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Para Bolsonaro, Moraes está isolado contra anistia: ‘Apenas ele não quer’

Foto: Thiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Em entrevista ao Oeste Sem Filtro desta segunda-feira, 7, o ex-presidente Jair Bolsonaro comentou a proposta de anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e afirmou que sua resistência vem apenas de Alexandre de Moraes: “Quem não quer é um ministro do Supremo Tribunal Federal, apenas ele.”

Segundo Bolsonaro, a proposta de “anistia humanitária” ganhou apoio transversal. “Essa pauta da anistia vai ganhando corpo entre políticos, governadores, parlamentares, e a população vai se conscientizando do que está acontecendo”, disse.

“Os partidos de esquerda, PT, PCdoB, Psol, eu vejo que tem gente de alguns partidos, que eu converso também, que gostariam de votar conosco, mas ficam amarrados na orientação partidária, porque até mesmo a esquerda não concorda com o que está acontecendo”, relatou o ex-presidente.

O ex-presidente enfatizou o peso simbólico e político da manifestação pró-anistia na Avenida Paulista neste domingo, 6, e destacou a presença de oito governadores — número que representa mais da metade do PIB e da população brasileira.

Além disso, Bolsonaro revelou a estratégia que envolve articulação direta com parlamentares e coleta de assinaturas para que a proposta de anistia avance no Congresso. Como revelado pelo Placar da Anistia de Oeste, o número de apoios chegou a 191 e cresce a cada dia.

“Vamos chegar a 257 assinaturas no requerimento, para a gente apresentar para ele [o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)]“, disse Bolsonaro. “Conversei com quase todos os líderes, do centro, sem direita e direita, e são favoráveis à anistia.”

No entanto, ele revelou que há resistência dentro do Parlamento, sobretudo pela atuação de Motta. “Ele leva pressão do ministro lá do Supremo, que não devia acontecer, isso é uma interferência”, disse, em referência a Moraes.

Os atos do 8 de janeiro

Bolsonaro destacou o caso da manifestante Débora, mãe de duas crianças pequenas, como símbolo da injustiça do tratamento dado aos presos. “A Polícia Federal vai buscá-la lá na sua casa, vai tirá-la do contato com seus filhos, vai arrastá-la para um camburão e levar para uma penitenciária, deixando dois filhos pequenos em casa”, refletiu.

O ex-presidente também refutou a narrativa de que os atos de 8 de janeiro tenham sido uma tentativa de golpe: “Alguma arma de fogo foi apreendida? Não, nem arma branca”, disse. “Estou também sendo acusado de depredação de patrimônio. Eu estava nos Estados Unidos, Como é que eu depredei o patrimônio?”

Ao comentar o caso do ex-assessor Filipe Martins, Bolsonaro se mostrou indignado com a multa de R$ 20 mil aplicada por Moraes pelo simples fato de Martins aparecer em uma foto de outubro de 2024. “Não tem critério, é pessoal”, criticou. “A gente tem que dar graças a Deus que não foram R$ 22 milhões, como ele multou o PL, multou só em R$ 20 mil.”

O caso do general Braga Netto também foi mencionado com preocupação. “A gente ficou sabendo que ele estava numa sala com um tratamento completamente isolado, quase que uma solitária”, revelou. “Isso é triste para a gente, porque qual foi o crime do Braga Netto?”

Bolsonaro critica inquéritos do STF

Bolsonaro criticou os inquéritos que o investigam e denunciou a prática conhecida como pesca probatória. “Quando foram atrás do [Mauro] Cid, atrás de uma possível vacina falsificada, no telefone dele ali, acharam outras coisas, e começaram as investigações”, recordou.

Ele também ironizou a fragilidade das acusações. “Na parte criminal, quando aparecem palavras como ‘talvez’, ‘possivelmente’, ‘quem sabe’, ali o advogado busca absolver o seu cliente”, disse.

Para Bolsonaro, Moraes não busca a verdade, mas, sim, uma narrativa. “A pessoa que é dona do inquérito, ela é vítima, ela interroga, ela vai ser juiz, ela dá dica ao delator, ela é tudo”, avaliou. “Essa pessoa não vai querer mostrar a verdade ali, ela quer mostrar que está certa e ponto final. E o objetivo é condenar.”

Bolsonaro traçou paralelos com perseguições sofridas por lideranças conservadoras ao redor do mundo, como Donald Trump, Marine Le Pen e opositores na Venezuela: “É o lawfare, o ativismo judicial”, definiu.

“Só que o Trump tinha uma força muito grande, e a Justiça lá é menos politizada do que a nossa aqui”, comparou. “Fizeram a mesma coisa na França, com a Marine Le Pen. Na Venezuela, afastaram os dois principais oponentes do Maduro, Maria Corina e o Capriles.”

Sobre as rusgas na direita, Bolsonaro apelou à união e criticou a divisão promovida por alguns influenciadores: “Conversei com alguns desse time do lado… está do nosso lado, mas tá se julgando o censor do mundo, onde alguém de direita fala alguma coisa, ele é contra e já ataca todo mundo”, criticou. “Um comportamento semelhante a esse, lá atrás, ajudou para que o Lula chegasse ao poder.”

Revista Oeste

Opinião dos leitores

  1. 4 anos do governo Bolsonaro e não responde um processo de corrupção, mais os bandidos esquerdiopatas defensores do Luladrão estão querendo ele preso…bandido defende bandido

    1. Para começar tire esse nome, ele não tem nada a ver com o vermelho, e esse negócio de papuda tá ficando enfadonho, mequetrefe, coisa de fuxico de quenga suja, tem dois anos e pouco e os doentes só falam nisso, é certo que o MITO é o homem mais bem avaliado e querido do Brasil, caso aconteça o que vcs desejam e sonham kkkkk, não muda nada, vamos votar em qualquer candidato da direita e colocar esse velho rabugento, cachaceiro e mentiroso numa cadeira de rodas e mandar JANJA para uso pessoal e intransferível de MACRON.

  2. O dia de Alexandre de Moraes vai chegar e, jamais será perdoado pelas atrocidades e arbitrariedades cometidas por esse indivíduo.

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Finanças

Empreendedores brasileiros podem investir nos EUA sem medo

Foto: Divulgação

Expandir o negócio que já deu certo no Brasil para fora do país. Parece ser um sonho distante para muitos empreendedores brasileiros, que por não conhecer os trâmites da internacionalização do negócio acabam abortando a ideia. Nos Estados Unidos, mais precisamente no estado da Flórida, onde há uma grande concentração de brasileiros, uma consultoria profissional pode virar a chave e abrir um novo mundo de oportunidades.

É o caso da Invest Plus Realty, empresa do brasileiro Luca Martins, que atende o investidor ou empreendedor, desde a identidade da marca, passando pela elaboração do Plano de Negócios, até a escolha do melhor ponto para fincar bandeira nos EUA. “Nosso trabalho está em analisar e entender o produto ou serviço que o empreendedor oferece, adaptar os processos e identidade desse negócio para a realidade americana e maximizar a possibilidade de sucesso desse empreendimento nos EUA”, explica Luca Martins.

Com o auxílio profissional, o risco de expandir os negócios no estrangeiro é reduzido substancialmente. Mas, vale ressaltar que o sucesso depende muito do negócio e do empreendedor. “O sucesso do negócio depende exclusivamente de quem opera. Passamos as diretrizes, mas não podemos dar garantia numérica ou percentual”, ressalta Luca.

Segundo ele, é muito comum o receio de investir num lugar ‘desconhecido’, cuja cultura, economia, leis, costumes e pessoas são diferentes. “A ideia de desbravar outros horizontes é atrativa, porém, também muito temida. Afinal, como montar um negócio – e fazê-lo dar certo – em águas não conhecidas?”, questiona o empresário.

“O desafio de internacionalizar o negócio, no entanto, não é o único motivo que leva o empreendedor brasileiro a nos procurar. Em muitos empreendedores mora o sonho de mudar para os EUA e assim prover uma vida com mais segurança e qualidade para si e para os seus”, observa Luca. “A busca por um investimento ou negócio que possa sustentar esse sonho é o que tem feito dezenas de empresários nos procurarem nos últimos anos”.

A cereja no bolo dos serviços prestados pela Invest Plus Realty está no fato de trabalhar em parceria com profissionais de imigração, com o objetivo de formatar negócios que dêem a oportunidade de visto para os investidores e seus familiares. “Nossa missão é possibilitar aos nossos clientes que vivam e trabalhem com o que amam nos Estados Unidos de forma legal e lucrativa”, enfatiza o CEO da Invest Plus.

A ‘Meca’ dos brasileiros

A Flórida se notabilizou por ser uma espécie de ‘Meca’ para o investidor brasileiro. O estado registrou o maior número de investimentos estrangeiros no mercado imobiliário dos Estados Unidos em 2021. Outro dado interessante é que os brasileiros investiram 1,6 bilhão de dólares em imóveis na terra do Tio Sam, entre abril de 2021 e março de 2022, segundo o relatório anual de investimentos estrangeiros da National American Realtor (NAR). E responderam por 41% das compras de propriedades, segundo o mais recente relatório divulgado pela National Association of Realtors (NAR), em parceria com Florida Realtors.

“O ramo de alimentação tem sido nosso carro-chefe. De fato, em termos de oportunidade local, com cerca de 75 milhõess de turistas circulando anualmente, o ramo alimentício tem sido o tipo de empreendimento mais buscado entre os brasileiros. Concessionária de carros vem em segundo lugar e clínicas de estética, em terceiro”, revela Luca Martins.

O perfil do empreendedor ou investidor que procura os Estados Unidos para ampliar seus negócios ou investimentos é formado por brasileiros que buscam ‘dolarizar’ e diversificar o patrimônio. Geralmente, são empresários e executivos à procura de segurança e estabilidade econômica, além de uma possível migração para a terra do Tio Sam.

Sobre Luca Martins

Empresário, o brasileiro Luca Martins criou a Invest Plus Realty com o propósito de prestar consultoria complesta de negócios aos empresários e investidores brasileiros em solo americano. Além de auxiliar nos processos e adaptações do negócio, a empresa trabalha com compra, venda e aluguel de imóveis residenciais e comerciais em toda Flórida.

Luca integra o time de painelistas que vai participar do Encontro Cultural Orlando Natal – ECON, evento gratuito que será realizado na Arena das Dunas, entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro. As inscrições podem ser feitas pelo site do Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/econ-encontro-cultural-orlando-natal-2022/1596691.

O ECON tem como objetivo dar visibilidade a vários serviços prestados aos brasileiros nos Estados Unidos, a partir de Orlando. O Encontro Cultural Orlando Natal – ECON é uma realização da Inout Brazil, Fórum Negócios, Acarta Comunicação e LIDE Rio Grande do Norte. Mais Informações: https://www.econ2022.com.br/

Opinião dos leitores

  1. Se eu tivesse dinheiro investido em paraíso fiscal, ou lucrando com à venda das estatais brasileiras. Mas pera, esse é o Pau no Guedes, atual ministro né! Com certeza ele tem grana para investir nos EUA.

    1. Cala tua boca e vai receber seus 600 reais! Aproveita e compra lenços pra o dia 2 de outubro.

    2. Oi!, vc acredita nisso mesmo, falta de informação sei que não é, provavelmente vc é mais um daqueles maluquetes insanos e babadores, assista pelo menos a globo, que sabe assim não escreva besteira.

    3. Adestrador o Homem já era rico, diferente do pudim de cana que ficou rico roubando, aconselho vc a escutar, principalmente, PALOCCI E OS JOESLEYS, as delacoes deles são muito reveladoras.

    4. Pois eu aconselho a vcs um curso de português kkkkk, estão com dificuldade para digitar é??? muuuuuuuuu!!!

    1. O bandido das rachadinhas deveria ter escondido o dinheiro desviado no exterior e não em compras de dezenas de imóveis em dinheiro vivo…

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Geral

FERIADÃO EM NATAL: Veja o que abre e fecha no comércio na quinta (20) e sexta (21)

Foto: Canindé Soares

O comércio de Natal tem funcionamento alterado durante o feriado nacional de quinta (20) – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra – e o municipal de sexta-feira (21) – Dia de Nossa Senhora da Apresentação, padoreira de Natal.

A programação do comércio durante esse feriadão foi divulgada nesta segunda (17) pela Câmara de Dirigentes Lojistas Natal (CDL).

A CDL informou a operação em especial dos comércios de rua, shoppings e supermercados.

Comércio de rua

Centro da Cidade

Quinta (20) e sexta (21)

  • Abertura facultativa, com algumas lojas abrindo das 8h às 12h

Zona Norte

Quinta (20) e sexta (21)

  • Das 8h às 13h

Shopping Centers

 

Praia Shopping

Quinta (20) e sexta (21)

  • Praça de Alimentação aberta a partir das 11 às 21hs.
  • Demais Lojas, aberta das 14h às 20hs;
  • Para os cinemas, deve ser consultada a programação no site www.moviecom.com.br

Cidade Jardim

Quinta (20) e sexta (21)

  • Alimentação aberto a partir das 12h
  • Lojas e quiosques abrem das 14h às 20h

Partage Norte Shopping

Quinta (20) e sexta (21)

  • Lojas e quiosques: 15h às 21h
  • Lojas Âncoras e Megalojas: Abertura facultativo a partir das 11h, e obrigatório das 15h às 21h
  • Praça de Alimentação e Lazer: das 11h às 22h
  • Academia: das 08 às 17h
  • Carrefour das 07 às 21hs.
  • Cinema: conforme programação.

Shopping Cidade Verde (Nova Parnamirim)

Quinta (20)

  • Alimentação e lazer -12h às 22h
  • Lojas diversas -15h as 20
  • Clínicas –fechada

Sexta (21)

  • Funcionamento normal das 9h às 20h

Natal Shopping

Quinta (20) e sexta (21)

  • Alimentação e Lazer: 11h às 22h
  • Quiosques Alimentação: 13h às 21h
  • Lojas e Quiosques: 15h às 21h
  • Lojas Mega e Âncoras: 12h às 21h
  • Alpendre: 14h às 23h
  • Academia Bodytech: 08h às 15h
  • Cinema: Conforme programação

Via Direta

Quinta (20) e sexta (21)

  • Aberto das 14 às 21h

Midway Mall

Quinta (20)

  • Alimentação e lazer das 11h às 22h
  • Demais lojas a partir de 12h às 21h
  • Cinemark aberto conforme programação
  • Supermercado Pão de Açúcar das 7h às 22h;

Sexta (21)

  • ⁠Alimentação e lazer das 11h às 22h
  • Demais lojas a partir de 12h às 21h
  • Cinemark aberto conforme programação
  • Supermercado Pão de Açúcar das 7h às 22h;

Shopping 10

Quinta (20)

  • Aberto das 08 às 18hs

Sexta (21)

  • Das 08h às 15h (Estacionamento gratuito para clientes em compras somente neste dia).

Supermercado

 

Quinta (20) e sexta (21)

  • Das 7 às 21h

Lazer

 

  • Parque das Dunas: aberto das 7h30 às 17h (entrada: R$ 1,00).
  • Cajueiro de Pirangi: aberto das 8h às 17h30 (entrada: R$ 8,00; meia-entrada para crianças de 7 a 12 anos, estudantes, professores e idosos, mediante comprovação).
  • Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte: aberto ao público das 5h às 18h, garantindo aos visitantes acesso às trilhas pavimentadas para práticas de caminhada, corrida, passeios e ciclismo. Durante os feriados, a Biblioteca, a Torre e o Setor Administrativo permanecerão fechados, retomando suas atividades normais na segunda-feira, 24 de novembro.
  • Bosque das Mangueiras: aberto das 5h às 18h.
  • Parque Estadual Mata da Pipa: das 9h às 13h – horário reduzido na quinta, 20 (entrada gratuita).

Serviços públicos

 

  • Escolas: A rede estadual de ensino e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) não terão expediente.
  • Ceasa: Abre na quinta (20) e sexta-feira (21), das 3h às 13h; a administração central estará fechada
  • Mercado da Agricultura Familiar: abre quinta (20) e sexta (21) em horário reduzido: 6h às 13h.
  • Programa Restaurante Popular: todos fecham na quinta (20). Na sexta (21), restaurantes de Natal estarão fechados e os do interior abertos.
  • Programa Leite Potiguar: Nas cidades de Natal e Mossoró não haverá entrega na quinta (20) e sexta-feira (21). Nos demais municípios a entrega acontece normalmente, sem interrupção.
  • Hemonorte: Abre na quinta (20) até às 12h, na sexta-feira (21) e no sábado (22) das 7h às 18h. Já o espaço do Hemonorte no Partage Shopping, em Natal, estará fechado de quinta-feira (20) a domingo (23).
  • Unicat: Fecha na quinta-feira (20), e reabre na sexta-feira (21) e no sábado, das 7h até às 12h.
  • O Complexo Rampa: abre quinta-feira e sexta-feira, das 09h às 18h, com a Exposição Mundo Zira.
  • Caern: não terá atendimento presencial, mas manterá os canais de atendimento 115, WhatsApp (84) 98118-8400, a agência virtual e o app Caern Mobile, com equipes de plantão.

g1

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Brasil

Lula avalia propor volta da Petrobras à distribuição de combustível

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia incluir o retorno da Petrobras para o mercado de distribuição de combustível em seu plano de governo para a corrida eleitoral de 2026.

A possibilidade é debatida pelo governo federal em meio ao impacto da guerra no Oriente Médio.

A percepção do Planalto é de que a existência de um posto da Petrobras gera concorrência e minimiza o tabelamento de preços

Mesmo que a BR Distribuidora – vendida em 2019 para a Vibra Energia – controlasse apenas um terço do mercado, os preços que a estatal praticava serviam como referência ao consumidor e evitava que outras empresas cobrassem cifras abusivas, avaliam membros do governo.

Acontece, no entanto, que o contrato de venda da BR à Vibra, fechado em 2019, incluiu uma cláusula de não concorrência (non-compete).

Na prática, a Petrobras não pode criar ou operar uma nova rede de postos que compita neste mercado. A restrição é válida até meados de 2029.

Governo e postos

Desde o início do governo, a Esplanada dos Ministérios reclama que os cortes nos preços de combustíveis pela Petrobras demoram a chegar ao consumidor final.

Na última quinta-feira, ministros se reuniram com executivos para cobrar que seus postos repassem à ponta a nova redução de impostos e subvenção estabelecidas em resposta à guerra no Oriente Médio.

Além disso, Lula decidiu, num pacote de ações mirando o mercado de combustíveis, reforçar o papel da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em fiscalizar possíveis abusos neste mercado.

Além disso, o governo estabeleceu que os postos de combustíveis devem adotar sinalização clara e visível sobre a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. A gestão ainda fixou multas de até R$ 1 bilhão àqueles que descumprirem regras.

CNN

Opinião dos leitores

  1. A BR Distribuidora nunca vendeu combustíveis mais baratos que a concorrência. Praticava preços de mercado e muitas vezes até mais caro. Já está provado e comprovado que é só um “cabide de emprego” para os petralhas.

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Judiciário

Autista, PCD, ambulante e morador de rua tentam absolvição no STF por 8/1

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Réus em ações sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, pessoas com deficiência, autistas, vendedores ambulantes e moradores de rua tentam demonstrar sua inocência aos ministros do STF.

Defensores públicos e advogados têm tentado absolver seus clientes mostrando que eles nada tiveram a ver com o ataque. Hoje, eles respondem em liberdade sob a condição de medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e comparecimento periódico à Justiça.

Até agora, a Corte condenou 188 pessoas e absolveu apenas uma: o morador de rua Geraldo Filipe da Silva. Ele foi inocentado depois de a PGR (Procuradoria-Geral da República) dizer que não havia provas contra ele. O ministro Alexandre de Moraes concordou, afirmando haver “dúvida razoável”, e foi seguido pela maioria dos colegas.

‘Não tem o menor jeito de golpista, não era um manifestante’. Com essa frase e uma foto de Elielson dos Santos, 47, a DPU (Defensoria Pública da União) inicia manifestação dirigida a Moraes em março. O ministro pediu que o órgão se posicionasse depois que o réu descumpriu as medidas cautelares por não ter comparecido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

Denunciado vendia água no QG do Exército quando foi preso, diz a defesa. Elielson responde por “incitar, publicamente, animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais”. O órgão informou a Moraes que se trata de “pessoa em situação de extrema vulnerabilidade social, que atualmente não tem telefone” — o defensor só conseguiu conversar com ele depois de ligar para conhecidos com quem ele vende produtos no semáforo.

A justificativa [para não comparecer em juízo] é que ele é o único responsável pelos cuidados de seus 2 filhos menores de idade (9 e 10 anos), pois a mãe das crianças foi assassinada na frente delas na Bahia.

Embora diga ter provas de que estava no QG apenas para trabalhar, Elielson informou ter interesse em assinar acordo de não persecução penal para tirar tornozeleira e trabalhar. No acordo, a pessoa precisa confessar o crime, que deve ter pena mínima inferior a quatro anos, e tem que ser réu primário. Além de evitar o processo judicial, o mecanismo, se cumprido a rigor, evita que o denunciado perca a condição de réu primário.

Um vendedor ambulante chegou a Brasília na noite de 8/1, quando invasões já haviam ocorrido. A defesa alega que Ademir Domingos Pinto da Silva saiu de Passo Fundo (RS) num ônibus comercial rumo à capital federal para vender capas de celulares, bandeiras e camisetas do Brasil que havia comprado no Paraguai. A advogada Taniéli Telles de Camargo diz que ele foi detido mesmo depois de se identificar como ambulante, mostrar suas mercadorias, as notas e o valor de R$ 5.000 que havia ganhado com as vendas.

Jean de Brito da Silva foi diagnosticado com transtorno do espectro autista e deficiência intelectual moderada ainda na infância. Saiu de Juara (MT) sem conhecimento da família para “protestar contra o aborto” em Brasília e acabou detido na Praça dos Três Poderes enquanto ajudava idosas que fugiam de bombas de efeito moral, segundo sua defesa. Os advogados protocolaram laudos médicos que comprovam enfermidades, mas Jean ficou preso por seis meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Diante do resultado, a PGR se manifestou pela “absolvição imprópria, haja visto o reconhecimento da inimputabilidade”. Desde que foi solto, Jean passa por acompanhamento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e aguarda a apreciação das manifestações da defesa e do MPF.

Defensoria diz não haver provas contra morador de rua. Wagner de Oliveira é “acometido por problemas de saúde física (nanismo) e mental (esquizofrenia)”, segundo a DPU. Na apresentação de sua defesa, há comprovações de atendimentos recebidos por ele no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua.

As denúncias apresentadas ao STF ignoram as condutas individuais e são redigidas em bloco, com textos idênticos. De modo geral, segundo o defensor Gustavo de Almeida Ribeiro, os acusados enfrentam duas categorias principais de acusações: um grupo é composto por aqueles que estavam nos chamados QGs e são acusados de incitação ao crime e associação criminosa; o outro é formado por quem estava na Praça dos Três Poderes e está sendo acusado de abolição violenta do Estado de Direito, crime cujas penas variam de quatro a oito anos de prisão.

A PGR já sustentou a legalidade dessas denúncias. O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do grupo que investiga e apresenta denúncias contra os manifestantes, afirmou que a medida é possível porque os delitos foram praticados por uma multidão — os chamados crimes multitudinários. “A jurisprudência admite a narrativa genérica da participação de cada agente”, disse Santos ao jornal O Estado de S. Paulo.

Com informações de UOL

Opinião dos leitores

    1. Morrem vários bandidos por dia no regime carcerário no Brasil, sabia? Um bolsonarista a um tempo atrás diria: “CPF cancelado”, “bandido bom é bandido morto”, “se não queria estar preso, não teria cometido crime”. Agora o que vemos é esse pessoal defendendo bandidos que atentam contra a república, os 3 poderes, até homicidas esse pessoal defende! E haja incoerência…

    2. Mané, você conhece esse cara? Há pouco tempo ele era herói da esquerda. Ele quer falar contigo. Você anda procurando umas coisas aí. ➡️Glenn Greenwald

  1. Se você acredita na tese de “abolição violenta do Estado democrático de direito” em que os supostos golpistas não portavam NENHUMA arma, você é um idiota muito burro ou um mau caráter muito cretino, não existe terceira opção.

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Geral

Cinco anos da pandemia: profissionais do setor funerário relembram desafios e aprendizados

Profissionais do Morada da Paz refletem sobre as mudanças no trabalho, desafios emocionais e o impacto da alta demanda durante a pandemia

Há cinco anos, o Brasil registrava a primeira morte por Covid-19, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava oficialmente a pandemia causada pelo coronavírus (Sars-CoV-2). No Rio Grande do Norte, foram registrados 582,6 mil casos da doença, resultando em 8.689 óbitos entre 2020 e 2022, segundo dados do Ministério da Saúde.

O setor funerário esteve entre os mais impactados pela pandemia, enfrentando uma demanda sem precedentes enquanto se adequava a rigorosos protocolos sanitários.

No cemitério, funerária e crematório Morada da Paz, referência no segmento, os desafios foram imensos, exigindo adaptações para garantir que o suporte às famílias enlutadas continuasse sendo prestado com acolhimento, segurança e dignidade.

Mudanças, adaptações e desafios

Para lidar com a alta demanda e prestar atendimento humanizado, foram adotadas diversas medidas, como reestruturação do estoque de insumos, treinamento das equipes para seguir as normas sanitárias e adaptação das cerimônias para respeitar as restrições. Além disso, o Morada da Paz promoveu lives e webinares sobre o luto, auxiliando colaboradores e famílias a enfrentarem esse momento.

A gerente de Cuidado ao Cliente no Morada da Paz, Mariana Cedraz, relembra os desafios enfrentados no início da crise. “Começamos a perceber um crescimento acelerado no número de mortes. Estávamos tão focados em atender as famílias que passamos dias e noites desenvolvendo soluções para viabilizar o atendimento remoto. O setor funerário é burocrático e informatizar processos foi essencial para garantir um serviço eficiente em meio à alta demanda”, conta.

Além dos desafios operacionais, a equipe enfrentou forte desgaste psicológico. “Houve momentos em que atendemos um óbito pela manhã e, horas depois, recebíamos um pedido para adiar o seputamento porque outro membro da família havia falecido. Isso gerou um impacto emocional enorme na equipe, que precisou lidar com o medo da contaminação e, ao mesmo tempo, oferecer acolhimento às famílias em luto”, destaca Mariana.

Acolhimento e novas formas de despedida

Lucineide Bento da Silva, cerimonialista no Morada da Paz, relembra que a pandemia exigiu uma nova abordagem no acolhimento das famílias. “Foi um período de muitas incertezas, medo e tristeza.
Precisamos reorganizar a equipe para garantir um atendimento respeitoso e seguro, sem perder a essência do nosso trabalho: honrar a memória de quem partiu com segurança para todos e, em especial, oferecer conforto a quem ficou”, explica.

Com as restrições sanitárias impedindo velórios tradicionais, o Morada da Paz adaptou o ambiente das cerimônias para tornar as despedidas mais personalizadas. Foram criadas
homenagens simbólicas, utilizando porta-retratos, banners, flores e mensagens personalizadas para tornar os momentos de despedida mais acolhedor, mesmo com a limitação do contato físico que limitava até mesmo um abraço nos enlutados.

“Um dos primeiros sepultamentos que realizamos foi de um médico. Saber que aquela pessoa, que dedicou sua vida a cuidar e salvar outras, havia partido foi muito impactante. Nos unimos para organizar uma despedida que realmente honrasse sua memória. Criamos um ambiente especial, reunimos fotos, flores e fizemos uma homenagem com um texto emocionante. Até hoje me emociono só de lembrar”, compartilha Lucineide.

O impacto emocional e suporte psicológico

O impacto emocional da pandemia também exigiu um olhar especial para a saúde mental dos profissionais do setor funerário. O Serviço de Psicologia do Luto, que já era oferecido aos colaboradores antes da pandemia, foi ampliado para atender a crescente demanda emocional da equipe.

Mariana conta que houve momentos em que se perguntou como seria passar por tudo aquilo. E o medo de levar o vírus para casa era constante. “A pressão era enorme: além da preocupação com minha família, meu trabalho exigia que eu estivesse presente, lidando diretamente com pessoas em luto. Foi nesse período que comecei o acompanhamento psicológico, pois a sobrecarga emocional de gerir uma equipe e enfrentar tantos desafios”.

Cinco anos depois: reflexões e aprendizados

Hoje, cinco anos após o início da pandemia, Mariana e Lucineide seguem atuando no acolhimento às famílias e compartilham suas reflexões sobre o período.

“Viver esse período me fez refletir sobre a importância do meu trabalho ao longo desses 20 anos, especialmente nos momentos de dor e saudade das famílias enlutadas. Mais do que uma profissão, é uma missão que reafirma, todos os dias, que na era da inteligência artificial, a presença humana é insubstituível”, destaca Lucineide.

Para Mariana, a pandemia mudou sua perspectiva sobre a vida e a morte. “A morte pode chegar para qualquer um, a qualquer momento, sem aviso. Isso me fez perceber a importância de viver e amar no presente. Antes, eu priorizava o trabalho, estendia jornadas, trabalhava nos finais de semana. Hoje, busco estar mais presente para minha família. Quero viver cada momento com intensidade”, conclui.

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Política

Lula evita confronto com Trump, mas aposta em discurso de soberania na campanha

Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve adotar uma estratégia mais cautelosa na disputa pela reeleição e evitar embates diretos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A avaliação no entorno do petista é de que um discurso abertamente anti-Trump pode limitar o alcance eleitoral ao público já alinhado à esquerda.

Nos bastidores, a orientação é modular o tom: Lula não deve se apresentar como opositor direto do líder americano, mas também não pretende explorar proximidade política. Em vez disso, a campanha deve priorizar a defesa da soberania nacional como principal bandeira.

A estratégia inclui reforçar a imagem de um presidente experiente em meio a um cenário global de instabilidade, com conflitos como a guerra na Ucrânia e tensões no Oriente Médio. A ideia é atrair o eleitorado de centro, considerado decisivo para o resultado da eleição.

Outro fator que pesa na cautela é o receio de interferência externa. Aliados temem que ataques diretos possam provocar reação de Trump em favor do senador Flávio Bolsonaro, possível adversário na disputa presidencial.

Apesar da linha mais moderada, o plano pode mudar caso surjam ações do governo americano contra o Brasil durante o período eleitoral. Ainda assim, no cenário atual, o foco da campanha deve ser menos ideológico e mais voltado à narrativa de defesa dos interesses nacionais.

Com informações do O Globo

Opinião dos leitores

  1. Sabor soberania e/ou soberania ideológica??? Esta é a palavra da vez foi substituído pela palavra “gopi” que usavam desde o impeachment da dilma

  2. RESUMINDO.
    LULA MAIS UMA VEZ QUERENDO ENGANAR TROUXAS.
    Lula cadê?
    Vc não quer criar mais a moeda pra enfrentar o dólar americano?
    Lula e a Magnistik do Alexandre hein?
    E a internet vc parou de querer controlar?
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Que soberania Lula?
    A que vc negociou??
    Cala te a boca descondenado, pra cima de muar??
    Kkkkkkkkkkkkkk.

    1. Pelo visto, você não sabe diferenciar um estadista de um estatista ou de um de carburador de foguete.

  3. Soberania de quem? a) do crime organizado, com ‘jurisdição’ sobre enormes fatias do território brasileiro? b) da alta corte, que vive se confraternizando no alemar com potentados com causas na Corte e que não prestam satisfação a ninguém, fazem o que lhes dá na telha c) dos banqueiros, empreiteiros ou barões de negócios com regulações sob encomenda associados ao Rei, sobretudo ao anterior?

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Geral

Papa Leão XIV diz que Deus não ouve orações de ‘líderes que promovem guerras’

Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane/Foto de arquivo

O Papa Leão XIV disse neste domingo (29) que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e que eles têm “mãos cheias de sangue”. As declarações aconteceram enquanto a guerra do Irã entrou em seu segundo mês.

Dirigindo-se a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos, a celebração que abre a Semana Santa que antecede a Páscoa para os 1,4 bilhão de católicos do mundo, o pontífice chamou o conflito de “atroz” e disse que Jesus não pode ser usado para justificar quaisquer guerras.

“Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse Leão.

Opinião dos leitores

  1. Quer dizer que é para deixa os ditadores matarem cristãos, viva quem combate as injustiças cometidas por ditadores sanguinários, que Papa é esse?

  2. Uai Papa, e o senhor acha que esses políticos que mata os filhos de Deus,ora????? Eu não tem um pingo de temor ao Deus vivo e soberano

  3. Segundo a Bíblia, ele ouviu a oração de Davi. De Saul, Salomão e etc..pelo visto o Papa Pulou esse trecho

    1. E onde que Davi matou os infiéis,se não foi a mando de Deus vivo, Saul não foi agraciado por Deus,pois fez tudo contra o que Deus mandava, Salomão no começo ouvia o que Deus mandava ele fazer,mas depois foi adorar deuses estranho, acho que você vai ter que ler a palavra de Deus,ah não sou católica,sou cristã evangélica

    2. Oi Vera Lúcia CRISTÃ EVANGÉLICA. Todos esses líderes tiveram que tomar decisões, e agiram com GUERRA sem exitar. Também cometeram erros, porque afinal de contas eram homens, o que quero dizer é que afirmar que Deus é Somente Paz é Falácia.
      Como disse Flávio Vegécio.”Si vis pacem, para bellum.”se queres paz, prepara-te para a guerra”.

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Geral

Como sites de jogos de azar transformam Brasil no paraíso de golpistas

Reprodução

Divulgada em profusão na internet, a prática virou febre entre brasileiros nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia da Covid-19. Trata-se de uma espécie de máquina de caça-níquel virtual, onde o objetivo é, contando com a sorte, obter combinações que rendam prêmios.

Embora o Tigrinho, em si, não seja ilegal — ele pode, inclusive, ser operado por bets autorizadas a atuar no país — a natureza do jogo abre espaço para manipulações e golpes, como quando é programado para não bonificar apostadores ou impede a retirada de valores conquistados.

Na ação de agosto, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola apreendeu 223 computadores e 113 celulares usados na criação de perfis falsos nas redes sociais. No esquema, 113 angolanos atuavam em turnos de 12 horas no call center pelo qual interagiam com os clientes brasileiros, seduzidos pela ilusão de ganho fácil. A estrutura também era usada para captar dados bancários e pessoais das vítimas.

— É uma estrutura financeira complexa, com transferências de valores do Brasil para vários pontos do mundo, e desses pontos para Angola. Em euros ou dólares, esse dinheiro era depois convertido em kwanzas (moeda local) para realimentar a rede criminosa — descreve Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC.

O GLOBO identificou nove plataformas clandestinas operadas a partir do hotel Sunshine. No Instagram e no Telegram, principais meios de divulgação desses sites, elas anunciam suas atividades como se fossem concorrentes, mas eram tocadas do mesmo endereço, quando não do mesmo computador. Todas têm como principal atração o Jogo do Tigrinho e as variantes que incluem outros animais do horóscopo chinês, como coelho, rato, porco, touro e dragão.

Quatro meses após as prisões, as plataformas YYDBet, DTBet, Globaljogo, Mundojogo, LLLBet, Rei KF, EeeBet, KF-Topo e PPPJogo seguem no ar, angariando apostadores brasileiros. Nenhuma delas consta na lista do Ministério da Fazenda, divulgada neste segundo semestre, de páginas autorizadas a operar no país.

Em outubro, uma nova operação da polícia angolana desmantelou outro esquema similar. No hotel Diamond Black, também em Talatona, um ugandês e oito chineses, com idades entre 19 e 36 anos, foram presos por montarem uma central de golpes com foco no Brasil. Uma oficina mecânica servia de fachada para os criminosos.

Uma das atividades ilegais do grupo era a divulgação do cassino on-line LNBet, que tem o Jogo do Tigrinho como principal atração. Cada operador angolano recebia diariamente 700 números de celulares brasileiros. Mediante a promessa de bônus em dinheiro, eles convenciam as vítimas a apostar na plataforma. Assim como no primeiro caso, os sites permanecem a pleno vapor, bem como os grupos que os divulgavam nas redes, com novos lançamentos.

— As estruturas dessas organizações criminosas não são piramidais, com um líder máximo no vértice superior. São redes neurais espalhadas pelo mundo — explica, de modo geral, o delegado Felipe Leal, da Divisão Nacional de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Recuperação de Ativos da Polícia Federal (PF).

A investigação em Angola mostrou que influenciadores do Brasil são aliciados para divulgar os sites fraudulentos. Eles são recompensados com comissões que variam a depender dos depósitos feitos por novos apostadores.

Uma dessas personagens é Wendy Pereira, que, em outubro de 2023, compartilhou no Instagram um vídeo da festa de lançamento da DTBet. Na gravação, Wendy aparece ao lado de outras jovens em uma van rumo a um restaurante luxuoso em Barra de São Miguel (AL). As imagens de passeios de barco, quadriciclo e champanhe estourando são intercaladas com a de apostas supostamente bem-sucedidas no Tigrinho.

Em novembro do mesmo ano, o influenciador Igor Aventureiro publicou um vídeo no qual caminha em uma praia paradisíaca até parar diante de um “X” marcado na areia, onde se lê o nome da plataforma chinesa YYDBet. Igor aparece cavando com as mãos até encontrar várias notas de R$ 100 e R$ 50. “YYBet realizando sonhos”, escreveu. As prisões em Angola, associadas aos dois sites, não acanharam a dupla, que não cessou as divulgações. Eles não responderam ao contato do GLOBO.

Nos últimos dois anos houve aumento de ações policiais no Brasil mirando responsáveis por divulgar o Tigrinho. É comum que investigados de diferentes estados relatem que, por trás dos sites, estavam cidadãos chineses, que tratam como “chefes”. Os influenciadores, contudo, demonstram pouco conhecimento dos meandros do esquema e sequer sabem os nomes dos supostos patrões, como frisam investigadores ouvidos pelo GLOBO.

A apuração que mais chegou perto de entender a operação foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal e levou ao indiciamento da ex-BBB Adélia Soares por falsidade ideológica e associação criminosa. Advogada da influenciadora Deolane Bezerra, ela foi apontada como a responsável por abrir de forma irregular uma empresa para chineses operarem jogos ilegais no país.

Registrada em Suzano (SP), a Playflow era uma processadora de pagamentos que recebia os valores das apostas feitas nas plataformas. O dinheiro seguia para outras intermediadoras até sair do país para Curaçao, paraíso fiscal no Caribe, via transações com CPFs de pessoas mortas. Procurada, Adélia não retornou, mas alegou atuar “dentro da legalidade” quando o caso veio à tona.

— Como essas empresas não precisam de autorização do Banco Central, estão fora de várias normativas, e o fluxo financeiro fica fora de controle — diz o delegado Erick Sallum, responsável pela investigação. — É uma instituição de pagamento dentro da outra, como uma boneca russa.

Leia mais

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. O golpismo tá no planalto , como pode um ladrão condenado em três instâncias por 37 juízes , chegar a Brasília sob a égide do stf minúsculo ?

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Brasil

Quadrilhas faturaram R$ 186 bilhões em um ano no Brasil com crimes virtuais e furtos de celular, aponta estudo

Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo


Associado ao tráfico de drogas, o crime organizado no Brasil ganhou R$ 186 bilhões com golpes virtuais e furtos de celulares de julho de 2023 a julho do ano passado, segundo um relatório divulgado na quarta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo mostra também que as facções passaram a lucrar mais com atividades comerciais praticadas de forma ilegal, golpes pela internet e furto de celulares. A receita estimada com o comércio paralelo de combustíveis, ouro, cigarro e bebidas em 2022 foi de R$ 147 bilhões, enquanto que a venda de cocaína teria gerado R$ 15 bilhões.

Em relação ao campo virtual, os pesquisadores avaliam que o avanço das facções é um exemplo da capacidade de adaptação do crime às evoluções tecnológicas. “A alta taxa de furtos de celulares facilita essas mudanças, uma vez que os equipamentos eletrônicos, e os celulares em especial, se tornaram portões de entrada para crimes digitais”, diz o documento do FBSP.

Já entre os quatro outros mercados explorados por organizações criminosas, o setor de combustíveis e lubrificantes está à frente, com um total estimado de R$ 61,5 bilhões — 41,8% da receita deste grupo de atividades. O de bebidas aparece em seguida, com uma receita de R$ 56,9 bilhões. Na sequência, estão os mercados de extração e produção de ouro, com R$ 18,2 bilhões, e de tabaco e cigarros, com R$ 10,3 bilhões.

— A alta circulação e a demanda destes setores, atrelado ao baixo controle estatal e de circulação, explica o interesse das facções em atuar neles. Mas os mercados de drogas e armas continuam sendo atividades centrais para o crime organizado — ressalva Nívio Nascimento, assessor de relações internacionais do FBSP.

Segundo o pesquisador, o interesse dos criminosos nos quatro mercados se explica pelas penas mais brandas pelo envolvimento nestes crimes, na comparação com o tráfico de drogas. Este cenário propicia a atuação das facções nestes setores de “alta rentabilidade”, avaliou.

“Apesar de avanços, o setor de combustíveis carece de um sistema nacional integrado de rastreamento, dificultando o combate à ilegalidade. Práticas como adulteração, contrabando, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro são amplamente utilizadas por organizações criminosas, exigindo uma resposta integrada do Estado e do setor produtivo para enfrentar os amplos impactos econômicos, sociais e ambientais dessas atividades ilícitas”, aponta o relatório do Fórum de Segurança.

A entidade afirma que cerca de 38% da produção nacional de ouro entre 2015 e 2020 têm indícios de ilegalidade, com a movimentação de R$ 40 bilhões e um forte impacto na Amazônia. Em relação aos combustíveis, a comercialização ilegal de 13 bilhões de litros anuais resulta em perdas fiscais de R$ 23 bilhões, estima o FBSP.

O relatório acrescenta que o mercado ilegal de tabaco no Brasil representa 40% do consumo nacional, significando R$ 94,4 bilhões em perdas de receita com impostos nos últimos 11 anos. No caso da falsificação e do contrabando de bebidas, as perdas tributárias foram de R$ 72 bilhões somente em 2022, segundo o Fórum de Segurança Pública.

O relatório destaca como as atividades ilícitas se entrelaçam e “formam um ecossistema que ultrapassa o narcotráfico e contrabando tradicionais”. Os grupos criminosos exploram brechas institucionais e regulatórias para lavar dinheiro e ocultar ganhos de fontes como o tráfico e extorsões, diz a entidade.

Os pesquisadores afirmam que a falta de integração de dados e de informações sobre produção, rastreamento, tributação e segurança entre órgãos como Receita Federal, Polícia Federal e agências reguladoras prejudica o enfrentamento ao crime organizado. Para combater o crescimento destes mercados clandestinos, o Fórum aponta a necessidade de incorporação de dados sobre controle de produção e rastreamento às iniciativas de inteligência financeira, como as conduzidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O objetivo da proposta da entidade é fortalecer a capacidade do Estado e dos órgãos de segurança de mapear fluxos financeiros ilícitos e redes de comércio ilegal de produtos.

— É necessário complementar a dinâmica de atuação das forças de segurança para frear estas potencialidades de novas fronteiras do crime organizado. Para além de monitorar o dinheiro, é preciso complementar a estratégia aumentando o nível de controle e rastreamento de produtos — aponta Eduardo Pazinato, coordenador do estudo.

O estudo ressalta que as organizações criminosas têm concentrado suas operações não apenas em mercadorias ilegais, mas também em mercados regulados. Entre os exemplos citados estão as investigações que revelaram conexão de empresas de transporte público de São Paulo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). “ Com um faturamento anual estimado em R$ 6,7 bilhões, o PCC estaria explorando o sistema de transporte público para legitimar seus ganhos ilegais”, diz o FBSP.

O relatório sugere a promoção de campanhas de conscientização, envolvendo tanto a sociedade civil quanto profissionais de setores estratégicos, para o enfrentamento do crime organizado.

“Ao educar a população sobre os impactos negativos desses mercados ilícitos e promover práticas como o ‘conheça seu cliente’, é possível incentivar comportamentos que minimizam o risco de envolvimento em atividades ilegais”, recomenda o Fórum de Segurança. “Esse engajamento colaborativo fortalece a cultura de responsabilidade, conformidade e integridade”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Enquanto o Congresso Nacional não rever o artigo 171 do nosso código penal cuja pena, além de branda, depende de representação expressa da vitima, retirando qualquer poder para a polícia investigar, os estelionatos virtuais não vão parar de vitimar mais e mais pessoas.

  2. O nine vive dizendo que celular e cerveja são itens que não podem e devem entrar nessa conta, os meninos ficariam tristes, por ele estão liberados de qualquer Sansão.

  3. No Brasil é assim, consegue fazer os estudos e estatísticas mais não consegue combater e acabar com esse tipo de crime, é semelhante ao roubo de fios.

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Geral

FOTOS: Em solenidade prestigiada, diretorias da OAB/RN e CAARN tomam posse

Fotos: Divulgação

Com a participação da advocacia, autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de representantes de Organizações da Sociedade Civil, a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) eleita para o triênio (2022-2024) foi empossada de forma solene no auditório do Holiday Inn, nesta quinta-feira (12).

Na mesma solenidade, também tomaram posse os 65 conselheiros seccionais, bem como a nova diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio Grande do Norte (CAARN).

O presidente Aldo Medeiros entrou em seu segundo triênio à frente da Seccional Potiguar. Em seu discurso, fez uma retrospectiva emocionada, destacando as conquistas e os avanços da instituição, como a implementação da Central de Defesa e Valorização das Prerrogativas e as ações de apoio a advocacia durante a pandemia de covid-19.

“Não foram fáceis os obstáculos que tivemos que vencer durante a pandemia, mas nos empenhamos em dar alternativas à advocacia através dos Escritórios do Bem, permitindo melhor acesso à internet, nas intervenções perante tribunais e bancos estatais buscando remover empecilhos que surgiam e, também, concedendo auxílio material aos profissionais mais fragilizados naquele momento de incertezas e paralisação das atividades econômicas e sociais”, disse o presidente.

Junto com ele, compõem a nova diretoria da OAB/RN a vice-presidente, Lidiana Dias, o secretário-geral, Assis Cunha, o secretário-geral adjunto, Augusto Maranhão e a diretora-tesoureira, Kallina Flôr.

“É neste cenário de união, de colaboração, e sobretudo de defesa na Advocacia que intensificaremos os diálogos com os Poderes Constituídos, inclusive para que tenhamos respostas efetivas de alguns dos nossos gargalos, a exemplo do Processo Judicial Eletrônico, o conhecido PJe, da Justiça Estadual que tem prejudicado o acesso à justiça, a celeridade processual e de forma acentuada o exercício da Advocacia” ressaltou a vice-presidente, Lidiana Dias.

Ricardo Lucena, que também inicia a sua segunda gestão na CAARN, listou alguns dos serviços voltados para a advocacia potiguar. Nesse triênio, também fazem parte da diretoria da Caixa de Assistência a vice-presidente, Danielle Diniz; o secretário-geral Edson Gutemberg; o secretário-geral adjunto, Fábio Saraiva; a tesoureira, Valderice Nóbrega; e as suplentes, Aline Guimarães e Hortência Melo.

“Queria dizer que é uma alegria imensa e uma grande responsabilidade estar aqui hoje na presença de pessoas tão queridas, assumindo um enorme desafio, que é estar a frente da Caixa de Assistência, pois a luta é árdua e diária, muitas vezes conflitando inclusive com os interesses profissionais, mas acima de tudo prazerosa por ter ao meu lado pessoas tão vocacionadas e preocupadas em servir”, disse o presidente da CAARN, Ricardo Lucena.

A solenidade foi prestigiada pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, que destacou a importância da aprovação do projeto de lei 5.284/20, que faz uma série de atualizações no Estatuto da Advocacia no sentido de reforçar as prerrogativas da advocacia. “Este é um dia muito especial para a advocacia brasileira e tem um sentido especial para a advocacia potiguar”, afirmou.

“Não temos como mensurar o ganho democrático do projeto aprovado ontem pelo Senado. Com muita atuação das conselheiras e conselheiros seccionais, das caixas de assistência, todos sempre vigilantes e atuante ao lado do Conselho Federal, conseguimos aprovar um texto que aumenta a proteção à inviolabilidade dos escritórios. São prerrogativas nossas, assim como a inviolabilidade, o sigilo de comunicação com os clientes. Agora, com a nova lei, as punições criminais a quem violar prerrogativas serão mais severas”, disse o presidente da Ordem.

“O poder judiciário está aberto e tem caminhado junto com a advocacia. Quando assumi a corregedoria do TJRN vim até a sede da OAB para dialogar e fiz questão de trazer toda a minha assessoria”, disse o desembargador Dilermando Mota.

“É uma alegria ver que a OAB do RN tem toda essa legitimidade. Todos os direitos e corporações são extremante importantes, com a história quase centenária, a OAB não poderia ser diferente. O mais importante é compreender que não há saída para a advocacia na atual condições no RN se não houver para o Brasil como um todo”, disse o vice-governador Antenor Roberto.

Autoridades
Diversas autoridades e membros da diretoria da OAB Nacional prestigiaram a cerimônia de posse da OAB/RN. Entre eles, o vice-presidente nacional da OAB, Rafael Horn, a secretária-geral adjunta, Milena Gama, o presidente do FIDA, Felipe Sarmento, a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Cristiane Damasceno, o vice-governador, Antenor Roberto, o corregedor-geral de Justiça, Dilermando Mota, representando o TJ-RN, a vereadora Nina Sousa, representando a Câmara Municipal, Tatiana Socoloski, representando Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte, o procurador-chefe do Ministério do Trabalho, Luis Fabiano Pereira, a procuradora-chefe da Procuradoria-geral da República, Cibele Benevides, a procuradora-geral do MPRN, Elaine Cardoso, o desembargador Eduardo Rocha e o defensor público-geral, Clistenes de Lima.

Nova diretoria da OAB/RN

Presidente – Aldo Medeiros
Vice-presidente – Lidiana Dias
Secretário-geral – Assis Cunha
Secretário-geral adjunto – Augusto Maranhão
diretora-tesoureira – Kallina Flôr

Nova diretoria da CAARN
Presidente – Ricardo Lucena
Vice-presidente – Danielle Diniz
Secretário-geral – Edson Gutemberg
Secretário-geral adjunto – Fábio Saraiva
Tesoureira – Valderice Nóbrega
Suplentes – Aline Guimarães e Hortência Melo.

Justiça Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Vixe, eu li no site Yahoo, que um motorista bateu o recorde mundial de álcool no sangue É que o Guiness book ainda não conhece o Nove Dedos brasileiro.

    1. Um tal de Calígula, que toma ozônio e álcool retal, supera qualquer um. Pelo toba sobe mais rápido kkkk

  2. O bom seria juntar essa RUMA de doto, e fazer campanha na frente do fórum para ACABAR COM A MAMATA de 60 dias de férias + 15 de férias forense dos NOBRES MAGISTRADOS, aí sim está classe estaria fazendo ALGO para a SOCIEDADE, os mais beneficiados seriam os próprios advogados , porque é inadmissível com a nossa morosidade da justiça e os malandros ficar esse absurdo de férias 🤮🤮🤮mas esses DOTO , está preocupados com a vaga do 5o constitucional ( desembargador) 🤮… povo FRACO , única classe no MUNDO que tira 75 dias de férias por ano , e calado ficam os advogado … POVO FRACO

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Tecnologia

Empresa do RN aprova financiamento de R$ 3 milhões no FINEP que vai beneficiar agricultura 4.0

Foto: Assessoria de comunicação Interjato Soluções e IFRN

O poder público atuar como fomentador da inovação, ciência e tecnologia é tendência no mundo inteiro. Um ambiente aberto para inovação traz reflexos positivos para sociedade com o aumento da qualidade de vida das pessoas, redução do custo da tecnologia e criação de empregos através do desenvolvimento econômico e maior competitividade.

Nesse contexto nacional que ainda tem um desenvolvimento tímido no setor, a Interjato Soluções reforça o compromisso com a inovação através do desenvolvimento de um projeto com o Centro de Competências em Soluções Livres (CCSL) do IFRN. O projeto ‘MDA 4.0 – Marketplace de dados para o Agro 4.0’ foi aprovado no edital do FINEP, empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com verba de 3 milhões de reais para a inovação. A iniciativa tem contrapartida com aporte financeiro da Interjato e desenvolvimento durante três anos.

O projeto foi tema de reunião nesta terça-feira (15). O CEO da Interjato Soluções, Erich Rodrigues, foi recebido pelo Reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo Filho, pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação (PROPI), Avelino Aldo de Lima Neto e pelo professor Moisés Souto, coordenador do CCSL-IFRN e assessor de Projetos da PROPI-IFRN.

Projeto MDA 4.0
O MDA 4.0 vai trabalhar uma plataforma web para troca de dados agroambientais, utilizando tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e computação na nuvem (cloud computing) combinadas ao serviço de software definido por rádio (SDR), que permitem a criação e comercialização dessas informações, gerando conhecimento que podem ser usados para otimizar sistemas transversais à agricultura e pecuária de precisão 4.0.

“Vamos trabalhar a partir de uma plataforma madura já desenvolvida e expandir essa capacidade. Isso tem uma importância especial em um estado que tem na fruticultura irrigada, agricultura, pecuária e carcinicultura como atividades econômicas relevantes. Na prática, esses dados amplos podem ser utilizados em tempo real por um especialista para dar orientações técnicas e melhorar a produtividade, por exemplo. Além de trazer um melhor desempenho e mais eficiência em todo processo”, explica Erich Rodrigues, CEO da Interjato Soluções.

Os elementos iniciais da geração de dados para a plataforma serão do projeto Samanaú, do CCSL-IFRN. A coleta das informações meteorológicas será adaptada para fazer acompanhamento de outras referências além de pressão atmosférica, umidade, radiação ultravioleta, intensidade luminosa, índice pluviométrico, possibilitando que múltiplos fabricantes de diferentes naturezas possam negociar seus dados. Para isso, o modelo de marketplace será aplicado, uma estratégia que interliga oferta e demanda de produtos ou serviços, de forma a conectar essas negociações.

O reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo Filho, comentou a parceria entre pesquisa acadêmica e mercado de trabalho: “A academia precisa quebrar um pouco desse paradigma de não discutir com o setor produtivo, porque é no setor produtivo, na ponta, que o nosso aluno vai se inserir. É um paradigma que foi construído historicamente que precisa e pode ser quebrado”, destacou.

Para o pró-Reitor de Pesquisa e Inovação (PROPI), Avelino Aldo de Lima Neto, o impacto institucional do MDA 4.0 é considerado positivo: “Essas parcerias precisam impactar socialmente. O projeto abrange vários campi do IFRN e esse é o nosso interesse, de atingir toda territorialidade do Rio Grande do Norte em diálogo com o setor produtivo e por isso nos colocamos à disposição para essa e para futuras parcerias”, disse.

O professor Moisés Souto, coordenador do CCSL-IFRN e assessor de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propi – IFRN), enfatizou que além da resultados práticos da pesquisa desenvolvida, o MDA 4.0 “também contribui para alimentação da cadeia produtiva de inovação e inclui a formação dos nossos estudantes através de uma experiência prática, é a qualificação de profissionais especializados”, explica.

“Ficamos muito satisfeitos com a aprovação no edital do FINEP. A iniciativa do nosso projeto além de contribuir com o ecossistema de inovação local e reforçar o compromisso da Interjato nesse quesito, mostra uma aplicação prática da premissa da tríplice hélice, conceito que acreditamos e que traz a articulação entre academia, iniciativa privada e o poder público com reflexos positivos para sociedade”, concluiu Erich Rodrigues, CEO da Interjato Soluções.

Sobre a Interjato Soluções <https://interjato.com.br/>
Com a missão de prover as melhores tecnologias para integração digital, a Interjato Soluções é referência para soluções em conectividade, videomonitoramento inteligente, cloud computing e telefonia, além de projetos personalizados para clientes públicos e corporativos, com soluções aplicadas em toda região Nordeste.

Sobre a plataforma Samanaú
A plataforma Samanaú é uma solução desenvolvida pelo CCSL-IFRN que é composta por três produtos, projetados para atender as demandas por coleta de dados com baixo custo e alta capilaridade. O Samanaú.PCD, o Samanaú.TX e o Samanaú.WEB formam a estrutura que coleta dados meteorológicos de forma flexível, sustentável, com baixo custo e alta resolução, com possibilidade de aplicação em diversas áreas do setor produtivo, como agricultura, monitoramento de ambientes corporativos, aplicações industriais, geologia ou combate a endemias, por exemplo. A principal característica desse projeto é o baixo custo final de aquisição, que permite sua utilização em larga escala para redes de coleta de dados de “malha fina“, ou seja, com a possibilidade de adquirir dados em alta resolução.

Opinião dos leitores

  1. Acompanho o trabalho que a Interjato vem realizando e estão de parabéns! Isso mostra que estão se desenvolvendo constantemente e estão desafiando o “status quo”.

  2. Poxa! parabéns pela Iniciativa do IFRN e Interjato, não é comum, aprovações como esta acontecerem, visto o grau de dificuldade para aprovação.

  3. Uma excelente iniciativa que demonstra o saldo social positivo de uma relação de empresa privada com uma instituição de ensino pública. Sucesso ao projeto e que possamos cada vez mais inovar dentro do nosso Rio Grande do Norte.

  4. Conheço esse povo, tudo socialista de iPhone, literalmente… Reclamam do presidente, mas nenhum desses aí querem empreender de verdade pra ganhar dinheiro, quer dinheiro fácil do governador. Atirar com a pólvora dos outros é tão fácil quanto inovar com dinheiro do governo.

    1. Eu não sabia que a Interjato era estatal.. e sobre empreender com dinheiro do governo, isso é no Brasil todos, são editais públicos, ao menos dessa vez veio um quinhão para o RN

  5. O projeto do biodisel não deu certo porque priorizou as pequenos sitiantes chamados de agricultores familiares, para que o projeto do Biodisel tivesse dado certo teriamos que dar dado prioridade a propriedade média e grande com mais de 100 hectares como no modelo do centro oeste e no norte do país para ser viavel econômicamente.

    1. Que lindo seria enxergarmos um mar de plantações de girassol por esses municípios rurais do RN.

  6. Seria bom que o poderoso senhor ministro Rogério Marinho reativasse e incentivasse o projeto do biodisel que foi extinto em 2015 aqui no RN.

  7. Só podia ser com Dinheiro do Véio Bolsonaro, não vejo um projeto ou ação da Guvernadora Fátima do Gópi, beneficiar aqueles que precisam. Agora dinheiro para fazer propaganda tem.

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Saúde

Vício em games é reconhecido como doença pela OMS; conheça os sinais do distúrbio

Foto: BBC Brasil

Agora é oficial. O chamado distúrbio de games é considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O que sacramentou a decisão foi a publicação no mês passado de uma versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, chamada CID-11.Nela, o problema é definido como um padrão de comportamento caracterizado pela perda de controle sobre o tempo de jogo, sobre a prioridade dada aos jogos em relação a outras atividades importantes e a decisão de continuar de frente à tela apesar de consequências negativas.

O diagnóstico é dado quando os prejuízos afetam de forma significativa as áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais e ocupacionais ao longo de cerca de 12 meses. A descrição lembra você? Ou alguém muito próximo?

— Esse é um problema que já vem ocorrendo há muito tempo, mas que piorou. Hoje, a quantidade de jovens que passam horas e até dias na frente do videogame aumentou muito— relata o psicólogo Cristiano Nabuco, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

Ele conta o caso de um paciente que chegava a ficar 55 horas seguidas conectado. Não levantava nem para ir ao banheiro, fazendo as necessidades nas calças. Outras pessoas param de tomar banho, se afastam dos amigos, perdem o emprego ou o total interesse pelo estudo.

Nada é de graça

Uma boa parte do problema está no modelo de negócios das desenvolvedoras de games, setor aquecido por recentes aquisições bilionárias por parte das big techs. Dizem que não precisa pagar para começar a jogar.

Mas quanto mais tempo elas mantêm os clientes engajados, mais conseguem vender “vantagens”. Por isso, analisam constantemente o comportamento dos usuários e testam novas maneiras para evitar que desliguem ou façam outra coisa.

— Os jogos de hoje não têm mais game-over nempause. Se a pessoa sai,ela desassiste seu time. Isso pode gerar medo de retaliação e o famoso F.O.M.O. [sigla para a expressão em inglês fear of missing out, ou medo de ficar de fora]. O tempo de vida roubado é terrível— diz Nabuco, da USP.

Muita calma nessa hora

Como sempre acontece quando se descreve casos extremos, é necessário cautela para não cair em graves generalizações. Os games também podem ser benéficos. Representam uma oportunidade de dar uma relaxada depois de um dia de muito trabalho ou estudo. Permitem entrar numa realidade diferente e divertida. Também está comprovado que podem ajudar em casos de ansiedade.

A maioria dos jogadores, obviamente, não leva vidas disfuncionais. Estudo publicado no Jornal de Psiquiatria da Austrália e Nova Zelândia no ano passado estima que cerca de 2% da população mundial sofre do transtorno. Mais pesquisas são necessárias para que se tenha uma ideia melhor.

Mesmo que seja uma percentagem mínima que sofra de distúrbio de games, o problema é que, ainda assim, é muita gente. Se o cálculo australiano estiver certo, há 154 milhões de viciados no mundo.

A Entertainment Software Association, associação comercial da indústria de videogames nos Estados Unidos, estima que haja cerca de 2,6 bilhões de players em todos os continentes. Segundo estimativa da Game Brasil, consultoria especializada no mercado digital, 7 em cada 10 brasileiros afirmam que jogam.

Estado x família

No ano passado, a China, que é o maior mercado de videogames do mundo, introduziu novas regras para a quantidade de tempo que crianças e adolescentes podem jogar. São três horas por semana, limitado a uma hora por dia, das 20h às 21h e apenas às sextas-feiras, fins de semana e feriados.

No Ocidente, não há notícia de medida tão drástica. As tentativas de coibir os exageros se dão dentro de casa. Nabuco recomenda o engajamento parental. Isso inclui, além de regular e limitar o tempo gasto no videogame, deixar o computador ou o console no ambiente comunitário da casa para que haja supervisão. Checar esporadicamente que tipo de jogo a criança está jogando, sentar ao lado dela para entender como o jogo funciona e, principalmente, tentar engajá-las em atividades off-line.

Quem está vulnerável

O perfil de quem sofre de dependência em jogos eletrônicos costuma ser de pessoas do sexo masculino e de classe média. Normalmente, o uso abusivo começa na pré-adolescência ou adolescência.

Pessoas que apresentam doenças mentais prévias, como depressão, têm mais chances de desenvolver o transtorno. O mesmo vale para quem já enfrenta problemas familiares e baixa autoestima, já que, enquanto jogam, elas se sentem parte de alguma coisa que não têm na vida real e ainda se beneficiam do bem-estar provocado pela liberação de dopamina no cérebro.

Ajuda para viciados

O tratamento para o transtorno de jogos eletrônicos é similar ao de outros vícios: psicoterapia e, em alguns casos, medicamentos. A ideia por trás da designação da OMS não é estigmatizar nem proibir os games. Ela procura justamente contribuir para a ampliação do números de diagnósticos e do maior acesso aos diferentes tipos de ajuda, já que as seguradoras de saúde serão pressionadas a pagar pelo tratamento, pois agora passa a ser reconhecido como uma condição médica.

Mas, de novo: há uma grande diferença entre ser um jogador entusiasmado e ser um viciado. A preocupação exagerada de pais sobre os efeitos dos games nos filhos ainda não foi reconhecida pela OMS como transtorno obsessivo. Ainda não.

O Globo

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Polícia

Polícia investiga se morte de ex-sinhazinha do Boi Garantido foi causada por overdose de cetamina

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Amazonas está investigando se a morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, foi causada por overdose de cetamina, droga usada durante os rituais do grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”, organizado pela família Cardoso. A mãe, o irmão e duas funcionárias da família, suspeitos de liderarem esse grupo, foram presos na quinta-feira (30).

Djidja foi encontrada morta por volta das 6h de terça (28). Logo após a confirmação da morte da empresária, uma familiar da vítima chegou a dizer em uma rede social que a casa em que a família morava, onde o corpo foi encontrado, teria se tornado uma “cracolândia”, e que já teriam tentado internar Djidja, mas eram impedidos pela mãe dela.

De acordo com as investigações, o corpo da ex-sinhazinha teria sido encontrado pelos policiais com sinais de overdose e sinais da utilização da substância injetável. Ainda no dia da morte de Djidja, na casa dela, a polícia encontrou frascos de cetamina enterrados no quintal, além de caixas da droga, seringas, frascos, bula e cartelas de remédios na lixeira da propriedade.

Agora, segundo a polícia, as investigações tem como objetivo identificar as suspeitas de que a empresária teria morrido em decorrência de uma overdose causada pelo uso uso excessivo da droga cetamina e se isso teria acontecido durante um dos rituais.

A Polícia Civil do Amazonas aguarda o resultado do exame de necropsia realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), que deve sair em até 30 dias.

A morte da empresária está sendo investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Prisões

Após a morte de Djidja, na quarta-feira (29), a Justiça do Amazonas expediu cinco mandados de prisão preventiva, que resultou na prisão de quatros membros do grupo religioso suspeito de fornecer e distribuir cetamina. No primeiro momento, na tarde de quinta (30), foram presos:

  • Cleusimar Cardoso, de 53 anos, mãe da ex-sinhazinha;
  • Ademar Cardoso, de 29 anos, irmão de Djidja;
  • Verônica da Costa, de 30 anos, gerente da rede de salões de beleza “Belle Femme,” que pertence à família.

Os três foram presos no momento em que deixavam a casa onde a Djidja foi encontrada morta. No local, a polícia apreendeu materiais como seringas, anestésicos, medicamentos de uso controlado, frascos de cetamina, além de computadores e uma mala que devem ser periciados.

Os três presos foram levados para o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), mas não foram ouvidos durante a noite. A defesa alegou que os clientes estavam sob efeito de drogas e por isso não tinham condições de falar em depoimento.

Em entrevista, o titular do 1° Distrito Integrado de Polícia, delegado Cícero Túlio, que comanda a operação, a mãe de Djidja, Cleusimar, foi encontrada com duas ampolas escondidas nas partes íntimas durante revista ao chegar na delegacia.

Horas depois, na noite de quinta (30), Claudiele Santos da Silva, que trabalhava como maquiadora no salão da família, se entregou na sede do 1º DIP, acompanhada de um advogado.

Marlisson Vasconcelos Dantas, o quinto investigado, que atuava como cabeleireiro da rede Belle Femme , já é considerado foragido e está sendo procurado. O advogado dele informou que Marlisson deve se entregar ainda nesta sexta-feira (31).

Já na manhã desta sexta-feira, a polícia fez novas buscas e apreendeu cetamina, ampolas e seringas em salões de beleza da família Cardoso. Uma clínica veterinária, na Zona Oeste, também foi alvo da operação. O local supostamente fazia a venda da droga, sem a observância das exigências legais e retenção de receituário, segundo as investigações.

Os quatros suspeitos passaram por audiência de custódia na manhã desta sexta (31), segundo a polícia, e ficará a disposição da Justiça.

Como atuava o grupo religioso

Djidja, a mãe Cleusimar Cardoso e o irmão, Ademar Cardoso. — Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com informações apuradas pela Rede Amazônica, a polícia identificou a existência do grupo “Pai, Mãe, Vida”, que promovia o uso e comercialização de cetamina, em Manaus. A substância é um anestésico de uso humano e veterinário que se tornou uma droga ilícita na década de 1980.

O grupo religioso foi fundado pela mãe e o irmão da ex-sinhazinha do Garantido. Eles contavam com a colaboração dos funcionários da rede de salões de beleza, Verônica, Claudiele e Marlisson, que segundo a polícia, ficavam encarregados de persuadir outros funcionários e pessoas próximas à família a se associarem ao grupo, onde a cetamina era usada.

Além disso, os líderes do grupo induziam os seguidores a acreditar que, ao usarem compulsivamente, a droga, poderiam transcender para outra dimensão e alcançar um plano superior, onde encontrariam a salvação.

As investigações indicam, ainda, que algumas vítimas do grupo foram submetidas a violência sexual e aborto.

O grupo responderá por tráfico de drogas, associação para o tráfico, por colocar em risco a saúde ou a vida de terceiros, falsificação, corrpção, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais, aborto induzido sem o consentimento da gestante, estupro de vulnerável, charlatanismo, curandeirismo, sequestro, cárcere privado e constrngimento ilegal.

A ex-sinhazinha também era alvo da investigação e com a repercussão da morte dela, a Polícia Civil desencadeou a operação para prender os outros suspeitos de envolvimento na organização criminosa.

Fonte: g1

 

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Geral

Resultados da Unimed Natal mostram expansão da rede e equilíbrio financeiro

Foto: Divulgação/Unimed Natal

A Unimed Natal alcançou em 2024 uma receita bruta recorde de R$ 1,358 bilhão, consolidando-se entre as maiores operadoras de saúde suplementar do país. A cooperativa está encerrando o exercício com um resultado positivo de aproximadamente R$ 22 milhões. Resultados como estes foram apresentados pela atual diretoria executiva da empresa durante Assembleia Geral Extraordinária – de caráter informativo – realizada no Complexo de Saúde Unimed e com a presença de aproximadamente 200 médicos cooperados.

O encontro destacou avanços na governança, crescimento da carteira de clientes, fortalecimento da sustentabilidade financeira e a ampliação da qualidade assistencial. Entre os principais marcos da gestão estão a eliminação do pro-rata, garantindo maior previsibilidade na remuneração médica, e o aumento do valor da consulta. A distribuição inédita de sobras em 2019 e 2020, no valor de R$ 34,4 milhões, também contribuiu para a valorização dos cooperados.

“O planejamento estratégico da Unimed Natal permitiu avanços estruturais que garantem maior solidez financeira e, consequentemente, avanços para os nossos médicos cooperados, tanto em remuneração quanto em mercado de trabalho. Eliminamos o pro-rata, ampliamos o valor da consulta e conseguimos expandir a rede própria para levar assistência a mais pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Unimed Natal, Dr. Fernando Pinto.

A Unimed Natal consolidou-se como a maior operadora de saúde do Rio Grande do Norte, com um crescimento de 45% na carteira de beneficiários, saindo de 138 mil vidas em 2017 para mais de 220 mil em 2024. O faturamento projetado para 2025 é de R$ 1,5 bilhão, quase três vezes o valor registrado em 2016.

Os indicadores econômicos da cooperativa também foram reforçados. O patrimônio líquido cresceu 306% desde 2016, alcançando R$ 249 milhões em 2024, enquanto o caixa teve um aumento de 357%, atingindo R$ 329 milhões. A nota do Indicador de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) chegou a 0,85, a maior da história da Unimed Natal. Além disso, o termômetro econômico-financeiro da Unimed do Brasil classificou a cooperativa com nota “ótima”, atingindo 96 pontos dos 100 possíveis.

Quando a atual gestão assumiu em 2017, a cooperativa enfrentava dificuldades financeiras e aplicava o Pro Rata negativo há mais de duas décadas para poder fechar o resultado. Na época, a taxa média era de 26% de Pro Rata negativo, comprometendo a remuneração dos médicos cooperados. A atual administração reverteu esse cenário por meio de um modelo de governança corporativa e da profissionalização da gestão.

“Quando chegamos à Unimed Natal, o faturamento era cerca de R$ 500 milhões. Em 2024, atingimos R$ 1,3 bilhão e temos a expectativa de ultrapassar R$ 1,5 bilhão agora em 2025. Ou seja, em oito anos, triplicamos o nosso faturamento, nos tornando a quinta maior empresa em faturamento do estado. Apesar da pandemia que impactou o setor de saúde como um todo, causando aumento da inflação médica e da alta sinistralidade do setor, atingimos uma base sólida e o crescimento aconteceu. Foi um ano de superação e consolidação”, pontua Dr. Fernando Pinto.

A modernização dos processos possibilitou a distribuição de sobras financeiras, melhorias na remuneração e a criação de novos serviços. Atualmente, a Unimed Natal atende mais de 225 mil beneficiários, conta com mais de 1.600 médicos cooperados e 1.800 colaboradores, figurando entre as cinco maiores empresas do estado.

Crescimento da rede própria e novos negócios

A expansão da rede própria também foi destacada pela diretoria. Em 2017, a Unimed Natal contava com sete unidades próprias; em 2025 já são 17 unidades, com mais três novas inaugurações previstas para março. Dentre elas, a maior entrega da Unimed Natal em seus 47 anos de existência: o Complexo de Saúde Unimed (CSU), que será o mais moderno hospital do Estado, com inauguração prevista para 14 de março. No mesmo período também devem ser entregues as unidades do Espaço Multiterapias na Zona Norte de Natal e em Mossoró.

“O Hospital da Unimed tem 20 anos de existência e ficou pequeno para o tamanho da operadora. Então, a expansão com a chegada do CSU faz com o hospital cresça não só em qualidade, mas também em capacidade instalada. Temos um conceito arquitetônico mais atual, mais moderno e que traz recursos que nos permitem fazer mudanças, adaptações e novas expansões. O Complexo é um projeto que dá à Unimed uma capacidade para atender sua demanda de agora e dos anos vindouros”, pontua o diretor de Recursos Próprios da Unimed Natal, Dr. Emerson Oliveira.

Nos últimos oito anos, a cooperativa também investiu em inovação tecnológica, com a implementação de inteligência artificial na auditoria médica, biometria facial para beneficiários por meio do app e digitalização de processos assistenciais.

Além disso, novas frentes de negócios foram estruturadas por meio da holding Unimed Natal, incluindo a modernização da Unimed Corretora de Seguros, a criação da Univacinas, a implantação do polo da Faculdade Unimed em Natal e o desenvolvimento do marketplace Uniclube.

“A Unimed Natal é muito mais do que uma operadora de planos de saúde. É muito bom ter uma marca forte em que as possibilidades de expansão são muitas. Em 2024, lançamos três novos produtos que já começaram a apresentar bons resultados”, afirmou o vice-presidente da cooperativa, Dr. Carlos Medeiros.

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Mundo

Irã confirma morte de chefe de segurança Ali Larijani após ataque atribuído a Israel

Foto: Reprodução

A imprensa estatal do Irã confirmou nesta terça-feira (17) a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do país e ex-presidente do Parlamento, após um ataque atribuído a Israel. A informação foi divulgada em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, segundo o Infomoney.

Segundo a mídia iraniana, Larijani era uma das figuras mais influentes do regime, com atuação destacada na política interna e externa. Ele já presidiu o Parlamento e chegou a disputar eleições presidenciais, sendo considerado um articulador de peso nos bastidores do poder em Teerã.

Mais cedo, de acordo com autoridades israelenses, o ministro da Defesa Israel Katz afirmou que o Exército de Israel realizou um ataque noturno que resultou na morte de Larijani. A declaração foi feita antes da confirmação oficial iraniana.

De acordo com informações divulgadas por veículos estatais, Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij ligada à Guarda Revolucionária, também morreu na mesma ação.

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