Política

Congresso gastou R$ 2,8 bilhões para ressarcir despesas de parlamentares em 10 anos

O Congresso gastou nos últimos dez anos R$ 2,8 bilhões para ressarcir deputados e senadores por despesas como alimentação, combustível, fretamento de aeronaves, hospedagem e passagem aérea. Até hoje sem mecanismo para checar se o serviço descrito na nota fiscal foi de fato prestado, o chamado cotão parlamentar da Câmara completa dez anos de sua criação no mês de maio.

O ato que criou o cotão na Câmara foi assinado pelo então deputado Michel Temer como reação ao escândalo conhecido como “farra das passagens”, que revelou o uso descontrolado de verba para comprar voos nacionais e internacionais até mesmo para parentes. O esquema, que perdurou de 2007 a 2009, resultou no oferecimento de denúncia contra 443 ex-deputados. Além desses, outros nove inquéritos civis foram abertos por uso irregular da cota ao longo dos dez últimos anos. Nenhum caso foi punido até hoje pelo Congresso ou pela Justiça.

Um levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que até hoje foram reembolsados R$ 2,5 bilhões em despesas de deputados. No Senado, o cotão foi criado em 2011 pelo então senador José Sarney (MDB). O acumulado desde 2009 mostra que os senadores geraram despesas no valor de R$ 300 milhões.

As passagens aéreas seguem no topo do ranking dos pedidos de ressarcimento atendidos pelos deputados. Em dez anos, os deputados receberam da Casa R$ 489 milhões para fazer face a essa despesa. Apesar do volume de recursos, a assessoria da Câmara informou que na década houve redução de 20% da despesa. No Senado, o reembolso com passagens em dez anos soma R$ 50 milhões em valores corrigidos. Também é a maior despesa.

O segundo maior gasto na Câmara é com a divulgação da atividade dos deputados, que custou R$ 410 milhões. Os deputados ainda pediram e receberam ressarcimento de R$ 180 milhões para cobrir despesas com consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos e outros R$ 170 milhões para combustível. No Senado, as categorias de gastos não são individualizadas. É possível saber que foram reembolsados R$ 61 milhões para despesas com locomoção, hospedagem, alimentação, combustível e lubrificante.

Bolso

Como se trata de reembolso, na maioria dos casos, os congressistas fazem o pagamento do próprio bolso e recebem o dinheiro de volta mediante apresentação da nota fiscal. Com salário de R$ 33,7 mil, cada parlamentar tem direito a cota que varia, a depender da distância do domicílio, de R$ 30 mil a R$ 45 mil, no caso da Câmara, e de R$ 21 mil a R$ 41 mil no caso do Senado. Em algumas despesas há um teto. Os deputados podem pedir reembolso mensal de R$ 12 mil para aluguel de carro e R$ 6 mil para combustível, por exemplo.

Uma vez autorizados, os pagamentos não passam por uma análise para comprovar a prestação do serviço. Considera-se que há presunção de boa-fé dos congressistas. Eventuais irregularidades que vierem a público são de responsabilidade do próprio parlamentar. O confronto de notas costuma gerar dúvidas sobre as prestações de serviços. Entre 2012 e 2013, os então deputados Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) alugaram carros de uma empresa que não tinha nenhum veículo. Os órgãos de controle concluíram que não era possível comprovar a denúncia passados cinco anos.

Em relatório inédito do Tribunal de Contas da União (TCU) obtido pelo Estado, auditores apontam que a Câmara e o Senado em geral “isentam-se de quaisquer responsabilidades pelo conteúdo, licitude ou legitimidade dos gastos”, e a realidade é que as cotas podem ser usadas de maneira ilícita. O processo aberto para apurar irregularidades no cotão está na pauta da próxima terça-feira. “Os parlamentares aproveitam-se da natureza dos controles e das regras flexíveis e apresentam notas com gastos ilegítimos”, diz o relatório. “Cabe repensar a própria necessidade de existência das cotas parlamentares”, conclui.

O diretor-geral da Câmara dos Deputados, Sérgio Sampaio, disse que é inviável verificar serviços pagos pelos 513 deputados em milhares de municípios. Ele afirmou que a Câmara trabalha para tornar automático o armazenamento digital de notas. A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, afirmou que a área administrativa não tem competência para realizar a fiscalização após realizado o reembolso das cotas. “A maior fiscalização é o cidadão.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Essa maconha estragada Acabou com seus miolos, soma a grana suja dos filhos de lula, Dirceu, Palocci, luladrão, Genoino, conta amigo, delubio Soares, vovó Mafalda… Amigo são bilhões desviados. Pior que não recuperaram nem 10% desses roubos.

  1. Esse é o maior mal do país, sem reduzir o número de parlamentares e reduzir seus salários e penduricalhos pra 20% do que ganham, o país será ingovernável. Temos que espelhar nosso parlamento, executivo e judiciário nos países de 1o mundo. Onde salários, número de membros e funcionários são infinitamente menores.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Banco de DNA ficará completo até final do governo, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse hoje (20) que o banco de dados de DNA estará completo até o final do governo. Segundo ele, esta é uma das medidas mais importantes do projeto de lei anticrime, enviado ao Congresso Nacional.

O banco de dados de DNA é uma central onde estão, à disposição de autoridades e investigadores, os materiais genéticos coletados de criminosos condenados pela Justiça e os obtidos em cenas de crimes.

Moro afirmou que a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos “aumentará a taxa de resolução de investigação de qualquer crime, mas principalmente de crimes que deixam vestígios corporais”, em mensagem na rede social Twitter.

Ele lembrou que a coleta desse material não é invasiva – ou seja, sem necessidade de incisões. “Propomos a extração do perfil genético (DNA) de todo condenado por crime doloso no Brasil. Significa passar um cotonete na boca do preso e enviar o material ao laboratório. Isso passa a compor um banco de dados, como se fosse uma impressão digital”, argumentou.

O ministro acrescentou que, diante de um crime, a polícia busca vestígios corporais no local, como fio de cabelo. A partir desse material é possível identificar o DNA do suspeito e cruzá-lo com o banco de dados. “Tem um potencial muito grande para melhorar as investigações, evitar erros judiciários e inibir a reincidência”.

