Economia

Prepare o bolso para os ‘vilões’ da inflação: café e carnes podem subir até 20% neste ano

Foto: Criação O Globo

Luis Otavio Leal, economista-chefe e sócio da G5 Partners, projeta alta de 5% nos alimentos este ano, abaixo da média histórica de 7%. Ele avalia que a dinâmica deverá ser ajudada pela safra recorde de grãos e pelo clima, já que o fenômeno La Niña tende a ser fraco este ano. No entanto, a carne bovina e o café serão os grandes “vilões”, com altas de 7,5% e 20% este ano, respectivamente.

Ele espera outros impactos significativos nos preços do frango, com chances de aumento na casa de 8%, de 9,1% sobre o arroz e de 5,5% sobre o leite longa vida:

— São alimentos que acabam tendo muita sensibilidade ao consumidor. No caso do frango, não é questão de oferta. Mas como o preço da carne sobe, as pessoas aumentam o consumo da outra proteína.

Alexandre Maluf, economista da XP, espera alta mais significativa: um aumento de até 9,2% para os preços de alimentos e bebidas este ano. O vilão, diz ele, serão as proteínas. Ele espera que a carne bovina fique até 20% mais cara este ano, seguido do frango, que deve ter alta de 14%:

— Vimos uma escalada de preços no fim de 2024 e devemos ver uma alta similar no segundo semestre deste ano. A inversão do ciclo da pecuária faz parte do negócio do próprio setor, e não existe política governamental que consiga intervir nisso no curto prazo.

O café pode ter alta superior a 20%, projeta o economista da XP. E ele não vê instrumento efetivo para conter o preço diante da restrição do grão no mercado internacional.

— É difícil imaginar algum instrumento efetivo e poderoso no curto prazo — diz.

José Carlos Hausknecht, sócio diretor da consultoria MB Agro, diz que os preços do café e das carnes estão altos no mercado internacional pela baixa oferta global, o que traz reflexos sobre preços domésticos. E, por causa da desvalorização do real frente ao dólar, o custo fica maior e afeta a paridade interna.

No mercado interno, o preço da saca de café arábica de 60kg chegou a R$ 2.387,85, uma alta de 132% em apenas um ano, considerando preços de janeiro deste ano frente a igual mês do ano passado. Os dados são do Cepea, compilados pela MB Agro.

— Baixar o câmbio seria a melhor medida (para conter os preços de alimentos) — avalia Hausknecht.

Heron do Carmo, professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, prevê que a inflação dos alimentos em 2025 fique mais próxima à média do índice geral de preços, projetado em 5,5% pelo Boletim Focus. Ele diz que a alta da carne bovina está relacionada ao ciclo da pecuária, e os preços sobem quando existem menos fêmeas disponíveis para abate:

Heron destaca, no entanto, que as perspectivas para os preços de alimentos este ano são mais favoráveis em comparação a 2024. Ele aponta menor pressão do câmbio, que não deve desvalorizar no mesmo ritmo do ano passado, e o impulso da safra agrícola recorde no país.

Na visão do economista, o “nó” atual que impede melhora das projeções de preços é a política fiscal. Se o governo conseguir retomar a confiança dos agentes econômicos a partir da apresentação de resultado primário melhor que o esperado, traria reflexos aos preços e estabilidade à inflação.

— Essa deve ser a preocupação. Mexer em preços pode ainda perturbar o mercado, e se preocupar (com alimentos) dessa forma me parece uma preocupação prematura e exagerada com eleição. Não é boa motivação — diz Carmo, que defende a retomada da política de estoque regulador para amenizar preços em períodos de grande oscilação.

Leal, da G5 Partners, também cita a importância de o governo fazer estoques reguladores para ajustar os preços em momentos de alta, mas considera a medida mais estrutural do que de curto prazo. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) coletados até dezembro de 2024, o estoque de café está praticamente zerado desde 2018:

— É um pouco da história da cigarra e da formiga. Ninguém se prepara e depois realmente não tem nem o que fazer.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Agrário cita o aumento de preços de commodities, como café, açúcar, laranja e carne no mercado internacional e eventos climáticos que afetaram a safra passada como fatores para a alta de preços no mercado interno.

A pasta, recriada em 2023, cita a retomada de planos safra para agricultura familiar e a redução da taxa de juros do crédito rural do Pronaf (de fortalecimento da agricultura familiar). O ministério cita maior financiamento a alimentos como batata, feijão, banana, além da criação de programas para fomentar a produção de arroz e leite.

A nota ressalta que o país deve registrar safra recorde, de 322,3 milhões de toneladas, de acordo com a projeção mais recente, alta de 8,2% sobre a anterior.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. As algemas dos deportados são mais importantes, esquece esses aumentos, são todos culpa dos supermercados…

    1. Lembrando que as algemas são usadas desde sempre, agora porque foi Trump viraram notícia. Quem não conseguir enxergar agora a manipulação da mídia, não enxerga NUNCA MAIS.

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Brasil

Governo não cogita mudar regras sobre validade de alimentos, diz ministro após polêmica

 

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, negou nesta quinta-feira (23) haver qualquer discussão no governo federal sobre mudar as regras de data de validade dos alimentos. Medidas para reduzir o preço da comida, como alterações nessas normas, foram alvo de polêmica nessa quarta-feira (22) (leia mais abaixo).

“Não, isso não está em cogitação”, declarou o ministro, ao ser questionado sobre mudar as regras de validade dos alimentos — a chamada “best before” (expressão em inglês que indica o prazo máximo de consumo de um produto).

Teixeira se reuniu nesta quinta com os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária). O grupo vai se encontrar novamente nesta sexta (24), desta vez com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“[A reunião] foi ótima, mas amanhã vamos ter outro diálogo com o presidente. Enfim, as coisas estão indo muito bem no Brasil”, acrescentou Teixeira a jornalistas, depois da reunião.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, também devem participar do encontro de sexta.

Soluções em discussão

“É o presidente Lula que vai anunciar”, completou Teixeira, a respeito de eventuais anúncios sobre o tema. A RECORD apurou, no entanto, que o governo não deve apresentar medidas para conter o preço dos alimentos nesta sexta, porque Lula ainda quer discutir o assunto com os setores envolvidos — principalmente supermercados, frigoríficos e agricultores —, como informou uma fonte do Palácio do Planalto .

Quando houver uma decisão, a tendência é que a apresentação não seja feita na forma de pacote. Em vez disso, devem ser anunciadas medidas pontuais consideradas mais efetivas para o momento. A avaliação é que a “medicação específica” leva em consideração fatores como a sazonalidade das safras — um alimento tido como caro pode baratear em alguns dias.

Segundo fontes, os principais quesitos considerados na discussão das medidas incluem não onerar o governo nem prejudicar os setores envolvidos.

Sobre mudar as regras da validade dos alimentos, pessoas próximas às negociações explicam que o presidente chegou a receber essa proposta de parte dos participantes da discussão, no fim do ano passado.

No entanto, segundo fontes do governo, isso “nunca” foi tratado como uma possibilidade, porque já é rejeitado em outros países e não é da “cultura do brasileiro”.

“Não vai ser o governo que vai vender comida vencida para baratear alimentos. Isso não comunica bem, o governo nunca ia adotar essa medida”, avaliam fontes.

Polêmica

Nessa quarta-feira (22), Rui Costa, chefe da Casa Civil, afirmou que o governo federal buscava um “conjunto de intervenções que sinalizem para um barateamento dos alimentos”.

A declaração do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre o tipo de intervenção a ser tomada. Posteriormente, a Casa Civil emitiu uma nota para negar que o governo vá promover uma “intervenção de forma artificial”.

O órgão informou que “não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas”, destacou, em comunicado, a assessoria da pasta.

Preço dos alimentos

O episódio ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos — observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que alimentos e bebidas foram os itens que mais impactaram a inflação de dezembro, o que afetou mais as famílias de baixa renda. O aumento nos preços de carnes, ovos, óleo de soja e café pressionou o orçamento dos mais pobres.

Além disso, passagens de transporte público, incluindo trem e ônibus, também registraram alta. A análise do IPCA, que mede a inflação oficial do país, destaca como o crescimento dos preços é mais severo para quem ganha até R$ 5.304. Esse cenário força as famílias a revisar os gastos e exige que o governo considere medidas econômicas para controlar os aumentos.

Cobrança de Lula

Na reunião ministerial de segunda-feira (20), Lula cobrou os ministros da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário pela redução do preço dos alimentos. Segundo integrantes que participaram do encontro, Paulo Teixeira respondeu à reclamação dizendo que seu ministério tem um grupo com a Fazenda para discutir o tema.

O ministro informou que, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o assunto e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma reação imediata e resolver logo a situação.

Opinião dos leitores

  1. Pensem num governo sem governo, acabam de sair de uma reunião onde TODOS levaram um pito de um BEBIM SEM MORAL, dois dias depois ja estao batendo cabeça, inclusive com o ministro por onde tudo deve passar envolvido, NAO TEM JEITO, ja quebraram o brasil uma vez e vão quebrar de novo.

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Economia

Inflação do Brasil é inferior à de países desenvolvidos, incluindo europeus

Foto: Monstera/Pexels

Após dois meses consecutivos de queda, a inflação do Brasil é agora inferior às de alguns países desenvolvidos, incluindo os membros da zona do euro e o Reino Unido. Além disso, se aproximou do índice dos Estados Unidos.

O movimento ocorre em meio à deflação no Brasil, enquanto a Europa continua enfrentando os preços em alta e os Estados Unidos começam a ver sinais de queda de inflação, mas ainda lenta, indicando que o pico de preços já foi superado.

Ao CNN Brasil Business, especialistas afirmam que essa diferença no comportamento da inflação nesses países se deve a uma série de fatores. Considerando o Brasil, citam a condução do ciclo de alta de juros pelo Banco Central, queda no preço do petróleo e cortes de impostos.

Diferenças em 2022

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI, vê uma melhora na situação inflacionária brasileira em relação aos Estados Unidos e à Europa. O continente, avalia, enfrenta atualmente um cenário oposto, de aceleração da inflação.

O quadro brasileiro seria inclusive mais positivo que o de outros vizinhos latino americanos, como a Argentina, o Chile e o México, que também veem suas inflações subirem.

Já na comparação com os Estados Unidos, “a melhora não é tão significativa. Lá, a inflação de núcleo e número cheio pelo IPC deram uma parada, o que dá melhora na margem”, explica.

O economista ainda vê um alívio da inflação brasileira concentrada em alguns grupos, como de bens duráveis e, especialmente, de combustíveis, barateados pelo novo teto de cobrança do ICMS e pela queda no preço do petróleo, permitindo reajustes pela Petrobras.

Kautz destaca que, desde julho, a inflação brasileira recuou cerca de dois pontos percentuais, enquanto a europeia avançou mais de quatro. Além da diferença nos números, há também dinâmicas inflacionárias diferentes.

“Pegando núcleo [que exclui itens como alimentos e energia], a comparação fica difícil. O nosso está em 10,4%, a deles está em 4,3%, mesmo acelerando está abaixo da nossa”, observa.

O dado, afirma o economista, mostra como a maior parte da inflação na Europa ainda está concentrada nos combustíveis e na energia, mais especificamente o gás natural, cujo preço disparou com a guerra na Ucrânia.

Diferente dos Estados Unidos, não ocorreram aumentos salariais significativos a ponto de aumentar a demanda e fazer os preços subirem. Esse quadro, porém, deve mudar quando forem negociados reajustes no fim do ano, o que indica que a inflação europeia ainda deve subir nos próximos meses.

Mesmo entre os países europeus, a dinâmica inflacionária tem sido diferente. A inflação do Reino Unido, por exemplo, é maior que a da zona do euro.

Kautz atribui o número a uma “matriz de consumo doméstico muito focada no gás, não russo, produzido internamente, mas negociado internacionalmente. Teve alta de preço forte, e subiu preço interno também”.

