Judiciário

Pressão militar contra Judiciário é intolerável e inaceitável, diz Fachin

FELLIPE SAMPAIO /SCO/STF

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), rechaçou afirmações do ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, e afirmou ser “intolerável e inaceitável” qualquer forma de pressão sobre o Poder Judiciário.

“Anoto ser intolerável e inaceitável qualquer forma ou modo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário. A declaração de tal intuito, se confirmado, é gravíssima e atenta contra a ordem constitucional. E ao Supremo Tribunal Federal compete a guarda da Constituição”, afirmou Fachin.

A nota divulgada pelo ministro do STF se refere a uma publicação de Villas Bôas, que criticou a atuação da Suprema Corte dias antes de um julgamento de habeas corpus que buscava evitar a prisão do ex-presidente Lula.

O caso foi revelado pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’ neste domingo (14). A reportagem informa que ao menos três ministros do presidente Jair Bolsonaro souberam da publicação na época: Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Fernando Azevedo (Defesa) e Walter Braga Netto (Casa Civil).

Em 3 de abril de 2018, Villas Bôas publicou em sua rede social que assegurava à nação brasileira que o Exército compartilhava dos anseios de todos os ‘cidadãos de bem’ e que ‘se mantém atento às missões institucionais’.

Foto: Reprodução/Twitter

A nota foi divulgada antes do julgamento, que iria ocorrer no dia seguinte, pelo STF, do habeas corpus que pouparia Lula, que seria preso no dia 07 de abril. No caso, Fachin era o relator da medida.

O ministro do STF disse que as Forças Armadas, como explicita o artigo 142 da Constituição, “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

“Por derradeiro, registro que o julgamento daquele HC foi suplantando pela apreciação colegiada posterior do Tribunal Pleno das ADCs 43, 44 e 54, em exame que, no entender expresso desta relatoria, deveria ter antecedido o julgamento da impetração. Fiz constar explicitamente no despacho de então que “como é notório, pende de julgamento o mérito das ADCs 43 e 44, da relatoria do Ministro Marco Aurélio, cuja tema precede, abarca e coincide com a matéria de fundo versada no presente writ”, acrescentou.

Golpe nos Estados Unidos

Fachin mencionou, ainda, a tentativa de golpe ocorrida nos Estados Unidos. Militantes insuflados pelo então presidente Donald Trump marcharam rumo ao Congresso e invadiram a sessão que iria confirmar a vitória nas urnas pelo democrata Joe Biden. Na ocasião, cinco pessoas morreram.

“Frustrou-se o golpe desferido nos Estados Unidos da América do Norte contra o Capitólio pela postura exemplar das Forças Armadas dentro da legalidade constitucional. A grandeza da tarefa, o sadio orgulho na preservação da ordem democrática e do respeito à Constituição não toleram violações ao Estado de Direito democrático”, disse Fachin.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. Inaceitável é abrir as portas das cadeias pra gente que não tem condições de viver em sociedade.
    Já devem estarem apavorando aqui fora, e vcs no conforto de suas casas rodeadas de seguranças pago com o nosso dinheiro.
    FDP…

  2. O general é réu confesso. O nome da instituição cada vez mais na lama por conta de uns milicos incompetentes.
    O ministro da saúde tá ai como exemplo dessa tragédia.

  3. Vai comer suas lagostas e tomar vinhos premiados, tudo comprado com dinheiro público, seu Zé Roela.

  4. Esse aí Roberto Jeferson chamou de que mesmo? Ele tomou alguma providência? Homi sinceramente tá tudo dominado!

  5. Como guardião da Carta Magna o STF tem todas as prerrogativas como poder constituído, mas a sua composição hoje tem se posicionado de forma sistemática não só como julgadores, mas também como políticos é só pesquisar nas redes sociais é constatar que algumas decisões em julgamentos foram tomadas tendo como base a política partidária e com destaques para os nomes das partes envolvidas nas contendas, inclusive são os principais ingredientes para instrumentalizar as suas posições.
    O que incomada eles é exatamente o contra ponto de outras autoridades a determinadas altitudes da Corte que tem feito intervenções e praticado invasões as prerrogativas dos outros poderes em especial o Executivo que até para abrir a cortina do Palácio fora do horário esta passivo de ter que se justificar perante a Corte Mor.
    Agora como Deuses intocáveis estão incomodados por opiniões externas , imagine o povo que tem visto cada dia que eles querem a tudo custo serem os três poderes de forma generalizada e por imposição.

  6. Intolerável é soltar André do Rap, um dos maiores traficantes do PCC.
    Intolerável é soltar centenas de políticos envolvidos em Corrupção.
    Intolerável é Ministros se comportarem como comentaristas.

  7. Rapaz!!
    O cabo ja deveria ter fechado esse STF a muito tempo.
    Isso custa muito caro pra nós contribuinte brasileiro.
    Tem que da limites a esses caras.
    Parecem Ditadores, não tem nenhum com votos, não se elegem a vereador.
    Nenhum.!!!

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CHECAGEM DO DEBATE: Flávio teve 48 afirmações verdadeiras contra apenas 28 de Lula


Foto: Reprodução/TV Globo

Um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos submeteu à checagem 134 afirmações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate eleitoral.

Do total de 72 alegações de Flávio Bolsonaro que passaram por verificação, 48 foram classificadas como verdadeiras (equivalente a 66,7%), 19 foram consideradas imprecisas (26,4%) e 5 receberam a classificação de falsas (6,9%).

Por sua parte, Lula teve 62 afirmações checadas, das quais 28 foram apontadas como verdadeiras (45,2%), 25 catalogadas como imprecisas (40,3%) e 9 rotuladas como falsas (14,5%).

No consolidado geral entre os dois candidatos, o levantamento somou 76 declarações verdadeiras, 44 imprecisas e 14 falsas. A organização ressalta que os números refletem as alegações selecionadas para a verificação, não englobando a totalidade absoluta das falas proferidas ao longo do confronto.

Com informações do Brasil Paralelo e Ranking dos Políticos 

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro pergunta a Lula qual o “gostinho” do uísque Macallan de R$ 500 mil


Vídeo: Reprodução/TV Globo/Metrópoles

Durante o debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23) registrou um forte embate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto direto envolveu denúncias sobre um presente de alto valor e questionamentos a respeito de indicações em cargos públicos.

Durante seu tempo de fala, Flávio questionou o petista sobre o recebimento de uma garrafa do uísque Macallan, estimada em cerca de R$ 500 mil, que teria sido presenteada em 2024 pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

“Você ganhou um uísque Macallan que vale R$ 500 mil. Meio milhão de reais. Tem noção do que é isso? Uma garrafa de uísque? Meio milhão de reais? Conta aqui para o público, que nunca vai ter oportunidade de experimentar um uísque desse. Qual é o gostinho desse uísque, hein, Lula?”, cobrou o senador.

Na tréplica, o presidente evitou responder diretamente sobre a bebida e acusou o parlamentar de propagar declarações falsas. Em seguida, cobrou explicações do adversário sobre a nomeação de um militar na Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

“Eu, sinceramente, cansei de fazer pergunta para esse rapaz e ele mentir descaradamente. Eu só quero saber, e vou repetir agora perto da bancada, se o coronel da SPU é ou não indicado por ele. Eu só quero saber isso”, rebateu Lula.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho”, diz Flávio sobre governo Lula


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas à segurança pública na Região Nordeste, questionando a atuação do governo Lula e a gestão dos estados governados por aliados do governo.

“Lula, o que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho, que se proliferou, tomou conta de cidades e está expulsando as pessoas de suas casas. Os estados do Nordeste são administrados pelo PT e pelos seus parceiros. Por que você deixou o Comando Vermelho se proliferar pelo Nordeste?”, questionou Flávio Bolsonaro.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio diz que Lula é o pai do tigrinho


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) responsabilizou diretamente a atual gestão pela proliferação dos cassinos digitais e pelo consequente endividamento das famílias brasileiras. Ao discutir o impacto econômico e social sobre a população, o senador rebateu a narrativa do governo e apelidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do tigrinho”.

No confronto direto sobre as razões do endividamento popular, Flávio ressaltou que a disseminação desenfreada das plataformas de apostas online se intensificou sob o atual governo, afetando o orçamento dos trabalhadores e das famílias.

Em resposta, o presidente Lula tentou transferir a responsabilidade e rebater as críticas sobre a expansão da jogatina virtual, alegando que as bases para as apostas teriam surgido na gestão anterior. “Cinismo chega a uma coisa absurda aqui. O tigrinho foi criado por vocês em 2022. Não só o seu pai é o pai do tigrinho, como você é o irmão. É filho do mesmo DNA”, declarou o petista.

A discussão sobre as bets ganhou destaque no debate em meio à recente proibição de atuação das plataformas não regulamentadas no país, medida adotada após críticas generalizadas sobre o impacto das apostas no orçamento familiar e na saúde financeira do consumidor brasileiro.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Lula diz que vai acabar com a polícia se a PEC da Segurança for aprovada


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai acabar com a polícia se o Projeto de Emenda à Constituição da Segurança Pública for aprovada pelo Congresso Nacional.

“Aprovada a PEC da Segurança eu vou criar o Ministério e ai você vai ver o que é um governo acabar com a polícia e deixar o território livre”, disse Lula em resposta a Flávio Bolsonaro.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro promete governar para o Nordeste e fazer parceria com governadores de oposição


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, priorizará a Região Nordeste e manterá uma relação institucional com gestores estaduais de diferentes matizes políticos.

“Eu vou governar para o Nordeste, vou governar inclusive em parceria com os governadores que não são aliados políticos meus”, declarou o candidato do PL durante o confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para ilustrar o compromisso com o diálogo republicano, Flávio citou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), destacando que pretende atuar em conjunto com o governo estadual em pautas prioritárias como segurança pública e infraestrutura.

“Vai ser uma grande honra sentar com a governadora Raquel Lyra para ajudar os nossos irmãos pernambucanos, junto com a governadora, a combater o crime organizado e levar as obras de que precisam para lá”, afirmou o senador.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio diz que votaria diferente sobre ampliação da licença maternidade


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) colocou o fortalecimento dos laços familiares no centro de suas declarações ao responder a questionamentos do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser lembrado de uma votação de 2009 sobre a licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro, quando exercia o mandato de deputado estadual, o senador demonstrou transparência ao reconhecer que sua visão amadureceu ao longo do tempo.

Flávio explicou que, à época, receava que o aumento do período de licença pudesse gerar efeitos colaterais indesejados no mercado de trabalho para as próprias mulheres, mas ressaltou que a experiência da vida conjugal e da paternidade transformou sua perspectiva sobre a proteção à maternidade.

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego. Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível. Então, de verdade, eu hoje votaria completamente diferente”, afirmou o presidenciável, reforçando seu compromisso inegociável com o bem-estar das mães e o desenvolvimento das crianças brasileiras.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro garante salário mínimo acima da inflação e desmente narrativas de Lula


Vídeo: Reprodução/TV Globo/Metrópoles

Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou seu compromisso com a classe trabalhadora e os aposentados ao garantir que manterá a política de valorização real do salário mínimo, com reajustes acima da inflação. O senador aproveitou o confronto direto para criticar a gestão econômica do atual governo, ressaltando o forte endividamento que corrói o orçamento das famílias brasileiras.

“Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news. Eu não vou deixar, não vou fazer economia em cima dos mais pobres, mas vou organizar essa economia para devolver o seu poder de compra. Você vai voltar a ter dinheiro no bolso”, declarou o candidato do PL.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O Brasil voltou a ser um cemitério de obras”, dispara Flávio Bolsonaro


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que o Brasil voltou a ser um cemitério de obras, como era em 2019.

“Nós pegamos o Brasil, lá em 2019, com cerca de 14 mil obras inacabadas. E apesar de todos os problemas, a gente entregou o Brasil com pouco mais de 8 mil obras inacabadas. Agora, neste ano, o TCU, o Tribunal de Contas da União, acaba de soltar um relatório que existe mais de 11 mil e 500 obras paralisadas do atual governo. Ou seja, o Brasil voltou a ser um grande cemitério de obras”, criticou Flávio Bolsonaro. 

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O mês ainda não acabou, mas seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pelo atual governo”, questiona Flávio Bolsonaro

 


Vídeo/Reprodução TV Globo

Durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas à condução da economia pelo atual governo, questionando os eleitores sobre a perda do poder de compra e o esgotamento do salário mínimo antes do final do mês.

“O seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pelo atual governo porque ele gasta tanto, joga a taxa de juros lá em cima e puxa a sua dívida junto”, afirmou o candidato durante fala no primeiro bloco dedicada à Região Sudeste.

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