Política

Aprovação de reformas é principal obstáculo no caminho do novo governo

O novo governo, que toma posse na terça-feira (1º/1), chega cercado de expectativas na seara econômica. Para muitos analistas, com seus projetos reformistas e liberais, a próxima gestão pode representar o caminho definitivo para o país deixar para trás uma recessão que ainda se faz sentir no dia a dia, pavimentando a estrada para a retomada de um ciclo de crescimento, enfim, sustentável. Mas ninguém tem a ilusão de que isso será fácil.

Nos nove artigos publicados nesta edição especial, analistas apontam os principais desafios que o governo de Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, terão de enfrentar para que o Brasil possa voltar aos trilhos. O diagnóstico é conhecido: é necessário fazer reformas, e a mais importante e urgente é a mudança da Previdência Social.

Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda – e que fez da batalha pela aprovação da reforma a sua profissão de fé em seus dois anos e meio no cargo –, afirma que fazer essa mudança já não é mais uma escolha. “O Brasil já sabe o tamanho do problema. Mãos à obra”, diz.

O economista Gustavo Franco também faz questão de lembrar que a reforma da Previdência tem de puxar a fila, surgindo numa versão ainda mais ampla e elaborada do que a tentada no governo de Michel Temer. Mas afirma também que é necessário ir muito além nessa rota de rearranjo do país. “Só há um preparativo para uma jornada ao desconhecido: ponha dinheiro no bolso, arrume a economia.”

E arrumar a economia, para José Roberto Mendonça de Barros, passa diretamente pela questão da produtividade. “O desenvolvimento econômico só ocorre e se sustenta através do crescimento persistente da produtividade”, enfatiza. E, de acordo com Elena Landau, a receita para isso está contida também na redução do Estado, o que significa uma venda generalizada de estatais. “Até que se prove o contrário, privatiza tudo.”

Para rearrumar a economia, segundo Bernard Appy, também é necessário atacar outro grave problema: a questão tributária. Ele afirma que o sistema brasileiro consegue ser, a um só tempo, “complexo, injusto e ineficiente”. Além disso, o país também precisa determinar quais são suas metas em relação ao comércio internacional, para poder definir seus interesses estratégicos, anota Rubens Barbosa.

Uma das saídas para destravar a economia, dando mais previsibilidade a investidores, seria o apoio ao projeto de independência do Banco Central, defendido pelo ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore. Para tudo isso, é claro, será necessário um alinhamento de visões e objetivos entre o novo governo e o novo Congresso, que toma posse em fevereiro, lembra o cientista político Carlos Melo.

Também seria bom contar com ajuda da economia internacional, que vem dando sinais de desaquecimento. Nesse sentido, para Barry Eichengreen, o Brasil deve pelo menos não cometer erros evitáveis em sua política econômica.

Estadão Conteúdo

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Trânsito

[FOTOS] QUASE PARANDO: Réveillon e veraneio provocam congestionamento gigantesco no litoral Sul

Quem está se dirigindo para as praias do litoral Sul, seja para aproveitar o veraneio ou simplesmente a festa de réveillon, vai ter que ter paciência. Na manhã deste domingo (30), o congestionamento está enorme: desde a praia de Pium até Búzios.

Motoristas entraram em contato com o Blog para mostrar a situação. Forte engarrafamento.

Aplicativos de monitoramento de trânsito mostram trechos com média de velocidade dos veículos de até 8km/h. Os trechos com maior velocidade estão chegando a 16km/h, em média.

Opinião dos leitores

  1. O babão do BG só pública os comentários que não fala mal da administração pública ;
    Lembrando que JORNAL DO BRASIL quebrou (os antigos donos estão pobres ) Se liga ..arrogância mata !!!

  2. Não existe 1 imbecil do poder público para agilizar o escoamento do trânsito,todo o ano é isso é NINGUÉM FAZ NADA , NÃO HÁ AGENTES DE TRÂNSITO DE ESFERA ALGUMA …cade os cobradores de impostos de PARNAMIRIM???? Cadê a P.RE ????

    1. A polícia estava lá…atrapalhando o trânsito fazendo testes do bafômetro às 11h da manhã…façam estes testes na volta da praia, não na ida. Foram quase 30 minutos de congestionamento só pra passar da blitz.

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Política

Juíza libera acesso ao inquérito-mãe da Lava Jato para Dilma

A juíza federal Gabriela Hardt liberou à ex-presidente Dilma Rousseff acesso ao inquérito-mãe da Operação Lava Jato. O procedimento deu origem à investigação, em Curitiba, que teve sua primeira fase deflagrada em 14 de março de 2014.

A defesa de Dilma havia solicitado ‘acesso a todo conteúdo’ do inquérito, pois seria alvo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, seu ex-ministro da Casa Civil. Em manifestação, o Ministério Público Federal foi contrário, alegando que a defesa se baseava ‘exclusivamente em informações publicadas na imprensa e que negativa de acesso também teria por finalidade preservar a eficácia de eventuais investigações ou diligências em curso’.

Ao decidir, Gabriela Hardt afirmou que não via ‘com facilidade de que maneira o acesso aos autos pela Defesa de Dilma Vana Rousseff poderia prejudicar investigações sigilosas em curso’. Segundo a magistrada, o acesso da defesa ao inquérito-mãe não permitiria ‘acesso a investigações sigilosas, a processos nos quais tramitam acordos de colaboração ou leniência e nem a processos nos quais há medidas cautelares e coercitivas pendentes’.

“Dilma Vana Rousseff é ex-presidente do Brasil, tendo sido responsável pela indicação política de investigados e/ou condenados no âmbito da Operação Lava Jato, vg. Aldemir Bendine, Antônio Palocci e Guido Mantega. Ainda, ela própria ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, durante o período no qual também ocupava o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro condenado perante este Juízo”, registrou a magistrada.

“Sem qualquer juízo de valor, é visível que há uma certa proximidade de Dilma Vana Rousseff aos fatos investigados perante este Juízo.”

A juíza ainda anotou que mesmo Dilma não sendo ‘diretamente investigada nos presentes autos, considerando que se trata de inquérito-mãe da Operação Lava Jato, que tramita com sigilo baixíssimo, reputo razoável franquear acesso a sua defesa’.

“Defiro o requerido e franqueio o acesso da defesa de Dilma Vana Rousseff a este apuratório”, decidiu a juíza.

O que mira o inquérito-mãe da Lava Jato?

O inquérito policial 1041/2013 foi aberto em 8 de novembro de 2013, pelo delegado Márcio Adriano Anselmo, que iniciou as investigações que desencadearam a primeira fase da Lava Jato, que prendeu em março de 2014 o doleiro Alberto Youssef – velho conhecido da Justiça Federal, do Caso Banestado – e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa.

O inquérito nasceu de uma descoberta feita por Anselmo nas escutas telefônicas que tinham sido autorizadas pelo juiz federal Sérgio Moro, nos telefones da lavanderia de dinheiro do doleiro Carlos Habib Chater, dono do Posto da Torre.