Ele lembrou que já existe um banco de DNA no Brasil, mas que é “muito modesto”, reunindo de 20 mil a 30 mil perfis. No Reino Unido, país onde esse tipo de técnica investigativa está bastante desenvolvida, há cerca de 6 milhões de perfis. Nos Estados Unidos, 12 milhões.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos de Almeida Camargo, o banco de DNA é integrado por cerca de 20 unidades federativas.

“O importante agora é integrar todos os estados e viabilizar a coleta de condenados. Hoje, a lei determina a coleta de perfil genético dos condenados por crimes hediondos e violentos contra a vida. Na proposta, isso acaba se estendendo para todos os condenados por crimes dolosos”, disse à Agência Brasil o perito criminal da Polícia Federal.

Camargo acrescenta que potencializar o emprego dos bancos de perfis genéticos “é medida mais do que necessária para melhorar a solução de crimes e reduzir a impunidade”.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Esse é o cidadão brasileiro do século, ninguém contribuiu positivamente com o Brasil do que Sérgio Moro!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Inquérito do Supremo sobre fake news pode trazer avanço em legislação, diz advogado

Controvérsias à parte, a polêmica em que o STF (Supremo Tribunal Federal) se meteu nas últimas semanas a título de combater fake news poderá ter um saldo positivo, na visão do advogado especialista em direito digital Renato Opice Blum.

Professor do Insper, instituição onde coordena cursos nas áreas de proteção de dados e de direito eletrônico, Blum exprime voz dissonante em meio à onda de críticas à atuação do STF no caso e, em entrevista à Folha, diz que o episódio pode representar um avanço na jurisprudência sobre notícias falsas no país.

“Teremos a oportunidade de presenciar uma evolução do entendimento do Supremo sobre o tema e sobre questões que atingem os seus próprios membros. Vai ser muito rico do ponto de vista da evolução técnica”, afirma ele, que também é economista.

Ao alegar impedimento ético, Blum evita entrar em pormenores polêmicos do inquérito instaurado pelo STF para apurar calúnias, ofensas e ameaças a ministros do tribunal.

A investigação culminou em medidas como a censura (já derrubada) aos sites da revista Crusoé e O Antagonista na segunda-feira (15), o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra sete pessoas na terça (16) e, no mesmo dia, um rumoroso atrito com a PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o prosseguimento do caso.

O advogado e professor não comenta, por exemplo, se há tintas autoritárias nas recentes decisões e falas dos ministros Dias Toffoli, presidente da corte, e Alexandre de Moraes, relator da investigação.

Para os críticos, o STF esvaziou seu papel de guardião da Constituição, colocando em risco direitos como liberdade de expressão e liberdade de imprensa, além de ter extrapolado suas atribuições ao abrir o inquérito por iniciativa própria e se colocar a um só tempo como órgão investigador e julgador.

“Eu não saberia responder se houve excesso ou não”, afirma o docente do Insper. “O que eu posso dizer é que as medidas jurídicas adotadas são previstas e possíveis. Temos que aguardar o desenrolar do caso.”

Blum prefere olhar para a outra margem do rio. Diz ver como consequência benéfica do episódio o fato de sociedade e meio jurídico se debruçarem em um debate sobre fake news, tema no qual vem se especializando.

“Por mais polêmica que seja a questão, há um efeito prático desse tipo de medida que deve ser sempre sopesado. Olha só a repercussão que está dando esse caso. Disseminou mais ainda a discussão sobre liberdade de expressão, sobre o que pode ser melhorado na legislação.”

Ele continua: “Não se trata aqui de dizer se o STF acertou ou errou, mas é fato que a corte se valeu das ferramentas disponíveis hoje no nosso ordenamento jurídico tanto para buscar reparação em casos como calúnia e injúria quanto para coibir a propagação de notícias falsas”.

“O que entendo como desejável, e é aí que eu acredito que o STF poderia ter dado um passo adiante, seria ter avançado no estímulo ao direito de resposta no contexto da internet. Espero que isso ocorra.”

Nos mandados expedidos na terça contra sete pessoas que, para Moraes, difundiram inverdades sobre o tribunal, a ordem foi a de bloquear contas em redes sociais pertencentes aos investigados.

Na avaliação do advogado, para combater fake news na internet, o Judiciário deveria privilegiar a invocação do direito de resposta.

Além de atenuar as discussões sobre ter havido censura ou cerceamento à liberdade de expressão, a medida seria mais eficaz e pedagógica do que a simples exclusão do material, segundo o raciocínio de Blum. “Com o direito de resposta, você desmistifica, clarifica, dá credibilidade àquilo que é real.”

“A internet traz a dificuldade de remoção, porque um material pode ser retirado, mas volta. É algo sem fim. Quando você dá plenitude ao direito de resposta, amplia o entendimento do cidadão sobre aquele tema.”

O especialista assinala, no entanto, que essa solução ainda enfrenta dificuldades técnicas para ser implementada, o que leva ao segundo ponto que ele considera fundamental para fortalecer o combate a fake news: a maior responsabilização das plataformas que hospedam os conteúdos.

“Seria um avanço importantíssimo, como está começando a acontecer na Europa.”

De acordo com Blum, as redes sociais e aplicativos deveriam ser pressionados para criar soluções tecnológicas que permitam, por exemplo, que o direito de resposta eventualmente concedido pela Justiça alcance tanta visibilidade nas buscas quanto teve a postagem original com a informação inverídica.

Essa lógica, ressalva o docente, não eximiria de eventual responsabilidade criminal ou civil o autor da publicação. “Quando você quer esclarecer um fato, você não tem o mesmo espaço da repercussão que o primeiro post obteve, o que é injusto e desequilibrado. Isso tem que ser corrigido”, afirma.

É essa agenda —combinando direito de resposta e responsabilização das plataformas— que ele gostaria de ver caminhar. “Reitero minha confiança no Supremo. Sou filho de juiz e sempre aprendi a respeitar o STF. Parto do princípio de que, até que se prove o contrário, [os ministros] são todos corretos.”

