Judiciário

Raquel Dodge pede que inquérito contra Rogério Marinho vá para Justiça Eleitoral

Foto: Adriano Machado / REUTERS

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge , pediu que o inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho , vá para a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte. Ele foi candidato a prefeito de Natal em 2012 e teria declarado gastos inferiores ao que realmente praticou para contratar uma empresa responsável por produzir vídeos de campanha. Segundo Dodge, “as diligências já cumpridas reforçam as suspeitas de ocorrência do crime de falsidade ideológica eleitoral”. Assim, ela opinou que “a hipótese é de continuidade da apuração, porém no juízo de primeira instância”. Marinho nega as irregularidades e pede agilidade na conclusão do inquérito.

O relator do pedido no STF é o ministro Gilmar Mendes, responsável por tomar uma decisão a respeito. Marinho foi deputado federal pelo PSDB até janeiro de 2019 e, por isso, tinha foro privilegiado no tribunal. Como não tem mais mandato, o local para a continuidade da investigação, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), é a Justiça Eleitoral do seu estado.

Na investigação preliminar feita até agora, a Polícia Federal (PF) anotou ter apurado gastos de R$ 527,5 mil com os profissionais que trabalharam na produção de material audiovisual na campanha de 2012, além de R$ 229 mil com a locação de imóvel e fornecimento de alimentação para esses profissionais.

“Dessa forma, sem incluir outras despesas com telefone, conta de energia, material de expediente, material utilizado nas gravações, locação de equipamentos, transporte, combustível, lucro, pagamento de cachês, dentre outros, a despesa até então contabilizada é de R$756.510,00, valor aparentemente superior ao montante declarado pelo candidato, dependendo do cotejo dessas informações com a prestação de contas eleitoral do investigado”, diz trecho de relatório da PF.

A procuradora-geral também anotou: “Como ainda resta pendente a diligência entre o cotejo das informações produzidas nas diligências realizadas neste apuratório e as declarações prestadas à Justiça Eleitoral pelo ex-deputado Rogério Marinho a fim de confirmar ou não a hipótese criminal ora investigada, o inquérito deve ser remetido ao juízo de primeira instância competente.”

No depoimento prestado no processo, Marinho afirmou que contratou a empresa para a produção de vídeo por R$ 700 mil. Depois, por dificuldades financeiras, pediu a redução do valor, que foi repactuado, pago e declarado à Justiça Eleitoral.

Por meio de sua assessoria, Marinho afirmou que as contas da campanha de 2012 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. Disse também que já houve três pedidos de prorrogação do inquérito e, mesmo assim, não há elementos para oferecimento de denúncia contra ele.

“Mais uma vez, espera-se agilidade e não novas prorrogações ante os esclarecimentos dos fatos, evitando-se o uso político de eventos que ocorreram há quase oito anos”, diz trecho da nota da assessoria do secretário.

O Globo

Opinião dos leitores

    1. Veja que tamanho do PIPINO, ainda tem privilégio de ser SECRETÁRIO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Isto é BRASIL!!!
      O HOMEM DA FORMA TRABALHISTA, ao concluir disse: 2MILHÕES de empregos direto, mas de "ARACAJÚ "não chegou 500 mil de empregos.

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Judiciário

Justiça determina aumento de pena de 13 para 17 anos e meio de prisão para empresário acusado de matar fisiculturista paulista em Natal

Condenado pelo assassinato da própria esposa, a fisiculturista paulista Fabiana Caggiano, em dezembro de 2012, dentro de um hotel onde o casal passava férias, em Natal, o empresário mineiro Alexandre Furtado Paes vai ficar mais tempo atrás das grades. É que a pena dele foi aumentada após julgamento de recurso em segunda instância de 13 para 17 anos e seis meses na prisão.

O portal G1-RN destaca que o Tribunal de Justiça do RN revelou que o réu havia conquistado o benefício do regime semiaberto em setembro do ano passado. Porém, com a sentença aumentada, ele deve permanecer em regime fechado. Alexandre está preso na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal.

Alexandre nega ter matado a mulher. Porém, as provas do processo e o laudo do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) contradizem a versão do empresário. A perícia encontrou sinais de esganadura no pescoço da atleta.

A prisão

Dono de uma academia de musculação na cidade de Osasco, em São Paulo, Alexandre Paes passou mais de 2 anos sendo procurado pela polícia. Ele foi encontrado e preso no dia 30 de novembro de 2015 em Ibiúna, na Grande São Paulo. Depois, foi trazido ao Rio Grande do Norte.

Com acréscimo de informações do G1-RN

 

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Diversos

Global faz sucesso com canal no YouTube sobre sexo e relacionamento: ‘Não dá mais para trepar sem gozar’

Foto: Arte de Luiz Costa sobre foto de Gabriel Monteiro

Toda quinta é dia de DR na casa de Maria Flor. E mais de 30 mil pessoas podem assistir à atriz e seu marido, o filósofo e roteirista Emanuel Aragão (com quem está casada há dois anos), debaterem sexo oral, masturbação, monogamia, divisão de tarefas… Desde que, há dez meses, lançaram o canal Flor e Manu, no Youtube, o casal divide sua intimidade com o público, falando, sem pudor, de temas ou situações que vivem no casamento.

