Economia

Nordeste enfrenta crise maior e PIB local cresce metade da média do país

A economia do Nordeste passa por uma crise pior que a do Brasil. O Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu no ano passado praticamente a metade da média do Brasil. Em 2018, o PIB nordestino cresceu apenas 0,6%, enquanto o do Brasil subiu 1,1%. Em 2017, a região também ficou abaixo: 0,8% (no país todo, também foi de 1,1%). Especialistas esperam que isso tenha uma pequena melhora neste ano, mas uma evolução maior só a partir de 2023.

A crise afastou investimentos, que ficaram concentrados no centro-sul. “O comportamento do PIB da região se assemelha ao do que ocorreu na crise econômica de 2009, sob reflexos da crise financeira mundial. Os principais atores econômicos buscaram maior segurança para seus investimentos, privilegiando mercados consolidados, como os do centro-sul do país”, disse Guilherme Muchale, gerente de Economia e Estratégia do Sistema Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará).

Aeroportos e energia do vento podem ajudar região

Analistas dizem que o Nordeste deve retomar neste ano pequena parte do dinamismo do início da década e crescer 1,9%, patamar próximo à expansão de 2% estimada para o PIB do país. As projeções são da Tendências Consultoria.

Alguns fatores que fizeram o Nordeste perder fôlego em 2017 e 2018:

– Exposição reduzida da economia regional ao mercado externo;
– Cancelamento ou adiamento de grandes projetos de investimentos previstos para entrarem em operação no curto prazo;
– Forte dependência de programas de transferência de renda (Bolsa Família e aposentadoria);

Nordeste depende de dinheiro do setor público

Para a economista da Tendências, a retomada da atividade econômica no Nordeste vem sendo mais desfavorável do que na média no Brasil por conta do peso relativamente modesto de setores mais sensíveis ao ciclo econômico. Entre eles, o automotivo, o de máquinas e equipamentos e o de materiais de construção.

“O Nordeste ainda conta com um peso significativo do setor público federal na massa de renda, o que faz com que sofra mais do que o restante do país com restrições fiscais impostas por Brasília”, disse Camila.

Massa de renda é a transferência de renda que inclui aposentadorias e benefícios assistenciais. São recursos importantes para sustentar o consumo das famílias em tempos de crise, mas mostram o grau de dependência em relação ao dinheiro bancado pelo governo.

Menos obras de infraestrutura na região

Camila afirmou ainda que, entre 2015 e 2016, período em que houve forte ressaca do programa desenvolvimentista dos governos do PT, com cancelamento de investimentos em estaleiros, refinarias e ferrovias, a economia do Nordeste sofreu consideravelmente. Ainda somou-se a isso uma quebra na safra agrícola.

“A crise fiscal do país tem dificultado investimentos na região, sobretudo pela maior participação dos estados mais ricos da federação nas concessões públicas realizadas, elevando a disparidade entre as regiões no que se refere à qualidade da infraestrutura”, disse Muchale.

Segundo ele, isso ocorre também em outras áreas, como o de capital humano, em que o Nordeste conta com menos de 19% dos cursos de graduação e pós-graduação em áreas estratégicas, como tecnologia, ciências e engenharia, mesmo com a região respondendo por mais de 27% da população brasileira.

Evolução deve vir a partir de 2023

Camila, da Tendência, avalia que a partir de 2023 o Nordeste deve mostrar melhor evolução por conta de investimentos importantes previstos para a região, como exploração de gás natural no Maranhão e petróleo em Sergipe. Não citou números.

Ela disse também que melhorias importantes em capital humano (escolaridade e qualidade do ensino) serão fundamentais para diminuir o “gap” (algo como ruptura na continuidade) do desenvolvimento da região com o Brasil. Para ela, a redução desse “gap” ainda não foi possível em razão de:

– Baixos ganhos de produtividade, justificado pelo nível de qualificação da mão de obra ainda precário;
– Disponibilidade e qualidade de infraestruturas ainda deficitárias
Ambiente de negócios (segurança pública, educação, saúde e eficiência da máquina pública) ainda deficientes;
– “Nos últimos anos, se observaram avanços relevantes nesses três condicionantes fundamentais para o crescimento de longo prazo na região, mas que ficaram obscurecidos pelos efeitos da crise econômica”, declarou Camila.

Informalidade: problema ainda persistente

A informalidade -presente nos estados mais pobres, uma vez que a população menos escolarizada e setores menos produtivos impedem uma maior formalização da mão de obra- é outro problema no Nordeste, que gera não só o aumento de taxas de inadimplência como retração no consumo.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Pois é, vivenciamos a concretização do sonho petista: o Brasil foi dividido e a miséria nordestina ficou independente.

  2. Os números estão aí. O Nordeste sob a gestão Lula foi a locomotiva do país. Depois do golpe tudo voltou a ser como antes, a mendicância pelos restos do Sul e sudeste. Agora com o presidente arrependido, que não serve para ser presidente, sem futuro para o país e para o Nordeste. O B171 foi o primeiro a se arrepender. Quando será que a bolsomiada irá se arrepender da cagada que deram?

