Economia

Reforma da Previdência não pode ser menor que R$ 1 trilhão, diz Guedes

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (20) que o governo federal está aberto a fazer ajustes na proposta de reforma da Previdência enviada ao Congresso Nacional, mas que a economia com as mudanças não pode ser inferior a um R$ 1 trilhão. Segundo ele, um valor inferior a essa meta pode comprometer a viabilidade de um futuro sistema de capitalização, que será proposto mais adiante por meio de Projeto de Lei Complementar.

“Abaixo de de R$ 1 trilhão, você já começa a comprometer o lançamento para as novas gerações, porque nós vamos lançar um regime de capitalização para as novas gerações. Nós precisamos de uma folga, de um impulso fiscal suficiente, ou seja, acima de R$ 1 trilhão, que nos permita lançar um sistema novo. Se começar a desidratar essa reforma, nós não conseguimos que as futuras gerações escapem dessa armadilha”, afirmou a jornalistas após se reunir com o governador de São Paulo, João Dória.

Pelos cálculos de técnicos do governo, a proposta, como foi apresentada, vai gerar uma economia de R$ 1,165 trilhão em 10 anos

O ministro voltou a defender que a reforma apresentada, se aprovada, vai reduzir desigualdades, acabar com privilégios, democratizar a poupança e acelerar o crescimento do país. Guedes classificou a receptividade da proposta entre os governadores como “extraordinária”, mas admitiu que poderá haver “acomodação” de sugestões ao longo da tramitação. “Todas essas sugestões estão sendo muito bem recebidas. A nossa solução é abrangente, ampla o suficiente para haver esse espaço de acomodação”, ressaltou.

O governador de São Paulo, João Doria, defendeu a essência da reforma e ressaltou o apoio da bancada de parlamentares do estado, a maior do país. “Viemos aqui para reafirmar ao ministro o apoio do governo de São Paulo, da bancada de São Paulo, à reforma da Previdência, na sua essência”, disse.

Mudanças no BPC
O ministro da Economia defendeu as mudanças propostas no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que será de R$ 400 para quem tiver entre 60 e 69 anos, e de um salário mínimo a partir dos 70 anos, caso a reforma seja aprovada. Atualmente, o BPC é pago para deficientes, sem limite de idade, e para idosos, a partir de 65 anos, no valor de um salário mínimo. O benefício é concedido a quem é considerado em condição de miserabilidade, com renda mensal per capita inferior a um quarto do salário mínimo.

Segundo Paulo Guedes, a redução do valor do benefício até os 70 anos é para desestimular aquelas pessoas que não contribuem para a Previdência. “Nós oferecemos uma facilidade que a pessoa, já aos 60 anos, recebe uma parte do salário mínimo [R$ 400], de forma que quando chegar aos 70 anos, ele recebe o salário inteiro. Isso era para evitar justamente que o brasileiro não contribua, porque o brasileiro pode falar: ‘olha, se eu contribuir ou não contribuir, vou chegar aos 65 e ganhar um salário mínimo do mesmo jeito, então eu prefiro não contribuir'”, argumentou.

Caso haja resistência quanto ao pagamento de valor inferior a um salário mínimo no BPC, Paulo Guedes disse que a previsão poderia ser retirada, mantendo o benefício apenas a partir de 70 anos, o que geraria uma economia adicional entre R$ 50 e R$ 60 bilhões, segundo ele.

“Isso era uma coisa que nós estávamos pagando, para tornar [o BPC] acessível mais cedo e, ao mesmo tempo, impedir que houvesse pessoas que não contribuíssem, porque se aposentariam com a mesma idade. Então, nós, na verdade, criamos uma facilidade. Se os governadores acharem que isso é ruim, podemos tirar isso, e ganhamos [uma economia de] mais R$ 50 ou R$ 60 bilhões. Nós temos flexibilidade para isso”, acrescentou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Certo, e as mordomias com mega estrutura de gabinetes de políticos e desmandos da administração? Vai aumentar com esses trilhões? Não vai ter freio?

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Polícia

STF determina prisão de mandante da morte da missionária Dorothy Stang

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, condenado em 2010 pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, defensora da reforma agrária. A Primeira Turma revogou liminar concedida no ano passado pelo mninistro Marco Aurélio Mello, garantindo a liberdade do fazendeiro até o julgamento do mérito da ação que tramita no Supremo.

A missionária americana foi assassinada em fevereiro de 2005, em uma emboscada em uma estrada de terra em Anapu, no interior do Pará. Pouco mais de cinco anos depois, Galvão foi condenado a 30 anos de reclusão, como mandante do crime.

Em novembro de 2011, o fazendeiro chegou a ser preso em Altamira, no Pará. Porém recursos a instâncias superiores da Justiça permitiram não só a redução da pena de Galvão, mas também o mantiveram livre na maior parte do tempo desde a condenação.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena de Galvão para 25 anos e determinou a prisão do fazendeiro em 2017, mas, em março do ano passado, o ministro Marco Aurélio o liberou. Na reunião ocorrida ontem (19), o ministro foi voto vencido na Primeira Turma.

Além de Galvão, as investigações apontaram Amair Feijoli da Cunha e Vitalmiro Bastos de Moura como mandantes do assassinato. As investigações do crime apontaram Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista como responsáveis pelo assassinato da missionária.

Agência Brasil

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Judiciário

Instituto de advogados manifesta ‘preocupação’ com pacote anticrime de Moro

O secretário-geral do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Carlos Eduardo Machado, e o presidente da Comissão de Direito Penal, Marcio Barandier, manifestaram “preocupação” com as mudanças legislativas previstas no pacote anticrime, encaminhado ao Congresso pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O projeto foi debatido em audiência pública promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil no Rio nesta terça, 19.