O sucesso é tanto, que a DR virou a peça “Tudo que você sempre quis dizer sobre o casamento”, prevista para estrear no Rio em setembro. Os frutos não são apenas profissionais. O exercício de discutir a relação tem provocado nos dois uma constante reflexão sobre a qualidade da relação. E se hoje Flor fala abertamente sobre sexo e tabus, é graças à construção de uma liberdade pessoal. O que talvez tenha começado quando deu um basta no casamento anterior, por causa de uma calça justa e uma frase dita pelo ex-parceiro (“você está vulgar”). Na verdade, a luta vem antes. “Fui bem reprimida na adolescência e não tinha diálogo sobre sexo com meus pais”, conta ela, filha da roteirista Marcia Leite e do técnico de som Renato Calaça. “Somos criadas para dar prazer aos homens e reprimir o próprio prazer”.

Em sua casa no Horto, que foi completamente alagada na enchente do início do mês, a atriz falou ainda mais sobre sexo, mas também sobre seus trabalhos. Aos 35 anos, longe da TV desde 2017, se dedica ao teatro e ao cinema. Em junho, estreia temporada carioca da peça “A ponte”, sobre o reencontro de três irmãs. No segundo semestre, lança “Filme ensaio”, seu primeiro filme como diretora, e estrela a comédia romântica “Quatro amigas numa fria”, de Roberto Santucci. Contou também que está escrevendo um livro. Batizado de “Transparente”, fala de uma atriz que termina uma relação e tenta se redescobrir. Qualquer semelhança…

O que a experiência de dirigir e produzir acrescentou no seu trabalho de atriz? Você mudou?

Bastante, acho que fiquei mais generosa. Quando a gente vê de dentro, percebe que é complicado fazer, e, às vezes, o ator dá muito trabalho.

O que é sucesso para você?

Já foi ser atriz famosa, capa da revista. Hoje acho que é produzir minha peça, fazer algo que me dê felicidade, faça sentido. Ter dinheiro, ser famosa, o que isso traz? Cada vez mais, vemos atrizes valorizadas porque são jovens, bonitas, têm a pele boa, o corpo magro. Isso acaba, entra outra no lugar. O negócio é construir algo de que você possa ter orgulho e dizer “isso me formou como ser humano”. Porque ser atriz não me define, sou uma pessoa.

Como se imaginava aos 35 anos?

Tinha uma projeção careta, achava que estaria com três filhos, rica, sarada, pleníssima ( risos ). Mas a vida é muito mais estranha…

Pensa em ser mãe?

Às vezes. Tenho um enteado ( Martim, filho de Emanuel ) de 5 anos e dá para ver a realidade de ter uma criança. Isso me assustou, o trabalhão que dá.

Que tipo de madrasta você é?

Sou mais rígida. Martim fala: “A Flor não vai gostar disso” e “Aqui em casa, tem que levar o prato na cozinha porque a Flor gosta que leve”. Mas sou toda manteiga derretida com ele.

É a favor do aborto? Já fez?

Sou, super. Nunca engravidei, nem sei se sou capaz. Mas penso que uma hora vou ter que tomar essa decisão. Muitas vezes eu penso em não ter. O problema é me arrepender, chegar aos 60 e pensar que deveria ter tido, que na minha arrogância de 35 anos, de querer usar meu tempo para fazer e acontecer, não consiga entender a beleza que é abrir mão de coisas para viver outras lindas.

No canal no YouTube, vocês falam de assuntos íntimos, simulam sexo oral… Não é muita exposição?

O que não é exposição hoje? A gente está exposto o tempo todo. Eu não me importo. Quando dizem que estou chata, que falo muito, é até bom porque penso sobre mim mesma. A gente fala de coisas pelas quais passamos e muita gente se identifica. As pessoas não estão conseguindo se comunicar mais, a gente perdeu a capacidade do diálogo, a noção do outro.

Acha que o debate sobre sexo sempre partiu da ótica masculina?

Sim. É a ereção e o orgasmo masculino, o sexto é pautado por isso. Precisamos abrir o leque. Quando falo sobre masturbação feminina na peça, as pessoas ficam em silêncio, constrangidas. A gente questiona a ideia de o homem precisar mais de sexo do que a mulher. Fomos criadas para agradar, para servir. É uma busca feminina se libertar, ser livre sexualmente. Talvez, nas próximas gerações, isso nem seja questão, se Deus quiser! Minha geração não foi livre. A gente foi criada para dar prazer para ao homem e reprimir o nosso prazer, a gente não pode gritar, sentar de perna aberta, dizer “ah, quero namorar esse menino” ou “vai mais pra direita…”.

Como você foi se libertando?

Conforme fui me relacionando. Ganhei não só uma consciência do meu próprio corpo, como uma liberação para dizer “isso não tá bom, vamos fazer assim?”. Não dá mais para trepar e não gozar.

Teria uma relação aberta?

