Economia

Estados terão de se esforçar mais para não quebrar’, diz diretor do Banco Mundial

À frente do Banco Mundial no Brasil, o alemão Martin Raiser tem uma relação muito próxima com os governadores. Ele defende que os Estados adotem medidas como o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, reforma da máquina pública e revisão de regras de ajuste automático dos salários. “Essa discussão, de uma forma ou de outra, chegará a Brasília, porque os Estados vão quebrar”, diz.

O Brasil passou por uma eleição difícil. Como o sr. vê o cenário daqui para a frente?

Algumas das propostas da equipe econômica do presidente eleito têm confirmado a necessidade de se fazer uma reforma da Previdência e a vontade de desburocratizar e reduzir a intervenção do Estado. O diagnóstico do que o Brasil precisa fazer é bem compartilhado entre os economistas: reforma fiscal, reforma do Estado e aumento de produtividade. O desafio é como fazer.

Em relatório, o Banco Mundial manifestou preocupação com a crise fiscal. Qual o cenário depois da eleição?

Temos o diagnóstico. O prognóstico vai depender da vontade do Congresso de ajudar o novo governo a fazer o ajuste fiscal. Esse foi o desafio da presidente Dilma, do Temer e vai ser o desafio do governo Bolsonaro. Ele terá de convencer o Congresso a adotar medidas que talvez não sejam populares. E o argumento tem de ser: ‘se não fizermos, a inflação vai voltar e teremos uma crise aguda’. Do lado do Banco, temos apoiado a proposta de reforma (da Previdência) de Temer, que poderia ser aprovada rapidamente. A alternativa é uma proposta mais ampla, mas o governo enfrentaria mais resistência.

Quais os outros problemas a serem resolvidos?

Com reforma da Previdência e comprometimento com o teto de gastos, se avança bastante no ajuste fiscal. Mas tem uma questão que ainda não foi tratada na discussão pública: a aguda situação fiscal dos Estados. Ela requer a reforma do sistema próprio das aposentadorias dos servidores estaduais e uma proposta que vai ter de ser bem mais radical do que aquela que está agora no Congresso em relação ao regime dos servidores da União. Os governos estaduais terão de fazer um esforço maior, incluindo uma reforma da máquina pública, revendo regras de ajuste automático dos salários. Essa discussão, de uma forma ou de outra, chegará a Brasília, porque os Estados vão quebrar.

A maioria dos Estados não tem rating (nota de crédito) para acessar as linhas do banco. O que é possível fazer?

Para aqueles que têm rating, continuamos oferecendo financiamento. O volume é menor. Não só nosso, mas de todos os bancos internacionais, porque o volume de garantias concedidas pela União é menor. Para aqueles Estados que não têm nota estamos em discussão com alguns deles para ver se, através de uma assistência técnica de financiamento, podemos aliviar o peso da situação fiscal, fazendo um tipo de programa para financiar o ajuste fiscal dos Estados. Está em discussão. Precisaria de garantia da União e os Estados se comprometeriam com algumas medidas.

Quais?

Adiar ajustes dos servidores, por exemplo, aumentar a alíquota dos servidores para a contribuição à Previdência, diminuir a taxa de reposição de cargos de servidores que se aposentaram. São medidas nada fáceis. Mas não tem jeito. É preciso saber se os novos governadores vão se comprometer com essa agenda.

Os governadores não se mobilizaram para aprovar a reforma porque queriam se reeleger?

Com certeza. Mas agora a eleição é passada. Temos novos governadores e os reeleitos. E vamos ter novo Congresso. Agora é o momento de fazer. Uma vez que se tenha essa construção, não vai faltar vontade do Banco Mundial e outros organismos internacionais de ajudar nesse processo.

Os novos governadores já estão procurando o banco?

Sim. Alguns já vieram a Brasília e outros se manifestaram. Eles têm uma leitura muito realista da situação. Têm pé no chão. Eles reconhecem a necessidade de uma política fiscal disciplinada e de reformas estruturais e de construir a parceria entre a União e Estados para agilizar esse processo. Com certeza, é com parceria que vai ser resolvido esse desafio.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Banqueiro falando é uma graça.
    Não comentam nada sobre as isenções fiscais bilionários para os empresários, os lucros estratosféricos dos bancos (conquistados em cima do povo através de taxas e juros imorais), a não taxação dos multimilionários….. mas o culpado de tudo são os funcionários públicos.
    Bandidos.

    1. Vamos começarmos com os CARGOS COMISSIONADOS; cortar 70 a 80% pelo EXECUTIVO, JUDICIÁRIO, MPRN e TCE com
      70 a 80% deixar ordenar despeas, dessa forma evolutiva as contas mostraram o lado positivo.

    2. Porquê o hipnotizador de idiotários, teu ídolo, não fez nada pra mudar isso, ba****

    3. Verdade Breno. Ir atrás dos ladrões que assaltaram os cofres públicos ninguém dá um pio. Devolvam o dinheiro roubado,prendam os culpados aí depois venhar falar com os servidores. É muito bom jogar a culpa de tudo no elo mais fraco. Hipócritas!!!

    4. Dá um Google antes de comentar.

      O Banco Mundial é uma instituição financeira internacional que efetua empréstimos a países em desenvolvimento. É o maior e mais conhecido banco de desenvolvimento no mundo, além de possuir o status de observador no Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas[1] e em outros fóruns internacionais, como o G-20 financeiro. A sede do banco está situada em Washington, D.C., Estados Unidos da América. O Banco Mundial é parte do Grupo do Banco Mundial.

      A missão do banco é alcançar o duplo objetivo de erradicar a pobreza extrema e de construir uma prosperidade compartilhada.[2] O Banco Mundial é composto por duas organizações que funcionam sob uma mesma estrutura: o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (IBRD ou BIRD) e a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA ou AID).

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Diversos

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 milhões no próximo sorteio

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.096 da Mega-Sena. Com isso, o prêmio acumulou e está estimado em R$ 33 milhões no próximo sorteio, que será na quarta-feira (14).

As dezenas sorteadas na noite de sábado (10) foram: 06 – 11 – 13 – 19 – 24 – 51.

A quina teve 185 apostas ganhadoras. Cada uma receberá R$ 14.941,13.

No caso da quadra, foram 10.842 apostas ganhadoras, cada uma receberá R$ 364,20.

Mega da Virada

As apostas para a 10ª edição da Mega da Virada, sorteada no dia 31 de dezembro, começaram no dia 5, com estimativa de prêmio de R$ 200 milhões para quem acertar os seis números. As apostas podem ser feitas até as 19h do próprio dia 31.

Nesse concurso, por ser uma edição especial, o prêmio principal não acumula. Caso não haja apostas premiadas com seis números, o valor será dividido entre acertadores de cinco números (quina), e assim sucessivamente

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Educação

Enem: estudantes fazem hoje prova de matemática e ciências da natureza

Estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem hoje (11) a segunda etapa de provas em mais de 1,7 mil municípios. Serão aplicadas questões de ciências da natureza e matemática. Para resolvê-las, os candidatos terão cinco horas, 30 minutos a menos do que no domingo passado, dia da primeira fase.

Os estudantes devem estar atentos ao horário de verão. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, que segue o horário de verão.

As provas começam a ser aplicadas às 13h30. A partir das 13h, os alunos devem estar em sala de aula e serão realizados procedimentos de segurança.

O participante não poderá deixar o local de prova antes das duas primeiras horas e só poderá levar o Caderno de Questões para casa caso deixe a sala 30 minutos antes do fim da prova.

Os candidatos deverão ter em mãos um documento válido, oficial e com foto; e guardar no envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos, que deverá ficar desligados. Os inscritos no exame devem levar também caneta de tubo transparente e tinta preta. Lápis, borracha, lapiseira e canetas sem transparência não podem ser usados no dia da prova.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até 14 de novembro. Já o resultado deverá sair no dia 18 de janeiro de 2019.

Agência Brasil

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Economia

Governo abre mão de impostos de montadoras, mas preço de carro não cai

Foto: Marcos de Paula/Estadão Conteúdo

A economia ainda não se recuperou, mas o governo já aumentou o rombo de R$376 bilhões em renúncias fiscais somente para 2019, o ano 1 de Jair Bolsonaro. Montadoras, habituadas a conseguir o que querem, até com chantagens de “demissão em massa”, garantiram mais R$1,5 bilhão na maciota, por ano, durante cinco anos. E nem sequer precisam oferecer contrapartidas pelos impostos que deixarão de pagar, como a redução do preço dos carros que produzem. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

No programa Rota 2030, o único compromisso das montadoras é investir R$5 bilhão no próprio negócio, em pesquisa e desenvolvimento.

Enquanto o governo não arrecada, concessionárias anunciam “carro popular” a R$40 mil como promoção. Com opcionais, vai a R$70 mil.

No Nordeste, descontos do Regime Especial Automotivo poderão ser usados como crédito para não pagar o IPI devido aos governos locais.

Fabricado em Pernambuco, o Jeep Compass é vendido no Brasil “a partir” de R$142 mil. Exportado para os EUA, custa lá R$77 mil.

Diário do Poder

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente o governo dá o incentivo e ainiciativa privada não repassa ao consumidor. Ficam pra eles mesmo.
    Isso é Brasil.

    1. No tempo que vocês, petralhas, estavam no governo, recebiam propina pra isso né. E essa desoneração levou o país ao caos, deixando de ter dinheiro pra investir no mínimo que a população precisa saúde, segurança e educação básica. Pior que você elogiava a gestão da quadrilha.

  2. O brasileiro é muito ingênuo.
    Aqui se vende carroça com motor 1.0 com preço de carro de luxo e os otarios compram porque acham que o carro zero é sinônimo de status.
    Merece se lascar mesmo.

    1. Prezado Jorge, de duas uma: ou você é um cara MUITO esclarecido ou és uma pessoa com opinião, como esta, MUITO arrogante. Eu prefiro acreditar na primeira opção, por isso te peço para trazer uma opinião esclarecedora aos "ingênuos" e "otários".
      Qual é a melhor forma de se comprar um veículo?
      Novo ou usado?
      Em qual País?
      Como funciona a questão burocrática?
      Quais são os preços dos carros de "luxo" fora do Brasil?
      Qual o procedimento para comprar um carro fora do Brasil e trazê-lo pra cá..?
      Por favor, nos orienta a fim de evitar que o Brasileiro continue sendo ludibriado.

    2. Anderson é o exemplo clássico do otário descrito por jorge.
      Impressionante.

    3. Satisfação, Tiago. Não é aconselhável chegar ao seu nível para tentar discutir um assunto que foi abordado com indagações. Rotular esse ou aquele de "otário" é bem mais simples do que trazer conhecimento ou resposta às indagações, não me surpreende o seu vocabulário tão rasteiro. A educação não me permite chamá-lo de "otário", mas é possível notar o seu "elevado" nível de "esclarecimento" e de "inteligência". Traga respostas às indagações ou debate a respeito do assunto, caso contrário fica claro quem realmente é o "otário clássico".

    4. Amigo Anderson. O Neto simplificou a resposta. Particularmente prefiro um semi-novo com todos os itens de segurança e conforto do que um zero quilômetro básico.
      Para quem pensa que metade do carro é imposto, está enganado. Um amigo foi comprar um carro com isenção de impostos por ser deficiente e um carro que custa 70 mil com isenção dos impostos fica por 56 mil.
      As montadoras é concessionárias ficam com boa fatia desse preço todo.
      Ratifico: compramos carroça a preço de carro de luxo.
      O carro produzido aqui e vendido por 45 mil, é vendido no México por 28 mil!

    5. Satisfação a minha, Jorge! Obrigado pelas orientações e por manter o nível de respeito. Concordo com o seu segundo comentários e com o do Jorge. Eu também não compro carro zero quilômetro, prefiro um semi novo conservado e com o valor 20 a 30% menor comparado a um zero. Ainda assim é um valor muito alto cobrado por um produto tão fraco. Já tentei importar um veículo, mas o governo brasileiro não "deixou". Não havia a incidência do imposto de importação devido eu ter procurado um carro nos países vizinhos – Mercosul, mas quando somou ao valor do carro os percentuais de ICMS e IPI – taxas aduaneiras – ficou inviável. Um abraço!

  3. bem simples.. que o povo só compre carro usado e deixe a produção encalhar. quero ver se não baixam o preço.

  4. Tem algo errado, é deixar roubar o cidadão. além das montadoras, mais alguém que autorizou esse roubo está sendo beneficiado com esse assalto.

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Judiciário

Presidente eleito do TJ: “O Tribunal vai sentar e dialogar sobre as sobras”

Foto: Novo Jornal

Foco na transparência. Esse é um dos principais objetivos do mais novo presidente eleito do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o desembargador João Rebouças. Com mais de 30 anos de experiência na magistratura João Rebouças é desembargador desde 2004 e já passou pelas funções de Corregedor Geral de Justiça e diretor da Escola de Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn). Rebouças foi eleito por aclamação, juntamente com sua chapa, no último dia 31, para presidir o Tribunal durante o biênio 2019/2020, e deve assumir o cargo no início do ano que vem.

A TRIBUNA DO NORTE conversou com ele a respeito de algumas perspectivas para o Tribunal, entre elas, a relação do Judiciário com o Executivo e a possibilidade de devolução das sobras orçamentárias. Ele disse que está disposto “a sentar para discutir sobre isso” com a governadora eleita Fátima Bezerra. Mas acrescentou: “Eu costumo olhar pelo outro revés: se o Tribunal não tivesse economizado, tivesse gastado todos os seus recursos, será que o Executivo e os outros poderes iriam nos mandar dinheiro?”, disse.

Mesmo se declarando um “matuto do interior, que gosta de resolver as coisas de forma direta e clara”, João Rebouças já deixou claro que pretende investir na informatização cada vez maior do Tribunal, para enxugar a máquina e garantir uma “boa gestão dos recursos, como vem sendo feito no passado”. “Hoje é preferível a maior capacitação do servidor na área de Tecnologia da Informação do que a quantidade. Vamos trabalhar pelo mérito e capacidade nessa área”, afirma o desembargador.

O presidente eleito do TJRN falou ainda sobre temas que vêm sendo levantados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), como o porte de armas e a redução da maioridade penal, que impactam diretamente sob o judiciário brasileiro. “Acho que o cidadão deve ter uma arma em casa. Sou contra ele portar arma na rua”, afirmou Rebouças, em relação à flexibilização do Estatuto do Desarmamento.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Dialogar, é?
    Sei.
    – Um pra mim, um pratu, um pra eu.
    Eita 'diálogo' de uma mão só que nunca fecha a conta.

  2. Todos os anos sobram recursos no orçamento do TJ. Sugestão: por que não reduzem o orçamento? Simples assim. Ou seria a sobra intencional?

  3. Comtemporânio dos tempos de faculdade , eu e seu irmão Dr José Alfredo Rebouças ( esposo de Iraneide , enfermeira e atual Prefeita de Areia Branca )na faculdade de Medicina e você no curso de Direito. Considero suas opinióes acertadas e adequadas para o momento que o Rn se encontra. Em 2019 nada de reajuste para nenhum funcionário público e redução de no mínimo 5 a 10% nas despesas correntes de todos os poderes.

  4. Na verdade, o TJ-RN é uma ilha de modernidade em detrimento do Estado do RN quebrado, lascado e com todos os serviços públicos prestados pelo Executivo em estado de absoluta penúria. Faltam servidor, materiais de insumo, condições estruturais, reposição salarial; sobram atrasos de salário, sobrecarga de trabalho, insatisfação geral…

  5. Kkkk
    Isso é uma piada, todo mundo sabe o sistema desse povo da justiça!
    Tem que ser na marra!
    Turma das regalias ferias 60dias auxílio moradia

  6. ACHO QUE DEVERIA HAVER MAIS CELERIDADE NOS PROCESSOS EM DETERMINADAS VARAS POIS EXISTEM VARAS QUE JULGAM PROCESSOS DE DOIS OU TRES MESES DO ANO EM CURSO ENQUANTO OUTRAS ESTÃO LÁ HA MAIS DE UM ANO OU DOIS E NADA SENDO A MESMA MATÉRIA. ABSURDOOOOO,

  7. Traduzindo: farinha pouca, meu pirão primeiro.
    Vão achar um meio de torrar as sobras com alguma coisa. Pagamento de férias, adicional de veraneio, auxílio Páscoa, ajuda de carnaval… qualquer coisa para embolsarem umas moedas a mais.
    E o RN? Ora, dane-se! Como sempre.

  8. O TJ tem que deixar o corporativismo de lado e se voltar para prestar um serviço célere e de qualidade ao jurisdicionado. Não adianta idéias mirabolantes e criação disso e e daquilo se o principal
    que é o andamento dos feitos, não funcionar.

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Trânsito

Trânsito na Reta Tabajara, na Grande Natal, será desviado para içamento de vigas com 85 toneladas cada

A Reta Tabajara, como é mais conhecido o trecho da BR-304 que liga Macaíba ao trevo de acesso à BR-226, na Grande Natal, vai ter o tráfego de veículos desviado na terça (13) e quarta-feira (14) para que seja feito o içamento, transporte e lançamento de 9 vigas com 85 toneladas cada uma, as quais compõem a estrutura de sustentação do viaduto que está sendo construído no local.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o trecho com desvio fica na altura do Km 281, justamente no entroncamento entre as duas rodovias, a BR-304 com a BR-226.

Com a interdição, o trânsito será desviado para a alça de acesso ao viaduto e contará com o apoio logístico da Polícia Rodoviária Federal.

O serviço faz parte da obra de duplicação e adequação de capacidade da BR-304, que está sendo executada pela empresa Ivaí Engenharia de Obras.

O Dnit alerta ainda para a necessidade de os motoristas trafegarem com atenção e baixa velocidade, por se tratar de um trecho em obras.

G1

Opinião dos leitores

  1. vamos ver se finalmente vão terminar essa obra pois não tem cabimento ficar mais de um ano pra fazer uma porcaria de viaduto de 30 metros!

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Jornalismo

‘Bolsonaro não é volta dos militares, mas há o risco de politização de quartéis’, diz Villas Bôas

O Exército está preocupado com o risco de politização dos quartéis na esteira da eleição do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência. Seu comandante, general Eduardo Villas Bôas, quer estabelecer uma linha divisória entre instituição e governo.

“A imagem dele como militar vem de fora. Ele é muito mais um político. Estamos tratando com muito cuidado essa interpretação de que a eleição dele representa uma volta dos militares ao poder.

Absolutamente não é”, disse, em entrevista à Folha no Quartel-General do Exército.
O militar, que completou 67 anos na quarta (7), falou sobre a “inevitável associação” entre Exército e o novo governo e sobre a possibilidade de “ideias serem personalizadas” nos quarteis —um eufemismo para quebra de hierarquia. Considera o risco baixo, mas diz estar atento. Descarta riscos à democracia pelo voluntarismo do presidente eleito.

Villas Bôas revisita o turbulento período político de seu comando, iniciado em 2015, e diz ter agido “no limite” quando publicou no Twitter mensagens na véspera do julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 3 de abril.

Ali, sua “preocupação com a impunidade” foi vista como ameaça velada ao STF, o que nega. Hoje, o general considera o saldo do episódio positivo.

Fragilizado fisicamente por uma doença degenerativa do neurônio motor, ele falou de forma pausada e com auxílio de respirador por mais de uma hora. Deixará o comando, assim como os chefes das outras Forças, com o novo governo.

Faz considerações sobre o papel dos militares na segurança pública, para ele agora “segurança nacional”, dada a gravidade da situação. “Vai ter de participar”, disse.

Leia a entrevista completa do general a Folha de São Paulo clicando aqui: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/11/bolsonaro-nao-e-volta-dos-militares-mas-ha-o-risco-de-politizacao-de-quarteis-diz-villas-boas.shtml

Opinião dos leitores

  1. As forças armadas precisam homens com coragem de assumir quando for chamados pelo povo.
    ESTA AO LADO DO PVO.

  2. O que está faltando é os homens dos poderes ouvirem os reclames das ruas, parecem surdos e ditadores. Cortar privilégio tem que ser pra todos, o povo não autoriza castas.

  3. COMO COM O PT HAVIA E AINDA HÁ RISCO DE CONTAMINAÇÃO DO COMUNISMO NO PAÍS. DEUS SALVE O BRASIL.

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Finanças

Boletos vencidos podem ser pagos em qualquer banco a partir deste sábado

Segundo a Febraban, além da praticidade, a implementação da NPC torna o processo de pagamento via boleto mais seguro, sem risco de fraudes. Outra mudança diz respeito ao comprovante de pagamento, que será mais completo, apresentando todos os detalhes do boleto, (juros, multa, desconto, etc) e as informações do beneficiário e pagador.

O projeto da Nova Plataforma de Cobrança começou há quatro anos. Desde 2016, a medida vem incorporando à base de dados os boletos de pagamentos já dentro das normas exigidas pelo Banco Central, ou seja, com informações do CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do emissor, data de vencimento e valor, além do nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

A Febraban diz que essas informações são importantes para checar a veracidade dos documentos na hora do pagamento. Caso os dados do boleto a ser pago não coincidam com os registrados na base da nova plataforma, o documento é recusado, pois pode ser falso.

Para fazer a migração do modelo antigo de processamento para o atual, os bancos optaram por incluir os boletos no novo sistema por etapas, de acordo com o valor a ser pago. Esse processo começou em meados do ano passado para boletos acima de R$ 50 mil (os de menor volume) e termina hoje, com a incorporação dos boletos de cartão de crédito e doações.

A previsão inicial era que o processo fosse concluído em 22 de setembro. Entretanto, em junho deste ano, após dificuldades de clientes para pagar boletos, a Febraban alterou o cronograma.

Última fase

Com uma participação de cerca de 40% do total de títulos emitidos no país, os boletos de cartões de crédito e doações têm uma característica em comum: o valor a ser pago pelo consumidor pode não ser exatamente o que consta em cada boleto. No caso dos cartões, porque há opções de pagamento, como valor mínimo, duas ou três parcelas. No caso das doações, o usuário também pode escolher um valor diferente do que está impresso no boleto.

Segundo a Febraban, da mesma forma que nas fases anteriores, se os boletos não estiverem cadastrados na base do novo sistema, os bancos irão recusá-los. Se isso ocorrer, o pagador deve procurar o beneficiário, que é o emissor do boleto, para quitar o débito ou solicitar o cadastramento do título.

Agência Brasil

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Jornalismo

Rocha Loures o homem da mala dos 500 mil tenta provar que é um débil mental

Um ano e meio depois de ter sido filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com propina de R$ 500 mil da J&F, Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer, prestou depoimento na Justiça Federal pela primeira vez. Adotou uma linha de defesa sui generis. Para refutar a acusação que o mantém em prisão domiciliar, o personagem se esforçou para provar que é apenas um débil mental, não um corrupto.

Foi como se Rocha Loures tentasse se livrar de suas culpas ateando fogo às próprias vestes —sempre tendo o cuidado de se despir de sua autoestima antes de riscar o fósforo. Reconheceu tudo o que era inegável: a missão recebida de Temer para que ouvisse “as demandas” da J&F, holding da JBS; as conversas com sócio do grupo Joesley Batista; a mala recebida do executivo Ricardo Saud; a intermediação do célebre encontro de Joesley com Temer no Jaburu… Tudo.

O problema é que Rocha Loures, dotado de uma doce e insuspeitada ingenuidade, insinuou durante o depoimento não foi capaz de enxergar o óbvio. Para tomar o depoimento como verdadeiro é preciso aceitar a premissa de que o ex-assessor de Temer esbarrou no óbvio várias vezes, tropeçou no óbvio, mas foi incapaz demorou uma eternidade para perceber que o óbvio era o óbvio. Quando notou, entrou em pânico.

Nessa versão, o óbvio escapou de Rocha Loures numa conversa que manteve com Joesley Batista: “Ele me diz, atrapalhadamente, ele pega e fala assim: ‘Se você resolver esse assunto pra mim, tem lá 5% disso, 5% daquilo’. (…) Eu não entendi que foi uma oferta de propina, eu não entendi que ele estava oferecendo a mim esses valores e eu não iria fazer nada por ele, como não fiz.”

Ricardo Saud também falaria sobre propina com Rocha Loures. Mas o óbvio lhe fugiu novamente. E não era um óbvio qualquer. Tratava-se de um óbvio robusto, pois há nos autos um grampo captado pela PF no qual Saud: “Você, por ter nos ajudado, já tem quinhentos mil guardadinho. Tá guardado comigo em casa. E eu não quero ficar.” O homem da mala, monossilábico, balbucia no grampo: “Tá.”

O depoimento de Rocha Loures ocorreu há quatro dias, na última quarta-feira. Ele falou ao juiz federal Jaime Travassos, da 15ª Vara Federal de Brasília. O repórter Aguirre Talento obteve o vídeo. Exibiu o conteúdo em reportagem veiculada no site do Globo, neste sábado (11). De acordo com a versão do próprio réu, “a ficha caiu” apenas num encontro que teve com Ricardo Saud em 28 de abril do ano passado. Foi nesse dia que entrou em cena a mala com os R$ 500 mil.

Com a ficha já bem arriada, operou-se uma revolução na personalidade de Rocha Loures. Um sujeito que os grampos e as filmagens indicavam ser capaz de tudo apresentou-se perante o juiz como um pobre diabo incapaz de todo. Encontrou-se com Ricardo Saud primeiro num shopping. Informado sobre a mala de dinheiro, marcou um segundo encontro na noite do mesmo dia, dessa vez numa pizzaria.

Em timbre lacrimoso, Rocha Loures disse ao magistrado que o inquiriu que foi à pizzaria para colocar um ponto final naquela tratativa ilícita. Entretanto, por alguma razão que não soube explicar, teve um surto. Fora de si, mostrou o que tem por dentro. Em vez de agredir o seu benfeitor, como diz ter cogitado, saiu correndo com a mala, em ”pânico”.

Rocha Loures contou que, ao chegar à pizzaria, não viu seu interlocutor. Quando saía, ouviu um grito vindo do estacionamento: “Rodrigo, Rodrigo…” Era Ricardo Saud. “Eu vou até ele, aí ele pega, com esta mala na mão, diz assim: ‘Olha a sua mala, pega que você vai perder o avião, corre que você vai perder o avião’,” contou o réu ao juiz, num relato entrecortado por choramingos.

“Naquele momento, Excelência… Eu entrei em pânico, no meio da rua, e saí correndo. As imagens, eu não sabia o que fazer. E eu fugi. Eu corri. Eu não consegui, eventualmente, agredi-lo, se fosse o caso. E me desfazer dessa situação ali, naquele momento, até pra que ficasse gravado. E o meu inferno começou. Eu pego essa mala, deixo na casa dos meus pais, aonde eu tenho lá um quarto de hóspedes, coloco dentro do armário e eu não sei o que fazer.”

Submetido a uma versão tão, digamos, incrível, o juiz Jaime Travassos fez uma interrogação com um quê de exclamação: “Quero saber o que justificou a um deputado federal com uma ampla história profissional e pessoal a se seduzir por esses convites, e chegar a se reunir com pessoas que o senhor afirma que não tinha empatia pessoal, quatro dias após um primeiro encontro, que já lhe sugeriu algo que  não encaixava as peças do quebra-cabeça.”

Rocha Loures declarou: “Então, eu vou lhe responder. O presidente (Temer) havia pedido para eu ouvir as demandas do grupo (J&F). O presidente não pediu pra eu resolver, nem fazer ilícitos com quem quer que seja. O presidente pediu pra ouvir as demandas do grupo. Então, Excelência, até prova em contrário, ou até mudar esse acordo com o presidente, eu sou uma pessoa solícita, mas eu não sou venal, não sou corrupto.”

“Pessoa solícita”… Poucas vezes um réu conseguiu empurrar para dentro de um processo em que é acusado de corrupção passiva um eufemismo tão delicado para conversa fiada.

Para um juiz, a principal característica da dificuldade de conduzir um processo deve ser a tarefa de ouvir um réu durante um longo depoimento para chegar à conclusão de que ele não tem nada a dizer em sua própria defesa.

Para o réu indefeso, deve ser dolorosa a percepção de que uma hipotética absolvição depende do seu talento para desmoralizar a si mesmo, exibindo uma parvoíce que ultrapassa as fronteiras da debilidade mental.

Quanto ao brasileiro em dia com seus impostos, há dois inconvenientes. Um é a saudade do tempo em que mala era apenas um utensílio para o transporte de roupas. Outro é a descoberta de que ainda há no lixão da política gente que supõe que o Brasil é um país habitado por idiotas.

JOSIAS DE SOUZA

https://www.youtube.com/watch?v=_AfBInWnfT4

Opinião dos leitores

    1. V M, permita-me lhe fazer uma só pergunta: você habita em qual País??

    2. Verdade, dividem-se em 2, um consciênte e outro que se nega, esse é a forma mais grave.

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Jornalismo

Tragédia do deslizamento de rocha em Niterói deixa ao menos 14 mortos e 11 feridos

Buscas na madrugada encontram mais quatro corpos Foto: Livia Neder
Buscas na madrugada encontram mais quatro corpos Foto: Livia Neder

 

Subiu para 14 o número de mortos na tragédia no Morro Boa Esperança, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Mais quatro corpos foram encontrados durante a madrugada deste domingo, que foi marcada por silêncio e emoção durante os últimos resgates das vítimas soterradas pelo deslizamento de uma rocha na comunidade Boa Esperança, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Às 5h40m, o último corpo foi retirado dos escombros. O Corpo de Bombeiros totalizou 25 resgates, sendo 14 mortos e 11 pessoas com vida. Não há relatos e confirmação de mais vítimas.

Incansável, Eliane Martins, que perdeu sete membros da família na tragédia, incluindo o filho Marcos, de 9 anos, encontrado pela manhã de sábado, só deixou o local após o corpo da sua filha mais velha, Beatriz, de 18, ser removido. Beatriz estava dormindo no mesmo quarto que a tia Maria Aparecida, de 19, e a prima Jéssica, de 15. As jovens foram as últimas vítimas a serem encontradas, por volta de  4h45.

– A Beatriz e o Marcos, meus enteados, vieram para a casa da avó para uma festa de  aniversário. Perdemos sete pessoas da nossa família nessa tragédia – relatou Pedro Thiago, marido de Eliane que apesar de desolado tentava consolar a esposa em choque. O casal tem, ainda, um filho de 4 anos.

– Por que, Deus? – questionava Eliane, que além dos dois filhos perdeu avó, mãe, irmã  padrasto e sobrinha.

Um pouco antes do resgate dos corpos das três jovens, a diarista Marta, de 60 anos, foi encontrada pelos Bombeiros. Ela morava sozinha e aparentava estar dormindo na hora do deslizamento, segundo relatos de voluntários que participaram do resgate do corpo.

O esforço dos voluntários chamou atenção. Moradores ou não da Boa Esperança, muitos se uniram em uma lição de solidariedade.

tragédia, que matou 14 pessoas , é a segunda pior enfrentada pela cidade. Em 2010, 46 pessoas morreram no Morro do Bumba, no bairro Viçoso Jardim, após intensas chuvas que caíram na cidade. O menino está em estado gravíssimo. A irmã, Nicole, de 10 meses, está entre os mortos, segundo informações da Globo News. A mãe de Arthur uma tia são duas das 11 vítimas resgatadas com vida pelos bombeiros. Com base em relatos de familiares, as equipes trabalham com um total de quatro desaparecidos.

O GLOBO

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Polícia

Investigações mostram que Joesley ‘mentiu e ocultou’ fatos, diz PF

Foto: Ayrton Vignola/AE

 

A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira, 9, que as investigações da Operação Capitu, deflagrada em cinco Estados e no Distrito Federal, deixaram claro que o empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, “mentiu e ocultou fatos” na delação premiada que firmou no âmbito da Operação Lava Jato. O objetivo de Joesley era “tirar” a PF “da linha de investigação correta”, afirmaram os delegados responsáveis pelo caso.

A Capitu, desdobramento da Lava Jato, investiga pagamento de propina a representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pelo setor de fornecedores de proteína animal, conforme a PF, em 2014 e 2015. Entre os presos está o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, que foi ministro da pasta no governo Dilma Rousseff (PT).

O delegado regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Rodrigo Morais, disse que a colaboração tinha a tendência de direcionar a investigação da Polícia Federal. “E tirar a Polícia Federal da linha de investigação correta, levando ao interesse desses colaboradores, colocando em risco a própria credibilidade da PF, responsável pela investigação, do Ministério Público e da própria Justiça”, disse o delegado Mario Veloso, responsável pela investigação.

“Isso (a investigação) prejudica a legitimidade dessa colaboração, embora muitas das provas apresentadas e declarações dos colaboradores sejam válidas independente dessa colaboração ser invalidada futuramente ou não”, afirmou Veloso. Conforme lembrou o delegado, a colaboração de Joesley foi rescindida unilateralmente pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aguarda posicionamento final do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Veloso, quando as investigações foram confrontadas com as delações feitas dentro da Lava Jato, foram dadas quatro oportunidades para que os colaboradores fornecessem informações, o que não ocorreu. “A PF descobriu omissões intencionais e contradições graves que colocam em cheque a credibilidade da delação. Isso caracterizou obstrução de Justiça e prejuízo à instrução criminal do inquérito. Mentiram e omitiram sobre pontos. Há indícios fortes disso”, disse Veloso. Nas delações, sócios e executivos da JBS afirmam ter repassado recursos para políticos.

Capitu

A operação deflagrada hoje, e que acabou colocando em xeque, na avaliação da PF, a delação de Joesley Batista, que também foi preso nesta sexta-feira, apura o repasse de recursos por frigoríficos a representantes do Ministério da Agricultura. Em troca, medidas que beneficiavam o setor eram tomadas, segundo a PF. Há indícios de pagamento, em uma única negociação, de R$ 15 milhões. O valor total em propina chegaria a R$ 30 milhões.

Os recursos, ainda segundo a corporação, teriam sido repassados a políticos do MDB, partido de Andrade. O deputado estadual João Magalhães (MDB) teve o mandato suspenso e foi proibido de contatar outros investigados na Capitu. Os recursos eram lavados via escritórios de advocacia e por uma rede de supermercados de Minas Gerais. Nenhum nome, das empresas, ou presos, foi divulgado pela PF. Um total de R$ 9 milhões teria sido repassado a candidatos do partido nas eleições de 2014, o que poderá acarretar investigação sobre fraude eleitoral.

Modus operandi

Pelo menos parte dos recursos chegou a ser repassada pela rede de supermercados em malas e caixas de sabão, segundo o delegado Veloso. “Durante as investigações chegamos a falar em pagamento de ‘propina cabo’, em referência ao dólar cabo”. Pelo sistema, um operador da moeda no exterior aciona um doleiro no Brasil e pede que repasse um valor a determinado cliente e, depois, faz o acerto, explicou o delegado. A rede de supermercados é cliente dos fornecedores de proteína animal.

Uma das medidas tomadas pelo Ministério da Agricultura, e que gerou o pagamento de propina, segundo a PF, diz respeito a exportações do setor de proteína animal. “Isso impediu que empresas de menor porte atendessem requisitos do ministério, concentrando produção nas empresas maiores”.

Ao todo foram emitidos 19 mandados de prisão. Do total, três não foram cumpridos até o momento. O vice-governador foi preso em Vazante, Região Noroeste de Minas. Há ainda advogados e empresários entre os alvos dos mandados. Pelo menos um sócio da rede de supermercados é considerado foragido, mas negocia sua entrega à PF. O empresário está no Uruguai.

Um dos mandados foi cumprido em Curitiba, de integrante já preso, que seria o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Todos vão responder por constituição de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, obstrução de justiça e lavagem de dinheiro. Em Minas o total de prisões, até o momento, é de 8. Todos, exceto o vice-governador, foram encaminhados para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Andrade seria levado para penitenciária em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Defesas

Em nota, a defesa do vice-governador Antonio Andrade disse que “haverá manifestação tão logo a defesa tome conhecimento do conteúdo do inquérito. Durante o depoimento, Andrade respondeu tudo o que lhe foi perguntado e colaborou com o trabalho da Polícia Federal”.

O advogado André Callegari afirmou que “Joesley Batista é colaborador da Justiça e tem cumprido à risca essa função. Portanto, causa estranheza o pedido de sua prisão no bojo de um inquérito em que ele já prestou mais de um depoimento na qualidade de colaborador e entregou inúmeros documentos de corroboração. A prisão é temporária e ele vai prestar todos os esclarecimentos necessários.”

Em nota, o advogado Pierpaolo Bottini afirmou que “a investigação só existe porque os executivos da J&F colaboraram com a justiça. O acordo segue vigente. Joesley, Ricardo Saud e Demilton Castro já depuseram, cada um deles, três vezes na Justiça, e nunca se recusaram a colaborar. Esperamos que a prisão seja revogada assim que esclarecidos os fatos.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. amanhã está solto pq não tem lei nesse país. Quem vai soltar ele é o próprio Gilmar Mendes, o pai dos bandidos milionários!

  2. Esse povo acreditava no retorno do PT, por isso, mentiu, omitiu, desmentiu objetivando o afastamento das investigações para o lado da esquerda. Apontaram o MDB, PSDB e outros. Ocorre que a PF foi minuciosamente delicada na busca da comprovação de fatos delatados e observou que não havia apenas a mão direita, mais também, a esquerda!

    1. Mais um abduzido pelas fake news e a bolsonarocrancia.
      Impressionante.

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Jornalismo

Deltan Dallagnol: Moro mudará ‘engrenagens do sistema’ como Ministro

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, disse que Sergio Moro será mais importante em Brasília do que na capital paranaense. Em Curitiba, disse Deltan, Moro lutou contra as “engrenagens” de um sistema ajustado “para não funcionar contra corruptos poderosos.” Acredita que, em Brasília, o juiz irá “mudar as engrenagens desse sistema.”

O chefe da Lava Jato fez uma analogia entre a investigação e o tratamento de uma enfermidade. “Nós nos sentimos como um médico, que identificou uma doença grave e importante no paciente e recomendou tratamento. Mas o tratamento nunca foi aplicado. Ano após ano, a gente refaz o diagnóstico e a recomendação de tratamento. E o tratamento nunca veio.”

Deltan recordou as dez medidas anticorrupção enviadas ao Congresso como projeto de iniciativa popular. Lembrou o pacote com 70 novas medidas elaboradas sob a coordenação da Fundação Getúlio Vargas e da Transparência Internacional. ”Nada disso jamais foi convertido em lei”, lamentou. Moro já informou que planeja retirar desse embrulho a matéria-prima para a elaboração dos projetos que enviará ao Congresso no início de 2019.

As declarações de Deltan foram veiculadas no mesmo dia em que o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, requisitou explicações a Sergio Moro. O juiz terá 15 dias para se defender da acusação feita por deputados petistas de que sua transferência para a equipe ministerial de Jair Bolsonaro seria uma decorrência direta de sua atuação nos processos contra Lula.

Moro já tratou do tema em sua primeira entrevista coletiva como ministro indicado. Disse que Lula foi condenado porque ”cometeu crime.” Recordou que sua sentença foi ratificada por três desembargadores do TRF-4. Realçou que o Supremo negou habeas corpus a Lula. “Não posso pautar a minha vida num álibi falso de perseguição política”, acrescentou.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Exatamente. NOSSO BRASIL ESTAVA ENTREGUE AOS RATOS. E AGORA SE DEUS VAI RECUPERAR SUA DIGNIDADE.

  2. DEUS tarda mas não falta, o Brasil sofreu muito com a falta de um homem sério no país, com o Moro intervindo na justiça, retomaremos o destino de nosso país de ter ótimas oportunidades e democrática.

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Economia

Bolsonaro diz que vetaria aumento nos contracheques do STF se fosse Temer

Jair Bolsonaro divulgou nas redes sociais neste sábado trecho de entrevista que concedeu à Record. Falou sobre o reajuste salarial de 16,38% para os ministros do Supremo, cujos vencimentos passaram de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Transferiu a batata quente integralmente para o colo de Michel Temer. “Está nas mãos do Temer”, disse, referindo-se ao projeto aprovado na última quarta-feira pelo Senado. “Não sou o Temer, se fosse, você sabe qual seria minha posição.”

O repórter quis saber se Bolsonaro vetaria o reajuste. Ele respondeu afirmativamente: “Não tem outro caminho no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Falei antes da votação que é inopoturno, o momento não é esse para discutir esse assunto.” Temer dispõe de um prazo 15 dias para vetar ou sancionar o texto aprovado de supresa pelos senadores, após permanecer no freezer desde 2016, quando havia sido aprovado na Câmara.

A decisão do Senado foi vista como a primeira derrota legislativa de Bolsonaro, antes mesmo da posse. A aparência de derrota se consolidou depois que o presidente eleito afirmou, horas antes da votação, que considerava o reajuste inoportuno. Na entrevista, Bolsonaro cuidou de se eximir de responsabilidade. Colocando-se dentro dos sapatos de Temer, insinuou que teria tentado evitar a votação.

“…Estamos no vermelho há muito tempo. É mais uma preocupação para o ano que vem. Eu procuraria, se fosse presidente, o presidente do Senado para ver se esse projeto não entrava em pauta. Já que entrou em pauta, se o governo Temer quiser, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ele pode vetar esse reajuste porque, afinal de contas, essa é a classe que mais ganha no Brasil, e complica para a gente, quando fala em fazer reforma da Previdência, tirar dos mais pobres e aceitar uma reajuste como esse. Está nas mãos do Temer. Não sou o Temer, se fosse, você sabe qual seria minha posição.”

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Bravata fiada, que não leva a nada, só pra distrair.
    Se 'Bolso' fosse Temer faria exatamente o que Temer faz: seria um político afogado em corrupção fazendo salamaleques para agradar os marajás do Judiciário.
    Nem mais, nem menos.
    Como Bolso não é Temer, resta a Bolso ser menos bravateiro.

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Política

TIM está com lançamentos iPhone XR, XR e XS Max

A TIM está com um lançamento imperdível dos novos produtos Apple. São os Iphone XR, Iphone XS e XS MAX. É a nova geração do Iphone ao alcance das suas mãos.

Visite agora as lojas TIM do Midway Mall Piso 1, Natal Shopping, Partage Norte Shopping e na Avenida Alexandrino de Alencar e garanta já o seu novo Iphone com descontos especiais de lançamento. Corre que são poucas unidades em estoque! TIM! A Evolução não para!

Opinião dos leitores

  1. Pagam tão caro por um negócio que um de 500 reais faz a mesma função, atender e fazer chamadas telefônicas, além de mandar mensagens pelo Zap!!! É como disse o Tarcísio Eimar, só querer demonstrar que é rico! Na maioria das vezes a parede da casa nem reboco tem e a geladeira parece um ninho, só tem ovo!!! O povo besta esse do Brasil!!!

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Polícia

Torcedor morre e outro fica baleado em briga de flamenguistas e botafoguenses antes de clássico

Dois torcedores do Flamengo foram baleados em briga antes do clássico da equipe contra o Botafogo, no Engenhão. Um deles morreu, segundo a Polícia Militar.

A vítima não foi identificada, mas a PM divulgou nota informando que, após dar entrada no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Outro torcedor foi atendido no local após também ser baleado.

Segundo a assessoria da Polícia do Rio, o conflito aconteceu na rua Combu, bairro da Cacuia, também na Ilha do Governador. Quando os oficiais chegaram ao local, a briga já havia terminado e os feridos, levados ao hospital.

A Delegacia de Homicídios investiga o caso.

Embora tenha sido a mais grave, não foi a única briga envolvendo flamenguistas e botafoguenses neste sábado (10), antes de partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

No caminho para o estádio, na avenida Brasil, próximo à favela Parque União, integrantes da Fúria Jovem, organizadas do Botafogo, avistaram torcedores rivais.

Eles ignoraram a presença dos policiais que escoltavam o ônibus e obrigaram o motorista a parar. Todos desceram do veículo para confrontar os flamenguistas.

Embora não tenha um número exato, a PM estima que cerca de 50 botafoguenses foram presos. As janelas dos ônibus foram destruídas por pedras atiradas pelos torcedores do Flamengo.

Mais próximo ao estádio do Engenhão, no estacionamento do Norte Shopping, membros de organizadas das duas equipes também entraram em confronto.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Calma…vem mais por aí, espere até todos terem acesso a armas…
    É melhor JAIR se acostumando…

    1. Esses que foram pro estádio armados, não são torcedores meu caro, são bandidos camuflados de torcedores, isso tudo acontece, graças a irresponsabilidade do seu desgoverno petista, onde o crime e o consumo de drogas deu um salto de huns 500 mil por cento. Ninguém pode andar mais nas ruas, inclusive vc, isso tudo acontece por causa de eleitores igual a tú, que aprova esse tipo de conduta. De maneira meu nobre é melhor vc JAIR se acustumando que esse país tem jeito e tem tudo pra ser uma grande nação. Claro! Sem o PT. PT nunca mais. Corruptos!!! Ladrões!!!

    2. João, você mesmo não terá acesso a armas, porque não passa no psicoteste, uma das provas para quem desejar ter uma arma para proteger a família.

    3. Edu, quadrúpede, não quero armas, TB morre quem atira, não esqueça…

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Política

MDB promove armistício entre seus caciques para garantir sobrevivência

A cúpula do MDB articula um armistício entre suas principais lideranças para tentar garantir a sobrevivência do partido e protagonismo no Congresso durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O plano foi colocado em marcha no início desta semana e terá ao menos duas frentes: manter o controle do Senado com Renan Calheiros (AL) na presidência da Casa e ecoar o discurso de que a sigla será independente — e não oposição — a partir de 2019.

Isso vai permitir tanto um alinhamento à pauta econômica de Bolsonaro, principalmente quanto à reforma da Previdência, como deixa a porta aberta para que o partido se afaste do novo governo quando achar conveniente.

Renan Calheiros (MDB-AL), que pode disputar a presidência do Senado 
Renan Calheiros (MDB-AL), que pode disputar a presidência do Senado  – Pedro França – 06.nov.2018/Agência Senado
Dirigentes do MDB consideram o futuro da gestão Bolsonaro bastante incerto. Afirmam que é preciso esperar que ela comece de fato para entender como o Planalto vai estabelecer sua correlação de forças com o Congresso.

O capitão reformado se elegeu com um discurso antissistema, anticorrupção e contra a velha política e tem dito que não vai governar cedendo cargos em troca de apoio político.

Já nomeou, porém, dois deputados do DEM para seu primeiro escalão: Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Tereza Cristina (Ministério da Agricultura).

O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), preferiu se escaldar. Afirmou que acabou a era de seu partido como o “da governabilidade”.

Não descartou, no entanto, conversar sobre possíveis convites caso o presidente eleito procure a legenda para compor sua Esplanada.

Enquanto isso, Jucá tenta unir as correntes emedebistas para fortalecer o partido.

O principal conflito foi resolvido na segunda-feira (5). Pelo menos por enquanto, Renan Calheiros e o presidente Michel Temer selaram o cessar-fogo após reunião no Planalto.

O senador fez duras críticas a Temer e aproximou-se da esquerda e do PT para garantir sua reeleição em Alagoas —onde a popularidade do ex-presidente Lula é alta, e a de Temer, baixíssima.

Agora, dizem aliados, entendeu que a conjuntura é outra e que precisa do apoio de seu partido para se eleger presidente do Senado, cargo que já ocupou outras três vezes.

No início da semana, Renan foi à casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI) acompanhado do ex-presidente José Sarney (MDB). Falaram sobre a disputa no Senado, e Renan mostrou que já contabiliza os votos que tem a seu favor.

Publicamente, contudo, diz que não tratou com Temer —nem com ninguém— de articulações para a presidência da Casa, até porque ainda não decidiu se será candidato. “Mas não teria condição nenhuma de sê-lo se não tivesse capacidade de conversar com as pessoas”, disse ele à Folha.

A estratégia do MDB é não desgastar Renan até a eleição no Congresso, marcada para o início do próximo ano, e até permitir que outros nomes se movimentem para o posto, como é o caso da líder do partido na Casa, senadora Simone Tebet (MS).

É tradição que o partido de maior bancada presida o Senado —o MDB contará com 12 senadores em 2019.

Na Câmara, porém, a legenda sofreu forte revés e caiu de 66 deputados eleitos quatro anos atrás para 34 este ano.

Com a presidência do Senado na mão —o presidente é também o chefe do Congresso—, a sigla não pretende mediar questões administrativas do novo governo, como a fusão de ministérios, mas quer poder para barrar projetos e capitalizar eventuais sucessos da política econômica.

Na quarta-feira (7), dirigentes do MDB se reuniram em Brasília para debater os próximos passos do partido.

Divulgaram um documento, antecipado pela Folha, com uma espécie de receita para o governo Bolsonaro.

Caso queira ter sucesso à frente do Planalto, dizem emedebistas, o presidente eleito deve manter a política econômica de Temer, baseada no ajuste e reformas estruturais.

Renan já fez acenos a Bolsonaro e falou em uma “convergência programática”.

Um dos filhos do presidente eleito, Flávio Bolsonaro, respondeu no mesmo dia e disse que não descartava apoiar nomes do MDB, como o de Renan, para o comando do Senado —o primogênito do capitão reformado foi eleito senador pelo PSL do Rio.

O temor do MDB a partir de janeiro é o futuro de Temer.

Com duas denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, emedebistas avaliam que o presidente vai se tornar alvo preferencial da Justiça quando perder o foro especial, o que pode desgastar ainda mais a imagem do partido.

Partido encolheu nas eleições de outubro

34 deputados federais foram eleitos pelo MDB em 2018. Em 2014, haviam sido 66

Três emedebistas se elegeram governadores neste ano (PA, AL e DF). Quatro anos atrás, tinham sido sete

Opinião dos leitores

  1. Nada de novo. O que estamos vendo É O PMDB,SENDO PMDB. SEMPRE EM CIMA DO MURO E ADESISTA AO GOVERNO QUE ENTRA NO PODER!

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