“O Instituto dos Advogados Brasileiros se preocupa, especialmente, com a possível consequência negativa que poderá resultar da alteração na legislação, com vistas à presunção de legítima defesa para agentes de segurança em hipotétic as situações de conflito armado”, alertou o criminalista Carlos Eduardo Machado, diante do Plenário Evandro Lins e Silva, completamente lotado.

Segundo o advogado, “o incentivo à política repressiva, ao estilo bangue-bangue, poderá gerar inúmeras vítimas de balas perdidas”.

A Comissão de Direito Penal do IAB está preparando um parecer sobre o pacote anticrime de Moro, dividido em três projetos de lei e lançado com o objetivo de combater com mais rigor a corrupção, o crime organizado e os crimes com grave violência.

As modificações serão feitas nos códigos Penal, de Processo Penal e Eleitoral, e nas leis de execução penal, de crimes hediondos, de drogas, de organização criminosa, de armas, de improbidade, de interceptação telefônica, de lavagem de dinheiro e sobre transferência e inclusão de presos em estabelecimentos federais de segurança máxima.

“O pacote anticrime é movido pela fé em resultados no âmbito do Direito Penal que, historicamente, não se comprovam, quando as medidas adotadas são marcadas pelo populismo punitivo”, afirmou Marcio Barandier.

Para o presidente da Comissão de Direito Penal do IAB, “as mudanças na legislação podem provocar um resultado inverso ao anunciado e intensificar a violência e a criminalidade, pois as alterações visam a reduzir direitos e a aumentar as penas de prisão, o que ampliará a população carcerária brasileira, que já é a terceira maior do mundo”.

Ainda segundo Barandier, “o aumento do número de presos fortalecerá as facções criminosas dentro dos presídios, onde, aliás, elas surgiram e cresceram, cooptando presos desprovidos de seus direitos”.

Absurdo jurídico – Marcio Barandier também criticou a proposta de alteração relativa à legítima defesa por parte de agentes públicos. “É um absurdo jurídico, que tende a institucionalizar a violência policial, ao incentivar ações desencadeadas com abusos e excessos.”

O advogado disse que a proposta de incluir na legislação ordinária a previsão de execução provisória da pena de prisão a partir da confirmação da sentença em segunda instância “é uma proposta tipicamente populista”.

“A questão está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal em relação ao seu caráter constitucional; ou seja, se a Corte Suprema decidir pela constitucionalidade, se tornará dispensável a sua previsão na legislação ordinária, assim como, se a decisão for pela inconstitucionalidade, não surtirá efeito algum a mudança na legislação, que se tornará inócua”, argumenta.

O criminalista também fez críticas à proposta de monitoramento em áudio e vídeo das audiências dos advogados com clientes encarcerados. “É uma tentativa absurda de cercear a atuação dos advogados, que desrespeita a prerrogativa da confidencialidade de suas conversas com os presos, prevista no Estatuto da Advocacia”, afirmou.

Marcio Barandier falou ainda sobre a adoção do instituto aplicado nos EUA e conhecido como plea bargain. “A chamada solução negociada é uma importação desastrosa do direito norte-americano, que, inclusive, está sob autocrítica naquele país”, destacou.

De acordo com o advogado, a solução negociada não pode ser conduzida com o acusado preso, pois, em sua opinião, “se daria sob sigilo, sem exame de provas, sem defesa e sem fiscalização da sociedade”.

A audiência pública, aberta pelo presidente da OAB/RJ, Luciano Bandeira, foi uma realização conjunta das Comissões de Segurança Pública, de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, e Direito Processual Penal da seccional. Também se manifestaram sobre as alterações previstas no pacote anticrime a promotora de Justiça Patrícia Glioche, o defensor público Rodrigo Roig Duque Estrada e o criminalista Davi Tangerino.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. OAB pilantra, pra essa turma vermelha tem mais é que ter bandido pra Assim se sustentar……ninguem alem dos vagabundos de sempre leba a serio o que essa instituição sebosa diz.

  2. Os advogados de "porta de cadeia" estão morrendo de medo de perderem os honorários com criminosos, frequentadores assíduos de delegacias e presídios. Nota 10 na pauta a respeito de gravações de áudios e vídeos com presidiários. Chega de "braços" das quadrilhas para fora dos presídios. Para fechar com chave de ouro, poder-se-ia prever pena em regime fechado para 50 anos e fim de progressão de pena para crimes hediondos.

  3. O Japão tem uma legislação penal duríssima, e é graças a essa legislação, que o povo japonês hoje é admirado pela sua ética, respeito e zelo pelo próximo e pela natureza. Logo caso os deputados e senadores aprovem essa proposta, a curto prazo iremos perceber o resultados positivos na sociedade.

  4. Mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha que um advogado ser a favor de um projeto que limita o hábito, costumeiro, caro e que garante a vários deles honorários milionários, de empurrar um processo até sua prescrição.

  5. Preocupação muita, pois vai acabar com a indústria da procrastinação de processos, onde advogados renomados nessa fabrica de injustiça, pois o infrator paga rios de dinheiro pra esses advogados, e mesmo condenado várias vezes, não vai preso. Essa proposta de moro tem um alcance social enorme, e a sociedade vai ter a sensação de Justiça, pois os bandidos irão cumprir suas penas com mais celeridade, com a extinção de recursos intermináveis.

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Economia

Dólar sobe 0,42% em meio à cautela com Previdência e alerta do Fed

O dólar chegou a cair abaixo de R$ 3,70 após a apresentação da proposta de reforma da Previdência pelo governo, mas em seguida os investidores preferiram adotar um tom de cautela e a moeda passou a subir. A divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), já perto do fechamento do mercado à vista, que alertou para aumento de riscos de desaceleração da economia mundial, ajudou a reforçar a prudência dos investidores e a moeda americana bateu máximas. O dólar terminou esta quarta-feira, 20, em R$ 3,7319, em alta de 0,42%.

As medidas que mudam as aposentadorias no Brasil foram consideradas “amplas e abrangentes”, mas a percepção nas mesas de câmbio é de que o texto pode ser desidratado na tramitação no Congresso, reduzindo seu impacto. “Os mercados tiveram o que esperavam, uma proposta sólida de reforma, com economia de R$ 1 trilhão. A reação foi tímida porque essa economia fiscal provavelmente será reduzida no texto final”, avalia o economista-chefe para a América Latina da consultoria norte-americana Continuum Economics, Pedro Tuesta. Para ele, o quanto o texto será desidratado durante a tramitação vai determinar o tipo de reação do mercado nos próximos meses. O economista vê o dólar entre R$ 3,70 a R$ 3,75 nos próximos dias. Na máxima desta quarta, a moeda chegou a R$ 3,73 e na mínima, a R$ 3,69.

Os estrategistas do banco norte-americano JPMorgan preveem que a proposta de reforma da Previdência terá um “longo caminho” no Congresso antes da votação final. Com a opção de Jair Bolsonaro de enviar nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao invés de aproveitar o texto de Michel Temer que já tramitou pelas comissões especiais e estava pronto para ser votado, o tempo de aprovação pode ser mais longo do que o estimado no cenário-base do banco, que previa apreciação na Câmara já no segundo trimestre e votação final no terceiro trimestre. O JP diz que vai reavaliar este cenário.

Já a ata do Fed acabou contribuindo para reforçar o tom de cautela no final da tarde. “A ata revelou que a decisão do Fed de adotar uma postura ‘paciente’ veio em resposta à fraqueza da economia mundial”, avaliou o economista da consultoria Capital Economics, Paul Ashworth, citando a Europa e a China como as regiões com maior chance de desacelerarem. Ele nota que os dirigentes do Fed viram riscos “mais nítidos do que o esperado de desaceleração” da atividade mundial, o que levou alguns deles a reconhecerem que as chances de piora da atividade aumentaram. Pelo lado positivo, o Fed deve terminar em breve o programa de redução de seu balanço.

Estadão Conteúdo

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Política

Bolsonaro pede apoio do Congresso e diz que futuro depende da reforma

Foto: Marcos Corrêa/PR

Em reunião fechada na presidência da Câmara, da qual participaram ministros e parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro pediu hoje (20) o apoio de deputados e senadores para aprovar a proposta de reforma da Previdência. Ele lembrou que é um “amigo” dos presentes e “igual” a eles. Também afirmou que o futuro das novas gerações depende das mudanças previdenciárias.

“Nós temos que juntos realmente mostrar, não para o mundo, mas, primeiro, para nós mesmos, que nós erramos no passado, eu errei no passado, e nós temos uma oportunidade ímpar de realmente garantir para as futuras gerações uma Previdência em que todos possam receber. Este não é um apelo. É uma palavra de amigo. De alguém que é igual a vocês.”

O breve discurso do presidente foi acompanhado pela imprensa oficial. Bolsonaro falou por pouco mais de cinco minutos, indicando que aguarda aperfeiçoamentos ao texto por parte da Câmara e do Senado. “Obviamente o projeto será aperfeiçoado pelos senhores e pelas senhoras”, disse. “Isso é importantíssimo, a responsabilidade é de todos nós”, disse. “Sou igualzinho a vocês, somo iguais. Temos o mesmo propósito e o mesmo ideal.”

Bolsonaro disse saber dos obstáculos existentes em relação à proposta de reforma da Previdência, mas afirmou confiar na competência e compromisso dos parlamentares. “Nós sabemos das dificuldades, mas todos nós contamos com a competência, o patriotismo e a competência e o compromisso dos senhores de salvar o Brasil economicamente. Nós não temos outra saída.”

Ministros

Presentes à reunião, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia) fizeram discursos curtos, destacando a importância de aprovar a reforma neste momento e seus impactos econômicos e sociais.

Onyx apelou para o “senso de patriotismo” dos deputados e senadores para construir um Brasil cujo Estado será mais equilibrado e a “sociedade possa olhar sem medo algum”. “[Tenho] muita esperança e certeza de que o amor pelo Brasil vai permear todas as discussões nesta Casa.”

Guedes destacou que queria dar um “testemunho de que todos nós, da equipe do presidente Jair Bolsonaro, confiamos no trabalho da Câmara e do Senado”. Segundo ele, a “nova Previdência” deve preservar “principalmente as futuras novas gerações para que não caiam em armadilhas”. O ministro chamou os encargos sociais são “armas de destruição em massa”.

Parlamentares

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participaram da reunião. Para Alcolumbre, o texto da reforma da Previdência é “com certeza a proposta mais importante deste governo” .

“Esta legislatura será responsável por escrever uma nova história do nosso país: reduzir os privilégios e diminuir as desigualdades, é a função de todos nós, homens públicos, estamos aqui para isso”, disse Alcolumbre.