Não tenho estrutura emocional, maturidade, para lidar. Acho que gera muito sofrimento e viver já é sofrido.

Namoraria uma mulher?

Namoraria. Várias. Falo pro Emanuel: “Se a gente se separar, vou casar com uma mulher”. Não penso em nenhuma específica, mas em como vejo mulheres potentes, interessantes, desafiadoras a minha volta e desejo estar perto delas. Admiro a rebeldia, a maluquice, a liberdade de dizer o que pensam, fazer o que querem. A vontade de criar um lugar, um espaço que seja delas. Admiro muitas mulheres. E tenho muitas amigas que confio e que são mulheres incríveis, como Andréa Beltrão e Mariana Lima. Essas duas eu namoraria com certeza.

Já tolerou atitudes de namorados que hoje não aguentaria?

Muita coisa. Tipo “você está vulgar”. Me separei por causa dessa fala. O casamento já estava ruim, mas quando ele falou isso, a minha admiração foi embora. Pensei, “vai se foder!”. Era uma calça colada.

Em fevereiro você fez um post refletindo sobre racismo na época em que namorou o ator Jonathan Haagensen, que é negro. Como foi?

Foram várias situações. Sempre que ele estava dirigindo a gente era parado pela polícia. Tínhamos uma técnica de trocar de lugar no carro: eu pulava para dirigir. Funcionava. Havia um julgamento social também. Meu avô falou pra mim: “Você está namorando um escuro”. Me descabelei. Imaginava que seria difícil para ele, mas ter coragem de verbalizar isso? Não só foi muito racista, como não olhou para mim. Depois, nunca mais consegui lidar com o meu avô.

O que busca em uma relação?

A tentativa de honestidade. Eu cansei de fingir, de mentir. Fazer de conta que está tudo bem, que o mundo não está colapsando, que a gente não está triste. Procuro me relacionar com pessoas que estão tentando falar a verdade do que sentem e pensam. Mas é difícil, nesse mundo de superficialidade e eficiência, encontrar pessoas que queriam conversar e não dar respostas prontas para tudo.

O Globo

 

Opinião dos leitores

    1. Tico, o problema tá nas nos homens que não procuram conhecer o corpo das mulheres pra satisfaze-la como elas merecem, só pensam na cabeça do próprio p…

    1. Interessante, mulher vai pra cama com homens e diz que não goza. Sozinha, bota o dedo na xereca e goza em 2 mim. onde está o problema, no homem ou na mulher?

      Se a mulher não gosta de homem, só gosta de dedo, o problema está nela.

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Judiciário

Em ação do MPRN, Justiça determina indisponibilidade de bens de influenciadora digital e de deputado estadual

Foto: Ilustrativa

Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público apresentou vários elementos probatórios que indicam condição de “funcionária fantasma” a Janine Faria, que não prestava expediente regular na Assembleia Legislativa no gabinete do deputado José Dias

A pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, a Justiça potiguar decretou a indisponibilidade dos bens da influenciadora digital Janine Salustino Mesquita de Faria e do deputado estadual José Dias de Souza Martins até o limite de R$ 704.446,39. Na ação de improbidade ajuizada, o MPRN atribui a Janine Faria a suposta condição de “funcionária fantasma”, no âmbito da Assembleia Legislativa do RN. Segundo a investigação, ela recebeu salários por mais de cinco anos, sem a efetiva prestação do serviço. A decisão é da 3ª vara da Fazenda Pública de Natal.

Janine Faria manteve vínculo com a Casa Legislativa, na função de secretária de gabinete parlamentar, com lotação no gabinete do deputado José Dias, no período de 1º de janeiro de 2011 a 4 de março de 2016, tendo recebido regularmente a remuneração do cargo. Os salários mensais variavam de R$ 6.774,35 a R$ 8.123,75. Somando-se todos os valores recebidos, inclusive aqueles referentes às férias e ao décimo terceiro, chega-se ao valor total de R$ 536.100,38. Após as atualizações ordinárias, o montante resulta em R$ 704.446,39.

O MPRN apresentou vários elementos probatórios que indicam que Janine Faria não prestava expediente regular na Assembleia Legislativa. Para chegar a essa conclusão, foi realizada uma análise conjunta de suas redes sociais e das diligências operacionais conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que demonstraram a incompatibilidade de horários para o desempenho regular de suas atividades funcionais.

Ao mesmo tempo, os depoimentos prestados por testemunhas e pelos próprios demandados revelam a ausência de especificação acerca do desempenho das atividades funcionais de Janine Faria, não anunciando o cumprimento do seu expediente de trabalho. Dessa forma, o referido cenário sugere uma pretensa irregularidade no exercício do cargo público por parte da demandada, quando considerado que esta, durante o horário de expediente, encontrava-se realizando viagens a passeio ou frequentando academias de ginástica e clínicas de estética.

A decisão destaca que “o panorama descrito descortina, pois, a possível ultimação dolosa de atos de improbidade administrativa relativos ao enriquecimento ilícito, à lesão ao erário público e a atentados aos princípios da Administração Pública”.

Janine Faria e José Dias foram intimados a, no prazo de 15 dias, a apresentarem manifestação por escrito à Justiça.

