Esporte

Romeno diz que Maicon chegava bêbado em treinos na Inter, e lateral rebate: “Nem conheço”

Maicon chegou ao Avaí para a disputa do Brasileirão e disputou apenas dois jogos até aqui (Foto: Fernando Remor/Mafalda Press/Estadão Conteúdo)

Uma declação do romeno Ianis Zicu ao canal “Digi Sport“, da Romênia, gerou indignação do lateral Maicon, atualmente no Avaí. Ianis afirmou que o atleta brasileiro chegava bêbado toda segunda-feira para treinar quando ambos integraram o elenco da Inter de Milão, na década passada. O romeno foi além e declarou que o técnico José Mourinho, comandante do time italiano à época, chegou a mudar o horário do treino para ajudar Maicon.

– Ele decidiu que os treinos seriam à noite. Passaram a não mais trabalhar de manhã e sim de noite, porque aí Maicon poderia voltar. Essas situações podem acontecer, e cabe sempre ao clube tomar a decisão de como resolvê-las – disse Ianis.

Maicon ficou por seis anos na Inter de Milão, entre 2006 a 2012, enquanto Ianis chegou ao clube em 2004, mas não chegou a disputar nenhuma partida oficial e teve sucessivos empréstimos, segundo o site transfermarkt. Por meio da assessoria, o lateral quis se pronunciar. Se defendeu e afirmou que não conhece e que nunca jogou com o romeno.

– Eu nem sei quem é o cara, nunca vi ou ouvi falar dessa pessoa, nunca joguei com ele enquanto estive no Inter, não sei porque ele fez essas acusações. Provavelmente pra ganhar notoriedade, aparecer na mídia. É lamentável que esse tipo de coisa ainda aconteça. Nunca cheguei nas condições que ele alega nos treinos e se fosse assim, não teria ganho todos os títulos que ganhei enquanto joguei lá. Esse tipo de acusação nem deveria ser publicada por empresas sem ao menos ouvir a outra parte ou verificar a veracidade da informação. Com certeza penso na possibilidade de entrar com uma ação de reparação para que esse tipo de declaração e de veiculação de informação falsa não aconteça mais. Estou feliz no Avaí, à disposição do treinador e fazendo meu trabalho da melhor maneira – declarou Maicon.

Com 36 anos, o atleta representa o Avaí, mas teve poucas oportunidade no elenco do Leão da Ilha no Brasileirão – até agora, disputou apenas dois jogos e em alguns não fica nem no banco de reservas. Na Internazionale de Milão, viveu seu melhor momento quando participou como titular nos títulos de uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, quatro Campeonatos Italianos, duas Copas da Itália e três Supercopas da Itália. Pela Seleção Brasileira disputou o Mundial de 2010, na África do Sul, e o do Brasil, em 2014.

O meia Ianis Zicu está com 33 anos e defende o Concordia Chiajna, da Romênia.

Procurado, o assessor de imprensa da equipe italiana, Luigi Crippa, disse que não fala sobre essa “especulação”. O chefe de comunicação do clube, Robert Faulkner, não havia respondido à reportagem até o horário de publicação.

Globo Esporte

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Política

“Não sou petista preguiçoso”, diz João Doria após PT questionar suas viagens

Após o PT entrar com uma representação no MP-SP (Ministério Público de São Paulo) para investigar as viagens do prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), pelo Brasil, o tucano publicou um vídeo em suas redes sociais com uma dura resposta aos petistas, que depois de quatro anos de uma gestão inerte, agora tentam paralisar a maior metrópole do País com uma atuação irresponsável na oposição.

“Meu recadinho para você petista, esquerdista. Você que entrou com uma representação à Promotoria Pública do Estado de São Paulo contra mim para tentar proibir, coibir as viagens do prefeito de São Paulo pelo Brasil e pelo exterior. Eu quero dizer para vocês o seguinte: eu estou viajando para trabalhar pela cidade de São Paulo, gerar novas oportunidades, trazer investimentos, criar uma condição adequada para aumentar o emprego e a atividade econômica na nossa cidade”, afirmou João Doria .

Em seguida, o prefeito de São Paulo fez mais críticas aos petistas, que não estão acostumados com o seu ritmo acelerado de trabalho. “Eu não sou petista que dorme até tarde, que é preguiçoso. Eu penso pelo bem do meu País e pelo bem da minha cidade. Pode fazer representação. Eu respeito o Ministério Público, tenho certeza que eles saberão dar o juízo adequado a esta medida”, acrescentou.

Por fim, o tucano destacou que não tem medo de qualquer ação petista que tente fazê-lo desistir dos seus objetivos à frente da maior e mais importante cidade brasileira. “Para vocês que pensam que com medidas como essa vão me inibir de fazer aquilo que eu devo fazer para melhorar a condição de vida das pessoas que vivem na cidade de São Paulo , vocês estão muito enganados. Vou continuar a fazer, sendo um prefeito global, sendo um prefeito que traz investimentos para a cidade, que traz doações, oportunidades e que faz essa cidade vibrar como ela não fazia no tempo da gestão petista. Comigo é acelerando”, finalizou.