Maia disse que o caminho para sustentar economicamente o Estado depende da aprovação da reforma da Previdência.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Pq antes da reforma da previdência .
    Ele não começa a cobrar dos maiores devedores da previdência????
    Antes de vir com essa milonga de que se não sair a reforma o sistema entra em colapso.

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Política

Tatiana Mendes Cunha lembra que Governo Fátima está quebrando a ordem cronológica da folha salarial

A ex-secretária-chefe da Casa Civil, a advogada Tatiana Mendes Cunha, conseguiu uma liminar que garante o direito de receber o salário atrasado do Governo do Estado. Ela lembrou que o governo Fátima Bezerra está quebrando a ordem cronológica dos salários, o que vale para todos os servidores.

“O fato de receber com atraso é compreensível diante da crise financeira que o Estado enfrenta. Foi a quebra da ordem cronológica que me motivou. Porque o salário dos atuais Secretários deve preterir os salários dos auxiliares do Governo passado? O Governo não é personalíssimo. Não se pode escolher a quem pagar, apenas pelo critério temporal. E essa não é uma luta exclusivamente minha. É uma luta de todos que não receberam salários em novembro e dezembro e são incontáveis as ações propostas e as liminares deferidas”, disse.

Confira nota na íntegra

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Promovi uma ação judicial para receber a remuneração que me é devida, pelo trabalho que desenvolvi como Secretária-Chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado.

O fato de receber com atraso é compreensível diante da crise financeira que o Estado enfrenta.

Foi a quebra da ordem cronológica que me motivou. Porque o salário dos atuais Secretários deve preterir os salários dos auxiliares do Governo passado?

O Governo não é personalíssimo. Não se pode escolher a quem pagar, apenas pelo critério temporal.

E essa não é uma luta exclusivamente minha. É uma luta de todos que não receberam salários em novembro e dezembro e são incontáveis as ações propostas e as liminares deferidas.

Sabia que a ação promovida teria enorme repercussão. Não tenho receio de me expor quando acho que a luta é justa.

E a justiça não está apenas em receber salário atrasado, mas em receber antes de quem trabalhou depois, ou de quem sequer trabalhou.

Tatiana Mendes Cunha

Opinião dos leitores

  1. Essa nobre senhora deveria ter se manifestado durante a gestão patética de que ela fazia parte. Fica calada!

  2. Se ela reconhece que há um erro no pagamento fora da ordem cronológica, se tem conhecimento de todas as ações que foram movidas por sindicatos e outros interessados para quem a ordem cronológica não foi respeitada. Por que ela entrou pedindo só o direito dela? E os outros , servidores, aposentados e pensionistas, que tiveram seus recursos invadidos durante o governo que ela era parte importante na gestão? Quero ver derrubarem a liminar dela , como fizeram com as diversas outras que pleitearam o mesmo pagamento. Ou será que os direitos e dinheiros são diferentes nesse Estado? Com a palavra a nossa tão honesta, eficaz e imparcial Justiça do RN.

  3. É muita cara de pau dessa Senhora, foi o braço direito de Robinho, onde toda catástrofe do Servidor do RN começou, e agora aciona a justiça para receber os vencimentos atrasados. Por quê quando era governo não pagou ao povo.

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Diversos

Mapa mostra onde sua casa estaria na Terra há 750 milhões de anos

Nova ferramenta permite explorar como um endereço específico evoluiu na escala de tempo geológica do longínquo Período Criogeniano até os dias atuais. Foto: (zbruch/Getty Images)

Se você é daquelas pessoas que, na época da escola, perdia a noção do tempo enquanto analisava cada cantinho do planeta nas páginas do geoatlas (e, ainda hoje, faz o mesmo no Google Maps), então você precisa conhecer o Ancient Earth. A ferramenta permite algo que, de tão incrível, chega a ser inacreditável: marcar um endereço específico no globo terrestre (digamos, a sua casa) e acompanhar como o local foi evoluindo ao longo de centenas de milhões de anos na escala de tempo geológica até chegar aos dias atuais.

Em uma rápida e simples busca, é possível descobrir que o estado de São Paulo foi, durante muito tempo, vizinho de Angola no supercontinente Pangeia. Até que, por volta de uns 150 milhões de anos atrás, no final do Período Jurássico, quando os dinossauros reinavam absolutos sobre a Terra, as duas massas de terra racharam e começaram a se separar. Bem antes disso, há 300 milhões de anos, no ocaso do Carbonífero, as terras paulistas estavam totalmente congeladas sob calotas polares.

Todas essas informações e muitas outras são facilmente acessíveis graças à navegação bastante intuitiva do site: para passear pelas eras, basta pressionar as setas para a esquerda e para a direita. Há ainda a opção de escolher o período de tempo desejado em uma lista cronológica ou então usar como critério eventos marcantes na história da Terra. É possível, por exemplo, conferir como era a cara do planeta quando os dinossauros foram extintos, há 66 milhões de anos, e quando eles apareceram, há 220 milhões de anos.

Ainda no mesmo recurso de dar “pulos” temporais, o Ancient Earth mostra a configuração dos continentes e oceanos na época em que surgiram os primeiros seres multicelulares, conchas, insetos, flores… E nos dias em que nossos ancestrais hominídeos evoluíram pela primeira vez nas savanas africanas, 20 milhões de anos atrás. Ao todo, são 26 timelines diferentes, iniciando no Período Criogeniano, há 750 milhões de anos, até os tempos atuais.

