Em discurso na noite de ontem, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a intenção da ditadura de Nicolás Maduro é “assassinar pessoas desarmadas”.
“Esse regime é usurpador e é preciso iniciar o diálogo para levar ajuda a pacientes renais e com deficiências crônicas. É uma baixeza ética queimar caminhões com ajuda humanitária.”
O Antagonista
No dia em que o líder opositor venezuelano Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, prometeu concretizar a entrada de ajuda humanitária na Venezuela, as cenas vistas foram de confrontos nas regiões de fronteira com o Brasil e a Colômbia e caminhões retornando aos países de saída sem conseguir entregar as toneladas de alimento e remédios ao povo venezuelano.
Ao menos três pessoas morreram, sendo um adolescente de 14 anos, e 31 ficaram feridas em Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana na fronteira com o Brasil, em conflitos com a Guarda Nacional Bolivariana (GNB). Na divisa com a Colômbia, dois caminhões que transportavam ajuda foram incendiados por partidários do presidente Nicolás Maduro na ponte Francisco de Paula Santander, que liga Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) e 42 pessoas ficaram feridas em confrontos com militares na ponte Simón Bolívar, principal passagem entre os dois países.
Com os confrontos, os caminhões, que haviam adentrado poucos metros na Venezuela, retornaram para os territórios colombiano e brasileiro.
Na região de fronteira em Pacaraima (Roraima), venezuelanos radicados no Brasil passaram para o lado da Venezuela, queimaram carros e lançaram pedras em militares da GNB, que reagiram devolvendo pedradas, tiros de borracha e gás de pimenta. A situação ficou mais tensa conforme venezuelanos e militares chavistas se aproximaram do marco fronteiriço que divide os dois países.
Pedradas de lado a lado ficaram mais frequentes. Dois carros, entre eles o da reportagem do Estado, ficaram isolados entre os dois lados do confronto e chegaram a ser alvejados por pedras. Um fotógrafo da agência Efe foi atingido por uma pedra.
Após quebrar paralelepípedos em pedaços menores para arremessar contra os guardas, os manifestantes subiram no marco fronteiriço e tentaram hastear a bandeira venezuelana, a meio mastro desde que a divisa foi fechada na quinta-feira. Sem conseguir, acabaram roubando-a.
Quando às pedras se somaram tiros e bombas de gás, houve correria e a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o 7.º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) agiram para acalmar a situação.
Dois caminhões venezuelanos, dirigidos por voluntários que vivem do lado brasileiro da fronteira, fizeram o transporte da ajuda humanitária de Boa Vista até Pacaraima e, em seguida, para o território venezuelano. Um dos motoristas, Leister Sánchez, afirmou horas antes do confronto que “não temia violência”. Após a confusão, ele apenas lamentou. “Não precisamos disso.”
Os caminhões, que cruzaram apenas 3 metros adentro a fronteira venezuelana, sem chegar ao posto de aduana, ficaram estacionados durante a tarde, mas após o começo da confusão com a GNB e manifestantes denunciando um suposto infiltrado do chavismo, voltaram para Pacaraima. Ao Estado, outro representante da oposição, Thomas Silva, disse que a orientação era esperar para evitar mais violência. Um representante diplomático americano lamentou à reportagem a desorganização da operação.
Ajuda queimada
Na fronteira da Venezuela com a Colômbia, dois caminhões de uma caravana de quatro também retornaram ao fim do dia. Os outros dois foram incendiados quando os militares venezuelanos bloquearam a passagem da caravana e jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.
Guaidó, que estava na cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a venezuelana Ureña, culpou no Twitter o governo de Maduro. No meio dos distúrbios na ponte de Santander, em Ureña, onde 42 pessoas ficaram feridas, a deputada da oposição Gaby Arellano acusou os militares de queimarem os veículos.
“As pessoas estão salvando a carga do caminhão e cuidando da ajuda humanitária que (o presidente Nicolás) Maduro, o ditador, ordenou que queimassem”, disse aos repórteres.
Na noite de ontem, o presidente colombiano, Iván Duque, e Guaidó condenaram as ações dos militares e disseram que vão buscar novas opções diplomáticas “para encerrar a ditadura Maduro”.
Ação diplomática
Depois do confronto envolvendo cidadãos venezuelanos radicados no Brasil e militares da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na fronteira entre os dois países ontem, o Estado ouviu as primeiras impressões de oficiais do Exército envolvidos na Operação Acolhida e integrantes do pelotão de fronteira do 7.º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), responsável pela segurança na fronteira com a Venezuela.