Ele avalia que, com a mudança de governo, pode ocorrer uma mudança no teto de reajuste de preço permitido, além de subsídios às famílias, o que abriria margem para uma queda rápida da inflação.

Esse quadro também simboliza o que Kautz afirma terem sido intervenções na Europa para aliviar os efeitos dos preços maiores de energia. No caso brasileiro, ele diz que a única intervenção feita foi na gasolina, e em quantidade menor que na Europa.

“Ter menos intervenções é bom, porque deixa a economia se ajustar, na medida que o preço sobe, consome menos. Importante que o sistema de preços esteja funcionando, ativo”, opina.

Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama, avalia que o Brasil tem tido “várias semanas de queda expressiva da inflação”, o que ajuda a criar um ambiente inflacionário melhor, mesmo com uma concentração dessa redução nos preços de combustíveis.

Além dos elementos ligados aos preços do petróleo, o economista cita como diferencial a atuação do Banco Central, que iniciou o ciclo de alta de juros mais cedo que a maioria dos países.

“O Banco Central fez uma alta significativa de juros, e estamos colhendo uma parte da vitória agora”, diz.

Ele lembra que o quadro de inflação é positivo mesmo desconsiderando os cortes do ICMS e combustíveis, já que o índice de difusão da inflação caiu de mais de 80% para perto de 60%, com recuo nos preços dos alimentos.

Já os bancos centrais dos Estados Unidos, o Federal Reserve, e da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE), demoraram a combater a inflação.

“Há um ano, o Fed discutia se a inflação era transitória, o juro estava baixo, agora precisam correr atrás diante de inflações altíssimas. É a maior inflação em 40 anos, e além disso a situação na Europa está muito grave em termos de energia, agora entra o inverno”, observa.

Na visão de Espírito Santo, os bancos centrais “deveriam ter agido muito antes. Se tivessem atuado como o nosso, provavelmente a inflação não estaria no patamar que está agora, e aí precisa correr atrás, e quanto mais espera, mais precisa correr para alcançar”.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Cadê as hienas quadrilheiras? Onde estão aloprado, bicho de chifres, bolsodoido, Fábio, nostradeu, (todos o mesmo cara) , mané f, Santos? Inventem narrativas, falem que é porque lula tá subindo nas pesquisas! Aconselho que vejam a pesquisa datapovo feita hoje em Caruaru.

  2. Shiiii…silêncio no “reino do faz de contas”. Que para esse povo (esquerdistas), o reconhecimento que alguma coisa boa do atual governo não existe. Incrível de se ver pessoas só brigando pelo poder e se lixando para o país.

    1. E tão bom que as pessoas estão procurando nas ligeiras ossos para enganar o estômago, seus idiotas essas políticas desse idiota e voltada para,as elites, ou gado burro vcs só prestam mesmo para comer capim.

  3. 🇧🇷 não vai demorar para algum esquerdopata dizer que o leite está caro, a cebola está cara, pqp.
    O governo baixa o desemprego todo mês, tem deflação, IPCA baixando, PIB sempre acima das expectativas , arrecadação recorde de impostos sem aumentar impostos, estatais com lucros recordes, arrecadou bilhões em concessões e vendas de estatais, terminou várias obras de infraestrutura em portos, aeroportos, estradas e ferrovias, o país é o 4º no mundo em investimentos estrangeiros (demonstra confiança), teve o menor gasto de salários dos funcionários públicos desde 2008, os preços do mercado sobem de elevador e descem de escada, em qualquer país.🇧🇷

    1. Podem até dizer que ta caro. Mas que todas as vezes pego filas enormes para comprar a minha carne. Eis o mistério…. ta caro e compram, compram e compram… ta caro e compram mais e mais.. esse mimimizinho dessa esquerda quanto pior melhor, não cola mais…

  4. Inclusive, pela primeira vez na história o Brasil está melhor do que os países de primeiro mundo. Obrigado Bolsonaro.

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Mundo

Após longo dia de cerimônias e homenagens, rainha Elizabeth II é sepultada em Windsor

Foto: Alkis Konstantinidis/Pool/REUTERS

Foram 11 dias de adeus até que, nesta segunda-feira, o corpo de Elizabeth II, morta aos 96 anos, foi finalmente sepultado junto ao do príncipe Philip, seu marido por 74 anos, que morreu em abril do ano passado, na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. O sepultamento teve a presença apenas dos parentes mais próximos, na única cerimônia do dia que não foi televisionada. Elizabeth II foi a 11ª integrante da realeza britânica enterrada na capela, ao lado de seu pai, o rei George VI; sua mãe, a rainha consorte Elizabeth; e sua irmã, a princesa Margaret.

O longo dia de cortejos e cerimônias foi marcado por um clima solene e de tristeza, e começou às 11h (7h no Brasil) em um funeral de Estado na Abadia de Westminster para quase 2 mil participantes, que incluíram centenas de governantes e monarcas de todo o mundo, como os presidentes dos EUA, Joe Biden, e do Brasil, Jair Bolsonaro, além do rei da Espanha, Felipe VI, e o imperador do Japão, Naruhito.

O sermão foi do arcebispo da Cantuária, Justin Welby, que exaltou a vida da rainha e sua liderança. A igreja é a mesma na qual a monarca se casou, em 1947, e foi coroada, cinco anos depois.

— Sua majestade declarou celebremente em uma transmissão no seu aniversário de 21 anos que sua vida inteira seria dedicada a servir à nação e à Comunidade Britânica — disse Welby, autoridade religiosa máxima da Igreja Anglicana. — Raramente uma promessa foi tão bem cumprida.

A “segunda era elisabetana” — uma referência a rainha Elizabeth I, monarca de 1558 a 1603 — terminou simbolicamente durante o funeral, quando o barão Andrew Parker, que hoje ocupa a posição de lorde Chamberlain, como é chamado o mais alto funcionário da Casa Real, quebrou o bastão da governante, num gesto que marca o fim do reinado. Antes, o joalheiro real removeu a coroa imperial, o orbe (globo terrestre) e o cetro da rainha, apoiados em cima do caixão. As joias foram postas no altar pelo decano de Windsor, representando a passagem de poder.

Na parte final da cerimônia na abadia, todo o país respeitou os dois minutos de silêncio, nas ruas, parques e pubs, onde muitos acompanharam a cerimônia pela TV.

O caixão deixou, então, a abadia, em procissão em uma carruagem real, passando pelo Arco de Wellington, perto do Hyde Park, sua última parada em Londres até ser conduzido a Windsor para o sepultamento.

Tiros foram disparados a cada minuto em homenagem à monarca no Hyde Parque pela tropa do rei e pela cavalaria real, enquanto o sino do Big Ben tocou repetidas vezes. Uma multidão acompanhou a cerimônia das calçadas, intercalando silêncio e aplausos. A equipe do Palácio de Buckingham, onde a monarca morou por 67 anos, também foi até o portão prestar suas últimas homenagens.

Cerca de uma hora depois, o carro fúnebre chegou ao Castelo de Windsor, coberto com as flores jogadas pela multidão durante o trajeto. Ali, uma nova cerimônia religiosa foi liderada pelo decano David Conner, que começou com uma oração em homenagem à monarca. A fé de Elizabeth II, disse ele, “era descomplicada, mas profundamente cristã”:

— Em meio ao nosso mundo em mudança rápida e frequentemente conturbado, a presença digna e calma [da rainha] nos deu confiança para enfrentar o futuro, como ela fazia, com coragem e esperança — disse o decano.

Do lado de dentro da capela, câmeras filmaram um emocionado rei Charles III, que mordia os lábios enquanto toda a igreja cantava “God save the king”. Quem também se emocionou foi Meghan, a duquesa de Sussex, mulher do príncipe Harry, cuja relação com a família real é conturbada. Em vários momentos do dia, a duquesa foi vista enxugando as lágrimas. Apesar dos atritos com a princesa Kate, o príncipe William e o agora rei Charles, a ex-atriz americana sempre fez elogios a Elizabeth II.

A princesa Charlotte, de 7 anos, filha do meio de William, também foi fotografada chorando durante o funeral da avó, acompanhada da mãe, a princesa Kate, e do irmão mais velho, o príncipe George, de 9 anos. O caçula, Louis, de 4 anos, não participou da cerimônia.

No fim do dia, após o sepultamento privado, um comunicado da família real britânica encerrou oficialmente o longo adeus: “A rainha foi enterrada junto do duque de Edimburgo, na capela do memorial do rei George VI, em uma cerimônia privada reservada aos familiares mais próximos”, anunciou a família real nas redes sociais.

A conta oficial do príncipe e da princesa de Gales, William e Kate, também postou no Twitter uma foto do caixão da Elizabeth II, com a mensagem: “Adeus a uma rainha, uma mãe, uma avó e uma bisavó”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Estamos na torcida para enterrar o PT, a luta é grande, os petralhas são tinhoso, o bebim tá rouco e doido, mais vamos enterrar.

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Geral

Mulher que espera há 9 anos por cirurgia de reversão de colostomia estava em fila errada no sistema de regulação, diz Sesap

Leila Tavares, de 44 anos de idade, vive com bolsa de colostomia há 9 anos e improvisa sacos plásticos na falta de bolsas adequadas — Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

A mulher de 44 anos que espera há 9 anos por uma cirurgia de reversão de colostomia no Rio Grande do Norte não estava na fila de regulação pelo procedimento e sim de outro, segundo confirmou a Secretaria de Saúde Pública do estado nesta quarta-feira (11).

Moradora do bairro Felipe Camarão, em Natal, Leila Tavares, de 44 anos, deveria ter realizado cirurgia apenas quatro meses após o procedimento, feito em 2016.

Nesse período, a dona de casa desenvolveu uma hérnia, o que piorou a situação, impedindo o uso de bolsas de colostomia tradicionais.

O objetivo da colostomia é estabelecer uma via alternativa para a eliminação de fezes e gases. Essa abertura, chamada de estoma, permite que as fezes sejam eliminadas diretamente para uma bolsa coletora externa, evitando a passagem pelo reto e pelo ânus.
Uso de sacolas de plástico para improvisar as bolsas de colostomia por falta de material na rede estadual

Leila ainda usa sacolas de plástico para improvisar as bolsas de colostomia por falta de material na rede estadual. A demora para reverter o procedimento agravou o problema e uma hérnia apareceu no mesmo lugar.

Nesta quarta (11), o secretário de Saúde do RN, Alexandre Motta, disse que Leila não estava na fila de reversão da colostomia e sim para outro procedimento.

“O que provavelmente aconteceu é que houve uma má comunicação para ela, de que ela deveria estar na lista de reversão de colostomia, quando na verdade ela está em outro procedimento. Normalmente, o indivíduo entra pela rede básica que faz o cadastro, o nome desse paciente vai para o sistema de regulação do RN e a partir daí o trâmite segue com a pessoa sendo conduzida para a cirurgia no período correto. A gente lamenta que essa paciente tenha passado por isso”, disse o secretário.

O secretário disse que, por causa da gravidade do caso, a Secretaria procurou Leila para incluir o nome dela na fila correta. Cinco pessoas estão na fila pelo mesmo procedimento no estado e o tempo de espera tem sido de aproximadamente um mês.

Após passar por avaliação nesta quinta-feira (11), Leila disse que a médica solicitou realização de exames e que ela perdesse 10 kg para passar pela cirurgia. Segundo a paciente, a médica informou que a reversão da colostomia e a retirada da hérnia devem ocorrer no mesmo momento.

No entanto, a paciente reclamou do fato de ter que solicitar os novos exames no posto de saúde do bairro onde mora, o que, segundo ela, deverá atrasar ainda mais o procedimento.

“Um hospital desse podia marcar esses exames, não mandar eu botar (os documentos) num posto de saúde para passar quantos anos no posto? Me diga. Eu estou cansada de tudo isso, joga para lá, joga para cá e ninguém faz nada e eu morrendo. Por que se eu pegar uma bactéria, quem vai morrer sou eu. Quem vai sentir, quem vai perder são meus filho. Não é estado, não é ninguém. Eu estou indignada, não vou mentir, eu tô indignada, porque dava para eles resolverem o caso”, disse a paciente.