Interface da ferramenta Ancient Earth. (dinosaurpictures.org/Reprodução)

A cada salto, breves descrições são mostradas no canto inferior esquerdo da tela. Também dá para incluir a rotação do globo, as nuvens e a Linha do Equador, além de uma visualização mais brilhante. O responsável pela ferramenta é o engenheiro Ian Webster, que já trabalhou no Google e é curador da maior base de dados online sobre dinossauros. Ele também está por trás de outras visualizações de dados incríveis de temas muito variados, de asteroides a política.

“Eu fico maravilhado que os geólogos tenham coletado dados o bastante para colocar um marcador na minha casa 750 milhões de anos atrás, então pensei que vocês também iriam curtir”, escreveu Webster no site Hacker News. Os dados utilizados no Ancient Earth foram extraídos do projeto PALEOMAP, liderado pelo paleogeógrafo Christopher Scotese.

Webster observa que o mapa deve ser encarado como uma aproximação, apesar de os modelos de tectônica de placas entregarem resultados precisos. “Escolhi esse modelo em particular por ser o mais citado e cobrir o maior período de tempo”, disse. Ainda assim, não deixa de ser fascinante ter uma noção da jornada que seu pedacinho de chão percorreu por esse mundão afora — e explorar com nossos próprios olhos toda a transformação planetária que antes só tínhamos ouvido falar nos livros.

Super Interessante

 

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Política

VÍDEO: Bibianno critica especulações “maldosas”, fala que Bolsonaro é um homem correto, e diz que jamais vai atacar o presidente: “tenho certeza que o governo será um sucesso”

Declaração foi destaque nessa terça-feira(19) durante entrevista exclusiva com o ex-ministro da Secretaria-Geral da Republica, Gustavo Bebianno, em Os Pingos nos Is, na Jovem Pan. Veja vídeo.

Opinião dos leitores

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Educação

Nova Zelândia oferece bolsas de estudos para brasileiros

University of Auckland abre vagas para estudantes.Foto: Divulgação

Estão abertas as inscrições para brasileiros interessados em bolsas de estudo de ensino superior concedidas pelo governo da Nova Zelândia. Os candidatos têm até 14 de março para participar da seleção — o processo é feito exclusivamente via internet.

 Para conhecer os detalhes e requisitos da bolsa e pleitear o auxílio, é preciso seguir os passos indicados no link https://goo.gl/QVPyDN 

 

As bolsas são destinadas a estudantes do ensino superior – graduação e pós-graduação – e cobrem passagens aéreas de ida e volta, o valor do curso universitário, seguro médico; há também auxílio para despesas com acomodação e rotinas de estudo, como compra de livros, materiais escolares e gastos com pesquisa (para alunos de pós-graduação).

Com o intuito de fomentar avanços acadêmicos e científicos, o governo da Nova Zelândia sugere alguns temas de cursos aos candidatos brasileiros, como Mudança de Clima e Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Agricultura, Energias Renováveis, Gerenciamento de Risco em Desastres e Governança, mas outros cursos também podem ser considerados. Todas as candidaturas precisam ser redigidas em inglês.

Qualidade

O ensino da Nova Zelândia é reconhecido internacionalmente como o que melhor prepara os alunos para o futuro — o mérito foi apontado em 2018 pela revista The Economist, por meio do estudo Worldwide Educating for the Future Index. O país possui oito universidades, e todas elas fazem parte das 500 melhores do mundo no conceituado Quacquarelli Symonds World University Rankings (QS), com nível high quality (alta qualidade) na área de pesquisa. São elas: University of Auckland, University of Otago, University of Canterbury, Victoria University of Wellington, University of Waikato, Massey University, Lincoln University e Auckland University of Technology.

O empenho do país em oferecer um sistema de educação de excelência internacional não é por acaso — a relevância da educação para a Nova Zelândia pode ser verificada em um dado econômico: o setor de educação internacional responde pela quarta maior fonte de divisas do país. O estudante aprende a desenvolver habilidades críticas de pensamento e terá alto nível de empregabilidade.

Seguro, acolhedor e tolerante, é o país de língua inglesa mais pacífico do mundo (Global Peace Index 2018) e com a melhor qualidade de vida (Legatum Prosperity Index 2018).

Conheça as universidades da Nova Zelândia

The University of Auckland – Fundada em 1883, a Universidade de Auckland é a maior e mais abrangente universidade da Nova Zelândia. É considerada a líder nacional em pesquisas, sendo lar do maior número de pesquisadores com reconhecimento internacional.

Auckland University of Technology – O índice QS World University Rankings coloca a AUT entre as 500 melhores universidades do mundo, com cursos no top 50 do mundo (Arte e Design), top 150 (Contabilidade e Economia) e top 200 (Negócios e Administração de Empresas). Tão internacional quanto Auckland, a universidade abriga mais de 90 nacionalidades entre seus 4 mil alunos internacionais.

Victoria University of Wellington – A universidade está localizada em Wellington, capital da Nova Zelândia, considerada pela Lonely Planet como “a pequena capital mais descolada do mundo”. A universidade tem parcerias com mais de 120 instituições de ensino no mundo. O curso de Direito está classificado pelo QS World University Rankings entre os 50 melhores do mundo. Também merecem destaque os cursos e programas em áreas como Arquitetura e Design, Negócios, Educação, Ciências Sociais e Música.

University of Waikato – Localizada na cidade de Hamilton, está na lista das melhores universidades do mundo no QS World University Rankings, com alta performance nos quesitos de internacionalização, inclusão e empregabilidade. Além disso, figura entre as 100 melhores do mundo na área de Educação e entre as 150 melhores na área de Ciências Sociais.. Além de receber um número considerável de estudantes estrangeiros, a University of Waikato tem papel atuante em pesquisas internacionais, mantendo acordos com mais de 60 instituições de outros países.

University of Canterbury – Fundada em 1873 por docentes das universidades de Oxford e Cambridge, a Universidade de Canterbury está localizada na cidade de Christchurch, na ilha sul da Nova Zelândia. A instituição oferece mais de 100 programas diferentes de estudos, desde cursos preparatórios para a rotina universitária até opções de mestrado e doutorado. A universidade figura entre as melhores do mundo de acordo com o guia QS World University Rankings, com 19 cursos entre os top 200 internacionais.

University of Otago – Fundada em 1869, é a primeira universidade do país. Listada entre as universidades neozelandesas mais qualificadas em pesquisa, a instituição atrai estudantes de todo o mundo pela reputação de seu campus e sua forte cultura em pesquisas médicas, biomédicas, biológicas e naturais.

Massey University – Uma das principais características da Massey University é o reconhecimento que instituições do mundo todo dão à universidade. A faculdade de negócios é credenciada pela Association to Advance Collegiate Schools of Business (AACSB International). A escola de veterinária é reconhecida pela American Veterinary Medical Association. A universidade oferece de cursos de inglês até opções de graduação e pós-graduação em todas as áreas do conhecimento e tem acordos de cooperação com mais de 200 instituições de ensino ao redor do mundo.

Lincoln University – Fundada em 1878, a Universidade de Lincoln se destaca em estudos do solo, com o compromisso primordial de transformar a Nova Zelândia, sua população e economia. Possui vínculo direto com a economia do país, oferecendo ensino prático e qualidade em trabalhos de pesquisa. Os programas de especialização atraem alunos de mais de 60 países com um forte interesse em ciências.

R7

 

 

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Segurança

Operação Padrão: Agentes Penitenciários realizam apenas serviços essenciais nas unidades prisionais do Estado por protesto de salários atrasados

Os Agentes Penitenciários adotaram a Operação Padrão nas unidades prisionais do Estado como forma de cobrar do Governo do Estado o pagamento dos salários atrasados e um tratamento digno para com os servidores. Desde esta terça-feira (19), apenas serviços essenciais são realizados em todo o Sistema Penitenciário.

Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN, explica que a decisão de iniciar a Operação Padrão foi tomada em Assembleia Geral da categoria, no dia 12 de fevereiro, haja vista que o Governo do Estado não apresentou uma resposta aos pleitos dos Agentes.

“Todo o Sistema Penitenciário está funcionando apenas com atividades essenciais para manutenção da ordem, como fornecimento de alimentação, urgências médicas, e cumprimento de alvará, de acordo com a Lei de Execuções Penais. Os Agentes buscam pagamento de suas verbas alimentícias, bem como protestam contra as condições de trabalho e o tratamento que fere a dignidade dos trabalhadores. A categoria está sendo exposta à exaustão física e mental, bem como sofrendo perseguições e assédios”, revela.

De acordo com Vilma Batista, o Sindicato teve uma reunião com o Governo do Estado nesta terça-feira (19). “Nós temos uma pauta que foi apresentada ainda no começo do ano e o Governo nem mesmo tinha sentado pra discutir o assunto. Agora, após essa reunião, eles ficaram de analisar as propostas apresentadas, propostas essas que visam tão somente o melhor andamento dos procedimentos nas unidades, como também amenizar as condições financeiras dos servidores”.

Opinião dos leitores

  1. Sra.
    O ingresso de vcs ao serviço público foi mediante um certame onde existe um edital que contempla carga horária, horário de repouso e salário.
    No entanto quando entram no serviço público querem mudanças que são impossíveis.
    A única saída é estudar mais e ir para uma situação em um concurso melhor tipo DEPEN, PRF ou DPF. esses que são próximos da área.

  2. O Estado faliu homi. Tem que reduzir o salário em 50% ou aumentar contribuições em 50%, no mínimo, ou demitir em massa o pessoal. Não tem outra saída. Esse negócio de royalt de petróleo, economia de gasolina, venda de folha não resolve nadica de nada, no mês seguinte começa o perrengue de novo.

  3. Resolução simples: Corta o ponto dos grevistas e direciona p/PM pagar diárias operacionais pros policiais que queiram assumir essas funções nas folgas…Vai gerar economia pro estado tão necessitado.

    1. Pq que os governantes não tomam medidas tão fáceis e tão a mostra???
      Importante demais pegar essas genialidades que surgem do nada e resolvem problemas tão complexos de forma tão simplória.
      Devia abrir uma fábrica de ideias.
      Tá com um problema? Procura a fábrica de ideias de Ivan e pronto. Tudo resolvido.

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Saúde

Doença do “cervo zumbi” pode contagiar humanos, alerta pesquisador

CERVO COM SINAIS DE DOENÇA DEBILITANTE CRÔNICA. (FOTO: TERRY KREEGER / CHRONIC WASTING DISEASE ALLIANCE)

Os cervos, sempre assustados diante da presença humana, estão cada vez mais agressivos pelos Estados Unidos – especialmente nos estados de Wisconsin e Minnesota. Além de estarem atacando pessoas, os animais andam tropeçando pelas florestas, às vezes babando, e parecem muito magros. Uma doença ainda pouco conhecida e incurável os deixa com aspecto de zumbis.

Batizada de Doença Debilitante Crônica (CWD, na sigla em inglês), o que se sabe é que ela é causada por príons – proteínas que, de alguma forma, se tornam infecciosas. E ao contrário de vírus e bactérias, elas não possuem DNA ou RNA.

As consequências da infecção também são conhecidas: a vítima começa a se deteriorar pouco a pouco, até que perde a capacidade de falar ou se mover. Então, o sistema colapsa e ela morre.

Por sorte, a Doença Debilitante Crônica só afeta cervos, veados e alces; porém, outra doença causada por príons já fez vítimas humanas. Trata-se da Nova Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob, que causa degeneração do cérebro e morte.

Apesar de semelhante à Doença de Creutzfeldt-Jakob, a “Nova Variante” atinge pessoas mais jovens e é contraída pelo consumo de carne de animais contaminados com Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida como “doença da vaca louca”.

Segundo Michael Osterholm, diretor do Centro para Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota, nos anos 1980, quando a “vaca louca” causou o sacrifício de 4,4 milhões de animais, não se acreditava que ela pudesse ser transmitida para humanos. No entanto, houve 178 mortes humanas confirmadas, e estima-se que uma a cada duas mil pessoas no Reino Unido estejam contaminadas, apesar de poucas desenvolverem algum sintoma.

“Meu melhor julgamento profissional baseado na minha experiência em saúde pública e no risco de transmissão de ‘vaca louca’ para humanos nas décadas de 1980 e 1990 e a extensa revisão e avaliação de estudos de pesquisa em laboratório diz que é provável que casos humanos de Doença Debilitante Crônica associados ao consumo de carne contaminada sejam documentados nos próximos anos”, disse Osterholm ao jornal Pioneer Press. “É possível que o número de casos humanos seja substancial e que não sejam eventos isolados.”

De acordo com um relatório do Centro de Doenças Contagiosas dos EUA (CDC), no início dos anos 2000, vários pacientes apareceram com o que parecia ser Doença de Creutzfeldt-Jakob e muitos outros apresentaram sintomas neurológicos vagos que se assemelhavam a doenças por príons.

Três homens em particular comeram juntos carne de caça selvagem. Dois deles eram suspeitos de ter Doença de Creutzfeldt-Jakob, mas o outro não tinha sinais visíveis de uma doença priônica além de uma rápida deterioração neurológica. Todos os pacientes morreram não muito tempo depois que seus sintomas apareceram, e quase todos tinham comido carne que eles ou alguém que conheciam tinham caçado.

Mas em todos esses casos, os pesquisadores descobriram que a carne não era de uma área conhecida por estar infectada pela doença; ou, pelo menos, não encontraram nenhuma conexão biológica que relacionasse à enfermidade. Algumas nem sequer foram confirmadas como portadoras de doenças priônicas.

“Como a Doença de Creutzfeldt-Jakob ocorreu em uma área geográfica limitada por décadas, um número adequado de pessoas pode não ter sido exposto ao agente para resultar em uma doença humana clinicamente reconhecível”, diz o relatório. “O nível e a frequência da exposição humana ao agente da Doença de Creutzfeldt-Jakob podem aumentar com a disseminação nos Estados Unidos.”

Encontrada pela primeira vez em cervos de cativeiro no final dos anos 1960, a Doença Debilitante Crônica tem se espalhado desde 1981, quando foi identificada pela primeira vez em espécies selvagens. Começou no Colorado; então se espalhou para o Wyoming e depois se alastrou ainda mais para o Centro-Oeste e o Sudoeste dos EUA. Hoje ela acontece em 24 estados americanos, embora a maioria por enquanto tenha baixas taxas de infecção entre as populações de animais locais.

Galileu

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Judiciário

TCE-RN inicia diagnóstico sobre obras paralisadas no estado solicitado pelo CNJ

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) iniciou o levantamento para a produção de um diagnóstico sobre obras paralisadas no Rio Grande do Norte. Foram enviados 191 ofícios para gestores públicos a fim de obter do Estado e dos municípios informações acerca da existência de obras paradas no Estado.

O levantamento será realizado em todo o país pelos tribunais de contas, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, solicitou, em outubro do ano passado, que as Cortes de Contas elaborassem o diagnóstico.

Os gestores públicos devem cadastrar as obras paradas existentes sob a sua responsabilidade através do link: https://goo.gl/forms/RXJx6sRl4mFP6Vb42. Só devem ser cadastradas as obras paradas com custo total acima de R$ 1,5 milhão. O prazo para que os gestores respondam através do formulário indicado é de 20 dias. Quem não responder estará sujeito a aplicação de multa, além de suspensão do fornecimento de Certidão de Adimplência do jurisdicionado junto ao TCE/RN.

O levantamento de obras paralisadas e inacabadas é uma das diretrizes do ‘Diálogo Institucional’ adotado pelo presidente Dias Toffoli para aproximar o STF dos demais órgãos da República. Segundo o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), Fábio Nogueira, que também participou da reunião, um cenário preliminar indica a existência de 15 mil obras paralisadas no país.

O TCE/RN realizou em 2017 um levantamento acerca de obras paralisadas no Rio Grande do Norte. A auditoria do TCE identificou um potencial dano de R$ 308 milhões investidos em 313 obras paralisadas e inacabadas no Estado. Os dados integram um relatório sobre obras relevantes, com valores acima de R$ 50 mil, que não foram concluídas em 100 municípios do RN. Diante dos números, o Tribunal promoveu um seminário que reuniu representantes de diversos órgãos do setor de construção civil para tratar sobre o tema.

Pesquisa

O TCE/RN também irá conduzir um levantamento sobre gestão pública municipal em colaboração com um pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, o qual ficará responsável pela análise dos dados e apresentação dos resultados ao TCE-RN e aos municípios.

