Cidades

Bolsonaro cancela instalação de 8 mil radares em estradas do país

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (31) ter barrado a instalação de mais de 8 mil radares eletrônicos em estradas do país, alegando que o objetivo principal da instalação é arrecadar recursos para os estados.

“Após revelação do @MInfraestrutura de pedidos prontos de mais de 8.000 novos radares eletrônicos na rodovias federais do país, determinei de imediato o cancelamento de suas instalações. Sabemos que a grande maioria destes têm o único intuito de retomo financeiro ao estado”, escreveu o presidente em sua conta oficial do Twitter.

Bolsonaro disse ainda que no momento de renovação dos contratos de rodovias concedidas, fará uma avaliação sobre a necessidade de que radares já instalados continuem onde estão.

“Ao renovar as concessões de trechos rodoviários, revisaremos todos os contratos de radares verificando a real necessidade de sua existência para que não sobrem dúvidas do enriquecimento de poucos em detrimento da paz do motorista”, disse.

Ao renovar as concessões de trechos rodoviários, revisaremos todos os contratos de radares verificando a real necessidade de sua existência para que não sobrem dúvidas do enriquecimento de poucos em detrimento da paz do motorista.

Opinião dos leitores

  1. Seguindo a mesma lógica desse grande erudito e pensador, Bolsonaro, vamos diminuir a quantidade de Policiamento visto que a maioria dos policiais estão prendendo pra gerar renda para os advogado (industria da multa / industria da prisão).

    Ele realmente representa os seus eleitores.

  2. Como é interessante o debate politico hoje no Brasil, analisando dois fatos semelhantes. O Presidente(extrema Direita) suspende a instalação de 8.000 radares e a governadora(extrema esquerda) quer anistiar as dividas no DETRAN de milhares de motos que circulam irregularmente nos interiores do RN. Os radicais da Esquerda criticam o Presidente e apoiam a governadora. Já os radicais de Direita detonam a governadora e apoiam o presidente. Radicalismo é uma doença instalada na politica brasileira onde só é bom o meu, o seu não vale nada, independente se o projeto é bom para o país ou o povo…kkkkkkkkkkkkkkk

  3. Só é multado quem erra!!! É uma atitude extremamente populista e em nada contribui para amenizar o trânsito que mais mata no mundo…

  4. Muito satisfeito com meu voto é meu trabalho em favor da candidatura de presidente Bolsonaro ou melhor em favor do Brasil

  5. Atitude perfeita essa do presidente Jair Bolsonaro, pois esse negócio de radares e lombadas eletrônicas no Brasil já virou caso de polícia, pois existe uma verdadeira quadrilha montada entre políticos e empresários desse setor para roubar os proprietários de veículos, todos comenda a sua parte, tanto os polícia como os empresários que atuam fazendo esse lobby.

  6. Parabéns Presidente,essa mamata da indústria da multa acabou,a função dessa imoralidade de lombadas eram so roubar o usuario,e nao diminuir o numero de acidentes,pura balela!!!

  7. A vários anos o DNIT era entregue ao partido PR. Todos os superintendentes e direções do órgão eram nomeados por determinação do partido. Tais recursos, oriundos das infrações, serviram para alimentar os cofres de várias empresas detentoras dos contratos que, por sua vez, empregavam funcionários indicados pelo DNIT( famoso toma lá – dá cá). Existe até a necessidade de se verificar a real competência do DNIT para assinar essas infrações. Creio que tal competência seja incumbência da PRF. Resta saber se os condutores serão educados o bastante para respeitarem os limites de velocidade sem a necessidade de tais equipamentos fiscalizadores.

  8. A Maria Louca do RN quer cancelar todas as multas e dívidas das motos que circulam nos interiores, desrespeitando os cidadãos que pagam em dias e valorizando os parasitas e a máfia que não pagam os tributos, ninguém reclama… Do meu partido pode tudo e eu apoio, do outro é golpe… vão tomar no orifício corrugado!

  9. Os apaixonados não perdem a oportunidade. No RN a PM fez um excelente trabalho tirando de circulação motos irregulares. A governadora esperneou e vai punir os PMs que trabalharam de forma incansável para retirar de circulação, inclusive bandidos em suas motos irregulares. Mas o Governo do RN mandou de imediato devolver e isentar os IPVAs. Interessante, esses lacaios que criticaram a indústria de Henrique Alves em arrecadar de surpresa nas estradas os radares de 40km/h não deram uma palavra acerca disso… muito interessante… passa óleo de peroba seus comunistas perversos.

  10. Boa notícia! A maioria dos radares não cumprem as orientações técnicas e servem para fins de arrecadar recursos e enriquecer terceiros, sem contar que radar eletrônico não previne acidente como o quebra-mola bem construído e dentro das especificações técnicas. Sua construção é simples, econômica, eficiente. E sua manutenção ínfima. O quebra-mola realmente reduz a velocidade.
    A obrigatoriedade de andar com os faróis acessos de dia é uma das maiores aberrações que o CONTRAN já adotou. É brincar com nossa inteligência.Vê-se claramente que a luminosidade do sol suplanta a dos faróis acessos.Em tempos ruins e de baixa luminosidade já fazíamos sem necessidade da obrigatoriedade e de multas.Deveria constar no CTB como orientação. Quem não enxergar um veículos de dia e com os faróis apagados numa distância considerável e segura é porque está cego e o melhor é cassar sua habilitação e não penalizar toda uma população.

  11. Grande mer… A PRF faz todo santo dia essa fiscalização com radares móveis, que são tanto mais eficientes quanto mais "multadores" do que esses pardais nas rodovias. Poderiam encher as rodovias de radares fixos desde que aumentassem a velocidade máxima nas estradas: ao invés de 80km/h nas BRs, ser de 100 ou 110km/h, p. ex. A fiscalização constante impediria que se andasse a mais de 140, como comumente acontece hj, mas também possibilitaria que se andasse numa velocidade boa e segura.

  12. Em Natal também é um absurdo .
    Essa indústria da multa tem que acabar ¡
    Muitos pontos estratégicos apenas com uma finalidade, arrecadação.

  13. Interessante como tem gente que nunca está satisfeita, antes reclamavam da industria da multa que eram os radares, agora que alguém, que no caso é o presidente, resolve encarar essa máfia lá vem elas reclamarem. Será que se tivesse sido o Luladrão que tivesse cancelado também estariam aqui reclamando?

  14. Grande coisa ele fez, se o motorista, mesmo mechendo no bolso ainda faz o que faz, imagina sem fiscalização. Não instalar esses radares é favorecer quem é irresponsável ao volante e punir quem dirige com responsabilidade.

  15. Os playboys piram, poderão acelerar seus carrões nas vias públicas, mas o que incomoda é o silêncio das autoridades de trânsito face a essa medida irresponsável.

    1. Deixa de ser tabacudo, cérebro de fezes! Playboy vai lá para rodovias federais para cometer ilicitudes; vão para as estaduais.

    2. É só instalar lombadas normais… elas sao eficazes e nao assaltam os motoristas!

  16. O Presidente Bolsonaro agiu corretamente. Parabéns Capitão. Radar em qualquer rodovia, majoritariamente, visa "pungar" o bolso do espoliado cidadão brasileiro. Interessante será que, no âmbito estadual, a Governadora Fátima Bezerra desestimule, caso haja, interesse do Detran neste sentido. Ao Prefeito Álvaro Dias o pedido de ajudea ao natalense e a sua própria administração passando o "pente fino" na saga multadora da STTU.