Os militares brasileiros fizeram uma varredura em solo próximo à linha de fronteira para afastar os últimos venezuelanos que continuavam atacando bases das forças leais a Maduro. Para eles, as forças venezuelanas “agrediram o Brasil” e avançaram sobre a fronteira ao se deslocarem até o último marco físico e revidarem as pedradas, além de terem disparado bombas de gás contra o território nacional.
“Foi um episódio lamentável. Ninguém esperava que isso acontecesse no nosso território. Recebemos uma chuva de gás lacrimogêneo vindo do território venezuelano e esperamos que isso não fique assim”, disse o coronel José Jacaúna, chefe da Operação Acolhida, que, segundo ele, foi afetada e paralisada ontem. “Algo deve ser feito em termos de relações internacionais Alguma ação diplomática em face a esse governo (Maduro) que nos atacou. Não há uma ofensa ao território nacional, mas há rusga ”
“Quem vai dizer que foi uma agressão ao País é o presidente (Jair Bolsonaro), nosso comandante. Não reconhecemos o governo Maduro. A diplomacia já disse isso e é quem deve se manifestar”, completou.
A situação foi comparada por um militar a conflitos ocorridos durante a missão de paz da ONU no Haiti, liderada pelo Brasil. Ele pediu para não ser identificado e disse que o Exército agiu apenas com alguns militares desarmados na linha de fronteira para “evitar uma escalada desnecessária da violência”.
Até o começo da noite de ontem, o governo brasileiro não havia se manifestado em relação à declaração do comandante da Operação Acolhida.
Tranquilidade
Em entrevista ao Estado publicada ontem, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse que “não há possibilidade de confronto militar” entre Brasil e Venezuela apesar dos conflitos como os registrados na fronteira na sexta-feira e ontem.
“A determinação que nós recebemos do presidente Jair Bolsonaro é de que, de jeito nenhum, as Forças Armadas brasileiras atravessarão a fronteira”, disse o general. “De forma alguma nós vamos manter qualquer ingerência em relação ao território venezuelano.”
O ministro também afirmou que não houve o aumento de pessoal militar em Pacaraima e que “a posição das nossas forças no local é de completa normalidade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo
O líder oposicionista Juan Guaidó, autointitulado presidente interino da Venezuela, afirmou no fim da noite de ontem, em sua conta no Twitter, que é importante haver pressão dentro e fora do país para ocorrer uma troca de comando. Guaidó qualifica o presidente Nicolás Maduro um usurpador, afirmando que venceu eleições fraudadas, e disse que a comunidade internacional deve manter todas as alternativas em aberto para enfrentar a crise.
“Os acontecimentos de hoje me obrigam a tomar uma decisão: apontar à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter todas as opções para conseguir a liberação desta Pátria que luta e seguirá lutando”, afirmou Guaidó em sua conta no Twitter, no fim da noite do sábado. Ele também lembrou que se reunirá na segunda-feira com autoridades do Grupo de Lima, na Colômbia. “A pressão interna e externa são fundamentais para a liberação.”
Em outras mensagens, Guaidó disse que mantinha contatos com militares venezuelanos que desertaram do regime de Maduro e passaram a apoiá-lo. “São soldados que em algum momento tiveram ilusão pela carreira militar e hoje são prisioneiros do terror”, comentou, ao falar sobre o clima de “medo, necessidade e falta de respeito” nas Forças Armadas venezuelanas.
Guaidó afirmou ainda duvidar que o ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013), que morreu em 2013, apoiasse o governo Maduro. Além disso, o líder oposicionista reenviou a seus seguidores mensagem de apoio do ex-presidente americano Bill Clinton, com críticas à violência na Venezuela.
Estadão Conteúdo
O governo federal estuda instalar placas solares ao longo dos canais de integração do Rio São Francisco para que a energia solar possa ser utilizada no bombeamento da água. A informação é do presidente Jair Bolsonaro, em postagem de hoje (24) na sua conta no Twitter.
O consumo de energia elétrica do sistema corresponde a cerca de 80% dos custos da operação do empreendimento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a demanda anual nas fases pré-operacional e operacional do Projeto gira em torno de 746 mil MW.
A instalação de placas sobre espelho d’água também possibilita que a evaporação seja bastante reduzida, já que os painéis solares montados em canais bloqueiam a radiação do sol. De acordo com estimativas, uma planta fotovoltaica (painéis) de um megawatt pode economizar nove milhões de litros de água por ano.
Os painéis solares ainda oferecem outra vantagem: com a ausência de luz solar, o crescimento de algas é minimizado, ajudando também na redução do custo de manutenção e aumentando a vida útil dos equipamentos.
Bolsonaro comentou também sobre a finalização das obras do projeto. “O Ministério de Desenvolvimento Regional divulga que, o Projeto de Integração do São Francisco está em fase conclusiva de obras, como visto em tweets anteriores. Complementamos que Eixo Norte está em reparação, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até maio”, escreveu.
O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que o Eixo Norte está com 97% de avanço. Os serviços estão concentrados no dique Negreiros, em Salgueiro (PE), e, em maio, as atividades serão concluídas, a estrutura voltará a pré-operar e “as águas do ‘Velho Chico’ voltarão a percorrer os canais em direção ao Ceará”.
Já o Eixo Leste, entregue em março de 2017, tem garantido o abastecimento regular de mais de um milhão de pessoas em 35 municípios da Paraíba e de Pernambuco. Nesta semana, o governo liberou R$ 82 milhões para as obras da Adutora do Agreste, localizada no sertão pernambucano, para expandir o abastecimento na região.
A adutora já leva as águas do Eixo Leste para sete cidades e, até junho, contemplará mais três municípios de Pernambuco. No total, a primeira fase da obra vai contemplar mais de um milhão de pessoas em 23 cidades.
Agência Brasil
Não sou brasilianista mas, pelo pouco que conheço do conterrâneo de Macunaíma, essas placas fotovoltaicas vão durar pouco depois de instaladas. Por razões que nem os esgrimistas do óbvio ousariam ignorar.
A falência do atual sistema de Previdência já bateu à porta do secretário especial Rogério Marinho, 55.
Ex-deputado pelo Rio Grande do Norte, estado que decretou calamidade financeira, Marinho afirma que parentes aposentados pelo estado estão sem receber há quatro meses. O caso ilustra a crise que pode se instalar caso o país rejeite reformar a Previdência.
“Todo mundo está sentindo na pele que esse sistema é injusto e insustentável”, afirmou.
“Não adianta ter uma boa aposentadoria se o Estado não pode lhe pagar. Posso dar exemplo do meu estado, onde tenho parentes que são aposentados e estão sem receber há quatro meses. É um direito que na verdade fica relativizado pela falência do modelo”.
Nesta entrevista, Marinho afirma que a contribuição exigida dos trabalhadores rurais não é exorbitante, discordando de parlamentares, como ele nordestinos, e que apontam resistência a este ponto da reforma.
O secretário disse ainda que mudar a aposentadoria dos mais pobres, o chamado BPC (benefício de prestação continuada), tem como objetivo reorganizar o sistema e tem pouco efeito nas contas do governo.
“Para nós seria uma zona de conforto não separar Previdência de assistência, mas estamos dispostos a fazer o debate porque acreditamos que é uma oportunidade de reestruturarmos o sistema”, afirmou. “Mas vai acontecer o que é possível, o Congresso é soberano, a discussão ocorrerá lá e nós esperamos que a espinha dorsal do texto se mantenha”.
Folhapress
Esse ex-Deputado – que esperamos continue sempre sendo ex – fala que "parentes" estão aposentados sem receber. Perguntamos, quantos deles passaram em concurso?
Então vamos começar com esses caras de pau, é muito sem futuro essa qualidade de político. Pior que o cara infelizmente tem tanta sorte que não se elege, mas consegue uma boquinha dessas.
Concordo que tem que haver uma mudança na previdência, mas peraí, é só a populacao comum que vai ter que se sacrificar????
E os políticos e o judiciario?????vão continuar com suas gordas aposentadorias e suas vultuosas gratificações e mimos????
Tem que ter aliquotas de contribuição proporcional ao que se ganha, devia comecar com e terminar com 30% para quem ganha mais de 30mil
Tem que mudar a história do pobre sustentar rico, tratar os desiguais desigualmente.
Acabar regalias de ferias 60 dias e outros absurdos que marajas recebem
A reforma só tem um item que realmente precisa ser mudado, ninguém se aposentar com o valor maior que o teto de 5.900,00
Outro detalhe, cobrar dos que devem a previdência, o restante deixa como está, só isso seria o suficiente pra se fazer justiça.
A exemplo do que ocorreu na fronteira da Venezuela com o Brasil, a Colômbia também registrou momentos de violência e tensão na região. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou que 285 se feriram nos confrontos em decorrência, sobretudo, dos ataques com gás lacrimogêneo e armas não-convencionais.
Dos 285 feridos, 255 são venezuelanos e 30 são colombianos. No comunicado, o ministério informou também que um grupo de 60 militares venezuelanos, incluindo oficiais, pediram refúgio na Colômbia. De acordo com o texto oficial, a reação dos militares demonstra o descrédito no governo do venezuelano Nicolás Maduro.
O comunicado ressalta também que a prioridade do presidente da Colômbia, Iván Duque, é proteger a integridade de pessoas na zona fronteiriça e providenciou o retorno de caminhões para proteger a ajuda humanitária.
“O mundo testemunhou que a Colômbia, Chile, Paraguai, Estados Unidos e muitos países da região estiveram em uma ação humanitária e pacífica multilateral para levar alimentos e remédios para os cidadãos venezuelanos. A Colômbia e a comunidade internacional cumpriram e receberam violência da Venezuela”, destaca o comunicado.
Agência Brasil
Governadores vão enfrentar dificuldades em obter aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para reduzir salários e jornada de trabalho de servidores, avalia a equipe do governo federal que acompanha a situação de calamidade financeira nos Estados. A medida deve ser debatida na próxima quarta-feira, 27, quando o Supremo discutirá ações que contestam dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O julgamento é considerado uma das principais apostas para Estados darem fôlego às contas públicas neste momento em que sete deles já decretaram calamidade financeira por não conseguirem pagar funcionários e fornecedores. Assim que foram eleitos, em 2018, os governadores fizeram pressão para que o STF voltasse ao tema e desse autorização para que eles recorressem à medida polêmica, com forte resistência de sindicatos que representam o funcionalismo.
O Supremo suspendeu, em 2002, por unanimidade, trechos da lei que permitiam a redução de salário e de jornada de trabalho de servidores. A medida, emergencial, poderia ser acionada quando o gasto com pessoal ultrapassasse o limite de 60% da receita líquida – realidade de 14 Estados em 2017, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional.
Nos bastidores, a expectativa é a de que a pressão dos Estados e a crise fiscal podem levar pelo menos três ministros a se posicionarem a favor da volta da possibilidade de cortar os salários com consequente redução da jornada: Alexandre de Moraes (relator das ações), Gilmar Mendes e o presidente do STF, Dias Toffoli, que tem discurso afinado ao da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. Quando o Supremo julgou o caso em 2002, nenhum deles integrava o tribunal.
Mas Gilmar pode não participar da votação, pelo fato de já ter se manifestado no processo da LRF na condição de advogado-geral da União.
Na avaliação de um ministro ouvido reservadamente pela reportagem, é questionável falar que os salários são irredutíveis se não há recursos para pagá-los. Esse magistrado destaca que os bombeiros que atuaram para socorrer a população de Brumadinho depois da tragédia com o rompimento de uma barragem trabalharam sem receber o décimo terceiro – e com salários parcelados.
Um outro integrante da Corte, por outro lado, enxerga na discussão do tema um cenário de ameaça à estabilidade de servidores e de deterioração das condições de trabalho do funcionalismo público.
Veto
Mesmo com a penúria das finanças dos Estados, especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que o STF deve manter o veto à possibilidade de redução de salários de servidores.
“Ainda que a situação econômica seja outra, é uma questão muito técnica e clara. Precisaria de um malabarismo muito grande e criativo, porque é notório que esses dispositivos extrapolam o texto da Constituição”, diz Tathiane Piscitelli, professora de direito tributário e finanças públicas da FGV Direito São Paulo
Para o advogado trabalhista José Alberto Couto Maciel, a redução dos salários e da jornada de trabalho é “evidentemente inconstitucional”. “Não vejo como o STF vai entender que não se pode violar a Constituição para se obter isso.”
Apesar de polêmica por mexer nas regras do funcionalismo, o tema virou bandeira para o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), que assume publicamente a necessidade de se ampliar a margem permitida ao administrador. Antes dele, Paulo Hartung (MDB), que deixou o governo do Espírito Santo, já havia iniciado um movimento a favor da ação. No fim do ano passado, governadores eleitos fizeram uma romaria a Vitória para pegar conselhos com Hartung, único a receber nota A por sua capacidade de pagamento pela Secretaria do Tesouro Nacional. Ao Estado, ele defendeu a medida para ajudar a equilibrar as contas em tempos de crise. “O setor privado tem seus instrumentos, o setor público também precisa ter.”
Na avaliação de José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB), a LRF não foi capaz de evitar a atual crise, mesmo sendo uma espécie de código de conduta dos gestores. “A lei tentou conter essa ânsia perdulária dos Estados, mas com a má gestão pública, o patrimonialismo e o corporativismo, os Estados chegaram a essa situação. A LRF sozinha não resolve o problema fiscal do País.”
O PT é autor de uma das ações que contestam no STF a possibilidade de governos cortarem salários e reduzirem a jornada de trabalho de servidores. A OAB, o PC do B, o governo de Minas Gerais e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público também acionaram o Supremo para contestar trechos da LRF e terão suas ações julgadas a partir desta quarta As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo
Enquanto isso na sala da Justiça no RN. Os promotores. Juízes votarão os seus próprios aumentos. Enquanto os servidores estão com seus salários atrasados. E quando entra com una ação para receber os atrasados eles dona da verdade negam
Com todo respeito ao comentário do nobre colega, acho pouco, enquanto a população ficar só na reclamação e não tiverem a coragem de ir ás ruas, vamos continuar desse jeito, ou seja, só levando porrada. E eles sabem da inércia do Brasileiro.
