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Previdência: crise já faz o governo traçar plano B para reforma

Foto: Fernanda Martins/Agência O Globo

Diante do receio de que a crise política inviabilize a aprovação da reforma da Previdência, a equipe econômica já pensa em alternativas para conter o crescimento das despesas com benefícios. São medidas que poderão entrar em vigor imediatamente, por meio de medida provisória (MP) ou projeto de lei. Entre elas estão a elevação do tempo mínimo de contribuição na aposentadoria por idade nas áreas urbana e rural, atualmente em 15 anos, e a redução do valor da pensão por morte, que hoje é integral, independentemente do número de dependentes.

Também faz parte do cardápio o fim da fórmula 85/95 (soma de tempo de contribuição e idade para mulheres e homens, respectivamente), que entrou em vigor em dezembro de 2015 e permite o benefício integral. Outra possibilidade avaliada seria tornar proporcional o valor da aposentadoria por invalidez, que hoje é integral (a exceção seriam os acidentes de trabalho). Até a fórmula de cálculo do valor da aposentadoria — baseada atualmente em 100% das maiores contribuições — pode ser alterada via MP.

MEDIDAS NÃO ALCANÇARIAM SERVIDOR PÚBLICO

O problema é o alcance limitado desses mudanças em comparação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287 — que altera as regras de aposentadoria para todos os brasileiros, com exceção dos militares — e que teve sua tramitação prejudicada pela crise política. As propostas alternativas valeriam apenas para os trabalhadores do setor privado (INSS) e comprometeriam dois grandes objetivos da proposta enviada ao Congresso: a fixação de idade mínima para aposentadoria e a convergência do regime previdenciário no país.

Estas questões poderiam ser enfrentadas futuramente, em uma espécie de fatiamento da reforma. Porém, em um primeiro momento, admitem fontes envolvidas nas discussões, poderia aumentar o fosso entre os dois regimes — INSS e regimes próprios de servidores públicos de União, estados e municípios.

Entre as propostas alternativas, duas delas teriam efeitos mais imediatos na redução de despesas: o aumento do tempo mínimo de contribuição e a alteração na fórmula de cálculo da pensão. Neste caso, o benefício cairia pela metade (50%), mais 10% por dependente, no limite de 100%, com fim da reversão de cotas (quando um filho atinge os 21 anos, a parcela dele atualmente é revertida para os demais dependentes).

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, durante o governo Dilma, chegou a incluir essas alterações em uma MP que tratava das pensões, mas o governo acabou recuando. Na época, a previsão era economizar R$ 12 bilhões em quatro anos (entre 2015 e 2018). Segundo dados do governo, a pensão por morte é a terceira modalidade de beneficio mais dispendiosa do INSS, representando 24,3% do total das despesas.

Há ainda a possibilidade de incluir em uma MP a fórmula de cálculo da aposentadoria que está prevista na reforma. Ela prevê que, em vez de 100% sobre os 80 maiores salários de contribuição, o valor pago passaria a ser de 70% da média de todo o histórico de recolhimentos, acrescidos de um percentual por cada ano adicional de contribuição. O mesmo valeria para o valor da aposentadoria por invalidez.

Em outra frente, a fórmula 85/95, que permite o benefício integral, poderá ser extinta, enquanto os segurados passariam a sofrer novamente a incidência do chamado fator previdenciário — que reduz o valor do benefício para quem se aposenta jovem. A fórmula 85/95 entrou em vigência em dezembro de 2015 e já surtiu efeito no valor das aposentadorias: o benefício médio passou de R$ 1.855 para R$ 2.162 entre o primeiro e o segundo semestre de 2015, uma alta de 16,6%.

De acordo com dados oficiais, o fator previdenciário resultou em economia de R$ 75 bilhões entre 2000 e 2014. Corrigidos pela inflação, a cifra chega a R$ 88,5 bilhões. Mas seu efeito acabou sendo comprometido pela fórmula 85/95.

As alternativas à reforma começam a ser pensadas diante do crescimento das despesas do INSS, sobretudo porque agora há um teto para o gasto público. Em 2016, o regime geral registrou despesa total de R$ 507,8 bilhões, provocando déficit de R$ 151,9 bilhões.

Mas integrantes da equipe econômica admitem que, assim como ocorre com a reforma, também seria difícil aprovar as medidas emergenciais diante da crise política. Tudo dependerá, dizem, de quem assumir o governo em eventual afastamento do presidente Temer.

— Neste caso, quem assumir precisará ter força política para evitar o que aconteceu no governo Dilma, quando o Congresso aproveitou a MP que alterava as regras da pensão e flexibilizou o fator previdenciário, criando a fórmula 85/95 — lembrou uma fonte envolvida nas discussões.

PESSIMISMO NOS BASTIDORES DO GOVERNO

Para especialistas, as medidas alternativas são apenas paliativas e não resolvem o problema da falta de sustentabilidade do regime diante do rápido envelhecimento da população brasileira.

— As possibilidades de se alterar as regras sem PEC são muito limitadas e não resolveriam os problemas estruturais da Previdência — avaliou Rogério Nagamine, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Enquanto o cenário político continua indefinido, a ordem da equipe econômica é defender a reforma. Porém, nos bastidores, há certo pessimismo. Conforme avaliou um interlocutor, caso a crise não tenha desfecho rápido e dependendo de quem assumir o comando do país, a reforma pode ser engavetada.

— A reforma não é uma obrigatoriedade, apesar dos impactos nos indicadores econômicos. Vai depender de quem estiver no governo. A História dirá. Alguém com perfil populista pode deixar tudo como está — disse uma fonte.

Para que a reforma tenha chance de ser aprovada, destacou, é preciso rapidez. Tudo indica que o cronograma ficará para o segundo semestre, mas será preciso impor uma data limite. Segundo uma fonte, o prazo seria novembro de 2017. A ideia é defender o texto final aprovado pela comissão especial da Câmara no início de maio.

— Se as discussões se prologarem, as chances de aprovação serão mínimas por causa do calendário eleitoral de 2018 — destacou o interlocutor.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Mas o Governo nada fala em combater os altos salários e acabar com privilégios dos Poderes Judiciário e Legislativo onde encontram-se as maiores remunerações. Prefere dar a pancada nos trabalhadores do regime celetista. Um fato: mesmo com a fórmula 85/95 aprovada no Governo Dilma o fator idade (que eles nada divulgam) influencia na média salarial e dificilmente um trabalhador que tenha mais de 35 anos de contribuição e menos de 60 anos de idade (mesmo atingindo a somatória de 95 pontos), conseguira receber o teto remuneratório que hoje é de cerca de R$ 5.300,00, se aplicando somente aos trabalhadores da iniciativa privada.

    1. Frasqueirino, vale lembrar que o combate aos altíssimos salários foi bandeira de campanha do PT que passou 13 anos no poder e nada fez nesse sentido. Muito pelo contrário, permitiu mais e mais aumentos.
      O que a previdência realmente precisa, vou concordar com Roberto, é cobrar os valores devidos de seus devedores.
      Uma vez que não cobra, os devedores não pagam e muitos outros vão deixar de pagar também, o rombo só vai aumentar e assim a conta da previdência nunca fecha e sempre será deficitária.

  2. O POVO BRASILEIRO é um caso PERDIDO. A PREVIDÊNCIA se encontra nessa situação devido aos DEVEDORES. Se o governo tivesse HOMENS e CORAGEM suficiente, bastaria negociar os débitos, dando até 30% de desconto para quem pagasse integralmente suas dívidas parceladas em 05 anos. Só com essa medida METADE do rombo financeiro ESTARIA RESOLVIDO.
    Porém o mais fácil é cobra nas costas do sofrido e pacato povo brasileiro.
    TOMA VERGONHA NA CARA POVO BRASILEIRO.

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Política

URGENTE: PL sai em defesa de Flávio Bolsonaro após fala com Vorcaro sobre filme

O Partido Liberal (PL) divulgou uma nota oficial na noite desta terça-feira (13) saindo em defesa do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. Segundo o partido, as explicações apresentadas pelo parlamentar são “claras e consistentes” em relação aos fatos citados.

A manifestação trata de um caso envolvendo a busca de patrocínio privado para a produção de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o PL, não teve qualquer uso de recursos públicos. A sigla reforça que se trata de uma iniciativa exclusivamente privada.

No comunicado, o PL também reafirma confiança e apoio ao senador, destacando “apoio irrestrito” a Flávio Bolsonaro e defendendo sua conduta. O partido ainda cita a necessidade de abertura da CPI do Banco Master, sem detalhar os motivos da solicitação.

Nota Oficial

O Partido Liberal reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras e consistentes.

Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para a produção de um filme igualmente privado, sem qualquer utilização de recursos públicos.

O PL manifesta confiança irrestrita e apoio ao nosso pré-candidato à Presidência da República, certo da correção de sua conduta.

Seguimos firmes e unidos, com responsabilidade e compromisso com a verdade.

CPI do Banco Master já!

Partido Liberal

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Política

Câmara de Natal libera pagamento de passagem via PIX nos ônibus

Foto: Reprodução

A Câmara de Natal aprovou projeto de lei que autoriza o pagamento da tarifa do transporte público por meio de PIX nos ônibus da capital. O Projeto de Lei nº 540/2025, de autoria do vereador Cleiton da Policlínica,  segue para sanção do prefeito Paulinho Freire (União Brasil).

De acordo com o texto aprovado pelos vereadores, as empresas deverão oferecer o sistema de pagamento instantâneo sem cobrança de taxas adicionais sobre o valor da passagem. O serviço deve estar disponível independentemente da instituição financeira usada pelo passageiro, garantindo acesso universal ao pagamento via PIX.

Atualmente, a tarifa do transporte público em Natal custa R$ 5,20. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou por meio do cartão eletrônico da Nubus.

Segundo o autor da proposta, a medida segue uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras, como Florianópolis, São Paulo e Londrina, que também passaram a aceitar pagamentos digitais no transporte público.

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Política

CRISE: gestão Fátima Bezerra atinge 65,6% de desaprovação no RN, aponta Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

A gestão da governadora Fátima Bezerra é desaprovada por 65,6% dos potiguares, segundo pesquisa realizada pela Metadata. O levantamento foi divulgado nesta semana e ouviu 1.550 eleitores em 54 municípios do RN.

De acordo com o estudo, apenas 28,4% dos entrevistados aprovam a administração estadual, enquanto 6% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, abrangendo todas as quatro mesorregiões do RN e 19 setores censitários do estado.

O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026, garantindo a regularidade da divulgação dos dados.

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Política

Styvenson lidera disputa ao Senado com 21,9%; Zenaide tem 15%, diz pesquisa Metadata/Grupo Dial

Foto: Reprodução

O senador Styvenson Valentim lidera a soma do primeiro e segundo votos para o Senado Federal no RN com 21,9%, segundo pesquisa da Metadata/Grupo Dial divulgada nesta quarta-feira (13). A senadora Zenaide Maia aparece em segundo lugar com 15%, seguida pelo ex-deputado federal Rafael Motta, que marca 12,4%. O levantamento considera a soma dos dois votos para o Senado Federal.

A pesquisa ouviu 1.550 eleitores entre os dias 7 e 9 de maio de 2026, em 54 municípios do RN, abrangendo todas as mesorregiões do estado.

Além dos três primeiros colocados, aparecem ainda a vereadora Samanda Alves com 4,8% e o coronel Coronel Hélio com 4,7%. O empresário Flávio Rocha registra 3,3%, enquanto Sandro Pimentel soma 2,1% e Rosália Fernandes aparece com 1,9%.

O levantamento também aponta que 15,7% dos entrevistados não votariam em nenhum dos nomes apresentados. Brancos e nulos somam 4,1%, enquanto 14,1% não souberam ou não responderam.

A pesquisa tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e está registrada no TSE sob os protocolos RN-03354/2026 e BR-04727/2026.

 

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Saúde

DENUNCIA GRAVE: Diretoria Técnica da Unimed Natal pretende reduzir escala de obstetras de plantão no Hospital da Unimed

Foto: Reprodução

O Blog do BG recebeu uma denúncia grave, feita por um médico da Unimed Natal, revelando que a diretoria técnica da cooperativa pretende fazer um corte de gastos na obstetrícia reduzindo de 3 para 2 a escala de médicos de plantão no Hospital da Unimed. De acordo com o profissional, se isso acontecer, a vida de mães e bebês estará em risco.

O profissional explicou que são necessários dois médicos obstetras para atender a um parto. Nessa situação, se a escala de fato for reduzida, a emergência ficará sem médico. A mulher que entrar com uma emergência gestacional, por exemplo, ficará sem atendimento. “Isso é criminoso”, protestou o médico que fez a denúncia.

O objetivo da diretoria técnica, ainda segundo o médico, é economizar R$ 20 mil mensalmente com esse corte. Ele também revelou que, desde a posse da nova diretoria técnica, o valor do plantão da obstetrícia foi reduzido.

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Política

[VÍDEO] URGENTE: Flávio desmente financiamento de Vorcaro para filme de Bolsonaro e diz: “é dinheiro privado”

Imagens: Divulgação/Instagram/Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou sobre mensagens e áudios trocados com o banqueiro Daniel Vorcaro, citados em reportagem do The Intercept Brasil. Segundo a publicação, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio confirma a existência dos diálogos e diz que se tratava de um “um filho procurando patrocínio privado para um filme”. Ele disse que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, período em que, segundo ele, não havia acusações públicas contra o banqueiro.

Flávio também afirmou que não houve uso de dinheiro público no projeto.

O senador defendeu que a iniciativa se tratava de um investimento privado e chegou a mencionar a necessidade de uma CPI para investigar o Banco Master, afirmando que o objetivo seria “separar inocentes de bandidos”.

NOTA À IMPRENSA

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

Opinião dos leitores

  1. É muito cara de pau do Rachadinha. A frase da semana (frase de Flavio Bolsonaro pra Vorcaro “Irmão, estou e estarei contigo pra sempre…”

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Política

BASTIDOR: Além de Bolsonaro, Vorcaro teria financiado filmes sobre Lula e Temer

Foto: Reprodução

O empresário Daniel Vorcaro também teria financiado produções audiovisuais relacionadas aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Lula (PT), segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A revelação surgiu após repercussão envolvendo um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL) pedindo apoio financeiro para um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Jardim, pessoas ligadas a Vorcaro afirmam que o empresário teria colocado recursos em duas produções sobre presidentes brasileiros.

Uma delas seria o documentário “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, obra sobre a gestão de Michel Temer dirigida por Bruno Barreto. A outra seria um documentário sobre Lula dirigido pelo cineasta Oliver Stone em 2024.

Segundo a publicação, ainda não há informações sobre as condições em que os recursos teriam sido repassados. O produtor do documentário sobre Temer, Elsinho Mouco, negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro.

 

 

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Polícia

CRISE: Policiais são alvo de busca por vazar dados sigilosos no RN

Foto: Reprodução

A Polícia Civil realizou a operação “Acesso Restrito”, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas ligadas a uma investigação sobre fraude milionária no RN. Um policial militar e um policial civil são suspeitos de acessar e compartilhar, de forma irregular, dados protegidos por segredo de Justiça.

De acordo com a investigação, os dados vazados teriam relação com a operação “Pouso Forçado”, realizada em setembro de 2025. Na ocasião, a PC apurava um suposto esquema criminoso envolvendo o desvio de mais de R$ 12,5 milhões em pontos de um programa de milhas ligado a uma instituição financeira pública.

O caso envolve suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro.

Durante a ação desta quarta-feira (13), foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nas cidades de Natal e Macaíba.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao suposto uso irregular de sistemas informatizados e bancos de dados institucionais acessíveis apenas a servidores autorizados. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

Nota oficial

Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte afirmou que não compactua com práticas de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela administração pública.

A corporação também reafirmou compromisso com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público.

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Geral

Prefeitura do Assú apresenta em Mossoró o São João mais antigo do mundo e celebra 300 anos de história e devoção

Foto: divulgação

Mossoró recebeu, nesta quarta-feira (13), a apresentação oficial do São João de Assú 2026. Em almoço realizado no Requinte Buffet, a Prefeitura de Assú apresentou à imprensa e a convidados mossoroenses a programação do tricentenário da festa dedicada ao padroeiro São João Batista — reconhecida como o São João mais antigo do mundo.

Não foi por acaso que Mossoró foi escolhida para sediar um dos lançamentos. As duas cidades abrigam os maiores festejos juninos do Rio Grande do Norte, e reunir as duas em torno da cultura nordestina é também uma declaração: o São João potiguar não tem fronteiras.

A edição de 2026 do São João de Assú chega com tudo. A festa, que já durava 10 dias, cresce para 12 dias de programação, com novos polos e mais espaço para o público. O Alto de São João Batista, celebração religiosa de forte apelo histórico e espiritual, acontece entre os dias 5 a 7 de junho. O Arraiá do Jegue, um dos eventos mais populares e tradicionais do ciclo junino assuense, também marca presença na programação.

No palco principal, nomes como Matheus & Kauan e Padre Fábio de Melo confirmam que o tricentenário será à altura dos 300 anos de história que a festa carrega.

O prefeito Lula Soares discursou no evento e deixou claro o significado do momento: “Chegar em Mossoró e ser recebido com tanto carinho nos enche de gratidão. Mossoró e Assú têm os maiores São João do Rio Grande do Norte, e este é um momento de união. Assú está completando 300 anos de festa, e nada mais bonito do que as nossas cidades caminharem de mãos dadas para levar a cultura nordestina, a cultura potiguar, para ainda mais lugares — para fora do estado, para o mundo.”

Durante o evento também estiveram presentes a vice-prefeita Isabela Moraes, o padre Ítalo, a paróquia São João Batista, o ex-prefeito Gustavo Soares, o presidente da Câmara de Assú, Júnior do Trapiá, entre demais secretários assuenses.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho: Menos É Mais e Panda
23 de junho: 17h – Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão dos 300 anos), 21h – William Sanfona (Show religioso)
24 de junho: Padre Fábio de Melo (Show religioso)

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Geral

ÁUDIO: Vorcaro pagou cerca de R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro; Flávio pediu dinheiro

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Diálogos divulgados pelo site mostram Flávio Bolsonaro e Vorcaro falando sobre o filme. Uma das conversas ocorreu em 15 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

Parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a reportagem do Intercept.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

A reportagem do Metrópoles acionou Flávio diretamente e a assessoria do senador, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Intermediário

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que foi secretário de Cultura no governo Bolsonaro, teriam atuado como intermediários.

Além de Eduardo e Mário, o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro, também estariam envolvidos nas negociações.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro teria declarado a Zettel que o projeto cinematográfico de Bolsonaro era prioridade absoluta e deu uma ordem sobre os repasses: “Não pode falhar mais”.

Uma semana depois, em 5 de fevereiro, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Vorcaro decreta o envio do dinheiro: “Manda a grana“.

Metrópoles com informações de The Intercept

Opinião dos leitores

  1. Sério? Não acredito! Flavinho fez isso?
    Besta somos nós que ficamos brigando por um bando de políticos egoístas que só pensam neles e o povo se acabando.

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