Diversos

“Nem tudo pode parar. Se for assim, nem álcool em gel será produzido”, diz empresário Rubens Ometto

A discussão sobre como enfrentar o caos econômico criado pela crise do novo coronavírus (Covid-19) tornou-se um tema polêmico entre os grandes representantes do PIB nacional. Para alguns empresários, evitar as mortes decorrentes da disseminação da doença deve ser a prioridade máxima, pois seria possível resgatar a economia num segundo momento. Para outros, é fundamental para o país um ponto de equilíbrio entre o confinamento e a manutenção da atividade econômica. Em meio a essa discussão, VEJA entrevistou por videoconferência o empresário Rubens Ometto, acionista das empresas Raízen, Comgás, Cosan e Rumo, que atuam no ramo de combustíveis, açúcar e logística e, juntas, faturam 80,1 bilhões de reais ao ano. Consciente da necessidade de priorizar a saúde, Ometto, contudo, está bastante preocupado com uma severa recessão e faz um alerta: “Sem ajuda, as pequenas companhias dificilmente voltarão a ser sustentáveis”.

Em sua visão, por que a crise chegou aonde chegou? O que explica esse tombo tão grande da economia? De fato, isso tudo nos pegou de surpresa. Toda essa crise econômica foi acelerada pela discussão entre a Arábia Saudita e a Rússia em torno do preço do petróleo. Quando começou o problema do novo coronavírus, ficou claro que iria sobrar petróleo no mundo. Os dois países devem ter chegado à conclusão de que, se baixassem os preços, outros produtores que têm custo mais alto de extração, como é o caso dos Estados Unidos com o óleo de xisto e até o do Brasil com o pré-sal, conseguiriam barrar o avanço dos concorrentes. Isso vai gerar um prejuízo enorme à Petrobras e a toda a cadeia do etanol brasileiro.

Esse valor de 20 dólares o barril é sustentável? Não acredito que ele se mantenha a longo prazo. A indústria de óleo de xisto está altamente endividada, por isso os investimentos devem cair rapidamente. Quando a produção diminuir, os preços provavelmente voltarão ao equilíbrio, próximo a 40 dólares o barril — o suficiente para viabilizar o etanol brasileiro.

Quais os impactos disso para o Brasil? A Petrobras refina 75% de toda a gasolina que o país consome. O resto é importado. Com a crise, porém, o consumo de combustível despencou 40%. Isso vai forçar a Petrobras a reduzir o preço da gasolina e do diesel a um nível tão baixo, para competir com a importação desses derivados, que poderá inviabilizar todo o plano de privatização das refinarias, em que eu até estava de olho.

Isso é bom para o consumidor, não é? O país viveu por anos uma política energética catastrófica sob o comando da ex-presidente Dilma Rousseff. O setor estava voltando a se equilibrar em meio a preços internacionais e a uma demanda maior por combustíveis limpos. Sou liberal na economia, seguidor das doutrinas da Escola de Chicago, mas o que estamos vivendo é uma guerra. Toda uma cadeia, a do etanol, que emprega 1 milhão de pessoas, está em risco.

Qual a saída para enfrentar esse problema atual? Uma solução temporária, que dure ao menos até o fim da pandemia, é o aumento da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre os combustíveis. Não pode ser por muito tempo, só até essa guerra acabar, mas que possa garantir a estabilidade do preço da gasolina e do diesel.

“O que acontecerá se as indústrias química, do plástico e do açúcar interromperem suas atividades? Nem tudo pode parar. Assim, nem álcool em gel será produzido”

Como vê o enfrentamento da crise pelo governo? O foco está no problema médico, o que está certo. Temos de entender a doença, arrumar as vacinas e os remédios para diminuir a velocidade do contágio. Mas as medidas econômicas, que são importantes para preservar as engrenagens do crescimento, estão sendo deixadas de lado. As soluções que vinham sendo implementadas e sugeridas visam ao longo prazo, enquanto precisamos de algo imediato. Começo a perceber que nosso sistema inteiro está parando, e isso pode ser desastroso. Por exemplo, os transportadores da nossa empresa de logística não têm mais local onde comer durante as viagens, então passamos a entregar comida a eles. É dessa engrenagem que estou falando: um caminhoneiro não poderá fazer um frete se não houver restaurantes para se alimentar no caminho. Mais do que isso: o que acontecerá se as indústrias química, do plástico e do açúcar interromperem suas atividades? Entende? Nem tudo pode parar. Assim, nem álcool em gel será produzido.

