Finanças

JBS: na véspera de vazamento, vendeu R$ 10 milhões em ações

Os controladores da JBS venderam R$ 9,9 milhões em ações um dia antes do vazamento da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa. Segundo formulário da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram vendidas 984.900 ações ordinárias (com voto) da companhia em 16 de maio ao preço de R$ 10,11. Em 17 de maio, o colunista do GLOBO Lauro Jardim revelou detalhes da delação. No dia seguinte, os papéis fecharam em queda de quase 10% na Bolsa.

Os controladores da JBS são a FB Participações e o Banco Original, que pertencem à família Batista. A venda de ações do dia 16 foi a primeira do mês feita pelos controladores, seguida por outras nos dias seguintes. No total, foram seis operações de venda, totalizando R$ 55,5 milhões.

— Isso (a venda de ações na véspera do vazamento da delação) pode ser um indício de que eles tinham informação privilegiada sobre a delação — avalia Norma Parente, ex-diretora da CVM e professora da PUC-Rio.

Para Aurelio Valporto, vice-presidente da Associação de Investidores Minoritários do Brasil, a operação caracteriza crime de insider trading. Na última sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou operação, em ação coordenada com a CVM, para investigar se houve uso de informação privilegiada por JBS e FB Participações em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril e maio deste ano.

A JBS disse que “todas as operações de compra e venda de moedas, ações e títulos realizados pela J&F, suas subsidiárias e seus controladores seguem as leis que regulamentam tais transações”.

Em abril, O GLOBO antecipou, a partir de consultas de formulários na CVM que pessoas ligadas aos controladores do grupo venderam R$ 328,5 milhões em ações da companhia no período em que Joesley Batista negociava a delação com a Procuradoria.

O GLOBO

Opinião dos leitores

  1. Essa delação da JBS é SUSPEITA em todos os sentidos, da forma como ocorreu e foi executada, como as situações foram montadas e as delações.
    O PERDÃO IRRESTRITO dado por FACHIN é pra lá de questionável, afinal o volume de recursos envolvido é maior que da odebrecht, envolve muito mais políticos e os irmãos Batistas saíram sem qualquer punição. Foi imoral ver tamanho "perdão" enquanto a turma da odebrecht foi condenada em anos e anos de prisão.
    FACHIN NÃO DEVERIA, NEM PODERIA ESTÁ A FRENTE DA DELAÇÃO da JBS, a empresa e seus proprietários FORAM CABO ELEITORAL PARA FACHIN ENTRAR NO STF.
    As operações financeiras da JBS dias antes da delação fica evidenciado que eles estavam com tudo articulado e além do "perdão" geral, se beneficiaram de toda situação.
    Essa delação parece ter SIDO PENSADA, PLANEJADA e PREPARADA PARA PEGAR TEMER e deixar livre os irmãos Batista. Tendo o PT e Lula como os MAIORES BENEFICIADOS, pois saíram da mídia com as atenções voltadas a derrubar Temer.

  2. E pensar que esses dois irmãos ladrões estão rindo da nossa cara em Nova York autorizados pela justiça brasileira! Como acreditar em um país desse? Aqui a aposta é para saber qual dos 3 poderes é mais corrupto. Quem souber a resposta informe?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acidente

FOTO: Soldado da PM capota carro na Jaguarari e vem a óbito

Um capotamento de carro neste domingo na Av. Jaguarari acabou com o óbito do soldado do choque Josuel. Sem detalhes de como o acidente aconteceu.

Mais informações em instantes

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Temer apela a Alckmin e Doria para manter PSDB no governo

O presidente Michel Temer apelou ao governador do Estado, Geraldo Alckmin, e ao prefeito de São Paulo, João Doria, para que eles trabalhem no sentido de esvaziar o caráter deliberativo da reunião da Executiva ampliada do PSDB marcada para esta segunda-feira, 12, e que pode definir a saída dos tucanos da base aliada ao Palácio do Planalto.

Após a vitória de Temer no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, o presidente, por meio de aliados e ministros do PSDB, pediu a Doria e a Alckmin que deem mais tempo a ele para reorganizar sua base e mostrar que o governo ainda tem força para aprovar as reformas defendidas pelo prefeito e pelo governador, principalmente a da Previdência. Dentro do próprio PSDB é dado como certo que Temer não conseguirá fazer as reformas sem o apoio dos tucanos.

