificativa para a estratégia da frente é a “ausência de um deslocamento da situação política à esquerda”.

MDB quer ser ‘movimento”

Depois de deixar o Palácio do Planalto, sofrer forte derrota nas eleições do ano passado e perder a presidência da Câmara e do Senado, o MDB tenta se reposicionar na cena política para sair do isolamento. Dirigentes do partido querem agora construir uma agenda econômica com novas bandeiras, limpar a imagem da legenda abalada por escândalos de corrupção e influenciar no debate do Congresso, para ser uma espécie de fiel da balança em votações importantes para o governo de Jair Bolsonaro.

A estratégia para sair da “segunda divisão” e ganhar protagonismo após a crise passa por um alinhamento entre as bancadas do Senado e da Câmara e mudanças no cartório.

Uma ala do MDB quer trocar o nome do partido, desta vez para “Movimento”. Por trás desse novo batismo está a ideia de que o MDB admite erros, mas não é estático e dá a volta por cima. No fim de 2017, o PMDB já havia removido o “P” da sigla, voltando a ser chamado de Movimento Democrático Brasileiro (MDB), como foi criado, em 1966, quando fazia oposição à ditadura militar.

Antes antagônicas e em disputa, as bancadas do partido na Câmara e no Senado procuram agora alinhavar táticas conjuntas para avançar algumas casas no jogo legislativo e acumular força. Um dos temas em discussão, por exemplo, é a reforma da Previdência e o outro, as mudanças tributárias.

“Temos um Everest para escalar”, disse o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM). “Os governos, estrategicamente, sempre tentaram nos dividir, mas agora começamos a ter uma relação mais próxima. Estamos construindo várias pautas de políticas públicas e queremos debatê-las com o povo e com o governo.”

A meta é explorar temas que têm impacto na vida da população e jogar os holofotes sobre a marca MDB. As bancadas do partido querem, por exemplo, mexer na proposta do governo Bolsonaro sobre abono salarial e propor uma nova política de salário mínimo para vigorar a partir de 2020. Uma das ideias do partido é preparar uma proposta de transição para a implantação da mudança no abono, incluídas pelo governo na reforma da Previdência, e que prevê a redução de dois para um salário mínimo a renda de acesso ao benefício.

Na avaliação do deputado Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara, o novo momento do País exige uma aliança entre todas as correntes do partido. “Não vejo sentido em ter dois MDBs diferentes”, afirmou. “Precisamos superar as dificuldades e essa união ajuda a projetar nosso crescimento porque o próximo desafio é a eleição municipal de 2019.” O plano do MDB é lançar candidatos próprios nas capitais e em cidades com mais de 200 mil eleitores.

Presidente do MDB paulista, Baleia Rossi disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, apresentada por ele, é um dos temas que podem juntar as duas bancadas no Legislativo, além das mudanças sugeridas para a aposentadoria rural e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo.

TSE

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que o MDB ainda é o maior partido do País, com 2,3 milhões de filiados, embora tenha enfrentado um terremoto nas eleições do ano passado. Hoje, a sigla tem três governadores (Alagoas, Distrito Federal e Pará), 1.030 prefeitos, comanda um ministério no governo Bolsonaro – o da Cidadania, com Osmar Terra, e 34 deputados federais – um pouco mais da metade do que tinha antes -, mas ainda é dona da maior bancada do Senado, com 13 parlamentares.

Presidente do MDB, o ex-senador Romero Jucá (RR) não se reelegeu, assim como outros quadros históricos do partido no Senado, como Eunício Oliveira (CE), Edison Lobão (MA) e Garibaldi Alves (RN). Denunciado pela Lava Jato, Jucá atribuiu a derrota, na ocasião, ao que classificou como “linchamento” contra a classe política e à crise humanitária que atingiu Roraima, seu Estado, com intenso fluxo migratório de venezuelanos na região. Recentemente, Jucá conversou com Bolsonaro. “Mas não vamos entrar na base aliada”, avisou. “O MDB quer ser independente.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Esses políticos realmente acreditam na idiotice do povo brasileiro. Muda o nome da facção, pronto virou tudo santo. Me poupe. Jair foi eleito por conta dessa turma. Se duvidar poucos sabem o nome do partido dele.
    Tem que mudar, se não der certo, muda de novo. O que não pode é ter chefão de estimação.