 

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Diversos

Fundadora da Femen Brasil: “Feministas não querem igualdade de gênero, mas destruir os padrões do gênero”

Imagem: Reprodução/Instagram

A ex-feminista Sara Winter, de 26 anos, anunciou oficialmente sua nomeação como coordenadora nacional de políticas à maternidade, convite feito pela ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos Damares Alves.

Com foto posada ao lado da pastora, que é sua amiga, Sara escreveu no Twitter que sua luta “por um país sem aborto, sem violência obstétrica, com mais dignidade, conforto e segurança para a gestante e o bebê só está começando”.

“Vamos tratar de vida, não de morte”, explicou ela à Universa. Fundadora do Femen Brasil e hoje convertida ao catolicismo, Sara disse ainda que vai propor discussão sobre educação afetiva no lugar da sexual, garantiu que a pasta formada por mulheres conservadoras fará política pública “para todas as brasileiras” e, tal qual Damares, defendeu a submissão no casamento: “Nós, cristãos, acreditamos que os homens têm que nos amar acima de tudo”.

(mais…)

Opinião dos leitores

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Esporte

Na abertura da Série C 2019, Globo perde no MA e ABC vence Náutico; veja jogos dos potiguares na próxima rodada

Foto: Andrei Torres / ABC

O ABC entrou em campo pela primeira rodada da Série C. Jogando dentro de casa e enfrentando o Náutico-PE, no Estádio Frasqueirão, o que se viu foi um clube potiguar organizado que construiu a vitória logo no primeiro tempo e concretizou no segundo.

Aos 27 minutos da primeira etapa, o Anderson recebeu, driblou o goleiro e abriu o placar para o time potiguar. Já na segunda etapa, após falha da zaga do Náutico, Rodrigo Rodrigues faz o segundo gol do ABC com um toque para o fundo das redes.

O ABC foi soberano em todas as ações ofensivas e o Náutico não consignou jogar em um estádio com um pouco mais de mil pessoas presentes. Bela estreia do ABC, dentro de casa, convertendo os primeiros três pontos na competição nacional.

Com a vitória, o ABC assumiu a liderança do Grupo A ao lado do Imperatriz-MA e Sampaio Corrêa-MA, os dois também contabilizam 3 pontos.

Na próxima rodada, o clube de Natal vai até a Paraíba para encarar o Treze-PE, no Estádio Amigão. Esse jogo está marcado para as 16h do próximo domingo (05).

Derrota do Globo

O Globo fez sua estreia no Campeonato Brasileiro Série C nesse sábado (27), no Estádio Frei Epifânio. A equipe potiguar perdeu para o Imperatriz-MA pelo placar de 2 a 0.

O jogo foi bastante disputado, mas o time maranhense comandou as ações ofensivas durante toda a partida. Já o Globo somente se defendia e aos 24 minutos, após rebote do goleiro Wadson, Daniel Barros apareceu e abriu o placar para o time da casa. Na segunda etapa o Globo acordou e tentou reagir, mas não obteve sucesso. Então, o Imperatriz-MA encaixou mais uma jogada e fez o segundo gol com Val Barreto. A partida acabou com 2 a 0 no placar.

O próximo jogo do Globo pelo Campeonato Brasileiro Série C será no próximo sábado( 04 de maio), diante do Confiança-SE, às 17h, no Estádio Barrettão.

Com acréscimo de informações da FNF

Opinião dos leitores

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Economia

VÍDEO: Bolsonaro desautoriza secretário da Receita e diz que nenhum novo imposto será criado – nem para igrejas

Através da rede social Instagram, o presidente Jair Bolsonaro(PSL) garantiu nesta segunda-feira(29) que o seu governo não irá criar nenhum imposto, muito menos para igrejas

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para desautorizar o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, sobre a criação de um novo imposto “contra as igrejas”, em um vídeo publicado nesta segunda-feira.

Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Cintra afirmou que a Contribuição Previdenciária (CP), um tributo que incidiria sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9% e rateado entre as duas pontas da operação (quem paga e quem recebe), seria paga até por fiéis que contribuírem com o dízimo.

– Fui surpreendido nesta manhã por uma declaração do nosso secretário da Receita de que seria criado um novo imposto para Receita. Eu quero me dirigir a todos vocês dizendo que essa informação não procede – declarou Bolsonaro no início da gravação.

– No nosso governo nenhum novo imposto será criado, em especial contra as igrejas, que além de ter um excelente trabalho social prestado a toda comunidade reclamam eles, em parte com razão no meu entendimento, que é uma bitributação nesta área. Então, bem claro, não haverá um novo imposto para as igrejas – completou o presidente.

Na entrevista, Cintra reconheceu que a medida seria polêmica, mas explicou que “todo mundo” vai pagar o imposto, da igreja à economia informal e contrabando.

A criação da CP integra a proposta de reforma tributária que está sendo elaborada pelo secretário e tem como objetivo substituir a contribuição sobre os salários. Segundo Cinta, “vai ser pecado tributar salário no Brasil”.

Durante a campanha, a bancada evangélica no Congresso declarou apoio a Bolsonaro. Uma iniciativa que atingisse as igrejas provocaria atritos com uma das principais bases do presidente.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro desautoriza informações de integrantes de sua equipe. Em novembro do ano passado, antes de tomar posse, ele negou a intenção de recriar a CPMF para custear a Previdência. Durante a campanha, a menção à volta da contribuição já havia gerado uma crise entre o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e o então candidato Bolsonaro.

Assista abaixo.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

– Nenhum novo imposto será criado. – Jair Bolsonaro, PR.

Uma publicação compartilhada por Jair M. Bolsonaro (@jairmessiasbolsonaro) em

O Globo

Opinião dos leitores

  1. O que o B171 fala não se escreve. Quantas vezes este ano ele foi desautorizado por subordinados? a última foi do aumento de combustível. É um desmorolizado.

  2. A isenção fiscal foi pensado em pequenas igrejas, mas um certo pelé baiano aproveitou e fez disso um império. Pedir Macedo é o maior empreendedor brasileiro da história, nosso Rockfeller.

  3. Estou pensando em criar uma Igreja isenta de taxa, dízimo zero, igual a alguns cartões de crédito. Dinheiro viria de propaganda feita com cartazes e mídias.

  4. Igrejas deveriam ter imposto de 70% sobre o valor tomado dos incautos. Deveria colocar um auditor fiscal dentro das igrejas para conferir o recolhimento do tributo, principalmente nos domingos e na tal Fogueira Santa. Iptu também deveria ser cobrado. Imagine o que a prefeitura arrecadaria com o IPTU da catedral e da Casa da Moeda da IURD. Quer doar seu dinheiro vai na Liga Contra o Câncer.

  5. O CIDADÃO TEM QUER PAGAR IMPOSTO DE TUDO. NAS IGREJAS O DINHEIRO ENTRA E SAI SEM FISCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE, ALÉM DE NÃO PAGAR IMPOSTO. MUITO FÁCIL PARA OS PASTORES.

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Política

VÍDEO: Minuto da Câmara Municipal de Natal – data 29-04-2019

INFORME PUBLICITÁRIO

Minuto da Câmara no ar trazendo os assuntos mais importantes debatidos na semana que passou, na Câmara Municipal de Natal, disponibilizado nesta segunda-feira(29).

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Polícia

PF faz busca na sede do PSL em Minas em operação que investiga candidaturas-laranja

A Polícia Federal fez buscas na manhã desta quinta-feira (29) na sede do PSL, em Minas Gerais, na investigação sobre supostas candidaturas-laranja durante a eleição de 2018. À época, o diretório era presidido pelo atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, mas ele não é alvo direto da operação. Sete mandados foram cumpridos na capital mineira e mais quatro cidades.

A reportagem tenta contato com a sede do partido, mas nenhum representante foi encontrado até as 9h.

Os mandados foram expedidos pela 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, e a operação recebe o nome “Sufrágio”. Houve a apreensão de documentos relativos à produção de material gráfico de campanhas eleitorais.

A sede do partido, na Rua Inconfidentes, na Região Centro-Sul da capital mineira, é um dos endereços das buscas, além de uma gráfica no bairro Ipanema, na Região Noroeste. As buscas ocorrem também em mais duas gráficas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Lagoa Santa. Há endereços também em Coronel Fabriciano e Ipatinga, no Vale do Rio Doce.

Desde fevereiro, a Justiça de Minas Gerais apura supostas irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo PSL a quatro candidatas nas eleições de 2018.

A investigação, que tramita na Justiça de Minas Gerais, apura irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo PSL a quatro candidatas a deputado estadual e federal no estado, nas eleições de 2018. Elas tiveram votações pouco expressivas, embora tenham recebido dinheiro da sigla, o que levantou a suspeita de uso de candidaturas-laranja.

Ainda segundo a PF, o objetivo da ação desta segunda-feira (29) é esclarecer suposta irregularidade na aplicação de recursos para cotas femininas.

O G1 fez contato com o Ministério do Turismo e aguardo retorno. Até esta publicação a assessoria dele não foi localizada.

Na Big Gráfica, no bairro Ipanema, ninguém foi encontrado para comentar a investigação.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Se cometeu crime, que seja investigado, processado e sentenciado. No PSL não tem BANDIDO DE ESTIMAÇÃO!

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Política

Bolsonaro ganha números mais significativos do que Lula mesmo após “propaganda” do ex-presidente

A propaganda de Lula na Folha de S. Paulo, segundo a própria Folha de S. Paulo, deu certo:

“Ele conquistou 10.825 novos fãs e seguidores, resultado quatro vezes superior ao dos dias seguintes à decisão do STJ”.

Jair Bolsonaro, porém, saiu-se muito melhor do que ele:

“Jair Bolsonaro ganhou, por sua vez, 27.945 seguidores, fez 39 posts em seus perfis e obteve 2.741.353 interações no Twitter, Facebook e Instagram.

Os números de Bolsonaro foram 17 vezes maiores que os do ex-presidente.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Mas a aprovação do B171 é virtual. Ganhou a eleição neste mundo. Na vida real, não consegue almoçar em New york. Não consegue receber uma homenagem em um museu. É uma avacalhação.

  2. Quem é esse lula que ta preso e tem tanta regalia? é de alguma faccao criminosa? Pq falam tanto de um criminoso neste blog?

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Polícia

Mulher é assassinada com tiro de espingarda em Mossoró; suspeito, marido é encontrado morto, destaca reportagem

É destaque no portal G1-RN nesta segunda-feira(29).  Uma dona de casa de 36 anos, identificada como Maria da Conceição Dantas de França, foi morta com um tiro de espingarda na noite desse domingo (28) na comunidade conhecida como Sítio Ranho da Caça, na zona rural de Mossoró, na região Oeste potiguar. Segundo a Polícia Militar, a suspeita é de que o disparo tenha sido feito pelo marido da vítima, o vigia Carlos Alexandre, de 46. Na madrugada desta segunda-feira (29), ele também foi encontrado morto. Confira detalhes em reportagem na íntegra aqui

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Educação

Fies abre prazo para renegociação; 517 mil estudantes têm dívidas de mais de 3 meses

Começa nesta segunda-feira (29) o prazo para a renegociação das dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o programa de crédito para o ensino superior do governo federal.

Estudantes que fizeram o contrato do Fies até o 2º semestre de 2017 terão até o dia 29 de julho deste ano para entrar com pedido de renegociação da dívida. Mais de 500 mil estudantes estão com parcelas atrasadas há mais de três meses.

De acordo com reportagem do Jornal Nacional, seis em cada dez pessoas que usaram o Fies para estudar têm parcelas em atraso. São 517 mil contratos com prestações vencidas: mais R$ 2 bilhões de um total de R$ 11,2 bilhões que os universitários pegaram emprestado e ainda não pagaram.

Essa é a maior dívida acumulada nos 20 anos do programa de financiamento estudantil. As renegociações até então eram feitas caso a caso, agora, as regras valem para todos que fecharam contratos até 2017, estão em fase de amortização e têm prestações atrasadas há pelo menos 90 dias.

As parcelas vencidas e as não vencidas serão somadas e será feito um novo cronograma de pagamentos. Mais quatro anos para quitar o que devem. A taxa de juros continua a mesma. Só que tem que dar uma entrada: 10% do valor total da dívida ou R$ 1 mil, o que for maior, e a prestação será de no mínimo R$ 200.

O governo aposta na renegociação, mas o representante das universidades particulares diz que nem o refinanciamento deve resolver o problema.

“Da forma como está posto, ele não atende à necessidade desta camada de brasileiros que estão desempregados no momento e não estão em condições de arcar com seus compromissos”, diz Sólon Caldas, diretor-executivo da ABMES.

G1

 

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Comportamento

“Carlos Bolsonaro está em uma situação emocional que precisa ser compreendida”

Janaina Paschoal, em entrevista ao Valor, disse que os ataques de Carlos Bolsonaro ao general Hamilton Mourão vão continuar:

“Mourão é muito inteligente. Ele está percebendo que Carlos Bolsonaro está em uma situação emocional que precisa ser compreendida. Não está bem, tem reações exacerbadas. Eduardo Bolsonaro dá respaldo para proteger o irmão, que fica na mira. Eles não vão mudar, é a dinâmica da família. Não tem jeito. Os quatro anos vão ser assim. A gente é que vai ter que se acostumar. Mas não consigo ver nada por parte do vice que enseje tanta preocupação.”

O ANTAGONISTA

Opinião dos leitores

  1. Vivemos tempos que apontam para mudanças, não será fácil, os vícios são grandes e de longo tempo e, quem perdeu as facilidades de se locupletar dos recursos públicos tem dado gritos cada vez mais alto.
    Vejam alguns meios de comunicações, jornais, TV, sites, atacam diariamente o governo, até mesmo com notícias conhecidamente falsa… perderam a noção do ridículo e se tornaram uma comunicação irresponsável, perigosa, abastecendo o noticiário com coisas falsas e fofoca da pior espécie.
    Vamos a um exemplo: Não vi até agora nenhum meio de comunicação dizer nada positivo sobre os filhos de Bolsonaro, que trabalham e tem profissões definidas. A mesma mídia que foi completamente omissa quanto ao filho de ex presidentes que saíram do anonimato para ter uma vida de milionários, todos eles, e nem 01 nota foi publicada sobre esse sucesso financeiro. Sem esquecermos que até agora não sabemos qual a profissão deles. Bem como, de onde apareceu a herança de R$ 70 milhões da ex primeira dama que nunca trabalhou, recebeu herança, nem tirou sozinha na mega sena. Precisa detalhar mais a forma discriminatória que algumas mídias vem atuando???

  2. E o que temos a ver com isso? compreender a loucura dele é demais, aliás, a loucura dele, dos irmãos e do papai me poupeeee! hahahaha

  3. Mais uma. Ela está propondo que nos acostumemos com essas maluquices? Por mais que a família B171 queria transformar, o Brasil não é um manicômio. Tá certo que descobriu-Se ter mais desequilibrados que se supunha, mas não é um manicômio, ainda.

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Economia

Até dízimo de igreja pagará novo tributo sobre transação, diz secretário da Receita

O secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, 74, quer acabar com a contribuição previdenciária que incide sobre a folha de pagamentos e criar a Contribuição Previdenciária (CP), um tributo que vai incidir sobre todas as transações financeiras, bancárias ou não, com alíquota de 0,9% e rateado entre as duas pontas da operação (quem paga e quem recebe).

Segundo o secretário, até fiéis de igrejas deverão pagar o imposto quando contribuírem com o dízimo.

“Isso vai ser polêmico”, reconhece. “A base da CP é universal, todo o mundo vai pagar esse imposto, igreja, a economia informal, até o contrabando”, afirma.

Na reforma tributária que está elaborando, o novo tributo substituirá a contribuição previdenciária sobre os salários, que drena R$ 350 bilhões por ano de empresas e trabalhadores.

“Vai ser pecado tributar salário no Brasil”, disse.

Uma proposta de emenda constitucional que põe fim à atual contribuição extinguirá até imunidades tributárias para instituições religiosas e filantrópicas.

Ainda se estuda se a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)integrará a base de cálculo da CP, algo que elevaria a alíquota do novo imposto para pouco mais de 1%.

Cintra nega que a contribuição seja uma CPMF disfarçada. “CPMF era sobre débito bancário. Esse é sobre pagamentos. É como se a CP fosse gênero [mais amplo] e a CPMF fosse espécie.” Além disso, a CPMF era “transitória”, e a CP será permanente.

Com a proposta, o secretário acredita que conseguirá convencer o setor de serviços a aceitar a criação do Imposto Único Federal, que unificará quatro tributos, com alíquota de cerca de 14%: PIS, Cofins, uma parte do IOF e o IPI.

Cintra afirma ainda que pretende cumprir uma das promessas de campanha, a redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. BOLA FORA DO SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL.
    Já foi oficialmente desmentido. Assunto encerrado, NADA DE IMPOSTO NOVO!

  2. QUANDO FALA EM IGREJA , TAMBEM TEM QUE TA INCLUIDO SINAGOGAS , MESQUITAS, TERREIROS , IGREJA CATOLICA E EVANGELICA, CENTRO ESPIRITAS .

  3. Isso é uma piada, a bancada evangélica não vai deixar nunca, receita vc está procurando uma briga grande.

  4. Vem aí, a primeira manifestação nas ruas pelo fim do ISD – Imposto Sobre o Dízimo!
    I N É D I T O!!

  5. Só quero ver se os pastores profissionais vão deixar essa matéria passar.

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Economia

Em crise econômica, Governadores do Nordeste busca integração regional para atrair investimentos

Vivendo uma situação econômica muito pior que o resto do país e isolados na gestão de Jair Bolsonaro , os governadores doNordeste tentam formar uma aliança política . Um passo nessa direção foi o Consórcio Nordeste, criado em março com o objetivo de buscar sinergias em diferentes áreas e atrair investimentos. O próximo, previsto para maio, será o relançamento da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), autarquia federal de fomento e desenvolvimento de políticas regionais.

Desde o começo do ano, os nove governadores já se reuniram três vezes para discutir a atuação conjunta. Na pauta estão desde estratégias para agir politicamente em grupo até o lançamento de uma força regional de segurança e a união das redes de TVs públicas dos estados.

Essa articulação acontece em um momento inédito. O Nordeste, pela primeira vez na história da República, não teve nenhum representante na formação inicial de uma equipe ministerial. Bolsonaro já fez oito viagens no país e quatro ao exterior. A região ainda não entrou no roteiro. Até agora, houve um aceno a uma pauta de importância especial à região. O governo anunciou em abril a concessão do 13º pagamento para os beneficiários do Bolsa Família, medida que atinge cerca de 12% dos nordestinos, mas decidiu que o valor recebido não será ajustado este ano.

No mapa da política, o Nordeste é uma região vermelha. Os governadores são todos de oposição ao governo federal. Segundo pesquisa Ibope/CNI, 25% dos moradores dos nove estados veem a atual administração federal como ótima ou boa. Já 40% a avaliam como ruim ou péssima. Os dados destoam do resultado nacional, no qual a aprovação é de 35% e a rejeição de 27%.

Políticas sem definição

Na avaliação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), uma percepção comum entre os governadores é que há demora na definição das políticas federais para a região. Para ele, é necessário que projetos considerados prioritários ganhem agilidade:

— A reclamação geral é que algumas discussões poderiam ser aprofundadas e demandas poderiam andar mais rápido. Todos estão sentindo falta de celeridade.

Para Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, ainda não é possível dizer como o governo Bolsonaro irá tratar o Nordeste.

— Está tudo parado, mas não há grandes problemas, não posso dizer que estão boicotando ou sabotando a região — disse Dino. — Estamos tendo bom relacionamento com os ministros. Só não há políticas, mesmo.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou que, além do plano regional de Desenvolvimento elaborado pela Sudene, há em curso um plano de Segurança Hídrica, com investimento de R$ 27,5 bilhões, sendo 58% do total para a região.

Os governadores nordestinos dizem buscar pontes com o Planalto. O vice-presidente, Hamilton Mourão, foi homenageado esta semana no Piauí. Antes, teve um encontro com o governador Wellington Dias (PT), e descreveu a conversa como “franca, honesta e republicana”.

Dependente de investimentos públicos, o Nordeste vem crescendo bem abaixo da média brasileira. No período de recessão, entre 2015 e 2016, teve retração mais forte e, na pífia recuperação dos últimos dois anos, desempenho mais fraco que o do restante do país.

— O Nordeste sofre mais agora porque não há aumento real do salário mínimo, está fora de importantes cadeias exportadoras e do agronegócio — avalia Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Mudar esse quadro é uma das intenções do Consórcio Nordeste, criado para atrair investimentos e gerar economias até mesmo em compras conjuntas, como a de medicamentos.

— Se a estrada está interrompida, temos que criar um novo caminho — disse o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

A medida não é isolada. Em 24 de maio, os governadores deverão, com Espírito Santo e Minas Gerais, relançar a Sudene. O projeto pretende criar 41 polos de desenvolvimento.
Para Ecio Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sem canal de diálogo a retomada econômica fica mais difícil.

— Os governadores têm um posicionamento político que dificulta a aproximação — disse, lembrando a situação fiscal complicada dos estados.

Soma-se a isso a paralisia ou lentidão de empreendimentos na região. Lucas Assis, economista da consultoria Tendências, diz que só a partir de 2023 investimentos em gás, petróleo e energia devem ter resultados.

— Existe risco de atraso, já que o cenário se baseia na aprovação da reforma da Previdência — explicou.

Equipamentos de polícias podem ser compartilhados

O Nordeste quer reduzir a dependência a Brasília. Rui Costa (PT), governador da Bahia e primeiro presidente do Consórcio Nordeste, lançado em março, sonha ter uma força regional de segurança, nos moldes da Nacional, e uma rede de TVs públicas dos estados.

— Se acontecerem crises (na área da segurança) poderíamos enviar nossos policiais para ajudar e compartilhar melhor equipamentos — disse o governador.

O consórcio poderá dividir, por exemplo, helicópteros das polícias e, segundo Rui Costa, a Bahia poderá utilizar o software do Ceará de acompanhamento de alunos, que identifica aqueles com mais chances de abandonar a escola. O governador defende ainda a criação de um escritório de representação em Brasília.

— Precisamos até mesmo de interlocução no Supremo Tribunal Federal — disse.

Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, quer que a situação da Lei Kandir, que prevê compensação fiscal sobre o ICMS de exportados, seja resolvida. Já o deputado Júlio César (PSD-PI), da bancada nordestina na Câmara, diz que a prioridade é concluir a Transnordestina e a transposição do São Francisco, e evitar a possível fusão do Banco do Nordeste com o BNDES.

Para Jorge Jatobá, da Ceplan Consultoria, a associação pode ser benéfica, mas a postura não pode ser de confrontação:

— O Nordeste só volta a crescer com o crescimento do país — disse.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Oxé.. . Mais os governos do Nordeste não tinham declarado independência do governo federal? Kkkk peguem os Pires e vão se ajoelhar na sede de seus partidos pedindo uma ajuda!!!!

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Denúncia

QUEM DIRIA: FGV vive devassa financeira e é apontada por Cabral como elo para propina no Rio

Uma das mais importantes instituições privadas de ensino e pesquisa do país, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) é alvo de uma devassa financeira por órgãos de investigação no Rio de Janeiro.

A FGV já foi alvo de desdobramento da Operação Lava Jato e é investigada em ao menos cinco procedimentos do Ministério Público estadual. As suspeitas vão desde superfaturamento de contratos com o poder público, obtenção de lucro indevido e malversação da verba da própria fundação.

No início deste mês, a instituição foi citada em depoimento do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) ao juiz Marcelo Bretas. Ele, que decidiu admitir o recebimento de propina, afirmou que estudos da instituição eram usados para referendar tecnicamente obras que envolviam propina.

“Como a FGV é uma instituição, com muita justiça, de reputação, ela sempre foi usada como um biombo, de cobertura legal para efetivação de entendimentos prévios, digamos assim. Ela fugia da licitação e dava cobertura legal para estudos feitos por nós”, disse Cabral.

No depoimento, o ex-governador não mencionou a participação direta de membros da FGV no esquema de propina. Mas disse que os membros da fundação sabiam que os estudos milionários deveriam atender às decisões prévias do estado.

A FGV nega envolvimento no esquema e afirma que é a maior interessada em “estancar denúncias injustas”.

Ao longo da gestão Cabral, a entidade firmou 56 contratos com órgãos estaduais. Foram R$ 115 milhões repassados à instituição, segundo o Portal da Transparência fluminense.

A fala do ex-governador corrobora indícios coletados em investigações já em curso no Ministério Público do Rio. Uma delas trata dos estudos da FGV sobre o traçado na linha 4 do metrô.

(mais…)

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