Economia

Confira horários do que abre e fecha nesta quarta-feira de Cinzas

Comércio de rua, bancos e shoppings abrem em horários diferenciados nesta quarta-feira (6) de Cinzas, após feriado de Carnaval. Agências bancárias abrem ao meio-dia e fecham em horário normal.

Confira os horários de atendimento ao público:

Comércio de Rua – Centro da Cidade e Alecrim

Quarta-feira (6)
Funcionamento normal a partir das 12h, com abertura de algumas lojas já pela manhã.

Midway Mall

Quarta-feira (6)
Extra abre às 7h, alimentação e lazer de 11h às 22h
Lojas e quiosques abrem às 12h e fecham às 22h
O cinema funcionará conforme programação durante todo o Carnaval

Praia Shopping

Quarta-feira (6)
Lojas e quiosques abertos das 12h às 22h
Praça de Alimentação aberta a partir das 11h

Shopping Cidade Jardim

Quarta (6)
12h às 21h
Facultativo para alimentação

Partage Norte Shopping Natal

Quarta-Feira (6)
Lojas / Quiosques / Alimentação: 12h às 22h
Carrefour: 07h às 22h
Smart Fit: 5h30 às 23h
Cinema: Conforme Sessões

Via Direta

Quarta-feira
Funcionamento normal das 9h às 22h

Natal Shopping

Quarta-feira (6)
Alimentação e lazer: 11h às 22h
Quiosques de Alimentação: 11h às 22h
Âncoras e Mega Lojas: 11h às 22h
Academia Bodytech: 12h às 22h
Demais Lojas/Quiosques: 11h às 22h
Cinema: conforme programação

Shopping 10
Na quarta-feira de cinzas (6), o shopping funcionará normalmente a partir das 12h

Supermercados
Quarta-feira (6) – Funcionamento normal

Bancos
Quarta-feira (6) – Funcionamento normal a partir das 12h

Tribuna do Norte

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Política

Bolsonaro repassou dinheiro da ‘vaquinha de campanha’ para filhos e amigos

Uma das maiores novidades da campanha de 2018 foi o financiamento coletivo de campanhas eleitorais, a chamada “Vaquinha Virtual”. Foi justamente essa vaquinha que fez com que vários candidatos tivessem uma fonte a mais de recursos para o primeiro pleito nacional sem dinheiro de empresas. Por meio de pequenas doações, o eleitor pode participar da vida política e ajudou a eleger seus candidatos prediletos. O que certamente não estava previsto no espírito desse tipo de arrecadação é que ela se transformasse em uma espécie de corrente, na qual o dinheiro doado fosse repassado para outras candidaturas estranhas à intenção do doador. Maior aquinhoado com o sistema de doações, arrecadando R$ 3,7 milhões, Jair Bolsonaro repassou R$ 345 mil do dinheiro de seus eleitores para financiar outras campanhas: as do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Negão, e de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ou seja, 1,4 mil eleitores que acreditavam estar doando dinheiro para a campanha do presidente, na realidade, entregaram seus recursos para as campanhas de outros candidatos que eles nem sabiam que estariam favorecendo. Os dados foram rastreados por ISTOÉ a partir das informações declaradas pelas campanhas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos R$ 345 mil repassados da campanha do presidente para outros candidatos, Flávio recebeu R$ 200 mil, Eduardo outros R$ 100 mil e Hélio Negão R$ 45 mil. Se não tivesse havido tal repasse, nem Hélio nem Flávio teriam recebido dinheiro das vaquinhas. Apenas Eduardo conseguiu individualmente captar recursos por meio de financiamento coletivo. Mesmo assim em um valor bem mais baixo. Seus eleitores repassaram R$ 25,3 mil para ele a título de vaquinha virtual.

Ao observar as contas dos candidatos agraciados com a “vaquinha do Jair”, o valor doado pela campanha presidencial a Hélio Negão representou 57% dos recursos obtidos pelo então candidato. A arrecadação total do parlamentar chegou a R$ 78,7 mil. Além dos R$ 45 mil repassados pela campanha de Jair, Hélio também recebeu R$ 16,7 mil da direção estadual do PSL e R$ 4,5 mil da campanha de Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, entre outras doações. Já Eduardo Bolsonaro teve 45,8% de sua campanha financiada com recursos doados pelos eleitores de seu pai. Ele levantou R$ 218 mil para a sua campanha.Tirando os R$ 100 mil do pai, o deputado ainda teve como fonte de renda o próprio partido (R$ 65,1 mil), entre outros apoiadores. E 28% das fontes de renda de Flávio Bolsonaro foram obtidos por meio da vaquinha do pai.

A resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.553/2017, que trata justamente do tema, é omissa quanto da destinação para outros candidatos dos recursos das fontes de financiamento coletivo. Ex-integrantes do TSE admitem que, exatamente por isso, não chega a ser um ilícito eleitoral a troca dos recursos das vaquinhas entre candidatos. O problema, admitem, é que isso pode se configurar uma questão ética por parte do candidato.

“A princípio, eu vejo essa situação como moralmente reprovável”, disse Francisco Emerenciano, advogado.

Especialistas em Direito Eleitoral avaliam que os casos poderiam mesmo ensejar ações cíveis de eleitores que se sentirem lesados pela utilização dada aos recursos. “A princípio, eu vejo essa situação como moralmente reprovável”, analisa o advogado Francisco Emerenciano, especialista em Direito eleitoral. Já especialistas em Direito Cível acreditam que esse é um caso de quebra do princípio da boa fé, expresso no artigo 422 do Código Civil. O caso da vaquinha parece demonstrar que houve um problema recorrente de mistura de interesses na vida política dos Bolsonaros. São suspeitas de laranjas, caixinhas e rachadinhas. E, agora, de vaquinhas.

IstoÉ

Opinião dos leitores

  1. Como são canalhas uns jornalistas desses… A manchete faz parecer que o dinheiro foi desviado. Foi usado SIM em outras campanhas. E quem doou não deve se importar. Bolsonaro fez a campanha presidencial mais barata de um eleito desde a redemocratização.