“No curso da interceptação, surgiram, porém, indícios de práticas de crimes por terceiros que não compõem o grupo criminoso dirigido por Carlos Chater, em espécie de encontro fortuito de provas”, escreveu Moro, ao autorizar as investigações desmembradas de um inquérito aberto ainda em 2009. Os crimes de terceiros levaram ao escândalo Petrobrás.

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Política

Registro de arma sobe 280%; Bolsonaro promete decreto para facilitar posse

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse neste sábado, 29, que pretende “garantir”, por decreto, a posse de arma de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais, além de tornar o registro do equipamento definitivo. Especialistas questionam a mudança por decreto sem aval do Congresso, uma vez que afetaria o Estatuto do Desarmamento, lei de 2003.

Na prática, todo cidadão pode pedir a posse à Polícia Federal, se cumpridos alguns requisitos, como ficha criminal limpa e exames de aptidão. O total de registros tem crescido: o salto foi de 280% de 2009 a 2017, chegando a 33 mil licenças no País.

Ao anunciar a medida no Twitter, Bolsonaro não detalhou o decreto que está em planejamento. Duas horas após a publicação, ele voltou à rede social para dizer que “a expansão temporal será de intermediação do Executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”. Já tramitam no Congresso projetos que tentam revogar o estatuto.

A lei prevê regras para a concessão da posse, caracterizada pela possibilidade de permanência da arma na casa do proprietário ou no estabelecimento comercial. O candidato deve se submeter a exames de aptidão psicológica e capacidade técnica, além de apresentar a razão da efetiva necessidade, “expondo fatos e circunstâncias que justifiquem”, explica a PF. Defensores da liberação de armas reclamam da subjetividade desses critérios.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno Ribeiro, disse que o decreto deverá manter as exigências legais, como não ter antecedentes, fazer exame de vista e seguir as regras de registro. “A posse será facultada para quem se submeter às exigências, será mais fácil ter a posse, para o cidadão de bem, que nas regras de hoje”, disse. “É lógico que ninguém vai vender arma na esquina.”

A decisão de Bolsonaro de manter a facilitação para posse de arma foi tomada após conversa com o futuro ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro. O argumento do futuro governo é garantir a legítima defesa aos cidadãos. Segundo dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, em 2009 a quantidade de registros era de 8.679. Até o ano anterior, ainda vigorava o prazo, previsto pelo Estatuto, de registro de quem já tinha armas irregularmente. O número subiu ano a ano, até atingir pico de 36,8 mil licenças em 2015.

Também preocupa especialistas o número crescente de registros concedidos pelo Exército a atiradores esportivos. Mudanças nas normas de obtenção e transporte dos equipamentos atraíram milhares de interessados em obter arma e que encontravam dificuldade de obter a liberação via PF.

Para o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, esse fenômeno está ligado à onda de descrença da população, com a escalada da violência urbana. “Em situações estáveis, onde o Estado funciona, as pessoas não veem necessidade de ter arma, até porque ela contribui para que a violência aumente”, diz. “É um mito que a arma de fogo é um bom instrumento de defesa.” O risco, para especialistas, é que a facilitação da posse eleve ainda a circulação de armas ilegais.

Expectativa

Despachante e instrutor de armamento há quatro anos, Guilherme Dias diz que a demanda aumentou nos últimos meses, após a eleição. “Muita gente acha que, por ele (Bolsonaro) ter ganhado e ser atirador, vai conceder porte.” Ele conta que hoje atende de sete a oito pedidos de registro por mês. Em 2015, esse número não passava de três.

Pelo serviço, que inclui todos os trâmites exigidos – como valor da arma, treinamento, exames e taxas-, ele cobra cerca de R$ 6 mil a R$ 8 mil. Segundo ele, desde 2017 o interesse tem crescido, após a permissão do porte de arma para atiradores esportivos do local de treino até a residência.

“Este ano aumentou muito (a procura), está movimentado mesmo”, concorda o instrutor e advogado, Mario Viggiani Neto. Para ele, uma mudança na lei deve manter a exigência de provas de capacitação psicológica e de manuseio da arma. “Quem nunca pegou arma não adianta fazer a prova, que não passa. Tem de ter o básico, saber as regras de segurança, como se usa, como se municia. É como uma autoescola.”

O vigilante Danilo Alves, de 28 anos, obteve a posse legal em 2015. “O motivo foi a insegurança pública que a gente vive nesse País. Sempre tive receio de sofrer alguma invasão residencial. Uma arma traz um conforto psicológico.”

Especialistas em Direito Constitucional ouvidos pelo jornal O Estado de São Paulo afirmaram que a proposta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de alterar o Estatuto do Desarmamento por decreto pode trazer insegurança jurídica e sofrer questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Professor titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), André Ramos Tavares afirma que para estabelecer o registro definitivo da posse de arma de fogo, por exemplo, seria preciso aprovar um projeto de lei ou editar uma medida provisória.

“A lei diz que o registro deve ser renovado periodicamente. Para torná-lo definitivo, é preciso alterar a lei e isso não pode ser feito por decreto. Ele pode dar prazo maior do que os cinco anos que vigoram hoje, mas não tornar definitivo por decreto. Isso traria uma insegurança jurídica para quem tem posse porque a lei continuaria em vigor”.

A advogada constitucionalista Vera Chemim ressalta que qualquer modificação para facilitar a posse de arma também precisa passar por aprovação no Congresso Nacional. “A lei impõe uma série de requisitos para quem quer ter posse de arma, como certidão negativa de antecedentes criminais e comprovação de capacidade técnica. Para alterar esses dispositivos, é preciso passar pelo Legislativo. Um decreto atropelaria o processo democrático”

Ao anunciar a medida no Twitter, Bolsonaro não detalhou o decreto que está em planejamento. Duas horas após a publicação, ele voltou à rede social para dizer que “a expansão temporal será de intermediação do Executivo, entretanto outras formas de aperfeiçoamento dependem também do Congresso Nacional, cabendo o envolvimento de todos os interessados”. Já tramitam no Congresso projetos que tentam revogar o estatuto.

A lei prevê regras para a concessão da posse, caracterizada pela possibilidade de permanência da arma na casa do proprietário ou no estabelecimento comercial. O candidato deve se submeter a exames de aptidão psicológica e capacidade técnica, além de apresentar a razão da efetiva necessidade, “expondo fatos e circunstâncias que justifiquem”, explica a PF. Defensores da liberação de armas reclamam da subjetividade desses critérios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Muito cuidado no trânsito. Não discutir mais com ninguém. Pois ele pode está armado e não ter equilíbrio emocional para ser constrangido.
    Estupros tb podem aumentar muito, além de mais armas disponíveis para os bandidos e traficantes poderem fazer a festa.

    1. Que juízo kkk no tocante a muito
      Cuidado no transito ate estou de
      Acordo kkk esse direito de
      Posse ja temos!! Não se preoculpe q
      Logo logo teremos nosso direito de porte como era antes dos petralhas assumirem!!!!