  2. Como se mudasse de nome, mudasse alguma coisa se continua com as mesmas pessoas, que praticam o mesmo tipo de crime contra a população

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Tecnologia

Google inicia entrevistas para processo seletivo que prioriza negros no Brasil

O Google avança no esforço para elevar o número de profissionais negros em seu escritório brasileiro. Entrou em fase de entrevistas o processo seletivo para estágio que prioriza a contratação de negros.

O Brasil foi escolhido como o primeiro mercado de todas as filiais da empresa para deslanchar o projeto, que excluiu a exigência de inglês, visando expandir a diversidade de candidatos.

A iniciativa é liderada por Flavia Garcia, ela própria negra, que assumiu a missão neste ano.

Em sua primeira entrevista no cargo, a executiva disse à coluna que se guia pelos conceitos de diversidade, buscando refletir nos funcionários a representatividade dos usuários do Google, e de inclusão, para oferecer bem-estar ao trabalhador e extrair todo o seu potencial.

Entre as dificuldades, ela nega a existência de qualquer tipo de resistência na empresa. O maior desafio, avalia, é o aprendizado mesmo. “O mundo corporativo trabalha o assunto há relativamente pouco tempo.”

A retirada da exigência do inglês foi uma percepção estratégica, embora a língua seja praticada diariamente no Google, onde inglês e português se misturam. Seu cargo se chama “head” de diversidade e inclusão para a América Latina. “Ser fluente no Brasil é questão de acesso a oportunidades, de pagar curso ou viajar. Mas isso se pode desenvolver. As pessoas aprendem”, afirma.

O programa de estágio especial, chamado Next Step vai escolher em agosto 20 candidatos que receberão treinamento e aulas de inglês por dois anos. O programa convencional do Google continua existindo com duração de seis meses.

A executiva exalta a importância do comprometimento da direção. “Há um engajamento muito alto da liderança [do Google]. A responsabilidade com diversidade e inclusão aqui não é só da área de pessoas. Ela é compartilhada com a liderança”, afirma.

Garcia fez MBA na célebre escola de Chicago. E diz que seu “despertar” foi por lá. “Essa conversa está muito estruturada nos EUA. Lá eu tive o meu primeiro contato pessoal com o tema”, diz.

Painel S.A./Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Privilegiar a contratação de um funcionário em função da cor dele. Se ao menos isso tivesse um nome… ?

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Economia

MP que dificulta contribuição sindical pode cair

O governo decidiu abrir negociação com sindicatos e poderá sacrificar a MP (medida provisória) que proíbe o desconto automático da contribuição que incide sobre a folha salarial.

Lideranças das principais centrais dizem que, do jeito que está, a MP pode asfixiá-las. Por isso, pressionam seus parlamentares a barganhar um acordo com o governo em troca da reforma da Previdência.

Neste momento, lideranças parlamentares e assessores do governo afirmam que não se trata de uma troca. Reconhecem, no entanto, que a oposição à MP uniu as centrais e os deputados que representam a causa trabalhista no Congresso, e esse bloco pode atrapalhar o avanço da Previdência.

Na segunda-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o dirigente nacional da UGT, Ricardo Patah, e prometeu marcar uma reunião com técnicos do governo para, segundo o sindicalista, “abrir diálogo”. A UGT é a mais próxima do governo entre as grandes centrais.

“Essa MP é péssima para o movimento sindical, é inconveniente. O ideal seria que ela caducasse”, disse Patah.

Publicada em março, a medida provisória 873 não tem comissão instalada, presidente nem relator. O prazo para o governo aprová-la no Congresso expira no início de julho.

Aliados do governo no Congresso já avaliam deixá-la expirar e, após a tramitação da Previdência, apresentar um projeto de lei tratando do assunto.

O Ministério da Economia, responsável pela formulação da MP, resiste, e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), promete desengavetar o projeto indicando um relator ainda nesta semana.

A maioria dos líderes partidários é contra a volta do imposto sindical”, afirmou ela.

A MP foi apresentada pelo governo para fechar brechas usadas por sindicatos e empresas para burlar o fim do imposto sindical, eliminado na reforma trabalhista. A contribuição passou a ser optativa e feita com autorização prévia dos trabalhadores.

Alguns sindicatos, porém, interpretaram que a autorização pode ser feita por meio de assembleias da categoria sem a necessidade do consentimento de cada trabalhador.

Eles negociaram essas condições com os patrões em acordos coletivos firmados no segundo semestre de 2018.

