Política

Bolsonaro lamenta ausência de PT e PSOL na sua posse

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse em mensagem pelas redes sociais que lamenta o anúncio feito pelos partidos PT e PSOL de que não enviarão representantes para a sua cerimônia de posse, que acontecerá em Brasília no dia 1º de janeiro.

“Soube que PT e PSOL não comparecerão à cerimônia de posse presidencial em repúdio a mim. Lamento!”, disse em sua conta no Twitter.

A mensagem vem seguida da imagem de uma mão com sinal de positivo, o que pode dar a interpretação de que Bolsonaro esteja ironizando o comunicado de seus adversários políticos.

O PT anunciou na manhã desta sexta-feira (28) que seus deputados e senadores não participarão da solenidade de empossamento do novo governo.​

Pelo Twitter, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, também disse que a bancada do seu partido vai se ausentar do evento.

Segundo nota do PT, o resultado das urnas é legítimo, entretanto “isso não impede [o PT] de denunciar que a lisura do processo eleitoral de 2018 foi descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”.

O partido também diz que a ausência na cerimônia é um ato de resistência, em protesto a “discursos e ações que estimulam o ódio, a intolerância e a discriminação. Não aceitamos que tais práticas sejam naturalizadas como instrumento da disputa política”.

O comunicado é assinado por Gleisi Hoffmann, presidente do PT e deputada federal eleita, Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara.

No dia 1º, data da posse de Bolsonaro, apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planejam fazer um ato em frente a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula cumpre pena.

A assessoria do PT não confirmou se haverá a participação de parlamentares nas manifestações no dia 1º em Curitiba.

Em seu perfil pessoal no Twitter, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, disse: “Como é de praxe, o TSE convidou toda a bancada do PSOL para a posse do novo presidente. Mas como prestigiar alguém que despreza os direitos humanos, promete colocar o Brasil de joelhos diante dos EUA e destruir os direitos sociais? Não vamos à posse. Nossa resistência já começou”.

A Executiva Nacional do partido soltou nota na mesma linha. “A posse é um ato formal da Justiça Eleitoral, mas também é um momento de festa. Mas para o PSOL não há nada a comemorar. O governo que se iniciará no próximo dia 1º tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência”, diz o partido.

O PT possui a maior bancada na Câmara dos Deputados: são 56 deputados federais; no Senado, elegeu quatro representantes. A atual bancada do PSOL tem seis deputados e crescerá para dez na próxima legislatura.

Não é a primeira vez que um partido de oposição boicota uma posse presidencial. Em 2014, os parlamentares de PSDB e DEM não compareceram à solenidade que deu início ao segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Eu nem votei em Bolsonaro nem em Haddad. Mas essa postura do PT é do PSOL é falta de espírito democrático. Se fosse o inverso e o PSL não participasse da posse de um deles, se tivessem vencido, iriam chamar de retrógrado e anti-democratico e direitista. Se não aceitam o resultado de uma eleição lícita, por que participaram dela?
    Mas é como diz o ditado: "NADA COMO UM DIA ATRÁS DO OUTRO E UMA NOITE NO MEIO."

  2. Isso é de quem perde, não há alegria, e vai demorar ter essa alegria, o Brasil precisa de independência e não de Ladrao.

  3. Sei que Bolsonaro foi responsável pela fragorosa derrota dos petralhas, inclusive muitos dos caciques que decidiram ou apoiaram essa atitude, entretanto, a eleição de Bolsonaro foi legítima, até bem mais legítima que das vezes que o pt foi eleito, pois aí sim, todas as vezes que os petralhas foram eleitos, as urna tinham sido fraudadas pelo dinheiro sujo da corrupção, tudo já comprovada, onde até grande parte dos corruptos já pagaram multas e delataram todo o esquema com intuito de diminuição da pena aplicada. Portanto, é por esse comportamento oportunista e hipócrita que o povo já reprovou essa quadrilha 2 vezes nas urnas, exatamente nas 2 últimas eleições, logo após a justiça desvendar o esquema de desvios de dinheiro público e corrupções, tendo o congresso amparado na constituição brasileira, impechadi legalmente a dilmanta, por causa de atos comprovadamente lesivos a pátria, e passíveis de impeachment.

  4. É esse motivo que não voto mais neste partido chamado PT, já votei muito mais não confio. Mais

  5. Esse LOUCO QUERIA UMA VITRINE PARA INDICAR UM ATENTADO….IGUAL A CERTOS IMBECIES..QUE ACREDITAM
    NESSE VERME

  6. O certo é os alienados, doutrinados do PT, dia primeiro não ligarem a televisão de jeito nenhum, pois se fizerem isso vão passar o dia todo sofrendo, vai ser uma dor de cotovelo, uma ressaca danada. Então não vão pra frente da TV. Se mantenha sempre perto da porta do banheiro. Outra coisa, nunca é demais lembrar, que é bom passar na farmácia e comprar um remeidinho pra dor de barriga tá?? Tchau queridos!

  7. De manhã diz uma coisa e de tarde outra?
    Será o espírito da Marina que voltou?
    Quanta hipocrisia e mentira.
    Quando vai acabar a gaiatice e começar a seriedade que o cargo exige?

    1. Vagabundo vai aprender a trabalhar e pare de chorar seu MERDA

    2. Sua paixão está na CADEIA ….leu ?? CADEIA AONDE É LUGAR DE LADRAO

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Polícia

Moro defende decreto para facilitar posse de armas nos 100 primeiros dias de governo

Aliados de Bolsonaro relatam que, na reunião dos futuros ministros, quinta (27), Sergio Moro (Justiça) sugeriu como medida prioritária para os cem dias de governo a edição de um decreto que flexibilize a posse de armas, o que tiraria o debate do Congresso.

No início de novembro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu a adoção da medida que agora é encampada por Moro. Em 2016, Michel Temer baixou um decreto presidencial que ampliou a validade do registro de armas de três para cinco anos.

Os futuros ministros sugeriram, ao todo, 70 medidas. Onyx Lorenzoni (DEM-RS) está compilando as propostas para que Bolsonaro defina 22, uma para cada pasta.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. FACISTAS…TERRORISTAS…CANALHAS….BANDIDOS….TODO SUBJETIVO RUIM ELES LEVAM COM ELES….BOLSONARO E SUA TRUPE ….O BRASIL ESTA DESCENDO LADEIRA

    1. Agora é que é mesmo, além de pegar bandido do colarinho branco, ele que pega bandidos vagabundos. Cá pra nós meu nobre, uma arma dentro de nossas casas pra nos defender é bom de mais. Vagabundo vai ter medo e pensar antes de invadir uma casa.

    2. Ele perdeu a credibilidade qdo fez vistas grossas com o caso Queiroz, até o gato lá de casa sabe para onde foi o dinheiro dos fantasmas.

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Diversos

Incêndio em matagal às margens da Olavo Montenegro deixa trânsito lento

Um incêndio nas margens da avenida Olavo Lacerda Montenegro deixou o trânsito lento no final da manhã deste sábado (29), em Nova Parnamirim.

Ainda não se sabe o que provocou as chamas, mas devido à fumaça escura, motoristas ficaram com medo de atravessar a via e rapidamente um enorme congestionamento foi formado.

Rapidamente se espalhou um boato no WhatsApp de que se tratava de uma aeronave em chamas após uma queda, mas apenas boato. Foi confirmado apenas a queimada da vegetação com causas ainda não confirmadas.

Moradores da região informaram que o Corpo de Bombeiros foi acionado e que o fluxo de carros no local já se encontra normalizado.

