O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) manifestou preocupação com a fuga de 11 presos da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga (Pavilhão 5), registrada nesta sexta-feira (31). Segundo a entidade, entre os foragidos há detentos apontados como lideranças de organização criminosa.
Em nota, a presidente do sindicato, Vilma Batista, afirmou que o episódio é reflexo da falta de investimentos em segurança e da ausência de uma gestão voltada para procedimentos técnicos dentro das unidades prisionais. Ela também criticou o que classificou como enfraquecimento das medidas de segurança adotadas pelos policiais penais.
O Sindppen-RN afirma que o sistema enfrenta problemas como déficit de efetivo, câmeras inoperantes, guaritas desativadas e coletes balísticos vencidos. De acordo com a entidade, a fuga ocorreu em uma área sem monitoramento adequado.
Quatro anos depois de informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que se considerava pardo, o ex-prefeito de Salvador e candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, passou a se declarar branco. A mudança consta no sistema oficial da Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 e reacende uma das principais polêmicas da campanha baiana de 2022.
Na disputa anterior pelo Palácio de Ondina, ACM Neto registrou a sua autodeclaração racial como parda perante o TSE. Pela metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizada também em políticas públicas e estatísticas oficiais, as categorias preta e parda compõem a população negra. A autodeclaração do então candidato provocou críticas de integrantes do movimento negro e de adversários, que o acusaram de oportunismo eleitoral em um estado cuja população é formada por 80,8% de pessoas negras, segundo o Censo de 2022.
A controvérsia ganhou força nos últimos dias da campanha, quando ACM Neto foi questionado sobre o tema durante uma sabatina do Bahia Meio Dia, jornal da TV Globo em Salvador. Na ocasião, perguntou ao entrevistador quem o considerava socialmente branco. Ao ouvir a resposta de que seria “toda a sociedade”, afirmou: “Eu me considero pardo”. Em seguida, ao ser informado de que o IBGE considera pretos e pardos como integrantes da população negra, rebateu: “Então o erro é do IBGE, não é meu. Simplesmente isso.”
A declaração rapidamente extrapolou o debate eleitoral e se transformou em um dos episódios mais lembrados da campanha de 2022. Nas redes sociais, ACM Neto virou alvo de memes que ironizavam sua identificação racial e a tentativa de se apresentar como um “irmão de cor” da maioria da população baiana. Naquele ano, ele acabou derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno.
A mudança na autodeclaração ocorre em um contexto em que o tema passou a receber maior atenção da Justiça Eleitoral. Desde 2014, o TSE registra a raça/cor informada pelos candidatos, permitindo acompanhar alterações ao longo das disputas. Nos últimos anos, o debate ganhou relevância com a ampliação das políticas de ação afirmativa e das cotas para candidaturas negras, levando movimentos sociais e especialistas a questionarem autodeclarações consideradas incompatíveis com a identidade racial publicamente reconhecida dos candidatos.
Patrimônio
Além da alteração na autodeclaração racial, ACM Neto informou ao TSE um crescimento expressivo de seu patrimônio. Segundo os dados registrados pela Justiça Eleitoral, o ex-prefeito declarou possuir 84,9 milhões de reais em bens neste ano, ante 41,7 milhões de reais informados na eleição de 2022.
O aumento de 103,5% corresponde a um acréscimo de 43,2 milhões de reais, impulsionado principalmente por novos investimentos em fundos imobiliários, aplicações financeiras, aportes em empresas, além da inclusão de um apartamento em Barra Grande, na Bahia, e dois veículos.
Um carro bateu em um poste e pegou fogo na manhã desta sexta-feira (31), na Via Costeira, em Natal. Com o impacto, o poste caiu sobre a pista, que precisou ser interditada.
As informações iniciais apontam que o motorista perdeu o controle da direção antes da colisão. Logo após a batida, o veículo foi tomado pelas chamas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e dos órgãos de trânsito foram acionadas para controlar o incêndio, isolar a área e organizar o tráfego. Ainda não há confirmação oficial sobre o estado de saúde do motorista nem de possíveis passageiros.
Motoristas que passam pela região devem redobrar a atenção e, se possível, buscar rotas alternativas até a liberação da via.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade para 76 cidades do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (3). O aviso é de perigo potencial, o menor grau de severidade na escala do órgão, e é válido a partir das 10h às 21h.
Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 20% nas áreas atingidas. A condição representa baixo risco de incêndios florestais e de impactos à saúde.
Entre os municípios incluídos no alerta estão Mossoró, Caicó, Açu, Apodi, Pau dos Ferros, São Miguel, Patu, Martins, Portalegre, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Serra Negra do Norte, Alexandria, Umarizal e Luís Gomes.
O órgão recomenda que a população aumente a ingestão de líquidos, evite atividades físicas intensas durante os períodos de menor umidade e reduza a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.
Em caso de necessidade, a orientação é buscar informações junto à Defesa Civil, pelo telefone 199, ou ao Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Empresas estatais federais podem estar utilizando recursos do Tesouro Nacional de forma irregular para custear despesas correntes, como folha de pagamentos e outros gastos de manutenção das atividades.
Embora não haja comprovação da prática, não existem mecanismos que permitam identificar de que forma valores injetados pelo governo federal nas companhias estão sendo usados, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
O problema diz respeito às empresas não dependentes, classificadas dessa forma justamente por terem receitas próprias suficientes para financiar suas despesas correntes, sem necessitar de recursos do Tesouro para manter suas operações.
Nessas companhias, o governo só pode aportar dinheiro se o objetivo for a ampliação de capital ou o financiamento de projetos e investimentos.
Um parecer prévio do TCU sobre as contas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 2025 aponta que, ao longo dos últimos 15 anos, a União injetou recursos em montantes significativamente superiores à capacidade das estatais de executarem os projetos físicos e financeiros nos exercícios de referência.
Segundo os auditores, isso resultou no acúmulo de saldos expressivos de caixa e aplicações financeiras sem vinculação à execução imediata de obras ou empreendimentos.
“A ausência de mecanismos de rastreabilidade, tanto no âmbito das estatais quanto na supervisão da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, impede a distinção da origem e da aplicação desses recursos (aportes, rendimentos financeiros ou recursos próprios), o que fragiliza a vinculação legal dos aportes e abre espaço para o uso indireto de valores públicos em despesas operacionais ou outros gastos indevidos”, diz trecho do documento.
Falta de controle tende a mascarar situação das estatais
Para técnicos do órgão, valores acumulados em caixa podem servir para mascarar uma eventual situação de dificuldade financeira.
“A ausência de rastreabilidade e de supervisão adequada distorce a percepção da real situação econômico-financeira das estatais, inflando artificialmente a avaliação de sua sustentabilidade e comprometendo a transparência e o controle fiscal”, afirma o parecer.
Ao aprovar as contas de Lula referentes ao último exercício fiscal, o TCU anotou uma ressalva formal justamente em razão desse monitoramento inadequado, destacando o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 2º, inciso III) e do princípio da anualidade orçamentária.
Estatais não dependentes têm déficit em todos os anos do 3º mandato de Lula
Em 2025, as empresas estatais federais não dependentes registraram déficit primário de R$ 5,1 bilhões, uma melhora em relação ao saldo negativo de R$ 6,7 bilhões observado em 2024, mas ainda mantendo o patamar deficitário iniciado em 2023 (R$ -0,7 bilhão), primeiro ano do governo Lula.
Nos anos de 2021 e 2022, durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL), os resultados primários foram superavitários em R$ 3 bilhões e R$ 4,8 bilhões, respectivamente.