Os bancos, por exemplo, acordaram descontar automaticamente 1,5% do salário dos funcionários para se livrar do pagamento de gratificação sobre horas extras. Esse é um dos principais motivos que levam os bancos a serem processados na Justiça do Trabalho.

O acordo foi feito após a Vale obter autorização do TST (Tribunal Superior do Trabalho) para descontar em folha uma contribuição sindical equivalente à metade de um dia de trabalho, após negociar com sindicatos de ferroviários.

Embora representasse 50% do antigo imposto sindical, a contribuição foi descontada automaticamente, ferindo o princípio da reforma trabalhista, de acordo com o Ministério da Economia.

Por pressão do secretário especial da Previdência, Rogério Marinho —que foi relator da reforma trabalhista—, Bolsonaro baixou então a MP. Ela estipula que a autorização deve ser individual, e o pagamento, feito por boleto bancário.

Com isso, tanto a Vale quanto os bancos suspenderam o repasse, o que está sufocando os sindicatos.

O presidente da UGT considera que a MP é péssima para o movimento sindical, mas afirma que, se a negociação com o governo seguir adiante, exigirá a retirada da contribuição por boleto (mantendo o desconto em folha) e que as regras das relações entre patrões e empregados sejam definidas por livre negociação. “A Constituição diz que o governo não pode interferir em questões sindicais”, disse Patah.

Segundo o advogado Otavio Pinto e Silva, professor da USP e sócio do escritório Siqueira Castro, empresas que acordaram recolher a contribuição fizeram valer outro pilar da reforma trabalhista: a prevalência do negociado sobre o legislado. Ou seja, tem mais poder o acordado entre patrões e empregados do que a própria lei.

Por isso, sindicatos já recorreram ao STF para invalidar a medida provisória, alegando sua inconstitucionalidade.

“Estamos em um momento de insegurança jurídica, as empresas não sabem se devem ou não descontar a contribuição”, disse Silva, que tem entre seus clientes companhias que negociaram o recolhimento da contribuição em folha.

A Folha consultou os principais bancos do país. Bradesco, Itaú e Santander disseram que a Febraban, que representa o setor, se manifestaria.

Via assessoria, a federação disse que os bancos cumprem a lei trabalhista em vigor e que não comentaria sobre a MP. A Vale informou que interrompeu em fevereiro o recolhimento da cota negocial.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Se Bolsonaro fizer isso vai dar asa a cobra. Toda contribuição tem que ser por LIVRE E ESPONTÂNEA vontade.

    1. A MP 873 proíbe inclusive as contribuições mesmo que voluntárias, as contribuições dos sócios estaria proibidas, por isso que todas as decisões judiciais tem reconhecidas a MP como ilegal…

  2. Esses sindicalistas pelegos, vivem farreando e gozando de mordomias com o dinheiro dos trabalhadores, sem esse dinheiro, a farra vai acabar!!!

  3. Olha aí os novos "parças" da Falha de S.Paulo: a sindicalha pelega, o MST, os porta-vozes da orcrim. Enfim, tudo de bom que brotou neste solo fértil de Macunaíma.

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Diversos

Concursos: 12 órgãos abrem as inscrições nesta segunda-feira para mais de 400 vagas

Pelo menos 12 órgãos públicos abrem as inscrições nesta segunda-feira (6) para 423 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Só na Prefeitura de Solânea, interior da Paraíba, são ofertadas 121 vagas.

Para os concursos cujas inscrições serão abertas nesta segunda-feira, os salários chegam a R$ 16.655,65 na Prefeitura de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso, que não informou o número de vagas disponíveis.

Prefeitura de São Gabriel do Oeste (MS)

  • Inscrições: até 08/05/19
  • Número de vagas não informado
  • Salários de até R$16.655,65
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Solânea (PB)

  • Inscrições: até 30/05/19
  • 121 vagas
  • Salários de até R$ 7.600,00
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de São Domingos do Cariri (PB)

  • Inscrições: até 30/05/19
  • 17 vagas
  • Salários de até R$ 2.430,00
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Frei Inocêncio (MG)

  • Inscrições: até 05/06/19
  • 98 vagas
  • Salários de até R$ 8.000,00
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Reduto (MG)

  • Inscrições: até 06/06/19
  • 74 vagas
  • Salários de até R$ 2.081,00
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Andradas (MG)

  • Inscrições: até 06/06/19
  • 40 vagas
  • Salários de até R$2.780,27
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Universidade Federal do Espírito Santo (ES)