Então o senhor concorda com os posicionamentos do presidente, que sugerem que o confinamento deve ser parcial, restrito aos grupos de risco, e não total, como acontece em algumas cidades brasileiras? Cada um tem seu ponto de vista, mas eu particularmente gosto da opção por um confinamento seletivo. Vejo que há várias opiniões diversas a esse respeito, e considero todas válidas. O que acho é que os atores políticos precisam se entender. O presidente, os governadores e os poderes Legislativo e Judiciário. Toda conversa entre eles desanda. Não querem o melhor para o país? Então, precisam se entrosar e deixar as ambições políticas de lado. Depois que esse problema passar, aí sim, todo mundo poderá ir para o octógono em 2022.

Acredita que haja oportunismo de algumas lideranças na forma como está sendo conduzido o combate à crise, do lado sanitário e do lado econômico também? Com certeza há oportunismo no enfrentamento. Veja os partidos de esquerda, que entraram com uma queixa-crime contra o presidente. Isso interessa a quem neste momento? Está cada vez mais claro que há alguns interesses particulares sendo colocados à frente dos interesses do povo. Eles não estão preocupados em esclarecer a população, mas em deixar Bolsonaro em uma posição desfavorável. Vejo isso não só em políticos de esquerda, que vivem a política 100% em sua vida, mas até em alguns veículos de imprensa. Está na hora de o país se unir, de trabalhar melhor para o povo. Este é o momento ideal para que isso aconteça.

Nas últimas semanas, aumentou o coro daqueles que pedem o impeachment de Bolsonaro. Não só os partidos de esquerda, mas os panelaços também voltaram. Há oportunismo? É um absurdo qualquer brasileiro ir nessa direção. Vamos vencer a batalha primeiro. Não sei a intensidade dos panelaços, quanto são significativos, mas é uma falta de patriotismo daqueles que pedem o impeachment neste momento. Não pensam no mal que estão fazendo ao país.

O senhor foi o maior doador nas últimas eleições. Entre os candidatos que receberam dinheiro estão o governador João Doria, de São Paulo, e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni. De alguma forma, está decepcionado com a gestão deles? Não tenho nenhuma grande decepção com eles. Sempre apoio pessoas que podem fazer um bom trabalho para o Brasil. E deixo claro que em nenhum momento fiz as doações com algum interesse pessoal — apesar de achar pretensioso pensar que tudo o que sugiro está certo, todos os meus pedidos vão no sentido do que considero ser melhor para o país. Gosto, no entanto, de estar perto de quem pode fazer a diferença.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem confrontado os posicionamentos do Palácio do Planalto. Acha que isso pode ser produtivo? Acho que no Congresso estão grandes líderes. Tanto o Maia, na Câmara, quanto o Davi Alcolumbre, no Senado. O fato de ele não pensar igual a Bolsonaro é ótimo, afinal, se os dois mancarem para o mesmo lado, cairão juntos. Maia é uma pessoa equilibrada, de centro, que não deixaria de ajudar em uma discussão tão importante quanto a de agora. O Congresso tem aprovado rapidamente as demandas do Executivo no combate à pandemia, principalmente no aspecto econômico. Obviamente, é necessário maior entrosamento entre o Legislativo e o Executivo.

As reformas econômicas acabaram sendo deixadas de lado em meio à crise. Isso pode prejudicar o país na retomada? Com a crise atual, ninguém conseguiria se concentrar na discussão das reformas — e é necessário muito debate. Assim, é preferível que se deixe isso para o futuro, para que todos continuem com a cabeça focada no que é urgente. Projetos aprovados de afogadilho podem prejudicar o país em vez de ajudá-lo. Então, é melhor esperar a crise passar.

O senhor tem contribuído com o governo para o enfrentamento do problema? Tenho participado de alguns grupos de trabalho com o ministro Paulo Guedes (da Economia) e o presidente Jair Bolsonaro. Minha sugestão primordial é a flexibilização da cobrança de impostos, uma forma a mais de dar fôlego às companhias.

“Como produzimos boa parte das matérias-primas do mundo, entre itens agrícolas e minerais, a tendência é que o país se beneficie na retomada econômica”

Esta crise é diferente da que o mundo viveu em 2008? A crise anterior era financeira e foi resolvida com medidas implementadas pelos bancos centrais mundo afora. Nesta há um inimigo oculto. Esses remédios que o Banco Central está dando — baixar juros e oferecer capital de giro — chegarão muito tarde às empresas para que consigam manter os empregos. A ajuda precisa chegar antes. As pequenas companhias até conseguem segurar-se por trinta ou sessenta dias com capital de giro, mas depois dificilmente voltarão a ser sustentáveis. Para que essas medidas do BC surtam efeito, o estímulo precisa ser tão grande que poderá prejudicar a economia no futuro.

Qual o papel dos grandes empresários neste momento? Às vezes, veem-me como um sujeito frio. Mas é preciso guardar um distanciamento para poder tomar decisões corretas. Cuidamos primeiramente dos nossos. Demos uma declaração a nossos funcionários de que não vamos demitir ninguém nesta crise — vamos manter todos os empregos. Eles precisam ter tranquilidade para trabalhar. Caso contrário, ficarão preocupados com a doença e também com a vida — não é possível trabalhar assim. Além disso, mantivemos todos os nossos investimentos na construção de ferrovias e na expansão do setor de gás. Acredito que o papel do empresário, hoje, é garantir que a roda continue funcionando, sem querer levar vantagens nisso — como tenho visto às vezes no meu setor. Se destruirmos as engrenagens, a economia não será capaz de se regenerar.

Em sua visão, como estará o Brasil no fim desta crise ? O Brasil vai apresentar um crescimento forte, assim como o resto do mundo. Uma vez passada a crise, nossas projeções mostram um aumento do produto interno bruto ao ritmo de 5% ao ano. A demanda que ficou reprimida vai exigir a entrega de um alto volume de produtos básicos. Como produzimos boa parte das matérias-primas do mundo, entre itens agrícolas e minerais, a tendência é que o país se beneficie na retomada econômica.

Páginas Amarelas – Veja

 

Opinião dos leitores

  1. Mais um brasileiro consciente ,preocupado com o futuro da nação, falar para ficar em casa é fácil pagar a conta é o grande desafio, dinheiro não se colhe em árvores.

  2. Os governos dos Estados e prefeituras estão brincando com a paciência do povo. Quando o povo bater o pé e decidir sô voltar a pagar imposto depois que descobrirem a vacina da cura do Coronavírus a chradeira vai ser geral, pois nenhuma obrigação de pagar tributo se sobrepõe ao direito de se alimentar e o direito à manutenção da vida.

  3. Comentário desnecessário e desprovido de análise Sr Romero, de fato, muita coisa não pode e deve parar, infelizmente como alguns, de forma insana querem, principalmente os imbeciloides da esquerda e parte da mídia que torce pelo pior.

    1. Minion detectado. Esse deve ter acreditado no vídeo fake de desabastecimento postado pelo presidente.

  4. E esse gênio ouvirem algum canto que tudo iria ou irá parar? Saúde; segurança; transporte de cargas e vários outros não pararam e nem pode. Comentário sem nexo.

    1. Já ouviu falar em cadeias produtivas ou interdependência?
      Aposto que sim. Só para refrescar a refletir.

    2. Encher linguiça é publicar um besteirol desse. Falta de assunto.

    3. Meu dedo cansou em rolar uma notícia nova como esta, notícia assim ruim só segue pq tem quem publique, Menos BG.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

Ministério da Saúde entra em contato com clínica nos EUA para tratar doença rara de Lito Sousa

Foto: Reprodução

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesse domingo (23) que a pasta está em contato com a Mayo Clinic, uma das instituições responsáveis por realizar testes para o tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob — condição neurodegenerativa rara diagnosticada no influenciador Lito Sousa. A declaração foi feita na rede social X (antigo Twitter), em resposta a um internauta que pedia atenção ao caso e marcava o perfil oficial da clínica. “Estamos em contato”, escreveu Padilha.

O influenciador, conhecido pelo comando do canal “Aviões e Músicas”, foi diagnosticado com a enfermidade causada por príons, agentes infecciosos altamente estáveis e resistentes. A condição provoca demência, distúrbios cerebrais, tremores e a perda progressiva de habilidades motoras. Atualmente, não há cura ou tratamento conhecido, de modo que a abordagem médica concentra-se em cuidados paliativos e alívio dos sintomas.

Na manhã deste domingo (23), Lito Sousa apareceu publicamente pela primeira vez desde o anúncio do diagnóstico por meio de um vídeo no qual faz um apelo urgente a pesquisadores. A gravação, feita em inglês e na qual ele aparece deitado em uma cama de hospital, foi direcionada à farmacêutica Ionis, à Universidade Harvard e à própria Mayo Clinic, manifestando o desejo de atuar como voluntário em estudos clínicos.

A esposa do influenciador, Mila Seidl, tem relatado que ele enfrenta dificuldades de locomoção e perda de visão. Na sexta-feira (21), ela expressou angústia diante do quadro e mencionou a expectativa por tratamentos experimentais. O casal tem um filho de sete anos.

O caso tem gerado intensa mobilização de familiares, amigos e seguidores, que se uniram para prestar apoio à família diante da rápida evolução da doença.

Gazeta Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Lulinha é estrela da corrupção”, diz Alfredo Gaspar, vice de Flávio

Foto: Geraldo Magela

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é a “estrela da corrupção”. A declaração foi feita depois de reportagem do Poder360 mostrar que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vive em um condomínio de alto padrão em Madri, na Espanha, ao lado de estrelas do futebol brasileiro.

“Lulinha tá vivendo no luxo, mas é o luxo em detrimento da miséria do povo brasileiro, do dinheiro dos aposentados e pensionistas, do tráfico de influência, da corrupção”, declarou Gaspar ao Poder360.

“Enquanto os vizinhos são estrelas do futebol, Lulinha é a estrela da corrupção, mas vai ser preso. O Brasil não suporta mais essa impunidade”, disse.

Lulinha mora no bairro La Moraleja, uma das áreas mais exclusivas de Madri. O apartamento fica em um condomínio de alto padrão, próximo à residência de Rodrygo e a outros imóveis de Vini Jr. e do ator Richard Gere –estrela de filmes de Hollywood.

O aluguel e as taxas do imóvel ocupado por Lulinha ficam em torno de 5.000 euros (cerca de R$ 35.000) por mês. Não se sabe como o filho de Lula obtém sua renda na Espanha e banca os custos de moradia no país europeu.

Lulinha é investigado em 3 inquéritos por corrupção e tráfico de influência. Não há, contudo, condenação. Os processos ainda estão em curso.

Gaspar é deputado federal por Alagoas e foi escolhido como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026.

Com informações do Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Ponta Negra Aruã Boutique Suites: MVP lança o primeiro empreendimento pé na areia da Praia de Ponta Negra

A MVP Incorporações lança o Ponta Negra Aruã Boutique Suites, primeiro pé na areia da Praia de Ponta Negra, nesta terça (25/8), 17h, com show de Alan Persa. Foto: Divulgação

A MVP Incorporações lança o Ponta Negra Aruã Boutique Suites, o primeiro empreendimento pé na areia da Praia de Ponta Negra. O lançamento oficial acontece nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a partir das 17h, no próprio terreno do Projeto, com show ao vivo de Alan Persa e ativações de marcas parceiras.

Depois de 18 anos de história na construção civil do Rio Grande do Norte, com obras como o Natal Shopping, o Vila Galé Touros e o IERN, entre outros, a MVP Engenharia dá novo passo: nasce a MVP Incorporações. A empresa estreia com a grife Aruã, cujo nome traduz o encontro do mar com a natureza.
O Ponta Negra Aruã Boutique Suites é o primeiro lançamento dessa nova frente.

“Criamos a MVP Incorporações para assinar empreendimentos com outro patamar de experiência”, afirma Marcelo Pereira, diretor da MVP. “A grife Aruã nasce do encontro entre o mar e a natureza, e Ponta Negra era o endereço certo para começar.”

Com assinatura do arquiteto Flávio Góis, o projeto leva o conceito de boutique suites para a orla mais desejada do estado. A arquitetura aposta na integração com a paisagem e na presença marcante do verde. É o ponto de partida da promessa que abre a campanha: o melhor da vida à beira-mar começa aqui.

O endereço reúne dois diferenciais que não se repetem em Ponta Negra: vista privilegiada para o Morro do Careca e acesso imediato ao calçadão da praia. São 104 unidades, com metragens a partir de 22m², em suítes de perfil compacto que funcionam para uso pessoal e para investimento em locação por temporada. O empreendimento opera em sistema de condomínio, com administração da Quarto à Vista.
A estrutura de lazer inclui piscina, academia, restaurante, rooftop e outras comodidades.

A noite de lançamento reúne convidados no local do futuro empreendimento, de frente para a praia que dá nome ao Projeto, com apresentação ao vivo de Alan Persa e ativações de marcas parceiras.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

ALTA TEMPORADA: Natal terá novos voos da Azul com partidas de Goiânia e Curitiba

Foto: Argemiro Lima

A Azul Viagens anunciou, nesta segunda-feira (24), dois novos voos para Natal, com partidas de Goiânia (GO) e Curitiba (PR). As operações estão previstas para a alta temporada, entre dezembro de 2026 e o fim de janeiro de 2027, com o objetivo de ampliar a conectividade aérea da capital no período de maior movimentação turística.

O anúncio foi feito durante o Nordestur, evento realizado semestralmente pela Azul Viagens para apresentar dados de desempenho, novas malhas aéreas e projeções para destinos parceiros no Brasil. O encontro contou com a participação da Secretaria Municipal de Turismo (Setur) e de representantes do trade turístico do Rio Grande do Norte.

Nos seis primeiros meses de 2026, mais de 100 mil passageiros utilizaram voos internacionais com origem ou destino em Natal, segundo os dados apresentados no evento. O número representa crescimento de 92% em relação ao mesmo período de 2025.

Para o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, a inclusão das novas rotas na alta temporada pode contribuir para o movimento turístico da capital. “Comemoramos muito esse avanço. São novos voos chegando à cidade e mais turistas, o que movimenta e fortalece a nossa economia. É muito importante termos essa nova operação nesta alta temporada. Nosso objetivo é que esses voos operem tão bem que se consolidem e continuem de forma permanente em nossa malha aérea, e não apenas durante o período de alta temporada”, declarou.

Dados da Zurich Airport Brasil, administradora do Aeroporto Internacional de Natal (Natal Airport), mostram que o terminal registrou mais de 1,3 milhão de embarques e desembarques entre janeiro e junho de 2026. O volume é o maior registrado em um primeiro semestre desde o início das operações do aeroporto, em 2014, e representa crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado também corresponde à maior movimentação registrada em um primeiro semestre em um aeroporto do Rio Grande do Norte desde 2002.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio Bolsonaro propõe a Tarcísio pacto de um mandato só

Foto: Reprodução

A campanha de Flávio Bolsonaro procurou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), propondo um pacto para o fim da reeleição, que já valeria para o mandato do candidato à Presidência pelo PL, caso ele vença a eleição de outubro ao Palácio do Planalto.

Segundo relato de duas fontes próximas a campanha do PL e uma próxima ao governador de São Paulo, o fiador do pacto seria o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio ao Planalto.

O pacote foi proposto para garantir o engajamento de Tarcísio na campanha de Flávio, vista até hoje como incerta.

Em conversas, Marinho tem dito que uma emenda constitucional poderia ser proposta logo depois da eleição ou que, se ele vencer a disputa à presidência do Senado, garante a aprovação na casa.

A discussão revela o baixo engajamento de nomes importantes da direita à campanha de Flávio Bolsonaro.

O engajamento de dois nomes é extremamente importante para a campanha de Flávio: Tarcísio, que pode agregar votos no maior colégio eleitoral, e a própria Michelle Bolsonaro, que ajuda com votos dos segmentos feminino e religioso.

Na sexta-feira, em evento com Tarcísio, Flávio disse ao governador que aceita fazer um “mandato de transição”.

Com informações de g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia Civil e Receita Federal apreendem drogas em encomenda interestadual em Parnamirim

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal do Brasil (RFB), realizou uma fiscalização em uma empresa localizada no município de Parnamirim, na Grande Natal.

Durante a ação, cargas e encomendas que transitavam pelo estabelecimento foram submetidas a procedimentos de fiscalização e verificação voltados à identificação de materiais ilícitos. No decorrer da triagem, um cão de detecção da Receita Federal sinalizou positivamente para uma encomenda interestadual, indicando a presença de substância entorpecente.

Diante da sinalização, a encomenda foi aberta e inspecionada, sendo localizados e apreendidos diversos volumes contendo drogas, acondicionados no interior do pacote. A natureza entorpecente do material foi confirmada por meio de exame preliminar. O material apreendido será encaminhado para os demais procedimentos periciais pertinentes, incluindo a identificação e a quantificação da substância.

A partir da apreensão, a Polícia Civil irá apurar a origem do material e a eventual participação de outras pessoas no envio, transporte e recebimento da carga. As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] Allyson perde ação para barrar associação com Abraão Lincoln; Justiça libera publicação de Álvaro

Imagem: Reprodução

A coligação de Allyson Bezerra perdeu a ação em que tentava retirar das redes sociais uma publicação da campanha de Álvaro Dias que associa o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte a Abraão Lincoln. A Justiça Eleitoral julgou a representação improcedente e revogou a liminar que havia determinado a retirada do conteúdo.

A decisão é do desembargador eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho e foi proferida nesta segunda-feira (24). A ação havia sido ajuizada contra Álvaro Dias e seu candidato a vice, Babá Pereira, após a publicação de uma imagem de Allyson ao lado de Abraão Lincoln.

A coligação de Allyson alegava que a fotografia teria sido produzida artificialmente e sustentava que Álvaro e Babá haviam “fabricado uma realidade visual que não existiu”. Após analisar as provas apresentadas pela defesa, porém, a Justiça foi taxativa: “não se sustenta” a afirmação de que os representados teriam fabricado a imagem.

A defesa demonstrou que a mesma imagem já circulava publicamente desde pelo menos abril deste ano. A decisão cita publicações anteriores do Jornal De Fato, Notícias em Foco, Blog do Raniele Gomes, Portal Na Boca da Noite, Potiguar News e Blog do Robson Pires. O magistrado também registrou que não existe nos autos elemento que vincule Álvaro ou Babá à criação original da imagem.

Outro ponto da decisão atinge diretamente o argumento político apresentado pela coligação de Allyson. Segundo o magistrado, o conteúdo já circulava havia meses “associado a narrativa de aproximação política entre os retratados”. O juiz também considerou que a ausência de uma declaração expressa de Abraão manifestando apoio a Allyson, argumento levantado pela coligação, não era suficiente para caracterizar a publicação como ilícita.

Ao final, a Justiça concluiu que não ficou suficientemente demonstrado que a publicação utilizasse conteúdo fabricado ou manipulado para divulgar fato notoriamente inverídico ou descontextualizado. Com isso, derrubou a restrição e liberou novamente a publicação de Álvaro e Babá.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR 2026

Foto: Agência Brasil

A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do imposto de Renda 2026. Um total de R$ 1,24 bilhão será pago a 521.935 contribuintes. O pagamento também contempla restituições residuais de anos anteriores.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Do total de R$ 1,24 bilhão desse lote, R$ 704,12 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

• 338.912 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);

• 86.873 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);

• 43.502 contribuintes não prioritários

• 26.769 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);

• 16.850 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);

• 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Menos lotes

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Os dois primeiros lotes de 2026, de maio e de junho, representaram 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e no avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

Pagamento

O pagamento será feito em 31 de agosto, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Agência Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA BTG/NEXUS: Lula ultrapassa Flávio e registra maior rejeição entre candidatos à Presidência

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a rejeição entre os principais nomes testados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (24). Lula tem 49% de rejeição, contra 48% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A diferença de um ponto percentual representa empate técnico, mas indica uma inversão em relação às rodadas anteriores dos levantamentos do instituto.

A pesquisa ouviu 2.006 eleitores por telefone entre os dias 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e registrado no TSE sob o número BR-09028/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Buscas por Augusto Cury no Google têm alta de mais de 1.000% após debate da Band entre candidatos à Presidência

Foto: Reprodução

O nome de Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, disparou nas buscas do Google após sua participação no debate presidencial da Band, realizado neste domingo (23). Segundo o Google Trends, as pesquisas pelo nome do psiquiatra e escritor cresceram mais de 1.000% nas últimas 15 horas.

Cury havia anunciado, de última hora, que não participaria do debate, mas voltou atrás e compareceu ao encontro que teve as ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Cury participou do debate ao lado de Renan Santos e Ronaldo Caiado.

Oficializado como candidato no início de agosto, Cury tem como vice o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante). Conhecido nacionalmente pelos livros sobre inteligência emocional, Cury tenta agora transferir sua popularidade como escritor para a disputa presidencial, com o lema “mente capitalista e coração social”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *