Saúde

‘Peguei covid fazendo swing’: a reação dos frequentadores após interdição de boate de sexo no RJ com 300 pessoas

Foto: Reprodução/Prefeitura do Rio

Uma boate dedicada a encontros íntimos entre casais que reunia mais de 300 pessoas, no Rio de Janeiro, foi interditada. Localizada em um casarão em uma avenida discreta na Barra da Tijuca, a Asha Club é uma “balada liberal”, ou casa de “swing” — como é conhecida internacionalmente a prática de sexo entre casais ou trocas de parceiros.

O estabelecimento foi multado e fechado por tempo indeterminado pela Vigilância Sanitária “devido a aglomeração”, segundo a Prefeitura. A BBC News Brasil enviou questionamentos aos responsáveis pela Asha Club, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O episódio lança luz sobre uma prática que atrai muitos adeptos no Brasil, mas é cercada de tabus e controvérsia, especialmente quando isso acontece em meio a uma pandemia, com uma série de restrições impostas por governos para conter a circulação do coronavírus.

“Ninguém usava (máscara), eu só levava na bolsa mesmo”, diz à BBC News Brasil Andrea*, que frequentava a Asha Club. “Ninguém pensa nisso na hora. Eu particularmente não penso, é o tempo todo abaixando máscara, tirando máscara, máscara cai, pega a máscara de volta… A vontade, o gostar, o desejo e o prazer — essas coisas falam mais alto para mim do que o distanciamento.”

Ela se diz frustrada com o fim das festas, mas reconhece que a interdição foi prudente. “Pra ser sincera, acho que não tem como fazer swing na pandemia. Eu não respeito isso, mas acho que não tem como (fazer) de forma alguma, nem se diminuir a capacidade (da casa), nem se usar álcool, porque as coisas são muito frenéticas lá dentro. O beijo rola o tempo todo, as mãos, o sexo.”

“Eu não gostei (do fechamento), mas a gente tem que aceitar”, avalia. “É a minha diversão e a de muita gente, mas acho que eles estão certos. E a vacina já está aí, daqui a pouco a gente vai tomar, vai ficar tudo bem, aí volta tudo de novo.”

É importante ressaltar que, segundo autoridades de saúde, mesmo vacinadas, as pessoas ainda podem transmitir o vírus e devem manter o distanciamento físico e o uso de máscaras até que uma parcela suficiente da população esteja vacinada e a pandemia seja controlada, com números de casos e mortes bem reduzidos — o que não é o caso do Brasil.

A visão dos frequentadores

Além de Andrea, a BBC News Brasil ouviu outros frequentadores da boate que foi fechada e que costumam ir a festas de swing privadas e outros estabelecimentos do tipo que seguem funcionando.

Todos apoiam o fechamento e concordam que a prática contradiz medidas de controle do coronavírus — e seus depoimentos também revelam questões pouco discutidas sobre o tema, desde a maior sensação de segurança das mulheres nestes espaços em relação ao outros locais que frequentam no dia-a-dia até o senso de comunidade e aceitação que muitos dizem encontrar na cena “swinger”.

Mauro* era um frequentador assíduo da Asha Club. Após visitarem a casa na semana anterior, já vacinados, ele e a companheira planejavam participar do evento interrompido pela Prefeitura do Rio, mas cancelaram os planos após um contratempo.

A sua história pessoal ilustra a contradição entre pandemia e swing. “A gente não estava indo. Em dezembro, meio que demos uma afrouxada e fomos curtir a casa. Ficamos doentes. Foi meio que instantâneo, a gente não estava indo para lugar nenhum, passamos o ano passado todo sem fazer nada, e aí, no momento em que a gente voltou a curtir alguma coisa, ficamos doentes.”

Dias depois da visita, ambos confirmaram que tinham contraído o coronavírus. “Comecei a sentir todos os sintomas, muita febre, garganta inflamada e tal. Fiquei bem mal, e aí paramos de frequentar.”

