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"Traição é traição"… Potiguar é o segundo que mais trai no Nordeste

Deu no Diário de Natal.

“Traição é traição, romance é romance. Amor é amor e o lance é o lance”.

Assim diz o refrão de uma música popular presente em toda balada jovem da capital do Rio Grande do Norte, o estado vice-campeão em matéria de infidelidade, segundo aponta uma pesquisa feita por um site especializado em traições.

O Estado só perde em número de traições para a terra do axé, a Bahia, que lidera o ranking no Nordeste.

Os potiguares são vice-campeões em infidelidade na região: já são 10 mil traidores no Estado, de acordo com o levantamento, que considera apenas os usuários cadastrados no site.

Para os norte-rio-grandenses, a infidelidade continua sendo uma forma de apimentar a vida íntima.

 

Obviamente não se trata de um estudo empírico sobre o caso, mas apenas a versão de um site da internet, o Ashleymadison.com.

Os dados não são oriundos de uma pesquisa de opinião com análise qualitativa de dados. Ainda assim, não deixa de ser uma curiosidade.

É possível que a explicação para o fenômeno da infidelidade esteja no clima quente, ou talvez em ritmos frenéticos e sensuais como o forró e o axé. Quiçá um tantinho da cultura local, herdeira da miscigenação colonial? Bom, independente do motivo, o fato é que a região Nordeste também aparece no topo da lista em casos extraconjugais.

“Os nordestinos são os amantes mais sensuais do país”, afirma Eduardo Borges, representante da empresa no Brasil, que lança oficialmente o site em Natal este mês de dezembro, depois de tão repentino sucesso na terra de Poti.

Os dados oficiais que mais se aproximam do assunto são os que foram divulgados recentemente nas Estatísticas do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, 179 casais no Estado se separaram e 1.115 se divorciaram em processos judiciais não consensuais.

Entre os motivos, a conduta desonrosa ou a violação dos direitos do casamento.

Outro campo fértil para as traições é a internet. Levantamento conduzido pelo instituto QualiBest, encomendado por uma revista nacional em julho passado, mostra que 41% dos brasileiros já tiveram algum tipo de interação virtual que pode ser considerado traição durante algum relacionamento sério.

Desses, 57% são homens e 43% mulheres.

A psicóloga e sexóloga Cristina Hahn, que é brasiliense e mora em Natal há mais de 20 anos, afirma que os potiguares dão valor excessivo às aparências.

“Com esse comportamento, muitas vezes é preciso manter intactos os laços do matrimônio por uma questão ou convenção social, mas por outro lado, vivencia o prazer de uma relação extraconjugal que carrega consigo o peso da proibição”, opina.

Sempre há, acrescenta ela, justificativas culturais e biológicas para a traição. Em termos culturais, o Nordeste como um todo tem o estigma do homem machista, o famoso ‘pegador’. “É como se estivesse implícita nas relações de casal, uma certa ‘autorização’ ao homem para trair com a justificativa de que isso é normal, que faz parte da natureza masculina.É algo parecido com: ‘Homem que trai é viril, mulher que o faz é vadia’. A questão a ser levantada é que, visivelmente, o número de mulheres que traem seus parceiros aumenta a cada dia”, explica a sexóloga.

Isso se deve à educação da mulher, hoje mais emancipatória, com mais independência financeira, o que a torna emocionalmente segura e estável sobre seu valor feminino social, “consciente da abrangência do papel esposa-amante-mãe-profissional e, acima de tudo, uma mulher em busca da sua satisfação sexual”.

Cristina Hahn diz que praticar a fidelidade ou a infidelidade é uma decisão comum. “Trair ou não trair, eis a questão. Ou melhor dizendo, eis a escolha.

Todo e qualquer sentimento faz parte da condição humana. Os sentimentos não devem ser moralizados, não devem ser classificados em bons ou maus, certos ou errados, normais ou anormais.

Os sentimentos apenas são”. A sexóloga explica que os sentimentos das pessoas geram desejos. Transformar o desejo numa ação é que requer poder de decisão. “Precisamos ter a consciência das consequências de nossas escolhas e assumí-las com coragem”.

A terapeuta de casais Syrleine Penaforte, afirma que a traição é motivada por diversos motivos e que, nesse caso, é preciso dar mais atenção ao casamento do que a traição.

“Quando há a brecha para uma terceira pessoa na relação, a relação entra numa situação de vulnerabilidade e risco. Há pessoas que traem por compulsão, por questão de geração (pai também traiu), enfim, mas não enxergo a traição com uma conotação moral e religiosa, e sim como uma questão histórica e cultural”, afirma ela.

A traição não é boa para a relação. “A responsabilidade da relação saudável é dos dois. Se um trai para tentar se manter no casamento, vai estar satisfazendo necessidades suas, não do casamento”.Perfil dos infiéis

Algumas curiosidades sobre o perfil dos infiéis chamam a atenção. As mulheres nordestinas, por exemplo, são as que mais se aventuram na hora de trair, apresentando preferências como uso de massagens eróticas, brincadeiras apimentadas com olhos vendados e até o convite de uma terceira pessoa para fazer parte do coito sexual.

Tudo na base da traição.

Essa é a fantasia sexual da comerciária Josi (nome fictício), 35 anos, casada com Carlos (nome fictício), 42, também comerciário. O casal natalense colocou anúncio em um site especializado em troca de casais sugerindo ingressar no mundo do swing.

“Minha mulher sonha em ficar com dois homens ao mesmo tempo e eu desejo vê-la com outra mulher”, afirma o marido. Carlos e Josi têm dois filhos: um com dez e outro com 20 anos. Nenhum sabe do desejo dos pais.

A busca do casal continua. Ele conta que é preciso analisar as propostas, mas vai adiante em seu objetivo nos bares, restaurantes e casas noturnas da capital. Muitos curiosos ligam apenas por curiosidade, ou com propostas indecorosas.

“Muitos casais gostam dessa prática em Natal. Vamos conseguir realizar esse nosso desejo”, diz, confiante. Para Carlos, o fato de querer mais duas pessoas na relação não se configura uma traição. Muito menos romance. “É tara mesmo”, classifica. “É uma forma de buscar prazer, apimentar a relação. Se os dois estão presentes não há traição”.

Aspirante ao swing, ele credita o alto índice de infidelidade no RN ao clima e à praia. “Morei muito tempo em São Paulo. Lá tem épocas muito frias durante o ano. As pessoas ficam mais reclusas. Aqui não. O clima favorece”.

A sexóloga Cristina Hahn afirma que é preciso partir de dois grandes grupos de razões para explicar a traição. “O primeiro está ligado à qualidade da relação original. O segundo tem a ver com um processo individual da pessoa que trai e independe da qualidade de sua relação com o companheiro”, opina.

“O homem consegue trair, a sociedade permite que ele traia. Uma garota de programa na balada resolve o problema. Já a mulher não. As opções dela geralmente ficam limitadas ao ambiente de trabalho ou ciclo de amigos, que são opções perigosas, porque alguém pode acabar descobrindo.

O site foi criado para atender às mulheres insatisfeitas com o casamento e que querem trair o parceiro, seja seu marido ou namorado. Obviamente com todo sigilo”, diz Eduardo Borges, do Ashleymadison.com.

Apenas 25% por cento das usuárias cadastradas no site são mulheres solteiras que traem os namorador. Eduardo Borges conta que normalmente as solteiras estão em busca apenas de sexo casual, aquele praticado esporadicamente, com pessoas desconhecidas ou no primeiro encontro. O recomendável, obviamente, é fazê-lo de forma segura, com uso de preservativos. “Já a mulher casada normalmente trai porque quer se vingar de algo que o parceiro fez e não a agradou. Ela trai por carência. Se ao chegar em casa, o marido não conversa, se sai pra jantar, ele não dá atenção, ela se sente carente. Conhecemos histórias de casais juntos há 30 anos e que não fazem sexo há mais de cinco anos”.Ranking da infidelidade

Em número de infiéis cadastrados no Nordeste, o estado da Bahia é o campeão, seguido por Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, totalizando quase 30 mil usuários.

Em âmbito nacional, a cidade nordestina melhor posicionada no “ranking da infidelidade” do site Ashleymadison.com é Salvador, que ocupa também o quarto lugar das cidades mais infiéis do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A cidade se destaca no número de mulheres solteiras cadastradas no site basicamente atrás de sexo: 46%, contra 25% da média nacional.

Diferente da capital baiana, Recife é a cidade brasileira que apresenta o mais elevado índice de membros casados: noventa por cento deles declaram manter atualmente um relacionamento estável.

Acentuando o caráter “aventureiro” dos pernambucanos, os recifenses são os que mais se interessam por formar trios amorosos para satisfazer suas fantasias.

Quando o assunto chega no bolso, Fortaleza sai na frente. É a cidade nordestina que mais investe dinheiro com infidelidade de todo o Nordeste.

Em média, os fortalezenses gastam no site 70% a mais do que os traidores das demais cidades da região. Já as mulheres da capital cearense se destacam pela busca desmedida pelo prazer: encontros às cegas, massagens e brinquedos eróticos fálicos estão entre as suas preferências sexuais.

“Eu tenho dois amores”, uma história de traição

Os nomes são fictícios, mas apenas isso. A história dúbia que vive uma natalense que divide seu tempo – e sua cama, com dois homens, é real e apimentada dia e noite.

Eduarda Almeida, 40 anos, moradora da Zona Norte da capital, tem dois amores. A filha, já adulta, acoberta todas as aventuras da mãe.

“Ela diz que não consegue entender como consigo manter as relações, mas leva numa boa. Pede apenas que eu tenha cuidado”, diz Eduarda. No relato desta reportagem os dois amores de Eduarda serão tratados como o “casado” e o “oficial”.

Um dos homens de Eduarda é casado, tem mais de 40 anos, pai e trabalha como segurança. O caso extraconjugal já dura quatro anos. Normalmente ele vai à sua casa durante os dias de semana, para evitar desconfiança da mulher.

O outro namorado de Eduarda pratica surf e também tem mais de 40 anos. Por ser solteiro, é considerado o namorado oficial.

“É quem sai comigo pras praias, festas e restaurantes. Me divirto muito com ele”, diz ela.

O oficial frequenta mais a residência da amante à noite, ou nos finais de semana. Eduarda acha que ele gosta da relação, mas não sente peso na consciência ao trair porque sabe que ele também a trai. “Tenho certeza que ele me trai. Por isso minha consciência nunca fica pesada. Fica tudo na base da traição mesmo”. Simples assim.

Só que frequentemente ela se vê em situações constrangedoras. No final de novembro, por exemplo, o oficial estava dormindo em sua cama quando o casado chegou. “A sorte é que o portão estava com cadeado trancado”.

A filha, apressada, foi atender ao chamado na beira da calçada. “Mãe, o que é que eu faço?”, questionou, na fresta da porta do quarto. Eduarda decidiu descer, mesmo com riscos dele querer subir para ficar com ela. “Disse que estava saindo pra comprar pão na padaria. Ele se contentou apenas em me ver”, despistou.

Faz um ano e cinco meses que Eduarda namora oficialmente o surfista. “No início ele sabia do outro. Hoje acha que a relação acabou”. Além de conciliar as duas relações, Eduarda afirma gostar dos dois. Só que de forma diferente.

“Gosto do casado porque ele é muito atencioso, carinhoso comigo na cama. De vez em quando leva uma feira, ajuda a comprar as coisas lá em casa. Ele também entende meus problemas. Nós conversamos bastante. Já do outro eu gosto porque ele me dá conforto”, adianta.

Ela afirma adorar a adrenalina de manter dois relacionamentos. “Gosto de ir para a cama com os dois. Cada um faz de forma diferente. Um é mais romântico e o outro mais agressivo, mais selvagem, sabe?”.

Eduarda garante que gosta de aventuras, mas não aconselha a traição. “As pessoas têm muito preconceito, insultam na rua, ficam apontando”. Você se sente confortável assim? “Não sinto desconforto. Me sinto desejada”.

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Grupo BaianaSystem que exaltou Lula no Carnaval de Salvador já recebeu quase R$ 900 mil do governo petista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O grupo Baiana System, conhecido por canções antissistema — e por exaltar Lula neste Carnaval de Salvador —, já recebeu quase R$ 900 mil em patrocínios oficiais do atual governo petista.

No sábado passado, durante o Carnaval de blocos na capital baiana, Lula e Janja acompanharam a passagem do Baiana System.

Durante uma das músicas mais conhecidas do grupo, o petista foi homenageado.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também subiu ao trio para cantar com o grupo.

 Vídeo: Isabela Cardoso | Ag. A TARDE

Veja

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Governo Lula já gastou mais de R$5 milhões em 472 viagens para Cuba

Supostas viagens de trabalho de servidores federais têm Varadeiro como destino, em Cuba (Foto: Reprodução/YouTube/Mintur Cuba)

Enquanto arvora-se em vetar penduricalhos salariais como gesto de suposto rigor contra privilégios no serviço público, o presidente Lula (PT) já sangrou mais de R$ 5 milhões dos cofres da União, em seu atual governo, com pagamentos de 472 viagens para servidores federais irem a eventos em Havana e Varadero, em Cuba.

Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, as supostas “viagens de trabalho” duram em média de uma semana. Os principais pretextos para os vultosos gastos em diárias e passagens são eventos com pretensos debates a respeito de temas importantes como saúde pública, educação e ensino superior.

O Ministério da Educação, comandado pelo ex-governador cearense Camilo Santana (PT), figura nas primeira posições do ranking do fomento do turismo na ditadura bancado pelo dinheiro suado de impostos de trabalhadores do Brasil.

O colunista Robson Bonin ainda destaca que o orçamento geralmente apontado como insuficiente por gestores das universidades públicas federais é uma das principais origens da gastança com viagens de reitores e professores para Cuba.

Diário do Poder

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Governo Lula não consegue abrir mercado de aves e ovos na Índia, uma das principais pautas da viagem

Lula recebe echarpe típica da Índia em chegada a Nova Déli – Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Presidência da República

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu avançar na abertura do mercado indiano para aves e ovos durante a visita oficial a Índia. A comitiva voltou de Nova Déli sem um dos principais resultados esperados da viagem.

Segundo integrantes do governo e do setor ouvidos pela Folha, a negativa indiana ocorreu porque o Brasil não aceitou importar produtos como romã, lentilha e lácteos do país asiático, travando o acordo.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com cerca de 35% do mercado global, de acordo com o Ministério da Agricultura. A abertura do mercado indiano era considerada estratégica, já que o país é o mais populoso do mundo e tem o frango como principal fonte de proteína animal, devido a restrições culturais e religiosas ao consumo de carne bovina.

A viagem ocorreu a convite do primeiro-ministro Narendra Modi, e incluiu uma cúpula sobre inteligência artificial e encontros de Estado. O agronegócio estava entre as prioridades da agenda.

As tratativas haviam começado em outubro, com a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin, e ganharam reforço com a presença de empresários do setor de proteínas, acompanhados pela ApexBrasil.

A decisão indiana afeta a estratégia brasileira de diversificação de mercados, hoje fortemente concentrada na China. Em 2024, o país asiático suspendeu por cerca de seis meses a importação de aves brasileiras após um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, mesmo após o Brasil recuperar rapidamente o status sanitário. Com a reabertura do mercado chinês, as exportações de frango cresceram 17,5% no mês seguinte, segundo a S&P.

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Brasileiro trabalha menos horas que a média global, indica levantamento com informações de 160 países

Foto: CSN

Trabalhadores brasileiros dedicam menos horas ao trabalho do que a média global. Dados de um banco internacional com informações de 160 países, analisados pelo economista Daniel Duque, do FGV Ibre, mostram que, em 2022 e 2023, a média mundial foi de 42,7 horas semanais, enquanto no Brasil ficou em 40,1 horas.

O banco de dados foi organizado pelos economistas Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkeley, com base em levantamentos da Organização Internacional do Trabalho e outras instituições.

Na comparação com 86 países com séries históricas longas, o Brasil ocupa a 38ª posição em horas trabalhadas. Quando se ajusta o ranking ao nível de produtividade e à estrutura demográfica, o país cai para o terço inferior, ficando em 60º lugar entre 85 países. Mesmo ao considerar impostos e transferências sociais, o Brasil segue abaixo do esperado.

Segundo Duque, a principal explicação parece ser cultural: uma preferência maior pelo lazer, antes mesmo de o país atingir níveis elevados de renda. O brasileiro trabalha, em média, 1 hora e 12 minutos a menos por semana do que seria esperado para seu nível de produtividade.

O estudo mostra que, à medida que os países enriquecem, tendem a reduzir a jornada. Na França, por exemplo, a média é de 31 horas semanais. O problema, segundo Duque, é que o Brasil “reduziu a jornada antes de ficar rico”.

Em rankings de “esforço adicional”, os Emirados Árabes Unidos lideram positivamente, enquanto países como Moldávia e Moçambique aparecem no extremo oposto. Já quando impostos e benefícios entram na conta, o destaque positivo é o Japão.

Para o economista Samuel Pessôa, também do FGV Ibre, trabalhar menos é uma escolha legítima, mas com impacto claro: menor renda per capita. Ele observa que parte da diferença de renda entre o Brasil e países como Coreia do Sul e Taiwan decorre não só da produtividade, mas do maior número de horas trabalhadas.

O debate ganha relevância no momento em que o país discute a redução da jornada, como o fim da escala 6×1. “Reduzir horas tem impacto econômico. A ideia de que já trabalhamos demais não se sustenta nos dados”, conclui Pessôa.

Opinião dos leitores

  1. A comparação foi feita com todos países os regimes de trabalhos são degradantes. Compara somente com as economias prósperas e você verá que somos explorados. Agora vai iniciar uma campanha na mídia tentando mostrar que 5×2 é ruim. 5×2 é ruim pro patrão que explora até não querer mais, e ainda exige que o brasileiro seja feliz por ele ‘dá emprego’. Sempre foi assim, sempre será assim.

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Geral

CNJ investiga absolvição de homem de 35 anos por estupro de menina de 12

Foto: Rômulo Serpa/Agência CNJ

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) abriu um procedimento para avaliar a atuação do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) na absolvição de um homem de 35 anos, que havia sido condenado por estupro de vulnerável por manter um relacionamento com uma menina de 12 anos. As idades constam na acusação do Ministério Público.

O Tribunal de Justiça mineiro tem 5 dias para providenciar informações preliminares. O material será avaliado pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell Marques, que é o corregedor do CNJ e está à frente do caso.

Também há apuração da postura de um desembargador. Magid Nauef Láuar foi o relator do julgamento — ou seja, escreveu o voto com a fundamentação jurídica pela absolvição do homem de 35 anos.

O prazo para o desembargador enviar informações preliminares também é de cinco dias. O TJMG é investigado porque o relator elabora um voto, mas a decisão é colegiada. Ou seja, outro desembargador acompanhou o entendimento de Magid Nauef Láuar. Houve um voto contra.

O procedimento aberto pelo CNJ é um Pedido de Providências. Ele é empregado para investigar a conduta disciplinar de juízes, desembargadores e tribunais. Também serve para promover melhorias e correções na aplicação da Justiça.

A decisão foi proferida pela 9ª Câmara Criminal do TJMG. O órgão afirmou que o processo tramita em segredo de justiça e não se manifestará a respeito.

Homem tem passagens policiais

As investigações apontaram que o homem morava com a menina. A mãe da garota tinha autorizado que vivessem juntos e permitido que ele “namorasse” sua filha.

A vítima deixou de frequentar a escola ao se mudar. A menina estava com o agressor quando ele foi preso em flagrante no dia 8 de abril de 2024. O homem tem passagens por tráfico de drogas e homicídio.

Na delegacia, ele admitiu que mantinha relações sexuais com a menina. A mãe dela confirmou que o relacionamento entre ambos tinha sua permissão, e foi aberto processo.

O homem havia sido condenado a 9 anos e 4 meses de prisão. A Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça mineiro, e a pena foi transformada em absolvição.

Desembargador não viu violência

Nauef Láuar não viu estupro no caso. O desembargador entendeu que havia uma “relação análoga ao matrimônio”. Mesmo com a diferença de idade e se tratando de uma pré-adolescente, ele alegou, em seu voto, que nenhum ato de violência foi praticado.

O desembargador ressaltou que a família da menina sabia da situação. “O relacionamento mantido entre o acusado e a menor não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual, com prévia aquiescência dos genitores da vítima”, escreveu Nauef Láuar em trecho da decisão.

Ocorre que a lei determina que pessoas com menos de 14 anos são vulneráveis. Especialistas e entidades ligadas à defesa de crianças e adolescentes ressaltam que relacionamento com meninos ou meninas abaixo desta idade configura estupro.

O STJ já refutou o argumento de relacionamento consensual em casos assim. A corte definiu que é irrelevante o consentimento da vítima, experiências sexuais anteriores ou existência de relacionamento amoroso.

UOL

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VÍDEOS: Após dizer que ‘não adianta colocar mulher para apitar’, jogador do Bragantino pede desculpas: ‘até minha mulher e minha mãe me xingaram pela fala’

Imagens: TNT Sports

O zagueiro do Red Bull Bragantino, Gustavo Marques, se desculpou após comentários considerados machistas após a derrota do time dele para o São Paulo, na noite de sábado (21).  Gustavo detonou a atuação da árbitra Daiane Muniz, responsável pelo apito na partida.

“Não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e colocarem uma mulher para arbitrar um jogo deste tamanho. Acho que ela não foi honesta pelo o que fez. Acho que ela puxou para eles [São Paulo]. Independente da situação, o Red Bull é grande, mas para ela, o São Paulo foi maior”, iniciou.

Após o episódio, Gustavo voltou a conversar com os jornalistas da TNT e explicou que estava arrependido.

Naquele momento eu estava com cabeça quente. Estava nervoso, falei coisa que eu não deveria ter falado. Pedi perdão à Daiane [árbitra da partida]. Também pedi perdão para a assistente dela. Eu errei de ter falado. Estou aqui para pedir perdão para todas as mulheres”, afirmou.

O zagueiro completou o discurso afirmando que foi repreendido por familiares: “Até a minha mulher e minha mãe me xingaram pela fala. Todo mundo me ligou e falou que eu não deveria falar. Estou sendo homem, sendo ser humano, de pedir perdão”.

Com informações de Terra e TNT Sports

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REVISTA VEJA: Fachin anula investigação da Polícia Federal sobre Toffoli e grupo Master

Foto: Fellipe Sampaio/STF

Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, anulou e remeteu ao arquivo a investigação sobre o juiz José Antonio Dias Toffoli. A informação é da coluna de José Casado, da revista Veja.

O presidente do STF era relator da ação de Arguição de Suspeição de Toffoli no caso Master — o processo “AS 244”, classificado como “sigiloso”. A decisão é definitiva, sem possibilidade de recurso, e foi tomada neste sábado (21/2).

Toffoli renunciou à relatoria do caso Master sob pressão das indicações feitas pela Polícia Federal, diretamente a Fachin, a respeito de negócios com o grupo privado, que é responsável por fraude bilionária no sistema financeiro.

Ao anular e arquivar a investigação contra Toffoli, o presidente do tribunal cumpriu um acordo interno, feito em reunião na véspera do Carnaval.

Por unanimidade, confirmada em nota pública, os juízes do STF resolveram recusar a “arguição de suspeição”, apresentada a Fachin pela Polícia Federal, ao mesmo tempo em que julgaram a “plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” na relatoria do caso Master.

Entre as múltiplas consequências, duas se destacam. Uma delas é que, na prática, os dez juízes passam a compartilhar a responsabilidade pela investigação sobre a fraude bilionária que só foi possível com a rede de apoio político construída pelos empresários do grupo Master no governo, no Congresso e no Judiciário. Outra é a permanência de Toffoli no caso. Ele foi deposto da relatoria, sob suspeita de conflito de interesses, mas segue com direito a voto no processo.

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/fachin-anula-investigacao-da-policia-federal-sobre-toffoli-e-grupo-master/

Opinião dos leitores

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Justiça derruba suspensão do post de Flávio Bolsonaro sobre “Partidos dos Traficantes”

Imagem: reprodução X

O desembargador Eustáquio de Castro, da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, suspendeu a decisão que obrigava o X a remover uma postagem do senador Flávio Bolsonaro em que ele chama o Partido dos Trabalhadores de “Partido dos Traficantes”.

O magistrado entendeu que a publicação, feita no contexto de uma megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, em outubro de 2025, não causa “dano grave ou irreparável” que justifique retirada imediata. Com isso, a análise do caso ficará para o julgamento final da ação.

Na decisão, o desembargador ressaltou que não há período eleitoral em curso e que o recurso tramita com rapidez, afastando a necessidade de tutela de urgência.

Risco de censura judicial

O relator citou entendimento semelhante aplicado a uma postagem do deputado Nikolas Ferreira, mantida por decisão do desembargador Fabrício Fontoura, que alertou para o risco de “vulgarização das medidas de indisponibilização” e uso do Judiciário como instrumento de censura política.

A decisão de primeira instância, agora suspensa, havia considerado que a postagem feria a honra do PT por se tratar de opinião pessoal desvinculada da atividade parlamentar.

Outras ações em andamento

O PT também move ações contra parlamentares que usaram a mesma expressão, entre eles Bia Kicis, Gustavo Gayer e Carlos Jordy. Os processos ainda aguardam decisão.

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“TRANS FAKES”: Presas denunciam homens em celas destinadas a mulheres no DF

“Trans fakes”: presas denunciam homens cis em celas destinadas a mulheres. Veja cartas - destaque galeriaImagem: material cedido ao Metrópoles

A Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, vive um cenário de tensão após passar a abrigar mulheres trans. Segundo relatos de internas e dados oficiais, homens heterossexuais teriam se autodeclarado mulheres trans para obter transferência ao presídio feminino, o que levanta questionamentos sobre segurança e aplicação da lei.

Informações da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) mostram que o número de pessoas autodeclaradas trans na unidade saltou de 19, em 2023, para 86 em 2024 — alta de 353%. Somados homens do semiaberto e da ala psiquiátrica, há hoje 155 detentos do sexo masculino na estrutura, o equivalente a 13% da população total de 644 internas.

A maioria das autodeclarações ocorreu após o início do processo judicial e depende de autorização da Vara de Execuções Penais (VEP). Há registros de presos ligados a facções como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Comboio do Cão.

Cartas de detentas relatam perda de privacidade, assédio e clima constante de medo. Policiais penais também denunciam insegurança: em questionário aplicado em 2025, servidoras apontam risco físico, diferença de força nas contenções e necessidade frequente de apoio masculino, em desacordo com a Lei de Execução Penal.


Imagem: material cedido ao Metrópoles

O Sindicato dos Policiais Penais do Distrito Federal (Sindpol-DF) critica a falta de estrutura e reforço de efetivo e afirma que garantir direitos não pode gerar violação de outros.

Em nota, a VEP afirmou que todas as decisões seguem a legislação e a Resolução nº 348/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com análise individual, avaliação multidisciplinar e possibilidade de revisão em casos de abuso ou inconsistência. O órgão diz que a segurança e a dignidade de mulheres cis e servidoras permanecem prioridade.

Com informações da coluna ‘Na Mira’ – Metrópoles

Opinião dos leitores

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Serviço Secreto dos EUA mata homem que tentou invadir Mar-a-Lago, resort de Trump na Flórida

Imagem de Mar-A-Lago, clube e residência de Donald Trump na Flórida — Foto: Marco Bello/Reuters

O Serviço Secreto dos EUA informou neste domingo (22) que seus agentes mataram a tiros um homem que tentou entrar ilegalmente no perímetro de segurança do resort Mar-a-Lago, do presidente Donald Trump, em West Palm Beach, Flórida.

O invasor teria entre 20 e 30 anos e não teve sua identidade revelada.

Apesar de viajar frequentemente à Flórida nos finais de semana, Trump se encontrava em Washington no momento do incidente.

A primeira-dama Melania Trump também estava com o presidente na Casa Branca na noite de sábado.

De acordo com o Serviço Secreto, ele foi “visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago carregando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível”. O incidente ocorreu à 1h30 da manhã de domingo.

O suspeito, que era da Carolina do Norte, foi dado como desaparecido há alguns dias por sua família. Os investigadores acreditam que ele saiu da Carolina do Norte em direção ao sul, pegando uma espingarda no caminho, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi.

A caixa da arma foi encontrada em seu veículo, disse Guglielmi. O homem passou pelo portão norte de Mar-a-Lago enquanto outro veículo saía e foi abordado por agentes do Serviço Secreto. Os agentes confrontaram o homem armado e ele foi morto a tiros. Os investigadores estão trabalhando para traçar um perfil psicológico e a motivação ainda está sendo investigada.

Ele foi baleado por agentes do Serviço Secreto e por um xerife do Condado de Palm Beach, informou a agência.

g1

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