POR RICARDO FALZETTA14/06/2016 06:00
Para tentar responder a essa difícil pergunta, vou resgatar uma breve história. Em 1996, quando eu era repórter da revista Nova Escola, publicação voltada para os professores, recebemos na redação, pelo correio (e-mail era privilégio de poucos naquela época), um envelope contendo o holerite de uma professora do interior do Piauí. Sabe quanto ela recebia por mês? 13 reais! Dá para imaginar como era viver com um salário assim?
Em 2007, o governo federal criou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que mais tarde seria convertido no Fundo de Desenvolvimento Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e dos Profissionais da Educação (Fundeb). Esse fundo, de âmbito estadual, é composto por recursos vinculados, provenientes de uma cesta de impostos e repasses constitucionais de verbas, distribuídos para cada município e para a rede estadual da unidade federativa, conforme o número de matrículas da Educação Básica de cada localidade. 60% dessa verba devem ser investidos na valorização dos professores, por meio de salários e de formação. Logo que o então Fundef passou a valer, o salário dessa mesma professora passou para algo em torno de 200 reais. Um valor ainda baixo, mas um salto expressivo, sobretudo nos municípios mais pobres do País.
Ainda temos muito a caminhar. A atual desvalorização do magistério no Brasil pode ser explicada também por um descaso histórico do País com a Educação, que passou a ser tratada como um direito somente a partir da Constituição Federal de 1988, e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que estabeleceu critérios importantes, como a escolaridade mínima para a docência. De lá para cá, a remuneração vem melhorando, mas a passos lentos.
Hoje, apesar de leis como a do Fundeb e do Piso Nacional do Magistério, atualmente fixado em R$2,135, a média salarial dos professores da Educação Básica representa 60%, ou seja, pouco mais da metade do que ganham outros profissionais com formação superior. O Plano Nacional de Educação (PNE), que completa dois anos de vigência em junho deste ano, estabelece em sua meta 17 a equiparação salarial entre os docentes e os demais profissionais até 2020. Para que a meta seja cumprida, é preciso que os nossos gestores e governantes trabalhem ativamente para melhorar a remuneração dos professores.
Embora aumentar o salário seja um fator fundamental para melhorar a atratividade da carreira docente, não é o único que precisa de atenção. É preciso garantir planos de carreira melhores, formação inicial (universidades) e continuada (no dia a dia do trabalho) adequadas, condições de ensino e infraestrutura nas escolas para que os profissionais do magistério possam fazer um bom trabalho em sala de aula.
Vale lembrar também que o professor não é o único ator do processo educacional: para que as crianças e jovens aprendam o que têm direito de aprender é preciso contar com a participação da família, da comunidade e dos gestores.
Recentemente, a Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos Pela Educação, publicou um texto em sua coluna no UOL Educação sobre a importância da figura do professor no desenvolvimento dos alunos. Confira aqui.
Para saber mais sobre o perfil dos professores no Brasil, acesse aqui o levantamento do TPE sobre o tema.
O Globo
250 anos governado por PSDB/DEM/ARENA/PFL/PMDB!
Está aí a resposta.
Tem idiota que quer essa turma de volta!
Acho que os professores merecem ganhar mais e, para isso, precisam ter uma melhor qualificação.
Uma questão muito importante também é a inclusão do ponto eletrônico para todas as instituições públicas.
E a vida dos professores só tende a piorar com Temer, Mendonça Filho, Rogério Marinho…
É baixo porque não dão prioridade a quem merece. Vê se o dos políticos é!
E como se fosse pouco o suplício desses profissionais eles ainda tem que se cotizar pra comprar o café a água que bebem.
Né mole trabalhar normalmente em dois vínculos pra ter um pouco mais de dignidade e não ter tempo pra viver, porque também leva trabalho pra casa, compra material pra fazer os trabalhos da escola com seu próprio dinheiro e nas festas da escola, como são joão, dia dos pais, etc, ainda faz cotinha pra levar todo tipo de comidas pros alunos bancando do bolso, sem com isso receber nehum agradecimento ou reconhecimento da sociedade ou do poder público, que ainda achando pouco o Ministério Público aindo os persegue pra não comerem nem os restos da merenda que sobra.
Isso é a valorização do Magistério!
O Brasil é uma republiqueta de bananas
,o Japão é uma das maiores potências econômicas do Mundo . Lá a educação é prioridade absoluta.
Acha que os políticos querem gente educada? consciente? bem informada?
Tá louco????
Se o povo soubesse os direitos que tem; se soubesse o poder que tem; se soubesse a força que tem…
imagina se havia essa bandidagem todinha de Norte a Sul, de Leste a Oeste, do PT aos outros Ps todos…