    1. Os jornalistas são os inimigos do Brasil. Sempre com reportagens sem pé nem cabeça!

    2. Não há canalhice alguma na divulgação de uma verdade sobre algo que está em desacordo com a legislação. Isso é fraude eleitoral. O dinheiro da doação era claro, cristalino para onde deveria ser direcionado: a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, não para candidaturas outras. Deve ser punido. Repito, É FRAUDE!!!

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Polícia

Procurado por homicídio vai para o carnaval de Salvador vestido de mulher e é preso após ser flagrado por câmera

Foto: Divulgação/SSP-BA

Um jovem de 19 anos, procurado por homicídio, foi preso nesta terça-feira (5) enquanto curtir o carnaval de Salvador vestido de mulher, no circuito Dodô (Barra-Ondina). As informações são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

De acordo com a SSP-BA, Marcos Vinicius de Jesus Neri, estava com a fantasia do bloco As Muquiranas, quando foi flagrado por uma das câmeras de reconhecimento facial instaladas no circuito da Barra. O bloco de travestidos leva uma multidão de homens vestidos de mulher para avenida e nesta terça, o trio foi comandado por Léo Santana.

A secretaria detalhou que a imagem do jovem foi registrada quando ele passava por um dos portais de segurança instalados na Barra e, em seguida, ele foi abordado por policiais militares.

A SSP-BA não detalhou quando e como Marcos Vinicius cometeu o crime, disse apenas, que ele estava com mandado de prisão em aberto desde julho de 2018.

Ainda conforme a secretaria, Marcos é da cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, e foi o primeiro a ser capturado com o auxílio da tecnologia de reconhecimento facial implantada pela SSP.

G1

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Cultura

Escolas de samba do Rio decidem título entre emoção e técnica; apuração começa as 16h30

A disputa pelo título do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro deve ser decidida, na tarde desta quarta-feira, 6, entre a emoção e a frieza dos quesitos – que são nove e não incluem o sentimento. Quatro escolas apresentaram desfiles plasticamente semelhantes – carros alegóricos e fantasias bem feitas, luxuosas e bem acabadas.

Portela e, principalmente, Mangueira, que desfilaram na segunda noite, fizeram exibições contagiantes. Envolveram o público a ponto de muita gente chorar nas arquibancadas e frisas. Tijuca e Viradouro, que se exibiram na primeira noite, apresentaram desfiles tecnicamente muito corretos e mais teatrais do que a outra dupla. Ficaram, porém, longe de cativar o público da mesma forma.

Logo abaixo dessas quatro escolas, mas também com chances de título, estão a Vila Isabel e o Salgueiro. Ambas tiveram problemas com o cronômetro e podem perder pontos em harmonia e evolução. A escola do bairro de Noel Rosa fez excelente desfile no segundo dia, mas ultrapassou em um minuto o tempo máximo de exibição e automaticamente vai perder 0,1 ponto. O Salgueiro também fez um belo desfile, mas igualmente correu no final.

Em outro patamar, inferior, estão União da Ilha e Mocidade Independente de Padre Miguel, que fizeram bons desfiles, porém plasticamente menos impactantes. Praticamente no mesmo padrão, mas com enredos mais confusos e menos luxuosos figuram a Beija-Flor, atual campeã, e a Grande Rio, que ficou em penúltimo em 2018 e só não foi rebaixada porque as regras foram alteradas após a apuração.

Se não houver nova virada de mesa, como ocorreu nos dois anos anteriores (a mais recente por pressão da Grande Rio sobre a direção da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), desta vez duas escolas serão rebaixadas para a Série A, a segunda divisão do samba do Rio. Quatro agremiações correm esse risco em 2020: São Clemente, Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense e Paraíso do Tuiuti.

A São Clemente fez um desfile divertido, mas com fantasias e alegorias simples, mais típicas da Série A. Já o Império Serrano, que ficou em último em 2018 e só não caiu por ter sido beneficiada pela mudança de regulamento posterior ao desfile, repetiu basicamente os mesmos erros do ano passado. Descuidada em fantasias e alegorias, não conseguiu nem sequer manter totalmente aceso o luminoso com o nome da escola, em tripé logo no início do desfile: as três últimas letras estavam apagadas. Outros erros foram cometidos em harmonia e evolução.

A Imperatriz Leopoldinense teve problemas com carro alegórico. Assim como a Paraíso do Tuiuti – que desfilou cercada de expectativa, por ser a atual vice-campeã, mas teve dois carros com defeitos. Um deles teve que ser parcialmente desmontado a poucos metros da pista do sambódromo para que voltasse a andar.

Ao todo, seis jurados avaliaram as escolas em cada um dos nove quesitos seguintes: Alegorias e Adereços, Bateria, Comissão de Frente, Enredo, Evolução, Fantasias, Harmonia, Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Samba-enredo.

Pouco antes do início da apuração, serão realizados dois sorteios. O primeiro vai definir os dois jurados cujo trabalho será descartado – eles terão exercido a função de reservas, trabalhando apenas para substituir alguém em caso de falta.

Durante a apuração serão lidas e consideradas apenas as notas dos quatro jurados titulares de cada quesito, e a menor será descartada. A pontuação máxima para cada escola será 270 pontos. No ano passado, a Beija-Flor foi campeã após perder apenas 0,4 ponto. Ela somou 269,6 pontos, apenas 0,1 ponto a mais que a vice Paraíso do Tuiuti. O Império Serrano, último colocado, recebeu 265,6 pontos.

O segundo sorteio realizado antes do desfile servirá para definir a ordem dos quesitos a serem apurados. Isso definirá também o primeiro critério de desempate, que será a maior nota no último quesito lido. Assim, se a última nota a ser lida for de bateria e duas escolas empatarem, aquela que tiver recebido maior nota (somando-se apenas as três válidas) no quesito bateria será campeã. Se a pontuação nesse quesito for igual, passa-se ao oitavo quesito lido, e ao sétimo e assim por diante. Se o empate persistir, o segundo critério de desempate será o maior número de notas dez, no total, também consideradas apenas as três notas válidas.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

    1. Todo bode é ladrão, tá sempre roubando comida do outro lado. Será por isso que é chamado de luladrão?

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Política

Corrente articula saída de Gleisi Hoffmann da presidência do PT

Preocupada com o futuro do PT , a corrente majoritária Construindo Um Novo Brasil (CNB) começou um movimento para convencer o ex-presidente Lula a desistir de seu plano de ajudar a eleger a atual presidente, Gleisi Hoffmann , para um novo mandato à frente da legenda.