O medo de Temer é de que a saída do PSDB do governo crie um “efeito manada”, na expressão de um senador do PMDB próximo a Temer, às vésperas de a Câmara dos Deputados analisar uma eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. Ou seja, a saída dos tucanos pode motivar outros partidos a seguir o mesmo caminho.

Na avaliação do Planalto, se os dois tucanos paulistas trabalharem para esvaziar a reunião desta segunda ou para cabalar votos pela permanência do PSDB na base, a vitória de Temer estará garantida na Executiva, que tem 17 membros, caso haja uma votação deliberativa.

FolhaPress

Opinião dos leitores

    1. Deve ser por isso que as maiores figuras do PT em 11 ANOS de denúncias até hoje estão livres e mentindo para o povo besta acreditar

    2. Podem chamarem de canalhas!
      Esta base do Pres. TEMER, a maioria é podre e continua recebendo propina e cargos comissionados.
      FORA TEMER! ELEIÇÃO URGENTE!..

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Senado ignora decisão do STF de afastar Aécio Neves do mandato

BRASÍLIA, DF, BRASIL,27.09.2016. Os senadores Tarso Jereisate (E) e Aécio Neves falam com a imprensa após encontro com o presidente Michel Temer. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER

Mais de 20 dias após o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar que Aécio Neves (PSDB-MG) fosse afastado do mandato, o Senado ainda não cumpriu a decisão da corte.

O nome do tucano permanece no painel de votação e na lista de senadores em exercício do site do Senado. Seu gabinete tem funcionado normalmente. Se o tucano comparecesse a uma sessão estaria apto a votar, de acordo com técnicos consultados.

A Folha procurou desde quinta (8) o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), sua assessoria e a assessoria do Senado questionando as razões do descumprimento da decisão do STF. Não houve resposta.

O tema ainda não foi debatido pela Mesa do Senado, apesar de alguns senadores terem pedido reunião do colegiado a Eunício. É possível que haja encontro na próxima semana sobre o assunto.

Na decisão do dia 17 de maio, Edson Fachin determinou que Aécio ficasse suspenso “do exercício das funções parlamentares ou de qualquer outra função pública”, impedindo-o ainda de se encontrar com réus ou investigados no caso de deixar o país.

FOLHA SP

Opinião dos leitores

  1. Para que serve mesmo o stf? A sim me lembrei, é para inocentar crimes os quais instâncias anteriores não possuem jurisprudência

  2. As leis no brasil existem pare serem descumpridas, desde que você conheça os trâmites legais para ser ilegal

    1. Cheios de prostitutas. Que me desculpem as profissionais do sexo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Loures guardou mala com os R$ 500 mil de propina na casa dos pais

TV (Foto: Reprodução )O Globo

O ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures (PMDB)guardou a mala com R$ 500 mil que recebeu da JBS na casa de seus pais até devolver à Polícia Federal (PF) depois da delação dos donos e executivos da empresa. A informação foi revelada à PF pelo taxista que conduziu Loures no dia 24 de abril, segundo reportagem do “Fantástico”, da TV Globo.

Naquele dia, o ex-assessor do presidente Michel Temer deixou um encontro com Ricardo Saud, diretor da JBS, com a mala e a guardou no porta-malas de um táxi que o esperava. A entrega do dinheiro foi flagrada em uma das ações controladas da PF.

O taxista disse aos policiais que levava Rocha Loures para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O ex-assessor pediu, então, que o veículo parasse em uma pizzaria, onde ocorreu o encontro com o diretor da JBS.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Temer recua e pretende manter ministros denunciados no governo

BRASÍLIA, DF, 20.05.2017: O presidente Michel Temer durante pronunciamento no Palácio do Planalto a respeito das denúncias e áudios da delação da JBS. Foto: Pedro Ladeira/FolhapressPor FolhaPress

Diante da expectativa de que será denunciado nos próximos dias pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por crimes citados na delação da JBS, o presidente Michel Temer estuda manter no governo ministros que também forem alvos de denúncia.

Com isso, Temer pode rever a “linha de corte” que estabeleceu com a revelação das delações da empreiteira Odebrecht, que previa o afastamento temporário de integrantes da Esplanada que fossem denunciados.

Ganhou força no Palácio do Planalto a posição de que o presidente não deverá afastar esses ministros, uma vez que o próprio Temer adotou o discurso de que a PGR age politicamente ao investigar os relatos do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo.

Desde a revelação das acusações feitas contra Temer pela JBS, o presidente e seus aliados passaram a enfrentar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmando que ele atua para “desestabilizar o governo” e a classe política de maneira geral.

Nesse sentido, a equipe de Temer entende que o peemedebista deverá preservar seus ministros, apelar para o espírito de corpo da classe política e, no limite, defendê-los das acusações, a fim de garantir sua própria proteção contra as investidas da PGR.

Temer precisa do apoio dos partidos aliados –que compõem seu ministério– para barrar na Câmara denúncia que será oferecida contra ele.

Para que um processo contra um presidente da República seja aberto no STF (Supremo Tribunal Federal), é necessária a aprovação de dois terços da Câmara dos Deputados. Nesse cenário, a revisão da regra de afastamento de ministros denunciados funcionaria como um gesto de solidariedade e poderia garantir apoio a Temer.

O Palácio do Planalto prevê que Janot deve acelerar nos próximos meses o ritmo de apresentação de denúncias contra políticos em posições de destaque –em especial ministros e chefes da Câmara e do Senado citados nas delações da Odebrecht.

Auxiliares de Temer acreditam que o procurador-geral tentará encerrar boa parte das investigações abertas contra esses personagens até setembro, quando termina seu mandato à frente do Ministério Público.

Em fevereiro, Temer convocou a imprensa para declarar que afastaria temporariamente do cargo qualquer ministro que fosse denunciado pela PGR no âmbito da Lava Jato. Caso a denúncia fosse aceita pelo STF e o ministro se tornasse réu, o afastamento se tornaria definitivo.

Àquela altura, essa “linha de corte” estabelecida por Temer funcionou como uma blindagem para auxiliares que haviam sido citados nas delações premiadas da Odebrecht e, em abril, se tornariam alvos de inquéritos.

Pelas regras apresentadas pelo presidente, não haveria motivo para afastar ministros apenas investigados. Segundo esse entendimento, só seria necessário que eles deixassem o governo se a Justiça os transformasse em réus.

Questionado pela Folha, em maio, se ele mesmo deixaria o cargo caso fosse denunciado pelo procurador-geral, Temer se diferenciou de seus ministros.

“Sou chefe do Executivo. Os ministros são agentes do Executivo, de modo que a linha de corte que eu estabeleci para os ministros, por evidente, não será a linha de corte para o presidente.”

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

PF acha com amigo de Temer papéis rasgados sobre reforma de casa da filha

Por FOLHAPRESS

A Polícia Federal encontrou documentos rasgados, com informações sobre a reforma da casa de uma filha do presidente Michel Temer, na operação de busca e apreensão que fez no apartamento do coronel da Polícia Militar João Baptista Lima Filho.

Ele é um dos mais antigos e fiéis aliados do presidente, suspeito de ser laranja de Temer. Um dos delatores da JBS, Ricardo Saud, diz ter mandado entregar R$ 1 milhão para Lima Filho dos R$ 15 milhões que o grupo doara para o caixa dois de Temer em 2014.

Os rasgos nos papéis, feitos nos sentidos horizontal e vertical da folha, aparentemente com uma régua, sugerem que alguém queria destruir a documentação, na interpretação dos investigadores que participaram da operação de busca.

O conjunto de papéis rasgados tinha pouco mais de duas dezenas de páginas. Os policiais tiveram que montar as folhas rasgadas para ler o conteúdo dos documentos.

DESPESAS DE TEMER

Destruição de provas é considerada um crime grave pela Justiça. É uma das justificativas previstas para a decretação de prisão. Foi com esse argumento, por exemplo, que a Justiça mandou prender outro aliado de Temer, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves, na terça (6).

A Procuradoria-Geral da República, segundo a Folha apurou, não pediu a prisão de Lima Filho neste primeiro momento por razões estratégicas.

A PF também encontrou documentos que apontam que o coronel aposentado controlava ou pagava despesas de Temer. Um dos papéis apreendidos é a nota de um aparelho de telefonia comprado para Temer em 1998.

