Política

Líderes do PSL estão entre os deputados que mais faltaram em fevereiro

No primeiro mês de sessões da nova legislatura na Câmara, a maioria dos deputados tem ido a todas ou à maior parte das sessões. Mas há um grupo que vem se destacando pelas faltas. Três deputados não compareceram a mais da metade das 11 sessões deliberativas já ocorridas este ano. O mais ausente foi Josias Gomes (PT-BA), com oito faltas, seguido por Vinicius Gurgel (PR-AP), com sete. Depois, vem José Airton Cirilo (PT-CE), com seis. O GLOBO excluiu da conta deputados que justificaram as faltas exclusivamente por problemas de saúde.

Sete parlamentares aparecem na quarta posição ranking, dois deles lideranças relevantes do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (GO), e o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), faltaram em cinco sessões deliberativas cada um. A maioria dos 54 deputados do PSL não faltou a uma única sessão deliberativa.

O deputado Major Vitor Hugo afirmou que, por ser líder do governo, muitas vezes compensa mais ficar fora do plenário fazendo articulação política. E que, pelo posto que ocupa, suas faltas são automaticamente justificadas. Na agenda de Bolsonaro, há de fato reuniões com o deputado nos horários das sessões dos dias 14 e 25 de fevereiro.

— O líder do governo tem que fazer muitas articulações no Planalto, nos ministérios, nas lideranças, o que faz com que a gente fique fora do plenário. Como as faltas são justificadas, é mais estratégico para mim ficar articulando do que propriamente votando ou participando da sessão deliberativa — disse o líder do governo na Câmara.

O GLOBO também telefonou e mandou mensagem para Luciano Bivar para que ele pudesse se manifestar, mas não houve resposta. Todas as ausências de Vitor Hugo e Bivar foram justificadas, segundo informações no site da Câmara, o que o poupará de um desconto no salário. No caso de Bivar, a justificativa que aparece é “missão autorizada”.

Ausência de justificativa

Nem todos os deputados faltosos justificaram suas ausências. Eles precisam fazer isso em até 30 dias para não ter desconto no salário, prazo que ainda não terminou. No caso de motivos de saúde, sequer há um limite de tempo para apresentar a justificativa.

No levantamento, não foi levado em conta o dia 1º de fevereiro, quando houve uma sessão para a posse dos deputados eleitos em 2018 e outra para a escolha da nova mesa diretora da Câmara. Somente entraram no cálculo as 11 sessões deliberativas subsequentes. Josias Gomes, que foi o mais faltoso, deixou de aparecer nas oito primeiras. Ele somente voltou a frequentar o plenário na semana passada, quando houve três sessões. Ao GLOBO, alegou que foi escolhido para ocupar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) no governo da Bahia e que ainda não se licenciou porque estava na transição entre os dois cargos.

Vinicius Gurgel atribui as faltas a três motivos: uma virose, uma doença da mãe e a renovação da carteira de motorista. Gurgel ressalta que em algumas situações opta por faltar porque considera o que será discutido improdutivo.

— Às vezes prefiro buscar recursos nos ministérios do que ficar igual macaco no plenário só discutindo ideologias , parecendo um campo de guerra — diz.

Em suas ausências, nos dias 25 e 26, o deputado José Airton Cirilo participou de compromissos políticos no Ceará, de acordo com publicações em sua conta no Facebook. O GLOBO tentou contato com o deputado, mas não obteve retorno.


O Globo

Opinião dos leitores

  1. A matéria e tendenciosa e se desmente quando a MANCHETE DIZ UMA COISA E A NARRATIVA DIZ OUTRA.
    A maioria dos 54 deputados do PSL não faltou a uma única sessão deliberativa. Diz o texto
    Em outra parte diz
     Na agenda de Bolsonaro, há de fato reuniões com o deputado nos horários das sessões dos dias 14 e 25 de fevereiro
    E mais vejam ". O mais ausente foi Josias Gomes (PT-BA), com oito faltas, seguido por Vinicius Gurgel (PR-AP), com sete. Depois, vem José Airton Cirilo (PT-CE), com seis." A manchete não foi falando dos faltosos pq citar o PSL quando a própria matéria dez que os faltosos são do PT
    É LAMENTÁVEL A MÁ VONTADE DA IMPRENSA PARA COM O NOVO GOVERNO

  2. Interessante como estão fazendo estatística, sempre com resultados pra os aliados de Bolsonaro, apesar que as estatísticas favoráveis são infinitamente superior, no entanto não são divulgadas. Diferentemente da era petralha, q a corrupção era absurdamente maior, no entanto a imprensa era caladinha, só depois da lava jato é que não conseguiram abafar. Isso era resultados da verba publicitária do governo petralha, que ficava em torno de 1000 % superior a do governo Bolsonaro. Aí a imprensa vivia em céu de brigadeiro, era farra com dinheiro público.

    1. Nao basta ser cego tem q demonstrar isso.
      Já virou doença dessa turma.

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Política

‘Fui exonerado do cargo por criticar Olavo de Carvalho’, afirma diplomata

O diplomata Paulo Roberto de Almeida, de 68 anos, diz que o principal motivo de sua exoneração do cargo de presidente do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) não foram os posts publicados em seu blog com críticas à atual gestão do Itamaraty, como divulgado inicialmente. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele atribui sua demissão às críticas que fez ao filósofo Olavo de Carvalho, considerado responsável pela indicação do embaixador Ernesto Araújo para o ministério das Relações Exteriores. Confira a seguir trechos da entrevista.

Como o senhor recebeu sua demissão?

Já estava esperando por isso. É normal num processo de mudança de governo e que se aproxima também de uma mudança de regime. No meu caso, foi um pouco humilhante, na medida em que fui simplesmente comunicado de que estava sendo exonerado por “mau comportamento”, por ter republicado no meu blog, a palestra do embaixador Rubens Ricupero no Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), em 25 de fevereiro, no Rio, e o artigo do ex-presidente Fernando Henrique, no Estado, no domingo, sobre a política externa do País.

Não era previsível que isso fosse acontecer, com a publicação dessas críticas à atual gestão do Itamaraty?

Isso foi levantado pelo chefe de gabinete que telefonou para me demitir. Eu disse que eram artigos publicados pela imprensa e que figuravam no próprio clipping do Itamaraty. Tudo o que publico no blog é público. Neste caso, convidei os leitores a iniciar um debate sobre a política externa com base nos três artigos. Mas esse não foi o motivo real da minha exoneração. O que foi um crime de lesa majestade foram as críticas anteriores que fiz ao Olavo de Carvalho, que é supostamente o patrono do Ernesto Araújo para o comando Itamaraty. Eu o chamei de “sofista da Virgínia” (em referência ao Estado da Virgínia nos EUA, onde ele mora). O Olavo é uma personalidade bizarra que faz um mal enorme à política externa, com esse antiglobalismo irracional e conspiratório assumido pelo Ernesto e com o antimultilaterealismo, anticlimatismo e antimarxismo cultural que fazem parte de sua pregação.

O Olavo fez um post nas redes falando que não teve influência na sua exoneração.

Isso é correto. Ele não sabia de nada. Mas teve influência indireta. Foram minhas críticas a ele que fizeram o ministro me demitir, porque o Olavo é o legitimador do Ernesto Araújo. Não descartaria também uma influência do Eduardo Bolsonaro, que contribuiu para a nomeação do Ernesto. Outro responsável foi o Filipe Martins, assessor internacional da Presidência, que é um desses olavistas fanáticos e muito próximo do Ernesto Araújo.

Como está clima no Itamaraty?

O que sinto é uma grande paralisia, uma grande expectativa, um grande temor, porque houve uma subversão da hierarquia, uma reforma imposta de cima para baixo que deixou muita gente perplexa, muitos embaixadores sem função. Pelo que posso notar, o Itamaraty está esperando instruções de cima que não vêm. As decisões são tomadas num círculo extremamente fechado vinculado ao próprio gabinete.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Diversos

Ministro de Minas e Energia confirma que governo avalia autorizar mineração em terra indígena

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta segunda-feira (4) que o governo estuda autorizar a exploração mineral em terras indígenas e alterar a legislação para flexibilizar pesquisa e lavra de minérios nucleares no país.

​Para o ministro, as restrições atuais atrapalham o desenvolvimento.

“Pretendemos avaliar a possibilidade de ampliar o acesso aos recursos minerais existentes em áreas restritivas a mineração, como as terras indígenas e a faixa de fronteira”, disse Albuquerque em evento sobre mineração no Canadá.

A Constituição de 1988 prevê mineração em terras indígenas, mas só após regulamentação específica pelo Congresso, ainda inexistente após três décadas, e consulta às etnias afetadas.

“As restrições aplicadas a essas áreas não têm favorecido seu desenvolvimento. Ao contrário, elas se tornaram focos de conflitos e de atividades ilegais que em nada contribuem para seu desenvolvimento sustentável e para a própria soberania e segurança nacional”, disse o ministro.

Segundo ele, o governo pretende, em breve, convocar consulta com populações indígenas, sociedade organizada, agências ambientais e o Congresso para tratar do assunto.

Desde a campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende rever a demarcação de terras indígenas e que a terra indígena Raposa Serra do Sol é a “área mais rica do mundo”, podendo ser explorada “de forma racional, dando royalty e integrando o índio à sociedade”.

Albuquerque disse ainda que o governo quer avaliar a legislação do setor nuclear.

“Pretendemos ainda estudar e avaliar a alteração do arcabouço legal do setor nuclear, com vistas à flexibilização da pesquisa e da lavra de minérios nucleares, bem como a criação de condições para que o investimento privado possa desenvolver o setor”.

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Asneira e você
      Você concorda e as terras indígenas seja roubada pelas ONGs internacionais
      Vá estudar antes de falar petista burro

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Política

União dará aval para empréstimos de estados com bancos estrangeiros

O socorro aos estados em grave crise financeira será financiado por bancos privados estrangeiros.
Instituições públicas, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil e Caixa, que no passado socorreram governadores, ficarão de fora desta vez.

Citibank, JPMorgan, BofA, BNP Paribas e Santander sinalizaram interesse em emprestar aos estados, desde que tenham a União como fiadora.

Segundo o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, a União pretende garantir até R$ 10 bilhões em empréstimos aos estados neste ano, exigindo medidas de ajuste fiscal como compensação.

Os governadores, porém, consideram a cifra oferecida inferior à sua necessidade.

Por isso, a ajuda passará por um combo de alternativas financeiras, com um cardápio de opções que variam de acordo com a necessidade e a situação de cada estado.

Os bancos privados estão sendo sondados para, além de fazer empréstimos, também comprar títulos atrelados a recebíveis da dívida ativa e de direitos sobre royalties do petróleo.

Tanto para empréstimos quanto para a venda de recebíveis, os governadores precisam do sinal verde do Tesouro, que está formatando um programa voluntário de recuperação em que as operações de crédito terão como contrapartida medidas de ajuste.

Os governadores deverão entregar um plano de contenção de despesas em quatro anos —mandato do atual governador. A União então autorizaria o estado a tomar emprestado o equivalente a cerca de 40% desse total.

Os bancos públicos não deverão participar porque, além da restrição orçamentária do governo federal, que tenta entregar o seu próprio ajuste fiscal, eles são vedados por lei de fazer empréstimos para pagar despesas do dia a dia, como salários e fornecedores.

A União já identificou o interesse ao programa voluntário de ajuste dos estados de Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul —este último, caso não consiga aprovar na Assembleia local a autorização para fazer privatizações.

Sem isso, o estado não pode recorrer ao regime de recuperação fiscal, que já atende Rio e que deverá incluir Minas Gerais, que está em fase final de adequação.

Para Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado, a solução estrutural seria adotar medidas do lado das despesas, contendo gastos com pessoal e Previdência.

Empréstimos, diz, deveriam ser analisados caso a caso, de acordo com a capacidade de pagamento de cada governo.

Justamente por estar protegido pelo regime de recuperação fiscal, o Rio de Janeiro conseguiu rolar as amortizações com a União e garantir empréstimos novos com base nas ações da Cedae (companhia de água e esgoto) e em royalties, lembra o economista Raul Velloso.

“Imagine se você adicionar casos dramáticos como os de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte? Emprestar mais dinheiro é mais do mesmo”, diz o especialista em contas públicas.

Aos olhos da União, o socorro a Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os mais custosos ao governo federal, e por isso o regime de recuperação fiscal é a saída preferencial para esses estados.

Nesse programa, os estados deixam de pagar suas dívidas por três anos e o governo assume os compromissos. Em troca, os governadores têm de privatizar ativos para abater o passivo acumulado.

Goiás tem um rombo orçamentário avaliado em cerca de R$ 6 bilhões, salários do funcionalismo atrasados, e não pagou o 13º em 2018.

No caso de Goiás, o estado deverá tentar empréstimos com aval da União, mas também buscará vender títulos atrelados à dívida ativa.

O Rio Grande do Norte deve cerca de R$ 2,3 bilhões a fornecedores e prevê fechar 2019 com déficit de R$ 1,8 bilhão.

O negócio interessa a muitos governadores, mas depende de um projeto de lei que já passou no Senado e tramita na Câmara dos Deputados.

De parte dos bancos, só uma parte da dívida ativa dos estados é considerada atrativa.

Os débitos reconhecidos, que já estejam sendo parcelados e cobrados de bons devedores, têm potencial de serem empacotados e vendidos no mercado financeiro.

Por isso, todos os estados que tiveram programas recentes de Refis (refinanciamento de dívida) são potenciais interessados nesta operação, cujo nome é securitização.

Para o Rio Grande do Norte e Sergipe, o socorro pode ser composto também pela venda de direitos futuros sobre royalties de petróleo extraído em seus litorais.

A Bahia, embora não esteja em crise aguda, poderia aderir a esse tipo de operação, que não se configura como empréstimo tradicional, mas como venda de um ativo.

Bancos estrangeiros têm especial interesse nesse tipo de operação e poderiam injetar cerca de R$ 500 milhões na Bahia e em Sergipe. Já o Rio Grande do Norte conseguiria levantar cerca de R$ 120 milhões com royalties.

O principal ponto de discussão neste momento é a taxa de desconto, cobrada pelos bancos, avaliada como muito alta pelos governadores.

Todas as opções estão sendo estudadas pelos governadores, que deverão colocar estatais para vender e conceder rodovias, para fazer caixa.

Mansueto indicou, porém, que o programa voluntário de recuperação não ficará pronto em março, como queriam os governadores com as contas mais estranguladas.

A avaliação de algumas lideranças é que as medidas saiam no primeiro semestre.

