A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira (22) o indiciamento de 90 pessoas investigadas durante a Operação Enredados, que desvendou um esquema de comercialização de permissões ilegais para pesca industrial, documento emitido pelo extinto Ministério da Pesca.
Parte dos envolvidos foi indiciada mais de uma vez por envolvimento no esquema.
É o caso de Clemerson José Pinheiro, ex-secretário-executivo da pasta e preso durante a ação. Ele foi indiciado 57 vezes por diversos crimes, entre eles corrupção ativa, corrupção passiva e organização criminosa.
A relação de indiciados tem 27 servidores públicos. De acordo com a PF, até a semana passada, continuavam presos 14 dos 19 suspeitos detidos no dia da operação, deflagrada no dia 15 de outubro.
Ainda segundo a Polícia Federal, o Ibama estima que os crimes ambientais e administrativos cometidos pela quadrilha causaram um prejuízo de aproximadamente R$ 5 bilhões.
ENREDADOS
A organização criminosa chegava a cobrar R$ 100 mil a interessados em obter a permissão para a pesca industrial, visto necessário para a prática da pesca de grande porte.
Parte das embarcações que conseguiam a licença, no entanto, não cumpriam os requisitos exigidos para receber o documento. Em outros casos, a quadrilha criava dificuldades a proprietários de barcos aptos, para assim pressioná-los a pagar a propina.
O esquema contava com a participação de servidores, armadores de pesca, representantes sindicais e intermediários. Eles praticavam corrupção, tráfico de influência e advocacia administrativa.
A investigação, a cargo da Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais, com apoio do Ibama, identificou crimes como pesca ilegal e fraudes em documentação, que era usada para distribuir pescado sem procedência no mercado.
Durante as buscas, a PF apreendeu mais de 240 toneladas de pescado capturado ilegalmente, com valor acima de R$ 3 milhões. Entre eles, diversas espécies em extinção, como elas Tubarão Azul, Tubarão Cola Fina, Tubarão Anjo e Raia Viola.
FolhaPress
DO BLOG: Entre os indiciados, está o presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), e suplente de Deputado Federal pelo RN, Abraão Lincoln.

Lamentável essa situação do nosso país grande e rico pelas suas potencialidades naturais.
O Brasil tem que ser passado a limpo.
Os que dizem honestos dizem, que não viu nem sabe de nada.
Mas o MPF sabem que eles, sabem de tudo.
Crimes que deveriam ser combatidos pelos que hoje são indiciados… Uma lastima, enquanto isso, vários pescadores que precisam sobreviver da pesca familiar são perseguido com rigos em varias cidades litorâneas do RN, mesmo com uma esmola distribuída pelo governo no período de defeso da lagosta e outras espécies…