Judiciário

Para Sérgio Moro, juiz da Lava-Jato, críticas a delatores feitas por Dilma ofendem o STF

2015-805989963-2015-805851031-2015040714667.jpg_20150407.jpg_20150408O juiz federal, Sérgio Moro – Jorge William / Arquivo O Globo

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, criticou a comparação feita pela presidente Dilma Rousseff aos delatores da Operação Lava-Jato no ofício em que defendeu a prisão preventiva do empresário Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht. Moro afirmou que são ofensivos ao Supremo Tribunal Federal, que homologou os acordos, comparações entre “prisão cautelar” e “tortura” ou entre “criminosos colaboradores” e “traidores da pátria”.

O juiz se manifestou depois que a presidente Dilma Rousseff afirmou não gostar de delatores. No despacho, no entanto, ele não citou a presidente.

“Mesmo juízo de inconsistência cabe às equiparações inapropriadas entre “prisão cautelar” e “tortura” ou entre “criminosos colaboradores” e “traidores da pátria”. Não há como este Juízo ou qualquer Corte de Justiça considerar argumentos da espécie com seriedade. São eles, aliás, ofensivos ao Egrégio Supremo Tribunal Federal que homologou os principais acordos de colaboração, certificando-se previamente da validade dos pactos e da voluntariedade dos colaboradores”, escreveu Moro.

A presidente falou sobre os delatores durante viagem aos Estados Unidos, ao comentar o depoimento do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Em seu depoimento de delação, o empresário listou como beneficiários de recursos de contratos da Petrobras a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 e a campanha do ex-presidente Lula em 2006. Dilma comparou os delatores a Joaquim Silvério dos Reis: “Tem uma coisa que me acompanhou ao longo da vida. Em Minas, na escola, quando você aprende sobre a Inconfidência Mineira, tem um personagem que a gente não gosta porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. Ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator.”

Joaquim Silvério dos Reis foi responsável por delatar à Coroa portuguesa a Inconfidência Mineira. Ele obteve perdão de suas dívidas e entregou o nome dos inconfidentes, o que levou à morte Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Em seu pronunciamento, a presidente fez ainda uma comparação com os delatores da ditadura e recorreu à sua experiência durante esse período:

“Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora; a ditadura fazia isso com as pessoas presas. E eu garanto para vocês que eu resisti bravamente, até em alguns momentos fui mal interpretada, quando eu disse que, em tortura, a gente tem de resistir, porque senão você entrega seus presos. Então, não respeito nenhum. Agora, acho que a Justiça de pegar tudo o que ele disse e investigar. Tudo, sem exceção. A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal.”

O juiz também considerou inconsistente as críticas sobre suposto número elevado de criminosos colaboradores. “Na Operação Lava -Jato, não se tem por objeto um crime único, isolado no tempo e espaço, mas, infelizmente, segundo as provas, em cognição sumária, já colhidas, um esquema criminoso prolongado e persistente, ilustrado por prejuízos já reconhecidos pela Petrobras de mais de seis bilhões de reais. Diante da dimensão dos fatos, o número de criminosos colaboradores é, em realidade, pouco expressivo, sendo provavelmente explicado pela crença equivocada na omertà e na impunidade”, afirmou.

Ao falar sobre o presidente do Grupo Odebrecht, ele afirmou que não tem dúvidas de que “é pessoa conhecida, poderosa e com amigos poderosos” e ressalta que sua prisão cautelar não tem como objetivo “dar um exemplo” e é baseada em fundamentos legais.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. "o juiz não fala fora dos autos". Bem, era essa a regra até os dias de hoje onde juízes se comportam como políticos e dão opiniões, fazem comentários e se manifestam sobre casos e processos que estão julgando.
    "Pode haver a suspeição se o juiz antecipar um ponto de vista da causa."
    O juiz só está impedido, diz, quanto à controvérsia que terá de julgar. "
    "O juiz não pode antecipar opinião e fazer pré-julgamento", como costumeiramente faziam o Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, e agora o juiz Moro.
    A mídia ergue uma "FOGUEIRA DE VAIDADES" para aqueles a quem quer manipular sutilmente na direção desejada e coloca em suspeição todo o trabalho que deve ser produzido com seriedade e isenção, longe dos holofotes e microfones, para se atingir a finalidade com mais precisão e segurança jurídica.
    Não podemos esquecer que a Lei Orgânica da Magistratura proíbe o juiz de se manifestar sobre casos que estejam julgando.
    O juiz Antônio Augusto de Toledo Gaspar, 2º vice-presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), afirma que a Loman e o Código de Ética, aprovado pelo Conselho Nacional de Justiça, impedem que o juiz se manifeste sobre processos que estejam sob seu crivo ou que possam ser distribuídos a ele. No Direito Penal, explica, as condutas são tipificadas. Para que o juiz fique impedido ou suspeito, tem de se manifestar sobre a conduta.

  2. Senhora Joana ,normal para você seria o juiz ficar mudo diante de tantos e tantos holofotes???? A sociedade quer justiça ,e acredito que você deva ser mais uma PT com cargo comissionado que seja contra este juiz

  3. PARABÉNS EXCELENTÍSSIMO JUIZ FEDERAL SERGIO MORO SE TIVESSE PELO MENOS UM JUIZ IGUAL AO SENHOR EM CADA ESTADO DA FEDERAÇÃO DIMINUIRIA A QUANTIDADE LADRÃO ROUBANDO OS TRABALHADORES BRASILEIROS.

  4. Sérgio Moro, Joaquim Barbosa e muitos outros são pessoas odiadas por 10% dos eleitores brasileiros.
    Os mesmos que condenam as investigações do maior desvio de recursos públicos já registrados na história desse pedaço de terra – "Corrupção como nunca antes nesse país".
    Pode não senhor juiz, tem que calar e escutar com verdade as mentiras verbalizadas pelos discursos odiosos do PT. Ninguém pode falar do PT e seus aliados, exista a corrupção que existir.

  5. Quando Lula deixou a presidência fiquei aliviado de não ter que ouvi-lo todo dia esbravejando verborragindo tudo que lhe viesse à mente. Pude imaginar o pais governado por alguém mais sóbrio(a), que trabalharia mais e falaria menos. Durou pouco. Estamos agora diante da presidenta Dilma, além de comprovadamente incompetente política e administrativamente, falando besteira inconsequente (louvando a mandioca, por exemplo) ou, pior, exercitando o hábito dos governantes desgovernados, procurado confundir os incautos e alimentar de orgulho pobre os seus defensores, atacando procedimentos judiciais aprovados e úteis no esclarecimento da corrupção que domina esse pais e que fatalmente vai atingi-la. Triste sina dela, e nossa, que temos que passar por tudo isso.

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Geral

INMET: chuvas intensas colocam Grande Natal e 100 municípios do RN em alerta neste sábado (9)

Imagem: Divulgação/INMET

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu aviso de chuvas intensas para o RN, válido até as 23h59 deste sábado (9). O alerta inclui 100 municípios, entre eles Natal, Mossoró e Parnamirim, com risco de ventos fortes, alagamentos, quedas de energia e descargas elétricas.

Há a possibilidade de chuvas de até 100 mm por dia, com ventos intensos que podem chegar a 100 km/h.

Entre os municípios atingidos estão Natal, Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Extremoz, São José de Mipibu, Nísia Floresta e Touros, além de polos do litoral e do interior como Areia Branca, Macau, Guamaré e Santa Cruz.

Segundo o INMET, os principais riscos associados ao fenômeno incluem:

  • Corte de energia elétrica
  • Queda de galhos e árvores
  • Alagamentos em áreas urbanas
  • Descargas elétricas

A orientação é que a população evite abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacione veículos próximos a estruturas metálicas e desligue aparelhos elétricos em caso de instabilidade mais severa.

Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Veja a lista de municípios com aviso de chuvas intensas:

Açu Afonso Bezerra Alto do Rodrigues
Angicos Areia Branca Arês
Baía Formosa Baraúna Barcelona
Bento Fernandes Bodó Bom Jesus
Brejinho Caiçara do Norte Caiçara do Rio do Vento
Campo Redondo Canguaretama Carnaubais
Ceará-Mirim Cerro Corá Espírito Santo
Extremoz Fernando Pedroza Galinhos
Goianinha Governador Dix-Sept Rosado Grossos
Guamaré Ielmo Marinho Ipanguaçu
Itajá Jandaíra Januário Cicco
Japi Jardim de Angicos João Câmara
Jundiá Lagoa d’Anta Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos Lagoa Salgada Lajes
Lajes Pintadas Macaíba Macau
Maxaranguape Montanhas Monte Alegre
Monte das Gameleiras Mossoró Natal
Nísia Floresta Nova Cruz Parazinho
Parnaíba (PI) Parnamirim Passa e Fica
Passagem Pedra Grande Pedra Preta
Pedro Avelino Pedro Velho Pendências
Poço Branco Porto do Mangue Pureza
Riachuelo Rio do Fogo Ruy Barbosa
Santa Cruz Santa Maria Santana do Matos
Santo Antônio São Bento do Norte São Bento do Trairí
São Bernardo (MA) São Gonçalo do Amarante São José de Mipibu
São José do Campestre São Miguel do Gostoso São Paulo do Potengi
São Pedro São Rafael São Tomé
Senador Elói de Souza Senador Georgino Avelino Serra Caiada
Serra de São Bento Serra do Mel Serrinha
Sítio Novo Taipu Tangará
Tibau Tibau do Sul Touros
Upanema Várzea Vera Cruz
Vila Flor

 

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Política

Moraes exige explicações de Lula e Alcolumbre sobre lei que reduz penas do 8 de Janeiro

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestem sobre a Lei da Dosimetria, em meio a duas ações que questionam a constitucionalidade da norma que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também devem se manifestar sobre o caso.

A decisão ocorre após provocação do PSol e coloca o texto, já promulgado pelo Congresso, sob análise direta do STF. A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional em novembro do ano passado, mas sofreu veto do presidente Lula em janeiro deste ano.

O veto, no entanto, foi derrubado pelo Congresso na última semana, o que levou à promulgação do texto por Alcolumbre após o prazo constitucional de 48 horas sem manifestação do Executivo.

A legislação abre brecha para revisão e possível redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e outros atos classificados como antidemocráticos. Entre os potenciais beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que já anunciou intenção de pedir revisão da pena de 27 anos e três meses.

A principal tese das ações em análise no Supremo é de que crimes contra a ordem constitucional, quando cometidos por grupos armados civis ou militares, são considerados inafiançáveis e imprescritíveis pela Constituição.

Os autores alegam que a Lei da Dosimetria pode contrariar esse entendimento ao permitir flexibilização das penas.

 

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Judiciário

STF: Moraes será relator de ações contra lei que pode beneficiar Bolsonaro

Foto: Divulgação/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi sorteado relator das ações que questionam a constitucionalidade da chamada Lei da Dosimetria, promulgada pelo Congresso Nacional e que pode impactar diretamente condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram protocoladas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pelo PSol, logo após a promulgação da lei nesta sexta-feira (8).

Os autores alegam que a Lei da Dosimetria viola dispositivos da Constituição Federal ao alterar o entendimento sobre a soma de penas aplicadas a crimes ligados aos atos antidemocráticos.

Segundo a ABI e o PSol, a legislação contraria princípios constitucionais ao flexibilizar punições relacionadas a crimes considerados graves contra o Estado Democrático de Direito.

As ações citam artigos da Constituição que tratam da gravidade de crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático, classificados como inafiançáveis e imprescritíveis.