  3. Ôxi, o nordeste não é a Suíça petralha não? estádio construído com prestações mensais de 10 milhões de reais, obras de mobilidade que acabou com engarrafamentos, aeroporto luxuoso e de menor custo onde o estado dará o salto para o desenvolvimento. Tudo aprovado por esse nordestinos hipnotizados pelo luladrão! Acho que tem alguma informação errada aí.

    1. Mas os investigados nos desvios do arena das dunas são os caras do PMDB ou não???? Cunha, Henrique…!!!

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Política

PAZ E AMOR: ‘China não é ameaça, e sim parceiro estratégico’, diz Mourão

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasil não encara a China como uma ameaça estratégica e considera que o país é um parceiro importante, diz em entrevista à Folha o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

Por isso, segundo o general, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não vai vetar investimentos da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, a despeito das pressões dos Estados Unidos para isso.

Mourão está em Boston para participar da Brazil Conference, evento organizada pelas Universidade Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Tanto Bolsonaro quanto seu ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já fizeram críticas ao regime de Pequim e defendem uma aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —que trava atualmente uma guerra comercial contra os chineses.

Os EUA vêm pedindo que o Brasil e outros países bloqueiem investimentos da Huawei, porque ela representaria uma ameaça à segurança nacional e seria usada para espionagem para o governo chinês. “Nós não temos essa visão por enquanto. A segurança é o argumento da guerra comercial (entre EUA e China)”, disse.

O vice-presidente também comemorou a iniciativa de Bolsonaro de se reunir com representantes do que o presidente chama de “velha política” para negociar a reforma da previdência. “Acho fundamental que (Bolsonaro) lidere esse jogo”, diz.

O governo encara a China como uma ameaça estratégica?

Não, a China não é uma ameaça estratégica para o Brasil, é um parceiro estratégico para o Brasil. A China importa 32%, 33% do que exportamos. É um parceiro comercial forte, e tem uma capacidade de investimento grande que temos que utilizar melhor. Nós temos é que melhorar o que a gente está mandando para a China, mandar mais coisa com valor agregado. A China está voltando a ser o principal motor econômico do mundo.

Que tipo de investimentos chineses o governo quer ter no Brasil?

Infraestrutura. É benefício mútuo: a China quer os nossos produtos, nós precisamos de ferrovias, portos, e rodovias que facilitem o transporte desses produtos em melhores condições. Essa é a grande troca que nós temos que fazer com eles.

O governo americano vem pressionando diversos países, quer que vetem investimentos da gigante chinesa de telecomunicações Huawei. A Austrália já cedeu. O assunto tem sido abordado com o governo brasileiro. O Brasil tem alguma restrição aos investimentos da Huawei?

Por enquanto, não, não há restrição nenhuma. Isso é a disputa do 5G, o avanço tecnológico da China. Eles ultrapassaram o que estamos vivendo aqui [nos EUA]; lá você nem usa mais dinheiro, só usa o celular.

Mas os EUA argumentam que se trata de um problema de segurança nacional, que a Huawei poderia extrair informações estratégicas dos países e passar para o governo chinês…

Nós não temos essa visão por enquanto. A segurança é o argumento da guerra comercial.

E a gente nessa guerra comercial tem lado?

Tem, o nosso lado.

Existe uma insatisfação do setor produtivo, principalmente do agronegócio, com o que eles veem como uma sinofobia em alguns ministérios, principalmente Itamaraty.

O pessoal do agro tem toda a capacidade produtiva voltada não só para atender o mercado chinês, mas também o árabe, e o pessoal fica angustiado com qualquer sacudida. Mas ontem ou anteontem o próprio chanceler, o Ernesto (Araújo), no Senado, deixou clara a nossa parceria estratégica com a China. Não há como fugir disso, é nosso maior cliente e a China vai ultrapassar todo mundo, em alguns anos mais de metade do PIB mundial será da China….

O que nós ganhamos ao abrir um escritório comercial em Jerusalém? Pouquíssimos países fizeram isso, EUA e Guatemala transferiram a embaixada, e Honduras abriu escritório. A medida foi muito criticada por países árabes, que são grandes compradores de proteína animal do Brasil.

O presidente agora vai fazer uma viagem aos países árabes. Já que ele tinha uma promessa de campanha de levar a embaixada para Jerusalém, ele obteve uma solução mais amena para isso aí. Marcou o compromisso dele com Israel, e não acho que seja algo que seja extremamente ofensivo aos países árabes. E quando ele fizer uma visita à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, talvez à própria Autoridade Palestina, as coisas se organizam.

Mas o que a gente ganha com esse escritório comercial em termos de estratégia de política externa?

Eu acho que ali o presidente marca o compromisso dele com o eleitorado que ele tem no Brasil, o eleitorado da ala evangélica, que são aqueles que estavam pressionando por essa mudança da embaixada. Em política externa, marca o compromisso dele com Israel, é um passo à frente no relacionamento que tínhamos com Israel.

Em relação ao Mercosul, o governo continua pensando em flexibilizar o Mercosul para podermos fazer acordos bilaterais sem os outros sócios do Mercosul?

Isso ainda está em estudos. O Mercosul tem um erro original: antes de fazer a abertura comercial, houve a união aduaneira. E é uma união aduaneira que é só pro forma, a tarifa externa comum (TEC) nunca vigorou. Na realidade, o Mercosul vem patinando desde o seu início. Mas (a flexibilização) ainda está em estudos. Nosso principal parceiro comercial ali é a Argentina, que vive uma situação difícil, tem uma eleição pela frente. Precisamos ter uma aproximação grande com o nosso entorno na América do Sul, principalmente a região do Prata.

