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Para combater crime organizado e ataques, Banco Central cria teto de R$ 15 mil para Pix

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Após recentes eventos de ataques cibernéticos a instituições financeiras e de pagamentos, o Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (5/9) medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional.

A partir de agora, fica limitado em R$ 15 mil o valor de TED e Pix para instituições de pagamento não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).

Queremos repelir qualquer tipo de presença do crime organizado no sistema financeiro. Por isso que essas medidas são para endereçar problemas gerados pelo crime organizado”, afirmou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

“O mercado financeiro brasileiro é um exemplo internacional de sucesso e êxito, especialmente na questão de tecnologia. E, com o tempo, é de se esperar que o crime organizado fosse se adaptando para sair de roubar carteiras, para passar a roubar a senha das pessoas, de assalto a agências, até algum tipo de invasão de uma infraestrutura crítica, seja física ou seja virtual, para atacar algum tipo de instituição. E, ainda que esses eventos recentes tenham sido eventos que objetivaram a atacar recursos das instituições, especificamente, sem qualquer tipo de prejuízo a cidadão ou cliente, é uma coisa restrita às instituições, mas o sistema financeiro é um ambiente que não reserva margem para qualquer tipo de tolerância no quesito segurança”, disse.

Segundo Galípolo, apenas 1% das transações de TED e Pix realizadas por pessoa jurídica no Brasil estão acima do limite de R$ 15 mil, e apenas 3% das contas existentes no sistema são do tipo PSTI e de contas com instituições de pagamento não autorizadas. Já em transações de pessoas físicas, 99% estão abaixo de R$ 3,7 mil.

São medidas de uma contenção excepcional, reconhecendo um momento onde a gente identificou uma repetição de padrão em alguns tipos de instituições e que demandam a gente estabelecer algum tipo de trava ou limites operacionais para algumas instituições até que elas consigam demonstrar a devida segurança e governança para operar”, explicou o presidente do BC

Galípolo informou que para realizar transações de valores maiores, quem tem conta em instituição não autorizada vai precisar fazer mais de uma operação. A limitação poderá ser removida quando a instituição e seu respectivo PSTI atenderem aos novos processos de controle de segurança. Transitoriamente, os participantes que atestarem a adoção de controles de segurança da informação poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias. A medida entra em vigor imediatamente.

O presidente do Banco Central defendeu as chamadas fintechs, empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros, e bancos sediados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, criticando quem faz a associação entre elas e o crime organizado.

“Qualquer uma dessas duas expressões, Faria Lima ou fintech, são as vítimas do crime organizado. Claramente, tanto os bancos chamados de incumbentes, quanto os novos entrantes no mercado, foram responsáveis por uma inclusão fantástica do ponto de vista do sistema financeiro, facilitação com prestação de serviços para a população, isso é absolutamente essencial para que o Brasil tenha a posição que ele tem hoje, privilegiada do ponto de vista tecnológico, dentro do sistema financeiro e tão admirado fora do Brasil”, afirmou.

Nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização. Além disso, o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo Banco Central solicitem autorização para funcionamento foi antecipado de dezembro de 2029 para maio do ano que vem.

“Algumas instituições funcionam e se ligam ao sistema por intermédio de um prestador de serviço terceirizado. Esse prestador é um prestador de tecnologia, ele não era uma financeira e por isso mesmo não está debaixo da supervisão do Banco Central. Porém, o que a gente assistiu foi que a prática foi levando a uma governança onde boa parte das instituições que, sim, são financeiras, passaram parte das suas atribuições e tarefas na governança para esses PSTIs. E ao atribuírem para esses PSTIs, esses PSTIs foram se caracterizando cada vez mais como uma infraestrutura crítica, a qual a gente passou a entender que era necessário sair com as normas para poder exigir parâmetros de governança e de segurança e de certificação dessa governança por parte de quem opera por intermédio dessas PSTIs”, explicou o presidente do Banco Central.

Opinião dos leitores

  1. Recomendo ao Banco Central utilizar o mesmo sistema de segurança do TSE, haja vista que o nosso sistema de votação eleitoral é o único sistema inviolável que existe no mundo.

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Raiva contra Elon Musk provoca onda de ataques a lojas da Tesla, com coquetéis molotov, tiros e tinta

Foto: Fire Chief Steele McCurdy/Littleton Fire Department

Uma mulher com o moletom preto entrou no estacionamentos de carros da Tesla preparada para causar danos. Ela trouxe quatro garrafas de Smirnoff Ice cheias de gasolina, jogou-as nos veículos elétricos estacionados ao redor da concessionária e observou enquanto eles queimavam.

Ao longo de 13 dias, começando em 29 de janeiro, segundo registros judiciais, Lucy Grace Nelson fez várias visitas a pátios de carros da Tesla em Loveland, Colorado. Em uma delas, ela pichou a palavra “Nazi” em preto sob a placa de entrada da concessionária, segundo documentos do tribunal, e em outra, ela acendeu um coquetel molotov perto de uma Tesla Cybertruck. Ela também teria usado spray vermelho para escrever uma mensagem nas portas de entrada da concessionária: “F— Musk”. O advogado de Nelson se recusou a comentar sobre o caso.

Desde a posse do presidente Donald Trump, mais de uma dúzia de atos violentos ou destrutivos foram direcionados às instalações da Tesla, segundo documentos judiciais, fotografias de vigilância, registros policiais e reportagens da mídia local analisadas pelo The Washington Post. Os incidentes ocorrem enquanto Elon Musk ascendeu à proeminência como o apoiador mais conhecido de Trump e como um provocador conservador por si mesmo. A ira dirigida ao bilionário da tecnologia online tem se derramado cada vez mais para a vida real, com vandalismo direcionado às vitrines da Tesla, estações de recarga e veículos.

Em março, vários supercarregadores da Tesla em um centro comercial em Littleton, Massachusetts, foram incendiados. Vândalos em Maryland também picharam “No Musk” em um prédio da Tesla, ao lado de um símbolo semelhante a uma suástica. Em fevereiro, um homem armado com uma arma semiautomática estilo AR disparou contra uma vitrine da Tesla em Salem, Oregon. Apenas algumas semanas antes, investigadores dizem que o mesmo homem atacou a mesma concessionária, jogando coquetéis molotov nos carros da Tesla e pela janela da loja. Ele causou danos estimados em 500 mil dólares, segundo documentos judiciais.

A destruição agrava os problemas de uma montadora já em dificuldades. Suas ações caíram mais de 35% desde a posse de Trump, e no ano passado, a empresa sofreu sua primeira queda nas vendas anuais em mais de uma década. Na Alemanha, as vendas de carros da Tesla despencaram 76% em fevereiro em comparação com o ano anterior, de acordo com números divulgados na quarta-feira. E alguns proprietários expressaram arrependimento por ter comprado um carro que agora consideram um símbolo da política de extrema direita, um afastamento radical da consciência ambiental que ele um dia representou.

Ross Gerber, um investidor de longa data da Tesla e crítico de Musk, disse que os relatos de destruição contra vitrines, carros e supercarregadores da Tesla podem criar um “efeito de intimidação”. Os clientes “podem não querer se associar… com Elon e lidar com o vandalismo”, disse ele.

A empresa do bilionário não é estranha à ira pública. No ano passado, a fábrica da Tesla perto de Berlim ficou sem energia depois que um grupo ambientalista de esquerda, o Volcano Group, assumiu a responsabilidade por incendiar um poste de eletricidade perto da planta. Meses depois, cerca de 800 ativistas ambientais tentaram invadir a mesma fábrica. Alguns funcionários e investidores começaram a falar sobre Musk, preocupados que sua aliança com Trump esteja prejudicando irreparavelmente a reputação e a missão da empresa de construir um futuro mais sustentável.

Mas a posição política de Musk desde que Trump assumiu o cargo aumentou as visões polarizadas sobre ele. Ele forjou relacionamentos com políticos de extrema direita na Europa e fez um gesto semelhante a uma saudação nazista. Manifestantes se reuniram em frente às vitrines da Tesla em todo os Estados Unidos para protestar contra os cortes dramáticos que Musk fez no governo federal através do serviço U.S. DOGE.