  17. Parabéns Presidente, tem que acabar com essa indústria, o intuito é faturar, vamos extinguir essa pouca vergonha.

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Diversos

Planalto distribui vídeo em defesa do golpe militar de 1964

O Palácio do Planalto distribuiu neste domingo, 31, um vídeo que faz uma defesa do golpe militar de 1964. O material descreve os acontecimentos do dia 31 de março de maneira semelhante à forma como o presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros tratam do assunto. Para eles, a derrubada de João Goulart do poder, que marcou o início do período de 21 anos de ditadura militar no Brasil, foi um movimento para conter o avanço do comunismo no País.

“O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador do vídeo. Hoje, o golpe completa 55 anos.

A peça, que tem pouco menos de dois minutos e não traz a indicação de quem seria seu autor, foi distribuída por um número oficial de WhatsApp do Planalto, usado pela Secretaria de Comunicação da Presidência para o envio de mensagens de utilidade pública, notícias e serviços do governo federal. Para receber os conteúdos, os jornalistas precisam ser cadastrados no sistema.

A assessoria de imprensa do Planalto foi procurada e, como resposta, disse que o Planalto não irá se pronunciar. A equipe também confirmou que o canal usado para disparar o vídeo é mesmo oficial. “Sobre o vídeo a respeito do dia 31 de março, ele foi divulgado por meio de nosso canal oficial do governo federal no WhatsApp. O Palácio do Planalto não irá se pronunciar”.

O mesmo vídeo foi compartilhado hoje mais cedo no Twitter pelo deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Num dia como o de hoje o Brasil foi liberto. Obrigado militares de 64! Duvida? Pergunte aos seus pais ou avós que viveram aquela época como foi?”, diz Eduardo no post que anuncia o vídeo.

Um dos trechos do material afirma que “era, sim, um tempo de medo e ameaças, ameaças daquilo que os comunistas faziam onde era imposto sem exceção, prendiam e matavam seus próprios compatriotas” e “que havia, sim, muito medo no ar, greve nas fábricas, insegurança em todos os lugares”.

Diante disso, conta o apresentador, o Exército foi “conclamado” pelo povo e precisou agir. “Foi aí que, conclamado por jornais, rádios, TVs e, principalmente, pelo povo na rua, povo de verdade, pais, mães, igreja que o Brasil lembrou que possuía um Exército Nacional e apelou a ele. Foi só aí que a escuridão, graças a Deus, foi passando, passando, e fez-se a luz”.

O apresentador convida as pessoas a conhecer essa verdade buscando mais detalhes e depoimentos nos jornais, revistas e filmes da época. Na parte final, o vídeo é concluído sob o Hino Nacional, e um outro narrador, agora apenas com voz e sem imagem, diz: “O Exército não quer palmas nem homenagens. O Exército apenas cumpriu o seu papel”.

Celebrações

No sábado, a Justiça Federal cassou liminar que proibia o governo de promover os eventos alusivos ao golpe de 1964. A decisão foi da desembargadora de plantão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria do Carmo Cardoso. Apesar de “reconhecer a sensibilidade do tema em análise”, ela decidiu que a recomendação do presidente Bolsonaro para comemorar a data se insere no âmbito do poder administrador.

“Não visualizo, de outra parte, violação ao princípio da legalidade, tampouco violação a direitos humanos, mormente se considerado o fato de que houve manifestações similares nas unidades militares nos anos anteriores, sem nenhum reflexo negativo na coletividade”, escreveu a magistrada.

A liminar havia sido concedida na noite de sexta-feira, 29, pela juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, atendendo a um pedido da Defensoria Pública da União. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ainda na sexta e, na manhã de sábado, saiu a sentença da desembargadora.

Antecipando-se à data, o Exército realizou na semana passada no Comando Militar do Planalto, em Brasília, cerimônia para relembrar o 31 de março. Na solenidade, em que esteve presente o comandante da Força, general Edson Leal Pujol, o episódio foi tratado como “movimento cívico-militar”. Os oito comandos do Exército também já realizaram semana passada cerimônias alusivas ao 31 de março.

Conforme revelou o Estadão, Bolsonaro orientou os quartéis a celebrarem a data histórica, que havia sido retirada do calendário de comemorações das Forças Armadas desde 2011, no governo de Dilma Rousseff. A determinação de Bolsonaro foi para que na data as unidades militares fizessem “as comemorações devidas”.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Meio Ambiente

ONG alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

Foto: Martine Perret/ONU

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.

A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório Fantasma sob as Ondas. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, linhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.

Agência Brasil

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Saúde

Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir de segunda-feira

O preço dos remédios vendidos no país pode aumentar até 4,33% a partir desta segunda-feira (01). O valor, definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ficou acima da inflação de 2018, que fechou o ano em 3,75%.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual é o teto permitido de reajuste. Cada empresa pode decidir se vai aplicar o índice total ou menor. Os valores valem para os medicamentos vendidos com receita.

Ainda segundo a pasta, o cálculo é feito com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses – o IPCA, a produtividade das indústrias de remédios, o câmbio e a tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publica, todo mês, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos já com os valores do ICMS – o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, que é definido pelos estados.

As empresas que descumprirem os preços máximos permitidos ou aplicarem um reajuste maior do que o estabelecido podem pagar multa que varia de R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. E melhor JAIR se acustumando kkkkk,e não esqueçao da reforma trabalhista e previdenciária,que Deus tenha misericórdia do povo brasileiro

    1. Mane, medicação tem o preço congelado durante todo o ano. Inclusive a presidente do seu partido teve a chance de aboliar o imposto sobre medicações e não o fez. Se bolsonaro não fizer nada durante os 4 anos. Ja será um grande avanço aos 14 anos de robalheira desenfreada.

    2. Não li em momento algum o Matheus falando em Lula, acho que o Rafael está doente. Só pode. Até porque a violência diminuiu, o desemprego também, a mamada….. são mais dos mesmos.

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Economia

Bolsonaro anuncia a criação de escritório comercial em Jerusalém

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo (31) a abertura de um escritório de representação comercial em Jerusalém “centrado em ciência, tecnologia e inovação”.

A notícia foi divulgada durante a visita de Jair Bolsonaro a Israel, onde o presidente desembarcou neste domingo (31).

“O Brasil decidiu criar um escritório em Jerusalém para promover o comércio, investimento e inovação, como parte da sua embaixada em Israel”, confirmou o Ministério das Relações Exteriores.

“Obrigada por abrir um escritório em Jerusalém”, disse Yisrael Katz, ministro dos Transportes e chanceler interino de Israel em um post nas redes sociais que inclui uma fotografia dando um aperto de mão Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

Ernesto Araújo também afirmou, segundo a agência Reuters, que o escritório vai servir como “parte da sua embaixada em Israel”.

Durante a campanha presidencial, Bolsonaro assumiu o compromisso de transferir a embaixada de Tel Aviv e reconhecer Jerusalém como a capital de Israel —seguindo caminho liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que mudou a embaixada para esta cidade.

A decisão, porém, contraria a tradição diplomática brasileira de seguir a orientação das Nações Unidas e esperar uma resolução do conflito entre israelenses e palestinos para definir o status da cidade que ambos os povos clamam como sua capital.