Os papéis rasgados estavam sobre uma mesa de trabalho para serem descartados, de acordo com investigadores. Lima estava na sala quando os documentos foram achados e mostrou um ar de irritação e contrariedade durante a ação, relatam policiais.

Além de mensagens sobre a reforma da casa de uma das filhas de Temer, o pacote continha folhas com o que parecia ser a contabilidade pessoal do amigo do presidente.

A busca no apartamento do coronel Lima, no bairro do Morumbi em São Paulo, ocorreu na manhã do dia 18 de maio, como parte da Operação Patmos, que também prendeu Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG).

A operação ocorreu um dia depois de o jornal “O Globo” ter noticiado que o empresário Joesley Batista, da JBS, havia gravado conversas com o presidente. Para a Procuradoria, o diálogo mostra que o peemedebista dá aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, entre outros possíveis crimes.

Os documentos rasgados encontrados na casa do amigo de Temer estão sob sigilo, mas outra parte dessa papelada já se tornou pública. Foram os documentos apreendidos no mesmo dia, em busca realizada no escritório de uma empresa do coronel, a Argeplan Arquitetura e Engenharia, na Vila Madalena.

Lá, a Polícia Federal encontrou papéis mostrando que a empresa do coronel fez um orçamento para reformar um apartamento de Maristela Temer, filha do presidente, no Alto de Pinheiros.

Há uma série de versões sobre a justificativa para a reforma. Inicialmente, o presidente disse que o coronel não participara da obra. Fornecedores refutaram essa versão, ao contar que o amigo de Temer tinha feito encomendas para a reforma e fiscalizou a obra entre 2014 e 2015. O próprio presidente esteve lá com o amigo, de acordo com reportagem do jornal “O Globo”.

Posteriormente, o Planalto reconheceu que o coronel atuara na reforma e que a obra fora visitada por Temer quando ele era vice da presidente Dilma Rousseff.

CITADO POR DELATOR

Amigo de Temer desde que ele foi secretário de Segurança Pública em São Paulo, entre 1984 e 1986, o coronel é dono da Argeplan, empresa que tornou-se sócia do grupo finlandês AF Consult para construir a usina de Angra 3. O valor do negócio é de R$ 162,2 milhões.

O grupo finlandês era obrigado por edital a contratar empresas nacionais. Outra contratada, a Engevix, teve diretores condenados na Lava Jato por pagamento de propina.

Numa tentativa de fechar acordo de delação em 2016, o dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, relatou ter dado R$ 1 milhão para a campanha de 2014 de Temer como retribuição pelo contrato com o grupo finlandês. A delação de Antunes foi recusada pelos procuradores por motivos não declarados.

Nas próximas semanas, a Procuradoria deve apresentar denúncia contra Temer com base na delação da JBS.

OUTRO LADO

A Folha procurou o coronel reformado João Baptista Lima Filho na Argeplan e na sua casa, enviou e-mail para sua secretária detalhando as dúvidas da reportagem sobre os documentos rasgados, mas não houve resposta.

A assessoria de Michel Temer também não quis comentar as menções à filha do presidente que aparecem em documentos rasgados.

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende Temer no inquérito que está no Supremo Tribunal Federal, não foi encontrado.

Em outras ocasiões, o presidente negou que o coronel seja seu laranja e refutou que tenha recebido recursos ilícitos da JBS em 2014.

Opinião dos leitores

  1. Isso é gravíssimo afinal se trata de Temer. Se fosse referente a um sítio em Atibaia ou Triplex no Guarujá eram apenas infâmias, calúnia, inconformismo da elite inconformada com pequenos no poder.
    Tudo referente ao Triplex e sítio de Atibaia não tem qualquer razão de existir apenas perseguição política odiosa. Mas nesse caso gravíssimo dessa suposta reforma, tem que ser investigada e Temer imediatamente condenado, nem precisa de julgamento.
    É o PT e sua forma ditatorial de manter julgamentos e exigir tribunais de exceção.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Cassação lançaria o país em quadro de incógnita, afirma Gilmar Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes sai em defesa da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que, na semana passada, absolveu Dilma Rousseff e Michel Temer da acusação de abuso de poder econômico, mantendo o atual presidente no cargo.

Presidente da corte eleitoral, Mendes afirma que o papel dos juízes é “muitas vezes decidir de forma contramajoritária e desagradar tanto a chamada ‘vox populi’ quanto a voz da mídia”.

Caso contrário, diz, seria melhor acabar com a Justiça “e criar um sistema ‘Big Brother'” para ouvir o povo e a imprensa.

O TSE está sofrendo críticas porque teria tomado uma decisão eminentemente política. O tribunal desprezou provas?
Gilmar Mendes Não se tratou de nada disso. O debate se cingiu à discussão sobre o que foi pedido na inicial [da ação do PSDB contra a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer por ter supostamente recebido, em 2014, dinheiro de propina da Petrobras].

A maioria do tribunal entendeu que o relator, Herman Benjamin, que fez um belíssimo trabalho, teria extrapolado, ido além do próprio pedido feito pelo PSDB.
A Constituição prevê prazo de 15 dias a partir da eleição para a impugnação de um mandato. Se houver o alargamento dos fundamentos à disposição do relator, estaremos burlando esse prazo.

E por que há prazo estrito? Porque há o valor do mandato, conferido pelo povo.
Não se pode banalizar a intervenção judicial.

Para o leigo é difícil entender: só porque o dinheiro ilegal destinado à campanha não tinha origem na Petrobras, mas em outros negócios, vamos desprezar provas?
Esta é a questão técnica que se coloca. E por isso esse tema não é entregue a leigos.

Na maioria dos países, resolvidas as eleições, não se impugna mais mandatos.No TSE, inclusive, somos muito seletivos. Não cabe ao juiz ficar banalizando a impugnação de mandatos. Mas estamos vivendo em um ambiente conturbado. E o que se queria? Que o TSE resolvesse uma questão política delicada [a crise do governo, afastando Temer].

Olvidou-se inclusive que os maus feitos atribuídos [à campanha de 2014] seriam debitados à candidata Dilma. O relator não falava nomes. Teve esse constrangimento.

Por que constrangimento?
Talvez porque ele tenha sido nomeado pelo PT e não queria falar disto. E é até uma pergunta válida, né? Qual teria sido o posicionamento desses ministros [Herman e Rosa Weber, também indicada na gestão do PT] se estivesse presente ali [a possibilidade de se cassar] a Dilma?

Neste caso, qual teria sido o posicionamento do ministro Gilmar Mendes?
Da mesma forma. Eu absolveria a Dilma. Como a absolvi, pois se ação fosse julgada procedente, ela ficaria inelegível por oito anos. Recentemente eu fui voto minerva na 2ª Turma [do Supremo Tribunal Federal] decidindo um habeas corpus em favor de José Dirceu [para que ele fosse libertado]. E também sofri críticas imensas, de todos os lados. Podem me imputar vários problemas, mas não vão me imputar simpatia por José Dirceu, não é?

Leia a entrevistas completa clicando aqui: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1892133-cassacao-lancaria-o-pais-em-quadro-de-incognita-afirma-gilmar-mendes.shtml

Opinião dos leitores

  1. ELE TENTE COMVENCER TROUXA. POIS O TEMPO TODO ELES E ESSA BANDIDAGEM DA CORRUPÇÃO SÓ QUEREM TRATAR A NAÇÃO O TEMPO TODO COMO IDIOTAS.

  2. "Hoje não há mais Estado de direito no Brasil. Os direitos de todos estão em mãos de gângsters políticos como Gilmar Mendes. Seu sucesso, a forma como ele circula entre a presidência da República, onde orienta o acusado MT, como conchava com Aécio Neves como se fosse um membro mais da bancada do PSDB, como manobra no TSE e no STF como grande coordenador político dos destinos do golpe", afirma o sociólogo e cientista político Emir Sader; ele destaca que "os destinos do país são hoje decididos entre as posições dos grandes monopólios privados dos meios de comunicação, as eventuais maiores no Congresso, as manipulações das distintas instâncias do Judiciário e da Polícia Federal, tudo diante de um povo atônito e impotente para participar das decisões sobre o futuro do país".

  3. Resumindo, assuma o poder e pode roubar muito….
    Que o STF E TSE….são coniventes e participam do bolo….com essa justificativa bandida….

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PSDB não deve tomar decisão de desembarque nesta segunda-feira

Principal base de sustentação do presidente Michel Temer no Congresso Nacional, o PSDB deve adiar mais uma vez sua decisão de desembarque ou não do governo peemedebista. O partido marcou para a tarde desta segunda-feira, 12, reunião de sua executiva nacional para tratar do assunto. O encontro, porém, deve servir apenas para discussão, sem anúncio de uma decisão final.

“A ideia é não tomar uma decisão amanhã (12). Será mais ouvir os diversos segmentos. É muito curto o tempo entre a decisão do TSE e a reunião”, afirmou o secretário-geral do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (SP). Ele se referia ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral concluído na última sexta-feira, 9, e que absolveu a chapa Dilma-Temer da cassação por 4 votos a 3.

Nos bastidores, tucanos argumentam que, após o TSE, é preciso agora esperar a denúncia contra Temer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve enviar até o fim de junho. “Temos que nos preocupar também com os 14 milhões de desempregados no Brasil e, sobre esse aspecto, é que o PSDB deve decidir”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP).

Sem perspectiva de anunciar uma decisão, os principais caciques tucanos podem não comparecer à reunião desta segunda-feira. Um dos parlamentares mais próximos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Torres afirma que o gestor paulista e outros governadores avaliam não comparecer. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não irá ao encontro, segundo sua assessoria de imprensa, pois tem uma reunião no Instituto FHC.

Os grupos de Alckmin e do senador afastado Aécio Neves (MG) atuam nos bastidores para evitar o desembarque agora. A avaliação de “aecistas” é de que o rompimento dos tucanos com o governo Temer pode prejudicar o mineiro. O pensamento é de que, caso o PSDB desembarque, o PMDB, maior partido do Congresso, atuará para que o tucano seja cassado. Aécio foi fortemente atingido pela delação da JBS.

Dos quatro ministros do PSDB, Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) também trabalham contra o rompimento. Os ministros e o próprio presidente Michel Temer entraram em campo na semana passada e conversaram pessoalmente ou por telefone com parlamentares tucanos para tentar conter o movimento favorável ao desembarque.

Na reunião desta segunda-feira, a defesa mais enfática pelo rompimento será feita pelos “cabeças-pretas”, como são chamados os tucanos mais novos. O grupo, formado principalmente por deputados, é o que mais pressiona o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), a desembarcar. Eles temem que a impopularidade de Temer contamine o PSDB nas eleições de 2018.

Interlocutores de Tasso dizem que ele está relutante em adiar mais uma vez a decisão pelo desembarque ou não. Na semana passada, o senador cearense deu declarações públicas mais fortes, que foram interpretadas como um desejo dele de que o PSDB rompa com o governo Temer. Em uma delas, disse que o partido não precisa de ministério para apoiar as reformas.

 

 

Estadão

Opinião dos leitores

  1. KKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Se Michel fosse cassado, o PSDB saia do Governo.
    Mas como Gilmar Tucano Mendes salvou Michel, o PSDB fica.
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Os Tucanos são camaleões encima do muro, sempre prontos pra levar vantagem e como bons parasitas, sugar o dinheiro público do país.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acidente

FOTO: Motorista erra marcha e carro cai no espelho d´água do Itamaraty

Carro não foi danificado nem o motorista se feriu (Foto: PMDF/Divulgação)

Um turista que passeava pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste domingo (11), acabou mergulhando o carro em um espelho d’água do Palácio Itamaraty.

Segundo informações da Polícia Militar do DF, o motorista entrou no estacionamento do Palácio por volta das 9h e acabou caindo com o carro dentro do espelho d´água. O homem contou aos policiais que ao invés de acionar o freio, apertou o acelerador.

O motorista não se feriu e o carro, que era alugado, nem arranhou. No fim da manhã, um guincho retirou o veículo de dentro do espelho d’água.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

MP vai ao Supremo para derrubar decisão do TSE que absolveu chapa Dilma-Temer

Julgamento da chapa Dilma e Temer no TSE. (Foto: Sergio Lima/ Epoca)

O Ministério Público Eleitoral (MPE) resolveu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que absolveu a chapa Dilma-Temer. O procurador-Geral Eleitoral, Nicolao Dino, estuda os argumentos que apresentará à Suprema Corte. Ele tem um prazo de 15 dias para fazer isso, contado a partir da publicação do acórdão com a decisão do TSE – o que ainda não aconteceu.

 

ÉPOCA

Opinião dos leitores

  1. Amigo BG, o prazo para o Recurso Extraordinário Eleitoral é de 3 dias a contar da data da publicação da decisão, conforme art. 12, da Lei n. 6055/74 e Regimento Interno do TSE.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

‘Vaquinha’ para remoção de tatuagem de jovem torturado bate meta

Jovem acusado de roubo é tatuado na testa

Uma campanha feita na internet para arrecadar 15.000 reais e ajudar jovem torturado a remover tatuagem e ter auxílio psicológico ultrapassou sua meta em menos de um dia. Criada pelo coletivo Afroguerrilha, a “vaquinha” arrecadou, até o momento, 17.600 reais.

Robin Batista, editor do site do coletivo, publicou na página do Facebook: “Conheço esse garoto desde que ele era pequeno e sua família vive uma situação de pobreza e falta de condições”. Ele ressaltou também que “é um caso de tortura e humilhação muito grave, que vai causar transtornos sociais a ele por muito tempo.”

 

VEJA

Opinião dos leitores

  1. caraca aí, foi muito rápido que conseguiu toda a grana, e a prefeitura ainda se comprometeu a arcar com o tratamento para retirada.
    ganhou um dinheirinho maneiro

  2. Não vi uma "vaquinha" dessas para ajudar o morador do Passo da Pátria a estudar em Yale. De família pobre o morador de comunidade, poderia estar como esse "jovem tatuado", mas resolveu estudar.
    Esses são nossos valores!
    Snif snif…

  3. Impressiona como se defender vagabundo nesse país.
    E nesse sentido o nominho da moda é "coletivo". Coletivo é o ajuntamento de simpatizantes de vagabundos, até porque formados por este tipo de gente.
    Mera solidariedade com os iguais.

  4. Depois dessa, espero que ele reflita que pode transformar sua situação de miséria e dificuldades trabalhando e estudando.

  5. Se fosse uma campanha para ajudar uma casa de idosos não aparecia ninguém. Mas para um marginal…..

    1. Bem vindo ao Brasil, onde pessoas diz que é melhor o tatuador ter prisão perpétua e um marginal sair como vitima saindo como coitadinho…Pena, todos os marginais deveriam ser tatuados pra que toda a população soubesse. Tá com pena leva pra casa vai cuida de cobra pra ela própria te picar….Tão inocente!!!

  6. Afinal, tatuador e garoto são vítimas desse sistema de inversão de valores que vivemos, arraigado pelo sistema político corrupto que destruiu os valores de uma nação, não é atoa que o homicídio está banalizado no nosso país

  7. Com 13 anos, filho de pobres do interior eu já trabalhava na Ceasa, e hoje tenho 3 empregos , e se tivesse tempo teria 4. Só contra justiça privada, mas esse é mais um típico caso de vitimização, e inversão do verdadeiro agressor. Nós EUA esse garoto Tava morto na porta da sala, por tratar se de ladrão invasor, e tatuador condecorado pela legítima defesa. Mas, infelizmente estamos no Brasil, inclusive, muitos aproveitadores de ONGs vivem DISSO.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esporte

América perde para o Jacobina fora de casa

O América-RN perdeu a invencibilidade na Série D do Campeonato Brasileiro diante do Jacobina. O time baiano venceu o jogo por 1 a 0 com gol de Deon depois de amplo domínio. Não fosse o goleiro alvirrubro Fred, o placar seria mais elástico.

O primeiro tempo só deu Jacobina. O time aproveitou a vantagem do fator-casa e partiu para cima do América-RN sobretudo pelas pontas. O Camisa 10 do time, Vitinho, foi o que teve mais chances, mas parou nas mãos do goleiro Fred. O América-RN só teve uma oportunidade, com o meia Marcos Júnior.

Na etapa final, o lateral-direito Robert cometeu falta dura, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. No lance seguinte, em uma falha na defesa alvirrubra, o atacante Deon recebeu a bola pelo lado esquerdo do ataque e chutou para o gol. Fred não conseguiu defender e o placar foi aberto. O Jacobina quase ampliou o placar com Vitinho e Fausto.

 

Globo Esporte

Opinião dos leitores

  1. Clássico JÁ JÁ. Japecanga x Jacobina. Já tem pakita nas redes sociais criticando o trabalho de Leandro Campos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Planalto tenta evitar que Temer viaje à Russia como denunciado

O presidente Michel Temer e seus principais auxiliares têm discutido nos últimos dias estratégias jurídicas para evitar que o peemedebista viaje à Russia no próximo dia 19 de junho como denunciado pela Procuradoria-Geral da República.

Temer inicia sua viagem oficial na mesma semana em que Rodrigo Janot planeja apresentar uma denúncia contra o presidente.

O governo teme que isso redunde em mais um desgaste para a imagem de Temer. Segundo o blog apurou, isso levou o presidente nos últimos dias a discutir, inclusive, se será viável manter a viagem nesse possível cenário.

Neste sábado a Polícia Federal pediu mais 10 dias de prazo para conclusão do inquérito sobre a delação da JBS, mas ainda falta o ministro do STF Edson Fachin autorizar.

Se for concedido o tempo adicional, o prazo para conclusão passaria para dia 23 de junho, e Temer já tem previsão de embarcar de volta da Rússia dia 22 de junho.

Após a entrega do inquérito da PF, a Procuradoria tem 5 dias para oferecer a denúncia, mas não precisa usar o prazo integralmente.

 

Por Andréia Sadi – G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PGR espera informações do Google sobre e-mail de Dilma

 Presidente afastada Dilma Rousseff durante defesa no Plenário do Senado (Foto:  Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Lava Jato espera para os próximos dias uma resposta do Google sobre os IPs da conta de e-mail em que a ex-presidente Dilma Rousseff, a Iolanda, conversava com Mônica Moura, a mulher e sócia do marqueteiro Duda Mendonça. Será possível saber em que computador a conta foi criada, de quais foi acessada, com datas e horários.

 

ÉPOCA

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Partidos trocam de nome para superar o desgaste generalizado da política

Ninguém duvida que o modelo de representação por partidos e lideranças que surgiu no Brasil com a redemocratização desceu ralo abaixo com a recente torrente de delações e com o fluxo de propinas por ela revelado. Partidos — de todas as colorações — são vistos, hoje, como forças tóxicas, capazes de contaminar qualquer iniciativa, sendo expulsos de grandes manifestações e vetados em pequenas reuniões. Poucos líderes escapam da vala comum das citações de seus antigos financiadores.

Para fugir do barata-voa e tentar se conectar com o eleitor, os partidos tentam de tudo. A nova voga é mudar de nome, abandonando o costumeiro formato de siglas para adotar identidades com ares de modernidade, que passem uma ideia de que os tais partidos são, na verdade, movimentos. O PTdoB do combativo Silvio Costa se prepara para virar Avante; o PSL se metamorfoseou em Livres, e o PTN agora é o Podemos.

As mudanças são explicadas de formas diversas, mas, além da fuga ao desgaste dos partidos, representam a esperança de repetir, no Brasil, o sucesso dos ‘partidos-movimentos’, que emergiram fora de estruturas políticas tradicionais e conseguiram rapidamente bom desempenho eleitoral — caso do francês ‘Em Marcha’, do italiano Cinco Estrelas e, claro, do espanhol Podemos.

“Não adianta mudar de nome se não mudarem os atores. O PFL passou a se chamar DEM, mas o partido manteve seus caciques e continuou do mesmo tamanho”, diz Antônio Augusto Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Os três partidos, no entanto, garantem que a alteração na identidade vai além do nome. “A mudança aconteceu de dentro para fora. Temos que estreitar os laços entre os cidadãos e as instituições políticas, e o PTdoB não representava mais nossos ideais”, diz o deputado federal Luis Tibé, do Avante. “O mundo mudou. Os partidos têm bandeiras estáticas. A sociedade se mobiliza hoje em torno de causas — fim do foro privilegiado, Fora Dilma, Fora Temer… — e nós vamos encampar essas causas”, diz a deputada federal Renata Abreu, do Podemos. “A questão importante para nós não é escapar da rejeição aos partidos, é construir uma alternativa com um recorte ideológico claro, do liberalismo”, garante Paulo Gontijo, do Livres.

 

 

O Dia

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *