Brasil

Energia eólica vive crise, mas projeta retomada com data centers e expansão no mar

Foto: Divulgação

Se antes a força dos ventos fazia girar moinhos para moer grãos e bombear água, hoje essa mesma força move turbinas que geram energia limpa e renovável.

No Brasil, a primeira chamada pública para a instalação de um parque eólico ocorreu em 2004. De lá para cá, a participação da fonte eólica na matriz elétrica nacional cresceu tanto que hoje ocupa o segundo lugar.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2024, 15,5% da energia do país veio da eólica, atrás das hidrelétricas, que responderam por 61,6%.

O Brasil tem hoje 1.143 parques eólicos, com 11.990 aerogeradores operando em 12 estados, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

No entanto, após anos de crescimento, em 2024 o setor viu a instalação de novas usinas eólicas recuar em relação ao ano anterior. De acordo com a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, o setor está em crise.

“Esse tipo de crise, a falta de venda de energia eólica em contrato, tem um impacto muito grande, maior até do que outras fontes. A solar, por exemplo, ela é toda importada da China, então se eu não instalo o parque solar, eu só vou deixar de importar”.

Gannoum explica que, no Brasil, cerca de 80% da cadeia produtiva da energia eólica é nacional, e, por isso, a queda nas contratações afeta diretamente a indústria e o emprego. “Se a fábrica não contrata, ela começa a demitir trabalhadores e foi o que aconteceu em algumas fábricas, inclusive”, explica a presidente da ABEEólica.

Entre os motivos para isso, Gannoum destaca o baixo crescimento da economia, já que historicamente o crescimento da demanda por energia acompanha o crescimento do PIB.

Mas ela aponta como principal causa a entrada de uma nova categoria de geração: a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), conhecida como “energia de telhado” – os painéis solares instalados nas casas e empresas de consumidores.

Nos últimos anos, essa modalidade teve um crescimento expressivo, impulsionada por incentivos financeiros que garantem bom retorno aos consumidores, especialmente após o marco legal, em 2022.

“E aí essa demanda por energia, que era do mercado como um todo, foi reduzida porque os donos das residências começaram a instalar a própria energia e eles não contrataram essa energia no mercado”, explicou Elbia. Ou seja, quem instala painel solar em casa consome menos da rede elétrica, e sobra menos espaço para a eólica vender sua energia.

O setor também vem sofrendo com os cortes de geração de energia, o chamado curtailment.

O Brasil hoje vive um paradoxo. Em alguns momentos de excesso, precisa cortar a geração de energia renovável, e, em outros, aciona termelétricas, mais caras e poluentes. Isso acontece porque, com a entrada das renováveis, a geração de energia cresceu num ritmo maior que a demanda. Em momentos de excesso de produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa interromper a geração.

Segundo a ABEEólica, o prejuízo acumulado desde 2023 com os cortes chega a R$ 5 bilhões.
Aumento de contratos com data centers de IA

Apesar da crise atual, o setor já projeta uma recuperação nos próximos anos. Segundo a presidente da ABEEólica, em 2025 houve um avanço nas contratações de energia gerada por fontes eólicas. Como a implantação dos parques leva tempo, o efeito desse movimento só deve aparecer a partir de 2027, quando as novas usinas entrarem em operação.

“Nós começamos a perceber essa recuperação de contratação. Agora em 2025 a gente já está assinando mais contratos, principalmente de data center, que é um tipo de demanda muito diferente daquilo que a gente estava acostumado”, disse Gannoum.

A instalação de data centers de inteligência artificial já tem projetos anunciados em várias cidades do país e deve avançar no Brasil nos próximos anos. São espaços que abrigam supercomputadores responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de dados, e demandam um alto consumo de energia.

O setor também aposta no aumento de contratações com o avanço do hidrogênio verde. “O hidrogênio é contratação de energia eólica direta. O hidrogênio é produzido a partir de renovável e vai ser produzido a partir de eólica e solar”, explica a presidente da ABEEólica.

Além disso, a eólica acredita no potencial da descarbonização da economia, ou seja, no uso de energias renováveis pelo agronegócio e pela indústria.

‘Mar à vista’
Nos próximos anos, a expansão da energia eólica deve ganhar novas fronteiras: o mar, com a instalação de parques eólicos offshore.

Gustavo Ponte, superintendente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – responsável por estudos e projeções sobre o crescimento do setor no país – explica que o Brasil ainda tem muito espaço e bons ventos a explorar.

“O Brasil tem um potencial gigantesco no mar. Se a gente filtra só as melhores áreas, ou seja, áreas com águas rasas, porque a fundação fica mais barata, e áreas com vento mais forte, ainda assim a gente está falando da ordem de 700 gigawatts. Para botar em perspectiva, se a gente soma tudo que a gente tem em operação hoje no Brasil, são 230 gigawatts”, explica Ponte.

A primeira licença prévia para um projeto desse tipo foi concedida em junho deste ano, para um empreendimento em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, a uma distância de 15 a 20 quilômetros da costa. E mais de 100 projetos offshore já solicitaram licenciamento ao Ibama.

“Isso mostra o apetite que esse mercado tem para o Brasil”, pontua o superintendente da EPE.
Barulho das turbinas
Para licenciar um empreendimento eólico, os estados seguem uma norma do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) de 2014 que determina um distanciamento de 400 metros entre torres e casas.

No entanto, movimentos sociais pleiteiam uma nova regulamentação. Em Pernambuco, por exemplo, agricultores reclamam que o barulho das turbinas tem gerado problemas de audição e prejudicado a saúde mental da população.

De acordo com a presidente da ABEEólica, os conflitos entre parques eólicos e moradores do entorno aconteceram nas primeiras instalações de parques, antes da resolução do Conama. “A gente não tinha muita dimensão dessa distância de um aerogerador de uma residência”.

No entanto, para ela, com o distanciamento definido, o problema foi mitigado. “Nós temos cerca de 1.100 parques instalados, e menos de 3% apresenta um problema ou outro, e esses problemas estão sendo mitigados. Eu entendo que essa questão está superada”.

G1

Opinião dos leitores

  1. Eólica, Solar, Termoelétrica e outra fontes de energia, eu quero é mesmo que se lasque, todas elas, são exploradoras da população e só visa o lucro fácil.

    1. Edison, entendo sua frustração, mas é importante lembrar que foram os investimentos privados — incentivados pelo capitalismo — que possibilitaram o avanço das energias renováveis como solar e eólica. Esses setores geram empregos, inovação e reduzem a dependência de fontes poluentes. O lucro não é o problema, e sim a forma como ele é regulado. Com concorrência, transparência e bons marcos legais, o capitalismo pode sim beneficiar a população.

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Geral

Ajuste fiscal exige “muita negociação e muita paciência”, diz Haddad

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em evento no Palácio do Planalto na manhã desta terça-feira (17/9), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o ajuste fiscal exige “muita paciência e muita negociação” e afirmou que as contas públicas estão sendo colocadas em ordem “com muita dificuldade”.

“Nossa economia está crescendo, vai continuar crescendo e tem tudo para entrar num ciclo sustentável de crescimento ao longo dos próximos anos. Tivemos dez anos de muita turbulência no Brasil, com desarranjo completo das contas públicas, que estão sendo colocadas em ordem, com muita dificuldade, mas com muita negociação, tanto com o Judiciário quanto com o Congresso Nacional”, disse ele em cerimônia destinada à assinatura de convênio entre o Sebrae e a ApexBrasil.

“Penso que nós estamos entrando num entendimento de que nós precisamos sair dessa mania de produzir os déficits que foram produzidos ao longo de dez anos. Vocês veem que o déficit foi acompanhado de baixo crescimento e, pior do que isso, baixa qualidade do crescimento. O Brasil gastou quase R$ 2 trilhões em dez anos além do que podia, déficits primários acumulados e não tivemos nem resultado econômico nem resultado social. Não aconteceu nada de bom no Brasil”, prosseguiu o ministro.

E completou: “Nós estamos agora fazendo esse ajuste, isso exige muita negociação, muita paciência, porque ninguém quer perder, é natural que seja assim. Mas o fato é que, se nós perseverarmos nesse caminho, nós vamos produzir os melhores resultados econômicos para o país”.

O titular da Fazenda aproveitou para defender o arcabouço fiscal, a nova regra de controle dos gastos públicos proposta em 2023 por sua equipe e que está em vigor a partir deste ano de 2024.

“O arcabouço fiscal tem que ser seguido, precisamos perseverar nessa toada até reestabilizar as finanças, porque o Brasil só tem a ganhar. Vamos voltar a crescer acima da média mundial depois de 10 anos crescendo abaixo da média mundial. Não tem sentido país com tantas oportunidades crescer abaixo da média mundial”, salientou.

Em seguida, ele defendeu que a exportação pode ser “o carro-chefe” do próximo ciclo econômico, e citou três razões para isso: 1) a reforma tributária, que ajudará a eliminar a exportação de tributos; 2) o crédito para exportação, que poderá diversificar as fontes de financiamento; e 3) a questão do seguro como promotor das exportações brasileiras.

Participam da cerimônia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os presidentes da Apex e Sebrae, Jorge Viana e Décio Lima, o empresário Guilherme Coelho, da Abrafruta, e a cineasta Tata Amaral.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

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STJ revoga prisão preventiva do rapper Oruam e impõe medidas cautelares

Foto: Reprodução

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu liminar nesta sexta-feira (26) para revogar a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, e substituí-la por medidas cautelares alternativas, que serão definidas pelo juiz de primeiro grau.

O artista estava preso desde julho, acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio não havia sido notificada oficialmente até a noite desta sexta. A pasta afirmou que “aguardava a publicação nos canais competentes para adoção das medidas cabíveis”.

Em nota conjunta, os advogados de Oruam afirmaram que a medida “restabelece a regra do processo penal: a liberdade” e que a prisão foi ilegal, decretada “para atender a finalidades estranhas ao processo”.

“Nunca existiram evidências acerca de cometimento de crime e tampouco acerca da necessidade da prisão provisória. Mauro Davi se submeterá às medidas cautelares diversas a serem determinadas e, como vem fazendo, provará sua inocência no curso do processo”, afirmam os escritórios FHC Advogados, Nilo Batista & Advogados Associados e Gustavo Mascarenha & Vinícus Vasconcellos Advogados.

Na decisão, o relator do recurso em habeas corpus, ministro Joel Ilan Paciornik, afirmou que o decreto de prisão expedido pela 3ª Vara Criminal da capital fluminense se apoiou em “argumentos vagos”, sem comprovar concretamente risco de fuga ou de reiteração delitiva.

O magistrado ressaltou que Oruam é réu primário e se apresentou espontaneamente para o cumprimento do mandado de prisão, o que, segundo a jurisprudência do STF, afasta a presunção de que houvesse intenção de fuga.

Paciornik também frisou que a gravidade do crime e o abalo social decorrente do caso não bastam, por si só, para justificar a medida extrema. “A jurisprudência pacífica desta Corte Superior repudia a manutenção da prisão preventiva com base em fundamentação genérica, abstrata ou baseada em meras ilações”, escreveu o ministro. Para ele, a custódia cautelar deve ser excepcional e só se sustenta quando demonstrada sua real indispensabilidade.

O episódio que levou à prisão ocorreu em 21 de julho, quando policiais civis foram à casa do rapper, no Joá, zona oeste do Rio, cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente. Segundo a polícia, o jovem apontado como segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, do Comando Vermelho, estava descumprindo medida socioeducativa.

Na ocasião, de acordo com a corporação, Oruam apareceu na varanda e teria incitado reação contra os agentes, arremessando pedras junto com outros homens. O delegado Moyses e o oficial Alexandre disseram ter sido atingidos durante a ação, que terminou em confronto. Após o episódio, a Justiça decretou a prisão preventiva do rapper, que se entregou no dia seguinte.

A defesa, no entanto, contesta a versão da polícia. Advogados afirmam que não há provas de que o cantor tenha lançado pedras e sustentam que perícias foram inconclusivas em relação a uma suposta arma atribuída a ele. Também apontam contradições sobre a letalidade dos objetos e irregularidades na condução do inquérito. Um vídeo divulgado pela defesa mostra o delegado Moyses agredindo um dos jovens presentes na noite, material que, segundo os advogados, reforça a tese de abuso policial.

A Polícia Civil, por sua vez, afirma que o vídeo divulgado pela defesa é um recorte que omite o contexto real. “Quando o delegado se dirigiu a um dos presentes, a equipe já tinha sido atacada com pedras, contra a viatura e contra os policiais, inclusive com um agente atingido. O delegado conteve um dos envolvidos que retirava uma pedra para lançar. Essa reação ocorreu após a violência contra a polícia, e não antes, como tenta fazer parecer a defesa. O material foi claramente manipulado para proteger os agressores e inverter a narrativa”, disse a corporação.

Ainda segundo a Polícia Civil, a operação foi conduzida “de forma técnica e dentro da legalidade”. “Quatro indivíduos eram revistados, com um já detido, quando outro passou a desacatar e reagir de forma violenta. Nesse momento, o delegado interveio com técnicas de contenção previstas em treinamento policial”, afirmou.

Nesta semana, o adolescente que era alvo da operação foi apreendido por policiais militares da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, na Penha, zona norte do Rio. Segundo a corporação, o jovem é um dos principais ladrões de carros do estado e tinha um mandado de busca e apreensão em aberto. Ele foi localizado em uma ação de inteligência e, de acordo com a polícia, resistiu à abordagem.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Nunca vi gostar tanto de bandido quanto o judiciário brasileiro, é demais, já virou fetiche.

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Opinião

Guerra na Ucrânia é resultado de atuação dos EUA contra China e Rússia, diz José Dirceu

Foto: Folhapress

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu criticou a atuação dos Estados Unidos e da União Europeia na crise entre Ucrânia e Rússia, afirmando que as potências ocidentais são culpadas pela deflagração da guerra ao terem apoiado a derrubada do governo pró-Moscou no país, em 2014, e a expansão da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para a Europa Oriental.

Em um artigo publicado em sua coluna semanal no site de notícias Poder 360, Dirceu, figura histórica do PT (Partido dos Trabalhadores), escreveu também que o caso da Ucrânia deve servir de lição ao Brasil, que está “no rumo errado ao submeter nossa economia e nossa defesa nacional à hegemonia dos EUA”.

Dirceu afirma que EUA e Otan usam a defesa da democracia e dos direitos humanos como desculpa para empreender uma escalada anti-China e fazer frente à ascensão de Rússia, Índia, Turquia e Irã.

“A tragédia da guerra e os riscos para todo o mundo, a partir das sanções decididas pelos Estados Unidos e por seus aliados, que não são a maioria e muito menos representam o mundo como vende certa mídia brasileira, são a prova de que não há limites para o império que se recusa a redesenhar a governança do mundo a partir da emergência das novas potências, começando pela China”, afirmou.

O petista cita como exemplos de intervencionismo dos EUA os conflitos no Iraque, no Kosovo, na Líbia, no Afeganistão e na Síria. Em relação ao país que há mais de dez anos está em guerra civil, escreveu que ele só não foi ocupado pois Bashar al-Assad, apoiado por Rússia e Irã, deu “um basta à ‘pax americana’”.

O ditador sírio foi socorrido por Putin em 2015, em meio a um cenário pós-Primavera Árabe em que rebeldes poderiam derrubá-lo e membros do grupo terrorista Estado Islâmico ganhavam terreno no país. O apoio russo foi fundamental para manter o regime autoritário no poder —onde segue até hoje.

As críticas aos EUA, que para Dirceu não constituem mais uma república democrática, mas “um império e uma plutocracia”, se estendem às fake news. O petista afirma que “o uso e abuso das redes sociais controladas por multinacionais de tecnologia norte-americanas são a regra na arena internacional”, sem mencionar o fato de que a Rússia é considerada uma potência no campo da desinformação.

No caso ucraniano, ele diz que EUA e União Europeia “fecharam os olhos às truculências do novo governo [ucraniano] e estimularam a política de limpeza étnica, a proibição do russo como segunda língua na Ucrânia, os ataques à população russa e o apoio a milícias fascistas”, ecoando as acusações de Putin, para quem os moradores da região separatista do Donbass, pró-Kremlin, convive com russofobia.

“Infelizmente a realidade se impôs, e a resposta russa foi a invasão da Ucrânia. Tanto os Estados Unidos como a União Europeia não foram capazes de resolver por meios diplomáticos, pacíficos, de preferência via Nações Unidas, um conflito de interesses legítimos: manter a Ucrânia independente, mas desmilitarizada e fora da Otan, sem armas nucleares, conforme demandava a Rússia, além da autonomia das regiões do Donbass conforme os acordos de Minsk.”

​Dirceu termina defendendo que o Brasil reveja sua estratégia de desenvolvimento nacional e retome “o fio da história e o nosso papel na América Latina e no mundo”. “Para nós, brasileiros, adeptos, de acordo com a nossa Constituição Federal, dos princípios da não intervenção, da autodeterminação dos povos, da igualdade entre os Estados, da solução pacífica dos conflitos, fica a lição de que estamos no rumo errado ao submeter nossa economia e defesa nacional à hegemonia dos EUA. Isto terá graves consequências, como estamos vivenciando, para nossa sobrevivência como nação independente e soberana.”

Assim como Dirceu, partidos e expoentes da esquerda brasileira afirmam que a responsabilidade pela situação que levou à entrada de tropas russas na Ucrânia é em grande medida da Otan e dos EUA.

Folha de S. Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. Esse vagabundo PTralha não possui moral para falar nem de um cabaré esculhambado, quanto mais de política internacional. Ele tá bom de voltar a dar palestra lá no presídio da papuda, onde ficou trancafiado por vários anos, pense num bandidão chefe de quadrilha Dos PTralhas.

  2. Se o Brasil fosse um país sério, esse canalha estaria em uma prisão de segurança máxima. Aqui, nesta pocilga chamada Brasil, recebe a veneração do próprio judiciário. Uma VERGONHA!

  3. ESSE FAZ PARTE DA GANGUE DO LADRÃO E PRESIDIARIO 9 DEDO…GANGUE DA SEITA SATANICA…….PT

  4. PIOR VOCÊ PETISTA DO DEMONIO, DE LUCIFER QUE É CONTRA O BRASIL, A FAMÍLIA, OS BOM COSTUMES, RETRATO DA IMUNDICIE, AMIGO DE PORCHAR, DE PABLO VITAR, DE TODA ESSA CORJA QUE BOLSONARO VAI CUSPIR DO BRASIL EM 2022 E EDUARDO BOLSONARO EM 2026 E RENAN EM 2032

  5. Esse professor de luladrao, nunca esperou ser superado pelo aluno. O rato 🐀 LULADRAO, ficou muito mais malandro que esse canalha desse Zé Dirceu. Hoje vive as custas do estado, com pensão milionária, rindo a toa da cara da população que lhe sustenta. E um tremendo de um FDP, bandido da pior espécie.

  6. Esse ladrão apoiando um massacre de uma superpotência sobre um país soberano e bem inferior militarmente. Esse morticínio é injustificável e desumano, milhões de pessoas forçados a ser retirados de seus lares, serem atacados nos refúgio, destruindo sonhos e patrimônios. É um criminoso de guerra, podiam ter feito o mesmo com ele quando vivia no refúgio e como terrorista. Só assim sentiria na pele o que estão passando essas pessoas inocentes da crueldade Russa. Além de ladrão, terrorista, agora conseguimos ponderar o quanto também é cruel com seres humanos inocentes.

  7. Senhor José Dirceu, a miséria que vive o povo de Cuba e da Venezuela é culpa de quem? A opressão do povo da Coreia do Norte é culpa do quê?
    O senhor pode dizer o que aconteceu nos governo do PT onde os fundos de pensões das estatais foram saqueados?
    O senhor poderia esclarecer a razão da petrobrás, uma estatal petrolífera, dar prejuízo por 03 anos durante o governo do PT?
    O senhor pode comentar os escândalos do mensalão, petrolão, lava jato e os demais escândalos de conhecimento público que foram notícias durante o governo do PT?
    O senhor seria capaz de comentar a delação premiada de Palocci?

  8. falácia do espantalho para desviar o foco que o patrão dele é expansionista/imperialista e vai conquistar à força todos à sua volta

  9. Ainda dão cabimento a esse ser desprezível…que continua maquinando o mal, o terrorismo contra nós brasileiros. Calado é um perigo e falando para um jornal de esquerda é pior ainda.
    Livrai-nos Deus desse tipo. Já era pra ter caído no esquecimento pq os planos dele nao deram certo só trouxe desgraça.

  10. Esse vagabundo era pra está enjaulado junto com o outro safado.
    Na Ucrânia estão soltando alguns presos vagabundos, pra lutarem na guerra contra a Rússia, aqui o STF solta vagabundo pra concorrer uma eleição presidencial e outros pra sair dando pitaco como é o caso desses dois meliantes.
    Esses caras eram pra nunca terem saído da cadeia.

  11. Esse vagabundo ladrao condenado entende de ROUBAR , esse verme parasita PTralha, a sorte desse rato foi ter nas uno nesse chiqueiro chamado Brasil , se fosse nos Estados Unidos já estaria na CADEIA

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Geral

William Bonner anuncia saída da bancada do “Jornal Nacional”

Foto: João Cotta

Após 29 anos na bancada do Jornal Nacional, o jornalista William Bonner, de 61 anos, decidiu deixar o posto. Ele será substituído por César Tralli, de 54 anos. A data para o anúncio foi escolhida a dedo: a atração completa hoje 56 anos no ar.

As mudanças não param aí. Roberto Kovalick deixará o telejornal Hora 1 e assumirá o Jornal Hoje. A mudança não será imediata. Ela só deve acontecer em novembro, provavelmente no dia 3, quando Tralli assumirá seu lugar no telejornal ao lado de Renata Vasconcellos. Bonner permanecerá na emissora até 31 de outubro apresentando o JN e só deve voltar à tela em fevereiro, quando passará a trabalhar como repórter e apresentador do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg.

O anúncio da Globo deve despertar um terremoto na internet. O objetivo é reduzir sua carga de trabalho para ter mais tempo com a família e projetos pessoais.

“A especulação é assim, pode surgir a toda hora; ainda que ainda que não houvesse nenhuma coincidência, um calendário, coisa alguma, haveria especulação. Porque se há uma coisa que eu aprendi há muitos anos já no exercício da função, é que não importa mais a verdade. A verdade já não importa mais. No universo regido pelas redes sociais, o que vale é a versão. E por mais absurdo que seja, as versões mais absurdas florescem”, afirmou Bonner nesta tarde. E conclui: “Eu tenho casca. Não se chega a um número desses – 29 anos de JN, 26 de chefia– sem isso”.

O momento do anúncio embute também um cuidado do jornalista e da emissora. Seria impossível fazê-lo em 2026 sem que todas as pessoas do País vissem na saída do âncora razões políticas.

Bonner não estava mais disposto a enfrentar outra exaustiva campanha eleitoral, que pode ser ainda mais dura que as anteriores, com o assédio ao jornalismo profissional e aos jornalistas se tornando mais intenso. Hostilizado por extremistas por ser a “cara da Globo”, há quase uma década o jornalista evita a ponte aérea quando vai à sua terra natal, São Paulo. Pai de três filhos, ele prefere pegar a estrada e dirigir seu carro.

“A novidade dos tempos de hoje é que o jornalismo vem sendo atacado. Grupos políticos visam desacreditá-lo para instalar no lugar realidades paralelas. Ficou muito importante que veículos como os nossos, profissionais, demonstrem cotidianamente quais são os nossos processos, como que a gente toma decisões, o que é uma checagem, quando se usa fonte em off, por que você deixa de dar determinada notícia, que você só publica o que estiver devidamente apurado e checado, coisas que muita gente não faz na internet“, disse.

A mudança na emissora se trata, portanto, de uma decisão pessoal de Bonner. A Globo bem que tentou demovê-lo e conseguiu que tudo fosse adiado por algum tempo. Há pelo menos cinco anos o jornalista exprimiu esse desejo pela primeira vez na empresa. O então diretor de jornalismo, Ali Kamel, o convenceu na época a permanecer na bancada do JN.

“Era evidente que uma movimentação dessa natureza não podia acontecer de uma hora para outra. Era preciso maturação”, disse o jornalista. A prova desse desejo antigo de parar está na entrevista que concedeu em abril ao colega Pedro Bial, no trecho em que tratou de se lembrar do pai, o médico William Bonemer, falecido em 2016. “Quando penso no meu futuro, não é sombra e água fresca, mas com toda certeza não é a rotina que a chefia e a apresentação de um Jornal Nacional representa”. E completou: “Meu sonho é ter uma atividade bacana e relevante.”

No almoço desta segunda na sede da emissora, no Jardim Botânico, no Rio, o jornalista afastou a ideia de uma ruptura. E frisou a ideia de continuidade em sua sucessão. “Eu não queria dar a este anúncio uma cerimônia que pudesse transformar a coisa no maior evento da terra, porque realmente não é.”

E enumerou suas razões: “Ponto um: eu não estou saindo da TV Globo. Ponto dois, eu não estou saindo do jornalismo da TV Globo. O ponto 3 é que o Jornal Nacional continuará a ser exibido no mesmo horário chefiado pela pessoa que é a chefe atual. E quatro, apresentado pela Renata Vasconcellos, que estará lá ao lado de César Tralli.”

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Tá com medo de perder o visto americano. Todos caindo fora! Trump a salvação do Brasil.

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Geral

STF analisa validar descontos de R$ 5,7 bilhões de empresas da Lava Jato

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O STF (Supremo Tribunal Federal) iniciará nesta sexta-feira (15) a análise da validade de descontos concedidos pela União a empreiteiras que assinaram acordos de leniência no âmbito da Operação Lava Jato, que devem reduzir ao menos R$ 5,7 bilhões do que seria pago originalmente.

A tendência é a de que o relator da ação, o ministro André Mendonça, vote pela homologação (validação) das renegociações.

No entanto, o julgamento também deverá definir outras questões, como em quais ocasiões empresas podem fazer leniências e se as renegociações poderão ser estendidas a outras companhias que fecharam esse tipo de acordo.

O julgamento estava previsto para ser iniciado no plenário virtual do Supremo (sistema no qual os ministros apresentam os seus votos) no dia 8 de agosto, mas foi retirado de pauta por Mendonça e remarcado para esta sexta.

A justificativa é de que houve erros de revisão e foi necessário fazer ajustes no voto, o que adiou a votação em uma semana.

A previsão é de que a sessão, que começa às 11h desta sexta, seja encerrada no dia 22. No entanto, o ministro Flávio Dino já sinalizou que pode pedir vista (mais tempo para análise) e paralisar o julgamento.

Internamente, a avaliação é de que o ministro considerou alguns trechos tecnicamente mal amarrados e iria propor uma solução jurídica diferente.

A renegociação que será levada para validação no Supremo foi concluída no ano passado pela União com as empreiteiras UTC, Braskem, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Nova Participações e Odebrecht.

O valor de R$ 5,7 bilhões de desconto às empresas aparece em nota técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) juntada ao processo.

Um acordo de leniência é uma espécie de delação premiada de uma empresa, na qual ela aponta irregularidades que foram cometidas e aceita pagar uma multa em troca de benefícios na Justiça.

De acordo com a CGU (Controladoria-Geral da União), para fechar a renegociação foram consideradas a possibilidade de continuação das atividades econômicas das empresas, com preservação de emprego na construção civil.

Além disso, disse a CGU, a renegociação provocaria “o fortalecimento do mecanismo da consensualidade para superação dos conflitos no Judiciário”.

Apesar dos descontos, não houve mudanças de versão nas irregularidades admitidas pelas empresas.

Entre outros benefícios, a renegociação substitui a Selic pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) como indexador de saldos devedores de empresas. Ela também muda o cronograma de pagamentos e possibilita a utilização de créditos de prejuízo fiscal para pagar até 50% do saldo devedor.

A origem dos descontos mais importantes dessa renegociação veio de um dispositivo sobre créditos tributários incluído em uma lei que tratava de financiamento estudantil, de 2022, sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).

O relator da medida provisória que foi convertida à época em lei era Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara dos Deputados.

Como a Folha mostrou, a discussão no STF pode apontar se os descontos concedidos às empreiteiras da Lava Jato também vão valer para outras empresas sob investigação.

Uma possível beneficiária, caso esse entendimento prevaleça, é a J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista. A empresa fechou com o Ministério Público Federal um acordo que previa um pagamento de uma multa no valor de R$ 10 bilhões.

A ação que trata de leniências no Supremo é uma ADPF (Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental, processo que tem o objetivo de proteger a Constituição) apresentada em 2023 pelos partidos PSOL, PC do B e Solidariedade.

Nela, os partidos pediam que houvesse a suspensão do pagamento de multas “em todos os acordos de leniência celebrados entre o Estado e empresas investigadas durante a Operação Lava Jato” até agosto de 2020.

Na ocasião, foi firmada uma cooperação técnica entre setores de combate à corrupção do governo e o Ministério Público, definindo diretrizes para essas tratativas.

Ainda de acordo com os partidos, as punições aplicadas nos acordos de leniência foram prejudiciais às empresas. A ação pedia que eles fossem revistos e que houvesse uma interpretação do Supremo que afastasse “de uma vez por todas, a hermenêutica punitivista e inconstitucional do lavajatismo” nos acordos.

A mesa de negociação entre as empresas e a União foi instalada por Mendonça em fevereiro de 2024, em reação às decisões do ministro Dias Toffoli de suspender o pagamento de multas das leniências da J&F e da Odebrecht.

Ao anunciar a abertura da mesa de negociação, o ministro defendeu os acordos de leniência como instrumento de combate à corrupção e afirmou que a conciliação não serviria para que seja feito “revisionismo histórico” do ocorrido na Lava Jato.

Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

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Geral

Ex-chefe do Exército nomeado por Lula nega ter recebido oferta de general para dar golpe

Foto: Ten. Ferrentini/ Comando Militar do Leste

O ex-comandante do Exército Júlio César de Arruda confirmou, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (22), que se reuniu com o general de brigada Mário Fernandes e negou que tenham tratado sobre a possibilidade de um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência. Arruda, general da reserva, foi ouvido como testemunha do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, no processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado. O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, conduz a audiência. No final de 2022, Arruda foi procurado dois dias antes de se tornar comandante do Exército por Mário Fernandes, ex-comandante de Operações Especiais do Exército e então número 2 da Secretaria-Geral da Presidência, para o pressionar a impedir a posse de Lula.

Arruda teria expulsado, imediatamente, Mário e dois coronéis de seu gabinete e deu uma ordem: que não voltassem mais ali enquanto ele fosse o comandante. No depoimento, Arruda negou ter feito a expulsão. A pergunta foi feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. “Ele esteve lá para conversar comigo no dia 28?, afirmou Arruda. “Foi conversado sobre eventual impedimento para a posse de Lula?”, perguntou Gonet. “Não, senhor”, completou o militar. Segundo a investigação da tentativa de golpe, Mário Fernandes é o autor do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que continha um detalhamento para executar, em dezembro de 2022, Moraes, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Arruda foi comandante do Exército do presidente Lula por apenas 21 dias. O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse que a decisão se deve a uma quebra de confiança com o governo.

Lula ficou irritado com a resistência no Comando do Exército de permitir a prisão no acampamento de bolsonaristas em frente ao Quartel-General em Brasília, na noite da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Durante o depoimento, Arruda também negou que teria impedido a entrada de policiais militares no acampamento na noite do 8 de Janeiro. Segundo ele, a função era “acalmar” e fazer uma ação de forma coordenada. Alexandre de Moraes lembrou o depoimento do ex-chefe da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Fábio Augusto Vieira, que afirmou a existência de uma mobilização do Exército naquele dia para impedir a ação da PM. Segundo Vieira, Arruda teria dito, com o dedo em riste: “O senhor sabe que a minha tropa é um pouco maior que a sua, né?”. Arruda afirmou que havia um clima de nervosismo e disse não lembrar da fala ao ex-chefe da PM do DF.Pesou também para a saída Arruda do comando do Exército a resistência em exonerar Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que tinha sido nomeado para chefiar o 1.º Batalhão de Ações de Comando do Exército em Goiânia. Foi grande a pressão para que a nomeação fosse cancelada por Arruda, o que não ocorreu. No depoimento, Arruda disse que Cid já estava designado para a função com quase um ano de antecedência. A audiência desta quinta-feira, que ouviu as testemunhas chamadas pela defesa de Mauro Cid, foi breve. A sessão durou pouco mais de uma hora e ouviu, no geral, companheiros de Cid durante a formação militar e funcionários da ajudância de ordens da Presidência da República.

Eles relataram desconhecer a existência de um plano de golpe, elogiaram o comportamento “profissional” do ex-ajudante de ordens e disseram que, enquanto conviveram com ele, não o viam comentar muito sobre política. Gonet e demais advogados presentes pouco perguntaram. Além de Arruda, depuseram os generais Edson Diehl Ripoli e João Batista Bezerra, o capitão Adriano Alves Teperino e o sargento Luís Marcos dos Reis, que trabalharam com Cid na ajudância de ordens, e o capitão Raphael Maciel Monteiro. Monteiro foi um dos que comentaram o áudio vazado de Cid, em que ele relatou ter sido pressionado pela Polícia Federal durante depoimento. Segundo Monteiro, Mauro Cid ficou “abalado” após a defesa do próprio implicar outros militares no caso. “Para o círculo mais íntimo, ele (Cid) tinha necessidade de falar coisas penso eu muito irrefletidas, fruto de uma defesa irracional de sua honra”, afirmou.

Jovem Pan com informações de Estadão Conteúdo

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Geral

Lula atende Zelenski e pede a Putin para estender cessar-fogo de 3 para 30 dias

Foto: Maxim Shemetov/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou nesta sexta-feira, dia 9, ao presidente russo, Vladimir Putin, um apelo para que aceitasse um cessar-fogo de 30 dias na guerra na Ucrânia.

Lula atendeu a pedido enviado pelo governo ucraniano à embaixada brasileira em Kiev. Segundo fontes do Palácio do Planalto e diplomatas, os ucranianos fizeram o mesmo pedido de ajuda ao presidente chinês, Xi Jinping.

Antes de se reunir com Lula, Putin esteve com Xi. Agora, o brasileiro vai conversar sobre o assunto com o chinês, em Pequim. Embaixadores brasileiros acreditam que Xi também conversou com Putin sobre o pedido de intermediação do governo Volodmir Zelenski.

Os dois foram os líderes globais de maior peso a atender um convite de Putin para visitar Moscou nesta sexta-feira e celebrar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O evento foi usado politicamente por Putin para promover sua versão sobre a guerra e expor armamentos usados e soldados na batalha russo-ucraniana.

China e Brasil lideraram a criação de um grupo de países “amigos da paz” e lançaram no ano passado um documento com princípios para estabelecer um cessar-fogo prolongado e depois colocar os dois países na mesa numa conferência internacional. A Rússia elogiou a proposta, mas a Ucrânia a criticou por não exigir a retirada de tropas russas do território invadido e ocupado.

A partir do pedido de Zelenski, o petista sugeriu a Putin que estendesse o cessar-fogo unilateral de três dias decretado pelo Kremlin por causa de festividades do fim da Segunda Guerra Mundial, em Moscou.

Na prática, a pausa adotada pela Rússia foi prejudicada. A Ucrânia a classificou como um teatro e manteve uma ofensiva com drones contra Moscou, atrapalhando a chegada de delegações estrangeiras e a operação de voos comerciais para os 80 anos do Dia da Vitória. A Rússia respondeu com bombardeios.

O petista também criticou a interlocutores a possibilidade de ataques com drones durante a celebração da vitória contra o nazismo.

Segundo interlocutores de Lula, Putin teria indicado que precisava avaliar o assunto e não deu uma resposta conclusiva a Lula na reunião bilateral, feita de forma ampliada com membros dos dois governos, no Salão da Ordem de St. Catherine, no Kremlin. Havia muita gente na mesa para tratar de um assunto sensível, segundo um dos participantes do encontro.

O Estadão perguntou a Lula o que Putin havia respondido ao tratarem de um possível acordo de paz no encontro, mas o petista desconversou: “Não posso falar o que eu ouvi do Putin, seria muito ruim. Ele vai falar”.

Lula aproveitou a reunião para levar ao líder russo o pedido do governo Zelenski, que aceitou uma proposta de cessar-fogo de 30 dias intermediada pelos Estados Unidos. Putin, por sua vez, não concordou com os termos.

O assunto foi discutido reservadamente, depois que a imprensa havia deixado o local da reunião ampliada. Ao falar a jornalistas sobre o encontro neste sábado, dia 10, Lula foi genérico e não revelou que havia levado a sugestão ao russo a pedido do ucraniano.

O Estadão apurou que o pedido chegou ao Palácio do Planalto por via diplomática, pouco antes da viagem do petista à Rússia. O governo ucraniano fez o pleito formalmente ao embaixador brasileiro em Kiev, Rafael de Mello Vidal, que o transmitiu a Brasília. O Itamaraty então levou o assunto a Lula.

Os ucranianos também insistiram que devem estar representados em negociações que venham a ser feitas com a Rússia, de forma direta.

Já em Brasília, a embaixada ucraniana enviou uma nota ao governo Lula sugerindo um telefonema entre o petista e Zelenski, nos últimos dias, por ocasião da viagem a Moscou. No entanto, depois que o Planalto aceitou a conversa no momento em que Lula estivesse em Brasília, os ucranianos teriam indicado dificuldade de agenda para que Zelenski atendesse a ligação.

Não é a primeira vez que ocorre um desencontro e constrangimento entre Lula e Zelenski. Algo similar ocorreu em 2023, no Japão, quando ambos participavam como convidados da cúpula do G-7 e tentaram uma conversa presencial. Ela só ocorreu meses depois, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.

Integrantes do governo brasileiro que acompanham a relação interpretam que Zelenski tem feito jogo de cena e criticado Lula e o Brasil em público, em diversas ocasiões declarando que considerava o petista fora da mediação, mas que em privado pede auxílio ao brasileiro, assim como ao governo chinês por causa da relação amistosa de ambos com Putin. A viagem de Lula a Moscou desagradou a Ucrânia.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Palavra dess3 PILANTRA, é um risco na’gua para PUTIN .Diga a PUTIN, que ELE invadiu a SOBERANIA DE PAÍS DEMOCRÁTICO E AMIGO DE TODAS AS NAÇÕES. LULA não diz porque ELE não vinha com seus pés, até porque quem é contra essa GUERRA de PUTIN, está sujeito de cair do 5° andar, cair da ESCADA ou morte súbita como acontece com os OLIGÁRQUICOS, GENERAIS, DEPUTADOS, JORNALISTAS E ETC.

  2. Agora a guerra acaba. A pomba da paz arrulhou. Será que foi por isso que a cuidadora foi antes? Para negociar numa mesa de boteco tomando cerveja com o Putin?

    1. Pediu pra prorrogar o prazo de três dias para trinta para dar tempo de tomar as cervejas necessárias!

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Política

Lewandowski faz “corpo a corpo” com parlamentares para manter veto ao fim da “saidinha”

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A audiência com deputados da bancada evangélica caminhava para o fim, na noite de terça-feira, quando Ricardo Lewandowski trouxe à mesa o debate sobre a saída temporária de presos. O ministro da Justiça pediu aos parlamentares que reconsiderassem o voto favorável ao fim da “saidinha”, como é conhecida a autorização para que detentos deixem as penitenciárias em datas específicas.

O assunto não estava na pauta do encontro, mas Lewandowski viu ali uma oportunidade. A dois dias da sessão do Congresso que decidirá sobre os vetos de Lula, incluindo o da saidinha, o ministro entendia que precisava intensificar o “corpo a corpo” com os parlamentares

Os deputados ouviram atentamente ao ministro, que enfileirava argumentos a favor da manutenção do veto. O silêncio, porém, foi logo rompido por Alberto Fraga (PL-DF), deputado bolsonarista e expoente de outra atuante bancada parlamentar, a da bala.

— Neste ponto, ministro, eu não vou conseguir te ajudar mesmo — disse Fraga, aos risos.

Mais diplomático, o presidente da bancada evangélica, Eli Borges (PL-TO), ficou de avaliar. Mas, ao GLOBO, foi logo dizendo que, “a priori”, seguirá com o voto a favor do fim da saidinha.

Lewandowski sabe que manter o veto é tarefa das mais duras. O diagnóstico, no entanto, não o impediu de lançar-se em sua primeira empreitada na articulação política. Desde o início da semana, o ministro da Justiça divide-se entre os compromissos oficiais da pasta e telefonemas a parlamentares de diferentes matizes partidárias. Na pauta, sempre o mesmo assunto: a saidinha.

A incursão de Lewandowski à planície da política não está sendo feita sem método. Ele tem seguido com disciplina uma lista de líderes partidários elaborada pela articulação do governo. Ao todo, 20 deputados e senadores foram elencados como alvo: dos líderes do centrão a aliados do governo no campo da esquerda. Até a noite de quarta-feira, mais da metade já havia sido contatada pelo ministro.

Manter o veto de pé deixou de ser apenas uma missão de governo, mas ganhou ares de batalha pessoal para Lewandowski. Convencido do despropósito da lei aprovada pelo Congresso, que põe fim a um direito dos presidiários, coube ao ministro a tarefa de convencer Lula da necessidade de vetá-la. Para isso, ele entrou em rota de colisão com ministros palacianos, que davam como certa a derrubada do veto e a derrota para o presidente no tema.

Lewandowski comprou a briga por convicção. Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal e jurista de longa data, ele entende que se trata de uma questão humanitária e um direito essencial dos presos. Na visão de Lewandowski, acabar com a autorização para que detentos visitem a família fere a Constituição e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Além disso, ele vê a limitação à saidinha como um fator de desestabilização do sistema prisional. A avaliação de seu time é que, sem a saída temporária, o risco de rebeliões cresce – e muito.

Esses têm sido alguns dos pontos colocados por Lewandowski nas ligações. Um dos líderes contatados pelo ministro conta que um argumento usado com ênfase por ele é o de garantir ao preso a possibilidade de visitar à família em datas especiais. Esse parlamentar, que falou ao GLOBO sob reserva, admite que a explanação de Lewandowski é coerente e convincente, mas diz não ver espaço para mudar seu posicionamento. Segundo ele, qualquer um que tente virar de lado agora será “massacrado” por eleitores nas rede sociais.

Temor semelhante é citado por outro líder que disse lamentar não poder seguir a sugestão de Lewandowski de simplesmente faltar à sessão do Congresso Nacional. Segundo ele, a chance de sua ausência passar despercebida é pequena e o risco de virar alvo de bolsonaristas é grande.

Para que um veto seja rejeitado, é preciso maioria absoluta das duas Casas, ou seja, 257 votos de deputados e 41 votos de senadores. Caso seja verificado placar menor, o veto é mantido. Por isso, quando um parlamentar não comparece a sessão, aumenta a chance do governo sair vitorioso.

O caminho apontado pelo ministro da Justiça busca justamente dar uma saída aos que não querem se expor junto ao seu eleitorado. Mostra também que o ministro está cada vez mais versado nos atalhos da política.

Blog Renata Agostini – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Claro! Ele tem que cuidar dos pupilos dele. Afinal ele AMA bandidos e sempre encampou regalias pra eles. A maravilhosa audiência de custódia, foi uma cria dele.

  2. O CABA SÓ ACREDITA PORQUE ESTÁ VENDO.
    O MINISTRO DA JUSTIÇA TENTANDO AJUDAR BANDIDOS, CRMINOSOS A SAIREM DA CADEIA PRA DAR UM RÔLÉ EM DATAS COMEMORATIVAS.
    É isso mesmo, Ministro da Justiça.
    Ou seria injustiça?
    IMORAL.

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de Mignon suíno com presunto de Parma e ervas frescas; e Polpetone com espaguete al sugo

MIGNON SUÍNO COM PRESUNTO DE PARMA E ERVAS FRESCAS

Ingredientes:

500g Filé mignon
100g de manteiga
100g de presunto de parma
1 ramo de sálvia
1 ramo de tomilho
50g de farinha de trigo
Sal a gosto
20g de alho
5g de pimenta do reino
5 palitos para churrasco
50ml de vinho branco

MODO DE PREPARO

Fatiar o filé e abrir com batedor de carne até ele ficar fino.
Temperar com sal e pimenta e polvilhar com trigo.
Colocar uma fatia de presunto de Parma, uma folha de sálvia e espetar no filé.
Aquecer uma frigideira e colocar a manteiga, as ervas, o alho e assar o filé nessa manteiga.
Retire o filé, acrescente o vinho na frigideira para glacear.
Montar o prato com um risoto ou massa e servir em seguida, regando o filé com o molho que formou na frigideira.

Tempo de preparo: 15min
Tempo de cozimento: 8 min

DICA RÁPIDA

Polpetone com espaguete al sugo

Ingredientes:
Polpetone
1k de carne moída
Sal a gosto
50g de farinha panco
4 dentes de alho ralado
1 cebola ralada
Sal e pimenta do reino a gosto
50ml de azeite
3 colheres de salsa picada
3 colheres de cebolinha picada
200g de mussarela em cubos grandes
100g de mussarela em fatias

Para empanar:
3 ovos
100g de farinha panco
100g de farinha de trigo
1L de óleo pra fritar

Espaguete
Ingredientes:
1L de molho de tomate caseiro
1 pcte de espaguete grano duro

Modo de preparo:
Em um bowl coloque a carne moída, 50g de farinha panco, a salsa, a cebolinha, o alho, a cebola, o sal, a pimenta do reino, o azeite e misture tudo até ficar bem homogêneo.
Faça bolas de aproximadamente 180g.
Abra como se fosse hambúrguer, coloque um cubo de mussarela no meio e feche fazendo com que ele fique como um hambúrguer mais grosso.
Cozinhe a massa e deixe ela bem al dente, coloque uma parte do molho por cima e reserve.
Bata levemente os ovos.
Passe na farinha de trigo, nos ovos e na farinha panco.
Frite no óleo bem quente, retire e coloque sobre a massa.
Coloque um pouco de molho sobre os polpetones, acrescente as fatias de mussarela sobre os polpetones e leve ao forno por 15 a 20 minutos, a 180 graus ou até gratinar o queijo.
Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 35 min
Tempo de cozimento: 25 min

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Geral

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de Risoto de Suã; e de Romeu e Julieta “Sacanagem”

RISOTO DE SUÃ

Ingredientes:

120g de Suã de porco cozido
15 ml de azeite extra virgem
120g de bacon em cubos
100g de tomate provençal
140g de arroz arbóreo pré-cozido
10g de cebola roxa em cubos
300ml de caldo de legumes
30g de queijo parmesão ralado
40g de manteiga sem sal
50 ml de caldo de carne
5g de pimenta de cheiro picada
15g de cebola em conserva
50g de banha de porco
1L de água

Modo de preparo:

Tempere o Suã com sal e pimenta do reino a gosto.
Leve para a geladeira e deixe por 12h.
Em uma panela grande, bem aquecida, coloque a banha de porco e utilize a técnica do pinga e frita.
Doure a carne, pingue água na panela e deixe reduzir o líquido até formar uma crosta no fundo da panela.
Volte a pingar água na carne, misture e deixe secar. Repita esse processo até a carne ficar bem macia.
Dependendo da quantidade pode durar até 2 horas.
Deixe esfriar, retire a carne descartando os ossos e reserve.
Na mesma panela coloque o bacon para dourar.
Em seguida entre com a cebola roxa, o tomate provençal e misture bem. Coloque o arroz na panela, junto do refogado e por aos poucos o caldo de legumes.
Quando estiver próximo de dar o ponto do arroz, incorporar o fundo de carnes.
Cozinhar até que o grão esteja “al dente”.
Entrar com o suã cozido na panela e incorporar bem.
Entrar com o queijo parmesão ralado e mexer bem.
Desligar a panela e por a manteiga em cubos gelado.
Finalizar com farofa e cebola em conserva.

Tempo de preparo: 12h30
Tempo de cozimento: 2h

ROMEU E JULIETA “SACANAGEM”

Ingredientes:

4 Polenguinho
1 lata de leite condençado
1 lata de creme de leite
1 lata de goiabada
Sorvete de creme

Modo de preparo:

Corte a goiabada em pedaços pequenos, coloque no liquidificador, acrescente o creme de leite e pulse de 2 a 3 vezes, para ficar bem uniforme.
Coloque a mistura em um refratário.
Com o liquidificador limpo coloque o Polenguinho, o leite condensado e bata para misturar.
Coloque sobre a primeira mistura e leve ao forno, pré-aquecido a 180 graus entre 15 e 20 minutos, até formar uma crosta na parte de cima.
Sirva quente com uma bola de sorvete de creme.

Tempo de preparo: 8min
Tempo de cozimento: 15min

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Cidades

Polícia recolhe cinzas que causaram queimaduras em fiéis para investigação no RN

Neuma Alves, agricultora, também contou que sentiu ardência na testa após receber o sinal da cruz com cinzas na Quarta-feira de Cinzas — Foto: Reprodução/Inter TV Costa Branca

A Polícia Civil recolheu na tarde desta nesta quinta-feira (6) as cinzas que causaram queimaduras na testa de fiéis durante uma missa de Quarta-feira de Cinzas (5) no interior do Rio Grande do Norte. O material vai passar por perícia e deve auxiliar na investigação do caso.

Alguns fiéis relataram reações na pele após receberem a marca da cruz na testa. O caso aconteceu na missa das 19h da Quarta-feira (5) na Paróquia de São José, na cidade de Carnaúba dos Dantas, na Região Seridó.

Segundo o padre Ronney Galvão, responsável pela celebração, a confecção das cinzas faz parte da tradição da Igreja Católica e simboliza que os seres humanos são pó, além de representar um chamado para que os cristãos católicos vivam “a radicalidade dos exercícios quaresmais”.

Essa é uma tradição aplicada no início da quaresma, o período de 40 dias de preparação para a Semana Santa.

A Paróquia de São José emitiu uma nota informando que a preparação das cinzas “foi feita como de costume, absolutamente normal, como todos os anos”.

O padre Ronney Galvão disse não ter informações de quantas pessoas podem ter sido afetadas pelo problema. Ele contou que as cinzas foram “confeccionadas como nos anos anteriores”.

“Vou completar quatro anos como padre e estou em Carnaúba dos Dantas há um ano. Nunca aconteceu uma eventualidade como esta. Aqui em Carnaúba dos Dantas também nunca aconteceu algo parecido”, disse.

A agricultora Neuma Alves contou que foi à missa das 19h na Paróquia de São José, em Carnaúba dos Dantas, com o neto e sentiu uma “queimação” quando recebeu o sinal da cruz com as cinzas na testa.

Fiéis alegam queimaduras na testa

“Ontem eu fui à missa de cinzas com o meu neto. Na hora da distribuição, a gente recebeu [as cinzas]…Com alguns minutinhos a gente percebeu uma ‘ardenciazinha’, uma queimação”, contou.

A estudante Sara Heloísa Sousa e o namorado, Luan Jackson, também sentiram queimações. Logo após receber a marca da cruz junto com o namorado, ela conta que os dois começaram a sentir a ardência na pele.

“Quando a gente entrou na fila, a gente escutou algumas pessoas reclamando de uma queimação na testa, depois de passar essas cinzas. A gente não tinha sentido nada, até então”, disse.

“Só que começou a queimar, batia o vento e queimava muito, imediatamente eu comecei a tirar e ficou essa marquinha ainda. Meu namorado ficou muito queimado, porque ele passou mais tempo que eu”.

Ainda de acordo com Sara, algumas pessoas, entre elas o próprio padre, brincaram dizendo que a dor seria causada pelos pecados saindo do corpo. Outras acreditavam que podia ser uma alergia, mas a jovem considera que aparentemente foi alguma reação química, pelo fato de várias pessoas terem sido queimadas.

Fiel ficou com marca na testa
O estudante Luan Jackson, namorado de Sara Heloísa, disse que a lesão só “queima” um pouco quando ele fica exposto ao sol, mas que dói “muito pouco” no geral. Ele disse que nem ele e nem a namorada procuraram atendimento médico e que levaram a situação na esportiva.

“A gente é muito amigo do padre, do pessoal de lá. Pessoal muito acolhedor, gente boa. Eles não tiveram culpa não”, acredita.

Luan, que ficou com uma marca mais vísivel na testa do que a namorada, disse que começou a sentir ardência na pele logo após receber o sinal da cruz.

“Foi colocada a cinza sobre o nosso rosto, eu voltei para o lugar que eu estava e, com pouco tempo, começou a queimar, e não passava”, disse.

“Estava queimando muito e eu corri para um amigo meu que é vizinho da igreja, lavei, e percebi que tinha queimado a pele. Eu perguntei ao pessoal se estava queimando e responderam que estava”, completou.

G1RN

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Geral

Fernanda Torres vence o Globo de Ouro de “Melhor Atriz”

Reprodução

A atriz brasileira Fernanda Torres, 59 anos, venceu o Globo de Ouro na madrugada desta 2ª feira (6.jan.2025) na categoria “Melhor Atriz em Filme de Drama”. Interpretando a advogada e ativista pelos direitos humanos Eunice Paiva no filme “Ainda Estou Aqui”, a atriz desbancou nomes como Nicole Kidman, Angelina Jolie e Kate Winslet.

O Globo de Ouro é um prêmio inédito nas categorias de atuação para o Brasil. A última indicação em filmes veio em 1999, justamente com a mãe de Fernanda Torres, a atriz Fernanda Montenegro, por “Central do Brasil”. Na ocasião, ela perdeu o prêmio para a australiana Cate Blanchett, por “Elizabeth”.

Ainda Estou Aqui” é baseado no livro homônimo do escritor Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua mãe após o desaparecimento do deputado Rubens Paiva em 1971, durante a ditadura.

O jejum brasileiro no Globo de Ouro, portanto, acabou neste domingo com a vitória de Torres. O último prêmio do Brasil havia sido na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro” por “Central do Brasil”, também do diretor Walter Salles. “Orfeu Negro”, de Marcel Camus, em 1960, foi outro a ser premiado. O filme é ítalo-franco-brasileiro.

Na categoria deste ano, o prêmio para filmes de fora dos EUA foi para o francês “Emilia Pérez”.

Segundo revistas norte-americanas prestigiadas no ramo do entretenimento, como a The Hollywood Reporter e a Vanity Fair, Fernanda Torres tinha chances claras de ser premiada, sendo considerada favorita na categoria pela revista Variety na 4ª feira (1º.jan).

A atriz brasileira concorreu com as seguintes atrizes na categoria de Melhor Atriz de Filme de Drama:

Pamela Anderson, por “The Last Showgirl”;
Angelina Jolie, por “Maria”;
Nicole Kidman, por “Babygirl”;
Tilda Swinton, por “O Quarto Ao Lado”;
Kate Winslet, por “Lee”.
Das indicadas, apenas Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet já venceram o prêmio em outras edições. As três também são vencedoras do Oscar.

Apesar da vitória no Globo de Ouro, Fernanda Torres não entrou na lista de pré-indicados ao BAFTA, a premiação de cinema mais prestigiada do Reino Unido e que indica prováveis nomes ao Oscar. Especialistas avaliam que o fato da distribuição do filme não ser realizada igualmente em todos os países afetou o critério de escolha do júri britânico.

O Globo de Ouro serve como um “termômetro” para o Oscar 2025, sendo a cerimônia que abre o circuito de premiações. O filme de Walter Salles ainda mira a indicação ao Oscar em 17 de janeiro.

Fez história

Torres bateu concorrentes de peso, como Angelina Jolie por “Maria Callas” e Nicole Kidman por “Babygirl“. Com a vitória, a brasileira aumenta suas chances de competir na categoria de Melhor Atriz no Oscar 2025.

Em seu discurso, ela agradeceu ao diretor Walter Salles, ao marido Andrucha Waddington e aos filhos. Surpresa, começou dizendo: “Meu Deus, eu não preparei nada, não sabia se estava pronta. Este foi um ano extraordinário para as atrizes. Há tantas aqui que eu admiro profundamente.”

Ela prosseguiu: “E, claro, quero agradecer ao Walter Salles, meu parceiro e amigo. Que trajetória, Walter! Também quero dedicar este prêmio à minha mãe. Vocês não fazem ideia… Ela esteve aqui há 25 anos. Isso é uma prova de que a arte permanece ao longo da vida, mesmo em momentos difíceis, como os que Eunice Paiva enfrentou.”

Encerrando seu discurso, Torres relembrou a indicação da mãe, há 25 anos, por “Central do Brasil”: “Vocês não imaginam o quanto isso significa para mim. Por isso, dedico este momento à minha mãe, à minha família, ao Andrucha, ao Selton [Mello], aos meus filhos e a todos. Muito obrigada ao Globo de Ouro, a Michael Barker [diretor da Sony Pictures Classics], Mara e tantas outras pessoas. Muito obrigada!”

A Variety havia destacado que a brasileira era uma das favoritas ao prêmio.

A publicação destaca que Fernanda Torres “é a única atriz entre os indicados cujo filme também foi reconhecido em outra categoria, concorrendo a Melhor Filme em Língua Não Inglesa“. No entanto, “apesar do forte apoio que Fernanda Torres recebe dos eleitores, Nicole Kidman (“Babygirl“) e Angelina Jolie (“Maria Callas“) continuam sendo concorrentes de peso na disputa”.

Poder 360 e CNN Brasil

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Economia

Com lucro recorde, Petrobras vendeu R$ 30 bilhões em ativos em 2021

Foto: reprodução

O lucro recorde de 106 bilhões de reais da Petrobras em 2021 é o grande destaque do balanço financeiro anual da empresa divulgado nesta semana, mas não é o único.

A petroleira, que é a maior empresa brasileira, reduziu sua alavancagem para 1,1x (medida que calcula em quantos anos a dívida de uma organização será paga) devido principalmente à venda de seus ativos.

Em 2021, foram 22 vendidos, como a BR Distribuidora, a Refinaria Landulpho Alves e diversos campos de petróleo pouco vantajosos.

Agora, a BR Distribuidora se chama Vibra, enquanto a Refinaria Landulpho Alves (RELAM) foi comprado por um fundo árabe.

Outras seis refinarias estão na fila de venda, e esse é o projeto mais ambicioso de desinvestimentos da empresa, que quer (e precisa, segundo um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abrir mão do monopólio do refino de petróleo no país. A refinaria Isaac Sabbá (REMAN) já teve a assinatura da venda concluída, mas o processo deve ser computado apenas no balanço deste ano de 2022.

Os 22 ativos efetivamente vendidos contabilizaram 30 bilhões de reais. O valor informado pela companhia no balanço financeiro foi de 5,51 bilhões de dólares, que a um câmbio médio de 5,40 reais durante o ano, segundo a empresa, dão cerca de 30 bilhões.

É importante destacar que a venda de ativos não tem uma relação direta com o lucro, mas sim com a redução do endividamento.

O lucro recorde da empresa foi gerado principalmente com o crescimento da receita de vendas. Isso porque o barril de petróleo disparou e as vendas de derivados também subiram com a retomada economia depois de medidas menos restritivas.

Desde o plano estratégico de 2015, pós operação Lava Jato, a empresa tem focado principalmente em investir na exploração e produção de petróleo mais rentável, no pré-sal.

Para isso, outros negócios têm sido descontinuados desde a gestão de Pedro Parente, comandante da empresa na época do ex-presidente Michel Temer.

A ideia por trás da estratégia da Petrobras é se manter competitiva em um cenário futuro em que o petróleo pode ficar mais barato, já que as energias renováveis batem à porta.

Ao mesmo tempo, a empresa também precisou reduzir custos saindo de negócios com alta margem de operação para ajudar a reduzir o endividamento.

Poços de petróleo pouco produtivos, principalmente em águas rasas e terrestres têm sido vendidos pela empresas desde 2020 e negócios relacionados à distribuição, refino, energia, gás natural também.

O foco é o pré-sal, onde o custo da extração do barril foi de apenas 2,7 dólares em 2021. Em terra, esse custo é de 14 dólares, segundo dados divulgados pela empresa no último balanço financeiro. Hoje, o pré-sal corresponde a 70% da produção da empresa.

“Quando você vende campos rasos e terrestres, por exemplo, você tem menos margem, tem menos custo e aí você tem ganhos indiretos no balanço, tem reflexos indiretos. Essas vendas de campos foram importantes para baixar o endividamento. A Petrobras tinha que atingir 60 bilhões de dólares de endividamento no fim de 2022 e conseguiu atingir isso 18 meses antes”, explica Ilan Albertman, analista de petróleo da Ativa Investimento.

Hoje, a dívida bruta da empresa é de 59 bilhões de dólares.

Em 2021, o EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa foi de 234,1 bilhões. Segundo Ilan, mais que a receita e o lucro líquido, esse valor representa o quanto a empresa tem se mostrado saudável financeiramente, principalmente por ter apostado no pré-sal.

Na lista do que foi efetivamente vendido pela Petrobras em 2021 está a participação nos seguintes empreendimentos:

Ativos de distribuição, refino, energia e gás natural

  • Distribuídora PUDSA, no Uruguai
  • BR Distribuidora
  • Usinas térmicas Breitener
  • Bsbios (Empresa de biodiesel)
  • Térmica e hidrelétrica CEM e TEP
  • GasLocal (Empresa de Gás Natural)
  • Eólicas Mangue Seco 1, 2, 3 e 4
  • NTS (Transportadora de Gás Natural)
  • Refinaria Landulpho Alves
  • 3 usinas termelétricas Polo Camaçari

Ativos de exploração e produção

  • Campo de Frade
  • Campos terrestres P.Cricaré
  • Campos terrestres P. Miranga
  • Campos terrestres P.Remanso-BA
  • Lapa
  • Dó-Ré-Mi e Rabo Branco
  • P. Rio Ventura

No começo de 2022, a empresa também conseguiu vender campos em terra do Polo Alagoas

Outros ativos já tiveram a assinatura feitas, mas ainda não foram fechadas e a empresa deve receber a principalmente parte do pagamento ao longo de 2022.

Além da refinaria REMAN, vendida em 2021 por 189 milhões de dólares, e que já foram contabilizados 28 milhões no balanço, outros ativos já fechados para 2022 são os campos terrestres Potiguar e Ventura, no Nordeste, e a Gaspetro, empresa de gás natural.

Exame

Opinião dos leitores

  1. O mais sensato é deixar os estrangeiros cuidarem do Brasil. Tem que vender mesmo. Eles que fiquem com os lucros disso.

  2. Ai que sodade da gasosa a 2,80 no governo Lula. Agente era feliz e sabia. Abasteci hj a R$ 7,80/litro. Mas Graças a Deus, Lula volta em 2023, e td volta ao normal.

    1. Deixa de ser gado quem está lucrando com isso são os acionista, e vc teve retorno de que ? Muuuuuuuu

  3. A sanha dos esquerdopatas pelo dinheiro da Petrobrás, deixam eles a beira de um ataque de nervos quando lêem uma notícias dessas, haja Clonazepan, Depakene e Venlaflaxina , pra controlar a ansiedade desses petralhas parasitas.
    O nove dedos cabeça branca da cumpanheirada, se afoga na cachaça kkkkk

    1. Vc entende bem de cachaça, mulher. É normal produzir combustível em real e vender na cotação do dólar? De que adianta termos uma empresa bilionária pra enriquecer os acionistas? Aliás, vcs sabem disso, besteira ficar aqui discutindo com esse gado que se faz de burro.

  4. E o povo se ferrando com gasolina a 7 reais, diesel a 5 reais. E o povo calado. Eh vida de gado.

    1. Tinha que ser um bicho de chifre mesmo. Tua quadrilha devastou a Petrobras seu fundo de pensao, etc. Teve que pagar os prejuízos feitos pela quadrilha esquerdopata de ladrões. Passadina foi apenas um dos prejuízos com ações nos EUA.

    2. Tenho fé que iremos assistir a ruína total de vcs,seus vermes.A hora de vcs está chegando

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Economia

Banco Central mantém taxa básica de juros em 13,75% e encerra ciclo de alta

Foto: JSOUZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO-04/08/2022

Após uma sequência de 12 altas consecutivas para barrar a inflação, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, foi mantida em 13,75% ao ano. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), foi anunciada nesta quarta-feira (21), encerrando o ciclo de aumento.

Desde a primeira alta, em março de 2021, quando a Selic estava na mínima de 2%, a taxa subiu 11,75 pontos percentuais, o maior choque de juros desde 1999, quando, durante a crise cambial, o BC elevou a Selic em 20 pontos percentuais de uma vez só.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

“O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva, e é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2023 e, em grau menor, o de 2024. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou o Copom, em nota após reunião.

Com a queda dos preços da gasolina e da energia elétrica, o índice começou a desacelerar e registrou deflação de 0,68% em julho, quando a taxa foi a menor desde 1980, e de 0,36%, em agosto. Com isso, a previsão atual é que o IPCA encerre 2022 em 6,4%.

Além da queda da inflação, a atividade da economia surpreendeu com a alta de 1,2% no segundo trimestre deste ano frente ao trimestre anterior, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O Comitê se manterá vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período suficientemente prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação. O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, acrescentou o Copom.

Em agosto, o Copom havia sinalizado que poderia haver uma elevação da taxa em 0,25 ponto na próxima reunião. “O comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”, disse a ata do último encontro do colegiado, no qual os juros básicos foram elevados em 0,5 ponto percentual, o que confirmou o mais longo ciclo de aperto monetário da história. A 12ª alta consecutiva levou a taxa Selic a 13,75% ao ano, o maior patamar desde 2017.

No início do mês, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, avisou que o Copom iria avaliar “possível ajuste final” dos juros. A posição é a mesma defendida pelo diretor de Política Monetária, Bruno Serra, que vê as expectativas para a inflação de 2024 como um incômodo atual para a autoridade monetária.

A decisão anunciada nesta quarta-feira ficará vigente pelo menos até o dia 26 de outubro, quando os diretores do Copom voltarão a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional. Para o mercado financeiro, a Selic seguirá no atual patamar até o fim deste ano.

Juros básicos

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. Ela é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimo ou financiamento. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexo nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

R7

Opinião dos leitores

  1. 🇧🇷2️⃣2️⃣ maldito por por os juros mais alto do mundo?
    Mas foi o que segurou a explosão da inflação e é o que o restante do mundo começa a fazer agora e já faz tarde porque hoje temos uma inflação menor e PIB maior do que a da Europa e EUA nunca visto na história, . E os juros alto é utilizado para conter os gastos excessivos que causam inflação seu esquerdopata desinformado.2️⃣2️⃣🇧🇷

    1. Quando o Nove Dedos estava no poder este país era um sonho . Todos comiam picanha, os juros eram quase zero , não existia seca no nordeste , ele distribuiu terras , acabando com o MST, parecia a “Terra de São Saruê”.
      Nosso senhor Jesus tem muito morador fuleiro , contudo viva a liberdade de expressão!

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Política

Grupo político de ministra do Turismo é alvo de denúncia que envolve uso de homens armados contra empresários

Waguinho, prefeito de Belford Roxo, e Daniela Carneiro, nomeada ministra do Turismo no governo Lula: casal é alvo de investigações na Justiça | Foto: Fabio Rossi/Agência O Globo

O grupo político da ministra do Turismo do governo Lula, Daniela Carneiro (União Brasil), é alvo de ação penal proposta pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) envolvendo o uso de homens armados com o suposto objetivo de intimidar empresários da Baixada Fluminense. A denúncia, apresentada pelo MP em abril de 2019, chegou a afastar do cargo por dois meses o prefeito de Belford Roxo, Waguinho (União), acusado de liderar uma organização criminosa junto com o deputado estadual Márcio Canella (União).

Os detalhes do caso foram publicados pelo jornal “Folha de S. Paulo” nesta sexta-feira e confirmados pelo GLOBO. Waguinho é casado com Daniela Carneiro e o principal articulador de suas eleições a deputada federal, em 2018 e 2022, ocasiões em que usou o nome “Daniela do Waguinho” nas urnas.

O MP acusa Waguinho, Canella e outros 23 denunciados de serem responsáveis por desvios acima de R$ 14 milhões desde que o marido de Daniela assumiu a prefeitura de Belford Roxo, em 2017; ele se reelegeu em 2020. Daniela não é alvo da denúncia, mas é citada pelo MP na ação penal porque sua irmã, Djelany Mote de Souza Alves Machado, recebeu um carro adquirido pelo empresário Jorge Luiz dos Santos Santana, um dos participantes do esquema.

Segundo o MP, Waguinho e Canella teriam se associado a um grupo de empresários, que controlavam uma série de empresas através de laranjas, para fraudar licitações e desviar recursos públicos na prefeitura. Um dos episódios narrados na denúncia, ocorrido no início da administração de Waguinho, afirma que emissários do prefeito teriam pressionado Moisés de Souza Boechat, proprietário da BOB Ambiental, que gerenciava um aterro sanitário contratado pela prefeitura, para “arrendar” sua empresa por até R$ 1 milhão. A BOB Ambiental tinha contratos de R$ 91 milhões com a prefeitura de Belford Roxo, além de atender outros municípios.

Diante da negativa, Boechat afirmou em depoimento aos investigadores que foi alvo de represálias e teve seu contrato rescindido unilateralmente com a prefeitura. Em seu depoimento, ele creditou a rescisão a “interesses escusos por parte do Prefeito de Belford Roxo, o qual, juntamente com o Vice-Prefeito Marcio, tencionava contratar e colocar outra empresa para prestar tais serviços”.

Funcionários da empresa de Boechat narraram que, no período que antecedeu a rescisão, a empresa foi alvo de hostilidades por parte da Guarda Municipal de Belford Roxo e de homens armados sem identificação. Em um dos depoimentos colhidos pelo MP, o engenheiro Wagner Aparecido Ribeiro declarou que a região onde fica o aterro sanitário passou receber blitzes de “agentes uniformizados da guarda municipal de Belford Roxo, juntamente com outras pessoas não uniformizadas, em viaturas descaracterizadas”, que bloqueavam o acesso de caminhões à empresa.

Outra testemunha, identificada como José Batista Filho, relatou ao MP que ao longo de 2017 a empresa foi alvo de “operações de fiscalização diárias (…) muitas vezes, até no período noturno”, realizadas pela Guarda Municipal e “por civis, descaracterizados, porém, com vestimentas do tipo militar, não oficiais”, e disse que visualizou os referidos agentes não caracterizados portando arma de fogo”.

Segundo a testemunha, esses homens armados usavam “veículos particulares totalmente brancos com placas também brancas; que tais veículos detinham películas e circulavam de modo a impedir a identificação e visualização do seu interior”.

O funcionário afirmou ainda que foram abertas valas na estrada de terra que dá acesso à empresa, para impedir a chegada de caminhões que transportavam resíduos para o aterro sanitário. Segundo o relato, a presença das valas atrapalhou ainda a chegada de uma viatura do Corpo de Bombeiros chamada para conter um “incêndio de grande proporção” no aterro sanitário, ocorrido no primeiro semestre de 2017. Os depoimentos colhidos pelo MP não trazem elementos que apontem possíveis intuitos criminosos nos incêndios.

Em outro episódio citado na denúncia, o engenheiro Leandro Meira da Silva, representante da empresa EJC Construções, que tentava participar de um pregão realizado pela prefeitura de Belford Roxo, afirmou ter sido ameaçado, em junho de 2017, por pessoas ligadas ao empresário Jorge Luiz Santos de Santana, que buscava preferência na licitação em questão. Santana, de acordo com o relato contido na denúncia, se apresentou como “dono do contrato” porque havia “ajudado o prefeito e trabalhava com o mesmo”, e chamou um policial militar à paisana para intimidar o engenheiro.

“Nesse interregno, um policial militar ainda não identificado, à paisana, porém, portando arma de fogo, compareceu ao local em apoio ao denunciado Jorge Luiz dos Santos Santana, momento em que ambos novamente intimidaram Leandro Meira da Silva, exigindo-lhe que ‘saísse do jogo’ ou teriam ‘que resolver lá embaixo’, já que ‘não ficaria no prejuízo'”, afirma a denúncia.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Isso é no Rio de Janeiro ou no Rio Grande do Norte? Vindo do grupo Globo de comunicação é coisa boa ou ruim? A Globo agora deixa de ser lixo e vira luxo? É isso? Kkkkkkk Aqui no Rio Grande do Norte é parecido.

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