Embora seja compreensível a postura do Tesouro, diz o economista Velloso, em algum momento o governo terá de agir em um sentido mais amplo, sob pena de um calote generalizado nas despesas em atraso e nas que vierem a se acumular a partir de agora.

A saída, diz ele, é complexa e passa pelo equacionamento do passivo atuarial da Previdência pública estadual.

“Ampliar possibilidade de fazer dívida é apenas paliativo. É tomar paracetamol para baixar a febre. O antibiótico é pela via das despesas, não tem muito como escapar disso”, diz Salto, da IFI.

Cardápio de operações financeiras para salvamento dos estados
Bancos estatais ficarão de fora de auxílio, que será viabilizado por bancos estrangeiros

1 – RRF (Regime de Recuperação Fiscal)
Para quem
Atende ao Rio e deverá incluir Minas Gerais. Rio Grande do Sul também tenta se enquadrar

O que é
Estados deixam de pagar suas dívidas por três anos (prorrogável por mais três ano) e o governo federal assume os compromissos. Em troca, os governadores têm que privatizar ativos para abater o passivo que ficou acumulado, além de controlar gastos

2 – Programa Voluntário de Recuperação Fiscal
Para quem
Em fase de formatação no Tesouro Nacional, interessa Rio Grande do Norte, Roraima, Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul

O que é
Os governadores deverão entregar um plano de contenção de despesas em quatro anos (mandato do atual governador). A União então autorizaria o estado a tomar emprestado o equivalente a cerca de 40% desse total, em operações com aval do governo federal

3 – Securitização da dívida ativa
Para quem
Interessa a muitos governadores, mas depende de aprovação de um projeto de lei que já passou no Senado e tramita na Câmara dos Deputados

O que é
Só uma parte da dívida ativa dos estados é considerada atrativa para os bancos. Os débitos reconhecidos, que já estejam sendo parcelados e cobrados de bons devedores têm potencial de serem empacotados e vendidos no mercado financeiro

4 – Venda de Royalties
Para quem
Em análise por estados que têm produção de petróleo, como Sergipe, Bahia e Rio Grande do Norte

O que é
É venda de direitos futuros sobre royalties de petróleo, não se configura como um empréstimo tradicional mas como a venda de um ativo. Bancos estrangeiros têm especial interesse neste tipo de operação e poderiam injetar cerca de R$ 500 milhões na Bahia e em Sergipe. Já o Rio Grande do Norte conseguiria levantar cerca de R$ 120 milhões com royalties.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Para os Estados menores e mais pobres, caso do RN, é chegada a hora de "chamar o c* pra p****", como diria o sábio Vulgo da Silva.

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Política

Apesar de socorro, metade dos Estados tem piora nas contas

Mesmo após a renegociação das dívidas com a União, em 2016, mais da metade dos Estados brasileiros tiveram uma piora em indicadores fiscais. Naquele ano, o governo federal suspendeu o pagamento e reduziu parcelas das dívidas estaduais por dois anos, com a intenção de dar um alívio para que eles colocassem as contas em dia. No entanto, levantamento feito pelo ‘Estadão/Broadcast’, com base em dados do Tesouro Nacional, mostra que 14 das 27 unidades da federação estavam, no fim de 2018, com ao menos um dos dois indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – que medem endividamento e gasto com pessoal – piores que em 2015, no auge da crise que levou à renegociação.

São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Tocantins, Bahia e Distrito Federal estão nessa lista. Rio Grande do Norte, que decretou recentemente estado de calamidade, e Mato Grosso do Sul não informaram os dados completos ao Tesouro.

O Rio Grande do Sul, um dos casos mais graves, apresentou leve melhora desde 2015, mas continua desenquadrado da LRF em termos de dívida. Pela lei, a dívida do Estado não pode ser maior que duas vezes sua receita. No caso do gasto com pessoal, essa despesa não pode ser superior a 49% da receita para o Executivo estadual.

Com o acordo de 2016, os governadores ficariam livres de pagar as parcelas da dívida com a União por seis meses. Depois disso, as prestações voltariam gradativamente. Em troca, a União exigiu um teto para os gastos públicos, que ficam impedidos de crescer mais do que a inflação do ano anterior. Mesmo assim, as contas de muitos deles continuaram a piorar.

De lá para cá, o governo criou um Regime de Recuperação Fiscal (RRF) desenhado para Estados em grave desequilíbrio – com adesão do Rio – e já admite um novo programa. A ideia é que governadores consigam dinheiro novo no curto prazo, com empréstimos garantidos pela União em troca, novamente, da aprovação de medidas de ajuste fiscal.

Gasto. A avaliação da equipe econômica é que o fato de os Estados terem piorado os indicadores mesmo após a renegociação mostra que o problema não é o pagamento de dívida, mas sim o elevado gasto, sobretudo com servidores e aposentados. Por isso, o novo programa de auxílio exigirá corte de despesas e só liberará recursos proporcionalmente à economia.

“Você não pode dar benefício sem ter instrumento de cobrar contrapartidas”, diz o economista Felipe Salto, presidente da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Segundo ele, a União também tem culpa por ter aumentado transferências e avais para empréstimos nos últimos anos sem ter se preocupado com o escalonamento da crise fiscal.

“A crise estadual é estrutural, com ICMS obsoleto, FPE (fundo de participação dos estados) esvaziado, aposentadorias fáceis e precoces. Não há lei que evitasse essa crise”, diz o professor do Instituto de Direito Público (IDP), José Roberto Afonso.

Estados citam diversas causas para o problema

As justificativas dos Estados para a piora nos indicadores fiscais vão desde falta de austeridade das gestões anteriores, queda de receita e crescimento de gastos obrigatórios a mudanças metodológicas, já que muitos tiveram que alterar regras de contabilidade nos últimos anos para atender a critérios do Tesouro Nacional. Eles citam ainda a alta no câmbio, que afetou as dívidas externas – caso de São Paulo, Santa Catarina e Bahia – e as dificuldades de enxugar o crescimento da folha e dos gastos previdenciários.

No caso de Minas Gerais, o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, explica que a atual gestão mudou a forma de contabilizar as receitas financeiras do fundo de financiamento previdenciário do Estado. Segundo ele, a fórmula antiga escondia “travestia o déficit”, à medida que abatia parte das receitas do fundo do cálculo da despesa.

Minas Gerais deixou de pagar as últimas parcelas da dívida à União e recorre ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não sofrer as contrapartidas aplicadas pelo Tesouro. Tenta também, bem como Rio Grande do Sul, ingressar no RRF.

Já o secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, admite que o Estado tem dificuldades em controlar o gasto previdenciário. Ele relata que o ente aprovou um regime de capitalização para a previdência dos servidores em 2013, mas nunca regulamentou. Agora, às vésperas da reforma federal, prefere esperar.

Em Roraima, o secretário Marcos Jorge diz que as últimas gestões deixaram o gasto crescer descontroladamente.

Santa Catarina também atribui a piora nos indicadores a mudanças metodológicas.

A Secretaria de Fazenda de São Paulo explica que, se por um lado a dívida cresceu, com o câmbio e o estoque de precatórios, por outro a receita corrente caiu 5,7% em termos reais.

Já a Bahia ressalta que a dívida está sob controle, abaixo do limite. Alagoas também alega que a piora é pequena e decorrente do avanço dos gastos com aposentados e pensionistas.

Em Tocantins, a secretaria de Fazenda culpa o último governo, que foi cassado.

Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso, Distrito Federal e Maranhão foram procurados, mas não responderam.

Estadão Conteúdo

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Polícia

CENA FORTE: Mulher é espancada e abandonada em estrada no ES e polícia pede prisão de companheiro

Foto: Divulgação/PM
Uma mulher de 36 anos está internada após sofrer uma tentativa de feminicídio, em Dores do Rio Preto, Sul do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, na madrugada desta segunda-feira (4) ela foi espancada e abandonada em uma estrada e o principal suspeito é o companheiro.

O delegado responsável pelo caso, Ricarte Teixeira, já pediu a prisão do suspeito Jonas Amaral, que ainda não foi localizado, e informou que a situação teria sido motivada por ciúmes. O rosto da vítima, Jane Cherubim, ficou bastante machucado, mas ela está fora de perigo.

O delegado Ricarte Teixeira explicou que o casal mora na cidade de Espera Feliz, em Minas Gerais, mas neste carnaval estava na localidade de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, Caparaó capixaba, por causa de um trabalho temporário.

De acordo com boletim da Polícia Militar, testemunhas teriam visto os dois em uma festa e, em determinado momento, Jonas puxou Jane para dentro de um carro e saiu.

O delegado explicou que teria sido nesse momento que Jonas espancou Jane e a abandonou na beira de uma estrada, com o carro do casal. Foram os irmãos da vítima e o pai do suspeito que a encontraram.

Eles iniciaram buscas na região depois que Jonas mandou uma mensagem para um dos cunhados.

“O irmão contou, em depoimento, que o Jonas mandou uma mensagem para ele falando que Jane não soube valorizá-lo, que tinha feito o que fez porque havia sido traído”, relatou o delegado.

O casal estava há um ano e meio junto. O irmão ainda relatou ao delegado que Jane nunca se queixou do companheiro.

“Ele disse que tudo isso foi uma surpresa, porque a irmã nunca tinha reclamado de Jonas, nunca tinha feito qualquer comentário”, falou.

O pai de Jonas falou, em depoimento à polícia, que o filho ligou para ele e contou o que tinha feito. “Ele ainda contou para o pai que, depois do fez, tinha a intenção de tirar a própria vida”, disse o delegado.

Buscas estão sendo feitas por Jonas Amaral no Espírito Santo e também em Minas Gerais. Quem tiver alguma informação sobre o suspeito, pode entrar em contato com a polícia através do Disque Denúncia 181 ou pelo 190, com sigilo e anonimato garantidos.

O delegado já pediu a prisão do suspeito à Justiça. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão por tentativa de feminicídio. Jane está internada no Hospital de Carangola, em Minas Gerais.

G1

Opinião dos leitores

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Jornalismo

‘Estão afogados em contradições’, diz Guaidó sobre silêncio de Maduro

O líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó atribuiu a contradições internas o silêncio oficial do ditador Nicolás Maduro e sua administração desde seu retorno ao país, na segunda (4).

“Estão afogados em contradições. Não têm como responder ao povo da Venezuela”, disse Guaidó a jornalistas, ao ser interrogado sobre por que, mais de 24 horas após seu retorno, Maduro não tenha manifestado nenhuma reação pública à sua volta ao país.

Em um desafio aberto a Maduro, Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, participa nesta terça-feira (5) de uma reunião com sindicatos da administração pública para obter apoio em direção a um governo de transição.

O oposicionista publicou em uma rede social frases atribuídas a esses representantes contra o regime de Maduro.

Além de não ter se pronunciado oficialmente, Maduro não mencionou a situação de Guaidó em seu Twitter —no qual tem publicado cenas sobre o Carnaval e as belezas naturais do país, com a hashtag #CarnavalesFelices2019, e homenagens ao Dia do Camponês e aos 88 anos da fundação do Partido Comunista da Venezuela.

Guaidó deixou a Venezuela no último dia 22 para participar de um festival organizado pela oposição na cidade colombiana de Cúcuta. O evento buscava apoio para a tentativa de entrada de ajuda humanitária na Venezuela.

O oposicionista passou a última semana visitando países sul-americanos para angariar apoio contra a ditadura de Maduro. No domingo (3), anunciou que retornaria ao país —sem dizer como. Voltou à Venezuela em um voo comercial a partir de Bogotá, com escala no Panamá.

O regresso de Guaidó colocou o regime de Maduro em um dilema: caso o prendam, podem desatar forte reação internacional e interna. Se o deixam livre, evidenciam fragilidade para reprimir o oposicionista.

Folhapress

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Meio Ambiente

Brasil é o 4º país que mais produz plástico no mundo e um dos que menos recicla

O Brasil é o quarto país que mais produz plástico no mundo, com 11,355 milhões de toneladas, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, segundo levantamento do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) com números do Banco Mundial. O estudo analisou a relação com o plástico em mais de 200 países, e apontou que o brasileiro produz, em média, aproximadamente um quilo de lixo plástico a cada semana. E entre os dez maiores produtores, o Brasil é o que tem o menor índice de reciclagem (1,28%), bem abaixo da média global, que é de 9%.

O WWF cita que, no Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas do material são descartadas de forma irregular, sem qualquer tipo de tratamento, em lixões a céu aberto. Outros 7,7 milhões de toneladas são destinadas a aterros sanitários. E mais de 1 milhão de toneladas sequer são recolhidas pelos sistemas de coleta.

“É hora de mudar a maneira como enxergamos o problema: há um vazamento enorme de plástico que polui a natureza e ameaça a vida. O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos por meio de marcos legais que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos”, afirma Mauricio Voivodic, Diretor Executivo do WWF-Brasil.

Com o estudo “Solucionar a Poluição Plástica: Transparência e Responsabilização”, o WWF pretende reforçar a urgência de um acordo global para conter a poluição por plásticos. A proposta será votada na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA-4), que será realizada em Nairóbi, no Quênia, de 11 a 15 de março.

Segundo o WWF, aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado e somente 20% dos resíduos são recolhidos para a reciclagem. Estima-se que um terço de todo plástico descartado tenha se inserido na natureza como poluição terrestre, de água doce ou marinha.

A instituição afirma que a má gestão de resíduos é resultado direto de uma infraestrutura de gestão de resíduos subdesenvolvida. “A eficácia do desempenho da gestão de resíduos plásticos está relacionada ao nível de rendimento de uma nação. Este é um grande desafio em países de baixa e média renda, resultando em um baixo índice de coleta e altos índices de despejo a céu aberto e em aterros não regulamentados.”

O WWF diz que a indústria de reciclagem hoje não é lucrativa e não tem capacidade de chegar à larga escala, com problemas na coleta e por fatores como lixo contaminado ou misturado. “Contudo, a reciclagem em larga escala é uma possibilidade real através da melhoria das questões de qualidade decorrentes de altos níveis de resíduos plásticos mistos ou contaminados, e aumentando a economia de escala.”

Mas se nada for feito, alerta o WWF, a poluição plástica no planeta pode dobrar até 2030, sendo os oceanos os mais visivelmente afetados. Segundo o estudo do WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico irão poluir nossos ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material.