Além disso, a resolução também ameaça a venda de carne aos países islâmicos, que representam um grande mercado ao produto brasileiro.

Durante a visita a Israel, Bolsonaro chamou Binyamin Netanyahu de irmão e disse, em hebraico, que ama Israel.

O presidente também agradeceu a ajuda israelense em Brumadinho e afirmou que seu governo “está firmemente decidido em fortalecer a parceria Brasil-Israel: “A amizade entre os nossos povos é histórica. Tivemos um momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz”, declarou, se referindo aos anos de governo PT, quando houve distanciamento diplomático.

Ele também lembrou, em vídeo publicado nas redes sociais, que “a cooperação nas áreas de segurança e defesa também interessam muito ao Brasil”.

Folhapress

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Diversos

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 15 milhões no próximo prêmio

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2138 da Mega-Sena realizado neste sábado (30). O prêmio acumulou e deve chegar a R$ 15 milhões no próximo sorteio, que será na próxima quarta-feira (3).

As dezenas sorteadas foram: 04 13 14 21 30 34

Cinquenta e nova apostas acertaram a Quina e vão receber R$ 36.206,08 cada.

Na Quadra, foram 4.532 apostas acertadoras, que ganharam R$ 673,35 cada.

Agência Brasil

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Economia

23% dos servidores do RN podem se aposentar até 2020, diz Ipern

Cerca de 23% dos servidores ativos poderão se aposentar entre 2019 e 2020, de acordo com estimativa do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern), divulgada a pedido do G1. A porcentagem representa cerca de 12 mil pessoas, dos mais variados órgãos estaduais.

Esses números são de trabalhadores que, nesse período, terão idade e tempo de serviço suficiente para pedir aposentadoria. Isso não significa, porém, que será o número total de benefícios concedidos, porque muitos servidores preferem continuar trabalhando, por causa das perdas salariais.

Nos últimos cinco anos, o estado registrou um total de 15.030 aposentadorias de servidores. Na folha de março, o estado somou 43.197 aposentados, além de 10.829 pensionistas – 54.026, ao todo. Juntos, os beneficiários ultrapassam o número de ativos, que é de 52.337.

A aposentadoria de tantos servidores contribuiria para um aumento ainda maior do déficit previdenciário estadual, que em janeiro foi estimado em R$ 130 milhões mensais. Ou seja, as contribuições colhidas dos servidores e do Estado já não pagam a previdência.

Segundo dados do Boletim de Informações da Administração divulgado em fevereiro pelo governo, enquanto os servidores que estão em atividade ganham, em média, R$ 4.332,85, os aposentados recebem R$ 4.769,66 e os pensionistas, R$ 4.639,77. Isso acontece porque geralmente os servidores no final de carreira ganham mais dos que estão no início.

G1

Opinião dos leitores

  1. Também meu vcs querem o quê?!! PM, Policial civil e professores com 44/48 anos já estão todos coçando o saco.. em 10 anos 90% coçando e 10% na ativa.

  2. O que será que Fátima Gopi, vai alegar nos seus dois últimos anos de governo caso a reforma da previdência não for aprovado e ela não conseguir pagar os salários dos servidores? Já sei…foi Gopi do governo Bolsonaro.

  3. Sindicalhista velho de guerra e atual presidente do Ipern, Nereu Linhares tem solução para tudo. Sem falar que dinheiro nunca foi problema neste elefante podre de rico.

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Economia

Reforma da Previdência pode gerar economia de R$ 330 bilhões para estados

A reforma da Previdência encaminhada ao Congresso pelo governo federal pode gerar uma economia de R$ 329,4 bilhões para os estados em um período de dez anos, segundo estudo inédito da equipe econômica. Só as mudanças nas regras de aposentadoria dos servidores civis representam um alívio de R$ 277,4 bilhões. As alterações para policiais militares e bombeiros representam mais R$ 52 bilhões.

O estudo revela que o impacto da reforma para os estados supera a economia projetada para a União, considerando apenas os servidores públicos, que é de R$ 202 bilhões em dez anos. A cifra de R$ 1,1 trilhão — defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes — engloba ainda as mudanças na aposentadoria dos trabalhadores do setor privado e nos benefícios assistenciais, além de penduricalhos, como a restrição ao abono salarial (PIS).

Atualmente, o número de aposentados e pensionistas civis dos estados chega a 2,2 milhões. O de militares é de 385 mil.

Em linhas gerais, a reforma fixa idade mínima de aposentadoria de 65 anos (homem) e 62 anos (mulheres) para todos os trabalhadores, com regra de transição. No caso dos servidores públicos, ela começa aos 56 anos (mulheres) e 61 anos (homens), subindo gradativamente. A proposta endurece as regras das aposentadorias especiais de professores, que terão idade mínima de 60 anos para homens e mulheres. Altera também a fórmula de cálculo do benefício e proíbe incorporações. Quem ingressou na carreira antes de 2003 precisa atingir idade mínima para ter direito à integralidade (último salário) e paridade (mesmo reajuste dos ativos). Essas alterações valerão automaticamente para os estados.

‘Bomba-relógio’

De acordo com as projeções da equipe econômica, São Paulo será o estado mais beneficiado com a reforma: em dez anos, pode obter uma economia de R$ 48,5 bilhões. Depois vem o Paraná, com R$ 27,4 bilhões. Rio e Minas Gerais empatam com um ganho fiscal de R$ 29,9 bilhões. O impacto dos estados em pior situação fiscal (Rio, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás) chega a R$ 77 bilhões, ou 27,7% da economia total com servidores civis.

Mas o economista Paulo Tafner — estudioso do tema e que elaborou uma proposta alternativa de reforma da Previdência com o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga — tem um cálculo mais modesto. Ele estima uma economia superando os R$ 100 bilhões, em dez, anos, para o conjunto dos estados.

— A mudança na idade dos professores tem impacto forte nas contas, vai dar uma boa aliviada — diz Tafner.

Só os militares, calcula, responderiam por R$ 50 bilhões — projeção em linha com os números da equipe econômica. As mudanças nas regras para professores representariam 30% da economia, e as dos demais servidores, 20%. A conta tomou por base a participação das categorias entre os inativos.

Fábio Klein, especialista em finanças públicas da Tendências Consultoria, lembra que os servidores públicos estão envelhecendo, o que, aliado à elevação da expectativa de vida, aumenta substancialmente as despesas dos estados:

— Dado o processo de envelhecimento combinado com regras mais generosas, é uma verdadeira bomba-relógio. Como é uma obrigação de pagamento, o estado terá de arrochar salário e não contratar, sem falar nos investimentos. Isso é muito ruim para a prestação de serviço público, educação, saúde, segurança e até desenvolvimento econômico.

Sérgio Aureliano, presidente da Rioprevidência, afirma que ainda há muitas dúvidas sobre o alcance da reforma para o Rio, principalmente em relação aos policiais militares e bombeiros. O Estado do Rio aplica alíquota de 14% sobre os rendimentos que excedem o teto dessas categorias — o projeto de lei das Forças Armadas, que será estendido aos militares dos estados, prevê alíquota máxima de 10,5%.