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Política

Futuro vice defende corte de impostos em aceno a empresários

O general da reserva Hamilton Mourão, que assumirá a Vice-Presidência da República com a posse de Jair Bolsonaro nesta terça (1º), sugere que o novo governo alivie a carga de impostos da indústria brasileira antes de submetê-la à abertura comercial proposta pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em entrevista à reportagem, ele disse na sexta (28) que a reforma tributária é necessária para reduzir custos das empresas nacionais e ajudá-las a competir com produtos estrangeiros, cujas tarifas de importação serão reduzidas se Guedes levar adiante seus planos.

Mourão abriu a agenda para empresários e dirigentes de associações setoriais durante os preparativos para a posse do novo governo. Encerrada a transição, ficou sem missão definida na estrutura do governo, mas manteve a disposição de atuar como interlocutor do meio empresarial.

Ele afirma ter recrutado especialistas de várias áreas para assessorá-lo no cargo e recorre a um jargão militar para descrever o grupo como um “dispositivo de expectativa” na retaguarda, pronto para entrar em ação se for chamado pelo presidente.

Mourão disse que não está preocupado com o caso do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, amigo da família Bolsonaro cujas transações financeiras despertaram suspeitas e são investigadas pelo Ministério Público do Rio.

Papel no governo

“Estou com uma equipe capacitada, pronta. À medida que o presidente for necessitando de alguns trabalhos, ele poderá me acionar. É isso que a gente está aguardando acontecer.”

“É o que em linguagem militar se chama dispositivo de expectativa. Você vai defender uma área e não sabe por onde o inimigo vai avançar com sua força maior. Então, lança à frente uma tropa de menor efetivo e concentra na retaguarda a força principal, capacitando-a para atender qualquer incidente que ocorra.

Não vou citar nomes. Mas trouxe gente do Itamaraty, das Forças Armadas, gente que veio aí da vida civil normal. Cada um com sua capacidade. Somando essas capacidades, dá um todo muito bom.”

Relação com empresários

“A turma me procura para apresentar as demandas, necessidades. O que faço é encaminhar para os ministros respectivos para ver o que podem atender. Atuo mais como um facilitador das coisas.”

“Não há dificuldade no diálogo com a equipe econômica. Eles têm conversado com quem de direito. O que ocorre são visões distintas das soluções para os problemas. Aos poucos isso vai se ajustando.”

Abertura comercial

“O governo entende perfeitamente que ela não pode ser feita na base do choque. Necessita uma graduação, uma segurança maior. Na minha visão, temos que arrumar a casa primeiro. Depois que arrumar a casa, a gente abre a porta.”

“Precisa acertar primeiro a questão tributária, que é parcela do custo Brasil. Aí teremos espaço para iniciar uma abertura, e as nossas indústrias poderão ter preço competitivo com as que vêm de fora e que não sofrem esse aperto.”

Reforma da Previdência

“Vamos ter que fazer uma campanha de convencimento dos parlamentares e da população para explicar as mudanças. A equipe econômica ainda não apresentou as suas armas. Quando revelar sua proposta é que a gente vai ver realmente o verdadeiro diálogo. Por enquanto, é só ensaio.”

“Será melhor uma votação única [em vez de fatiar a reforma como Bolsonaro chegou a sugerir]. Melhor uma batalha grande do que muitas batalhas.”

Articulação política

“Não vamos entregar cargo e dar mesada para que o cara aprove isso aí. O presidente tem conversado com todas as bancadas. Vem fazendo um trabalho de formiguinha.”

“A negociação pode girar em torno do que chamo de alta motivação. A baixa motivação é você conceder alguma coisa. A alta motivação é cooptar os nossos parlamentares para a necessidade dessas reformas, mostrando que eles também sairão engrandecidos por fazer parte desse processo.”

EUA e China

“As críticas [à aproximação de Bolsonaro com os Estados Unidos] partem de setores conhecidos pelo antiamericanismo infantil. Este governo tem uma visão altamente positiva dos valores da democracia americana. Mas até agora não houve nenhum movimento no sentido de deixar o Brasil pendurado nos EUA.”

“Você tem visto declarações esparsas, mas nada concertado. O presidente vai sentar com o comitê de relações internacionais, o ministro da Defesa, o ministro das Relações Exteriores, o pessoal de comércio exterior. Aí vamos definir a estratégia mais coerente. O que há, por enquanto, é só papo de botequim.”

Cuba, Venezuela e Nicarágua

“Não vejo problema [no veto à participação dos três países na posse de Bolsonaro]. Mas é muito mimimi. É um desgaste inútil, uma discussão estéril. Até porque essa turma está devendo para a gente. Estão devendo dinheiro para a gente. São os reis do calote.”

Fabrício Queiroz

“Queiroz falou o que foi falado e morre aí. O problema agora é da investigação que está sendo feita. Para mim é passado. O presidente disse que fez um empréstimo a ele. Queiroz diz que recebeu e pagou em dez vezes. Para mim, assunto encerrado. Nenhuma preocupação. Se Queiroz tivesse dito que não tinha recebido o empréstimo, aí era problema.”

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Vai ter dois Brasis: o real, que Bolsonaro é presidente, e o virtual, que Mourão governa há muito tempo, que não tem 13o,… e outros aberrações. E fica nisso mesmo

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Geral

Ciberataque interrompe a impressão e entrega de jornais nos EUA

Um ciberataque causou problemas de impressão e entrega do Los Angeles Times e de outros jornais de grande circulação nos EUA neste sábado (29).

Os periódicos afetados —entre eles o Chicago Tribune e o Baltimore Sun— pertencem à Tribune Publishing Co. e compartilham a mesma plataforma de produção em Los Angeles.

A ação foi originada fora dos EUA, de acordo com o grupo.

As edições do Wall Street Journal e do New York Times na Costa Oeste americana, que utilizam a mesma estrutura, também foram afetadas, segundo o Los Angeles Times.

As publicações, entretanto, não comentaram o episódio.

A porta-voz da Tribune Publishing, Marisa Kollias, explicou que o vírus prejudicou sistemas usados para publicar e produzir jornais.

“Não há evidências de que as informações de cartão de crédito de cliente ou informações pessoalmente identificáveis tenham sido comprometidas”, afirmou Kollias.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA está investigando o caso.

Reuters

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Política

Toffoli não atende pedidos de liberdade de Lula e outros presos da Lava-Jato

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, não aceitou uma série de pedidos de liberdade feitos por investigados da Lava-Jato ou seus desdobramentos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro Sérgio Côrtes.

Entre os que enviaram pedidos estão o ex-presidente Lula da Silva e o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes .

Em geral, Toffoli entendeu que as solicitações devem ser analisadas pelos ministros relatores. Assim, não as aceitou nem as negou.

Como a Corte está de recesso desde o dia 20 de dezembro e volta a funcionar normalmente apenas em 1º de fevereiro de 2019, isso significa que os pedidos não serão julgados nesse período. Assim, o presidente do STF deixou decisões para os ministros relatores após o fim do recesso da Corte, em fevereiro.

Opinião dos leitores

  1. AS FORÇAS ARMADAS SALVARAM O BRASIL DOS COMUNISTAS.
    AS FORÇAS ARMADAS SÃO DE DIREITA PRA ENDIREITAR LITERALMENTE O BRASIL DA BANDALHEIRA COMUNISTA.