Para melhorar essa relação, o WWF propõe que o produtor considere no preço do plástico virgem seu impacto negativo na natureza e para a sociedade, o que incentivaria o emprego de materiais alternativos e reutilizados, e que a responsabilidade pelo descarte correto seja colocada em empresas produtoras de itens de plástico e não apenas no consumidor final. O WWF ainda pede que os governos estabeleçam metas nacionais para redução, reciclagem e controle do plástico e que elaborem legislação eficiente para responsabilidade estendida do produtor.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Polícia

Bolsonaro volta a defender ‘excludente de ilicitude’ para agentes de segurança

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, em sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira, 5, o chamado “excludente de ilicitude”, que possibilita tratamento diferenciado a policiais que matarem em serviço. Segundo o presidente, é “urgente” que o Congresso aprecie matérias que deem amparo para que os agentes de segurança pública “ou não” usem da letalidade para defender a população.

“Palavras minhas: é urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não, (sic) usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”, disse.

O projeto de lei anticrime enviado pelo ministro Sérgio Moro ao Congresso prevê que policiais poderão ter redução ou isenção de pena quando, por exemplo, estiverem em uma situação de confronto armado, ampliando as previsões do que seria legítima defesa.

Opinião dos leitores

  1. Oh, MICO, estavas mamando em que teta??? Semianalfabeto que ganhava muito ou alfabetizado que não ganhava o que queria e agora ganha menos?

  2. "Poderia começar investigando as milícias do Rio de Janeiro, que a sua família conhece tão bem e que também matam policiais, parlamentares e cidadãos comuns",

    1. Tem parar de conversa fiada e começar a governar. Chega de campanha.

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Cultura

Mancha Verde é a campeã do carnaval de SP pela 1ª vez

Foto: Fábio Tito / G1

A Mancha Verde é a grande campeã do carnaval 2019 de São Paulo. É o primeiro título da escola. Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas.

O G1 acompanhou ao vivo a apuração das notas, que aconteceu na tarde desta terça-feira (4), diretamente do Sambódromo do Anhembi. Veja aqui.

A escola levou o troféu com desfile sobre a princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, e discutiu escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa na avenida.

“Eu tenho muito orgulho de fazer parte da Mancha. Atribuição [da vitória] é para todos nós. E graças a Deus o presidente [Paulo Serdan] teve cabeça fria e trouxe o Jorge Freitas [carnavalesco da escola]. Parabéns, Jorge!”, comemorou o vice-presidente da escola, Rogério Carneiro.

Em seu primeiro ano na Mancha Verde, após títulos na Gaviões da Fiel, na Rosas de Ouro e na Império de Casa Verde, o carnavalesco Jorge Freitas trabalhou com a ideia de enredo dada pelo presidente da escola, Paulo Serdan.

A rainha de bateria Viviane Araújo festejou a vitória da escola. “Ganhamos! Eu queria estar lá com todo mundo, estou muito feliz. Foi lindo, a gente fez um trabalho lindo a escola se preparou para isso o ano todo, o Paulo investiu muito nesse carnaval e é merecido, a Mancha mereceu. Eu queria abraçar todo mundo, festejar com todo mundo, com a Puro Balanço, minha bateria… Estou muito feliz e sexta-feira vamos fazer mais uma festa no Anhembi”, disse ela ao G1.

Mancha Verde – Grupo Especial (SP) – Íntegra do desfile de 01/03/2019

Em 2018, a Mancha ficou na terceira colocação, atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé e da vice Mocidade Alegre, apenas por causa dos critérios de desempate. A escola retornou ao Grupo Especial em 2017, quando ficou em terceiro lugar.

G1

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Polícia

Pancadaria durante o Carnaval encerra megabloco da Ludmilla no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

O desfile do bloco da cantora Ludmilla foi interrompido no início da tarde desta terça-feira (5), no centro do Rio, por causa de uma briga entre foliões.

Uma confusão na frente do carro de som da cantora fez a Polícia Militar lançar bombas de gás pouco antes de 12h30. Minutos depois, outras confusões foram registradas entre o público.

Fervo da Lud é um dos maiores blocos do Carnaval carioca de 2019. Segundo os organizadores, cerca de 1 milhão de pessoas acompanhavam o cortejo.

Após a primeira confusão, a cantora parou de cantar. Os foliões pediam, sem sucesso, o retorno de Ludmilla. A previsão era do bloco tocar até 14h. Às 12h45, a assessoria da cantora anunciou o encerramento da apresentação.

Imagens da TV Globonews mostram brigas generalizadas e a Polícia Militar imobilizando um homem que estava brigando com militares.

O homem foi imobilizado após alguns minutos em que resistiu ao avanço dos policiais. Depois de ser imobilizado, imagens da TV mostraram o homem com o rosto ensanguentado.

O desfile acontece na avenida Primeiro de Março, uma das principais do centro.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Educação

Escola Sem Partido divulga modelo de ação judicial para alunos gravarem professores

O movimento Escola Sem Partido disponibilizou em seu site um modelo de ação judicial para pais pedirem à Justiça autorização oficial para os filhos gravarem as aulas de professores.

O objetivo é que eles possam saber o que vem sendo ensinado e inibir promoção de “preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias” dentro da classe.

“O estudante, quase sempre, é ‘cúmplice’ do professor ‘camarada’, mas negligente, que desperdiça o tempo precioso das aulas com assuntos estranhos ao conteúdo programático, poupando-se do esforço de lecionar sua disciplina, e poupando os alunos do indispensável mas, para a esmagadora maioria, nada prazeroso estudo da matéria. É o conhecido “pacto da malandragem”, no qual o professor finge que ensina, e o aluno finge que estuda”, diz trecho da ação proposta.

O site diz que a iniciativa decorre da inanição do Ministério Público em favor dos pais — em várias ações, o órgão se posiciona de forma contrária a esse tipo de vigilância, sob alegação de proteção à liberdade de manifestação do pensamento dos professores.

No Judiciário, o assunto tem decisões conflitantes. No ano passado, o plenário do STF proibiu o controle de manifestações políticas nos ambientes escolares por qualquer órgão do Estado.

Em fevereiro, com base nesta decisão, Edson Fachin suspendeu uma decisão do TJ-SC que permitia a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) manter canal de denúncias para receber gravações de aulas com manifestações político-partidárias ou ideológicas.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Quem manda no país hoje são os Pastores evangélicos que usam as igrejas para se auto promover e se eleger Deputados e Senadores (Edir Macedo, Magnus Malta, Marcos Feliciano, Silas Malafaia, etc) e os Professores que continuam levando a culpa de tudo enquanto fazem cotinhas pra comprar a própria água e café que bebem, e seus salários são menores do que os Auxílios Moradia de Deputados, Juízes e Promotores que vcs chamam de heróis.
    Quando os privilégios dos políticos, juízes, Promotores e Militares vão ser atacados?
    Só ataca os pequenos?
    Por que será?

  2. Os imbecis, idiotas, doentes mentais querem que o Brasil volte a idade média! Daqui a 20 anos esse período será lembrado como uma época de trevas. Será mais difícil encontrar um eleitor do João que do Collor.

  3. Isso é um absurdo. Doentes mentais tomando conta do país. Não se enganem vocês da imprensa, daqui a pouco eles criam imprensa sem partido. Sei dos mercenários que existem, mas a grande maioria é séria e não pode se calar diante dos ataques que esses desequilibrados vêm fazendo à democracia.

    1. É a do burro!
      Só sendo um defensor de presidiário que lascou a Nação!