Essa avaliação também vale para os servidores em geral. Atualmente, o estado recolhe 14% sobre a folha. As alíquotas progressivas — que, pela proposta do governo, vão de 7,5% a 22% — significarão 11,65% de alíquota efetiva. O presidente da Rioprevidência prevê uma perda na arrecadação de cerca de 3%.

Dos servidores ativos do Rio, professores, policiais militares e bombeiros, somados, representam 66,8% do total. Professores são 36,5%; PMs, 23,5%; e bombeiros, 6,8%.

Aureliano, fez simulações com alguns municípios, e o déficit pode cair até 40% em alguns deles se a reforma for aprovada como está:

— A alíquota sobe para 14% onde há déficit, mas esse percentual é excessivo e vai transformar o déficit em superávit em algumas cidades.

Governos se articulam

Enquanto a proposta não avança no Congresso, os governadores já se articulam para sugerir mudanças no texto. Embora a maior parte seja favorável à proposta, a ideia é que esta pode ser aperfeiçoada. Foi formado um grupo de trabalho, que deve se reunir esta semana.

Uma ideia é resgatar pontos da proposta elaborada por Arminio e Tafner. Esta previa, por exemplo, um sistema que tiraria do Orçamento dos estados as despesas com Previdência, que seriam bancadas por um fundo à parte, financiado por ativos estaduais.

A PEC enviada à Câmara não contempla essa possibilidade. Em vez disso, prevê que uma lei complementar definirá como serão criados fundos previdenciários, que ainda seriam ligados ao Orçamento. A vantagem da proposta de Arminio e Tafner é que, na prática, a Previdência deixaria de pressionar as contas dos estados.

— Tentaremos levar sugestões. Não adianta ter uma vertente apenas da União, sem que haja uma visão para estados e municípios — disse o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

Já os secretários de previdência vão se reunir na semana que vem em Belém, para avaliar a proposta. Uma das questões é a incidência de Pasep sobre as contribuições, que Aureliano considera bitributação:

— Incide 1% sobre a folha de pagamento e 1% sobre as contribuições para o fundo. Pretendemos preparar uma emenda para levar ao governador, que, se concordar, encaminhará para a bancada estadual apresentar.

O Globo

Opinião dos leitores

    1. Quando era a Dilma quem defendia a reforma, vc não pensava assim.

  1. Isso só vai atingir o cidadão normal, os super salários? os aumentos de salários autoconcedidos não serão atingidos? As mordomias? Os assessores também não diminuirão? Os cargos comissionados? Os prédios suntuosos? Os auxilios moradias? As reformas de gabinetes? Ar condicionado, café e água mineral gelada, tbm continuarão? E povo continuarão com sede, ao relento com fome? Isso é um verdadeiro absurdo cometido por esses canalhas

  2. Tudo isso é MENTIRA. O problema não é a reforma da previdência NÃO. É muito desvio é muita CORRUPÇÃO ?

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Geral

Pedido de isenção da inscrição do Enem começa nesta segunda-feira

Estudantes que querem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem solicitar, a partir de amanhã (1º) a isenção da taxa de inscrição. Para não pagar a taxa, os candidatos devem atender os critérios de isenção. O pedido é feito pela Página do Participante, na internet. A taxa do exame este ano é R$ 85.

Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio, em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, que em valores de 2019, equivale a R$ 1.497.

São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, ou R$ R$ 499, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos, ou R$ 2.994.

Prazos

O pedido de isenção poderá ser feito, conforme o edital do exame, a partir das 10h, no horário de Brasília, do dia 1º de abril até as 23h59 do dia 10 de abril. No mesmo período, os estudantes isentos no ano ano passado que faltaram ao exame, podem apresentar justificativa e solicitar novamente a isenção.

No dia 17 de abril, o Inep vai divulgar a lista, também no portal do Enem, daqueles cujo pedido foi aprovado.

Os participantes que forem reprovados poderão entrar com recurso, no período de 22 a 26 de abril, na Página do Participante. O resultado do recurso será divulgado, no mesmo endereço, a partir do dia 2 de maio.

Enem 2019

As inscrições para o Enem deverão ser feitas no período de 6 a 17 de maio. Os participantes que tiveram ou não a isenção aprovada também devem fazer a inscrição para participar do exame.

O Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5h30.

No segundo dia, os estudantes terão 5h para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep e no aplicativo oficial do Enem até o dia 13 de novembro. O resultado será divulgado, conforme o edital, em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superio pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Agência Brasil

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Política

Durante visita, Bolsonaro promete fortalecer parceria com Israel

Sob chuva intensa, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro desembarcou neste domingo (31) no Aeroporto Internacional de Tel Aviv para uma visita de quatro dias a Israel.

O avião do presidente pousou por volta das 9h45 (3h45, horário de Brasília). Em cerimônia que durou cerca de 15 minutos, ele discursou, bem como o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Mas nenhum dos dois tocou em assuntos polêmicos, como a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém.

“Eu amo Israel”, disse Bolsonaro, em hebraico, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu –que raramente se desloca para o aeroporto para se encontrar com chefes de Estado.

Na verdade, essa foi apenas a 5ª vez em dez anos que Netanyahu fez essa honraria. Antes de Bolsonaro, ele recebeu no aeroporto apenas dois presidentes americanos, Barack Obama e Donald Trump, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o papa Bento 16.

“Há dois anos estive em Israel e visitei o Rio Jordão”, continuou Bolsonaro, apesar de ter visitado Israel em 2016. “Por coincidência, meu nome é Messias. Me senti emocionado naquele momento. Uma emoção, um compromisso, uma fé verdadeira que me acompanhará o resto da minha vida”.

Bolsonaro também afirmou que espera levar ensinamentos de Israel para o Brasil: “Sabemos que Israel não é tão rico como o Brasil em recursos naturais e outras coisas. Mas eu dizia: olha o que eles não têm e veja o que eles são. E falava: olha o que nós temos e veja o que não temos. Como poderemos ser iguais a eles? Ter a mesma fé que eles têm”, continuou, citando uma passagem bíblica (João 8:32).

O presidente também agradeceu a ajuda israelense em Brumadinho e afirmou que seu governo “está firmemente decidido em fortalecer a parceria Brasil-Israel: “A amizade entre os nossos povos é histórica. Tivemos um momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz”, declarou, se referindo aos anos de governo PT, quando houve distanciamento diplomático.

No final de seu discurso, Bolsonaro cometeu um erro em hebraico. Ao invés de repetir “Ani ohev Israel” (Eu amo Israel), ele olhou para uma “colinha” e disse: “Ana ohev Israel”. “Ana” significa “eu” em árabe, não em hebraico.

Bolsonaro foi recebido ainda dentro do avião por Binyamin Netanyahu, e, ao desembarcar, passou em revista às tropas, colocadas sob tendas brancas improvisadas por causa do mau tempo. O hino nacional foi tocado pela banda oficial do aeroporto, bem como o Hatikva, o hino de Israel.

“Meu amigo, estamos fazendo história”, disse Netanyahu. “Fico feliz que apenas três meses depois de sua posse, em sua primeira viagem fora do continente americano, você vem a Israel para levar nosso relacionamento a um novo auge. É a maior delegação brasileira que já veio a Israel. Vamos assinar contratos em nossa cidade eterna, Jerusalém”.

