Política

TSE suspende mais uma propaganda que Lula aparece como candidato

Mais uma propaganda eleitoral do PT foi suspensa pela Justiça Eleitoral por mostrar Lula como candidato a presidente. Em liminar desta segunda-feira (3/8), o ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral, estabelece multa diária de R$ 500 mil caso o partido não deixe de veicular uma propaganda na televisão. Mais cedo, o ministro Luis Felipe Salomão havia tomado a mesma decisão, mas em relação a uma propaganda veiculada no rádio.

“É inegável que a utilização de espaço de propaganda oficial, custeado pelo contribuinte, para divulgação de candidatura que não mais existe tem a potencialidade de confundir o eleitor, criando, artificialmente, estados mentais e emocionais equivocados”, afirma Horbach, na decisão.

O ministro afirma que, na decisão tomada no último fim de semana, o TSE deixou claro que Lula não pode ser candidato nem fazer campanha — no entendimento do ministro Luís Roberto Barroso, como Lula está inelegível nos termos da Lei da Ficha Limpa, autorizar que faça campanha confundiria o eleitor. Para Horbach, a propaganda na TV expõe a tentativa de influenciar o eleitor com base em informação incorreta, já que Lula está inelegível.

A ação foi ajuizada pelo Partido Novo, representado pela advogada Marilda de Paula Silveira.

Consultor Jurídico

Opinião dos leitores

  1. Tinha que mudar a punição
    Deveria ser a multa mais cada aparição errada perde cinco aparições
    Esse partido está passando dos limites
    Ou estou errado só fica desafiando a justiça
    E o Lula deveria ser encaminhado para um presídio

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Economia

Petrobras completa dez anos de produção no pré-sal com marca de 1,5 milhão de barris por dia

Passados dez anos desde o início da sua produção, o pré-sal brasileiro chegou à marca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) – mais que o Reino Unido ou Omã, no Oriente Médio, cada qual com produção média de 1 milhão de bpd em 2017 – com 21 plataformas em operação. E a expectativa é que o volume produzido no pré-sal aumente progressivamente até 2022, com a entrada em operação de mais 13 plataformas e investimentos da ordem de US$ 35 bilhões. De cada quatro projetos de produção da Petrobras programados para os próximos anos, três serão instalados nessa camada.

Do primeiro óleo extraído no pré-sal em setembro de 2008 – no campo de Jubarte, na porção capixaba da Bacia de Campos – até o volume de 1,5 milhão de bpd alcançado este ano, a Petrobras experimentou um salto em seus resultados naquela camada. Apenas seis anos depois do primeiro óleo, a companhia chegou ao patamar de 500 mil bpd – e, após oito anos, ao primeiro milhão.

Em uma década, a produção acelerada no pré-sal gerou R$ 40 bilhões em participações governamentais – incluindo participações especiais e royalties. E a previsão do Plano de Negócios e Gestão da companhia para o período de 2018 a 2022 é gerar mais R$ 130 bilhões em participações governamentais a partir da produção nessa província. Se no início do desenvolvimento do pré-sal, havia dúvidas sobre a capacidade da Petrobras de tornar viável sua produção em condições tão extremas, em águas ultraprofundas, a 300 km da costa, hoje os números comprovam não só a sua viabilidade técnica e econômica, mas também o retorno para a sociedade do projeto e elevado potencial de produção futura.

Competência reconhecida

Os 36 poços mais produtivos do país estão localizados no pré-sal. Para se ter ideia, cada poço no pré-sal produz, em média, 27 mil bpd, acima da média da indústria offshore – sendo que no campo de Sapinhoá, por exemplo, apenas um poço atingiu o recorde de 42 mil bpd. A produção acumulada do pré-sal já chegou a de 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe).

São dez anos de sucessivos recordes de produção, de indicadores operacionais em constante evolução e de inovações reconhecidas mundialmente. São resultados obtidos graças à dedicação e ao elevado nível de capital intelectual dos profissionais da Petrobras, e à colaboração dos seus parceiros, indústria fornecedora e universidades. O pré-sal é hoje uma das áreas produtoras mais competitivas da indústria mundial.

A tecnologia teve papel fundamental nesse processo. As condições peculiares do pré-sal impulsionaram os técnicos da companhia e parceiros a conceber inovações de ponta para desenvolver essa camada. Essas inovações foram reconhecidas mundialmente pelo prêmio da Offshore Technology Conference (OTC), considerado o Oscar da indústria, recebido pela Petrobras em 2015.

“Nossos resultados no pré-sal são fruto da evolução do nosso ciclo de aprendizado e da cultura de inovação enraizada na companhia desde a sua criação. E o primeiro marco dessa escalada foi a descoberta do campo de Guaricema, em Sergipe, em águas rasas, há exatamente 50 anos: ali seria o ponto de partida de nossa presença no offshore. A partir dessa descoberta, expandimos nossas operações marítimas até chegarmos à Bacia de Campos, há 40 anos, um autêntico laboratório de inovações a céu aberto, que representou um virada tecnológica sem precedentes para a companhia”, disse a diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes.

Avanços na construção de poços

A aceleração da curva de aprendizagem no pré-sal assegurou também uma expressiva redução do tempo de perfuração e construção dos poços, atividade que absorve cerca de 1/3 do volume de investimentos de um projeto de desenvolvimento de produção. A média de tempo utilizado para a construção de um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos era, em 2010, de aproximadamente 300 dias. Em 2017 esse tempo já havia sido encurtado para cerca de 100 dias, tornando a construção dos poços três vezes mais rápida. Essa economia de tempo, aliada à eficiência nas atividades submarinas, tornou os projetos de investimento mais rentáveis.

Custos reduzidos

Além disso, o foco na otimização dos custos operacionais e na aceleração da produção, com a alta produtividade dos poços, tem se traduzido num custo médio de extração abaixo de US$ 7 por barril de óleo equivalente. Na indústria de petróleo, acelerar a produção dos projetos é sinônimo de antecipar a recuperação do capital empregado, o que é crucial para a geração de caixa e o resgate da saúde financeira da Petrobras. Quanto mais rápido a companhia colocar seus poços para produzir, mais acelerado é o retorno financeiro e menores serão os custos unitários envolvidos com a produção.

Opinião dos leitores

  1. Tinha uns coxas q diziam q isso era mentira, nunca a petrobras iria produzir no pre-sal.
    Devem estar lavando a boca hoje, mas a sujeira é enorme.

  2. E a empresa continua sendo dilapidada? Como nos governos FHC, luladrão e dilmanta? Acobertada pelos funcionários e seus representantes dos sindicatos? Se sim, privatização já. Pra acabar com esse ciclo de alimentar a corrupção pra reeleger e enriquecer ladrões. Bom até acompanhar a evolução patrimônial de quem está envolvido nos diversos setores da empresa, já que os valores movimentado são altíssimo.

    1. Vá estudar geopolítica do petróleo no mundo antes de falar besteira. Hoje 77% das empresas de petróleo no mundo são estatais. Privatizar significa vender para estatais da China, da Noruega, da França e etc.

    1. Pq vc nao reclama do preço do pao (trigo), soja, açúcar, ferro, aço ….
      Tdos sao de acordo com o preço internacional, assim como o petróleo.
      Mas o problema da gasolina é imposto. Os golpistas, junto com os governos estaduais, abocanham cerca de 50% do preço q vc paga.
      Tiraram Dilma pagando 2,60….(os impostos eram menores) agora aguentem coxas!

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Polícia

Ministério Público abre inquérito para apurar vazamento de dados de clientes da C&A

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu inquérito para apurar o possível vazamento de dados de 2 milhões de clientes da cadeia de lojas de varejo C&A. Segundo a portaria, de autoria da Comissão de Proteção de Dados Pessoais do órgão, o objetivo é acompanhar as consequências da exposição indevida dos dados.

A denúncia se baseia em suposto vazamento noticiado por sítios especializados de tecnologia. Segundo relatos de um hacker, dados de 2 milhões de pessoas teriam sido divulgados de maneira não autorizada.

As informações vazadas seriam relativas a compras com vale-presente. Entre os dados publicizados estariam número do cartão de crédito, CPF, e-mail, valor da aquisição, número do pedido e data da transação. Segundo o hacker autor da informação, no total, teriam sido liberados registros de 4 milhões de pedidos.

A Agência Brasil entrou em contato com a empresa C&A para saber a posição acerca do ocorrido, mas não conseguiu retorno até a publicação da matéria.

Agência Brasil

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Política

Deputado do PT e assessor envolvidos em escândalo com influenciadores estiveram Natal; campanha de Fátima nega envolvimento

A distância entre Belo Horizonte e Natal está além dos 1.832 km, caso os trechos entre as duas cidades sejam custeados por verba pública. Quem é eleito para a Câmara dos Deputados para representar Minas Gerais só pode voar para a capital do Rio Grande do Norte com dinheiro público se houver interesse para os mineiros.

A viagem que o deputado Miguel Corrêa (PT) e seu assessor, Rodrigo Cardoso, fizeram à Cidade do Sol em 12 de julho passado, todavia, não guarda relação com os interesses de Minas Gerais.

A viagem era desconhecida até a semana passada, quando deputado e assessor se tornaram centro de um escândalo de contratação de influenciadores digitais para, sendo remunerados, falar bem de candidatos do PT, o que é crime eleitoral.

Miguel é o dono da Agência Follow. Rodrigo é quem manda na Beconnected. Deputado, assessor e agências foram desmascarados quando a influenciadora digital Paula Hollanda se negou a falar bem de Wellington Dias, governador do Piauí que entrou na rota dos elogios pagos.

Tanto o parlamentar quanto o auxiliar reservaram vários dias do mês de julho para voar para diversas capitais do Brasil. Não por coincidência, eles estiveram em cidades que são domicílios eleitorais dos candidatos que foram beneficiados pela arregimentação digital paga.

O esquema consistia em, num mesmo dia, influenciadores digitais do Twitter dispararem elogios a determinados candidatos, todos do PT. Foram beneficiados Gleisi Hoffman, senadora do Paraná, Luiz Marinho, candidato do PT ao governo de SP e Wellington Dias, governador do Piauí. Foi em Dias que o esquema ruiu porque foi exposto na internet.

Além deles, revelou O Globo, confirmaram tratativas com o deputado e o assessor as campanhas de Lindbergh Farias, Flávio Dino, Cida Borghetti, candidata à reeleição ao governo do Paraná, e Ciro Gomes, que concorre à presidência. Todos, contudo, afirmam que não foram adiante no negócio.

Em Natal, a campanha da senadora Fátima Bezerra foi procurada pelo blog para confirmar se houve tratativas para que o nome da parlamentar fosse incluído na lista de candidatos beneficiados. Em nota, a campanha de Fátima negou, afirmando não ter havido sequer contato.

Na capital do Rio Grande do Norte, não há registro de atividade parlamentar de Miguel Côrrea. No dia em que esteve na cidade, ele postou em sua conta no Instagram um registro de um dia antes em Brasília, jantando em restaurante. Também não houve qualquer divulgação na agenda local do PT relacionada à passagem do deputado pela capital do Estado.

No total, a Câmara dos Deputados pagou quase 43 mil reais em passagens aéreas pela locomoção de ambos.

Corrêa deu entrevista na semana passada se dizendo tranquilo e que a ação de que participou sua empresa não pedia votos. Também falou que tudo foi feito antes das eleições para identificar tendências.

O Ministério Público Eleitoral investiga o caso.

Opinião dos leitores

  1. As viagens do Bolsotario, o 007 Brasileiro, por todo o Brasil foram custeadas por quem? Aos Bolsotarios de plantão bem vindos ao mudo real.

    1. O que fico mais revoltado é quando descobrem alguma coisa errada com o PT e os petistas APENAS justificam comparando com os erros dos outros. Como se justifica-se cometer crime, já que outros cometem! Nem todo mundo vota em Bolsonaro ou Lula. Respeitem quem tem opinião formada e ideologia politica sem politico/partido de estimação!
      Cometeu crime?! Cadeia! ponto!

  2. Será que tb não fizeram falcatruas por aqui vamos investigar justiça do RN dar um retorno ao povo ???

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Saúde

Comissão aprova projeto que inclui acompanhamento médico dentro dos CMEIs

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal aprovou, à unanimidade, na reunião desta segunda-feira (3), o projeto de lei de autoria da vereadora Eudiane Macedo (PTC), que implementa um programa de acompanhamento médico para as crianças e familiares que utilizam os serviços dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI).

O vereador Franklin Capistrano (PSB), relator do projeto e que apresentou , destacou que o projeto garante mais mais qualidade de vida para a população e ainda economiza os recursos da saúde pública, já que é mais barato gastar com prevenção do que com tratamento.

“O Programa Saúde no CMEI envolve não só o médico, mas também toda uma equipe de saúde, que tem como objetivo realizar um trabalho preventivo, principalmente,na saúde das crianças. Em todos os aspectos, desde a vacinação até o desenvolvimento de políticas junto à população. Isso é uma economia pro dinheiro público e mais saúde para todos”, disse.

Acompanharam o voto do relator os vereadores Fernando Lucena (PT) e Preto Aquino (PATRI), que participaram da reunião da Comissão. Ainda foi aprovado um projeto de lei que institui a Campanha Coração da Mulher, de autoria do vereador Chagar Catarino (PDT).

Fiscalização

O presidente da Comissão, vereador Fernando Lucena, adiantou que a Comissão dará continuidade à agenda de fiscalizações aos postos de saúde da capital na próxima semana. Ele não revelou qual unidade será visitada para evitar que haja uma preparação para recepção dos vereadores.

“Nos reunimos, os vereadores, e decidimos para onde ir para evitar maquiagens com o médico bonitinho, limpeza feita, tudo fora da realidade. Pra nós, a fiscalização deve ser feita de surpresa para ver os serviços como eles estão sendo prestados para o povo, a farmácia pra ver os medicamentos de verdade e tudo que é oferecido para o povo, que é nosso patrão, que é quem paga os nossos salários”, disse.

O vereador Preto Aquino lembrou que essas visitas tem proporcionado encaminhamentos que trazem melhorias para a população. Ele revelou que, graças a essas visitas, a Comissão está podendo realizar investigação sobre os contratos com as empresas fornecedoras de serviços terceirizados.

“Essas visitas são importantíssimas. Já levamos os problemas à Secretaria de Saúde (SMS) juntamente por conta das visitas. Assim como cobramos transparência em todos os contratos prestados entre a Prefeitura do Natal e as empresas terceirizadas para saber se há algum problema ou se está tudo certo, como deve ser”, disse.

Opinião dos leitores

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Política

Decisão de Lula de levar candidatura ao limite desagrada a aliados de Haddad

A decisão do ex-presidente Lula de esticar a corda e insistir no discurso de sua candidatura até o limite desagradou aos aliados de seu vice e provável substituto, Fernando Haddad.

A avaliação de auxiliares do ex-prefeito de São Paulo, somados a governadores e deputados do PT, é que há risco de dispersão dos eleitores de Lula ao prolongar ainda mais o prazo para a substituição da candidatura petista.

Nesta segunda-feira (3), após horas de reunião dentro de sua cela em Curitiba, Lula deu aval para seus advogados entrarem com recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a derrubada da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que barrou sua candidatura ao Planalto na semana passada.

A sinalização do ex-presidente, portanto, é manter a tática de que vai lutar em todas as instâncias para garantir seu registro de candidato. Nos bastidores, porém, não há otimismo e a maior parte dos petistas não acredita que o Supremo conceda uma liminar para que Lula concorra em outubro.

Segundo aliados de Haddad, a narrativa do ex-presidente tem funcionado até agora, mas o cenário pode mudar após a resolução do TSE.

O argumento é que, com o bloqueio institucional no caminho do ex-presidente, seus eleitores entenderam, na prática, que ele não será candidato e podem começar a se desmobilizar, inclusive, migrando o voto para um candidato identificado com bandeiras mais à esquerda, como Ciro Gomes (PDT).

Como mostrou a Folha no fim de agosto, além de Ciro e Marina Silva (Rede), que aparecem nas pesquisas como herdeiros do espólio lulista, o discurso pró-segurança de Jair Bolsonaro (PSL) tem seduzido eleitores de Lula no Nordeste e preocupado a campanha do PT.

A outra ala do partido, capitaneada pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), discorda da tese de antecipar a substituição e defende manter o discurso de que Lula é candidato até o limite —nesse caso, dia 11 de setembro, quando acaba o prazo dado pelo TSE para a troca na chapa.

Auxiliares de Haddad —e o próprio ex-prefeito— temem que o tempo seja escasso para fazer seu nome, pouco conhecido nacionalmente, angariar o apoio que hoje está na órbita de Lula —o ex-presidente tem 39% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

partir do dia 11 de setembro, Haddad terá apenas 25 dias para fazer o eleitor de Lula entender que ele será o representante do ex-presidente na urna e que sua imagem estará plenamente fundida à do ex-presidente.

Lula defendia que a mudança fosse feita o mais perto possível do primeiro turno mas, após a decisão do TSE de barrar sua candidatura, quis ouvir aliados que pensam o contrário. Mesmo assim, não foi convencido, e decidiu manter a estratégia.

Dentro do partido ainda há um grupo minoritário que defende ir com Lula até o fim, ou seja, insistir na candidatura do petista e não fazer a troca na chapa, numa espécie de boicote à eleição. O ex-presidente, porém, não concorda.

Folhapress

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Política

O Estado a serviço do crime

POR JOSÉ NÊUMANNE

E Lulinha “guerra e ódio” perdeu mais uma votação num tribunal superior por goleada. Desta vez foi 6 a 1 no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 16 pedidos de impugnação do registro de sua candidatura pelo Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência.

Bem que poderia ter sido por 7 a 0. Seria a lógica dos fatos, sem fantasias ideológicas, e também de decisões anteriores de todo o Judiciário. Condenado em primeira instância a nove anos e meio pelo juiz Sergio Moro, o ex-presidente levou surras de 3 a 0 na turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) e de 5 a 0 no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E ainda sem complacência nas decisões monocráticas dos relatores dos recursos, Gebran Neto, em Porto Alegre, e Félix Fischer, em Brasília. Caindo no plantão de Laurita Vaz, à época presidente do STJ, foi mantida, da mesma forma, a decisão do TRF-4 de deixá-lo preso “na sala de estado-maior” na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

O preso mais famoso do Brasil perdeu de novo, por maioria simples, quando o habeas corpus pedido pela defesa subiu para julgamento no STF: 6 a 5. O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, puxou os votos para ele ficar privado de liberdade. Com ele votaram, em abril, Alexandre de Moraes, Luís Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e a presidente Cármen Lúcia. Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e o decano Celso de Mello deram os votos perdedores. E, em votações na Segunda Turma do STF, Fachin perde suas tentativas de punir, às vezes com voto de Celso de Mello e sempre contra a maioria formada pelo trio Parada Mole: Lewandoswki, Toffoli e Gilmar.

A sessão histórica do TSE em que o registro da candidatura do PT foi negado começou com a leitura do relatório didático e na mosca do relator Luís Roberto Barroso. Parecia nem haver muito a discutir. Pois a Constituição de 1988 consagrou a figura da lei de iniciativa popular. Lula e o PT foram convencidos por Ulysses Guimarães a assinar e apoiar esse tipo de legislação fora dos cânones. A Lei da Ficha Limpa é a mais popular das iniciativas partidas do povo sem intermediação e atendeu a um apelo da população, acompanhada pelos petistas, a favor da moralização da atividade política e da gestão pública. Na Presidência, Lula em pessoa promulgou a lei. Mas a sempre irônica deusa Clio, que, segundo os gregos, manda na História, logo fez-se presente: o militante que assinou a lei proibindo candidaturas de políticos com a ficha suja caiu nas malhas do Código Penal, personificando um dos pré-requisitos que a norma acrescentou à letra constitucional: condenados em segunda instância não podem disputar eleição nenhuma. Assim mesmo, sem mais.

Não há nem pode haver exceções à regra. Mas os devotos de padim Lula tentaram criar uma inovação: o signatário da Lei da Ficha Limpa teria de ser a exceção à regra e, mesmo condenado e cumprindo pena, ter sua pretensão presidencial autorizada pela Justiça Eleitoral por exigência da mesma instituição do Estado de Direito que havia tomado a iniciativa da legislação contra a corrupção: o povo. A Lei da Ficha Limpa fora avalizada por mais de 1,5 milhão de assinaturas de cidadãos aptos a votar. A exceção exigida pelos lulistas teria como base apenas pesquisas de intenção de votos, que não são meio válido de aferição para eleger ninguém.

À falta de um dispositivo constitucional que garanta impunidade plena ao chefe de Estado que promulgou a punição, a defesa do preso e seu partido inventaram um slogan de muito apelo e lógica nenhuma: “Eleição sem Lula é fraude”. E recorreram a uma recomendação assinada por dois dos 18 peritos do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) exigindo que, em nome do povo – que nem consultado o fora em plebiscito, referendo ou disputa eleitoral –, o “Brasil” (seja lá o que diabo for isso) permita a um condenado em segunda instância disputar pleito, seja qual for ele, inclusive o presidencial.

Antes da condenação e prisão de Lula, seus asseclas providenciaram uma campanha em duas fases para uma eleição em dois turnos. Ela começaria com propaganda maciça da chapa Lula e Haddad para depois poderem acrescentar um acento agudo, passando para Lula é Haddad, ou “Andrade”, como se propaga num de seus mais fiéis redutos, o interior de Pernambuco, dominado pelos “socialistas” saudosos de Arraes e Campos.

A farsa foi submetida ao TSE e o julgamento da sexta 31 de agosto para o sábado 1.º de setembro finalmente adotou a decisão definitiva para por a falsa candidatura de quem não pode ser eleito no lixo da História. Assim se deu o julgamento, mas com uma exceção à regra geral. Fachin, o implacável relator da Lava Jato, votou a favor do óbvio relatório de seu colega Barroso, considerando Lula “inelegível”. Só que rasgou os dicionários, inelegível significa quem não pode ser eleito, ao autorizar o ex a participar da disputa eleitoral até passar pelo fabuloso “transitado em julgado”, como sugeriam dois “peritos” da ONU. Com isso despedaçou a Constituição, que não consagra comitês das Nações Unidas como revisores da Justiça brasileira, e a própria biografia de justo e honrado. Sua decisão, diga-se em seu favor, não altera a derrota acachapante sofrida pelo não candidato, mas levanta uma dúvida: como votará agora o relator da Lava Jato, que foi sempre implacável legalista tido como coerente?

O voto de Fachin só se apoia em sua biografia de esquerdista que apoiou publicamente Dilma na eleição presidencial. E reforça a mentalidade colonizada da esquerda brasileira, que Nélson Rodrigues batizou de “complexo de vira-lata”, ao dar valor a uma instituição internacional que não dispõe, como argumentaram os seis outros votantes, de poder vinculante sobre decisões do Judiciário brasileiro. Ponto final. E somente o futuro poderá desvendar o mistério do voto fora da curva dele.

Por enquanto, basta a clareza didática de Barroso, Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Rosa Weber, apesar da enxúndia do voto final dela. E nos resta testemunhar o PT desmoralizando a Justiça ao se negar a cumprir a decisão final da maioria de ter de substituir Lula por Haddad/“Andrade” e ainda justificando que o faz para “testar” até que ponto iria sua resolução sobre a qual não restam dúvidas.

Esta, aliás, é uma boa hora para contar que de gratuito o tal de horário eleitoral não tem nada. A propaganda partidária é financiada pelo erário. E o horário dito “gratuito” em emissoras de rádio e TV é bancado por isenção de impostos. A isenção fiscal equivale a cerca de 80% do que seria obtido com a venda publicitária. Segundo cálculo da ONG Contas Abertas, tal custo representa R$ 6,9 por eleitor. Além disso, as campanhas em geral são bancadas com dinheiro público. Os partidos têm à sua disposição R$ 1,7 bilhão do Fundo Eleitoral e R$ 888 milhões do Fundo Partidário para as eleições de 2018, despesas definidas pelo Congresso.

A distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral ficou assim: 48% conforme o número de deputados de cada partido na Câmara, 35% entre os partidos com ao menos um representante na proporção dos votos obtidos pelos deputados na última eleição e 15% de acordo com o total de senadores de cada sigla. O MDB foi o maior beneficiado, com direito a R$ 234,2 milhões, seguido pelo PT, com R$ 212,2 milhões e pelo PSDB, com R$ 185,8 milhões. Já o critério de distribuição do Fundo Partidário é o seguinte: 95% são distribuídos na proporção de votos obtidos por cada legenda na última eleição para a Câmara de Deputados e 5% divididos igualmente entre todas as siglas. O PT é o partido que tem direito à maior fatia do Fundo Partidário, seguido pelo PSDB. Esses números constam de reportagem do Igor Machado no Estado de 22 de junho de 2018.

As eleições são bancadas com dinheiro público e a forma da distribuição dos recursos privilegia os políticos que já estão no poder. O eleitor que quer renovar paga a conta dos políticos que exigem ficar.

É beneficiado quem comprou seus lugares com dinheiro de propina e aprovou uma lei para o Estado gastar para mantê-los no poder. Ganharam a corrida recorrendo a dopping financeiro. O lema da turma é não renovar e descriminalizar. E receberá os recursos dos fundos tendo ainda vantagem indevida sobre quem não aderiu ao esquema – o Estado a serviço do crime.

Estadão Conteúdo

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Esporte

Ainda sem elenco completo, seleção faz primeiro treino da ‘nova era Tite’

A seleção brasileira chegou aos Estados Unidos nesta segunda-feira para dois amistosos que marcam sua volta aos campos após a eliminação na Copa do Mundo da Rússia pela Bélgica. A primeira partida dos comandados do técnico Tite será nesta sexta-feira contra os donos da casa, em Nova Jersey, e o segundo jogo acontece em Washington na terça-feira, contra a seleção de El Salvador.

O primeiro treino desta semana que antecedeu esta nova fase da seleção e do técnico Tite, que continua à frente da seleção após a desclassificação da Copa da Rússia, reuniu jogadores experientes que disputaram a Copa há dois meses e outros que foram convocados pela primeira vez – entre eles o goleiro Hugo (Flamengo), os meio-campistas Andreas Pereira (Manchester United) e Lucas Paquetá (Flamengo) e os atacantes Everton (Grêmio) e Richarlison (Everton). Outra novidade da seleção, o zagueiro Dedé (Cruzeiro) é o único dos jogadores que atua no Brasil que falta juntar-se à equipe e deve chegar amanhã.

Ficaram de fora do treino desta segunda-feira também o zagueiro Felipe, que não chegou a tempo, e Éder Militão, que chega nesta terça-feira após o almoço.

Por causa de uma série de lesões, a lista inicial dos convocados por Tite em agosto acabou sendo modificada. Militão, lateral-direito que joga no Porto, ganhou a vaga de Fagner, lateral do Corinthians que teve uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda. O atacante Richarlison entrou no lugar de Pedro, jogador do Fluminense que machucou o joelho direito. O volante Renato Augusto, que também havia sido convocado por Tite, pediu para ser cortado, segundo a CBF, mas nenhum outro jogador foi chamado em seu lugar.

Os primeiros jogadores a se apresentarem para a comissão técnica, ainda no domingo, foram o goleiro Alisson, os zagueiros Thiago Silva, Fabinho, Marquinhos, Filipe Luís e Alex Sandro, os meios campistas Casemiro e Douglas Costa e os atacantes Roberto Firmino e Richarlison.

Na segunda-feira pela manhã desembarcaram Lucas Paquetá, Éverton, Hugo e Mateus Cardoso – sub-20 que deve apenas auxiliar nos treinamentos.

Opinião dos leitores

  1. A CBF de novo querendo ganhar dinheiro sem expor o time do Brasil à derrotas certas.
    Vai fazer amistoso na Europa. Chama França, Espanha ou Bélgica.
    Palhaçada essa CBF, estão destruindo a seleção brasileira.

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Diversos

Precisamos nos livrar da ideia de que tudo depende do Estado, diz Barroso

Luís Roberto Barroso, ministro do STF; Candido Bracher, presidente do Itaú (Germano Lüders/EXAME)

Ainda que o cenário brasileiro pareça desanimador, Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, acredita que o país melhorou muito nos últimos 30 anos no combate à corrupção.

As mudanças não são apenas responsabilidade do governo e do poder judiciário, afirma. “Precisamos nos libertar da ideia de que tudo depende do Estado”, diz o ministro durante o EXAME Fórum, que acontece hoje, 3, em São Paulo.

De acordo com ele, as transformações também estão ligadas à sociedade civil e à iniciativa privada. “Há um negócio novo no Brasil, que é o compliance. As empresas estão preocupadas em cumprir a lei.”

Para ele, existia uma mentalidade de que ricos não iam para a cadeia e que ninguém seria punido pelos desvios de dinheiro público. Hoje, ele enxerga uma reforma na mentalidade brasileira. “A grande novidade do país é que a sociedade deixou de aceitar o inaceitável e exige melhores serviços públicos”, afirma.

Candido Bracher, presidente do Itaú Unibanco, também acredita que essa mudança no combate à corrupção passe pelas empresas. “Não há nenhuma empresa grande que não tenha iniciativas de compliance”, afirma ele no evento de EXAME.

Ele acredita que o grande papel das empresas é darem um bom exemplo. “O empresário tem um papel importante no desenvolvimento econômico e na geração de emprego, mas tem um papel ainda mais crucial que é ser um exemplo”, diz. “Se uma empresa conduzir seus negócios de maneira ética e transparente e for bem sucedida, é uma contribuição para a sociedade”.

Educação

Além do combate à corrupção, Bracher acredita que a sociedade também tem responsabilidade em relação à melhoria na educação do país. A deficiência na educação brasileira é “um entrave para o desenvolvimento grande demais para ser deixado a cargo de governos”, afirma o empresário. “Cabe a nós, sociedade civil, tomar esse problema nas mãos e exigir melhorias do governo”.

Para ele, a educação tem cada vez mais relação com o desenvolvimento econômico. Como consequência, a falta de investimento no tema deixa o Brasil ainda mais atrasado em relação a outros países desenvolvidos.

Isso porque atualmente as maiores empresas mundiais estão baseadas puramente em seu capital intelectual, como Apple, Google, Amazon e Facebook.

Para Barroso, a educação é premissa para desenvolvimento econômico e para ter melhores cidadãos. “Precisamos preparar os jovens para o futuro, que já chegou”, afirma.

Veja no vídeo uma entrevista de EXAME com Candido Bracher:

https://www.youtube.com/watch?v=ML3dcvN4ueM

E, aqui, a entrevista com Luís Roberto Barroso:

Exame

 

Opinião dos leitores

  1. Barroso é juíz ou político?
    Só podia ser filho de um membro da antiga UDN, que, depois de virar Arena, PDS e PFL, é hoje o partido DEM -Democratas.
    Alguma surpresa no pocisionamentp pelo Neoliberalismo e o Estado Mínimo que beneficia apenas os ricos e milionários, reduzindo os programas sociais para gerar Superavit Primário e pagar maiores taxas de juros ao todo poderoso mercado especulativo formado pelos grandes empresários e capitalistas nacionais e internacionais a custa da pobreza, miséria e exclusão da maior parte da população.
    Nunca me enganou esse Barroso.

    1. O pt não viu isso qdo nomeou-o para ministro, tú és um inocente, cabeça de vento

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Meio Dia RN

ÁUDIO-MEIO-DIA RN: programa desta segunda em RESENHA com Bruno Oliveira e Walter Fonseca

Confira programa desta segunda-feira(03). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, em RESENHA com Bruno Oliveira e Walter Fonseca. Clique abaixo e ouça.

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Diversos

‘Deve ter sobrado 10% do acervo’, diz vice-diretora do Museu Nacional

A vice-diretora do Museu Nacional, Cristiana Serejo, disse em coletiva na tarde desta segunda-feira (3) que “deve ter sobrado 10% do acervo” após o incêndio de domingo (2).

Serejo afirmou ainda que o detector de fumaça do museu não estava funcionando e que serão necessários, a princípio, R$ 15 milhões para a recuperação do museu.

“Houve o contingenciamento de um terço do valor de R$ 514 mil. Esse ano recebemos R$ 240 mil, o que é pouco”, afirmou Serejo, em frente ao Museu Nacional.

Segundo a vice-diretora, foram preservados:

meteorito Bendegó
parte da coleção de zoologia
biblioteca central do museu, outros minerais e algumas cerâmicas.
herbário
departamento de zoologia de vertebrados

Foram destruídos:

tudo que estava no prédio principal, exceto meteoritos
acervo mobiliário do 1º reinado
peças herdadas da família imperial

Ainda segundo a vice-diretora, o incêndio teria começado no segundo andar, mas o laudo só estará pronto dentro de 48 horas.

A Defesa Civil interditou o palácio. Técnicos do órgão identificaram que “existe um grande risco de desabamento, que pode ocorrer com a queda de trechos remanescentes de laje, parte do telhado que caiu e paredes divisórias do prédio”.

Na área externa, no entanto, a avaliação destaca que “devido à espessura das fachadas, não há risco iminente”. Mesmo assim, “foram constatados problemas pontuais, como queda de revestimento, adornos e materiais decorativos (estátuas) fazendo com que a área de projeção das fachadas também permaneça isolada”.

G1

 

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Diversos

Se você não tira folga do trabalho, está fazendo tudo errado com sua saúde; estudo aponta importância das férias

(nirat/iStock)

Você está colocando salada no prato, batendo cartão na academia em vários dias da semana e… trabalhando sem parar? Pode parar. De nada adianta incluir bons hábitos na sua rotina se você não tira dias de descanso da firma. E quem está falando é a ciência: um estudo da Universidade de Helsinque, na Finlândia, apresentado no último dia 28 de agosto no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, mostra que quem tem menos de três semanas de férias durante o ano está mais propenso a morrer precocemente.

O alerta vale especialmente para os homens, já que o estudo analisou 1.222 participantes do sexo masculino, que foram acompanhados durante 40 anos. Todos os voluntários contavam com ao menos um fator de risco cardiovascular, como fumar, ser hipertenso, ter colesterol alto, diabetes ou sobrepeso.

Eles foram divididos em dois grupos: um que recebeu indicações precisas dos pesquisadores e outro que atuou como controle. O primeiro foi orientado, durante quatro meses, a praticar exercícios aeróbicos (como corrida, natação e esportes de quadra), adotar uma dieta saudável, emagrecer e parar de fumar. Em alguns casos, houve até indicação de medicamentos para controlar a pressão arterial e o colesterol. A segunda turma apenas recebeu orientações básicas e não contou com o acompanhamento próximo dos cientistas.

A equipe que foi monitorada de perto apresentou, inicialmente, melhora na saúde cardiovascular. Mas depois de 15 anos, mais gente dessa galera tinha morrido. Quatro décadas após o início da investigação, os cientistas avaliaram novamente os participantes e prestaram atenção em fatores como rotina de trabalho, sono e períodos de descanso. E veja só: o pessoal com maior probabilidade de perder a vida eram aqueles que trabalhavam muito e descansavam pouco – e boa parte deles estava no grupo que precisou “andar na linha”.

“O estilo de vida estressante pode ter se sobreposto a qualquer benefício da intervenção que fizemos. É possível também que as regras impostas tenham adicionado ainda mais tensão à rotina deles”, comenta, em nota à imprensa, Timo Strandberg, autor do estudo. Os resultados mostram que os homens que haviam tirado três semanas ou menos de férias durante o ano tinham um risco 37% maior de morrer em comparação aos que descansaram por mais tempo.

Para Strandberg, a pesquisa mostra o quão essencial é evitar que o stress tome conta do dia a dia – principalmente no caso de quem tem problemas cardiovasculares. “Não pense que certos hábitos saudáveis vão compensar por trabalhar demais e não tirar dias de descanso”, alerta o pesquisador. E aí, quando serão suas próximas férias?

Super Interessante

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Economia

Economista de Ciro fala em privatizar 77 estatais

Mauro Benevides, o assessor econômico de Ciro Gomes, foi a um fórum promovido pela revita Exame e disse que, das 148 estatais brasileiras, 77 poderiam ser privatizadas.

Benevides não informou, porém, quais seriam as privatizáveis. Também declarou que vender a Petrobras, a Eletrobras ou o Banco do Brasil está “fora de cogitação”.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkkkkk, essa esquerda brasileira, o chefe mor luladrão, acabou com o país, roubando e deixando roubar, até agora contabilizado pela lava jato, 100 bilhões de reais; financiou A juros subsidiados pelo BNDES e sem cobertura financeira e com total sigilo da operação, obras em dezenas de países da África e da América central e do sul(os EUA e o capital externo não emprestava um tostão furado a esses países), no pacote a ser feito estava incluso que fosse feitas as obras pelos mega empresários da construção cívil nacional, com isso recebeu muitos milhões pelas liberações das operações. Agora vem esses New esquerdista querendo vender as empresas nacionais, por certo, quer comer urêa das vendas. Bestinha esses esquerdista brasileiros, e os idiotas apoiando. Ah patetas.

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Diversos

TRT-RN: Hotel é condenado a indenizar recreador por agressões homofóbicas

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) condenou o Hotel Prodigy (GJP Administradora de Hotéis Ltda.) a pagar uma indenização, por danos morais, no valor de R$ 10 mil a um coordenador de recreação que sofreu agressões verbais de cunho homofóbico.

A decisão confirma, parcialmente, o julgamento da 4ª Vara do Trabalho de Natal, que havia condenado o hotel a indenizar seu ex-empregado em R$ 25 mil.

No processo, o coordenador de recreação conta que prestou serviço para a empresa de março de 2014 a novembro de 2016 e que, em 2015, a gerência do hotel sugeriu que os recreadores realizassem atividades cômicas com os hóspedes.

A pedido do gerente geral do hotel, o coordenador e sua equipe de recreadores vestiram de trajes femininos, sob “o argumento que isso seria apenas para a diversão dos hospedes”.

Ocorre que, logo depois, o gerente começou a assediar o coordenador “na frente de todos os outros funcionários”, o chamando de “homossexual, bichinha, baitola, veadinho”, entre outros termos chulos.

O desembargador Eridson João Fernandes Medeiros, relator do processo no TRT-RN, concluiu, em sua decisão, que a provas testemunhais “demonstram de forma bastante evidente o ríspido e humilhante tratamento dispensado pela empresa”.

Uma das testemunhas disse que o gerente não gostava do coordenador, destratando-o com o uso de palavrões homofóbicos. Outra disse que o gerente era “uma pessoa desequilibrada, costumando fazer uso de brincadeiras inadequadas perante funcionários e hóspedes “.

Para o desembargador, “tal comportamento enseja violação à honra, à moral e à imagem do ex-empregado”, entretanto, a indenização por danos morais deve funcionar como uma compensação, uma forma de coibir novos abusos, “sem constituir fontes de enriquecimento sem causa”.

Assim, “tendo em vista as circunstâncias que permearam os fatos e as condições de ambas as partes”, ele reduziu o valor da indenização para R$ 10 mil e foi acompanhado pelos desembargadores da Segunda Turma de Julgamentos.

Processo 0000069-20.2017.5.21.0004

 

Opinião dos leitores

  1. Parabéns, TRT! Aparenta uma decisão coerente, sem parcialidade, como tem que ser. A Justiça do Trabalho tem seus méritos, não merece somente receber críticas.

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Diversos

Garibaldi destinou mais de R$ 65 milhões para infraestrutura turística nos municípios do RN

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

De 2010 até hoje, o senador Garibaldi Filho destinou mais de R$ 65 milhões, em emendas ao Orçamento, para o Ministério do Turismo firmar convênios com municípios do Rio Grande do Norte melhorarem sua infraestrutura turística. Em sua trajetória política, Garibaldi sempre se destacou no apoio ao setor. Foi ele, por exemplo, que criou, como governador do RN, a Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio.

“O turismo é uma atividade que impacta diretamente em diversos outros segmentos da economia, abrindo vagas no setor de serviços e também da indústria. No Rio Grande do Norte, segundo dados do Ministério do Turismo, 75 municípios têm vocação turística. Temos que aproveitar essa vantagem e fazer com que o turismo potiguar não se restrinja ao litoral e passe também avançar pelo nosso interior”, defendeu Garibaldi Filho.

A opinião do senador Garibaldi Filho é que as riquezas culturais e belezas naturais de todas as regiões do Rio Grande do Norte reúnem condições de atrair os turistas. As opções são muitas: aventura, religiosidade, sítios arqueológicos, cultura popular e gastronomia. “Mas, para isso, as cidades precisam oferecer condições de receber bem os visitantes”, observou.

A atuação do senador Garibaldi em favor do desenvolvimento da atividade turística no Rio Grande do Norte recebeu elogios do então ministro do Turismo, Marx Beltrão, que, no ano passado, cumprindo agenda em Natal, elogiou publicamente ao senador e também ao deputado Walter Alves.

Depois de visitar as obras do Museu da Rampa e do Centro de Convenções de Natal, o ministro Beltrão destacou o trabalho e o empenho de Garibaldi e Walter Alves não apenas para convencer o governo sobre a necessidade da obra, mas também cobrando para que os projetos fossem efetivamente realizados.

Opinião dos leitores

  1. Desse total de recursos quais os valores que realmente chegaram as contas das prefeituras?
    Emenda é uma coisa. Dinheiro na conta é outra.

    1. Não estamos recebendo nada. Apenas liberamos espaço para todos os candidatos. Se conferir no blog, verá que há releases das assessorias de todas as candidaturas

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Política

Chamada de dissimulada por Dilma, Marina evita embate: ‘Deus é maior’

Marina Silva durante campanha no Largo da Batata, em São Paulo – Marcos Alves / Agência O Globo

Acusada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de ser dissimulada e de difamação, a candidata Marina Silva (Rede), evitou responder aos ataques feitos pela petista. Em uma série de publicações em sua conta no Twitter, Dilma afirmou que foi vítima de um golpe que, diz, é negado e apoiado por Marina. A ex-presidente lembrou do apoio da ambientalista ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno das eleições de 2014.

Nesta segunda-feira, questionada sobre as declarações da antiga correligionária, Marina foi curta:

— Deus é maior — disse.

Indagada novamente se não queria esclarecer essa declaração, a candidata apenas repetiu “Deus é maior”. Dilma e Marina foram ministras durante os dois mandatos do governo Lula.

A relação entre as duas sempre foi tensa, sobretudo em relação às discussões sobre o licenciamento ambiental de obras de hidrelétricas realizadas durante o mandato do petista. Além disso, Marina culpa a campanha de Dilma em 2014 pelo que considera terem sido ataques sujos contra ela durante aquela eleição. O PT veiculou diversas campanhas publicitárias em que dizia que uma das propostas presentes no programa de governo de Marina à época, transformar em lei a independência do Banco Central, poderia tirar comida da mesa dos brasileiros.

No Twitter, Dilma disse que Marina sempre foi dissimulada e que agora também difama. A ex-presidente também afirmou que Marina “lutou” para eleger o senador Aécio Neves a presidente em 2014, mesmo o conhecendo bem.

De tanto se esconder e se omitir dos problemas do país, a ex-senadora Marina Silva, que sempre foi dissimulada, agora difama. Fui vítima de um golpe cometido por uma aliança acusada de corrupção e gravada querendo o golpe para “estancar a sangria”.

Marina Silva participou nesta segunda-feira de uma roda de conversa com o movimento de renovação política Agora!, do qual faz parte do apresentador Luciano Huck. A candidata recebeu um caderno de propostas produzido pelo grupo e que inclui, entre outras coisas, a legalização do consumo de maconha. Marina é contra a medida, mas defende um plebiscito para a população decidir sobre o tema. No evento, a ex-senadora disse que concordava com muitas das propostas apresentadas.

‘DECISÃO BASEADA NA LEI’

— Até para que os candidatos participem dos debates, apresentando suas propostas, suas trajetórias e tendo de responder por seus erros, como, por exemplo, por que no governo Dilma e Temer, nós que éramos o País do emprego, agora temos 13 milhões de desempregados — afirmou.

A ambientalista também comentou sobre a variação do dólar nos últimos dias, sobretudo em relação às incertezas dos investidores diante do cenário eleitoral. Marina acusou adversários de utilizarem a forte flutuação do câmbio para assustar os eleitores.

— Temos uma dificuldade econômica real, o Brasil está passando uma situação difícil. Agora, existem candidaturas que parece que se alimentam dessa variação querendo assustar a população para não mudar com a necessidade que o país precisa mudar — disse Marina.

O Globo

Opinião dos leitores

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