O objetivo do levantamento é compreender melhor os desafios enfrentados pelos gestores municipais no Rio Grande do Norte, possibilitando que o gestor faça uma análise comparativa da sua gestão com a dos demais entes. Para tanto, será entregue um relatório a cada município com o resultado do levantamento.

Prefeitos, secretários municipais de Educação, Saúde, Assistência Social, Administração e Finanças devem responder, até o dia 20/02/2019, a um questionário que está disponível no Portal do Gestor.

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Política

ECONOMIA – REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Maioria dos trabalhadores vai ter redução de alíquota de 8% para 7,5%; avaliação de Rogério Marinho é que a queda vai impactar 70% dos contribuintes

O secretário de Previdência, Rogério Marinho, durante entrevista Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O secretário especial de Previdência, Rogério Marinho , informou que a proposta de reforma da Previdência vai reduzir a alíquota de contribuição da maioria dos trabalhadores de 8% para 7,5%. Em entrevista concedida no Congresso antes da coletiva na qual o governo vai detalhar o texto, Marinho disse que essa queda vai impactar 70% dos contribuintes.

Já quem estiver no teto do serviço público passará a pagar uma alíquota mais alta: de 22%. A economia esperada pelo governo com a reforma chega a R$ 1,167 trilhão.

O ministro da Casa civil, Onyx Lorenzoni, que se reúne com os governadores em Brasília, explicou que as alíquotas vão variar de acordo com a renda dos trabalhadores:

– Quem ganhar mais vai pagar mais, quem ganhar menos vai pagar menos. Vai haver redução de 0,5% do que é pago hoje por pessoas de baixa renda. (A reforma) é um instrumento de grande justiça social.

Nesta quarta-feira, foi entregue ao Congresso o texto com a proposta de reforma para os trabalhadores civis. Segundo Marinho, o projeto com mudanças nas aposentadorias dos militares chegará ao Legislativo em 30 dias.

Onyx demonstrou otimismo em relação às perspectivas de aprovação da reforma e ao apoio que o governo espera receber dos governadores:

– Os governadores vão nos dar toda a condição de poder, junto à bancada dos estados, quer os deputados, quer os senadores, de conseguir a vitória nos dois turnos da Câmara e nos dois turnos do Senado.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Esse rapaz é muito bom, é um especial. Quero mais que se lasqu……… FDP ….. Não entendo como o povo do RN ainda vota em um individuo desses.

  2. Essa reforma tá longe de ser a ideal, porém, diminui bastante a transferência (injusta e perniciosa) de renda da classe mais baixa para as elites privilégidas com aposentadorias integrais, paridades e etc…

    1. Ivan, então cita aí qual seria a ideal, por favor!!! Lembre que o cidadão também pode propor leis ao congresso!!!

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Política

Paulinho: “Não existe país desenvolvido com o pacto federativo do jeito que está”

Foto: Flad Soares

O prefeito de São Gonçalo do Amarante/RN, Paulo Emídio (Paulinho), voltou a defender um pacto federativo que descentralize recursos e inverta a atual concentração, maior parte, dos recursos na União. A declaração foi dada durante entrevista na Band Natal, nesta quarta-feira (20).

Convidado para falar sobre os novos investimentos públicos e privados no município, anunciados pela prefeitura na última segunda-feira (18), Emídio também foi questionado pelo jornalista Diógenes Dantas sobre as últimas declarações do ministro da Economia Paulo Guedes em repactuar os recursos.

O prefeito foi enfático. “Um novo pacto federativo é urgente. Precisa ser rediscutido. Não existe país desenvolvido com o pacto federativo do jeito que está, no qual apenas 18% do que é arrecado fica nos municípios, 24% vai para os estados e 58%, na União. É na cidade onde as pessoas nascem, crescem e usam os serviços públicos, a educação, saúde, assistência social, transporte público e até auxílio funeral”, pontuou.

Novos investimentos

Na segunda-feira (18), o prefeito promoveu o seminário “São Gonçalo da Oportunidade – É hora de novos investimentos”, na unidade do Sesi do município, onde fez balanço da sua gestão, marcada por inaugurar uma obra por semana, e anunciou novos investimentos públicos e privados, com presença da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Estrada da produção, reurbanização da entrada da cidade, saneamento básico, hospital geral, marginal da BR 406, uma via ligando o bairro Guarapes ao aeroporto internacional e o gancho de Igapó estão dentro do planejamento com recursos públicos. No privado, empresários da área imobiliária, têxtil e de call center também anunciaram novos empreendimento na cidade.

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Política

Senadora Zenaide Maia é eleita vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo

A Eleição do Vice-Presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo para o Biênio 2019/2020, nos termos do Art. 88 do Regimento Interno do Senado Federal, aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (20), nomeando a senadora Zenaide Maia para o cargo.

Para a parlamentar, a comissão é de extrema importância para o desenvolvimento do país. “É com muita alegria que recebo essa missão. Política de desenvolvimento regional é importante para geração de emprego e renda. É algo que deve ser suprapartidário. Pode contar comigo na defesa do que for preciso. O país precisa de desenvolvimento”, declarou a vice-presidente Zenaide Maia.

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Meio Dia RN

ÁUDIO MEIO-DIA RN: programa desta quarta entrevistou Thiago Carvalho e Paula Fernandes – aplicativo Bella Driver; Cláudio Porpino – “Se Parar eu Caio” e “Banda da Praia”

Confira programa desta quarta-feira(20). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, teve como entrevistados Thiago Carvalho e Paula Fernandes – aplicativo Bella Driver; Cláudio Porpino – “Se Parar eu Caio” e “Banda da Praia”. Clique aqui e assista via Youtube.

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