Judiciário

Se aprovado, voto impresso criará ‘caos’ e ‘judicialização’ do resultado eleitoral, diz Barroso

Foto: Reprodução/Globo News

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, alertou em entrevista à GloboNews que o voto impresso, em discussão no Congresso Nacional, vai criar no país um “desejo imenso de judicialização” do resultado das eleições.

“Nós vamos criar o caos no sistema que funciona muitíssimo bem”, enfatiza Barroso.

Também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Barroso reforçou a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. “O nosso sistema de voto em urna eletrônica é totalmente confiável”, diz.

A fala do presidente do TSE acontece um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ter criado uma comissão especial para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC) que obriga o voto impresso.

A PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), aliada do presidente Jair Bolsonaro, exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil.

Leia a íntegra da entrevista:

Camarotti: A Câmara dos Deputados está criando uma comissão, neste momento, para analisar a PEC do voto impresso. O nosso sistema de votação é confiável? A urna eletrônica é confiável?

Barroso: O nosso sistema de voto em urna eletrônica é totalmente confiável. No entanto, eu queria dizer que, numa democracia, nenhum tema é tabu. E, portanto, tudo pode ser discutido à luz do dia. Portanto, o lugar próprio para discutir isso é o Congresso Nacional. Mas nós temos elementos mais do que suficientes para demonstrar a absoluta confiabilidade do sistema. Eu não parto do pressuposto de má-fé. Eu sempre parto do pressuposto de que as pessoas estão de boa-fé. E, portanto, acho que há um certo grau de desconhecimento sobre como o sistema funciona e como ele pode ser auditado. Para usar a palavra da moda, ele pode ser conferido na sua integridade. A cada passo. Talvez o Tribunal Superior Eleitoral tenha subestimado um pouco o compromisso de mostrar o máximo de transparência possível. De modo que eu acabei de gravar, esses dias, o passo a passo da demonstração de como funciona o sistema e de como ele pode ser verificado pelos partidos políticos e pelo Ministério Público a cada momento. Eu espero que, com isso, afastar qualquer tipo de dúvida de quem a cultive. Embora as pesquisas demonstrem que a maior parte da população confia no sistema.

Camarotti: Agora, é um sistema que é hoje referência no mundo. A nossa urna eletrônica e a velocidade, também, do nosso sistema de apuração. Esse movimento que a gente está vendo por um setor da política brasileira e da Câmara dos Deputados, seria um retrocesso? A aprovação da PEC do voto impresso seria voltar ao passado?

Barroso: Eu acho que o voto em cédula, inclusive é o que fala a proposta de emenda constitucional, mesmo o voto impresso pela própria urna, eu acho que seria extremamente problemática e mexeria num time que está ganhando. Tem tanta coisa funcionando mal no Brasil e as pessoas estão, algumas pessoas, pensando em modificar o que vem funcionando bem. E só para lembrar, nesse sistema foi eleito o presidente Fernando Henrique para o segundo mandato, foi eleito o presidente Lula duas vezes, a presidente Dilma por duas vezes e o presidente Jair Bolsonaro. Alguém acha que as urnas não expressaram, efetivamente, a vontade popular? Porque se verificou, em relação à urna eletrônica, é que o discurso dos críticos foi mudando. Primeiro, queriam cédula. Depois, queriam voto impresso. Agora, já querem que ele seja auditado. E eu vou procurar demonstrar a você e ao público cada passo dessa possibilidade de auditoria. Auditoria significando a possibilidade de se conferir a integridade do sistema. Eu acho, sim, que o voto impresso, cédula, impresso pela urna, vai criar desejo imenso de judicialização do resultado das eleições.

Camarotti: Por que esse temor, ministro, em relação à judicialização com o voto impresso?