Existe uma crítica em relação à visita (do presidente Bolsonaro) aos EUA de que o governo brasileiro teria feito concessões demais e recebido pouco em troca. O que o senhor acha?

Eu não vi concessões demais. O ponto principal da visita foi a empatia criada pelos dois líderes, isso é importante, em segundo lugar a base de Alcântara (assinatura de acordo de salvaguardas tecnológicas que permite ‘alugar’ a base). Temos uma base parada, e temos de ganhar algum dinheiro com aquilo. A OCDE…

A OCDE, se o Brasil realmente entrar, vai demorar anos…

Vai. E a questão dos vistos é inócua. Se vierem mais americanos gastar dinheiro no Brasil, para nós é bom. A reciprocidade, na situação que se vive aqui neste país (EUA), é um pouco difícil. Talvez com o tempo, vi outro dia que poderia começar uma flexibilização (Global Entry). Uma vez que nós avançamos nesse relacionamento, pode ser que abram.

Como o senhor vê a influência do Olavo de Carvalho no governo?

Eu acho que o Olavo de Carvalho não tem essa influência…criou-se uma fantasia sobre esse papel do Olavo de Carvalho.

Mas ele tem influência, ele consegue, por meio das redes sociais, demitir funcionários de ministérios…

Especificamente o caso do ministério da Educação é um problema de gestão do ministro (Ricardo) Vélez, ele tem que resolver aquilo lá, ou então o presidente vai trocá-lo em algum momento. Não vejo essas influência, eles pilham muito. É como a história do grupo militar: não existe grupo militar, tem militares que trabalham no governo. Já falei antes, até parece que todo dia, no final da tarde, eu, o (general Augusto Heleno, do GSI) Heleno, o Santos Cruz, Floriano Peixoto, nos sentamos numa mesa e falamos: e aí, pessoal, o que nós vamos fazer agora? Isso não existe.

Mas no Itamaraty existe uma influência grande, o chanceler já disse várias vezes…

Eu prefiro achar que isso é mais retórica do que realidade.

O presidente Bolsonaro se encontrou com representantes do que ele chama de “velha política” na semana passada. O senhor acha que essas reuniões são bem-vindas?

A gente tem que fazer política, né. Como se faz política? Conversando, mostrando seus programas, suas ideias, procurando convencer os partidos e seus representantes das necessidades daquilo ali. Não tem outra forma de fazer política. Eu acho que o presidente deu um passo importante . Na quinta-feira, se reuniu com número grande de representantes de partidos, na terça-feira ele tem outro dia de reuniões. Acho fundamental que ele lidere esse jogo, pela própria capacidade dele, por ter sido político por 30 anos.

Estava faltando isso?

Estava. Estava.

É por isso que algumas iniciativas não estavam andando?

A ação com o Congresso é difícil, nós não construímos base. O presidente é do PSL e eu do PRTB. PRTB não elegeu nenhum deputado, então nós não tínhamos base…

O general Santos Cruz ontem falou que o PSL era pequeno, quase um grupo de WhatsApp, e ai virou um partido com mais de 50 deputados…

É isso aí. Agora que as pessoas estão se conhecendo, aprendendo a viver umas com as outras. Existe aquela busca natural pelo protagonismo, fui eleito deputado, agora chego na Câmara e vou fazer e acontecer, e não é assim. As pessoas vão ter um choque de realidade, ver que tudo tem limite.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

Irmã de suspeito de acessar dados de Bolsonaro, deputada Norma Ayub pede audiência com Moro para tratar do caso

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A deputada federal Norma Ayub (DEM-ES) informou neste sábado (6) que solicitará uma audiência com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para esclarecer o acesso de funcionário da Receita Federal a dados pessoais do presidnete Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar a motivação da consulta às informações sigilosas da família do presidente. A Receita Federal, que não informou os nomes dos investigados, disse que “não havia motivação legal” para o acesso.

Nas redes sociais, na sexta-feira (5), Bolsonaro disse que dois funcionários “acessaram ilegalmente” dados sigilosos sobre a sua família. “Procuravam algo para vazar e me incriminar por ocasião da eleição”, escreveu.

Um dos servidores investigados por consultar dado do presidente é Odilon Alves, irmão da parlamentar, que prestou depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (4). Segundo ela, houve um “mal-entendido”, já que o agente administrativo é eleitor de Bolsonaro.

“Eu estou pedindo uma audiência com o ministro Sergio Moro para explicar o ocorrido. Houve um mal-entendido. Ele é Bolsonaro, minha família é Bolsonaro. Eu fiz campanha para o presidente”, disse à Folha.

De acordo com ela, o servidor fez a consulta por curiosidade, uma vez que queria saber a idade do presidente. Ela ressaltou que o depoimento prestado por ele à Polícia Federal foi tranquilo.

“Ele é uma pessoa tranquila e ingênua. É um homem infantil que gosta do presidente e consultou por curiosidade”, disse.

O advogado do servidor, Yamato Ayub, que também é irmão dele, disse que ele acessou apenas informações gerais sobre o presidente, como nome, idade e endereço, não pesquisando dados como despesas ou receitas.

“Foi sem maldade. Não teve quebra de sigilo ou vazamento de informações”, afirmou, ressaltando que o acesso ocorreu em 30 de outubro, após o segundo turno.

Em fevereiro deste ano, a Receita Federal também notificou a Polícia Federal após o vazamento de ações de fiscalização sobre autoridades.

O pedido foi feito após vir a público a informação de que teria sido aberta investigação sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e sua esposa, Guiomar Mendes.

Opinião dos leitores

  1. Estão escondendo o verdadeiro motivo da pesquisa. São funcionários que estão lá para descobrir motivos para prejudicar o presidente. A irmã, vem dizer que um auditor fiscal federal é ingênuo. Kkkkkkkkkkkk

  2. Curiosidade – enquanto patologia – mata, diz a sabedoria popular. Nesse diapasão, a curiosidade frívola pode também custar o emprego do curioso. A menos que ele tenha parente embrenhado na baixa política e "votado no presidente".

  3. Quem não deve, não teme!
    Não é esse o ditado?
    Estão com medo de quê?
    Há algo a ser escondido pelo candidatos defendia transparência e criticava os políticos que não divulgaram sua vida?
    Se fosse contra alguém do PT podia.

  4. Ahhh bom… ele acessou o sistema da Receita Federal para saber quantos anos Bolsonaro tinha.. Lógico.
    Já podemos encerrar o caso.

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Meio Ambiente

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido

Foto: Fundação Banco do Brasil

Um dessalinizador solar de baixo custo de implantação e manutenção, com capacidade para produzir água potável sem uso de eletricidade e livre de produtos químicos, é alternativa para famílias do semiárido da Paraíba, que enfrentam longas estiagens e sofrem com escassez de água de boa qualidade.

O modelo já atendeu a cerca de 300 famílias e está disponível em um banco de tecnologias online para ser replicado em qualquer parte do país e ajudar a solucionar a falta de acesso à água potável.

Resultado da parceria da Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o dessalinizador aproveita o potencial solar da região e atende a assentamentos de agricultores familiares desde 2015. O modelo foi reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB), chegando a ser premiado pela entidade em 2017.

“A ideia [do dessalinizador] parte do princípio de que vivemos no semiárido. Os poços que a gente perfura, quase em sua totalidade, têm água salobra, água salgada, o que não serve para o consumo humano. Então, desenvolvemos junto com a UEPB essa tecnologia para exatamente fazer com que essa água salgada se tornasse uma água ideal para o consumo humano”, contou Jonas Marques de Araújo Neto, presidente da cooperativa.

“O primeiro impacto que o dessalinizador gerou foi maior solidariedade ainda entre eles [agricultores], porque um dessalinizador desse serve para quatro ou cinco famílias, não é uma questão individual. Dá uma média de 80 litros de água por dia, que é distribuída entre eles. Nós [da cooperativa] não temos o menor poder sobre isso, eles é que têm o verdadeiro poder e eles é quem dizem como vai ser dividida essa água”, disse, ao acrescentar que esse modelo fortalece a comunidade.

Além disso, ele destacou a importância do consumo de água potável para a saúde. “Você chega em um hospital público e pergunta: ‘depois dessa história do dessalinizador, quantas crianças apareceram aqui com dor de barriga, com subnutrição?’. Eles vão dizer para você, sem sombra de dúvida, que diminuiu muito”.

Outro benefício da implementação dessa tecnologia é que as pessoas conseguem manter seu modo de vida no semiárido, desenvolver as atividades e sustentar as famílias sem precisar migrar para conseguir oferta de água potável, nem recorrer a subempregos nos centros urbanos. “Isso faz com que as pessoas consigam ficar nas suas terras, consigam habitar o semiárido”.

O dessalinizador consiste em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto e cobertura de vidro que deixa passar a radiação solar. Dessa forma, a construção possibilita o aumento da temperatura dentro da caixa e a evaporação da água armazenada em uma lona encerada, conhecida como lona de caminhão.

Tecnologias sociais

Responsável por um Banco de Tecnologias Sociais – uma base de dados com mais de 900 soluções para problemas sociais nascidas da sabedoria popular e do conhecimento científico – a fundação já beneficiou cerca de 130 mil pessoas no país, em 444 municípios, por meio de um total de 389 projetos, de acordo com relatório divulgado pela instituição na última semana. Os projetos tiveram investimento total de R$ 156,3 milhões.

Todas as tecnologias sociais do banco fazem referência aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU). As inscrições estão abertas para certificação de novas tecnologias sociais até o dia 21 deste mês, com a possibilidade de concorrerem a prêmios em dinheiro. Podem participar entidades sem fins lucrativos, do Brasil ou de outros países da América Latina ou do Caribe.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quem é ligado ao setor rural, ao meio-ambiente, os programas de inclusão social e a outras áreas de interesse e conhecimento sabem que há INÚMERAS pesquisas e iniciativas voltadas à questão da dessalinização de águas no nordeste.
    Há incontáveis esforços de "humildes porém sérios" pesquisadores nesta área, principalmente a partir de dedicação e entrega de pesquisadores nordestinos.
    Parece que só o "iluminado e confuso" Bolsonaro parece acreditar que tirar sal da água é uma novidade e só quem sabe fazer isto são os "iluminados de Israel".
    O melhor do Brasil são os brasileiros e o pior são são os políticos. Ou não?

  2. aí o indiota do Bolsonara vai a Israel p trazer essa tecnologia, é um babaca mesmo

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Política

Moro divulga manual de conduta a servidores do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, compartilhou no Twitter neste sábado (6) uma campanha interna para reforçar práticas éticas entre os servidores da pasta. Segundo ele, a iniciativa foi uma das primeiras adotadas por ele no ministério.

Moro postou uma espécie de passos ou de “dez mandamentos” que devem nortear a conduta no ministério. Entre os pontos ele destaca, por exemplo, que “o poder público não é um negócio de família”. Outra recomendação de Moro é: “não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal.

O ministro também ressalta que “se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo, além de dizer que “a sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação”. O ministro da Justiça termina a sequência de publicações pedindo participação na gestão da pasta, por meio da ouvidoria do órgão.

As dez mensagens:

1 – Todos somos responsáveis pela integridade, reputação e imagem do ministério;
2 – O combate à impunidade é nosso dever;
3 – A transparência é a nossa regra, sigilo é exceção;
4 – O Poder Público não é um negócio de família;
5 – Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade;
6 – O interesse público deve sempre prevalecer;
7 – Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal;
8 – Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo;
9 – A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação;
10 – Participe da gestão do ministério. A ouvidoria é o nosso canal.

Opinião dos leitores

  1. Parabéns. Isso é muito bom porque eu trabalho na ária pública mais tem muitas pessoas que gosta de pisa agente. Parabéns mesmo juiz Sérgio moro

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Política

Após 100 dias, Bolsonaro vai revogar 250 decretos exauridos ou que perderam validade

Ao completar 100 dias, o governo do presidente Jair Bolsonaro vai promover um “revogaço”, eliminando 250 decretos que atualmente confundem os administradores públicos ou perderam validade.

São decretos normativos que tiverem seus efeitos exauridos ou praticamente foram revogados por outros.

Segundo técnicos, esses decretos acabam criando confusão em quem precisa consultar para formatar medidas, sempre gerando dúvidas sobre se estão ou não em vigor. A ideia da medida é desburocratizar e simplificar a vida do governo e da população.

Ao todo, existem atualmente 12.471 decretos, editados entre 1889 e 2019. A revogação dos 250 decretos é apenas a primeira etapa de um processo contínuo, no qual o governo vai analisar a eficácia dos demais para determinar se continuarão ou não em vigor.

Entre os decretos que serão revogados, alguns tratam de temas como regulamentação de desapropriações para fins de reforma agrária, concessão de outorgas a companhias aéreas que não existem mais e referentes a programas governamentais com prazo de execução vencido.

G1

Opinião dos leitores

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Política

Ex-senador Garibaldi Filho passa por cirurgia no cérebro

O ex-ministro e ex-senador Garibaldi Alves Filho passou por uma cirurgia no cérebro neste sábado (6), mas já está bem e se recuperando.

Garibaldi foi submetido a uma derivação ventrículo-peritoneal, também conhecida como DVP, que é procedimento cirúrgico usado para aliviar a pressão do cérebro causada pelo acúmulo de líquido.

A cirurgia aconteceu em um hospital particular de São Paulo e o ex-senador já se encontra no quarto, se recuperando bem, acompanhado de familiares.

Opinião dos leitores

  1. A humanidade está destruída. Povo sem compaixão alguma.
    Que Deus ilumine os médicos e cure esse senhor. Seja ele quem for.

    1. Não. Ninguém é obrigado a fazer pelo SUS. A medicina é livre. A pessoa faz onde quiser se puder pagar.

  2. Mais um motivo para a volta de Henrique à cena política com força total – ou seja, até quando a Lava Jato assim o permitir.

  3. BG.
    Enquanto isso os pobres mortais ficam do chão do Walfredo Gurguel em deitados em papelotes aguardo Deus sabe quando irão se operar.

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Esporte

Pelé seguirá em observação por mais uma noite na França

O ex-jogador Pelé, hospitalizado perto de Paris desde a última quarta-feira (3), vai ficar em observação ao menos mais uma noite, segundo informações da TV Globo.

Ele está internado no Hospital Americano, em Neuilly sur Seine (a oeste de Paris), para tratar uma infecção urinária.

A instituição não divulgou qualquer boletim médico sobre o estado de Pelé, que se sentiu mal horas depois de um evento promocional ao lado do atacante francês Kylian Mbappé, em um hotel da capital francesa.

Na sexta (5), o ex-atleta escreveu nas redes sociais para agradecer ao carinho recebido dos fãs e disse estar reagindo bem aos antibióticos.

Segundo um integrante do estafe de Pelé, ele estava muito bem, inclusive fazendo piadas.

Folhapress

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Judiciário

Segunda Turma julgará na terça recurso que abre caminho para 1ª prisão da Lava Jato pelo STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira (9) um recurso que abre caminho para que o tribunal determine a primeira prisão nos processos da Operação Lava Jato que correm na Corte.

Os ministros vão analisar os primeiros embargos de declaração do ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR), condenado por unanimidade em maio do ano passado a 13 anos, nove meses e dez dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – Meurer foi o primeiro e único condenado até o momento pelo STF na Lava Jato.

Pelo entendimento consolidado do Supremo, estabelecido no julgamento do processo do mensalão do PT e em outros casos criminais, se os primeiros embargos forem rejeitados, os segundos embargos são considerados protelatórios, ou seja, têm intenção de atrasar o cumprimento da pena, e determina-se então a prisão do condenado.

Embargos de declaração são recursos que, em tese, não mudam a decisão condenatória, mas que apontam supostas omissões ou contradições no processo, epodem resultar em redução de pena. Isso aconteceu, por exemplo, no processo do mensalão, quando três réus tiveram redução nas punições após embargos de declaração.

O recurso está na pauta do julgamento de terça dentro de uma “lista” do ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo. Quando um relator leva um caso na lista, significa que ele entende que não é necessária a realização de debates, porque o entendimento firmado pelo STF indica rejeição do pedido.

Na semana passada, a defesa de Meurer pediu a retirada do tema da lista. O argumento apresentado foi o de que é preciso debate sobre os embargos, uma vez que o réu foi condenado em instância única e sem mais possibilidade de recurso a outro tribunal.

“O excelentíssimo ministro relator indicou o julgamento dos embargos em questão por meio de lista, o que, indubitavelmente, retira a importância que se deve dar ao único recurso cabível, máxime por se tratar de decisão que envolve privação de liberdade de um cidadão que completará 77 anos de idade em poucos meses”, afirmou a defesa no pedido.

Os advogados dizem que, no processo do mensalão, os embargos foram julgados com destaque pelo tribunal.

“O julgamento de embargos de declaração nas condições delineadas, com todo o respeito, ofende o princípio do contraditório, bem como da ampla defesa, vez que necessária a analogia ao duplo grau de jurisdição, exercido por essa Corte por meio de embargos de declaração”, completa a defesa.

Fachin, porém, rejeitou o pedido por considerar “inexistir razão legal ao acolhimento do pleito”.

Apesar da decisão de não retirar o tema da lista, muitos temas incluídos em lista na Segunda Turma têm sido alvo de debates no colegiado – o recurso de Meurer será julgado, além do ministro Fachin, pelos ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

G1

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Gastronomia

PAPO DO FOGÃO: Confira as receitas de bacalhau em camadas e de almôndegas

Bacalhau em camadas

4 pessoas
Ingredientes
4 dentes de alho picados
2 cebolas em tiras
½ pimentão vermelho grande em fatias
½ pimentão amarelo grande em fatias
4 batatas grandes em rodelas finas
600gr de bacalhau dessalgado e desfiado
15 azeitonas pretas cortadas em rodelas
200ml de azeite
200ml de creme de leite
150g de queijo parmesão ralado
Sal a gosto

Modo de Preparo

Ferva o bacalhau na água, por 5 a 8 minutos, reserve uma xícara de chá do caldo.
Num refratário coloque um pouco de azeite e vá fazendo camadas dos ingredientes: uma camada de batatas, uma de cebola, novamente a batata, uma de bacalhau, novamente a batata, uma de azeitona, uma de alho, mais uma de cebola, uma de batata, outra de bacalhau, uma de pimentões e por último a batata.
Sempre regando com azeite e em algumas camadas de batata colocar um pouco de sal e pimenta do reino a gosto.
Quando acabar as camadas regue com o caldo de bacalhau.
Acrescente azeite e o creme de leite.
Cubra com papel alumínio e leve ao forno por 25 minutos.
Retire o papel alumínio, coloque o queijo ralado e leve ao forno por mais 10 minutos para gratinar.
Retire do forno e sirva em seguida com arroz ou salada.

Dica Rápida – Almondegas

Ingredientes:
1k de carne moída
1 cebola bem picada
2 dentes de alho picado
3 colheres de sopa de salsa picada
3 colheres de cebolinha picada
1 xícara de farinha de rosca ou panko
50ml de azeite
2 ovos
Sal e pimenta do reino a gosto
Óleo para fritar

Modo de preparo:
Em uma tigela coloque a carne, a cebola, o alho, a salsa, a cebolinha, o sal, a pimenta do reino e misture bem.
Acrescente os ovos e o azeite e misture.
Vá acrescentando a farinha de rosca/panko aos poucos e misturando, até dar o ponto que que não estiver mais grudando na mão.
Molhe um pouco a mão com água ou um pouco de óleo/azeite para facilitar para fazer as bolas.
Aqueça bem o óleo e frite as almôndegas. Se preferir asse no forno ou numa fritadeira elétrica.
Sirva após ficar pronta ou com molho de tomate ou molho branco.
No molho de tomate fritar em óleo bem quente e colocar no molho e deixar, sem mexer, por 30 minutos no molho quente. Ela vai aumentar de tamanho e assimilar o sabor do molho.

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Diversos

Primeira remessa de passaportes com brasão da República está pronta, diz Itamaraty

A Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores já receberam a primeira remessa do novo modelo de passaporte comum brasileiro. O documento voltará a exibir o brasão da República na capa, em substituição às estrelas do Cruzeiro do Sul e à inscrição Mercosul, adotadas pelo Brasil desde 2015.

Segundo o Itamaraty, o lote produzido pela Casa da Moeda chegou em 29 de março, mas a emissão ainda não começou. Apesar de resgatar o brasão, a capa não será exatamente igual à antiga – o desenho oficial ainda é mantido em sigilo.

O início da emissão está sendo coordenado com a Polícia Federal, e deverá acontecer nas próximas semanas. A parte interna da caderneta não será alterada, e a capa antiga continua valendo até que o documento expire.

A Casa Civil já tinha anunciado que os passaportes atuais, que ainda estejam na validade, não precisarão ser trocados. Os documentos serão usados de modo simultâneo, e quem renovar ou pedir um novo, receberá a capa atualizada.

‘Amor à Pátria’

A mudança na capa do passaporte comum é uma das 35 metas definidas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para os 100 primeiros dias do mandato. Na lista, ela compunha a ação “fortalecer a identidade nacional e o amor à Pátria”, a cargo do Itamaraty.

Dentro do Brasil, a emissão fica sob responsabilidade da Polícia Federal – são cerca de 3 milhões de documentos emitidos por ano, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

A pasta também emite passaportes, mas apenas para brasileiros no exterior. Neste caso, a adoção do novo modelo pode demorar um pouco mais, já que os postos consulares ainda têm estoques da capa antiga.

O passaporte brasileiro tem capa azul (nos dois modelos) e custa R$ 257,25 – seja para tirar o primeiro ou para renovar. O documento emitido para maiores de 18 anos tem validade de 10 anos.

G1

Opinião dos leitores

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Judiciário

Dez juízes federais disputam vaga no CNJ

Dez juízes federais disputavam uma vaga destinada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por julgar reclamações contra integrantes do Poder Judiciário e por decidir sobre questões de gestão da Justiça no país.

Os candidatos são: Antônio César Bochenek, Augusto Martinez Perez, Candice Lavocat Galvão Jobim, Claudia Valéria Bastos Fernandes Domingues de Mello, Claudio Roberto Canata, Danilo Fontenele Sampaio Cunha, Luiz Claudio Flores da Cunha, Murilo Fernandes de Almeida, Roberto Wanderley Nogueira e Waldemar Claudio de Carvalho.

A outra vaga que cabe ao STJ indicar é reservada a desembargadores federais e é disputada por 2 candidatos: Neviton de Oliveira Batista Guedes (TRF1) e Rubens de Mendonça Canuto Neto (TRF5).

Até agora, só estão públicos os nomes de concorrentes à indicação do STJ. Mas também indicam membros do CNJ o Supremo Tribunal Federal, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Procuradoria-Geral da República, o Tribunal Superior do Trabalho, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Caberá ao plenário do STJ escolher qual dos candidatos será indicado para apreciação do Senado –primeiro na Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, também no plenário.

Ainda não há data para votação no plenário do STJ, mas o limite é o mês de setembro, quando terminam os mandatos dos atuais conselheiros indicados pelo tribunal. Como os nomes dos candidatos já estão devidamente inscritos e públicos, o presidente do STJ pode colocar em votação a qualquer momento.

As disputas por vagas em órgãos do Judiciário têm sido cada vez mais intensificadas. Os concorrentes costumam fazer um périplo para pedir apoio não só de integrantes do órgão que desejam integrar como também de outros influenciadores, que podem ser integrantes de partidos, do Legislativo e também do Executivo.

G1

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Polícia

Bandidos usam bloqueadores de sinal para arrombar carros no estacionamento do Sam’s; hipermercado nega imagem às vítimas

Clientes do hipermercado Sam’s Club, na marginal da BR-101, foram surpreendidos ao se deparar com os carros arrombados e bens furtados ao final das compras na manhã deste sábado (6), após uso de bloqueadores de sinal.

De acordo com as informações repassadas por mais de uma vítima, os bandidos utilizaram bloqueadores de sinal que impediram os carros de serem travados à distância pelo controle da chave do veículo, mas elas só repararam ao chegar no carro e encontrar todos os pertences furtados.

Pelo menos duas pessoas foram vítimas dos criminosos. Elas foram à delegacia, registraram o caso em um Boletim de Ocorrência (BO), mas ao tentar conseguir as imagens das câmeras de segurança que poderiam ajudar na identificação dos criminosos, as vítimas foram informadas pelo hipermercado que as imagens só seriam compartilhadas mediante ordem judicial. Do contrário, as vítimas, que são sócias, ficariam a ver navios.

Uma das vítimas relatou que já é a segunda vez que isso acontece com ela. Até agora, a Polícia não tem qualquer informação dos criminosos que atuaram na manhã deste sábado.

O Hipermercado

O Sam’s Club entrou em contato com o Blog para dizer que irá colaborar com as investigações e que as imagens serão disponibilizadas para a polícia.

“Sobre o problema ocorrido no estacionamento, a empresa está à disposição para colaborar com a investigação. Seguindo o procedimento da empresa, as imagens estarão à disposição das autoridades responsáveis pela investigação do caso”, diz a nota.

*Postagem atualizada às 17h34 para acréscimo de informações

Opinião dos leitores

  1. Isso já é antigo lá e nunca fizeram nada. Meu carro foi arrombado desse jeito lá há quase 5 anos e roubaram vários pertences. O Sams abriu procedimento interno e disse que meu carro não tinha sinal de arrombamento e eu que fiquei no prejuízo!

  2. Empresa que age desta forma não merece credibilidade. Já aconteceu comigo de o carro não travar tbm no SAMS e parei de ir neste mercado. Sorte a minha que confiro se realmente o alarme funcionou puxando o trinco da porta.

  3. Como existe gente besta neste mundo. Um supermercado que cobra taxa para você comprar nele. Só nó Brasil e no pobre RN para o povo se sujeitar a isso.

    1. Desculpe amigo. Num país desenvolvido, como os EUA, é praxe tb cobrar para ser sócio, como no Costcho, e praticar preços mais acessíveis aos seus associados.

  4. Isso é Brasil! Vai da tempo repassarem o produto do roubo porque o supermercado não pode liberar imagens.

  5. Já fui vítima no Sam’s da mesma ação dos bandidos. Negaram o ressarcimento dos prejuízos subtraídos. Entro na justiça e ganhei. Fui indenizado pelos danos.

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Política

Líderes do DEM e do PSDB dizem que acesso a dados de Bolsonaro é ‘muito grave’

Os líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP), e do DEM, Elmar Nascimento (BA), afirmaram que o acesso irregular a dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro e familiares é “muito grave” e precisa ser investigado com seriedade pela Polícia Federal.

“Se até o presidente da República sofre abuso de poder, imagina o que acontece com o cidadão comum no dia a dia”, afirmou Elmar. “Sem dúvida a quebra de sigilo, sem autorização judicial, é muito grave”, disse Sampaio.

A Receita Federal identificou que dois servidores do órgão acessaram de maneira irregular dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes de sua família.

Um dos servidores é Odilon Ayub Alves, irmão da deputada federal Norma Ayub (ES), do DEM. Para Elmar, a ligação entre os dois não é motivo para indicar qualquer relação da parlamentar com o caso.

Em nota, a Receita informou que abriu sindicância para apurar as circunstâncias do acesso e concluiu que não havia motivação legal para o acesso. O órgão notificou a Polícia Federal e abriu procedimento para apurar a “responsabilidade funcional” dos envolvidos.

A Receita não informou quais integrantes da família Bolsonaro tiveram seus dados acessados.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Vivemos no país da insegurança total: pública, privada, jurídica, política, policial, religiosa (vide caso "João das Deusas"), de dados, das relações interpessoais… Até de confiança nos meios de comunicação de massa, uma vez que "isenção" e "imparcialidade" não passam de utopia vagabunda.

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Diversos

Mega-Sena pode pagar R$ 32 milhões neste sábado

O concurso 2.140 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 32 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) deste sábado (6) em São Paulo (SP).

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

G1

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Polícia

PF investiga servidores da Receita por tentar acessar dados de Bolsonaro; um investigado é irmão de deputada do DEM

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra pelo menos dois servidores da Receita que são suspeitos de acessarem ilegalmente dados fiscais do presidente da República, Jair Bolsonaro e de integrantes de sua família. Uma sindicância interna apontou que a consulta aos dados ocorreu sem que existisse qualquer justificativa legal.

As equipes policiais foram até o prédio da Receita em Campinas, no interior de São Paulo e recolheram informações dos computadores usados por um dos suspeitos. Assim que notou as ações dos servidores, o Fisco acionou a PF para investigar o caso.

Além do acesso em São Paulo, a PF investiga o servidor Odilon Ayub Alves , que acessou os dados do chefe do Executivo por um computador na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo. Ele usou o sistema do Fisco para fazer a consulta.

Ele é irmão da deputada federal Norma Ayub (DEM-ES). Ao Correio, a parlamentar informou que Odilon não agiu com intenção de prejudicar o presidente e que o fato ocorreu no ano passado. “Ele não teve maldade. Ele é Bolsonaro, sempre foi, fez campanha. Foi uma ingenuidade. Ele não era nem presidente quando isso aconteceu”, explicou.

Norma contou que a ideia de acessar os dados de Bolsonaro teria começado com uma brincadeira. O servidor, ao atender uma pessoa com o mesmo nome do presidente na unidade onde trabalha, em Cachoeiro, fez a busca em um momento de descontração, segundo informou a deputada. “Ele brincou se o sobrenome do moço era Bolsonaro. Daí veio a ideia”, disse.

“Ele errou de ter acessado o sistema, mas não teve maldade. Ele entrou como um fã, como eleitor. A maior parte da população queria conhecer Bolsonaro na época”, afirmou. Segundo ela, o acontecido foi um caso isolado e não irá gerar grandes repercussões. “Ele só vai prestar um depoimento. Não teve prisão”, ressaltou.

Opinião dos leitores

    1. Né isso, fizeram isso com a inocente dilmanta passadena, uma mulher mais honesta dentre as tecnocratas, onde somente Palocci, seu chefe do gabinete cívil e vovó Mafalda acusaram a bixinha injustamente. Coitadinha da tolinha, tão inteligente nos argumentos.

  1. Papo furado! Servidores teriam que ser demitidos, independente de acessarem dados sem justificativa, de qualquer cidadão brasileiro.

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