Saúde

Pazuello se reuniu com intermediadores que ofertaram CoronaVac pelo triplo do preço, mas negócio não foi efetuado

Foto: Reprodução

O então ministro Eduardo Pazuello (Saúde) prometeu a um grupo de intermediadores comprar 30 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac que foram formalmente oferecidas ao governo por quase o triplo do preço negociado pelo Instituto Butantan.

A negociação, em uma reunião fora da agenda oficial dentro do ministério em 11 de março, teve o seu desfecho registrado em um vídeo em que o general da ativa do Exército aparece ao lado de quatro pessoas que representariam a World Brands, uma empresa de Santa Catarina que lida com comércio exterior.

A gravação, obtida pela Folha e já de posse da CPI Covid no Senado, foi realizada no gabinete do então secretário-executivo da pasta, o coronel da reserva Elcio Franco. Nela, Pazuello relata o que seria o resumo do encontro.

“Já saímos daqui hoje com o memorando de entendimento já assinado e com o compromisso do ministério de celebrar, no mais curto prazo, o contrato para podermos receber essas 30 milhões de doses no mais curto prazo possível para atender a nossa população”, diz o então ministro, segundo quem a compra seria feita diretamente com o governo chinês.

A proposta da World Brands, também obtida pela Folha, oferece os 30 milhões de doses da vacina do laboratório chinês Sinovac pelo preço unitário de US$ 28 a dose, com depósito de metade do valor total da compra (R$ 4,65 bilhões, considerando a cotação do dólar à época) até dois dias após a assinatura do contrato.

Naquele dia, 11 de março, o governo brasileiro já havia anunciado, dois meses antes, a aquisição de 100 milhões de doses da Coronavac do Instituto Butatan, pelo preço de US$ 10 a dose. A demissão de Pazuello seria tornada pública por Bolsonaro quatro dias depois, em 15 de março.

Além da discrepância no preço, o encontro fora da agenda contradiz o que Pazuello afirmou em depoimento à CPI da Covid, em 19 de maio. Aos senadores o general disse que não liderou as negociações com a Pfizer sob o argumento de que um ministro jamais deve receber ou negociar com uma empresa.

“Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro. Se o ministro… Jamais deve receber uma empresa, o senhor deveria saber disso”, disse Pazuello à CPI.

No vídeo(AQUI), um empresário que Pazuello identifica como “John” agradece a oportunidade do ministro recebê-lo e diz que podem ser feitas outras parcerias “com tanta porta aberta que o ministro nos propôs”.

A reunião dos empresários foi marcada com o gabinete de Elcio Franco, que recebeu o grupo. Segundo ex-assessores da pasta, Pazuello foi chamado à sala, ouviu o relato da reunião e fez o vídeo.

Três pessoas que acompanharam a reunião disseram que o vídeo foi gravado mesmo antes de Pazuello conhecer o preço da vacina.

Segundo um ex-auxiliar do ministro, a ideia era propagandear nas redes sociais o avanço em uma negociação, no momento em que o governo era pressionado a ampliar o portfólio de vacinas.

Após a gravação, de acordo com os relatos colhidos pela Folha, parte da equipe do ministro pediu que os empresários não compartilhassem o vídeo, que foi feito por meio do aparelho celular do empresário identificado como “John”.

Um dos assessores de Pazuello teria alertado o general após a reunião de que a proposta era incomum, acima do preço, e a empresa poderia não ser representante oficial da fabricante da vacina.

Caso o negócio fosse adiante, as doses seriam as mais caras contratadas pelo ministério, posto hoje ocupado pela indiana Covaxin (US$ 15), que tem o contrato suspenso por suspeitas de irregularidades.

A proposta da empresa tem data do dia 10 de março, véspera da reunião com Pazuello. Segundo dois auxiliares do ex-ministro e um dos empresários que acompanharam a conversa, a oferta só chegou à pasta no dia do encontro.

Apesar de Pazuello ter dito no vídeo que havia assinado um memorando de entendimento para a compra, a negociação não prosperou.