A fé na instituição, continua o advogado, o faz acreditar que os alvos do procedimento terão resguardados o amplo direito ao contraditório e a chance de defesa, ainda mais pela visibilidade do caso. O inquérito na corte até agora não foi transformado em ação penal.

“Os ministros estão sendo violentamente atacados. Queira ou não queira, são ministros do Supremo Tribunal Federal e devem ser respeitados, são da maior instância [da Justiça do país]”, afirma Blum.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Reforma não pode tirar FGTS de aposentado que trabalha, diz OAB

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em São Paulo, afirma que a mudança no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), contida na reforma da Previdência, é inconstitucional.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do governo Jair Bolsonaro (PSL) acaba com depósitos mensais ao aposentado que continuar trabalhando com carteira assinada.

O texto também retira a obrigatoriedade de o empregador pagar multa de 40% sobre o saldo do FGTS. A indenização é exigida em caso de demissão sem justa causa.

Todo o trabalhador aposentado ou que vier a se aposentar e continuar trabalhando não terá direito à multa. O fim dos depósitos valeria para o idoso que se aposentar após a reforma.

O posicionamento consta de uma nota técnica assinada pelo presidente da OAB-SP, Caio Augusto Silva dos Santos, pelo presidente da comissão de direito do trabalho, Jorge Pinheiro Castelo, e pela coordenadora de direito individual do trabalho, Adriana Calvo.

Procurada para comentar o teor do documento e questionada sobre o impacto fiscal da proposta, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho não se pronunciou.

Para a OAB, as mudanças que tratam do FGTS atingem as chamadas cláusulas pétreas —que podem ser alteradas apenas por uma assembleia nacional constituinte, não por meio de uma PEC.

Elas estão previstas no artigo 60 da Constituição. O quarto parágrafo desse artigo determina que direitos e garantias individuais não podem ser alterados por emenda à Constituição —ou seja, via PEC.

A leitura da OAB é que o FGTS e a proteção contra dispensa arbitrária ou sem justa causa são exatamente isto: direitos e garantias individuais do trabalhador, inclusive do trabalhador que já receba uma aposentadoria.

“Há clara modificação da finalidade constitucional, e, pior, por via transversa abolem-se direitos e garantias fundamentais, cláusulas pétreas, caracterizada, assim, sua inconstitucionalidade material”, diz a nota da OAB.

A entidade afirma ainda que a mudança trata de “específico tema trabalhista” e se configura um “verdadeiro contrabando legislativo” na medida em que a PEC seria apenas para tratar de Previdência.

Para entender exatamente a engenharia da mudança, é preciso ter em mente que os diferentes artigos da Constituição conversam entre si.

O FGTS é apresentado como um direito do trabalhador no artigo 7º —junto com 33 outros direitos.

A PEC da reforma da Previdência insere um dispositivo no artigo 10º do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), que, por sua vez, altera o artigo 7º no que se refere ao FGTS.

Diz a PEC da Previdência: “O vínculo empregatício mantido no momento da concessão de aposentadoria voluntária não ensejará o pagamento de indenização compensatória prevista no inciso I do caput do artigo 7º da Constituição, nem o depósito do fundo de garantia do tempo de serviço devido a partir da concessão da aposentadoria [que está previsto no inciso III]”.

Ao criar novas regras para esse trecho da Constituição, a PEC suprime, de acordo com o OAB, dois direitos dos idosos aposentados que continuam trabalhando.

À Folha Castelo afirmou que as cláusulas pétreas estão espalhadas pela Constituição.

“O STF [Supremo Tribunal Federal] já mencionou que direitos sociais são direitos e garantias constitucionais fundamentais”, disse. O Supremo também já afirmou que a aposentadoria voluntária não implica a extinção da relação trabalhista.

Segundo ele, o ADCT pode ser alterado, mas uma reforma não pode anular a finalidade do texto originário da Constituição.

“Se a PEC for aprovada, vai acabar em judicialização. O STF terá de resolver, e o STF pode declarar inconstitucional uma emenda. A chance de judicialização é muito grande”, disse Castelo.

Cláusula pétrea

Regras da reforma da Previdência que tratam do FGTS contrariam recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em sua conta oficial no Twitter, Bolsonaro escreveu, em 17 de fevereiro deste ano, três dias antes da entrega da PEC , que “os direitos trabalhistas como 13º [salário] e férias são cláusulas pétreas da Constituição”.

De acordo com o presidente, “somente nova Constituinte para modificá-los”. Os direitos dos trabalhadores estão previstos no artigo 7º da Constituição.

Assim como o 13º salário e as férias, o direito à relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa e o FGTS estão previstos no mesmo artigo.

A PEC insere um dispositivo no artigo 10º do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) que acaba com o depósito mensal e a multa do FGTS para idosos que se aposentarem e continuarem trabalhando.

O STF já disse que a aposentadoria não é o fim automático do contrato de trabalho.

“[Os direitos trabalhistas] estão garantidos independentemente dos boatos que espalham propositalmente, sempre tentando prejudicar quem não faz parte declaradamente da esquerda”, escreveu o presidente da República no Twitter.

Durante a campanha presidencial, os direitos trabalhistas também foram tema de publicação de Bolsonaro.

“O 13º salário do trabalhador está previsto no artigo 7º da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido nem sequer por proposta de emenda à Constituição)”, escreveu Bolsonaro em 27 de setembro de 2018.

Segundo o presidente, “criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalho, confessa desconhecer a Constituição”.

Presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) e professor de direito do trabalho da USP (Universidade de São Paulo), Guilherme Feliciano afirma que a proposta referente ao FGTS é inconstitucional.

“O presidente da República inclusive reconhece que há no artigo 7º, no caso do 13º salário, cláusulas pétreas constitucionais”, afirma.

