Saúde

Detectado super anticorpo que pode combater variantes do SARS-CoV-2 e outros coronavírus

Foto: D.R.

Uma molécula imune recém-identificada aumenta a esperança de uma vacina contra uma série de vírus relacionados com o SARS-CoV-2″, o responsável pela covid-19, lê-se na revista “Nature”, onde foi publicado um novo estudo que pode traduzir-se numa boa notícia no combate à pandemia.

Uma equipe de investigadores da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos EUA, identificou um anticorpo que pode combater não só o vírus que provoca a doença covid-19 e as suas variantes, mas também outros tipos de coronavírus.

O anticorpo em causa é designado por S2H97 e demonstrou ser mais potente na proteção contra a infeção por SARS-CoV-2.

A conclusão é de um estudo, publicado na revista especializada, que pode dar novas pistas e possibilidades no combate à pandemia, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de vacinas e de tratamentos que podem ter uma área de atuação mais ampla.

O grupo de investigadores analisou 12 anticorpos presentes em pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2 ou por outros coronavírus, e entre eles o S2H97 sobressaiu. Este anticorpo conseguiu mostrar ser suficientemente potente para evitar que diferentes variantes do coronavírus se propagassem entre as células que estavam em desenvolvimento em laboratório. Também mostrou ser potente para proteger os hamsters contra a infeção por SARS-CoV-2, como escreve o El Mundo.

Tyler Starr, bioquímico do centro de investigação Fred Hutchinson, localizado em Seattle, afirmou, citado pelo jornal espanhol, que o S2H97 é o melhor anticorpo que já descobriram.

Resultados do estudo abrem novas possibilidades para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos

A análise de dados feita pelos cientistas teve como objetivo estudar a forma como as variantes do vírus afetam a união e ligação de anticorpos. No fundo, como as mutações conseguem escapar aos anticorpos. E os resultados deste trabalho de investigação podem abrir novas possibilidades no desenvolvimento de vacinas e de tratamentos contra estes vírus.

Os dados mostram “características que devem ser prioritárias para o desenvolvimento terapêutico contra a pandemia atual e possíveis pandemias futuras”, indica o estudo.

Arinjay Banerjee, um virologista da universidade Saskatchewan, no Canadá, fala em boas notícias, mas à revista Nature deixa uma pergunta no ar. “A grande questão que permanece é: e em relação aos vírus que ainda não conhecemos?”

Apesar de não se conseguir testar um anticorpo num vírus desconhecido, Banerjee considera que este tipo de descobertas pode ajudar a preparar o mundo para os próximos coronavírus que se transferem da vida selvagem para os seres humanos.

Diário de Notícias – Portugal

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Turismo

Ministério do Turismo promove importante reunião com objetivo de solucionar fraudes e combater perfis falsos de serviços turísticos nas redes sociais

Foto: Divulgação

No dia 01/07/2021, o vice-presidente da ABIH-RN e diretor da ABIH Nacional, José Odécio Júnior, participou da reunião interministerial, que contou com a presença dos ministros do Turismo e da Justiça, do Superintendente da Polícia Federal, do representante, no Brasil, do FACEBOOK, e de entidades do turismo nacional, além da ABIH. A ação possibilitará identificar perfis oficiais de meios de hospedagem e demais empresas do setor de turismo, nas redes sociais e, com isso, desativar páginas falsas, ofertando mais segurança ao consumidor na contratação de produtos e serviços turísticos

O sistema de proteção às empresas do setor turístico brasileiro já está implantado, e será feito através do Cadastur, onde será possível a inclusão dos perfis oficiais dessas empresas, como Instagram, Facebook, Twitter, YouTube, WhatsApp e LinkedIn, e com isso haver o reconhecimento do verdadeiro perfil, evitando a fraude. Para aderir a esta ferramenta, construída em parceria com o Facebook/Instagram, os prestadores dessas atividades precisarão atualizar os seus dados no Cadastur, que é o cadastro nacional de prestadores de serviços turísticos.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, comemorou a novidade e destacou a relevância da ação para a defesa do consumidor e para o bom funcionamento dessas atividades no país. “Este é um importante avanço que estamos dando para evitar fraudes neste setor, que já foi tão impactado pela pandemia. A nossa expectativa é de que com esta ação, que é um pleito antigo do trade e dos consumidores, possamos validar a autenticidade dos perfis de empreendimentos turísticos e evitar falsas contratações de serviços”, disse.

“A proliferação de perfis falsos causa enormes problemas às empresas turísticas e também prejuízos aos consumidores, que rotineiramente vem sofrendo com essa prática delituosa, o que buscamos evitar. Contamos, assim, com a sensibilidade e o apoio do Ministro do Turismo, Gilson Machado, que imediatamente após nosso relato desses fatos, mobilizou todos os órgãos públicos e entidades envolvidos, e de forma muito célere implantou esse sistema de proteção. Esse é um passo importante para evitarmos as fraudes, mas para a sua plena eficácia se faz necessário a colaboração das empresas em cadastrar seus perfis no CADASTUR. Ressalto, ainda, que o tema foi tratado, inicialmente, pela ABIH-RN quando da recente visita do ministro do Turismo à Natal”, destacou José Odécio.

O gestor de Políticas Públicas do Facebook Brasil, Eduardo Lopes, parabenizou a agilidade do Ministério do Turismo para a implantação deste novo campo dentro do Cadastur. “Gostaria de parabenizar o Ministério do Turismo pela rapidez na execução deste projeto. Há um alinhamento de interesses, todos queremos coibir essas práticas, seja perfis falsos ou práticas fraudulentas”, disse.

NOVO CAMPO – É importante que esse em campo não fique em branco no Cadastur!

Atenção! Para acessar o Cadastur agora é necessário possuir um login do GOV.BR. Para saber mais sobre o novo login, assista o vídeo ou veja as instruções no site do Cadastur.

 

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Saúde

OMS diz que são necessárias novas restrições para combater pandemia

FOTO: © REUTERS/Denis Balibouse/Direitos Reservados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreveu hoje (1º) como “necessárias” novas restrições na Europa devido ao crescente número de casos do SARS-CoV-2, em meio ao avanço da variante britânica e ao aumento da mobilidade pela semana da Páscoa.

“A situação na região é agora mais preocupante do que vimos em vários meses”, disse a diretora regional da OMS para Emergências na Europa, Dorit Nitzan.

“Muitos países estão adotando novas medidas que são necessárias e todos devem segui-las tanto quanto possível”, acrescentou Nitzan.

Em sua opinião, também existem “riscos associados” ao “aumento da mobilidade” e às reuniões neste feriado da Páscoa.

Em nota, do seu escritório europeu, a OMS também chamou de “inaceitavelmente” lento o ritmo da campanha de vacinação no continente.

De acordo com dados da OMS, na semana passada foram registrados 1,6 milhão de novos casos e quase 24 mil mortes no continente, em comparação com menos de 1 milhão há cinco semanas.

Um total de 27 países europeus aplica atualmente restrições de intensidade variável, dos quais 21 impuseram toque de recolher obrigatório. Nas duas últimas semanas, 23 Estados endureceram as medidas para conter a propagação da pandemia, enquanto 13 abrandaram as restrições.

Segundo o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, “agora não é hora de relaxar”.

“Não podemos ignorar o perigo. Todos temos que fazer sacrifícios, não podemos permitir que a exaustão nos derrote. Devemos continuar a conter o vírus”, disse Kluge.

Para ele, na situação atual, a “ação rápida” e a implementação de “medidas sociais e de saúde pública” são necessárias até que avance a campanha de vacinação.

A OMS considerou que as medidas restritivas devem ser usadas “enquanto a doença exceder a capacidade dos serviços de saúde para cuidar adequadamente dos pacientes e para acelerar a provisão dos sistemas de saúde locais e nacionais”. Acrescentou que os casos estão aumentando em todas as faixas etárias, exceto naquelas de mais de 80 anos, que, na sua opinião, mostram “os primeiros sinais do impacto da vacinação”.

A Europa é a segunda região com mais casos de covid-19. O número total de positivos gira em torno de 45 milhões e o número de mortos é próximo a 1 milhão, segundo dados da OMS.

Cerca de 50 países da região já indicaram que a variante B.1.1.7, inicialmente detectada no Reino Unido, é a que predomina em seus territórios.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2,8 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 128,1 milhões de casos de infecção, segundo balanço feito pela agência francesa AFP.

Agência Brasil, com RTP

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Geral

Acordo prevê “fábrica de mosquitos” para combater dengue em Brumadinho

Foto: © Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados

Um acordo entre o governo de Minas Gerais e a mineradora Vale prevê a implementação de um projeto voltado para o combate às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem ocorrido em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, em janeiro de 2019. A iniciativa consiste no uso da bactéria Wolbachia. Introduzida nos mosquitos, é capaz de evitar que os vírus da dengue, da zika e da febre chikungunya sejam transmitidos aos seres humanos durante uma picada.

Conforme termo de compromisso assinado na semana passada, uma biofábrica será instalada em Belo Horizonte, em um terreno cedido pelo governo estadual. O local será usado para a reprodução controlada dos mosquitos, que posteriormente serão liberados já com a bactéria em seu organismo. Eles serão soltos nos diversos municípios atingidos.

A construção da biofábrica deve levar 15 meses. O custo da obra está estimado em R$ 10,7 milhões e o investimento previsto no projeto é de R$ 57,1 milhões, valor que assegura a cobertura do custeio operacional por cinco anos. Esses valores serão extraídos dos R$ 37,68 bilhões reservados para a reparação dos danos causados na tragédia conforme o acordo global firmado há pouco mais de dois meses.

O rompimento da barragem ocorreu em 25 de janeiro de 2019. Após o episódio, foram contabilizadas 270 mortes, das quais 11 corpos ainda estão desaparecidos. O vazamento de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de rejeito também causou destruição de comunidades, devastação ambiental, impactos socioeconômicos em diversos municípios e poluição no Rio Paraopeba.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas, os dados de notificação da dengue nas cidades atingidas não demonstraram alterações atípicas. Em 2019, ano da tragédia, Brumadinho registrou 2,1 mil casos da doença. O número é bem superior ao de 2018 (apenas 25 ocorrências foram notificadas) e ao de 2020 (174 ocorrências). O governo, porém, não vê associação entre a explosão de casos e o rompimento da barragem, pois a região não viveu uma situação isolada. O crescimento significativo se deu em todo o estado: foram 29,9 mil registros em 2018, 480,6 mil em 2019 e 84 mil em 2020. Nesse sentido, a construção da biofábrica é considerada medida de caráter compensatório, isto é, trata-se de uma medida voltada para melhorar a qualidade de vida na região, compensando assim eventuais danos ambientais considerados irreparáveis.

O uso da bactéria Wolbachia no controle das arboviroses como dengue, zika e febre chikungunya começou na Austrália e já é adotado em 11 países a partir do World Mosquito Program (WMP), uma articulação internacional de diversas instituições científicas. No Brasil, ele é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Ministério da Saúde. Os trabalhos começaram em 2015 em duas áreas pequenas: em Jurujuba, bairro de Niterói, e em Tubiacanga, bairro do Rio de Janeiro. Com os bons resultados, tem sido realizada uma expansão para outras cidades, inclusive em Minas Gerais, a partir da parceria entre a Fiocruz e a Secretaria de Saúde.

O projeto tem demonstrado sustentabilidade: a fêmea do Aedes que possui a Wolbachia em seu organismo é capaz de transmiti-la a todos os seus descendentes, mesmo que se acasale com machos sem a bactéria. Além disso, quando apenas o macho tem a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem. Dessa forma, a bactéria é transmitida naturalmente para as novas gerações de mosquitos.

A Wolbachia, segundo a Fiocruz, está presente naturalmente em 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti. O que o projeto faz é uma introdução artificial em seu organismo. Os pesquisadores envolvidos ressaltam que a iniciativa não envolve nenhuma modificação genética, nem no mosquito e nem na bactéria. Além disso, o objetivo não é eliminar o Aedes aegypti do meio ambiente, apenas substituir uma população capaz de transmitir doenças por outra incapaz.

Os resultados não são obtidos em curto prazo. Por essa razão, a população deve continuar se esforçando para impedir o acúmulo de água parada, que serve de criadouro para os mosquitos. Da mesma forma, o poder público não deve afrouxar as demais medidas de prevenção às arboviroses, entre elas a aplicação de produtos químicos e biológicos quando recomendado, como fumacê e larvicidas.

Conforme o acordo, caberá a Vale construir, equipar e mobiliar a estrutura da biofábrica, que será propriedade do estado de Minas Gerais. Uma vez concluída a obra, o projeto será operacionalizado pela Fiocruz e pelo WMP.  A expectativa é que a liberação de mosquitos no meio ambiente comece cerca de quatro meses após a entrega. A iniciativa será voltada inicialmente para a região atingida na tragédia, mas poderá alcançar outros municípios mineiros caso haja disponibilidade financeira.

Acordo global

O acordo global que fixou o valor de R$ 37,68 bilhões, nomeado como termo de medidas de reparação, foi firmado entre a Vale, o governo mineiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública do estado. Ele se refere aos danos coletivos causados na tragédia e estabelece medidas de caráter reparatório e compensatório. As indenizações individuais e trabalhistas que deverão ser pagas aos atingidos estão sendo discutidas em outros processos judiciais e extrajudiciais.

Diversos tipos de despesas ficaram acertadas no acordo, como transferência de renda e atendimento de demandas das comunidades atingidas; investimentos socioeconômicos na Bacia do Paraopeba; ações para garantia da segurança hídrica; recuperação socioambiental; obras de mobilidade urbana e melhorias dos serviços públicos, entre outras. Uma das principais medidas compensatórias será o financiamento do início da construção do Rodoanel Metropolitano, que deverá contornar a Região Metropolitana de Belo Horizonte e ligar as rodovias federais BR-040, BR-381 e BR-262.

São dezenas de projetos, sendo que alguns serão executados diretamente pela Vale. Em outros, caberá a ela apenas disponibilizar os recursos para ações do governo estadual e para definição dos atingidos em conjunto com o MPMG, o MPF e a Defensoria Pública do estado.

Há três semanas, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu projeto de lei, de autoria do governador Romeu Zema, para que o estado seja autorizado a utilizar a parte dos recursos que se refere a iniciativas de sua responsabilidade, até o valor de R$ 11,06 bilhões. Sem o aval dos deputados mineiros, o dinheiro não pode ser movimentado em função da Lei 23.751/2020, que estima as receitas e fixa as despesas do estado. Aprovada no ano passado, ela determina em seu Artigo 17º que o uso de recursos provenientes de acordos relativos à tragédia de Brumadinho necessita de autorização do Legislativo estadual.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Que dengue? Depois que começou o corona a dengue foi extinta, ninguém nem ouve mais falar sobre os casos de outras doenças.

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Saúde

Johnson & Johnson está desenvolvendo reforço da vacina para combater variantes

Foto: Gerd Altmann/Pixabay

A Johnson & Johnson está desenvolvendo um reforço para a vacina contra Covid-19 combater as variantes do novo coronavírus, disse o CEO Alex Gorsky em entrevista à CNN Internacional nesta segunda-feira (1º).

“Enquanto estamos animados e confiantes na vacina atual que temos, precisamos estar sempre nos preparando para o futuro e para o desconhecido”, disse Gorsky. “Então, estamos fazendo isso enquanto nós estamos conversando”.

A vacina da Johnson foi aprovada para uso emergencial nos Estados Unidos no último sábado (27). Esse é o primeiro imunizante autorizado que necessita de apenas uma dose.

Outras farmacêuticas também estão trabalhando em atualizações para as vacinas. Na última semana, a Moderna enviou uma nova versão do imunizante, modificado para combater a variante sul-africana, para análise do Instituto Nacional de Saúde dos EUA.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Ja estou um ano sem piolho, carrapato, sarna e covid. acho que vou continuar assim.. ja que essa vacina em teste nao parece ter garantia e nao se sabe quando vai ter. Basta ter mais uma mutacao.

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Saúde

COVID E A DESCOBERTA SEM INTENÇÃO: Cientistas apostam em uso de vírus para combater câncer e outras doenças

Foto: National Cancer Institute/Unsplash

O caso de um homem de 61 anos que teve uma rara remissão do linfoma de Hodgkin – um tipo de câncer que se origina no sistema linfático – depois de ser infectado pela Covid-19, na Inglaterra, chamou a atenção da comunidade científica e do mundo em janeiro deste ano.

Os tumores, que eram um risco para o paciente na luta contra o novo coronavírus, desapareceram do corpo do idoso meses após ele ser infectado pela doença, e o caso, uma novidade nas pesquisas sobre a Covid-19, foi analisado e publicado no British Journal of Hematology.

Apesar de raras, situações em que vírus geram respostas do corpo humano no combate ao câncer e outras doenças já foram descritas anteriormente na literatura médica. O uso dos organismos na Medicina, inclusive, tem um nome: viroterapia.

Em entrevista recente à CNN, o oncologista Raphael Brandão Moreira afirmou que a explicação para o caso do idoso na Inglaterra é até simples: ao atacar o vírus o sistema imunológico do paciente combateu também as células cancerígenas.

“Não só a Covid-19, mas toda infecção viral, bacteriana, enfim, qualquer agressor externo ao nosso ambiente que seja estranho ao nosso corpo pode despertar o sistema imunológico”, disse o médico.

Descoberta ocorreu sem intenção

O caso britânico aconteceu de forma não intencional. Isso porque, após o diagnóstico de Covid-19, o paciente recebeu tratamento padrão para a doença, sem uso de corticoides ou de imunoterapia – que potencializa o sistema imunológico no combate a infecções e doenças.

Especialistas pesquisam a possibilidade de usar, intencionalmente, vírus contra o câncer e outras doenças. A viroterapia utiliza a biotecnologia para converter os organismos em agentes terapêuticos para tratar doenças.

Um dos principais pesquisadores nos Estados Unidos dessa modalidade para o tratamento do câncer é o médico Stephen Russell, presidente da Sociedade Americana de Terapia Genética e Celular (ASGCT, em inglês).

Russell e uma equipe de pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, se dedicam ao estudo dessa hipótese há praticamente duas décadas.

Atualmente, a equipe está focada em formas de usar modificações dos vírus do sarampo, da estomatite vesicular (VSV), da coxsackie A21 (CVA21) e o mengovírus no tratamento de pacientes oncológicos – estudos clínicos de fase 1 estão em andamento.

Com dezenas de artigos publicados sobre o tema, os pesquisadores já apresentaram, em 2014, um caso concreto em que uma mulher com mieloma múltiplo, um tipo de câncer sanguíneo incurável, entrou em remissão da doença após receber uma dose altamente concentrada do vírus do sarampo desenvolvido em laboratório.

“Um vírus pode ser treinado para danificar especificamente um câncer e deixar outros tecidos do corpo ilesos”

Stephen Russell, presidente da Sociedade Americana de Terapia Genética e Celular

“A ideia é que um vírus pode ser treinado para danificar especificamente um câncer e deixar outros tecidos do corpo ilesos”, disse Russell à CNN, na época do caso.

Embora ainda não haja outros pacientes com remissão completa usando um vírus semelhante, nos últimos anos os pesquisadores conseguiram entender por que a terapia funcionou para Stacy Erholtz, que recebeu o tratamento experimental.

Um dos principais motivos é que ela não tinha anticorpos contra o sarampo, os quais a maioria das pessoas desenvolve por ter sido vacinada ou por contrair a doença.

Em pessoas com anticorpos do sarampo, no entanto, usar o vírus como terapia não funcionou, porque o corpo o neutralizou antes que tivesse a chance de matar as células cancerígenas.

Nos estudos recentes, Russell e os demais pesquisadores tentam substituir o vírus do sarampo pelo VSV – ao qual a maioria das pessoas não foi exposta e, portanto, não possui anticorpos – e que, em testes laboratoriais, se mostrou ainda mais potente contra o câncer do que o vírus do sarampo.

E o vírus da Covid-19?

De volta ao caso britânico: por se tratar de um caso raro e isolado, ainda é cedo para dizer se, no futuro, será possível usar o SARS-Cov-2, vírus que causa a Covid-19, em tratamentos de viroterapia.

A médica Fernanda Lemos, hematologista no hospital A.C. Camargo Cancer Center, destacou a importância do registro do caso e disse que parte do conceito da viroterapia já é amplamente aplicado hoje no tratamento de determinados tipos de câncer.

“Viroterapia é um campo que cada vez mais chama atenção, mas que ainda precisa de um caminho longo de estudos” (Fernanda Lemos, hematologista no hospital A.C. Camargo Cancer Center).

“A viroterapia é um campo que cada vez mais chama atenção, mas que ainda precisa de um caminho longo de estudos. [A ideia de] acordar essas células que vão ajudar o organismo no combate à doença é o que já fazemos atualmente por meio da imunoterapia com o uso de drogas”, disse ela à CNN.

“Para grande parte dos tumores hematológicos, tumores sólidos e melanomas que dependem da resposta imunológica para serem erradicados, a imunoterapia já é uma realidade, não o futuro”, completou.

Ela destacou que a vantagem da imunoterapia é o fato de tratar-se de uma terapia inteligente contra o câncer, com menos efeito colateral do que a radioterapia e a quimioterapia, por atuar especificamente nas células cancerígenas.

Lemos fez ainda um alerta: “Esse caso mostra um mecanismo que futuramente pode auxiliar no tratamento, mas de forma alguma substitui tratamentos embasados e com anos de entendimento. Os pacientes não devem procurar medidas heroicas”.

Essa opinião é compartilhada por Carlos Chiattone, professor de Medicina da Santa Casa de São Paulo e diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

“Pacientes com doenças oncológicas, via de regra, desenvolvem casos mais graves do novo coronavírus” (Carlos Chiattone, professor de Medicina da Santa Casa de São Paulo).

“Tenho recebido muitas consultas, pedidos de opinião… Olha, não vamos torcer para que um paciente com câncer tenha Covid-19, longe disso. Porque pacientes com doenças oncológicas, via de regra, desenvolvem casos mais graves do novo coronavírus”, explicou Chiattone à CNN.

Em relação ao caso do paciente britânico, ele diz que um caminho pode ser entender a resposta imunológica que o vírus causou no corpo e, então, desenvolver mecanismos que reproduzam esse efeito.

Chiattone, no entanto, disse não acreditar que o SARS-Cov-2 poderá ser usado diretamente no corpo, como nos estudos desenvolvidos com o vírus do sarampo pelos pesquisadores da Clínica Mayo.

“Esse dado [do paciente britânico] é inusitado e claro que merece divulgação, mas tem que tomar cuidado. Por ser algo raríssimo, não é possível determinar como replicar esse efeito”, completou.

Chiattone, que é coordenador da oncohematologia do Hospital Samaritano de São Paulo, também enfatizou o uso da imunoterapia por ser um caminho mais testado e desenvolvido para novos tratamentos de câncer.

“Uma tendência da oncologia, em algumas áreas como os cânceres do sangue, é deixar a era do tratamento quimioterápico para a era do tratamento imunológico, com inúmeras vertentes e formas”, explicou.

Ainda de acordo com Chiattone, essa terapia-alvo é feita por meio de drogas que estimulam o sistema imunológico, por anticorpos ou outras substâncias, que fazem o sistema imunológico combater, por conta própria, o câncer.

CNN Brasil

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Saúde

Prefeitura e Estado organizam operação para combater aglomerações no réveillon em Natal

Foto: Divulgação SEMDES

O feriadão de Ano Novo vai contar com uma forte fiscalização da Prefeitura do Natal para conter aglomerações em locais público e privados da cidade. A operação foi articulada nesta terça-feira (29) numa reunião que uniu a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Natal (Semdes) e a Secretaria de Segurança do RN (Sesed).

As forças da Prefeitura do Natal e do Governo do Estado vão atuar em conjunto, assim como ocorreu durante os quatro dias do feriadão natalino, onde a Semdes, Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Semurb, STTU e Semsur agiram juntas combatendo transgressões às normas sanitárias estabelecidas pelo decreto municipal de prevenção e combate ao coronavírus na capital.

A secretária da Semdes, Mônica Santos, informou que a operação deve ser mais intensa já que no réveillon é comum casos de aglomerações. “Estaremos com dezenas de guardas, policias e fiscais nas ruas cobrindo os principais corredores de bares e restaurante de toda a cidade, inclusive a orla que vai de Ponta Negra a Redinha. Teremos uma delegacia móvel somente para autuar casos de desrespeito aos decretos e receberemos denúncias pelo Ciosp e pelo contato da Semdes, agindo em todas as horas do dia e da noite para proteger a saúde pública”, ressaltou.

A operação deve ser deflagrada na próxima quinta-feira (31) e vai seguir até a madrugada da segunda-feira (04/01). Na prática os fiscais averíguam todos os itens determinados nos decretos municipais que apontam para o distanciamento entre mesas e cadeiras, quantidade máxima de pessoas no estabelecimento, uso de máscaras de proteção facial, acesso a álcool gel 70% para clientes e funcionários, aferição da temperatura na entrada do estabelecimento, entre outras. “É importante alertar que qualquer tipo de aglomeração será impedida pelas equipes policiais. Vamos patrulhar toda a cidade e contamos com a colaboração da população para denunciar os que tentarem desrespeitar às normas legais”, comentou o comandante da Guarda Municipal do Natal, Alberfran Grilo.

A GMN deve manter 22 viaturas à disposição do trabalho de fiscalização e um efetivo de guardas municipais escalados no serviço regular com reforço de agentes que estão de folga disponibilizando diárias operacionais para ampliar a contribuição da corporação nas ações de fiscalização. O cidadão pode ajudar denunciando pelo número (84) 9 9917-0591. O contato é mantido pela Semdes e aciona diretamente as viaturas de patrulhamento preventivo e ostensivo da Guarda Municipal do Natal. As denúncias também podem ser feitas pelo canal 24h do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) no 190 e no 181 (Disk Denúncia- Polícia Civil).

O planejamento da operação reuniu a secretária da Semdes, Mônica Santos, o titular da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), Francisco Araújo, além de gestores da Guarda Municipal do Natal (GMN), Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil.

Opinião dos leitores

  1. Deveriam ter organizado essas operações para combater a cachorrada política que formou aglomerações durante o período eleitoral, principalmente no interior do estado, bando de crápulas e irresponsáveis.

  2. Interessante… pq não combatem a aglomeração nos transporte públicos? ALGO DE ERRADO NÃO ESTÁ CERTO!!!

  3. Onde estavam todos esses órgãos de segurança, durante a campanha eleitoral.
    Quem determinou o confinamento desses orgãos? Que hoje aparecem como salvadores da pátria.
    Por isso eu digo e repito #Bolsonaro TEM RAZÃO

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Diversos

Governo discute ações para combater alagamento recorrente em trecho da Rota do Sol

No final da tarde dessa terça-feira (21), uma equipe de gestores estaduais, liderada pelo Secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), João Maria Cavalcanti, se reuniu virtualmente para discutir e elencar as próximas ações para resolver a questão do alagamento provocado pelo intenso período chuvoso em trecho da Rota do Sol. Participaram da videoconferência o Secretário de Infraestrutura (SIN), Gustavo Rosado; os diretores presidentes da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Roberto Linhares, e do Instituto de Gestão de Águas do RN (Igarn) Auricélio Costa; o presidente do Departamento de Estradas de Rodagens do RN (DER), Manoel Marques, diretores do Idema e equipe técnica da Semarh e Caern.

Um estudo sobre as causas do alagamento já vinha sendo realizado e, na oportunidade, foi apresentado o diagnóstico da situação. “Diante das últimas ocorrências, a recarga de água elevou o lençol freático na área de influência da lagoa de infiltração da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE)”, explica o secretário João Maria Cavalcanti, destacando que a Caern já vem tomando as medidas necessárias para minimizar o impacto: “A Lagoa de Infiltração da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Rota do Sol e o excesso de água na via já estão sendo bombeados para um área, cedida pela Aeronáutica”.

Para acabar de vez com o transtorno no local, na ocasião, a Caern foi orientada pelos técnicos presentes a aumentar a vazão de bombeamento para que a retirada de água no local aconteça mais rapidamente. A equipe já se prontificou e essas atividades serão iniciadas amanhã (22).

“Estas são medidas de curto e médio prazo, em dois anos, a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Jundiaí/Guarapes, na Zona Oeste da capital deverá ser finalizada. Com a entrada em operação desta nova ETE, a Estação na Rota do Sol não funcionará mais com tratamento e as lagoas deverão ser desativadas. “Com a nova ETE, a Caern deixará de fazer o uso destas lagoas junto da Rota do Sol”, explica o Diretor Presidente da Caern, Roberto Linhares.

Opinião dos leitores

  1. Cadê o imbecil da Caern que foi para a televisão na semana passada afirmando que essa água era das chuvas e ligadas via galerias pluviais. A água é de esgoto, ou seja, água de merda pura. Coitada da governadora Fátima Bezerra, com esses auxiliares falando nerds o tempo todo, ela tá ferrada para se reeleger. Esse é o novo cartão postal de Natal para o turismo, Rota da Metda.

  2. Este bombeamento é um paliativo.
    Hoje realmente foi visto que que o ESGOTO que cobria a a ROTA DO SOL teve uma baixa de 25 a 27 cm. Como o terreno da BARREIA DO INFERNO , se encontra com sua boa parte , já encharcado, com pouco tempo teremos de volta o alagamento e se cair um pouco de chuva, a ciclovia e a parte da pista volta a alagar. Sem falar , agora nos buracos.
    A CAERN precisa de uma melhor ação.

  3. E só fazer uma vala funda do lado esquerdo de quem vai para as praias por dentro do terreno da Barreira do Inferno que resolve. Quando passar o inverno faz se a drenagem correta.

  4. Sensacional!!!!!
    Juntaram essa ruma para descobrir q tem q bombear a água pro mato!!!!!
    Imagine se fosse um problema real.
    Meu Deus.

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Finanças

Contas públicas têm maior déficit da História, de R$ 126,6 bi, com gastos para combater coronavírus

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que deixará o cargo em julho Foto: Adriano Machado / Reuters

As contas públicas brasileiras registraram déficit de R$ 126,6 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira. O número é o pior da serie histórica, iniciada em 1997, considerando todos os meses.

O resultado foi impactado principalmente pela queda na arrecadação causada pelas ações de combate à crise do coronavírus.

Apesar de recorde, o número veio melhor que as expectativas de analistas, que projetavam que as contas ficariam em R$ 140 bilhões no vermelho, segundo relatório Prisma Fiscal.

Em maio de 2019, o rombo havia sido de R$ 14,7 bilhões. Ou seja, o dado deste ano é oito vezes o do ano passado.

No acumulado do ano, o saldo está negativo em R$ 222,5 bilhões, também o pior da série. Em 2019, o déficit no mesmo período foi de R$ 17,5 bilhões.

Os números correspondem à diferença entre arrecadação e despesas no chamado governo central, que não inclui estados e municípios.

A conta, que não abrange os gastos para pagar a dívida pública, engloba Tesouro, Banco Central e Previdência Social.

Gastos contra pandemia

A equipe econômica já espera que o país tenha um rombo fiscal recorde neste ano, por causa dos gastos emergenciais com a pandemia.

Até hoje, foram autorizados R$ 404,2 bilhões em despesas extras, dos quais R$ 208,7 bilhões foram efeticamente desembolsados.

A principal despesa é o auxílio emergencial de R$ 600, pago a trabalhadores informais e autônomos. O programa custa, até agora, R$ 152 bilhões. Esse número, no entanto, deve aumentar porque o presidente Jair Bolsonaro já confirmou que o benefício será prorrogado.

Programas sociais

Em nota, o Tesouro descartou prorrogar de forma permanente programas sociais, porque isso levaria o governo a elevar impostos.

“Nos últimos meses teve início um debate sobre a necessidade ou não de alguns programas temporários este ano se transformarem em programas permanentes. Não há espaço fiscal para a criação de novas despesas obrigatórias no Brasil sem que haja um forte aumento de carga tributária”, afirma o comunicado.

A pasta se refere a propostas para criar no Brasil a chamada renda básica universal, que ganhou força após o agravamento da crise e a necessidade de proteger a população mais vulnerável.

A equipe econômica trabalha na elaboração de uma proposta chamada Renda Brasil, espécie de reformulação do Bolsa Família.

O benefício, no entanto, deve ser baseado na revisão de outros programas, como o abono salarial, considerado pouco efetivo no combate à pobreza.

O Globo

 

Opinião dos leitores

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Polícia

Polícia Civil realiza Força-Tarefa na Grande Natal para combater roubos em propriedades rurais

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte está realizando uma Força-Tarefa, durante toda esta sexta-feira (15), em propriedades rurais de São José do Mipibu, com o objetivo de colher depoimentos de vítimas de roubos, que aconteceram em sítios e granjas da região.

A Força-Tarefa é coordenada pelo delegado-geral adjunto, Odilon Teodósio e conta com o trabalho dos policiais civis da Delegacia Municipal de São José do Mipibu, sob a orientação da delegada municipal Michelle Alcântara. Para que as vítimas não se desloquem à delegacia da cidade, a Delegacia Móvel da Polícia Civil está instalada próxima aos imóveis rurais, para que os policiais civis colham os depoimentos. “Essa nossa ação com o uso da Delegacia Móvel é uma forma de contribuir para a prevenção da disseminação da covid-19”, destacou o delegado Odilon Teodósio.

A Força-Tarefa realizada em São José Mipibu, que tem o intuito de identificar suspeitos que estão agindo de forma criminosa em granjas, sítios e fazendas, já aconteceu no dia 03 de março nas áreas rurais de Ceará-Mirim e São Gonçalo do Amarante.

“O trabalho que fizemos nas duas primeiras cidades resultou na colheita de 50 depoimentos e na instauração de 15 inquéritos policiais. Pretendemos com a ação de São José Mipibu, instaurar mais dois inquéritos, apenas nesta sexta-feira (15). Destacamos que as investigações sobre os roubos que aconteceram na zona rural de São José do Mipibu continuarão após a colheita dos depoimentos, pois o intuito é identificar todos os suspeitos envolvidos e solicitar à Justiça a prisão de todos os envolvidos nos crimes”, detalhou o delegado Odilon Teodósio.

A Polícia Civil pede que a população continue enviando informações de forma anônima através do Disque Denúncia 181.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS

Opinião dos leitores

  1. Beleza, estava lá e aproveitei e dei meu depoimento sobre um assalto na minha chácara domingo dia das mães.

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Diversos

Isolamento social ainda é a melhor maneira de combater a Pandemia, reforça LAIS/UFRN

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O isolamento social comprova sua eficiência, tanto que os prognósticos iniciais apontados nos modelos matemáticos dinâmicos já apresentam cenários diferentes, porque atitudes estão sendo tomadas.

Sabemos que quando uma pessoa se cura da Covid-19 em meio à crise sanitária que estamos enfrentando é uma alegria e motivo para comemorar. Seguramente essa é uma boa notícia. No entanto, não podemos considerar as estatísticas em torno das curas do ponto de vista da Saúde Pública, nesse momento. Isso porque o cuidado deve ser direcionado àquelas pessoas que se internam, que sofrem e que morrem em virtude da doença.

A preocupação das entidades de saúde e dos pesquisadores é conseguir manter um equilíbrio e condições mínimas para a atenção na rede hospitalar que irá receber as pessoas que estão infectadas e que apresentem sintomas. São essas pessoas que de fato precisarão utilizar os recursos da saúde pública e é importante que eles não estejam colapsados.

“A questão dos curados só tem uma importância. É quando esse quantitativo chega a 70% da população absoluta da comunidade, se eles tiverem imunizados realmente, isso vai constituir uma barreira para que a epidemia continue. É o que chamamos de imunidade de rebanho. Mas estamos muito longe disso ainda”, explica o pesquisador do LAIS e epidemiologista da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ion Andrade.

O pesquisador ressalta, ainda, que não se pode analisar isoladamente o número de pessoas que estão curadas por conta de vários fatores que interferem na análise, como falta de testes e as subnotificações. Muito dos infectados que não desenvolveram sintomas poderiam ser tecnicamente considerados curados. “Isoladamente isso não tem valor nenhum. Na verdade, todas as pessoas que não vierem a falecer ficarão curadas”, reitera Andrade.

Com a ausência de vacinas ou um tratamento eficiente, a expectativa de controle definitivo para a Covid-19 é essa formação de imunidade de rebanho. Contudo, o epidemiologista alerta que essa imunidade deva ser alcançada com o alongamento da curva epidêmica (alongamento do tempo de contágio), já que a curva explosiva ameaça os serviços de saúde, gerando o colapso. Isso faz com que pesquisadores, cientistas e profissionais da saúde defendam a estratégia do isolamento social.

Existem vários modelos matemáticos de projeção dos infectados. Ion Andrade cita o modelo desenvolvido pelo professor do Departamento de Física da UFRN, José Dias, e destaca como os números variam conforme as estratégias adotadas e revelam pistas para a compreensão da realidade da doença onde não há testagem em massa.

“O modelo do professor José Dias considera que cada óbito projeta um determinado quantitativo de pessoas contaminadas. Então eles se utilizam dessa pista para saber quantos contaminados poderia ter em uma dada população de acordo com o primeiro óbito. A única forma de se ter esse dado de forma absoluta é a testagem em massa, mas essa não é uma realidade do Brasil”, relata Andrade.

Naqueles locais ou países onde existe a testagem em massa (que todas as pessoas da comunidade são testadas independente de apresentarem sintomas ou não) é possível uma apreciação de qual é o contingente da população que efetivamente está infectado ou contaminado.

Como ação, nesse momento, os cientistas defendem o controle social da doença, a informação da população feita com qualidade e a ampliação da curva epidêmica para evitar o colapso na saúde pública.

Modelo matemático de compreensão da Covid-19

O modelo matemático apresentado pelo astrofísico e professor do Departamento de Física da UFRN, José Dias, explica cenários possíveis sobre o comportamento do coronavírus em relação a densidade populacional do Rio Grande do Norte e considera fatores como a quantidade óbitos, medidas de políticas públicas e comportamento da população com ações sanitárias e isolamento social.

Esses indicadores mostram mudanças na curva de prognóstico de mortes, o que reforça a tese de que é vital a existência de tais ações, como o isolamento social, para o controle da letalidade da doença e o não colapso do sistema de saúde. Na ausência dos testes em massa, os modelos são as únicas formas de fato de entender melhor o sistema dinâmico que se apresenta na pandemia. As projeções vão se atualizando conforme os dados do comportamento da doença se modificam.

“Esses modelos apresentam também evidências reais do impacto do isolamento social nas curvas de óbito e de crescimento dos casos. Por tanto, sem a testagem de grande parte da população, os modelos matemáticos agem como uma bússola, uma lanterna que pode clarear o futuro e as ações que já foram feitas”, comenta o professor José Dias, em material divulgado em seu canal no Youtube.

José Dias destaca que é vital o cuidado na análise e divulgação das informações contidas nesses modelos para não gerar pânico na população. O pesquisador salienta, ainda, que eles são recursos matemáticos e científicos para compreender cenários sociais em suas relações dinâmicas. “Precisamos de um pouco mais de tempo para entender a dinâmica e ajudar o nosso estado a atravessar por essa crise, sobretudo em explicar a importância de se ter o isolamento social e de uma forma mais ampla combater essa desinformação que circula pelas redes sociais, atrapalhando as ações de saúde pública”, diz o físico.

Ele reforça que o prognóstico inicial que era assustador e pessimista se modificou porque parte população aderiu ao isolamento e ações de saúde pública foram tomadas. “O Brasil não é o país da inação, existe uma parte da população que entende o que é a palavra de um médico, de um cientista. Temos pessoas que são conscientes cientificamente. E isso faz a diferença”, comenta.

Pessoas curadas e o trabalho voluntário

A situação de pandemia gera temor em parte da população. Sabe-se que muita gente enfrenta dificuldades das mais diferentes para conseguir manter a subsistência em virtude do isolamento necessário. Nesse momento ações de solidariedade fazem a diferença.

Há uma possibilidade de que as pessoas que fiquem curadas se tornem imunes ao vírus, como acontece em outras viroses. Se isso de fato acontece a solidariedade pode ser um caminho a seguir.

Em alguns lugares essas pessoas, após o restabelecimento da imunidade, estão sendo convidadas a atuar em trabalhos voluntários, como apoio a doentes e nos locais onde se necessita de recursos humanos que não irão mais adoecer ou que possuem menor risco. Estar curado não quer dizer que a epidemia, que a Covid-19, ficou para trás. “Pode significar que essa pessoa mudou de papel. Ela pode ter um papel mais ativo na solidariedade que precisa acontecer”, reforça o infectologista Ion Andrade.

Por Thays Teixeira, doutora em Estudos da Mídia pelo Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Opinião dos leitores

  1. LAIS doutora mande isolar na Paraíba Fatao do GD, Cipriano espermatozoide imaturo, a equipe técnica da SESAP , e o resto do secretariado no cafundós do Judas. Aí vc estarão fazendo um bem danado ao RN, sim, tem que admitir que a catástrofe vai passar longe. Vão todos voltar ao primário para aprender matemática.

  2. É pra qui, que o Mandeta agora tem que mandar beijinhos e tchau tchau.
    Eita Mandeta, o teu dia chegou.
    Kkkkkkkk

  3. Não poderia dizer outra coisa, alinhamento total com o caos e os desonestos petralhas. Agora corta as verbas lá.

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Diversos

Operação visa combater descarte irregular de resíduos nos arredores da Avenida da Integração

Foto: Assessoria Semurb

Duas operações conjuntas serão realizadas para combater o descarte irregular de resíduos sólidos e inertes na avenida governador Tarcísio de Vasconcelos Maia (av. da Integração), que fica na lateral do condomínio Green Towers, em Lagoa Nova. As ações serão realizadas nos dias 3 e 5 de dezembro, a partir das 8h30 da manhã, sob a coordenação da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), que contará com o apoio das secretarias de Serviços Urbanos (Semsur), Mobilidade Urbana (STTU), Vigilância Sanitária (SMS), Companhia de Limpeza Urbana (Urbana) e a Guarda Municipal (Semdes).

O local é alvo de constantes descartes de resíduos, tendo em vista que se trata de uma via que ainda não recebeu pavimentação. Carroceiros e motoristas de carros depositam frequentemente material inerte, ou seja, restos de material de construção – metralhas, de móveis e podas, além do lixo doméstico em seu leito.

“Essa ato se configura como um crime ambiental e passível de multa”, ressalta o secretário da Semurb, Thiago Mesquita. Durante a operação serão removidos todo o material ali depositado e recolhido os animais que estiverem no local. As ações são frutos de um compromisso firmado em audiência com a 71ªPmJ, para desobstruir a via que é a continuação da av. da Integração.

Opinião dos leitores

  1. Aqui na rua Lago da pedra, no conjunto dos bancários, o lixão está se formando no calçadão, as pessoas levam os cães para passear e fazer cocô em plena calçada, demonstrado a maior falta de educação, ou é no calçadão ou nas calçadas dos moradores mesmo. Tão simples de resolver, bastava levar um saquinho para apanhar o cocô. Qdo vejo a cena, fico pensando quem é o irracional?

  2. Enquanto isso, a Rua Curimatã, no Bairro de Alagamar, há 14 anos é um depósito oficial de lixo do Bairro de Ponta Negra.

  3. Mas pode descartar depois do dia 6?
    Façam o serviço direito prefeitura, coloquem pontos de coletas, retirem esses pontos de dois em dois dias semelhante a coleta de lixo, nós contribuintes já pagamos os impostos pra isso, mas o que vcs querem é economizar nas costas dos cidadãos. Acari, currais novos as ruas são todas limpas e cuidadas, é no mesmo estado e mesmo país, portanto o diferencia está em quem gerência mesmo

    1. Há um ano fiz denuncia ao MP, sobre esse lixão clandestino.
      Mas vale tarde do que nunca.

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Política

Reforma administrativa quer combater privilégios de servidor, entende que funcionalismo deve ter tratamento igual ao do setor privado

 Mansueto Almeida: discussão precisa ser feita com a sociedade e a melhor forma de promover o debate é no Congresso — Foto: Gustavo Ranieri/Ministério da Economia

O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) da reforma administrativa pretende acabar com algumas regalias de determinados setores do funcionalismo, como as férias de dois meses para os servidores do Judiciário. A intenção da área econômica do governo é de tratar com maior isonomia todos os funcionários públicos. Assim, o Judiciário teria um mês de férias, como os demais trabalhadores dos setores público e privado.

A reforma administrativa é parte do pacote de medidas constitucionais que seria anunciado ontem, mas que foi adiado para a próxima semana por não terem sido concluídas as costuras políticas com a Câmara e o Senado. As negociações com lideranças políticas é para que parlamentares assumam como de sua autoria as propostas elaboradas pelo Executivo relativas ao pacto federativo.

A reforma administrativa, que deve ser projeto do Executivo, vai tratar das condições de contratação de novos servidores, sob um regime jurídico diferentes, chamado de Novo Serviço Público. Como a PEC trata de princípios gerais, os salários de ingresso serão menores do que os atuais, mas definidos em legislação ordinária.

As outras emendas constitucionais são a da Emergência Fiscal, duas do Pacto Federativo, que trará a distribuição dos recursos do pré-sal entre a União, os Estados e os municípios e, também, a medida dos 3 D – desindexação, desvinculação e desobrigação.

A desvinculação se refere aos cerca de 280 fundos setoriais que deixam de ter suas receitas destinadas a despesas específicas e vão compor as verbas discricionárias do Orçamento. A desindexação poderá render cerca de R$ 50 bilhões, na medida que corta a correção automática de despesas por índices de preços ou pela variação do salário mínimo.

Já a desobrigação é uma medida destinada a dar maior flexibilidade aos gestores estaduais e municipais para gastar mais em saúde ou em educação, conforme a necessidade de cada um. A PEC vai desobrigar o gasto de um percentual fixo para educação e outro para a saúde, desde que a despesa tenha como piso a soma dos dois orçamentos.

O programa de Emergência Fiscal trará a definição do gatilho que será acionado para o corte de gastos obrigatórios em caso de ameaça de rompimento do teto do gasto. Os gastos com pessoal são os principais candidatos a cortes, com a redução da jornada de trabalho do servidor e a diminuição correspondente dos salários.

Essa PEC combina com uma outra, de número 438/2018, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), que define o gatilho para o eventual estouro da “regra de ouro” (que proíbe o governo de se endividar para pagar gastos correntes).

A PEC da Emergência Fiscal se aplicará nos três níveis da federação (União, Estados e municípios). A tendência é que a ação emergencial só se aplique às contas do orçamento de 2021, já que dificilmente a PEC será aprovada ainda neste ano.

O pacote de medidas será chamado de plano “Mais Brasil”, para dar uma ideia de descentralização do poder hoje, na visão do governo, muito concentrado na capital federal.

Trata-se, porém, de um amplo programa de reforma do Estado e de controle do gasto público. “Estamos quebrando paradigmas”, resumiu uma fonte que está acompanhando a discussão.

O Palácio do Planalto também aproveitará a marca de 300 dias do governo para realizar uma solenidade, na segunda-feira, na qual deve apresentar um projeto de lei para privatizar a Eletrobras. Pela proposta que vem sendo discutida e está em seus detalhes finais, a privatização será feita por meio de aumento de capital, que poderá ser acompanhado de oferta pública secundária de ações de propriedade da União. Com isso a intenção é garantir que a União passe a ter uma participação minoritária na estatal.

Está prevista para amanhã a divulgação, também, de medidas de combate ao desemprego. Segundo o Valor apurou, a ideia de auxiliares de Bolsonaro agora é que o presidente encerre a semana gerando um fato positivo de forte impacto social e que tenha desdobramentos no noticiário durante o fim de semana. A avaliação interna é de que o anúncio das medidas contra a expansão do gasto público seria bem recebido no Congresso e no mercado, mas não teria reflexos na população.

O adiamento do anúncio do pacote para a semana que vem repercutiu no meio político logo de manhã. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi ao Ministério da Economia para se reunir com o ministro Paulo Guedes. Enquanto isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), recebia na residência oficial líderes partidários. No fim da tarde, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), que assumirá a paternidade das PECs do pacto federativo, recebeu em seu gabinete o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, para dar andamento às negociações.

Perguntado sobre o motivo do atraso, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, não comentou. Mas afirmou que a agenda é robusta e não deve ser aprovada “em dois ou três meses”. Para ele, essa é uma discussão que precisa ser feita com a sociedade e que a melhor forma de promover esse debate é dentro do Congresso Nacional. “O debate leva ao consenso”.

Questionado sobre a PEC apresentada pelo senador José Serra (PSDB-SP), que propõe entre outros pontos a retirada das despesas da Previdência do teto de gastos, Mansueto disse que não gosta da ideia e prefere o teto de gasto como está, ou seja, incluindo os gastos com benefícios previdenciários. Segundo ele, retirar o gasto com Previdência do teto abre espaço para aumento de despesa e para manter a trajetória de primário seria necessário aumentar a carga tributária ou aceitar uma recuperação do primário mais lenta.

Valor

 

Opinião dos leitores

  1. E por que não aproveitam a onda e acabam com as férias parlamentares no meio e final do ano? Eles têm mais de 30 dias de férias e ainda ganham um 14º salário !!!!

  2. Viva viva o GIGANTE esta acordando!
    Tem que acabar toda e qualquer espécie de regalias em todos poderes, principalmente dos políticos e da justiça.
    Juiz e promotores só trabalham 6meses no ano, isso mesmo, 60dias de ferias, 20 dias de recesso, 90 dias de licença premio e ainda tem umas folgas administrativas que criaram mesmo que nao trabalhem. Meu irmao é juiz em Segipe e testemunho a realidade surreal desses funcionários públicos chamados elegantemente de “membros”.
    É preciso dar um basta de vez nas desigualdades e no falso moralismo, chega de regalias bancadas pelo povo.

  3. Para combater esses privilégios e ter tratamento igual, primeiro teria que os parlamentares começar por eles mesmos dando como exemplo dentro no congresso, coisa que nunca vai acontecer. Aí sim, que sabe poderia dar certo. Mais enquanto isso…

  4. Para combater esses privilégios e ter tratamento igual, primeiro teria que os parmentares começar por eles mesmos dando como exemplo dentro no congresso, coisa que nunca vai acontecer. Aí sim, que sabe poderia dar certo. Mais enquanto isso…

  5. Só os juízes e Promotores tem essa mamata, e eu não entendo como a República ainda não conseguiu acabar com isso. Bora Ministério Público!!!! Vamos se movimentar para acabar com esse absurdo. O pessoal das facções têxteis agradeceriam muito.

    1. Já ouviu falar em corporativismo? Eu não confiaria muito no MP pra tal, já que é um dos órgãos que goza desses mesmos privilégios! Kkkkkk

    2. Boicotaram meu comentário… MP se mela da mamada no poder público!

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Judiciário

PASME. O pacto de PCC e Comando Vermelho: Facções criminosas vão à Justiça contra portaria de Moro

Foto: IsaacAmorim/AG.MJ

 Rompidas desde 2016, as duas maiores facções do Brasil se juntaram em uma tentativa de derrubar as restrições impostas pelo ministro da Justiça, Sergio Moro , para o sistema penitenciário federal. Integrantes das organizações criminosas paulista e fluminense concordaram em ir à Justiça para contestar a portaria 157, assinada por Moro em fevereiro, que proíbe o contato físico entre presos e seus familiares, além de reforçar o veto à visita íntima .

A medida visa a bloquear a comunicação com o mundo externo. Isso porque chefes presas costumam enviar ordens para os integrantes da rua, por meio de bilhetes entregues a familiares e advogados. A portaria também ratifica outra decisão, de agosto de 2017, que proibiu visitas íntimas, por tempo indeterminado, a quem foi membro de facção, líder de quadrilha ou que tentou fuga.

A costura do acordo entre as facções, assim como as ações judiciais, foram feitas por advogados do Instituto Anjos da Liberdade , que atuam em nome de todos os presos das unidades federais. Para contestar as imposições da portaria de Moro, o instituto entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com três arguições de descumprimento de preceito fundamental, entre outras ações.

— Existia uma preocupação a respeito de quem me pagava (se era a facção rival). Eu disse: “Ninguém paga, não. O instituto tem um trabalho gratuito, a gente não recebe de ninguém” — afirma Flávia Pinheiro Fróes, presidente do instituto.

Em maio, Fróes levou a discussão à reunião da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), na Jamaica. No dia 21, o Instituto Anjos da Liberdade promoverá um colóquio internacional no auditório do Senado, em que mulheres dos presos das facções inimigas dividirão a mesa para falar sobre a rotina das visitas diante das restrições impostas.

A recente união judicial é vista como trégua pontual pelo promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

— A guerra continua. Mas houve uma espécie de trégua não declarada com a ida desses chefes paulistas para o sistema penitenciário federal. Como eles estão privados de regalias, a tendência é haver alianças para pressionar o Estado e favorecer os chefes no sistema federal. Eles agem baseados em interesses próprios — diz o promotor.

As advogadas do Instituto Anjos da Liberdade, assim como o Ministério Público do Rio de Janeiro, negam que houve um armistício.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. O crescimento do crime organizado em todas as esferas da nação brasileira, está configurado em duas consoantes: PT.

  2. O crescimento do crime organizado em todas as esferas da nação brasileira, está configurado em duas consoantes: PT.

  3. BG!
    Não precisa de espanto, quem tem Rodrigo Maia, como advogado da bandidagem, não precisa falar mais com ninguém. Todos
    Viram o que ele fez semana passada.

  4. Como as facções criminosas cresceram tanto nesse país?
    Quem deixou isso acontecer?
    Quando começaram a ter voz e vez as facções criminosas no Brasil?
    Como elas se tornaram tão fortes a ponto de ir a justiça questionar ação de ministro contra o crime?
    Quem deixou essa herança criminosa para o país?
    Isso não tem responsáveis diretos e indiretos? Tudo aconteceu do nada, por acaso?

  5. Há muito tempo a banana está comendo o macaco aqui no Brasil. Um país aonde o crime próspera e compensa.

  6. Esse pais nunca terá jeito, temos um presidente e secretário de segurança que quer trabalhar pelo povo mais uma parte desse mesmo povo que tudo esculhanbado, quanto pior Melhor.

  7. Nada de pasme… tem grupos que so mudam a sigla e seus simpatizantes tb defendem bandido e atacam o juiz.

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Diversos

TRANSTORNOS EM SEU BAIRRO OU SUA CIDADE: População pode ajudar a combater ligações clandestinas, orienta Caern

FOTO: CAERN/ASSECOM

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) tem, repetidamente, alertado a população sobre o uso correto do sistema de esgotamento sanitário que opera em várias cidades. Um problema recorrente, que tem trazido transtornos para a própria população, é a ligação clandestina de esgotos, seja quando a pessoa faz a ligação do esgoto de seu imóvel numa rede que ainda não está pronta, ou quando direciona a água da chuva para o sistema, que não é dimensionado para isso.

Na semana passada, mais um caso foi registrado na Zona Norte de Natal, principalmente no bairro Nossa Senhora da Apresentação. Durante o período das últimas chuvas, várias tampas de poços de visita foram abertas para escoar a água que se acumulava nas ruas. Com a intenção de resolver um problema, a população criou outro, jogando carga indevida em uma rede de esgoto que não estava em operação.

Um dos locais atingidos foi a estação elevatória 06BN, localizada no cruzamento das ruas Araçatuba com Votuporanga, com extravasamento afetando também várias residências. A estação elevatória não está em operação, visto que faz parte da rede que será interligada à Estação de Tratamento de Esgoto Jabuaribe, ainda em construção na Zona Norte.

Fazer a ligação numa rede de esgoto que ainda não está concluída é uma irregularidade sujeita a punição. Além de tratar-se de crime ambiental, a ligação clandestina pode ensejar auto de infração e aplicação de multa. Também está sujeito a penalidades quem liga o esgoto à rede antes da autorização da Caern, nos casos de rede nova que entra em operação. Constatada a ligação, a empresa dá um prazo de 72 horas para que ela seja desfeita. Se o infrator persistir, ele é notificado e o caso é encaminhado ao Ministério Público, para a Promotoria de Meio Ambiente.

As ligações irregulares na rede de esgotamento que ainda não está em operação podem trazer transtornos porque, sem a interligação da rede a um sistema de coleta e tratamento, estes dejetos ficam sem a destinação necessária. Resultado: transbordamento nas vias, com consequente poluição, mau cheiro e proliferação de doenças, além de obstrução do sistema antes mesmo de começar a funcionar.

CAICÓ

Em Caicó, a Caern prepara uma ação de fiscalização para coibir casos de ligação irregular de esgoto. Denúncias chegaram à companhia dando conta de ligações indevidas numa rede coletora não concluída, na Zona Norte da cidade. A obra atualmente está paralisada, para adequações no contrato. A Caern está finalizando a licitação e a retomada do serviço, com nova empresa contratada, deve ocorrer ainda no segundo semestre deste ano.

As ligações feitas numa rede que sequer está concluída vêm provocando transtornos para a população caicoense, com registros de extravasamento nas vias públicas.

Ao mesmo tempo em que orienta a população sobre a gravidade do problema, a Caern também recomenda que casos desse tipo sejam denunciados pela população, nos canais de atendimento da companhia, a fim de se possa combater a prática com mais eficácia.

Opinião dos leitores

  1. na avenida maria lacerda, ao lado do nordestão tem um bueiro em frente ao condominio que exala um mal cheiro, seria bom verificar o que está havendo

  2. Fiz várias reclamações sobre ligações clandestinas na rede de esgoto que não está em funcionamento.
    Aliás, faz uns seis anos que entubaram as ruas e até agora não existe estação de tratamento para ligar.

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