Política

Presidente do TCE e conselheiros recebem governadora eleita e equipe de transição em audiência

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), conselheiro Gilberto Jales, recebeu em audiência nesta sexta-feira (9) a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, acompanhada de membros da equipe de transição do Governo. “A conversa com o TCE é necessária diante da situação que passa o nosso Estado. Trata-se de um órgão que pode nos ajudar muito, inclusive com sugestões, para que possamos corrigir possíveis falhas”, relatou a futura governadora.

Foi mais do que uma simples visita de cortesia. A governadora Fátima Bezerra apresentou membros da equipe de transição e falou das dificuldades que vão enfrentar, sobretudo com o nas questões fiscal e orçamentária. Ela estava acompanhada dos técnicos Adriano Gadelha, André Castro, Carlos Eduardo, Roberto Sérgio Linhares, Arméli Brennand e o deputado estadual Fernando Mineiro.

Fátima explicou que a equipe de transição vem trabalhando em três frentes, divididas nos temas “Gestão Fiscal e Orçamento”, “Desenvolvimento Econômico” e “Serviços Públicos e Políticas Sociais”. Informou que foi iniciada a conversa com o atual governador, Robinson Faria, que se colocou a disposição para contribuir com o processo e que, paralelamente, a equipe estava iniciando diálogos com organizações como o TCE, por exemplo. De antemão, disse que tratará com prioridade questões relativas à segurança, saúde e educação, e que já vem ouvindo grupos de especialistas nestas áreas desde a campanha.

Acompanhado dos conselheiros Paulo Roberto Chaves Alves e Renato Costa Dias, da conselheira Adélia Sales, do procurador eleito para mais um mandato à frente do Ministério Público de Contas, Thiago Guterres, além de diretores e coordenadores do TCE, o presidente Gilberto Jales explicou que o Tribunal de Contas sempre procurou, em sua especificidade, colaborar com o desenvolvimento do Estado. “Nossos técnicos atuam na frieza dos números, de acordo com a Lei. O órgão parte de dados concretos, observando a legalidade e a legitimidade, divulgando todos os dados para a sociedade”, disse.

O presidente do TCE entregou à futura governadora uma série de relatórios de auditorias em áreas como segurança, saúde, educação e outros. “Tenho certeza que o Governo do Estado, em seu dinamismo, não teria condições de desenvolver estes estudos que muito podem contribuir, pois além de achados, apresentam sugestões de solução”, disse, lembrando que a equipe é enxuta, mas muito profissional, competente, com atuação reconhecida entre as cortes de contas de todo o País. “O tribunal atual com um olhar de fora”, destacou.

Jales citou vários exemplos de atuação do TCE nas contas públicas, resultando em prevenção de prejuízos para o Estado, tais como no caso do fundo previdenciário e no processo do estádio Arena das Dunas. Informou que a Corte de Contas conta com uma equipe especializada em auditoria de convênios internacionais e vem investindo em inteligência e tecnologia de informação, além da capacitação permanente dos servidores e jurisdicionados. “Contamos com o menor percentual de receita entre os tribunais de contas do país, mas nossa atuação é profissional. Somos respeitados pela qualidade dos dados que apresentamos a sociedade”, destacou.

No final da reunião, a governadora eleita pediu apoio do presidente do TCE no diálogo com os demais poderes acerca das discussões orçamentárias. Gilberto Jales se colocou à disposição e relatou as contribuições do TCE diante da crise econômica dos últimos anos. “Há quatro anos que o nosso orçamento está congelado. O Tribunal vem dando sua parcela de contribuição para o equilíbrio financeiro do Estado e está sempre aberto ao diálogo”.

Opinião dos leitores

  1. Vacari pra secretário da tributação e Dilma pra secretária de educação, tão escolhidos. Agora vai.

  2. Este filme não é novo, tampouco seus personagens: Fátima e sua famosa turma vão passar quatro anos e dois meses alegando que receberam de Robinson (Que) Faria a 'herança maldita', tal e coisa, e haja blablablá.

  3. O RN está na UTI e a MUIE DO GOPI chegou para desligar os aparelhos ,tenho pena do nosso sofrido RN

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Diversos

Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 27 milhões neste sábado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Quem acertar os seis números do sorteio da Mega-Sena deste sábado pode ganhar um prêmio de até R$ 27 milhões. As seis dezenas do concurso 2.096 serão sorteadas às 20h, no Caminhão da Sorte, que está em Manhumirim (MG). Na poupança, o prêmio rende quase R$ 100 mil por mês.

Como ninguém acertou os seis números do concurso 2.095 ocorrido na quarta-feira (7) o prêmio acumulou e chegou a esse valor. As dezenas sorteadas foram 16, 29, 35, 43, 49 e 56.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país. Também é possível jogar pelo computador, tablet ou smartphone. Para isso, é preciso ter mais de 18 anos e preencher o cadastro na plataforma de Loterias Online da CAIXA.

Agência Brasil

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Cidades

SAAE Extremoz registra BO por desligamento da bomba da caixa d´agua de Jardins

Na manhã desta quinta-feira, 8, o coordenador de operações do SAAE de Extremoz Ismar Alonso registrou Boletim de Ocorrência (BO), na Delegacia de Polícia Civil do Município.

O motivo do BO foi o fechamento da bomba da Caixa d´agua com capacidade de 200mil mt3 do Bairro Jardins de Extremoz que ocasionou o desabastecimento na comunidade e danos ao órgão.

Os técnicos que vistoriaram o reservatório encontraram a bomba desligada, fato que causou estranheza a equipe e a direção geral do SAAE, pois a bomba tinha sido trocada a poucos dias.

Para o SAAE não resta dúvida que foi um ato de “sabotagem” realizado por alguém mal intencionado que prejudicou centenas de famílias e por essa razão, foi feito o BO para que a Polícia investigue e tome as providências.

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Judiciário

Questão de Justiça estreia na CBN Natal neste sábado (10) com Erick Pereira, Herval Sampaio, João Ferreira e convidados

Estreia neste sábado (10), na CBN Natal, o “Questão de Justiça”. Serão entrevistas, debates e assuntos relevantes do universo jurídico agora nas ondas do rádio.

O programa semanal, sempre aos sábados, vai ao ar das 10h às 11h (horário local) e será comandado pelo jornalista e diretor do Jurinews, João Ferreira, tendo como debatedores o advogado e doutor em Direito Constitucional Erick Pereira e o juiz e presidente da Associação dos Magistrados do RN Herval Sampaio.

O presidente eleito do TJ-RN João Rebouças e o advogado Cristiano Barros são os convidados do programa de estreia.

“Estaremos juntos a partir de agora na CBN Natal. É a rádio que toca notícia abrindo espaço para as notícias jurídicas. O programa será colaborativo e contará com a participação de todos os interessados em debater temas jurídicos, de cidadania e de grande alcance social”, disse o jornalista João Ferreira.

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Judiciário

Corregedor do CNJ quer explicações de juiz e desembargadores sobre HC de Lula

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, vai ouvir no próximo dia 6 de dezembro o juiz federal e os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) envolvidos na concessão e posterior revogação do habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho.

O episódio gerou uma série de decisões contrárias em horas, ao provocar incertezas sobre a soltura do ex-presidente. Serão ouvidos, em audiências separadas e no mesmo dia, o juiz federal Sérgio Moro e os desembargadores Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores Lenz.

As representações recebidas pelo CNJ contra os magistrados foram apensadas em um único Pedido de Providências. Todos já apresentaram suas versões sobre o episódio, mas agora terão de responder a perguntas da Corregedoria do CNJ. O juiz federal Sergio Moro também teve de prestar esclarecimentos. O caso está em segredo de Justiça.

Impasse

Fraveto, em julho, sob o argumento de ter como fato novo, a pré-candidatura de Lula à Presidência da República, concedeu o habeas corpus – soltar o ex-presidente, detido em Curitiba desde abril.

Porém, o juiz Sergio Moro deu uma decisão para que a Polícia Federal não libertasse Lula até uma definição do TRF-4.

Gebran, relator da Lava Jato no TRF-4, determinou que a decisão não fosse cumprida.

Após idas e vindas, o presidente do TRF-4, Thompson Flores, manteve a detenção do ex-presidente. O fato provocou vários questionamentos no CNJ enolvendo, sobretudo, Favreto e Moro.

Agência Brasil

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Educação

Escócia torna obrigatório ensino sobre pessoas LGBT+ nas escolas públicas

 

A Escócia aprovou a obrigatoriedade do ensino nas escolas públicas de temas sobre pessoas LGBT+, em uma tentativa de combater a homofobia e a discriminação. O país britânico é o primeiro do mundo a tornar compulsória este tipo de matéria na educação básica.

O governo escocês informou nesta quinta-feira (8) que as escolas adotem um currículo inclusivo para pessoas LGBT+, incluindo o enfrentamento à homofobia, a bifobia e a transfobia e o ensino da história dos movimentos LGBT+.

O vice-primeiro-ministro, John Swinney, disse que “era vital que o currículo seja tão diverso quanto os jovens que aprendem em nossas escolas”. Ativistas consideraram iniciativa uma mensagem clara e forte de que os alunos LGBT+ são valorizados na Escócia.

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Tomara que chegue na mesma velocidade em que está ranqueado nossa educação!

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Política

Sem diálogo, sindicais ameaçam Previdência

Com a reforma da Previdência na pauta prioritária do governo, os movimentos sindicais prometem ser a primeira pedra no sapato de Jair Bolsonaro. Um dos principais articuladores sindicalistas, o deputado Paulinho da Força (SD-SP), alega que o fechamento do Ministério do Trabalho e a transferência do Incra para a Agricultura, sob o guarda-chuva de ruralistas, bloquearam os canais de diálogo com setores que têm experiência em colocar pessoas nas ruas.

“Quando houver greves e manifestações, ele não vai ter ninguém para intermediar”, criticou.

Até deputados próximos a Jair Bolsonaro ponderam que só a lua de mel com as urnas não será suficiente para garantir a maioria no Congresso.

Esse grupo argumenta que, para melhor aproveitar o apoio popular, o presidente eleito precisa abrir o diálogo com movimentos sociais e com partidos. “A base do governo ainda não está consolidada”, diz um cacique aliado.

Opinião dos leitores

  1. "…pedra no sapato de Bolsonaro" ou seria no sapato do Brasil?!
    Atualmente Paulinho da Força está com direitos políticos cassados por determinação da justiça durante um período de 5 (cinco) anos, cabe recurso. Paulinho é conhecido por fazer parte da chamada "Tropa de Choque de EDUARDO CUNHA", grupo de 9 deputados federais que teve como objetivo obstar no Conselho de Ética todas as tentativas de investigação e punição do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.
    https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Paulinho_da_Força

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Política

Léo Pinheiro diz que Lula ‘se comportava como dono’ do sítio de Atibaia

O empresário Léo Pinheiro, da OAS, declarou nesta sexta-feira, 9, à juíza Gabriela Hardt que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comportava como o proprietário do sítio de Atibaia e como real beneficiário das obras que a empreiteira realizou no imóvel localizado no interior de São Paulo. Leó Pinheiro detonou Lula em longo relato na ação penal em que o petista é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo o empresário, foi Lula quem o chamou para conversarem sobre as obras do sítio, mas nunca o ex-presidente teria demonstrado preocupação em saber detalhes dos valores empenhados. Ele estima que a empreiteira desembolsou entre R$ 350 mil e R$ 450 mil nas obras de melhorias da área – apenas a cozinha ficou em R$ 170 mil.

Léo Pinheiro também é acusado nesta ação do sítio. Preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, ele está colaborando com as investigações.

Nesta sexta-feira, o empresário respondeu todas as perguntas da juíza Gabriela Hardt, sucessora de Sérgio Moro na condução dos processos criminais da Operação Lava Jato no Paraná.

No fim do depoimento, a defesa fez três perguntas a Léo Pinheiro. Na primeira, a advogada do ex-presidente da OAS quis saber. “Em algum momento, o ex-presidente Lula te questionou acerca de valores dessas obras realizadas no sítio, em algum momento ele perguntou como deveria ser ressarcidas essas despesas gastas?”

“Não, nunca”, respondeu o executivo.

“As atitudes que o ex-presidente Lula tomou frente ao sítio, me refiro às obras especificamente que a OAS fez no sítio, deixaram dúvida ao sr de que ele era o real proprietário do sítio?”, perguntou a defesa. “Nenhuma dúvida”, afirmou Léo Pinheiro.

“Deixaram dúvida de que ele seria o real beneficiário dessas obras?”, questionou o advogado. “Nenhuma dúvida”, disse o ex-presidente da OAS.

O que disse Léo Pinheiro à Gabriela Hardt? O executivo relatou à juíza que, em fevereiro de 2014, foi “convocado pelo ex-presidente Lula para um encontro no Instituto Lula”. No local, contou, o petista “explicou que queria fazer uma reforma, não era uma reforma grande, num sítio em Atibaia”.

“Era numa sala e numa cozinha e também tinha problema num lago que estava dando infiltração, se eu podia mandar alguém, uma equipe para dar uma olhada. Eu disse: ‘presidente, eu gostaria de ir pessoalmente, o sr marca o dia que eu vou estar presente’. Ele marcou no sábado seguinte”, disse.

Léo Pinheiro narrou que foi ao sítio com Paulo Gordilho, então diretor da OAS Empreendimentos, porque o dirigente “já tinha conhecimento dos serviços que nós vínhamos fazendo no triplex do Guarujá”.

“Eu preferi que Paulo também continuasse para que essa coisa não ficasse muito divulgada dentro da organização. Eu fui com Paulo num dia de sábado, o presidente combinou comigo de eu ficar aguardando após o pedágio da Fernão Dias, que eu não sabia onde ficava, era difícil de chegar”, afirmou.

“Isso ocorreu, eu fiquei esperando. Fui seguindo o carro dele, estivemos no sítio. Ele e a Dona Marisa me mostraram, a mim e a Paulo, os serviços que eles gostariam de fazer na sala e atingiria a cozinha, porque tinha uma parede que tinha que desmanchar. Nós dissemos: ‘presidente, deixa a gente fazer um projeto e mostrar ao sr’. Fomos ver o lago que estava tendo uma infiltração. Demoramos um pouco para tentar entender como é que estava acontecendo aquilo. Eu disse: ‘olha, o lago, a gente vai ter que esvaziar’.”

De acordo com o ex-presidente da OAS, Lula marcou um novo encontro em sua casa, em São Bernardo do Campo, também em um sábado, cerca de ‘2 ou 3 semanas depois’.

“Estava ele e dona Marisa. Eu fui com Paulo e mostramos a ele como é que seria a reforma da sede do sítio”, disse.

“O presidente combinou comigo o seguinte: ‘olha, tudo bem, pode iniciar o serviço. Eu só lhe pediria, Léo, que não, que as pessoas não se apresentassem na cidade de Atibaia, questão de sigilo, que as pessoas não tivessem uniforme, essas coisas, da OAS, que não tivesse nenhuma identificação’.”

O ex-presidente da empreiteira relatou que combinou com Paulo Gordilho “que, se possível, trouxesse pessoas que não fossem de São Paulo”.

“Vieram de Salvador pessoas da confiança dele para que pudesse fazer. Essas pessoas foram um encarregado, se não me falha a memória, três ou quatro operários. Ele determinou que qualquer coisa se conversasse com o caseiro, acho que é Maradona o nome, que teria lugar para essas pessoas dormirem. E assim foi feito. Isso foi feito durante o mês de março até talvez julho ou agosto de 2014”, contou.

Gabriel Hardt quis saber se o empresário Fernando Bittar, em nome de quem a propriedade está formalmente registrada, estava na primeira visita ao sítio. Léo Pinheiro disse que se “recorda bem” de Fábio, um dos filhos de Lula.

“E eu acho que me apresentaram o Fernando, eu não tenho certeza, mas me parece que sim”, respondeu. “Eu só conversei com o presidente (sobre a reforma). Ela estava presente nas duas vezes que eu tive contato com os dois.”

Segundo Léo Pinheiro, o ex-presidente o orientou que não fizesse “nada em nome da OAS”.

“Não pode ser feito nada em nome da OAS. As compras eram feitas na cidade de Atibaia pelo encarregado que estava lá. Ele recebia um dinheiro que a empresa disponibilizava para ele. Ele fazia as compras, ao que me consta, parece até em nome dele, porque era recibo, não era nota fiscal”, disse.

À juíza, Léo Pinheiro explicou como era feito o “encontro de contas”.

“Nós fizemos várias obras com a Petrobrás ao longo desses anos, durante o governo do PT. Acredito eu que num montante de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões. Essas obras tinham um valor determinado de 1% para o PT”, declarou.

Segundo o ex-presidente da OAS, os “valores começaram a ser gerenciados, em um primeiro momento, por Delúbio Soares, que era o tesoureiro do PT e depois o João Vaccari”.

“Nós tínhamos uma conta corrente. A cada faturamento de cada obra dessa, a gente tinha que fazer um pagamento de 1% sob valor que nós recebíamos. Mas isso não era pago imediatamente”, afirmou.

“Às vezes juntava mais um pouco e o Vaccari determinava: ‘eu quero que você me pague isso em caixa 2, quero que você faça doações ao Diretório nacional do PT, ao diretório estadual tal, que ajude político tal’. Foi assim a vida toda. Juntava-se um montante, eu tinha uma participação direta nisso, eu pouco delegava isso, até por uma questão de ser um partido no poder, ser o presidente.”

De acordo com Léo Pinheiro, o “pessoal da Controladoria que operacionalizava isso”.

“Vaccari combinava comigo ou diretamente com essas pessoas e a gente faria os pagamentos. Qualquer despesa extra que tivesse, a mando do PT, no caso essas duas coisas que foram feitas diretamente com o presidente, a nível pessoal, como as outras despesas, eu sempre combinava com Vaccari e fazia-se um encontro de contas”, relatou.

Defesa

Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou: “Leo Pinheiro foi ouvido hoje (09/11) como acusado e tal como fez na ação do tríplex preferiu acusar Lula com afirmações mentirosas ao invés de se defender. A estratégia faz parte de uma tentativa de convencer o Ministério Público Federal a lhe conceder benefícios, inclusive para sair da prisão, por meio de um acordo de delação que negocia há quase 2 anos.

Agenor Medeiros, também ouvido reconheceu que é falsa a acusação do Ministério Público ao afirmar que ele teria prometido e oferecido vantagens indevidas a Lula por meio da reforma de um sítio em Atibaia.

Paulo Gordilho, por seu turno, deixou evidente em seu depoimento que sempre tratou com Fernando Bittar sobre os assuntos relativos ao sítio de Atibaia, que é o proprietário do imóvel.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. BG
    Todo mundo sabe, só ele que se encontra com Alzheimer não sabe. Ohhhh coitadinho tão desinformado que faz pena. Cadeia é pouco para esse meliante.

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Judiciário

CNJ instaura processo contra Moro por ‘suposta atividade político-partidária’ após ações de políticos do PT e de grupo de juristas de esquerda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, decidiu nesta sexta-feira (9) pedir explicações ao juiz federal Sérgio Moro sobre a sua escalação para comandar o superministério da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Moro terá 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre a indicação, alvo de contestações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentadas pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, por deputados federais e senadores do Partido dos Trabalhadores e por um morador do Paraná chamado Benedito da Silva Junior.

As diversas contestações foram todas reunidas em um mesmo processo, “visando a evitar a repetição de atos processuais, causando demora indevida na tramitação e desperdício de recursos humanos e materiais”, segundo o corregedor. Por determinação de Martins, o caso tramitará sob segredo de Justiça.
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A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia afirma que Moro violou a Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura ao tratar sobre a ida ao governo Bolsonaro ainda durante o exercício da magistratura.

Os parlamentares do PT, por sua vez, acusam Moro de “parcialidade” e de utilizar a sua posição na sociedade para “interferir de maneira indevida no processo eleitoral, sempre com o viés de prejudicar o Partido dos Trabalhadores e suas candidaturas”.

“A aceitação do cargo político coroa o que sempre dissemos sobre o juiz Sérgio Moro comportar-se como ser político, não como magistrado”, sustenta o PT.

O PT também pediu ao corregedor nacional de Justiça que Moro seja impedido de assumir outro cargo público até o CNJ concluir a investigação de sua conduta no episódio. “Os pedidos de medidas liminares serão apreciados após a vinda das informações”, observou Martins em sua decisão.

O CNJ já apura a atuação de Moro em alguns episódios, como a decisão de divulgar parcialmente trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial deste ano.

A conduta de Moro também é analisada no episódio da liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Não vai dá em nada, pois não procede a denuncia.

    É muito mimi da esquerda, alguém avisa pra ele que a eleição acabou.

  2. Nos últimos 15 dias, aumentaram: consultas a psiquiatras em busca de ansiolíticos, consumo de álcool e cigarro e caganeira! O sistema de esgoto de Brasília está quase colapsando! Na Bahia tem um político do PT que todo dia faz um despacho, porque sabe que i Moro vai direto ao ninho da corrupção!

  3. Esse Brasil está de brincadeira, os governos anteriores tiveram vários terroristas como ministros e ninguém questionou. Agora que temos um cidadão honrado que foi indicado para Ministro e que irá honrar o povo brasileiro inventam mentiras de que ele usou cargo para política, isso já ultrapassa o razoável, essa esquerda que roubou o Brasil não tem mais o que inventar.

    1. um absurdo…um grande mal ao brasil,,,aumentar salário de ministros do stf procuradores que ja ganham em torno de 34 mil fora inumeras vantagens é fim da picada .E o aumento dos servidores Federais que foram congelados ate 2020;Os senadores aprovaram ao apagar das luzes,,,Pura maldade para com o Brasil.pois se fosse com Bolsonaro nao ia ser aprovado nao.Bando de politicos rabo de cuia

    2. um absurdo…um grande mal ao brasil,,,aumentar salário de ministros do stf procuradores que ja ganham em torno de 34 mil fora inumeras vantagens é fim da picada .E o aumento dos servidores Federais que foram congelados ate 2020;Os senadores aprovaram ao apagar das luzes .Politicos rabo de cuia

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Política

Bolsonaro vai receber rombo de R$ 259 bilhões do Congresso

No último ano do atual mandato, deputados e senadores armaram para o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), uma bomba fiscal de ao menos R$ 259 bilhões, mostra levantamento da Folha.

O valor refere-se ao impacto nas contas públicas, nos próximos quatro anos, causado por dez projetos aprovados ou que avançaram no Congresso em 2018.

Apesar de o Orçamento estar sob regência de um teto que barra a expansão de gastos, os parlamentares aceleraram propostas que vão na direção contrária, seja com matérias de autoria do Legislativo, pressão por concessões em projetos editados pelo governo ou derrubada de vetos presidenciais.

Folhapress

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Tecnologia

Por que suas mensagens no WhatsApp poderão ser apagadas para sempre na 2ª feira

Em parceria com o Google, WhatsApp irá mudar configurações de backup e por isso usuários que quiserem salvar suas conversas precisam fazer um backup antes de segunda-feira (12). — Foto: AFP

Você usa WhatsApp e tem o sistema operacional Android no seu celular? Então, é melhor fazer uma cópia de segurança das suas mensagens o quanto antes.

O Android é o sistema operacional da maior parte dos celulares Samsung, por exemplo.

A partir do dia 12 de novembro, todas as mensagens de WhatsApp que não estejam guardadas serão apagadas para quem não usa o sistema operacional da Apple, o iOS.

O anúncio se deve a um acordo feito entre o WhatsApp (que pertence ao Facebook) e o Google para permitir que todas as conversas, fotos e vídeos enviados pelo aplicativo possam ser armazenados no Google Drive, o serviço de hospedagem de arquivos do buscador, sem consumir espaço da conta do usuário.

A má notícia é que, se você não fez uma cópia de segurança das mensagens nos últimos 12 meses, o WhatsApp apagará todas as suas mensagens antigas, assim como todos os vídeos e fotos. Em muitos celulares, as mensagens são armazenadas de forma automática, periodicamente.

Em um comunicado na página do WhatsApp na internet, a empresa explicou que “para evitar a perda destes dados, recomendamos que se faça uma cópia de segurança dos seus dados no WhatsApp antes do dia 12 de novembro de 2018”.

A mudança só afetará usuários de Android, pois o WhatsApp já tem acordo com a Apple para que os usuários de iPhone possam guardar seus dados na nuvem iCloud.

“Você pode guardar suas mensagens e arquivos multimídia no Google Drive e, caso mude para outro telefone Android, poderá recuperar os arquivos”, disse o WhatsApp a respeito do acordo com o Google.

A empresa recomenda, ainda, que se conecte o telefone a uma rede Wi-Fi antes de fazer a cópia de segurança no Google Drive, uma vez que “o arquivo pode variar de tamanho e consumir uma grande quantidade de dados móveis, gerando cobranças por parte da operadora de telefonia”.

Como criar uma cópia de segurança do Google Drive

– Abra o WhatsApp
– Clique em “Menu” (os três pontinhos acima das conversas); depois em “Configurações”; depois em “Conversas”; e depois em “Backup de conversas”.
– Clique em “Fazer Backup”. Note que, logo abaixo, há uma série de opções a serem configuradas pelo usuário. Você pode decidir a periodicidade destes backups, e se quer incluir vídeos.
– Na maioria dos casos, a sua conta do Google já aparecerá no campo “conta”. Se você não tiver conta, ou se esta não aparecer, clique em “adicionar conta”.

Armazenamento

Poder guardar seus dados sem usar espaço do telefone é uma boa notícia, mas alguns analistas criticaram a solução oferecida pelo WhatsApp.

É que, enquanto as conversas do WhatsApp são protegidas por um sistema de criptografia de ponta a ponta, as cópias de segurança do Google Drive não são.

Isso não significa que a informação se tornará pública, mas a falta da criptografia ponta a ponta torna as mensagens guardadas na nuvem mais suscetíveis de serem roubadas por pessoas e softwares mal-intencionados.

A solução proposta pelo WhatsApp é redobrar os cuidados com sua senha do Google Drive.

É preciso considerar, porém, que desde 2015, ano em que surgiu a possibilidade de fazer backups de mensagens do WhatsApp no Google Drive, não houve nenhum incidente de roubo de mensagens, segundo a empresa.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Só as mensagens? Por mim podem apagar até mesmo o WhatsApp, Google, Facebook, Instagram e o que mais quiserem. Não me deixam a menor falta.

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Política

Bancada quer assegurar R$ 687,2 milhões no OGU

A bancada federal do Rio Grande do Norte definiu as 196 emendas, que somam R$ 687,26 milhões, ao projeto do Orçamento Geral da União (OGU) de 2019. O projeto do OGU será votado em dezembro no plenário do Congresso Nacional. Para a liberação dos recursos previstos nas emendas que não são impositivas, os parlamentares precisam convencer os Ministérios responsáveis pelas obras da necessidade do projeto para o Estado e os municípios, uma vez que a execução depende de uma decisão do governo federal.

Dessas emendas, 181 são individuais e obrigatórias e somam R$ 169,63 milhões, o que dá R$ 15,4 milhões para cada deputado e senador.

A bancada de oito deputados federais e três senadores já havia definido, no dia 31 de outubro, as seis emendas coletivas e impositivas, também no valor de R$ 169,63 milhões. As nove emendas não impositivas somam R$ 348 milhões, totalizando 15 coletivas, no valor de R$ 517,63 milhões.

Os deputados e senadores haviam destinado como impositivas emendas para a construção da barragem de Oiticica, na região do Seridó, no valor de R$ 50 milhões, mais R$ 20 milhões para apoio à Uern, outros R$ 30 milhões para o aparelhamento de hospitais, mais R$ 40 milhões para a área de segurança e ainda R$ 5 milhões para a integração das águas do rio São Francisco com as bacias dos rios Piranhas-Açu e do Apodi, na região Oeste, além de R$ 24,63 milhões para construção do terminal turístico da Redinha, em Natal. Com isso, predominaram emendas para obras de recursos hídricos, infraestrutura turística e segurança.

Já em relação às emendas coletivas não impositivas, a bancada destinou emendas, no valor de R$ 40 milhões cada uma para duplicação da BR-304, construções de hospital em São Gonçalo do Amarante e hospital da mulher da UFRN, apoio à politica nacional de desenvolvimento urbano, implantação de aterros sanitários no Seridó e Alto Oeste, informatização da Policia Civil.

Também destinam R$ 10 milhões para a aquisição de um acelerador linear para a Liga Norteriograndense contra o Câncer e mais R$ 25 milhões para o Instituto Metrópole Digital (IMD) da UFRN e a maior delas, no valor de R$ 73 milhões, para recuperação do terminal salineiro de Areia Branca.

Para o atendimento de emendas não impositivas não há reserva no Projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019. A definição do valor disponível para essas emendas será feita no parecer preliminar a ser aprovado na Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso.

Tribuna do Norte

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Cidades

Litoral Sul do RN recebe ações de limpeza e preservação ambiental

Duas praias do litoral Sul potiguar recebem ações de limpeza e preservação ambiental neste final de semana. Neste sábado (10), o Movimento Soul Ativismo realiza atividades em Tibau do Sul. No domingo (11), a praia de Búzios, em Nísia Floresta, recebe a campanha Praia Limpa, da Ong Oceânica.

Em Tibau do Sul, a ação se propõe a fomentar novos hábitos e repensar o consumo em equilíbrio com a sustentabilidade. O foco é recolher grandes quantidades de resíduos descartados pela praia, iniciativa que será desenvolvida através do trabalho de voluntários.

Na programação, marcada para começar às 8h, haverá café da manhã, música, prática de yoga, palestras e rodas de conversa sobre o descarte de resíduos, preservação do meio ambiental e qualidade de vida no planeta.

Interessados em participar do evento podem entrar em contato pelo telefone (84) 98816-8888.

Em Búzios, as atividades acontecem no domingo (11), a partir das 8h30. As ações fazem parte da campanha Praia Limpa, uma iniciativa da Ong Oceânica, e também fazem parte das atividades da Fase 3 do projeto Ponta de Pirangi, patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal.

A limpeza começa pela faixa de areias ao lado da torre dos guarda-vidas do Corpo de Bombeiros, em frente ao Parque Aquático Big Blue.

Esta será a segunda edição da campanha em 2018 e terá como tema “Campanha Praia Limpa: Abertura da temporada de tartarugas”. A primeira edição foi em junho, e recolheu 197 quilos de lixo da praia, que também é um berçário natural de tartarugas-de-pente e é monitorada pela equipe do Projeto Ponta de Pirangi e voluntários.

O evento é aberto ao público, e também contará com oficina de música, distribuição de pôsteres sobre as tartarugas e apresentações culturais.

G1

Opinião dos leitores

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Televisão

Papo de Fogão não será exibido neste sábado (10); Teleton 2018 vai ao ar

O programa Papo de Fogão que, tradicionalmente, vai ao ar nas manhãs de sábado levando gastronomia e boas conversas para os potiguares não será exibido neste final de semana por conta do Teleton.

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Judiciário

Um ano após reforma, número de novas ações na Justiça do Trabalho diminui

Uma das premissas da reforma trabalhista, desde a sua proposição, foi desburocratizar as relações entre empregados e empregadores e fortalecer os acordos fora do âmbito judicial a fim de diminuir o número de ações na Justiça do Trabalho. Após um ano de vigência, os dados indicam que o objetivo está sendo cumprido.

Entre dezembro de 2017 e setembro de 2018, houve uma diminuição de 38% no número de ações trabalhistas ajuizadas, em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Corregedoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Vale ressaltar que, em novembro, mês do início da vigência da nova Lei, houve um pico de novos casos recebidos na 1ª instância: foram 9,9% a mais do que em março de 2017, segundo maior mês em termos de recebimento de ações no período. Entre janeiro e setembro de 2017, as Varas do Trabalho receberam 2.013.241 reclamações trabalhistas. No mesmo período de 2018, o número caiu para 1.287.208.

As Varas do Trabalho que apresentaram maior variação de novos casos após a reforma estão no Maranhão, em São Paulo e em Sergipe. A Vara de Timon (MA) registrou aumento de 118,1% de novembro de 2017 a setembro de 2018 e a de Fernandópolis (SP) teve aumento de 48,3%. Já a Vara de Imperatriz (MA) teve uma diminuição de 81,3% no número dos casos, enquanto na de Nossa Senhora da Glória (SE) a redução foi de 76,9%.

Apesar do número de ações ser menor, é possível observar que houve uma gradual taxa de crescimento ao longo do ano de 2018. Em fevereiro, eram mais de 118 mil processos, número que pulou para 158 mil no mês seguinte, e chegou a 167 mil em agosto deste ano. Em setembro, houve uma leve queda para 139 mil.

Crescimento

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira, acredita que o número de ações pode sim voltar a crescer e atingir o patamar do período anterior a reforma – e não avalia isso de maneira negativa. “Eu tenho dito que o número grande de ações trabalhistas significa a importância da Justiça do Trabalho e a confiança dos trabalhadores nela. Isso para nós é um fator muito importante”, diz.

Já o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho diz que, em sua opinião, as ações não devem voltar a crescer tanto por conta das “amarras” que a nova Lei estipula. “Acredito que não, até pelos obstáculos que a Lei criou ao acesso à Justiça, como a dificuldade da concessão da gratuidade. Eu acho que não volta aos patamares que tinha antes”.

Advogados

Para advogados ouvidos pelo JOTA, a mudança neste cenário é motivo de grande comemoração e a reforma se mostra vitoriosa neste sentido. “Houve a redução no número de ações trabalhistas e tenho percebido também a redução do número de pedidos no que o empregado faz em suas ações. A reforma trouxe mais cautela, maior consciência para os empregados e seus advogados. Saiu um pouco daquela situação de ‘loteria’ e as ações hoje têm melhor qualidade, são mais embasadas”, acredita Caroline Marchi, do Machado Meyer Advogados.

A redução momentânea no número de ações trabalhistas ajuizadas ainda possibilitou que a Justiça do Trabalho pudesse diminuir o estoque de processos antigos pendentes de julgamento. Em dezembro do ano passado, o resíduo nas Varas e nos Tribunais Regionais do Trabalho era de 2,4 milhões de processos aguardando julgamento. Em agosto de 2018, esse número caiu para 1,9 milhão.

Sólon Cunha, advogado do escritório Mattos Filho, vê isso como um dos maiores trunfos da nova lei. “A reforma trouxe a responsabilidade processual. A Justiça do Trabalho estava seguindo um caminho em que as pessoas poderiam pedir qualquer coisa, o céu era o limite, o que levou a um Judiciário atolado de processos com muitos pedidos totalmente ilegítimos. A legislação nova trouxe os critérios de sucumbência, de custas, litigância de má-fé, e as ações diminuíram. Foi um grande ganho.”

Jota Info

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Educação

Trabalho voluntário poderá complementar carga horária do ensino médio

Escolas poderão considerar trabalhos voluntários feitos por estudantes para preencher carga horária do ensino médio. A medida faz parte das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

As diretrizes permitem que atividades realizadas pelos estudantes, como aulas, cursos, estágios, oficinas, trabalho supervisionado, atividades de extensão, pesquisa de campo, iniciação científica, aprendizagem profissional, participação em trabalhos voluntários sejam consideradas parte da carga horária do ensino médio, desde que tenham “intencionalidade pedagógica”.

As diretrizes são regras para colocar em prática o novo ensino médio, lei aprovada em 2017. Pela lei, o ensino médio regular, diurno, deve ter carga horária total de 3 mil horas até 2022, ou seja, 5 horas por dia. Do total, 1,8 mil horas deverão ser voltadas para o ensino de uma parte comum a todos os estudantes do Brasil, que será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em discussão no CNE.

No tempo restante, os estudantes poderão escolher uma formação específica, que poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

Critérios

De acordo com as diretrizes aprovadas, as atividades de trabalho voluntário devem ser orientadas pelos professores e podem ser realizadas de forma presencial, mediada ou não por tecnologia, ou a distância, inclusive mediante regime de parceria com instituições previamente credenciadas pelo sistema de ensino.

As escolas e as redes de ensino deverão estabelecer critérios para o aproveitamento dessas atividades e a carga horária que será considerada. Essas atividades poderão ser contabilizadas como certificações complementares e constar no histórico escolar dos estudantes.

Pelas novas regras, os sistemas de ensino poderão ainda estabelecer critérios para que atividades realizadas por seus estudantes em outras instituições, nacionais ou estrangeiras, sejam avaliadas e reconhecidas como parte da carga horária do ensino médio, tanto da formação geral básica quanto dos itinerários formativos.

Críticas

Para o ex-conselheiro César Callegari, que deixou o CNE há um mês, a medida é absurda. “Se um jovem participar de uma atividade na igreja como voluntário, isso pode ser contabilizado como horas integralizadoras do currículo do ensino médio. Isso é um absurdo. Trabalhos voluntários são bem-vindos, mas nunca substituindo o esforço escolar. Acho isso um absurdo e vai levar a uma maior precarização da educação no Brasil”, diz.

Defensor das medidas, o presidente da Comissão do Ensino Médio da Câmara de Educação Básica do CNE, Eduardo Deschamps, ressalta que não será “qualquer atividade” que será considerada. “Para valer, precisa estar relacionada à formação do estudante. Seria quase como um estágio. A regulamentação caberá às redes de ensino e aos conselhos de educação”, diz.

Próximos passos

O texto aprovado pelos conselheiros passa agora por revisão. Após esse processo, será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC), responsável pela homologação do documento. Só então passa a vigorar.

O novo ensino médio ainda está em fase de implementação. Por lei, as mudanças nos currículos do ensino médio de todo o país deverão ser feitas em até dois anos após a aprovação da BNCC, ainda em discussão.

Agência Brasil

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