Para quem o visita na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, Lula tem sido firme na defesa de Gleisi, uma das principais entusiastas da bandeira “Lula livre”. A eleição para a presidência do PT ainda não tem data, mas a expectativa é que ocorra no segundo semestre.

Líderes da CNB acusam Gleisi de tomar decisões sem consultar os demais membros da direção. Dizem que isso aconteceu, em janeiro, quando ela foi à posse de Nicolás Maduro na Venezuela.

O episódio gerou até uma discussão com o candidato derrotado do partido à Presidência, Fernando Haddad, na última reunião da executiva, no mês passado. Haddad foi questionado sobre as críticas que fez a Gleisi numa entrevista e respondeu que via problema no fato de ela não ter ouvido a legenda. Gleisi rebateu dizendo que o PT já tinha uma posição sobre a Venezuela.

Em 2018, quando tentava se cacifar para substituir Lula como candidato do PT a presidente, Haddad, que sempre teve uma atuação independente, se aproximou da CNB. Parte das lideranças da corrente defende que ele assuma o comando da sigla. Ele resiste à ideia.

Em entrevista à “Época” na semana passada , Haddad mais uma vez afirmou não ter interesse em presidir o PT porque pretende seguir com sua vida de professor. Disse que Gleisi tem condições de dirigir a legenda, mas, antes de uma definição sobre isso, o PT deveria discutir os rumos que seguirá diante da nova conjuntura. Para o ex-prefeito, o novo presidente deve ter o perfil para seguir as novas diretrizes.

Parlamentares ligados à CNB se queixaram da atuação de Gleisi, que é deputada federal pelo Paraná, na condução das negociações para apoiar Marcelo Freixo (PSOL-RJ) para presidência da Câmara. Parte do grupo queria Alessandro Molon (PSB-RJ).

Para lideranças da CNB, os dois casos ilustram um modelo de direção que impede o partido de reconquistar setores da sociedade mais próximos do centro. A atuação de Gleisi seria voltada apenas para a esquerda. Diante do governo de Jair Bolsonaro, a avaliação é que a legenda precisa de novos canais de diálogo e, sem isso, terá o seu futuro eleitoral comprometido.

O GLOBO ouviu críticas a Gleisi de cinco parlamentares ou integrantes da direção do PT que integram a CNB. Nenhum deles, porém, aceitou falar publicamente sobre o tema, numa demonstração do receio de contrariar Lula.

Eleita após impeachment

Questionada sobre as críticas, a assessoria de Gleisi informou que ela não iria debater “com supostos personagens que se movem nas sombras e se escondem no anonimato”. Em nota, disse que a decisão de ir à posse de Maduro correspondeu a decisões coletivas com apoio de Lula. Afirmou que a aliança com Freixo foi decidida pela coordenação e lideranças da bancada.

Gleisi foi eleita para comandar o PT em 2017. Por causa da conjuntura incerta depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o partido decidiu, na época, que mandato deveria ser de dois anos e não de quatro, como vinha ocorrendo até então.

Na ocasião, a legenda também desistiu da eleição direta, em que todos os filiados têm direto a voto, e optou por uma votação realizada por delegados. Agora, está previsto, para antes da escolha da nova direção, um plebiscito para definir sobre a volta ou não do processo de eleição direta. O novo mandato seria, a princípio, de quatro anos.

A escolha de Gleisi em 2017 foi costurado por Lula num momento em que o PT vivia riscos de fragmentação e um movimento intitulado “Muda PT”, que tinha objetivo de desbancar a CNB, ganhava força internamente. A CNB apoiou a paranaense, mas o desgaste com a corrente teve início logo em seus primeiros meses no cargo.

Uma dificuldade apontada pelos integrantes da corrente é que um novo nome para presidir o PT teria que ser construído sem a a participaçãao direta de Lula, ao contrário do que sempre ocorreu na história do partido.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A petralhada corrupta acabou com o PT, para infelicidade dos membros bem intencionados e que genuinamente queriam o bem do país. Resta ao PT, agora desmoralizado e sem respaldo popular( perdeu para o bozo mesmo sem ele dar um pio), ficar nas franjas da política nacional.

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Política

Líderes do PSL estão entre os deputados que mais faltaram em fevereiro

No primeiro mês de sessões da nova legislatura na Câmara, a maioria dos deputados tem ido a todas ou à maior parte das sessões. Mas há um grupo que vem se destacando pelas faltas. Três deputados não compareceram a mais da metade das 11 sessões deliberativas já ocorridas este ano. O mais ausente foi Josias Gomes (PT-BA), com oito faltas, seguido por Vinicius Gurgel (PR-AP), com sete. Depois, vem José Airton Cirilo (PT-CE), com seis. O GLOBO excluiu da conta deputados que justificaram as faltas exclusivamente por problemas de saúde.

Sete parlamentares aparecem na quarta posição ranking, dois deles lideranças relevantes do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (GO), e o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), faltaram em cinco sessões deliberativas cada um. A maioria dos 54 deputados do PSL não faltou a uma única sessão deliberativa.

O deputado Major Vitor Hugo afirmou que, por ser líder do governo, muitas vezes compensa mais ficar fora do plenário fazendo articulação política. E que, pelo posto que ocupa, suas faltas são automaticamente justificadas. Na agenda de Bolsonaro, há de fato reuniões com o deputado nos horários das sessões dos dias 14 e 25 de fevereiro.

— O líder do governo tem que fazer muitas articulações no Planalto, nos ministérios, nas lideranças, o que faz com que a gente fique fora do plenário. Como as faltas são justificadas, é mais estratégico para mim ficar articulando do que propriamente votando ou participando da sessão deliberativa — disse o líder do governo na Câmara.

O GLOBO também telefonou e mandou mensagem para Luciano Bivar para que ele pudesse se manifestar, mas não houve resposta. Todas as ausências de Vitor Hugo e Bivar foram justificadas, segundo informações no site da Câmara, o que o poupará de um desconto no salário. No caso de Bivar, a justificativa que aparece é “missão autorizada”.