  • Inscrições: até 07/07/19
  • 9 vagas
  • Salários de até R$4.638,66
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Tribunal de Justiça de Mato Grosso (MT)

  • Inscrições: até 17/05/19
  • 1 vaga
  • Salário não informado
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Departamento de Água e Esgoto de Marília (SP)

  • Inscrições: até 06/06/19
  • 11 vagas
  • Salários de até R$2.606,39
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital
  • Inscrições: até 06/06/19
  • 17 vagas
  • Salário não informado
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Mairiporã (SP)

  • Inscrições: até 06/06/19
  • 32 vagas
  • Salários de até R$5.598,94
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Vertente do Lério (PE)

  • Inscrições: até 17/05/19
  • 3 vagas
  • Salários de até R$8.340,00
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital
 G1

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Política

Deputado Ubaldo Fernandes deixará o PTC e PR é provável caminho

O deputado estadual Ubaldo Fernandes deve deixar o PTC em breve. O parlamentar ainda estuda qual partido se filiar, mas um caminho provável é o PR.

Ubaldo recebeu convite de várias legendas, mas o diálogo com João Maia é o que mais tem avançado. O projeto do PR é de montar uma nominata capaz de eleger dois vereadores na Câmara Municipal de Natal e Ubaldo tem nomes que pretende apoiar, com o objetivo de retomar o espaço deixado. Atualmente o PR tem o suplente César Andrade, filho do ex-vereador Adão Eridan.

O PTC foi um dos partidos que não atingiu a cláusula de barreira, ou seja, que está sem direito ao fundo partidário e sem direito ao tempo de televisão e rádio nas eleições.

Opinião dos leitores

  1. Isso muda muita coisa no RN.
    Típica situação que se está entre a nulidade e o nada.
    Quem danado se importa em qual poste esse cidadão vai amarrar o jumento dele?

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Política

Servidores que podem se aposentar ficarão mais 7 anos na ativa, prevê governo

O governo federal estimou no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, encaminhado em abril ao Congresso Nacional, que os servidores públicos em condições para pedir aposentadoria aguardarão, em média, mais sete anos para ingressar formalmente com os pedidos – em razão também do chamado “abono de permanência”.

Esse benefício, instituído pela Emenda Constitucional 41, em 2003, corresponde ao valor da contribuição previdenciária mensal do servidor que solicitar, desde que tenha cumprido os requisitos para aposentadoria e opte em permanecer em atividade.

Só há abono de permanência para aposentadoria proporcional se adquirido o direito até 30 de dezembro de 2003, e, por idade (homens, 65 anos, e mulher, 60) – se completada a idade até a mesma data –, acrescido de tempo de contribuição (homem, 30 anos e mulher, 25 anos) e demais requisitos.

O que diz a LDO

De acordo com o projeto da LDO de 2020, enviada no mês passado ao Legislativo, até a avaliação atuarial do exercício de 2017, considerava-se que todos os servidores identificados com direito ao recebimento do abono de permanência iriam exercer de imediato o direito à aposentadoria.

Entretanto, o governo acrescentou que essa “hipótese” se mostrou “muito conservadora”, pois não se observa que isso ocorra na prática – o que gerava “distorções nas projeções atuariais” (para os gastos com benefícios).

No projeto da LDO, informou ainda que, por essa razão, essa hipótese foi revista, adotando-se a premissa de que os servidores aguardarão mais sete anos no trabalho, “contados da data de cumprimento da melhor elegibilidade para se aposentar”.

De acordo com informações da área econômica, essa projeção de que os servidores aguardarão, em média, mais sete anos para se aposentar tem por base a experiência do que aconteceu nos últimos anos.

O governo informou, porém, que a maioria dos servidores que optam por não se aposentar quando reúnem as condições para isso têm salários mais baixos.

O secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Gleisson Rubin, afirmou, entretanto, que, se há em curso um movimento para alterar as regras vigentes de aposentadoria, por meio de proposta que tramita no Congresso Nacional, “é de se esperar que o número de pedidos [de aposentadoria] aumente, o que de fato se vem observando nos últimos 60 dias”.

Segundo Gleisson Rubin, do Ministério da Economia, não há neste momento intenção por parte do governo de propor o fim do abono de permanência.

“Por ora, não há movimentos nesse sentido. O fim do abono de permanência demandaria o envio de uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional], o que não seria conveniente neste momento em que o foco deve estar na discussão da reforma da Previdência”, declarou o secretário.