“A progressiva reversão de resultados positivos para déficits crescentes ao longo do triênio 2023-2025 evidencia deterioração na capacidade de autofinanciamento dessas estatais e adiciona pressão ao esforço fiscal consolidado”, diz o parecer do TCU.
TCU vê risco fiscal em repasse de recursos à PPSA fora do Orçamento
Ainda no parecer, o TCU identificou outros mecanismos que reduzem a transparência sobre receitas e despesas públicas. O órgão manifestou preocupação com práticas de “desorçamentação”, citando como exemplo a sistemática de remuneração da estatal Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA).
Com a entrada em vigor da Lei 15.075, sancionada por Lula em dezembro de 2024, a remuneração da PPSA passou a ser deduzida diretamente dos valores arrecadados com a comercialização de petróleo e gás natural pertencentes à União, antes que o montante líquido seja recolhido à Conta Única do Tesouro Nacional (CUTN) e repassado ao Fundo Social.
O tribunal aponta que esse modelo faz com que uma parte das receitas públicas deixe de ingressar regularmente na CUTN e que as despesas de remuneração da estatal ocorram à margem do processo orçamentário ordinário, sem autorização orçamentária específica.
Segundo o órgão, esse mecanismo permite contornar o cumprimento das regras fiscais vigentes, afrontando “os princípios da legalidade, da universalidade, da unidade de caixa, da anualidade e do orçamento bruto, conforme disciplinado na Constituição Federal”.
Governo diz que mantém diálogo com o TCU
Questionado, o governo federal, por meio da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), disse a respeito dos apontamentos do tribunal que “mantém diálogo constante com o TCU sobre o assunto”.
No programa “Meio Dia RN” desta sexta-feira (31), BG comentou a notícia da fuga de 13 detentos do Pavilhão 5 da Penitenciária de Alcaçuz, no início da manhã, incluindo líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), segundo Vilma Batista, presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN). Dois fugitivos foram capturados. O apresentador também criticou a situação da saúde estadual, que vive mais um capítulo de crise com a paralisação do atendimento nos hospitais privados que prestam serviço pelo SUS devido aos atrasos nos pagamentos de repasses e ao não cumprimento de acordos financeiros anteriormente firmados com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
“Quem está à frente da gestão do Governo do Estado devia ter vergonha na cara, pedir desculpas e sequer lançar candidato a qualquer cargo com a sigla do partido que conduz os destinos do Rio Grande do Norte há sete anos e meio. tudo o que sabem fazer é olhar para o retrovisor e culpar Bolsonaro e Robinson Faria, mesmo Robinson tendo deixado há oito anos o Governo do Estado. Estamos na segunda gestão de Fátima Bezerra. Não diziam que ‘o melhor ia começar’. Onde? O que é que falta acontecer no Rio Grande do Norte?”, comentou BG.
O monsenhor Lucas Batista Neto, de 83 anos, foi submetido a um procedimento cirúrgico de drenagem torácica nesta terça-feira (21) no Hospital Unimed Natal. A intervenção tratou um quadro de derrame pleural provocado por arritmia cardíaca.
Internado na UTI após apresentar cansaço e distúrbios no ritmo cardíaco, o religioso vinha recebendo tratamento medicamentoso desde o fim de semana. Exames laboratoriais realizados na segunda-feira (20) confirmaram o acúmulo de líquido pleural comprimindo os pulmões e dificultando a respiração.
De acordo com o padre João Medeiros Filho, o monsenhor apresenta evolução positiva e permanecerá em observação no hospital.
Pároco Emérito da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, em Mirassol, Lucas Batista Neto atua há 55 anos nos serviços ministeriais da Arquidiocese de Natal.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio de um grupo de vereadores e lideranças políticas de Lagoa Salgada, ampliando sua base de sustentação no Agreste potiguar e fortalecendo a articulação política na região.
Passam a integrar o projeto liderado por Álvaro Dias o vereador Joãozinho de Batista de Beija; o vereador Thiago Araújo; o vereador Novinho Queiroz; o ex-prefeito Ozivan Queiroz; o ex-vereador Batista de Beija; e Walmir Pimentel, esposo da ex-candidata a vice-prefeita Laiane Dantas.
A adesão do grupo reforça o crescimento da pré-candidatura de Álvaro Dias no interior do estado e amplia o diálogo com lideranças municipais que defendem um projeto baseado na experiência administrativa, no fortalecimento dos municípios e na retomada do desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
O Monsenhor Lucas Batista Neto encontra-se internado na UTI após sentir um cansaço e arritmia cardíaca. Ele foi submetido a exames e o Dr. Kerginaldo Torres entendeu que seria mais prudente mantê-lo internado.
Conclamamos os cristãos para uma corrente de orações para restauração plena da saúde do nosso querido Monsenhor Lucas Batista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22) que os EUA irão “bombardear e destruir UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA” sempre que o Irã atacar um navio que esteja transitando pelo Estreito de Ormuz.
“Daqui para a frente, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas próximas à capital, Teerã, ou dentro dela”, escreveu Trump na Truth Social.
Trump já havia ameaçado atacar a infraestrutura civil iraniana — o que poderia ser considerado crime de guerra —, inclusive em uma entrevista à Fox News na semana passada, quando disse que os EUA “destruiriam todas as pontes (do Irã), a menos que eles venham à mesa de negociações”.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta terça-feira (21) que caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro indicar o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026.
Segundo Valdemar, Bolsonaro tem “sensibilidade” para fazer a escolha.
“Quem vai decidir o vice vai ser o Bolsonaro. Ele tem uma sensibilidade muito grande para isso. Depois da indicação do Tarcísio [de Freitas] em São Paulo, eu passei a respeitar as opiniões e as intenções do Bolsonaro”, afirmou Valdemar, em entrevista à CNN Brasil.
Ao comentar a possibilidade de Michelle Bolsonaro integrar a chapa, o dirigente disse que vê “clima para isso”, mas ressaltou que a decisão dependerá de um entendimento entre Flávio e a ex-primeira-dama.
“Nem o Flávio nem a Michelle querem ver o Bolsonaro por mais 10 anos preso”, afirmou Valdemar.
O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, descrito em investigação da Polícia Federal (PF) como amigo de dois suspeitos de operar movimentações financeiras para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), atuou como chefe da assessoria militar da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
De acordo com publicações de gratificações no Diário Oficial do Estado, Pereira Martins ocupou a função pelo menos entre outubro de 2014 e dezembro de 2016, período que engloba as gestões do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de seu sucessor, Mágino Alves Barbosa, à frente da pasta.
Atualmente, Barbosa atua como advogado no escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes. Segundo ele, o coronel foi designado para a função na gestão de Fernando Grella, que assumiu a SSP em 2012, e permaneceu à frente da assessoria militar da pasta até 2016.
A Assessoria Policial Militar tem como atribuição realizar a segurança física do prédio da SSP e “garantir a proteção pessoal do titular da secretaria” quando determinado, além de atuar como um assessor direto do secretário em assuntos relacionados à Polícia Militar.
Investigação da PF
A PF identificou conversas entre o coronel e os operadores Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins datadas até novembro de 2023. Em uma delas, Pereira Martins convidou Cléber para sair com “amigos da minha turma de coronéis”.
O relatório define o oficial como “grande amigo” da dupla, presa em 21 de julho em operação do Ministério Público de São Paulo, e afirma que ele “parece abrir portas na corporação PMESP para Cléber e o grupo”. Embora citado, Pereira Martins não foi preso e também não está entre os acusados de integrar o núcleo financeiro.
A análise foi baseada em mensagens, áudios, fotografias e documentos extraídos de celulares apreendidos com os operadores. O relatório também examinou a hipótese de pagamentos a oficiais da PM, mas informou não haver elementos suficientes para confirmá-la quando o documento foi concluído, em novembro de 2024.
Segundo o documento, o coronel da reserva também aparece em mensagens tratando do uso das colônias da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM), entidade na qual é diretor.
Em nota, a AOPM afirma que o coronel “não tem sobre si qualquer indício de práticas ilícitas” e que os fatos apontados demonstram que o Coronel Pereira “mantinha relações sociais e de amizade com pessoas num período em que sobre elas não pairavam quaisquer suspeitas de todos ao seu redor”.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o coronel da reserva está na inatividade desde abril de 2019 e não exerce funções na Polícia Militar. “A SSP não compactua com desvios de conduta. Eventuais responsabilidades serão apuradas com rigor, observados o devido processo legal e a autonomia das investigações”, disse a pasta.
Após um ano e meio de idas e vindas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca esteve tão distante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a menos de duas semanas do início oficial da campanha eleitoral.
A revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, anunciada na terça-feira (4/8) pelo governo americano, agravou ainda mais a crise diplomática entre os dois países. A medida se soma às tarifas de 25% e 12,5% aos produtos brasileiros, anunciadas em julho, e reduz a viabilidade de acordos comerciais que satisfaçam ambas as partes.
Outro fator que ampliou as tensões foi a revelação, no dia 24 de julho, de que o Brasil negou o visto de dois funcionários da administração Trump que seriam enviados para questionar a transparência das urnas eletrônicas, além de uma suposta demora na aprovação do nome de Daniel Perez, indicado para assumir a embaixada americana em Brasília.
Roberto Uebel, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Americanos e professor de relações internacionais da ESPM São Paulo, avalia que a última medida da Casa Branca coloca o governo Lula em uma “situação dupla”: atende a uma narrativa de “perseguição” dos EUA que pode ser útil à campanha de Lula, mas dificulta a negociação dos setores que foram atingidos pelo novo tarifaço.
“A relação atravessa sua fase mais tensa desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Apesar de tentativas de negociação direta, a imposição de novas tarifas e a judicialização do tema na OMC (Organização Mundial do Comércio) demonstram que a agenda comercial passou a ser fortemente influenciada por fatores políticos e estratégicos, reduzindo o espaço para soluções exclusivamente diplomáticas”, afirma.
Uebel relembra outros momentos delicados na relação entre Brasil e EUA, como durante a Segunda Guerra Mundial e em episódios de espionagem em 2013, nos governos Dilma Rousseff e Barack Obama, mas ressalta: “a diferença atual é a combinação de atritos diplomáticos, comerciais e eleitorais, que amplia a percepção de deterioração simultânea em várias frentes”.
Receio de interferência
As recentes ações da gestão de Donald Trump já são lidas por integrantes do governo Lula como tentativas de interferência eleitoral no Brasil. O temor é de que, com a disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se acirrando, a Casa Branca adote novas medidas no campo diplomático, como uma eventual expulsão Maria Luiza Viotti do país ou a retirada da indicação de Daniel Perez. O cenário resultaria no rebaixamento do status das relações diplomáticas entre os países.
Nesta quarta-feira (5/6), contudo, Lula indicou não temer uma interferência dos EUA sobre as eleições e enviou um “recado” ao secretário de Estado americano Marco Rubio.
“Se o secretário de Estado quiser vir aqui fazer comício para o meu adversário, eu acho até bom. Eu quero derrotar todos eles juntos. Eu não sou de ficar fazendo bravata. […] Quem governa esse país sou eu. Quem disputa as eleições aqui são os brasileiros, e qualquer um pode”, disse, em entrevista ao podcast “Os Três Elementos” e ao canal “Meteoro Brasil”.
Ao mesmo tempo, em seus discursos, Lula alterna entre alfinetadas a Trump e falas de que não quer conflitos, apenas “guerra de narrativas” com o presidente dos EUA.
“Quero todo mundo como amigo, nem Trump quero como inimigo. Não sou louco. O cara diz que tem os maiores navios do mundo, as maiores bombas atômicas, os maiores aviões, o maior exército do mundo. […] Quero guerra apenas de narrativa. Na narrativa, nós estamos certos. Quem tem razão não baixa a cabeça”, declarou, no dia 29 de julho.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) decidiu, por 10 votos a 4, nesta quarta-feira (1º), rejeitar a promoção do juiz Henrique Baltazar ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade. O resultado encerra um impasse que já se arrastava desde outubro do ano passado, quando abriu-se a vaga após a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro.
Votaram contra a promoção de Henrique Baltazar os desembargadores Ibanez Monteiro (presidente do TJRN), Amaury de Souza, Berenice Capuxú, João Rebouças, Saraiva Sobrinho, Glauber Rêgo, Lourdes Azevêdo, Ricardo Procópio, Sandra Elali e Martha Danyelle.
Já os desembargadores Cláudio Santos, Amílcar Maia, Dilermando Mota e Cornélio Alves votaram a favor da promoção do juiz. Pelo critério de antiguidade, Henrique Baltazar aparece como o primeiro nome apto à promoção para o cargo de desembargador.
A análise da promoção, porém, foi interrompida após alguns desembargadores apresentarem questionamentos apontando o suposto descumprimento de decisões judiciais de instâncias superiores pelo juiz, especificamente relacionadas à sua atuação na Vara de Execuções Penais de Natal. Ele responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que resultou posteriormente em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O julgamento foi retomado no dia 17 de junho de 2026, mas foi novamente adiado após o desembargador Saraiva Sobrinho citar “fatos novos” relacionados ao TAC assinado pelo juiz Henrique Baltazar. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através de decisão da conselheira Jaceguara Dantas, determinou que fosse marcada uma nova data para decidir sobre o preenchimento da vaga. Ela afirmou que a demora ultrapassava os prazos previstos nas normas do Poder Judiciário.
Após a determinação, a votação foi marcada para este dia 1º. Durante o julgamento, a defesa do juiz Henrique Baltazar sustentou que parte das acusações se baseava em um documento falso atribuído ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinava a soltura de um criminoso ligado a uma facção com atuação no Rio Grande do Norte.
A defesa também apresentou uma arguição de suspeição contra os desembargadores Saraiva Sobrinho, Ricardo Procópio e Glauber Rêgo, alegando que eles estariam impedidos de participar da votação por terem representado contra Henrique Baltazar no CNJ, mas o pedido foi rejeitado à unanimidade pelos magistrados do TJRN.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, a maioria dos desembargadores decidiu pela recusa da promoção do juiz Henrique Baltazar.
A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.
A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.
Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como oúltimo Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.
Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.
A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.
Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.
Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.
Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.
Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d’Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.
Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.
Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.
Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.
O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.
Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.
As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).
Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.
O monsenhor Lucas Batista Neto, de 83 anos, recebeu alta do Hospital Unimed Natal após apresentar boa recuperação de um derrame pleural após quadro de arritmia cardíaca.
O sacerdote estava internado desde o fim de semana, depois de sentir cansaço e alterações no ritmo cardíaco. Exames identificaram acúmulo de líquido na pleura, o que comprometeu a respiração e levou à realização de uma drenagem torácica na última terça-feira (21).
Segundo a Arquidiocese de Natal, o procedimento teve resultado positivo e o religioso seguirá a recuperação em casa, com acompanhamento médico.
Monsenhor Lucas exerce o ministério sacerdotal há 55 anos na Arquidiocese de Natal e é pároco emérito da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, no bairro de Mirassol.
Durante a internação, fiéis, religiosos e amigos promoveram correntes de oração pela recuperação do sacerdote.
A gestao se preocupou em colocar cameras nos policiais e esqueceu de investir e adequar as cameras das unidades. Ingerência total.