“Seja politicamente motivado ou não, o incêndio criminoso e a destruição de propriedade não são a maneira de expressar seu ponto de vista”, disse Matthew Pinard, chefe de polícia de Littleton, onde vários carregadores da Tesla foram incendiados nesta semana.

Musk e a Tesla não retornaram os pedidos de comentário. Em resposta a uma foto postada nas redes sociais de um supercarregador pichado com a palavra “Nazi” no mês passado, uma conta oficial da Tesla nas redes sociais disse que a empresa “processará por vandalismo nos Superchargers”.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Será terrorismo, vandalismo ou serão golpistas ?
    Vai depender de sua ideologia e extremismo.

    1. O cara ficou sentido que um bilionário tá sendo atacado. Muito ridículo.

    2. Preocupa não Edilson Cunha, pedro Henrique é mais um daqueles bolsistas gás do nine, ele fica revoltado quando o cara tem sucesso e é rico por ser competente, vira lata é assim. A minha mae citava ” quem nasce para pataca, nunca chega a ser vintem” .

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Companhias aéreas da Europa e Ásia elaboram planos para cancelar voos em meio a temor por alta de combustível

Foto: Divulgação

A escalada do conflito no Oriente Médio, com novos ataques no Irã, já impacta o setor aéreo. Companhias estudam cancelar voos diante do risco de alta no preço e escassez de combustível. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Telegraph.

O fechamento do Estreito de Hormuz — responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás — interrompeu o abastecimento de refinarias na região, elevando a preocupação das empresas.

A Air France-KLM avalia suspender rotas, especialmente de longa distância, por receio de não conseguir combustível para voos de retorno. Países do sudeste asiático, mais dependentes do Golfo, já enfrentam risco maior de escassez.

Na Europa, há combustível para curto prazo, mas o impacto já começou: a Scandinavian Airlines cancelou centenas de voos devido ao aumento nos custos.

O Vietnã alertou para possível falta de querosene no próximo mês, enquanto China e Tailândia reduziram exportações para preservar estoques.

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Câmara Municipal de Natal e Ministério Público do Trabalho discutem Projeto de Lei das entregas de mercadorias nas portarias dos condomínios


Foto: Elpídio Júnior

O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Eriko Jácome (MDB), recebeu a visita de uma comissão formada por procuradoras do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público do Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (14). Na ocasião, o colegiado solicitou ao Legislativo a derrubada do veto da Prefeitura de Natal ao Projeto de Lei n° 586/2023 que autoriza que motoboys e entregadores em geral deixem as entregas pedidas por aplicativos nas portarias dos condomínios em Natal – sejam eles verticais (de apartamentos) ou horizontais (de casas).

De autoria do vereador Daniel Valença (PT), o texto do projeto cita que o objetivo é eliminar o tempo de trabalho não pago aos trabalhadores por aplicativo consistente no deslocamento entre a portaria e a unidade condominial de onde o consumidor demandou a mercadoria. A matéria cita ainda que entregadores e clientes podem acertar a entrega nas próprias portas mediante pagamento de gorjeta.

A Subprocuradora-Geral do Trabalho, Ileana Neiva, disse que o projeto, caso seja implementado, pode impactar de forma positiva na saúde pública da capital potiguar. “Estamos aqui para buscar um consenso. O Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Estadual entendem que houve um equívoco nesse veto porque não se trata de direito do trabalho ou de direito civil, mas de saúde e segurança do trabalhador e de segurança no trânsito. A saúde é um direito universal. E quem garante esse direito na prática? O Sistema Único de Saúde. Quem legisla sobre o SUS? União, estados e municípios. Então, o município pode legislar sobre questões relacionadas à saúde, sendo importante que Natal siga o exemplo de outras cidades como Fortaleza e João Pessoa, que já possuem leis que permitem ao entregador deixar as entregas na portaria”, pontuou.

“Inclusive estamos às vésperas do Abril Verde,  mês para se falar da prevenção de acidentes de trabalho, que não acontecem por acaso, mas porque algumas medidas de segurança são negligenciadas pelas pessoas e instituições públicas e privadas. Neste período chamamos toda a sociedade para a reflexão de que às vezes são medidas simples que evitam acidentes, medidas até de baixo custo. Porém, uma cultura negligente com a saúde e segurança terminam levando ao adoecimento. Importante lembrar que o Abril Verde surgiu em Natal através de uma lei municipal e se espraiou de Natal para outras capitais brasileiras, todas repetindo esse exemplo de consagrar um mês para a prevenção de acidentes de trabalho. Portanto, o PL 586/2023 tem tudo a ver com este movimento, haja vista que podemos reduzir o estresse dos entregadores”, completou.

O presidente Eriko Jácome considerou a reunião produtiva e informou os próximos passos. “Abordamos a proposição do vereador Daniel Valença que pode, de fato, reduzir os acidentes de trabalho e salvar vidas na cidade. E eu, como autor do projeto de lei que instituiu o Abril Verde, farei tudo que for possível para convencer os parlamentares desta Casa a derrubarem o veto para termos esta lei importante em vigor. Foi dito aqui que acontecem, em média, 700 acidentes com entregadores só em Natal, e a gente precisa enfrentar este problema”, assegurou. “Marcamos uma nova reunião para o dia 25 de março, no qual as procuradoras apresentarão uma nota técnica com embasamento teórico robusto para apresentarmos à Procuradoria do Município”, concluiu.

Por sua vez, o vereador Daniel Valença afirmou que a matéria se destina a lidar com um problemacrônico da vida laboral das trabalhadoras e dos trabalhadores por aplicativo. “Estamos falando de uma categoria de trabalhadores extremamente explorados. São pessoas que recebem R$3,00, R$5,00 para fazer uma entrega e ainda tem que arcar com os custos do seu labor. Se acontecer algum acidente com eles, não há nenhum apoio por parte da empresa de aplicativo porque não estão em momento de trabalho. O momento de trabalho termina na chegada ao endereço da entrega. A novidade de hoje que o Ministério Público trouxe, que nós não havíamos atentado, é que também há uma questão de saúde na questão. A partir de dados oficiais do Hospital Walfredo Gurgel e da Secretaria Estadual de Saúde, o Ministério Público identificou que a maioria dos acidentes com complicações deriva de colisões com moto-entregadores. Claro que quanto mais rápido o trabalhador concluir as entregas, menor será a pressão do tempo e menos riscos de acidente teremos no trânsito”.

Opinião dos leitores

  1. Antes de fazer o pedido, eu pergunto se a entrega será feita na minha casa, se não for, eu cancelo o pedido.

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Cresce procura de jovens por planos de assistência funeral

No RN, Morada da Paz registra que 14,5% dos titulares de plano funerário são jovens com até 25 anos.

Foto: Cedida

Quando chega a hora da partida de um ente querido, os familiares precisam lidar com uma série de providências que envolvem o velório e sepultamento ou cremação, além de desembolsar uma certa quantia para pagar os serviços funerários. Para otimizar este processo, entram em cena os planos de assistência funeral para quem busca se planejar e não quer ser pego de surpresa na hora do falecimento de uma pessoa querida. Engana-se quem pensa que esse planejamento é feito apenas por pessoas maduras. O mercado tem observado o crescimento da procura de jovens pelo serviço.

É o caso da vendedora Aline Vitória Mendes, potiguar de 21 anos, que recentemente adquiriu um dos planos oferecidos pela assistência funeral Morada da Paz Essencial, pensando em facilitar a vida dos seus familiares em um momento de falecimento. “Algo que me motivou bastante foi ter a garantia de que, caso aconteça algo, minha família não vai ter complicações na hora lidar com os trâmites funerários”, explica.

Morrer envolve custos. Um funeral básico custa em média R$ 2.400, sem levar em consideração as despesas com o sepultamento ou cremação. Diante disso, um planejamento financeiro se faz necessário para muitas famílias. “O planejamento é uma maneira de cuidar daqueles que amamos. Mesmo quando não estamos mais presentes, é uma forma de aliviar encargos emocionais e financeiros para os familiares. Um gesto de expressar amor e cuidado além da vida, proporcionando segurança e tranquilidade para aqueles que são mais importantes para nós”, destaca o gerente comercial do Grupo Morada, Jarlyson Rocha.

De acordo com ele, 14,5% das vidas cobertas pelo Morada da Paz Essencial, no RN, se enquadram no perfil de pessoas jovens, de 18 a 25 anos. No entanto, os clientes que mais procuram o plano ainda estão na faixa etária entre 40 a 69 anos. “O aumento nas vendas de planos funerários para jovens é atribuído a uma abordagem inovadora e sensível que adotamos. Destacamos a importância do planejamento financeiro desde cedo, oferecemos opções flexíveis e personalizadas, e adotamos uma comunicação eficaz que reflete com a realidade dos jovens”, afirma.

“O período pandêmico também contribuiu para essa conscientização do planejamento, a crise ressaltou a fragilidade da vida e incentivou a reflexão sobre o futuro, levando a uma maior consideração do planejamento. Inclusive para assuntos funerários, como parte de uma abordagem mais ampla de preparo para eventualidades”, revela Rocha.

Mesmo não pensando ainda em como será o seu funeral, Aline acredita que fez um investimento correto, no momento certo. “Todos nós podemos morrer a qualquer momento, então nessa hora tão delicada, a última coisa que eu desejo é que minha família se preocupe com qualquer burocracia. Da mesma eu não desejo passar por isso caso perca alguém da minha família, por isso todos que moram comigo são meus dependentes no plano”, afirma a jovem.

Ao verem jovens contratando um plano funerário e se preparando para o momento da partida de um ente querido, muitas pessoas ficam assustadas e podem fazer julgamentos e críticas. “Ao contrário do que possamos imaginar, planejar nosso velório, definir em que urna desejamos ser velados, o tipo de ornamentação, se desejamos ser cremados ou sepultados e tudo que envolvem as decisões de fim de vida pode ser sinônimo de qualidade de vida e qualidade de morte. Para muitos, a garantia de que estamos partindo sem gerar pendências aos nossos parentes e amigos proporciona uma sensação de alívio e paz em nosso processo de morrer”, afirma a psicóloga especialista em luto do Morada da Paz, Simône Lira.

Segundo ela, os jovens também devem se preocupar e se “preparar” para a morte. “Quando pensamos em nossa morte e os desejos para esse momento, estamos honrando cada instante de nossa existência e atuando ativamente em nossa história biográfica até os últimos instantes de nossa ‘escrita’”, expressa a profissional.

A psicóloga diz que falar de morte é assunto para todas as idades, de forma adequada e cuidadosa, assim como falamos de nascimento e vida. “Acontece que em nossa cultura tentamos camuflar que existir enquanto ser vivo nos coloca em condição de finitude. Pessoas mais jovens não encontram espaço para falar sobre o tema como se a morte fosse algo tão contagioso que falar sobre ela a atrai para perto de nós. Talvez esqueçamos de que ela é a nossa fiel companheira desde o nosso nascimento, essa é a nossa condição de ser vivo e não uma escolha”, finaliza.

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Economia

Tarifa de energia sobe 45% acima da inflação em 15 anos

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A tarifa de energia elétrica dos brasileiros atendidos pelas distribuidoras aumentou 177% em 15 anos, saltando de R$ 112 por megawatt hora (MWh), em 2010, para R$ 310 o MWh, em 2024. Nesse mesmo período, o índice de inflação avançou 122%. Ou seja, a tarifa teve um aumento real (acima da inflação) de 45% no período. Detalhe: o valor inclui o preço da energia, acrescidas das bandeiras tarifárias vigentes a cada ano, sem os encargos e o custo da distribuição e da transmissão, que encarecem ainda mais o preço final para o consumidor.

Esse quadro pode mudar depois da Medida Provisória nº 1.300, editada pelo governo federal, que reforma o setor elétrico brasileiro e estabelece a abertura do mercado livre para todos os consumidores a partir de dezembro de 2027. Isso significa que a partir desta data qualquer cidadão poderá escolher de onde comprar sua energia elétrica, a exemplo do que ocorre hoje com as grandes empresas.

Para esses clientes, a conta é bem mais baixa porque os contratos são de longo prazo e embutem o efeito da concorrência do mercado. Em comparação com o aumento de 177% da tarifa de energia para os consumidores do mercado cativo (das distribuidoras), o preço médio do mercado livre aumentou 44%, bem abaixo do índice de inflação. O valor subiu de R$ 102 o MWh, em 2010, para R$ 147, em 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

A explicação para a tarifa elétrica no mercado regulado ser mais cara se deve a vários motivos. Entre elas, a indexação de longo prazo, reservas de mercado que obrigam a contratação de energia de determinadas fontes, decisões políticas sobre o custo da energia ou expansão da geração, mas também riscos indevidamente alocados ao consumidor, como o risco hidrológico.

“Contratar energia elétrica indexada à inflação por 30 anos é um fardo para o consumidor, sobretudo num país que têm inflação nos patamares do Brasil”, explica o presidente-executivo da Abraceel, Rodrigo Ferreira. Um exemplo, segundo ele, está na energia contratada das hidrelétricas estruturantes do Rio Madeira, cujos valores resultantes dos leilões foram baixos, mas, com a atualização inflacionária no período, essas tarifas já custam mais que o preço praticado no mercado livre de energia.

“Esse modelo de contratação de longo prazo, suportado pelas distribuidoras em nome dos consumidores, foi importante em determinado momento do País, mas atualmente não é mais eficiente e muito menos necessário, e deixa uma herança maldita para os consumidores.”

Outro ponto importante é a energia de Itaipu, Angra 1 e 2 e energia de reserva, cujo preço é elevado. Todo esse montante de eletricidade é vendido para as distribuidoras e repassado para os consumidores cativos, diz o professor da UFRJ, Nivalde de Castro, coordenador geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel).

Se comparar com o preço final da conta de luz, que inclui encargos e o custo de transmissão e distribuição, o preço no mercado livre pode ser até 35% menor que o do mercado cativo, das distribuidoras. Basicamente essa diferença é decorrente de uma série de subsídios e outras contas que inflam as tarifas reguladas.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até este mês, os subsídios do setor elétrico somam mais de R$ 16 bilhões, que representam, em média, 14,88% da tarifa dos consumidores residenciais.

Desse valor, R$ 5,7 bilhões se referem ao incentivo dado à geração distribuída, aquela produzida pelos próprios consumidores, como a energia solar. Outros R$ 5,4 bilhões vão para fontes incentivadas (descontos concedidos para estimular projetos de energia renovável). O restante vai para subsídios à energia da Região Norte e para tarifa social, entre outros.

“Muitos subsídios e encargos são compulsoriamente imputados às tarifas do mercado regulado. Essa é a causa principal para a conta ser tão alta”, diz Nivalde de Castro. Com a abertura do mercado e migração de mais pessoas para o mercado livre, uma das preocupações que surge é como será rateada essa conta.

Esse é um dos alertas das empresas de distribuição, que temem os custos e ineficiências que ficam para trás a cada vez que um consumidor vai para o mercado livre ou para a geração distribuída (GD).

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Sem contar com a benece que o cumpanhêro deu para os irmãos Batista na compra de uma usina em Manaus. Coisas de cumpanhêros, né?

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Judiciário

O país da censura judicial

Reprodução

Boa parte das pressões contra a imprensa brasileira vem do Judiciário – e o STF finge não saber disso. Novo caso acaba de acontecer no Paraná

Depois de uma saraivada de críticas à decisão de responsabilizar veículos de imprensa pelas declarações “irresponsáveis” de entrevistados, ministros do STF, como o presidente da corte Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes, disseram que a intenção jamais foi intimidar o jornalismo ou induzi-lo à autocensura.

Eles sugeriram que o acórdão do processo, ainda a ser divulgado, poderá esclarecer o sentido da decisão, para evitar que as instâncias inferiores do judiciário sejam mais rigorosas do que o pretendido.

São tentativas de dourar a pílula. Ainda que se suavize ao máximo a linguagem do acórdão, permanece o fato de que há um novo incentivo na praça para processar a imprensa. E os ministros sabem muito bem que as inclinações de uma parte considerável da magistratura brasileira vão no sentido da censura. Quer um exemplo?

No último sábado, a juíza Giani Maria Moreschi do Paraná proibiu a publicação de reportagens sobre as negociações entre o presidente da Assembléia Estadual Ademar Traiano e o Ministério Público Federal, tendo em vista uma delação premiada. Menções anteriores ao assunto tiveram de ser retiradas do ar e futuras matérias serão punidas com multa diária de R$ 50 mil.

Trata-se de um caso em que o Judiciário submeteu a imprensa, de forma gritante, a um mecanismo de censura prévia. A censura prévia é proibida pela Constituição. Além disso, a tese utilizada na sentença – a de que informações em segredo de justiça não podem sair nos jornais – foi refutada mais de uma vez pelo STF (num tempo em que a corte era amiga da liberdade de imprensa), pois o dever de guardar o sigilo se aplica aos funcionários públicos, mas não a repórteres. Mesmo assim, a juíza amordaçou o jornalismo.

Não é preciso voltar muito no tempo para encontrar outro caso inaceitável em um país que se diz democrático. Em meados de novembro, a justiça de Santa Catarina condenou a jornalista Schirlei Alves a seis meses de prisão em regime aberto e ao pagamento de multas que totalizam R$ 400 mil reais, pela alegada difamação de um juiz e de um promotor.

Shirlei revelou os constrangimentos a que foi submetida a influenciadora Mariana Ferrer durante uma audiência. Sem sofrer maiores reprimendas, o advogado de defesa humilhou a jovem que dizia ter sido estuprada por seu cliente. O promotor, por sua vez, ponderou que o acusado não tinha como saber que Mariana não estava em condições de consentir na relação sexual. A jornalista usou a expressão “estupro culposo”, entre aspas, para descrever essa tese, com óbvia intenção irônica.

Como sempre acontece nesses casos, a juíza prestou homenagem à liberdade de imprensa, para em seguida puni-la. O fato de haver jurisprudência no STF sobre o uso do “princípio da modicidade” na aplicação de multas, sobretudo quando os alvos da crítica são agentes públicos, não impediu que a indenização devida fosse fixada em exorbitantes R$ 400 mil reais.

Deve ser porque essa jurisprudência vem do tempo em que o STF era amigo da liberdade de imprensa. No ano passado, a própria corte mudou de ideia, submetendo o jornalista Rubem Valente, veterano de reportagens investigativas, a pagar uma indenização de R$ 310 mil por danos morais. O beneficiário? O ministro Gilmar Mendes, que se sentiu ofendido pelo trecho de um livro do repórter.

Em 2009, quando derrubou a Lei de Imprensa herdada do regime militar, o STF demonstrou ter pleno conhecimento das consequências desse tipo de indenização aplicada a veículos e jornalistas. O ministro Ayres Britto, relator do processo, registrou que multas pesadas são “um poderoso fator de inibição da liberdade de imprensa”. Continuam sendo. O que mudou foi o STF.

Em 2022, entrevistei para a Crusoé o jornalista Emmanuel Colombié, que era então diretor da organização Repórteres sem Fronteiras na América Latina. O tema era a má posição do Brasil nos rankings de liberdade de imprensa e o papel do Judiciário, STF já incluso, nessa classificação.

Disse Colombié: “A judicialização da censura é, sim, um problema brasileiro. Na atualidade, observamos que parte das limitações ao exercício da atividade jornalística no Brasil decorre de decisões judiciais equivocadas e, algumas vezes, censórias.”

Mesmo na época em que o STF era amigo da liberdade de imprensa, eram comuns as sentenças de primeira e segunda instâncias que pretendiam castigá-la. Agora que a corte tem dúvidas sobre a importância desse valor democrático, a censura judicial tem ainda mais licença para prosperar no Brasil.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Com a entrada do Dino o potencial de censura, com muita e prisões vai aumentar e muito pelo STF, e não pensem vocês, adoradores de bandidos, que estarão imunes, vai afetar qualquer cidadão brasileiro, que questionar o “sistema”.

  2. Se com a “censura” os caras ainda falam m…e escrevem porcaria pra c…, imagine se não tivesse censura…

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Luto

Cadela morre enforcada dentro de pet shop no Entorno do DF

Foto: Material cedido ao Metrópoles

Uma mulher perdeu a cadela de estimação nessa terça-feira (3/12) após deixá-la em um pet shop em Planaltina de Goiás. A tutora alega que deixou o animal para tomar banho e, quando foi buscar, encontrou a cachorrinha morta, enforcada pela própria coleira.

Uma amiga da tutora gravou um vídeo no pet shop horas após o ocorrido. Na imagem, ela questiona o fato de o estabelecimento estar funcionando mesmo depois de uma morte. Um funcionário, então, relativiza o caso. “Acontece”, diz o colaborador.

Ao Metrópoles, a autônoma Angélica Fernandes, 41 anos, relata a dinâmica do caso. “Ontem, por volta de 9h40, levei a Hasha [a cadela] para tomar banho. Duas horas depois, a proprietária me enviou mensagem afirmando que os funcionários sairiam para o almoço, mas que ela mesma estaria lá e que poderíamos buscar nossa cachorrinha.”

Um dos filhos de Angélica, então, foi buscar o pet da família. “Quando ele chegou ao local, encontrou nossa cachorrinha pendurada pela coleira, já morta”, relembra. “Deixaram ela em cima de uma bancada, presa à coleira. Ela deve ter se apavorado, porque não costuma ficar sozinha, e tentado pular”, afirma.

Para a tutora, o funcionário que aparece na imagem seria o culpado pela morte do animal por tê-lo deixado amarrado em cima de uma bancada. “Foi irresponsabilidade dele, sem dúvidas”. A dona do pet shop também tem responsabilidade, na visão de Angélica.

“Ela sabe do risco que um bichinho corre ao ficar sozinho e deveria, pelo menos, ter orientado o funcionário a colocar nossa cachorrinha no chão”, acredita a dona.

A família era cliente do pet shop há mais de um ano. “Tínhamos o costume de levar a Hasha para tomar banho lá. Da última vez, até fiz uma reclamação porque ela não veio cheirosinha, e a dona me respondeu que chamaria a atenção dos funcionários”, relembra. “A rotatividade da equipe lá é grande, e esse colaborador que estava no ocorrido trabalhava lá há menos tempo”, comenta Angélica.

Alegria da família
A cadela, batizada de Hasha, foi adotada pelo filho de Angélica em 2020, ainda filhote. “Quando ele a viu, me mandou uma foto e nós já nos apaixonamos ali mesmo. Ela era medrosa, mas extremamente carinhosa e gostava muito de crianças”, comenta Angélica. Desde então, passou a alegrar a casa e a vizinhança.

“Meus vizinhos estão todos tristes após a morte dela, todos gostavam da Hasha.”

A mulher conta que o filho passou mal quando viu a cadela sem vida. “Estamos desolados. O meu outro filho não conseguiu dormir à noite, ficou abraçado com o lençol dela, chorando. Eu mesma não consegui nem cochilar”, lamenta Angélica.

A família registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Planaltina de Goiás, que deve investigar o caso. Angélica também promete levar o caso à Justiça.

“Não estou publicizando este caso querendo incitar ódio e nem violência. Eu só quero justiça. Nós perdemos o nosso amorzinho, ela era muito importante para nossa família. Isso tem que ser divulgado para que não ocorra com outras pessoas. Quem tem seu bichinho vai entender.”

O que diz o estabelecimento?

Ao Metrópoles, a proprietária do My Pet – Pet Shop e Veterinária, Mayara Braga, afirmou que desligou o funcionário acusado pela família do pet falecido e arcou com os custos do crematório. “Foi o mínimo que eu pude fazer, me apresentei abertamente para a família, caso queiram conversar”.

Mayara assumiu a culpa pelo ocorrido. “Sempre priorizei, durante esses quatro anos de existência do My Pet, o bem-estar e o cuidado com os pets. Eu ficava sempre presente no estabelecimento, mas tive que me ausentar nas últimas semanas devido ao nascimento do meu segundo filho”, declarou a empresária.

Em nota publicada nas redes sociais, o My Pet – Pet Shop e Veterinária já havia se pronunciado sobre o que classificou como “lamentável ocorrido”. “Entendo que nenhum gesto pode reparar essa perda, mas gostaria de garantir que estamos fazendo todo o possível para lidar com as consequências desse trágico episódio”, diz o estabelecimento.

Sobre o fato de ter continuado de portas abertas após a morte de Hasha, o pet shop afirma que outros animais aguardavam tratamentos e atendimentos que não poderiam ser adiados.

Fonte: Metrópoles

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Mundo

Porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã é morto em ataque

Foto: Reprodução

O Irã confirmou nesta sexta-feira (20) a morte de Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, após ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel.

De acordo com a TV estatal iraniana, Naini também atuava como vice-diretor de relações públicas da corporação e morreu durante bombardeios realizados nas primeiras horas do dia. Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária classificou a ação como um “atentado terrorista” e acusou diretamente americanos e israelenses pelo ataque.

A morte de uma figura estratégica do regime amplia a escalada de tensão no Oriente Médio, em meio a uma sequência de confrontos e ameaças entre o Irã e seus adversários.

O episódio ocorre em um momento delicado do conflito, com trocas de ataques recentes e promessas de retaliação por parte de autoridades iranianas, elevando o risco de novos desdobramentos militares na região.

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Mundo

Trump diz que a CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

Foto: Hamed Jafarnejad/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão ao afirmar que foi informado pela CIA de que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, seria gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News, sem que o presidente apresentasse որևէ evidência concreta para sustentar a alegação.

Durante a conversa, Trump disse que a informação não viria apenas da agência de inteligência, mas também de outras fontes não especificadas. A fala ocorre em meio a um cenário delicado, já que o Irã criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo com base na lei islâmica, o que aumenta a tensão em torno da declaração.

A suposta informação já havia sido mencionada anteriormente pelo jornal New York Post. Ainda assim, não há confirmação oficial ou provas públicas sobre a orientação sexual de Mojtaba, que assumiu o posto após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em meio ao atual conflito no Oriente Médio.

Mojtaba Khamenei foi escolhido pela Assembleia de Peritos, órgão responsável por indicar o líder supremo iraniano. Considerado uma figura influente nos bastidores, ele mantém fortes conexões com a Guarda Revolucionária Islâmica e tende a dar continuidade à linha política do regime.

As declarações de Trump acontecem em meio à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado após ataques que mataram parte da cúpula iraniana. O cenário segue instável, com confrontos indiretos em diversos países da região e aumento da pressão internacional sobre os desdobramentos da guerra.

Com informações da CNN

Opinião dos leitores

  1. O presidente da maior potência econômica falando esse tipo de besteira… Sei não, viu?
    Eleitores idiotas lá e cá. O mundo já pode acabar.

    1. Acontece que lá é crime, papangu, e informação e contra-informação na guerra são ativos.

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Geral

Casas de apostas online passam YouTube e WhatsApp e são o segundo maior destino da internet do Brasil

Foto: bluecinema/Getty Images

As casas de apostas desbancaram plataformas digitais populares no Brasil, como YouTube e WhatsApp, e assumiram o posto de segundo maior destino na internet brasileira. Ficam atrás apenas do Google, segundo dados da SimilarWeb, que acompanha o tráfego da internet em todo mundo.

O peso das bets sobre a saúde mental dos jogadores e o grau de endividamento deles já são expostos por diversos estudos. Os dados compilados pela coluna mostram, porém, que essas empresas passaram a exercer força considerável na internet do país, justamente quando elas estão diante de dois possíveis momentos cruciais.

De um lado, os aplicativos delas estão prestes a inundar a loja do Google, que derrubou um veto interno. Para analistas, estar no celular de clientes vai fidelizar ainda mais um público já cativo. De outro, elas podem sofrer uma restrição na capacidade de veicular publicidade, até agora crucial para torná-las conhecidas e impulsionar o acesso a suas plataformas, caso avance um projeto de lei discutido na Câmara dos Deputados.

Os números do levantamento consideram apenas os sites das bets legalizadas no país. São 193, segundo o CGI (Comitê Gestor da Internet). A audiência digital do segmento, no entanto, é bem maior, mas a fatia das empresas ilegais não entrou na conta.

“Até pelos investimentos de marketing feitos hoje pela indústria, faz total sentido a quantidade de tráfego que geramos. Isso só concatena com a ideia de que é algo que o brasileiro buscava e vai continuar buscando. Tínhamos uma demanda extremamente reprimida, porque os jogos e as apostas foram banidos no Brasil de forma legal desde 1948. Eu tenho certeza que hoje o tráfego só está em segundo porque trata somente das bets reguladas. Ainda temos uma fatia significativa de mercado ilegal no Brasil, porque as ações de combate ao ilegal ainda são morosas”, diz Leonardo Benites, diretor de comunicação da ANJL (Associação Nacional dos Jogos e Loterias).

A guinada digital das bets começou em janeiro deste ano, quando passaram a operar de forma regulamentada no país. Apesar de terem sido legalizadas em 2018, as casas de apostas de quota fixa foram obrigadas a partir de 2025 a seguir uma série de regras, como obter uma licença junto à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, pagar R$ 30 milhões e seguir uma série de regras relacionada à movimentação do dinheiro de apostadores e à identificação desses jogadores. Outra obrigação é a de operar na internet sob o novo domínio “bet.br” (uma variação do “.com.br” direcionada às casas de apostas).

A análise da explosão de tráfego foi facilitada porque a SimilarWeb passou a reunir os acessos aos sites legalizados em torno do “bet.br”. Geralmente, a plataforma exibe as visitas a só um site. A plataforma informou que a conduta incomum foi tomada “para garantir uma visão mais precisa do mercado”. Acrescenta, porém, que “essa configuração já está sendo revisada”.

Já no primeiro mês da regulamentação, em janeiro deste ano, as bets atingiram média diária de 55 milhões de acessos. Mas esse número subiu com o tempo até atingir 68 milhões por dia em maio (último dado disponível). No quinto mês do ano, as casas de apostas somaram 2,7 bilhões de visitas, à frente de YouTube (1,3 bilhão), Globo (765 milhões), WhatsApp (759 milhões), TikTok (740 milhões), e atrás do Google (4,9 bilhões). O Brasil responde por 99,92% do tráfego ao “bet.br”, que já é também o 14º mais visitado no mundo.

Dados mostram que visitas sofrem pouca variação ao longo dos dias. Nas datas de partidas decisivas, mais visitantes recorrem às bets, como os 73,8 milhões que acessaram os sites das casas de apostas no dia da final da Champions League, entre PSG e Inter de Milão. O recorde de acessos foi estabelecido em 7 de maio, dia da semifinal da Champions, entre PSG e Arsenal, e de três brasileiros na Copa Libertadores (Bahia x Nacional-URU; Central Córdoba x Flamengo; Cerro Porteño x Palmeiras). Foram 76,7 milhões de visitas.

Os dados agregados permitem ainda uma análise da estratégia das bets, feita, a pedido da coluna, pelo consultor em marketing digital William Porto. Para informações fechadas em maio:

  • o tráfego direto respondeu pela maioria das visitas: 67,8%
  • as redes sociais contribuíram pouco: 8,24%, sendo o YouTube a plataforma principal, com 57,4% do total;

os acessos vindos de buscas online são a segunda maior fonte de audiência: 14,26%; com o adendo que a estratégia de SEO (Otimização de Motores de Busca) se apoia nas marcas das próprias empresas, considerando as palavras-chave pesquisadas para chegar aos sites.

Tilt – UOL

Opinião dos leitores

  1. Esses sites de apostas estão matando o comércio. Muitos estão deixando de comprar pra gastar em apostas, até recursos do Bolsa família. O comércio está lutando pra sobreviver.

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Geral

Unimed Natal é acusada de não pagar clínica e prejudicar crianças autistas

Foto: Reprodução

Cansaço, preocupação, injustiça e desesperança. Esses foram apenas alguns dos sentimentos relatados por mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma audiência pública realizada na última semana, pela Câmara Municipal de Natal, quanto aos problemas enfrentados para conseguir atendimento para seus filhos na rede de saúde suplementar. A Câmara vai instaurar uma Comissão Especial de Inquérito para apurar a responsabilidade dos planos de saúde.

Menos de uma semana depois da audiência na Câmara, com depoimentos fortes de mães
atípicas, uma clínica de reabilitação neurofuncional, Vivianny Lopes, com diversas unidades em Natal, referência no Estado, divulgou que vem enfrentando múltiplas dificuldades contratuais e operacionais em sua parceria com o plano de saúde Unimed Natal, o que estaria comprometendo a regularidade dos atendimentos realizados pelo convênio nas áreas de terapias fonoaudiológicas, psicológicas, fisioterapêuticas, entre outras. Somente nessa clínica, são cerca de 450 pacientes prejudicados por causa dos atrasos da Unimed Natal.

“Mesmo diante das limitações enfrentadas, a clínica tem mantido todos os seus esforços
voltados à continuidade do cuidado com os pacientes e à preservação da qualidade dos serviços
prestados. No entanto, diante de diversos entraves operacionais e contratuais por parte da operadora e do agravamento da situação, informamos que, caso tais problemáticas já informadas à UNIMED NATAL não sejam regularizados até o dia 03 de junho, incluindo a regularização dos repasses, os atendimentos vinculados ao referido convênio poderão ser suspensos a partir desta
data”, diz nota da empresa.

Após a publicação do informativo nas redes sociais, a clínica voltou a abordar o assunto em postagem, afirmando que a Unimed Natal havia realizado “repasse financeiro referente aos atendimentos do último período”. No entanto, declarou que relevantes pendências de cunho administrativo ainda colocam em risco a plena execução da parceria e continuidade dos atendimentos.

“A regularização do repasse financeiro dentro do prazo correto, fato que usualmente não
tem ocorrido, não resolve a problemática enfrentada pela Clínica Vivianny Lopes diante da
extensa quantia de valores ainda pendentes de pagamento por parte da Operadora. Nossa equipe segue empenhada em buscar soluções definitivas, sempre por meio do diálogo e da via institucional, prezando pela continuidade dos atendimentos”, diz texto da empresa.

Em entrevista ao Diário do RN, a proprietária da clínica, Vivianny Lopes, disse que foi procurada pela Unimed para firmar parceria após o surgimento de demandas judiciais. A empresa de Vivianny ficaria responsável por atender clientes que haviam ajuizado casos referentes a atendimentos pela operadora. “E aí eles foram solicitando a abertura de outras unidades para a gente absorver a demanda e chegou ao ponto que a gente realmente partiu para o credenciamento, que foi em 2022. E a partir daí foi que as coisas começaram a desandar, vamos dizer assim”, declarou.

No entanto, segundo a empresária, após o credenciamento, foi chamada para uma negociação de valores e a partir de então os valores foram renegociados para baixo três vezes. “E a última vez que foi o ano passado, que eles me chamaram para conversar que era impossível que aquele valor já era um valor limite. E era de verdade, senão não ia conseguir dar a qualidade que a gente tem nos atendimentos”.

Vivianny afirma que a partir de então a operadora começou a usar estratégias “inadequadas”, “sem fundamentação”. Ela disse que passou de seis a oito meses sem receber porque os pacientes ficavam em análise. “A gente fazia a solicitação no co meço do mês e dia trinta tinha que estar tudo liberado no sistema. Quando chegava dia trinta, a gente tinha seiscentos pacientes, setecentos pacientes dele (o plano de saúde) para atender e não liberavam”, disse.

“E aí eles diziam para mim ‘não pode deixar de atender, que tem uns que são demandas judiciais’ e a gente não nunca deixou de atender. (…) Passava de um mês para o outro. No outro mês ficava mais um montante em análise e isso mesmo não ia sendo pago”, completou.

Diante da situação, Vivianny marcou reuniões, sem obter sucesso em suas demandas. “[Foram] várias tentativas da gente sentar, conversar, e aí foi preciso realmente ontem a gente tomar essa decisão para que a coisa andasse. E hoje eles fizeram o pagamento”. A empresária afirma que sofreu muita interferência. “É uma perseguição mesmo, não é?”.

Ainda segundo a gestora, ela se vê prejudicada ao ter que se expor e lamenta ver muitas famílias apreensivas com a situação, com o risco de ver parentes sem o tratamento devido. “A famílias
ficam apavorada sem saber o que fazer (…) Independente da parceria ou não, quem me conhece sabe o quanto eu luto, o quanto eu vou em busca de coisas boas para essas crianças e adolescentes”, finalizaa proprietária da clínica.

Diário do RN

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Economia

Dívida dos brasileiros volta a subir e já corrói 27% da renda, maior patamar desde início do Desenrola

Foto: Michal Jarmoluk por Pixabay

A parcela do orçamento das famílias brasileiras comprometida com o pagamento de dívidas voltou a aumentar e já está em nível similar ao período do lançamento do programa Desenrola, criado pelo governo Lula em 2023 para estimular a renegociação de débitos e reduzir o elevado endividamento dos brasileiros.

A trajetória de alta ficou mais clara a partir de dezembro de 2024. Em fevereiro deste ano, último dado disponível, 27,2% da renda das famílias foi destinada ao pagamento de dívidas, segundo informações do Banco Central (BC). É o maior nível desde julho de 2023 (27,3%), quando foi lançada a primeira fase do Desenrola.

Segundo economistas, a piora decorre principalmente do crescimento da concessão de empréstimos no segundo semestre de 2024 e do aumento da taxa básica de juros (Selic), que, em 12 meses, foi de 10,5% a 14,75% ao ano, um recorde em quase duas décadas. A desaceleração econômica esperada com alta dos juros também deve afetar o quadro.

Em um período de aperto monetário e endividamento em alta, os bancos tendem a restringir a oferta de empréstimos, e o que sobra para as famílias em dificuldades é recorrer a modalidades com juros mais altos, como o cheque especial, o rotativo do cartão e o crédito pessoal. Ou seja, a tendência é de aumento da contratação de dívidas mais caras, comprometendo fatia ainda maior do orçamento nos lares.

Inflação complica

A escalada dos juros reflete o esforço do BC para frear a inflação, outro fator que estrangula contas domiciliares. Mesmo com a desaceleração em abril, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,53%, acima da margem de tolerância (1,5 ponto percentual) da meta anual de 3%.

Entre os principais vilões estão alimentos e serviços como transporte, que afetam mais o bolso das famílias mais vulneráveis ao endividamento. Com parte do orçamento consumido por dívidas e gastos fixos, muitos responsáveis por domicílios são levados a novos empréstimos.

Viúva, a aposentada Maria Regina Cordeiro, de 72 anos, vive em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com uma filha que trabalha como autônoma e tem dificuldades de ajudar nas despesas sem uma fonte fixa de renda.

Na prática, a aposentadoria e a pensão do marido — que somam pouco mais de R$ 3 mil — têm de dar conta de todas as contas da casa. Ela faz algum ganho extra com um pequeno comércio de bairro porque praticamente toda a sua renda fixa está comprometida com contas mensais e prestações de empréstimos: R$ 2.800.

“Está tudo caro demais. Gás, água e alimentação. Tenho de bancar tudo sozinha. Tento me organizar, mas nem sempre consigo. Meus dois salários mínimos vão praticamente todos para pagar dívida”, diz Maria Regina, que se queixa também da alta do preço do café na padaria do bairro.

Governo quer prevenção

A avaliação do governo é de que os bancos precisam se envolver mais nesse aspecto para evitar que as famílias se compliquem e tenham o orçamento consumido por dívidas. O secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Marcos Pinto, diz que, em países como EUA e Inglaterra, os bancos são obrigados a avaliar a situação financeira dos tomadores de crédito e a auxiliá-los a encontrar opções mais adequadas a seus perfis para evitar o endividamento elevado.

“No geral, o Brasil precisa ter um foco maior na proteção de consumidores de produtos financeiros. Já fizemos um trabalho de inclusão financeira e, agora, precisamos de um trabalho de cidadania financeira. Esse trabalho passa, por um lado, por educação e informação, mas também por proteção. Os países desenvolvidos têm isso”, diz o secretário.

O Ministério da Fazenda diz estar trabalhando em uma agenda de reformas para melhorar o ambiente de negócios e reduzir o custo do crédito no país. Uma das ideias é reorganizar a regulação financeira, redividindo-a em duas dimensões: a prudencial, que zela pela solidez de instituições e do sistema, e a de proteção ao consumidor. Essa reformulação é prioridade da Fazenda neste ano, mas a proposta ainda não está finalizada.

O tema também está na agenda estratégica do novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Regulador do sistema bancário, o BC informou que tem fortalecido ações para promover a cidadania financeira no país. “A atuação da autarquia se dá junto à sociedade e junto às instituições financeiras; neste último, por meio de ações regulatórias e de supervisão de conduta”, diz o BC, em nota.

O texto cita, por exemplo, uma norma de 2021 que requer dos bancos a adequação dos produtos e serviços ofertados ou recomendados às necessidades, aos interesses e aos objetivos dos clientes e usuários. Também menciona a regra que limitou os juros no rotativo do cartão ao valor original da dívida e o teto de 8% ao mês no cheque especial.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Não acredito, a economia não está funcionando a todo vapor, segundo os “especialistas jornalulistas” e ratificado pelo pokémon.

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Brasil

Advogada é presa suspeita de envenenar e matar o pai e a avó do ex

Reprodução

A Polícia Civil de Goiás prendeu na noite dessa quarta-feira, 20, a advogada Amanda Partata Mortoza, suspeita de envenenar e assassinar Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Tereza Alves, de 86. Eles são, respectivamente, o pai e a avó do seu ex-namorado.

A suspeita é de que os dois teriam sido envenenados durante o café da manhã de domingo, 17, ocasião em que a advogada também teria consumido os alimentos e passado mal. Mãe e filho foram internados com dores abdominais, vômitos e diarreia, e morreram ainda no domingo. Ainda não há exame laboratorial ou perícia que indique a presença de veneno na comida ou nos organismos dos três.

Inicialmente, cogitou-se uma intoxicação alimentar causada por produtos de uma doceria de Goiânia, o que a polícia descarta. Amanda, de 31 anos, já namorou com o filho de Leonardo. Ela comprou os alimentos do café nessa doceria, segundo a investigação.

O delegado que apura as mortes, Carlos Alfama, diz que o crime teria sido motivado por um “sentimento de rejeição” pelo fim do relacionamento com Leonardo Filho, que durou cerca de 45 dias, e acabou em 10 de agosto. Uma semana após o término do namoro, Amanda informou à família do ex-namorado sobre uma gestação, mas segundo o delegado ela não está grávida no momento.

De acordo com Alfama, desde 27 de julho Leonardo Filho tem recebido ameaças diárias por perfis falsos em redes sociais, ligações telefônicas e mensagens. Tais ameaças já eram investigadas pela polícia, que concluiu que elas partiram de perfis falsos criados por Amanda.

Uma tecnologia era usada para mascarar o número original do celular que ligava e mandava mensagens. Este número de celular original está registrado no nome do irmão da Amanda e o número para recuperação de senha era o de Amanda, afirma o delegado. Leonardo Filho chegou a bloquear 100 números de telefone.

Além de Leonardo, a família era ameaçada. “Uma das ameaças dizia: depois não adianta chorar em cima do sangue dele”, relata Alfama. Segundo ele, a boa relação com a família era falsa. Amanda se negou a passar a senha do celular, que será periciado.

Amanda, que estava hospedada em um hotel em Goiânia, foi a uma padaria comprar os alimentos que levou para o café, voltado ao hotel, e depois foi à casa da família do ex, por volta das 10h de domingo, onde ficou até às 13h.

Estavam à mesa Amanda, Leonardo Alves, a mãe dele, Luzia Tereza Alves, e o pai dele, que a polícia identificou como João. Idoso ainda não deu depoimento, mas a polícia foi informada que o ele não consumiu nada no café. Antes mesmo de Amanda ir embora, o ex-sogro começou a passar mal.

Amanda voltou para Itumbiara, cidade onda mora, logo que saiu da casa do antigo namorado e, no caminho, recebeu mensagem do ex-sogro, na qual ele a orientava a buscar atendimento médico porque ele suspeitava que a comida estava estragada. A primeira suspeita da família foi intoxicação alimentar. Amanda só foi ao hospital à meia-noite, após saber da morte do ex-sogro.

A polícia logo descartou essa possibilidade porque, diz o delegado, a intoxicação ou infecção alimentar ocorre de forma diferente em cada pessoa e o ex-sogro e a idosa tiveram a mesma evolução. Além disso, o período entre o consumo do alimento e a morte seria mais longo.

Leonardo começou a passar mal por volta das 13h e morreu à noite. Já mãe dele chegou a ser internada na UTI, e morreu de madrugada.

Os exames para comprovar a presença de veneno nos produtos consumidos no café e a necropsia dos corpos ainda estão em andamento.

Amanda foi presa em uma clínica psiquiátrica em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital. Segundo o delegado, ela teria sido internada pela família por volta do meio-dia dessa quarta, depois de ter tentado se matar com medicamento e acetona.

O delegado investiga supostos outros crimes praticados por Amanda em Itumbiara e nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Agora ela é investigada por duplo homicídio qualificado.

Ao ser presa, a advogada, que se apresenta nas redes sociais como psicóloga e terapeuta cognitiva, afirmou não ter “feito isso” e que “amava a família”. Segundo a polícia, ela chegou a mostrar exames de gravidez à família do ex-namorado, mas no momento ela não espera um filho.

Ainda na noite de quarta, o advogado da suspeita, Carlos Marcio Macedo negou, em entrevista à imprensa, participação da cliente nas mortes. Ele disse ainda que Amanda estava internada em um hospital na hora da prisão.

Procurada novamente pelo Estadão, a defesa de Amanda disse que só vai se manifestar após a audiência de custódia, prevista para a tarde desta quinta.

Portal 98FM

Opinião dos leitores

  1. Imagine o grau de periculosidade deste criminoso ou criminosa. Devemos ter muitos cuidados com relacionamentos mais íntimos , principalmente neste mundo contemporâneo que promiscuidade é grande , mormente nos países esquerdistas onde o a minoria é cheia de direitos e nenhum dever e anarquia , corrupção são relativizados.

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Brasil

Telebras admite ‘pedalada’ e prevê rombo de mais R$ 184 milhões

O presidente Lula e o ministro das Comunicações, Juscelino Filho | Foto: Kayo Sousa/Ministério das Comunicações

A estatal Telebras admitiu ao TCU (Tribunal de Contas da União) ter feito a “pedalada fiscal” milionária revelada pelo UOL.

Em documento obtido pela reportagem, a empresa pública afirmou que o rombo em 2025 — estimado em R$ 184 milhões — pode superar o dobro em relação a este ano.

Após a reportagem, parlamentares do partido Novo — oposição ao governo Lula (PT) — pediram apuração do tribunal de contas. O ministro Antonio Anastasia, relator do processo, cobrou a Telebras e o Ministério das Comunicações — pasta responsável por supervisionar as atividades da estatal.

Na resposta ao TCU, a Telebras confirmou ter usado uma ferramenta orçamentária denominada DEA (Despesas de Exercícios Anteriores) para rolar compromissos de 2023 para o orçamento deste ano. O TCU considera esse tipo de procedimento irregular.

A DEA é um instrumento legítimo, mas só deve ser usado em casos excepcionais, delimitados em lei — diferentemente do uso feito pela estatal. Fora das regras, pode:

  • aumentar artificialmente o orçamento de um órgão;
  • acumular dívidas para a União;
  • distorcer resultados fiscais;
  • consumir recursos dos anos seguintes, impactando negativamente o planejamento do governo.

A estatal está sob influência do senador Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar trocou toda a diretoria e abrigou aliados na companhia.

À reportagem, a Telebras afirmou que vai se manifestar no processo do TCU.

“Partes interessadas” foram avisadas

Ao TCU, a Telebras declarou ter informado a “todas as partes interessadas” sobre o uso da DEA, mas não mencionou quais foram esses órgãos ou ministérios.

Dois ofícios de fevereiro de 2024, obtidos pelo UOL, indicam que a Telebras relatou ao Ministério das Comunicações “um saldo” de R$ 80 milhões em DEA para este ano.

A pasta comandada por Juscelino Filho disse ao TCU ter feito “reuniões ministeriais em articulação com os órgãos centrais” para “tratar da situação da Telebras”. O ministério contou à corte ter discutido, nas ocasiões, “implicações e riscos decorrentes desse cenário adverso”.

A pasta citou duas reuniões ocorridas neste ano sobre a questão:

  • em 19 de março, com os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Juscelino Filho, das Comunicações, integrantes das pastas e um representante da Receita;
  • em 9 de abril, com os mesmos ministros, seus assessores e o presidente da Telebras, Frederico de Siqueira.

A Fazenda disse à reportagem que “não tem competência para administrar questões orçamentárias, operacionais e administrativas de outros ministérios ou de empresas estatais”.

Pedalada foi “inevitável”, diz Telebrás

A Telebras é uma estatal dependente do governo. Recebe aportes de recursos públicos e precisa manter as despesas dentro do limite orçamentário estipulado para ela.

Em agosto, o presidente Lula (PT) declarou querer “recuperar” a estatal após retirá-la do rol de privatizações. Mas os recursos autorizados para a empresa diminuíram em sua gestão.

A Telebras relatou ao TCU ter enviado sete solicitações aos ministérios das Comunicações e do Planejamento e ao Senado, em 2023, para aumentar o orçamento da empresa — três foram negados, e quatro, não respondidos. A destinação de verba para cada setor é uma decisão técnica e política.

Sem os recursos, a Telebras disse que usar a ferramenta DEA foi “inevitável”. De acordo com a estatal, os valores solicitados garantiriam “a continuidade dos serviços aos clientes” e “políticas públicas de conectividade e segurança do Estado brasileiro”.

A companhia leva internet a escolas públicas, agências do INSS e do Ministério do Trabalho, além de controlar o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas) em parceria com o Ministério da Defesa.

Telebras projeta “pedalada” de R$ 184 milhões em 2025

A estatal informou ao TCU que o governo liberou R$ 80 milhões para a empresa em 18 de setembro — seis dias após a “pedalada” ter se tornado pública por meio de reportagem do UOL. Segundo a estatal, o valor é “insuficiente para fazer frente a todas as despesas”.

A empresa estimou ter R$ 264 milhões em pagamento de DEA para 2025. Com os novos recursos, a previsão é que a “pedalada” seja de R$ 184 milhões — o valor pode diminuir se o governo liberar mais verba para cobrir a empresa.

Caso contrário, as “pedaladas” deste ano e de 2025 podem somar R$ 258 milhões.

Estatal aumentou despesas no último ano

Em caso julgado em 2022, o TCU afirmou que, quando o orçamento autorizado a um órgão ou ministério não é suficiente, “a conduta esperada” de um gestor é a redução de despesas.

Sem entrar em detalhes, a estatal declarou ao tribunal ter cortado o próprio orçamento do ano passado para cá. Questionada pelo UOL, a Telebras não informou valores.

A empresa fechou, contudo, contratos milionários com dois fornecedores entre dezembro de 2023 e fevereiro deste ano. Uma planilha entregue ao TCU indica que a estatal não tem orçamento para executar essas despesas e precisa que o governo libere R$ 59 milhões.

UOL

Opinião dos leitores

  1. O cara roubou o sol antes de nascer e foi inocente, e virou presidente, claro que faria o mesmo. O roubo compensou.

  2. É só notícia boa assim todo dia sem parar já vai fazer uns 60 dias… o tal do esquerdista tem um dom de transformar tudo que toca em fezes. Parabéns ao envolvidos diretamente e aos idiotas úteis por mais essa conquista.

    1. Que burro. Além de um monte de narrativas se por um acasso houvesse um impeachiment quem assumiria seria Alkimin. Mais essas narrativas não iram abalar o governo. Vá estudar um pouco sobre política.

    2. Gugu Mafri, não sorria, burro só tem no PT, se vcs fossem postos para fora novamente, vc iria ver picolé de chuchu virar inimigo do bebim, foi assim com Temer e vc sabe que hoje eles nem se falam, vamos acompanhar as narrativas.

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Geral

Fim da escala 6 X 1 é ‘ideia estapafúrdia’, diz presidente da associação de bares e restaurantes

Foto: reprodução/Abrasel

O fim da escala de trabalho 6 X 1, na qual o descanso remunerado ocorre apenas um dia na semana, preferencialmente aos domingos, é uma “ideia estapafúrdia” na opinião de Paulo Solmucci Júnior, presidente executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Segundo ele, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que propõe a mudança não deverá ser aprovada. “Não vejo chance de uma ideia estapafúrdia dessa prosperar”, disse à Folha. Mas, caso passe pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, a medida poderá elevar os preços de produtos e serviços em 15%.

A redução de jornada está sendo proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que busca assinaturas para dar andamento à PEC. São necessárias 171 assinaturas dos 513 deputados. Até a noite desta segunda-feira (11), havia 132.

A alteração instituiria jornada semanal de 36 horas ante a jornada atual, de 44 horas semanais.

Para Solmucci Júnior, o trabalhador já tem a opção de escolher outras escalas, se não quiser trabalhar as 44 horas semanais previstas pela Constituição Federal e pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O empresário afirma ainda que a demanda por bares e restaurantes abertos sete dias por semana vem dos clientes e não atendê-los é um problema econômico.

“Todo mundo quer bar e restaurante disponível a semana inteira, e querem a custo baixo. Aí você vê as pessoas querendo inviabilizar para o consumidor. E já estamos com dificuldades enormes com trabalhadores”, afirma.

Solmucci afirma que a questão já está regulamentada e pacificada tanto na Constituição quanto na CLT e, por isso, não precisa de uma emenda constitucional.

“A Abrasel integra a união nacional das entidades de comércio e serviços onde estão as maiores entidades, representada por uma frente parlamentar muito forte. Tenho certeza que essa frente de quase 300 parlamentares não vai deixar prosperar.”

Dentro da própria associação, no entanto, a medida divide opiniões. Para alguns diretores, a falta de mão de obra é uma das justificativas para a mudança na escala de trabalho, com mais folgas aos trabalhadores, e automatização maior dos serviços.

“Ao meu ver, no processo civilizatório, a gente deveria estar indo para uma economia em que as pessoas trabalhassem menos, Já temos cada vez mais máquinas que trabalham por nós. O problema é produtividade, a concorrência e uma economia subdesenvolvida, que patina”, diz o advogado Percival Maricato, do Maricato Advogados.

Leonel Paim, presidente interino da AbraselSP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP), afirma que, hoje há outras opções de trabalho, com mais liberdade para o profissional, e isso pode estar afastando os trabalhadores da área de bares e restaurante.

Paim trata ainda das diferenças de atividades dependendo da localidade. Segundo ele, estabelecimentos em cidades turísticas já não abrem de segunda a quarta, e têm funcionamento de quinta a domingo.

Maricato acredita que o Congresso pode chegar a um meio-termo, com a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas, instituindo a jornada 5 X 2 para todos os trabalhadores, como já há em muitos setores. E, só depois, evoluir para os quatro dias de trabalho e três de descanso, como em países da Europa.

“Está na hora de a gente conseguir um equilíbrio”, diz.

O texto da PEC propõe alterar o artigo 7º da Constituição, no inciso 13, que trata sobre a jornada de trabalho. A sugestão é de jornada de quatro dias semanais, medida adotada em alguns países do mundo e que chegou a ser testada no Brasil por algumas empresas.

O trecho passaria a vigorar da seguinte forma: “Duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e trinta e seis horas semanais, com jornada de trabalho de quatro dias por semana, facultada a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

Hoje, a Constituição determina jornada de trabalho limitada a “oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

Em geral, boa parte dos trabalhadores têm escala 5 X 2, com exceção de atividades especiais, autorizadas a funcionar aos domingos. Na jornada de cinco dias de trabalho, é necessário cumprir mais horas diárias do que as oito necessárias, para não precisar ir à empresa aos sábados.

A deputada Erika Hilton protocolou a medida na Câmara em 1º de Maio, quando se celebra o Dia do Trabalho no Brasil e no mundo, ocasião na qual também a levou ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

A proposta foi apresentada a ela pelo Movimento VAT (Vida Além do Trabalho), encabeçado pelo recém-eleito vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ).

“Abracei de imediato por compreender ser um debate importante, relevante”, disse a deputada à Folha.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Acho que deveria ter a escala 2×5 (dois de trabalho e cinco de folga) e salário mínimo de R$ 10.000,00. Acabava com a pobreza no Brasil. Simples! Como ninguém pensou nisso antes?

  2. Já botei aqui no comentário do BG.
    Basta vê pra onde a esquerda vai.
    Se eles apoiarem isso, é porque não presta pro País.
    É Atrazo na certa!

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