Ele afirmou que Bolsonaro —que chamou de Yair, nome de seu filho mais velho— vai encontrar, em Israel, um povo que ama o Brasil: “Os israelenses amam o Brasil. A cultura latente, a música, a dança e, acima de tudo, o calor e a alegria do povo brasileiro. Brasil é um país enorme com um potencial enorme. Acredito que, sob sua direção, esse potencial vai ser realizado”.

A nove dias das eleições gerais em Israel e sob ameaças de indiciamento por corrupção, Netanyahu pareceu animado em receber o apoio do presidente brasileiro —o que, para seus eleitores, seria um sinal de sua força diplomática mundial. Certamente, ele espera algum tipo de sinalização do líder brasileiro sobre uma possível transferência da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

Mas esse anúncio pode se restringir apenas à abertura de um escritório econômico em Jerusalém— assim como fez o governo da Hungria, recentemente.

Independentemente disso, o primeiro-ministro já pode registrar uma vitória: ele deve acompanhar Bolsonaro ao Muro das Lamentações, algo que está sendo destacado pela imprensa israelense.

Grande parte dos líderes mundiais não aceita ir com o premiê ao local. Motivo: o muro é localizado em Jerusalém Oriental, área exigida pelos palestinos como sua capital.

A soberania israelense sobre a parte oriental de Jerusalém não é reconhecida pela comunidade internacional. Ao ir oficialmente com o premiê israelense ao muro, Bolsonaro estaria sinalizando com esse reconhecimento.

“Apoio brasileiro”, foi o título da matéria sobre a visita de Bolsonaro no maior jornal do país, o Yedioth Aharonoth (Últimas Notícias). A matéria destacou a visita conjunto de Bolsonaro e Netanyahu ao Muro das Lamentações.

O jornal também destacou o que chamou de “pressão do mundo árabe” para que o presidente brasileiro não transfira a embaixada para Jerusalém, uma promessa de campanha.

Ainda hoje, Bolsonaro, que estará hospedado no hotel mais tradicional e luxuoso de Jerusalém, o King David, cumprirá uma agenda intensa em Jerusalém. Ele assinará acordos de cooperação com Israel e terá um encontro privado com Netanyahu.

Bolsonaro e Netanyahu farão também uma declaração conjunta. À noite, será recebido para um coquetel na residência oficial do primeiro-ministro.

Nesta segunda-feira (1º), Bolsonaro terá agenda ainda mais intensa, visitando a Brigada de Resgate e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel.

Depois, irá à Unidade de contra-terrorismo da Polícia Israelense e vai condecorar a Brigada de Busca e Salvamento que ajudou no resgate em Brumadinho.

De tarde, Bolsonaro irá à Cidade Velha de Jerusalém, onde visitará a Igreja do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Tá brincando com os árabes. Vamos perder exportação de carnes e o desemprego vai aumentar.
    Muita irresponsabilidade. Ah jumento.

    1. Ô animal, quando luladrão visitou a Palestina, ele não cortou relação com Israel, porquê o inverso não pode acontecer. Isso só pode vir de um petralha adorador de Bandido.

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Política

Bolsonaro tem que ir mais para o centro, diz líder do governo no Senado

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) afirma que o governo de Jair Bolsonaro terá que se deslocar para o centro, a exemplo do que ocorreu no passado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT, para conseguir governar.

Bezerra rejeita o bordão da “nova política” e afirma que Bolsonaro, ao contrário do que dizem seus críticos, têm dado atenção a parlamentares, seguindo a tradição de dividir espaço com aliados.

Sua leitura é que a semana se encerra melhor do que começou para o governo. Embora reconheça que o presidente tenha a sua personalidade “e ninguém vai mudar”, ele diz que Bolsonaro está começando a compreender que é dele a responsabilidade de formar maioria no Congresso.

Falta articulação ao governo?

O ministro Onyx [Lorenzoni, Casa Civil], em conversa com os líderes na quarta-feira [27], disse que o governo tinha humildade de reconhecer que perdeu a oportunidade de fazer na Câmara um encaminhamento mais harmônico e aproximado dos partidos e das lideranças. E que seu desejo, no Senado, era expressar que precisa do apoio do Legislativo para tocar as reformas.

Parlamentares reclamam que conversas anteriores não resultaram em nada.

A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura do ciclo político, pois atropelou os partidos do centro democrático. Todas as candidaturas que se colocaram pelo centro foram engolidas pela polarização entre o PT de Lula e, de outro lado, o anti-petismo. Bolsonaro teve a perspicácia de empunhar outras bandeiras, da segurança pública, da Lava Jato, do combate à corrupção e dos costumes. Também fez campanha negando a institucionalidade dos partidos, fazendo a ligação direta com o eleitor usando as redes sociais. Depois de eleito, ele procura materializar a concretização de seus compromissos. É o primeiro presidente desde 1947 que compõe uma equipe de governo sem consultar os partidos. É um novo ciclo, de desempoderamento dos partidos. Em fevereiro, o Congresso se instala renovado, mas são os partidos do centro democrático que têm as condições de dar a sustentação política para aprovar as reformas.

Ainda são?

É só fazer a conta. Soma MDB, PSDB, PR, PSD, DEM, PP… Rodrigo Maia recebeu o apoio desses partidos porque significava recolocar o centro democrático, então varrido eleitoralmente, na cena política nacional. Temos um Congresso renovado mas que precisa mudar a cultura política. Antes, com os partidos empoderados, a cultura era a divisão ministerial, a entrega dos cargos e a divisão do poder, o tal do presidencialismo congressual. Bolsonaro rompeu com isso. A leitura agora é que todo mundo aqui é da política, vai enfrentar uma eleição em um ano. As pessoas identificaram que a agenda de Bolsonaro, com a exceção dos costumes, está correta.

E por que ainda não há base?

Porque as pessoas querem saber se o Bolsonaro quer ser parceiro político. O presidente que aprova uma agenda de reformas viabiliza um projeto de poder político pelos próximos 8, 12 anos. Ou não foi assim com o PT?

Mas ele parece dar sinais de que não quer ser parceiro dos políticos.

Calma, ele está numa transição que começou em 1º de fevereiro. Está há 40 dias na ativa e querendo formar a base. Na cabeça dele, o toma lá, dá cá são as confusões que ocorreram pelos desvios no passado. Ele generaliza e provoca irritação dentro do Congresso.

Ficou refém do discurso eleitoral?

Ele está evoluindo no sentido de, sem abandonar os compromissos de campanha, criar e definir critérios que permitam a convivência com o Congresso e a construção da base.

Isso é a nova política?

Nova e velha política eram definições para a campanha. Agora é governar e não se trata de nova ou velha política, mas da boa política. O que a classe política quer, independente do que se fala em emenda e cargo, é saber se ele vai se associar aos partidos. Por exemplo, um deputado, uma liderança política que tenha a aspiração de ser prefeito da capital do seu estado, ele terá apoio do Bolsonaro? É isso que ele precisa compreender para definir as alianças que serão formadas daqui para frente. Não são os cargos que vão fazer a mágica. A mágica será feita quando as pessoas confiarem que ele quer ser parceiro e que vai compartilhar o sucesso de seu governo.

​O presidente não dá um passo e acaba voltando 10 quando dá uma declaração inapropriada?

Seria muito melhor que ele desse um tempo ao Twitter dele. Mas é a forma que ele tem para se comunicar.

Acha que bastaram os acenos que Bolsonaro fez a Maia no fim da semana?

