Diversos

“Nem tudo pode parar. Se for assim, nem álcool em gel será produzido”, diz empresário Rubens Ometto

A discussão sobre como enfrentar o caos econômico criado pela crise do novo coronavírus (Covid-19) tornou-se um tema polêmico entre os grandes representantes do PIB nacional. Para alguns empresários, evitar as mortes decorrentes da disseminação da doença deve ser a prioridade máxima, pois seria possível resgatar a economia num segundo momento. Para outros, é fundamental para o país um ponto de equilíbrio entre o confinamento e a manutenção da atividade econômica. Em meio a essa discussão, VEJA entrevistou por videoconferência o empresário Rubens Ometto, acionista das empresas Raízen, Comgás, Cosan e Rumo, que atuam no ramo de combustíveis, açúcar e logística e, juntas, faturam 80,1 bilhões de reais ao ano. Consciente da necessidade de priorizar a saúde, Ometto, contudo, está bastante preocupado com uma severa recessão e faz um alerta: “Sem ajuda, as pequenas companhias dificilmente voltarão a ser sustentáveis”.

Em sua visão, por que a crise chegou aonde chegou? O que explica esse tombo tão grande da economia? De fato, isso tudo nos pegou de surpresa. Toda essa crise econômica foi acelerada pela discussão entre a Arábia Saudita e a Rússia em torno do preço do petróleo. Quando começou o problema do novo coronavírus, ficou claro que iria sobrar petróleo no mundo. Os dois países devem ter chegado à conclusão de que, se baixassem os preços, outros produtores que têm custo mais alto de extração, como é o caso dos Estados Unidos com o óleo de xisto e até o do Brasil com o pré-sal, conseguiriam barrar o avanço dos concorrentes. Isso vai gerar um prejuízo enorme à Petrobras e a toda a cadeia do etanol brasileiro.

Esse valor de 20 dólares o barril é sustentável? Não acredito que ele se mantenha a longo prazo. A indústria de óleo de xisto está altamente endividada, por isso os investimentos devem cair rapidamente. Quando a produção diminuir, os preços provavelmente voltarão ao equilíbrio, próximo a 40 dólares o barril — o suficiente para viabilizar o etanol brasileiro.

Quais os impactos disso para o Brasil? A Petrobras refina 75% de toda a gasolina que o país consome. O resto é importado. Com a crise, porém, o consumo de combustível despencou 40%. Isso vai forçar a Petrobras a reduzir o preço da gasolina e do diesel a um nível tão baixo, para competir com a importação desses derivados, que poderá inviabilizar todo o plano de privatização das refinarias, em que eu até estava de olho.

Isso é bom para o consumidor, não é? O país viveu por anos uma política energética catastrófica sob o comando da ex-presidente Dilma Rousseff. O setor estava voltando a se equilibrar em meio a preços internacionais e a uma demanda maior por combustíveis limpos. Sou liberal na economia, seguidor das doutrinas da Escola de Chicago, mas o que estamos vivendo é uma guerra. Toda uma cadeia, a do etanol, que emprega 1 milhão de pessoas, está em risco.

Qual a saída para enfrentar esse problema atual? Uma solução temporária, que dure ao menos até o fim da pandemia, é o aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre os combustíveis. Não pode ser por muito tempo, só até essa guerra acabar, mas que possa garantir a estabilidade do preço da gasolina e do diesel.

“O que acontecerá se as indústrias química, do plástico e do açúcar interromperem suas atividades? Nem tudo pode parar. Assim, nem álcool em gel será produzido”

Como vê o enfrentamento da crise pelo governo? O foco está no problema médico, o que está certo. Temos de entender a doença, arrumar as vacinas e os remédios para diminuir a velocidade do contágio. Mas as medidas econômicas, que são importantes para preservar as engrenagens do crescimento, estão sendo deixadas de lado. As soluções que vinham sendo implementadas e sugeridas visam ao longo prazo, enquanto precisamos de algo imediato. Começo a perceber que nosso sistema inteiro está parando, e isso pode ser desastroso. Por exemplo, os transportadores da nossa empresa de logística não têm mais local onde comer durante as viagens, então passamos a entregar comida a eles. É dessa engrenagem que estou falando: um caminhoneiro não poderá fazer um frete se não houver restaurantes para se alimentar no caminho. Mais do que isso: o que acontecerá se as indústrias química, do plástico e do açúcar interromperem suas atividades? Entende? Nem tudo pode parar. Assim, nem álcool em gel será produzido.

Então o senhor concorda com os posicionamentos do presidente, que sugerem que o confinamento deve ser parcial, restrito aos grupos de risco, e não total, como acontece em algumas cidades brasileiras? Cada um tem seu ponto de vista, mas eu particularmente gosto da opção por um confinamento seletivo. Vejo que há várias opiniões diversas a esse respeito, e considero todas válidas. O que acho é que os atores políticos precisam se entender. O presidente, os governadores e os poderes Legislativo e Judiciário. Toda conversa entre eles desanda. Não querem o melhor para o país? Então, precisam se entrosar e deixar as ambições políticas de lado. Depois que esse problema passar, aí sim, todo mundo poderá ir para o octógono em 2022.

Acredita que haja oportunismo de algumas lideranças na forma como está sendo conduzido o combate à crise, do lado sanitário e do lado econômico também? Com certeza há oportunismo no enfrentamento. Veja os partidos de esquerda, que entraram com uma queixa-crime contra o presidente. Isso interessa a quem neste momento? Está cada vez mais claro que há alguns interesses particulares sendo colocados à frente dos interesses do povo. Eles não estão preocupados em esclarecer a população, mas em deixar Bolsonaro em uma posição desfavorável. Vejo isso não só em políticos de esquerda, que vivem a política 100% em sua vida, mas até em alguns veículos de imprensa. Está na hora de o país se unir, de trabalhar melhor para o povo. Este é o momento ideal para que isso aconteça.

Nas últimas semanas, aumentou o coro daqueles que pedem o impeachment de Bolsonaro. Não só os partidos de esquerda, mas os panelaços também voltaram. Há oportunismo? É um absurdo qualquer brasileiro ir nessa direção. Vamos vencer a batalha primeiro. Não sei a intensidade dos panelaços, quanto são significativos, mas é uma falta de patriotismo daqueles que pedem o impeachment neste momento. Não pensam no mal que estão fazendo ao país.

O senhor foi o maior doador nas últimas eleições. Entre os candidatos que receberam dinheiro estão o governador João Doria, de São Paulo, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. De alguma forma, está decepcionado com a gestão deles? Não tenho nenhuma grande decepção com eles. Sempre apoio pessoas que podem fazer um bom trabalho para o Brasil. E deixo claro que em nenhum momento fiz as doações com algum interesse pessoal — apesar de achar pretensioso pensar que tudo o que sugiro está certo, todos os meus pedidos vão no sentido do que considero ser melhor para o país. Gosto, no entanto, de estar perto de quem pode fazer a diferença.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem confrontado os posicionamentos do Palácio do Planalto. Acha que isso pode ser produtivo? Acho que no Congresso estão grandes líderes. Tanto o Maia, na Câmara, quanto o Davi Alcolumbre, no Senado. O fato de ele não pensar igual a Bolsonaro é ótimo, afinal, se os dois mancarem para o mesmo lado, cairão juntos. Maia é uma pessoa equilibrada, de centro, que não deixaria de ajudar em uma discussão tão importante quanto a de agora. O Congresso tem aprovado rapidamente as demandas do Executivo no combate à pandemia, principalmente no aspecto econômico. Obviamente, é necessário maior entrosamento entre o Legislativo e o Executivo.

As reformas econômicas acabaram sendo deixadas de lado em meio à crise. Isso pode prejudicar o país na retomada? Com a crise atual, ninguém conseguiria se concentrar na discussão das reformas — e é necessário muito debate. Assim, é preferível que se deixe isso para o futuro, para que todos continuem com a cabeça focada no que é urgente. Projetos aprovados de afogadilho podem prejudicar o país em vez de ajudá-lo. Então, é melhor esperar a crise passar.

O senhor tem contribuído com o governo para o enfrentamento do problema? Tenho participado de alguns grupos de trabalho com o ministro Paulo Guedes (da Economia) e o presidente Jair Bolsonaro. Minha sugestão primordial é a flexibilização da cobrança de impostos, uma forma a mais de dar fôlego às companhias.

“Como produzimos boa parte das matérias-primas do mundo, entre itens agrícolas e minerais, a tendência é que o país se beneficie na retomada econômica”

Esta crise é diferente da que o mundo viveu em 2008? A crise anterior era financeira e foi resolvida com medidas implementadas pelos bancos centrais mundo afora. Nesta há um inimigo oculto. Esses remédios que o Banco Central está dando — baixar juros e oferecer capital de giro — chegarão muito tarde às empresas para que consigam manter os empregos. A ajuda precisa chegar antes. As pequenas companhias até conseguem segurar-se por trinta ou sessenta dias com capital de giro, mas depois dificilmente voltarão a ser sustentáveis. Para que essas medidas do BC surtam efeito, o estímulo precisa ser tão grande que poderá prejudicar a economia no futuro.

Qual o papel dos grandes empresários neste momento? Às vezes, veem-me como um sujeito frio. Mas é preciso guardar um distanciamento para poder tomar decisões corretas. Cuidamos primeiramente dos nossos. Demos uma declaração a nossos funcionários de que não vamos demitir ninguém nesta crise — vamos manter todos os empregos. Eles precisam ter tranquilidade para trabalhar. Caso contrário, ficarão preocupados com a doença e também com a vida — não é possível trabalhar assim. Além disso, mantivemos todos os nossos investimentos na construção de ferrovias e na expansão do setor de gás. Acredito que o papel do empresário, hoje, é garantir que a roda continue funcionando, sem querer levar vantagens nisso — como tenho visto às vezes no meu setor. Se destruirmos as engrenagens, a economia não será capaz de se regenerar.

Em sua visão, como estará o Brasil no fim desta crise ? O Brasil vai apresentar um crescimento forte, assim como o resto do mundo. Uma vez passada a crise, nossas projeções mostram um aumento do produto interno bruto ao ritmo de 5% ao ano. A demanda que ficou reprimida vai exigir a entrega de um alto volume de produtos básicos. Como produzimos boa parte das matérias-primas do mundo, entre itens agrícolas e minerais, a tendência é que o país se beneficie na retomada econômica.

Páginas Amarelas – Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Mais um brasileiro consciente ,preocupado com o futuro da nação, falar para ficar em casa é fácil pagar a conta é o grande desafio, dinheiro não se colhe em árvores.

  2. Os governos dos Estados e prefeituras estão brincando com a paciência do povo. Quando o povo bater o pé e decidir sô voltar a pagar imposto depois que descobrirem a vacina da cura do Coronavírus a chradeira vai ser geral, pois nenhuma obrigação de pagar tributo se sobrepõe ao direito de se alimentar e o direito à manutenção da vida.

  3. Comentário desnecessário e desprovido de análise Sr Romero, de fato, muita coisa não pode e deve parar, infelizmente como alguns, de forma insana querem, principalmente os imbeciloides da esquerda e parte da mídia que torce pelo pior.

    1. Minion detectado. Esse deve ter acreditado no vídeo fake de desabastecimento postado pelo presidente.

  4. E esse gênio ouvirem algum canto que tudo iria ou irá parar? Saúde; segurança; transporte de cargas e vários outros não pararam e nem pode. Comentário sem nexo.

    1. Já ouviu falar em cadeias produtivas ou interdependência?
      Aposto que sim. Só para refrescar a refletir.

    2. Encher linguiça é publicar um besteirol desse. Falta de assunto.

    3. Meu dedo cansou em rolar uma notícia nova como esta, notícia assim ruim só segue pq tem quem publique, Menos BG.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trânsito

DER interdita trecho da RN-041 em Santana do Matos após danos na cabeceira de ponte

Foto: Gildenilson Santos

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) interditou o tráfego em trecho da RN-041, entre a BR-304 e a área urbana de Santana do Matos, após identificação de problemas no asfalto na cabeceira da ponte sobre o rio São Miguel. A medida foi adotada em conjunto com a Defesa Civil do município por segurança.

De acordo com nota oficial divulgada neste domingo (1º), o DER acionou a empresa responsável pelas obras na rodovia para realizar vistoria técnica no local nesta segunda-feira (2), com o objetivo de avaliar as condições da estrutura e executar os reparos necessários.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram desgaste na cabeceira da ponte, o que gerou preocupação entre moradores quanto à segurança da estrutura, após as últimas chuvcas na região. Até o momento, não há informações sobre prazo para liberação do tráfego.

Ainda no último domingo, a Prefeitura de Santana do Matos também publicou um alerta aos motoristas nas redes sociais, informando que foram encontradas crateras e sinais de erosão. “Pedimos que os condutores redobrem a atenção, reduzam a velocidades e dirijam com responsabilidade, principalmente durante a noite e em períodos de chuva”, escreveu o executivo municipal.

Tribuna do Norte

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Brasileira fica presa em porto de Dubai após conflito no Oriente Médio

Foto: Reprodução

A empresária mineira Ana Paula de Oliveira Graciani, de 38 anos, está parada desde sábado (28) no Porto Rashid, próximo às Ilhas Deira, em Dubai, após viagem de cruzeiro ser cancelada por causa do conflito que atinge o Oriente Médio. Ana Paula está com o marido e o filho e relatou incerteza à volta ao Brasil.

A empresária do ramo da moda relatou à CNN Brasil que foi informada pelo comandante do cruzeiro sobre a mudança de planos antes de ingressarem no navio por medidas de segurança. O trajeto consistia em três dias de viagem por Dubai e passaria pelas cidades de Doha, Barem e a capital Abu Dhabi.

“Desde sábado, o comandante sugeriu que não saíssemos do navio por segurança. Caso resolvamos sair, a responsabilidade é nossa”, afirmou.

Há pelo menos três mil passageiros vivenciando a mesma incerteza que Ana Paula e a família.

A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pela viagem para saber quais medidas estão sendo tomadas para promover apoio aos viajantes.

“Ouvimos barulho”

A empresária informou que ouviu alguns barulhos no dia em que se iniciou o conflito. Os Estados Unidos lançou ataque contra as bases militares do Irã na madrugada de sábado (28) e atingiu alguns pontos de Doha e de Dubai, local onde a família está, durante o dia.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

VÍDEO: Trump diz que ofensiva no Irã seguirá até cumprir “todos os objetivos”

Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que a ofensiva militar contra o Irã continuará “até que todos os objetivos sejam alcançados”. Em pronunciamento na Casa Branca, o republicano fez um balanço da operação e disse que centenas de alvos foram atingidos, incluindo instalações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea iranianos.

Segundo Trump, integrantes do alto comando militar iraniano “se foram”, em referência às mortes registradas na ofensiva iniciada no sábado (28/2), que atingiu a capital Teerã e outras regiões do país. “As operações de combate continuam neste momento com força total, e continuarão até que todos os nossos objetivos sejam alcançados. Temos objetivos muito fortes”, declarou.

O presidente norte-americano também lamentou as mortes de militares dos EUA durante o conflito e prometeu retaliar. “Infelizmente, é possível que haja mais [baixas]”, afirmou. Em seguida, fez um apelo direto aos militares iranianos: “Entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa. Será morte certa. Não será bonito.”

Mais cedo, Trump disse que 48 membros da cúpula iraniana morreram nos ataques, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei. De acordo com a mídia estatal iraniana, mais de 200 pessoas morreram e cerca de 700 ficaram feridas após a ofensiva.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos em países da região do Golfo. Segundo autoridades norte-americanas, três soldados morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos nas ações, ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio.

Com informações do Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lulinha admite que viagem a Portugal foi paga por Careca do INSS

Foto: Reprodução/X

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou a interlocutores que teve passagens aéreas e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Antunes está preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias contra aposentados.

Segundo relatos atribuídos a pessoas próximas, Lulinha viajou ao país europeu no fim de 2024 para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal na região de Aveiro, mas nega ter fechado qualquer negócio ou recebido pagamentos do lobista além da viagem. A investigação ganhou força após um ex-funcionário de Antunes afirmar à Polícia Federal que os dois seriam sócios e que haveria repasses mensais ao filho do presidente — o que é negado por Lulinha.

O caso é apurado pela Polícia Federal, que investiga se mensagens sobre transferências ao “filho do rapaz” mencionariam Lulinha. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS também determinou a quebra de seu sigilo bancário. Antunes é investigado por pagamentos a ex-dirigentes do INSS ligados a entidades suspeitas de descontos indevidos.

De acordo com as apurações, o lobista teria avançado na tentativa de adquirir um galpão em Portugal para operar no ramo da cannabis medicinal, chegando a assinar contrato e pagar sinal. Documentos apreendidos não citam o nome de Lulinha. Ele sustenta que não tem relação com o esquema investigado e que poderá comprovar, por meio de seus extratos bancários, que não recebeu valores do empresário.

Com informações do Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Hezbollah lança mísseis contra Israel após morte de líder supremo

Foto: Divulgação

O Hezbollah reivindicou nesta segunda-feira (2) o disparo de foguetes contra o norte de Israel, classificando a ação como resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo o grupo, o alvo foi uma instalação militar ao sul de Haifa. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que interceptaram um dos projéteis e que outros caíram em áreas abertas, sem registro de vítimas.

O ataque é o primeiro do tipo desde o cessar-fogo firmado entre Israel e Líbano em novembro de 2024. Em comunicado, o Hezbollah afirmou que a ofensiva serve de “aviso” para que Israel deixe posições militares mantidas em território libanês desde a guerra do ano passado — presença que o grupo considera violação do acordo mediado pelos Estados Unidos.

A reação israelense foi imediata. A força aérea realizou bombardeios contra alvos ligados ao Hezbollah em Beirute, especialmente na região de Dahiyeh, reduto do grupo na capital libanesa, além de áreas no sul e no Vale do Bekaa. Explosões foram registradas durante a madrugada, levando moradores a deixar bairros atingidos.

O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, declarou que o Hezbollah “abriu uma campanha” contra Israel e será responsabilizado por qualquer escalada. Paralelamente, as forças israelenses anunciaram novos ataques contra estruturas ligadas ao regime iraniano em Teerã, ampliando a tensão regional após a ofensiva contra o Irã no fim de semana.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Após polêmica em Natal, ECAD se posiciona sobre cobrança em vigília católica na UFRN

Foto: Jéferson Fernandes

Depois da repercussão envolvendo a cobrança de R$ 12 mil em direitos autorais para a vigília católica “Consagra-te”, realizada no Anfiteatro da UFRN, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição divulgou posicionamento oficial explicando os critérios adotados.

Segundo a entidade, não há cobrança quando a música religiosa é utilizada em rituais litúrgicos dentro de templos, com caráter estritamente religioso. No entanto, o Ecad afirma que a taxa é devida quando há shows religiosos com apresentação de artistas e bandas para o público, mesmo que o evento seja gratuito.

De acordo com o órgão, a legislação brasileira determina que toda execução pública de música exige autorização e pagamento de direitos autorais, independentemente de haver cobrança de ingressos. Em eventos gratuitos, o cálculo é feito com base nos custos musicais da programação, como estrutura de som, palco e cachês.

Nota do Ecad na íntegra

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) esclarece que, por liberalidade, não realiza a cobrança de direitos autorais sobre o uso de música religiosa em rituais de liturgia, orações e explanação de doutrina, com caráter estritamente religioso, dentro do templo. Porém, a cobrança dos direitos autorais é devida quando a música é utilizada em shows religiosos, ou seja, quando existe a apresentação de cantores e bandas religiosas com a finalidade de apresentação para o público.

O licenciamento musical é obrigatório para toda pessoa física e jurídica que utiliza música publicamente em seus negócios e eventos e está previsto na Lei dos Direitos Autorais (Lei 9.610/98). A ausência de finalidade econômica de um evento não é um requisito para a dispensa da cobrança dos direitos autorais. Eventos públicos, sejam gratuitos ou com cobrança de ingressos, não podem utilizar música sem a autorização dos autores e sem efetuar o licenciamento musical.

No caso de eventos sem cobrança de ingressos, o valor do direito autoral é calculado com base no custo musical do evento, que inclui despesas com som, montagem de palcos, cachês de artistas e demais gastos.

Os critérios de cobrança são baseados em normas internacionais e estão disponíveis para consulta no site oficial da instituição.

O Ecad está sempre disponível para esclarecer as dúvidas sobre o seu trabalho.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

FAB recorre a regra excepcional para evitar paralisação de programas militares

Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

A Força Aérea Brasileira (FAB) precisou de uma solução orçamentária de última hora para manter seus principais projetos estratégicos em 2025. Documento interno aponta que a liberação de recursos só foi possível após a criação de um regime fiscal diferenciado para despesas de defesa, evitando a suspensão de contratos considerados prioritários.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles. A mudança ocorreu depois da promulgação da Lei Complementar nº 221, em novembro de 2025, que autorizou o governo federal a retirar determinadas despesas militares da meta fiscal e do teto de gastos por até seis anos, dentro de limites estabelecidos. Para 2025, parte dos investimentos pôde ser excluída das restrições, desde que enquadrada como investimento e voltada à Base Industrial de Defesa.

Segundo relatório da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), o orçamento inicial aprovado na Lei Orçamentária não cobria todas as etapas contratuais previstas. Diante das limitações, houve necessidade de renegociar prazos e ajustar cronogramas até que a nova regra permitisse recompor os valores.

Com a flexibilização, programas como o KC-390, o FX-2 (caças Gripen) e os projetos de helicópteros HX-BR e TH-X ficaram fora das amarras fiscais. Ainda assim, os recursos só foram efetivamente liberados na segunda quinzena de dezembro, o que permitiu quitar pendências e concluir etapas contratuais antes do fechamento do exercício.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Veja momento em que vítimas chegam a hospital após resgate em cachoeira no RN

 

View this post on Instagram

 

A post shared by VIA CERTA NATAL (@aguiareporterr)

Vídeo: Via Certa Natal

As pessoas que ficaram ilhadas em uma cachoeira na zona rural de Serra de São Bento, no interior do Rio Grande do Norte, foram recebidas sob forte emoção na unidade mista de saúde do município na noite deste sábado. O grupo passou mais de cinco horas isolado após ser surpreendido por uma tromba d’água.

Vídeos mostram a chegada das viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte e das ambulâncias, com as vítimas sendo retiradas envoltas em mantas térmicas para evitar choque térmico. Parte delas veio em veículo da comunidade de Gameleira, cidade vizinha.

Entre as cenas mais marcantes estão os reencontros de familiares. Pais aguardavam com ansiedade na frente da unidade de saúde até reconhecerem filhos e parentes entre os resgatados, em meio a abraços e lágrimas de alívio.

O grupo havia sido surpreendido pela cheia repentina por volta das 16h e só foi retirado da área já por volta das 21h30, após uma operação em região de difícil acesso. Apesar do susto, todos foram resgatados com segurança.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Dos EUA, Eduardo Bolsonaro participa de ato na Paulista e defende anistia

Vídeo: Reprodução/Instagram

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro participou por chamada de vídeo, neste domingo (1º), de uma manifestação da direita na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e discursou para apoiadores reunidos no ato.

Durante a fala, afirmou que a eleição é “uma ferramenta” e o caminho “mais rápido” para alcançar o que classificou como justiça, associando o processo eleitoral à defesa de anistia para aliados. Segundo ele, o movimento não se resume a partidos, mas a uma causa maior.

Eduardo também declarou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso de forma “injusta” e disse que os manifestantes representam pessoas que não puderam comparecer, incluindo brasileiros que estariam detidos ou vivendo fora do país.

O ato foi convocado pelo deputado Nikolas Ferreira e reuniu apoiadores com críticas ao governo federal e ao Judiciário, reforçando o discurso em torno da anistia e da mobilização para as eleições deste ano.

Com informações do Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Lula deve defender diálogo com o Irã em eventual encontro com Trump

Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um discurso de defesa do diálogo diante da escalada de tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A expectativa é que o tema esteja no centro de uma possível reunião com Donald Trump, prevista para os próximos dias, caso seja confirmada agenda em Washington.

Nos bastidores, a orientação do Planalto é evitar embates diretos com a Casa Branca, priorizando a defesa de uma saída diplomática. Lula tem acompanhado os desdobramentos no Oriente Médio com sua equipe e avalia reforçar publicamente a necessidade de criação de um canal de negociação para reduzir a tensão militar.

O governo brasileiro sustenta que o presidente já teve protagonismo em articulações internacionais envolvendo Teerã, lembrando a tentativa de mediação realizada em 2010 ao lado da Turquia para tratar do programa nuclear iraniano — iniciativa que acabou não prosperando diante da resistência americana à época.

Além da via diplomática, auxiliares demonstram preocupação com os reflexos econômicos do conflito, especialmente no mercado de energia. Um eventual agravamento da crise, com impacto sobre rotas estratégicas de petróleo, pode pressionar preços internacionais e gerar efeitos na economia global.

A leitura no Palácio do Planalto é que uma transição turbulenta no comando iraniano pode ampliar instabilidades regionais. Por isso, a estratégia brasileira deve apostar em moderação, diálogo e tentativa de construção de pontes entre as partes envolvidas.

Com informações da CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *