Política

PT, PSB, PC do B, CUT e MST lançam manifesto de apoio a Maduro

Movimentos populares, partidos políticos e entidades brasileiras lançaram nesta sexta-feira (22) um manifesto em solidariedade ao governo venezuelano, no qual criticam o que chamaram de “ingerência dos Estados Unidos e a tentativa de golpe” no país vizinho, liderada pelo autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

O documento foi lido durante uma entrevista coletiva em Boa Vista, Roraima, município que faz fronteira com a Venezuela. Participaram do evento Joaquin Piñero e Geomar Vilela, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rosangela Piovizani, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Titonho Bezerra, vice-presidente do Partido do Trabalhadores (PT) no estado, e Gilberto Rosa, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

“Denunciamos a intervenção imperialista dos Estados Unidos, com o bloqueio econômico e sequestro de bilhões de dólares que estão nos bancos americanos. Repudiamos a ameaça de intervenção militar na Venezuela. Repudiamos as declarações intervencionistas do presidente Jair Bolsonaro e seu chanceler Ernesto Araújo, que rompem com a tradição diplomática brasileira em busca da paz, diálogo e integração regional”, afirma o documento.

Além do MST, CUT e MMC, o texto foi assinado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido dos Trabalhadores (PT).

Brasil 247

Opinião dos leitores

  1. Canalhas. Gravem as siglas desses partidos e instituições. É isso que eles desejam para o Brasil. Não defendem democracia cousa nenhuma.

    1. Turma boa é a dos laranjas do PSL e os goiabas do DEM, não é não?

  2. Observem a qualidade dos apoiadores da Ditadura do proletariado de Maduro,os mesmos , que queriam implantar no Brasil, já confirmado por Gabeira, Eduardo Jorge e tantos outros guerrilheiros..tudo coliformes fecais!

  3. Se tiver guerra entre o Brasil e a Venezuela, por favor, convoquem somente os eleitores do BOZO.

    1. Vá trabalhar vagabundo e deixe de idolatrar bandido preso ,se está tão bom na Venezuela? Se mude pra lá , mas leve uma pá para revirar o lixo para ter oque comer

  4. Assim é bom pq os eleitores desses partidos ficaram mais a par dos que esses políticos defendem. Ainda não escapamos de virar uma Venezuela, i jogo ainda pode mudar se o eleitor não mudar sua concepção na hora do voto.

  5. Se realmente apoiassem estariam lá ao lado daquele ditador. Deixar a nação passando necessidade e não aceitar ajuda de outros países simplesmente por orgulho.

  6. Fascistas, os PTRALHAS e os demais, chama a ONU, ela vai justificar…., assim como tentaram justificar a prisão do LULADRAO….

  7. Manifesto? Vcs deviam ir pra Venezuela e ficar na linha de frente , assim o Brasil se livra de todos vcs, miseráveis!!!!

    1. Ridículo é ajuda humanitária para outro país enquanto aqui no RN está repleto de pessoas precisando desses alimentos. Só não enxerga isso quem não quer. Exemplo: você.

    2. Esse pessoal faz parte da alta cúpula, PT, PSB, PCB e outros, ñ estão olhando para fome, desabastecimento de medicamentos e gênero de primeira necessidade. Eles estão olhando com exclusividade o DITADOR, e democracia jamais.

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Economia

Reforma da Previdência levará jovem a aceitar menos direitos trabalhistas, diz jornal

A proposta de reforma da Previdência encaminhada pelo governo de Jair Bolsonaro, como esperado, mantém na ativa por mais tempo profissionais mais velhos. Mas a proposta também trouxe um elemento adicional. Incentiva a contratação de aposentados.

Na avaliação de especialistas em mercado de trabalho, essa inesperada combinação vai incentivar os mais jovens —em especial os menos qualificados— a aceitar trabalho com menos direitos.

A taxa de desemprego média fechou 2018 em 11,6%, mas entre os jovens de 18 a 24 anos ela passou de 25%.

As novas regras para aposentadoria propõem idades mínimas de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres e mais um período de contribuição mínima de 20 anos.

Além disso, o texto prevê medidas de desoneração para quem empregar trabalhador que já tenha se aposentado, como dispensa do recolhimento de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do pagamento da multa de 40% em caso de demissão.

Na ponta do lápis, sem o recolhimento de 8% do FGTS e o gasto com a multa, o trabalhador aposentado seria 11,2% mais barato para o empregador, diz o advogado Luiz Guilherme Migliora, sócio da área trabalhista do Veirano.

Na avaliação de Migliora, os mais jovens vão ser incentivados a aderir a outra proposta do atual governo, ainda em gestação, a chamada carteira verde e amarela, que terá regras trabalhistas mais flexíveis.

“O trabalhador aposentado vai virar um item de desejo no mercado de trabalho. Isso vai gerar uma pressão para os não aposentados e, entre os jovens, forçá-los a aceitar uma carteira verde e amarela, principalmente os menos qualificados.”

Segundo o governo, a implementação efetiva da nova carteira depende de aprovação de lei complementar no Congresso.

No ano passado, antes de assumir a Presidência, Bolsonaro já havia sinalizado a intenção de flexibilizar mais as leis trabalhistas e defendeu aproximá-las da informalidade.

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos), reforça que manter os mais velhos trabalhando também não será uma tarefa simples.

“O risco é que muitos cheguem aos 60 anos sem trabalho e não tenham uma proteção contra a pobreza”, diz. “Construir essa proteção é um desafio.”

O economista Cosmo Donato, da LCA Consultores, ressalta que a taxa de desemprego dos mais velhos é baixíssima —ao redor de 4% para quem tem mais de 60 anos— não porque estejam empregados, mas porque muitos idosos deixam de procurar emprego e, por isso, são excluídos das estatísticas de desemprego.

Sendo assim, diz ele, aumentar a empregabilidade desse grupo, que certamente ficará mais competitivo, é algo positivo.

Para Donato, a disputa com os mais novos, no entanto, deve se dar apenas em determinadas funções.

“O jovem procura entrar no mercado de trabalho pensando em desenvolvimento profissional, enquanto o idoso, normalmente, pensa em alguma função fixa, sem pensar muito em carreira”, diz.

“Logo, a competição poderia se dar em cargos que exigem baixa escolaridade, os quais os jovens utilizam para juntar dinheiro para financiar os estudos, por exemplo”, acrescenta o economista.

Sérgio Firpo, professor de economia do Insper, afirma que o volume de pessoas na casa dos 60 anos que precisarão trabalhar mais pode ter impacto sobre os ingressantes, mas que é possível encontrar um equilíbrio.

“Existe certa substituição, mas é possível equacionar esses dois tipos de mão de obra dependendo das ocupações que serão estimuladas.”

A desoneração da folha de salários para quem é aposentado foi inserida na proposta previdenciária, mas é uma questão de mercado de trabalho, diz Fábio Klein, economista da Tendência Consultoria.

Segundo ele, o empregador vai escolher o que é mais vantajoso para ele —o que não significa obrigatoriamente contratar um aposentado ou uma pessoa mais velha no lugar de um jovem.

“Não necessariamente a redução do encargo vai fazer com que um trabalhador mais idoso seja mais vantajoso em relação ao jovem porque o idoso tem mais experiência, o que se reflete num salário mais elevado. Além disso, um jovem pode aprender as funções custando menos e ficando mais tempo na empresa, inclusive com mais vitalidade e capacidade de aprender novas tecnologias”, diz Klein.

Joaquim Miguel Couto, professor da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, visualiza um componente adicional que precisa ser levado em consideração: a tendência de queda no valor dos salários.

“Essa classe acima dos 50 anos, que está sem emprego e tem dificuldade de retornar para o trabalho formal, tende a aceitar salários menores para voltar a trabalhar”, diz.

Para Marcelo Gazzano, economista da consultoria AC Pastore, a reforma da Previdência mira equilíbrio fiscal e combate a privilégios. Possíveis efeitos secundários da proposta sobre o mercado de trabalho, diz ele, devem ser resolvidos com políticas públicas voltadas para o emprego.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Seu Osvaldo b**** da Silva, vc não entendeu, o cara vai deixar de pagar porque com essa matemática o cara vai chegar aos 90 e não se aposenta, por isso vai ser mais fácil morrer antes de se aposentar, depois da matemática de 105 vai pular pra 35+95 = 130 anos, vc se aposenta? Fala aí seu Osvaldo Bolsonaro. Falaaaaaaa

    1. Nunca vi tanta asneira. Você procurou ler o projeto da reforma? Leia, depois venha opinar.

  2. Estão colocando cláusulas que não se enquadram em reforma da previdência…..deve ser coisa da cabeça desse Rogério Marinho.
    Onde já se viu mudar direito adquirido do aposentado, como recolhimento mensal do FGTS e multa rescisória se fomos aposentados pela atual legislação.
    Só pensam nos empresários….e facilitam a demissão de quem está aposentado e continua trabalhando, inclusive pagando INSS.
    FGTS é cláusula que não pode ser alteradas facilmente….. reconhecida até pelo STF.

  3. Retrocesso de avanços antes conseguidos a duras penas. Uma desgraça essa reforma. Vamos as ruas barra-la.

  4. Ninguém está se alertando que muitas pessoas vão deixar de pagar o INSS porque sabem que vão morrer antes de se aposentar, e aí KD dinheiro pra sustentar.

    1. Pqp , essa foi foda! nem quem comete suicídio sabe se vai cometer e nem o dia que vai morrer, imagine o cara com 18 anos deixando de pagar o INSS pq tem certeza que vai morrer antes de aposentar,kkkk

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Polícia

LAVA JATO: Ex-diretor da Dersa criou empresa para blindar patrimônio

Conhecido como Paulo Preto e apontado como operador de políticos tucanos em São Paulo, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, 69, criou uma empresa para absorver seu patrimônio em imóveis e uma lancha. Investigadores suspeitam que se trate de uma manobra para blindar bens contra confiscos determinados pela Justiça.

Ex-diretor da Dersa (estatal paulista de obras viárias) de 2005 a 2010, nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (DEM) e José Serra (PSDB), Paulo Preto é alvo da Lava Jato e está preso desde a última terça (19).

A juíza Gabriela Hardt, substituta interina do ex-juiz Sergio Moro e responsável pela operação no Paraná, ordenou o bloqueio de R$ 100 milhões dele, mas o Banco Central só achou R$ 396,75. Situação parecida ocorreu no ano passado, quando ele foi alvo de bloqueio na Justiça de São Paulo.

Engenheiro, Paulo Preto foi responsável por grandes obras do governo tucano no estado, como o Rodoanel.

A P3T Empreendimentos, que absorveu seu patrimônio, foi fundada no final de 2014 por ele e por Ruth Arana de Souza, de quem se divorciou cinco anos antes.

O ano de criação da empresa é o mesmo que marcou a deflagração da Operação Lava Jato —que, na época, deteve presidentes de empreiteiras como Camargo Corrêa e OAS.

Dois meses depois do início das atividades da empresa de Paulo Preto, houve uma redistribuição do capital dela e admissão no quadro de sócios das duas filhas do casal, Priscila e Tatiana Arana Souza.

Cada filha hoje tem participação de R$ 1,9 milhão, restando aos pais apenas quantia simbólica de R$ 100. Paulo Preto, porém, figura como administrador e declarou à Justiça que recebe R$ 2.000 mensais pela atividade.

Ao menos quatro imóveis do engenheiro e da ex-mulher, adquiridos após a entrada dele na Dersa e avaliados em R$ 3,4 milhões (em valor venal total, que costuma ser subestimado), foram assumidos naquela época pela empresa.

Na Junta Comercial, ela está inscrita como “holdings de instituições não financeira, aluguel de imóveis e compra e venda de imóveis próprios”.

Entre os imóveis em nome da empresa está o apartamento onde ele morava até ser preso. Localizado na Vila Nova Conceição, bairro nobre de São Paulo, tem valor venal de R$ 2,3 milhões —no mercado é avaliado em R$ 5,3 milhões.

A P3T ainda figura como dona de uma lancha Volvo alvo de buscas em Guarujá na semana passada. Nos registros da embarcação, batizada de “Giprita 3” e com capacidade para 11 passageiros, consta o nome de Paulo Vieira de Souza como proprietário anterior.

Na operação de terça, a juíza Hardt autorizou buscas em endereços ligados ao engenheiro, incluindo cinco firmas que ele havia aberto antes de entrar no setor público.

Nos anos 1970 e 1980, ele trabalhou em incorporadoras e já havia adquirido outros imóveis. Ao menos cinco propriedades mais antigas, com valor venal total de cerca de R$ 4,5 milhões, também foram integralizadas pela P3T.

Um dos alvos de busca na terça foi um hotel em funcionamento em Ubatuba (SP), no qual ele figurou como fundador nos anos 1990. Os investigadores identificaram que uma das firmas de fachada do operador financeiro Adir Assad, hoje delator da Lava Jato, repassou R$ 9.880 para o hotel em 2011.

Segundo a investigação, Assad foi apresentado a dirigentes de empreiteiras por Paulo Preto, e ambos mantiveram um esquema de fornecimento de dinheiro vivo no país.

O hotel, chamado de Giprita, está em nome da ex-mulher e das filhas dele. Uma delas, Tatiana, 38, é ré junto com o engenheiro em um caso que tramita em SP e que incluiu duas ordens de prisão contra ele em 2018.

Ex-assessora de cerimonial do governo Serra, ela também chegou a ser detida e é suspeita de participar, com o pai, de esquema de desvio de dinheiro público em assentamentos na obra do Rodoanel.

Outra filha, Priscila Souza, 41, é advogada e trabalhou em um escritório que defendia empreiteiras na época em que o pai trabalhava no órgão de SP. A banca de advogados pertence a Edgard Leite, irmão do ex-executivo da Camargo Corrêa Eduardo Leite, hoje delator da Lava Jato.

Ruth se divorciou de Paulo Preto em 2009, ficando com parte dos bens que estavam em nome do engenheiro.

Apesar de separados, ela mora no mesmo apartamento dele e ficou responsável por comunicar à Justiça ocorrências com a tornozeleira eletrônica nos cinco meses em que ele esteve em regime domiciliar —antes da prisão de terça.

À Justiça Federal ele havia informado três telefones de contato para o caso de falha no sinal da tornozeleira. Além do apartamento na Vila Nova Conceição, ele aponta os números de uma casa em Campos do Jordão e de uma casa no condomínio Iporanga, em Guarujá, um dos pontos mais caros do litoral paulista. Ele justifica que precisa ir a esses lugares devido ao trabalho como administrador da P3T.

Documentos de 2011 anexados na mais recente fase da Lava Jato trazem um pedido de carregamento de um cartão para Ruth Arana, vinculado a uma conta que ele manteve na Suíça informada a autoridades brasileiras em 2017.

Outra ordem desse tipo, de 2007, trazia como beneficiário o ex-senador tucano Aloysio Nunes. Por causa dessa menção, Aloysio, que havia sido nomeado secretário pelo governador João Doria (PSDB), foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Lava Jato na terça. Ele nega irregularidades e pediu para sair do governo.

A fase da Lava Jato que mira Paulo Preto não aborda diretamente suspeitas em obras de São Paulo, mas a suposta ação dele como operador da Odebrecht. Para a Procuradoria, o engenheiro, por meio de contas no exterior, ajudou a empresa a pagar propina a políticos e executivos da Petrobras.

A decisão da Lava Jato de não tratar de ilegalidades envolvendo o governo paulista e de abrir nova investigação no Paraná foi entendida como um subterfúgio para evitar que o caso fosse relatado no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ministro Gilmar Mendes, que concedeu anteriormente medidas favoráveis ao ex-diretor da Dersa, como habeas corpus.

Procurada pela Folha desde a última quinta (21), a defesa de Paulo Preto não respondeu sobre a questão da transferência do patrimônio.

Após a prisão, os advogados criticaram os investigadores por terem dito que o engenheiro mantinha um “bunker” com cerca de R$ 100 milhões em espécie. Além de negar ilícitos, a defesa de Paulo Preto disse que procuradores colocam a “popularidade em redes sociais acima da Constituição”.

Quem é Paulo Preto

Engenheiro civil, atuou a partir dos anos 1990 no serviço público. Em São Paulo, naquela época, trabalhou em diretoria do Metrô e na antiga Telesp. Também ocupou cargos no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB)
Em 2005, assumiu diretoria da Dersa (empresa responsável por obras viárias paulistas). Entre suas responsabilidades estava o Rodoanel. Deixou o cargo em 2010. Naquele ano, virou personagem da eleição ao ser mencionado em debate na TV por Dilma Rousseff (PT) como um assessor tucano que “fugiu com R$ 4 milhões” da campanha

No início de 2018, foi revelado que autoridades suíças comunicaram a existência de contas atribuídas a ele que somavam mais de R$ 100 milhões. A seguir, foi preso duas vezes sob suspeita de desviar recursos públicos
Na última terça (19), voltou a ser preso, desta vez em decorrência da 60ª fase da Lava Jato no Paraná

Valores

R$ 396,75 foram encontrados em contas bancárias de Paulo Preto na semana passada após o bloqueio judicial determinado pela Justiça na Lava Jato

R$ 3,4 milhões é o valor venal total de quatro imóveis que foram integralizados pela empresa P3T, da família de Paulo Preto, em 2014

R$ 132 milhões estavam em contas na Suíça

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

TENSÃO: Militares veem agressão ao Brasil e pedem ação diplomática

As primeiras impressões de oficiais do Exército envolvidos na Operação Acolhida e integrantes do pelotão de fronteira do 7º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), responsável pela segurança, são de que as forças venezuelanas “agrediram o Brasil”.

Os soldados avançaram sobre a fronteira ao se deslocarem até o último marco físico e revidarem as pedradas, além de terem disparado bombas de gás contra o território nacional. “Quem vai dizer que foi uma agressão ao País é o presidente, nosso comandante. Não reconhecemos o governo Maduro. A diplomacia já disse isso e é quem deve se manifestar”, disse o coronel José Jacaúna, chefe da Operação Acolhida que, segundo ele, foi prejudicada e paralisada hoje.

A situação foi comparada por um militar a conflitos ocorridos durante a missão de paz da ONU no Haiti, liderada pelo Brasil. Ele pediu para não ser identificado e disse que o Exército agiu apenas com alguns militares desarmados na linha de fronteira para “evitar uma escalada desnecessária da violência”.

Estadão Conteúdo

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Política

Brasil condena confrontos na fronteira da Venezuela e ‘caráter criminoso do regime Maduro’

O governo brasileiro condenou neste domingo (24) “os atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro” ocorridos no sábado, nas fronteiras com o Brasil e com a Colômbia, chamou o governo de Maduro de “criminoso” e apelou à comunidade internacional para “somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela”.

“O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro”, afirma nota divulgada pelo Itamaraty na madrugada deste domingo.

O governo brasileiro diz que os ataques são “um brutal atentado aos direitos humanos” e que “nenhuma nação pode calar-se”. “O Brasil apela à comunidade internacional, sobretudo aos países que ainda não reconheceram o presidente encarregado Juan Guaidó, a somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela”, afirma o governo brasileiro.

A declaração ocorre após conflitos impedirem a entrada de ajuda humanitária na Venezuela no chamado “Dia D”, convocado pelo autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó para receber doações de outros países.

O dia foi marcado pela morte de três pessoas em Santa Elena, cidade venezuelana a 15 km da fronteira com o Brasil, o ataque a uma base venezuelana próxima a Pacaraima e 285 feridos e 37 hospitalizados perto da fronteira com a Colômbia. Mais de 60 militares venezuelanos desertaram e pediram refúgio, segundo o governo colombiano.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursou em Caracas e anunciou o rompimento das relações com a Colômbia. Maduro também afirmou que não é mendigo e que está disposto a comprar toda comida que o Brasil quiser vender.

Após os confrontos, Guaidó mais uma vez pediu a militares venezuelanos que deixem de obedecer a Maduro: “Vocês não devem lealdade a quem queima comida”. O autoproclamado presidente interino da Venezuela também disse que o mundo viu “a pior cara da Venezuela” neste sábado e pediu apoio da comunidade internacional “para assegurar a liberdade do nosso país”.

O opositor de Maduro também anunciou que participará na segunda-feira (26) da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, “para discutir possíveis ações diplomáticas” contra Maduro. O grupo reúne 13 países, inclusive o Brasil, que não reconhecem o governo de Maduro.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, representarão o país no encontro. Os outros países do Grupo de Lima são: Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

G1

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Tecnologia

15 previsões de Bill Gates de 20 anos atrás que se tornaram realidade

Em 1999, Bill Gates escreveu um livro intitulado “Business @ the Speed of Thought”. No Brasil, ele foi publicado pela Companhia das Letras com o título “A empresa na velocidade do pensamento”.

No livro, Gates fez 15 previsões tão ousadas para a época que poderiam ser consideradas ultrajantes. Veja, a seguir, quais foram as previsões feitas há 20 anos — e o quão perto elas chegaram da realidade.

Confira a lista

1. Sites de comparação de preços

Previsão: “Serviços de comparação automática de preços serão desenvolvidos. Com eles, será possível ver os preços em vários sites, o que vai tornar mais fácil encontrar os melhores preços em todo tipo de indústria.”

O que existe hoje: é possível pesquisar produtos em diversos sites para obter os melhores preços. Endereços como Kayak e Expedia ajudam a encontrar voos mais baratos, enquanto o Google Shopping e o Bing Shopping permitem ver pechinchas de produtos. No Brasil, destaques importantes são os comparadores de preços Buscapé e Zoom.

2. Dispositivos móveis

Previsão: “As pessoas irão usar pequenos dispositivos para se manterem constantemente em contato e fazerem negócios eletronicamente, de onde quer que estiverem. Elas poderão, ainda, ler notícias, ver voos reservados, obter informações sobre mercados financeiros e fazer praticamente tudo nesses dispositivos.”

O que existe hoje: smartphones, smartwatches, alto-falantes como o Amazon Echo e até óculos de realidade aumentada, como o HoloLens, que oferecem aos usuários uma maneira de ter informações à mão em todos os momentos.

3. Pagamentos instantâneos, financiamento on-line e melhores cuidados de saúde pela web

Previsão: “Será possível pagar contas, cuidar das finanças e se comunicar com os profissionais de saúde pela internet.”

O que existe hoje: a tecnologia ainda não mudou os serviços de saúde da mesma forma como o fez com o transporte (por meio do Uber), mas muitos sites de convênios e serviços médicos buscam facilitar a localização de um profissional e fazer o agendamento. Startups têm tentado mudar (com relativo sucesso) o conceito de consultório médico com assinaturas mensais para assistência médica on-line e com base em dados. Além disso, também é possível fazer pagamentos facilmente por meio de sites e aplicativos como o PayPal e serviços como o Nubank, por exemplo.

4. Assistentes pessoais e internet das coisas

Previsão: “Assistentes pessoais serão desenvolvidos. Eles conectarão e sincronizarão todos os dispositivos do usuário de maneira inteligente, seja em casa, seja no escritório, e permitirão a troca de dados. O dispositivo verificará o e-mail e, em seguida, apresentará automaticamente as informações importantes. Quando for ao supermercado, será possível dizer quais receitas quer preparar para que o sistema crie uma lista dos ingredientes necessários. Além disso, ele irá informar todos os dispositivos do usuário sobre as compras e a agenda, para que eles se ajustem automaticamente.”

O que existe hoje: assistentes de voz virtual, como o Google Assistant e o Amazon Alexa, já se movem nessa direção e oferecem uma maneira personalizada de obter informações apenas perguntando em voz alta. Enquanto isso, dispositivos inteligentes (como o termostato principal da Nest) coletam dados de rotinas diárias e ajustam automaticamente a temperatura da casa.

5. Monitoramento residencial on-line

Previsão: “O constante fluxo de vídeo de uma casa se tornará comum e até avisará o usuário remotamente quando alguém o visitar e ele não estiver em casa.”

O que existe hoje: isso é cada vez mais comum — empresas como a Canary, a Amazon’s Ring, a Netgear e Nest, que é prima do Google, têm câmeras que pode visualizar o feed do telefone e enviam alertas quando há alguém na frente da câmera da porta da casa.

6. Mídias sociais

Previsão: “Sites privados para amigos e familiares serão comuns e permitirão que os participantes conversem, interajam e planejem eventos.”

O que existe hoje: ‘Sites privados’ não aconteceram, mas o Facebook, o WhatsApp, o Instagram, o Snapchat, o Line, o Slack e muitos outros aplicativos oferecem uma maneira fácil de manter contato com grupos grandes e pequenos.

7. Ofertas promocionais automatizadas

Previsão: “Haverá softwares que sabem quando o usuário reservou uma viagem e usam essa informação para recomendar atividades no destino. Eles vão sugerir descontos, ofertas e preços mais baixos para tudo aquilo que o viajante deseja fazer.”

O que existe hoje: sites de viagens, como Expedia, Kayak, Trivago e outros indicam ofertas com base em dados de compra anteriores do usuário. O Google e o Facebook apresentam anúncios promocionais com base na localização e nos interesses do usuário. O Airbnb, que permite hospedagem em residências em vez de hotéis, oferece passeios especializadas no destino para que o visitante viva como um morador local.

8. Sites de discussão de esportes ao vivo

Previsão: “Enquanto o espectador assiste a uma competição esportiva na televisão, os serviços permitirão que ele discuta a partida ao vivo e participe de concursos para votar em quem acha que vai ganhar.”

O que existe hoje: o Facebook e o Twitter permitem que os fãs de esportes discutam as partidas. As duas redes sociais já até se interessaram em transmitir esportes: o Facebook exibiu jogos da MLB, enquanto o Twitter transmitia partidas selecionadas da NFL e da MLS.

9. Publicidade inteligente

Previsão: “Os dispositivos terão publicidade inteligente: eles conhecerão as tendências de compra do consumidor e exibirão anúncios personalizados de acordo com suas preferências.”

O que existe hoje: basta olhar os anúncios no Facebook, no Instagram ou no Google para perceber que a publicidade on-line depende da capacidade desses serviços de segmentar anúncios e, assim, torná-lo personalizados para interesses e demografias específicos.

10. Links para sites em transmissões ao vivo na TV

Previsão: “A transmissão televisiva incluirá links para websites e conteúdos relevantes que complementam o que a audiência está assistindo.”

O que existe hoje: quase todos os comerciais hoje têm texto que pede que o espectador vá a um site, acompanhe a empresa no Twitter ou digitalize um código QR. É raro ver uma transmissão sem um site vinculado. Nas smart TVs, essa função é acessada pelos botões coloridos.

11. Fóruns de discussão on-line

Previsão: “Residentes de uma cidade ou país poderão ter discussões na internet sobre questões que os afetam, como política local, planejamento urbano ou segurança.”

O que existe hoje: além do que o Facebook e o Twitter oferecem em termos de discussão política, vários aplicativos têm o objetivo de ajudar os moradores a se conectarem uns com os outros e discutirem questões locais. No Brasil, por exemplo, existe o Cidadera, plataforma que permite que qualquer pessoa aponte problemas — como buracos nas ruas, entulho e falta de iluminação.

12. Sites on-line baseados em interesses

Previsão: “As comunidades on-line não serão influenciadas por sua localização, mas sim por seu interesse.”

O que existe hoje: os tipos de sites de notícias e as comunidades on-line se concentram em tópicos únicos. Muitos se expandiram para incluir verticais separados e oferecer cobertura mais detalhada sobre determinados tópicos. O Reddit é um ótimo exemplo de site dividido em subgrupos — os “subreddits” —, que se concentram em interesses e não em quem se conhece ou onde se está.

13. Software de gerenciamento de projetos

Previsão: “Os gerentes de projeto que quiserem montar uma equipe poderão, on-line, descrever o projeto para receber recomendações de profissionais disponíveis que atendam às suas necessidades.”

O que existe hoje: toneladas de software de fluxo de trabalho no espaço corporativo, como Slack, Asana e Trello, já revolucionam a forma como as pessoas recrutam, formam equipes e atribuem trabalho a outros. Enquanto isso, empresas como Fiverr e Gigster ajudam a conectar especialistas e pequenas empresas com o talento criativo de que precisam para um projeto.

14. Recrutamento on-line

Previsão: “Quem estiver à procura de trabalho, poderá encontrar oportunidades on-line ao declarar seus interesses, suas necessidades e suas habilidades especializadas.”

O que existe hoje: sites como o LinkedIn — agora, uma subsidiária da Microsoft — permitem que os usuários enviem seus currículos e encontrem empregos com base em interesses e necessidades. Além disso, os recrutadores podem pesquisar com base em habilidades específicas.

15. Software para comunidades de negócios

Previsão: “As empresas poderão encontrar trabalho on-line — um projeto de construção, uma produção cinematográfica ou uma campanha publicitária. Isso será possível tanto para grandes organizações que querem terceirizar trabalhos, como para aquelas que procuram novos clientes e as que não têm um fornecedor para determinado serviço.”

O que existe hoje: não há um espaço único para empresas encontrarem trabalho. No entanto, muitos serviços, chamados de “economia gig”, como Upwork e Fiverr, permitem que freelancers e pequenas empresas encontrem clientes. Enquanto isso, no Brasil, o GetNinjas é um dos locais favoritos para pequenas empresas se conectarem umas com as outras e encontrarem projetos.

Olhar Digital

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Política

Gleisi critica ajuda humanitária à Venezuela e diz que Brasil se submete aos EUA

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou em seu perfil no Twitter que o Brasil se submete aos “interesses dos EUA” ao enviar ajuda humanitária à Venezuela.

“Dias tristes nos esperam na América Latina com essa intervenção fantasiada de ajuda na Venezuela. Sofreremos por essa posição do Brasil de se submeter aos interesses dos EUA. Não serão eles a viver os efeitos desse conflito. Alertei tempos atrás”, escreveu a petista.

A mensagem de Gleisi reforça o discurso feito pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas. O chavista acusou os Estados Unidos de ser 1 país imperialista e afirmou que a comida enviada pelos norte-americanos é “podre e cancerígena que sobrou do Exército”.

“Escute bem, Donald Trump, jamais vou trair ao juramento que fiz ao comandante Chávez de defender a pátria”, declarou Maduro.

O governo brasileiro enviou 2 caminhões com alimentos básicos –arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar e sal– e kits de primeiros-socorros.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Bruninho precisa de ajuda humanitária, bem como as diversas famílias brasileiras abaixo da linha da pobreza que moram nas favelas e no campo e Boolsonaro manda entregar laranjas aos venezuelanos por ordem de Trump?

    1. Brumadinho, é responsabilidade da Vale. Que tenha mobilização pra as assistências de urgência, agora é com a Vale. Ja quanto a brasileiros a baixo da linha de pobreza e moradores de favelas, como dizia o padre Quevedo, isso não ecxiste, o PT acabou com isto!

  2. Eu só queria entender porque os Estados Unidos não prestam ajuda humanitaria nos paises africandos com mais de uma dezenas de ditaduras semelhantes. Porque será?

  3. OU ESTA IMBECIL É LOUCA OU PENSA QUE S OUTROS SÃO OTÁRIOS, UMA PILANTRA DESTA AINDA TENTA ENGANAR O POVO, CREIO QUE NEM OS MILITONTOS ACREDITAM MAIS NESTA ILUSIONISTA, QUE TEM UM MARIDO QUE ROUBA ATE DE APOSENTADOS

  4. Agreço profundamente por esta demente conseguir superar Dilma na arte de fazer o PT desaparecer do planeta tanto como o fez o tal maduro que ela tanto ama.

  5. "O governo brasileiro enviou 2 caminhões com alimentos básicos –arroz, feijão, café, leite em pó, açúcar e sal– e kits de primeiros-socorros".
    Perguntar não ofende: esses dois caminhões fará alguma diferença? Seria melhor distribui em Brumadinho ou em Boa Vista?

  6. É lixo humano esse Maduro, demônio, corrupto, ditador sanguinário estar matando de fome o povo da Venezuela, o pior que a esquerda brasileira apoia esse regime maldito. Vergonha

  7. Uma que ela e o corno quer dizer o marido roubam quem faz empréstimo e aposentados tem que moral para falar alguma coisa isso devemos aonpivo paranaense por eleger essa vagabunda e amante

    1. Ela não rasga dinheiro (rouba) então como diz o ditado não é doida. Sem dúvida é a cara-de-pau-canhalhice petista.

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Meio Ambiente

Plataforma da Petrobras tem vazamento de óleo no litoral do ES

O rompimento de um mangote da plataforma P-58, da Petrobras, provocou um vazamento de óleo no litoral sul do Espírito Santo na madrugada de hoje (23). Segundo a estatal, o incidente ocorreu durante uma operação de transferência de petróleo da plataforma para um navio aliviador (que leva o óleo para a costa).

Ainda de acordo com a empresa, o processo de transferência foi interrompido assim que o vazamento foi constatado. Estima-se que tenham vazado 188 mil litros de óleo. A plataforma está segura e não houve vítimas.

Duas embarcações estão na área de Parque das Baleias, na Bacia de Campos, a 80 km da costa, para conter e recolher o óleo vazado. A empresa afirma que, de acordo com suas simulações iniciais, não há risco de a mancha chegar à costa.

Especialistas estão sobrevoando a região. A empresa já informou aos órgãos reguladores e está formando uma comissão para investigar as causas do incidente.

Agência Brasil

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Economia

Reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023

A reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023. A estimativa consta de relatório divulgado hoje (22) pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Economia. Segundo a nota técnica, a renda per capta do brasileiro subirá R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pensões sejam aprovadas.

Para chegar a esses valores, o estudo comparou os efeitos da aprovação da reforma da Previdência sobre o crescimento da economia. Os cálculos mostram diferenças crescentes no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) nos cenários com e sem a aprovação das medidas.

Caso as regras para a Previdência Social e dos servidores públicos não mudem, o país cresceria apenas 0,8% em 2019. No segundo semestre de 2020, a economia voltaria a entrar em recessão, mas o país ainda fecharia o ano com expansão de 0,3%. Nos anos seguintes, o recuo seria maior: -0,5% em 2021, -1,1% em 2022 e -1,8% em 2023.

Num cenário que considerou a aprovação da reforma da Previdência conforme enviada ao Congresso Nacional, o PIB cresceria 2,9% ao ano em 2019, 2020 e 2021. O ritmo de expansão se aceleraria para 3,3% ao ano em 2022 e 2023. Apenas em 2023, a diferença entre as estimativas de crescimento do PIB nos dois cenários se situaria em 5,1 pontos percentuais.

O estudo trabalhou com um cenário intermediário, que considera a aprovação parcial da reforma da Previdência nas condições previstas pelas instituições financeiras. Nessa simulação, chamada de “consenso de mercado”, o PIB cresceria 2,5% em 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% ao ano de 2021 a 2023. A renda per capita (por habitante) subiria em ritmo menor, com expansão de R$ 4.642 até 2023. A estimativa sobre a criação de empregos nesse cenário com aprovação parcial não foi divulgada.

Ciclo virtuoso

Segundo o relatório da SPE, o crescimento da economia após a aprovação da reforma da Previdência decorre de um ciclo virtuoso proporcionado pela diminuição dos gastos públicos e pela alocação de despesas obrigatórias, como a da Previdência Social, em outros ramos, como o investimento (obras públicas que melhoram a infraestrutura). Isso ocorre porque a redução dos gastos com a Previdência faz o governo se endividar menos, o que permite a redução dos juros e acarreta expansão do PIB.

A alta da produção, do investimento e do consumo estimula a criação de empregos. Esse processo melhora a arrecadação porque as pessoas pagam mais tributos sem que a legislação precise mudar. Com mais receitas, a situação das contas públicas melhora, permitindo o ressurgimento do superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida pública) e a contenção do endividamento público.

De acordo com o estudo, o Brasil sairá de um déficit primário de 1,6% do PIB em 2018 para um superávit de 1,1% em 2023 (com aprovação total da reforma) ou de 0,6% (com aprovação parcial). Com a manutenção das regras atuais da Previdência, o país encerraria 2023 com déficit primário de 1% do PIB. A dívida bruta do governo geral, que fechou 2018 em 77,1% do PIB, cairia para 76,1% em 2023 com aprovação total, mas subiria para 80,5% no cenário de aprovação parcial e para 102,3% sem nenhuma reforma. A taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 6,5% ao ano, cairia para 5,6% ao ano até 2023 com a aprovação total, mas subiria para 8% ao ano no cenário de aprovação parcial e para 18,5% ao ano caso a reforma não seja feita.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O governo do B171 está com 45 milhões pra que a mídia engane o povo e possa aprovar essa farsa . Não tem ROMBO na previdência, existe ROUBO

  2. Kkkkk conta outra! A reforma trabalhista também ia criar empregos e o resultado foi precarizar a situação do trabalhador. Governo carniceiro esse.

  3. A reforma trabalhista também ia criar milhoes de empregos mais em 2018 gerou milhões de desempregados,isso aí é manchete enganosa.

  4. Que mentira criminosa é essa. Bando de indecentes! A reforma trabalhista também ia criar, onde estão os empregos. Canalhas mentirosos. A população brasileira não pode aceitar esse crime contra o povo chamada reforma da previdência. Pau nesses desgraçados. Vamos à guerra

  5. Fake news com força!
    Alguém lembra quando venderam metade do pais na era FHC prometendo q tdo o dinheiro melhoraraia a saúde e educação?
    E a reforma trabalhista?
    Enganam o povo.

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Diversos

Opositores denunciam duas mortes perto da fronteira com o Brasil; feridos são tratados em Roraima

Apesar do clima pacífico do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela, há relatos de que ao menos 2 venezuelanos morreram e 31 ficaram feridos em confrontos entre forças do regime de Nicolás Maduro e manifestantes favoráveis ao opositor Juan Guaidó na cidade de Santa Elena de Uairén neste sábado, 23.

As mortes teriam ocorrido durante intervenção da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) contra um grupo de manifestantes na cidade que pedia a liberação da passagem dos caminhões para que a ajuda humanitária possa chegar ao país. O Parlamento venezuelano, único órgão controlado pela oposição, afirmou que no total há 4 mortos nos confrontos desde sexta-feira na região da fronteira entre Venezuela e Brasil.

“O que ocorre na fronteira com o Brasil não é uma repressão comum. O que ocorre em Santa Elena é um massacre contra o povo indígena, já contabilizamos 4 mortos e mais de 20 feridos de bala”, afirmou o deputador venezuelano opositor Juan Andrés Mejía. Ainda não há confirmação oficial sobre o número de mortos e feridos do lado venezuelano da fronteira.

A ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, crítica ao governo Maduro, também afirmou que as ações na cidade deixaram mortos e feridos. “Os dois mortos são resultantes da repressão de militares durante distúrbios em Santa Elena de Uairén. Ambos morreram por impactos de bala, um deles na cabeça”, declarou Olnar Ortiz, ativista da ONG na região.

A agência Reuters informou que um relatório do hospital em Santa Elena de Uairén lido por um médico a um de seus repórteres descreve duas mortes e o atendimento a pelo menos uma dúzia de feridos.

No começo desta tarde, uma ambulância venezuelana passou duas vezes pela fronteira trazendo cinco feridos com arma de fogo para um hospital de Pacaraima. O estado de todos eles é grave, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, por isso serão tratados na capital do Estado, Boa Vista. O veículo já voltou para Venezuela e, segundo militares brasileiros, deve trazer mais feridos para o hospital brasileiro.

Carla Servita, médica venezuelana que mora em Santa Elena e participou dos traslados, afirmou que duas pessoas morreram neste sábado após confrontos na cidade venezuelana, onde comércios estão fechados e os soldados da GNB e do Exército patrulham as ruas. “(A situação) está horrível, todos os comércios estão fechados e a guarda (GNB) está na rua”, disse ao Estado.

Associated Press/Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Diversos

Hospitais de Roraima atendem 13 venezuelanos feridos em confrontos

Os hospitais de Roraima atenderam desde ontem (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou neste sábado (23) a Secretaria de Saúde (Sesau-RR) do estado, por meio de nota.

De todos os atendidos, ao menos cinco foram liberados, enquanto os demais continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, três dos quais em estado grave, segundo a Sesau-RR. Nove deles se feriram em confronto com militares em Kumarakapay, vila a cerca de 70 km da fronteira.

Um dos atendidos, identificado como Lino Benavides, deu entrada na noite de sexta-feira no hospital em Boa Vista com traumatismo craniano e permanece em observação. Outro, Kleber Perez, foi atingido por um tiro no tórax e encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O terceiro, Rolando Garcia Martinez, está sedado e respira com ajuda de aparelhos, informou a Sesau-RR.

A tensão na região fronteiriça se intensificou desde quinta-feira (21) à noite, quando o governo do presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira, de modo a evitar a entrada de toneladas de ajuda humanitária enviada por Brasil e Estados Unidos, no que o regime venezuelano acusa ser uma tentativa de invadir seu território.

Na manhã deste sábado, dois caminhões com ajuda humanitária saíram de Boa Vista e percorreram os 214 km até Pacaraima, na fronteira. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um desses caminhões já cruzou o limite entre os dois países e encontra-se em território venezuelano.

Agência Brasil

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Política

Caminhões na fronteira com Colômbia são queimados; ajuda brasileira segue detida

Os dois caminhões com ajuda humanitária que saíram do Brasil com destino à Venezuela continuam detidos na fronteira com o país, na região entre a cidade brasileira de Pacaraima (RR) e Santa Elena de Uairén, na Venezuela. O relato da reportagem contradiz o anúncio feito mais cedo pelo presidente autodeclarado, Juan Guaidó, de que os veículos tinham conseguido cruzar a fronteira.

Há pouco, surgiram novos relatos de que na fronteira venezuelana com a Colômbia, na ponte São Francisco de Paula Santander, venezuelanos correram para resgatar caixas de comida e remédios de caminhões em chamas. Fernando Flores, que estava no local e disse ser um parlamentar no Equador, afirmou que guardas nacionais venezuelanos incendiaram os caminhões quando estes entraram em território venezuelano, sob ordens do presidente do país, Nicolás Maduro.

Maduro prometeu bloquear todas as remessas de ajuda, consideradas por ele um “cavalo de Troia” com o objetivo de “pavimentar o caminho para uma intervenção militar estrangeira”.

Associated Press/Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. E os patriotas bolsominions não irão pegar as armas de verdade é defenderem a pátria? De que mesmo hein?

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Política

Saída de Bebianno muda relação do governo Bolsonaro com o Congresso

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

A saída de Gustavo Bebianno do comando da Secretaria-Geral da Presidência trouxe impactos diretos na relação do Palácio do Planalto com o Congresso.

Logo que foi anunciada a exoneração de Bebianno, o governo confirmou para seu lugar o general Floriano Peixoto, terceiro ministro militar no Palácio do Planalto, isolando o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como o único civil do prédio a ocupar um posto do primeiro escalão.

A demissão do advogado em meio à crise das candidaturas de laranjas do PSL, caso revelado pela Folha, exigirá ajustes finos na relação entre Executivo e Legislativo.

A fritura pública à qual Bebianno foi exposto por cinco dias antes de ter sua demissão confirmada estremeceu a confiança de parlamentares no governo. Embora Bebianno não tivesse formalmente o papel de articulador político, era o único dos quatro ministros palacianos com bom trânsito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Parlamentares veem com reserva o elevado número de militares no Planalto, por considerarem que eles pertencem a um universo muito diferente da classe política.

Um exemplo é o próprio horário de trabalho. Votações importantes na Câmara e no Senado costumam entrar pela madrugada, enquanto militares têm o hábito de começar cedo e encerrarem o trabalho nas primeiras horas da noite.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro tem oito ministros militares, estando três deles alocados no Planalto: Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). São todos generais reformados do Exército, assim como o vice-presidente, Hamilton Mourão. Além deles, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, é general da ativa do Exército.

O principal ajuste que deverá ser feito na articulação política é a interlocução do Planalto com Maia.

Embora ambos sejam do DEM, Onyx e Maia não têm boa relação. O ministro trabalhou de forma contrária à reeleição do deputado para o comando da Câmara. Parlamentares ouvidos pela Folha em condição de anonimato dizem que Maia poderá falar diretamente com Bolsonaro, esvaziando a função de Onyx.

O presidente da Câmara estabeleceu também boa interlocução com a equipe econômica, chefiada por Paulo Guedes, com quem fala diariamente.

Apesar das dificuldades de diálogo na Câmara, Onyx tem um forte aliado no comando do Senado, a quem ajudou eleger para a presidência: Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A Casa Civil estabeleceu ainda duas secretarias especiais para o diálogo com as duas Casas legislativas. O ex-deputado Carlos Manato, cuidará da Câmara e o ex-senador Paulo Bauer, receberá as demandas do Senado.

Além disso, a articulação política é dividida ainda com as lideranças do governo no Congresso. Em seu primeiro mandato como deputado, o major Vitor Hugo (PSL-GO) assumiu o cargo de líder do governo na Câmara. Já o senador e ex-ministro do governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi escalado líder no Senado.

Há ainda expectativa sobre o papel dos filhos parlamentares de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo (PSL-SP), o senador Flávio (PSL-RJ) e o vereador Carlos (PSC-RJ) —a onipresença dele no Planalto incomodou a ala militar.

O governo ainda desenha o papel do vice Mourão. Com extensa agenda diária, recebendo parlamentares, embaixadores e empresários, ele dá sinais de que não pretende adotar postura de discrição.

Mourão foi escalado por Bolsonaro a viajar para a Colômbia neste domingo (24), onde participa, ao lado do chanceler Ernesto Araújo, de uma reunião sobre a crise política na Venezuela.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

Estratégia de Guedes para contas públicas, venda de imóveis do Estado frustra expectativa

A venda de imóveis da União, um capítulo crucial dentro da estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para levar adiante o ajuste das contas públicas, não tem apresentado bons resultados.

Das 567 propriedades que entraram no processo de alienação em 2016 e 2017, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, apenas 39 foram vendidas. O resultado financeiro foi ínfimo. Representou uma arrecadação de R$ 42,9 milhões.

Os dados são da Caixa Econômica Federal, que operou a venda desses imóveis.

Esse sistema está previsto em lei de dezembro de 2015, quando os governos anteriores passaram a usar essa medida para elevar a receita.

O contrato com o banco público, no entanto, não foi renovado no ano passado. Com isso, a equipe econômica do ex-presidente Temer passou a publicar editais no DOU (Diário Oficial Da União) para anunciar a venda de imóveis federais.

Essa fase do processo de alienação envolveu essencialmente propriedades no Distrito Federal. De 41 ofertas, a comercialização foi efetivada em 17, o que rendeu R$ 107,4 milhões aos cofres públicos.

O balanço do ano anterior foi realizado já pelo atual Ministério da Economia, na gestão do presidente Jair Bolsonaro, e reúne dados consolidados até agosto.

Um das primeiras medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro, a venda de imóveis foi uma das diretrizes apontadas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a reunião ministerial de 3 de janeiro.

O ministro ressaltou que a União detém quase 700 mil propriedades atualmente. A ideia é fazer uma avaliação de quais imóveis podem ser comercializados e quais devem ser mantidos.

“Pensem o que isso significa em termos de custo de manutenção”, afirmou o ministro à época, sobre a quantidade de imóveis.

O Ministério da Economia informou que o levantamento das unidades a serem alienadas ainda está sendo realizado e não quis se manifestar sobre os resultados das vendas nos anos anteriores.

Ex-diretor do Sistema da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, declarou que esse é um problema histórico.

“A União é uma péssima administradora. Isso é visto há vários governos, que tiveram dificuldades em vender os imóveis, pois as condições de manutenção estão muito ruins”, disse.

Para ele, que também teve frustrações nas tentativas de alienações, o governo vai precisar melhorar a gestão se quiser vender uma grande quantidade de propriedades.

O uso de recursos com a comercialização de imóveis é uma das possibilidades em estudo pela equipe econômica para viabilizar a troca dos regimes previdenciários.

A reforma da Previdência já prevê a criação de um sistema de capitalização, no qual cada trabalhador poderá fazer a própria poupança para a aposentadoria.

Atualmente, o regime é de repartição, e os recursos pagos pelos trabalhadores atuais bancam as aposentadorias de quem já está inativo.

Como o sistema de repartição perderá recursos para o novo regime, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, informou que está em estudo a modelagem de um fundo de transição.

Opinião dos leitores

  1. Ministro sem qualquer crédito. Sendo investigado por falcatruas com investimentos de idosos.

  2. Parece que é um dos donos do banco BTG PACTUAL. Banqueiro indecente. Pau nesse maladrão.

  3. Paulo Guedes é dono do BTG Pactual, instituição bancária brasileira. O BTG Pactual atua na venda de previdência privada no Chile, país no qual Guedes atuou na constituição da reforma previdenciária e onde tem muitos amigos. Acho que não é difícil de entender…

  4. Esse indivíduo dispensa comentários, ele quer destruir o Estado para se dá bem depois que sair, é investidor e empreendedor, não está nem aí para servidor público e o repito o Estado como todo. Interesses próprios e da área de investimento acima de tudo e de todos. Aguentem Brasileiros, já falei um milhão de vezes, enquanto não exigirmos com força que eles façam e trabalhem para o povo, esse país vai quebrar rapidinho, falta bem pouco. !!

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Economia

‘Hoje, o maior latifundiário do País é o índio’, diz secretário

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou ontem que o governo de Jair Bolsonaro precisa enfrentar uma espécie de “maldição de viés político e ideológico”, arraigada nas instituições, se não quiser fracassar Nabhan citou como decisão ideológica a desapropriação de uma área de 500 mil hectares, em Mato Grosso, com base em estudo antropológico que indicava a presença de “seis a dez índios” no local.

“Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio”, disse ele. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), amigo de Bolsonaro e responsável pela reforma agrária, Nabhan foi alvo de críticas, recentemente, por ter recusado pedidos de parlamentares para nomeações no Incra, mas afirmou não acreditar em retaliação no Congresso por causa de cargos. “Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, argumentou.

O governo decidiu reabrir nomeações do segundo escalão, que haviam sido suspensas após problemas no Incra. Como assegurar agora que essas indicações sejam técnicas?

Quando aceitei o convite para estar aqui à frente da secretaria, deixei claro que nunca fui político. Minha função aqui é tentar reverter, de forma técnica, o que há de pior nessas situações fundiárias, que foram resultado de governos anteriores. Havia aqui forte influência política e ideológica, principalmente no Incra.

Mas partidos que podem vir a compor a base aliada ameaçam votar contra propostas consideradas prioritárias para o ajuste fiscal, como a reforma da Previdência, se não conseguirem cargos O sr. acha mesmo possível conter esse “toma lá, dá cá”?

A gente tenta conciliar as indicações políticas, porque os parlamentares fazem parte de todo esse processo. Nós dependemos do Congresso para as mudanças. Então, é evidente que precisamos ter uma boa relação. Mas as nomeações não podem ter um viés ideológico.

A reforma da Previdência também traz mudanças para o trabalhador do campo. Isso não pode forçar o êxodo rural?

Não. A proposta é muito boa e o País precisa ter uma política previdenciária que traga equilíbrio. Não dá para brincar com o cofre público. Há uma espécie de maldição de viés político e ideológico, que existe no Brasil há séculos, de interferir em um processo de administração do País. Isso é muito ruim e prejudicial.

O sr. foi acusado de ter destratado deputados que estiveram aqui pedindo a revisão de exonerações de seus afilhados políticos no Incra. Como responde?

Eu aprendi a ter educação de berço e nunca destratei ninguém. É evidente que alguns parlamentares querem impor uma nomeação ou revogar alguma exoneração. Nós sabemos que existe um ranço muito retrógrado dentro do Incra, com nomeações feitas por governos que tinham até conivência com os próprios invasores de propriedades e relação muito harmônica com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Agora, vêm aqui dez, vinte parlamentares querendo indicar um nome para a superintendência do Incra. Nós só temos uma por Estado. Como atender? É impossível. Precisamos fazer uma avaliação técnica. Tenho humildade de dizer que não estou muito habituado com essa questão política.

O governo vai nomear militares da reserva para superintendências do Incra?

Se eu tiver aqui um general, um coronel ou qualquer oficial que preencha todos os requisitos e as necessidades para ocupar um cargo à frente dessa gestão, que é técnica, não tenho nenhuma objeção. Ao contrário, tenho até uma admiração muito grande pelos militares e pela capacidade que têm.

Deputados e senadores têm se queixado muito da articulação política do governo com o Congresso. Como melhorar isso?

Olha, um governo que tem 50 dias, que entrou agora e vê tantos vícios, com uma herança ruim que foi deixada, sempre tem coisas a aprimorar. Muito em breve haverá sintonia quase que perfeita entre o governo e o Congresso. Eu acompanhei o presidente Bolsonaro durante a campanha e sempre o vi com muita vontade de acertar. Agora, se o Legislativo e o Judiciário vão colaborar, é outro problema. Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

A saída do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, não terá impacto negativo nas negociações com o Congresso?

Acredito que não. Quando o casamento não dá mais certo, se promove uma separação. Não quero fazer crítica ao Bebianno, que, por sinal, é meu amigo. Mas só porque você casou e separou, passa a ser ruim? Claro que não. Se não deu certo, bola para frente.

Mas é que, nesse caso, houve uma queda de braço com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Os filhos dele estão interferindo muito no governo?

Não. Os filhos talvez não estejam habituados a essa situação. São coisas decorrentes de uma família muito ligada. Se houve falhas e equívocos, serão prontamente corrigidos. É aquela história: em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Eu presenciei o Carlos Bolsonaro ajudando muito o pai na campanha. Então, isso é natural, as coisas vão se ajustando no decorrer do tempo. Agora, eu achei um desrespeito muito grande o vazamento daquela conversa íntima entre o Bebianno e o presidente.

O sr. defende uma revisão na demarcação de terras indígenas, como a Raposa Serra do Sol?

O que puder ser revertido na forma da lei, talvez a gente possa reverter. Não podemos permitir que um Estado fique quase 90% à mercê de políticas ideológicas. Há interferência ideológica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Decisão judicial se respeita, mas, no meu entendimento, houve equívoco do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol. Quer ver outro exemplo? Lá na Amazônia Legal, no noroeste de Mato Grosso, houve um laudo antropológico dizendo que existe a possibilidade de ter ali de seis a dez índios isolados. Aí vem o governo com toda aquela parafernália e decreta a desapropriação de 500 mil hectares. O que é isso? Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio. Não podemos transformar o índio em megalatifundiário.

E por que o Incra agora vai romper o diálogo com o MST?

Durante décadas, nós assistimos ao Incra ser comandado por invasores de propriedade, pelo MST e um emaranhado de siglas. A legislação determina que qualquer entidade de defesa de classe precisa ter personalidade jurídica e um estatuto, além de ata registrada em cartório. Aí, sim, se torna legal. Uma sigla vai lá, destrói, ateia fogo, faz vandalismo, terrorismo e fica por isso mesmo? Isso não é movimento social. Invasão é crime. Não podemos manter diálogo com foras da lei nem nos submeter a pressões. O MST ameaça desestabilizar toda a ordem e depois é recebido? Nós não podemos brincar e levar nesse deboche o dinheiro do contribuinte.

O governo vai rever a política de reforma agrária?

Sem dúvida. Fará uma revisão ampla, total e irrestrita. Não podemos compactuar com a indústria da invasão. Se o governo Bolsonaro ceder e entrar nesse viés político e ideológico, ele também estará fadado ao fracasso. E nós temos a convicção de que o presidente fará um governo com soluções administrativas. Há assentamentos que são favelas rurais. Se há propriedade rural improdutiva, que não cumpre função social, será desapropriada. Agora, o governo não encontra essas terras. É certo que existem entidades que querem fazer a reforma agrária dentro da lei. Não dá para ter mais a farra de algumas ONGs que estão ali com interesses escusos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Terra, todos querem. Menos prá gerar a própria sobrevivência. Que haja quem produza, gere emprego e renda. VOTO FAXINA 2020

  2. E o que tem de idiota dando opiniao sem nenhuma baliza de coerencia e brincadeira, por exemplo, de fato, o indio era o dono, viemos nos carapalidas e ocupamos….comece Senhor Leo a procurar um canto para ir morar kkkkkkk comico se nao fosse tragico.

  3. Na verdade não são os índios, e sim as ONGs mantidas por estrangeiros que os manipulam…

  4. Filho da p*** é quem pensa que os índios estão errados, errados estão os que querem tomar as terras dos índios, quem chegou primeiro foram os índios ou esses canalha s latifundiários sem escrúpulos?

    1. Tú és o rei dos idiotas! deporta então todos os imigrantes, transforma esse país numa aldeia, babaca

    2. Então petista vou mandar uma família de índios para sua casa já que você é tão socialista

    3. LEOsado vamos devolver as terras para os homens das cavernas , pq eles foram os pioneiros essa é a sua lógica. Não passas de um BOBO ALEGRE ativista de sofá !!!

    4. Na verdade não dá pra comparar índio com imigrantes Gagaça. Imigrantes, apesar de uma cultura diferente, convive na mesma sociedade que nós. Os índios têm cultura diferente e precisa viver numa sociedade com valores totalmente diferentes dos nossos.
      Waldemir, duvido que um índio queira morar na nossa casa, por melhor que ela seja. Eles querem terra e floresta, pois é disso que eles vivem. Tirar a terra e floresta pra índio é como tirar sua casa e seu emprego pra você.
      VTNC, nossos primeiros habitantes foram os índios sim. Só que eles habitaram, além de cavernas, florestas também.

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Diversos

14 mil urnas eletrônicas vão virar cabides, cadeiras e para-choques

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo participou, nos últimos dias, de programa nacional para descarte sustentável de 274 toneladas de urnas eletrônicas ‘antigas e inservíveis’, além de componentes que encerraram sua vida útil.

Em São Paulo, esses ‘resíduos tecnológicos’, como são chamados, compreenderam 14 mil urnas eletrônicas modelos 1996 e 2004 e módulos impressores externos 2002, baterias e bobinas, entre outros componentes.

Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da Corte paulista, ‘o descarte ecologicamente correto, realizado pela Justiça Eleitoral em todo o país, permitirá a reciclagem da imensa maioria dos itens e minimizará o impacto ambiental’.

Foi realizada licitação em âmbito nacional.

A empresa vencedora da licitação, Gersol Gerenciamento de Resíduos Sólidos Ltda, com sede em Betim (MG), deverá dar destinação adequada aos equipamentos e materiais, inclusive, com a reciclagem de, no mínimo, 95% dos componentes.

“Este número pode chegar a 98%, sendo ínfima a quantidade descartada”, afirma Danilo Gonçalves Costa, diretor financeiro da organização.

O que não for aproveitado irá para aterros sanitários credenciados.

O procedimento, dividido em etapas, consiste no recolhimento, transporte, armazenagem, logística reversa e destinação final, missão acompanhada de perto por uma comissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após seu recolhimento, os materiais são enviados a Betim, onde são desmontados, separados por tipo e triturados para então serem destinados à reciclagem.

Equipamentos obsoletos podem se transformar em matéria-prima e serem reintegrados ao processo de produção, dando origem a inúmeros produtos como cabides, cadeiras, para-choques e painéis automotores, por exemplo.

Segundo o TRE paulista, ‘a correta destinação de equipamentos, que antes entulhavam as repartições, proporciona a renovação da cadeia produtiva, valorizando a sustentabilidade’.

O último procedimento desta natureza ocorreu em 2012.

Estadão Conteúdo

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