O papa Francisco encerrou neste domingo uma cúpula extraordinária sobre a prevenção de abusos sexuais do clero, comprometendo-se a enfrentar os agressores com “a ira de Deus” e pôr fim ao acobertamento por parte de superiores, além de priorizar as vítimas deste “descarado, agressivo e destrutivo mal”.
Francisco realizou as declarações ao fim de uma missa diante de 190 bispos e líderes religiosos convocados a Roma após a aparição de novos escândalos de abusos provocar uma crise de credibilidade na hierarquia católica e na própria liderança do pontífice.
O papa jesuíta destacou que a grande maioria dos abusos sexuais ocorre no seio da família e ofereceu uma visão global do problema social que inclui o turismo sexual e a pornografia na internet, em uma tentativa de contextualizar o que, segundo ele, foi um tema tabu. Mas esse tipo de agressões a menores são ainda mais escandalosas quando acontecem na Igreja Católica “porque é totalmente incompatível com sua autoridade moral e credibilidade ética”, acrescentou.
“Temos que reconhecer com humildade e coragem que estamos cara a cara com o mistério do mal, que golpeia com mais violência os mais vulneráveis porque são uma imagem de Jesus”, disse.
O líder da Igreja Católica reuniu bispos de todo o mundo na cúpula de quatro dias para lembrar-lhes que os abusos sexuais cometidos por sacerdotes e seu encobrimento não são um problema que afete apenas certos países, mas uma questão global que ameaça a missão da Igreja Católica. “Irmãos e irmãs, hoje nos encontramos ante uma manifestação de um descarado, agressivo e destrutivo mal”, declarou.
O papa ofereceu um compromisso de futuro com oito pontos, pedindo mudança na mentalidade defensiva da Igreja e a promessa para não voltar a ocultar os casos. As vítimas, acrescentou, devem ocupar um lugar central enquanto os sacerdotes devem seguir um caminho contínuo de pureza no qual o “temor de Deus” guie o exame de suas próprias falhas. “Na ira justificada da gente, a Igreja vê o reflexo da ira de Deus, traído e insultado por essas pessoas consagradas desonestas”, disse.
Associated Press/Estadão Conteúdo
A Marinha do Brasil alerta aos navegantes, sobre as previsão de Ressaca, com ondas de N/NW de 2.5 metros, entre a Ilha de Santana (MA) e a cidade de Touros (RN), emitido às 13h do dia 23/02/2019, no Aviso Rádio 087/2019. Alerta válido das 21h do dia 24/02/2019, até as 21h do dia 26/02/2019.
A Capitania dos Portos recomenda que as embarcações de pequeno porte evitem a navegação e que as demais embarcações redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e mais itens de segurança.
Maiores informações sobre as previsões meteorológicas poderão ser obtidas no site do Centro de Hidrografia da Marinha – CHM – no endereço www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm
O julgamento de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, que enfrenta acusações de lavagem de dinheiro relacionada à venda de direitos de transmissão de partidas da seleção brasileira vai começar na segunda-feira, em Madri, tendo a previsão de durar dez dias.
Também ex-executivo da Nike no Brasil, Rosell presidiu o Barcelona de 2010 a 2014. Ele foi acusado de apropriação indébita de dinheiro proveniente da venda dos direitos televisivos de amistosos da seleção brasileira, bem como de um contrato de patrocínio entre a Nike e a equipe nacional – ele era o representante da empresa no País quando assinou com a CBF para ser patrocinadora e fornecedora de material esportivo. E também é acusado de fazer parte de uma organização criminosa.
Promotores dizem que Rosell ajudou a lavar quase 20 milhões de euros (R$$ 85 milhões) relacionadas a comissões para mais de 20 partidas da seleção durante o período em que Ricardo Teixeira presidiu a CBF. Ele teria desviado o dinheiro para contas que não estavam em seu nome no período em que era dono da Alianto Marketing, antes de ser eleito para a presidência do Barcelona, em 2010.
A esposa de Rosell e outras quatro pessoas também são investigados no caso. A promotoria espanhola pede uma sentença de 11 anos de prisão para o ex-presidente do Barcelona, além do pagamento de uma multa de quase 60 milhões de euros (R$ 256 milhões)
Rosell, que nega ter cometido qualquer irregularidade, está em prisão preventiva há mais de um ano e meio.
Estadão Conteúdo
A fronteira entre Brasil e Venezuela em Roraima amanheceu mais tranquila neste domingo, 24, depois de confrontos ontem entre manifestantes venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana
O fluxo de imigrantes vindos da Venezuela voltou à divisa, apesar do fechamento da fronteira. Venezuelanos vindos de Santa Elena do Uairen disseram ao Estado que apesar do fechamento oficial da divisa, os próprios guardas da fronteira sugerem que eles atravessem para o Brasil pelas “trocas” – trilhas no mato ao lado da estrada.
Ainda há um efetivo da GNB guardando a aduana, mas já não em formação de coluna como havia ontem.
Estadão Conteúdo
As chuvas que caíram no primeiro mês do ano ajudaram a recuperar o volume de água acumulada nas principais reservas hídricas do Rio Grande do Norte. Dados do Instituto de Gestão das Águas do Estado do RN (Igarn) mostram que, em janeiro, o volume médio das bacias potiguares chegou a 21,54% – o melhor início de ano desde 2016, que acumulava 18,45% naquela época.
Em comparação só com o ano passado, o aumento no volume de água armazenada praticamente dobrou. Em janeiro de 2018, a reserva hídrica do estado estava em 10,39%.
O Rio Grande do Norte vem de 7 anos seguidos de chuvas abaixo da média histórica. Significa que o estado enfrenta o mais longo período de estiagem que se tem notícia. Prova disso são os sucessivos decretos de situação de emergência publicados pelo governo estadual em razão da seca. De seis em seis meses, o decreto vem sendo renovado. O último, publicado em setembro do ano passado, foi o 11º. E ele deve ser renovado mais uma vez já no mês que vem.
Atualmente, a União reconhece que 147 dos 167 municípios potiguares estão em situação de emergência por conta dos efeitos severos da falta de chuvas – o que representa 88% do estado.
Ainda de acordo com o Igarn, a bacia Apodi/Mossoró, é a que apresenta melhor nível. Com capacidade para armazenar pouco mais de 1,1 bilhão de metros cúbicos de água, ela chegou a 26,97% de sua capacidade em janeiro.
Já a maior do estado, a bacia Piranhas/Assu, tem capacidade para quase 3 bilhões de metros cúbicos de água e acumulou 20,14% em janeiro .
Em seguida vem a bacia Ceará-Mirim, com capacidade para 136 milhões de metros cúbicos de água, e que acumulou 15,71% no primeiro mês do ano.
Por fim, tem a bacia Potengi, acumula até 113 milhões de metros cúbicos de água, e que no início do ano estava com pouco mais de 15,40% de sua capacidade.
A capacidade hídrica total do Rio Grande do Norte é de 4,4 bilhões de metros cúbicos de água.
O semiárido potiguar, que abrange as regiões Central, Oeste e parte do Agreste do Rio Grande do Norte, terá um volume de chuvas dentro da média para o trimestre março, abril e maio de 2019. A informação foi divulgada pelos meteorologistas do Nordeste e do Cptec/Inpe, na semana passada.
Após 83 baterias envolvendo 139 surfistas, o brasileiro Jadson André conquistou o título do Oi Hang Loose Pro Contest ao superar Yago Dora na final por 16,46 a 16,10. A vitória foi obtida em um dia de mar bom na praia da Cacimba do Padre, em Fernando de Noronha. Com o resultado, ele somou 6 mil pontos no ranking do QS, a divisão de acesso do Circuito Mundial de Surfe, além da premiação de US$ 20 mil (R$ 75 mil).
“Muita gente vinha falando que eu iria ganhar esse evento, minha namorada sonhou que eu chegava na final, não tenho palavras para descrever. É um sonho ganhar em Noronha, um lugar que tenho muitos amigos e sou sempre bem recebido”, comentou Jadson, que é do Rio Grande do Norte.
A conquista é muito importante para Jadson, que se prepara para a disputa do Circuito Mundial de Surfe a partir de abril, com a primeira etapa na Austrália. “Vou trabalhar 24 horas por dia, sete vezes por semana, para ter o melhor ano da minha carreira”, afirmou o surfista de 28 anos, feliz da vida com a conquista.
RESULTADOS – Um dos favoritos na etapa de Fernando de Noronha, o bicampeão mundial Gabriel Medina acabou parando nas quartas de final, na primeira bateria do dia. Ele teve uma disputa saudável com o amigo Jadson André e acabou sendo derrotado por 14,73 pontos a 13,50 em um duelo que provocou aplausos da torcida na Cacimba do Padre.
Na segunda bateria das quartas de final, o norte-americano Cam Richards ganhou do sul-africano Adin Masencamp por 15,17 a 11,10 Na sequência, Yago Dora superou o japonês Reo Inaba por 13,50 a 10,16 e Italo Ferreira encerrou a fase ao bater o espanhol Aritz Aranburu por 18,20 a 9,93.
