Política

‘A vítima sou eu, me roubaram’, diz deputado que declarou R$ 60 mil em marmitas

Pelo ‘fornecimento de marmitas’ e serviços de ‘recepção de reuniões e entrega de material eleitoral’, duas pessoas físicas receberam R$ R$ 102 mil da campanha do deputado Luís Miranda (DEM-DF), segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Um dos fornecedores, procurado pelo Estadocontesta e diz que não recebeu nem a metade do que foi declarado nas prestações de contas do parlamentar. Por outros motivos, como o ‘pagamento de forma irregular de praticamente todos os colaboradores’, a Justiça Eleitoral desaprovou as contas da campanha. Miranda, que ressalta ter sido eleito sem o uso de dinheiro público, diz ter corrigido o ‘erro pro-forma’ e revela. “Existe um indício grave de que eu tenha sido roubado”.

Miranda fez campanha ressaltando disparidades entre Brasil e Estados Unidos, onde morou. Em um deles, compara, por exemplo, o Estádio Mané Garrincha, reformado para a Copa do Mundo 2014, e o Hard Rock Stadium, em Miami, casa do Miami Dolphins, que passou por uma reforma de US$ 500 milhões, em 2015.

“Um estádio de R$ 1,7 bilhão jamais seria justificado, muito menos esse carinha aqui”, disse o ainda candidato, apontando para o Mané, em 2015.

Em janeiro, ainda antes da posse, o parlamentar foi um dos membros da comitiva de parlamentares que foi à China. “Estamos alinhados com o nosso presidente Bolsonaro”, disse à época. Agora, tem encampado seu projeto nas redes um projeto para reforma tributária.

Reprovação

Ainda candidato, ele declarou R$ 7,2 milhões em bens. Sua campanha não recebeu dinheiro do fundo partidário. Miranda doou para sua candidatura R$ 435 mil, de um total de R$ 530 mil arrecadados. Ele gastou R$ 435 mil durante o pleito de 2018, e se elegeu com 65 mil votos.

No Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, Miranda teve as contas reprovadas. Da decisão, cabe recurso.

Durante o processo, a Seção de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias, órgão técnico de análise dos comprovantes apresentados pelos candidatos, apontou, por exemplo, ‘saques no valor de R$ 95.731,23 que não se destinaram à composição do fundo de caixa, mas para o pagamento de diferentes despesas’ e o ‘pagamento de despesas distintas por meio de cheques individualizados, gerando divergência entre a movimentação bancária e as despesas declaradas no SPCE na ordem de R$ 132.078,70 (representa 25,5% do total das despesas)’, o que gerou a recomendação para que fossem desaprovadas as contas do parlamentar.

O relator do processo na Corte, desembargador Waldir Cordeiro Lopes Júnior, afirmou que o ‘candidato pagou praticamente todos os colaboradores (cabos eleitorais) de forma irregular, num total de R$ 95.731,23, ainda que tenha juntado os respectivos recibos de pagamentos’.

“Não há como permitir a abertura de precedente como este, uma vez que todo e qualquer candidato se sentiria liberado para realizar todos os saques financeiros destinados ao pagamento de pessoal”.

“A conduta afronta diretamente a sistemática e a lógica da legislação aplicável à prestação de contas”, anotou o relator.

Lopes Júnior assinala que ‘a norma determina que os pagamentos devam ser feitos individualmente, por meio de cheque nominal ou transferência bancária’.

“A opção de pagamento feita pelo candidato revela descuido que não pode ser desconsiderado pela Justiça Eleitoral, ainda mais quando se cuida de praticamente todo o montante destinado ao pagamento de pessoal de apoio à campanha eleitoral”, alerta.

Contra a decisão, a defesa recorreu e a Procuradoria Regional Eleitoral, no início de março, pediu rejeição dos embargos.

O deputado afirma que apresentou documentação e diz esperar que suas contas sejam aprovadas, ainda que com ressalvas “Apresentamos os documentos, corrigimos tudo”.

“De fato, não sou da política, fiz tudo com capital próprio, algo assim: o dinheiro é meu, compro quantas marmitas eu quiser [risos]. Para pagar os fornecedores, eu faço um saque aqui e pago todo mundo de uma vez. E não é assim que funciona e, infelizmente , ninguém me orientou nesse sentido”, pondera Luís Miranda.

‘Queria tanto que fosse verdade’

Os dois maiores receptores de verbas da campanha de Luís Miranda são pessoas físicas, de acordo com o TSE.

Um teria fornecido ‘recepção de reuniões e entrega de material eleitoral’ por R$ 61 mil. Outro, marmitas por R$ 41 mil.

As quentinhas fornecidas para a campanha são motivo de ressalvas nas contas apontadas pela Justiça Eleitoral, já que, segundo a Corte, teriam ultrapassado limite legal para esta finalidade.

Dievelisse Paranhos da Costa é a fornecedora de ‘mão de obra especializada’ nos serviços de recepção e distribuição de propaganda do deputado nas ruas, como consta em seu contrato.

A reportagem tentou localizá-la por meio de contato com parentes, por e-mail e por telefone. Não houve retorno.

Até fevereiro de 2018, Dievelisse teve em seu nome a micro-empresa Paranhos Boureau of Events, mas cancelou o registro.

De acordo com seu contrato, Dievelisse teria carga horária de 8 horas diárias entre segunda e sexta, e outras quatro aos sábados, com direito a uma hora e meia de almoço.

O deputado justifica o gasto com uma pessoa física. “Foi uma panfleteira. Elas vinham de noite e ficavam entregando o panfleto de campanha, essas moças. Parece que ele contratou uma única só e subcontratou várias outras. Por isso que ficou volumoso”.

De acordo com o TSE, Luís Miranda gastou 60,4 mil com serviços de alimentação, o que extrapolou em R$ 8 mil o limite legal de 10% dos gastos para esta destinação. Somente um fornecedor recebeu R$ 41 mil.

Sob condição de anonimato, um dos fornecedores de marmitas afirma ao Estado: “Se ele tivesse me pagado 41 mil reais do jeito que está dizendo que pagou 41 mil eu não estaria com minhas contas de luz e de água penduradas.”

Segundo este fornecedor, cada marmita teria custado R$ 12.

Em determinado momento da campanha ele teria rachado o dinheiro que recebeu com parentes, que o ajudaram, apesar de receber sozinho, como pessoa física.

Ele diz ter chegado a fazer e a transportar 76 marmitas por dia para a campanha. Em outros dias, o número de marmitas fornecidas era 40. No total, diz que recebeu por volta de R$ 18 mil.

Em um cálculo simples, se, no período de 20 dias de campanha, que o fornecedor diz ter trabalhado, tivessem sido fornecidas 70 marmitas por dia, o gasto teria sido de R$ 16,8 mil.

Além de negar ter recebido os R$ 41 mil declarados, diz que foi procurado por um agente da campanha que teria cobrado uma parte do valor das marmitas.

“Caía um valor’x’na minha conta e aí eu pegava o meu e tinha que transferir uma parte para ele. Ou para a mulher dele, não sei”, relata.

E conclui. “Uma pessoa pegou as marmitas, e me passou, e essa pessoa me passava no valor de 12 reais. Eu pegava no valor de 12 reais. A pessoa pegava no valor de 15. No começo, eu comecei a pegar 40 marmitas. Dessas 40 marmitas, foi aumentando, eu comecei a passar pra ele 76 marmitas no fim da campanha”.

‘Você entrega a chave de casa e a pessoa rouba sua TV’

Em entrevista ao Estado, o deputado Luis Miranda diz desconfiar que foi lesado por agentes de sua campanha.

Enfático, o parlamentar diz não temer ser responsabilizado por eventuais irregularidades em suas despesas. “Pelo amor de deus, um pouco de conhecimento de legislação, a pessoa sabe disso. A negativa das contas não é passível de perda de mandato. Todo mundo sabe disso.”

Miranda é taxativo. “Eu não tenho receio nenhum. O que eu tenho é uma decepção. É extremamente decepcionante entregar a chave de sua casa para uma pessoa e ela roubar sua TV. Você hospeda a pessoa na sua casa, cuida dela, paga por ela ir lá cuidar da sua casa e ela te rouba. Isso é decepcionante, é vergonhoso. Esse é o país que eu não quero para mim. Mas é o reflexo dos políticos corruptos que existem no Brasil.”

O deputado afirma que esteve nos Estados Unidos durante o pleito e que não acompanhou de perto os gastos de sua campanha.

“Quem cuidou das contas, quem tinha procuração, quem fez todos os pagamentos foi o Alexandre [Capelo]. Eu nunca fui ao banco, nunca assinei um cheque, nunca fiz um saque, eu fiz campanha e peguei meu dinheiro limpinho e transferi para a conta. Foi o que eu fiz. E eram o Alexandre e o Ricardo Ribas que controlavam meus pagamentos. Ambos controlavam meus gastos, só. Eu não controlei nada, eu não sei de nada”.

Ouvido pelo Estado, Alexandre Capelo diz que não teve responsabilidade pelos pagamentos. “Minhas atividades não incluíram pagamentos para fornecedores de marmita”.

“Em relação aos 60 mil pagos à pessoa física que o senhor faz referência em sua mensagem, os recibos relacionados a essa despesa estão, igualmente, na prestação de contas”, afirma o contador.

O coordenador de campanha, Ricardo Ribas, também nega responsabilidade. “Portanto, minhas atividades não incluíram pagamentos para fornecedores de marmita. Essa atividade era realizada pelo coordenador de campanha que ficava com as equipes de rua. Todavia, os recibos estão na prestação de contas”.

O deputado afirma ter feito boletim de ocorrência na Polícia do Distrito Federal, para que o caso seja investigado. “Quer dizer, eu tenho um patrimônio, não nego, milionário, e não consigo desfazer. Mas o dinheiro líquido, quer dizer, era para eu ter gasto R$ 200 mil e gastaram R$ 500 mil onde tem um indício grave de que o dinheiro da minha campanha pode ter sido desviado”.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Opinião dos leitores

  1. Já está na hora de publicar como os petralhas declararam e gastaram o dinheiro do fundo partidário, a governadora gastou milhões com uma empresa que tinha sido aberta em poucos dias, nem por isso virou escândalo nacional. Há uma seletiva de "escândalos" na imprensa marrom

    1. Enquanto o seu ódio em relação ao partido do PT for maior que a cegueira dos demais partidos, o Brasil não irá melhorar. Todos, eu falei todos os partidos comentem irregularidades, não adianta querer falar de somente um. Os políticos tem que perder todas as regalias que possuem e nós temos que por pessoas que nos representem, não aos seus interesses. Então, quando o ódio for maior que a consciência, nada irá mudar.

    2. Os escândalos estão por toda parte, basta ter olhos e mente livres de preferências e paixões partidárias para enxergar. Quem for podre que se quebre, seja de esquerda, direita ou centro.

    3. Ô Marcos, é exatamente isso que o Tião está dizendo e vcs, de esquerda, nunca irão aceitar. Por exemplo, a grande mídia odeia Bolsonaro e está tentando tudo para prejudicar o seu governo. E estão "esquecendo" as malfeitorias da esquerdalha. Mas, quem não aceita sequer a prisão de um bandido já condenado 2 vezes por corrupção e lavagem de dinheiro, não deveria estar preocupado com essas coisas. Até por coerência.

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Política

Bolsonaro diz contar com apoio e capacidade bélica dos EUA para ‘libertar Venezuela’

O presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso de pouco mais de dez minutos nesta segunda-feira (18) em Washington para dizer que o Brasil conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para ‘libertar o povo’ da Venezuela.

“Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo a capacidade econômica, bélica, entre outras, dos Estados Unidos. Temos que resolver a questão da nossa Venezuela”, declarou o presidente a empresários e investidores americanos durante evento na Câmara de Comércio Brasil-EUA.

“A Venezuela não pode continuar da maneira como se encontra. Aquele povo tem que ser libertado e contamos com o apoio dos EUA para que esse objetivo seja alcançado.”

Na Casa Branca, funcionários do alto escalão do governo afirmam que o governo de Trump conta com a interlocução dos militares brasileirosna Venezuela diante da crise que assola o país sul-americano.

A ala militar do governo brasileiro, por sua vez, é contra qualquer intervenção que extrapole a ajuda humanitária na fronteira e, após o discurso de Bolsonaro, o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, reforçou a posição.

O líder brasileiro, que vai se encontrar com Trump nesta terça-feira (19) na Casa Branca, fez questão de se colocar como uma réplica de Trump na América Latina.

Disse que acredita na transformação do país “pelas mãos de Deus” —a quem fez diversas referências durante sua fala improvisada—, que é contrário ao politicamente correto e à ideologia de gênero.

“Queremos um Brasil grande, assim como Trump quer uma América grande”, completou Bolsonaro, em referência ao slogan do americano: “Make America Great Again”.

“Alavancaremos não só nossa economia, bem como os valores que, ao longo dos últimos anos, foram deixados para trás. Acreditamos em Deus, somos contra o politicamente correto, não queremos a ideologia de gênero. Queremos um mundo de paz e liberdade. Precisamos trabalhar duro para que seja alcançado”, completou.

Ainda no seu esforço de traçar paralelos entre sua trajetória e a de Trump, Bolsonaro disse que o Brasil “cansou da velha política e dos péssimos exemplos do governo do PT”, que, segundo o presidente, eram antiamericanos. “Hoje vocês têm um presidente que é amigo e admira os EUA.”

A visita a Washington é a primeira viagem para um encontro bilateral de Bolsonaro, mas não rendeu —até agora— resultados concretos em termos de acordos comerciais, por exemplo.

O presidente aproveitou para dizer que o Brasil precisa de “bons parceiros” para ir além disso.

“O povo americano e os EUA sempre foi [sic] inspirador para mim e para as decisões que tomei. Essa visita materializa isso.”

O presidente brasileiro ainda comentou, em tom de chacota, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é o amor da sua vida. “Na questão da economia, obviamente. Mas não sou homofóbico.”

“Apesar da minha inexperiência no Executivo, estou muito bem assessorado por 22 ministros. Nós acreditamos no Brasil, mas só podemos fazer mais com bons amigos”, finalizou o presidente, que foi aplaudido de pé.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Ô, Ceará-Mundão! Os Estados Unidos são o sustentáculo do que é bom PRA ELES. Assim como defensor das liberdades, dos avanços tecnológicos que ELES podem monopolizar. Qual progresso da humanidade ELES têm como exemplo? Apropriarem-se de 80% dos recursos do planeta, mesmo que para isso causem fome, guerras, atrasos e perseguições? Não se trata aqui de ser PT, isso já virou obsessão. Não sou petista, nunca fui. O mundo todo está fazendo chacota desse governo que mal começou. Não podemos ser capachos de ninguém. Devemos seguir firmes para resolvermos nossos problemas internos.

  2. Devemos respeitar a autonomia dos países. A carta da ONU assegura isso. Caso esse organismo decida por uma intervenção, uma força internacional é criada. Não devemos ser fantoche dos EUA. Em todos os lugares que eles meteram o focinho, sempre fizeram em benefício próprio. Nunca se preocuparam com o povo. Sempre se dão bem porque isso leva ao aquecimento da indústria bélica. O discurso do grande presidente vai empurrar ladeira a baixo o sonho do Brasil de ser integrante definitivo do Conselho de Segurança da ONU.

    1. Devemos ser aliados de quem, "cumpanhero"? De Cuba, da Venezuela? Da Nicarágua? Outra coisa, a ONU está falida e não está resolvendo nada. O que ela está fazendo pelo povo venezuelano, que vem sendo massacrado pelos aliados do PT já faz tempo? Os EUA são o sustentáculo do que é bom na ordem mundial. Das liberdade, dos avanços científicos e tecnológicos, do progresso da humanidade em geral. E qual a contribuição que os "inimigos" dos EUA já trouxeram ao mundo? Sangue, fome, atraso e perseguições.

  3. Enquanto o Bozo viaja para assinar um acordo de submissão e de vassalo dos EUA, nada faz para resolver nossos reais problemas. O povo espera e almeja do governo ñ se meter com problemas da Venezuela. O povo quer emprego, segurança , saúde e educação decente. Isso é o q interessa para o povo.

  4. Poderia solicitar o potencial administrativo do povo americano pra gerenciar essa bosta de país. E deixar os Venezuelanos se virar pra sair desse lamaçal que se meteram, e aprenderem a votar.

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Política

Sem interlocução formal, partidos começam a se posicionar contra a reforma e Paulos Guedes vira o condutor

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu a parlamentares que vai ajudá-los com repasses para as regiões que os elegeram como tentativa de obter apoio para a reforma da Previdência.

Guedes ouviu de lideranças do Congresso que não há confiança no presidente Jair Bolsonaro (PSL) até agora.

O receio é dar propulsão a um governo que usa como trampolim o ataque à classe política e, por isso, não reconhece o esforço feito por aliados.

A reforma da Previdência é um tema árido e impopular, com elevado custo eleitoral, o que Guedes reconhece e, por isso, faz acenos de parceria com parlamentares.

A estratégia de liberação de dinheiro visa dar uma agenda positiva para os políticos apresentarem a suas bases, de olho nas eleições municipais de 2020, e converge com a promessa feita pelo ministro desde que se engajou na campanha de Bolsonaro com o slogan “Mais Brasil, menos Brasília”.

Por essa proposta, apoiadores poderão “vender” em seus redutos eleitorais a conquista de recursos federais obtidos com a reforma.

Para isso, na visão de Guedes, é importante que a reforma passe, na Câmara, ainda no primeiro semestre, e com o máximo de economia que puder gerar —o ministro fala em R$ 1 trilhão em dez anos.

Serão esses os recursos que financiarão a “agenda positiva” oferecida à classe política.

Apesar do aceno, parlamentares foram insistentes na questão da confiança do governo.

No caso da Previdência, destacaram que Bolsonaro já admitiu preferir uma idade mínima mais branda para as mulheres, o que transfere o ônus de manter a proposta original de Guedes para o Congresso.

A promessa de divisão de recursos federais é uma alternativa à distribuição de cargos, condenada pela “nova política”, que ainda é alvo de dúvidas, deboche e desconfiança.

A expressão adotada por Bolsonaro desde a campanha tem Guedes como um dos principais divulgadores. O assunto foi levantado por parlamentares em reunião na última terça-feira (12).

No encontro, Bolsonaro foi comparado a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que, segundo um dos presentes, não deu resultado positivo e enfrenta aumento da rejeição a um ano da eleição presidencial americana.

O diagnóstico de Guedes é que o atual modelo político provocou uma concentração de poder no governo federal, determinante para a corrupção nos governos do PT.

Na reunião com deputados, ele usou como exemplo a construção do estádio do Corinthians, que, para o ministro, só foi feito para agradar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em outra referência, disse que o ex-presidente petista escolheu Joesley Batista, dono da JBS, para receber recursos públicos e se tornar o maior produtor de carne do mundo.

Como troca, Batista comandou um esquema bilionário de financiamento ilícito de campanhas eleitorais nos últimos anos. Essa simbiose entre o poder político e o econômico, na visão de Guedes, está falido.

Ainda que possam ser convencidos de que o modelo político tem de mudar, os parlamentares dizem ter convicção de que o prejuízo eleitoral da reforma é concreto e querem dividir essa conta.

Eles pediram ao ministro um dispositivo para envolver diretamente os governadores na aprovação das mudanças da aposentadoria, de modo que não possam usar as críticas como bandeira eleitoral nas eleições municipais do ano que vem e do pleito em 2022.

Uma maneira de fazer isso é manter no texto da reforma a previsão de alterações para professores e policiais, o que exigirá confirmação de Assembleias locais.

Guedes acenou positivamente, segundo interlocutores, e disse que os governadores que não se alinharem não terão nenhum tipo de “balão de oxigênio” para superar a atual crise fiscal.

FOLHAPRESS

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Polícia

[VÍDEO] Dupla assalta funcionário e estacionamento da Promater

Dois homens armados realizaram um assalto no estacionamento do hospital Promater no início da tarde desta segunda-feira (18), no bairro Lagoa Nova, zona Sul de Natal.

As imagens das câmeras de segurança mostram a dupla rendendo um funcionário, levando todo o dinheiro do caixa e ainda pertences do trabalhador. Toda a ação durou pouco mais de um minuto.

Opinião dos leitores

  1. é gópi.
    isso que dá votar em uma governadora que está mais preocupada em soltar bandido do que prender

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Economia

Bettina não sabe quanto investiu para chegar a R$ 1 milhão

Foto: Reprodução/YouTube

Milhares de investidores e usuários de redes sociais passaram os últimos dias ouvindo a história de Bettina, 22, que, em três anos, transformou R$ 1.520 em R$ 1,042 milhão.

Ela aparece em um anúncio virtual da Empiricus, casa de análise que se apresenta como site de conteúdo financeiro.

Bettina existe. Trata-se de Bettina Rudolph. Ela trabalha há um ano na Empiricus Research como “copywritter”, é redatora de campanhas de venda dos relatórios da empresa.

A mais recente —e que a transformou em uma celebridade da internet— foi feita com base na carteira de investimentos dela.

Mas Bettina não sabe quanto efetivamente investiu para chegar ao seu primeiro milhão —não foram só os R$ 1.520 anunciados, é claro.

“Não sei, porque foi mês a mês. Nunca parei para fazer essa conta”, diz em sua primeira entrevista sobre a polêmica “de R$ 1 mil a R$ 1 milhão em três anos”.

Antes, falou a outros sites vinculados ao grupo que controla a Empiricus.

Quando investe, uma pessoa tende a querer saber qual foi o lucro obtido com a aplicação. No caso Bettina, não se sabe qual foi o retorno dos investimentos.

Ela conta que poupa cerca de metade do salário todos os meses. Bônus, quase 100%. Após os R$ 1.520, aplicou os R$ 35 mil que o pai poupou para ela desde que nasceu.

“Eu tinha privilégio, sim, eu não pagava a conta de luz, eu não pagava escola. Eu pegava toda a minha fonte de renda e colocava em ações”, diz.

Desde março de 2018, quando foi contratada pela Empiricus e se mudou de Blumenau de volta a São Paulo, paga todas as suas despesas. A exceção é a conta de celular, que ainda é de Santa Catarina.

Bettina diz que começou a trabalhar aos 15 anos, dando aulas de dança. Fez bicos como modelo.

“Na época eu já trabalhava em mil coisas, eu sempre fui a menina dos bicos. Onde tinha dinheiro eu tava indo.”

A entrada no mundo dos investimentos veio justamente por meio dos relatórios da Empiricus, conhecida pelo seu marketing agressivo.

Alguns desses anúncios renderam punições de órgãos reguladores, como “A estratégia capaz de transformar R$ 1.500 em mais de R$ 227 mil em apenas um mês”.

O pai era cliente da Empiricus e enviava os relatórios para a Bettina e o irmão. Um dia ela começou a ler e a se interessar pelo tema.

Chegou a ter 98% do patrimônio em ações —a exceção era uma debênture e um título público. Diz que talvez isso tenha sido irresponsável, mas não se arrepende.

“Eu entrei numa época muito boa. Se você pegar o gráfico de micro caps [empresas de pequeno porte listadas na Bolsa] em 2016, estava a preço de banana. Aí eu comecei a ganhar dinheiro rápido e comecei a me apaixonar”, afirma.

Segundo ela, essas ações triplicaram de valor no período. Como comparação, entre junho de 2016, quando Bettina começou, e esta segunda-feira (18), o Ibovespa, o principal índice do mercado acionário, subiu 104%.

Já a debênture ela carrega até hoje —com decepção, afirma.

“Eu fiz o erro de comprar uma debênture que eu só vou poder resgatar neste ano. Quando eu fui colocar esse dinheiro, meu pai falou ‘vai nessa que é uma boa’. Eu não sabia que ia ficar preso esse dinheiro”, diz.

“Eu não gosto de correr risco de crédito privado. A minha parte de renda fixa, eu quero ter só em título público e deixar para correr risco em ações.”

Atualmente, a carteira de Bettina é bem mais diversificada.

Metade do milhão está aplicada em títulos públicos, sendo o valor dividido de forma mais ou menos equivalente entre Tesouro Selic e Tesouro IPCA+. A carteira tem ainda as ações compradas no passado, quatro fundos de ação, três ETFs (fundos que seguem índice, como o Ibovespa). Ela tem também dinheiro em fundos multimercado e imobiliários.

Em criptomoedas, investiu US$ 1.000 em março do ano passado: perdeu 60% do valor, mas não vai se desfazer do investimento.

A mudança feita no portfólio fará com que o patrimônio cresça em uma velocidade mais devagar daqui para frente, admite.

Ela reclama que atualmente não pode comprar ações individualmente, apenas por meio de fundos. Uma imposição por trabalhar na Empiricus, o que evita conflitos de interesse. Parte do investimento passado ela mantém.

“De uma carteira de 30 e poucas ações, eu perdi dinheiro com uma só. Foi a Technos.” Comprou a pouco mais de R$ 4, vendeu por R$ 3. Atualmente o papel é negociado a R$ 2,38.

Bettina contou a história da família, queria reconhecer que, sim, tem privilégios, mas não na dimensão que as redes sociais fizeram parecer.

Cresceu em São Paulo, morando em uma casa grande em Alphaville. Quando o pai perdeu o emprego em uma multinacional, percebeu o problema de não fazer investimentos.

“Do dia para noite, eu vi meu pai desesperado. Não que eu passei fome, mas eu lembro do trauma de ver meu pai chorando.”

Em 2012, sem conseguir um novo emprego, a família se mudou para Blumenau. Ele passou a trabalhar na empresa fundada pelo avô de Bettina, que era tocada pelo tio. É outro tema amplamente explorado pelas redes sociais.

“Meu pai tem menos de 10% empresa”, diz.

A radiografia foi levantada e ela explica: cerca de R$ 500 mil é a fatia que o pai tem na companhia, o patrimônio total dele em empresas é de R$ 600 mil —uma delas é uma holding da família usada para planejamento tributário.

“Nem meu pai é milionário no Google”, diz.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Isso é mais conhecido como tapiá, um verdadeiro L, besta é que cai nessa ondinha vá trabalhar não.

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Economia

Dólar cai abaixo de R$ 3,80 com cenário externo positivo e fluxo estrangeiro

O dólar fechou em queda de 0,76%, cotado em R$ 3,7914, o menor valor desde 1º de março. Profissionais de câmbio ressaltam que a moeda acompanhou aqui o enfraquecimento do dólar no mercado internacional nesta segunda-feira, 18, em meio às expectativas pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa nesta terça (19) e pode reduzir a previsão para as altas de juros nos Estados Unidos. O fluxo de recursos externos na tarde desta segunda-feira, para aplicações na B3, segundo operadores, também ajudou a divisa a cair abaixo do nível de R$ 3,80, patamar que estava se mostrando importante piso para a moeda nos últimos dias.

A reforma da Previdência seguiu no radar das mesas de câmbio e o dia foi cheio de declarações da equipe do governo, que procurou reforçar o empenho do Planalto em avançar com as medidas. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, não ter dúvidas de que a reforma será aprovada ainda no primeiro semestre. Em Washington, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo vai se esforçar para apresentar as medidas de alteração das aposentadorias dos militares aos parlamentares nesta quarta-feira (20).

Apesar do noticiário positivo sobre a reforma, não houve fatos novos sobre o tema e a economista-chefe da Reag Investimento, Simone Pasianotto, ressalta que a queda do dólar nesta segunda reflete principalmente o recuo da moeda americana no exterior, em meio às expectativas de que o Fed vai reduzir a previsão de alta dos juros nos EUA. A moeda americana perdeu valor ante divisas de emergentes, como o peso do México (-0,75%), da Colômbia (-0,67%) e o rublo da Rússia (-0,71%). Entre moedas fortes, a libra teve outro dia de queda forte ante o dólar, em meio às indefinições sobre os rumos da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. A economista prevê o dólar em R$ 3,75 no final do ano e trabalha com o cenário de que o governo vai conseguir aprovar a reforma da Previdência, com uma economia fiscal entre R$ 600 bilhões a R$ 700 bilhões em 10 anos, menor do que o R$ 1,1 trilhão do projeto de Jair Bolsonaro.

Uma das razões do esperado enfraquecimento do dólar no mercado financeiro internacional é a expectativa que o Fed sinalize menos altas de juros nos EUA pela frente. O economista-chefe do Royal Bank of Canadá (RBC), Tom Porcelli, acredita que as estimativas dos dirigentes do BC americano devem ser reduzidas de duas elevações este ano para uma, em meio a sinais de que a maior economia do mundo vem perdendo fôlego.

Em meio ao noticiário positivo aqui e lá fora, o risco Brasil, medido pelo Credit Default Swap (CDS) de 5 anos, caiu a 153 pontos nesta segunda, ante 155 pontos do fechamento de sexta-feira, e também ajudou a retirar pressão do câmbio. Na parte da tarde, o fluxo de estrangeiros para a bolsa levou o dólar a bater mínimas aqui, para a casa dos R$ 3,78.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O governo brasileiro deveria aprender com os americanos como se pode oferecer combustível de qualidade e preço baixo a população.

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Política

Alcolumbre defende aprovação da reforma a Previdência ainda no primeiro semestre

Foto: Marcos Brandão/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu hoje (18) a aprovação da reforma da Previdência ainda este semestre. “Os brasileiros estão compreendendo que, sem essa reforma da Previdência, em quatro ou cinco anos o Brasil não terá condições reais de cumprir suas obrigações. O orçamento de um país que tem 4% de capacidade de investimento é de que não vai diminuir as desigualdades”, disse Alcolumbre, após encontro com o governador de São Paulo, João Doria.

A pauta do encontro foi, mais uma vez, a reforma da Previdência. Segundo o presidente do Senado, a reforma da Previdência é “a mãe das reformas do Brasil”.

Doria também disse que o tema “é o mais importante para o Brasil”.

Indicações

Alcolumbre disse não ver problema nas indicações de cargos por políticos para a aprovação da reforma. “Em relação a cargos e em relação a demandas de recursos parlamentares para obras importantes, não vejo nenhum e não tenho preconceito em relação a isso. Acho que o preconceito está sendo criado a partir do momento em que as pessoas achem que a política ou os políticos são um mal para a sociedade. E não são”, disse o senador.

“Compreendo que fazer parte da reivindicação política de um quadro técnico para um governo que está ajudando o Brasil é fundamental para que as coisas aconteçam e para que eles se sintam parte”, ressaltou.

Alcolumbre explicou porque não vê problemas nas indicações políticas. “Naturalmente, o desejo de um parlamentar é ajudar o governo, mas [também] de ajudar a sua base eleitoral, no sentido de ter obras importantes. Quando se fala no toma lá, dá cá, isso é uma frase muito forte. A democracia prescinde de conversa, diálogo e entendimento. No entendimento, são obras estruturantes que os parlamentares querem que o governo federal realize. Se um deputado pedir para um governo fazer uma estrada para interligar duas estradas no estado dele, isso é toma-lá-dá-cá? A estrada não vai ficar de propriedade dos deputados ou senadores. A estrada vai ficar para o município e melhorar a logística do Brasil”, defendeu.

Ajuste fino

Mais cedo, em entrevista na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Alcolumbre havia dito que faltava “ajuste fino” na política para que a nova Previdência fosse aprovada. Já a tarde, na sede do governo paulista, o presidente do Senado esclareceu que sua fala sobre o ajuste fino se referia à política. “Os senadores todos têm interesse em aprovar a reforma. Essa reforma não é do governo Jair Bolsonaro. Essa reforma da Previdência é para salvar o Brasil. Mas os senadores e deputados querem fazer parte, querem se achar parte desse processo. E nas bases eleitorais, senadores e deputados são cobrados”, disse.

O presidente do Senado reconheceu que a articulação do governo com o Congresso é lenta. Mas que agora está ocorrendo, melhorou, e está fazendo a diferença. “Confesso que o início do governo do presidente Bolsonaro ele ficou um pouco de fora dessa articulação política. O mês de janeiro foi um mês de formação do governo e se sentiu mesmo a ausência da figura do presidente da República nessa articulação. Mas depois da eleição minha e do presidente [da Câmara] Rodrigo Maia, temos levado muito ao presidente, através do Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], a possibilidade de participação do governo pessoalmente nessas tratativas em relação à reforma da Previdência”.

“As coisas avançaram muito nos últimos 30 dias. O presidente, pessoalmente, entrou em campo para apresentar para o Parlamento a importância da aprovação dessa reforma. E isso faz toda a diferença”, acrescentou.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

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Tecnologia

FAKE NEWS: YouTube diz não ter encontrado conteúdo de ‘desafio Momo’ em vídeos infantis

O YouTube Brasil comunicou nesta segunda-feira, 18, não ter encontrado nenhum vídeo que promova um ‘desafio Momo’ no YouTube Kids, plataforma com conteúdo infantil. A empresa pediu que os usuários denunciem qualquer conteúdo nocivo ou perigoso que apareça no site.

No exterior, o YouTube já havia reportado, no final de fevereiro, que eram falsos relatos de que estariam reaparecendo na plataforma vídeos em que a personagem Momo promove o suicídio.

Em grupos de WhatsApp e nas redes sociais, pais têm relatado que os filhos se depararam com a assustadora boneca japonesa em vídeos que estimulariam o suicídio. Embora a imagem de Momo possa aparecer no YouTube normal (em vídeos de notícias ou de discussão sobre o fenômeno, por exemplo), na plataforma para crianças a foto da escultura é proibida. Também não é possível pesquisar pelo termo ‘Momo’ no aplicativo infantil.

Segundo a empresa, o YouTube Kids utiliza “uma mistura de filtros e comentários de utilizadores, além de revisores humanos, para que os vídeos no YouTube Kids sejam adequados a toda a família”.

Apesar disso, é recomendável que pais acompanhem os vídeos assistidos por seus filhos em plataformas digitais. Qualquer conteúdo nocivo pode ser denunciado e bloqueado.

O que é Momo?

Momo é uma escultura feita pelo japonês Keisuke Aiso em 2016. De acordo com o portal americano The Verge, a imagem da boneca assustadora, meio mulher e meio ave, se tornou uma lenda urbana ao ser associada em fóruns na internet a um desafio similar ao da ‘Baleia Azul’.

No exterior, vários veículos de imprensa alertaram que não há relatos de suicídios comprovadamente relacionados a Momo nem de interações verdadeiras com o suposto número de WhatsApp do personagem, como informa o site de fact checking Snopes.com.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. ah é fake vc esta certo. As mães não tem o que fazer e estão inventando. Fala Sério?!!!! parem de ser inocentes, nenhuma empresa vai vincular o nome a algo negativo. Apareceu na minha tv.

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Economia

Receita recebeu 3,8 milhões de declarações do IR em 11 dias

Em 11 dias de entrega, o número de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física enviadas aproxima-se de 4 milhões. Até as 17h de hoje (18), a Federal recebeu 3.818.017 de declarações, equivalente a 12,5% do esperado para este ano.

O prazo para envio da declaração começou no último dia 7 e vai até as 23h59min59s de 30 de abril. A expectativa da Receita Federal é receber 30,5 milhões de declarações.

A declaração pode ser feita de três formas: pelo computador, por celular ou tablet ou por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC). Pelo computador, será utilizado o Programa Gerador da Declaração – PGD IRPF2019, disponível no site da Receita Federal.

Também é possível fazer a declaração com o uso de dispositivos móveis, como tablets e smartphones, por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda. O serviço também está disponível no e-CAC no site da Receita, com o uso de certificado digital, e pode ser feito pelo contribuinte ou seu representante com procuração.

O contribuinte que tiver apresentado a declaração referente ao exercício de 2018, ano-calendário 2017, poderá acessar a Declaração Pré-Preenchida no e-CAC, por meio de certificado digital. Para isso, é preciso que, no momento da importação do arquivo, a fonte pagadora ou pessoas jurídicas tenham enviado para a Receita informações relativas ao contribuinte referentes ao exercício de 2019, ano-calendário de 2018, por meio da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed), ou da Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob).

Segundo a Receita, o contribuinte que fez doações, inclusive em favor de partidos políticos e candidatos a cargos eletivos, também poderá utilizar, além do Programa Gerador da Declaração (PGD) IRPF2019, o serviço Meu Imposto de Renda.

Para a transmissão da Declaração pelo PGD não é necessário instalar o programa de transmissão Receitanet, uma vez que essa funcionalidade está integrada ao IRPF 2019. Entretanto, continua sendo possível a utilização do Receitanet para a transmissão da declaração.

O serviço Meu Imposto de Renda não pode ser usado em tablets ou smartphones para quem tenha recebido rendimentos superiores a R$ 5 milhões.

Obrigatoriedade

Estará obrigado a apresentar a declaração anual o contribuinte que, no ano-calendário de 2018, recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, quem obteve receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50.

Também estão obrigadas a apresentar a declaração pessoas físicas residentes no Brasil que no ano-calendário de 2018:

– Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil;
– Obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
– Pretendam compensar, no ano-calendário de 2018 ou posteriores, prejuízos com a atividade rural de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2018;
– Tiveram, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;
– Passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontravam-se em 31 de dezembro;
– Optaram pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato.

CPF de dependentes

Neste ano, é obrigatório o preenchimento do número do CPF de dependentes e alimentados residentes no país. A Receita vinha incluindo essa informação gradualmente na declaração. No ano passado, era obrigatório informar CPF para dependentes a partir de 8 anos.

Dados sobre imóveis e carros

Em 2019, não será obrigatório o preenchimento de informações complementares em Bens e Direitos relacionadas a carros e casas. A previsão inicial da Receita era que essas informações passassem a ser obrigatória neste ano, mas, devido à dificuldade de contribuintes de encontrar os dados, o preenchimento complementar não precisa ser feito.

Desconto simplificado

A pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, correspondente à dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34.

Deduções

O limite de dedução por contribuição patronal ficou em R$ 1.200,32, devido ao reajuste do salário mínimo. No ano passado, o limite era R$ 1.171,84. Se não houver nova lei, este é o último ano em que há a possibilidade dessa dedução de contribuições pagas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por patrões de empregados domésticos com carteira assinada. Essa medida começou a valer em 2006 para incentivar a formalização dos empregados domésticos.

A dedução por dependente é de, no máximo, R$ 2.075,08 e, para instrução, de R$ 3.561,50.

Os contribuintes também podem deduzir valores gastos com saúde, sem limites, como internação, exames, consultas, aparelhos e próteses, e planos de saúde. Nesse caso é preciso ter recibos, notas fiscais e declaração do plano de saúde e informar CPF ou CNPJ de quem recebeu os pagamentos.

As chamadas doações incentivadas têm o limite de 6% do Imposto de Renda devido. As doações podem ser feitas, por exemplo, aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a Receita, neste ano o formulário sobre as doações ao ECA vai ficar mais visível.

Aqueles que contribuem para um plano de previdência complementar – Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) – podem deduzir até o limite de 12% da renda tributável.

Agência Brasil

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Judiciário

PGR pede informações sobre dinheiro depositado em conta da Lava Jato

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu hoje (18) que a Caixa Econômica Federal apresente informações sobre os valores que foram depositados na conta judicial aberta para receber os valores do acordo feito entre a força-arefa da Operação Lava Jato e a Petrobras para ressarcimento dos prejuízos causados a investidores dos Estados Unido pelos casos de corrupção na Petrobras.

O acordo foi suspenso na sexta-feira (15), a pedido de procuradora, pelo ministro Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro também bloqueou valores depositados na conta, que está vinculada à 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba. O montante é de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, equivalente a US$ 680 milhões.

Segundo Dodge, o banco deverá fornecer informações sobre os rendimentos, taxas incidentes e forma de remuneração do valor. “A depender da alteração das regras de atualização monetária e dos rendimentos estabelecidas originariamente, poderá ocorrer uma perda significativa dessa correspondência, o que causará prejuízo ao interesse público”, diz a procuradora.

Em nota à imprensa, após a decisão do ministro, a força-tarefa da Lava Jato disse que pediu a suspensão do fundo antes mesmo do pedido feito por Raquel Dodge ao STF. Os procuradores também disseram que desde o início das tratativas para assinatura do acordo, a procuradora estava ciente sobre a negociação.

“No documento, ainda explicita-se que esta força-tarefa, desde o ano de 2015, quando começaram as tratativas, até depois da posse da atual procuradora-geral, informou a negociação oficialmente à procuradoria-geral da República por diversas vezes”, diz a nota.

Agência Brasil

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Política

Em encontro com juventude, Fátima ignora crise financeira do RN e defende ex-presidente e presidiário Lula

A governadora Fátima Bezerra participou nesse final de semana do “Encontro da Juventude do PT” formado por um grupo de jovens militanres do partido de várias correntes e, ao publicar nas redes sociais sobre o evento, ela optou por ignorar a crise financeira do Estado e sair em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pelo crime de corrupção.

De acordo com Fátima, a democracia que a elegeu governadora é “frágil”. Ela só não explicou o porquê de ser frágil, já que ela se elegeu nesse sistema democrático.

Ainda segundo Fátima, mesmo com o ex-presidente tendo sido condenado em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro e em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mantendo a condenação no voto colegiado, inclusive com recursos negados no Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF), o que há contra Lula é uma “injustiça brutal”.

A governadora não falou de nada sobre a crise financeira, que ela disse saber como resolver.

Opinião dos leitores

  1. É bom mesmo q a governadora se espelhe no governo Dilma e Lula os maiores assaltantes do nosso país , pois o RN tem o governo q merece qdo escolheram ela e o PT P governar.

  2. Quando essa politicagem vai terminar e o governo começa?
    Essa mulher tem q saber q é governadora do Rio Grande do Norte e não do PT. Subir em um palanque p gritar Lula livre é muito desespero.

    1. Governando um estado pobre, falido, que precisa urgentemente de ajuda externa. Ai ela resolve atacar o governo federal, de onde pode vir a ajuda necessária. Diga se isso tem alguma lógica? Mas, esperar que essa turma aja com bom senso e lógico parece ser algo demais, né?

  3. Essa mulher tem que descer do palanque do PT e começar a governar o RN, pois do jeito que as coisas estão se desenhando, o governo dela vai ser pior, muito pior do que o de Robinson Farias.

  4. Tudo doido por cargos comissionados de ultimo escalao, pois provavelmente muitos aí estao desempregados.. o importante é ser socialista de iphone e viver as custas dos impostos dos trabalhadores. Lula é so o simbolo da corrupcao, nada demais pra um governante que se diz democratico e nao acredita em justiça. talvez em ditadura que comanda a justiça….. So pra lembrar a governadora: Lula ta preso,…

  5. A matéria é totalmente parcial. Aliás, como sempre em relação a Lula, Fátima e ao PT.
    Há uma crise financeira no Estado. Sem dúvida!
    Essa crise foi criada por Fátima e pelo seu Governo? Claro que não! Ela recebeu uma nefasta herança, formado e criada por sucessivos governos passados.
    Ela tem todo direito de se manifestar sobre todo e qualquer assunto e também não passará a "vida" inteiro se lamentando do que recebeu…
    Sairá e deixará o Estado em novo rumo!!!

    1. A "herança nefasta" recebida por Fátima foi a mesma recebida pelo resto do país. E quem criou essa situação caótica? Adivinha? Os governos do partido dela, meu caro. E ela disse na campanha que sabia como resolver os problemas. Então, mãos à obra. Vamos largar essa coisa de "Lula Livre' e essa oposição inconsequente ao governo federal e vamos governar o RN. O Bolsonaro (que vcs chama pejorativamente de Bozo) está tentando consertar o Brasil. Procurem uma forma de ajudar. Sejam brasileiros.

  6. Uma Governadora que só se ocupa em defender um BANDIDO, uma Deputada que INVADE terras e um Senador FANTOCHE. O RN está a deriva. Só JESUS na causa…..

    1. E a deputada (do PT, que estão dizendo concorrerá à prefeitura do Natal) foi invadir terras em Goiás, deixando de lado seus afazeres no Congresso Nacional. Deveria ser punida por isso. O povo do RN elegeu essa pessoa para lhe representar. Deixa essa coisa de invadir terra pro pessoal do MST.

  7. Pra que estudar essa juventude? Pra terminar assim? São partes das vítimas dos 16 anos petralha e nem sonham.

  8. Fatão é tributária para sempre desta ignara e condescendente taba de Poti. Afinal, ela só existe politicamente porque o RN existe.

  9. Experimente ir a um evento desse e manifestar opinião contrária aos demais, então terá uma amostra da democracia defendida pelos petistas.

  10. Ela devia era estar preocupada com os problemas do RN, e não com uma pessoa que esta pressa em Curitiba. Independente de partido, nosso estado esta precisando de muito, muito trabalho para sanar os problemas q temos.

    1. Talvez fique os 4 anos, essa administração vai ser um desastre, o estado já gastou 400 % a mais em diárias comparando o mesmo período do outro governo, mas isso é a democracia, o povo tem o governo que merece.

  11. Março encerrando, nada de piso, nada de salários atrasados, nada, nada, nada… e as soluções para tudo, no palanque eleitoral, quando serão postas em prática? É somente uma pergunta…

  12. Fico imaginando que tipo de "jovem" faz parte dessa tal "Juventude do PT". Creio que fariam muito melhor uso do seu tempo se ocupando com os estudos e/ou tentando adquirir uma profissão.

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Tecnologia

Brasil e EUA assinam acordo que permite uso comercial de Alcântara

Estados Unidos e Brasil assinaram nesta segunda-feira (18) o acordo de salvaguardas tecnológicas que vai permitir o uso comercial da base de Alcântara (MA).

Durante cerimônia em Washington, o presidente Jair Bolsonaro quebrou o protocolo e foi até o púlpito onde ocorria a chancela do documento. “Presidente pode”, ele afirmou.

Os signatários do texto, do lado do Brasil, foram os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Pelos EUA, Christopher A. Ford, secretário assistente do Escritório de Segurança Internacional e Não Proliferação do Departamento de Estado americano.

O acordo, negociado há mais de 20 anos, é o que a visita de Bolsonaro aos EUA terá de mais concreto. Segundo estimativas do Ministério da Defesa, o Brasil poderá faturar até US$ 10 milhões (cerca de R$ 37 milhões) alugando a base para lançamentos de satélites.

No entanto, após assinado, o acordo agora precisa ser aprovado pelo Congresso.

Da última vez em que um texto de salvaguardas tecnológicas foi acordado com os EUA, em 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, foi barrado pelo Legislativo brasileiro, inclusive pelo então deputado Jair Bolsonaro, que votou contra.

A linguagem do novo tratado foi modificada para aumentar a probabilidade de aprovação no Congresso –com menos ingerência americana. Ainda assim, trata-se de um tratado que não entrará em vigor tão breve. Segundo levantamento da CNI, acordos que envolvem assuntos econômicos e financeiros levam em média quatro anos do momento que são assinados até serem promulgados.

Além do acordo de salvaguardas tecnológicas, foi assinado um “ajuste completar”, ou seja, parceria entre a americana Nasa e a AEB (Agência Espacial Brasileira) para cooperação na tarefa de pesquisa de observações de clima.

Esse trato possibilitará o lançamento do Projeto SPORT, que irá construir, lançar e operar um pequeno satélite para monitoramento climático.

Por fim, foi assinada uma carta de intenções entre a Usaid (Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA) e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil para, segundo o documento, “conservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia brasileira”.

Como antecipou a Folha, os EUA anunciaram que o Brasil passará a ter o status de “major non-NATO ally” —aliado prioritário extra-Otan.

A designação cabe a países que não são membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas são considerados aliados estratégicos militares dos EUA. Com isso, o país passa a ter acesso a vários tipos de cooperação militar e transferências de tecnologia.

A decisão foi unilateral dos EUA e, segundo o acordo, visa “cooperação em segurança e defesa com parceiros estratégicos”. O Brasil foi o 17º país a receber o status desde 1961 e apenas o segundo nas Américas.

A designação agrada muito a ala militar, porque deve expandir a cooperação entre as forças dos dois países e a possibilidade de comprar equipamentos.

Ao se tornar grande aliado extra-Otan dos EUA, o Brasil passará a ter acesso preferencial à compra de equipamentos militares americanos, com isenções dentro da Lei de Exportação de Armas que rege a venda desses produtos sensíveis. Também terá prioridade para receber de graça ou a preço de custo “artigos de defesa em excesso”, equipamentos que não são mais utilizados pela Defesa americana ou em estoque excessivo.

O Brasil também será autorizado a participar de algumas licitações do Departamento de Defesa dos EUA, e terá maior facilidade na compra de tecnologia espacial.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Mais um gol de placa desse governo!!! Estrutura caríssima, totalmente ociosa…Pelo menos iremos faturar e diminuir o prejú…

    1. Na verdade a estrutura de Alcântara está sucateada. Custa 500 mil reais por mês só para pagar salários. Para que seja viável economicamente precisa ser modernizada, com aumento da pista de pouso, melhoria de acesso ao mar e construção de uma plataforma de lançamento maior. Resta saber quem irá pagar essas obras.

  2. Os petistas não sabem o que é comércio, só sabem o que é tirar dinheiro dos órgãos públicos. Um uso comércial , seus babacas , um vende e o outro compra. O Brasil tem o espaço os USA precisa, então os americanos vão pagar pelo espaço e também vão trazer tecnologia. Diferente do presidiário que deu de mão beijada uma refinaria na Bolívia, quando Evo Morales invadiu. O presidiário cruzou os braços e disse " está no território deles pode ficar".

  3. Entregam nossa base estratégica e ninguém da um piu.
    Esse silêncio é ensurdecedor.
    Estamos dominados totalmente pela CIA e FBI.

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Esporte

Traffic é multada em R$ 3,8 milhões por envolvimento em caso de corrupção da Fifa

A Justiça dos Estados Unidos multou nesta segunda-feira a Traffic pelo envolvimento no caso de corrupção da Fifa, que provocou a prisão de diversos dirigentes do futebol mundial nos últimos anos. Uma juíza federal norte-americana definiu o valor de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,8 milhões) à empresa de marketing esportivo, que era comandada pelo brasileiro J. Hawilla.

A juíza Pamela Chen decretou a sanção à Traffic Sports International e à Traffic Sports USA durante uma audiência realizada nesta segunda no Brooklyn. Os dois grupos foram alvos de uma grande investigação da Justiça norte-americana que tinha como alvo diversas empresas acusadas de subornar dirigentes do futebol mundial em troca dos direitos comerciais de torneios importantes.

Cada um dos grupos liderados pela Traffic foi multado em meio milhão de dólares. Ambos já haviam concordado em encerrar suas operações como parte de um acordo para reconhecer a culpa nos casos de corrupção.

José Hawilla, mais conhecido como J. Hawilla, que morreu em maio do ano passado, era dono da Traffic e teve participação direta na eclosão do escândalo de corrupção da Fifa que provocou a prisão de vários dirigentes, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, em 2015. Na época, o empresário fez um acordo com a Justiça norte-americana para delatar irregularidades em contratos comerciais de várias competições.

Na sua delação, Hawilla detalhou o esquema que envolvia dirigentes da Conmebol e da CBF, como Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero, ex-presidentes da confederação nacional, e os acordos por torneios como a Copa América, Libertadores e Copa do Brasil. Em troca, o empresário não foi para uma cadeia, ficando detido em prisão domiciliar, além de ter pago uma elevada multa para a Justiça norte-americana.

Hawilla também foi fundamental para o afastamento de Jeffrey Webb do futebol. Ele descreveu como sua empresa e outras duas uniram forças em um episódio para pagar US$ 10 milhões ao então vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, em troca dos direitos da Copa América de 2016. Como resultado, Webb foi declarado culpado de associação ilícita e espera sua sentença.

Estadão Conteúdo

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Economia

Governo tenta que reforma da Previdência de militares gere economia apesar de concessões, diz Rogério Marinho

Em negociação com representantes das Forças Armadas, o governo tenta chegar a um consenso para que, apesar das concessões a serem dadas aos militares, a reforma da Previdência para essas carreiras ainda represente uma economia de gastos públicos.

“Estamos trabalhando justamente para que haja ganho para o Tesouro”, disse, nesta segunda-feira (18), o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

O projeto de lei que altera as regras para as Forças Armadas, policiais militares e bombeiros dos estados deve ser apresentado na quarta-feira (20).

O texto também deve prever uma reestruturação das carreiras, permitindo, por exemplo, aumento das gratificações.

Por isso, a equipe econômica negocia com os militares para que nem todos os pedidos feitos pelas Forças Armadas sejam atendidos, como reajustes salariais.

A expectativa é que o endurecimento das regras para entrar na reserva e o aumento de alíquotas para o Exército, Marinha e Aeronáutica representem um corte de aproximadamente R$ 92 bilhões em dez anos.

“O impacto da reestruturação da carreira será apresentado na quarta-feira. Não se trata de aumento de soldos”, afirmou Marinho.

Para ele, não haverá problema ao apresentar ao Congresso um projeto que altera a Previdência dos militares e, ao mesmo tempo, concede benefícios às carreiras.

“O Congresso é soberano e saberá separar as coisas. Inclusive, nós temos toda a convicção de que vai prevalecer o espírito público.”

Em viagem ao exterior, o presidente Jair Bolsonaro está sendo informado sobre as alterações no projeto de lei que se refere à reforma da Previdência dos militares, segundo o secretário.

Assim, a ideia é que Bolsonaro veja a versão final na quarta-feira e encaminhe o texto ao Congresso no mesmo dia.

“É natural que o presidente da República tenha o interesse em verificar o final do trabalho. Ele que acompanhou todo esse período as mudanças que foram feitas. As tratativas que foram efetuadas”, declarou Marinho.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. O projeto de previdência já vem emendado do ministério da defesa, enquanto o decreto de morte do povão foi bem caprichado por essa maldita equipe econômica.. Ai que palhacinhos!!!!

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Política

FARRA DAS DIÁRIAS: Ex-vice-governador diz que governo Fátima inventa notícia e diárias aumentaram mais de 400%

Foto: Ivanízio Ramos

O ex-vice-governador Fábio Dantas rebateu as informações do governo Fátima Bezerra sobre os gastos com diárias extras para os servidores e comissionados e afirmou que as diárias cresceram mais de 400% em comparação ao começo do governo anterior.

O governo Fátima divulgou que fez uma economia em relação ao ano passado, mas de acordo com Fábio os números foram apresentados apenas para favorecer a governadora, quando na verdade, o que houve foi um crescimento de mais de 400% do início da atual gestão em comparação com o início da gestão passada.

Segundo dados do Portal da Transparência coletados pelo ex-vice-governador, até março de 2015, o Governo do Estado gastou R$ 847 mil em diárias. Já, na atual gestão, até março desse ano, já foram gastos R$ 3,4 milhões. Um crescimento de mais de 400%.

Opinião dos leitores

  1. Esse Ex-vice-governador é um frustrado. Não deu certo sua candidatura a governador por causa de sua arrogância. E terminou sendo um liderado de Kelps, Triste fim!!!

  2. Ainda bem que temos esse ex vice governador e o blog do BG para mostrar os desmandos do PT.
    Esse pessoal só sabe criticar outros governantes.
    Governar que é bom.
    Essa não se elege mais nem para vereadora.

  3. Fábio Dantas nunca trabalhou tanto, passa o dia olhando às contas do atual governo. Acho que nem quando era vice-governador procurava tanta informação…

  4. Bg quem é Fábio Dantas para falar da Governadora esse cara é um traíra, agora porque vc não falar da prefeitura que está em Portugal, calma Bg o governo vai patrocinar o seu programa.

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Diversos

Quadro clínico de Luiz Almir melhora; vereador está internado há cinco dias

Foto: Elpídio Júnior/CMN

O vereador Luiz Almir segue internado em tratamento de uma diverticulite. No hospital há cinco dias no hospítal, ele hoje voltou a se alimentar com dieta sólida.

Luiz Almir deu entrada no hospital com as dores, quando foi confirmada a diverticulite. Desde então ele vem passando por tratamento medicamentoso, com acompanhemtno de profissionais e com alimentação restrita.

A expectativa é que Luiz Almir se recupera e que esteja em perfeito estado de saúde para ser operado em maio.

A amigos, ele revelou que quer receber alta do hospital para retomar os programas de rádio na 96FM, de TV na Band Natal e o mandato na Câmara Municipal de Natal. Ele também já prometeu que não irá mais beber.

Ele também já adiantou que, após a alta, irá organizar uma missa em ação de graças na Zona Norte, para celebrar a vida.

Opinião dos leitores

  1. Tem que sair do hospital direto para a cadeia, tem 12 anos para cumprir, não pode morrer agora, logo quem vive conversando putaria e gritando, ah ladrão.

  2. Amigo vereador Luiz Almir o sr. já prometeu que vai deixar de beber, ótimo mais também tem que deixar outras atividades que prejudique sua saúde, como diz o ditado "o senhor é do tempo antigo que tira a roupa pra servir o nú"

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