Qualidade de vida

A história começou em 2016, quando Leila Tavares precisou retirar um tumor na região abdominal. A colostomia foi indicada como medida temporária para permitir a cicatrização do local operado. O que era ter durado quatro meses completou nove anos.

Há cerca de três anos, a dona de casa ainda desenvolveu uma hérnia na região, o que impediu o uso de bolsas convencionais. Assim, passou a usar sacos plásticos, o que a fez temer um infecção.

A vida, segundo ela, ficou limitada desde que precisou realizar o procedimento.

“Eu me sinto excluída da sociedade, porque eu não tenho o convívio. A gente se sente envergonhado de estar no meio dos outros, aí suja, e a gente se sente desconfortável”, lamentou.

“Eu não saio daqui da minha casa, só saio se for para uma consulta, para um negócio, mas até para casa dos meus filhos eu me sinto sem vontade, eu não vou”, completou.

Mãe de quatro filhos e avó de nove netos, Leila relata que a condição limita até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia. Cozinhar, caminhar ou lavar louça sem dor são coisas que viraram um desafio.

“Eu deixei de viver, porque numa situação dessa…Eu não vou dizer para você que eu vivo, porque eu não vivo. Eu me levanto porque tem que se levantar. A gente tem que correr atrás. Mas não é viver, meu filho, uma situação dessa, não”, disse.

Em busca da cirurgia

A dona de casa diz que busca não só a bolsa correta para reduzir riscos de infecção, mas fazer a cirurgia de reversão da colostomia para ter mais qualidade de vida e também se dedicar aos filhos e netos.

“O meu foco é a cirurgia, não é a bolsa. Meu foco é a cirurgia. Eu quero fazer minha cirurgia, eu vou ficar boa, tenho meus netos, tenho meus filhos”, disse.

“Cada dia que passa, a situação só piora e eu tenho medo de de piorar e eu ir embora e deixar meus filhos, meus netos. Não vou mentir para você que meus filhos, meus netos são tudo para mim”.

Leila conta que o dia a dia vivendo dessa forma é desgastante.

“A gente que usa essas bolsas sabe que o que passa por dentro. Você está me vendo por fora. Mas por dentro só eu sei. Gostaria que um médico revisse e pudesse me ajudar a fazer essa cirurgia, porque eu não aguento mais. Eu não aguento mais. É sofrer. Eu sofro muito com isso, muito mesmo”, disse.

g1-RN

Opinião dos leitores

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Geral

OH LOUCO MEU: PT solta nota dizendo que o mercado manipula o Dólar, faz chantagem e sabota o país

Fotos: Reprodução

Às vésperas da penúltima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de 2024, que começa nesta terça-feira (5), o mercado financeiro, em articulação com setores da mídia corporativa, voltou à carga para pressionar por uma nova alta da taxa básica de juros (Selic) – hoje já no extorsivo patamar de 10,75% ao ano.

De olho na multiplicação dos lucros da especulação financeira, a turma da Faria Lima apelou para uma nova manipulação escancarada do câmbio, com um alta intempestiva do dólar para a cotação de R$ 5,87 na sexta-feira (4), pressionando pela elevação dos juros para conter uma ameaça inflacionária criada artificialmente.

Para dar uma roupagem tecnicista à ação sabotadora e, ao mesmo tempo, tentar enquadrar o governo Lula na agenda neoliberal, os especuladores reiteraram o conhecido – e ainda não comprovado – argumento de que o país está à beira de uma hecatombe fiscal.

Viu-se, nos últimos dias, uma avalanche de matérias jornalísticas e editoriais pressionando pelo fim de políticas públicas fundamentais para o bem-estar de quem mais precisa, como a valorização do salário mínimo e a indexação deste às aposentadorias. Cobram também cortes na saúde, na educação e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência.

Não por coincidência, o bolsonarista Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, não moveu uma palha para segurar a cotação da moeda americana, diferentemente da sua atuação no período em que Bolsonaro era presidente.

Na rede social X, a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), voltou a denunciar essa ação criminosa contra o país. “Vender dólares quando a cotação sobe é o instrumento clássico dos Bancos Centrais para conter a especulação. O BC de Campos Neto fez 122 intervenções desse tipo no tempo do Bolsonaro. E só duas, ano passado, no governo Lula. Agora responda se o dólar dispara por conta de uma crise fiscal inexistente ou pela sabotagem de Campos Neto?! É criminoso o que estão fazendo com o país”, afirmou.

Chantagem

A manipulação do dólar ficou ainda mais escancarada na segunda-feira (7), logo pela manhã, quando a moeda americana “despencava”, segundo e imprensa, e era vendida a R$ 5,75, na esteira de declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o anúncio que será feito pelo governo sobre cortes no orçamento. Como se os especuladores considerassem seus interesses atendidos.

Uma verdadeira chantagem, como escreveu até mesmo um dos colunistas do Uol, José Paulo Kupfer. Segundo ele, “os operadores do mercado financeiro intensificaram, nos últimos tempos, a chantagem sobre o governo para que acelere cortes nos gastos públicos. O nome do movimento é conhecido: especulação à solta”.

Kupfer sustenta ainda que “a prova da chantagem vem do fato de que não houve qualquer outra alteração nos rumos da economia brasileira que desse sustentação técnica ao recuo em manada”.

Conluio com a imprensa

Essa nova frente de pressão reforça a urgência de se enfrentar a atuação nada republicana do mercado financeiro, que arroga para si a definição dos destinos do país, em conluio com uma imprensa cada vez mais distante de sua nobre função de informar correta e honestamente a população.

Na segunda-feira (4), por exemplo, em editorial, o jornal Folha de S.Paulo intensificou a pressão por cortes em políticas públicas e reafirmou a teoria absurda de que avanços como o aumento dos empregos, da renda das famílias e do consumo ameaçam o controle inflacionário, alertando que esse cenário “fará o BC subir os juros de novo”. Essa mesma linha foi adotada em um editorial do jornal O Globo.

Para Gleisi Hoffmann, a grande mídia omite dos leitores o fato de que, ao invés das políticas do governo Lula, o que tem comprometido as contas públicas são as despesas estratosféricas com o pagamento dos juros da dívida pública e benefícios como a desoneração da folha de pagamento para setores da economia que nenhum retorno dão à sociedade.

“Editoriais da Folha e de O Globo exigem do governo cortes na Saúde e Educação, no seguro-desemprego e até a desvinculação do BPC e das aposentadorias ao salário-mínimo, em nome de uma alegada credibilidade fiscal. Que credibilidade têm os jornais, que se beneficiam de uma injustíssima e danosa isenção de impostos? Sobre essa desoneração eles se calam, né?”, postou a presidenta do PT, na rede social X, também criticando o silêncio da mídia a respeito da inércia do Banco Central diante da disparada do dólar.

Além disso, Gleisi voltou a afirmar que não há qualquer justificativa para uma nova elevação dos juros pelo Banco Central, uma vez que o Brasil vive um cenário de estabilidade econômica.

“Cortes contra trabalhadores, aposentados e a maioria do povo; juros para os especuladores e detentores da dívida pública, anabolizada pela Selic estratosférica. A economia crescendo, os fundamentos em ordem, retomada dos investimentos e da indústria, empregos, salário e renda subindo; nada satisfaz a voracidade dos mercados que a mídia vocaliza como se fosse a verdade universal. E chamam isso de debate econômico. Quanta hipocrisia…”, criticou.

Fonte: PT Brasil

Opinião dos leitores

  1. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    É tú tá?
    Nós ja mais.
    Só que viu o Instagram hoje do Presidente Jair Bolsonaro, tá lá o que essa patota dizia quando estourou a guerra e a pandemia.
    Sentaram o pau sem dó e piedade no presidente Jair Bolsonaro e dr Paulo Guedes.
    Esse governo do aumento dos impostos e taxação, começa aa desmoronar, derreter.
    Vão ter que mentir muito pra tentar enganar os trouxas.
    Kkkkkkkkkk.
    PT já era!!
    Tá se dissolvendo no Brasil inteiro, queira Deus que o Filho de Garibaldi assuma logo o RN, pra nós nos se livrar- mos dessa praga.

  2. O bom é darem palanque pra uma desqualificada, isso aí não representa absolutamente NADA na política e no zelo com a população Brasileira. Expele excrementos pela boca igual o amado líder dela!!! Ô BR véi azarado.

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Tecnologia

GOLPE DO PIX: saiba quais são os casos mais comuns e como se proteger

Foto: NurPhoto via Getty Images

Desde o seu lançamento, em 2020, o Pix facilitou a vida de muitos consumidores, se popularizando rapidamente por ser um método de transferência eletrônica fácil e prático.

No entanto, não demorou muito para surgirem relatos de golpes envolvendo a ferramenta, deixando muitas pessoas preocupadas e com a necessidade de se protegerem.

Levantamento da fintech de proteção financeira Silverguard mostra que quatro em cada dez brasileiros já foram vítimas de alguma tentativa de fraudes com o Pix.

Confira a seguir, dicas de Ione Amorim, coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), para entender como acontecer estes golpes e como se proteger:

Para a especialista, os golpes mais frequentes com o Pix são os associados com o roubo de contas nas redes sociais, em que o golpista adota a identidade de uma pessoa e começa a se passar por ela, pedindo dinheiro para amigos e parentes.

“O golpista se apresenta para a pessoa como sua mãe, pai, irmão ou filho e pede dinheiro para fazer um pagamento de uma conta, boleto e até transferência para outro indivíduo, sempre se apresentando com esse grau de parentesco e de amizade”, afirma.

Segundo Amorim, esses casos se caracterizam pela chamada “engenharia social” que consiste no criminoso, ao invadir um perfil, interpretar o tipo de relação que a vítima estabelece com as pessoas do seu núcleo e reproduzir esse comportamento.

“Então, vai parecer natural [o contato com golpista] para quem está recebendo esse tipo de pedido, fazendo parecer que é mesmo aquela pessoa porque ela [a engenharia social] explora o máximo dessa vulnerabilidade nas relações pessoais para conseguir seus objetivos, que é fazer com que a pessoa seja convencida e faça a transferência”, completa.

Outros casos que ganharam bastante evidência nos últimos tempos foram os golpes no comércio eletrônico.

Nesses casos, as vítimas são atraídas por grandes promoções de produtos de empresas falsas, que muitas vezes usam a imagem de empreendimentos já consolidados no mercado, mas que foram criadas para aplicar esses golpes.

“Além de ser uma oferta enganosa, a pessoa paga com o Pix achando que está fazendo um bom desconto, mas acaba caindo nesse golpe e a empresa simplesmente desaparece depois”, afirma.

Por último, Amorim cita como uma situação comum de golpes com o Pix os falsos investimentos, em que o criminoso aborda a vítima oferecendo uma oportunidade de, por exemplo, o dinheiro render em uma aplicação, que acaba nunca acontecendo.

“Precisa ter a mínima desconfiança toda vez que você for usar dinheiro. O Pix, por conta desse caráter instantâneo dele, vai realmente trazer golpes que vão explorar esse mecanismo de instantaneidade, aquilo que é imperdível ou que você vai perder uma grande oportunidade”, destaca a especialista.

Como se prevenir dos golpes

Nos casos de roubo de identidade, em que o golpista se apresenta como um parente ou amigo da vítima, a especialista ressalta a importância de confirmação direta por outro canal com a pessoa que esta solicitando o dinheiro.

“Eles [golpistas] são muito intimistas e te fazem acreditar que realmente são um parente. Então, toda vez que receber esse tipo de solicitação não faça nenhuma transação enquanto você não conseguir falar diretamente com a pessoa que está pedindo o dinheiro”, explica.

Já nos golpes de comércio eletrônico, a recomendação é sempre desconfiar de um produto barato demais e de empresas que você não conhece.  

“Por exemplo, uma rede de hotéis fechou e anunciou a venda de lençóis de 500 mil fios por um preço baratíssimo. A pessoa vai lá, faz a compra e cai no golpe, porque não existe a empresa, não existem os lençóis e ela fez o pagamento com Pix, então essas contas para serem rastreadas é muito difícil“, cita Amorim.

A mulher também explica que existem ferramentas para rastrear essas transações, como o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, mas nem sempre o valor é recuperado.

“O MED tem que ser acionado imediatamente após o golpe, e então o banco vai abrir um procedimento interno para rastrear o caminho que esse dinheiro teve. Em alguns casos há o estorno, mas como a movimentação costuma ser muito rápida, às vezes não tem a recuperação integral desse valor”, afirma.

“O consumidor precisa se certificar por outros meios de que essa medida é urgente ou se esse benefício é verdadeiro antes de fazer a operação”.

Cai em um golpe com Pix, e agora?  

Caso a pessoa caia em um golpe com Pix, a primeira indicação da especialista é comunicar o banco de origem do ocorrido para ser possível rastrear qual o caminho que o dinheiro tomou.

Nos casos em que a identidade da pessoa foi roubada, Amorim recomenda contatar a rede social em questão para fazerem uma intervenção na conta e não ter o risco de ampliar esse vazamento para outras plataformas.

Se a intervenção ocorreu por outro canal, como telefone, será necessário contatar a operadora para relatar que o aparelho foi clonado e  para que as devidas providências sejam tomadas. 

“É importante ativar os critérios de segurança que as próprias detentoras desses mecanismos oferecem, como a autenticação em dois níveis com biometria, e procurar proteger o máximo possível as suas redes para evitar, ou pelo menos dificultar, o processo de invasão e roubo de identidade de alguma forma”, ressalta.  

CNN Brasil, por Luiza Palermo

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Carnaval 2024

“Bloco de serviços” garantido nas ruas de Natal durante Carnaval

Foto: Divulgação

A Prefeitura de Natal organizou e vai executar uma grandiosa operação, contando com o trabalho de servidores de todas as suas secretarias durante o Carnaval. A proposta é oferecer uma ótima experiência aos natalenses e turistas que irão curtir o evento na cidade.

O planejamento e a atuação das equipes já começaram no período pré-carnavalesco e vão seguir até o último folião deixar a avenida nos sete polos da folia. Além dos shows com grandes atrações locais e nacionais, o público vai contar com operações especiais e reforço nas áreas da saúde, serviços urbanos, comunicação social, limpeza, iluminação pública, segurança, assistência social, combate à poluição sonora, garantia dos direitos das pessoas com deficiência, além de proteção, defesa e combate a violência contra as mulheres (ver quadro informativo abaixo).

“O bloco de serviços da Prefeitura vai ser o maior do nosso Carnaval. Tratamos o evento como um grande produto da cidade, gerador de emprego e recursos. Por isso mesmo, não mediremos esforços para entregar uma festa segura, alegre e convidativa. Todos nós estamos empenhados, confio na competência dos nossos servidores e tenho a convicção de que teremos um Carnaval de grande sucesso neste ano”, aposta o prefeito Álvaro Dias.

Na parte artística, a programação da festa é eclética e diversificada. O Carnaval de 2024 vai concentrar 23 atrações nacionais e 151 potiguares. No total, entre atrações de palcos, blocos, troças e demais modalidades, serão mais de 1.000 artistas se apresentando.

A produção do evento coordenado pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) conta com uma equipe de mais de 100 pesssoas, entre produtores e equipe de apoio. A Prefeitura do Natal oferece toda a estrutura, logística e coordena o Carnaval em todos os polos e palcos. Os foilões terão à disposição cinco postos médicos, cinco ambulâncias com UTI e oito ambulâncias básicas, além de 60 brigadistas, 350 seguranças, estrutura de 350 banheiros químicos, áreas exclusivas para PCD (ver texto nesta página), intérpretes de Libras, sonorização e projeto de iluminação cênica.

Carnaval inclusivo

Uma das novidades deste ano no Carnaval de Natal será a disponibilização de duas áreas exclusivas para pessoas com deficiência (PCD) nos polos de Petrópolis e Ponta Negra. As áreas terão a dimensão de 6m x 14m e ficarão em frente ao palco dos shows, chamado de frontstage.

Serão disponibilizadas 50 vagas para PCDs e mais um acompanhante, totalizando 100 pessoas. O credenciamento pode ser feito pelo aplicativo Natal Digital, a exemplo do que a Prefeitura já fez com sucesso no São João e no Natal em Natal.

Outro serviço que será disponibilizado pela Prefeitura é a contratação de tradutores-intérpretes de libras para o público com deficiência auditiva em todos os palcos do Carnaval 2024. Com isso, a Prefeitura aposta firmemente na política de inclusão social com o objetivo de favorecer as Pessoas com Deficiência.

“É o Carnaval do respeito e inclusão. Todos têm o direito de curtir a festa e nós não abrimos mão de oferecer esse serviço de acessibilidade”, ressalta Álvaro Dias. “Não vamos deixar ninguém de fora do Carnaval”.

Principais serviços realizados pelos órgãos da Prefeitura durante o Carnaval

Semdes (Seg. Pública e Defesa Social)
– Operação de segurança com atuação diária de 120 Guardas Municipais em toda a cidade.
– Apoio de 26 viaturas, 09 motos e 02 vans.

Semul (Políticas para as Mulheres) e Semidh (Minorias e Direitos Humanos)
– Bloco das Mulheres, com o tema: “Pediu pra parar? Parou! Não é Não”, reforçando o respeito, conscientização e combate a violência contra as mulheres.
– Campanha educativa com a mesma temática

Semsur (Serviços Urbanos)
– Fiscalização do comércio informal nos polos da festa para coibir a venda e consumo de bebidas em garrafas de vidro; venda de produtos de pirataria, entorpecentes e utilização de mão de obra infanto-juvenil; combate a instalações elétricas clandestinas
– Mobilização de mais de 100 fiscais, agentes socioambientais e profissionais de segurança privada.
– Iluminação especial de Led e equipes de plantão para emergências, com escala para todo período carnavalesco, a partir da quinta-feira (08) até a quarta-feira de cinzas (14), atuando das 16h às 22h, para garantir a eficiência na iluminação.

SMS (Saúde)
– Ações de combate e prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) Aids, Sífilis e Hepatites Virais com a campanha “Camisinha na Folia”.
– Postos Médicos Avançados (PMA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) localizados nos polos de Petrópolis, Ponta Negra e Redinha, garantindo a assistência à saúde para os foliões durante todos os dias do evento.
– Apoio com atendimento pré-hospitalar móvel do Samu Natal, que disponibilizará também um canal prioritário com a linha 192 para as ocorrências que possam acontecer durante o evento.

Urbana (Limpeza Pública)
– Atuação de 100 garis nos polos do evento, com seis encarregados e um supervisor geral envolvidos na limpeza dos locais.
– Manutenção da coleta domiciliar funcionando normalmente, assim como os serviços de limpeza de praias, capinação e varrição.

Semtas (Assistência Social)
– Campanha “Trabalho Infantil não é folia”, para prevenir e identificar casos de trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, e outras violações de direitos, nos diversos pontos carnavalescos.

Secom
– Cobertura e divulgação diária do evento, nos perfis oficiais da Prefeitura (Instagram/Twitter/Facebook e Youtube)
– Transmissão dos shows dos pólos Petrópolis e Ponta Negra no canal oficial da Prefeitura no endereço www.youtube.com/natalprefeitura

Semurb
– Operações de fiscalização e apoio para ocorrências com a Guarda Municipal.

Opinião dos leitores

  1. Esse prefeito é uma piada, 100 (Cem) fiscais da semsur, onde? o comércio informal de Natal está uma zona. não muito tempo aqui mesmo nesse blog os comerciantes do alecrim estavam pedindo socorro, quanto ao desordenamento e concorrência desleal do comércio informal. inclusive, com a venda livre de produtos pirateados que o prefeito diz combater.

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Geral

PDT de Carlos Eduardo pagou até cerveja puro malte com fundo partidário em 2021

Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, presidente estadual do PDT, tem bancado diversos eventos de sua pré-campanha a senador nas eleições de 2022 com recursos oriundos do fundo partidário (dinheiro público).

A prestação de contas de 2021 apresentada pelo partido à Justiça Eleitoral mostra que deslocamentos do pré-candidato e seus assessores pelo interior do Estado e pelo País afora estão sendo pagos com verba do partido. Na conta, estão incluídas passagens aéreas, aluguéis de carros, hospedagens, combustíveis e refeições diversas.

Ao todo, o PDT do Rio Grande do Norte declarou ter tido um gasto de quase R$ 240 mil no ano passado, somadas todas as despesas do partido. No período, a receita foi de R$ 300 mil, sendo 99,5% provenientes do fundo partidário e o restante de doações.

Notas fiscais juntadas pela própria legenda e consultadas pelo PORTAL DA 98 FM no site da Justiça Eleitoral mostram que, ao longo do ano passado, Carlos Eduardo e assessores promoveram dezenas de reuniões com lideranças políticas pelo interior do Estado e pagaram a conta com o dinheiro do PDT.

Uma das notas fiscais mostra, por exemplo, que só um almoço em Caicó entre Carlos Eduardo e lideranças políticas da região custou aos cofres públicos R$ 1.265,00. Foi no dia 12 de agosto. De acordo com a nota fiscal, 25 pessoas comeram às custas do partido.

Na semana seguinte, o almoço de pré-campanha foi em Mossoró. Na ocasião, Carlos Eduardo reuniu 12 pessoas, entre correligionários e apoiadores, em um restaurante da cidade e pagou R$ 881,28 de refeição com dinheiro do PDT.

A situação se repetiu em várias outras cidades, como Patu e Pau dos Ferros. Na maioria dos casos, Carlos Eduardo aproveitou a passagem pelas cidades para conversar sobre seus projetos políticos e deu entrevistas a emissoras de rádio locais.

Até a mulher de Carlos Eduardo, a ex-primeira-dama Andréa Ramalho, participou de almoços com dinheiro do partido. Em uma das notas fiscais juntadas, é apresentado um custo de R$ 497,87 em uma refeição completa, com picanha, queijo na brasa, sobremesas e bebidas não alcoólicas.

Como justificativa, o partido juntou uma foto na qual Andréa aparece em um almoço com dirigentes da Ação da Mulher Trabalhista (AMT), seção feminina do partido.

Mas, uma fatura específica chama a atenção. Em 22 de dezembro, o PDT pagou R$ 551,00 de uma conta no espaço Garbos Recepções e Eventos, de Mossoró. Segundo a nota fiscal, estava incluído na despesa o consumo de quatro cervejas Petra puro malte, além de uma refeição completa com carne de sol e macaxeira, camarão, petit gateau de sobremesa e outras bebidas não alcoólicas.

Nas observações, a nota indica que a despesa é referente a uma hospedagem de Gleiber Adriano Dantas, advogado do partido.

A prática de bancar reuniões de pré-campanha não é ilegal, mas determinados gastos podem ser questionados pela Justiça Eleitoral, como o pagamento de bebidas alcoólicas. A impugnação pode ser apresentada pelo Ministério Público ou por outras agremiações partidárias.

Aluguel de imóvel
Não é o primeiro gasto do PDT questionável. Como mostrou o PORTAL DA 98 FM em maio, o diretório do partido no Rio Grande do Norte usou verba do fundo partidário para alugar um imóvel pertencente a Andréa Ramalho.

O diretório do PDT no Rio Grande do Norte, presidido pelo ex-prefeito de Natal e pré-candidato a senador Carlos Eduardo Alves, usou verba do fundo partidário para alugar um imóvel pertencente à secretária de Mulheres da Prefeitura do Natal, Andréa Ramalho Alves, mulher do próprio Carlos Eduardo e ex-primeira-dama da cidade.

O caso chamou a atenção do Ministério Público, que emitiu parecer apontando que o pagamento “viola os princípios da moralidade e da probidade”.

O aluguel do imóvel em si não foi apontado como uma irregularidade, mas o fato contribuiu para a Justiça Eleitoral desaprovar as contas do partido em 2017. O que ensejou realmente a reprovação foi o fato de que o PDT não utilizou o mínimo obrigatório para estimular a participação feminina na política. Por lei, devem ser investidos no mínimo 5% dos recursos todos os anos.

O imóvel foi alugado em janeiro de 2016 por R$ 1 mil por mês. Cinco meses depois, foi reajustado para R$ 2.500, o que causou estranheza.

Justificativa do PDT
Nos autos, o PDT afirmou que o contrato de locação questionado foi firmado e, posteriormente, reajustado em 2016. Naquele ano, as contas do partido foram aprovadas. O partido manifesta estranheza pelo assunto ter aparecido no ano seguinte (2017) como argumento para reprovação das contas da legenda por outro motivo.

Além disso, a legenda afirma que o contrato de aluguel foi aprovado por toda a direção do partido, através de reunião registrada em ata.

Por fim, o PDT argumenta que o contrato só foi reajustado porque, no segundo contrato, foram incluídos os custos de manutenção, conservação e limpeza predial. “Ou seja, maior ônus e custos ao locador, o que justifica a alteração contratual, oportunizando, inclusive, economia ao partido com mão de obra e encargos sociais”, afirma o partido.

A legenda conclui afirmando que o valor cobrado pelo aluguel é “irrisório” frente ao tamanho da propriedade. O imóvel alugado tem 544 metros quadrados e está situado em área nobre da cidade, na Rua Abdon Nunes, no Tirol.

98 FM

Opinião dos leitores

  1. Carlos Eduardo Alves é um homem rico sem nunca ter trabalhado. Será que o dinheiro cai do céu pra ele??

  2. Isso é um verdadeiro roubo ao contribuinte, esses bandidos políticos fazendo farra com o dinheiro suado dos impostos que pagamos. Brandidos, verdadeiro sssaltantes políticos.

  3. BG e a pesquisa da 98 Datavero não mereceu nenhum destaque nem no Blog, nem no programa de radio. Porquê? Você dizia que divulgava e analisava todas que aparecessem e olhe que foi uma das pesquisas mais bem elaboradas e detalhadas, não faça isso com seus seguidores.

    1. Vixe, será que comer pastel com tubaína é pior que tomar cachaça? Ainda por cima comemorando a varanda nova e o piso da cozinha do sítio de Atibaia? Eita ladrãozinho porreta.

    1. Queria mesmo é saber como andam as compras com cartão corporativo!?? Mas não vejo a mídia querendo saber!

  4. Coisa pra tentar ganhar votos de pingunços e preguiçosos.
    Meu MITO só bebe refrigerante, suco e caldo de cana. É um Véio saudável, por isso ele não broxa.

    1. Aprendeu com os militares. Será que comprou Viagra e prótese peniana também?!

  5. Para que está ficando feio! É só da uma olhada nas matérias desse blog que percebe-se uma predileção! O mito gasta mais que isso num kilo de carne pra fazer churrasco!

    1. Interessante quando era paparicado para ser da oposição nao aparecia essas coisas.

  6. Imagine o que não tem de gasto no cartão corporativo do bandido das rachadinhas e seus ministros viu!

    1. Teve Ministro do PT, que pagou tapioca e motel com o cartão.

    2. Manoel, já que não tem traíra, vai de bandido, né? Parabéns!!!! Eu já sabia.

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Geral

Com estoque crítico, Hemonorte convoca doadores de sangue no RN

Divulgação

O Hemonorte está com um estoque de bolsas de sangue considerado crítico. A situação é “extremamente preocupante”, segundo o diretor-geral da unidade Rodrigo Vilar. O estoque que era para ser de 800 bolsas neste período do ano está na casa das 100 bolsas e a demanda é crescente. Há insuficiência de todos os tipos sanguíneos e o Hemonorte tenta sensibilizar a população para as doações tendo em vista o mês de janeiro, que é um período historicamente de alta demanda.

De acordo com o Hemonorte, devido a baixa no banco de sangue, a distribuição de bolsas precisou ser limitada a casos de urgência e emergência. A medida prejudica a realização de procedimentos eletivos, diz Rodrigo Vilar. “A gente manteve uma entrada mais ou menos regular de doadores, porém a demanda do Estado de um modo geral cresceu demais. A gente está vivendo um período de muito consumo de sangue sem crescimento do número de doadores. Dezembro era um período que a gente conseguia se preparar para janeiro, que é um período de baixa por causa das férias”, comenta o diretor.

Para se ter uma ideia, atualmente Natal tem uma demanda de aproximadamente 200 bolsas por dia, mas o número de doadores não ultrapassa a casa dos 130. “Todo dia a gente tem um déficit. A gente está sem saber o que mais fazer para chamar, convocar a população para que faça sua doação antes do período de festas e depois também porque o sistema de saúde não para, a necessidade da população não diminui porque as pessoas estão de férias. A gente conta com a solidariedade das pessoas para evitar esse sufoco que estamos passando”, complementa.

Maior doador de sangue do Rio Grande do Norte, Flávio Celestino completou 31 anos como doador em 2022 e convoca os potiguares a se solidarizarem com a causa. “É um gesto muito importante que todos deveriam fazer, faço isso há muitos anos e é sempre uma alegria poder contribuir com o próximo. Acho que ajudei um pouco a salvar algumas vidas, isso não tem preço. Já doei neste mês e no próximo irei doar novamente. É um hábito que tenho de doar todos os meses”, afirma Flávio Celestino.

No mês passado, o Hemonorte chegou a fazer uma campanha durante a Semana Nacional do Doador de Sangue e promoveu uma série de ações, mas os resultados ficaram abaixo do esperado. A esperança, diz Rodrigo Vilar, é que o fim de ano possa sensibilizar a população. “É importante demais mesmo que as pessoas busquem fazer esse gesto. A gente sabe o que está saindo, mas o que está entrando não está sendo suficiente, então pedimos encarecidamente pela solidariedade das pessoas”, comenta.

Os interessados em doar sangue podem se dirigir à sede do Hemonorte localizado na Avenida Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h ou no espaço Hemonorte no Partage Shopping, que funciona de segunda a sexta das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente. O procedimento para doação de sangue é simples, rápido e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, o que elimina qualquer possibilidade de contaminação.   

Requisitos para doar sangue

  • Ter idade entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos devem possuir consentimento formal do responsável legal);
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos;
  • Apresentar documento de identificação com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe), serão aceitos documentos digitais com foto;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue. Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas;
  • A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres;
  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

 

Entenda a tabela de doação de sangue

Sangue tipo A+              

Doa para: AB+ e A+      

Recebe de: A+, A-, O+ e O-;

Sangue tipo A-

Doa para: A+, A-, AB+ e AB-     

Recebe de: A- e O-

Sangue tipo B+

Doa para: B+ e AB+      

Recebe de: B+, B-, O+ e O-

Sangue tipo B-

Doa para: B+, B-, AB+ e AB-    

Recebe de: B- e O-

Sangue tipo AB+           

Doa para: AB+

Recebe de: A+, B+, O+, AB+, A-

Tribuna do Norte

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Política

Após série de derrotas, Lula tem pela frente novas votações de interesse no Congresso; veja quais

Foto: Brenno Carvalho

Após novas derrotas, o governo ainda tem pela frente uma lista extensa de projetos que são de seu interesse no Congresso. Além de matérias vetadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como na Lei Geral dos Esportes, parlamentares devem ainda analisar projetos fundamentais da pauta econômica, como a regulamentação da reforma tributária.

A última sessão do Congresso expôs mais uma vez os problemas da articulação política e elevou a pressão por mudanças na estratégia de relação com os parlamentares. Aliados defendem uma postura mais incisiva e que alcance um número maior de pautas, já que há uma crítica de que os esforços hoje estão concentrados somente na agenda econômica, onde ainda tem desafios pela frente.

O principal deles será avançar antes das eleições municipais com a aprovação da regulamentação da reforma tributária do consumo, que cria o Imposto de Valor Agregado (IVA) dual, com uma parte federal, a CBS (que reúne PIS, Cofins e IPI), e outra de Estados e municípios, o IBS, que une ICMS e ISS.

O projeto de regulamentação define os regimes diferenciados, os produtos que vão fazer parte da cesta básica, com alíquota zerada, o funcionamento do “cashback” para as famílias mais pobres e os produtos que serão tributados com o “Imposto do Pecado” devido os malefícios à saúde e ao meio-ambiente, entre muitos outros tópicos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, inovou ao indicar um grupo para analisar a matéria, em vez de apenas um relator. Ainda que Lira tenha interesse na aprovação, o Executivo terá de trabalhar para evitar mudanças, para manter a alíquota de referência. No projeto entregue pelo Ministério da Fazenda, a alíquota média é de 26,5%.

Além disso, o governo terá de trabalhar para evitar manobras no orçamento de 2025. Já está no Congresso, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do ano que vem, que, em tese, tem de ser aprovado antes do recesso parlamentar do meio do ano. Na área econômica, também são de interesse do governo projetos que tratam do devedor contumaz, da regulamentação do mercado de carbono e de inteligência artificial.

Outras medidas:

Veto à gratuidade do despacho de bagagens: de junho de 2022, quando Bolsonaro decidiu barrar a volta do transporte gratuito da bagagem nos voos domésticos e internacionais. O benefício tinha sido incluído na votação da medida provisória (MP) que flexibiliza as regras da aviação civil, batizada de Voo Simples. O Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, quer manter o veto de Bolsonaro. O entendimento é que o despacho gratuito encarece o preço das passagens e faz com que muitos passageiros que não usam a franquia paguem por isso de forma desnecessária.

Prorrogação da cota de minorias em serviços públicos: O projeto, que é prioridade da pauta social, renova por mais 25 anos a reserva de vagas para negros em concursos públicos. Além de aumentar a cota de 20% para 30%, o texto também inclui outras minorias, como quilombolas e indígenas. A matéria já foi aprovada pelo Senado, mas ainda tem de passar pela Câmara. A principal preocupação é o prazo, já que a lei atual perde vigência no início de junho, em um ano em que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva promove uma série de concursos públicos.

Vetos à Lei Geral do Esporte: A lei que consolida a regulamentação da prática desportiva no país foi sancionada com vetos em junho. Entre os itens que serão analisados pelos parlamentares estão trechos que tratam da compensação de atletas em contratos de trabalho e da criação de uma Autoridade Nacional para Prevenção e Combate à Violência e à Discriminação no Esporte.

Política nacional do Ensino Médio: a Câmara aprovou o texto de autoria do Executivo em março deste ano e, agora, a proposta tramita no Senado. O projeto de lei que estabelece mudanças para o Novo Ensino Médio foi aprovado pelos deputados após um acordo entre o ministro Camilo Santana e o relator da matéria, o deputado Mendonça Filho (União-PE).

PEC do “quinquênio”: A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê um novo benefício salarial para juízes e promotores preocupa o governo. Estudos sobre o texto de autoria do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apontam que o impacto para os cofres públicos pode ser de R$ 1,8 bilhão, nos levantamentos mais conservadores, a até R$ 42 bilhões por ano.

Vetos à lei que recriou o programa Minha Casa Minha Vida: de julho de 2023, a lei foi sancionada com 11 vetos, entre eles o que prevê a contratação do seguro de danos estruturais pelas construtoras e o que obriga as distribuidoras a comprar o excedente de energia produzida pelos paineis solares instalados nas casas populares

Vetos à lei dos agrotóxicos: Sancionada em dezembro do ano passado, a lei estabelece prazos para a autorização dos defensivos agrícolas. O governo sofre forte pressão da bancada ruralista, uma das principais forças do parlamento, pela derrubada dos vetos. Os parlamentares já derrubaram o trecho que centralizava no Ministério da Agricultura a coordenação de reanálises de riscos e alterações nos produtos já registrados, o que excluía a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mas há ainda outros pontos a serem apreciados, como os que tratam sobre as embalagens dos produtos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Nada que uma ‘segurada’ nas emenda$ que não resolva rapidinho…eh qd o filho chora e a mãe não escuta… hehehe

    1. Ou menino lindo..kkkkkkkk guguinha inteligente e sabido, segurada em dinheiro das emendas, piada, deu foi tudo e nem isso funcionou, e pegue reunião.

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Política

Prefeito Jaime Calado apresenta déficit herdado de R$ 220 milhões, faz balanço dos seis primeiros meses de gestão e sanciona plano de recuperação fiscal e econômico

Foto: reprodução

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira (9), no Gabinete Civil da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, o prefeito Jaime Calado apresentou um detalhado balanço dos seis primeiros meses de gestão e sancionou o Plano Municipal de Recuperação Fiscal e Econômica (PMRFE), um conjunto de medidas emergenciais para reorganizar as finanças do município, hoje marcado por um déficit herdado de R$ 220 milhões. O evento contou com a presença de secretários municipais, do presidente da Câmara, vereador Nonato Queiroz, técnicos da gestão e representantes da imprensa estadual e local.

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Jaime iniciou sua fala com uma exposição franca do cenário caótico deixado pela administração anterior, que inclui dívidas não pagas, falta de acesso a dados contábeis durante a transição e a ausência de medidas estruturantes para manter os compromissos do município. “Assumimos com as finanças em colapso e contas bloqueadas. Os juros de um empréstimo sequer foram pagos, e não houve sequer a transparência necessária para que soubéssemos, de imediato, a real situação da Prefeitura. O plano que estamos apresentando hoje é um choque de gestão necessário para reconstruir São Gonçalo do Amarante”, afirmou Jaime Calado.

O PMRFE, que já entra em vigor com decreto regulamentador, tem validade até 31 de dezembro de 2025 e reúne medidas de austeridade aliadas à manutenção de serviços essenciais, como saúde e educação. Entre as ações previstas estão:

Redução de 25% nos contratos de terceirização;

Corte de 20% na frota de veículos locados (com exceção de ambulâncias e maquinário essencial);

Suspensão de promoções, nomeações e gratificações sem justificativa técnica;

Recadastramento de servidores ativos e inativos para combate a irregularidades;

Implantação de sistemas de autogeração de energia elétrica e aquisição de energia no mercado livre;

Criação de metas obrigatórias por secretaria, com monitoramento técnico semestral coordenado pela Controladoria-Geral.

O plano também prevê a recuperação de créditos tributários e não tributários e a implementação de medidas de eficiência energética em prédios públicos. Segundo Jaime, “esse conjunto de medidas é fundamental para restaurar o equilíbrio fiscal e garantir a prestação dos serviços que nossa população mais precisa. Não estamos aqui para administrar crise, mas para superá-la com responsabilidade.”

Além da apresentação do plano, o prefeito fez um balanço dos principais avanços dos primeiros seis meses de gestão. Mesmo diante das dificuldades, setores fundamentais já mostram sinais de retomada:

SAÚDE

Retomada e avanço das obras do novo Hospital Geral.

Abastecimento regular das Unidades Básicas de Saúde com medicamentos:

203 de medicamentos do componente básico
24 Hiperdia
33 psiccotrópicos

Ampliação das consultas e exames especializados.

Retorno do programa de prevenção e tratamento do glaucoma.

Mais de 700 cirurgias de catarata realizadas.

Reabertura do Laboratório de análises clínicas;

Mais de 114 mil visitas domiciliares dos agentes de saúde

Combate à dengue com mais de 54 mil imóveis visitados e borrifação em localidades com casos positivos;

Implantação do Atendimento de neuropediatria no CER III e Contratação de 21 especialistas para atendimento à população.

Instalação do CAPS II em espaço próprio, separado do CAPS AD.

Aumento do repasse ao Hospital Belarmina Monte: de R$ 400 mil para R$ 1 milhão.

Retomada das obras do novo CEO;

Retomada das obras da UBS de Novo Santo Antônio;

Mais de 244 mil atendimentos ambulatoriais e hospitalares.

EDUCAÇÃO

Construção da Escola Municipal Maurício Fernandes;

Força-tarefa para restaurar as escolas municipais. Já são 12 unidades restauradas.

Merenda escolar de qualidade garantida.

Pagamento do piso nacional aos professores (nenhum abaixo do piso).

Contratação e capacitação de novos profissionais.

Aquisição de carteira escolar para o ensino fundamental e infantil;

Contratação de cuidadores, através da cooperativa para acompanhamento dos alunos com necessidades especiais em grau elevado;

Aquisição de novo ônibus escolar para melhorar o transporte.

Implantação do Sistema Municipal Permanente de Avaliação da Educação com destaque para o Programa São Gonçalo Aprende Mais para reforço escolar dos estudantes.

JUVENTUDE E PREPARAÇÃO EDUCACIONAL

Retomada dos aulões preparatórios gratuitos para o ENEM, com professores renomados.

Retorno dos aulões para o IF, incentivando o ingresso no ensino técnico e profissionalizante.

Parcerias para cursos de qualificação profissional com o Senac, IF São Gonçalo e Corpo de Bombeiros

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Entrega de peixe e arroz da Semana Santa para 20 mil famílias.

Projeto Prefeitura Itinerante levando cidadania e serviços aos bairros.

Programa de Aquisição de Alimentos fornecendo alimentos frescos para famílias em vulnerabilidade. Quase 2 mil famílias atendidas.

Retomada da emissão da Carteira de Identidade em parceria com o ITEP;

Realização da 15ª Conferência Municipal da Assistência Social;

CULTURA

Criação da Secretaria Municipal de Cultura.

Realização do Carnaval das Tradições com apoio aos blocos e grupos carnavalescos.

Realização do Cinema Itinerante levando a exibição filmes para as comunidades;

Apoio financeiro aos grupos teatrais da Paixão de Cristo e quadrilhas juninas.

Grande festival cultural em celebração ao Centenário de Dona Militana.

Início da Reforma do Museu Municipal Séphora Bezerra;

Apoio financeiro aos grupos juninos de São Gonçalo do Amarante;

Fomento para intercâmbio cultural de grupos culturais do município;

Realização do Festival São Gonçalo Junino, o maior evento de São João da história de São Gonçalo.

ESPORTE E LAZER

Realização do evento São Gonçalo Verão para toda a família.

Retomada da Copa Dr. Ruy Pereira de Futsal com grandes disputas.

Expansão do transporte universitário: mais rotas, mais estudantes atendidos gratuitamente.

Projeto Juventude Folia nas Escolas de Ensino médio com palestras de prevenção a doenças, a promoção de hábitos saudáveis e combate a preconceitos;

Realização do Torneio de Futebol Alusivo ao Dia do Trabalhador.

Início do Campeonato Municipal de Futebol de Campo (séries A e B);

Início da 2ª Etapa do Projeto Areninhas Potiguares em parceria com a FUNCERN E IFRN.

Manutenção e Reparos de infraestrutura, elétrica e hidráulico de equipamentos esportivos;

Parcerias com as Instituições nos eventos do Calendário Esportivo;

Apoio a atletas de Rendimento representantes do Município;

Apoio em ações esportivas e de lazer das comunidades.

INCLUSÃO E DIREITOS SOCIAIS

Criação do Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência.

Reformulação do Programa Viver Melhor, com mais atividades de saúde e qualidade de vida, atendendo mais comunidades;

Emissão das carteirinhas do idoso e do autista.

Realização da 1ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de São Gonçalo do Amarante;

*INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS URBANOS*

Solução para a falta de água na zona rural com ações do SAAE.

Mutirão de limpeza urbana nas comunidades.

Mutirão de limpeza das lagoas de captação do município;

Limpeza e conservação de praças públicas.

Recuperação de vias com máquinas nas zonas urbana e rural;

Operação tapa-buracos para recuperação viária.

*DESENVOLVIMENTO E SEGURANÇA*

Apoio ao microempreendedor local;

Cooperação com a Defesa Civil Estadual para ampliar as ações de atendimento em casos de urgência.

Parcerias com as forças de segurança do estado para proteger a população.

Planejamento de soluções criativas para construir a São Gonçalo do futuro.

Apoio ao homem do campo e à agricultura familiar com horas de trator para o corte de terra e entrega de sementes.

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Geral

Cotas para carnes e queijos, tarifa zero para frutas. Veja o que muda com o acordo União Europeia-Mercosul

Da esquerda para a direita: Javier Milei (Argentina); Luis Lacalle Pou (Uruguai); a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (ao centro); Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), e Santiago Peña (Paraguai), posam para a foto oficial da LXV Cúpula do Mercosul em Montevidéu — Foto: Eitan Abramovich/AFP

O acordo histórico entre Mercosul e União Europeia (UE), anunciado na última sexta-feira (6) , prevê a redução de tarifas para produtos agrícolas e industrializados, além da compra de serviços, entre os dois blocos. As negociações começaram há 25 anos, em junho de 1999.

Frutas como abacates, limões, limas, melões e melancias, uvas de mesa e maças não estarão sujeitas a cotas e terão suas tarifas completamente eliminadas. Haverá cotas para carne bovina, aves e suína.

Veja a seguir alguns dos pontos do acordo.

Carnes

Haverá cotas para a entrada de carnes bovina, de aves e suína na UE. No caso da carne bovina, serão 99 mil toneladas, com tarifa de 7,5%. Para aves, serão 180 mil toneladas, com tarifa zero; para carne suína, 25 mil toneladas, com tarifa de € 83 por tonelada.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) lembra que, embora a entrada do acordo em vigor não seja imediata, ela representa um avanço.

Entre janeiro e novembro deste ano, o Brasil exportou 205 mil toneladas de carne de frango para a UE, no valor de US$ 749,2 milhões.

Açúcar e etanol

No caso do açúcar, serão 180 mil toneladas com tarifa zero. O Paraguai recebeu uma cota exclusiva de 10 mil toneladas, também com alíquota zero.

Já para o etanol, o acordo prevê uma cota de 450 mil toneladas de etanol industrial com tarifa zero. No caso de etanol para outros usos, inclusive combustível, o Mercosul poderá vender à UE uma cota de 200 mil toneladas, com uma tarifa equivalente a um terço da aplicada na Europa.

Laticínios

Os queijos do Mercosul terão uma cota de 30 mil toneladas para entrar na UE, com volume crescente e tarifa decrescente em dez anos (à exceção da muçarela). Já o iogurte terá uma margem de preferência de 50%, e a manteiga, de 30%.

No caso dos produtos europeus exportados para o Mercosul, as tarifas serão zeradas gradualmente, dentro de cotas: de 30 mil toneladas para queijos e 10 mil toneladas para o leite em pó.

Frutas

Frutas como abacates, limões, limas, melões e melancias, uvas de mesa e maçãs não estarão sujeitas a cotas na UE e terão suas tarifas zeradas. O café também ficará isento de cotas.

Cachaça

Garrafas com menos de 2 litros terão seu comércio liberalizado em quatro anos. A cachaça a granel terá cota de 2.400 toneladas com tarifa zero, contra cerca de 8% hoje.

Compras governamentais

A diplomacia brasileira conseguiu manter no acordo entre Mercosul e União Europeia o uso das compras do Estado como ferramenta para impulsionar a indústria brasileira. Em termos gerais, o objetivo é dificultar compras externas para que o governo compre de empresas brasileiras. As compras do Sistema Único de Saúde (SUS), que faziam parte do texto estabelecido em 2019, ficaram fora do acordo agora.

Solução de controvérsias

Foi reforçado o capítulo sobre solução de controvérsias. Este “define mecanismos de resolução de disputas, com consultas iniciais e possibilidade de arbitragem, assegurando o cumprimento das obrigações. O capítulo passa a contar com seção dedicada à preservação do equilíbrio do acordo, independentemente de violação aos temos acordados.”