Na semifinal, Jadson André manteve o foco e despachou a sensação Cam Richards, que vinha fazendo um bom campeonato por 15,90 a 12,47. Do outro lado, Yago Dora bateu Italo Ferreira por 16,50 a 16,17 em uma disputa bastante equilibrada. Na final entre os dois, a vitória acabou sendo de Jadson.
Parabéns Jadson estamos todos torcendo por vc que Deus te ilumine , fica aqui a torcida de todos potiguares tenho quase certeza vc nos trará muitas alegrias.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou a relatoria do habeas corpus do líder religioso João Teixeira de Faria, conhecido como “João de Deus”, preso desde 16 de dezembro do ano passado após ser acusado de assediar sexualmente mulheres que procuravam atendimento em seu centro espiritual em Abadiânia (GO). Com isso, haverá sorteio para a definição de um novo relator, que ficará responsável por analisar o pedido de liberdade.
Gilmar invocou o parágrafo primeiro do artigo 145 do Código de Processo Civil, segundo o qual “poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões”. Como o habeas corpus no STF é sigiloso, não há mais detalhes do despacho de Gilmar.
Antes do estouro do escândalo de abuso sexual envolvendo João de Deus, alguns ministros do STF tinham uma relação estreita com ele. Quando ainda integrava a Corte, Carlos Ayres Britto ia a Abadiânia com frequência. Levou para lá o amigo Joaquim Barbosa, também ministro aposentado do tribunal. Barbosa foi atendido por João de Deus para auxiliar no tratamento de um problema que ele tinha nos quadris.
Na mesma época, Luiz Fux passou a ir também ao centro. Gostava de receber as energias do local. Luís Roberto Barroso também ia com frequência, acompanhado da mulher, que também era submetida a tratamento espiritual. Tanto ele quanto Fux ficaram próximos de João de Deus, com quem conversavam longamente nos momentos em que ele dizia não estar incorporado por entidades espirituais.
O presidente do STF, Dias Toffoli, também já foi atendido por João de Deus uma vez. Na situação, quando foi levado por colegas da Corte, Toffoli não se submeteu a tratamento, nem ficou próximo de João.
O Globo
Uma vez entregue à Câmara dos Deputados pelo presidente Jair Bolsonaro, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência já deu o primeiro passo de uma longa tramitação no Legislativo: foi enviada à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa. Mas o processo só deve começar para valer depois do carnaval, estendendo-se por todo o semestre. A composição da CCJ ainda não foi definida pelo colegiado de líderes da Câmara e, ainda que isso ocorra nesta semana, a tramitação só anda mesmo depois da folia.
Segundo a secretaria-geral da mesa da Câmara, o recesso carnavalesco será longo. Ele começa já na próxima quarta-feira e só termina na segunda-feira, 11 de março.
Pelo regimento da Câmara, o prazo para análise na CCJ é de cinco sessões. A PEC 287, a reforma da Previdência de Michel Temer, levou oito dias nessa etapa. O processo inclui pedidos de vista, que podem durar duas sessões. Para encerrá-lo em duas semanas, como prevê o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve ser necessário fazer sessões de segunda a sexta-feira. É possível convocar sessões extraordinárias para contar prazo.
Depois da votação na comissão, haverá outra no plenário da Câmara em dois turnos, processo que pode demorar cerca de um mês. Nessa etapa, um trâmite pouco previsível é a votação de destaques. Cada bancada tem uma cota. Nesse processo, os parlamentares votam em separado trechos do texto. Isso tem potencial para aumentar a pressão política, já que os congressistas podem ter de votar, separadamente, partes impopulares.
Depois de aprovada na Câmara, a maratona segue no Senado, onde o processo é parecido. A diferença é não haver comissão especial. A PEC do teto de gastos, por exemplo, levou 45 dias no Senado.
O Globo
É lutar para q essa tragédia não aconteça. O povo precisa acordar e ir às ruas contra essa reforma q destruirá a nossa previdência. Ninguém mais se aposentará.
Houve um tempo em que o general de brigada Sérgio Augusto de Avellar Coutinho, um dos mais importantes pensadores militares, afirmava que o presidente Jair Bolsonaro fazia “o jogo das esquerdas”. Para ele, a atuação política do então capitão da reserva só servia “para reforçar uma campanha de descrédito das Forças Armadas perante a opinião pública, comprometer a respeitabilidade do militar e quebrar a coesão interna” do Exército.
Coutinho vinculava Bolsonaro a “iniciativas desastradas” que podiam desprestigiar a autoridade dos chefes militares e “criar lideranças informais e hierarquias paralelas”. O general – estudioso da guerra revolucionária – expressou-se assim quando comandava o Centro de Informações do Exército (CIE), em 1989, em dois Relatórios Periódicos Mensais do órgão – os de n.º 05/89 e 09/89.