Barroso: O Brasil tem 5.600 municípios. O voto impresso vai permitir que cada candidato que queira questionar o resultado peça a conferência dos votos. Vai contratar os melhores advogados eleitorais do país para buscar uma nulidade, alguma inconsistência e vai questionar oficialmente o resultado das eleições. E aí nós vamos ter mais um nível de judicialização no país, que vai ser o resultado das eleições, vai ser produto de uma decisão judicial. Ninguém precisa disso. Nos Estados Unidos, o presidente Trump, que inspira muitos dos que questionam as nossas urnas, ele entrou com mais de 50 ações judiciais. Nenhum juiz deu cautelar nem determinou suspensão da contagem ou o que fosse. Mas eu não tenho a mesma certeza de que isso aconteceria no Brasil se houvesse 50 ações judiciais. E, portanto, você ia ter o resultado das eleições, em vez de sair das urnas, saiu de uma decisão judicial. Ninguém precisa disso. Aliás, o Brasil não merece isso. Mais um grau de judicialização no país. Para quem tiver alguma dúvida sobre as urnas serem auditáveis, eu vou narrar de memória cada um dos passos em que é possível conferir a autenticidade do sistema. É feito um programa para ser inseminado nas urnas. Esse programa de computador, ele é submetido, logo após elaborado, a um teste público de segurança em que o próprio TSE convida os partidos políticos, hackers, Polícia Federal, universidade para tentarem violar o programa.

Depois, essa fase é ultrapassada, o programa é aberto para que todos os partidos políticos o examinem, podem comparecer com seus técnicos de informática para examinar o programa. Portanto é o segundo momento de auditoria, depois, quando tudo bem encaminhado, os partidos estão convidados a assinarem o programa, digitalmente, e portanto, eles verificam a autenticidade, assinam e há um procedimento de quarta etapa que chama lacração, que é uma blindagem desse programa. Não há mais como mexer nele.

Esse programa é remetido para os tribunais regionais eleitorais e é inseminado nas urnas na vista dos partidos políticos que são convidados. Se houver qualquer alteração no programa, ele não funciona, ele imediatamente acusa a ocorrência de manipulação. Depois, dias das eleições, a urna já inseminada com esse programa mega conferido imprime um boletim no início da votação chamado zerésima, para demonstrar que não tem nenhum voto lá dentro da urna, e ao final do dia da votação, ele emite um chamado boletim da urna, que é o resultado daquela urna com a quantidade de votos que cada candidato obteve nela. Outra etapa de auditagem é que nas vésperas das eleições são sorteadas 100 urnas, aleatoriamente no país, levadas para o TRE, onde são submetidas a um teste de integridade com uma empresa de auditoria independente, em que um eleitor escolhido vota na cédula, canta o voto de cédula para ser inseminado, inserido na urna digitalmente e depois se verifica na saída por uma empresa independente que aquela urna expeliu exatamente aquilo que foi introduzido pelo eleitor.

E por fim, e acho que esse é um ponto que eu gostaria de enfatizar, a urna ela contém o que se chama registro digital do voto. E, portanto, nós não queremos voltar ao modelo anterior. E alguém diz “não, mas na Alemanha, eles não adotam esse sistema”. É, pode ser, mas na Alemanha não havia uma tradição de fraude no voto por cédula ou no voto impresso e, portanto, eles não precisam lutar contra esse fantasma do qual nós nos livramos com a urna eletrônica. Portanto, ela é confiável, é aditável cada passo, se o partido quiser. O voto impresso corre o risco de trazer uma ampla judicialização. O Brasil tinha, nas últimas eleições que eu presidi, quase 500 mil candidatos. Você imagina se um terço deles resolver questionar o resultado e pedir conferência judicial dos votos. Nós vamos criar o caos no sistema que funciona muitíssimo bem. Agora, o que não pode é um partido político não mandar representante para verificar a autenticidade do programa final, para depois dizer que tem alguma coisa errada. Portanto, não é assim que se joga o jogo democrático.

Camarotti: Como o senhor vê esse movimento pelo voto impresso do ponto de vista da estratégia política? É uma tentativa de minar a credibilidade de um sistema que funciona muito bem e é referência no mundo?

Barroso: Olha, como eu disse, não gosto de presumir má-fé de ninguém. Eu sempre imagino que as pessoas estão agindo de boa-fé e com bons propósitos, de modo que acho que essa desconfiança é mais produto do desconhecimento. Em algumas partes do mundo, e não estou me referindo ao Brasil particularmente, há candidatos, como aconteceu nos Estados Unidos, que antes da divulgação do resultado que anunciaram que se não ganhassem é porque houve fraude. O populismo autoritário que se espalhou pelo mundo – Hungria, Polônia, Rússia, Turquia – esses países, onde não há manipulação, onde há efetiva disputa muitas vezes, já há uma arguição preventiva de que “se eu perder tem fraude”. Isso é a negação da democracia. A democracia é um jogo em que as regras valem para todos. Quem ganhar tem o direito de governar e quem perder tem que respeitar a vontade das urnas. Essa história de cantar a existência de fraude antes da divulgação do resultado e colocar sob suspeita um processo eleitoral que jamais identificou qualquer tipo de fraude é problemático.

