A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante segue intensificando os investimentos em infraestrutura urbana, promovendo avanços significativos na mobilidade, na segurança e na qualidade de vida da população. Na última semana, o prefeito Jaime Calado realizou a entrega de obras de pavimentação, sinalização viária e iluminação pública com tecnologia 100% LED nos bairros Guajiru, Nova Zelândia e Loteamento Samburá (Santa Terezinha), beneficiando diretamente centenas de famílias.
No bairro Guajiru, foram inauguradas as obras das ruas Valdomiro Teixeira e Dom Matias, que passaram a contar com pavimentação, sinalização vertical e nova iluminação em LED. A Rua Valdomiro Teixeira recebeu pavimentação em uma área de 1.735,97 m², enquanto a Rua Dom Matias foi contemplada com 2.508,91 m², totalizando um investimento de R$ 849.658,91. As intervenções foram viabilizadas por meio de emenda parlamentar do deputado federal Sargento Gonçalves. A solenidade de entrega aconteceu na segunda-feira (26).
Durante o evento, o prefeito Jaime Calado ressaltou a relevância das obras para a população que conviveu por anos com a ausência de infraestrutura adequada. “Quem já morou em rua sem calçamento sabe o quanto isso traz sofrimento. Pavimentação é prioridade, e vamos lutar todos os dias para garantir mais dignidade ao nosso povo”, afirmou.
Representando os moradores, a liderança comunitária Ronaldo Sena destacou o cumprimento dos compromissos da gestão municipal. “Desde que Jaime assumiu, o Guajiru vive um novo momento, com obras por todos os lados. Ele cumpre o que promete”, declarou.
Já no bairro Nova Zelândia, na tarde da terça-feira (27), o prefeito inaugurou a pavimentação completa, com sinalização e iluminação em LED, das ruas São Judas Tadeu, São João e Santa Maria. As vias receberam pavimentação em paralelepípedo, garantindo mais mobilidade, segurança e melhor visibilidade no período noturno. Ao todo, foram executados 3.961,06 m² de pavimentação, com investimento de R$ 583.287,81, provenientes de emenda parlamentar do atual vice-governador Walter Alves, destinada à época em que exercia mandato como deputado federal.
Moradores celebraram as melhorias. A aposentada Wilda Nóbrega, residente há 17 anos no bairro, destacou a transformação da localidade. “Estou surpresa com o desenvolvimento que chegou aqui. Só temos a agradecer”, afirmou. A dona de casa Norma Jeane também comemorou. “É um sonho que se tornou realidade para todos nós”, disse.
A senadora e primeira-dama do município, Zenaide Maia, acompanhou as entregas e enfatizou o impacto social das obras. “Essas intervenções garantem dignidade e asseguram o direito de ir e vir. É o poder público chegando onde as pessoas mais precisam”, destacou.
No Loteamento Samburá, localizado no bairro Santa Terezinha, foram entregues as obras de pavimentação das ruas Maria do Carmo de Brito, Alan Veríssimo, Francisco Antônio de Sá e Ana Cecília Cabral, somando 6.510 m² de pavimentação. O investimento global foi de R$ 565.366,94 com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Fernando Mineiro. A entrega oficial ocorreu na quinta-feira (29), com a presença do prefeito Jaime Calado, da senadora Zenaide Maia, da deputada estadual Terezinha Maia, além de vereadores, secretários municipais, servidores públicos e lideranças comunitárias.
Moradores relataram mudanças significativas na rotina após a conclusão das obras. “Quando chovia, era lama e ninguém conseguia passar. Hoje está uma maravilha”, contou Francisca Ildava, moradora da Rua Alan Veríssimo. A costureira Maria Clegineide, que vive há 17 anos na localidade, também comemorou. “Agora ficou muito mais fácil para meus clientes chegarem ao ateliê. Nosso sonho virou realidade”, afirmou.
Em seu pronunciamento, o prefeito Jaime Calado reforçou o compromisso da gestão com o desenvolvimento urbano do município. “Em pouco mais de um ano de mandato, estamos calçando dezenas de ruas e vamos avançar ainda mais para melhorar a vida do povo. Hoje, os moradores podem comprovar o quanto a realidade mudou para melhor”, destacou. O gestor também enfatizou o trabalho coletivo da administração municipal. “Somos um grupo unido, com um objetivo em comum: fazer de São Gonçalo uma cidade cada vez melhor e mais feliz.”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o caso envolvendo o Banco Master pode representar a maior fraude bancária já registrada no Brasil.
Segundo ele, a liquidação da instituição é de interesse público porque o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) — responsável por ressarcir os clientes — é capitalizado, em parte, pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após enfrentar uma grave crise de liquidez. O FGC vai pagar cerca de R$ 41 bilhões a 1,6 milhão de credores, na maior operação do tipo já realizada no país.
Haddad defendeu rigor na apuração, sem prejuízo ao direito de defesa. Também afirmou que o Ministério da Fazenda apoia o Banco Central, que é alvo de um processo no TCU para investigar possíveis falhas na liquidação.
Na segunda-feira (12), o BC retirou um recurso contra a inspeção determinada pelo TCU, após reunião entre autoridades. Com isso, o tema não será levado ao plenário da Corte.
Para Haddad, a transparência fortalece o processo. Ele elogiou o trabalho técnico da equipe do BC e disse que houve diálogo com a Procuradoria-Geral da República durante as decisões.
A empresa Lumi Energia Solar anunciou a suspensão temporária de suas atividades comerciais, deixando de realizar novas contratações a partir desta data. O comunicado oficial foi divulgado pela própria empresa e informa que a decisão já está em vigor.
Apesar da paralisação comercial, a Lumi garantiu que continuará operando de forma prioritária na entrega, execução e cumprimento integral de todos os contratos já firmados com clientes. Segundo a nota, o foco será assegurar que todas as obrigações assumidas anteriormente sejam honradas.
A empresa também informou que permanecerá disponível para esclarecimentos, porém exclusivamente por meio de seus canais oficiais de atendimento. Entre eles estão o WhatsApp (84) 98104-5492 e o e-mail [email protected].
A gigante americana de logística FedEx anunciou que vai encerrar os serviços de entrega e transporte doméstico no Brasil. A decisão faz parte de uma mudança estratégica da empresa no país e passa a valer a partir do dia 6 de fevereiro, quando serão suspensas as coletas para envios nacionais.
A informação foi comunicada oficialmente a parceiros e clientes nesta terça-feira (6). Com isso, a companhia deixará de atuar no segmento de entregas internas, tanto para empresas quanto para consumidores finais, encerrando uma operação que nunca atingiu o desempenho esperado no mercado brasileiro.
Especialistas do setor apontam que, apesar da forte presença global da FedEx, a empresa não conseguiu conquistar market share relevante no Brasil, enfrentando forte concorrência e altos custos operacionais. O cenário acabou comprometendo a rentabilidade da operação local.
Diante do volume de investimentos feitos ao longo dos anos e dos resultados considerados abaixo do previsto, a FedEx optou por rever suas prioridades e concentrar esforços em outros mercados e serviços, marcando o fim de sua atuação no transporte doméstico brasileiro.
Ninguem aguennta mais esse País, impostos por cima de impostos, distribuição de recursos para Lei Rouaned,etc e o Paraguai de braços abertos para receber as empresas. 10% é a carga tributaria de lá.
Amazon e mercadolivre, além das trocentas transportadoras, continuam bombando. A questão é que ela quis entrar bem tarde.
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou as ameaças de atacar o Irã caso o país não concorde em negociar um novo acordo nuclear, enquanto as forças dos EUA realizam um exercício aéreo de vários dias no Oriente Médio, reforçando a presença militar de Washington na região.
Os exercícios têm como objetivo aprimorar a capacidade da Força Aérea dos EUA de deslocar rapidamente pessoal e aeronaves, operar a partir de locais dispersos e manter as operações com uma pegada mínima, informou o Comando Central das Forças Aéreas dos EUA, o componente da Força Aérea dos EUA para o Oriente Médio e Ásia Central, na segunda-feira (26).
O exercício também demonstra a capacidade dos aviadores de gerar missões de combate sob condições exigentes ao lado de parceiros, garantindo que o poder aéreo permaneça pronto quando e onde for necessário.
Trump, na quarta-feira (28), reiterou seu aviso da semana passada de que uma “armada” está se dirigindo para o Irã e ameaçou uma possível ação militar após a repressão brutal do regime a uma onda de protestos antigoverno.
Sua última ameaça exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.
“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que as forças armadas do país estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas do Irã. Mas ele também reiterou a disposição do Irã de alcançar um acordo nuclear justo e equitativo.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, disse que não estão ocorrendo negociações com os EUA, mas que “mensagens indiretas estão sendo trocadas”.
“Se eles afirmam querer negociações, devem parar de fazer ameaças”, postou ele no X.
As tensões sobre o programa nuclear do Irã têm escalado progressivamente desde que Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com o Irã, em 2018, e reimpos o regime de sanções. A administração Trump argumentou que o Irã busca eventualmente produzir armas nucleares, o que o Irã tem negado repetidamente.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou, de acordo com uma postagem de segunda-feira do CENTCOM (Comando Central), que supervisiona as forças dos EUA no Oriente Médio e no Oeste e Centro da Ásia.
O Banco Central identificou um suposto esquema de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master, 36 empresas — muitas de pequeno porte e sem atividade real — e fundos de investimento ligados à gestora Reag. As informações são do Valor Econômico.
Segundo comunicação enviada ao Ministério Público, os recursos vinham de empréstimos fictícios concedidos a essas empresas, que depois aplicavam o dinheiro em fundos como D Mais e Bravo. Esses fundos, por sua vez, investiam em outros fundos da Reag, onde ocorreria o desvio.
O dinheiro tinha como origem depósitos em CDBs feitos por clientes do Banco Master, muitos com garantia do FGC. Após circular por fundos e operações suspeitas, os valores voltavam ao banco como novos CDBs, agora em nome de laranjas.
Um dos principais instrumentos usados no esquema seriam as cártulas do antigo Besc. O fundo High Tower comprava esses papéis por valores baixos e os registrava por preços muito maiores. Um lote adquirido por R$ 850 milhões foi reavaliado para R$ 10,8 bilhões.
Com isso, o fundo informou um retorno anual de 10,5 milhões por cento em 2024, gerando um ganho de R$ 10,5 bilhões em um ano.
A empresa Brain Realty aparece na lista com um empréstimo de R$ 449 milhões. Em média, cada empresa envolvida movimentou cerca de R$ 288 milhões.
O BC também apontou o uso de fundos exclusivos para lavagem de dinheiro, incluindo Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Maia 95 e Anna — alguns citados na Operação Carbono Oculto, que investigou o uso de fundos para ocultar dinheiro do PCC.
Além desse esquema, o Banco Central apura outra fraude envolvendo a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes do Banco Master para o BRB. Parte dos recursos dessas operações teria sido usada em pedidos de aumento de capital com dinheiro de contas laranja.
O BC pediu à Justiça o bloqueio de R$ 11,5 bilhões para ressarcir credores, como o FGC e fundos de pensão públicos.
A Reag afirmou que seus fundos são regulados, auditados e supervisionados pela CVM e pelo BC.
A defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negou qualquer ligação com as operações investigadas.
A cada dia que passa, esse escândalo do ex Banco Master, só afunda mais algumas figuras proeminentes da nossa república, aí tem pano para render até 2027, será que vamos ter uma renovação do estado a altura de modificar algo? Eu creio que sim, os podres devem se torar.
Em 13 de setembro de 2025, 24 milhões de pessoas jogaram ao mesmo tempo “Roube um Brainrot”, do Roblox, estabelecendo um novo recorde mundial. Nesse dia, eu e a minha esposa deletamos o aplicativo do tablet do nosso filho de 10 anos.
A plataforma reúne milhões de jogos criados pelos usuários —hoje, mais de 150 milhões de usuários diários, dos quais 40% declaram ser menores de 13 anos. A empresa fornece as ferramentas, e a comunidade produz o conteúdo.
Muitos motivos anteriores não nos levaram a tomar a decisão de deletar o aplicativo: os quase 80 processos nos Estados Unidos de facilitação de aliciação de melhores, os casos de sequestro, os jogos com temas antissemitas ou racistas, o trabalho infantil ou a arquitetura econômica que entrega aos desenvolvedores uma pequena fração da renda dos jogos.
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Sabíamos de tudo isso e, mesmo assim, permitíamos que o nosso filho jogasse no Roblox, cedendo às razões mundanas pelas quais as famílias cedem: choro, medo de decepcionar os filhos e a sensação de impor a eles um custo social, já que todos os amigos jogam. Administrávamos os riscos —desligamos o chat e configuramos filtros—, mas fechávamos os olhos para as questões morais.
O que nos fez finamente agir foi uma rotina insuportável de brigas e negociações. Um dia, o nosso filho nos fez prometer que voltaríamos de um almoço a tal hora porque havia algo inadiável no jogo. A família estava se adaptando à plataforma, mas o que a tornava especialmente problemática?
Em entrevista ao Hard Fork, podcast de tecnologia do jornal The New York Times, o CEO do Roblox, David Baszucki, disse que um sistema de apostas na plataforma parecia “muito divertido e óbvio”. O executivo falava de algo semelhante ao Polymarket, site em que adultos apostam no resultado dos mais diversos eventos.
Acredito que a maioria das famílias consideraria esse recurso absurdo, já que o Roblox é voltado para crianças. No entanto, a plataforma já está repleta de mecanismos de apostas.
Em “Roube um Brainrot”, jogo que gerou o basta em casa, a partida começa com uma esteira vermelha por onde surgem, aleatoriamente, personagens com diferentes preços. Isso expõe o usuário ao reforço intermitente, mecanismo psicológico em que recompensas imprevisíveis produzem mais engajamento. Muitos produtos infantis exploram essa lógica, como o Kinder Ovo e os pacotes de figurinhas.
No entanto, antes do lançamento da plataforma, em 2006, existiam os caça-níqueis. De acordo com a antropóloga Natasha Dow Schüll, as máquinas, que geravam uma receita minoritária dos cassinos na década de 1980, passaram a responder por cerca de 85% dos seus lucros no começo dos anos 2000. O objetivo dos caça-níqueis —segurar o jogador na cadeira— foi aperfeiçoado durante décadas.
Para isso, era crucial manter os apostadores na chamada zona da máquina, estado em que perdem a noção de tempo e o fluxo consciente e permanecem no ritmo contínuo e hipnótico do jogo. Essa condição foi estudada por Schüll, autora do livro “Addiction by Design”, resultado de 15 anos de pesquisa sobre as máquinas de apostas dos cassinos de Las Vegas.
Um requisito para alcançar a zona da máquina é eliminar qualquer sinal de parada. Esses sinais costumavam estar presentes em toda a parte das nossas vidas: o fim de um disco ou os créditos de um filme. Hoje, plataformas de streaming emendam um episódio no seguinte. “Competimos com o sono”, disse o cofundador da Netflix em 2017.
Eu já havia notado isso. Na primeira infância do meu filho, tive que desabilitar a função de exibição automática do próximo episódio de um desenho para que ele concordasse em tomar banho. Do contrário, uma batalha começava.
Os sinais de parada também eram abundantes nos videogames antigos, por meio da passagem de fases ou da morte de personagens. Não há nada parecido em “Roube um Brainrot”, em que existe uma vida invencível em uma fase contínua.
“SimCity” e “Minecraft”, por exemplo, também não têm paradas, mas “Roube um Brainrot” alia a isso outra estratégia: diversas tarefas de curto prazo. Enquanto naqueles jogos clássicos havia objetivos abertos, de construção e de escolhas não induzidas, em “Roube um Brainrot” o usuário armazena os personagens em plataformas na sua base. Eles geram dinheiro a todo segundo, é preciso voltar à base para coletar os ganhos e a base pode ser invadida a qualquer momento por outros jogadores.
Dessa forma, o usuário opera em três ciclos —acumulação, obtenção de renda e defesa— e há sempre um objetivo. Nos caça-níqueis atuais, a frequência de eventos pode atingir 1.200 apostas por hora. “Você não quer restaurar o estado cognitivo do jogador para que ele possa tomar decisões racionais”, afirmou uma analista de design de cassinos. “No espaço entre cálculo e intuição, racionalidade e afeto, a indústria busca receita”, escreveu Schüll. Na infância, esse espaço é maior.
Tanto os caça-níqueis quanto “Roube um Brainrot” combinam metas de curto prazo com a promessa de um prêmio pelo tempo investido dos jogadores. Nas máquinas, há rodadas bônus para quem completa um número de jogadas. No jogo do Roblox, cronômetros anunciam que, em tantos minutos, um personagem de alto valor surgirá na esteira.
Mesmo que o jogador consiga sair da zona da máquina e pense em parar, desistir tem um custo: o tempo investido no jogo. Não por acaso, o meu filho costumava pedir para jogar mais alguns minutos quando eu insistia para que ele parasse.
Esses mecanismos fazem com que, uma vez no jogo, seja difícil sair. Há também o desafio de fazer o jogador chegar. Para levar apostadores às máquinas, os cassinos seguiam os princípios de um livro de Bill Friedman, ex-presidente de uma casa de apostas de Las Vegas e consultor de cassinos por mais de 30 anos. A entrada dos estabelecimentos deveria ter formas curvas, com uma transição gradual entre o lado de fora e o de dentro, e máquinas deveriam ser posicionadas a poucos passos da entrada.
Da mesma forma, o Roblox se esforça para remover qualquer dificuldade de cadastro. A plataforma não exige email, número de telefone, verificação de identidade ou permissão dos pais. O jogador só precisa inserir um nome de usuário, uma senha e uma data de nascimento. A exceção é para o uso do chat, em que a verificação de idade por meio de foto do rosto é obrigatória, mas o sistema é falho e pode ser burlado.
As crianças podem, então, ter acesso a milhares de jogos sem que os pais os aprovem individualmente, o que o procurador-geral do Texas chamou de “promessas e garantias enganosas”. A classificação indicativa de cada jogo é declarada por seus desenvolvedores, com uma revisão posterior apenas pela própria plataforma.
Essa facilidade de acesso é tão estratégica para a obtenção de novos usuários que o Roblox resiste em implementar verificações mínimas, como exigir um telefone. É possível criar 95 contas em uma hora na plataforma, o que permite que criminosos voltem quase instantaneamente depois de serem banidos.
Obter usuários, porém, não basta. É preciso garantir que eles sempre voltem à plataforma. Em Las Vegas, esse problema foi resolvido espalhando caça-níqueis por toda a cidade. Já o Roblox encontrou uma solução ainda mais eficiente que as notificações em celulares e tablets: eventos com data e hora marcadas, durante os quais os jogadores recebem de graça itens raros, que exigiriam horas para serem conquistados.
A expectativa do evento se espalha entre amigos, gerando Fomo (medo de ficar de fora), o que os desenvolvedores assumem abertamente, em palestras da empresa, a buscar no Roblox. No sábado às 16h, sempre havia um evento, e o meu filho insistia para não sairmos de casa nesse horário.
Como se não bastasse, o jogo aumenta os rendimentos em até 30% quando amigos jogam simultaneamente, criando um incentivo permanente ao recrutamento de novos usuários.
Tanto em cassinos quanto no Roblox, o dinheiro é convertido em créditos, chamados de Robux na plataforma, mas a conversão não é de um para um. A chamada desmaterialização do dinheiro ofusca o seu valor e reduz o desconforto emocional associado a gastar.
No caso do Roblox, essa conversão ainda varia de acordo com fatores como quanto o usuário está comprando. “Roube um Brainrot” tem ainda a sua moeda própria, que pode ser comprada com Robux, também com outra taxa de conversão.
Uma vez que o dinheiro vira pontos abstratos, é hora de gastá-lo. As microtransações, um fracionamento do gasto em quantias tão pequenas que não disparam resistência psicólogica, são a estratégia mais rápida para isso.
Nos caça-níqueis, isso se materializou em “penny slots”, apostas de um centavo por linha, mas de centenas de linhas simultâneas. Já “Roube um Brainrot” permite ao usuário pagar cerca de 39 Robux, o equivalente a R$ 3, para desfazer a proteção das bases rivais por um minuto. O valor é baixo, mas a oferta está sempre presente.
A retenção de usuários também é monetizada por meio de publicidade, com anúncios exibidos só para contas de maiores de 13 anos. A partir deste ano, o Roblox passou a permitir que jogadores escolham assistir a comerciais em troca de itens nos jogos.
Por último, a monetização também ocorre por meio de itens e personagens. Uma das principais formas de obtê-los nos jogos da plataforma é comprando “lucky blocks “(caixas-surpresa), proibidas ou restritas a menores de idade em diversos países por serem consideradas jogo de azar.
Para mitigar a frustração vinda das caixas, alguns jogos implementam o “pity system”, garantia de um item raro depois de um número fixo de sorteios ruins. Com a mesma lógica, a rede de cassinos Harrah’s calcula, para evitar a desistência dos apostadores, o limiar de perdas que os levaria a parar e dispara um bônus para “transformar a dor em boa experiência”, de acordo com Schüll. O “pity system” foi mencionado como estratégia por desenvolvedores em uma conferência do Roblox em 2023 com a mesma lógica e o mesmo vocabulário.
Em cassinos da Austrália —até a proibição do recurso, a partir de 2007— e no Roblox, o recurso de “autoplay” permite que o jogador apenas invista o dinheiro: a máquina ou o jogo é quem atua. A antropóloga descreve isso como o estágio final da sequência que vai da agência do jogador para a zona da máquina e, dela, para a automação total.
As armadilhas de tempo, a sorte e o Fomo foram respostas dos desenvolvedores ao sistema de pagamentos baseados em engajamento, que os remunera pelo tempo que jogadores pagantes passam em seus jogos. Para isso, o Roblox fornece ferramentas com monitoramento detalhado sobre em que ponto os jogadores abandonam o jogo, quanto tempo passam e em que momento compram —tudo discriminado por idade, gênero e modelo do aparelho.
É a mesma transformação que a autora de “Addiction by Design” documentou nos cassinos: a indústria abandonou, na década de 1990, jogos baseados em “adivinhação e instinto” em favor de máquinas que funcionam como “dispositivos de vigilância eletrônica em rede” capazes de registrar comportamentos em tempo real.
A diferença é que os cassinos mantêm essas ferramentas sob controle estrito de operadores e fabricantes. O Roblox as distribui amplamente a milhões de criadores, muitos deles adolescentes, que se transformam em operadores de extração de atenção sem que precisem conhecer qualquer teoria de comportamento.
Já o programa Recompensa ao Criador prevê bônus para desenvolvedores que consigam trazer novos usuários ou reativar contas inativas. Pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), o tratamento e a manutenção de dados pessoais de crianças depende do consentimento dos pais e deve obedecer ao princípio do melhor interesse do menor. Resta saber como sistemas projetados para maximizar o tempo de tela e os gastos nos jogos atendem a esse critério.
Quando tirei o meu filho do Roblox, quis remover a sua conta. Para a minha surpresa, essa opção não existe, apenas deixar a conta inativa. Na primeira crise da criança em um dia de família cansada, a ação pode ser revertida facilmente.
Depois de muita pesquisa, escrevi um email para a empresa alegando que, ao manter a conta, eles infringiam a LGPD. Ao longo de um mês, foram mais de uma dezena de emails, a maioria em inglês (algo que a plataforma exigiu), cópia do passaporte e fotos até conseguir a remoção da conta.
Um desenvolvedor entrevistado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia expõe como a arquitetura do sistema força o uso de práticas predatórias: “As duas principais coisas que impulsionam os algoritmos [de recomendação de jogos] são a receita gerada e a retenção […]. Se todos estão usando táticas de apostas para crianças para gerar receita, se eu quiser competir, fica implícito que também preciso adicionar apostas para crianças”.
O Roblox afirma que 90% do tráfego começa na página inicial da plataforma. Não por acaso, quase todos os jogos nela estão repletos de mecanismos de apostas. A indústria de games não vende mais diversão, mas monetiza a frustração e a impulsividade.
Essa desconexão entre diversão e tempo gasto desafia o senso comum: se uma criança escolhe passar horas ali, algum prazer deve existir. Porém, esse raciocínio parte de uma confusão fundamental entre diversão e engajamento, já que as principais estratégias do Roblox não se apoiam no lúdico, mas em colecionismo e sorteios e na tensão permanente entre perder um investimento material ou de tempo e a pressão de grupo.
A indústria de cassinos também enfrentou esse dilema décadas atrás. “As pessoas não querem realmente ser entretidas. Nossos melhores clientes querem ser totalmente absorvidos”, disse um designer de apostas a Schüll.
O valor de jogar no Roblox não está na experiência, mas em não ficar de fora. Faltar a eventos da plataforma significa perder o investimento de tempo, os itens raros e a conexão com colegas.
Baszucki, CEO da plataforma, disse ver o Roblox como algo parecido ao futuro do sistema telefônico e ter como meta atingir 1 bilhão de usuários.
Está nítido que o objetivo é se tornar uma rede social. A plataforma já possui elementos similares, como perfis, listas de seguidores, feeds de atividade e notificações constantes. Os avatares funcionam como ferramenta de expressão identitária e comparação social permanente —itens de vestuário dos avatares aparecem com seus respectivos preços. A empresa também lançou, em setembro de 2025, o Roblox Moments, que espelha o formato do TikTok.
Essa transformação parece ser uma questão de mercado. Em “Careless People”, Sarah Wynn-Williams, ex-executiva do Facebook, narra como a companhia voltou seus esforços para outros segmentos depois de saturar o mercado americano adulto. Documentos internos da Meta mostram que a empresa estudou a psicologia de crianças e explorou produtos para usuários de 5 a 10 anos. Quando Mark Zuckerberg tentou lançar o Instagram Kids em 2021, 44 estados dos EUA se opuseram ao projeto e a empresa foi forçada a recuar.
Enquanto a Meta colidiu com a barreira moral da proteção à infância, o Roblox vem ampliando o seu mercado escalando a pirâmide etária de baixo para cima. A plataforma já introduziu jogos para maiores de 17 anos, cogita criar funcionalidades de namoro e não descarta a presença de nudez na plataforma, o que transformaria um playground em ambiente adulto sem precisar trocar de endereço.
Ao ser classificado como plataforma de jogos, o Roblox consegue operar sob um regime regulatório mais brando que o das redes sociais —a empresa ficou de fora, por exemplo, da regulação da Austrália, que atingiu até o YouTube.
Se o conteúdo dos jogos e o uso do chat por predadores sexuais são conhecidos, o design viciante e a estrutura de incentivos financeiros da plataforma raramente ganham atenção. Um estudo indica a razão dessa disparidade: enquanto um texto abusivo ou uma imagem ofensiva são alvos evidentes, o design opera de forma fluida, o que dificulta o seu enquadramento.
Em uma entrevista, o CEO do Roblox narrou a luta para ajudar o seu filho de 21 anos, diagnosticado com transtorno bipolar. Em uma crise de mania, ele jogou fora os remédios e fugiu de casa, o que fez Baszucki recorrer a “voo particular, carro alugado, tipo coisa de equipe SWAT” para encontrá-lo.
A compreensão do problema com o meu filho levou seis meses, durante os quais eu larguei um trabalho presencial para, entre outras coisas, ficar mais perto das crianças. Para substituir o tablet com o Roblox, comprei um Nintendo Switch 2 e alguns jogos que custaram cerca de R$ 5.000. Não recorri a operações swatianas, mas tinha duas coisas raras: tempo e dinheiro —tempo para observar, ler e comparar e dinheiro para trocar uma plataforma grátis por um console caro. A maioria das famílias não dispõem de nenhum dos dois, e o CEO do Roblox sabe bem disso.
Tenho 43 anos, cresci na internet e trabalho como programador. Mesmo assim, preciso seguir vigilante: o Spotify começou a pôr vídeos na plataforma de podcasts que o meu filho escuta e, em determinado momento, um aplicativo de edição de vídeos “kid friendly” se revelou uma rede social disfarçada.
Parafraseando Gaia Bernstein, autora de “Unwired”, insistir na responsabilidade individual dos usuários ignora as assimetrias de poder. Como indivíduos isolados, tentamos resistir a um exército dos melhores programadores, armados de teorias psicológicas sólidas e dados infinitos, além de equipes jurídicas que fazem com que os seus clientes não sejam regulados a contento.
De volta a “Addiction by Design”, Schüll conta a história de Darlene, uma viciada em caça-níqueis que buscava respostas ao seu problema em um grupo de apoio. “Sei como é”, respondiam a ela, que não estava interessada em empatia. Um dia, alguém escreveu: “Caça-níqueis são caixas de Skinner para humanos. Reforço intermitente. O rato não sabe quando vem a recompensa, então nunca para de apertar a alavanca”.
Um grupo de criminosos roubou cerca de 30 milhões de euros (R$ 196,7 milhões) de uma agência do banco Sparkasse, em Gelsenkirchen, no oeste da Alemanha. O crime só foi descoberto quando um alarme de incêndio acionou bombeiros e policiais. A polícia comparou o assalto ao filme “Onze Homens e um Segredo”.
Os ladrões abriram um buraco circular na parede da sala de cofres usando uma furadeira de grande porte. Foram violados 3,2 mil compartimentos, atingindo mais de 2,5 mil clientes que guardavam dinheiro, ouro e joias. O método lembra um crime semelhante ocorrido há um ano em Lübeck, quando 300 cofres foram arrombados e 10 milhões de euros foram levados.
Segundo a investigação, os assaltantes entraram pela garagem, romperam uma sala de arquivos e perfuraram a parede que dava acesso ao cofre principal. Câmeras de vigilância mostraram homens carregando sacolas grandes do estacionamento vizinho entre sábado (27) e domingo (28). Um Audi RS 6 deixou o local na manhã de segunda-feira (29). Até agora, os criminosos continuam foragidos.
Na terça-feira (30), cerca de 200 clientes se aglomeraram em frente à agência em busca de informações. Alguns tentaram forçar a entrada, e a polícia precisou fechar o local para proteger os funcionários. O banco informou que a agência permanecerá fechada por tempo indeterminado.
O episódio de violência registrado em Porto de Galinhas (PE), após desentendimento sobre cobrança por cadeiras e guarda-sol, acendeu o alerta em praias turísticas do Nordeste e trouxe o debate para a orla de Ponta Negra, em Natal. Diante da repercussão, o Procon Natal reforçou que a cobrança pelo uso da estrutura é permitida, desde que feita de forma clara, transparente e sem exigência de consumação mínima.
Segundo a diretora-geral do órgão, Dina Pérez, as principais denúncias recebidas envolvem cobrança de valores não informados previamente, diferença entre preço anunciado e o cobrado na conta, taxas extras sem aviso e distinção de preços entre turistas e moradores. “O Código de Defesa do Consumidor não proíbe a cobrança pela estrutura, mas veda qualquer tipo de condicionamento ou imposição de consumo”, explica.
Em Ponta Negra, barraqueiros afirmam que adotam regras claras para evitar conflitos. Alguns estabelecimentos liberam cadeiras e guarda-sol mediante consumo, enquanto outros cobram um valor fixo pelo uso, abatido caso o cliente consuma no local. Trabalhadores destacam ainda os altos custos de manutenção das barracas, cadeiras e guarda-sóis como justificativa para a cobrança.
O Procon informou que intensificou ações educativas e fiscalizações durante o veraneio para orientar comerciantes e proteger consumidores. Em caso de irregularidade, a recomendação é reunir provas como fotos, nota fiscal e identificação do estabelecimento e registrar denúncia pelos canais oficiais do órgão ou junto à Prefeitura do Natal.
É necessário uma REGULAMENTAÇÃO URGENTE para os comerciantes nas praias de Natal, EM TODAS ELAS, fornecer comanda e nota fiscal é básica, cardápio, regras claras e informações assim que o cliente procura uma barraca dessas. Geralmente A MAIORIA abusa dos clientes, impondo regras fora da lei e valores abusivos. Passei por tudo isso na praia do forte com minha família dia 04/01
A rede de restaurantes Camarões, de Natal, anunciou o encerramento das atividades de sua filial em São Paulo nesta terça-feira (30). No Instagram da unidade, a empresa confirmou: “Encerramos hoje as atividades da nossa unidade em São Paulo”.
Desde maio de 2021, a filial levou a culinária potiguar e a hospitalidade típica do Camarões a um novo público. A rede destacou que, ao longo desses anos, construiu vínculos, criou conexões e proporcionou experiências à mesa, reconhecendo os erros e acertos do percurso.
O restaurante reforçou a gratidão à equipe e aos clientes que participaram do projeto e concluiu que a experiência em São Paulo faz parte da história da marca. No comunicado, convidou o público a reencontrá-los em Natal, mantendo a “genuína experiência potiguar”.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, costumava receber políticos e autoridades para jantares numa mansão de 1,7 mil metros quadrados de área construída, avaliada em R$ 36 milhões, localizada no Lago Sul, em Brasília.
Segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em seu blog no O Globo, pelo menos em uma dessas noites, Alexandre de Moraes esteve presente — embora sem sua mulher, Viviane, cujo escritório de advocacia tinha o ex-banqueiro como o seu melhor cliente.
Neste jantar, ocorrido no último trimestre do ano passado, quando já estava em vigor o contrato de R$ 129 milhões de Viviane com o Banco Master, Moraes dividiu as conversas com políticos poderosos do Centrão, deputados, ex-ministros e, naturalmente, com o gentil anfitrião, segundo escreveu Jardim.
Moraes era o único ministro do STF entre os cerca de vinte convidados, todos homens. Segundo o relato de um dos participantes deste e de outros jantares na casa brasiliense de Vorcaro, eram noites de conversas amenas.
“Nem é preciso discutir a possibilidade de algum assunto do Master ter sido conversado naquela noite. Até porque, se fosse o caso, teriam ocasiões mais discretas para isso. Mas parece claro que a simples presença de um integrante da Corte num jantar na casa do melhor cliente de sua mulher pode soar inconveniente“, assim classificou a situação, o jornalista Lauro Jardim em seu blog.
A atuação da advogada Roberta Maria Rangel, ex-mulher do ministro Dias Toffoli, no STF e no STJ cresceu significativamente após a posse dele no Supremo, em 2009. O número de processos conduzidos por ela nessas Cortes saltou de 53 para 127 — aumento de cerca de 140%.
Levantamento do Estadão aponta que 70,5% das ações com participação da advogada começaram após a chegada de Toffoli ao STF. No Supremo, 9 de 35 processos tiveram início nesse período; no STJ, foram 118 de 145. O casal se separou no primeiro semestre deste ano, marco considerado na análise.
Rangel atua para grandes empresas, como J&F e CSN, além de companhias do agronegócio e da construção civil. Entre os casos, estão disputas bilionárias no STJ e ações que chegaram ao STF, algumas encerradas por perda de objeto ou ainda pendentes de julgamento.
A legislação não proíbe familiares de ministros de advogar no STF, mas impede que o magistrado julgue processos em que haja atuação de parentes, exigindo declaração de impedimento. Em 2023, o Supremo flexibilizou regras ao permitir julgamentos quando a parte é cliente de escritório ligado a parente, desde que outra banca seja a responsável formal.
Situações semelhantes já foram observadas com cônjuges de outros ministros. Toffoli e Rangel não comentaram. Empresas citadas também não se manifestaram.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, inicia nesta segunda-feira (19) uma viagem internacional por Israel e países do Oriente Médio, com possíveis escalas na Europa.
Ele e o irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado em dezembro, foram convidados para palestrar na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, nos dias 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Nas redes sociais, Flávio disse estar “profundamente honrado” com o convite e reafirmou seu apoio ao povo judeu e o combate ao antissemitismo.
Após Israel, o senador deve visitar Bahrein e Emirados Árabes Unidos, buscando aproximação com governos aliados ao grupo político da família Bolsonaro. A viagem foi organizada por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025.
O retorno ao Brasil está previsto para 15 de fevereiro. O Senado autorizou sua ausência oficial entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.
No sábado (17), Flávio voltou a defender a união da direita contra o governo Lula. Ele citou Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro, Ratinho Jr., Romeu Zema e Ronaldo Caiado como aliados estratégicos.
“Um palanque único vai acontecer no tempo certo”, afirmou.
O Banco Central anunciou novas regras para o Pix, que entram em vigor em fevereiro de 2026, junto com medidas de segurança obrigatórias para os bancos. As mudanças buscam reduzir fraudes e aumentar as chances de devolução de valores desviados.
Mecanismo Especial de Devolução (MED)
A principal novidade é o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Atualmente, o sistema rastreia apenas a conta do primeiro recebedor e só permite a devolução se ainda houver saldo. Como criminosos costumam transferir o dinheiro rapidamente para outras contas, mais de 90% das tentativas de recuperação fracassam.
Com as novas regras, os bancos terão de adotar o rastreamento em cascata, acompanhando o caminho do dinheiro mesmo após transferências para outras contas, o que amplia a possibilidade de reaver os valores.
Padronização das informações exibidas ao cliente
Outra mudança é a padronização das informações exibidas ao cliente. A partir de 2 de fevereiro, as instituições deverão identificar claramente o pagamento original, a data, o valor e o motivo da devolução em casos de fraude.
O Banco Central reforçou que o Pix segue gratuito para pessoas físicas. A cobrança de tarifas continua permitida apenas para pessoas jurídicas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou, em agosto de 2023, pela inconstitucionalidade de um trecho do Código de Processo Civil (CPC) que restringia a atuação de magistrados em processos envolvendo escritórios de advocacia de cônjuges ou parentes. A decisão voltou ao centro do debate após a revelação de um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes.
A informação foi divulgada pela colunista Malu Gaspar e confirmada pelo colunista Tácio Lorran, do Metrópoles, e ganhou repercussão após relatos de que Moraes teria atuado junto ao Banco Central em favor da instituição financeira. O voto que derrubou o inciso VIII do artigo 144 do CPC foi redigido pelo ministro Gilmar Mendes e contou com o apoio de Moraes, além de Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.
O dispositivo, em vigor desde 2015, impedia juízes de atuar em processos nos quais figurasse como parte cliente de escritório pertencente a cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau, mesmo que o patrocínio fosse feito por outro advogado. Para Gilmar Mendes, a regra poderia gerar distorções e ferir o princípio do juiz natural.
No voto acompanhado por Moraes, o decano argumentou que a restrição poderia provocar uma “onda” de impedimentos e um custo administrativo elevado, dada a quantidade de julgamentos anuais no STF. Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin, relator da ação, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso.
Por 15 votos contra 9, os vereadores de Natal decidiram manter o processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT) na comissão processante, em sessão extraordinária nesta terça-feira (27).
A votação foi contra o parecer da comissão especial que havia optado pelo arquivamento do processo. Além dos 15 votos a favor da manutenção do processo, 9 vereadores votaram a favor da extinção do processo, três se abstiveram e outros 2 se ausentaram da votação.
Veja abaixo como votaram os vereadores:
VOTARAM CONTRA ARQUIVAMENTO DO PROCESSO:
Aldo Clemente
Chagas Catarino
Claudio Custodio
Cleiton
Daniel Rendal
Daniel Santiago
Eriko Jácome
Albert Dickson
Fulvio Saulo
Kleber Fernandes
Preto Aquino
Robson Carvalho
Subtenente Eliabe
Tercio Tinoco
Tony Henrique
VOTARAM PELO ARQUIVAMENTO:
Carlos Silvestre
Camila Araujo
Daniel Valença
Eribaldo Medeiros
Leo Souza
Pedro Henrique
Samanda Alves
Tercio de Eudiane
Thabata Pimenta
ABSTENÇÕES:
Luciano Nascimento
Irapoã Nóbrega
João Batista
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