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Economia

Com Lava-Jato, empreiteiras de médio porte passam a liderar obras públicas

Empreiteiras de tamanho médio e companhias de capital estrangeiro estão aumentando a participação nas licitações de obras públicas, ocupando o espaço aberto pelas grandes companhias afetadas pelas investigações de combate à corrupção desencadeadas pela Operação Lava-Jato e a crise econômica.

O Portal da Transparência, site com informações sobre o governo federal, mostra uma mudança no perfil do ranking de contratações. Saem os contratos robustos dominados por grandes conglomerados da construção e entram projetos com valores menores, num sinal de maior pulverização dos recursos entre empreiteiras médias, sobretudo aquelas focadas na área de construção e manutenção de rodovias. São as empresas desse nicho que mais avançaram no ranking de contratações este ano.

Em 2014, quando a Lava-Jato estava no começo, a lista era dominada por gigantes conhecidas do setor, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e UTC. Agora, figuram nos primeiros lugares empreiteiras como a paulista Ferreira Guedes, a mineira LCM Construção e a paranaense Neovia. Perderam espaço os grandes grupos, com braços em vários setores, e ganharam destaque empresas médias mais focadas em engenharia e construção.

Fontes do setor citam que empreiteiras estrangeiras, como a portuguesa Teixeira Duarte, que ganhou o contrato de execução e reforma das obras do aeroporto de Salvador, e fundos de investimento, como o Pátria Investimentos, também estão ganhando espaço no mercado. Especialistas e representantes do setor ouvidos pelo GLOBO enxergam a consolidação desse novo cenário em 2019.

Preocupações adiante

As novas líderes do ranking das obras entraram no vácuo deixado por nomes como Odebrecht, antes a principal na área. Em 2012, antes do início da operação Lava-Jato, a Odebrecht recebeu R$ 1 bilhão em pagamentos do governo federal. Neste ano, a empreiteira ganhou R$ 368 milhões, referentes apenas a um contrato — de construção e manutenção de cinco submarinos para a Marinha. Em 2018, a Odebrecht não fechou nenhum novo acordo com a União.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Só para combinar o sapato com o cinto, o Sistema S deveria adotar como norma contratar somente empreiteiras de pequeno e médio portes para suas obras de reforma e construção. Mas a coerência, estranhamente, sempre passou bem distante dali.

  2. Facada no mito: se PF faz vistas grossas, caberá ao Congresso Nacional investigar a verdade!
    O assunto volta à tona às vésperas da posse do agora presidente eleito depois da publicação de um vídeo documentário chamado "a facada no mito", repleto de perguntas sem respostas e que deixam, ao menos, duvidosos até aqueles que antes repudiavam qualquer possibilidade de uma ação armada para tentar alterar o rumo das eleições.

  3. Governo petralha concentrava as obra com as mega empresas, que engoliram as médias e pequenas empresas, o intuito nefasto era que poucas empresas pagando propina era mais difícil vazar esse mal, entretanto eles não calcularam o Moro pela frente. Que com os competêntes membros da lava jato, quebrou a espinha dorsal desse mal endêmico.

  4. Lula montou o maior esquema de roubalheira da História do Brasil. Lula, Kadafi, Fidel, Chaves, Maduro, são COMUNISTAS, maiores ladrões do mundo.
    CELSO DANIEL EX-PREFEITO DE SANTO ANDRÉ-SP MONTOU O ESQUEMA DE PROPINAS DO PT DE LULA, ZÉ DIRCEU E FOI ASSASSINADO PELA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA CHAMADA PT COMUNISTAS.

  5. Vai trocar só o ladrao …o roubo continua , e se pegar um PTralha pela frente aí é que a coisa vira ROUBO MESMO

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Judiciário

TST diz que é válido cartão de ponto sem assinatura de empregado

A exigência de assinatura de empregado no cartão de ponto não está prevista em lei e, por isso, não pode ser invalidada como prova. Com esse entendimento, a 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho validou os cartões de ponto de um empregado do Metrô Rio que estavam sem sua assinatura.

A decisão determinou que a apuração das horas extras leve em conta os horários ali registrados, inclusive nos meses em que os controles não estavam assinados.

Segundo o relator do caso, ministro Walmir Oliveira da Costa, a apresentação dos controles de frequência pelo empregador gera presunção de veracidade da jornada registrada, conforme prevê a Súmula 338, itens I e II, do TST. Caberia, então, ao empregado, ainda segundo o ministro, “comprovar a falta de fidedignidade do horário registrado, o que deve ser aferido em concreto no caso”.

Após citar decisões das Turmas do Tribunal nesse sentido, o ministro ressaltou que a jurisprudência do TST é firme no entendimento de que a ausência de assinatura nos cartões de ponto não justifica sua invalidação nem autoriza a inversão do ônus da prova.

Histórico

De acordo com o processo, o juízo de primeiro grau condenou a empresa a pagar horas extras relativas aos meses que não estavam assinados. No recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, a concessão metroviária do Rio de Janeiro argumentou que o empregado teria admitido, em depoimento, a correção dos horários de entrada e saída dos controles de frequência.

Ao julgar o caso, o TRT manteve a sentença, considerando que o reconhecimento da validade dos registros de frequência somente atingiria os documentos assinados pelo empregado. Segundo o acórdão, sem a chancela do empregado, os registros são meros controles unilaterais do empregador.

No recurso ao TST, a empresa sustentou a falta de dispositivo de lei que exija o controle de horário assinado pelo empregado para lhe emprestar validade.

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Esporte

Amanda Nunes nocauteia Cyborg e vira 1ª mulher campeã de duas categorias no UFC

Foto: Divulgação/UFC Brasil

Amanda Nunes entrou no octógono do The Forum, em Los Angeles, na Califórnia, para fazer história na madrugada deste sábado para domingo (no horário de Brasília), no UFC 232. A brasileira quebrou a invencibilidade de 13 anos da compatriota Cris Cyborg e se tornou a primeira mulher campeã de duas categorias no UFC.

Para quem pensava que Cyborg era invencível, Amanda mostrou que está no auge de sua carreira e precisou de menos de um minuto para nocautear sua adversária. A “Leoa”, que já tinha o cinturão dos galos, conquistou o título dos penas e passou a ostentar dois cinturões da principal organização de MMA do mundo. “Meu técnico sempre disse, fique calma, que quando sua mão direita entrar, ela vai para o chão”, afirmou a lutadora após o combate.

“Sou a primeira mulher a ser campeã de duas categorias do UFC. Eu sou a melhor. Dana White, agora eu quero ir para o Hall da Fama!”, completou Amanda, que agora apresenta um cartel de 17 vitórias e apenas quatro derrotas no MMA.

A luta foi disputada em ritmo frenético, com troca franca de socos. Amanda acertou dois golpes que derrubaram Cyborg. A curitibana ainda se levantou, mas levou nova sequência de socos definiu o triunfo de Amanda. Foi o oitavo triunfo consecutivo da baiana, detentora do cinturão do peso galo do UFC desde julho de 2016.

Com a vitória em uma luta considerada a mais importante para a história do MMA feminino, Amanda espanta todas as dúvidas sobre o seu potencial dentro da maior organização da modalidade e conquista o posto de melhor lutadora da atualidade.

Comparada aos lutadores da categoria masculina, Amanda entre para o seleto grupo das estrelas Conor McGregor e Daniel Cormier, que conquistaram dois títulos simultâneos no UFC.

Opinião dos leitores

  1. PARABÉNS BRUNO GEOVANNE POR INFORMAÇÕES PRECISAS…BLOG VICIANTE….MUITO BOM…FELIZ ANO NOVO….BÊNÇÃOS

    1. Jacil, as duas votaram em Jair Messias Bolsonaro viu?? Kkkkk
      Lunca é demais lembrar que, o louco, o maluco, o bozó, o bolsobosta, como vc diz vai TOMAR POSSE DIA PRIMEIRO PRA PASSAR OITO ANOS NA PRESIDÊNCIA TÁ?? Outra coisa, não se esqueça, Lula da Silva, tá preso babaca. Kkkkkk

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Esporte

Jon Jones derrota Gustafsson e reconquista o cinturão dos meio-pesados do UFC

Em meio a diversas polêmicas, Jon Jones retornou ao octógono na madrugada deste sábado para domingo (no horário de Brasília) e mostrou ser um dos maiores lutadores da história do MMA. O norte-americano derrotou Alexander Gustafsson no UFC 232, realizado em Los Angeles, com um nocaute incontestável e reconquistou o cinturão dos meio-pesados.

A vitória de Jon Jones aconteceu no terceiro round da luta. Após uma disputa equilibrada entre os lutadores nos dois primeiros assaltos, o norte-americano levou a disputa para o chão e desferiu diversos socos na cabeça de Gustafsson, forçando o árbitro a interromper a disputa e decretar o nocaute.

“Alexander Gustafsson tem um alcance muito grande e conectou bons golpes no meu rosto. Ele é um cara que se recupera muito rápido. O plano era vencê-lo”, afirmou Jon Jones após o combate.

Com o resultado, Jon Jones chegou a marca de 23 vitórias, uma derrota e um combate sem resultado no UFC. Agora, o astro aguarda o seu próximo confronto no UFC e já desafiou Daniel Cormier, ex-campeão da categoria meio-pesado.

“Tem um cara aí que se chama de campeão duplo. Que tipo de cara abandona seu cinturão só por que eu cheguei em casa? O papai está em casa, Cormier. Venha pegar o seu cinturão, ele está bem aqui”, disse Jon Jones ainda no octógono.

Vale lembrar que o lutador apresentou resquícios do esteroide turinabol em exame antidoping realizado antes do seu duelo contra Gustafsson e foi vetado pela Comissão Atlética de Nevada de participar do evento em Nevada, o que causou a transferência do UFC 232 para Los Angeles.

Estadão Conteúdo

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Política

Fachin homologa delação de lobista que atinge Renan Calheiros

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a delação premiada do lobista Jorge Luz. Ele relatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado pagamentos milionários de propina ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e seu grupo político, de acordo com informações de Aguirre Talento, de O Globo.

Depois de negociação que durou mais de um ano, a PGR assinou o acordo de delação com Luz e seu filho Bruno, ambos lobistas que atuavam na Petrobras e tinham relação com políticos do MDB.

Ficou acertado pelo acordo, que é mantido sob sigilo no STF, um ressarcimento aos cofres públicos de aproximadamente R$ 40 milhões, valor calculado com base nos crimes e repasses de propina operados por eles.

Em função da delação já homologada, Fachin permitiu que Bruno Luz, atualmente preso em Curitiba, saísse temporariamente da carceragem da Polícia Federal para passar o Natal em casa, conforme fontes da Polícia Federal.

Jorge Luz, por sua vez, está em prisão domiciliar desde fevereiro deste ano para tratar problemas de saúde. Ambos haviam sido presos pela PF em fevereiro de 2017, na 38ª fase da Lava-Jato, e já foram condenados pelo então juiz Sérgio Moro por corrupção e lavagem de dinheiro.

Documentos

Jorge Luz entregou documentação com extratos de suas contas bancárias no exterior e revelou detalhes do funcionamento dos pagamentos de propina ao MDB.

O lobista revelou repasse de ao menos R$ 11,5 milhões para o grupo político composto por Renan, o senador Jader Barbalho (PA), o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e o deputado federal Aníbal Gomes (CE).

Revista Fórum

Opinião dos leitores

  1. Como é que o Brasil vai da guarida aos cubanos se o Brasil faz parte do mesmo regime cubano. Comunista. PAÍSES COMUNISTAS : BRASIL, CUBA, VENEZUELA, BOLÍVIA, CORÉIA DO NORTE. ALÉM DE COMUNISTA É CORRUPTO, TODO PAÍS COMUNISTA É CORRUPTO. VIDE VENEZUELA E CUBA.

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Política

Temer encerra ciclo e monta base para Bolsonaro

Os 963 dias de governo de Michel Temer marcaram uma mudança brusca nos rumos da política econômica até então adotada pelo PT desde 1.º de janeiro de 2003. Por isso mesmo, anteciparam em mais de dois anos e sete meses a entrada em vigor de um projeto liberal na economia, desestatizantes e fiscalista, que agora deverá ser adotado e ampliado pelo governo de Jair Bolsonaro.

Com Temer, o Estado intervencionista idealizado por Dilma Rousseff e por seu partido, que praticamente quebrou a Petrobrás pelo controle de preços na tentativa de não impactar a inflação (sem contar os problemas com a corrupção), anárquico no controle dos gastos públicos e na busca do equilíbrio fiscal, deixou de existir.

Portanto, o modelo de administração adotado por Temer acabou por se tornar, involuntariamente, na melhor transição de governo que Bolsonaro poderia desejar. Sem contar que o País foi retirado da recessão mais profunda pela qual passou desde o governo de Fernando Collor. A economia cresce lentamente, mas cresce, e há até uma recuperação do emprego. As contas públicas estão sob controle e Bolsonaro pode, daqui para frente, fazer o barco navegar.

Quando Temer chegou à Presidência, em maio de 2016, depois de servir a Dilma Rousseff como vice-presidente por 5 anos, 4 meses e 12 dias, ele não teve de correr atrás de um modelo de governo, já que o de Dilma apontava para um rumo só: o precipício. Temer já tinha uma proposta de governo pronta. Não que pensasse em dar um golpe, como o PT espalhou por tanto tempo. Nada disso. O que houve é que Temer e o PMDB (hoje MDB), do qual era presidente, percebendo que a política econômica dos petistas não se sustentaria, e que a apoio político no Congresso estava ruindo, decidiram se divorciar do parceiro e se preparar para as eleições municipais de 2016 e presidencial, de 2018.

Para tanto, precisavam de um programa de governo muito diferente do que o PT vinha adotando e que estava levando tanto o partido de Dilma Rousseff quanto seus parceiros para a bancarrota. A queda da credibilidade e da confiança do eleitor no PT era previsível, pois os escândalos de corrupção envolvendo líderes do partido se somavam à incapacidade de gestão. E Dilma Rousseff se encalacrava mais a cada tentativa de mudança na política econômica.

Ponte. A Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB, encomendou então estudos a vários economistas para a criação de um modelo de governo que pudesse ser apresentado aos eleitores nas eleições que viriam a seguir. Os peemedebistas acreditavam que recuperariam a credibilidade ao romper com os petistas, o que poderia lhes dar a oportunidade de voltar ao poder pelo voto. Portanto, tinham de arrumar um programa de governo que fosse radicalmente oposto ao do PT.

Em novembro de 2015 o projeto foi divulgado num evento festivo, no Hotel Nacional, em Brasília. Chamava-se “Uma ponte para o futuro”, e entrava de vez no liberalismo econômico. Pregava, entre outras coisas, a criação de um programa de desestatização, o fim dos subsídios da política industrial e de comércio exterior, reformas trabalhista, da Previdência e tributária, equilíbrio fiscal, com a aprovação e uma lei de responsabilidade orçamentária, aumento acentuado do superávit primário, fim do regime de partilha para o pré-sal, fim do controle da Petrobrás sobre o pré-sal, criação de um estatuto para as estatais, foco na aliança comercial com grandes potências e desburocratização, entre outras coisas.

À exceção da reforma da Previdência e algumas questões na política externa, Temer conseguiu realizar quase tudo durante seu governo de dois anos, oito meses e dezoito dias. E a reforma previdenciária só não foi aprovada porque a Procuradoria-Geral da República apresentou duas denúncias contra Temer, por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça – uma terceira foi protocolada no dia 19 (mais informações nesta página). Com as denúncias, Temer teve de suspender o foco na reforma da Previdência para preservar o próprio mandato. Conseguiu fazer com que a Câmara mandasse as duas denúncias para o arquivo, mas seu governo perdeu força claramente.

Antes de se complicar nas questões jurídicas, por causa do vazamento de uma conversa com o empresário Joesley Batista, o governo de Temer ia muito bem no Congresso. Presidente da Câmara por quatro vezes, líder do PMDB por anos seguidos, o presidente que agora deixa o cargo conseguiu montar uma excepcional base de apoio a seu governo. O que lhe deu condições para aprovar até a emenda constitucional que estabeleceu o teto de gastos para o setor público a partir do índice de inflação do ano anterior.

Essa sustentação muito forte, claro, foi toda ela construída com base no “toma lá, dá cá”, usada por todos os governos do período democrático. Temer não teve dificuldades para costurá-la porque conhecia como poucos como o Congresso funciona. Só para se ter uma ideia de como foi a montagem de seu ministério, seu ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PE), só foi nomeado quando Temer estava a caminho do Palácio do Planalto para assumir o governo, no dia 12 de maio de 2016.

Um pouco antes o Senado havia aceitado o pedido de impeachment e expedira dois mandados: o primeiro, para avisar à presidente Dilma que ela deveria se afastar pelo prazo de 180 dias, ou até o final do julgamento do processo; o segundo, para comunicar a Temer que ele deveria assumir a Presidência, que vagara. O PSB havia sido chamado a fazer parte da coalizão de governo e ainda não dera a resposta. Quando esta veio, pegou Temer no meio do caminho. De dentro do veículo que o transportava ele assinou a nomeação de Coelho Filho.

PT. O afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República e a ascensão de Temer tiveram uma preciosa contribuição do PT, por mais absurdo que esse fato possa parecer. Com receio de que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato, aceitasse a abertura de processo de impeachment, isso no final de 2015, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também preso e condenado na Lava Jato, e os então ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) fizeram uma negociação de cúpula com o emedebista. Por ela, o PT, que tinha três votos no Conselho de Ética da Câmara, onde Cunha respondia a processo por quebra de decoro parlamentar, votariam pela não abertura de processo contra o presidente da Câmara.

Acontece que a base do PT era contrária e refugou. O Conselho de Ética abriu o processo contra Cunha com os votos dos petistas. E Cunha, em represália, aceitou o pedido de impeachment. E Temer chegou ao poder.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Agora vai demorar para o PT arranjar outro vice tão afinado e à altura de seu merecimento. Quem sabe no futuro Lula e Temer reatem a convivência durante o banho de sol.

  2. Chora Jacil! Alienado da Lula, teu líder tá preso, vai lá para Curitiba, fazer coro, com teus companheiro alienados, cantando para o condenado Lula kkkk

  3. "RIO TEM MENOR ÍNDICE DE MORTES DE PMs EM 24 ANOS"
    Fonte: O Antagonista
    AS FORÇAS ARMADAS SÃO A SALVAÇÃO DO BRASIL SEM COMUNISTAS, ESQUERDISTAS, PETISTAS, PSOLISTAS, FANÁTICOS, TERRORISTAS,…

  4. GOLPISTAS……O BRASIL SAIU DE QUE CRISE….??????? DESEMPREGO AUMENTOU…A POBREZA CRESCEU ALARDEMENTE…..O SALÁRIO ESMAGOU…..A CARESTIA CRESCEU …..FORA TEMER…FORA BOLSOBOSTA CAGAO…..CADEIA PARA A FAMÍLIA DO BOLSOLADRAO…FLAVIO BOLSONARO NA PAPUDA….SERGIO DESMORONOU FORA

    1. Que é isso? Ficou louco mané? Você votou nele 2 vezes seguidas, e ele só assumiu porque dilmanta foi impeachada, tudo direitinho, inclusuve com reprovação dela nas urnas nessas eleições. Portanto petralha, se o povo também reprovou ela, é porque foi vontade divina.

    2. Calma Jacil! Que revolta é essa? Deixe o Bolsonaro assumir. Se não corresponder às expectativas de melhora do governo brasileiro, a gente xinga juntos. Já tomou seu diazepan hoje? Se acalme! Lula continua preso, não se esqueça, viu? E deve permanecer por lá o resto da vida.

    3. SÉRGIO MORO VEM AÍ, HEIM!
      E ele não está sozinho, não. Inclusive cerca de 90% do povo está com ele. DIAS MELHORES VIRÃO!

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Política

Câmara gastou R$ 8 milhões com saúde de deputados

A Câmara dos Deputados gastou R$ 7,9 milhões para ressarcir despesas médicas de 203 deputados com hospitais e clínicas particulares em 2018. Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Coluna obteve a planilha dos reembolsos. A direção da Casa Legislativa autorizou, por exemplo, pagamento de despesas médicas do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB-AM) no valor de R$ 3,2 milhões. É praticamente o mesmo que o município de Candeias (MG), com 15 mil habitantes, recebeu da União em 2018 do Fundo Nacional de Saúde para custeio.

Quatro deputados foram ressarcidos por despesas médicas no total de R$ 5,3 milhões. O maior valor foi pago a Castelo Branco (R$ 3,2 milhões), seguido de Caio Nárcio (R$ 1,5 milhão), Nelson Meurer (R$ 322,2 mil) e Bonifácio Andrada (226, 5 mil).

A Câmara oferece aos deputados um departamento com 70 médicos de 17 especialidades diferentes. O que não impede de utilizarem clínicas particulares. Não há limite para o valor do reembolso, mas é preciso de autorização da Mesa Diretora.

Os deputados Sabino Castelo Branco, Caio Nárcio e Bonifácio Andrada não se manifestaram. Nelson Meurer diz que ficou internado no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo para colocação de um marca-passo.

A Câmara afirma que não divulga as informações sobre a especialidade médica ou o tipo de tratamento porque são pessoais e resguardadas por sigilo médico.

Em 2013, a Casa facilitou o reembolso ao decidir que despesas médicas até R$ 50 mil só precisariam ser autorizadas pelo seu vice-presidente. Acima disso, pela Mesa Diretora, que tem sete deputados.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Sera que o BRASILEIRO ILUDIDO E OTARIO ACREDITA QUE ISSO VAI ACABAR COM A TRUPE DO DESMORONOU E BOLSOBOSTA??????UM ANO….VAMOS AGUARDAR…..ESSA MATÉRIA SE REPETIR

    1. Deixa de fumar maconha virulento, Bem como, comer porcaria. Seu tempo passou, seus lideres estao presos e quem desmoronou foi a quadrilha comandada por Lula e seus puxa sacos. Acredite que podemos sair dessa situação de desgraca que o PT deixou o país……

    2. Graças a Deus nos livramos de Dilma s Temer, seu grande vice. Agora é parar de mínimo e torcer que tudo melhor. Esse rancorzinho de petista desesperado não vai colar. Se Deus quis, quem é o senhor pra duvidar?

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Judiciário

Pedidos de impeachment de membros do STF disparam com polarização política

De guardião máximo da Justiça a atual vidraça, o STF (Supremo Tribunal Federal) acumula 28 pedidos de impeachment de seus ministros, 23 deles protocolados de 2015 para cá.

Dados levantados pela Folha na página do Senado na internet mostram que a onda de protestos que dividiu o país, culminando na cassação de Dilma Rousseff, em 2016, turbinou as petições contra os principais representantes da mais alta corte.

As decisões por vezes erráticas do Supremo, proferidas em meio à mobilização anticorrupção personificada pela Lava Jato, também foram fundamentais para essa alta.

O ministro Gilmar Mendes, criticado por decisões que levaram à libertação de dezenas de alvos na Lava Jato, é o campeão de pedidos, com 9 —7 deles feitos desde 2016.

A vice-liderança do ranking é dividida entre Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, com 4 petições de afastamento cada, seguidos por Ricardo Lewandowski e Luiz Fux (3 representações cada um).

A maior parte das petições é rapidamente arquivada pelo Senado, seja por apresentarem falhas jurídicas, seja pela avaliação de que não há motivo suficiente a embasá-las. Cabe ao Legislativo processar e julgar juízes da corte.

Atualmente, apenas sete estão em tramitação, e mesmo assim esse é um número historicamente alto, afirma Rubens Glezer, professor da FGV Direito (Fundação Getulio Vargas). De 2017 para cá, segundo ele, houve uma mudança na forma como o Senado trata essas petições.

“Na gestão de Renan Calheiros na presidência do Senado, os pedidos eram arquivados em dois dias, em média. Já o Eunício Oliveira deixa em aberto, em uma mudança de postura. Isso dá uma certa potencialidade para um instrumento que costumava ser de prosperidade nula. De incogitável, o afastamento passou a ser possível.”

Uma parte não desprezível dos pedidos vem de políticos e de grupos como MBL (Movimento Brasil Livre) ou Movimento República de Curitiba. Há ainda, por exemplo, três casos de grupos de advogados que pediram coletivamente ao Senado o impeachment de ministros.

“A partir de 2015, o Supremo alcançou o ápice da sua potência, do seu poder, e ao mesmo tempo passou a enfrentar a queda da sua popularidade”, diz Glezer. “Entrar com pedido de impeachment dos ministros passou a ser uma forma de se capitalizar politicamente.”

Entre os requerentes está o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP), um dos que pediram o afastamento de Gilmar. “A impressão que dá é que o Gilmar Mendes vende habeas corpus a R$ 1,99”, diz Frota. “Isso precisa acabar”.

Gilmar considera que há certo punitivismo em curso no país. “Estamos na turma que trata da Lava Jato, então temos todas essas discussões sobre matéria penal centradas nessa temática”, diz o ministro. “Falam de mim, do Lewandowski, do Toffoli. Daqui a pouco haverá outro tipo de discussão.”

Para o cientista político Christian Lynch, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as petições refletem o declínio do Supremo como remédio para a crise de representatividade do Congresso.

“Até a década de 2000, o Judiciário dizia amém, respeitando os limites entre política e direito”, afirma. “Quando o presidencialismo de coalizão foi posto em xeque, as pessoas começaram a colocar mais fichas na Justiça. Isso foi empoderando juízes, ao mesmo tempo em que estes foram aumentando seus privilégios”.

Segundo ele, o STF apoiou a Lava Jato, desagradando a esquerda e grandes partidos. Ao mesmo tempo, posições progressistas de ministros no campo dos costumes aborreceram segmentos conservadores, como os evangélicos.

Na visão de Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP, a antipatia generalizada pelo STF tem relação com o que classifica como um “contexto político explosivo”.

“O aumento dos pedidos de impeachment se deve, em parte, a esse contexto, que o Supremo não consegue moderar de modo racional e com imagem de imparcialidade”, diz. “Mas se deve sobretudo à irresponsabilidade de ministros que cruzam a linha da ética judicial.”

Especialistas apostam que, sob ataque de integrantes do governo de Jair Bolsonaro, o Supremo deve se retrair. “É o único poder onde Bolsonaro não tem nenhum representante. Nem o ministro Alexandre de Moraes é conservador a esse extremo”, afirma Lynch.

O caminho natural para a renovação seria aguardar a aposentadoria de ministros.

Já a alternativa extrema seria mudar a Constituição para permitir um número maior de ministros, o que chegou a ser defendido pelo novo governo, que depois recuou.

Ministros do Supremo que já tiveram pedido de afastamento

Gilmar Mendes: 9
Dias Toffoli: 4
Luís Roberto Barroso: 4
Ricardo Lewandowski: 3
Luiz Fux: 3
Marco Aurélio de Mello: 2
Nelson Jobim: 2
Joaquim Barbosa: 1
Rosa Weber: 1
Edson Fachin: 1

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Pedidos inócuos formulam os cães raivosos. Não haverá baixa nenhuma na caravana. Esquecem que o Brasil não é pet shop.

  2. Vão ter que afastar pelo menos um Ministro para acomodar aquele postulante que usou e abusou vergonhosamente da toga para decidir a eleição em favor do fulano que vai tomar posse.

    1. Chora petista a mamata acabou há e
      Lula tá preso babaca
      Kkkkkkkkk

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Economia

Meta inicial de Bolsonaro é animar o setor produtivo

Sem fechar consenso sobre a proposta de reforma da Previdência, Jair Bolsonaro vai concentrar os esforços dos primeiros dias de governo em medidas para melhorar o ambiente de negócios e animar o setor produtivo.

Durante o mês de janeiro, a equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende ampliar as ações de uma lei que entrou em vigor em setembro e que retira exigências cartoriais como autenticações de documentos e reconhecimento de firmas.

A ideia é partir do princípio da boa intenção dos cidadãos para que documentos assinados tenham fé pública. Hoje, eles precisam estar registrados com firmas reconhecidas.

Posteriormente, será encaminhado ao Congresso um projeto prevendo alterações na lei, com punições para quem for pego na mentira ou fraudar documentos.

Parte dessa revisão inclui agilizar prazos para abertura e encerramento de empresas, tudo para aliviar ao máximo a burocracia e os custos de operação para empresas.

Os sistemas de comércio exterior também devem ser revistos e aprimorados, para acelerar os processos de importação e exportação. A meta é intensificar o uso da plataforma eletrônica em que as empresas inserem os documentos para queimar etapas da fiscalização aduaneira.

Embora não tenham efeito imediato sobre a atividade econômica, as iniciativas servirão para confirmar promessas feitas na campanha eleitoral, de menor intervenção e redução do peso do Estado.

A agenda de redução da burocracia incluirá ainda o apoio à revisão da Lei de Licitações, que já está no Congresso, mas ficou paralisada no fim do governo Michel Temer. O diagnóstico da equipe de Guedes é que a lei não funciona mais, nem mesmo para o Estado, que ganhou com a tecnologia novas formas de controle.

Casos de abuso e superfaturamento podem ser evitados com uma análise do histórico de preços e de vendas nas notas fiscais eletrônicas de empresas que competem por encomendas do setor público.

Além de reduzir o peso da burocracia, que gera custos para as empresas, a futura equipe econômica estuda cortes nas contribuições para o Sistema S. A redução deve oscilar entre 30% e 50% nas alíquotas que incidem sobre a folha de pagamentos das empresas.

A verba é repassada pela Receita Federal para 11 entidades nacionais que formam o Sistema S. Ao reduzir as contribuições, Guedes pretende manter mais dinheiro no caixa das empresas para que possam fazer investimentos, como a modernização de parques industriais, ou ter capital de giro.

Empresários que optarem por usar os recursos para criação de novas vagas terão descontos maiores nas alíquotas, o que pode ajudar a reduzir o desemprego, um dos maiores problemas do país.

Para definir detalhes desse plano, a equipe do futuro ministro faz um pente-fino nas despesas do Sistema S, avaliando, por exemplo, a qualidade dos cursos que são pagos com o dinheiro recolhido e os pagamentos de serviços como consultorias.

Para eles, é preciso saber onde há gorduras que podem ser eliminadas sem comprometer cursos de treinamento e capacitação oferecidos em mais de 4.000 endereços no país.

Uma das críticas dos integrantes do novo governo é que alguns cursos financiados com dinheiro do Sistema S, como os do Pronatec (Programa Nacional de de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), não geraram o pretendido aumento da produtividade.

A equipe econômica ainda definirá, em até três meses, quais programas setoriais e sociais sofrerão cortes de subsídios ou serão extintos. A ideia inicial é cortar pelo menos R$ 49 bilhões dos gastos da União.

Essa medida foi uma recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União). Os ministros disseram a Guedes que diversos alertas foram dados sobre esse tema e que o tribunal fará cobranças duras ao próximo presidente.

Assessores de Guedes já estudavam os programas de incentivo fiscal na transição, mas restringir ou acabar com eles depende de aprovação do Congresso porque foram criados por leis.

A equipe econômica de Bolsonaro tem um estudo bastante amplo da efetividade de alguns deles mostrando a relação custo-benefício. Alguns, como o Internet para Todos, podem ser mantidos. Segundo assessores, há números comprovando o aumento da renda per capita de famílias que têm conexão à internet.

Para implementar essa tarefa, será preciso, no primeiro mês, alterar a composição de dois comitês governamentais, o Comitê de Monitoramento e Avaliação dos Subsídios da União (Cmas) e o Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Federais (Cmap).

Programas devem ser reunidos para melhor aproveitamento dos recursos. O Bolsa Família, por exemplo, deve passar a incluir desempregados e, com isso, será possível cancelar o pagamento do seguro-desemprego que, por ano, consome R$ 19 bilhões.

Assim que assumir o cargo, Guedes deve pedir à AGU (Advocacia-Geral da União) que procure o Supremo Tribunal Federal para desarmar uma bomba prestes a explodir no gabinete do ministro Luiz Fux: o tabelamento do frete.

Demanda dos caminhoneiros para não entrarem em greve novamente no próximo ano, o tabelamento do frete foi proibido pelo ministro por liminar. Dias depois, Fux reviu a decisão a pedido da AGU, que defendeu a manutenção do tabelamento até a chegada do novo governo. A paralisação retirou 0,2% do PIB em 2018.

Em outra frente, Guedes quer reduzir ainda mais os tributos que incidem sobre o diesel. Para isso, fará revisão de despesas. Diferentemente do governo atual, que contou com pouca margem de manobra do Orçamento, Guedes deve propor a desvinculação total de despesas, o que deixará a execução do Orçamento bastante flexível.

Ainda há dúvida se essas medidas deveriam ser apresentadas como um pacote ou isoladamente. Segundo um importante assessor de Jair Bolsonaro, seria melhor comprar uma única briga, apresentando um plano completo.

Mas outros integrantes da equipe acreditam que isso poderia ter o efeito colateral de aumentar o desgaste de Bolsonaro na largada da gestão, algo indesejável diante da popularidade do futuro dirigente.

A palavra final será do presidente eleito, que deverá se reunir com Onyx Lorenzoni (futuro chefe da Casa Civil) neste domingo (30) para finalizar os detalhes da carta de intenções.

As medidas serão acionadas enquanto o novo governo não fecha a proposta de reforma da Previdência. Assessores de Guedes trabalham no texto, que deverá ser apresentado quando o Congresso reabrir, em fevereiro. Até lá, as discussões ficarão no âmbito técnico para que se chegue a uma fórmula de consenso.

A ordem é mesclar propostas de Temer com as de Paulo Tafner e Armínio Fraga e também as dos irmãos Arthur e Abraham Weintraub, que colaboram com Bolsonaro desde a pré-campanha.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Vai ser fácil, vez que já tem um mágico motorista que aparece e desaparece, uma equilibrista que ce Jesus encina de uma goiabeira e um palhaco que pensa que rsta num picadeiro falando besteira o dia todo, todo o dia.
    Quer mais o quê?
    Ah, um Santo para perdoar as faltas e pecados da sua equipe de falastrões que toda hora se contradizem e voltam atras no que disseram há um minuto antes.
    Infelizmente Tiirica não vai mais ter tanto destaque com uma trupe dessas que inclusive acredita que a terra é plana e se inspira no idiota do Olavo de Carvalho, que educou sua filha com os mulçumanos.
    kkkkkkk

  2. o governo tem que rever os abusos de cobranças cartorários, pois ao se financiar uma casa, ao tomar empréstimo em instituições financeiras, exigem registros que compromete Boa parte do financiamento e ao concluir o pagamento, paga -se para obter a baixa, num verdadeiro absurdo de tarifas, que segundo os cartórios parte dessas cobranças vão parar nas associações de magistrados.

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