IG

Opinião dos leitores

  1. Esse discurso de Dória está muito parecido com o de Collor. A única diferença é que Dória ainda não foi testado nas urnas; por enquanto é ficha limpa!

    1. Quanta bobagem ele não foi testado nas urnas kkk
      E como ele virou prefeito no primeiro turno
      Vai estudar

    2. Ficha limpa?
      Kkkk
      Veja o q eles fez na embratur inocente.

  2. Esse Doria é um picareta com as palavras.
    Um perigo!
    Marketeiro sem limite moral.
    Se deixarem, ele toma o poder e não sai mais nunca. Bota pra lascar nos trabalhadores e ainda faz o trabalhador pensar que tá sendo bom. Estilo Maluf, que fez os paulistanos acreditarem na famosa frase: 'rouba mas faz'.

  3. É verdade. Ele é um petista que acorda cedo. João Doria é a mesma merda que existe na política brasileira.

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Política

Após novo míssil, Trump alerta Coreia do Norte sobre ‘opções esmagadoras’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou a Coreia do Norte nesta sexta-feira, após o seu mais recente lançamento de míssil, que está mais confiante do que nunca de que as opções americanas para enfrentar a ameaça são eficazes e esmagadoras. O regime norte-coreano lançou um míssil que sobrevoou o Japão e percorreu uma distância de 3.700 quilômetros até cair no mar na noite de quinta-feira (manhã de sexta-feira no horário local).

Em um breve discurso à equipe da Força Aérea, após passar pelos principais caças e bombardeios, Trump advertiu que, mais uma vez, o governo de Pyongyang mostrou seu desprezo por seus vizinhos e pela comunidade internacional:

— Depois de verem nossa capacidade, tenho mais confiança do que nunca de que nossas opções são não apenas efetivas, mas também esmagadoras.

Na primeira declaração após o lançamento do míssil, a Coreia do Norte afirmou que seu objetivo é alcançar o equilíbrio com a força militar dos Estados Unidos, segundo divulgado pela agência estatal KCNA nesta sexta-feira. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, ainda afirmou que, apesar das sanções da ONU, seu país está próximo de dispor de uma arma nuclear:

“Nosso objetivo final é estabelecer o equilíbro de força real com os EUA e fazer os governantes americanos não ousarem a falar de opção militar conosco”, dizia a agência, citando Kim.

 

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Vai fazer nada. Cão q late nao morde. É mais facil invadir a venezuela q nao tem bomba nuclear.

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Economia

Dívida com a Previdência dobra em 5 anos e atinge R$ 420 bi; JBS lidera

Previdência Social (Crédito: Divulgação)

Os dados mais atualizados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, obtidos pela CBN, mostram que a dívida atual é de R$ 422 bilhões. Para se ter uma ideia, o déficit da Previdência em 2016, segundo o governo Temer, foi de R$ 150 bilhões. Além de grande, é uma dívida que só cresce: em 2012, era de R$ 247 bilhões. Ou seja, praticamente dobrou em cinco anos.

A Procuradoria da Fazenda tem uma lista com os 500 maiores devedores, que juntos têm uma dívida de R$ 99 bilhões, um quarto do total.

A campeã é a Varig, que faliu há onze anos, e tem uma dívida de R$ 4 bilhões. Entre os 20 maiores devedores, oito são grupos que faliram, como a Vasp e a Transbrasil, ou estão em recuperação judicial.

Nestes casos, são ínfimas as possibilidades de recuperar o dinheiro.

Na avaliação da Procuradoria da Fazenda, 42% do total da dívida tem uma probabilidade de recuperação média ou alta, mas 58% são irrecuperáveis ou têm chance de recuperação baixa.

O procurador-geral da Fazenda, Fabrício Da Soller, diz que a legislação protege muito os devedores.

“Acho que a gente precisaria rever completamente o nosso sistema de cobrança. O sistema atual, que leva a União a ter que propor, perante o poder judiciário, ações judiciais para poder chegar ao patrimônio do devedor, algo que é quase que exclusivo do Brasil, leva a uma grande dificuldade na cobrança dos nossos devedores. Outros países não têm esse modelo, têm a possibilidade de o Fisco indisponibilizar o patrimônio dos devedores, e isso torna a cobrança muito mais efetiva.”

JBS lidera

Em segundo lugar no geral e em primeiro entre as empresas ativas, está a JBS, que recebeu aportes e bilionários do BNDES para se tornar o maior frigorífico do mundo. A empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista, apesar de desembolsar centenas de milhões de reais para financiar campanhas e pagar propinas, deve R$ 2 bilhões e quatrocentos milhões de reais ao INSS. Do início do ano pra cá, a dívida da JBS cresceu 33%.

Outro frigorífico, a Marfrig, está em 6º na lista, com uma dívida de R$ 1,1 bilhão.

Há várias instituições de ensino na lista. Em quarto lugar está a Associação Educacional Luterana, grupo que administra a Ulbra e que deve R$ 1,7 bilhão. Em oitavo, a Universidade Mackenzie, R$ 800 milhões.

Outro problema são as leis que autorizam o parcelamento dos débitos. Vilson Romero, representante da Anfip, Associação Nacional dos Auditores Fiscais, diz que do ano 2000 pra cá foram aprovados 31 programas de refinanciamento no Congresso. Ele critica o fato de a reforma da previdência não tratar desse tema.

“A reforma da previdência é extremamente draconiana. Só tenta cortar benefícios de trabalhadores, servidores públicos, do trabalhador do campo e da cidade, da mulher camponesa, da professora, enquanto que nós defendemos que haja mudanças na Previdência, mas na área da gestão. Em 2007, havia 4.200 auditores fiscais voltados ao trabalho de combate à sonegação e inadimplência na Previdência. Hoje em toda estrutura da Receita não passa de 800. Então há, de fato, um desleixo com isso, que é tão importante para a cidade.”

Dos órgãos públicos, o que mais deve é a Prefeitura de Guarulhos, R$ 755 milhões, em 11º lugar na lista, logo à frente da companhia de Águas e Esgotos do Piauí, com dívida de R$ 741 milhões.

A Prefeitura de São Paulo está em 16º lugar, com um débito R$ 621 milhões. Em 18º está a Caixa, dívida de R$ 591 milhões.

A dívida com a previdência é só uma parte de uma cifra muito maior: considerando todos os impostos, a dívida com a União é R$ 3,4 trilhões.

O economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Kaizô Beltrão, afirma que a cobrança das dívidas da Previdência não vai resolver o problema das contas do INSS.

“Tem um papel de saneamento das contas. Um peso ético e moral de você cobrar essas coisas – imagina, JBS lá no topo da lista? – mas isso não resolve o problema da Previdência no médio e longo prazo. Acho que não existe uma penalidade que seja forte o suficiente para induzir as pessoas a pagar esse tipo de dívida. Para muitos empreendedores é melhor não pagar e adiar.”

Outro lado

A JBS informa que a dívida será paga e que é relativa a débitos que foram objeto de compensação de créditos homologados pa Receita. A Marfrig afirma que está buscando na Justiça a diminuição da dívida.

A Associação Luterana informa que sua dívida é resultado de fiscalizações ocorridas no passado e que são objeto de pedido judicial de revisão. As prefeituras de São Paulo e de Guarulhos informaram que o débito foi parcelado e está sendo pago.

O Mackenzie diz que a cobrança é equivocada e foi questionada na Justiça porque a entidade tem caráter filantrópico. O Governo do Piauí informou que está desenvolvendo estudos para incluir a Agespisa no programa de regularização tributária da Fazenda Nacional. A Caixa não respondeu à reportagem.

 

 

CBN

Opinião dos leitores

  1. Porque a JBS vai pagar essa divida? Nao acontece nada. E todo ano tem um refis q perdoa metade da divida. Pagar pra q?

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Política

Perto do fim do prazo, líderes veem como incerta aprovação da reforma política

Após meses de negociações, líderes de partidos na Câmara dos Deputados ouvidos veem com incerteza a aprovação da reforma política. O motivo é a falta de acordo entre as legendas em relação aos principais pontos.

Para as mudanças poderem valer nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas até 6 de outubro. Portanto, os parlamentares têm, no máximo, três semanas para analisar a reforma.

Os textos considerados mais importantes – porque alteram o sistema eleitoral, criam um fundo com dinheiro público e extinguem coligações – mudam a Constituição.

Por isso, exigem mais tempo de tramitação, quórum alto nas sessõese apoio mínimo de três quintos dos parlamentares (308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores).

Tanto na Câmara quanto do Senado, as propostas têm de ser aprovadas em dois turnos e, entre cada turno, são exigidas, no mínimo, cinco sessões.

Na semana passada, os deputados tentaram votar a mudança do sistema eleitoral e, assim como nos últimos meses, a sessão no plenário avançou pela madrugada e foi encerrada por falta de acordo (também não havia quórum suficiente porque partidos passaram a obstruir a sessão).

Para os próximos dias, há mais um fator complicador: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumirá a Presidência da República de maneira interina porque Michel Temer viajará para os Estados Unidos – Maia é um dos principais articuladores da reforma política.

Na ausência dele, os trabalhos serão conduzidos, portanto, pelo primeiro-vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).

G1

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Judiciário

Mercado teme que JBS peça recuperação judicial

Circularam informações no mercado financeiro de São Paulo, na sexta (18), apavorando bancos credores, de que seria iminente o pedido de recuperação judicial da JBS, empresa controlada por Joesley e Wesley Batista. O grupo J&F acumula dívida de quase R$60 bilhões, e estaria com dificuldades de honrar pontualmente seus compromissos. A prisão dos irmãos agravou dramaticamente a situação da empresa.

Credores duvidam que a empresa tenha condições de honrar a dívida de quase R$19 bilhões, com vencimento até meados de 2018.

Dono de 21% das ações, o BNDES tenta mobilizar todos os acionistas minoritários para afastar os irmãos Batista da gestão da empresa.

O juízo da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, negou-se ontem a liberar a lista completa de sócios da JBS.

O grupo J&F tem negado e até repudiado qualquer informação sobre pedido de recuperação judicial.

CLÁUDIO HUMBERTO

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Judiciário

Proposta de delação de Palocci tem 50 anexos temáticos

A proposta de delação premiada negociada pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci com a força-tarefa da Operação Lava Jato tem cerca de 50 anexos temáticos. Além de incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as revelações aumentam o número de empresas investigadas por corrupção nos governos do PT e avança sobre o setor financeiro, além de ajudar a decifrar velhos escândalos do governo, como o mensalão.

Réu confesso da Lava Jato desde quarta-feira, 6, Palocci passou de homem forte dos governos Lula e Dilma Rousseff a inimigo número 1 do PT, desde que revelou ao juiz federal Sérgio Moro que “Emílio Odebrecht fez uma espécie de pacto de sangue com o presidente Lula”.

Os anexos temáticos de Palocci – que servem de proposta das revelações de crimes que o delator poderá fazer em troca de uma redução de pena – trazem mais dados sobre o envolvimento de Lula com a corrupção na Petrobrás e em outros negócios nos governos petistas de 2003 a 2016, como negociações por medidas provisórias em troca de propinas, empresas ainda não citadas na Lava Jato e o envolvimento de bancos em irregularidades.

Primeiro petista do núcleo duro de Lula a abrir o bico na Lava Jato, as revelações feitas a Moro na ação penal em que os dois são réus pelo acerto com a Odebrecht de repasse do terreno para o Instituto Lula e do apartamento são apenas uma amostra do que Palocci pretende contar aos investigadores, se conseguir fechar a delação.

Estadão

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Judiciário

Joesley diz que prisão é covardia e desabafa: ‘Fui mexer com o poder e estou aqui agora’

Em audiência de custódia na Justiça Federal de São Paulo na tarde desta sexta-feira, o empresário Joesley Batista disse que sua prisão é uma “covardia. O empresário disse ainda que se encontra na situação atual, porque “mexeu com os donos do poder”.

— O procurador, acho que foi muito questionado sobre a nossa imunidade e, por fim, resolveu pedir a quebra de nossa imunidade, acho que é um ato de covardia por parte dele depois de tudo que fizemos, entrega de provas — disse ele, acompanhado de seus advogados.

Após o juiz esclarecer que Joesley não estava se defendendo da delação, mas do caso da compra e venda de dólares e ações para lucro após a revelação dos detalhes de sua delação, o empresário afirmou que sua prisão ocorreu como vingança pela sua delação.

— Esse caso do insider até o presidente Temer falou em rede nacional. Isso aí, eu fui mexer com os poderosos, com os donos do poder e estou aqui. Estou pagando por ter delatado o poder — lamentou.

O empresário saiu de Brasília, onde estava preso, e foi a São Paulo prestar depoimento no processo em que e e o irmão Wesley Batista são acusados de terem se beneficiado do acordo de delação premiada para obterem lucros no mercado financeiro.

Joesley ainda procurou explicar a manobra financeira que fez à época em que fez a delação premiada.

— Vendemos ações antes (da delação) e continuamos vendendo (…) Foi por necessidade de caixa e (porque) bancos não renovaram linhas de crédito — disse ele.

Na audiência de custódia, o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, decidiu manter Joesley Batista na prisão. O magistrado pediu à Polícia Federal para que o coloque sob custódia na sede da instituição em São Paulo.

Na audiência, a procuradora Thaméa Danelon defendeu a manutenção da prisão. Segundo Thaméa, Joesley deveria ficar na prisão porque, mesmo após fechar um acordo de colaboração, continuou cometendo crimes.

— O preso aqui presente é um criminoso contumaz que já estava sendo investigado. Enquanto era investigado colaborador, continuou praticando crimes, eles não foram cessados. Após a colaboração, praticou novamente crimes. Isso demonstra a periculosidade do agente (Joesley) perante o mercado financeiro — disse.

O juiz concordou com os argumentos da procuradora e chegou a afirmar que, com os recursos que possui, Joesley poderia ir para “qualquer parte do mundo”, inviabilizando a decretação de medidas cautelares como a entrega de passaportes.

— Se ele desejasse evadir, se ele, solto, resolver sair do Brasil, não teria a mínima dificuldade. As medidas cautelares alternativas não teriam o mínimo significado — disse o juiz João Batista Gonçalves.

A audiência de custódia que durou pouco menos de uma hora tratou da segunda prisão preventiva decretada contra Joesley. Nesse caso, o empresário é acusado de ‘insider trading’ em referência à compra de dólares e venda de ações pela JBS um dia antes da revelação dos detalhes da delação de Joesley e outros executivos da empresa, gerando lucros de R$ 100 milhões para a empresa, de acordo com o Ministério Público Federal.