Segundo ele, isso não representa um “juízo de valor” – se o governo está ou não satisfeito com o atual formato do abono permanência – mas somente uma observação de que, neste momento, não há “timing político” para tratar desse assunto.

Reduzir despesas

O ministro Paulo Guedes tem buscado diminuir as despesas com servidores públicos, o segundo maior gasto do orçamento primário da União (aquele que não tem relação com a dívida pública) nos próximos anos.

No início deste mês, em evento em Brasília, ele disse que seria uma “grande notícia” a previsão de que 50% do funcionalismo público se aposentará nos próximos cinco anos.

Para isso, ele informou que quer “travar” os concursos públicos. Para 2020, não estão previstos concursos públicos e nem reajustes de servidores – com exceção para o processo de reestruturação de carreira dos militares.

Em 2018, o número de servidores públicos federais na ativa registrou a primeira redução em 11 anos, de acordo com o Painel Estatístico de Pessoal, mantido pelo Ministério da Economia.

Contas do governo

A diretriz de enxugar a máquina pública se dá em um momento de dificuldade nas contas públicas. Para este ano e para 2020, respectivamente, o governo projeta um rombo em suas contas (sem contar gastos com juros) de até R$ 139 bilhões e de até R$ 124,1 bilhões.

Pressionadas principalmente por gastos previdenciários crescentes, além de perdas de arrecadação com benefícios fiscais, as contas do governo estão deficitárias desde 2014. A previsão da equipe econômica é de que o resultado continuará no vermelho até o fim do governo Bolsonaro, em 2022.

Gastos com servidores

De acordo com as projeções contidas na proposta da LDO de 2020, os gastos com servidores públicos avançariam de R$ 326 bilhões, em 2019, ou 4,46% do Produto Interno Bruto (PIB), para:

R$ 338,1 bilhões em 2020 (4,29% do PIB);
R$ 350 bilhões em 2021 (4,14% do PIB);
R$ 363,3 bilhões (4% do PIB) em 2022.
Dessa forma, embora cresça em valores, o governo prevê recuo na proporção do PIB nos próximos anos.

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Política

Vereador Sueldo Medeiros pode deixar o PHS rumo ao PSB de Rafael Motta

O vereador de Natal Sueldo Medeiros, hoje filiado ao PHS, deve disputar a reeleição pelo PSB, dentro do projeto político de Rafael Motta.

Sueldo já foi informado pela direção do PHS que o partido continuará existindo, mesmo sem ter atingido a cláusula de barreira, ou seja, sem direito a tempo de televisão e sem fundo partidário. Existe, ainda, a possibilidade do PHS se fundir a outro partido.

O vereador de Natal ainda aguarda a possível fusão para definir seu futuro político, mas o caminho estudando é rumo ao PSB. Sueldo e Rafael têm mantido o diálogo.

Atualmente, o PSB tem um vereador na Câmara, o decano Franklin Capistrano.

Opinião dos leitores

  1. Grande notícia… SQN.
    BG, o folguista do domingo está meio sem assunto? Segunda postagem sobre mudança de partido por parte de políticos?!?
    Quem danado se interessa onde esse povo está, vai ou pretende ir?

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Jornalismo

Informação nunca é excessiva, diz pesquisador italiano

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nenhum momento histórico nos oferece mais liberdade e mais possibilidades de realização do que o momento atual, mas ainda assim permanecemos leais a estilos de vida do passado. Essa é a visão do sociólogo italiano Domenico De Masi, que há mais de duas décadas vem observando que a tecnologia oferece às sociedades humanas a oportunidade de promover uma redução na obsessão pelo trabalho e uma recuperação da capacidade de contemplação, ócio e divertimento.

Na última terça-feira (30), De Masi falou com exclusividade com a reportagem da Agência Brasil, pouco antes de lançar seu novo livro no Rio de Janeiro, durante um evento na Casa Firjan. Intitulada Uma simples revolução, a obra apresenta um panorama histórico da evolução do conceito de trabalho e propõe que nos reorientemos em direção a uma civilização menos ocupada em busca do dinheiro e do poder e mais ociosa, voltada à introspecção, à criatividade e à convivência. Trata-se de uma continuidade de suas reflexões sobre o “ócio criativo”, conceito que ganhou centralidade em um best-seller que Domenico De Masi lançou em 2000.

O sociólogo classifica a atual sociedade como pós-industrial e faz a defesa da adoção do home office e da diluição das fronteiras entre o lazer e um trabalho mais prazeroso e produtivo, com maiores intervalos de descanso. Além promover mais qualidade de vida, a tecnologia carrega, em sua visão, potencial para fortalecer a democracia. Para De Masi, a intensa circulação de fake news revela uma democratização do uso da mentira ao mesmo tempo que nos coloca o desafio de aumentar a capacidade humana para decodificar as informações.

Agência Brasil – O senhor tem defendido que a tecnologia nos permite reduzir o tempo dedicado ao trabalho, mantendo ou até aumentando a produtividade. Trata-se de um exemplo de uso positivo da tecnologia, nos fazendo mais felizes e aumentando nossa qualidade de vida. Ao mesmo tempo, o senhor aponta que, quanto mais próximo da pré-história, mais distante estamos da violência, sinalizando que o avanço da tecnologia também nos leva a viver conflitos sobre novos prismas. Temos visto recentemente o aumento dos discursos de ódio nas redes sociais. O futuro da sociedade tecnológica concretamente está nos apontando para qual direção?

Domenico De Masi – Quando nos referimos ao trabalho, podemos notar que a tecnologia avança geralmente de forma mais benéfica. As sociedades humanas sempre estiveram muito ligadas à tecnologia. Começamos com aparatos tecnológicos bastante simples. Por exemplo, os martelos, a serra. Depois, descobrimos a tecnologia mecânica. Depois, a eletromecânica que já nos permitiu produzir os automóveis, a energia elétrica. E também começa a substituir determinadas funções desempenhadas por humanos. Mais tarde, chegaram as tecnologias digitais e, com isso, substituímos muitos empregados. De outro lado, cria-se novas áreas para trabalhadores intelectuais de nível superior que serão responsáveis por desenvolver a inteligência artificial. Então, a tecnologia tem assumido, em nosso lugar, atividades pesadas, barulhentas, incômodas e perigosas. O acesso à tecnologia traz ainda outros efeitos positivos. No emprego da farmacologia, por exemplo, permite a possibilidade de curar muitas doenças. Aplicado à cirurgia, também se mostrou muito útil. Mas infelizmente, pode ser aplicada também à violência, com o uso das armas e a promoção das guerras. Nós usamos a tecnologia seja para o bem, seja para o mal. E, quanto mais potente é a tecnologia, mais ela serve tanto para promover o amor como o ódio. A questão é que as tecnologias são guiadas pelos cérebros das pobres pessoas, que precisam usar a racionalidade e a emoção de modo a evitar que causem danos.

Agência Brasil – O Brasil aprovou em 2017 um projeto de reforma trabalhista amplo, no qual se regulamentou pela primeira vez o home office no país.

De Masi – Já era hora. Para chegar do Leblon até aqui, gastei uma hora. Para voltar, outra hora. Gastei duas horas com o tráfego urbano. O tráfego no Brasil, no Rio e ainda mais em São Paulo, é absurdo. Não é possível viver em uma cidade onde se gasta uma hora para se mover de uma parte para outra. A única solução é o teletrabalho (home office). Não há outra solução.

Agência Brasil – A crítica que sua obra direciona a estilos de vida que já poderiam ter sido superados se baseia no escasso tempo que eles deixam para o lazer, a reflexão e a contemplação. Ao mesmo tempo, há teóricos que relacionam, em alguma medida, nossas vidas aceleradas e sem tempo com o intenso fluxo de informação do mundo globalizado. O excesso de informação não traz desafios para nossa capacidade de reflexão e contemplação?

De Masi – A informação nunca é excessiva. Quanto mais melhor. É melhor haver excesso de informação do que uma carência de informação. Durante períodos ditatoriais, as informações se reduzem, não aumentam. Durante períodos de democracia, a informação aumenta. Hoje, graças ao social network, graças à internet, a informação é democratizada. Todos podem dizer a todos a realidade. Curiosamente, também todos podem dizer mentiras a todos. E esta é a verdadeira democracia. Antes, as mentiras só podiam ser ditas por diretores de jornais e pessoas importantes. Na democracia, todos podem dizer mentiras.

Agência Brasil – Há pesquisadores se indagando se o excesso de informação tem gerado apatia. Você não concorda com essa premissa?

De Masi – O excesso de informação pode criar convulsão, desorientação. Mas é excesso em relação a quê? Excesso em relação à capacidade de filtrar a informação, de decodificar a informação. Não devemos reduzir nenhum tipo de informação. Devemos aumentar a capacidade humana de analisar a informação e decodificá-la.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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