Blog do Camarotti – G1

Opinião dos leitores

  1. Qual credibilidade tem o STF? E em particular boca de veludo? Faça assim solte uma liminar proibindo vai la solta

  2. A quem interessa que os votos não possam ser auditados? Em todas as democracias sérias do mundo o sistema eleitoral é totalmente aditável, apenas no Brasil que ter segurança eleitoral é proibido pelos próprios membros do STF. Algo de muito errado está por trás de tudo isso.

  3. Não adianta chorar, bozoburros, seu mito vai perder feio com ou sem voto impresso….
    O omi é ruim, o omi é péssimo, o omi é horrível….

  4. Na verdade, não se trata de voto impresso, é VOTO AUDITÁVEL. O voto continuará sendo eletrônico, do jeito que é hoje. Apenas será emitido um comprovante, ao qual o eleitor NÃO terá acesso, que cairá numa urna ao lado, para uma eventual necessidade.

  5. Causa estranheza a luta insistente desse ministro do STF contra o voto auditável. Por que tanto medo? O mais importante numa eleição é sua transparência, que atestará sua lisura e legitimará os vitoriosos. Quanto a eventuais judicializações, paciência, faz parte do jogo. Recorrer à justiça custa caro e é direito de quem se acha prejudicado. Não cabe a esse ministro querer evitar ações judiciais, cabe a ele JULGÁ-LAS.

  6. Parece que esse Deus TEM MEDO DO VOTO IMPRESSO. Com certeza esse burgueizinho indicado pelo PT está com medo das mudanças e que elas alcancem esses reizinhos. Fora Ministrinho de meia tigela.

  7. Estranha esta frase do Barroso: “O Brasil tem 5.600 municípios. O voto impresso vai permitir que cada candidato que queira questionar o resultado peça a conferência dos votos. ”
    Isto se chama transparência, aprendi na pós de auditoria que qualquer sistema deve ser auditado não só para descobrir se tem fraude como também para demonstrar que é seguro.
    Bastava colocar na lei o está nos EUA onde se quiser uma auditoria da contagem tem de pagar.Queria ver quem teria condições de pagar o alto custo de uma auditoria. Assim não fecha a porta para verificação mas inibe os oportunistas.

  8. Ou o gado é muito burro ou é infantilizado mesmo. O voto impresso é um desejo da milícia para controlar o eleitorado nos seus redutos. A realidade não é cor de rosa, meus caros. O voto de cabresto se faz assim. Sabem de nada, os inocentes

    1. Espero que vc veja meu comentário. Ou burro, vejo que vc não leu sobre o assunto. Ele será auditável, impresso, mas ninguém levará pra casa, pra como vc falou, mostrar a alguém. Enfim, não merece maiores explicações, até pq somos gado, que pode gerar riquezas. E você, um jumento, burro…

  9. A resposta correta de barrosinho seria: Toda forma de qualificar e comprovar a licitude de uma eleição é bem-vinda.
    A principal função de uma eleição auditável em todos os pontos, não é garantir a vitória do vencedor, mas provar ao perdedor que ele realmente perdeu.
    Não se verifica o que acontece na caixa-forte do TSE durante uma apuração, lá ficam os técnicos escolhidos a dedo e o presidente do TSE centralizando TODOS os votos do Brasil. Qual a lisura disso, haja vista que não se pode pautar o processo eleitoral na garantia verbal que as pessoas envolvidas diretamente no processo apuratório são ilibadas e envoltas numa aura impermeável de honestidade e espírito público.

    Essa repulsa por uma eleição limpa é que deixa a certeza de manipulação à vista.
    Barrosinho tem que descer do tamanco.

