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Pessoas bonitas tendem a ter opiniões mais liberais sobre sexo, diz estudo

A beleza está ligada a opiniões moralmente menos rígidas, sugere um novo estudo. O cientista social Robert Urbatsch, da Universidade de Iowa (EUA), observou que entre os mais belos há maior anuência para sexo antes do casamento, melhor aceitação de sexo e casamento gays e maior concordância de que a mulher sempre deve ter direito ao aborto legal, independentemente da situação.

Os dados utilizados são da edição de 2016 do General Social Survey (GSS), um dos maiores bancos de dados dos EUA, que abrange informações fornecidas por dezenas de milhares de pessoas com questões sobre liberdade civil, violência, intolerância, moralidade, entre outros tópicos.

Nesse banco de dados, pesquisadores também classificam as pessoas cadastradas em cinco categorias —nada atraente, não atraente, na média, atraente ou muito atraente. Dentre os que tiveram a aparência avaliada, de 700 a 1.700 responderam às demais questões analisadas na pesquisa de Urbatsch.

Estudos já mostraram que pessoas consideradas bonitas conseguem trabalhos que pagam mais, tendem a ser melhor avaliadas em assuntos não diretamente ligados à beleza e até ganham, em média, mais votos em eleições. Essas vantagens são ainda mais perceptíveis quando o assunto é romance —é chover no molhado dizer que a boa aparência multiplica a chance de encontrar parceiros sexuais.

A questão que a nova pesquisa buscou responder é se as vantagens e oportunidades trazidas pela beleza poderiam atuar de modo a mudar a percepção do indivíduo sobre questões morais.

Uma possível explicação aventada pelo pesquisador é que os sinais de interesse sexual recebidos pelos mais bonitos acabam desgastando a concepção de que a atividade sexual (de qualquer tipo) seja moralmente questionável. Por outro lado, os menos bonitos sofrem menos pressão liberalizante, consolidando, em média, posições mais rígidas.

“A pessoa mais bonita tem tratamento diferenciado, parece que a sociedade a vê com olhos mais amenos. Diante da pessoa bonita há maior condescendência; a pessoa percebe que vive num mundo que a favorece e passa a desejar isso para as outras pessoas também”, diz Carmita Abdo, presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e uma das maiores autoridades brasileiras em estudos de sexualidade.

Quem é menos bonito, afirma ela, acaba levando tudo mais à risca, tem maior disciplina e literalidade diante das regras. “Diante disso, essa pessoa acaba vivendo numa estrutura menos flexível —é assim que o mundo sempre a tratou. Não é desforra, é algo habitual. É assim que ela apreendeu o mundo.”

“Uma maneira alternativa de interpretar esses achados é que a pessoa que tem boa aparência acha que consegue se safar ao dar suas opiniões morais enquanto as demais têm de fingir obedecer às convenções sociais”, diz Urbatsch à Folha.

Segundo ele, se uma pessoa se sente melhor por possuir padrões morais elevados em relação aos demais, para ela pode ser melhor deixar passar algumas oportunidades românticas do que perder uma parte fundamental de sua identidade.

Independentemente da beleza, contudo, as pessoas tendem a reprovar a traição. Isso pode ter ao menos duas explicações: que a “permissividade moral” tem um certo limite ou que mesmo quem é bonito teria um alto custo social de se declarar favorável a esse tipo de prática.

Há outros aspectos que podem interferir na capacidade de estabelecer relações sociais, lembra Abdo. “Uma coisa ajuda a outra. Uma pessoa inteligente pode até aparentar ser mais bonita do que é. E uma pessoa resiliente não vai cansar de buscar seus objetivos, seja com exercício físico, dieta, uso de tecnologia —tudo isso pode tornar a aparência dela mais interessante.”

“E há pessoas muito lindas que se tornam reféns da beleza e perdem o autocontrole pela menor capacidade de absorver frustrações e não conseguir lidar bem com o lado negativo da vida.”

A beleza física pode ter diversas raízes. Os genes têm papel proeminente, conferindo características como altura e formato do rosto, por exemplo, mas questões culturais também podem ser importantes: alguns atributos podem ser mais valorizados em diferentes locais.

Mesmo assim, é mais fácil especular na direção adotada por Urbatsch, em que a aparência é uma das causas das posições morais. Seria mais complicado sustentar o raciocínio no sentido contrário, de que determinadas opiniões tornam uma pessoa mais ou menos bonita.

Existem ainda fatores que podem exercer influência na moralidade do indivíduo, como a religião, que pressiona na direção menos liberalizante, e a erudição (medida por meio de testes de vocabulário e anos de escolaridade), que atua no sentido contrário. Esses temas, porém, já foram explorados em outros estudos.

O pesquisador afirma que no estudo recente tentou deixar de lado o que seria moralmente ou filosoficamente desejável de uma perspectiva religiosa ou normativa para se ater apenas ao lado empírico.

Urbatsch também pesquisou se a beleza poderia ter influência em outras questões, como a legalidade do uso de maconha, o direito à eutanásia e a desobediência civil no caso de leis que inflijam a consciência. Não houve impacto nessas questões.

Em 1972 uma outra pesquisa nos EUA, a National Election Survey também tinha uma questão relativa à aparência do entrevistado e outra sobre o direito ao aborto. Os resultados foram similares, sugerindo que a relação entre beleza e permissividade moral não é uma coisa desta década.

Urbatsch, na verdade, pesquisa políticas de comércio internacional, mas estuda também como ideologia e posicionamento políticos afetam a área. “Nem todo mundo se interessa por isso, porém.” Ele diz que agora vai tentar expandir a nova análise, publicada na revista científica Social Science Quarterly, a partir de dados de outros países, já que os achados são específicos para os EUA, diz.

Folha de São Paulo

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Consolidada entre os mais citados em todas as pesquisas, Carla Dickson representa Michelle Bolsonaro e o conservadorismo no RN

Na reta final das eleições, a deputada federal Carla Dickson (PL-RN) chega à véspera da votação mantendo presença constante entre os nomes mais citados pelos eleitores do Rio Grande do Norte nos levantamentos divulgados ao longo da campanha. A parlamentar também consolidou uma posição de destaque no campo conservador do Estado e conta com o apoio declarado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

“Receber o apoio e a confiança de Michelle Bolsonaro tem um significado muito especial para mim. É uma responsabilidade enorme representar no Rio Grande do Norte um projeto que defende os valores da família, da liberdade e dos princípios conservadores. Chegar à reta final da campanha aparecendo bem colocada nas pesquisas, de forma consistente, mostra que o nosso trabalho está sendo reconhecido e que temos uma grande parcela do eleitorado caminhando conosco. Agora é seguir até o último momento, com fé, coragem e muito trabalho”, afirmou Carla Dickson.

A aproximação com Michelle ganhou ainda mais força durante a campanha, reforçando a identificação de Carla com a pauta conservadora e com uma parcela importante do eleitorado potiguar. A ex-primeira-dama declarou apoio à candidatura da deputada e passou a apresentar Carla como seu nome para a Câmara dos Deputados no Rio Grande do Norte.

Esse cenário se soma ao desempenho de Carla nos levantamentos eleitorais. Na pesquisa mais recente do Instituto Media, a deputada aparece entre os nomes citados espontaneamente pelos eleitores na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

A presença de Carla entre os nomes lembrados na reta final da campanha reforça uma trajetória construída ao longo do mandato e a mobilização realizada em diferentes regiões do Estado. Como representante do PL e aliada de Michelle Bolsonaro, a deputada busca consolidar nas urnas o espaço conquistado durante a campanha dentro do campo conservador potiguar.

A pesquisa do Instituto Media — Inteligência em Pesquisa Ltda. foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda. e ouviu 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre os dias 21 e 25 de setembro de 2026. A margem de erro para a amostra total é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-05948/2026.

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[VÍDEO] FLÁVIO BOLSONARO: “ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula”

Durante ato de campanha em Americana (SP), neste sábado (3), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte precisa deixar de atuar como uma “delegacia de polícia”. Flávio acusou, sem citar nominalmente ministros, integrantes do Supremo de atuarem como “agentes políticos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ministros do STF não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico”, declarou. O candidato também criticou decisões que, segundo ele, favoreceriam Lula. “Temos os amigos do Lula fazendo de tudo, dando canetada para tentar ajudar o Lula a se reeleger”, afirmou.

Flávio ainda defendeu mudanças na composição do STF e disse que, caso seja eleito, indicará ministros que, segundo ele, “respeitam a Constituição”. Ele também voltou a defender o fim da reeleição presidencial e afirmou que pretende cumprir apenas um mandato caso chegue à Presidência.

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[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. Pega fogo 🔥 cabaré, o PT sabe como ninguém fazer todo tipo de maracutaia para se perpetuar no poder…

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Caravana 22 reúne Álvaro Dias, Paulinho Freire, Styvenson e lideranças em grande mobilização na Zona Norte de Natal

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), percorreu, neste sábado (3), bairros da Zona Norte de Natal em mais uma grande mobilização da Caravana 22. A carreata, formada por carros e motocicletas, saiu da Avenida Itapetinga, em frente à Lagoa de Santarém, e percorreu ruas e avenidas da região reunindo apoiadores, candidatos e lideranças políticas.

A mobilização contou com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire; da vice-prefeita Joanna Guerra; do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim; do presidente eleito da Câmara Municipal de Natal, Aldo Clemente; das candidatas a deputada federal Nina Souza, Carla Dickson e Gabi Trajano; dos candidatos a deputado estadual Anne Lagartixa, Eriko Jácome, Léo Souza, Sargento Manassés e Davi Fernandes; além dos vereadores Irapoã Nóbrega, Kleber Fernandes, Luciano Nascimento, Subtenente Eliabe, Herberth Sena, Daniel Santiago e Preto Aquino.

A passagem da Caravana 22 pela Zona Norte marcou mais um ato de rua de Álvaro na reta final da campanha. Ainda neste sábado, o candidato segue para Mossoró, onde participa, às 18h22, da tradicional Descida do Alto de São Manoel, ao lado de Styvenson Valentim e do candidato ao Senado Coronel Hélio.

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Hospital Municipal de Natal São Padre Pio inicia acolhimento em enfermaria adulta

A partir desta sexta-feira (2), o Hospital Municipal de Natal São Padre Pio iniciou uma nova etapa nos seus atendimentos com a abertura dos leitos de enfermaria clínica médica adulta. As admissões são um marco para a rede de Urgência e Emergência da capital, o que vai auxiliar no fluxo, principalmente dos pacientes aguardando transferências nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) da capital.

A estrutura conta com 17 leitos de enfermaria clínica médica adulta, que auxiliam na internação de pacientes não graves, mas que precisam de cuidados médicos e de enfermagem contínuos.

Nesse primeiro momento foram admitidos os três primeiros pacientes, transferidos das UPAs Potengi e Satélite. A partir deste sábado (3), novos pacientes começam a dar entrada no bocal e a previsão é que as próximas transferências aconteçam de forma contínua, de acordo com a capacidade do hospital.

O prefeito Paulinho Freire reforça a importância do novo equipamento. “É uma alegria enorme ver os pacientes natalenses sendo bem assistidos em um equipamento grandioso como o nosso novo hospital. Esse é um marco histórico e vamos cada vez mais atuar para ampliar a assistência à população”, disse.

Para o secretário Municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, o momento é um grande marco para a saúde da capital. “Ontem, por volta das 23h, recebemos os primeiros pacientes adultos no hospital. Quero dizer que a população fique orgulhosa e esperançosa de que o novo hospital está funcionando e, em breve, estaremos com os leitos de UTI e realizando cirurgias também, o que vai melhorar ainda mais a saúde na capital”, falou.

O secretário reforça que, neste primeiro momento, o hospital funciona totalmente de porta fechada. Todos os pacientes que estão no local, seja para internação de enfermaria, ou os pacientes que estão entrando para fazer exames eletivos, estão sendo admitidos por regulação. “A regulação municipal chama os pacientes que estão nas UPAs, como também chama os pacientes eletivos para fazer seus exames”, explicou.

Hospital Municipal de Natal São Padre Pio

O Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começou a receber pacientes de forma gradual. Na primeira etapa, funcionaram a enfermaria pediátrica e o Centro de Diagnóstico por Imagem, com realização de exames de ecocardiograma e ultrassonografia para pacientes regulados o que já contribuiu para zerar a fila de espera ecocardiogramas pediátricos para crianças e adolescentes de até 15 anos.

Entre as próximas etapas está a abertura dos leitos de UTI, além da instalação de equipamentos como tomógrafo e aparelho de raio-X fixo e posteriormente as atividades do centro cirúrgico.

A expectativa é que a primeira etapa de implantação do hospital seja concluída até o fim do mês de outubro.

Quando estiver em pleno funcionamento, a estrutura contará com diferentes serviços e especialidades, incluindo atendimento neonatal, ginecológico e obstétrico, centro cirúrgico, centro de diagnóstico e atendimento 24 horas para situações de maior complexidade.

Opinião dos leitores

  1. Concordo com a homenagem ao Padre Pio, porém ele não foi declarado santo pela Igreja Católica.

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Faltando 24 horas: Pesquisa ITEM coloca Taveira Júnior entre os 24 mais citados para deputado estadual

O deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior (PSDB) aparece entre os 24 nomes mais citados para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em pesquisa do ITEM divulgada pela Rádio Difusora de Mossoró. No levantamento espontâneo, Taveira registra 1,4% das intenções de voto e ocupa a 22ª colocação.

A pesquisa ouviu 1.250 eleitores em 60 municípios, distribuídos pelas 12 macrorregiões do Rio Grande do Norte, entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,77 pontos percentuais.

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PESQUISA CNT-MDA/VOTOS VÁLIDOS: Lula tem 47,8% e Flávio Bolsonaro cresce 7 pontos percentuais e chega a 42,1% no 1º turno

Fotos: Estadão Conteúdo / Senado

A nova pesquisa CNT/MDA mostra Lula (PT) com 47,8% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,1%.

Em relação ao levantamento realizado pelo instituto em setembro, Lula avançou 1 ponto percentual, enquanto Flávio cresceu 7 pontos.

Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 3,6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,4%, Renan Santos (Missão), com 1,7%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Os demais candidatos, somados, representam 0,6% e foram agrupados na categoria “Outros”.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 eleitores, entre os dias 29 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

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PESQUISA CNT/MDA: Lula tem 47,3% contra 43,1% de Flávio no 2º turno

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

Na véspera do primeiro turno, uma nova pesquisa CNT/MDA aponta Lula (PT) com 47,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43,1%. A pesquisa foi divulgada neste sábado (3).

A diferença é de 4,2 pontos percentuais. Como a margem de erro é de 2,2 pontos, o cenário configura empate técnico. Segundo o levantamento, 7,6% dos entrevistados votariam em branco ou nulo, enquanto 1,9% não soube ou não respondeu.

A CNT/MDA entrevistou 2.007 eleitores em todo o país, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04756/2026.

Opinião dos leitores

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PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro tem 49% contra 44% de Lula no 2º turno

Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Ricardo Stuckert/PR

Pesquisa Gerp divulgada neste sábado (3) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 44%.

Outros 6% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

No primeiro turno, considerando os votos válidos, Flávio aparece com 46% e Lula com 44%, segundo o instituto. Os 2 estão tecnicamente empatados nesse recorte.

Primeiro turno (votos válidos):

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 46%;
  • Lula (PT) – 44%;
  • Augusto Cury (Avante) – 4%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 3%;
  • Renan Santos (Missão) – 2%;
  • Samara Martins (UP) – 1%;
  • Edmilson Costa (PCB) – 0%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO) – 0%;
  • Romeu Zema (Novo) – 0%;
  • Leonardo Avalanche (PRTB) – 0%;
  • Hertz Dias (PSTU) – 0%;
  • Wilson Grassi (Democrata) – 0%;
  • Clariana Barão (DC) – 0%.

A Gerp entrevistou 2.400 eleitores de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026 em todo o país. A pesquisa foi realizada por telefone e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95,55%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00509/2026. A pesquisa custou R$ 20.000 e foi paga com recursos próprios.

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Getúlio Rêgo agradece apoio dos potiguares e reafirma compromisso com a população na reta final da campanha

Na véspera da eleição, candidato destaca trajetória na medicina e no Parlamento e garante que manterá o atendimento direto aos cidadãos

Na reta final da campanha para deputado estadual, Getúlio Rêgo agradeceu as manifestações de carinho e apoio recebidas ao longo das últimas semanas e reafirmou seu compromisso com a população potiguar. Ao avaliar a caminhada até a eleição deste domingo (4), destacou que a confiança construída durante sua trajetória como médico e parlamentar é o principal patrimônio de sua vida pública.

Os encontros nas ruas, os abraços e os apertos de mão marcaram uma campanha sustentada, segundo Getúlio, pelo reconhecimento do trabalho realizado. Com 55 anos de atuação na medicina e uma trajetória de 40 anos como deputado, ele ressaltou os vínculos de amizade e a presença permanente junto às famílias, especialmente na região Oeste.

A proximidade com a população foi um dos pontos centrais de sua avaliação. Getúlio lembrou que sempre manteve contato direto com os cidadãos, incluindo moradores das comunidades rurais mais distantes. O diálogo, antes realizado principalmente por telefone, ganhou também o alcance das redes sociais, pelas quais recebe demandas e responde às mensagens conforme a disponibilidade entre os atendimentos e compromissos.

Para o candidato, essa relação representa uma responsabilidade que se renova a cada manifestação de confiança. Getúlio destacou que nunca deixou de exercer a medicina e que continua com disposição para atender no consultório e na sala de cirurgia, mantendo o cuidado com as pessoas como parte de sua rotina.

“O povo é credor, e eu vou ser sempre devedor. O mandato que você vai me dar vai pertencer a você”, afirmou.

Ao dirigir sua mensagem aos eleitores que ainda estão indecisos, Getúlio pediu que considerem sua trajetória, sua experiência e o compromisso de manter as portas abertas à população. Reafirmou que, caso eleito, o gabinete na Assembleia Legislativa será um espaço de acolhimento, diálogo e encaminhamento das necessidades dos potiguares.

Getúlio encerrou sua avaliação agradecendo a confiança recebida e reforçando que pretende continuar trabalhando com integridade, honestidade e disposição, tanto na atividade médica quanto na representação política.

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