Ausência de justificativa

Nem todos os deputados faltosos justificaram suas ausências. Eles precisam fazer isso em até 30 dias para não ter desconto no salário, prazo que ainda não terminou. No caso de motivos de saúde, sequer há um limite de tempo para apresentar a justificativa.

No levantamento, não foi levado em conta o dia 1º de fevereiro, quando houve uma sessão para a posse dos deputados eleitos em 2018 e outra para a escolha da nova mesa diretora da Câmara. Somente entraram no cálculo as 11 sessões deliberativas subsequentes. Josias Gomes, que foi o mais faltoso, deixou de aparecer nas oito primeiras. Ele somente voltou a frequentar o plenário na semana passada, quando houve três sessões. Ao GLOBO, alegou que foi escolhido para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) no governo da Bahia e que ainda não se licenciou porque estava na transição entre os dois cargos.

Vinicius Gurgel atribui as faltas a três motivos: uma virose, uma doença da mãe e a renovação da carteira de motorista. Gurgel ressalta que em algumas situações opta por faltar porque considera o que será discutido improdutivo.

— Às vezes prefiro buscar recursos nos ministérios do que ficar igual macaco no plenário só discutindo ideologias , parecendo um campo de guerra — diz.

Em suas ausências, nos dias 25 e 26, o deputado José Airton Cirilo participou de compromissos políticos no Ceará, de acordo com publicações em sua conta no Facebook. O GLOBO tentou contato com o deputado, mas não obteve retorno.


O Globo

Opinião dos leitores

  1. A matéria e tendenciosa e se desmente quando a MANCHETE DIZ UMA COISA E A NARRATIVA DIZ OUTRA.
    A maioria dos 54 deputados do PSL não faltou a uma única sessão deliberativa. Diz o texto
    Em outra parte diz
     Na agenda de Bolsonaro, há de fato reuniões com o deputado nos horários das sessões dos dias 14 e 25 de fevereiro
    E mais vejam ". O mais ausente foi Josias Gomes (PT-BA), com oito faltas, seguido por Vinicius Gurgel (PR-AP), com sete. Depois, vem José Airton Cirilo (PT-CE), com seis." A manchete não foi falando dos faltosos pq citar o PSL quando a própria matéria dez que os faltosos são do PT
    É LAMENTÁVEL A MÁ VONTADE DA IMPRENSA PARA COM O NOVO GOVERNO

  2. Interessante como estão fazendo estatística, sempre com resultados pra os aliados de Bolsonaro, apesar que as estatísticas favoráveis são infinitamente superior, no entanto não são divulgadas. Diferentemente da era petralha, q a corrupção era absurdamente maior, no entanto a imprensa era caladinha, só depois da lava jato é que não conseguiram abafar. Isso era resultados da verba publicitária do governo petralha, que ficava em torno de 1000 % superior a do governo Bolsonaro. Aí a imprensa vivia em céu de brigadeiro, era farra com dinheiro público.

    1. Nao basta ser cego tem q demonstrar isso.
      Já virou doença dessa turma.

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Política

‘Fui exonerado do cargo por criticar Olavo de Carvalho’, afirma diplomata

O diplomata Paulo Roberto de Almeida, de 68 anos, diz que o principal motivo de sua exoneração do cargo de presidente do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) não foram os posts publicados em seu blog com críticas à atual gestão do Itamaraty, como divulgado inicialmente. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele atribui sua demissão às críticas que fez ao filósofo Olavo de Carvalho, considerado responsável pela indicação do embaixador Ernesto Araújo para o ministério das Relações Exteriores. Confira a seguir trechos da entrevista.

Como o senhor recebeu sua demissão?

Já estava esperando por isso. É normal num processo de mudança de governo e que se aproxima também de uma mudança de regime. No meu caso, foi um pouco humilhante, na medida em que fui simplesmente comunicado de que estava sendo exonerado por “mau comportamento”, por ter republicado no meu blog, a palestra do embaixador Rubens Ricupero no Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), em 25 de fevereiro, no Rio, e o artigo do ex-presidente Fernando Henrique, no Estado, no domingo, sobre a política externa do País.

Não era previsível que isso fosse acontecer, com a publicação dessas críticas à atual gestão do Itamaraty?

Isso foi levantado pelo chefe de gabinete que telefonou para me demitir. Eu disse que eram artigos publicados pela imprensa e que figuravam no próprio clipping do Itamaraty. Tudo o que publico no blog é público. Neste caso, convidei os leitores a iniciar um debate sobre a política externa com base nos três artigos. Mas esse não foi o motivo real da minha exoneração. O que foi um crime de lesa majestade foram as críticas anteriores que fiz ao Olavo de Carvalho, que é supostamente o patrono do Ernesto Araújo para o comando Itamaraty. Eu o chamei de “sofista da Virgínia” (em referência ao Estado da Virgínia nos EUA, onde ele mora). O Olavo é uma personalidade bizarra que faz um mal enorme à política externa, com esse antiglobalismo irracional e conspiratório assumido pelo Ernesto e com o antimultilaterealismo, anticlimatismo e antimarxismo cultural que fazem parte de sua pregação.

O Olavo fez um post nas redes falando que não teve influência na sua exoneração.

Isso é correto. Ele não sabia de nada. Mas teve influência indireta. Foram minhas críticas a ele que fizeram o ministro me demitir, porque o Olavo é o legitimador do Ernesto Araújo. Não descartaria também uma influência do Eduardo Bolsonaro, que contribuiu para a nomeação do Ernesto. Outro responsável foi o Filipe Martins, assessor internacional da Presidência, que é um desses olavistas fanáticos e muito próximo do Ernesto Araújo.

Como está clima no Itamaraty?

O que sinto é uma grande paralisia, uma grande expectativa, um grande temor, porque houve uma subversão da hierarquia, uma reforma imposta de cima para baixo que deixou muita gente perplexa, muitos embaixadores sem função. Pelo que posso notar, o Itamaraty está esperando instruções de cima que não vêm. As decisões são tomadas num círculo extremamente fechado vinculado ao próprio gabinete.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Ministro de Minas e Energia confirma que governo avalia autorizar mineração em terra indígena

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta segunda-feira (4) que o governo estuda autorizar a exploração mineral em terras indígenas e alterar a legislação para flexibilizar pesquisa e lavra de minérios nucleares no país.