 

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Política

URGENTE: Bolsonaro pede ao STF anulação de condenação de 27 anos

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

A nova estratégia da defesa de Jair Bolsonaro (PL) pede que a condenação de 27 anos e 3 meses seja anulada sob o argumento de que houve falhas processuais e violação ao princípio do juiz natural no julgamento realizado pela Primeira Turma do STF.

Segundo os advogados, o caso deveria ser apreciado por outro colegiado da Corte, com sorteio de novo relator na Segunda Turma, o que, na avaliação da defesa, garantiria maior imparcialidade no processo. O pedido também prevê que a decisão final seja submetida ao plenário do STF, conforme a coluna Jussara Soares, da CNN.

A defesa sustenta ainda que teria ocorrido “incompetência orgânica absoluta” da Primeira Turma para julgar o ex-presidente, além de questionar a condução do processo pelo ministro Alexandre de Moraes. Entre os pontos levantados, os advogados alegam que houve decretação antecipada do trânsito em julgado da condenação.

Outro ponto central do recurso é a contestação da validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, além da alegação de cerceamento de defesa devido à suposta liberação tardia de provas durante a instrução do processo.

No mérito, os advogados afirmam que o STF teria ampliado de forma indevida a interpretação dos crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de atribuir ao ex-presidente responsabilidade por atos praticados por terceiros nos ataques de 8 de janeiro de 2023.

Esta não é a primeira tentativa da defesa de reverter a decisão. Recursos anteriores já haviam sido apresentados contra a condenação e contra o trânsito em julgado. A novidade nesta fase é o pedido para redistribuição do caso entre turmas do STF e eventual julgamento no plenário da Corte.

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Polícia

[VÍDEO] Golpista tenta fugir de delegacia e é recapturado após perseguição em Natal

Imagens: Reprodução/Via Certa Natal

Um golpista suspeito de aplicar golpes contra idosos tentou fugir de uma delegacia e acabou recapturado após perseguição na Zona Norte de Natal, nesta sexta-feira (8). O caso, segundo a Polícia Militar, envolveu ainda troca de tiros nas proximidades de um shopping da região e mobilizou viaturas após a fuga dos detidos.

Conforme a PM, dois suspeitos foram detidos pela manhã por envolvimento em um esquema de golpes em agências bancárias de Natal, com foco em vítimas idosas. O grupo atuava em caixas eletrônicos, onde trocava cartões das vítimas sem que elas percebessem, realizando saques e compras indevidas.

Após a prisão inicial, um dos suspeitos tentou fugir da delegacia na tarde desta sexta-feira. A tentativa de evasão mobilizou equipes policiais, dando início a uma perseguição pela Zona Norte da capital.

Durante a ação, houve registro de troca de tiros entre os suspeitos e policiais militares nas proximidades de um shopping da região, segundo a corporação. Ambos os envolvidos na tentativa de fuga foram recapturados.

O caso também envolve uma mulher, apontada como companheira de um dos suspeitos, que teria dado apoio na tentativa de fuga, conforme a Polícia Militar.

O esquema criminoso, segundo relatos da PM, consistia na abordagem de idosos em caixas eletrônicos. Os suspeitos simulavam ajuda, mas acabavam substituindo os cartões das vítimas por outros similares, realizando posteriormente saques e compras.

Uma das vítimas relatou ao Via Certa Natal o momento em que percebeu o golpe. Segundo o depoimento, o suspeito teria oferecido ajuda durante uma operação no caixa eletrônico e, sem que percebesse, realizou a troca do cartão. O prejuízo relatado ultrapassa R$ 6 mil.

As vítimas dos golpes podem procurar as delegacias responsáveis para registrar ocorrência e auxiliar nas investigações. O caso segue sob apuração das autoridades policiais de Natal.

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Política

Ciro Nogueira reage após ação da PF: “Tentativa de manchar minha honra”

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu nesta sexta-feira (8) após ser alvo da Polícia Federal na 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em publicação nas redes sociais, classificou a ação como uma “tentativa de manchar a minha honra pessoal” e afirmou que “todo ano político é a mesma coisa”, sugerindo motivação política no caso.

A PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra o senador no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF.

Em sua manifestação, o presidente nacional do Progressistas (PP) relembrou a Operação Lava Jato, em 2018, quando foi alvo de mandados em Teresina (PI). Para ele, o episódio foi uma “perseguição política” e houve um “efeito contrário” em sua trajetória eleitoral. “Vencemos aquela eleição”.

A PF apura suspeitas de que Nogueira teria atuado em favor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de “vantagens econômicas indevidas”, conforme decisão judicial que autorizou a operação.

Em entrevista recente à Jovem Pan, ele disse que sua relação com Vorcaro era “a mesma que qualquer político em Brasília tem com banqueiros”.

E disse que uma emenda apresentada por ele para ampliar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão não beneficiaria o banco e que apenas “corrige um problema existente há 10 anos”.

 

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Política

BASTIDORES: Lula deve usar homenagem às vítimas da Covid para criticar Bolsonaro

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) deve usar o ato no Palácio do Planalto, na segunda-feira (11), em homenagem às vítimas da Covid-19, como oportunidade para fazer críticas à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são da coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.

A cerimônia, em Brasília, também marca a sanção do projeto que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, proposta aprovada pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente.

Segundo a expectativa de integrantes do governo, o discurso de Lula deve fazer referências ao período da pandemia no Brasil, quando o país registrou mais de 700 mil mortes em decorrência da Covid-19.

Nesse contexto, aliados avaliam que o presidente pode direcionar críticas à forma como a crise sanitária foi conduzida durante a gestão do ex-presidente, tema que ainda gera forte repercussão política.

A iniciativa também ocorre em um momento em que a pandemia volta a ganhar espaço no debate público, especialmente no ambiente político e na pré-campanha para as eleições de 2026.

Embora o evento tenha caráter oficial e de homenagem, a avaliação nos bastidores é de que ele deve unir memória das vítimas e leitura política sobre a condução da crise sanitária no país.

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Educação

Colégio Porto abre JIP’s 2026 com programação esportiva e foco na integração dos estudantes

Foto: Divulgação

Até o próximo dia 16 de maio o Colégio Porto vai se transformar em um ambiente que reúne competições esportivas, convivência e desenvolvimento pessoal com a edição 2026 dos Jogos Internos (JIP’s).

Durante o período dos jogos, a escola se transforma em um verdadeiro palco de integração, com o objetivo de estimular hábitos saudáveis e fortalecer competências como trabalho em equipe, disciplina, liderança e respeito às regras.

Neste ano, as competições contemplam as modalidades como vôlei, futsal, basquete, handebol e tênis de mesa. De acordo com o coordenador de esportes do colégio, Gustavo Silva, a proposta dos jogos vai além da competição tradicional.

Foto: Divulgação

“Os jogos tiveram início na quinta-feira (7) e seguem até o dia 16, com a intenção de fazer com que os alunos vivenciem os esportes que a escola oferece e interajam com estudantes de outras turmas. É muito mais um momento de integração e descontração do que uma competição em si”, destaca.

O professor também reforça o caráter inclusivo da programação, que respeita diferentes níveis de habilidade entre os estudantes. “Temos alunos que já fazem parte das equipes da escola e participam de competições externas, mas durante os jogos internos a ideia não é criar um ambiente de rivalidade. Eles jogam entre si, mas em um contexto mais recreativo, favorecendo a convivência”, explica.

A participação nas modalidades é flexível, permitindo que cada aluno escolha como deseja se envolver. “Na hora da inscrição, o estudante pode optar por participar de todas as modalidades ou apenas daquelas com as quais mais se identifica. É uma escolha livre, pensada justamente para incentivar o engajamento”, completa.

Foto: Divulgação

Segundo a equipe organizadora dos JIP’s 2026, os jogos reforçam um objetivo da escola de fortalecer o espírito de comunidade. “Mais do que participar das disputas, o colégio reforça o convite para que todos os estudantes estejam presentes, inclusive como torcida. A presença de cada estudante, tendo escolhido ou não participar das competições, é fundamental”, explica Kennia Ísis, coordenadora pedagógica do Colégio Porto.

Para Gustavo Silva, o impacto da iniciativa ultrapassa o período dos jogos e reverbera no cotidiano escolar. “É um momento em que eles interagem mais entre si. Muitas vezes, no dia a dia, não há tanto contato entre turmas diferentes. Durante os jogos, eles se aproximam, se confraternizam e, depois disso, a gente percebe que essa integração continua na rotina da escola”, conclui.

Com expectativa de grande adesão da comunidade escolar, os jogos reforçam a proposta pedagógica do Colégio Porto de integrar esporte e educação, promovendo experiências que contribuem para o desenvolvimento coletivo dos estudantes.

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Judiciário

Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

Foto: Michael Melo/Metrópoles

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O ex-dirigente é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero e está preso sob suspeita de envolvimento em irregularidades ligadas ao Banco Master.

Segundo informações já confirmadas, a defesa do ex-presidente do BRB vinha pleiteando a transferência para a Superintendência da Polícia Federal, onde também está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido, no entanto, não foi acolhido neste momento.

A movimentação ocorre após a defesa de Paulo Henrique encaminhar ao STF um documento indicando o interesse do ex-dirigente em colaborar com as investigações por meio de delação premiada.

No pedido, os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino afirmam que há “interesse em cooperar com as autoridades competentes”, mas ressaltam que qualquer acordo depende de condições e validação institucional. A estratégia da defesa é buscar espaço para uma possível colaboração antes de outros investigados no mesmo caso.

A defesa também pediu que o ex-dirigente seja ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob argumento de garantir o direito à autodefesa e a confidencialidade entre cliente e advogados. Os advogados ainda destacam que a proposta de colaboração “depende da convergência de fatores”, sinalizando que o acordo ainda não está fechado.

Investigação e acusações

Paulo Henrique Costa foi preso durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é acusado de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações envolvendo o BRB.

A investigação da Polícia Federal aponta indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta ou temerária, corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

O caso é considerado um dos desdobramentos mais sensíveis envolvendo instituições financeiras e contratos sob suspeita de irregularidades.

 

 

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Geral

“Se as facções quiserem peitar o governador, vão encontrar uma reação efetiva”, diz Álvaro Dias

O pré-candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na manhã desta sexta-feira, em Natal, do 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, realizado no Centro de Convenções da capital potiguar. O evento reúne gestores públicos, equipes técnicas, lideranças políticas, instituições e empresas em uma programação voltada ao fortalecimento da gestão municipal.

Durante discurso no congresso, Álvaro defendeu ações mais rigorosas no combate à criminalidade e criticou a atual condução da segurança pública no estado. “O Rio Grande do Norte é um estado onde o poder das facções não está sendo combatido da forma correta. Falta ação efetiva, eficaz e competente para combater a marginalidade”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que, caso eleito, adotará uma postura firme no enfrentamento ao crime organizado. “Se as facções quiserem peitar o governador, que façam, porque vão encontrar uma reação efetiva do governador”, disse.

Responsabilidade fiscal pelo bem do RN

Além das críticas à segurança pública, Álvaro Dias também destacou, durante o 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, a importância do cuidado com o dinheiro público e da responsabilidade na administração das finanças estaduais.

Em discurso, o pré-candidato defendeu uma gestão voltada ao equilíbrio fiscal, ressaltando a necessidade de planejamento e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, o controle das contas do Estado deve caminhar ao lado de investimentos estratégicos para atender às demandas da população.

O evento contou ainda com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do senador Styvenson Valentim, da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, além do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rêgo. Prefeitos de diversos municípios potiguares, vereadores e lideranças municipais também participaram da programação realizada em Natal.

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