Encerramos a semana superando os desencontros. Tanto o presidente quanto Maia estão virando a página. As feridas estão cicatrizadas? Claro que não.

O que tem que fazer mais?

Quando voltar de Israel, Bolsonaro vai receber os presidentes dos partidos. Vai criar uma relação institucional e começar a mostrar que quer ser parceiro, compartilhar o sucesso do governo com os partidos que o derem apoio.

Não demorou?

Demorou. Mas se enganam aqueles que pensam que o presidente não está fazendo política. Levou deputados no avião com ele, chamou gente no gabinete, ligou. Ou você acha que Roberto Rocha, líder do PSDB, não ficou muito lisonjeado por ter ido com o presidente para os EUA para viabilizar o acordo que vai operar a base de Alcântara? O que é isso? Política. Vocês às vezes exageram ao subestimar a capacidade do presidente de fazer política. Subestimaram na campanha e ele ganhou.

Ao se reunir com líderes dos partidos, não vai ser cobrado por seu eleitor?

O eleitor dele sabe que ele precisa construir a maioria no Congresso. É muito mais amplo que a militância das redes sociais. Depois da eleição, ele tem que se aproximar do centro. Como ele é da direita, ele tem que vir mais para o centro. Quando você tem um da esquerda, que foi o caso de Lula, ele teve que vir mais para o centro.

Na reforma da Previdência ele parece transferir a responsabilidade para o Congresso.

Mas disse também, no outro dia, que a reforma é importante para o Brasil, para a agenda dele. O presidente tem a personalidade dele e ninguém vai mudar. Pode, aqui ou acolá, avançar, se equivocar, dar uma canelada. Mas, ao mesmo tempo, ele tem humildade de dizer ‘exagerei aí, vamos virar a página, passar para outra’. Você pode não gostar das ideias dele, da forma como ele fala, mas ele é uma pessoa simples. Está começando a compreender que a responsabilidade de formar maioria no Congresso é dele, do governo, nossa.

Como o sr. vê a atuação do PSL?

De fato o partido precisa se alinhar. É natural que o presidente tenha responsabilidade em relação à orientação do partido. Luciano Bivar [presidente da sigla] e os líderes do partido também. Quando os senadores do PSL levantam críticas ou alternativas a proposta do governo, permite que os questionamentos se espraiem por todas as outras bancadas. Você cria mais dificuldade para negociação.

Folhapress

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Economia

Delator e pivô da prisão de Temer tenta, em liberdade, reerguer empreiteira

Pivô da prisão do ex-presidente Michel Temer, o empresário José Antunes Sobrinho cumpre as obrigações de seu acordo de delação em uma trajetória pós-Lava Jato que destoa das de outros grandes executivos que foram detidos na operação.

Diferentemente de outros empresários delatores, que foram forçados a se retirar da linha de frente de suas construtoras, ele tenta reerguer a empreiteira Engevix, em crise desde que a investigação prendeu um dos antigos sócios, mantém aparições públicas e é ativo no dia a dia do grupo empresarial.

Antunes fechou um acordo de colaboração com a PF em 2018, prerrogativa que a polícia só passou a ter após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em meados daquele ano. Antes, em 2015, tentou firmar delação com a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná, que não aceitou sua proposta.

Por ordem do ex-juiz Sergio Moro, ficou detido cerca de cinco meses em regime fechado, no Paraná, além de um período em domiciliar. Condenado em duas ações penais a 29 anos de prisão pelo juiz federal Marcelo Bretas, do Rio, para onde seu caso foi transferido, aguardava o recurso em liberdade e corria o risco de voltar para a cadeia, caso tivesse suas condenações por pagamento de propina no âmbito da estatal Eletronuclear confirmadas em segunda instância. Esses recursos ainda não foram julgados.

Contratou o advogado paranaense Antonio Figueiredo Basto, conhecido por firmar alguns dos mais importantes acordos de delação da Lava Jato no Paraná, e teve seu acordo com a PF homologado pelo ministro do STF Luis Roberto Barroso em 2018. Os termos do compromisso e suas obrigações, como reparação de cofres públicos, estão sob sigilo. Figueiredo Basto e a empresa não comentam o assunto.

O depoimento acusando Temer de receber repasse de R$ 1 milhão por meio de uma empresa do coronel da PM paulista João Baptista Lima Filho foi crucial para a ordem de prisão do ex-presidente cumprida no último dia 21. Temer ficou apenas quatro dias preso –foi liberado por ordem de um juiz federal de segunda instância que entendeu que não havia fatos novos que justificassem a permanência na cadeia.

A acusação contra o ex-presidente, que envolve contrato do grupo nas obras da usina nuclear de Angra 3, trouxe de volta à tona o grupo empresarial que se enfraqueceu com a operação e que hoje Antunes tenta blindar dos efeitos de seu passado.

Na tentativa de marcar a retomada do grupo, rebatizou-o de “Nova Engevix”, que agora exibe com destaque em seu site um manual de compliance (conformidade, em inglês), que orienta, por exemplo, integrantes da empresa sobre questões de conflitos de interesse e de relação com o poder público.

Até 2016, o grupo era de propriedade, em partes iguais, de Antunes e de outros dois sócios, Gerson Almada e Cristiano Kok. A prisão de Almada, junto com outros grandes executivos de empreiteiras, em 2014, marcou negativamente o histórico da empreiteira, que entrou em crise e se desfez de parte de seus negócios.

Em 2015, foi a vez de Antunes ser detido por ordem de Sergio Moro e de também virar réu acusado de integrar o esquema de pagamento de propina na Petrobras com Almada. Foi absolvido com o argumento de que se dedicava apenas a projetos no setor elétrico e de aeroportos, e que o ex-sócio mantinha total autonomia sobre as atividades da empresa na Petrobras.

Moro considerou “pouco plausível” que Antunes não soubesse dos pagamentos de suborno feitos por seus parceiros, mas entendeu que a acusação não apresentou provas suficientes.

Almada reconheceu ter cometido crimes e conseguiu habeas corpus, mas, com a confirmação de sua sentença em segunda instância, acabou novamente preso no início de 2018, e permanece detido até hoje.

Antunes agora tenta se distanciar do antigo sócio. Diante do noticiário da Lava Jato, o grupo publicou comunicado à imprensa no ano passado informando que Almada não tem mais “qualquer relação com a empresa”.

Em depoimento em 2016, o atual dono da Engevix chamou a incursão na empresa no ramo petrolífero, a partir da década passada, de “desastre”. “Jogamos patrimônio fora por causa dela, tivemos que vender [participação em] aeroporto, perdemos gente.”

No ano passado, estimou que o faturamento anual da empresa passou de R$ 1,5 bilhão antes da crise para R$ 300 milhões.

Após comprar a participação dos sócios por valor simbólico, voltou a circular pelos meios empresariais. Em 2017, esteve em reunião com a diretoria do BNDES. Paralelamente, preparava os tiros de sua proposta da delação. Entre os alvos, estão os negócios da construtora na usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Em um dos depoimentos que já vieram a público, afirmou que pagou propina em 2014 para ter recursos de um empréstimo liberados pela Caixa Econômica a supostos emissários do PMDB e do senador alagoano Renan Calheiros. O senador nega envolvimento e diz que o caso será arquivado como outros contra ele.

O delator também disse ter pago propina para que a BR Distribuidora liberasse obras em aeroportos a pessoas supostamente ligadas ao ex-deputado petista Vicente Cândido (SP) —o político não foi localizado pela reportagem para comentar o assunto.

Em novembro passado, Antunes participou de um debate promovido por um site de notícias jurídicas e um escritório de advocacia. Pediu uma “força-tarefa” governamental para acordos que permitam a sobrevivência das empresas envolvidas na Lava Jato, chamou a Lava Jato de “diálise de uma situação da civilidade brasileira” e comparou a situação das empreiteiras brasileiras com a de multinacionais alemãs Siemens e Volkswagen, que, disse ele, foram apanhadas em casos de irregularidades, mas não tiveram que fechar as portas.

Disse ainda que um dos problemas das empresas é de cultura. “Temos uma cultura, infelizmente, torta. A cultura é um pouco torta, torta por todos os lados. Então a formação, o treinamento das pessoas para que se invista em uma cultura correta dentro das companhias é fundamental”, disse ele.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Ainda me lembro: além da Engevix, a Andrade Gutierrez também abasteceu os cofres do PT, e ambas colaboraram no financiamento eleitoral da campanha de Fátima Bezerra e 2014.

  2. A ENGEVIX era sócia da Inframerica no AEROPORTO DE SÃO GONÇALO, e quem falava por ela aqui no RN era o então deputado federal que inventou esse aeroporto no fim do mundo.

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Economia

Empresas já projetam que retomada da economia virá apenas em 2020

Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada vibrante em seus negócios ainda em 2019. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento vai ficar para 2020, principalmente no setor industrial.

A avaliação é que nem a aprovação da reforma da Previdência conseguiria mudar o cenário a esta altura.

Parte da projeção leva em consideração que a confiança, já frágil, sofreu novo golpe com a desarticulação política do governo no início de mandato. A troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agravou a sensação de instabilidade política.

Passado o primeiro trimestre do ano, o setor empresarial abandona a expectativa de viver uma retomada vibrante em seus negócios ainda em 2019. Sedimenta-se a certeza de que o crescimento vai ficar para 2020, principalmente no setor industrial.

A avaliação é que nem a aprovação da reforma da Previdência conseguiria mudar o cenário a esta altura.

Parte da projeção leva em consideração que a confiança, já frágil, sofreu novo golpe com a desarticulação política do governo no início de mandato. A troca de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agravou a sensação de instabilidade política.

“O conflito entre Poderes causa ruído e desvia o foco do que é fundamental neste momento: precisamos da aprovação de projetos para o país”, diz Fernando Pimentel, presidente-executivo da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção).

A leitura é que houve perda de tempo. Daqui para a frente será preciso esperar ações concretas para que os novos investimentos sejam desengavetados.
“Desanuviando esse ambiente pesado que nós estamos vivendo hoje e avançando a reforma da Previdência, haverá mais confiança, o que puxa investimentos. Mas não vai ter um boom de investimentos agora. Em termos práticos, isso ficaria para 2020”, afirma Pimentel.

No caso da indústria, o movimento de retomada também precisa superar uma limitação operacional: a grande capacidade ociosa nas linhas de produção.

Segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), a ociosidade média da indústria brasileira está na casa de 26% —patamar muito elevado.

Fernando Figueiredo, presidente-executivo da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), conta que, no ano passado, a capacidade ociosa nas empresas do setor foi de 23%, o que não abre espaço para investimentos.

“A previsão de investimentos da indústria química do Brasil até 2022 é de US$ 1 bilhão [cerca de R$ 3,9 bilhões]. É o mesmo que você escrever investimento zero”, diz Figueiredo.

“Para ter uma ideia, no mesmo período, a previsão de investimento do setor nos Estados Unidos é de US$ 220 bilhões”, afirma ele.

A reversão desse quadro será lenta, mesmo se a reforma da Previdência for aprovada, diz o presidente-executivo da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), José Jorge do Nascimento Junior.

“Se a reforma da Previdência for aprovada até o meio do ano e houver uma recuperação do otimismo, em meio a momentos que costumam ser marcados por uma alta no consumo, como Black Friday e Natal, a capacidade ociosa pode começar a diminuir em setembro, mas crescimento mesmo viria apenas em 2020”, diz ele.

Sem investimentos nas operações já existentes ou na abertura de novas unidades neste ano, o cenário no mercado de trabalho também se deteriora.

A taxa de desocupação no país voltou a subir nos três meses até fevereiro, informou, na sexta-feira (29), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No período, atingiram patamares recordes o número de desalentados (pessoas que desistem de procurar trabalho) e o número de trabalhadores subutilizados (pessoas que trabalham menos do que poderiam).
O setor da construção, espécie de locomotiva na criação de vagas, é um exemplo da anemia que contagia o mercado de trabalho.

Após amargar o fechamento de 974 mil postos entre 2014 e 2018, as contratações voltam em um ritmo muito lento.

Em janeiro e fevereiro, o saldo entre fechamento e abertura de vagas foi positivo em 26 mil —número muito aquém do saldo de 109,5 mil gerado no mesmo período em 2009, momento áureo em obras.
Para voltar a investir e a contratar com força, o setor empresarial também aguarda medidas que possam melhorar o ambiente econômico, explica Martins, da construção civil.

“Você investiria as suas reservas econômicas em um projeto que começa dar resultado daqui a dez anos, sem saber o que vai vir pelo caminho? Nenhum de nós é louco de fazer isso, muito menos o investidor internacional. Antes de chegar a isso, é preciso ter um cenário econômico futuro razoavelmente definido”, afirma ele.

Outras medidas para destravar a economia foram defendidas e apresentadas a Bolsonaro e aos ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), na segunda-feira (25), por executivos que compõem a coalizão indústria.

No encontro, os empresários entregaram uma agenda econômica para o país, mas sempre reforçando a importância de dar prioridade à aprovação da reforma da
Previdência.

“Para o país avançar, é preciso arrumar a casa. Isso é o ajuste fiscal. Mas, além da reforma da Previdência, precisamos de outras reformas, como a tributária”, afirma Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do IABr (Instituto Aço Brasil).

Os executivos reforçaram que a construção civil, as obras de infraestrutura e as exportações têm uma importante contribuição para o crescimento econômico.

Para que esses setores ganhem fôlego, dizem, dependem da redução da burocracia, do aumento do crédito e de uma abertura comercial —conjunto de medidas que podem ser agilizadas com a melhoria do ambiente regulatório com base em ajustes legais feitos pelo governo.

A coalizão reúne representantes dos setores automotivo, químico, têxtil, plástico, do aço, de brinquedos, de calçados, do comércio exterior, de máquinas e equipamentos, da construção civil e de eletrônicos.

Para dimensionar o potencial da coalizão, Lopes apresenta números. O grupo representa 39% do PIB [Produto Interno Bruto] da indústria, movimenta R$ 485 bilhões na economia do país e é responsável por 30 milhões de empregos diretos e indiretos.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Mas antes o argumento era só tirar a Dilma, e tiraram.
    E nada…
    Depois mudaram e disseram que era só retirar os direitos trabalhista, e tiraram.
    E nada…
    Agora jogam aleatoriamente uma data, bem longe, pra justificar.

    Não existirá crescimento sem melhorar a renda, e isto é uma receita tão simples que ninguém acredita.

    Vamos pagar pra ver !

