Os depósitos de recursos da caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 1,97 bilhão em abril, segundo informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central (BC). Trata-se do melhor resultado para um mês de abril desde 2007 (R$ 2,04 bilhões), e o segundo maior de toda a série histórica do Banco Central, que tem início em 1995.
Do valor total de ingressos, R$ 1,83 bilhão foram contabilizados nos dois últimos dias úteis de abril (27 e 30). Esse forte ingresso de recursos no fim do período, entretanto, é uma característica da poupança, visto que acontece em quase todos meses.
O resultado de abril ainda não abrange as mudanças recentes na poupança, embora já houvesse rumores de que o governo mexeria no rendimento da mais tradicional modalidade de investimentos do país – o que acabou se confirmando.
Na última semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a remuneração da caderneta de poupança passará a ser atrelada aos juros básicos da economia brasileira. A medida produz impactos somente de sexta-feira (4 de maio) em diante. O objetivo do governo é permitir a redução maior dos juros básicos da economia, atualmente em 9% ao ano. O mercado financeiro espera um corte para 8,5% ao ano, se confirmado o menor patamar da história, já no fim deste mês.
Mudanças
A decisão é de que a poupança passe a render 70% da taxa Selic, que é fixada a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, mais a variação da Taxa Referencial (TR). A regra será aplicada somente quando os juros básicos recuarem para 8,5% ao ano, ou abaixo disso. A modalidade continuará isenta do Imposto de Renda (IR).
G1.com

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