Hoje, ele defende medidas duras de fiscalização e diz que as casas deveriam exigir comprovantes de vacinação, além de oferecerem espaços mais arejados. “Na casa de swing, você tem relação com pessoas de vários lugares, Estados e países.”

Enquanto o Brasil é criticado internacionalmente pela falta de uma legislação clara definindo restrições nacionais para conter a doença, as principais autoridades mundiais de saúde apontam que não existe tratamento comprovadamente eficaz contra a covid-19 — eficazes são as medidas para não contrair o vírus, como distanciamento físico, uso de máscara e lavagem de mãos.

Todas as práticas recomendadas se mostram inviáveis em casas de swing, onde a proximidade entre os presentes é constante. Além disso, as vacinas contra a covid-19 ajudam a evitar infecções, mas são mais eficazes para prevenir os quadros mais graves da doença ou mortes.

Até a publicação desta reportagem, 42,5% dos brasileiros haviam recebido uma dose de vacina. Os totalmente imunizados — com duas doses ou dose única — representavam 16,2%.

Preocupação e prazer

Juliana*, outra frequentadora da Asha Club, estima em “trezentas, quatrocentas” o número de pessoas que encontrou quando visitou a casa em meio à pandemia.

Ela conta que, por conta do trabalho, faz testes de covid-19 a cada três dias. “(Por isso) quanto a mim, eu sempre estive despreocupada. Mas é claro que você tem aquela preocupaçãozinha com os outros, mas não deixa de ir, né? Eu acho que a gente devia se preocupar sim, mas a realidade é que a gente não se preocupa. Depois que está lá dentro, a gente meio que esquece.”

Autoridades alertam que testes rápidos, como os que são muitas vezes usados nestes casos, não podem ser empregados isoladamente para confirmar se uma pessoa tem ou não coronavírus. A eficácia dos testes rápidos também varia de marca para marca e é afetada conforme o intervalo entre o contágio e o teste, que não envolve análise em laboratório e tem resultado entre 15 e 30 minutos.

A Organização Pan-Americana da Saúde não recomenda sua aplicação em pessoas sem os sintomas mais conhecidos da doença, como febre, tosse contínua, dor de cabeça e perda ou mudança de olfato e paladar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em nota técnica, aponta que os “testes rápidos para pesquisa de antígenos não substituem o PCR-RT, considerado o padrão ouro para diagnóstico da infecção pelo vírus da covid-19.” Vale lembrar que mesmo os testes de covid-19 laboratoriais podem falhar em detectar o vírus.

Juliana conta que está afastada da prática há alguns meses. Diz apoiar o aumento da fiscalização, mas aponta o que, em sua opinião, há contradições nas políticas públicas de controle da pandemia.

“Se as casas de festas normais estão funcionando, acho hipocrisia fechar a Asha. Porque tudo que você faz na Asha, você faz numa boate normal. A diferença é que as vezes você sai de lá e vai transar em outro lugar. Então, se ela tem um protocolo a seguir e não está seguindo, com certeza tem que ser fechada. E botar 300 pessoas dentro de uma casa não é seguir protocolo.”

Carlos* também costumava ir à Asha e diz ser “contra estar num ambiente fechado sem proteção”. “É o mesmo que frequentarmos estes clubes e nos relacionarmos sem preservativo. Não tem nexo”, diz.

Procurada, a Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio informou que um decreto em vigor desde 8 de julho — as normas têm sido renovadas conforme a avaliação semanal das taxas de transmissão do vírus na cidade — suspende o “funcionamento de boates, danceterias e salões de dança” na capital fluminense e esclarece que por isso a casa de swing foi interditada.

Além destes espaços, “festas que necessitem de autorização transitória, em áreas públicas e particulares” também estão proibidas. Já “casas de espetáculo e concerto e as apresentações artísticas em espaços de eventos” estão permitidas se não houver filas de espera, aglomerações na entrada e saída, e limite de 40% da lotação máxima em espaços fechados, e 60% em locais abertos. Distanciamento mínimo de 1,5m é exigido entre os presentes” — outro item não respeitado na boate interditada.

“Na verdade, acho que o que falta é fiscalização”, afirma Juliana.

A Secretaria de Ordem Pública afirma que, desde o início do ano, 151 festas e eventos clandestinos foram encerrados no Rio de Janeiro.

‘Mais respeitoso que Carnaval ou transporte público’

Como outros entrevistados, Juliana enfatiza que as festas não se resumem a sexo ou encontros fortuitos. “Numa balada liberal, a diferença é o respeito. Hoje, como mulher, você vai a uma boate ou outros lugares os caras não respeitam. Eles te pegam, eles te apertam, eles te passam a mão e muitas vezes você se aborrece. Por esses constrangimentos eu nunca passei por isso numa casa de swing”, diz.

“Então, muitas vezes, eu prefiro ir pra uma casa de swing pra curtir a minha noite mesmo sem sexo, sabendo que eu vou ser respeitada, do que ir para uma balada normal, sabendo que vou me aborrecer.”

Andrea concorda e explica o que a atrai para a cena de swing. “É um lugar mais respeitoso do que o Carnaval de rua, do que o transporte público, do que uma casa de shows normal. Não, você não é obrigada a nada — nem lá e nem em lugar nenhum. A gente nunca é obrigada a fazer nada”, diz. “Se você disse não, é não. E se você disse sim, vamos ser felizes e desfrutar de muito prazer.”

Mauro traz a perspectiva masculina sobre o tema. “O swing nunca vai contra a vontade da mulher, ele acontece justamente se a mulher quiser, se ela tiver vontade, se ela estiver confortável. Na minha relação é assim, e para muitos casais que eu conheço e que são adeptos a esse tipo de vida é assim, tem que ser em comum acordo para as duas partes, com muito diálogo”, diz. “Se não houver respeito, nada acontece.”

Carlos descreve em detalhes o espaço agora lacrado pelas autoridades. “São três ambientes, sendo o primeiro andar com uma pista de dança com mesas e cadeiras, a mesa do DJ, dois poledances e o open bar. Passando pela pista de dança, têm as cabines, que são os lugares onde existem as brincadeiras”, diz.

“Já no segundo andar têm vários quartos, seguranças e a pessoa que fica limpando o tempo todo os ambientes. Além dos quartos lá em cima, tem uma sala muito grande com duas camas imensas e com colchões de borracha iguais aos dos hospitais, com vários casais fazendo sexo, sendo que ninguém toca em ninguém sem consentimento.”

Todos os entrevistados descrevem a prática do swing como algo que vai além do sexo e também tem a ver com um espírito comunitário.

“Tem um casal que marquei de conhecer lá, mas acabou que nada rolou, só ficou na amizade mesmo, e somos amigos até hoje. Tem grupo no WhatsApp, é um ajudando o outro, não só sobre sexo e essas coisas, não. Tem amizade também, tem companheirismo. Tem hora que a gente está triste e procura aquela amiga para conversar. É meio que uma comunidade mesmo”, diz Andrea.

Já Juliana diz valorizar estes ambientes por serem locais onde “as mulheres comandam”. “As pessoas têm preconceito e eu também tinha esse preconceito. Quando minha amiga me chamou pela primeira vez eu fiquei meio assim, ‘nossa, vou pra uma casa de swing, chegando lá, vou ter que transar muito, vou ter que fazer com qualquer um, e não é assim que funciona. É uma boate normal, você só faz você quiser, e se não quiser fazer nada, você não faz nada”, diz. “Da primeira vez que fui, me diverti demais. No final eu deitei e dormi no sofá.”

Ela continua: “Sou uma mulher sexualmente livre. E, por ser assim, não me obrigo a nada, nem tenho medo de ser julgada. “O que você faz ou não entre quatro paredes não diz respeito a ninguém e nem define seu caráter. As pessoas precisam entender que suas preferências sexuais não te definem”.