    2. Meus filhos tem que ir para escola aprender Matemática, Português, Ciências, etc. Doutrinações Marxistas como já escutei em conselhos escolares não fazem parte do ideal educacional. Que meios de defesas essas crianças e adolescentes tem para um despejo de ideologia falida, como a que vemos na Venezuela ou em Cuba. Amigo acorde o modelo marxista é falido e trás miséria e sofrimento ao povo seja pela falta de alimentos, seja pela falta de liberdade como percebemos na ilha caribenha, o passado e presente mostram a realidade.

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Cultura

Daniela Mercury quer conversar com Bolsonaro sobre a Lei Rouanet

A cantora Daniela Mercury divulgou hoje uma carta dirigida a Jair Bolsonaro na qual se dispõe a conversar sobre a Lei Rouanet.

“Se assim desejar, irei com minha esposa, que é também minha empresária, até Brasília para conversar com o senhor sobre o assunto”, diz a artista na carta, reproduzida pela Folha.

Pela manhã, o presidente divulgou vídeo de uma marchinha segundo a qual “nosso Carnaval não está proibido, mas com dinheiro do povo não será mais permitido”.

“Dois ‘famosos’ acusam o Governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. A verdade é outra: esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, postou o presidente.

Era uma resposta à música “Proibido o Carnaval”, lançada por Daniela e Caetano Veloso. “Tô no meio da rua, tô louca. Tô no meio da rua sem roupa […] Abra a porta desse armário que não tem censura para me segurar”, dizem alguns versos da canção, dedicada a Jean Wyllys.

Após o tweet de Bolsonaro, Mercury divulgou a carta, informando que nos 20 últimos anos usou 1 milhão de reais de verba pública — “pouco”, segundo ela — para trios elétricos gratuitos para o público, e que teriam rendido retorno econômico a Salvador por meio do turismo.

“Em 35 anos de carreira, fiz muitas apresentações de graça no Brasil, bancadas do meu bolso. Essa fake news sobre a lei rouanet criada na eleição não pode continuar sendo usada para desmerecer o trabalho sofrido e suado dos artistas brasileiros”, diz a artista na carta.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Kkkkk……. Elenão, ele, Bolsonaro, não quer conversar contigo Daniela Mercury. Vai pedir dinheiro pra teus orixás e para turminha ladra da esquerda. O peito secou!!!

  2. A lei Rounet foi criada no governo de Collor e não é a responsável pela crise econômica do país.
    O que vemos é o desvio de assuntos importantes como o desastre que a Reforma Trabalhista trouxe para os trabalhadores que agora amargam na informalidade e começam a perceber que os ataques aos sindicatos e a justiça trabalhista completa o serviço para os patrões e empresários "lavarem a burra" e ninguém ter mais onde reclamar.
    A destruição dos direitos e garantias dos trabalhadores e mais necessitados desse país é uma realidade e se fica discutindo besteiras enquanto uma reforma pior, que atinge a todos, que é a reforma da previdência tramita com uma velocidade alucinante.
    Essas besteiras servem para distrair e desviar a nossa atenção do que é mais grave e importante, que é a entrega do nosso Petróleo aos Estados Unidos, a Reforma da Previdência para engordar os bolsos dos banqueiros vendedores de planos de previdência privados e valorizar os ricos e poderosos.
    Acordem, esse governo é o dos ricos e dos militares. Os pobres, que são maioria, se ferraram.

  3. ELE DOIDO DO BOLSONARO DEVERIA DIZER ONDE ENFIOU TANTO DINHEIRO DA NACAO…SERA QUE ELE MANDOU COSTURAR DENTRO ESTÔMAGO .

    .
    E O FILHO LADRAO ..FLAVIO CHAPA TUDO DE DIM DIM…CASE A PKLICOA PARA PRENDER ESSE MELIANTE

  4. Só na cabeça dessa louca, o Presidente da República vai pe der tempo conversando com ela. Agora você vai ter que produzir para viver dondoca vermelha.

  5. Ela e Caetano tem que cantar em cabarés na Bahia. Agora quer pedir pinico? Ela tem a lei Rouanet é para artistas em início de carreira. Eles tem o público deles. São consagrados. Vão trabalhar! A moleza acabou! Não adianta ficarem fazendo vídeos. O tiro caiu no pé. Procurem o seu público.

  6. É muita petulância dessa vagabunda querer uma audiência com o nosso presidente Jair Bolsonaro e ainda mais levando com ela a ""esposa"" tenha vergonha nos dê respeito as famílias brasileiras, nos poupe desta vergonha.

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Economia

Bolsonaro exalta superávit do Governo em janeiro

O presidente Jair Bolsonaro exaltou o resultado primário do Governo Central de janeiro (R$ 30,238 bilhões) em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). “Nós estamos mudando o Brasil”, escreveu o presidente.

O desempenho positivo do primeiro mês do ano, contudo, é sazonal, conforme destacou o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, na última quarta-feira (27), dia da divulgação do dado. “É tradicional haver superávit em janeiro. Não se pode tomar o resultado de janeiro como base para o ano”, disse Mansueto.

O superávit de janeiro deste ano foi o segundo maior da série histórica iniciada em 1997, perdendo para o mesmo período de 2018 (R$ 30,842 bilhões).

Em seu texto, Bolsonaro disse que resgatar o crescimento da economia é um dos primeiros passos rumo à prosperidade e projetou aumento de investimentos no País. “Se tudo correr como planejamos, avançando nas mudanças necessárias, o Brasil aumentará consideravelmente seus investimentos. Ganha a população brasileira.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Brasil está se tornando país de oportunidades pros pequenos empreendedores. Não existe emprego e sim oportunidade de trabalhar duro e ter seus resultados. Coragem de abrir uma MEI ou CNPJ e cair de cara são para poucos. O resto prefere criticar falta de empregos e direitos trabalhistas impagáveis.

    1. Os esquerdopatas são organizações que conseguem propagar o mal pelas mídias sociais, imprensa e repercussões de várias vertentes, entretanto a grande maioria dos brasileiros são calados,b sem articulações, a única arma pra combater o mal, é a vontade soberana das urnas. A resposta da imensa maioria foi dada nas urnas, mas uma minoria insatisfeita com o resultado, querem promover mais que os 2 turnos, nisso, ficam
      só na frustração.

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Economia

Sindicatos perdem 90% da contribuição sindical no 1º ano da reforma trabalhista

Sindicatos de trabalhadores e de patrões tiveram os recursos drenados pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, como era esperado. Dados oficiais mostram que em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. A tendência é que o valor seja ainda menor neste ano.

O efeito foi uma brutal queda dos repasses às centrais, confederações, federações e sindicatos tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas das entidades admitem a necessidade de terem de se reinventar para manter estruturas e prestação de serviços. Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, incluindo colônia de férias, as alternativas passam por fusões de entidades e criação de espaços de coworking.

O impacto foi maior para os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões. No caso dos empresários, foi de R$ 806 milhões para R$ 207,6 milhões. O antigo Ministério do Trabalho – cujas funções foram redistribuídas entre diferentes pastas -, teve sua fatia encolhida em 86%, para R$ 84,8 milhões.

Os valores podem cair ainda mais por duas razões. Primeiro, na sexta-feira passada, 1º, o governo editou Medida Provisória que dificulta o pagamento da contribuição sindical. O texto acaba com a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários. O pagamento agora deverá ser feito por boleto bancário O governo diz que o objetivo é reforçar o caráter facultativo do imposto. Segundo, sindicalistas preveem que a arrecadação será menor neste ano, pois muitas empresas ainda descontaram o imposto na folha salarial em 2018 porque tinham dúvidas sobre a lei.

Fusão

Para sobreviver ao modelo estabelecido na reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, o Sindicato dos Empregados na Indústria Alimentícia de São Paulo, que representa 30 mil profissionais, vai se unir aos sindicatos de trabalhadores da área de alimentação de Santos e região, de laticínios e de fumo no Estado. Juntos, passarão a ter base de quase 50 mil funcionários. Do lado empresarial, está em andamento a fusão, em uma única entidade, de sete sindicatos da indústria gráfica de várias cidades do Rio.

Em uma difícil tarefa para tentar reverter o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, anunciada há quase duas semanas, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC teve seus recursos obtidos por meio do imposto reduzidos de R$ 5,94 bilhões em 2017 para R$ 46 milhões no ano passado.

O encerramento da produção de veículos da Ford vai deixar na rua grande parte dos 4,5 mil empregados diretos e indiretos. Dirigentes do sindicato estão buscando apoio em todos os níveis governamentais para tentar convencer a multinacional americana a voltar atrás.

A entidade afirma que o corte certamente gera impactos, mas diz ter outras formas de sustento, até porque devolvia o valor do imposto sindical aos associados. A base do sindicato é formada por 71 mil trabalhadores (39 mil a menos que em 2011), dos quais cerca de 50% são sócio.

O sindicato é filiado à CUT, que em 2017 ficou com R$ 62,2 milhões do repasse da contribuição, o maior valor recebido entre as seis centrais que têm direito a cotas. No ano passado, o valor caiu para R$ 3,5 milhões, deixando a entidade atrás da Força Sindical e da UGT, que receberam R$ 5,2 milhões cada.

Segundo a CUT, os grandes grupos que empregam sua base de trabalhadores, como montadoras e bancos, foram os primeiros a suspender o recolhimento, enquanto empresas de menor porte continuaram fazendo o desconto por terem dúvidas em relação às novas regras.

A central ressalta que sua base tem promovido debates sobre novas formas de contribuição. Sindicatos como o dos Bancários de São Paulo já aprovaram o recolhimento da contribuição negocial, paga após as negociações da data base. Boatos de que a entidade colocou à venda sua sede no bairro do Brás foram desmentidos mas, se surgir uma boa proposta, a central avisa que pode estudar.

Imóvel vendido

Presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah diz que a entidade promoveu uma reestruturação que reduziu seus gastos de R$ 7 milhões para R$ 4,3 milhões no ano passado.

“O número de funcionários do sindicato foi reduzido de 600 para 200, promovemos uma redução de jornada e salários por seis meses, fechamos três subsedes e vendemos, por R$ 10,3 milhões, um edifício que mantínhamos alugado no centro de São Paulo”, exemplifica Patah. “Agora estamos numa ampla campanha de sindicalização.”

A Força Sindical, por sua vez, pede R$ 15 milhões pelo prédio de 12 andares de sua sede no bairro da Liberdade e está assessorando associados a promoverem fusões para compartilhar custos. A intenção é adquirir uma sede menor ou ocupar algumas salas no imóvel vizinho do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

‘Coworking’ na Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu R$ 3,4 milhões de sua cota da contribuição sindical, em comparação a R$ 16,9 milhões em 2017. “Apesar de sermos a favor do fim da obrigatoriedade, a queda teve impacto expressivo em nossa receita”, diz Luciana Freire, diretora executiva jurídica da Fiesp. “Para superar isso, temos de nos reinventar com novos serviços e redução de custos.”

Um novo serviço que a entidade vai oferecer a partir de abril no imponente prédio na avenida Paulista será o de coworking (espaço de escritórios compartilhados). Um dos 16 andares do imóvel foi reformado para receber até 30 sindicatos que queiram compartilhar o espaço para atendimento a associados e prestação de serviços.

Entre os alvos estão os sindicatos de pequeno porte que passam por dificuldades em manter sedes alugadas e mão de obra. Eles poderão reembolsar a entidade pelo uso do espaço e de pessoal pois, além dos próprios funcionários poderão usufruir da equipe da Fiesp. “Esse é um projeto piloto mas, se fizer sucesso, será ampliado”, informa Luciana, para quem o custo para os sindicatos será bem inferior ao de bancar a estrutura independente. A Fiesp reúne 130 empresas de São Paulo e, entre as ações recentes para reduzir custos está a fusão de núcleos temáticos, como o de Economia com o de Competitividade e o de Microempresas com os de Empreendedorismo e Startups.

Locação

A Fecomércio-SP é a federação empresarial que fica com o maior repasse da contribuição sindical recolhida pelo setor. No ano passado recebeu R$ 7,5 milhões. No ano anterior foram R$ 29,3 milhões.

Com mais de 90% das associadas formadas por micro e pequenas empresas, a Fecomércio-SP já defendia, antes mesmo da reforma trabalhista, a fusão de sindicatos principalmente após a lei que criou o Simples Nacional, desobrigando esse grupo de empresas a recolher a contribuição sindical.

O vice-presidente da Fecomércio, Ivo Dall’Acqua, conta que há dois anos a entidade assessorou a fusão dos sindicatos de barbeiros e de cabeleireiros de senhoras, criando uma única entidade patronal, o Sindibeleza. “Em razão da burocracia o novo sindicato não recebeu seu registro e, agora, a decisão é com o Ministério da Justiça.”

Ele ressalta que a Fecomércio tem outras fontes de renda para manter sua sede, um prédio de arquitetura moderna na Bela Vista, área nobre da capital paulista. Além das áreas destinadas à própria entidade, há espaço para exposições, convenções e um teatro, que são alugados para terceiros.

Fundos previdenciários

Na busca da reinvenção para sobreviverem no pós- imposto sindical obrigatório e já prevendo a aprovação da Reforma da Previdência – que pode futuramente adotar o regime de capitalização -, as centrais sindicais começam a avaliar maneiras de participar da gestão de fundos previdenciários.

A ideia, explica o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, é usar como exemplo a experiência dos Estados Unidos e do Canadá onde, há várias décadas, os sindicatos participam ou têm controle de fundos de pensão.

“A discussão ainda é embrionária e não fizemos ainda um debate mais profundo sobre como seria esse processo”, informa Juruna. Por enquanto, a base das discussões são artigos acadêmicos que tratam do tema e trocas de informações com entidades internacionais.

Segundo um dos artigos em análise, dos 100 maiores fundos de pensão do Canadá, responsáveis por quase metade dos recursos dessas instituições, ao menos quatro são controlados por sindicatos. Em razão disso, o nível de sindicalização no país é elevado.

Segundo Juruna, um importante passo para esse processo é unificar mais o movimento sindical criando, por exemplo, entidades que representem toda uma categoria, a exemplo do que também já ocorre nesses dois países e na Europa.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, fiz que a central também avalia essa possibilidade pois os trabalhadores “não podem deixar essa gestão apenas nas mãos dos grandes bancos”.

A Força é uma das entidades que lançou recentemente essa discussão e Juruna diz querer envolver todas as centrais. A CUT informa que debate o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. O sindicalismo morreu?
    Viva a sindicalha!
    A "justiça" trabalhista encolheu?
    Erga-se um estátua de bronze ao culto patriótico Rogério Marinho!

  2. Que maravilha tem agora que fechar a maioria não todos mas a maioria desses abrigo de baderneiros e preguiçosos. Que só atrapalham o pais

  3. Destruir as poucas e precárias estruturas e formas de defesa dos trabalhadores é a tônica desse maldito governo dos ricos para os ricos.
    Quem ainda tiver dúvidas, acorde enquanto há tempo para lutar.
    Cada dia mais são atacadas as bases que a sociedade organizada criou para dar maiores oportunidades de uma população que já é excluída de praticamente tudo e agora começa a ser impedida de lutar pelos seus direitos, contra os abusos e arbitrariedades dos patrões.
    O cerco está se fechando…

  4. Polegada comecem a pensar em trabalhar…acabou a vagabundagem com dinheiro do real trabalhador , no Brasil abrir sindicato é sinônimo de ganhar dinheiro sem trabalhar, único lugar no mundo que existe mais de 12.000 sindicatos no Brasil , será que é um bom negócio???

    1. Quando foi que o trabalhador foi representado por sindicato, o sindicato chega o dono das empresas dão um trocado a eles eles vão embora e o trabalhador continua na mesma situação e para ganha nada vão trabalhar sei o que e sindicato mama nos empresários e o trabalhador que se ferra.

    2. Deixa de ser mamador …vá trabalhar vagabundo, único lugar no mundo aonde existe mais de 12.000 sindicatos é o Brasil , virou COMÉRCIO

    3. Que representação o que,sindicatos existem nesse país para sugar do trabalhador, se vc é contra acho que vc está na contra mão!

    4. Emprego e oportunidade cria trabalhador e não baderneiros e preguiçosos

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Polícia

Deputado é condenado por fake news disparados de escritório político

O deputado federal Herculano Passos (MDB) foi condenado a indenizar em R$ 5 mil um blogueiro morador de Atibaia em razão de fake news e ofensas que partiram de dentro de seu escritório político na cidade no interior de São Paulo. A decisão é da 1ª Turma Cível e Criminal do Colégio Recursal – Bragança Paulista. Os desembargadores sentenciaram o parlamentar e absolveram o deputado estadual Edmir Chedid (DEM), que compartilha do mesmo imóvel de Herculano.

Em Atibaia, são diversas as batalhas judiciais envolvendo fake news. Um servidor da prefeitura foi condenado a indenizar um munícipe em R$ 10 mil depois que a quebra de seu sigilo telemático revelou que ele controlava uma página com conteúdo ofensivo.

O município também responde por uma ação que aponta que perfis falsos nas redes sociais eram controlados de dentro do prédio da Câmara Municipal com o mesmo objetivo, segundo dados enviados por uma companhia telefônica à Justiça.

O diretor da ONG Centro Nacional de Denúncia, Cléber Stevens Gerage, foi alvo de ofensas de Cristiane Muller, perfil falsos criado para disseminar fake news. “Tá aí o maior vagabundo da história!”, dizia a página. Em outras postagens, ao lado de charges e memes, o perfil falso acusava o diretor de “possuir bens incompatíveis com seus rendimentos” e afirmava que a “prisão temporária pode sair a qualquer momento”.

Os advogados de Gerage, Rubens da Cunha Lobo Jr. e Claudia Maria Nogueira, pediram na Justiça a retirada da página. O juiz José Augusto Nardy Marzagão, da 4.ª Vara Cível de Atibaia, acolheu o pedido e mandou oficiar o provedor de internet para que entregasse dados de quem controlava o perfil.

Em ofício, a companhia telefônica relatou que o conteúdo era originado de dentro de um escritório, em Atibaia, compartilhado pelos deputados Chedid e Passos. A administradora da rede é assessora da 2.ª Secretaria da Assembleia Legislativa de São Paulo, historicamente ocupada pelo DEM.

Em primeira instância, o José Augusto Reis de Toledo Leite, da comarca de Atibaia, julgou a ação totalmente improcedente. Já em segunda instância, o TJ reverteu parcialmente a sentença, para condenar somente Herculano.

Segundo o desembargador Frederico Lopes Azevedo, relator do caso, ‘é incontroverso nos autos que o autor das postagens ofensivas utilizou-se da estrutura telemática disponibilizada por Herculano Castilho Passos Júnior em seu escritório político, valendo-se do serviço de internet a ela correspondente para criar perfil falso em rede social (Facebook) e, em seguida, disseminar postagens de cunho difamatório em desfavor do recorrente’.

“Não fosse por isso, observa-se, pelas provas reunidas nos autos, que as informações prestadas pelo Facebook e pela empresa Claro convergem no sentido de vincular os IP´s dos equipamentos utilizados para veiculação das postagens difamatórias ao contrato de prestação de serviços de internet formalizado em nome do recorrido Herculano Passos”, anotou.

O desembargador ressalta que ‘embora a efetiva autoria das mensagens não esteja devidamente demonstrada nos autos, a responsabilidade do corréu Herculano Passos não pode ser simplesmente afastada, já que a ele cabia, em última instância, zelar pelo uso correto da estrutura telemática colocada à disposição de seus prepostos e dos eventuais frequentadores do prédio que abriga seu escritório político’.

“Neste contexto, deve ele ser chamado a responder pelos danos que tenham sido causados ao recorrente, ainda que eles decorram do mau uso, por terceiros não identificados, do serviço contratado pelo recorrido (culpa in vigilando)”, escreve.

Já sobre Edmir Chedid, o magistrado diz que entender ‘não ser possível estender-lhe a responsabilidade pelos ilícitos noticiados nos autos’. “Conquanto seja incontroverso que seu escritório político encontrava-se instalado no mesmo imóvel em que estava o escritório político de Herculano Passos, os fundamentos que suportam o édito condenatório construído em desfavor deste último referem-se a aspectos que lhe são individuais e que, nesta medida, não podem ser estendidos ao seu litisconsorte”.

“Nada há de concreto que permita vincular, com a segurança necessária, o corréu Edmir Chedid ao ato ilícito praticado”, anota.

Para o relator, embora ‘possível responsabilizá-lo, em tese, pelos atos praticados por seus prepostos (art. 932, III e 933, do Código Civil), o fato é que o uso compartilhado do local impede que se presuma que o usuário do perfil falso criado junto ao Facebook se trata efetivamente de um de seus correligionários’. “Há, neste ponto, intransponível incerteza acerca da autoria do ilícito”.

COM A PALAVRA, HERCULANO PASSOS

“O corpo jurídico apresentará recurso da decisão. No processo resta provado que as ofensas foram disseminadas por pessoas alheias ao gabinete do parlamentar, a partir da rede de dados do escritório, que, até então, era aberta. Tão logo, verificado o ocorrido, o acesso foi restringido. O deputado Herculano Passos não conhece o autor da ação e nunca teve nada contra o mesmo. O parlamentar não coaduna com esse tipo de prática e é totalmente contrário a quem o faz”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO RUBENS LOBO, QUE DEFENDE CLEBER GERAGE

“A decisão da Turma Recursal, que reformou a decisão de 1.ª instância, mostrou claramente que meu cliente foi ofendido, sendo que a estrutura utilizada para isso foi bancada com dinheiro público, o que é pior ainda. A Justiça entendeu que houve responsabilidade por parte do Deputado, pois os equipamentos utilizados foram contratados por ele, sendo responsabilidade dele a má utilização dos serviços. Os ataques foram graves. É inaceitável em um Estado Democrático de Direito que um cidadão seja ofendido, por perfis falsos em redes sociais, ainda mais com aparato pago por ele”.

Opinião dos leitores

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