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Política

Governo vai gastar R$ 1,4 milhão para fazer a mudança de Temer e outros servidores

POR MÔNICA BERGAMO

A Presidência da República vai gastar R$ 1,4 milhão para realizar a mudança do presidente Michel Temer e de outros servidores que deixarão seus cargos em Brasília. A licitação prevê o transporte de móveis e de outros itens nos próximos 12 meses.

Será contratada uma empresa para prestação de serviços de “transporte rodoviário de carga local, intermunicipal e interestadual, sob demanda, na modalidade porta a porta, em caminhão fechado (tipo baú), com abrangência de todo o território nacional”.

A empresa escolhida ficará responsável pela “remoção de mobiliários em geral, bagagens, equipamentos, materiais e veículos, compreendendo o serviço de desmontagem, embalagem, desembalagem e montagem de bens móveis”.

Folhapress

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Política

DANDO EXEMPLO? Bolsonaro não pediu reembolso à Câmara por internação no Albert Einstein após facada

Mais de cem dias após sofrer um atentado a faca em Juiz de Fora (MG), o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ainda não apresentou à Câmara dos Deputados um pedido de ressarcimento de gastos médicos e hospitalares com seu atendimento.

A própria equipe de Bolsonaro havia dito em setembro, dias após a tentativa de assassinato, que estava conversando com a Câmara e que iria recorrer ao reembolso a que os congressistas têm direito por eventual uso da rede privada de saúde.

Pelas regras da Câmara, para receber reembolso Bolsonaro terá que apresentar uma série de documentos comprobatórios dos gastos, incluindo declaração de que os custos foram quitados por ele.

Valores abaixo de R$ 50 mil podem ter o repasse autorizado pelo segundo vice-presidente da Casa, André Fufuca (PP-MA). Quaisquer gastos acima desse valor exigem uma deliberação da Mesa da Câmara, presidida por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

De acordo com a assessoria da Câmara, Bolsonaro pode fazer pedido de ressarcimento a qualquer tempo, mesmo após a renúncia ao restante do mandato, o que terá de fazer até a segunda-feira (31) para assumir a Presidência da República.

A Folha enviou perguntas à assessoria de Bolsonaro e ao então presidente do PSL e futuro ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno. A reportagem questionou o custo de todo o tratamento, incluindo deslocamento em aeronave fretada de Juiz de Fora a São Paulo, e se os valores foram custeados por Bolsonaro e familiares ou por terceiros. Não houve resposta.

A Santa Casa de Juiz de Fora, que fez a cirurgia emergencial ainda no dia 6 de setembro, data do atentado, afirmou que o então candidato foi atendido pelo SUS, sem custo para o paciente.

Bolsonaro foi transferido no dia seguinte para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, um dos hospitais mais renomados e caros do país.

A assessoria do hospital —onde o então candidato ficou internado por 23 dias— afirmou que não comenta valores ou se pronuncia sobre quem pagou os custos, por questão de sigilo dos dados do paciente.

Após a facada, Bolsonaro passou por duas cirurgias: uma para corrigir os danos causados pelo ataque e outra para a retirada de aderências que obstruíam o intestino delgado. Ele deve passar por nova intervenção médica na segunda quinzena de janeiro ou em fevereiro, para a retirada da bolsa de colostomia que foi obrigado a usar desde setembro.

Bolsonaro sofreu a tentativa de assassinato durante ato de campanha na cidade mineira. O então presidenciável foi atingido na barriga por Adelio Bispo de Oliveira quando era carregado nos ombros de apoiadores.

Bispo, que já foi filiado ao PSOL, foi preso no mesmo dia do atentado Um primeiro inquérito conduzido pela Polícia Federal concluiu que o agressor agiu sozinho. Outra investigação a respeito ainda não foi concluída.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro deve ser grato aos céus por Adélio Bispo de Oliveira ter-lhe encontrado em Juiz de Fora. Não fosse aquela facada providencial jamais o capitão teria sido eleito presidente.

  2. Petista não tem categoria p/ aceitar a derrota.Coitados são pobres de conduta e dignidade…não sabem o que é isso.
    Tá derrotado , tá derrotado , pega a mala e some.

  3. Incrível como ainda tem imbecil de vermelho falando que a facada não foi facada e sim um fake. Isso só responde o porquê o partido deles perdeu a eleição por uma diferença avassaladora de 10 milhões de votos. A autocrítica não existe pra essa gente e se continuar desse mesmo jeito e com esse mesmo pensamento vão se reduzir de uma simples bancada na Câmara e no senado a um ou outro vereador e deputado estadual

  4. Eita que os bandidos petralhas estão
    Loucos kkkkkk, se mudem do país bando de vagabundos!!! O governo Direito vem ai, a cachorrada não terá mais vez!!! Andem no caminho certinho pois caso contrário vão viver com o chefe da quadrilha , o Luladrão!!!!

  5. Nunca vi uma facada sem sair sangue? E ainda esperar o próprio médico para uma cirurgia? Fala sério mentiroso! Ganhou por causa dos babacas da internet…

    1. Não me admiro você não ter visto o sangue.
      Certamente você não viu o triplex e as provas que ligam seu bandido de estimação a ele.
      Certamente você não viu o sítio e os elos com seu líder.
      Certamente você não viu os desvios da Lava jato em favor da sua OrCrim.
      Mas certamente você assistiu a centenas de palestras de Lula, não foi?

  6. ESSE BANDIDO VIVE A 22 anos SUGANDO DINHEIRO PUBLIVO SEM FAZER NADA…FICA DEITADO NUMA FINGINDO UM ATENTADO E AINDA QUERER POR DIAS DE REPOUSO..?????SO OTARIO ACREDITA EM CANALHA

  7. Pra quem recebia Auxílio Moradia para comer gente, pediu aposentadoria da Câmara é não tinha dinheiro, sendo preciso recorrer ao Queiroz fazendo empréstimo, uma internação e cirurgia no luxuoso Albert Einstein é algo muito estranho.
    Tem caroço nesse angu.
    Quem pagou a conta?
    O Queiroz, o Silas Malafaia, o Moro ou Trump?

    1. Kkkkkkk, fácil de ver no portal da transparência, essa mesma que a petralhada pedia reembolso até de despesas moteis com as acompanhantes de luxo.

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Política

PT, PSOL e PCdoB não participam da posse de Bolsonaro

Líderes do PT, PSOL e PCdoB anunciaram ontem que seus deputados e senadores não vão participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1.º de janeiro no Congresso. Outros partidos que já declararam oposição ao futuro governo, como PDT e PSB, informaram que alguns líderes também não devem comparecer à solenidade em que o presidente e o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, assinam o termo de posse.

Em nota, o PT disse reconhecer o resultado da eleição, mas afirmou que a disputa foi marcada pela falta de lisura por ter sido, segundo o partido, “descaracterizada pelo golpe do impeachment, pela proibição ilegal da candidatura do ex-presidente Lula e pela manipulação criminosa das redes sociais para difundir mentiras contra o candidato Fernando Haddad”, derrotado no segundo turno.

“O resultado das urnas é fato consumado, mas não representa aval a um governo autoritário, antipopular e antipatriótico, marcado por abertas posições racistas e misóginas, declaradamente vinculado a um programa de retrocessos civilizatórios”, diz o texto, assinado pelos líderes do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Lindbergh Farias (RJ), e pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

As bancadas do PT no Congresso afirmaram ainda que o futuro governo pretende “destruir a ordem democrática e o Estado de Direito no Brasil”, com o aprofundamento de “políticas entreguistas e ultraliberais do atual governo, o desmonte das políticas sociais e a revogação já anunciada de históricos direitos trabalhistas”.

Já o PSOL diz no texto que o governo que se iniciará na próxima semana “tem como princípios o ódio, o preconceito, a intolerância e a violência”.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, a deputada Jandira Feghali (PCdoB) confirmou que a bancada não participará da posse do presidente eleito, mas negou que se trate de “boicote”. “Não é um boicote, até porque respeitamos o resultado das urnas. É a decisão política de não ir”, disse.

Segundo ela, os parlamentares vão prestigiar governadores eleitos do partido que tomam posse no mesmo dia. A legenda reelegeu o governador do Maranhão, Flávio Dino, e os vice-governadores Luciana Santos (PE) e Antenor Roberto (RN). Na Câmara, elegeu nove deputados, um a menos que o PSOL.

O PT tem a maior bancada da Casa, com 56 eleitos, seguido do PSL, partido de Bolsonaro, com 52 deputados.

Bancada liberada

Outras legendas que já se declararam como oposição não articularam um “boicote” à posse, mas seus líderes tampouco devem comparecer. O líder do PDT, André Figueiredo (CE), disse que não vai, mas que “não existe nenhuma deliberação para nenhum deputado da bancada ir”. O presidente da sigla, Carlos Lupi, reconheceu o direito de os partidos não comparecerem, mas disse que um boicote “não tem efeito nenhum a não ser emocional e para marcar posição”.

Presidente do PSB, Carlos Siqueira afirmou que a decisão será de cada correligionário. “Quem desejar participar está livre para fazê-lo. Eu, pessoalmente, não estarei lá e não faço nenhuma reclamação disso, porque acho ótimo até.”

Na eleição, o partido também não teve um posicionamento definido. O PSB apoiou Haddad no segundo turno contra Bolsonaro, mas liberou governadores que disputavam eleição para se manterem neutros.

Apesar de posicionamentos distintos na posse, o PCdoB vai formar um bloco de oposição ao governo do presidente eleito na Câmara dos Deputados com PSB e PDT. Derrotado na eleição, o PT deve ficar isolado nas duas Casas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Para a posse, bastam as presenças da vendedora de açaí, do financiador irregular de 200 mil, e o motorista que dá cavalo de pau, jogando a carga de laranja na lama.

  2. Acho que esses partidos so têm
    compromisso com eles mesmo .O Brasil sempre em segundo plano.Portando!!!

  3. Todo processo legítimo e dentro da lei fere de morte a petralhada e os esquerdopatas, e eles piram. Rsrsrs

    1. Essa conta é pra pirar mesmo: trocar um mercado consumidor de mais de 1 BILHÃO E SEISCENTOS MIL consumidores, por outro de apenas 8 milhões e setecentos mil. É de pirar mesmo. Governo não deve ter religião. Ser capacho dos USA ou de qualquer outro governo dá nisso.

  4. Bolsonaro recebendo e estreitando.laços com o corrupto Nataniahu. Quem te viu na campanha eleitoral e quem te ver agora. A intransigência com a corrupção parece que era um marketing. Será que o brasileiro caiu no conto do Mito?

    1. Digitei errado o nome desse corupto Judeu. Netanyahu.

  5. Bostas não fazem fazem falta! Anão se na privada que é o lugar delas. Como não é o caso…
    Daremos vivas…????

  6. Como é que o Brasil vai da guarida aos cubanos se o Brasil faz parte do mesmo regime cubano. Comunista. PAÍSES COMUNISTAS : BRASIL, CUBA, VENEZUELA, BOLÍVIA, CORÉIA DO NORTE. ALÉM DE COMUNISTA É CORRUPTO, TODO PAÍS COMUNISTA É CORRUPTO. VIDE VENEZUELA E CUBA.

  7. Não é surpresa. Eles não possuem compromisso com a nação, se importam apenas com o partido e os "companheiros" ! Coitado do RN !

  8. Certamente vão participar da soltura de João de Deus e da obrigatoriedade do ensino da "ideologia" nas escolas. Homem e mulher, mulher e homem. Passou disso é arranjo.

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Polícia

Delegado que indiciou Temer no inquérito dos portos será novo delegado-geral da PF

O delegado Cleyber Malta, que indiciou o presidente Michel Temer no inquérito dos portos, vai chefiar o grupo da Polícia Federal responsável pela investigação sobre políticos.

Malta é visto pelo novo diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, como peça-chave para o trabalho de apuração e por isso será promovido.

O anúncio deve ser feito no início do ano que vem, após a posse, marcada para o dia 2 de janeiro.

O setor é tido como essencial para o combate à corrupção, bandeira que o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, definiu como prioridade.

A equipe que agora será chefiada por Malta, conhecida pela sigla SINQ (Serviços de Inquéritos Especiais), é responsável por investigar perante o STF (Supremo Tribunal Federal) crimes cometidos por ministros e políticos em exercício do mandato.

A nomeação faz parte de uma mudança que Valeixo vai fazer para solucionar a crise instaurada no grupo, como mostrou reportagem da Folha.

Malta terá dois chefes a quem prestar contas: um deles deve ser Marcio Anselmo, um dos responsáveis pelo início da Lava Jato, que é o coordenador-geral de Repressão à Corrupção e deve ser mantido; e o outro já certo é Igor de Paula Romário, que chefiou praticamente todas as operações da Lava Jato e será o novo diretor de Combate à Corrupção (Dicor).

Diferentemente do que o atual diretor-geral Rogério Galloro vem dizendo em comunicados internos e entrevistas, o setor sofreu com diminuição de pessoal e com desentendimentos.

Antes com 13 equipes montadas para as investigações, cada uma com um delegado, escrivães e agentes, esse time hoje conta com apenas cinco equipes fixas.

Alguns delegados deixaram o setor, sob justificativa de licença capacitação –houve seleção para mais seis delegados, mas só duas pessoas se inscreveram.

Servidores do grupo foram colocados compulsoriamente em sessões de terapia, diante da análise de que estavam sob efeito de muito estresse. A decisão foi tomada pela diretoria e foi interpretada internamente como falta de respeito.

O principal ponto de tensão no trabalho de Malta se deu em torno do inquérito sobre Michel Temer no suposto esquema no porto de Santos.

A investigação causou a principal polêmica da gestão de Fernando Segovia, resultando em sua queda —ele ficou apenas três meses no cargo. Em entrevista, o então diretor afirmou que não havia indícios contra o emedebista. Em reação, o grupo enviou um memorando repudiando interferências nas investigações.

Apesar de dizer enxergar erros na gestão anterior, a equipe de Galloro, que sucedeu Segovia, chamou de “rebelião” o movimento e enxergou no episódio uma traição hierárquica. O principal personagem do caso era justamente Malta.

A relação entre o delegado e a direção nunca melhorou.

Em outubro, ele indiciou Temer por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa –o indiciamento é um ato formal em que a autoridade declara que existem indícios suficientes de ocorrência de crime. Também foi indiciada uma das filhas do presidente.

O ato causou surpresa dentro da PF e foi mais um ponto de atrito com a direção.

Desde 2007, havia uma proibição do STF de a polícia fazer, por conta própria, o indiciamento de autoridades com foro especial, como presidente da República. O ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito, autorizou o indiciamento e o manteve, mesmo com reclamação da defesa de Temer.