“Se é assim, certamente haverá outras. E, nesse caso, eu me referiria sem sombras de dúvidas, porque têm a mesma característica do 13º, ao FGTS e à proteção contra dispensa arbitrária ou sem justa causa”, presidente da Anamatra.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Todas as pequenas reformas tiraram direitos dos aposentados e foram tirando com oi pretexto que seria para não falir a Previdência. Vou citar apenas uma . em 1994 Fernando Henrique aboliu o pecúlio que era constituído pelos descontos do INSS daqueles que já estavam aposentados e voltava a atividade para complementar sua renda e ainda pagava IR . Quando o aposentado se desligava da atividade, recebia todos os valores que tinham sido descontados , aí o Governo acabou com esse benefício. E assim, caminhada para essa grande reforma atingindo todos trabalhadores e mais fracos e sempre sangrando do Trabalhador. Ate aqui não falaram nas demais contribuições e dos empregadores, nem falaram que a desoneração foi uma das últimas sangria da Previdência o povão pagando.

  2. Avisem para o Deputado Federal Beto Rosado, unico parlamentar do Rio Grande do Norte, na Comissao de Constituicao e Justica que esta analisando a constitucionalidade da PEC da Reforma Tributaria.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Autoridades internacionais vão avaliar mudanças no Boeing 737 MAX

A Administração Federal de Aviação (FAA) anunciou que realizará uma revisão técnica conjunta das modificações no Boeing 737 MAX a partir de 29 de abril, da qual participarão representantes de nove autoridades de aviação internacional – inclusive a brasileira Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac).

Esta revisão técnica fará uma verificação minuciosa da certificação do sistema automatizado de controle de voo da aeronave, disse a agência federal americana em um comunicado na sexta-feira.

Este sistema, presente no modelo 737 MAX da fabricante de aviões americana Boeing, é relacionado a duas tragédias recentes, com um saldo de 346 mortes. Por isso, o avião está parado no mundo inteiro há mais de um mês.

Os especialistas se reunirão em 29 de abril para essa revisão, que durará 90 dias.

Eles avaliarão aspectos do sistema de controle de voo automatizado do 737 MAX, incluindo seu design e a interação dos pilotos, a fim de determinar a conformidade com todas as regulamentações aplicáveis, e identificar quaisquer melhorias que possam ser necessárias em voos futuros, diz o FAA.

As autoridades aéreas participantes são as de Austrália, Brasil, Canadá, China, União Europeia (Agência Europeia para a Segurança da Aviação, a Easa), Japão, Indonésia, Singapura e Emirados Árabes Unidos.

O grupo encarregado desta revisão é presidido pelo ex-chefe da Agência de Segurança nos Transportes dos EUA, e inclui especialistas da FAA e da Nasa, bem como representantes das autoridades de aviação internacionais.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

MEC prepara material para explicar nova política de alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.

A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.

A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.

Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.

Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.

O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.

“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. MEC deveria explicar, primeiramente, por que a educação brasileira permanece agrilhoada a indicadores tão pífios. Brasil talvez seja o único país do mundo a graduar universitários semianalfabetos. Uma "jabuticaba" toda nossa.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Supremo avalia mudar regimento para aumentar quantidade de julgamentos virtuais

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estudam mudar o regimento interno da Corte para ampliar o número de julgamentos em ambiente virtual.

A intenção é agilizar os julgamentos e diminuir o estoque de processos – atualmente há cerca de 37 mil ações em andamento no Supremo.

Conforme as regras atuais, somente dois tipos de recursos podem ser julgados virtualmente pelos ministros: agravos regimentais e embargos de declaração.

O primeiro é um tipo de recurso apresentado contra decisão individual de um dos ministros, incluindo o presidente do tribunal e das turmas.

O segundo tem como objetivo esclarecer supostas obscuridades, dúvidas, omissões e contradições contidas em decisões individuais de ministros ou de órgãos colegiados (plenários e turmas).

A intenção, segundo o presidente da Corte, Dias Toffoli, é alterar o regimento para incluir a possibilidade de julgamentos, em ambiente virtual, de outros tipos de processos.

Segundo ele, um exemplo são ações que questionam a constitucionalidade de leis e que abordam temas já debatidos no plenário físico.

“Nós estamos trabalhando, todos os ministros, para otimizar os trabalhos no tribunal e reduzir o estoque de processos, para melhorar a resposta à sociedade. Estamos também discutindo uma proposta de mudança no regimento, para aumentar as possibilidades de julgamento no plenário virtual”, disse o presidente do STF, Dias Toffoli, ao G1.

O ministro Alexandre de Moraes defende a possibilidade de se referendar em ambiente virtual decisões liminares (provisórias) que tenham sido concedidas individualmente por ministros em ações que têm efeito amplo e não apenas impacto em casos específicos, as chamadas ações de controle de constitucionalidade.

Nesses tipos de ação, verifica-se a compatibilidade de leis e decretos com a Constituição. Na prática, ao decidir sozinho nesses procedimentos, um único ministro suspende atos e programas de governos estaduais e federal por anos.

A ministra Cármen Lúcia, por exemplo, concedeu uma decisão liminar para suspender uma lei que estabelece novas regras para a distribuição de royalties de petróleo. A lei foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2013 e foi suspensa dias depois pela ministra. Até hoje, o STF não decidiu a questão definitivamente. O julgamento foi marcado para novembro.

“Toda liminar em controle concentrado deveria ir imediatamente para o plenário virtual para ser referendada. Eu dou a liminar hoje, vai para o plenário virtual para ser referendado ou não. Se o ministro destacar (pedir para julgar o caso no plenário) e for para o plenário físico, obrigatoriamente, tem de entrar na próxima sessão plenária”, propôs Moraes.

“Resolve uma crítica que as vezes é feita ao Supremo de julgar muito monocraticamente (individualmente)”, afirmou o ministro.

Como funciona

Os julgamentos virtuais da Corte seguem as regras de uma resolução de julho de 2016. Segundo a norma, as sessões virtuais são realizadas semanalmente, com início às sextas-feiras.

O relator do processo é o primeiro a inserir o voto no sistema. A partir daí, os outros ministros votam dentro do prazo de sete dias corridos.

Até o fim do julgamento, qualquer ministro pode pedir “destaque” ou “vista” (mais tempo para analisar o caso) para levar o tema à discussão presencial.

Caso algum ministro perca o prazo e não insira seu voto no sistema, considera-se que ele acompanhou o relator na sua manifestação.

O texto da resolução estabelece ainda que o relatório do caso em análise, os votos e o resultado só serão tornados públicos depois de concluído o julgamento.

No entanto, no plenário virtual, as partes envolvidas no processo não são ouvidas, o que é visto com reservas por parte dos advogados. Pela resolução, eles precisam pedir que o caso vá para análise presencial até 24 horas antes de iniciada a sessão. O pedido precisa ser aceito pelo relator.

Advogados contestam

Para o advogado tributarista Gustavo Bichara, é importante que os julgamentos continuem sendo feitos fisicamente, com presença dos advogados das partes.

“Claro que a efetividade deve ser perseguida, mas não às custas do devido processo legal”, pondera Bichara.

“Penso que o avanço tecnológico é uma realidade na marcha processual nos tribunais do país, mas há limites que devem ser observados. Sou contra qualquer espécie de julgamento virtual, pois limita o debate e compromete garantias fundamentais da cidadania”, diz o advogado criminalista Michel Saliba.

Para o também criminalista Alberto Toron, a ampliação dos julgamentos em ambiente virtual, sem a participação dos advogados, “sepulta o princípio constitucional da amplitude do direito de defesa”.

“Eu penso que efetividade deve estar acompanhada do respeito a outros princípios constitucionais como o da ampla defesa, do contraditório. E o que é mais importante, no STF, como regra, as partes têm direito a fazer sustentação oral. As sustentações orais são importantes para a formação do convencimento dos ministros, juízes que vão julgar a causas”, ressaltou Toron.

“Acho que é uma saída errada. Uma saída que afasta o Supremo Tribunal Federal do bom caminho”, criticou o advogado.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PSOL quer criar nova regra para o salário mínimo inspirada em iniciativa de Jean Wyllys

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados quer criar uma regra para garantir que o valor do salário mínimo cresça sempre acima da inflação. O projeto, protocolado na terça (16), foi inspirado em um outro, de autoria do ex-deputado Jean Wyllys.

O objetivo do grupo é reverter a proposta apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo eles, se essa regra que o governo propõe estivesse valendo desde 2003, o salário mínimo hoje seria R$ 496.

Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Jean intelectual, sua cuspida nunca foi tão atual, um presságio, vc é um luz que rasga a escuridão, a homofobia, os ignorante motivados e imbecis nunca serão maiores que vc, cuspiu por mim

    1. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. És um piadista!!!kkjkkkkkkkkkkkkkkk. Muito engraçado! Kkkkkkkkkkkkkkk

  2. Cumpadi Uóxiton…. O que faz salários subirem são ganhos produtivos. Se isso for feito vc só vai ter mais grana circulando com a mesma oferta de produtos e serviços. Ou seja, mais inflação (e se retroalimentando).

  3. Esses FDP ficaram 13 anos no poder e não porra nenhuma, só roubaram , esse bosta merece e tomar uma surra para aprender a não cuspir nos outros , CAGALHAO fugiu com medo , esse merda ,covarde , cadê que fovou aqui no Brasil ?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Críticas do time de Bolsonaro irritam a bancada do PSL, que ataca desarticulação do governo

No momento em que atua para ampliar o diálogo com outras siglas, o Planalto será chamado a debelar insatisfações no próprio quintal. Parlamentares do PSL demonstram incômodo com críticas da equipe econômica e de aliados de Jair Bolsonaro à atuação da sigla na Câmara e na CCJ.

Sentem-se injustiçados. “Deputados do PSL se organizam de forma espontânea para defender o governo e seus ministros, sem orientação nenhuma. É injusto que sejam atacados”, diz Júnior Bozzela (PSL-SP).

Bozella não é o primeiro a falar sobre o tema. Na verdade, um elogio de Paulo Guedes (Economia) aos deputados do Novo abriu caminho para que a irritação do PSL fosse externada. Quem puxou a fila foi Alexandre Frota (PSL-SP), no Twitter. Outros farão o mesmo –na tribuna.

Frota, que já havia atacado a articulação política de Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em entrevista à Folha, disse nas redes que o PSL foi “colocado de escanteio [já] na transição”. “Ficou claro que o escolhido foi o DEM. Agora, Paulo enaltece o Novo. (…) O governo só lembra do PSL quando convém.”

A avaliação de Frota é compartilhada por outros deputados, que veem nas críticas à bancada uma tentativa de maquiar erros da Casa Civil e do líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO). O grupo da sigla na Câmara tem muitos parlamentares de primeira viagem.

“O PSL não tem uma indicação sequer e nunca cobrou isso. Pergunto: o DEM e o Novo, que têm ministérios, por que não fizeram o papel deles na CCJ?”, provoca Bozella.

Folha de S. Paulo

Folha

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Palocci diz que escreveu com Lula uma segunda Carta ao Povo Brasileiro

Antonio Palocci vai contar a história de uma segunda “Carta ao Povo Brasileiro” no livro que está escrevendo com memórias sobre os anos em que esteve no governo e a experiência na prisão, em Curitiba.​

A ideia era que o texto tivesse o mesmo impacto que a primeira carta, que foi divulgada durante a campanha de Lula em 2002 para acalmar o mercado financeiro.

Segundo o ex-ministro, a nova carta foi feita por ele, por Lula e pelos autores da carta de 2002. O objetivo era que ela fosse lançada no final do primeiro turno da campanha de Dilma Rousseff, em 2014.

Palocci narra que o ex-presidente teria ido até Brasília acertar com sua sucessora um mega evento para a carta, que nunca foi usada. Para ele, esse foi um dos motivos do aumento da tensão entre Lula e Dilma. O livro será lançado no segundo semestre pela editora Planeta.

Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. UMA CARTA FEITA POR ANALFA DEVE SER UMA BELEZA. NEGOCIO DE COMUNISTAS MESMO.KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  2. É claro que o papel de Dilma era só guardar a cadeira por quatro anos. Só que em 2014 as lambanças petistas tinham feito uma devastação maior do que se esperava e a gerentona encasquetou pela reeleição. Lula, macaco velho, sabia que a melhor coisa que poderia dar sobrevida ao PT seria perder em 2014, com toda a bomba que armaram caindo no colo do PSDB.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Campanhas buscam elevar cobertura vacinal no país; Brasil tem média abaixo da recomendada pela OMS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é referência mundial, já que oferece, gratuitamente, todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com essa oferta, a cobertura vacinal vem caindo no país. Estudo feito por diferentes faculdades de Medicina do estado de São Paulo e apresentado no 15º Congresso Paulista de Pediatria, em março, teve por objetivo calcular a taxa de recusa dos pais em vacinar os filhos e avaliar os fatores determinantes.

A autora principal do estudo, a médica Regina Célia Succi, membro do Departamento de Infectologia Pediátrica da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), informou que o estudo foi baseado em um questionário respondido pelos pais (on line ou pessoalmente) sobre vacinas e calendário vacinal, além dos temores e dúvidas. Responderam à pesquisa 579 pais, sendo 92,9% do sexo feminino.

Nos resultados iniciais, o estudo mostrou que 95% dos pais acreditam que seguir o esquema recomendado pelo médico é o melhor para os filhos, já 63,6% entendem que têm direito de questioná-lo. Embora 94,3% dos pais acreditem que a imunização protege contra doenças potencialmente graves, 14% deles não confiam na segurança das vacinas e 12,1% acham que os filhos recebem mais vacinas do que o necessário.

“Saúde pública”

A aluna de doutorado Ana* considera importante tomar as vacinas previstas no calendário, principalmente as que protegem de doenças mais graves. “Estatisticamente, é mais perigoso e potencialmente fatal pegar alguma das doenças do que o risco de reação às vacinas, então acho válido e dei todas do calendário. Outro motivo pelo qual escolhi dar vacinas é que, por vezes, existem crianças com condições médicas que não permitem tomar vacinas e, muito menos, pegar doenças. Proteger crianças saudáveis é também evitar exposição dessas crianças a algumas doenças”, disse a mãe de Alice, de 3 anos.

No entanto, ela decidiu não dar uma das vacinas à filha. “Particularmente, não dou vacinas para gripe, por exemplo, pois a minha filha tem um sistema imunológico incrível e raramente fica doente. Tomar vacina não é só uma decisão individual é uma questão coletiva, de saúde pública.”

Opinião semelhante tem a médica Regina Succi, autora do estudo. “Deixar de vacinar apenas porque alguém disse que pode ser perigoso é um risco muito grande – eu não estou pondo só em risco o meu filho, mas também estou pondo em risco as pessoas com as quais ele vai entrar em contato”. A médica explica que, se uma criança sadia não se vacina, e depois tem sarampo, por exemplo, pode transmitir para alguém que não pode tomar todas as vacinas, como os imunodeprimidos.

“É o que nós chamamos de imunidade coletiva, vacina-se o máximo de pessoas possível porque há algumas na população que não podem se vacinar porque têm doenças que contraindicam a vacinação”.

Segurança das vacinas

De acordo com o estudo, 38,8% dos entrevistados têm muita preocupação com a seguranlça das vacinas e 26% responderam ter pouca. Oitenta e nove por cento dos pais dizem que sua principal fonte de informações é o médico, seguido pela internet (32,1%) e por parentes/amigos (23,7%). Quase 90% confiam muito no médico dos filhos. Destes, 12,7% afirmam que não conseguem discutir adequadamente vacinas com o profissional. Ainda segundo o estudo, a preocupação dos pais com a possibilidade de eventos adversos graves foi muita (45,3%) e um pouco (36,6%).

Foi o que aconteceu com a professora Viviane Sena, mãe de Dante, de 3 anos. Ela diz ser a favor das vacinas, mas contra a forma como são oferecidas. “Às vezes, o bebê precisa tomar quatro ou cinco vacinas por vez. As reações são inúmeras e piores do que muitas doenças decorrentes de viroses. Deixei de dar [ao filho] a segunda dose do rotavírus [vacina oral rotavírus humano (VORH)], que seria aos 4 meses, porque, na primeira dose, aos 2 meses, eu literalmente pensei que ele não fosse sobreviver, de tanta reação adversa”, contou a professora. “Pesquisei e vi que o rotavírus está em constante mutação e que a vacina não é atualizada. Então optei por não dar essa vacina por entender que ela traria mais danos do que benefícios.”

Para Viviane, não há informação adequada sobre a vacinação. “Nenhum profissional – nem médicos, nem enfermeiros – soube me explicar ao certo sobre a vacina [contra o] rotavírus, ninguém respondeu aos meus questionamentos, e o tom era sempre impositivo [para dar a vacina]. E de tanta cobrança por faltar a vacina no cartão dele, ‘aceitei’ dar aos 7 meses essa vacina que deveria ter sido aos 4 e que eu não teria dado, não fosse pela imposição dos profissionais da área. Falta informação e acolhimento”, desabafou.

Para reverter esse quadro de insegurança, a autora do estudo disse que os pediatras devem aconselhar os pacientes. “Como professora universitária, sinto que temos que preparar o aluno de medicina e os médicos para sentirem segurança na hora de informar os pacientes sobre a necessidade e a segurança das vacinas.”

Imunização ameaçada

Segundo o Ministério da Saúde, não há dados sobre a taxa de recusa vacinal no país. Mas de acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (Datasus), as oito vacinas obrigatórias até o primeiro ano de vida estão com cobertura abaixo do recomendado pela OMS, que é 90% a 95%. A coberrtura vacinal para crianças com até 12 meses de vida, em 2018, variava de 74% a 89%.

“Na nossa avaliação, isso não está relacionado a grupos antivacinas, o que temos visto é que essas vacinas da infância são um fenômeno que é o próprio sucesso do Programa Nacional de Imunizações (PNI). À medida que se vacinou a população infantil erradicaram-se doenças ou ficaram controladas”, afirmou a coordenadora do PNI, Carla Domingues.

Ela lembra que na década de 1970, o país registrava 100 mil casos de sarampo e 10 mil de poliomielite por ano. “Essa geração de pais que foram vacinados na infância deixou de adoecer, não conviveu com essas doenças. E eles começaram a acreditar que não precisam mais vacinar seus filhos porque essas doenças não existem, criando uma falsa segurança”, acrescentou. “Se pararmos de vacinar, principalmente as crianças, doenças que ainda existem em outros países podem voltar a ocorrer no Brasil.”

Do início de 2018 até 8 de janeiro de 2019, o Brasil registrou 10.274 casos confirmados de sarampo. Foram 12 mortes pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e duas no Pará. Isso ocorreu depois de o Brasil ter recebido, em 2016, da OMS e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o certificado de país livre do sarampo, da rubéola e da rubéola congênita. Com os novos casos, o país perderá a certificação.

“Quando se tem um surto de um ano, significa que o país tem a endemicidade da doença novamente. A Opas está avaliando e agora teremos que demonstrar para órgão que interrompemos essa cadeia e ficaremos um período demonstrando que não temos caso, para o país ser recertificado”, explicou a coordenadora do PNI, que avalia que a falta de vacinação estimulou o surto.

Incentivo à vacinação

Para aumentar os indicadores de imunização, o governo federal lançou, no último dia 11, o Movimento Vacina Brasil, com ações coordenadas pelo Ministério da Saúde.

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) também promove a campanha Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu Cuido, Eu Confio, Eu Vacino, com o objetivo de levar informações sobre a importância da vacinação, aumentar a confiança nas vacinas, além de discutir e mostrar os riscos da recusa vacinal.

Segundo a pediatra Silvia Regina Marques, presidente do Departamento de Infectologia da SPSP, as vacinas representam a melhor intervenção em saúde em termos de custo-benefício: evitam 2 a 3 milhões de mortes a cada ano em todo o mundo e aumentam a expectativa de vida. “Não vacinar as crianças coloca-as em risco de desenvolver doenças potencialmente fatais (sarampo, tétano, difteria, meningite etc) e causadoras de sequelas para o resto da vida, como paralisia (poliomielite), surdez (meningite por H influenzae, caxumba), retardo no desenvolvimento, entre outras”, alertou a especialista.

A proposta da campanha é que os pediatras em seus locais de trabalho (hospital, ambulatório, consultório e universidades) intensifiquem as discussões sobre o calendário vacinal, situação vacinal da população e esclarecimentos sobre a recusa vacinal. “O médico pediatra deve se manter atualizado sobre todos os avanços nas vacinas e manter com a família dos seus pacientes estreito laço de credibilidade e confiança.”

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Mega-Sena sorteia neste sábado prêmio estimado de R$ 60 milhões

A Mega-Sena sorteia neste sábado (20) um prêmio acumulado, cuja a estimativa da Caixa pode chegar a R$ 60 milhões. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

O sorteio será realizado, a partir das 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte em Nova Petrópolis (RS).

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado, em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Após a revogação de censura a sites, reações agora são contra inquérito que apura ofensas a ministros do STF

Um dia após a revogação da censura a sites que reproduziram um documento da Lava Jato com citação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, as reações agora são contra o próprio inquérito que apura ofensas contra ministros do STF.

Em entrevista nesta sexta (19) à GloboNews, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, disse que espera que o inquérito seja arquivado. E acrescentou que, ao final das investigações, ele terá que ser enviado ao Ministério Público Federal, que já pediu o arquivamento e concluiu que as provas não serão consideradas. “Não se pode obrigar o Ministério Público a formular, formalizar uma denúncia perante o judiciário. Portanto, a última palavra, embora o Ministério Público não decida, a decisão é do judiciário, mas essa não propositura da ação cabe ao Ministério Público e não há o que fazer. É arquivar o processo”, disse.

Ayres Brito reforçou que não cabe ao Supremo investigar e julgar ao mesmo tempo: “quem investiga, não julga. Quem julga não investiga. E há no sistema de Justiça órgãos de investigação criminal, penal, por exemplo, a polícia. Órgãos de denúncia, órgão de denúncia que é o Ministério Público, a acusação, denúncia. Ele é o Ministério Público segundo o artigo 129 inciso I da Constituição”.

A investigação foi aberta no dia 14 de março com o objetivo de apurar ofensas ao STF e seus ministros. O inquérito foi instaurado de ofício, por ordem do presidente Dias Toffoli, sem pedido do Ministério Público, como prevê a lei. Além disso, há críticas de que o relator foi escolhido, e não sorteado, como é a norma regimental no Supremo. E que não está claro o alcance da investigação.

Nesta semana, a procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu o arquivamento, mas o relator, ministro Alexandre de Moraes, negou. Até agora, a censura foi a única medida do inquérito que foi derrubada. A investigação segue valendo e outras diligências tomadas até agora, como buscas em endereços de suspeitos de ofender ministros.

Nesta sexta (19), cresceram as reações a favor do fim do inquérito. O vice-procurador-geral, Luciano Maia, reforçou a defesa do fim da investigação. Luciano Maia disse que qualquer investigação precisa caminhar com absoluta sintonia com a Constituição e respeitar a legalidade.

O jurista Eduardo de Mendonça questiona a legalidade do inquérito: “por mais grave que seja um crime contra o Supremo e contra seus ministros, a investigação e a acusação em princípio deveriam permanecer com a autoridade policial, com o MP, que certamente se empenharão em levar uma investigação como essa adiante, com o máximo de eficiência e zelo, compatível com a gravidade dos crimes de que se cogita”.

O professor da FGV Michael Mohallem afirmou que o arquivamento é a melhor solução: “ainda há uma expectativa de que o próprio plenário do Supremo se manifeste e corrija os rumos dessa investigação ou até quem sabe, uma solução ainda melhor seja o arquivamento desse inquérito. As diligências, o desenvolvimento dessa investigação avançou sobre direitos garantidos da nossa Constituição, principalmente a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. A gente teve atos sérios, graves, como a censura a dois veículos da imprensa brasileira. E portanto, ainda que esses atos já tenham sido corrigidos, esses são abusos cometidos no âmbito dessa investigação”.

Em Nova York, o ministro do Supremo, Luis Roberto Barroso disse à TV Globo que as reações contrárias ao inquérito mostram uma sociedade mais mobilizada e consciente: “eu não gosto de falar para fora o que eu posso falar para dentro. Não é difícil de adivinhar a minha opinião. Acho que às vezes os processos históricos têm um ciclo e acabam morrendo de morte natural. Eu acho que nós vivemos no Brasil um momento difícil, que parece sombrio, mas nós estamos passando pelo que precisamos passar para nos aprimorarmos como país e para amadurecermos”.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Com devolução de 18 aviões a partir de segunda, Avianca reduzirá em 66% o número de voos em relação a 2018

Com a devolução de 18 de seus 25 aviões a partir de segunda-feira (22), a Avianca Brasil terminará a próxima semana com 66% voos a menos em relação a 2018.

Serão 646 voos de 22 a 28 de abril, contra 1.910 no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do G1 com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Centenas de voos têm sido cancelados. Procurada, a Avianca Brasil não quis comentar.

Queda nos voos

O número de voos na semana que vem cairá gradativamente à medida em que os aviões forem devolvidos:

Segunda, 22/4: 150 voos
Terça, 23/4: 118 voos
Quarta, 24/4: 98 voos
Quinta, 25/4: 88 voos
Sexta, 26/4: 70 voos
Sábado, 27/4: 60 voos
Domingo, 28/4: 62 voos

Avianca

Em recuperação judicial desde dezembro, a companhia foi obrigada a devolver as aeronaves aos donos (chamados de “lessores”) por falta de pagamento, após sucessivas decisões da Justiça. As devoluções foram mediadas pela Anac.

A diminuição dos voos é reflexo da frota menor –já foram mais de 40 aviões; a partir da semana que vem, serão sete. A consequência: o número de aeroportos atendidos chegará a 12 em 28 de abril, ante 31 em 28 de abril de 2018.

O cancelamento de voos começou em 13 de abril e tem ocorrido diariamente desde então. Só nesta Páscoa, terão sido 612 voos cancelados em relação à Páscoa do ano passado, ou 62% a menos. Passageiros estão sendo avisados com antecedência, segundo a companhia.

A atualização dos voos cancelados está na página da Avianca Brasil.

Opinião dos leitores

  1. Triste a realidade desta empresa. Aliás, junto com a Azul, tinha um tratamento diferenciado – tratamento ao cliente bem superior à forma debochada da Gol e da Latam. Alguma coisa anda fora do "tom". Ao longo dos anos perdemos a incomparável Panair, a maravilhosa Varig, a VASP, a Transbrasil entre outras. Há algo de errado nesta história. Em alguns casos, sabe-se, há o "dedo" do governo atrapalhando a vida das aéreas. Creio que o poder público deveria ser mais sensível, ajudar as empresas em dificuldades etc. Da forma como as coisas estão indo ficará cada vez mais forte o cartel de empresas aéreas no Brasil. Isto é péssimo para todos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo afagará estados com compensação previdenciária para ampliar apoio à reforma

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo prepara um decreto para acelerar transferências a estados e municípios como forma de compensação previdenciária.

Atendendo ao pleito dos governadores e de prefeitos, o time de Paulo Guedes (Economia) espera ampliar o apoio pela reforma da Previdência.

Em média, um servidor público estadual ou municipal trabalha sete anos na iniciativa privada antes de ingressar no funcionalismo.

Estados e municípios querem receber a parcela paga pelo servidor no período em que estava vinculado ao INSS.

O pagamento das compensações, portanto, aumenta o déficit da Previdência Social e é um alento para as contas dos governadores e prefeitos.

A equipe econômica estima que, para municípios, a transferência seja de R$ 5 bilhões.

Para os estados, não há cálculos exatos. Mas o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), prevê que a dívida acumulada com os estados seja de R$ 20 bilhões. Apesar de ser de oposição a Jair Bolsonaro, Dias tem articulado com técnicos do governo mais celeridade aos pagamentos.

Atualmente, há 145 mil pedidos de governadores e prefeitos para essas transferências de recursos dos INSS, que se arrastam há anos. O plano do governo é zerar esse estoque de processos em até dois anos.

“Esse decreto deve sair em 60 dias”, informou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

A equipe trabalha também no aprimoramento do modelo de pedido de compensação.

A medida é um afago a governadores e prefeitos e uma tentativa para que eles ajudem a convencer congressistas a votar a favor da proposta de reforma da Previdência.

Cresceu no Congresso a articulação para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) passe a prever mudanças na aposentadoria apenas dos trabalhadores da iniciativa privada e de servidores federais.

Portanto, o efeito da reforma para estados e municípios seria excluído da proposta.

Mesmo no PSDB, partido que defende a reforma, há deputados favoráveis à retirada dos artigos que ajudariam nos ajuste de contas estaduais.

O jogo é político. Parlamentares querem que o governador de seu respectivo estado tenha o desgaste de aprovar medidas impopulares.

O líder do PPS na Câmara, Daniel Coelho (PE), recolhe assinaturas para apresentar emenda à PEC que excluiria o efeito da reforma para servidores estaduais e municipais.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem falado com aliados sobre outra sugestão. Ele prefere que, após a aprovação da proposta, governadores e prefeitos tenham um prazo para apenas ratificar as mudanças na PEC.

Para Maia, isso seria suficiente para que toda a classe política trabalhe pela reforma.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Eh gópi! O RN eh rico e não precisa de dinheiro nenhum! Tá até esbanjando ao anistiar IPVA de motos…

    1. E desalojando de prédios escolares os filhos de trabalhadores que estudavam pra doar a invasores de terra.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Criminosos invadem casa e matam homem em Natal; mulher e crianças se esconderam

Um homem foi assassinato a tiros dentro de casa no Conjunto Panatis 2, na Zona Norte de Natal. Dentro da casa, também estavam a mulher dele e quatro crianças, que se esconderam. O crime aconteceu na noite desta sexta-feira (19).

A vítima foi identificada como Anderson Naftaly Silva Gadelha, que cumpria pena no regime semi-aberto, há 20 dias, por tráfico de drogas e roubo.

No momento do crime, além de Anderson, a mulher com quem vivia há três anos e quatro crianças estavam dentro da casa. Elas se esconderam dentro de um cômodo. Umas das crianças, com seis anos de idade, é filha da vítima.

O caso é investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Inicialmente, a polícia acredita na hipótese de um “acerto de contas”.

G1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *