Cidades

Trecho da BR-101 no Rio Grande do Norte será interditado neste sábado

A Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado do Rio Grande do Norte (DNIT/RN) informa que, neste sábado (18/11), a partir das 07h,  será realizada interdição na pista principal da BR-101/RN,  do km 98 ao km 99,6.

A interdição  tem previsão inicial de 6 (seis) meses de duração e é necessária para a execução da passagem inferior no km 98 e do Viaduto no km 99,6 (próximos, respectivamente, da Av. Maria Lacerda e Av. Abel Cabral), ambos no sentido longitudinal da rodovia.

O tráfego será desviado para as vias marginais direita e esquerda, mediante agulhas de entrada e saída nos seguintes pontos:

Sentido Parnamirim – Natal – agulha de entrada próximo ao rio Pitimbu (após o Viaduto de Emaús) e agulha de saída antes do monumento dos 400 anos de Natal;
Sentido Natal – Parnamirim – agulha de entrada logo após o monumento dos 400 anos de Natal, e agulha de saída próximo ao rio Pitimbu.

A situação no local será avaliada semanalmente com relação ao fluxo de trafego e a acessibilidade das pessoas, pela Polícia Rodoviária Federal, DER-Departamento de Estradas de Rodagem, DETRAN-Departamento Estadual de Trânsito, STTU-Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal e SETRAS-Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de Parnamirim.

Para evitar conflitos de veículos provenientes dos bairros com os do desvio de tráfego, a Superintendência Regional informa também que as saídas da Avenida Abel Cabral (Bairros de Nova Parnamirim e Cidade Verde) e da Avenida Cidade do Sol (Bairro de Cidade Satélite e Planalto) serão fechadas, provisoriamente, sendo permitida apenas a entrada aos bairros nessas ruas.

Os veículos provenientes desses bairros poderão utilizar, respectivamente, a Avenida das Alagoas e a Avenida dos Caiapós (que será reaberta ao tráfego) para acessarem a rodovia. Ao mesmo tempo, os semáforos existentes no segmento serão desativados. Os viadutos de Neópolis e Emaús servirão como alternativas de retorno para Parnamirim e Natal, respectivamente.

 

 

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Política

Na reforma ministerial, Temer abraça o fisiologismo

(Rio de Janeiro - RJ, 13/11/2017) Presidente da República, Michel Temer, interage com atleta de Boxe, após a cerimônia. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Michel Temer (PMDB) abriu a temporada de caça aos ministérios ao anunciar que poderá trocar dezessete dos 28 ministros nas próximas semanas. São raros os países em que uma mudança governamental de tal magnitude não represente uma profunda alteração de rota no governo, uma transformação radical de objetivos ou alguma coisa de grandes proporções. Em Brasília, no entanto, a troca significa apenas que há muitos, muitos interesses em jogo, mas nenhum deles é o interesse público. Temer não promoverá mudanças em sua equipe com o objetivo de melhorar a prestação de serviços à população e a eficiência do gasto público, mas apenas para reorganizar sua base no Congresso.

Com a reforma, ganharão espaço os seis partidos que integram o chamado Centrão, grupo que sabe como poucos mercadejar seu apoio em troca de cargos e verbas públicas. O fisiologismo, mais uma vez, sairá fortalecido naquilo que tem apenas aparência de “embate político”. O discurso de agora recomenda fechar os olhos para as zonas de sombra a fim de que a reforma da Previdência tenha uma chance de aprovação. E haja zonas de sombra. Desde que a Câmara mandou para o arquivo a segunda denúncia contra Temer, os governistas cobram uma reforma ministerial. Como contrapartida à blindagem do mandato do presidente, exigem novos espaços na Esplanada, abertos com o expurgo do PSDB, legenda cada vez mais dividida quanto à parceria com o governo.

Temer manteve a fatura em banho-­maria até a segunda-feira 13, quando o tucano Bruno Araújo pediu demissão do Ministério das Cidades. A decisão pavimentou o caminho para que as peças sejam reorganizadas no tabuleiro. O Centrão deve assumir o comando da pasta, justamente a sua principal reivindicação. Além disso, deve participar, junto com o PMDB, da escolha do novo ministro da articulação política, em substituição ao tucano Antonio Imbassahy, cuja saída é considerada uma questão de tempo.

VEJA

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Polícia

Polícia descobre ‘casa da moeda’ do crime em SP

Moedas falsas achadas em casa na Mooca (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Policiais civis prenderam nesta sexta-feira (17) sete suspeitos de falsificar moedas na Zona Leste de São Paulo. A “casa da moeda” do crime operava na Rua da Mooca.

No local foram encontrados maquinário utilizado na fabricação e diversas moedas falsas. O número não tinha sido computado até a publicação desta reportagem.

G1

Opinião dos leitores

  1. Imagine como será quando a Casa da Moeda for privatizada. Tudo vai ser "verdadeiro", nada falsificado. É capaz de um grupo criminoso, ou político, comprarem para lavar dinheiro, para terceiros. Ter sua própria fábrica de dinheiro.

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Polícia

Na cadeia, Picciani conversou com Cabral e desabafou: ‘sistema é muito degradante’

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB) Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Preso na quinta-feira por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani, teve um dia foi intenso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benifca:

— Eu não posso dizer que foi tudo bem. Não é uma situação agradável. É muito triste. O sistema carcerário é muito degradante — desabafou Picciani, logo depois de deixar o presídio.

Ele ficou 24 horas detido na companhia de seus colegas de parlamento Edson Albertassi e Paulo Melo. Na sexta-feira, Picciani e os dois parlamentares foram soltos após decisão da Alerj.

Aos 62 anos e há mais de 27 anos na política, o mais poderoso cacique do estado dividiu a cela com mais cinco presos, conversou com o ex-governador Sérgio Cabral e experimentou o sabor do cardápio do dia: arroz, macarrão, feijão, uma porção de proteína (carne, frago ou peixe); salada, fruta ou doce de sobremesa, além de refresco.

— Eu nunca tinha sido preso e só quem já foi sabe como é. A prisão não é uma situação confortável, mas eu fiquei com dignidade. Fui tratado com respeito pelos funcionários, que foram duros, mas serenos no cumprimento de suas funções. Me trataram com todo respeito, sem nenhum privilégio — afirmou Picciani.

O deputado ficou na mesma galeria onde o ex-governador Sérgio Cabral cumpre pena.

— Eu encontrei com todo mundo que está preso lá. É um corredor. Não tinha como não encontrar com o ex-governador. Quando cheguei, as celas já estavam fechadas. Elas fecham às 18h. Mas, de dia, depois das 8h, os guardas abrem. E todos ficam no corredor. Todos se encontram. Todos conversam — revelou Picciani, sem detalhar o que conversou com Cabral.

Picciani diz ter ouvido muitas reclamações de presos:

— O sistema carcerário é muito degradante. As pessoas sofrem muito. A Justiça mantém as pessoas presas e não revisam seus casos.

Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi integram a cúpula do PMDB no estado e são investigados pela Operação Cadeia Velha.

— Houve uma decisão judicial, e eu respeito. Me apresentei imediatamente. Agora, eu não concordo. São palavras (de delatores) mentirosas — afirmou Picciani.

Os três políticos podem ter sido favorecidos por não terem os cabelos cortados e nem usaram os uniformes padrão dos presos: o conjunto de camisa verde e calça azul. As medidas constam dos protocolos de quem ingressa no sistema penitenciário fluminense. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que não cumpriu a regra porque os três têm prerrogativas por ainda serem deputados estaduais.

Para o advogado e professor da PUC Manoel Messias Peixinho, eles deveriam ter sido submetidos às regras:

— O foro privilegiado não autoriza que as autoridades administrativas descumpram as regras.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Parabéns à Ministra Carmen Lúcia. Se acovardou no caso Aécio, abriu a porteira para os políticos corruptos. O Brasil agora tem o o ladrão de ""primeira linha", que não pode ser preso. Prá que serve mesmo o STF????????

  2. Parabéns ao STF!
    Permitir revisão de decisão judicial pelo legislativo dá nisso!
    Agora é que parlamentar vai cometer crimes!
    Seus pares, que também são criminosos, convalidam seus crimes!
    Enquanto isso, precisamos trabalhar para sustentar esse sistema pobre!

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Judiciário

Renan Calheiros é condenado à perda do mandato no caso Mônica Veloso

A Justiça do Distrito Federal condenou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a perda de mandato e suspendeu os direitos políticos do ex-presidente do Senado por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida.

O processo apura se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem o parlamentar tem uma filha. O escândalo eclodiu em 2007 e, na época, levou à renúncia de Renan da presidência do Senado. As investigações revelaram que o parlamentar não tinha dinheiro suficiente para pagar a pensão. Renan teria apresentado documentos falsos para comprovar que tinha condições de arcar com a despesa.

Em 2005, Renan teria simulado um empréstimo com a locadora de carros Costa Dourada. Segundo a denúncia, o dinheiro extra na conta bancária serviria para comprovar que ele tinha renda suficiente para pagar do próprio bolso a pensão à filha. Além disso, Renan teria usado mais da metade da verba indenizatória do Senado, de R$ 12 mil por mês à época, para pagar a mesma empresa. Teriam sido sete pagamentos de R$ 6,4 mil. Segundo a denúncia, o contrato também era fictício, porque não ficou comprovado o fornecimento dos carros em contrapartida. Os repasses à locadora teriam sido realizados entre janeiro e julho de 2005.

Em nota, o advogado do senador, Luís Henrique Machado, ressalta que sobre o mesmo caso, “o Supremo Tribunal Federal quando analisou o caso no âmbito penal, nem sequer recebeu a denúncia por ausência de prova”. E informou que, de toda a forma, vai recorrer da decisão e que confia que “o Tribunal Regional Federal restabeleça o mesmo critério e raciocínio utilizado pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal”.

Além desse caso, o peemedebista responde a mais 17 inquéritos no STF.

O GLOBO

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  1. muito bem fez certo mande esse governo tirar o dinheiro do bolso dele e pagar os funcionários em dia

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Judiciário

Promotor entra com ação para impedir saque do Governo no Funfir

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por sua 60ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal que tem a frente o promotor Afonso Ligório Bezerra Junior, ajuizou no dia de hoje, 17 de novembro de 2017, perante a 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, uma Ação Cautelar Inibitória (processo nº 0853554-21.2017.8.20.5001), com pedido de liminar, contra o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande de Norte (IPERN), em razão da notícia amplamente divulgada de um acordo judicial firmado entre a Procuradoria-Geral do Estado, o Procurador-Geral de Justiça e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, com o objetivo de utilizar recursos do IPERN aplicados no sistema financeiro.

A ação requer medida cautelar (inibitória) para impedir que o IPERN realize saques no Funfir de verbas que estão aplicadas no mercado financeiro e que podem gerar um dano ao erário da ordem de R$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de reais). O IPERN é uma autarquia estadual com autonomia institucional, administrativa e financeira e é responsável por gerir o regime próprio da previdência dos servidores do
Estado, de modo que o Poder Executivo não pode utilizar recursos do Funfir sem autorização de lei específica.

Além disso, ressalte-se que as partes do acordo transigiram sobre recursos não disponíveis administrados por entidade autônoma não participante do pacto, já que, como se sabe, a decisão judicial só surte efeitos entre as partes do processo e o IPERN não participou da autocomposição referida. Importa consignar que a ação cautelar ajuizada não se destina a impugnar o acordo, mas sim impedir que o IPERN resgate os valores do Funfir aplicados no mercado financeiro sem prévia autorização da Assembleia Legislativa, em cumprimento a um
acordo do qual não fez parte e que, absolutamente, não o obriga.

Esclareça-se que os saques no Funfir, do modo como pretendido, causarão enorme dano ao erário, equivalente a 1/3 da construção da Ponte Newton Navarro e ¼ do valor pretendido com o resgate. Além disso, prejudicará, futuramente, o pagamento aos servidores inativos e poderão gerar, ainda, responsabilidade funcional para os gestores do IPERN, que não participaram do acordo. Por fim, o Ministério Público espera que sejam pensadas e adotadas medidas estruturantes e sustentáveis para equacionar o grave deficit da previdência estadual e o significativo comprometimento da receita corrente com despesas de pessoal.

AGORA RN

Opinião dos leitores

  1. Parabéns Afonso Ligório. Esse, além de, por motivo óbvio, recusar o tal auxílio moradia, tem compromisso com as finanças públicas, que, em geral, sofrem com esses acordos de gabinete.

  2. Legitima a preocupação do MP com o futuro dos aposentados, mas sugiro que busque uma solução para o presente, considerando que nós estamos com dois meses de atraso. Sem uma medida para solucionar, não teremos futuro.

    1. A questão é que esse dinheiro pertence aos aposentados, tem dotação legal específica. Quem quer receber não está nem aí pra o fato de isso ser um roubo ao fundo de quem é obrigado por lei a poupar para seu futuro. Agora dois desafios. Um, acabar com os privilégios dessas bolsas-poderososs e dois, demitir o máximo possível das pessoas com cargos comissionados, fazendo nada, estando ali em contrapartida a apoio político. Comece aí, então se pense em roubar os proprietários dos fundos de aposentadoria. Uma pra fechar: se fosse privado, não teria nem como o governo aventar meter a mão nesse dinheiro.

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Jornalismo

QUEM DIRIA: CUT lança programa de demissão, e funcionários ameaçam greve

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POR FOLHAPRESS

Funcionários da CUT (Central Única dos Trabalhadores) ameaçaram entrar em greve nesta semana, depois que a entidade iniciou na terça-feira (14) um Programa de Demissão Incentivada (PDI) para enxugar em quase 60% sua folha de pagamento.

A entidade, com 178 empregados, se diz asfixiada pelo governo Michel Temer, que, com a reforma trabalhista, acabou com a obrigatoriedade do imposto sindical. O tributo, que equivale a um dia de trabalho, é um dos principais recursos das centrais.

Embora a cúpula da entidade afirme ter consultada seus trabalhadores sobre os critérios de exoneração, os funcionários chegaram a anunciar a deflagração de uma greve.

O presidente da central, Vagner Freitas, diz desconhecer o movimento. Queixando-se de perseguição política, Freitas informa ainda que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares aderiu voluntariamente ao programa, abrindo mão de um salário de R$ 15 mil.

“Delúbio é um trabalhador da CUT. Agrega muito. É com muita dor que informo que ele tomou a iniciativa de aderir”, disse Freitas, lembrando que a contratação do ex-tesoureiro (condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão) foi autorizada por Joaquim Barbosa, então ministro do Supremo.

A direção da CUT argumenta que o plano de demissão de funcionários foi uma resposta ao fim do imposto sindical obrigatório. De acordo com Freitas, a redução permitirá a manutenção das atividades da central.

Ele não informou qual o impacto da medida adotada pelo governo Temer nos cofres da entidade nem o orçamento global da entidade. Em 2016, ela recebeu R$ 59,8 milhões da contribuição.

O presidente da CUT afirma ainda que o enxugamento da folha foi submetido à assembleia de trabalhadores após prévia apresentação de uma proposta da direção.

“Diferentemente das empresas, os trabalhadores foram consultados. Não é um momento de felicidade”, diz.

O PDI será encerrado em 4 de dezembro e, caso não tenha adesão dos trabalhadores, será iniciado um processo de demissão até que se chegue ao percentual desejado.

Freitas alega que as medidas garantirão ações de enfrentamento com o governo Temer. Um carro de som fornecido pela entidade acompanhou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na caravana que protagonizou pelo interior de Minas Gerais.

Opinião dos leitores

  1. Parabens ao presidente Temer. Pense num cabra arrochado e de coragem. Acabou a boquinha ?????

  2. Kkkkk e agora isso é legal
    Kkkkkk o Brasil começou à certar tem que acabar com esses baderneiros e também o MST MSTS e outros Ms que só faz quebradeira e quer que o país pare
    Qualquer M deveria ter responsáveis para pagar quando eles dão prejuízo
    Pois nas empresas e assim se uma empresa de prejuízo a população ela é obrigada a pagar o prejuízo

  3. Ufaaaa. Até que enfim, o Brasil começando a dá certo. Agora vai…A CUT está assim, imagina o Sindicato das Pessoas que só se vestem de Azul….kkkkkkk

  4. Para os seus trabalhadores falta grana, mas para atividades políticas partidárias não. A CUT virou um partido e bem que podia substituir o PT, outro em vias de falência. Que situação rapaz…

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Esporte

O futebol brasileiro no banco dos réus

Por El País

O cronista Nelson Rodrigues, há mais de 50 anos, já constatou: “o pior cego é o que só vê a bola”. Numa corte de Nova Iorque, nesta semana, é um senhor frágil, de cabelo e tez branca que se depara diante da juíza federal Pamela Chen. O julgamento contra José Maria Marin, entretanto, não é apenas contra um dirigente que comandou a CBF. Trata-se, na realidade, de um processo sobre o próprio futebol nacional, sobre seus cúmplices e suas entranhas do poder. Um processo contra aqueles que promoveram uma cegueira quase generalizada.

Conforme a data do julgamento se aproximava, não foram poucos os dirigentes da Fifa e da CBF que me admitiam que estavam preocupados sobre o que poderia surgir do processo. Hoje, depois de pouco mais de dez dias de audiências, tudo o que essas entidades temiam se transformou em realidade. Acusados e testemunhas passaram a usar a corte como um palco privilegiado para revelar um lado obscuro do esporte. O futebol como ele é.

Para se defender das acusações de corrupção, os advogados de Marin usaram um fato que qualquer um envolvido na CBF sempre via: ele jamais a governou sozinho. Seu braço direito, vice-presidente e homem que o acompanhava a todas as reuniões era Marco Polo Del Nero, o atual comandante do futebol brasileiro desde 2015. Para a defesa de Marin, quem “tomava as decisões” era o seu vice.

Ainda que seja uma estratégia dos advogados para reduzir a responsabilidade de seu cliente, a realidade é que a tática surpreendeu a muitos dentro da CBF e Del Nero foi jogado para o centro do debate.

Nos dias que se seguiram, coube ao argentino Alejandro Burzaco, ex-executivo que comprava direitos de TV de torneios sul-americanos, admitir que a corrupção era a regra do jogo. Na qualidade de testemunha, seu relato confirmou os pagamentos a Marin. Mas também indicou que o próprio Del Nero o procurou em 2014 para negociar um aumento da propina. O entendimento com o futuro chefe do futebol brasileiro ainda vinha com um pedido: adiar o pagamento do suborno para 2015, quando Marin não seria mais presidente da CBF. Assim, Del Nero não teria mais de dividir a propina com seu “amigo”.

As audiências ainda jogaram ao centro da arena Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF entre 1989 e 2012. Ele teria recebido, desde 2006, US$ 600 mil por ano em propinas para ceder contratos de transmissão da Copa Libertadores e da Copa Sulamericana.

Não escaparam nem mesmo grandes grupos de imprensa do Brasil e América Latina, citados pela única testemunha ouvida até agora como parte de um esquema de corrupção. No caso da TV Globo, ela foi mencionada como tendo destinado supostas propinas para ficar com o direito de transmissão das Copas de 2026 e 2030, algo que a empresa nega de forma veemente.

O processo também atinge em cheio as pretensões do Catar de sobreviver como sede da Copa até 2022. O ex-dirigente argentino, Julio Grondona, morto em 2014, foi apontado nesta semana como receptor de US$ 1 milhão em troca de seu voto aos árabes para que pudessem sediar o Mundial. Ele era o presidente do Comitê de Finanças da Fifa e, em outras palavras, era o dono da chave do cofre da entidade.

Ao relatar o caso, Burzaco revelou como Grondona o contou bastidores do dia da votação. Nas primeiras rodadas, o então presidente da ConmebolNicolas Leoz, teria votado pelo Japão e Coreia do Sul. Num dos intervalos, Grondona e Teixeira chegaram até o paraguaio e o “chacoalharam”. “O que você está fazendo?”. Quando o processo eleitoral foi retomado, Leoz mudou de comportamento e votou pelo Catar.

O tsunami das declarações chegou ainda até a Argentina. Na noite de terça-feira, Jorge Alejandro Delhon, um dos executivos denunciados, teria se matado. As audiências ainda tiveram cenas de dramalhões latino-americanos, com Burzaco chorando diante do que poderia ser um ato de intimidação de um dos acusados, o ex-presidente da Federação Peruana de Futebol, Manuel Burga. O peruano o teria feito um sinal de cortar o pescoço, em plena audiência.

Horas depois, a testemunha não conseguiria segurar as lágrimas quando lembrou que fora avisada de que a polícia argentina o mataria se retornasse ao país.

Entre supostas ameaças, choros, mortes, relatos extraordinários e contas milionárias, não deixa de chamar a atenção o fato de que o processo está apenas em sua segunda semana. Por mais um mês, como num cenário de um jogo de Copa descrito pelo cronista, o mundo da cartolagem e seus cúmplices viverão “uma suspensão temporária da vida e da morte”.

Todos os citados, por enquanto, negam qualquer tipo de responsabilidade. Mas o que o processo começa a revelar é que, de fato, uma paixão nacional foi tomada por um grupo com um único objetivo: o enriquecimento próprio. De forma infesta, sequestraram uma das poucas coisas que é legítimo em um torcedor: sua emoção. A cada partida assistida em campo ou na televisão, em cada camisa comprada, em cada item adquirido, o torcedor aparentemente não financiou o futebol nacional. Mas seus donos, em contas secretas em Andorra, Suíça e paraísos fiscais.

Desde criança, foi vendida a história a todos nós de que aquele time de amarelo nos representa. Quando ganha, é o presidente da República quem os recebe, como heróis nacionais numa conquista “do país”. Quando é humilhado em campo, é uma nação que flerta com a depressão.

Em Nova Iorque, enquanto a cegueira começa a se dissipar, estamos vendo que esse futebol “nacional” tem dono. E não é o torcedor.

Jamil Chade é jornalista, autor do livro “Política, Propina e Futebol” (Cia das Letras, 2015).

Opinião dos leitores

  1. Vamos ver se a imprensa dará destaque as acusações contra a Globo da mesma maneira que faz com alguns setores no Lava Jato.

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Polícia

Ator é espancado por bandidos após seguranças negarem ajuda

Um jovem ator foi agredido, na madrugada desta quarta-feira, no Terminal Parque Dom Pedro II, no Centro de São Paulo, após quase ser assaltado e ser acusado pelos criminosos de ter cometido o crime. Diogo Cintra voltava de uma festa e, próximo ao terminal, foi abordado por dois homens. Eles anunciaram o assalto, mas o ator disse que não tinha nada que pudesse ser levado. Os bandidos insistiram e Diogo correu. Ao chegar no terminal, pedir por ajuda e não conseguir, o jovem avistou os criminosos ao lado de seguranças. Diogo foi abordado e, antes que pudesse falar, foi acusado de ter roubado os rapazes.

— Tentei falar com uma vigilante antes, mas ela me mandou embora porque disse que não podia me ajudar. Mais à frente encontrei esses seguranças, mas os bandidos, que antes eram dois, estavam em um grupo de seis. Eu tentei explicar o que aconteceu, mas me mandaram calar a boca. Os bandidos disseram que eu era o assaltante e não eles. Não consegui me explicar. Os seguranças me levaram para fora do terminal e o grupo me pegou, dizendo que ia me levar para o “rio” — disse Diogo.

O ator foi levado para fora do terminal e agredido com socos, pontapés, pauladas e pisadas. Os suspeitos chegaram a usar três cachorros para agredir o ator.

— Quando eles me levaram, me bateu o desespero. Eu comecei a me debater e, aí, eles me bateram para caramba. Foi chute, paulada, pisada. Depois que pararam, eles trouxeram três cachorros que avançaram em mim. Eu só consegui me livrar deles porque a menina que estava com o grupo espantou os cães e pediu que parassem. Eu corri para o terminal e, lá dentro, me ofereceram uma cadeira de rodas, disseram que iam me levar para o hospital. Mas eu me neguei. Eu pensei que não ia conseguir sair dali. Ali era a hora da minha morte — contou.

Diogo entrou em um ônibus e foi para a casa de um amigo, que o levou ao hospital, onde recebeu atendimento médico. Ele teve diversos ferimentos pelo corpo e já está em casa, onde se recupera.

Diogo Cintra é negro. Segundo ele, os assaltantes que o acusaram eram brancos. Para o ator, a negativa dos seguranças em ajudá-lo e o motivo pelo qual eles não ouviram a sua versão sobre os fatos foi racismo.

— As pessoas me viam apanhar, mas ninguém fazia nada. Eu não sei se foi medo, mas ninguém ajudou. Mas, no caso dos guardas, acho que foi racismo mesmo. Se eles acharam que eu era culpado, por que não chamaram a policia? A polícia resolveria isso. Eles não fizeram nada. Um dos seguranças foi quem me levou para fora — contou.

As agressões sofridas pelo ator foram relatadas por ele em um longo texto nas redes sociais.

“Por pouco, eu não fui morto por uma injustiça e por conta de um ato racista. Racista, porque eu sou negro e estava simplesmente andando de madrugada. Racista porque ninguém naquela noite acreditou em mim, e além de ser assaltado, fui sentenciado por pessoas que nem quiseram me ouvir falar. Por que diabos automaticamente o segurança assumiu que eu era o bandido e que os outros caras estavam falando a verdade? E o pior, o segurança também era negro. O que diabos levou a ele a não sentir sequer o mínimo de empatia por mim? […] O racismo mata todos os dias! Eu fui vítima não só de racismo, mas do absurdo e da violência que pessoas que tentam fazer “justiça com as próprias mãos” são capazes. Fui entregue por pessoas que provavelmente acharam estar fazendo o justo e o correto. Seguranças me entregaram só por ser negro a assaltantes que deixaram claro que iriam fazer muito mal a mim. Seguranças que concluíram, numa só olhada, que diante deles havia um ladrão”, escreveu Diogo em trechos da publicação.

O caso foi registrado na 78ª DP (Jardins). De acordo com Diogo, o crime foi registrado como roubo. Questionada sobre o registro, a polícia informou apenas que “um inquérito foi aberto para investigar o ocorrido”. Ainda segundo a Polícia Civil, Diogo será ouvido e as imagens das câmeras do terminal serão analisadas para identificação dos autores das agressões. Agora em processo de recuperação dos ferimentos, Diogo afirmou que fará o registro por racismo.

— Vou registrar o racismo também. Amanhã vou conversar com um promotor. O que eu pretendo fazer é continuar com isso até que a justiça seja feita e os responsáveis sejam devidamente punidos — disse.

A publicação feita nas redes sociais por Diogo foi compartilhada mais de 11.500 vezes. Entre os comentários, muitos apoiam a atitude do jovem e lamentam o ocorrido. “E ainda vem gente dizer que não existe racismo, que é tudo mimimi. Me dá uma raiva tão grande ler esses comentários minimizando o sofrimento alheio, mostra só o quanto aquele ser é podre!”. “Lamentável nós ainda termos tanto ódio e discriminação, que vergonha da nossa espécie. Sinto muito pelo que te aconteceu. Força para você Diogo. E mais amor pelo próximo galera, o que nos falta é amor”, escreveram internautas.

Procurada pelo GLOBO, a SPTrans, responsável pelo terminal rodoviário onde tudo aconteceu, informou que que solicitou esclarecimentos à SPURBANUSS, empresa responsável pela administração do terminal e repudiou qualquer ato de racismo. “Ao tomar conhecimento da ocorrência, a São Paulo Transporte (SPTrans) solicitou esclarecimento à SPURBANUSS, responsável pela administração do Terminal Parque Dom Pedro II, e vai colaborar com as autoridades para elucidar os fatos. A SPTrans repudia quaisquer atos de agressões e racismo e, se comprovadas as denúncias, solicitará o afastamento imediato dos envolvidos”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. falha dos que se dizem pela seguranca do terminal que não fizeram nada pois 1 teriam que chamar á policia e relatar o ocorrido e não ter feito desta forma

  2. É lamentável essa associação de bandido a cor da pele. Não se pode dizer que racismo não exista, porém, não lembro de negros alcançados na lava jato, por exemplo. Cor da pele não meio de exclusão criminosa. Tem muito gente sendo abordada, por exemplo, por estar em dupla, com capacete e moto, independente da cor da pele. Seria caso de ser tomado por pobre é ladrãozinho por não está de carro? Não. Hoje o crime não tem cara, cor ou classe social. Apenas são bandidos. Se não houve ajuda dos guardas, é porque não queriam ajudar. Outra falha da atualidade: ninguém se envolve com bronca de ninguém.

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Política

PSOL e PR punem deputados que votaram para soltar Picciani

A decisão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de revogar a prisão do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, levou ao menos dois partidos a punir parlamentares que votaram com a maioria. O PSOL anunciou que o deputado Paulo Ramos foi afastado. O PR também informou que vai expulsar os deputados Renato Cozzolino e Nivaldo Mulim. Os três deputados votaram para soltar Picciani, Melo e Albertassi.

Ainda durante a votação, as Executivas estadual e nacional do PSOL divulgou texto no qual anunciava o afastamento de Paulo Ramos. Durante a reunião da CCJ da Alerj, ele fez uma defesa enfática da libertação dos deputados, criticando a atuação do Judiciário.

Segundo nota da Executiva estadual do partido, Paulo Ramos ” se colocou ao lado da máfia dos transportes e das empreiteiras” e “perdeu as condições de permanecer nas fileiras do partido”.

O deputado Paulo Ramos declarou que já “estava fora” do partido e criticou os ex-colegas de PSOL:

— Eu já estava fora. Eles queriam um pretexto para me expulsar e agora têm. Acho ótimo. Só espero que o PSOL não continue a pegar carona assinando projetos de lei junto do Picciani e agora, perante a opinião pública, façam isso.

O deputado justificou seu voto dizendo que não viu nas acusações contra os deputados do PMDB provas que caracterizassem o flagrante por crime inafiançável.

— As investigações tem que seguir. O tribunal criou um fato político.

Já o PR disse, por meio de nota, que vai encaminhar à Justiça Eleitoral a expulsão de Cozzolino e Mulim. O partido explicou que eles votaram de forma contrária à orientação partidária.

A Executiva estadual do PR afirmou ainda que vai levar o deputado Bruno Dauaire à Comissão de Ética do partido. Dauaire se absteve na votação.

 

 

G1

Opinião dos leitores

  1. Justiça manda em Porra nenhuma, os políticos vão lá e derrubam tudo e colocam seus párias calhordas em liberdade!!! Diga aí quem manda??? O juiz, o promotor e o delegado todos ficaram sem moral!!!

  2. Justiça: um conjunto de variáveis que pode ter interpretações diversas dependendo de a quais interesses está submetida

    Paulo Cardoso

  3. Obrigado ao STJ, Aecio e trouxinhas que dançam ao redor do pato amarelo..o crédito é todo de vcs…

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Política

Ex-assessor implode Geddel e revela que ajudou a destruir provas contra o peemedebista

Capa edição 1013 Revista Época  (Foto: Época)

O assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão, funcionário de confiança do ex-ministro Geddel Vieira Lima e de seu irmão Lúcio, deputado federal, foi convocado para uma missão delicada. Graças a um habeas corpus, Geddel, um líder do PMDB, ex-ministro do governo Temer e integrante do círculo de amigos mais próximos do presidente Michel Temer, havia deixado a penitenciária da Papuda, em Brasília, na noite de 13 de julho. De volta a Salvador para cumprir prisão domiciliar, Geddel tinha pressa. Preocupado com a possibilidade de as investigações da Operação Lava Jato o devolverem ao cárcere, Geddel incumbiu Job de destruir documentos, agendas e anotações. Assim fez Job. Papéis foram picotados e jogados na privada; outros documentos foram colocados em sacos de lixo e descartados. Estava limpo o terreno caso houvesse uma nova batida da Polícia Federal.

Mas memória não vai para o lixo. A operação secreta foi revelada por Job, em um depoimento inédito ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, e constitui um grave relato de interferência nas investigações, capaz de agravar a situação de Geddel. Job contou um pouco do que sabe ao delegado Marlon Cajado na Superintendência da Polícia Federal da Bahia, em Salvador, na terça-feira, dia 14, como uma mostra de boa vontade e disposição para firmar um acordo de delação premiada com a Lava Jato. A memória de Job é perigosa para Geddel e seu irmão Lúcio. Em prisão domiciliar desde setembro, o ex-­assessor pretende tornar públicas suas lembranças para se livrar da pena.

Job foi alvo de prisão domiciliar porque suas impressões digitais foram identificadas nas notas poucos dias depois de a Polícia Federal descobrir a caixa-forte de Geddel num pequeno apartamento em Salvador. As imagens com malas cheias de dinheiro, mais exatamente com R$ 51 milhões, correram o mundo como prova desvergonhada de corrupção. Ged­del voltou à Papuda, porque o apartamento fora emprestado a ele e ao irmão. Lúcio, no entanto, nada sofreu por estar protegido pelo foro privilegiado. Era óbvio que as impressões dos dedos de Job estariam na bufunfa. Contratado como assessor parlamentar, pago com dinheiro público, uma das principais atividades de Job sempre foi contar dinheiro para os Vieiras Lima, como ele mesmo diz.

Job teve uma longa história de relacionamento com a família. Começou a trabalhar como secretário parlamentar do patriarca Afrísio Vieira Lima, que também foi deputado federal, no fim da década de 1980. Depois, passou a ser assessor parlamentar de Geddel, entre 1991 e 2007, quando ele exerceu mandatos de deputado federal, e se tornou funcionário de Lúcio Vieira Lima em 2011. Job só foi exonerado por Lúcio, no mês passado, após se tornar um investigado. Com um histórico desses,  tinha acesso direto e privou da intimidade dos Vieiras Lima.

 

 

ÉPOCA

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Jornalismo

Argentina faz operação de busca por submarino militar que sumiu dos radares

Submarino militar argentino ARA San Juan é visto deixando o porto de Buenos Aires (Foto: Armada Argentina/Handout via Reuters)

Um submarino militar da Argentina, com 44 tripulantes a bordo, perdeu o contato com a terra nesta sexta-feira (17), provocando uma busca massiva que mobiliza duas aeronaves e três embarcações .

“No momento, ainda não conseguimos ter contato visual ou por radar com o submarino San Juan”, explicou em entrevista à imprensa o porta-voz da Marinha, Enrique Balbi.

“O San Juan funciona com baterias elétricas que é preciso recarregar com regularidade”, explicou Balbín, acrescentando que a última comunicação com o submarino aconteceu na quarta-feira (15) de manhã.

Segundo Balbi, o submarino saiu de Ushuaia com destino a Mar del Plata, e levava um estoque de comida suficiente para vários dias de viagem. Ainda de acordo com o porta-voz, é possível que o submarino termine o trajeto, mesmo sem conseguir fazer comunicação com a terra firme.

O almirante Gabriel González, chefe da base naval de Mar del Plata, disse que várias famílias de tripulantes estão no local esperando notícias. “Estamos com uma perda de comunicações, e não um estado de emergência”, disse ele, afirmando que o incidente não é inédito.

Em seu Twitter, a Marinha Argentina informou que “está realizando operações para retomar comunicações com o submarino ARA San Juan, com o qual se perdeu contato durante seu trajeto de Ushuaia até Mar del Plata. Aeronaves e navios da Marinha se encontram na zona da última posição conhecida”.

Foi iniciado o plano de busca do submarino de origem alemã, que se prevê que esteja a 430 quilômetros do ponto mais próximo da costa a sudeste da península de Valdés, na província de Chubut. De acordo com o protocolo, caso esteja apenas sem comunicação, o submarino deve sair a superfície para favorecer o contato visual.

A Marinha também disse em comunicado que ordenou a todas as estações terrestres ao longo do litoral argentino “a busca preliminar e estendida das comunicações e escutas em todas as possíveis frequências de transmissão do submarino”.

G1

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Política

Meirelles: há possibilidade de ocorrer mais um descontingenciamento este ano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 17, a jornalistas que o desbloqueio de gastos públicos retidos no Orçamento anunciado hoje deve ser o último de 2017, mas há a possibilidade de ocorrer mais um, dependendo de como se comportar a arrecadação do governo nos dois meses finais do ano. Hoje foi anunciada a liberação de R$ 7,5 bilhões.

“Não se garante que é o último (descontingenciamento). É possível que ocorra mais um no último relatório (de Avaliação de Receitas e Despesas), dos últimos dois meses (do ano)”, disse o ministro. O próximo relatório deve ser divulgado no início de 2018.

Meirelles ressaltou que quando o governo decidiu reter gastos foi por conta da queda forte da arrecadação, reflexo da recessão que atingiu a economia em 2015 e 2016. “Agora a arrecadação começa a crescer em função da economia já estar crescendo há alguns trimestres.”

O valor liberado do Orçamento vai atender a necessidades da máquina pública, disse Meirelles. Havia inicialmente o temor de que ao bloquear recursos alguns ministérios fossem parar.

Meirelles ressaltou aos jornalistas que a parte dos recursos liberados que vão para emendas parlamentares, cerca de R$ 600 milhões, é uma determinação constitucional. “São emendas obrigatórias”, afirmou, destacando que na medida em que se liberam recursos de outras contas, também são liberadas estas emendas.

Meirelles afirmou que a próxima semana promete ser decisiva para a reforma da Previdência. Ele reafirmou que vê chances de o texto ser aprovado ainda em 2017, mas ressaltou que o Congresso é soberano para pautar quando a medida entra em votação.

As discussões em Brasília são “intensas” e seguem em andamento, disse Meirelles. O ministro ressaltou que existe consciência dos parlamentares de que a reforma é fundamental. “Não é uma questão de que com que idade cada um vai se aposentar. O importante é garantir que todos os brasileiros não tenham dúvida de que vão receber a aposentadoria.”

O ministro citou o caso da Grécia, que entrou em crise e o governo passou a ter dificuldade de pagar as aposentadorias. Para isso, começou a reduzir o benefício e ao todo foram 14 cortes. “O Brasil está longe disso, mas para isso precisamos tomar as medidas agora.”

Perguntado se acredita na aprovação da reforma ainda este ano, Meirelles respondeu que “é possível”. “Estamos negociando. A semana que vem é decisiva”, afirmou, ressaltando que a expectativa é que o relator do projeto, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresente o texto substitutivo.

A resistência ao texto que muda as regras das aposentadorias é normal, disse Meirelles. “Não há reforma da Previdência em lugar nenhum do mundo que tenha sido feita sem resistência.”

O ministro falou com a imprensa após fazer palestra na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na apresentação, fechada à imprensa, Meirelles disse que a confiança dos agentes vem subindo e a economia brasileira já está crescendo. O ministro ressaltou, porém, que é essencial que as reformas, sobretudo a da Previdência, sejam aprovadas para que as contas fiscais sejam ajustadas e essa trajetória de retomada seja sustentável.

 

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Esse filho da puta também quer ser presidente, cheio de grana nos paraísos fiscais, todo sujo…..!!!diabos te leve!!!

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Política

Atirando tomates, homem tenta invadir Planalto

O homem que organizou um “tomataço” no mês passado contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STFGilmar Mendes jogou tomates na rampa do Palácio do Planalto e tentou invadir o prédio. Nesta sexta-feira, houve gritaria e correria entre os seguranças do palácio.

Segundo Ricardo Rocchi, ele e uma mulher pediram para que o motorista do Uber parasse repentinamente na pista em frente ao Planalto, em meio à chuva. Os tomates foram jogados e ele tentou pular a cerca do prédio, mas não conseguiu. Dentro do palácio, seguranças gritavam e corriam para a rampa. Depois que cerca de 20 militares da guarda presidencial ficaram em frente ao manifestante, Rocchi gritou palavras de ordem com um alto-falante. O alvo principal foi o presidente Michel Temer, que está em São Paulo nesta sexta-feira.

O manifestante, que se denomina do movimento “Tomataço”, havia sido detido em agosto em São Paulo com uma sacola de tomates e foi retirado de um evento com Gilmar Mendes. Em outubro, Rocchi lançou mão dos frutos novamente para protestar em frente ao Instituto de Direito Público, faculdade da qual o ministro do STF é sócio.

Rocchi diz defender a Operação Lava-Jato e fez menção ao general da ativa do Exército Antonio Hamilton Mourão, que em setembro afirmou que o Exército terá que “impor” solução ao problema político se as instituições não o fizessem, por meio do Poder Judiciário.

— Pela Lava-Jato, pela justiça. O general Mourão precisou se manifestar. Ou saem da vida publica os bandidos como Temer ou eles vão ter que impor. Você viu isso? Então, tem que impor. Nós somos desse lado, do lado do bem, né? Não tem o mocinho e o bandido? Somos do bem, somos o mocinho — afirmou Ricardo Rocchi.

 

 

O Globo

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Diversos

Ex-vocalista do grupo Dominó, Ricardo Bueno morre vítima de uma infecção generalizada

Ricardo Bueno, cantor e integrante da segunda formação da boy band brasileira Dominó, sucesso nos anos 1990, morreu na manhã da última quinta-feira (16), no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. O corpo foi sepultado nesta sexta-feira, num cemitério da capital paulista.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o artista, de 40 anos, faleceu após uma septicemia (infecção generalizada), causada por um problema odontológico.

Desde 2000, Ricardo formava uma dupla sertaneja com o irmão Wander e fazia pequenos shows.

 

EXTRA

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Diversos

Banco Central faz alerta sobre riscos da bitcoin

O Banco Central do Brasil emitiu nessa quinta-feira, 16, um comunicado para alertar a população sobre os riscos de comprar e guardar moedas virtuais com finalidade especulativa.

A instituição afirma que o comunicado foi liberado devido ao crescente interesse em relação à bitcoin e outras criptomoedas e pondera que elas “não são emitidas nem garantidas por qualquer autoridade monetária, por isso não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor”.

A compra e guarda das moedas virtuais estão sujeitas a riscos, como a possibilidade de perda de todo o capital investido e da típica variação de seu preço. Além disso, as empresas que negociam ou armazenam bitcoin em nome dos usuários não são reguladas, autorizadas ou supervisionadas pelo Banco Central. Em outras palavras, portanto, o investimento é arriscado e deve ser feito por conta e risco do usuário.

A instituição ainda destaca que as criptomoedas, se utilizadas em atividades ilícitas, podem expor seus detentores a investigações conduzidas pelas autoridades públicas visando a apurar as responsabilidades penais e administrativas.

O Banco Central afirma que no Brasil, por enquanto, não se observam riscos relevantes para o Sistema Financeiro Nacional, mas que está atento à evolução do uso das moedas virtuais, bem como acompanha as discussões nos foros internacionais sobre a matéria para fins de adoção de eventuais medidas, se for o caso, observadas as atribuições dos órgãos e das entidades competentes.

Olhar Digital – UOL

Opinião dos leitores

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