O governo Bolsonaro resistiu em negociar a Coronavac. Em outubro de 2020, o presidente forçou Pazuello a recuar de uma promessa de compra da vacina. “Um manda e outro obedece”, justificou o general em vídeo ao lado do mandatário.

O presidente chegou a dizer que não compraria a vacina mesmo quando a Anvisa desse aval para o uso. “Da China nós não comparemos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem”, declarou o presidente em 22 de outubro.

Para a CPI da Covid, o governo desdenhou de negociações diretas com fabricantes como a Pfizer, enquanto abriu as portas para representantes de intermediárias que atuavam sem o aval dos laboratórios.

Em uma das tratativas dessa linha de maior repercussão, o cabo da polícia militar Luiz Paulo Dominghetti teve três reuniões com a cúpula do Ministério da Saúde, e afirma que chegou a receber pedido de propina de US$ 1 por dose para destravar uma compra de 400 milhões de unidades da AstraZeneca.

Procurados, Pazuello, Elcio e a Casa Civil —onde os militares hoje despacham como assessores de Bolsonaro— não se manifestaram sobre a reunião do dia 11 de março.

Em nota, a Sinovac disse que APENAS (em letras garrafais, na resposta em inglês) o Instituto Butantan pode oferecer a Coronavac no Brasil.

Segundo registros da Receita Federal, a World Brands tem capital social de R$ 5 milhões e atua com comércio de diversos produtos, como materiais para uso médico, além de atividades de agenciamento marítimo e de despachantes aduaneiros.

O empresário identificado como “John” afirmou à Folha que havia uma cota da Coronavac que poderia ser ofertada ao Brasil.

Ele disse ser um “parceiro” da World Brand, mas encerrou a conversa telefônica com a reportagem quando foi questionado sobre detalhes das negociações e nomes dos presentes na reunião, como o dele mesmo.

A Folha perguntou ao Ministério da Saúde quem participou da reunião, com quem ela foi agendada e os motivos pelos quais o encontro não apareceu na agenda oficial dos ex-integrantes da cúpula da pasta.

Também perguntou qual encaminhamento foi dado à proposta. A pasta não respondeu a nenhum dos questionamentos e disse apenas que as agendas públicas de autoridades exoneradas podem ser acessadas por meio de um link oficial.

A World Brands disse apenas: “Proposta efetuada, nenhuma resposta efetiva recebida, negócio não efetuado”. A empresa não quis informar o nome dos participantes da reunião e se eles tinham de fato aval da Sinovac para a venda ao governo. ​

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Se Pazuelo estava negociando uma segunda frente de abastecimento de vacinas estáva mais do que certo; estava certíssimo… VEjam: com a pandemia se alastrando ferozmente, Calça apertada sonegando informações sobre coronavac e até chantageando governo; com a fiocruz atrasando importações e envasamento ( a turma lá é toda da canhota e começaram a inventar que a máquina que lacrava os frascos deu pane e demoraria consertar…) vcs acham que o governo iria ficar só assistindo?? Parabéns Pazuelo!!!

  2. Ué, mas não foi ele que disse que não negociava vacinas ?? rsrsrs
    Cada dia fica mais complicado defender esse governo!

  3. Mais um caso de pré-corrupção onde o negócio ainda não foi fechado, a compra ainda não foi paga e a propina ainda não foi recebida…Recorrem ao filme Minority Report, é o q os bandidos têm contra o governo???? kkkkkkkkkkkkkk

  4. Ué!!!!!
    Ja mudaram o laboratório??
    Kkķkkkkkkkk
    Palhaçada.
    Jaja vem a desmoralização desses babacas.
    Estão procurando pentelho em casca de ovo, não vão achar nunca.
    Vão investigar o consórcio nordeste que acham bem facinho.
    Tá bem razinho, é so querer, mais não ficam aí ciscando que nem galinha choca.
    Rsrsrs…

  5. Depois foi a cpi mentir. Disse que ministro não se reunia para compra de vacinas. Não cabia a ele. Como essa turma desse governo consegue mentir tão descaradamente. Num dia caguei, no outro tô entupido. Num dia entubado, no outro dando entrevista pra TV.

  6. Corrupção imaginâria, das vacinas que não foram compradas e pelas quais não foi pago um centavo sequer. E perde-se tempo e dinheiro com essa narrativa mentirosa, tentando criar algo que não existiu. Querem corrupção de verdade? Aguardem a CPI estadual, que investigará contratos efetivados (coisa REAL) pela governadora Fátima do PT, onde foi gasto muito dinheiro de verdade.

    1. CORONAVAC FOI COMPRADA E PAGA, A MATÉRIA RELATA REUNIÃO COM INTERMEDIÁRIOS DA CORONAVAC. Presidente LADRAO DE VACINAS !

    1. Dos escândalos com dinheiro escondido na cueca passamos aos escândalos de dinheiro escondido na farda. Que vergonha! Que desmoralização das forças armadas. Acabou a possibilidade de sermos ingênuos e acreditarmos na lisura e na honestidade dos militares. Colocados no poder se locupletam das verbas públicas tanto ou mais que os civis!

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Geral

Coco Bambu aciona Gregório Duvivier e João Vicente na Justiça por fala sobre suposto plágio do Camarões

Foto: Reprodução / YouTube

A rede cearense Coco Bambu entrou com ação judicial contra os humoristas Gregório Duvivier e João Vicente de Castro, além da produtora Porta dos Fundos, após declarações feitas no programa “Não Importa”. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Correio.

De acordo com a 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Duvivier teria feito insinuações envolvendo o Coco Bambu e o Camarões Restaurante, tradicional estabelecimento de Natal (RN). Sem citar nomes diretamente, o humorista afirmou que um empresário teria copiado cardápio, identidade e até funcionários de outro restaurante antes de expandir o negócio nacionalmente.

Durante o programa, Duvivier declarou: “Tem um restaurante que eu não posso falar o nome, porque senão vou ser processado, que roubou o Camarões. O empresário foi ao Camarões, achou genial, copiou os pratos, roubou garçons, gerente, trocou o nome e implantou no Brasil inteiro”. A fala é apontada pela rede como ofensiva à sua reputação.

Na ação, o Coco Bambu pede indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil e a remoção do conteúdo das plataformas onde foi publicado. Até o momento, os citados não haviam se manifestado publicamente sobre o processo.

Relembre a polêmica

 

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Com informações do Correio Braziliense

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Esporte

Flamengo demite Filipe Luís horas após goleada de 8 a 0 e classificação pra final

Foto: Alexandre Cassiano

O Clube de Regatas do Flamengo anunciou na madrugada desta terça-feira (3), às 1h01, a demissão de Filipe Luís do comando técnico da equipe profissional. A saída ocorre poucas horas depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira Esporte Clube, no Maracanã, resultado que garantiu vaga na final do Campeonato Carioca.

Além do treinador, também deixam o clube o auxiliar Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares. Em nota oficial, o Flamengo agradeceu a Filipe Luís “por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada” e desejou sucesso na sequência da carreira, mas não detalhou os motivos da decisão nem informou quem assumirá o time.

A demissão surpreende pelo contexto: o Rubro-Negro aplicou uma das maiores goleadas da temporada e assegurou classificação para a decisão estadual. Mesmo assim, a diretoria optou por promover a mudança na comissão técnica em meio à reta final do Carioca. Campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores em 2025, Filipe deixou escapar dois títulos importantes no início da atual temporada, perdendo a Supercopa do Brasil para o Corinthians e a Recopa para o Lanús, time argentino.

Filipe Luís encerra sua passagem pelo comando profissional acumulando participações importantes na temporada. Agora, o Flamengo se prepara para a final do estadual sob nova direção, enquanto a diretoria trabalha para anunciar o substituto nos próximos dias.

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Política

Câmara libera venda de medicamentos em supermercados e projeto vai à sanção de Lula

Foto: Reuters/Adriano Machado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) o projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias instaladas dentro de supermercados. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais cedo, os parlamentares também aprovaram o regime de urgência por 315 votos a 38, permitindo que a proposta fosse votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

Pelo projeto, os medicamentos não poderão ser expostos em gôndolas ou prateleiras comuns. A comercialização deverá ocorrer exclusivamente em farmácias ou drogarias instaladas dentro dos supermercados, em espaço físico separado e adequado às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O deputado Gilson Daniel defendeu a medida ao argumentar que muitas cidades e distritos não contam com farmácias, obrigando moradores a se deslocarem por longas distâncias para adquirir medicamentos. Segundo ele, a proposta amplia o acesso da população aos produtos.

O texto exige a presença de farmacêutico durante todo o horário de funcionamento da farmácia instalada no supermercado e estabelece regras específicas para medicamentos sujeitos a controle especial, que deverão ser pagos antes da entrega ou transportados em embalagem lacrada até o caixa.

A proposta também proíbe a venda de remédios em bancadas ou gôndolas fora da área destinada à farmácia e permite o uso de canais digitais apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes.

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Geral

Alcolumbre afirma que não deve demorar para decidir sobre quebra de sigilo de Lulinha após guerra regimental na CPMI

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou a aliados que deve decidir “nos próximos dias” se anula ou mantém a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A deliberação ocorreu na quinta-feira (26/2) sob clima tenso, com troca de acusações e alegações de “fraude” por parte de governistas contra o presidente da comissão, Carlos Viana.

A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Alcolumbre aguarda manifestação formal das partes envolvidas e parecer técnico da advocacia e da Polícia Legislativa do Senado antes de bater o martelo. Integrantes da cúpula da CPMI afirmam que a confusão teria sido provocada por líderes governistas, que apresentaram pedido de votação em bloco de quase cem requerimentos, o que teria gerado impasse na contagem.

Na votação simbólica, Viana entendeu que os governistas estavam em minoria diante do quórum registrado no painel. Já parlamentares da base do governo alegam que o regimento exige maioria com base no total de presentes no momento exato da votação, e não no quórum geral indicado.

Após a derrota, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e o deputado Paulo Pimenta apresentaram representação pedindo a anulação do resultado. Nos bastidores, integrantes da CPMI admitem recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso Alcolumbre derrube a decisão.

O risco de anulação é considerado real por membros da comissão, especialmente porque entre os sigilos quebrados está o de um ex-assessor ligado ao senador Weverton Rocha, aliado político de Alcolumbre. A decisão do presidente do Senado deve redefinir os rumos da investigação.

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Política

Relatório fala sobre rotina de Bolsonaro na prisão: 144 atendimentos médicos, caminhadas diárias e visitas políticas

Foto: Pablo Porciuncula / AFP

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, detalha a rotina do ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. Segundo o relatório técnico analisado, em 39 dias (de 15 de janeiro a meados de fevereiro de 2026), Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos — média de quase quatro por dia — além de manter sete horas de sono diárias e realizar caminhadas sob escolta.

O laudo da perícia médica da Polícia Federal aponta que o ex-presidente dorme por volta das 22h e acorda às 5h, embora costume levantar às 8h. Pela manhã, toma café, faz higiene pessoal e lê livros. À tarde, assiste a programas esportivos, conversa com o policial responsável por sua guarda e realiza caminhadas de aproximadamente 1 km na área comum do batalhão — foram 33 no período analisado. O local conta com médico da Secretaria de Saúde do DF e unidade avançada do Samu 24 horas.

A perícia atestou que comorbidades como hipertensão, apneia do sono e aderências abdominais estão sob controle clínico e medicamentoso, sem necessidade de internação hospitalar. Bolsonaro também recebe acompanhamento particular, com sessões de fisioterapia e acupuntura, além de visitas de seu médico pessoal. O uso de aparelho CPAP teria melhorado em cerca de 80% a qualidade do sono, segundo o relatório.

O documento faz ressalvas quanto à alimentação, classificando a dieta como inadequada, com baixo consumo de frutas e verduras e excesso de ultraprocessados e açúcares. Peritos apontaram falhas no controle de peso e em hábitos ligados ao tratamento do refluxo. Também foi recomendada proteção rigorosa contra exposição solar durante as caminhadas diárias.

Ao negar a domiciliar, Moraes afirmou que o ambiente prisional atende às necessidades médicas e preserva a dignidade do condenado. A decisão também menciona a tentativa de fuga e a violação de tornozeleira eletrônica em 2025 como fatores impeditivos. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de reclusão em regime inicial fechado.

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Mundo

Chance de matar líder supremo do Irã definiu momento do ataque

Foto: Iranian Leader Press Office/Getty Images

O momento da ofensiva contra o Irã foi definido por uma combinação de fatores militares, estratégicos e políticos. A manhã de sábado (28) teria sido escolhida porque o líder supremo Ali Khamenei se reuniria com seus principais assessores de segurança em Teerã, entre eles Ali Shamkhani e Mohammad Pakpour. Segundo o jornal Financial Times, a inteligência israelense monitorava deslocamentos na capital iraniana e serviços americanos teriam confirmado o encontro por meio de fonte humana.

De acordo com relatos, estrategistas consideravam que, caso a campanha começasse sem atingir o topo da hierarquia, os líderes buscariam abrigo e a oportunidade seria perdida. O complexo onde ocorria a reunião foi alvo de dezenas de mísseis disparados por aviões israelenses. Nem todos os presentes morreram — Ali Larijani, por exemplo, sobreviveu —, mas autoridades afirmam que dezenas de comandantes militares e civis foram mortos na ação.

Khamenei, de 86 anos, dispunha de bunkers, mas mantinha rotina ativa em seu gabinete. Analistas avaliam que, após protestos internos recentes contra o regime, o líder estaria ciente do risco de ser alvo direto. A chamada “decapitação” do comando iraniano era vista por planejadores como movimento decisivo para enfraquecer a capacidade de reação imediata do país.

No campo estratégico, pesou ainda a possibilidade de o Irã receber da China mísseis antinavio supersônicos, considerados de difícil interceptação por sistemas de defesa americanos. A eventual chegada desse armamento poderia alterar o equilíbrio militar na região e aumentar a vulnerabilidade de navios dos Estados Unidos no Golfo.

O contexto político também influenciou o cálculo. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, relacionou a ofensiva ao simbolismo do feriado judaico de Purim em pronunciamento oficial. Já nos EUA, pesquisa Ipsos/Reuters indicou apoio limitado da opinião pública à ação militar, sinalizando que o conflito pode ter impacto direto no cenário eleitoral americano.

Com informações da CNN

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Geral

Lulinha vai acusar amiga lobista de usar seu nome em Farra do INSS

Foto: Arte/ Metrópoles

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vai sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizou seu nome sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A estratégia é afastar o empresário do suposto esquema revelado por delações de ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lulinha. Documentos apontam que ele viajou com o Careca do INSS em novembro do ano passado, em deslocamento pago pelo operador. A defesa inicialmente negou que tivessem viajado juntos, mas, diante dos registros das passagens, passou a afirmar que não houve fechamento de negócios.

Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa pretende atribuir responsabilidades ao sócio Kalil Bittar e à publicitária Danielle Miranda Fonteles, reforçando que o nome de Lulinha teria sido usado para abrir portas sem seu consentimento.

Segundo a Polícia Federal, Luchsinger teria intermediado tratativas envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde e integraria o núcleo político da organização investigada. Mendonça negou pedido de tornozeleira eletrônica, mas determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.

Em despacho, o ministro citou mensagem de áudio enviada pela lobista ao Careca do INSS com menção a Lulinha e referência a antigos boatos envolvendo a marca Friboi. A defesa afirma que ele não participou de negociações ilícitas e que seu nome foi explorado por terceiros, enquanto as investigações seguem em andamento.

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Política

MDB confirma mais três grandes lideranças na disputa por vagas na Assembleia

Foto: Divulgação

O MDB-RN segue consolidando uma nominata competitiva para as Eleições 2026 e confirmou a chegada de três importantes lideranças para compor a chapa de pré-candidatos a deputado estadual: Antônio Jácome, Josivan Bibiano e Ivan Júnior.

Antônio Jácome traz ao partido a experiência de quem já exerceu mandatos como deputado estadual, deputado federal e ocupou o cargo de vice-governador do RN.

Josivan Bibiano construiu sua história como prefeito de Serra do Mel por quatro mandatos, consolidando liderança na região Oeste e ampliando a presença do partido no interior do estado.

Já Ivan Júnior foi prefeito de Assu por dois mandatos e presidiu a Federação dos Municípios do RN (Femurn), período em que se destacou pela defesa dos municípios e pelo diálogo institucional com diversas regiões do RN.

Com as novas confirmações, o MDB se aproxima de fechar os 25 nomes que irão compor a nominata para deputado estadual, reforçando a estratégia de montar um time forte, representativo e competitivo em todas as regiões do estado.

A expectativa do partido é que, com um time forte, competitivo e distribuído em todas as regiões, consiga eleger pelo menos três a quatro deputados estaduais em 2026.

O presidente estadual do MDB, Walter Alves, destacou a importância das novas filiações e o momento vivido pelo partido. “Recebemos Antônio Jácome, Bibiano e Ivan Júnior com muita alegria e senso de responsabilidade. São lideranças com serviços prestados e reconhecimento popular. A chegada desses nomes mostra a força do MDB, a confiança no nosso projeto e a construção de uma nominata sólida, preparada para representar bem o RN”, afirmou.

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Política

Ex-secretária do “Careca do INSS” nega pagamentos a Lulinha e se esquiva de polêmica

Foto: Arquivo

Aline Cabral, ex-secretária de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, negou nesta segunda-feira (2), durante depoimento à CPMI do INSS, ter emitido passagens ou feito pagamentos a Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A negativa veio em resposta a questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG).

Ao ser questionada pelo relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), Aline admitiu ter emitido passagens para Danielle Fonteles, publicitária ligada ao PT que trabalhava com Antunes, mas manteve que nunca pagou pelos bilhetes de Lulinha nem realizou qualquer pagamento em nome do filho do presidente Lula. Ela confirmou, porém, que tinha acesso ao cofre localizado na sede das empresas, em Brasília.

O depoimento acontece no contexto do escândalo que envolve Antunes e as associações ligadas ao INSS, revelado pelo Metrópoles a partir de dezembro de 2023. Segundo as investigações, a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados chegou a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto milhares de processos por fraude nas filiações eram registrados.

As apurações da Polícia Federal e da CGU resultaram na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, que levou à demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência da época.

Aline Cabral disse não ter participado do esquema e que desconhecia a origem da fortuna de Antunes ao ser contratada. Ela iniciou como secretária, cuidando de passagens e imóveis, e depois assumiu o cargo de chefe de Gestão de Pessoas nas empresas de telemarketing do lobista, permanecendo no centro das operações administrativas, mas sem envolvimento nos pagamentos questionados pela CPMI.

 

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Geral

Moraes barra defesa de Tagliaferro e confirma audiência do ex-assessor para 17 de março

Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou nesta segunda-feira (2) o pedido da defesa de Eduardo Tagliaferro para anular a citação no processo em que ele é réu. O ex-assessor queria que a Justiça reconhecesse “nulidade absoluta” da citação por edital e determinasse que fosse feita exclusivamente por carta rogatória — instrumento usado para atos processuais no exterior.

Na decisão, Moraes afirmou que determinou a citação por edital porque Tagliaferro está “em local incerto e não sabido”, ou seja, com endereço desconhecido, e atualmente em país estrangeiro. Segundo o ministro, há “ciência inequívoca” da acusação por parte do réu, o que afastaria qualquer prejuízo à defesa. Por isso, indeferiu o pedido.

Tagliaferro responde por suposta prática de três crimes: coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Citação é o ato que chama oficialmente o réu para integrar o processo e apresentar defesa.

Moraes também marcou audiência de instrução para 17 de março, às 13h, por videoconferência. O ato será presidido pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, do gabinete do ministro, e ouvirá testemunhas arroladas na denúncia, além do interrogatório do réu.

Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF tornou Tagliaferro réu após denúncia da PGR, que sustenta que, entre maio e agosto, ele teria violado sigilo funcional ao divulgar diálogos mantidos com servidores do STF e do TSE, além de embaraçar investigações. Também afirma que ele teria ameaçado revelar novas informações sigilosas após deixar o Brasil.

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