Política

Reforma administrativa quer combater privilégios de servidor, entende que funcionalismo deve ter tratamento igual ao do setor privado

 Mansueto Almeida: discussão precisa ser feita com a sociedade e a melhor forma de promover o debate é no Congresso — Foto: Gustavo Ranieri/Ministério da Economia

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) da reforma administrativa pretende acabar com algumas regalias de determinados setores do funcionalismo, como as férias de dois meses para os servidores do Judiciário. A intenção da área econômica do governo é de tratar com maior isonomia todos os funcionários públicos. Assim, o Judiciário teria um mês de férias, como os demais trabalhadores dos setores público e privado.

A reforma administrativa é parte do pacote de medidas constitucionais que seria anunciado ontem, mas que foi adiado para a próxima semana por não terem sido concluídas as costuras políticas com a Câmara e o Senado. As negociações com lideranças políticas é para que parlamentares assumam como de sua autoria as propostas elaboradas pelo Executivo relativas ao pacto federativo.

A reforma administrativa, que deve ser projeto do Executivo, vai tratar das condições de contratação de novos servidores, sob um regime jurídico diferentes, chamado de Novo Serviço Público. Como a PEC trata de princípios gerais, os salários de ingresso serão menores do que os atuais, mas definidos em legislação ordinária.

As outras emendas constitucionais são a da Emergência Fiscal, duas do Pacto Federativo, que trará a distribuição dos recursos do pré-sal entre a União, os Estados e os municípios e, também, a medida dos 3 D – desindexação, desvinculação e desobrigação.

A desvinculação se refere aos cerca de 280 fundos setoriais que deixam de ter suas receitas destinadas a despesas específicas e vão compor as verbas discricionárias do Orçamento. A desindexação poderá render cerca de R$ 50 bilhões, na medida que corta a correção automática de despesas por índices de preços ou pela variação do salário mínimo.

Já a desobrigação é uma medida destinada a dar maior flexibilidade aos gestores estaduais e municipais para gastar mais em saúde ou em educação, conforme a necessidade de cada um. A PEC vai desobrigar o gasto de um percentual fixo para educação e outro para a saúde, desde que a despesa tenha como piso a soma dos dois orçamentos.

O programa de Emergência Fiscal trará a definição do gatilho que será acionado para o corte de gastos obrigatórios em caso de ameaça de rompimento do teto do gasto. Os gastos com pessoal são os principais candidatos a cortes, com a redução da jornada de trabalho do servidor e a diminuição correspondente dos salários.

Essa PEC combina com uma outra, de número 438/2018, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que define o gatilho para o eventual estouro da “regra de ouro” (que proíbe o governo de se endividar para pagar gastos correntes).

A PEC da Emergência Fiscal se aplicará nos três níveis da federação (União, Estados e municípios). A tendência é que a ação emergencial só se aplique às contas do orçamento de 2021, já que dificilmente a PEC será aprovada ainda neste ano.

O pacote de medidas será chamado de plano “Mais Brasil”, para dar uma ideia de descentralização do poder hoje, na visão do governo, muito concentrado na capital federal.

Trata-se, porém, de um amplo programa de reforma do Estado e de controle do gasto público. “Estamos quebrando paradigmas”, resumiu uma fonte que está acompanhando a discussão.

O Palácio do Planalto também aproveitará a marca de 300 dias do governo para realizar uma solenidade, na segunda-feira, na qual deve apresentar um projeto de lei para privatizar a Eletrobras. Pela proposta que vem sendo discutida e está em seus detalhes finais, a privatização será feita por meio de aumento de capital, que poderá ser acompanhado de oferta pública secundária de ações de propriedade da União. Com isso a intenção é garantir que a União passe a ter uma participação minoritária na estatal.

Está prevista para amanhã a divulgação, também, de medidas de combate ao desemprego. Segundo o Valor apurou, a ideia de auxiliares de Bolsonaro agora é que o presidente encerre a semana gerando um fato positivo de forte impacto social e que tenha desdobramentos no noticiário durante o fim de semana. A avaliação interna é de que o anúncio das medidas contra a expansão do gasto público seria bem recebido no Congresso e no mercado, mas não teria reflexos na população.

O adiamento do anúncio do pacote para a semana que vem repercutiu no meio político logo de manhã. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi ao Ministério da Economia para se reunir com o ministro Paulo Guedes. Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), recebia na residência oficial líderes partidários. No fim da tarde, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), que assumirá a paternidade das PECs do pacto federativo, recebeu em seu gabinete o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para dar andamento às negociações.

Perguntado sobre o motivo do atraso, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, não comentou. Mas afirmou que a agenda é robusta e não deve ser aprovada “em dois ou três meses”. Para ele, essa é uma discussão que precisa ser feita com a sociedade e que a melhor forma de promover esse debate é dentro do Congresso Nacional. “O debate leva ao consenso”.

Questionado sobre a PEC apresentada pelo senador José Serra (PSDB-SP), que propõe entre outros pontos a retirada das despesas da Previdência do teto de gastos, Mansueto disse que não gosta da ideia e prefere o teto de gasto como está, ou seja, incluindo os gastos com benefícios previdenciários. Segundo ele, retirar o gasto com Previdência do teto abre espaço para aumento de despesa e para manter a trajetória de primário seria necessário aumentar a carga tributária ou aceitar uma recuperação do primário mais lenta.

Valor

 

Opinião dos leitores

  1. E por que não aproveitam a onda e acabam com as férias parlamentares no meio e final do ano? Eles têm mais de 30 dias de férias e ainda ganham um 14º salário !!!!

  2. Viva viva o GIGANTE esta acordando!
    Tem que acabar toda e qualquer espécie de regalias em todos poderes, principalmente dos políticos e da justiça.
    Juiz e promotores só trabalham 6meses no ano, isso mesmo, 60dias de ferias, 20 dias de recesso, 90 dias de licença premio e ainda tem umas folgas administrativas que criaram mesmo que nao trabalhem. Meu irmao é juiz em Segipe e testemunho a realidade surreal desses funcionários públicos chamados elegantemente de “membros”.
    É preciso dar um basta de vez nas desigualdades e no falso moralismo, chega de regalias bancadas pelo povo.

  3. Para combater esses privilégios e ter tratamento igual, primeiro teria que os parlamentares começar por eles mesmos dando como exemplo dentro no congresso, coisa que nunca vai acontecer. Aí sim, que sabe poderia dar certo. Mais enquanto isso…

  4. Para combater esses privilégios e ter tratamento igual, primeiro teria que os parmentares começar por eles mesmos dando como exemplo dentro no congresso, coisa que nunca vai acontecer. Aí sim, que sabe poderia dar certo. Mais enquanto isso…

  5. Só os juízes e Promotores tem essa mamata, e eu não entendo como a República ainda não conseguiu acabar com isso. Bora Ministério Público!!!! Vamos se movimentar para acabar com esse absurdo. O pessoal das facções têxteis agradeceriam muito.

    1. Já ouviu falar em corporativismo? Eu não confiaria muito no MP pra tal, já que é um dos órgãos que goza desses mesmos privilégios! Kkkkkk

    2. Boicotaram meu comentário… MP se mela da mamada no poder público!

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CASO MASTER: Vorcaro pede fim da prisão preventiva e usa pedido de vista de Flávio Dino como argumento

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal e Bruna Vieira/TV Globo

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a revogação da prisão preventiva e a substituição por medidas cautelares. O ex-banqueiro está preso há mais de seis meses.

Os advogados alegam que venceu, no fim de agosto, o prazo de 90 dias previsto no Código de Processo Penal para reavaliação da prisão. Também usam como argumento o pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu a análise do caso no Supremo.

Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero. Segundo a Polícia Federal, ele seria líder de uma organização criminosa voltada à captação de recursos ilícitos e teria montado uma rede de monitoramento e influência.

A defesa afirma ainda que Vorcaro tenta colaborar com as investigações. Propostas de delação foram rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por serem consideradas insuficientes.

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Renan Santos pede suspensão do reajuste do Bolsa Família e até cassação de Lula

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Lula. A ação também pede multa e a cassação do registro ou do diploma de Lula, caso seja eleito.

Renan argumenta que o aumento, anunciado a 17 dias do primeiro turno, seria ilegal e provocaria desequilíbrio na disputa eleitoral. O reajuste eleva o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777.

O processo ficou sob relatoria do ministro André Mendonça. Na quinta-feira (17), ele já havia rejeitado uma ação semelhante apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC), mas sem analisar o mérito. Mendonça entendeu que o parlamentar, candidato à reeleição em Santa Catarina, não tinha legitimidade para questionar um candidato à Presidência.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defende que o reajuste é legal e corresponde à recomposição da inflação acumulada desde 2023, sem criação de novo benefício ou mudança nos critérios de acesso ao programa.

O impacto previsto é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O governo afirma que fará remanejamentos no Orçamento para bancar os novos valores.

Com informações do Portal Terra

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Denúncia aponta suspensão de blitzes e fiscalizações de trânsito no RN durante o período eleitoral

Foto: José Aldenir/Agora RN

Uma denúncia que circula nos bastidores da segurança pública do Rio Grande do Norte aponta para uma suposta determinação para que operações de fiscalização de trânsito realizadas pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), tanto em rodovias quanto em áreas urbanas, sejam reduzidas ou suspensas durante o período eleitoral.

De acordo com o relato, a orientação teria sido repassada pelo Comando-Geral da Polícia Militar do RN e permaneceria em vigor até o encerramento da campanha eleitoral. A justificativa apontada seria evitar que ações de fiscalização pudessem gerar desgaste político para o grupo que apoia a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado.

A denúncia ocorre poucos dias após a Operação Aleteia, realizada pelo CPRE e pela 3ª CIPRv na região do Seridó. A operação, iniciada em 11 de setembro, teve entre seus objetivos o combate a irregularidades envolvendo motocicletas, perturbação do sossego e manobras perigosas.

Em menos de 24 horas, três veículos utilizados na prática conhecida como “grau” foram retirados de circulação e outros seis foram removidos por irregularidades. Na divulgação da operação, o próprio CPRE informou que as fiscalizações seriam intensificadas, principalmente no período noturno e nos finais de semana.

O relato sobre a suposta suspensão aponta, no entanto, para uma mudança na realização de blitzes e outras operações nesta reta final da campanha eleitoral.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a existência da determinação. Também não foram informados eventual prazo da medida, justificativa operacional ou quais tipos de fiscalização teriam sido atingidos pela suposta orientação.

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Times defendem bets e dizem que restrições podem levar futebol brasileiro à falência

Foto: Reprodução

Clubes do futebol brasileiro divulgaram um manifesto conjunto em defesa das bets regulamentadas e contra possíveis restrições ao setor pelo governo federal. As equipes afirmam que uma mudança brusca nas regras pode provocar um forte impacto financeiro e levar clubes à falência.

A reação ocorre diante da possibilidade de o governo editar uma Medida Provisória para proibir jogos de cassino on-line. O texto em análise não atingiria as apostas esportivas, mas afetaria parte relevante das receitas das empresas que patrocinam os clubes.

No manifesto, os clubes defendem que as empresas autorizadas são hoje uma das principais fontes de receita do esporte e sustentam que uma restrição ao mercado regulamentado pode empurrar apostadores para plataformas clandestinas, que não recolhem impostos nem estão submetidas às mesmas regras de fiscalização.

“A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência”, afirmam as entidades.

O movimento reúne clubes como Palmeiras, Santos, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro, além da Federação Paulista de Futebol e da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Outros times também aderiram ao posicionamento.

Com informações da ESPN

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[VÍDEO] Lula está desesperado para reverter cenário eleitoral e garantir reeleição, diz economista

Vídeo: Reprodução/Joel Pinheiro Instagram

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste de 15% no piso do Bolsa Família, elevando o benefício de R$ 600 para R$ 691. A medida, tratada por analistas como uma ação de “corrida contra o relógio” diante de um cenário de reeleição acirrado, gerou discussões sobre a responsabilidade fiscal e o uso da máquina pública.

O economista e comentarista da Globo News e Folha de São Paulo, Joel Pinheiro, acredita que as medidas populistas na reta final da campanha eleitoral anunciadas pelo presidente representa um ‘desespero’ do chefe do executivo. 

“Esse aumento que o Lula anunciou do Bolsa Família tem um nome muito claro, desespero. Só para quem não está sabendo, o Bolsa Família vai subir de 600 para 691. Um aumento de 15%, bem expressivo, que vai custar bastante para os cofres públicos”, disse o economista. 

Joel Pinheiro enfatizou que essa é uma medida de corrida contra o relógio de uma campanha de reeleição que está sentindo que a maré pode ter virado.Como é que a gente sabe que é uma medida desesperada? É bom dizer, né? Porque em 31 de agosto, o governo mandou sua proposta de orçamento para o ano que vem e não constava esse aumento do Bolsa Família. Então é uma decisão realmente tomada agora, para ver se reverte, para ver se dando mais dinheiro para as pessoas reverte um pouco a intenção de voto dele e garante uma vitória”, comentou o analista.

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[VÍDEO] WILLIAM WAACK: Lula assume lado em crise no STF e acusa André Mendonça de fazer política


Vídeo: Reprodução/CNN Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por entrar diretamente na disputa interna do Supremo Tribunal Federal (STF) ao declarar publicamente que o ministro André Mendonça utilizou o cargo para fazer política, é o que aponta o comentarista da CNN Brasil, William Waack. A manifestação ocorreu em meio a desdobramentos de investigações que ligam mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a interlocuções com o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com a análise de Waack, a postura do chefe do Executivo representa uma inflexão em sua tradicional cautela em relação ao Judiciário. Ao escolher um lado na fratura institucional da Corte, o governo embarca oficialmente na crise que afeta o funcionamento e a imagem dos tribunais superiores

“O chefe do executivo brasileiro assumiu um lado na briga dentro do judiciário. O presidente Lula disse que o ministro André Mendonça utilizou o cargo para fazer política, dizendo que isso está provado. Seria o caso de se convocar Lula como testemunha, pois no Supremo ainda não se decidiu, quer dizer, não se julgou se Mendonça fazia política”, comentou o jornalista e âncora da CNN. 

Waack disse ainda que o foco das atenções recai sobre a atuação de Alexandre de Moraes, apontado como articulador de uma ação política que uniu lideranças da Câmara e do Senado para aprovar pautas cruciais para a campanha de reeleição de Lula. Para o comentarista, o envolvimento explícito do Planalto consolida um alinhamento interno onde a ala governista busca blindar o magistrado alvo dos vazamentos.

A ofensiva ocorre paralelamente a estratégias tradicionais de mobilização popular e econômica, como o anúncio de reajustes no Bolsa Família planejados para coincidir com o período eleitoral do segundo turno. “Nenhuma surpresa, porém, foi o anúncio feito por Lula de que vai aumentar o bolsa-família para coincidir com o segundo turno das eleições. Isso é típico, qualquer populista, Lula em especial. O típico é promover a festa hoje e alguém que pague depois a conta”, concluiu William Waack.

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Alto Oeste: Álvaro, Babá e Styvenson levam Caravana 22 a Venha-Ver, Coronel João Pessoa e São Miguel


A Caravana 22 percorreu, na noite desta quinta-feira (18), os municípios de Venha-Ver, Coronel João Pessoa e São Miguel, em mais uma intensa agenda de Álvaro Dias pelo Alto Oeste Potiguar. Uma extensa carreata atravessou as ruas das três cidades, reunindo moradores, apoiadores e lideranças políticas da região.

Ao lado de Álvaro, o candidato a vice-governador Babá Pereira e o senador Styvenson Valentim, candidato à reeleição, participaram de toda a mobilização. A agenda também contou com o candidato ao Senado Coronel Hélio, o candidato a deputado federal Coronel Brilhante e o candidato a deputado estadual Dr. Kerginaldo.

Em carro aberto, o grupo percorreu Venha-Ver, Coronel João Pessoa e São Miguel. Ao longo do trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva pelas ruas e avenidas dos três municípios.

A programação foi encerrada com um grande comício no centro de São Miguel.

Entre as lideranças presentes estavam o prefeito de Venha-Ver, Dr. Cleiton; os ex-prefeitos de Marcelino Vieira, Babau e Dibed; a prefeita de São Francisco do Oeste, Gisely Porfírio; o ex-prefeito de São Miguel, Dr. Dário; o prefeito de Encanto, Alberone; e a prefeita de Tenente Ananias, Dayane.

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Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes no STF para pedir favorecimento em causa bilionária relacionada ao Banco Master


Fotos: Montagem/Redes Sociais

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro reuniu-se com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes em 11 de abril de 2024. O objetivo do encontro era convencê-lo a votar favoravelmente em uma disputa bilionária envolvendo o setor sucroalcooleiro, cujos desdobramentos beneficiariam diretamente os negócios do Banco Master, presidido por Vorcaro.

Na época, a instituição financeira mantinha em sua carteira bilhões de reais em créditos dessas empresas sob a forma de precatórios. Os papéis perderiam valor caso a Suprema Corte invalidasse as ações indenizatórias movidas pelas usinas contra a União, um impacto estimado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em até R$ 145 bilhões.

O encontro com o magistrado foi viabilizado com a ajuda do empresário Chiquinho Feitosa, ex-deputado e ex-senador pelo Ceará, que na época mantinha um contrato de prestação de serviços de R$ 500 mil mensais com Vorcaro para atuar na área de educação e fazer lobby em Brasília. Feitosa é ex-cunhado de Gilmar Mendes.

Registros do celular de Vorcaro detalham a negociação com a secretaria do tribunal para marcar a audiência. O ex-banqueiro pediu um roteiro exclusivo, solicitando entrar sozinho no gabinete das 18h às 18h30 e, em seguida, receber outras duas pessoas, incluindo o ex-advogado-geral da União Bruno Bianco. Após ser avisado de que o ministro dispunha de pouco tempo, recebendo a confirmação de um “encaixa” de apenas 15 minutos, Vorcaro ajustou os planos.

O posicionamento de Gilmar Mendes

Em nota oficial, o gabinete de Gilmar Mendes confirmou a realização da audiência em ambiente institucional no STF, ressaltando que o recebimento de advogados é prerrogativa legal da função. A nota enfatizou também que o ministro não participou de negociações particulares entre Chiquinho Feitosa e o ex-banqueiro e que não responde pelas relações profissionais de ex-parentes.

O comunicado destacou o histórico de votos do magistrado nos processos do setor, nos quais ele reiteradamente posicionou-se contra os interesses do Banco Master e a favor da União, a exemplo de julgamentos envolvendo a usina Jalles Machado e a empresa Raízen, nos quais votou contrariamente à liberação dos precatórios bilionários.

Com informações da Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Por isso boca de sapo, tem tanto ódio do Ministro André Mendonça. Se Flávio, ganhar essas eleições, tem que prender esse bandido no mesmo dia.

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Hospital Municipal de Natal abre as portas e começa a receber pacientes


Foto: Divulgação/SMS

O Município do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou as atividades no Hospital Municipal de Natal São Padre Pio. Os primeiros pacientes estão internados nos leitos pediátricos da unidade.

Os acolhimentos no novo equipamentos acontecem de forma escalonada. Inicialmente, o hospital começa as operações com a abertura da enfermaria de pediatria. O setor conta com 18 leitos, sendo doze leitos de enfermaria clínica e seis de pediatria psicossocial infantojuvenil, destinados ao acolhimento de crianças e adolescentes que necessitarem de internamento, cuidado clínico ou cirúrgico.

Para o prefeito Paulinho Freire, o início das atividades do hospital marca uma importante fase para o município. “É um compromisso da nossa gestão priorizar a saúde da população da capital. E agora estamos iniciando as atividades no Hospital São Padre Pio, um serviço com equipamentos modernos que vai contribuir para desafogar as UPAs e trazer um atendimento mais digno para todos os cidadãos”, disse.

O secretário Municipal de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, acompanhou as primeiras transferências e ressaltou a importância do momento. “Esse é um dia de grande alegria, de um sonho realizado para o município. Iniciamos pela enfermaria de pediatria, que era um grande gargalo da nossa rede. Uma das crianças admitidas passou cinco dias em uma das UPAs da rede municipal e chega aqui nesse equipamento novo, moderno e pronto para fornecer o melhor acolhimento para elas e para todos os natalenses”, comentou.

Nesta sexta-feira (18), será iniciada a operação do centro de diagnóstico por imagem, que irá disponibilizar exames de ecocardiograma, raio-X e ultrassonografia para os munícipes já regulados e aguardando na fila de espera para a realização dos procedimentos. “É importante que as pessoas compreendam que, neste primeiro momento, os acolhimentos não são porta aberta; os exames e a admissão nos leitos serão via sistema de regulação”, reforçou Geraldo.

A partir da próxima semana, os demais serviços que compõem o primeiro bloco do novo hospital vão iniciar gradualmente as suas atividades, começando com a abertura de 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), seguindo pela abertura dos leitos de enfermaria clínica médica adulta, dos quais 6 de saúde mental; e posteriormente as atividades do centro cirúrgico.

Localizado na Avenida Omar O’Grady, próximo à UPA de Cidade Satélite, o Hospital Municipal de Natal – São Padre Pio foi projetado para oferecer atendimento com infraestrutura moderna e tecnologia de ponta. A estrutura também contempla farmácia central, refeitório, áreas administrativas e de apoio, como vestiários e alojamentos para os funcionários que atuam no serviço.

O Hospital de Natal contará com diversas especialidades, como atendimento neonatal, ginecológico e obstétrico. A unidade possui centro cirúrgico, centro de diagnóstico e atendimento 24h em urgências de alto risco.

Opinião dos leitores

  1. Álvaro Dias fez uma grande obra dessa no município imagina no estado parabéns isso sim é benefício para a sociedade uma grande obra

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Agregador de pesquisa aponta diferença de apenas 0,6% entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2° turno


Fotos: Ricardo Stuckert e Evaristo Sa/AFP

O cenário da disputa presidencial de 2026 registrou uma nova e expressiva alteração. De acordo com a atualização de hoje do agregador de pesquisas do UOL, impulsionada pela divulgação do mais recente levantamento do Datafolha, a distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) despencou para apenas 0,6 ponto percentual em uma eventual disputa de segundo turno. No último dia 12, a margem entre os dois concorrentes era de 1 ponto.

A ferramenta do portal consolida diferentes sondagens de intenção de voto registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde janeiro de 2026, oferecendo um panorama estatístico ponderado da corrida eleitoral.

Cenário do 1º Turno

Na disputa pelo primeiro turno, o agregador aponta a seguinte configuração entre os principais nomes ao Palácio do Planalto:

  • Lula (PT): 38,8%

  • Flávio Bolsonaro (PL): 34,2%

  • Augusto Cury (Avante): 6,8%

  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,7%

  • Renan Santos (Missão): 3,5%

Disputa Acirrada no 2º Turno

No horizonte de segundo turno, a margem de erro técnica e a aproximação contínua evidenciam o cenário de polarização extrema e o avanço da oposição:

  • Lula (PT): 44,8%

  • Flávio Bolsonaro (PL): 44,2%

Com a diferença reduzida a menos de um ponto percentual, a campanha entra em uma fase de máxima tensão, pressionando o Palácio do Planalto a intensificar estratégias de mobilização e anúncios de impacto — como as recentes medidas econômicas e sociais — para tentar recuperar terreno frente ao crescimento do principal adversário.

Com informações do UOL

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