    1. Vc inverte a relação de causalidade. O crescimento é que faz aumentar a renda. Não o contrário.
      E ninguém disse que tirar Dilma ou acabar com processos trabalhistas levianos traria crescimento automático.

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Turismo

Cruzeiro Seabourn Quest atracou no Porto de Natal neste sábado (30)

O Porto de Natal recebeu neste sábado, 30 de março, o Cruzeiro Seabourn Quest, que geralmente passa pela capital do Rio Grande do Norte pelo menos duas vezes por temporada. A embarcação de luxo saiu da Costa Oeste Americana, passou pelo Chile, Argentina, Uruguai e vem percorrendo a costa brasileira, tendo como última parada Recife (PE) e seguindo para Santarém (PA).

Os 418 passageiros são brasileiros, americanos, canadenses, espanhóis, britânicos e australianos que chegaram às 07h e partiram somente às 17h. Quatro deles decidiram ficar em Natal para curtir a Cidade do Sol por mais alguns dias. O navio tem ainda 369 tripulantes.

Os passageiros estão distribuídos em 225 amplas suítes de luxo, das quais 202 têm varanda e sete têm acesso facilitado para cadeiras de rodas. O navio dispõe de seis bares e salões para serem aproveitados a bordo, assim como um centro de fitness, salão de shows, piscinas, saunas, e uma marina retrátil que permite os hóspedes nadarem, praticarem o snorkel, windsurf, caiaque, ou ski aquático, sem terem que se ausentar do navio.

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) estima que o Seabourn Quest possa ter deixado até R$ 300 mil na economia da cidade, já que os turistas fazem passeios turísticos e compras, além de visitar shoppings e restaurantes. É uma média de gasto de R$ 200 dólares por passageiro.

Opinião dos leitores

  1. Ai bota o pé nos escombros da Ribeira. Fiquem certos. A imagem inicial daquele monte de ruína pichada contamina a imagem de todo o resto da Cidade. A vontade deve ser de voltar pro barco e se trancar no camarote.

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Tecnologia

IMD é palco de lançamento de chamada pública do Ministério da Ciência e Tecnologia

Debates, exposições e prospecção de empreendedorismo inovador marcaram o lançamento nacional da 3ª fase do programa TechD – do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – que aconteceu nesta sexta-feira (29) no auditório do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN).

Dirigido a startups e pesquisadores, o evento teve o intuito de incentivar os novos empresários e pesquisadores de tecnologia a se inscreverem na chamada pública do TechD, que é voltada para financiar projetos de desenvolvimento tecnológico na área de TI.

Segundo Ruben Delgado, presidente da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), executora do TechD, a escolha por Natal como sede do lançamento da 3ª fase se deu pelo reconhecimento do trabalho de inovação desenvolvido na região.

“A tecnologia está em todos os lugares. Aqui em Natal, vejo projetos que pensam a economia digital da região e isso me deixou muito orgulhoso”, disse o presidente.

A abertura do evento contou com a participação da reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, e do vice-diretor do IMD, Adrião Duarte. Na ocasião, o professor aproveitou para relatar a importância do evento para o desenvolvimento tecnológico local.

“O lançamento do TechD é de suma importância para nós, especialmente devido à nossa missão de desenvolver e implantar um polo de Tecnologia da Informação (TI) em nossa cidade”, apontou Adrião Duarte.

Também participou da abertura do evento, representando o MCTIC, o secretário de desenvolvimento tecnológico e de inovação do Ministério, Leonardo Zago.

Chamada pública

Para explicar o funcionamento do TechD e encorajar as empresas e pesquisadores de tecnologia a participarem do programa, o evento contou com uma apresentação de Luciana Tsukada, head de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Na ocasião, ela explicou sobre como as startups e grupos de pesquisa poderão se inscrever no edital da 3ª fase do programa, que vai selecionar as melhores tecnologias voltadas ao mercado para receberem financiamento público e privado.

“A ideia é fazer com que vocês, pesquisadores e desenvolvedores de tecnologia, façam projetos que solucionem demandas elencadas pelas ‘empresas âncoras’, corporações de grande porte do mercado nacional”, explicou Tsukada.

Cada projeto deverá se enquadrar em uma das 115 linhas de pesquisa definidas pelo edital. As inscrições para a 3ª fase do TechD começam na próxima quarta-feira (03) no site do programa http://techd.softex.br.

Debates

Para promover trocas de experiências entre os participantes, o evento contou com uma série de palestras e workshops sobre diferentes assuntos relacionados a empreendedorismo tecnológico. A primeira delas teve como tema “Vamos falar de Inovação”, dirigida pela coordenadora de empreendedorismo da Softex, Rayanny Nunes.

Na ocasião, a coordenadora aproveitou para discutir aspectos sobre “inovação aberta” e apontou para a necessidade de as empresas do mercado investirem nesse tipo de ação. “Apostar em talentos fora da sua empresa pode contribuir para que sua instituição se torne muito mais competitiva no mercado”, argumentou Rayanny Nunes.

O encontro também contou com um momento de debates e conversas com profissionais que atuam no empreendedorismo tecnológico local. Na ocasião, os participantes puderam tirar dúvidas e trocar ideias sobre suas considerações e atuações no mercado tecnológico. Também tomou parte do debate o diretor do Parque Tecnológico Metrópole Digital, Anderson Paiva Cruz.

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Economia

Governo Federal economizará R$ 15 mi com compra direta de passagens aéreas

Desde o último dia 2, os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal voltaram a comprar passagens aéreas diretamente das companhias que operam voos domésticos. A expectativa é retomar o modelo que economizava R$ 15 milhões por ano nas viagens a serviço de servidores, militares e colaboradores do governo federal.

A compra direta de passagens aéreas voltou a ser feita depois da publicação da Medida Provisória (MP) 877, na última terça-feira (26). A MP dispensa a retenção na fonte dos tributos sobre passagens aéreas compradas por meio de cartões corporativos, reduzindo o custo dos bilhetes.

A dispensa do recolhimento de tributos vigorou de 2014 a dezembro de 2017, por meio de uma lei. Em março de 2018, a MP 822 prorrogou o não recolhimento dos tributos, mas a medida provisória caducou, perdendo a validade no fim de junho do ano passado.

A volta da retenção na fonte dos tributos sobre as passagens aéreas obrigou o governo a retomar o modelo antigo de compra de bilhetes por meio de agências de viagem. De acordo com a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a aquisição por agências custa, em média, 22% a mais que a compra direta nas companhias aéreas.

Atualmente, existem cinco empresas aéreas credenciadas para fornecer passagens diretamente ao serviço público federal: Avianca, Azul, Gol, Latam e MAP Linhas Aéreas. O próprio órgão ou entidade federal pesquisa cada compra de passagem, com a escolha do menor preço e a aplicação automática dos descontos estabelecidos pelas empresas aéreas.

De acordo com a Secretaria de Gestão, o modelo funciona na prática como uma licitação a cada compra de passagem. Os gestores podem verificar e auditar as operações por meio do Sistema de Concessão de Diárias e Passagens, que armazena as pesquisas e as escolhas de viagens.

O cidadão também pode acompanhar os gastos federais com passagens aéreas por meio da ferramenta Painel de Viagens. No site, é possível acessar informações sobre viagens a serviço e o gasto com diárias de empregados públicos, servidores, militares e colaboradores do governo federal.

Agência Brasil

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