No mesmo capítulo, foi incluída uma camada adicional para evitar que medidas unilaterais adotadas por algum dos blocos por fora do acordo possam causar prejuízo. Nos últimos tempos, a UE tem aprovado iniciativas do tipo, por exemplo, para taxar importações de países que pratiquem desmatamento.

Exigências ambientais

O texto final prevê um reforço do compromisso ambiental e econômico, mas rechaça “barreiras desnecessárias ao comércio”. Os dois blocos acordaram uma série de compromissos de proteção ao meio ambiente e de promoção do trabalho decente.

O Brasil se preocupava com a questão ambiental por temer que a nova lei antidesmatamento da Europa, que entra em vigor no fim de 2025, fosse usada para dificultar a entrada de itens brasileiros na UE. Esse trecho do acordo seria um mecanismo de proteção em caso de medidas unilaterais consideradas protecionistas.

O acordo Mercosul-UE poderá ser suspenso caso uma das partes esteja em grave violação do Acordo de Paris ou decida abandoná-lo. O Mercosul também incluiu sua visão sobre o tema do desenvolvimento sustentável.

O texto também prevê compromissos concretos para deter o desmatamento até 2030, em linha com as contribuições nacionais determinadas no Acordo de Paris.

Transição verde e digital

O acordo cria um fundo de € 1,8 bilhão de apoio da UE para facilitar a transição verde e digital justa nos países do Mercosul. Ele será usado no desenvolvimento de cadeias de valor sustentável nas florestas, como na Amazônia, bem como na adaptação de pequenas e médias empresas do Mercosul, povos originários e comunidades tradicionais para os parâmetros do acordo.

Setor automotivo

O Mercosul garantiu condições mais flexíveis para a redução tarifária de veículos eletrificados e para veículos de novas tecnologias, mesmo as ainda não disponíveis comercialmente. Para veículos eletrificados, a redução de tarifas passará a se dar em 18 anos. Para veículos a hidrogênio, o período será de 25 anos, com seis anos de carência. Para novas tecnologias, 30 anos, com seis anos de carência.

Foi estabelecido ainda um mecanismo inédito de salvaguardas com vistas a preservar e ampliar investimentos automotivos. Caso haja um aumento de importações europeias que causem dano à indústria, o Brasil pode suspender o cronograma de redução de tarifas do setor ou retomar a alíquota aplicável às demais origens (hoje, de 35%) por um período de três anos, renovável por mais dois, sem oferecer compensação à UE.

Minerais críticos

O acordo prevê flexibilidade para políticas públicas sobre os chamados minerais críticos. Com isso, o Brasil garante o direito de aplicar restrição às exportações desses minerais se julgar apropriado, por exemplo, para estimular a agregação de valor no país.

Caso o Brasil adote Imposto de Exportação sobre esses produtos (o que não é o caso hoje), a alíquota aplicável à UE deverá ser mais baixa do que a aplicável a outros destinos, não podendo ultrapassar 25%. O texto de 2019 proibia qualquer tarifa no comércio entre Brasil e UE.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Se a ufrn acabar com o bônus em medicina em Natal no Sisu, terá q fazer a mesma coisas nos demais polos, pois a universidade é uma só.
    Com certeza o judiciário será acionado e muito nessa questão. Mexeram num vespeiro.

  2. E o bônus de medicina do Sisu q a Ufrn quer extinguir, enquanto o Acre aumentou para 15%?

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Política

PT é contra PEC do semipresidencialismo

Reprodução

O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do semipresidencialismo, protocolada na Câmara dos Deputados nesta 5ª feira (6.fev).

Ao Poder360, o secretário-geral nacional do PT, Henrique Fontana, disse que a proposta contraria o plebiscito realizado em 1993.

Na época, a população foi às urnas para decidir se o sistema de governo mudaria do presidencialismo para o parlamentarismo. A manutenção do modelo em que o presidente é o responsável pelo Poder Executivo venceu por 55,67% a 24,91%.

“Essa é a razão mais estrutural [para sermos contra]. Foram tão poucos plebiscitos que o Brasil fez, deveríamos fazer mais. Essa iniciativa busca revogar uma decisão soberana por voto direto da população”, declarou.

Para Fontana, a reforma política proposta enfraquece o voto direto. “O voto que o eleitor mais sobrepesa, avalia e reflete é o voto para presidente da República. Enfraquecer esse voto é ir na contramão de respeitar a soberania popular”, disse.

Na avaliação do secretário, “o sistema eleitoral brasileiro é marcado por um hiper personalismo”.

Fontana também afirmou que o primeiro-ministro, escolhido pelos congressistas, seria uma figura instável, por conta da forma com que chegaria ao cargo.

Para o secretário, o ideal seria repensar o sistema eleitoral brasileiro. “Houve uma progressiva captura do orçamento público pelo parlamento e esse excesso de emendas termina gerando um fortalecimento muito grande dos parlamentares”, disse.

PROPOSTA

O autor da PEC é do deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR). Ele conseguiu 179 assinaturas para protocolar o texto na Câmara, na semana em que o presidente da Casa recém-eleito, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a existência do debate sobre o tema no Congresso Nacional.

“A discussão sobre o parlamentarismo eu penso que deve existir tanto na Câmara como no Senado. Não para que isso seja aplicado para 2026, isso seria impossível, ou para 2030″, disse em entrevista à GloboNews.

Para Motta, a aprovação dessa reforma política fica inviabilizada se a intenção for a aplicação a partir da próxima eleição. “É muito difícil de se aprovar, nós já vimos isso aqui muitas e muitas vezes”, afirmou.

O presidente da Câmara citou exemplos de países da Europa em que o regime vigente é o parlamentarismo. “E me parece que tem sido um modelo que tem trazido avanços para esses países”, declarou.

No entanto, declarou que o Brasil não tem condições de aplicar a mudança de uma hora para a outra. “Para que não represente, meramente, uma usurpação do direito de se escolher quem será o próximo presidente da República”, disse.

O assunto voltou à tona no contexto em que o Congresso Nacional tem as emendas impositivas questionadas no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na entrevista à Globonews, Motta disse que o tema das emendas não está sendo tratado de forma correta. Para ele, o Congresso tem o direito de participar da indicação de recursos junto à União.

DIFERENÇA

No parlamentarismo, a população elege os congressistas e são eles os responsáveis por eleger o primeiro-ministro. Ele é a figura que exerce o Poder Executivo, que no presidencialismo é exercido pelo presidente da República.

No semipresidencialismo, proposto na PEC, o presidente da República continua existindo, mas com poderes limitados. Ele é o chefe de Estado e o comandante supremo das Forças Armadas.

O governo, no entanto, é exercido pelo primeiro-ministro e pelos integrantes do conselho de ministros.

O presidente seria o responsável por nomear o primeiro-ministro, depois de consultar os partidos políticos que compõem a maioria da Câmara dos Deputados.

O indicado para o cargo seria escolhido entre os membros do Congresso Nacional. Um dos requisitos é a idade mínima de 35 anos.

No regime proposto, as competências do primeiro-ministro são:

exercer a direção superior da administração federal;

elaborar o programa de governo e submetê-lo à aprovação do Presidente da República;

indicar, para a nomeação pelo presidente da República, os ministros de Estado e solicitar sua exoneração;

promover a unidade da ação governamental, elaborar planos e programas nacionais e regionais de desenvolvimento, submetendo-os ao Congresso Nacional;

expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis;

enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas dos orçamentos;

prestar contas, anualmente, ao Congresso Nacional até 60 dias após a abertura da sessão legislativa;

dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal, na forma da lei;

iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;

acompanhar os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, com a colaboração dos Ministros de Estado;

prover e extinguir os cargos públicos federais,na forma da lei;

conceder, autorizar, permitir ou renovar serviços de radiodifusão e de televisão;
convocar e presidir o Conselho de Ministros;

comparecer regularmente ao Congresso Nacional ou às suas Casas e participar das respectivas sessões, na forma regimental;

acumular, eventualmente, qualquer ministério;

integrar o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;

enviar mensagem ao Congresso Nacional ou a qualquer de suas Casas;

proferir mensagem ao Congresso Nacional, por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do país e solicitando as providências que julgar necessárias, devendo avaliar a realização, pelo governo, das metas previstas no plano plurianual de investimento e nos orçamentos da União; e

exercer outras atribuições previstas nesta Constituição ou que lhe forem delegadas pelo presidente da República.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. O estatuto do desarnamento contraria o plebiscito de 2003 que versou sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. E aí?
    Moralidade seletiva descarada ???

  2. Desde quando esse Partido das Trevas obedece plebiscito? O do desarmamento de cidadões do bem, a população foi contra, mas mesmo assim o descondenado, desarmou o povo para facilitar a vida dos seus amiguinhos…

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Política

Pacote de segurança emplacado pela bancada da bala coloca pressão no governo

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Anteontem, a Câmara já havia aprovado uma proposta que altera o Estatuto do Desarmamento e permite a aquisição de armas por investigados em inquérito policial, o que gerou insatisfação no Executivo (leia mais na página 11). O esforço só foi possível após o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), se comprometer com o tema e concordar com a avaliação de integrantes da oposição de que o Parlamento deveria liderar a pauta da segurança pública.

O próprio texto que trata de operações policiais e do combate ao crime organizado, aprovado ontem, foi apresentado pela bancada da bala como uma resposta à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que confere mais poder ao governo federal para definir diretrizes ao combate ao crime. Este texto, que está parado na Casa Civil, amplia as prerrogativas das Polícias Federal e Rodoviária Federal.

Já o projeto aprovado pela Câmara cria um marco legal para o enfrentamento de facções e organizações criminosas. De autoria dos deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Alfredo Gaspar (União-AL), integrantes da frente parlamentar, a proposta prevê um dispositivo que seria uma espécie de “excludente de ilicitude”, instrumento jurídico que chegou a ser uma bandeira do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O projeto, que agora vai ao Senado, concede aos agentes uma espécie de proteção por meio da chamada Regra de Isenção da Providência Antecipada (Ripa).

Consiste na proteção jurídica concedida às operações e aos agentes públicos que, no curso das ações de segurança pública ou de inteligência para enfrentamento ao crime organizado, dispensa-os de tomar medidas imediatas em relação a infrações penais que testemunham ou das quais tomam conhecimento e que exclui a ilicitude das certas condutas, eventualmente praticadas em função da operação”, explica o texto.

A aplicação da Ripa dependeria de autorização judicial prévia a ser solicitada pelo órgão de inteligência ou segurança do agente.

Para o Ministério da Justiça, o projeto é “inconstitucional” e viola direitos e garantias fundamentais.

— Permite que o agente possa escolher o crime que ele quer combater, o que pode fazer com que ele persiga os inimigos e proteja os amigos. E ele está isento de punição se durante a operação morrer alguma criança ou trabalhador. Isso está no conceito da Ripa e é muito grave — disse o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira.

O secretário ainda afirmou que, se for aprovado e sancionado, o texto pode trazer insegurança jurídica às investigações em curso que miram as facções, uma vez que a medida mexe com a legislação em vigor que trata sobre organizações criminosas.

— É uma ideia muito ruim, feita de forma absolutamente açodada, absolutamente sem participação, e totalmente em colisão ao que está disposto na Constituição. Eu espero muito que o Senado debata esse texto com mais parcimônia e consiga corrigir ou reflita se esse texto traz algo de positivo. Da nossa perspectiva, o ministério vai sugerir o veto — afirmou Pereira.

A proposta cria ainda uma “associação interfederativa” entre os Poderes da União, forças de segurança dos entes federados e o Ministério Público, o que, na visão do Ministério da Justiça, só poderia ser viabilizado por meio de PEC, alterando a Constituição, e não de um projeto de lei.

O deputado Alberto Fraga, que articulou a votação, rebateu as críticas:

— O projeto não tem nada de ilegal e, se esse governo já está desesperado, buscando o veto, é pelo fato de não ter conseguido apresentar uma legislação penal eficiente. O texto não altera a Constituição em nada, para que digam que isso deveria ocorrer via PEC. O projeto só versa sobre organizações transnacionais. O governo nem deve saber do que se trata. Estão com inveja.

Os deputados também aprovaram ontem um projeto de lei que abre brecha para a castração química de pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores de idade. Realizado com medicamentos inibidores de libido a fim de privar o paciente de impulsos sexuais, o procedimento será uma punição aplicada de forma conjunta às penas de reclusão ou detenção.

O texto original alterava o Estatuto da Criança e do Adolescente e estabelecia apenas um cadastro para impedir que autores de crimes contra menores de idade voltem a violentar vítimas. Uma emenda proposta pelo deputado Ricardo Salles (Novo-SP) incluiu o trecho sobre castração de última hora. Agora, a matéria vai ao Senado.

A votação gerou bate-boca no plenário entre governistas e deputados de oposição, que apoiaram em massa a aprovação da emenda. O placar apontou 267 a 85 pela aprovação da emenda de Salles. O deputado Kiko Celeguim (PT-SP) disse que a votação era “irresponsável”.

— Querem votar esta questão de maneira açodada, sem tempo para reflexão. É um absurdo — afirmou.

Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu a proposta e disse ser “necessária” a castração química:

— A nova legislação quer coibir a pedofilia. O PSOL, a esquerda, quer ser leniente com estupradores e pedófilos.

A Câmara também aprovou ontem um projeto de lei que aumenta o prazo para internações compulsórias de inimputáveis. As internações em instituições psiquiátricas ocorrem depois do cometimento de crimes, quando laudos médicos comprovam que há risco à coletividade pela soltura dos réus ou detenção em presídios. Os prazos atuais variam de um a três anos. Pela proposta, passariam a variar entre três e 20 anos.

O Globo

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Economia

Inflação chega a 55,1% na Argentina e quase metade da população passa fome

Foto: Exame

A Argentina é aquele país onde a inflação não é mais um mero problema monetário. É parte integrante da cultura nacional.

Buenos Aires convive há quase um século com taxas de inflação de dois ou até três dígitos. Tanto que a inflação média na Argentina entre 1944 e 2022 foi de 191,73%.

Um descontrole dos preços que devastou a economia argentina, transformando um dos países mais ricos do mundo em um lugar onde 44% da população vive abaixo da linha de pobreza.

Dessa vez, todavia, a inflação está superando qualquer previsão.

Começando a disparar. Ou, melhor, a galopar.

Inflação galopante na Argentina

Os preços na Argentina subiram 6,7% em março, atingindo uma média anual de 55,1%.

Uma alta que não acontecia desde 2002, ano após a derrocada provocada pelo calote que o governo de Buenos Aires deu aos detentores de títulos da dívida pública.

O espectro do “corralito“, a grande crise cambial e econômica que abalou o país vizinho, arrasando as poupanças de quem investiu no “Tesouro Direto” local, volta a pairar.

O aumento dos preços atinge principalmente o setor de alimentos, com 7,2% de alta. E  isso se reflete sobre os bens de consumo básicos.

Consequência direta: dados oficiais mostram que quase metade dos argentinos passa fome. E outro 25% luta para chegar ao final do mês.

O peso, a moeda local, não para de se desvalorizar.

Os protestos populares estão crescendo. Os sindicatos da oposição voltaram às ruas, ocupando por horas a famosa Calle 9 de Julio, a principal avenida que atravessa o centro de Buenos Aires, e divide a Casa Rosada, sede da Presidência da República, do palácio do Congresso Nacional.

Crise econômica e crise política

Além de ser assolada por uma crise econômica endêmica, a Argentina tem que lidar com uma crise política.

O governo está dividido. Desde novembro passado, quando a esquerda governista registrou uma pesada derrota nas eleições regionais, as tensões entre o presidente, Alberto Fernández, e sua vice, Cristina Kirchner, não param de subir.

Segundo fontes da EXAME Invest em Buenos Aires, os dois não se falariam há meses.

E Fernández já considera a Kirchner sua principal inimiga interna.

Isso pois ex-presidente não perde ocasião de apontar sua decepção com o aliado.

Ela não esconde seu arrependimento de ter oferecido à seu ex-chefe de gabinete a possibilidade de alcançar a Presidência da República.

Algo impensável até poucas semanas antes da eleição.

Para ela, se a Fernández está no comando do país, é apenas mérito seu.

Por isso, Cristina joga gasolina em cima do descontentamento da base peronista, e a estimula mais protestos com discursos inflamados.

Inflação descontrolada piora o cenário

A distância entre os dois se tornou sideral por causa da inflação descontrolada.

O presidente não se considera um fantoche de ninguém, e reivindica sua ação. Mas pede que ala rival dos peronistas não atrapalhe.

Mas é justamente essa linha que divide os dois rivais no comando da Argentina.

Os economistas ligados ao kichrnerismo, estão convencidos de estar diante da chamada “oferta distributiva”.

Uma extravagante sub-teoria econômica, desconhecida mundo afora, cuja popularidade se limita, basicamente, à um só país: a própria Argentina.

Essa contorção intelectual tem como ponto de chegada o mesmo objetivo de sempre: controlar os preços por decreto do governo.

A receita econômica desastrosa que já deixou a economia da Argentina em frangalhos nas última décadas. Mas que, regularmente, volta a ser reapresentada pelos “economistas” kirchneristas.

Guerra na Ucrânia não ajuda

Fernández, em vez disso, considera que a espiral inflacionária está ligada à guerra na Ucrânia, e só pode ser vencida com reformas macroeconômicas.

sso significa menos déficit fiscal, menos subsídios públicos – principalmente para a energia, que gasta 11% do PIB – menos desvalorização do câmbio. Em suma, controle das contas públicas e alta nos juros.

Anátema para o kirchnerismo radical dos seguidores de Cristina.

O presidente segue a linha do Fundo Monetário Internacional (FMI) com o qual acordou recentemente o novo reembolso do famoso empréstimo de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões) concedidos ao então presidente MauricioMacri, pouco antes da eleição de 2018, que consagrou Fernández.

Argentina dividida

Os espantalhos históricos de todos os argentinos, a inflação e a dívida externa, continuam dividindo o país. Até dentro do próprio peronismo.

De um lado, o governo, tentando evitar uma debandada para o caos econômico.

Do outro, Cristina Kircnher que já declarou se opor imediatamente ao novo acordo com o FMI, sabendo que a maioria dos argentinos concordam com ela.

Os resultados eleitorais que penalizaram a coligação esquerdista demonstram essa divisão interna.

Os mercados estão nervosos. Se de um lado continuam convencidos que o Ministro da Economia, Martín Guzmán, cumprirá seus compromissos.

Do outro, existem boatos rumores de uma mudança de ministros que vai acabar depurando o Executivo dos Kirchneristas.

E uma decisão dessa deixaria Fernández sem sua principal base eleitoral, mesmo preservando o presidente de um possível fogo amigo.

Entretanto, a Argentina estará sujeita a revisões trimestrais por parte do FMI, que começam em maio.

Naquela ocasião, o país vai pagar a segunda parcela de US$ 4,1 bilhões.

Se a Argentina fizer a mesma coisa nos próximos 30 meses, finalmente pagará o enorme empréstimo. Poderá voltar página e tentar retomar os trilhos da estabilidade.

Exame

Opinião dos leitores

  1. Ah não aqui no brazil a situação está bem melhor. Vamos fazer um levantamento rápido aqui, bora lá em 2019 o Kg da Alcatra custava R$22,00, hj custa R$60,00, o Gás de cozinha custava R$45,00, hj custa R$ 130,00, a gasolina custava R$3,89 hj custa R$7,80, mas já chegou a mais de R$ 8,00, o Kg de Arroz custava R$2,40 hj custa R$ 4,80, a passagem do trem custava R$0,50, hj custa R$2,50. O gol zero KM custava R$34Mil, o último vendido Zero KM custava 80Mil, sim, tem gente indo buscar osso e tem supermercado vendendo até o osso, como a demanda aumentou, passou a valer a pena conbrar.se for detalhar mais td esta nesse patamar de preço, alguns dobraram e outros até triplicaram, mas segundo o IBGE que andou fazendo umas modificações nas suas metodologias, disse que a inflação de 2021 fechou em 10,06%. O brasil ganha da argentina até nesse quesito.

  2. E os desvios dos pastores no MEC? Cadê investigação? E o dinheiro da Cultura pra empresas de armas? Tomem vergonha, bolsominions pederastas viciados em cloroquina e viagra!

  3. Esses comunistas vermei, destruiram a Venezuela, vão Destruir Argentina, o próximo a entrar em derrocada é o Chile.
    No Brasil tem um presidente arrochado que denúncia esse Sistema Miserável todos os dias.
    Abram o Olho negada, se não o fumo entra aqui também.
    Esses eleitores burros esquerdistas daqui, poderiam se lascarem sozinhos, mas carrega com eles nós patriotas pro caos também.
    Abram bem os olhos pra depois não gritarem, epa!

  4. Quatro anos do LIBERALISMO DE MACRI, e agora QUATRO ANOS de neoperonismo. Em suma, duas fezes e a Argentina só piora.

    1. Que medida liberal foi aprovada no governo de Macri, querida?
      Privatizaçoes, desregulações, cortes de gastos?
      Dizaí, more mio.

  5. Aqui no Brasil já tem essa quantidade de pessoas passando fome e a inflação nem chegou a esse patamar ainda. O mito bota pra pho der com viagra, lubrificante e até prótese peniana. E o povo caladinho.

  6. Se continuar com Bolsonaro e Guedes, não seremos uma Argentina ou uma Cuba: seremos um Haiti.

    1. Só estamos escapando de sermos o modelo petista de economia pq fizemos reformas trabalhista e previdenciária. E o atual governo soube manter a economia em plena guerra sanitária. Dilma teria elevado ao caos estocando vento.

  7. Viva a democracia…viva…viva…vamos lá todos de punhos cerrados. Viva Cuba…Viva, viva a Venezuela…Viva…Viva…

  8. Aqui no Brasil mesmo com inflação menor, mais da metade da população também passa fome, pior cego é aquele que não quer enxergar… Lula tirou o brasil do mapa da fome, mas, temer e bolsonaro fizeram questão de coloca-lo novamente. Lula ta voltando para reconstruir esse pais e dar mais dignidade ao povo brasileiro.

    1. Esse dado de ‘metade da população passando fome do BR’ vc tirou das ventas, né? para num dizer outra parte menos votada da anatomia.
      Lula tirou o BR do mapa da fome? Piada. Truque estatístico de botar na classe média que tinha renda familiar de menos de dois SMs. Fora o ‘cumpanheiro’ Graziano fazendo graça na ONU.

    2. Explica aí porque o número de esabelecimentos que vendem alimentos (de bodegas a atacarejos, a bares e restaurantes) só aumentou depois que o Brasil foi vermifugado do PT.

    3. Essa história de fome que vc fala é interessante, da dez contos para um nordestino que ele se cala, nos inventamos esses números, e legal inventar números, a mandioca vai nos salvar, programa fome zero kkkkk (para idiotas), dinheiro para cuba, Venezuela, Peru, Equador, Argentina, Angola, Moçambique, minino deixa de ser otário, as babaquices de vcs são infantis.

  9. Matéria com intuito de tirar o foco da inflação do Brasil, tipo comparação pra servir de consolo e camuflar.

    1. Exatamente pra vc comparar e escolher, a Argentina com um governo de esquerda tem uma inflação 5 vezes maior que a do Brasil que tem um governo de direita, qual é melhor ou menos ruim ?

    2. O amigo mora em qual órbita????
      A inflação alta não é global???

  10. Será que o povo brasileiro, responsável, consciente, vai chegar em uma situação dessas? As experiências de longa data de países que tomaram esse rumo não são boas, exemplo de Cuba, Venezuela e agora na Argentina, bom pensar.

    1. Calma vadio , Venezuela ou Cuba , são ditaduras que você Ama , deixa de ser fresco e mudar de ideia agora , seu ladrao Lula acha incrível a ARGENTINA 🤮🤮

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