BBC

 

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Política

Caso Master: Moraes tem situação mais delicada que Toffoli, dizem investigadores

Foto: Reprodução

Investigadores ligados ao caso Master disseram à CNN que, até agora, a situação do ministro Alexandre de Moraes é juridicamente mais delicada que a de Dias Toffoli. O material analisado indicaria diferenças na natureza dos envolvimentos de cada ministro.

Enquanto Toffoli teria relação de caráter comercial, envolvendo a compra e venda de parte do resort Tayayá, a análise sobre Moraes aponta elementos que poderiam sugerir atuação em benefício de interesses do Banco Master.

Segundo investigadores, há operação em andamento para formar maioria no STF e barrar a abertura de inquérito contra Moraes. A estratégia incluiria fragilizar a posição de Kassio Nunes Marques, ministro da Corte, para influenciar seu voto.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil por serviços à Consult Inteligência Tributária, que recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master no mesmo período. A defesa de Kevin afirma que não houve pagamento direto do banco, apenas via consultoria.

Na contabilidade de quem acompanha o caso, há maioria parcial a favor da investigação contra Moraes: André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques. Do outro lado estariam Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O processo deve ir ao plenário, conforme regimento do STF.

As investigações seguem em andamento, com expectativa de conclusão em cerca de um mês. Paralelamente, a delação de Daniel Vorcaro será confrontada com informações da Polícia Federal, para eventual homologação pelo relator do caso.

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Geral

LUTO: Morre Mílvia Varela de Melo, referência da gastronomia em Natal

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Mílvia Maria Varela de Melo, reconhecida por comandar por mais de 40 anos o Buffet Sônia & Mílvia em Natal, faleceu nesta segunda-feira (6), segundo informações da família ao site BZNotícias. Ela enfrentava problemas de saúde desde fevereiro, após sofrer um AVC e complicações bacterianas, e teve um novo AVC no sábado (4).

Junto com a irmã Sônia Maria Varella Galvão, Mílvia consolidou o buffet no bairro Barro Vermelho como um dos mais tradicionais da cidade. O local é conhecido pelos salgados, doces e especialidades juninas, como pamonha e canjica, conforme clientes e frequentadores.

Viúva de Cristiano Eugênio de Melo, homenageado com uma alameda no bairro Tirol, Mílvia deixa três filhos: Valério, Christiana e Georgia, segundo nota da família divulgada pelo BZNotícias.

A trajetória de Mílvia marcou a gastronomia natalense, tornando-se referência na tradição de eventos e festas da cidade. Clientes e parceiros do buffet lamentaram a perda, destacando a qualidade e o legado deixados.

A família informou que ainda definirá a data e o local do velório e do sepultamento, garantindo que todos os detalhes serão comunicados oficialmente.

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Política

STF condena homem a 14 anos por Pix de R$ 500 para transporte de manifestantes do 8/01

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A 1ª Turma do STF condenou um homem a 14 anos de prisão por financiar os atos de 8 de janeiro em Brasília com um Pix de R$ 500 destinado ao transporte de manifestantes, segundo o tribunal. O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que Alcides Hahn, mesmo sem participação direta nas depredações, integrou a engrenagem dos atos criminosos ao viabilizar a mobilização de manifestantes.

Outros dois réus, Vilamir Valmor Romanoski e Rene Afonso Mahnke, receberam a mesma pena por custear um ônibus que saiu de Santa Catarina com destino à capital federal.

De acordo com Moraes, em crimes coletivos como esse, a responsabilização independe da ação direta. “Todos contribuem para o resultado, eis que se trata de uma ação conjunta, perpetrada por inúmeros agentes, direcionada ao mesmo fim”, escreveu o relator.

A PGR afirmou que os réus atuaram como financiadores, com base em relatórios da Polícia Federal e documentos que comprovam a contratação de transporte para levar manifestantes a Brasília. O procurador-geral Paulo Gonet ressaltou a existência de provas de materialidade e indícios de autoria.

O entendimento da PGR foi seguido pelo relator e pelos ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Cristiano Zanin, em voto vogal, apontou pequenas divergências, mas acompanhou a condenação.