    1. Eleição limpa com voto impresso?
      Kkkkkkkkkk no Brasil???
      Conta mais outra piada
      Kkkkkkkkkk
      Voto impresso no país dos Coroné!!!!
      Por que o Bozo nunca reclamou nesses últimos trinta anos? Sempre se elegeu e elegeu a família toda com a urna eletrônica e, agora que está vendo o Lula com chance de vencê-lo, quer arrumar um meio de bagunçar o coreto.
      E o gado só repente o som do berrante:
      🐮Muuuuuuuu!!!!

    2. Tem como auditar sim. Pegue os BUs das seções eleitorais para auditar.

    3. Verdade, Paulo. O atual sistema brasileiro é impossível de ser auditado. Isso, inclusive, foi confirmado por uma auditoria contratada pelo PSDB na eleição da Dilma contra o Aécio.

  10. Isso lá é justificativa, ministro !?! Pior é termos uma votação que não pode ser auditável. Onde fica a transparência ??? Que medo é esse ???

  11. Todo dia tem partido de esquerda entrando com ações no STF para barrar as decisões do executivo, são milhares de processos e os ministros nunca reclamaram da quantidade.
    Existem milhares de processos aguardando julgamento, principalmente contra políticos e esses ministros nunca reclamaram, nem julgaram.
    Mas quando é para dar lisura e permitir auditar o voto, logo vão a mídia dar entrevista contra. Qual é o grande problema nisso? Não queremos saber de desculpas, mas o motivo real.
    A pouco tempo teve um órgão que licitou a compra de lagosta a ser servida no almoço ou jantar daquele órgão. Mas o mesmo órgão proibiu o voto impresso com a desculpa que não existe recurso público para despesa do voto impresso. Estão chamando o povo de idiotas úteis.
    O voto impresso é necessário e não será de conhecimento de ninguém antes de uma auditoria.
    O eleitor vota, o voto é impresso, ele confere, assina e coloca dentro de uma urna que vai ficar lacrada e deve ser guardada e vigia pelo exército. Se tudo correr bem, os votos são incinerados depois de 02 anos. Caso exista processo, só pode ser incinerado depois de auditados. Qual o problema nisso?
    Qual é o grande questão por trás da rejeição judicial ao voto impresso? Que medo é esse? Toda vez que se fala nisso, um ministro corre a mídia para dar opinião contra.
    O povo clama pelo voto impresso e a possibilidade de auditoria.
    Porquê o judiciário faz questão de se colocar contra o povo e contra transparência da votação? Como existe hoje, jamais poderá ser auditado. Qual a razão da expressa rejeição a imprimir e auditar o voto?

    1. 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏

    2. Num país onde até hoje existe compra de votos, você acha mesmo que voto impresso é o que dará segurança? O que seu presidente e o gado burro pede é que ele também leve um comprovante do seu voto e que possa ser conferido depois. Isso é ridículo! As urnas eletrônicas, possuem sim um borderô de votação impressa e que depois pode ser conferida, o que já é pelos partidos e correligionários de candidatos! Ela é lacrada, possui total condições de ser verificada se teve alguma manipulação ou se há algum problema no seu resultado. Vocês como sempre gostam de colocar problema em todo lugar, pede para seu presidente que vocês tanto acham um “mito” governar esse país, nós brasileiros precisamos muito!

  12. Ta com medo de ter que trabalhar… se ha questionamentos, é porque ha sensacao de insegurança no sistema. E se querem diminuir o problema, sejam democraticos e desobriguem o voto.

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Geral

Chuva forte transforma falésia em cachoeira em Pipa; trânsito sofre alteração na praia


Foto: Reprodução

As fortes chuvas que caíram nas últimas horas transformaram as falésias de Pipa, em Tibau do Sul, em cachoeiras. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a queda d’água em um trecho da Praia do Centro.

A Defesa Civil do município alertou para que a população não fique junto às falésias. “Há um risco real de acidentes. Após o fim das chuvas, o risco continua, pois os taludes, morres e falésias encontram-se saturados em razão do grande volume de água”, orientou.

Além disso, a Prefeitura de Tibau do Sul modificou o trânsito na região central da Praia de Pipa. Devido aos danos causados pelas fortes chuvas, a Ladeira do Largo São Sebastião (da Igreja até a Sorveteria Preciosa) está interditada por segurança.

“Como alternativa, a via que passa por debaixo da Praça do Pescador está operando como mão dupla”, acrescentou a prefeitura.

 

Portal da Tropical

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Eleições 2026

Mulheres continuam maioria do eleitorado brasileiro em 2026, diz TSE

Foto: Divulgação/EBC

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, em 20 de novembro de 2023, que o eleitorado brasileiro para as eleições de 2026 é majoritariamente feminino, com 83.887.126 mulheres, representando 52,83% dos 158,7 milhões de eleitores. Apesar desse predomínio, as mulheres ocupam apenas 18,1% das cadeiras na Câmara dos Deputados. O número de eleitores homens aumentou para 74.854.535, correspondendo a 47% do total.

O eleitorado brasileiro continua majoritariamente feminino para as eleições de 2026, segundo estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira, 20. As mulheres somam 83.887.126 eleitoras, o equivalente a 52,83% dos 158,7 milhões de cidadãos aptos a votar no país. Apesar da predominância nas urnas, elas ainda ocupam uma parcela reduzida dos cargos de representação política.

Os dados mostram um crescimento em relação ao pleito de 2022, quando havia 82.373.164 mulheres aptas a votar, correspondentes a 52,65% do eleitorado nacional. A tendência de predominância feminina nas eleições, observada nos últimos anos, foi mantida.

Entre os homens, o número de eleitores passou de 74.044.065, em 2022, para 74.854.535 em 2026. O aumento foi de 810.470 pessoas, equivalente a 1,09%. Atualmente, eles representam 47% do eleitorado brasileiro.

Com relação à atuação direta em Brasília, apenas 18,1% das cadeiras da Câmara dos Deputados são ocupadas por parlamentares do sexo feminino.

O eleitorado brasileiro para as eleições de outubro deste ano terá menos jovens aptos a votar e mais idosos em relação ao pleito de 2022. O número de eleitores de 16 a 18 anos caiu 14,52%, enquanto a população com 60 anos ou mais aumentou 13,9%.

Ao todo, 158,7 milhões de brasileiros estão habilitados a escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Segundo o TSE, o grupo de eleitores entre 16 e 18 anos soma 3.571.159 pessoas, o equivalente a 2,25% do eleitorado nacional. Em 2022, essa faixa etária reunia 4.177.627 eleitores. A diferença representa uma redução de 606.468 registros.

Revista Oeste

 

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Geral

FOTOS: PF apreende carros de luxo e um de colecionador do Careca do INSS em nova fase de operação que investiga fraudes em aposentadorias

Fotos: reprodução/PF

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira uma nova fase da investigação sobre fraudes no INSS e cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no Distrito Federal.

Durante a operação, foram apreendidos três veículos, sendo dois de luxo e um de colecionador. Segundo a PF, a medida busca restringir o acesso do investigado a recursos financeiros. Antunes já foi indiciado por suspeita de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

Na semana passada, a PF concluiu um dos inquéritos da Operação Sem Desconto e apontou que 48 pessoas participaram de um esquema que teria desviado R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas do INSS.

Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-deputado Euclydes Pettersen. Todos negam irregularidades ou afirmam que terão oportunidade de apresentar defesa.

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EUA anunciarão novas tarifas para 60 países, incluindo o Brasil, ‘nos próximos dias’, diz representante do Comércio do país

Foto: Tierney L. Cross/Bloomberg

Os Estados Unidos devem anunciar nos próximos dias novas tarifas comerciais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, informou o representante comercial americano, Jamieson Greer.

As medidas serão baseadas em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), iniciadas em março para apurar práticas comerciais, especialmente relacionadas ao uso de trabalho forçado. Segundo Greer, os resultados devem ser divulgados ainda nesta semana.

A proposta prevê tarifas de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo Washington, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Já países que possuem restrições, mas são considerados pouco rigorosos na fiscalização, poderão receber tarifa de 10%.

Na semana passada, os EUA já anunciaram uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, alegando barreiras comerciais impostas pelo Brasil. Também foi anunciada uma sobretaxa adicional de 50% sobre produtos do Canadá, com início previsto para daqui a um mês.

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Geral

Governo Lula propõe que União arque com salário de servidores afastados para exercer mandatos sindicais; medida teria impacto de R$ 15,4 milhões por ano

Foto: Fernando Bizerra Jr/EFE

Um projeto de lei enviado pelo governo Lula ao Congresso em regime de urgência prevê que a União passe a pagar os salários de servidores afastados para exercer mandato sindical, sem o ressarcimento atualmente feito pelas entidades.

A medida teria impacto estimado em R$ 15,4 milhões por ano.

Hoje, 96 servidores federais estão licenciados para atuar em sindicatos.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), as entidades ressarcem cerca de R$ 1,3 milhão por mês pelos salários desses servidores.

O governo afirma que a proposta não gera perda de arrecadação, pois os valores ressarcidos retornam aos órgãos de origem dos servidores, e não ao Tesouro Nacional. O projeto também regulamenta a negociação coletiva no serviço público, prevista em convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas ainda sem regulamentação no Brasil.

A proposta divide opiniões. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) critica a medida por avaliar que ela pode aumentar os gastos com pessoal e pressionar as contas públicas. Já representantes de entidades sindicais defendem que a licença remunerada fortalece a representação dos servidores e ajuda na manutenção financeira dos sindicatos.

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma Vergonha.
    Quem trabalha bancar essa vagabundagem toda.
    O Brasil precisa mudar urgentemente.

  2. Exercer mandato sindical e induzir os associados a votarem nos candidatos de esquerda não é “assédio eleitoral”?? Alô Ministério Público do Trabalho, isso pode?

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Geral

Escola Luminova Natal promove concurso de escrita criativa e estimula protagonismo dos estudantes

Em sua quarta edição, iniciativa valoriza a autoria, fortalece competências linguísticas e propõe reflexões sobre aprendizados que surgem das derrotas

Transformar experiências, sentimentos e reflexões em histórias é o desafio lançado pela Escola Luminova Natal aos estudantes por meio da quarta edição do Concurso de Escrita Criativa Luminova. A iniciativa, que acontece na próxima terça-feira (21), busca fortalecer a produção textual, ampliar o domínio da língua portuguesa e incentivar o desenvolvimento de uma escrita autoral no ambiente escolar. O resultado será anunciado no dia 31 de julho, durante uma cerimônia no pátio da escola.

Em 2026, o concurso tem como tema “Quando perder foi a maior vitória”. A proposta convida os participantes a criarem narrativas sobre situações nas quais uma derrota, uma frustração ou uma mudança de planos possa representar aprendizado, amadurecimento ou uma conquista ainda maior.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Luminova Natal, Mirela Visiane, a atividade faz parte de uma proposta que entende a escrita como uma habilidade essencial para a formação dos alunos.

“A iniciativa busca estimular a criatividade, fortalecer as competências linguísticas e promover a expressão escrita como uma importante ferramenta de comunicação, reflexão e aprendizagem no ambiente escolar”, destaca.

O concurso é destinado aos estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio. Os textos serão avaliados por uma comissão formada por profissionais especializados em Língua Portuguesa e Produção Textual.

Mais do que avaliar conhecimentos gramaticais, a atividade incentiva a capacidade de organizar ideias, desenvolver personagens e enredos, expressar sentimentos e construir um estilo próprio. Dessa forma, os conteúdos trabalhados em sala de aula são conectados a experiências que fazem sentido para os estudantes.

Sobre a Escola Luminova

Fundada há quatro anos, em Natal, a Escola Luminova vem se destacando no cenário educacional da cidade. A instituição mantém turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio e desenvolve iniciativas que estimulam a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes.

A escola está localizada na Rua Joaquim Alves, 1976-A, em Lagoa Nova, próximo ao Shopping Via Direta e ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Mais informações estão disponíveis no Instagram @luminova.natal.

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Geral

Desembargadora do TRF5 suspende leilão do Via Direta, avaliado em R$ 152,5 milhões

oto: Arquivo TN

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) suspendeu o leilão do prédio onde funciona o Via Direta Shopping, em Natal. A venda estava marcada para esta quarta-feira (22), e o imóvel foi avaliado em R$ 152,5 milhões.

A empresa recorreu de uma decisão da 6ª Vara Federal do Rio Grande do Norte que havia mantido o leilão. O Via Direta pediu uma nova avaliação do imóvel, alegando que o valor não considerava totalmente o potencial de valorização trazido pelo novo Plano Diretor de Natal.

Esse argumento, porém, não foi aceito. Segundo a decisão, a empresa não apresentou laudo técnico ou estudo de mercado que comprovasse que o imóvel estava avaliado abaixo do preço real. O oficial de Justiça responsável pela análise também informou que levou em conta a localização, as características do prédio e os efeitos do Plano Diretor sobre os imóveis de Lagoa Nova.