Folhapress

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Cidades

INFRAESTRUTURA: Governo entrega obra da Avenida Moema Tinoco

Foto: Ivanízio Ramos

O Governo do RN realizou a entrega, nesta sexta-feira, 28, de uma das principais obras de mobilidade urbana da capital potiguar: a primeira etapa do Pró-Transporte do Complexo Viário da Redinha, na Zona Norte de Natal, que integra o Anel Viário Metropolitano. Com investimento de R$ 30 milhões, recursos provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Proinveste e Orçamento Geral da União, o trecho tem 3,5 km de extensão e interliga a Avenida Conselheiro Tristão à Avenida Moema Tinoco, até a entrada de Genipabu.

A obra, entregue à população pelo Governador Robinson Faria, corresponde à pavimentação da via, drenagem asfáltica, ciclovia, novos abrigos de passageiros, corredores exclusivos para ônibus, iluminação e sinalizações vertical e horizontal, além de calçadas acessíveis, o que vai permitir maior mobilidade de ciclistas e pedestres, principalmente daqueles com maior dificuldade de locomoção.

“Natal merecia esta obra, esperada pela população por muitos anos. É um orgulho grande inaugurar esta que pode ser considerada a principal obra de mobilidade urbana do estado. Uma obra complexa, porém muito necessária. Ela não somente libera o tráfego na região, trazendo mais conforto e acessibilidade, como também favorece o acesso ao turismo no litoral norte”, frisou Robinson. O chefe do Executivo Estadual lembrou ainda que “ao tirarmos o tráfego pesado de Natal, também investimos em segurança no trânsito”.

As obras do Complexo Viário da Redinha têm como eixo principal a Avenida Moema Tinoco e estão sendo realizadas em três partes. A primeira, concluída hoje, inclui também o Viaduto da Redinha entregue em julho deste ano. Os próximos trabalhos a serem feitos incluem a meta 2, que é a ligação do acesso à Genipabu até a Avenida Tocantínea e, na sequência, a meta 3 que vai da Tocantínea, passando pela Rio Doce e segue pela Avenida das Fronteiras até uma complementação do acesso à BR 101.

Para esta etapa foram desapropriados e demolidos 165 imóveis, e, juntas, as outras duas etapas preveem a desapropriação de mais 228 imóveis que já estão em fase de liberação. A obra, incluindo as três metas, possui investimento total na ordem de R$ 88 milhões.

Opinião dos leitores

  1. Faltam dois dias, sete horas, cinquenta e três minutos e 25 segundos para o fim o Governo Peruquinha. Qualquer um capaz de tomar sorvete sem melar o pescoço é capaz de fazer um governo melhor.

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Política

Ipem/RN: do caos à gestão de sucesso

Quase quatro anos da gestão de Cyrus Benavides à frente do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte se passaram e o que se vê é o resultado de excelência de um dedicado trabalho em equipe e a reconstrução da imagem do órgão.

Em 2015, a realidade do Ipem/RN era de dívida superior a um milhão e meio de reais, déficit de pessoal capacitado, além de uma infraestrutura deficiente para a realização do trabalho de fiscalização em todo o Estado e outras carências estruturais.

Neste final de 2018, temos uma sede com mobiliário renovado, fiscais metrologistas com cursos de capacitação atualizados, recurso assegurado no valor 500 mil reais para aquisição da sede própria em Mossoró, equipamentos modernos de informática em todos os setores, frota com 22 veículos novos, e mais: imóvel adquirido na capital para ampliação da sede e recursos já garantidos para a construção de um laboratório de referência têxtil nacional, que atenderá demandas de todo o Nordeste.

O capital humano, valor de maior importância para o gestor, foi valorizado. “Podemos com orgulho dizer que finalizamos o ano com total reaparelhamento das unidades Natal e Mossoró , deixando em caixa para administração do novo gestor, um saldo no valor de 900 mil reais e 600 mil reais para pagamentos programados. O resgate a imagem do Ipem possibilitou a obtenção de tantos resultados brilhantes. Hoje posso afirmar, sem dúvida, que o Ipem é uma autarquia modelo. Agradeço ao Governador Robinson Faria as conquistas e liberdade de trabalho na defesa dos consumidores do RN “ , afirma Cyrus Benavides.

Opinião dos leitores

  1. Cyrus é um cara sério e competente. Não me supreende o sucesso dele à frente do Ipem/RN, já era esperado.

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Economia

Com trabalho precário, população ocupada atinge maior nível da história

O mercado de trabalho chega ao fim de 2018 com um aparente paradoxo: ao mesmo tempo em que o número de desempregados ainda é bastante alto (12,2 milhões), a população ocupada atingiu o maior nível da série histórica (93,1 milhões).

Os números parecem incoerentes, mas têm uma origem comum: as marcas de uma recessão econômica que custa a ser superada por completo.

A mesma crise que fechou perto de 4 milhões de vagas com carteira de trabalho nos últimos quatro anos e fez a taxa de desemprego explodir trouxe um contingente enorme de pessoas para o mercado de trabalho que antes não precisava trabalhar.

“É o membro da família indo para a informalidade porque o chefe de família perdeu o emprego, o estudante que precisou complementar renda para pagar os estudos ou que deixou de estudar porque precisou trabalhar”, diz Cosmo Donato, economista da LCA Consultores.

Donato se refere às pessoas que, levadas pela crise, aceitaram um emprego sem carteira assinada ou com um salário mais baixo para sobreviver.

Ainda que empregadas em postos com qualidade inferior, essas pessoas estão incluídas no total de população ocupada, o que explica a explosão desse número.

A despeito do nível recorde de ocupação, o país chega ao fim de 2018 com uma taxa de desocupação ainda alta —certamente um dos grandes desafios herdados pelo futuro governo de Jair Bolsonaro.

No trimestre encerrado em novembro, o desemprego atingiu taxa de 11,6%, ou 12,2 milhões de pessoas desocupadas, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados na sexta-feira (28). No entanto, houve uma queda 0,4 ponto no desemprego em relação a igual trimestre de 2017, quando a taxa era de 12%.

Segundo o IBGE, o fim do ano é, historicamente, um momento de recuo do desemprego em razão das contratações nos setores de serviços e da indústria. Neste trimestre, diz o IBGE, dois componentes adicionais ajudaram: as eleições e a Black Friday.

Nos dois casos, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, houve a contratação de funcionários extras, embora a maioria tenha sido admitida de maneira informal.

É essa dinâmica que faz com que, apesar do recorde na ocupação, o mercado ainda viva um momento historicamente difícil, disse Azeredo.

“É uma informalidade ainda muito ligada ao ambulante ou ao motorista de aplicativo”, disse Azeredo. “Isso é ruim porque, no Brasil, a carteira de trabalho protege o trabalhador em caso de demissão e, muitas vezes, é um passaporte para a tomada de crédito e ao consumo de bens.”

As vagas que motivaram a leve queda da taxa de desemprego são basicamente de trabalhadores por conta própria ou de empregados sem carteira assinada no setor privado.

Os sem-carteira somaram 11,7 milhões em novembro —pico da série histórica. Os 23,8 milhões de trabalhadores por conta própria também são o maior contingente da série, iniciada em 2012.

Na outra ponta, os postos com carteira assinada atingiram o menor nível da série, com 32,9 milhões de pessoas nessa condição. No auge, em maio de 2014, 36,7 milhões de pessoas eram formais.

Segundo Fernando Montero, economista-chefe da corretora Tullett Prebon, do total de 1,2 milhão de novas ocupações abertas em 12 meses, as vagas informais responderam por 992 mil, seguidas pelo setor público (+216 mil vagas).

O emprego com carteira assinada (incluídos setor privado, domésticos, empregadores e conta própria com CNPJ) foi responsável por apenas 33 mil novos postos.

“Está difícil conseguir emprego com carteira no país, mas a dificuldade está se reduzindo levemente”, diz Lucas Souza, analista da Tendências.

Para Souza, a volta da formalização dependerá da retomada da atividade econômica, muito condicionada à aprovação de reformas econômicas, como a da Previdência.

Apesar de a incerteza política que paralisou a economia brasileira no último ano ter se reduzido com a definição da eleição, diz o economista, ainda há uma certa dose de desconfiança do mercado com os rumos do novo governo.

“Há uma correlação alta entre a volta da atividade econômica e os postos com carteira assinada. É consenso no mercado hoje que ‘puxadinho’ de reformas passadas não resolverá o problema”, diz Souza.
Prova de que a situação ainda é bastante delicada é que continua alto o contingente de desalentados no país —as pessoas que desistiram de procurar emprego.

No intervalo de um ano, 426 mil pessoas ingressaram nessa condição. Em novembro, o país tinha 4,7 milhões de pessoas desalentadas e outros 27 milhões de subocupados (pessoas que trabalham menos horas do que gostariam).

Donato, da LCA, prevê recuperação gradual do mercado de trabalho. Em suas contas, o desemprego ainda estará em 11% no fim de 2019.

Folhapress

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Economia

União perde R$ 7 bilhões com atraso de leilão do pré-sal

O governo deixa de arrecadar R$ 7 bilhões a cada ano de atraso no megaleilão de petróleo do pré-sal, afirmou ao Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, o professor da UnB Paulo Coutinho, coordenador adjunto do grupo técnico de Minas e Energia na transição de governo. Segundo ele, o futuro ministro da área, almirante Bento Costa Lima Leite, levará em conta essa perda para decidir se o melhor é levar adiante a atual negociação com a Petrobrás e destravar logo a venda do excedente de petróleo nessas áreas, ou se vale a pena recomeçar a negociação do zero.

O governo precisa renegociar os termos do contrato firmado com a Petrobrás em 2010 para explorar 5 bilhões de barris nas áreas da chamada “cessão onerosa”, no pré-sal, para poder fazer o leilão do petróleo excedente que existe na região. À época, a empresa pagou à União R$ 74,8 bilhões pelos direitos de exploração, mas o atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, já sinalizou que o governo precisará devolver recursos nessa repactuação.

A avaliação do grupo técnico, porém, é que alguns parâmetros usados na renegociação são “muito favoráveis” à Petrobrás. Por exemplo, a escolha de um momento de baixa do petróleo como referência para o preço do barril. “Nos concentramos mais na questão dos valores que a Petrobrás estaria recebendo, se seriam adequados ou superavaliados”, disse Coutinho.

Algumas avaliações preliminares indicam que a Petrobrás deveria receber cerca de R$ 40 bilhões de volta do governo, de um total de R$ 100 bilhões que a União deve lucrar com o bônus de assinatura dos novos leilões. O grupo técnico acredita que esse valor pode estar superavaliado, mas ao mesmo tempo analisa as perdas potenciais para o governo de tentar rever a negociação, caminho que atrasaria ainda mais o novo leilão.

“É uma questão de o ministro decidir se vale a pena recomeçar a negociação ou deixar como está. Ficou para os ministros decidirem”, afirmou o professor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Política

Órgão de proteção de dados será vinculado à Casa Civil

Por meio de uma medida provisória publicada no Diário Oficial ontem, o presidente Michel Temer criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Considerada indispensável por especialistas em privacidade para o bom funcionamento da lei, a ANPD fiscalizará o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, sancionada em agosto.

Na ocasião, Temer vetou a criação do órgão. Agora, a agência nasce de forma diferente do proposto no texto aprovado pelo Congresso. A principal mudança é a de que a ANPD não será uma agência reguladora, mas um órgão vinculado à Casa Civil. Com isso, terá autonomia técnica e financeira reduzida.

“Não é o formato ideal, porque o órgão pode sofrer contingenciamento financeiro ou administrativo, restringindo suas atividades”, avalia Thiago Sombra, sócio do escritório Mattos Filho. Para Carlos Affonso de Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-Rio), a alteração provoca um “ponto cego”. “A ANPD pode ter uma série de dificuldades para analisar práticas de proteção de dados pelo Executivo”, diz o especialista.

De acordo com o texto, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados será chefiada por um Conselho Diretor, formado por cinco conselheiros, com mandato fixo. O órgão terá ainda um conselho consultivo, com 23 membros – com nomes indicados pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário, bem como representantes do Comitê Gestor da Internet, da sociedade civil, da academia e do setor empresarial.

Com a MP, o prazo para a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais passa a ser agosto de 2020 – antes, era de fevereiro do mesmo ano. A Medida Provisória já está em vigor, mas tem validade de apenas 120 dias, caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Flexibilização. A Medida Provisória também trouxe alterações para o texto da lei. Entre as principais mudanças, uma flexibilização na forma como o poder público pode compartilhar seus bancos de dados com o setor privado. Os especialistas divergem: para Sombra, do Mattos Filho, a alteração vai permitir que empresas utilizem de forma eficaz bancos de dados como os do Fies ou do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Já Affonso vê na mudança “um prato cheio para escândalos”.

Outra alteração é a possibilidade de empresas compartilharem dados sensíveis sobre a saúde dos brasileiros, a pedido dos usuários ou quando for constatada a necessidade das informações para planos e seguros de saúde.

A MP também modifica um trecho sensível da lei: agora, pedidos de revisão feitos por usuários a partir de decisões tomadas automaticamente, por algoritmos, por exemplo, não terão necessariamente de ser feitos por seres humanos.

A alteração atende a um pedido do mercado financeiro, mas pode impactar as relações comerciais do Brasil, avalia o sócio do Mattos Filho. “Na UE, a revisão é feita apenas por humanos. Pode haver o risco de sofrermos restrições por ter, na visão deles, um nível menor de proteção de dados.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Política

Governo do Estado terá expediente normal na próxima segunda (31)

A estrutura do Governo do Estado funcionará normalmente na próxima segunda-feira (31), véspera de Ano Novo. A informação foi confirmada ao Blog na manhã deste sábado (29).

O expediente normal também terá a presença dos secretários estaduais. Eles serão exonerados exatamente no dia 31, mas os atos de exoneração só serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 1º de janeiro.

Opinião dos leitores

  1. Isso tudo que vem acontecendo no Brasil é uma vergonha. Primeiro, o impeachement de uma presidente da república sem crime de responsabilidade para afastá-la do poder, e colocar acintosamente através dessa manobra política, jurídica e midiática, aquele que iria trair o povo brasileiro com seu projeto encomendado por partidos políticos de direita para impor uma agenda conhecida como "ponte para o futuro", que vai atrasar o brasil em mais de vinte anos, e entregar nossas riquezas ao capital especulativo internacional, bem como abrir os caminhos para a extrema direita e os militares com a vergonhosa manobra jurídica para manter o maior líder político desse país preso através de um processo viciado que não respeitou a ampla defesa e o contraditório. Portanto, dias sombrios estão por vir com um governo que ascendeu ao poder com a bandeira da moralização contra a corrupção, indicando políticos envolvidos na lava jato, mas que foram perdoados pelo ex juíz Sérgio Moro por ter pedidos desculpas? Será se esse juíz deu o mesmo tratamento no caso do ex presidente Lula? São por essas injustiças que o povo brasileiro que tenha um mínimo de sensatez deve aderir ao movimento #LULALIVRE!

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Judiciário

Visitas pet, pornografia, planos de saúde e muito mais: confira o que marcou o STJ em 2018

Em 2018, temas polêmicos e inéditos no tribunal foram julgados no campo do direito privado pelo Superior Tribunal de Justiça. Os ministros analisaram casos como o fornecimento de medicamentos off label por planos de saúde privados, indenizações por ofensas na internet e o direito a passe livre no caso de transporte aéreo. Confira alguns dos destaques do ano, segundo dados divulgados no site do STJ nesta sexta, 28.

A Terceira Turma afirmou em fevereiro que a indicação precisa da URL é uma condição para o cumprimento de ordem judicial de retirada de página ofensiva na internet, mas concluiu que essa indicação deve estar restrita ao que foi julgado na ação que pleiteou a remoção do conteúdo.

No caso analisado, o tribunal estadual entendeu que não bastaria mandar retirar o conteúdo já publicado no YouTube, pois logo em seguida outros vídeos idênticos poderiam surgir no site. Assim, delegou ao autor da ação a obrigação de identificar e fornecer futuramente ao Google (proprietário da plataforma), mediante notificação judicial ou extrajudicial, a URL dos vídeos que considerasse ofensivos, os quais deveriam ser removidos pelo provedor.

Ao dar provimento ao recurso e afastar a obrigação do Google de suprimir o conteúdo futuro, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que não há previsão legal para que a parte vencedora em uma ação dessa natureza possa informar livremente os endereços das páginas a serem retiradas do ar.

“Apesar da engenhosidade da solução encontrada, não há respaldo na legislação ou na jurisprudência que permitam atribuir a um particular a prerrogativa de determinar a exclusão de conteúdo”, disse a relatora.

Visitas pet

Em julgamento finalizado em junho, a Quarta Turma considerou ser possível a regulamentação judicial de visitas a animais de estimação após a dissolução de união estável.

Com a inédita decisão no âmbito do STJ, tomada por maioria de votos, o colegiado confirmou acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que fixou regime de visitas para que o ex-companheiro pudesse conviver com uma cadela da raça yorkshire adquirida durante o relacionamento, e que ficou com a mulher depois da separação.

Apesar de enquadrar os animais na categoria de bens semoventes – suscetíveis de movimento próprio e passíveis de posse e propriedade -, a turma concluiu que os bichos não podem ser considerados como meras ‘coisas inanimadas’ – segundo os ministros, ‘merecem tratamento peculiar por causa das relações afetivas estabelecidas entre seres humanos e animais e em função da própria preservação da dignidade da pessoa humana’.

“Buscando atender os fins sociais, atentando para a própria evolução da sociedade, independentemente do nomen iuris a ser adotado, penso que a resolução deve, realmente, depender da análise do caso concreto, mas será resguardada a ideia de que não se está frente a uma ‘coisa inanimada’, mas sem lhe estender a condição de sujeito de direito. Reconhece-se, assim, um terceiro gênero, em que sempre deverá ser analisada a situação contida nos autos, voltado para a proteção do ser humano e seu vínculo afetivo com o animal”, apontou o relator do recurso especial, ministro Luis Felipe Salomão.

Alteração de nome

Também em junho, a Terceira Turma negou, por unanimidade, recurso em que uma mulher pedia a retificação de registro civil para alterar o prenome, de Tatiane para Tatiana.

De acordo com o colegiado, ‘faltou fundamento razoável’ para afastar o princípio da imutabilidade do prenome e tornar possível a alteração do registro assentado na certidão de nascimento.

Para o relator do recurso especial, ministro Marco Aurélio Bellizze, a regra no ordenamento jurídico é a imutabilidade do prenome, elemento que designa o indivíduo e o identifica perante a sociedade. Ele ressaltou que a modificação é possível nas hipóteses previstas em lei e em determinados casos admitidos pela jurisprudência.

O relator destacou que, no caso em análise, não foi possível verificar nenhuma circunstância que justificasse a alteração pretendida, pois não há erro de grafia do nome e ‘tampouco é possível reconhecer que o mesmo cause qualquer tipo de constrangimento à autora perante a sociedade’.

Segundo Bellizze, ‘o mero desejo pessoal do indivíduo, por si só, isto é, sem qualquer peculiaridade, não justifica o afastamento do princípio da imutabilidade do prenome’.

Pornografia de vingança

“A ´exposição pornográfica não consentida´, da qual a ´pornografia de vingança´ é uma espécie, constitui uma grave lesão aos direitos de personalidade da pessoa exposta indevidamente, além de configurar uma grave forma de violência de gênero que deve ser combatida de forma contundente pelos meios jurídicos disponíveis.”

A declaração foi dada em março pela ministra Nancy Andrighi, em julgamento de recurso especial interposto pela Google Brasil. O caso envolveu a divulgação na internet de conteúdo íntimo de caráter sexual obtido após o furto do cartão de memória do celular de uma adolescente.

No julgamento, a Terceira Turma do STJ confirmou a jurisprudência do tribunal que entende que os provedores de busca na internet não podem ser obrigados a executar monitoramento prévio das informações que constam dos resultados das pesquisas. Mas, esses provedores podem ser obrigados a excluir dos resultados das buscas os conteúdos expressamente indicados pelos localizadores únicos (URLs) quando as circunstâncias assim exigirem.

Essa é uma forma de violência que, segundo a ministra, reveste-se de contornos ainda mais dramáticos, em função tanto da velocidade de disseminação da informação quanto da dificuldade para se excluir totalmente esse tipo de conteúdo da internet.

“”Não são raras as ocorrências de suicídio ou de depressão severa em mulheres jovens e adultas, no Brasil e no mundo, após serem vítimas dessa prática violenta”, disse a ministra ao defender que é preciso aprimorar a definição desse tipo de violência para tornar as situações de julgamento mais claras.

Medicamentos

A Quarta Turma do STJ julgou em março improcedente o pedido de indenização em favor do espólio de uma beneficiária do plano de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) que morreu enquanto tentava obter medicamento para tratamento de câncer, em estágio avançado. Seu médico indicou o medicamento regorafenibe, porém a Cassi negou-se a fornecê-lo sob a alegação de que não tinha cobertura contratual, além de não possuir o registro na Anvisa.

No STJ, a maioria da Quarta Turma acompanhou o voto da ministra Isabel Gallotti, que seguiu entendimento jurisprudencial pacífico da Segunda Seção, segundo o qual ‘não há ilegalidade na exclusão de cobertura de medicamentos não registrados no órgão governamental brasileiro competente, o que, além de implicar risco à saúde, comprometeria o equilíbrio econômico do plano de saúde’.

Off label

A Quarta Turma decidiu em maio que os planos de saúde devem pagar pelo uso off label de medicamento registrado na Anvisa.

A decisão unifica o entendimento do tribunal sobre a questão, pois a Terceira Turma, que também analisa processos de direito privado, já havia se manifestado no mesmo sentido, de que a falta de indicação específica na bula não é motivo para a negativa de cobertura do tratamento.

Segundo o relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, o off label corresponde ao uso ‘essencialmente correto de medicação aprovada em ensaios clínicos e produzida sob controle estatal, apenas ainda não aprovado para determinada terapêutica’.

O ministro explicou que, embora o uso de medicação fora das hipóteses da bula deva ter respaldo em evidências científicas (clínicas), ele seria corriqueiro ‘e, sob pena de se tolher a utilização, para uma infinidade de tratamentos, de medicamentos eficazes para a terapêutica, não cabe, a meu juízo, ser genericamente vedada sua utilização’.

Em seu voto, Salomão disse que tal forma de tratamento é respaldada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Citou o Enunciado 31 da I Jornada de Direito da Saúde, que recomenda ao juiz, nesses casos, a obtenção de informações do Núcleo de Apoio Técnico ou Câmara Técnica e, na sua ausência, de outros serviços de atendimento especializado, tais como instituições universitárias e associações profissionais.

Passe Livre

O benefício do passe livre no transporte interestadual, estabelecido pela Lei 8.899/1994 às pessoas com deficiência, não é extensível ao transporte aéreo. Ao analisar um recurso sobre o assunto em novembro, a Quarta Turma disse que não é possível sanar por meio de decisão judicial a falta de previsão normativa desse benefício, pois isso implicaria ativismo judicial incompatível com a atribuição do tribunal.

O relator do recurso no STJ, ministro Marco Buzzi, disse em seu voto que a origem do litígio remonta à edição da Lei 8.899/1994, a qual estabeleceu apenas que seria garantido passe livre às pessoas com deficiência no transporte coletivo interestadual, desde que demonstrada a hipossuficiência.

Segundo ele, ‘não compete ao Poder Judiciário, a pretexto da defesa de direitos fundamentais que dependem de detida regulamentação, legislar positivamente, ampliando benefícios a determinado grupo sem previsão expressa do método de custeio, onerando indiretamente os usuários pagantes até o ente federativo competente assumir o encargo, máxime em se tratando do transporte aéreo, permeado de peculiaridades a exigir uma abordagem mais específica da gratuidade’.

Divulgação de sentença

Com base nas novas disposições do Código de Processo Civil de 2015 e na busca pelo alcance do maior número de beneficiários, a Terceira Turma reconheceu em setembro a possibilidade do ajuizamento de ação coletiva de consumo e determinou que uma sentença coletiva que condenou um supermercado de Mato Grosso a se abster de cobrar tarifa de administração de crédito seja publicada na imprensa oficial e no site da própria empresa na internet.

Em análise de recurso especial do Banco IBI, a ministra Nancy Andrighi destacou que o terceiro estranho ao processo também pode ter legitimidade para recorrer de determinada decisão proferida em ação na qual não é parte, desde que tenha interesse jurídico no litígio.

Ambiental

Em dezembro, a Segunda Seção fixou, em recurso repetitivo (Tema 923), a tese de que deverão ficar suspensas as ações individuais de dano moral pela suposta exposição à contaminação ambiental – decorrente da exploração de jazida de chumbo no município de Adrianópolis (PR) – até o trânsito em julgado das ações civis públicas em tramitação na Vara Federal Ambiental, Agrária e Residual de Curitiba.

Para o relator, ministro Luis Felipe Salomão, com a tramitação do processo coletivo, o juízo do feito individual terá mais subsídios fáticos e técnicos para proferir uma sentença de maior qualidade e adequada ao possível dano moral, hipótese que melhor atende ao princípio da efetividade do processo. Além disso, há ‘maior calculabilidade dos gastos reparatórios imediatos, assim como a mitigação dos custos com demandas atomizadas, de modo a, em muitos casos, se compatibilizar ao nível econômico-financeiro do responsável por danos de vulto’.

Prisão civil

A prisão civil por débito alimentar é justificável apenas quando cumpridos alguns requisitos, como nas hipóteses em que for indispensável à consecução do pagamento da dívida; para garantir, pela coação extrema, a sobrevida do alimentando; e quando a prisão representar a medida de maior efetividade com a mínima restrição aos direitos do devedor. A ausência desses requisitos retira o caráter de urgência da prisão civil, que possui natureza excepcional.

O entendimento foi invocado em agosto pela Terceira Turma ao determinar o recolhimento de mandado de prisão contra homem que, apesar de inicialmente não ter quitado as dívidas alimentares, teve a totalidade do patrimônio atingido por penhoras determinadas judicialmente, inclusive sobre imóvel que lhe serve de moradia.

Ao conceder o habeas corpus, o colegiado também considerou que o alimentando já atingiu a maioridade, faz faculdade e exerce atividade remunerada. A situação do jovem motivou sentença que reduziu em 60% a pensão alimentícia devida a ele.

De acordo com o relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, ainda que mantida a natureza alimentar do crédito em aberto, em relação às prestações vencidas não existe mais o caráter de urgência que integra o chamado ‘risco alimentar’, elemento indissociável da prisão civil.

Assédio

Em maio, a Terceira Turma deu provimento ao recurso de uma mulher assediada sexualmente em um trem na cidade de São Paulo e condenou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a pagar indenização de R$ 20 mil por danos morais.

A mulher sofreu assédio no vagão na estação de Guaianazes, quando retornava do trabalho para casa. A primeira e a segunda instâncias julgaram improcedente o pedido de indenização formulado contra a CPTM, por entenderem que ‘a agressão praticada por terceiros é fato fortuito que afasta a responsabilidade objetiva da empresa, inexistindo a obrigação de reparar o dano’.

Para a relatora, Nancy Andrighi, tal situação merece um olhar atento do Poder Judiciário. “O momento é de reflexão, pois não se pode deixar de ouvir o grito por socorro das mulheres, vítimas costumeiras dessa prática odiosa, que poderá no futuro ser compartilhado pelos homens, também objetos potenciais da prática de assédio”, argumentou a ministra, ao afirmar que a responsabilidade objetiva da empresa não pode ser afastada em tais circunstâncias.

Planos Privados

Em novembro, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o índice de correção monetária a ser aplicado a benefício complementar pago por entidade aberta de previdência privada deve ser estipulado pelos órgãos do Sistema Nacional de Seguros Privados.

Para o colegiado, os índices de correção devem ser adotados na seguinte ordem: ORTN, OTN, IPC, BTN, TR e índice geral de preços de ampla publicidade, conforme a época em que vigoraram os planos, inclusive com a substituição da Taxa Referencial (TR) pelo IPCA a partir de 5/9/1996.

A decisão foi tomada por unanimidade em embargos de divergência apresentados por beneficiário de plano de previdência privada. O autor da ação pediu que prevalecesse a tese firmada pela Terceira Turma, de que deve ser afastada a aplicação da TR na correção monetária do benefício previdenciário complementar a partir de setembro de 1996, e adotado o INPC ou o IPCA-E, conforme normativos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O relator dos embargos, ministro Villas Bôas Cueva, destacou haver dois recursos especiais repetitivos pendentes de julgamento no STJ com questões similares (Tema 977). Porém, disse ele, a matéria deveria ser apreciada primeiro pela seção nos embargos de divergência, “pois é recomendável a uniformização da jurisprudência antes de ser cristalizado qualquer entendimento no feito representativo de controvérsia”.

Cancelamento de voo

Em decisão unânime, a Terceira Turma fixou em novembro tese no sentido de que configura prática abusiva da empresa aérea, por violação direta do Código de Defesa do Consumidor, o cancelamento automático e unilateral do bilhete de retorno em virtude do não comparecimento do passageiro para o trecho de ida.

O julgamento pacifica o entendimento sobre o tema nas duas turmas de direito privado do STJ. Em novembro de 2017, a Quarta Turma já havia adotado conclusão no mesmo sentido – à época, a empresa aérea foi condenada a indenizar em R$ 25 mil uma passageira que teve o voo de volta cancelado após não ter se apresentado para embarque no voo de ida.

“Com efeito, obrigar o consumidor a adquirir nova passagem aérea para efetuar a viagem no mesmo trecho e hora marcados, a despeito de já ter efetuado o pagamento, configura obrigação abusiva, pois coloca o consumidor em desvantagem exagerada, sendo, ainda, incompatível com a boa-fé objetiva que deve reger as relações contratuais (CDC, artigo 51, IV)”, afirmou o relator do recurso especial na Terceira Turma, ministro Marco Aurélio Bellizze.

Segundo o ministro, a situação também configura a prática de venda casada, pois condiciona o fornecimento do serviço de transporte aéreo de volta à utilização do trecho de ida. Além da restituição dos valores pagos com as passagens de retorno adicionais, o colegiado condenou a empresa aérea ao pagamento de indenização por danos morais de R$ 5 mil para cada passageiro.

Processo histórico

O STJ decidiu, em dezembro, que herdeiros da princesa Isabel não têm direito ao Palácio Guanabara. A Quarta Turma rejeitou recursos da então família imperial brasileira de receber indenização pela tomada do Palácio Guanabara após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. A turma julgou dois recursos especiais interpostos naquele que é considerado o mais antigo caso judicial do Brasil – uma das ações foi ajuizada há 123 anos.

No palácio, funciona atualmente a sede do governo do Rio de Janeiro. Prevaleceu a tese de que a família imperial possuía, até a extinção da monarquia no Brasil, o direito de habitar no palácio, mas a propriedade do imóvel sempre foi do Estado.

Segundo o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, ficou comprovado que o imóvel era bem público destinado apenas à moradia. Para ele, o fim da monarquia fez com que as obrigações do Estado perante a família imperial fossem revogadas. “A extinção da monarquia fez cessar a destinação do imóvel de servir de moradia da família do trono. Não há mais que se falar em príncipes e princesas.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Esporte

Jadson André é campeão brasileiro de surfe pela primeira vez e comemora “ano incrível”

Foto: Aleko Stergiou

O potiguar Jadson André, de 28 anos, é o campeão brasileiro de surfe de 2018. O título foi confirmado oficialmente para ele nesta sexta-feira pela Confederação Brasileira de Surfe (CBSurf). Essa conquista é inédita na carreira de Jadson André, que disputou pela primeira vez a competição na sua carreira.

Com o resultado, o potiguar fecha a temporada com o retorno à World Surf League (WSL) e o título brasileiro, no que ele classifica como um “ano incrível”.

– É irado! Foi um ano incrível, um dos melhores anos da minha vida, por tudo que representa e tudo que aconteceu. Foi um ano de superação para mim, por conta do rebaixamento, de provação – disse o surfista em contato com o GloboEsporte.com.

Por sempre estar na disputa do Circuito Mundial, Jadson nunca havia competido o Campeonato Brasileiro Profissional, fato que conseguiu aliar nesta temporada por ter ficado fora da elite.

– Ganhar o Brasileiro era um objetivo. Eu nunca tinha participado, faltava só esse título para mim. Eu tinha todos os títulos de outras categorias, de competições amadoras, mas ainda faltava o brasileiro, que eu não participava por conta do Circuito Mundial. Agora eu tenho todos os títulos, menos o mundial – contou Jadson.

Jadson venceu as duas primeiras etapas do CBSurf Pro Tour 2018, em Ipojuca, em Pernambuco, e na praia de Maresias, em São Paulo. Ele caiu na semifinal da terceira etapa, na Bahia. Os surfistas ainda viviam a expectativa da disputa de uma possível quarta etapa, mas a confirmação de que não haveria aconteceu nesta sexta-feira, o que deu o título a Jadson André.

Com a conquista de Jadson, o surfe do Rio Grande do Norte levanta três troféus nacionais neste ano, já que Mateus Sena foi campeão brasileiro nas categorias sub-16 e sub-18, no CBSurf Junior Tour.

Globoesporte.com

Opinião dos leitores

  1. Jadson é um ótimo surfista, batalhador e conseguiu a reclassificação esse ano. Parabéns Jadson pela conquista e pelo retorno ao WCT.

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Política

Bolsonaro diz que Brasil e Israel devem aprofundar parcerias no futuro

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (28) que Brasil e Israel devem ser “irmãos no futuro”, com parcerias em diversas áreas. “Aprofundamos mais um pouco as nossas intenções. Mais do que parcerias, sermos irmãos no futuro, na economia, em tecnologia, em tudo aquilo que possa trazer benefícios para os dois países”

Netanyahu e Bolsonaro almoçaram no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. O primeiro-ministro veio ao Brasil para a posse do presidente eleito, na próxima terça-feira (1º).

“Começamos um governo difícil a partir de janeiro, mas o Brasil tem potencialidade, tem massa humana, como a formada em nosso ministério, para que possamos vencer esses obstáculos. Em parte, precisamos sim de bons aliados, bons amigos, bons irmãos, como Netanyahu”, completou Bolsonaro.

Netanyahu disse que a cooperação mútua entre os dois países pode trazer benefícios para as duas nações. “Israel é a terra prometida e Brasil é a terra da promessa. E o senhor se encabeça a boa gestão desse país para concretizar essa promessa. Israel quer ser parceiro do Brasil nessa empreitada. Entendemos que a nossa cooperação mútua pode render enormes benefícios aos nossos povos, na economia, na segurança, na agricultura, em recursos hídricos, indústria, em todos as esferas da atividade humana”, disse.

O primeiro ministro anunciou que convidou Bolsonaro para visitar Israel para “avançarmos na cooperação e parceria”. Bolsonaro aceitou o convite e disse que em março visitará o país junto com um comitiva para tratar de tecnologia, agricultura, psicultura, segurança, forças armadas.

Visita

Netanyahu desembarcou no final da manhã de hoje na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, para uma visita de cinco dias ao Brasil. No final da tarde, Netanyahu irá à sinagoga Beit Yaakov para a cerimônia religiosa do shabat. Bolsonaro deverá acompanhar a visita.

No domingo (30), o primeiro-ministro se reúne com jornalistas, líderes da comunidade judaica e Amigos Cristãos de Israel. Na segunda-feira (31), segue para Brasília, onde acompanhará a posse de Bolsonarono dia 1º de janeiro. Ele retorna para Israel na noite do dia 1º.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Vamos importar a tecnologia da bomba nuclear, pra nos tornar devez uma grande nação respeitada no mundo todo. E quem estiver achando ruim, corra se mude, a Venezuela é bem ali. Tchau corruptos. Até o dia de São Nunca.

  2. Estamos entrando na rota do Terrorismo Internacional.
    Para quem pensava em combater a Violência, teremos agora riscos de ataques terroristas, além do envolvimento em guerras que não são nossas, e, uma vez que o Combate a Corrupção já foi deixado de lado com a formação de um MINISTÉRIO com pelo menos 10 Ministros envolvidos com investigações e processos de improbidade, desvio de verbas, lavagem de dinheiro e corrupção, e o Mistério do Queiroz – com seus carros que só eram vendidos a funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e o dinheiro do pagamento só saia coincidentemente no mesmo dia do pagamento deles; tendo inclusive repassado dinheiro pra esposa do Presidente Bolsonaro (que justificou ter sido proveniente de um empréstimo e por não gostar de ir a caixas eletrônicos foi depositado na conta de sua esposa); O QUE SOBROU PARA ESPERARMOS DESSE GOVERNO?

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