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Geral

“SUSPENSA”: Paralisação do transporte intermunicipal no RN acaba após acordo entre empresas e trabalhadores

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A paralisação do transporte intermunicipal no RN foi suspensa nesta segunda-feira (6) após uma reunião entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor, com intermediação do Governo do Estado. De acordo com o Executivo estadual, o encontro resultou em um acordo para retomar as operações das linhas.

Segundo representantes das categorias, a paralisação havia sido iniciada por causa de atraso no pagamento de salários e de demissões anunciadas por empresas do sistema. O movimento afetou linhas que ligam Natal a cidades da região metropolitana e também ao interior do estado.

Durante a reunião, as partes pactuaram a suspensão do movimento paredista, a retomada das viagens e a criação de uma mesa permanente de negociação. Conforme o que foi acordado no encontro, o objetivo é buscar uma solução consensual para o sistema até a próxima sexta-feira (11).

De acordo com os participantes da reunião, também ficou acertada a suspensão das demissões anunciadas pelas empresas e a regularização do pagamento dos salários dos trabalhadores.

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Política

Moraes reduz em 100 dias pena do hacker Walter Delgatti após desempenho no Enem para presos

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a redução de 100 dias na pena do hacker Walter Delgatti com base no desempenho dele no Enem PPL 2025, exame aplicado a pessoas privadas de liberdade. A decisão foi tomada após análise de pedido da defesa do condenado. Delgatti está preso no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.

De acordo com os dados do exame citados no processo, Delgatti obteve 636 pontos em matemática, 635,4 em ciências humanas, 550,7 em linguagens, 476,8 em ciências da natureza e 700 pontos na redação. O tema da prova foi “A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância”.

Na decisão, o ministro afirmou que a bonificação adicional solicitada pela defesa não se aplica ao caso, já que, segundo os autos, Delgatti já possuía ensino superior completo antes de ingressar no sistema prisional.

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Alexandre de Moraes no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Conforme a denúncia aceita pela Justiça, a ação teria ocorrido a mando da então deputada federal Carla Zambelli.

Opinião dos leitores

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Economia

Governo anuncia ajuda de bilhões para reduzir preço do diesel por meio de subvenção, diz Ministério da Fazenda

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O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) uma medida provisória que cria uma nova subvenção para reduzir o preço do diesel no país. De acordo com o Ministério da Fazenda, o benefício será de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com validade inicial de dois meses, nos meses de abril e maio.

Segundo o governo, os estados também participarão do programa, arcando com R$ 0,60 por litro do combustível. Ainda conforme o Ministério da Fazenda, 25 estados já confirmaram adesão à proposta.

A medida prevê que os importadores ampliem o volume de diesel vendido aos distribuidores e garantam o repasse do benefício ao consumidor final. De acordo com o governo federal, o custo estimado dessa subvenção será de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões pagos pela União e R$ 2 bilhões pelos estados.

Além disso, o governo anunciou uma segunda subvenção voltada ao diesel produzido no Brasil, no valor de R$ 0,80 por litro. Segundo informações oficiais, essa medida terá custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.

De acordo com o governo federal, o programa para o diesel nacional também terá duração inicial de dois meses, podendo ser prorrogado por igual período. Como contrapartida, os produtores deverão ampliar a oferta do combustível e garantir que o desconto chegue ao preço final pago pelos consumidores.

Opinião dos leitores

  1. Nada conterá as altas dos preços dos combustíveis e da cesta básica, tudo por incompetencia de um governo desastroso.

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Política

Lindbergh pede ao STF prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro após fala sobre eleições

Foto: Reprodução

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) apresentou ao STF, nesta segunda-feira (6), um pedido de prisão preventiva contra Eduardo Bolsonaro (PL) após declarações do ex-deputado sobre o processo eleitoral brasileiro. A informação consta em representação protocolada na Corte, conforme o Metrópoles.

De acordo com a manifestação, a iniciativa ocorre após entrevista em que Eduardo Bolsonaro afirmou que poderá denunciar ao governo dos Estados Unidos eventuais irregularidades envolvendo autoridades do TSE durante a disputa presidencial.

Na representação encaminhada ao STF, Lindbergh afirma que a declaração indicaria continuidade de uma estratégia de pressão sobre instituições brasileiras com apoio externo, especialmente em relação ao processo eleitoral. Segundo o deputado, a situação exigiria análise do Supremo.

Além do pedido de prisão preventiva, Lindbergh também solicitou que o caso seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para avaliação e eventual aprofundamento das investigações, além da adoção de medidas cautelares.

Em entrevista citada na representação, Eduardo Bolsonaro afirmou que autoridades do TSE poderiam ser alvo de sanções por parte dos Estados Unidos caso o governo americano entenda necessário. Segundo ele, eventuais denúncias poderiam ser feitas em tempo real durante o processo eleitoral.

O ex-deputado também declarou que, em sua avaliação, ministros do tribunal teriam adotado critérios diferentes ao julgar ações envolvendo Lula e Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Opinião dos leitores

  1. Presidente do STF pediu apoio aos EUA para evitar golpe de Estado nas eleições de 2022
    Ministro Luís Roberto Barroso diz que esteve três vezes com encarregado de negócios americano no Brasil, e, numa delas, obteve declaração do Departamento de Estado.
    Manda prender o barroso, lindinho!!!

  2. Pede para o Trump, lindinho da Odebrecht!!!💩💩💩 Quem tá querendo falar contigo é Alfredo Gaspar.

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Geral

CHUVAS: Inmet coloca Natal e mais 35 cidades do RN em alerta vermelho; veja lista

Foto: divulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu três alertas de chuvas para cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (6), com níveis que vão de perigo potencial a grande perigo.

O aviso mais grave é o vermelho, de grande perigo, que aponta chuvas acima de 60 mm por hora ou mais de 100 mm por dia, com risco elevado de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis. Os alertas seguem até o dia 11 de abril.

Cidades sob alerta vermelho:

  • Arês
  • Baía Formosa
  • Brejinho
  • Canguaretama
  • Ceará-Mirim
  • Espírito Santo
  • Extremoz
  • Goianinha
  • Ielmo Marinho
  • Jundiá
  • Lagoa de Pedras
  • Lagoa Salgada
  • Macaíba
  • Maxaranguape
  • Montanhas
  • Monte Alegre
  • Natal
  • Nísia Floresta
  • Nova Cruz
  • Parnamirim
  • Passagem
  • Pedro Velho
  • Pureza
  • Rio do Fogo
  • Santo Antônio
  • São Gonçalo do Amarante
  • São José de Mipibu
  • São Miguel do Gostoso
  • Senador Georgino Avelino
  • Taipu
  • Tibau do Sul
  • Touros
  • Várzea
  • Vera Cruz
  • Vila Flor

O alerta amarelo, de perigo potencial, prevê chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com baixo risco de ocorrências. Já o alerta laranja indica perigo, com precipitações de até 60 mm por hora, ventos entre 60 e 100 km/h e possibilidade de alagamentos e quedas de energia.

O Inmet orienta que a população evite se abrigar sob árvores durante ventos fortes e não utilize aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).

Opinião dos leitores

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Geral

Moraes questiona a qualificação de irmão de Michelle para ser cuidador de Bolsonaro

Foto: reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comprove a qualificação de Carlos Eduardo Antunes Torres para atuar como cuidador durante a prisão domiciliar.

Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, foi indicado pelos advogados, mas, segundo Moraes, não há comprovação de formação como enfermeiro ou técnico de enfermagem. O ministro deu prazo para a apresentação das credenciais profissionais.

Ao autorizar a prisão domiciliar, Moraes impôs restrições, permitindo apenas visitas de médicos, advogados e familiares diretos. Por não se enquadrar nesse grupo, Torres depende de autorização judicial para ter acesso à residência.

Antes, no regime fechado, ele auxiliava na entrega de alimentação ao ex-presidente. Agora, a defesa pede que ele atue como cuidador.

Torres também é pré-candidato a deputado distrital pelo PL no Distrito Federal e afirmou que, se autorizado, priorizará os cuidados com Bolsonaro, conciliando com a agenda política.

Opinião dos leitores

  1. Esperar o desse povo. Não entendo como passamos 4 anos com um ser como esse acabando com o Brasil.

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Geral

Projeto do Colégio Porto estimula estudantes a participarem de olimpíadas de conhecimento nacionais e internacionais

Conectar estudantes por meio de uma cultura de estudos que promova a integração e competitividade positiva. É nesta perspectiva que o Colégio Porto prepara seus estudantes para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBA e OBAFOG, respectivamente). A iniciativa faz parte do projeto Projeto Porto Olímpico, que estimula estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio a participaram de olimpíadas de conhecimento regionais, nacionais e internacionais. A proposta abre portas para pesquisas, oficinas, palestras e desafios intelectuais que ampliam o aprendizado e convidam os alunos a explorarem novas formas de pensar, investigar e construir conhecimento.

A próxima edição da OBA e OBAFOG acontece no dia 15 de maio, sendo realizada exclusivamente na forma presencial dentro da escola sob supervisão dos professores aplicadores das provas.

Além da OBA e OBAFOG, a escola participa de olimpíadas em diversas áreas do conhecimento. Em âmbito nacional, as competições de Biologia (OBB), Ciências (ONC), Química, de Eficiência Energética (ONEE), Física, História do Brasil (ONHB), Português e as tradicionais Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP) e Canguru de Matemática. Também há competições internacionais, como a International Astronomy and Astrophysics Competition.

Segundo a professora Shyrlaine Querino, coordenadora de Olimpíadas do Colégio Porto, o projeto não é pensado apenas para um grupo específico de estudantes que já se reconhecem como “olímpicos”. A proposta é ampliar oportunidades e permitir que cada aluno descubra suas potencialidades. “O Porto Olímpico se coloca como um espaço para que os estudantes encontrem as áreas com as quais mais se identificam ou até se desafiem a sair da zona de conforto. Ao longo desse processo, o pensamento crítico é estimulado e os alunos passam a se conectar de forma mais consciente com a realidade”, explica.

Na prática, este compromisso da escola se converte em resultados. O Porto conquistou a medalha de ouro na Jornada de Foguetes, com a aluna Maria Helena Souza Lopes. Na Olimpíada Norte-Nordeste de Química, o colégio também foi ouro, desta vez, com a estudante Vanessa Bila, além de receber menção honrosa com o aluno Lucas Câmara. Há ainda premiações na Olimpíada de Português (duas pratas, dois bronzes e duas menções honrosas), na OBMEP (um bronze e cinco menções honrosas), na International Astronomy and Astroophysics Competiition (IAAC), além de participações marcantes na competição Canguru de Matemática, com quase 100 premiações.

Preparação pensada conforme cada competição

Para apoiar os estudantes neste processo, o Porto Olímpico estrutura um plano de preparação que varia de acordo com as características de cada competição. Algumas olimpíadas são individuais e contam com aulas preparatórias no contraturno, acesso a materiais de estudo e acompanhamento da coordenação olímpica. Em outras competições, o trabalho acontece de forma colaborativa, exigindo preparação em equipe. Nessas experiências, os estudantes participam de momentos específicos de treinamento, incluindo encontros dedicados à resolução de provas e ao desenvolvimento de habilidades estratégicas.

Além do desenvolvimento acadêmico, o projeto também fortalece habilidades essenciais para a formação dos jovens. “Gestão de tempo, controle emocional e organização de estratégias para enfrentar avaliações externas fazem parte da jornada dos estudantes olímpicos. Em um ambiente que combina acolhimento e desafio intelectual, os alunos acumulam experiências que ultrapassam o universo das competições, construindo ferramentas que seguirão com eles ao longo da vida”, finaliza a educadora.

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