​Para o ministro, as restrições atuais atrapalham o desenvolvimento.

“Pretendemos avaliar a possibilidade de ampliar o acesso aos recursos minerais existentes em áreas restritivas a mineração, como as terras indígenas e a faixa de fronteira”, disse Albuquerque em evento sobre mineração no Canadá.

A Constituição de 1988 prevê mineração em terras indígenas, mas só após regulamentação específica pelo Congresso, ainda inexistente após três décadas, e consulta às etnias afetadas.

“As restrições aplicadas a essas áreas não têm favorecido seu desenvolvimento. Ao contrário, elas se tornaram focos de conflitos e de atividades ilegais que em nada contribuem para seu desenvolvimento sustentável e para a própria soberania e segurança nacional”, disse o ministro.

Segundo ele, o governo pretende, em breve, convocar consulta com populações indígenas, sociedade organizada, agências ambientais e o Congresso para tratar do assunto.

Desde a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende rever a demarcação de terras indígenas e que a terra indígena Raposa Serra do Sol é a “área mais rica do mundo”, podendo ser explorada “de forma racional, dando royalty e integrando o índio à sociedade”.

Albuquerque disse ainda que o governo quer avaliar a legislação do setor nuclear.

“Pretendemos ainda estudar e avaliar a alteração do arcabouço legal do setor nuclear, com vistas à flexibilização da pesquisa e da lavra de minérios nucleares, bem como a criação de condições para que o investimento privado possa desenvolver o setor”.

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Asneira e você
      Você concorda e as terras indígenas seja roubada pelas ONGs internacionais
      Vá estudar antes de falar petista burro

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Política

União dará aval para empréstimos de estados com bancos estrangeiros

O socorro aos estados em grave crise financeira será financiado por bancos privados estrangeiros.
Instituições públicas, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e Caixa, que no passado socorreram governadores, ficarão de fora desta vez.

Citibank, JPMorgan, BofA, BNP Paribas e Santander sinalizaram interesse em emprestar aos estados, desde que tenham a União como fiadora.

Segundo o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, a União pretende garantir até R$ 10 bilhões em empréstimos aos estados neste ano, exigindo medidas de ajuste fiscal como compensação.

Os governadores, porém, consideram a cifra oferecida inferior à sua necessidade.

Por isso, a ajuda passará por um combo de alternativas financeiras, com um cardápio de opções que variam de acordo com a necessidade e a situação de cada estado.

Os bancos privados estão sendo sondados para, além de fazer empréstimos, também comprar títulos atrelados a recebíveis da dívida ativa e de direitos sobre royalties do petróleo.

Tanto para empréstimos quanto para a venda de recebíveis, os governadores precisam do sinal verde do Tesouro, que está formatando um programa voluntário de recuperação em que as operações de crédito terão como contrapartida medidas de ajuste.

Os governadores deverão entregar um plano de contenção de despesas em quatro anos —mandato do atual governador. A União então autorizaria o estado a tomar emprestado o equivalente a cerca de 40% desse total.

Os bancos públicos não deverão participar porque, além da restrição orçamentária do governo federal, que tenta entregar o seu próprio ajuste fiscal, eles são vedados por lei de fazer empréstimos para pagar despesas do dia a dia, como salários e fornecedores.

A União já identificou o interesse ao programa voluntário de ajuste dos estados de Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul —este último, caso não consiga aprovar na Assembleia local a autorização para fazer privatizações.

Sem isso, o estado não pode recorrer ao regime de recuperação fiscal, que já atende Rio e que deverá incluir Minas Gerais, que está em fase final de adequação.

Para Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado, a solução estrutural seria adotar medidas do lado das despesas, contendo gastos com pessoal e Previdência.

Empréstimos, diz, deveriam ser analisados caso a caso, de acordo com a capacidade de pagamento de cada governo.

Justamente por estar protegido pelo regime de recuperação fiscal, o Rio de Janeiro conseguiu rolar as amortizações com a União e garantir empréstimos novos com base nas ações da Cedae (companhia de água e esgoto) e em royalties, lembra o economista Raul Velloso.

“Imagine se você adicionar casos dramáticos como os de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte? Emprestar mais dinheiro é mais do mesmo”, diz o especialista em contas públicas.

Aos olhos da União, o socorro a Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os mais custosos ao governo federal, e por isso o regime de recuperação fiscal é a saída preferencial para esses estados.

Nesse programa, os estados deixam de pagar suas dívidas por três anos e o governo assume os compromissos. Em troca, os governadores têm de privatizar ativos para abater o passivo acumulado.

Goiás tem um rombo orçamentário avaliado em cerca de R$ 6 bilhões, salários do funcionalismo atrasados, e não pagou o 13º em 2018.

No caso de Goiás, o estado deverá tentar empréstimos com aval da União, mas também buscará vender títulos atrelados à dívida ativa.

O Rio Grande do Norte deve cerca de R$ 2,3 bilhões a fornecedores e prevê fechar 2019 com déficit de R$ 1,8 bilhão.

O negócio interessa a muitos governadores, mas depende de um projeto de lei que já passou no Senado e tramita na Câmara dos Deputados.

De parte dos bancos, só uma parte da dívida ativa dos estados é considerada atrativa.

Os débitos reconhecidos, que já estejam sendo parcelados e cobrados de bons devedores, têm potencial de serem empacotados e vendidos no mercado financeiro.

Por isso, todos os estados que tiveram programas recentes de Refis (refinanciamento de dívida) são potenciais interessados nesta operação, cujo nome é securitização.

Para o Rio Grande do Norte e Sergipe, o socorro pode ser composto também pela venda de direitos futuros sobre royalties de petróleo extraído em seus litorais.

A Bahia, embora não esteja em crise aguda, poderia aderir a esse tipo de operação, que não se configura como empréstimo tradicional, mas como venda de um ativo.

Bancos estrangeiros têm especial interesse nesse tipo de operação e poderiam injetar cerca de R$ 500 milhões na Bahia e em Sergipe. Já o Rio Grande do Norte conseguiria levantar cerca de R$ 120 milhões com royalties.

O principal ponto de discussão neste momento é a taxa de desconto, cobrada pelos bancos, avaliada como muito alta pelos governadores.

Todas as opções estão sendo estudadas pelos governadores, que deverão colocar estatais para vender e conceder rodovias, para fazer caixa.

Mansueto indicou, porém, que o programa voluntário de recuperação não ficará pronto em março, como queriam os governadores com as contas mais estranguladas.

A avaliação de algumas lideranças é que as medidas saiam no primeiro semestre.

Embora seja compreensível a postura do Tesouro, diz o economista Velloso, em algum momento o governo terá de agir em um sentido mais amplo, sob pena de um calote generalizado nas despesas em atraso e nas que vierem a se acumular a partir de agora.

A saída, diz ele, é complexa e passa pelo equacionamento do passivo atuarial da Previdência pública estadual.

“Ampliar possibilidade de fazer dívida é apenas paliativo. É tomar paracetamol para baixar a febre. O antibiótico é pela via das despesas, não tem muito como escapar disso”, diz Salto, da IFI.

Cardápio de operações financeiras para salvamento dos estados
Bancos estatais ficarão de fora de auxílio, que será viabilizado por bancos estrangeiros

1 – RRF (Regime de Recuperação Fiscal)
Para quem
Atende ao Rio e deverá incluir Minas Gerais. Rio Grande do Sul também tenta se enquadrar

O que é
Estados deixam de pagar suas dívidas por três anos (prorrogável por mais três ano) e o governo federal assume os compromissos. Em troca, os governadores têm que privatizar ativos para abater o passivo que ficou acumulado, além de controlar gastos

2 – Programa Voluntário de Recuperação Fiscal
Para quem
Em fase de formatação no Tesouro Nacional, interessa Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul

O que é
Os governadores deverão entregar um plano de contenção de despesas em quatro anos (mandato do atual governador). A União então autorizaria o estado a tomar emprestado o equivalente a cerca de 40% desse total, em operações com aval do governo federal

3 – Securitização da dívida ativa
Para quem
Interessa a muitos governadores, mas depende de aprovação de um projeto de lei que já passou no Senado e tramita na Câmara dos Deputados

O que é
Só uma parte da dívida ativa dos estados é considerada atrativa para os bancos. Os débitos reconhecidos, que já estejam sendo parcelados e cobrados de bons devedores têm potencial de serem empacotados e vendidos no mercado financeiro

4 – Venda de Royalties
Para quem
Em análise por estados que têm produção de petróleo, como Sergipe, Bahia e Rio Grande do Norte

O que é
É venda de direitos futuros sobre royalties de petróleo, não se configura como um empréstimo tradicional mas como a venda de um ativo. Bancos estrangeiros têm especial interesse neste tipo de operação e poderiam injetar cerca de R$ 500 milhões na Bahia e em Sergipe. Já o Rio Grande do Norte conseguiria levantar cerca de R$ 120 milhões com royalties.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Para os Estados menores e mais pobres, caso do RN, é chegada a hora de "chamar o c* pra p****", como diria o sábio Vulgo da Silva.

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Política

Apesar de socorro, metade dos Estados tem piora nas contas

Mesmo após a renegociação das dívidas com a União, em 2016, mais da metade dos Estados brasileiros tiveram uma piora em indicadores fiscais. Naquele ano, o governo federal suspendeu o pagamento e reduziu parcelas das dívidas estaduais por dois anos, com a intenção de dar um alívio para que eles colocassem as contas em dia. No entanto, levantamento feito pelo ‘Estadão/Broadcast’, com base em dados do Tesouro Nacional, mostra que 14 das 27 unidades da federação estavam, no fim de 2018, com ao menos um dos dois indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – que medem endividamento e gasto com pessoal – piores que em 2015, no auge da crise que levou à renegociação.

São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Tocantins, Bahia e Distrito Federal estão nessa lista. Rio Grande do Norte, que decretou recentemente estado de calamidade, e Mato Grosso do Sul não informaram os dados completos ao Tesouro.

O Rio Grande do Sul, um dos casos mais graves, apresentou leve melhora desde 2015, mas continua desenquadrado da LRF em termos de dívida. Pela lei, a dívida do Estado não pode ser maior que duas vezes sua receita. No caso do gasto com pessoal, essa despesa não pode ser superior a 49% da receita para o Executivo estadual.

Com o acordo de 2016, os governadores ficariam livres de pagar as parcelas da dívida com a União por seis meses. Depois disso, as prestações voltariam gradativamente. Em troca, a União exigiu um teto para os gastos públicos, que ficam impedidos de crescer mais do que a inflação do ano anterior. Mesmo assim, as contas de muitos deles continuaram a piorar.

De lá para cá, o governo criou um Regime de Recuperação Fiscal (RRF) desenhado para Estados em grave desequilíbrio – com adesão do Rio – e já admite um novo programa. A ideia é que governadores consigam dinheiro novo no curto prazo, com empréstimos garantidos pela União em troca, novamente, da aprovação de medidas de ajuste fiscal.

Gasto. A avaliação da equipe econômica é que o fato de os Estados terem piorado os indicadores mesmo após a renegociação mostra que o problema não é o pagamento de dívida, mas sim o elevado gasto, sobretudo com servidores e aposentados. Por isso, o novo programa de auxílio exigirá corte de despesas e só liberará recursos proporcionalmente à economia.

“Você não pode dar benefício sem ter instrumento de cobrar contrapartidas”, diz o economista Felipe Salto, presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Segundo ele, a União também tem culpa por ter aumentado transferências e avais para empréstimos nos últimos anos sem ter se preocupado com o escalonamento da crise fiscal.

“A crise estadual é estrutural, com ICMS obsoleto, FPE (fundo de participação dos estados) esvaziado, aposentadorias fáceis e precoces. Não há lei que evitasse essa crise”, diz o professor do Instituto de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso.

Estados citam diversas causas para o problema

As justificativas dos Estados para a piora nos indicadores fiscais vão desde falta de austeridade das gestões anteriores, queda de receita e crescimento de gastos obrigatórios a mudanças metodológicas, já que muitos tiveram que alterar regras de contabilidade nos últimos anos para atender a critérios do Tesouro Nacional. Eles citam ainda a alta no câmbio, que afetou as dívidas externas – caso de São Paulo, Santa Catarina e Bahia – e as dificuldades de enxugar o crescimento da folha e dos gastos previdenciários.

No caso de Minas Gerais, o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, explica que a atual gestão mudou a forma de contabilizar as receitas financeiras do fundo de financiamento previdenciário do Estado. Segundo ele, a fórmula antiga escondia “travestia o déficit”, à medida que abatia parte das receitas do fundo do cálculo da despesa.

Minas Gerais deixou de pagar as últimas parcelas da dívida à União e recorre ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não sofrer as contrapartidas aplicadas pelo Tesouro. Tenta também, bem como Rio Grande do Sul, ingressar no RRF.

Já o secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, admite que o Estado tem dificuldades em controlar o gasto previdenciário. Ele relata que o ente aprovou um regime de capitalização para a previdência dos servidores em 2013, mas nunca regulamentou. Agora, às vésperas da reforma federal, prefere esperar.

Em Roraima, o secretário Marcos Jorge diz que as últimas gestões deixaram o gasto crescer descontroladamente.

Santa Catarina também atribui a piora nos indicadores a mudanças metodológicas.

A Secretaria de Fazenda de São Paulo explica que, se por um lado a dívida cresceu, com o câmbio e o estoque de precatórios, por outro a receita corrente caiu 5,7% em termos reais.

Já a Bahia ressalta que a dívida está sob controle, abaixo do limite. Alagoas também alega que a piora é pequena e decorrente do avanço dos gastos com aposentados e pensionistas.

Em Tocantins, a secretaria de Fazenda culpa o último governo, que foi cassado.

Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso, Distrito Federal e Maranhão foram procurados, mas não responderam.

Estadão Conteúdo

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Polícia

CENA FORTE: Mulher é espancada e abandonada em estrada no ES e polícia pede prisão de companheiro

Foto: Divulgação/PM
Uma mulher de 36 anos está internada após sofrer uma tentativa de feminicídio, em Dores do Rio Preto, Sul do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, na madrugada desta segunda-feira (4) ela foi espancada e abandonada em uma estrada e o principal suspeito é o companheiro.

O delegado responsável pelo caso, Ricarte Teixeira, já pediu a prisão do suspeito Jonas Amaral, que ainda não foi localizado, e informou que a situação teria sido motivada por ciúmes. O rosto da vítima, Jane Cherubim, ficou bastante machucado, mas ela está fora de perigo.

O delegado Ricarte Teixeira explicou que o casal mora na cidade de Espera Feliz, em Minas Gerais, mas neste carnaval estava na localidade de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, Caparaó capixaba, por causa de um trabalho temporário.

De acordo com boletim da Polícia Militar, testemunhas teriam visto os dois em uma festa e, em determinado momento, Jonas puxou Jane para dentro de um carro e saiu.

O delegado explicou que teria sido nesse momento que Jonas espancou Jane e a abandonou na beira de uma estrada, com o carro do casal. Foram os irmãos da vítima e o pai do suspeito que a encontraram.

Eles iniciaram buscas na região depois que Jonas mandou uma mensagem para um dos cunhados.

“O irmão contou, em depoimento, que o Jonas mandou uma mensagem para ele falando que Jane não soube valorizá-lo, que tinha feito o que fez porque havia sido traído”, relatou o delegado.

O casal estava há um ano e meio junto. O irmão ainda relatou ao delegado que Jane nunca se queixou do companheiro.

“Ele disse que tudo isso foi uma surpresa, porque a irmã nunca tinha reclamado de Jonas, nunca tinha feito qualquer comentário”, falou.

O pai de Jonas falou, em depoimento à polícia, que o filho ligou para ele e contou o que tinha feito. “Ele ainda contou para o pai que, depois do fez, tinha a intenção de tirar a própria vida”, disse o delegado.

Buscas estão sendo feitas por Jonas Amaral no Espírito Santo e também em Minas Gerais. Quem tiver alguma informação sobre o suspeito, pode entrar em contato com a polícia através do Disque Denúncia 181 ou pelo 190, com sigilo e anonimato garantidos.

O delegado já pediu a prisão do suspeito à Justiça. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão por tentativa de feminicídio. Jane está internada no Hospital de Carangola, em Minas Gerais.

G1

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Jornalismo

‘Estão afogados em contradições’, diz Guaidó sobre silêncio de Maduro

O líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó atribuiu a contradições internas o silêncio oficial do ditador Nicolás Maduro e sua administração desde seu retorno ao país, na segunda (4).

“Estão afogados em contradições. Não têm como responder ao povo da Venezuela”, disse Guaidó a jornalistas, ao ser interrogado sobre por que, mais de 24 horas após seu retorno, Maduro não tenha manifestado nenhuma reação pública à sua volta ao país.

Em um desafio aberto a Maduro, Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, participa nesta terça-feira (5) de uma reunião com sindicatos da administração pública para obter apoio em direção a um governo de transição.

O oposicionista publicou em uma rede social frases atribuídas a esses representantes contra o regime de Maduro.

Além de não ter se pronunciado oficialmente, Maduro não mencionou a situação de Guaidó em seu Twitter —no qual tem publicado cenas sobre o Carnaval e as belezas naturais do país, com a hashtag #CarnavalesFelices2019, e homenagens ao Dia do Camponês e aos 88 anos da fundação do Partido Comunista da Venezuela.

Guaidó deixou a Venezuela no último dia 22 para participar de um festival organizado pela oposição na cidade colombiana de Cúcuta. O evento buscava apoio para a tentativa de entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

O oposicionista passou a última semana visitando países sul-americanos para angariar apoio contra a ditadura de Maduro. No domingo (3), anunciou que retornaria ao país —sem dizer como. Voltou à Venezuela em um voo comercial a partir de Bogotá, com escala no Panamá.

O regresso de Guaidó colocou o regime de Maduro em um dilema: caso o prendam, podem desatar forte reação internacional e interna. Se o deixam livre, evidenciam fragilidade para reprimir o oposicionista.

Folhapress

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Meio Ambiente

Brasil é o 4º país que mais produz plástico no mundo e um dos que menos recicla

O Brasil é o quarto país que mais produz plástico no mundo, com 11,355 milhões de toneladas, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, segundo levantamento do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) com números do Banco Mundial. O estudo analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente um quilo de lixo plástico a cada semana. E entre os dez maiores produtores, o Brasil é o que tem o menor índice de reciclagem (1,28%), bem abaixo da média global, que é de 9%.

O WWF cita que, no Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas do material são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

“É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos”, afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Com o estudo “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, o WWF pretende reforçar a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos. A proposta será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março.

Segundo o WWF, aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado e somente 20% dos resíduos são recolhidos para a reciclagem. Estima-se que um terço de todo plástico descartado tenha se inserido na natureza como poluição terrestre, de água doce ou marinha.

A instituição afirma que a má gestão de resíduos é resultado direto de uma infraestrutura de gestão de resíduos subdesenvolvida. “A eficácia do desempenho da gestão de resíduos plásticos está relacionada ao nível de rendimento de uma nação. Este é um grande desafio em países de baixa e média renda, resultando em um baixo índice de coleta e altos índices de despejo a céu aberto e em aterros não regulamentados.”

O WWF diz que a indústria de reciclagem hoje não é lucrativa e não tem capacidade de chegar à larga escala, com problemas na coleta e por fatores como lixo contaminado ou misturado. “Contudo, a reciclagem em larga escala é uma possibilidade real através da melhoria das questões de qualidade decorrentes de altos níveis de resíduos plásticos mistos ou contaminados, e aumentando a economia de escala.”

Mas se nada for feito, alerta o WWF, a poluição plástica no planeta pode dobrar até 2030, sendo os oceanos os mais visivelmente afetados. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Para melhorar essa relação, o WWF propõe que o produtor considere no preço do plástico virgem seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados, e que a responsabilidade pelo descarte correto seja colocada em empresas produtoras de itens de plástico e não apenas no consumidor final. O WWF ainda pede que os governos estabeleçam metas nacionais para redução, reciclagem e controle do plástico e que elaborem legislação eficiente para responsabilidade estendida do produtor.

Estadão Conteúdo

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Polícia

Bolsonaro volta a defender ‘excludente de ilicitude’ para agentes de segurança

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, em sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira, 5, o chamado “excludente de ilicitude”, que possibilita tratamento diferenciado a policiais que matarem em serviço. Segundo o presidente, é “urgente” que o Congresso aprecie matérias que deem amparo para que os agentes de segurança pública “ou não” usem da letalidade para defender a população.

“Palavras minhas: é urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não, (sic) usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”, disse.

O projeto de lei anticrime enviado pelo ministro Sérgio Moro ao Congresso prevê que policiais poderão ter redução ou isenção de pena quando, por exemplo, estiverem em uma situação de confronto armado, ampliando as previsões do que seria legítima defesa.

Opinião dos leitores

  1. Oh, MICO, estavas mamando em que teta??? Semianalfabeto que ganhava muito ou alfabetizado que não ganhava o que queria e agora ganha menos?

  2. "Poderia começar investigando as milícias do Rio de Janeiro, que a sua família conhece tão bem e que também matam policiais, parlamentares e cidadãos comuns",

    1. Tem parar de conversa fiada e começar a governar. Chega de campanha.

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Cultura

Mancha Verde é a campeã do carnaval de SP pela 1ª vez

Foto: Fábio Tito / G1

A Mancha Verde é a grande campeã do carnaval 2019 de São Paulo. É o primeiro título da escola. Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas.

O G1 acompanhou ao vivo a apuração das notas, que aconteceu na tarde desta terça-feira (4), diretamente do Sambódromo do Anhembi. Veja aqui.

A escola levou o troféu com desfile sobre a princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, e discutiu escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa na avenida.

“Eu tenho muito orgulho de fazer parte da Mancha. Atribuição [da vitória] é para todos nós. E graças a Deus o presidente [Paulo Serdan] teve cabeça fria e trouxe o Jorge Freitas [carnavalesco da escola]. Parabéns, Jorge!”, comemorou o vice-presidente da escola, Rogério Carneiro.

Em seu primeiro ano na Mancha Verde, após títulos na Gaviões da Fiel, na Rosas de Ouro e na Império de Casa Verde, o carnavalesco Jorge Freitas trabalhou com a ideia de enredo dada pelo presidente da escola, Paulo Serdan.

A rainha de bateria Viviane Araújo festejou a vitória da escola. “Ganhamos! Eu queria estar lá com todo mundo, estou muito feliz. Foi lindo, a gente fez um trabalho lindo a escola se preparou para isso o ano todo, o Paulo investiu muito nesse carnaval e é merecido, a Mancha mereceu. Eu queria abraçar todo mundo, festejar com todo mundo, com a Puro Balanço, minha bateria… Estou muito feliz e sexta-feira vamos fazer mais uma festa no Anhembi”, disse ela ao G1.

Mancha Verde – Grupo Especial (SP) – Íntegra do desfile de 01/03/2019

Em 2018, a Mancha ficou na terceira colocação, atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé e da vice Mocidade Alegre, apenas por causa dos critérios de desempate. A escola retornou ao Grupo Especial em 2017, quando ficou em terceiro lugar.

G1

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Polícia

Pancadaria durante o Carnaval encerra megabloco da Ludmilla no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

O desfile do bloco da cantora Ludmilla foi interrompido no início da tarde desta terça-feira (5), no centro do Rio, por causa de uma briga entre foliões.

Uma confusão na frente do carro de som da cantora fez a Polícia Militar lançar bombas de gás pouco antes de 12h30. Minutos depois, outras confusões foram registradas entre o público.

Fervo da Lud é um dos maiores blocos do Carnaval carioca de 2019. Segundo os organizadores, cerca de 1 milhão de pessoas acompanhavam o cortejo.

Após a primeira confusão, a cantora parou de cantar. Os foliões pediam, sem sucesso, o retorno de Ludmilla. A previsão era do bloco tocar até 14h. Às 12h45, a assessoria da cantora anunciou o encerramento da apresentação.

Imagens da TV Globonews mostram brigas generalizadas e a Polícia Militar imobilizando um homem que estava brigando com militares.

O homem foi imobilizado após alguns minutos em que resistiu ao avanço dos policiais. Depois de ser imobilizado, imagens da TV mostraram o homem com o rosto ensanguentado.

O desfile acontece na avenida Primeiro de Março, uma das principais do centro.

Folhapress

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