Nos anos 1980, o general foi um dos primeiros militares a difundir nas Forças Armadas textos que abordavam a influência do pensador marxista Antonio Gramsci na estratégia das esquerdas no Brasil.
Na reserva, tornou-se uma espécie de “guru” da direita no País. Coutinho publicou livros pela Biblioteca do Exército, como Cenas da Nova Ordem Mundial e A Revolução Gramcista no Brasil. Dava palestras no Clube Militar nas quais afirmava que “o marxismo cultural”, por meio da criação de “um novo senso comum” ancorado no “politicamente correto”, criava o “consenso na sociedade”. Este era interpretado como um instrumento para a socialização do País, discurso que influenciaria o de Bolsonaro. O general morreu em 2011.
Alvo de suas críticas nos relatórios confidenciais do CIE, Bolsonaro era então vereador – preparava a primeira candidatura a deputado federal – e ocupava a vice-presidência da Federação das Associações de Militares da Reserva. A Famir reunia militares inativos e pensionistas e defendia as reivindicações dos militares.
Coutinho não foi o único general que, na época, criticava Bolsonaro. A atuação classista do capitão fez com que tivesse a entrada proibida nos quartéis, após colidir com os ministros do Exército Leônidas Pires Gonçalves (1985-1990) e Carlos Tinoco (1990-1992). Julgavam-no inconsequente e intransigente. Ou, nas palavras de Coutinho, alguém que “procurava semear um clima de discórdia, incompreensão e descrédito no público interno”.
Prontuário
Coutinho não se limitava a informar fatos nos relatórios do CIE. Ele também fazia análises, um estilo que contrastava com os dos chefes anteriores do centro, como o general Tamoyo Pereira das Neves. Desde 1987 até 1990 os generais do CIE, por meio da Seção 102 (Informações) do órgão, produziram documentos sobre Bolsonaro para os chefes militares e alimentaram seu prontuário no centro: o de n.º 18658-5.
Além de vigiar e acompanhar as atividades de Bolsonaro, a inteligência militar também espalhava suas análises e descobertas pelos quartéis. Na época de Coutinho, os relatórios mensais tinham 340 cópias, que eram distribuídas “até o nível de unidade” com o objetivo de “difundir informações relacionadas à defesa interna”. Era praticamente o triplo do que era feito no comando do general Tamoyo, seu antecessor.
Assim, os textos de Coutinho sobre Bolsonaro tiveram difusão ampla na Força, pois o general acreditava que “o comandante de unidade tem o dever de manter seus homens informados”. “A utilização de trechos (do relatório confidencial), desde que preservado o sigilo da fonte, poderá ser feita para atingir os objetivos já citados.”
Compostura
No relatório de maio de 1989, o texto sobre Bolsonaro (Compostura Militar) dividia a página – a de número 6, com a assinatura de Coutinho no alto – com outro sobre o líder do PT Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato -, que tinha o título Desinformação.
Um texto analisava o “socialismo moreno” do ex-governador Leonel Brizola, a quem acusava de ter usado nos anos 1960 recursos de Cuba para “alimentar movimentos revolucionários”. Mais adiante, criticava o secretário-geral do PCB, Salomão Malina, por não ter verdadeiramente desistido da luta armada para a tomada do poder e ser financiado pela União Soviética.
Em setembro, Coutinho escreveu que a “permissividade da sociedade brasileira, pacientemente elaborada nos últimos 10 anos, através dos meios de comunicação social, infiltrados pela esquerda, tem criado uma aceitação ‘sem preconceitos’ e ‘democrática’ de tudo: da destruição da família ao desamor à Pátria, da tolerância ao crime à complacência aos antigos terroristas”. Denunciou ainda “a radicalização do PT” e concluía com a acusação a Bolsonaro – Fazendo o Jogo das Esquerdas II: Famir. A inteligência do Exército chegou a se infiltrar na Famir Em sigilo, pelos menos três colegas de Bolsonaro, da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras, denunciaram sua atuação para o CIE.
Seria pelo trabalho silencioso – revelou um general ao Estado – de um dos maiores agentes da história do CIE, o tenente-coronel João Noronha Neto, o Doutor Nilo, que começaria a reconciliação da cúpula militar com Bolsonaro, um processo iniciado nos anos 1990 que só se concluiria no ano passado.
O Estado procurou o Centro de Comunicações do Exército e a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, mas eles não se manifestaram sobre os relatórios de Coutinho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo
Falou o cara que já foi presidente e que por duas vezes votou na Dilma.
Que ele continue sendo fraco e que o meu bolso continue economizando com sua tragédias na inflação.
E a ONU?
Necas de pitibiriba?