O shopping também tentou impedir que o imóvel fosse vendido por menos de 80% do valor da avaliação, afirmando que o único sócio vivo da empresa é interditado por demência. O Tribunal, no entanto, não acolheu esse pedido.

Apesar disso, o leilão foi suspenso porque a empresa está negociando um acordo para pagar a dívida com a Fazenda Nacional. A conclusão da negociação depende de uma autorização da 20ª Vara Cível de Natal para que as curadoras do sócio assinem o documento.

Para a desembargadora federal convocada Cristina Maria Costa Garcez, vender o prédio antes da conclusão das negociações poderia causar um prejuízo difícil de reverter. O imóvel é o principal patrimônio da empresa e o local onde o shopping funciona, de modo que a venda poderia comprometer a continuidade das atividades.

Com a decisão, o leilão e outras medidas para a venda do imóvel ficam suspensos até o julgamento final do recurso ou uma nova decisão do Tribunal. A avaliação de R$ 152,5 milhões continua válida.

Justiça Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Enterraram um jumento de cabeça para baixo aí. Só pode! Já é a terceira ou quarta vez que esse leilão é suspenso.

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Eleições 2026

Jair Bolsonaro vai indicar o vice de Flávio, afirma Valdemar Costa Neto

Foto: Beto Barata/PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (21) que caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicar o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.

Segundo Valdemar, Bolsonaro tem “sensibilidade” para fazer a escolha.

“Quem vai decidir o vice vai ser o Bolsonaro. Ele tem uma sensibilidade muito grande para isso. Depois da indicação do Tarcísio [de Freitas] em São Paulo, eu passei a respeitar as opiniões e as intenções do Bolsonaro”, afirmou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil.

Ao comentar a possibilidade de Michelle Bolsonaro integrar a chapa, o dirigente disse que vê “clima para isso”, mas ressaltou que a decisão dependerá de um entendimento entre Flávio e a ex-primeira-dama.

“Nem o Flávio nem a Michelle querem ver o Bolsonaro por mais 10 anos preso”, afirmou Valdemar.

Opinião dos leitores

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Geral

ELEIÇÕES 2026: TSE define limites de gastos de campanha para candidatos; confira valores para o RN

Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou os limites de gastos para as campanhas das eleições de 2026. Os valores valem para candidatos à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.

No Rio Grande do Norte, os limites são:

  • Governador (1º turno): R$ 7.115.522,46
  • Acréscimo para o 2º turno (Governador): R$ 3.557.761,23
  • Senador: R$ 3.811.887,03
  • Deputado Federal: R$ 3.176.572,53
  • Deputado Estadual: R$ 1.270.629,01

Na disputa pela Presidência da República:

  • Primeiro turno: R$ 88.944.030,80;
  • Segundo turno: acréscimo de R$ 44.472.015,40.

O TSE manteve os mesmos limites das eleições de 2022, citando a ausência de mudanças na legislação eleitoral e a manutenção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) em R$ 4,9 bilhões.

Quem ultrapassar o teto de gastos estará sujeito a multa de 100% sobre o valor excedente, além de outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Tabela completa de valores por Estado (clique aqui)

Opinião dos leitores

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Geral

PF pede demissão de Eduardo Bolsonaro da corporação por abandono de cargo

Foto: Getty Images

A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro e recomendou ao Ministério da Justiça sua demissão do cargo de escrivão por abandono de cargo.

O processo foi encaminhado pela Corregedoria-Geral da PF ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que decidirá se acata ou não a recomendação.

Eduardo Bolsonaro mudou-se para os Estados Unidos no início de 2025. Após perder o mandato de deputado federal por excesso de faltas, em dezembro daquele ano, ele foi notificado para retornar ao serviço, mas não reassumiu o cargo. Diante das ausências, a PF instaurou o PAD em janeiro de 2026.

Em junho deste ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-parlamentar por coação no curso do processo. Nesta semana, ele também obteve um green card concedido pelo governo dos Estados Unidos, autorizando sua residência permanente no país.

Opinião dos leitores

    1. Você concorda ter um servidor público recebendo salário é sem exercer as atividades?

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