Joesley chegou à sala de audiência acompanhado de três policiais federais. De camisa azul e calça jeans, o empresário permaneceu calmo e negou todas as acusações feitas no pedido de prisão do Ministério Público Federal.

O empresário se entregou à Polícia Federal em São Paulo no domingo e foi transferido para a carceragem da PF em Brasília no dia seguinte. Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin converteu a prisão temporária de Joesley Batista e Ricardo Saud em preventiva, ou seja, sem prazo determinado.

Nesta sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou o pedido de habeas corpus da defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista. Os advogados dos executivos afirmaram que vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/joesley-diz-que-prisao-covardia-desabafa-fui-mexer-com-poder-estou-aqui-agora-21828254#ixzz4spsMcRFu
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O GLOBO

Opinião dos leitores

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Jornalismo

‘Quadrilhões’ denunciados pela PGR desviaram mais de R$ 3 bilhões

O GLOBO

Quatro quadrilhas que, juntas, teriam recebido R$ 3.317.820.268,28 em propinas. Essa é a soma de tudo o que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, indicou nas quatro denúncias contra 34 políticos enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) este mês.

O valor inclui o que o Ministério Público Federal diz ser resultado de crimes de corrupção cometidos pelas assim nomeadas organizações criminosas do PT, do PMDB da Câmara, do PMDB do Senado, e PP. O PT, que esteve no comando da Presidência da República de 2003 a 2016, responde pela maior cifra: R$ 1,485 bilhão. Em seguida aparece a suposta quadrilha do PMDB do Senado, com R$ 864,526 milhões.

Em terceiro, o grupo comandado pelo atual presidente da República Michel Temer, com propinas na casa dos R$ 587,1 milhões, seguidos de R$ 380,9 milhões destinados à organização do PP, aliado de todas essas gestões.

Nas quatro denúncias, Janot cita ainda um valor calculado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), como o tamanho do prejuízo causado principalmente à Petrobras, estatal que foi dividida pelos três partidos e alvo de acordos que envolviam pagamentos irregularidades por fornecedores aos núcleos políticos dos três partidos.

 

Opinião dos leitores

  1. Tucano é blindado mesmo. Como é que pode não ter nenhum do PSDB nesse meio?
    E Aécio está só na boa?

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Judiciário

STJ mantém afastamento de Raniere Barbosa da CMN

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça, negou ao vereador Raniere Barbosa o pedido de habeas corpus para suspender os efeitos de seu afastamento da Câmara Municipal de Vereadores.

Ao STJ, a defesa do parlamentar argumento “ser desproporcional a imposição das cautelares, tendo em
vista o exíguo prazo de duração do mandato de presidente da Câmara Municipal”. O relator do caso não concedeu a medida liminar. O mérito da ação ainda será julgado por colegiado do STJ.

“Constato que aquele Tribunal [TJRN] considerou a medida de afastamento cautelar das funções públicas imprescindível à consecução dos objetivos da investigação criminal, tendo em vista que, a despeito da ausência de gestão formal do recorrente junto à SEMSUR, este possuiria, faticamente, grande poderio de gerência perante aquele órgão, havendo indícios quanto à utilização de sua função de presidente da Câmara Municipal de Natal para consecução de seus objetivos junto às empresas investigadas”, escreveu o magistrado.

O ministro do STJ ainda pede que a 7ª Vara Criminal de Natal remeta informações do caso ao STJ, “em especial, notícias quanto ao oferecimento de denúncia contra o recorrente sobre os fatos objeto da respectiva investigação criminal, fixação de prazo para a duração da medida cautelar imposta, relação entre o exercício das funções da vereança pelo recorrente e os fatos a
si atribuídos”.

DINARTE ASSUNÇÃO

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Judiciário

Ex-procurador Miller teve vínculo com a Lava Jato renovado em janeiro

POR FOLHAPRESS

Pivô da revisão da delação da JBS, o ex-procurador Marcello Miller foi reconduzido ao posto de colaborador do grupo de trabalho da Lava Jato na PGR (Procuradoria-Geral da República) em janeiro deste ano, já em suas últimas semanas no Ministério Público Federal.

Na mesma época, ele também teve renovada sua atuação no grupo de cooperação internacional do procurador-geral, Rodrigo Janot.

A renovação ocorreu embora um dos argumentos da defesa de Miller aponte que, a partir de dezembro, ele se retirou de grupos de trocas de mensagens entre procuradores “visando a higidez de seu processo de desligamento”.

Conforme o ex-procurador tem dito, ele pediu exoneração do cargo de procurador no dia 23 de fevereiro. Sua saída foi sacramentada em 5 de abril, com a publicação da exoneração no “Diário Oficial”.

A portaria, do dia 17 de janeiro, divide o grupo de trabalho da Lava Jato em dez membros efetivos e seis membros colaboradores.

O documento afirma que, entre as atribuições, estão firmar colaborações premiadas, participar de audiências, realizar oitivas e requisitar informações.

A nomeação para a Secretaria de Cooperação Internacional ocorreu uma semana depois, no dia 25.

A defesa de Miller diz que a renovação de sua participação como colaborador foi uma mera formalidade e que ele não teve participação efetiva no grupo da Lava Jato em seus últimos momentos no cargo. Ele foi alvo na semana passada de um pedido de prisão, que acabou negado e que o acusava de, ainda como procurador, orientar os executivos da JBS sobre a celebração de acordos com o Ministério Público Federal.

Após deixar o cargo na Procuradoria da República, ele ingressou no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, que negociou o acordo de leniência do grupo empresarial. A primeira reunião de Miller como advogado do caso aconteceu em 11 de abril, quando, segundo sua defesa, tratou com seus ex-colegas procuradores sobre qual unidade do Ministério Público negociaria a leniência.

Ele acabou deixando o escritório em julho.

SEMINÁRIO

Miller foi membro efetivo do grupo da Lava Jato até julho de 2016, quando voltou a atuar no Rio de Janeiro e passou a ser um colaborador dessa força-tarefa.

Documento da Procuradoria-Geral da República, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, afirma que Miller participou de audiências e reuniões em oito ocasiões a partir dali até outubro de 2016.

O vínculo formal com os grupos, ligados a Janot, no entanto, foi mantido.

Em março deste ano, após entregar o pedido de exoneração e entrar em um período de férias, Miller deu palestra no Rio em um seminário de cooperação Brasil-França que também teve a participação do procurador-geral.

Em fevereiro, como uma de suas últimas tarefas na Procuradoria, consta que ele foi a Brasília para auxiliar na celebração de acordo entre o MPF, Embraer e a Procuradoria-Geral de Moçambique.

Naquele mês, trocas de mensagens com uma advogada do Trench Rossi Watanabe apontam que Miller discutiu o perfil de procuradores de São Paulo e falou sobre improbidade em financiamentos do BNDES.

Antes, em dezembro do ano passado, foi a Washington como representante do Ministério Público Federal para tratar de um caso que está sob sigilo e esteve em Cabo Verde para uma conferência sobre crime organizado.

Seus últimos dias antes da publicação da exoneração foram em licença médica.

Na semana passada, no dia seguinte ao anúncio da revisão da delação da JBS, início da maior crise enfrentada por Rodrigo Janot, Marcello Miller obteve o benefício de receber uma compensação por não ter retirado licença-prêmio desde quando começou a exercer a função.

Conforme publicado em despacho da Procuradoria-Geral no último dia 5, ele tem direito a converter em dinheiro um período de nove meses de licença, o que soma R$ 260,5 mil.

Ele entrará, porém, em uma fila de disponibilidade.

O salário de procurador da República, sem contar verbas adicionais como auxílio-moradia, era de R$ 28 mil.

OUTRO LADO

A defesa de Marcello Miller, ao ser questionada pela Folha, disse que o ex-procurador não tinha mais interesse em participar do grupo da Lava Jato em janeiro deste ano, mas aceitou a renovação a pedido porque o posto era apenas o de um suplente da equipe.

Diz ainda que a portaria e a renovação periódica foram meramente formais e que desde outubro do ano passado ele não foi mais acionado para qualquer atividade do grupo da Lava Jato.

Afirma ainda que ele não acessou mais o banco de dados ou os processos físicos da operação após deixar de ser um membro efetivo do grupo de trabalho e que a própria Procuradoria-Geral da República já confirmou isso.

No caso da equipe de cooperação internacional, ele não foi consultado sobre a renovação e afirma que a portaria também era apenas uma formalidade.

A defesa também lembra que ele foi integrante desse grupo desde a sua criação, em 2014.

Ao Supremo Tribunal Federal, os advogados negaram que Miller tenha feito “jogo duplo” e disseram que não há como sustentar a suspeita de que ele tenha integrado uma organização criminosa.

Sobre o recebimento da compensação ligada a licença-prêmio, a defesa informou que ele pediu o benefício após se desligar do Ministério Público Federal e que essa remuneração é um direito do agente público.

A Procuradoria-Geral da República diz que não havia em janeiro, época da publicação das portarias, nenhum comunicado oficial sobre o desligamento de Marcello Miller do Ministério Público.

A instituição também afirma que os atos representavam apenas uma renovação.

A Procuradoria-Geral tem dito que as medidas investigativas sobre a atuação do ex-procurador estão sendo adotadas.

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Segurança

Falta de verbas suspende ações de segurança das Forças Armadas no Rio

Custodio Coimbra (Foto: Agência O Globo)O Globo

Por falta de recursos orçamentários, as Forças Armadas não participaram das últimas ações integradas das Forças de Segurança no estado, entre elas, a Operação Constantinopla, realizada em Campos, na região Norte Fluminense do Rio, no dia 13, quando foram cumpridos cerca de 50 mandados de prisão. Segundo fontes da Segurança, das quatro operações realizadas com a participação das Forças Armadas, duas delas ainda não teriam os recursos orçamentários quitados. Os gastos teriam, inclusive, saído de fontes de custeio destas unidades. Em nota, a seção de comunicação social do Comando Militar do Leste confirmou a suspensão provisória das ações no estado:

“O Estado-Maior Conjunto, composto por representantes das três Forças Armadas e de órgãos de Segurança Pública federais e estaduais, permanece em condições de realizar o planejamento e a coordenação de ações integradas, mediante solicitação da Secretaria de Estado de Segurança (SESEG), e aguarda provimento de recursos orçamentários para o desencadeamento de novas operações. O balanço de operações é divulgado pela SESEG”, diz a nota.

O emprego das Forças Armadas em novas operações no Rio foi decidido em julho passado, devido ao recrudescimento da violência no estado, com aumento dos casos de roubos de carga e conflitos em comunidades entre facções rivais e a polícia, em meio a grave crise financeira do Rio. Inicilamente o pedido era para que o Governo Federal liberasse recursos para o pagamento em atraso do RAS (Regime Adicional de Serviços).

Opinião dos leitores

  1. Forças armada TA NA HORA DE VICES CONTRILAR OS GASTOS DO DINHEIRO PÚBLICO E TAMBEM DE TUDO QUE É EXTRAIDO DA NOSSA TERRA PARA OUTROS PAISES. Controlem

    1. Só corrigindo, não é o país que é uma vergonha mas sim o povo que habita nele. Como diria Roger Moreira da banda Ultraje a Rigor, "essa terra é uma beleza mas o que estraga é esse povo".

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Jornalismo

Quem se importa com a ‘organização criminosa’?

O Brasil tornou-se um país paradoxal. Em nova denúncia contra Michel Temer a Procuradoria sustenta, com base em indícios consistentes, que o grupo político que governa o país é uma “organização criminosa”. Simultaneamente, o mercado financeiro comemora altas históricas. A Bolsa de Valores está eufórica com a notícia de que não há a mais remota chance de a Câmara autorizar o Supremo Tribunal Federal a investigar a quadrilha que a Procuradoria enxerga no Planalto.

Agarrado à poltrona, Temer alardeia que o pior da crise já passou. Além da alta na bolsa, há a inflação baixa, os juros de um dígito e um ambicioso programa de privatizações —coisa igual não se via há uma década e meia. Quer dizer: exceto pelos 13 milhões de desempregados que não sabem o que é Bolsa de Valores, nenhum brasileiro pode deixar de ser otimista.

É claro que uma delação do Geddel Vieira Lima pode reverter o otimismo. Mas, por ora, ninguém parece se importar com o fato de que os personagens que a Procuradoria denuncia como criminosos são os mesmos que conduzem, a partir do Planalto, os negócios bilionários do Estado.

Denunciados junto com Temer, os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha têm voz ativa, por exemplo, na venda estatais e na concessão de aeroportos e rodovias. Mantê-los em posições tão estratégicas sem uma sentença que os redima é mais ou menos como colocar gato para vigiar sardinhas. Mas quem se importa?

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Eu me importo pois estou sendo roubado a cada segundo por essa cambada de políticos ladroes
    Tem que ter no máximo 280 deputados e 58 senadores e a metade de vereadores de hoje é deputados estaduais zero

  2. Em seu relatório a PF concluiu que o Brasil está sendo governado por uma organização criminosa!
    A economia está no caminho certo, obrigado ao Meireles e sua equipe. Vamos crescer e reduzir o desemprego. Que diferença faz destituir essa ORCRIM? Faz muita diferença sim! Os brasileiros de bem deixarão de ter vergonha de seus "governantes". Qualquer Brasileiro de Bem que assumir a Presidência da República devolverá um mínino de Esperança ao POVO BRASILEIRO!

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Jornalismo

Reação de Lula a Palocci desagrada até amigos e mostra que ele sentiu o golpe

Até amigos de Lula avaliaram que ele errou ao desqualificar tão drasticamente Antonio Palocci no depoimento que prestou a Sergio Moro. No PT, ninguém ignora que Palocci sempre foi um suavizador das necessidades monetárias de Lula. Fora do PT, todos sabem que Palocci era um fiel escudeiro de Lula. Por isso, petistas chegados ao ex-presidente ficaram com a impressão de que, ao pintar Palocci como um mentiroso frio e calculista, Lula condenou-se ao descrédito. De fato, nunca um inocente pareceu tão culpado —ou nunca um culpado pareceu tão inocente.

Petistas que privam da intimidade de Lula acham que, em vez de desqualificar Palocci, o pajé do PT deveria ter recoberto seu ex-ministro de elogios. Na sequência, Lula associaria o desejo de Palocci de se tornar um delator à prisão longeva e a uma hipotética pressão psicológica da equipe da Lava Jato. O efeito seria o mesmo. Com a vantagem de que Lula não precisaria ter cutucado Palocci com o pé, arriscando-se a ser mordido com mais força pelo delator-companheiro.

Apesar do discurso externo, situado em algum lugar entre a vitimização e o triunfalismo, o PT rumina internamente a impressão de que Palocci ficou ainda mais à vontade para contar o que sabe aos investigadores. E ele sabe demais. Já havia declarado diante do juiz da Lava Jato que Lula fizera um “pacto de sangue” com a Odebrecht, que rendeu um pacote de propinas de R$ 300 milhões.

Descobre-se agora, que Palocci já informou em sua proposta de delação que entregou dinheiro vivo a Lula em pelo menos cinco ocasiões. Foram pacotes de R$ 30 mil, R$ 40 mil ou R$ 50 mil. Formalmente, Lula nega. Informalmente, começa a admitir, longe dos refletores, que pode ter subestimado o teor radioativo de uma delação de Palocci. O resultado prático é que a candidatura presidencial de Lula vai migrando rapidamente da condição de “provável” para a de “inviável”.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Lula vai ser preso logo logo mas gostaria que ele concorrer a presidente aí vai ver que ímprobo brasileiro não é tão bobo como esse políticos pensam
    Lula não ganha às eleições e vai levar uma lavada para ficar de exemplo parados políticos Novos que daqui pra frente roubou e cadeia

  2. Lula deve estar muito certo da sua inocência para ter coragem de fustigar Palocci.
    Espero que Moro consiga alguma prova cabal, senão Lula vai ficando cada vez mais forte com essas acusações baseadas apenas em delacoes.

  3. Ele tem provas ou é só gogó. Se não provar vai aumentar a desconfiança que Lula é perseguido.

    1. Para mim como eleitor sensato está muito claro que NÃO devo votar no lula. Não preciso de provas concretas para saber que ele é culpado. Será que todo mundo está mentindo a respeito do que lula fez? (ou mandava os outros fazer por ele). Para mim está claro que lula não sujava as mãos, mas tinha e tem muita gente que suja as mãos por ele. Agora para condená-lo de fato são necessárias provas, mas para eu deixar de votar nele não. Não me iludo com esse teatro dele.

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Diversos

Marcelo Rezende tem falência múltipla de órgãos

Foto: AMP

Marcelo Rezende, internado desde a última terça-feira (12), segue em observação no Hospital Moriah, Zona Sul de São Paulo. O jornalista foi hospitalizado após sentir fortes dores e, na unidade de saúde, os profissionais identificaram uma pneumonia grave. Conforme o Purepeople apurou, além das complicações do câncer no pâncreas e fígado, a doença “comprometeu parte do aparelho digestivo” do comandante do “Cidade Alerta”, da RecordTV, que sofreu ainda falência múltipla dos órgãos. Diagnosticado em maio deste ano, Marcelo afastou-se da televisão e passou por tratamentos alternativos relacionados à alimentação.

Pai de Patrícia, Marcella, Ana Carolina, Valentina e Diego, Rezende foi homenageado pelo herdeiro, que mora na Argentina, nesta sexta-feira (15). Em foto publicada em seu perfil no Instagram, o rapaz escreveu: “meu super-herói”. Horas depois, Luciana Lacerda, namorada de Marcelo, compartilhou uma mensagem de fé e pediu forças a Deus, por conta do momento de saúde delicado pelo qual o repórter passa. “O vazio ocupa um espaço imenso. Que Deus segure nas minhas mãos e na sua, meu amor. Juntos somos mais fortes. Te amo”, disse a carioca.

 

Terra

Opinião dos leitores

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Política

Defesa de Temer pede a Fachin que devolva nova denúncia para PGR

A defesa do presidente Michel Temer pediu nesta sexta-feira ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que devolva a denúncia oferecida na véspera pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para a Procuradoria-Geral da República.

O argumento dos advogados é que a denúncia aponta que “quase todos” os supostos fatos criminosos imputados a Temer são anteriores ao mandato. A Constituição, destacou a defesa, impede que o presidente seja responsabilizado durante o exercício do mandato por fatores anteriores. Essa imunidade, dizem no pedido, não foi sequer mencionada na acusação.

Na denúncia, Janot acusa Temer de ser o líder de uma organização criminosa que atuou entre 2006 até os dias atuais. Ele também foi denunciado por obstrução de Justiça.

Os defensores pedem a devolução da denúncia para a PGR a fim de que seja extraído dela os fatos anteriores ao mandato presidencial –Temer asssumiu o país em maio de 2016.

Eles querem que essa decisão seja tomada antes do julgamento, previsto para a próxima quarta-feira no STF, no qual a corte vai decidir se suspende o envio da acusação para a Câmara até a conclusão das investigações sobre violação do acordo de delação premiada de executivos da J&F –cujos dados integram a denúncia.

“Diante do exposto, requer-se o retorno da denúncia à Procuradoria-Geral da República antes mesmo do julgamento da Questão de Ordem no Inquérito nº 4.483/DF para que o seu subscritor adeque a exordial no que tange ao Sr. Michel Temer, retirando do texto acusatório os supostos fatos delituosos estranhos ao exercício das suas funções presidenciais, nos precisos termos do artigo 86, § 4º, da Constituição Federal”, dizem os advogados do presidente.

Janot fica no cargo até domingo. Ele será substituído a partir da segunda-feira por Raquel Dodge, escolhida para ser procuradora-geral da República por Temer.

 

Terra

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