O Brasil voltou a exigir o uso da máscara em aeroportos e aviões para tentar conter o aumento de casos de covid-19 desde a última sexta-feira (25.nov.2022). A doença voltou a ser preocupação em todo o mundo. Ainda assim, diversos países não reforçaram as medidas de combate ao coronavírus.
Em muitas nações, o uso da máscara de proteção é somente recomendado. Outras exigem o uso em ambientes fechados e transportes públicos.
Segundo o Our World in Data, o número de novos casos teve um pico em julho. Depois, caiu e agora voltou a subir.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e o Estado obtiveram a homologação judicial de um acordo firmado para regularizar, em curto espaço de tempo, a disponibilidade de 53 medicamentos e 39 materiais médico hospitalares atualmente indisponíveis na rede pública estadual de hospitais. O acordo, celebrado em 23 de novembro de 2022, envolve a fixação de prazos visando o cumprimento da sentença que determinou a normalização do abastecimento desses 92 itens.
No trâmite do processo, o Juízo condenou o Estado do Rio Grande do Norte na obrigação de garantir ininterruptamente o abastecimento da rede hospitalar Estadual de medicamentos e de insumos e produtos médico-cirúrgicos e hospitalares. Os itens são necessários para viabilizar o atendimento e o tratamento adequado à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) nas 23 unidades hospitalares que compõem a rede.
Agora o Estado tem prazos para disponibilizar os itens de em até 30 dias, a oferta de nove medicamentos cujos certames licitatórios possuem ata de registro de preços vigentes, de oito insumos em falta, mas que estão com empenho emitido e aguardando entrega do fornecedor e de dois insumos que estão em falta, mas possuem ata de registro de preços vigente; em até 90 dias, 14 medicamentos cujos certames licitatórios ainda não foram concluídos (pregão fase externa); e em até 120, dois medicamentos que estão sem processo vigente e 15 insumos que estão em falta e foram incluídos no pregão em andamento, e outros dois insumos que estão em falta e cujo pregão está na fase interna.
Além disso, o acordo também prevê prazos para repasses financeiros ao Fundo Estadual de Saúde para o pagamento aos fornecedores e ainda a autorização judicial para compra direta, pelo preço de mercado de alguns insumos e medicamentos que estão em falta e sem perspectiva de abastecimento próximo.
“Acordei sentindo muita dor na garganta, na cabeça e febre. Fui na UPA do Pajuçara, na zona Norte, (mas) os médicos não estão atendendo. Também fui ao Posto de Saúde do Santarém para tentar fazer o teste de covid-19, mas lá eles não estão fazendo teste. Agora, estamos tentando ir no bairro Gramoré e ver se conseguimos fazer o teste”, declarou a estudante universitária, Jerusa Vieira, ao relatar sua “saga” em busca de atendimento médico nas unidades de saúde de Natal.
Ela está com sintomas de covid-19 e precisou fazer o teste na manhã desta terça-feira (29), no entanto, apesar de ter procurado duas UBSs, por causa da greve dos médicos, não foi atendida. O aumento dos casos da doença no Estado, a procura pelo atendimento médico se tornou urgente.
Já a técnica de enfermagem Ana Talita, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, nesta terça-feira (29), explicou que o seu pai está com sintomas gripais há três dias e testou positivo para a covid-19. Por questões de saúde e buscando um atestado médico para o seu pai, ela foi ao posto de Gramoré e na UPA Pajuçara, ambos na zona Norte de Natal, mas não conseguiu com que ele fosse atendido.
“Eu fui no posto de Gramoré, que não tem médico, e vim na UPA. No posto, o pessoal de lá só faz o teste covid, mas o atendimento médico não tem”.
E continuou: “Assim, o pessoal que trabalha fica obrigado a trabalhar com covid e aí infectar outras pessoas, porque não tem médico para atender”, lamentou Ana.
Os profissionais da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed-RN) seguem de braços cruzados em Natal. Os médicos cooperados que prestam serviços ao município denunciam atraso de mais de três meses no pagamento de valor fixado em contrato e cobram o dinheiro. A paralisação acontece desde a última quinta-feira (24), o que tem provocado redução de atendimentos médicos na capital potiguar. Enquanto isso, natalenses têm sofrido com a baixa nos serviços de saúde.
Por causa da paralisação, a Coopmed informou que os serviços prestados de Alta/Média Complexidade seguem funcionando somente para pacientes internados e cirurgias de urgência. Ambulatórios não têm atendimentos, já UPAs e portas de urgências funcionam com 30% de sua capacidade. Maternidades e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) mantêm o pleno funcionamento.
A cooperativa afirmou que tem tentado estabelecer contato com o poder público municipal, mas não obtém respostas desde o início da paralisação. A Coopmed diz que prefeitura foi notificada do movimento dos médicos cooperados, mas não deu resposta.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou contato ainda na quinta-feira da semana passada e voltou a buscar a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) nesta terça-feira (29), mas segue sem receber um posicionamento da pasta.
O Rio Grande do Norte teve um aumento nos casos de dengue, chikungunya e zika neste ano de 2022. Os dados registrados até o dia 22 de outubro, data do último boletim das arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), são superiores a todo o ano de 2021.
Os casos confirmados de dengue, por exemplo, subiram 830% em comparação com o ano passado. Neste ano, foram confirmados 11.330 casos enquanto em 2021 esse número foi de 1.218. O número de mortes também cresceu: de 1 para 19.
Em maio deste ano, o RN decretou situação de emergência no estado por conta dos casos elevados de arboviroses. Em agosto, a Sesap chegou a anunciar o fim da epidemia, mas recuou e manteve a situação crítica do quadro no estado.
A pasta, inclusive, fez um novo alerta à população diante da chegada do período epidêmico das arboviroses, compreendido entre novembro e maio, quando as altas temperaturas, combinadas às chuvas aceleram a reprodução do mosquito transmissor, aumentando a disseminação dessas doenças.
Chikungunya também aumenta
Os casos de chikungunya subiram de 1.679 em 2021 para 4.205 até o dia 22 de outubro deste ano no Rio Grande do Norte, segundo a Sesap.
No ano passado, o estado não havia registrado nenhuma morte pela doença. Neste ano, três foram confirmadas.
De acordo com a Sesap, esses são dados confirmados da doença – excluindo os prováveis e os descartados.
Diante da chegada de um novo período epidêmico, a Sesap dá dicas para que não haja a proliferação do Aedes Aegypti causador da dengue, chikungnya e zika vírus.
Mantenham os quintais livres de possíveis criadouros do mosquito;
Esfreguem com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais;
Não coloquem lixo em terrenos baldios;
Mantenham as caixas d´água sempre tampadas;
Observem vasos e pratos de plantas que acumulam água parada;
Observem locais que possam acumular água parada como: bandeja de bebedouros e de geladeiras, ralos, pias e vasos sanitários sem uso;
Recebam a visita do agente de endemias, aproveitando a oportunidade para tirar possíveis dúvidas;
Mantenham em local coberto, pneus inservíveis e outros objetos que possam acumular água.
Uma nova vacina, ainda em fase experimental, contra o HIV induziu resposta imunológica em 97% dos participantes de um ensaio clínico de fase 1. Os resultados foram publicados na revista científica Science.
Cada um dos 48 voluntários recebeu duas administrações de placebo, vacina de baixa dose ou vacina de alta dose com 8 semanas de intervalo. Segundo os pesquisadores, não foram registrados efeitos adversos graves decorrentes do imunizante, chamado de eOD-GT8 60mer.
Os níveis de anticorpos foram semelhantes entre os que receberam as doses baixa e alta da vacina. No entanto, o último grupo apresentou resposta imunológica maior. “Os resultados estabelecem a prova clínica de conceito para a estratégia” usada no imunizante, lê-se no artigo.
“As vacinas que induzem anticorpos com características genéticas predefinidas e especificidades de ligação prometem combater vírus com alta diversidade antigênica, como HIV, influenza, vírus da hepatite C e betacoronavírus”, disseram os pesquisadores.
Um dos desafios de se criar uma vacina contra o HIV é que o vírus causador da doença sofre mutações rapidamente. Os cientistas que trabalham na eOD-GT8 60mer buscam resolver esse problema ao desenvolver um imunizante que estimule as células B a induzir os chamados anticorpos amplamente neutralizantes, os bnAbs.
Conforme os pesquisadores, a proteção pode ser alcançada se as vacinas induzam de forma consistente os bnAbs, “de preferência em conjunto com ampla imunidade de células T”.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) vai distribuir aos municípios 59.100 doses da vacina Pfizer para iniciar a aplicação da quinta dose da vacina contra a Covid nos idosos acima de 60 anos de idade, ampliando a campanha no Rio Grande do Norte. A dose também é chamada de terceira dose de reforço.
O acordo foi pactuado junto aos municípios, que devem começar a vacinação desse público a partir da sexta-feira (9).
A decisão foi tomada, segundo a pasta, a partir do atual cenário epidemiológico da Covid-19 no estado, a possível sazonalidade da doença e outros fatores.
Nesta quarta, o estado voltou a registrar mais de 1 mil casos de Covid em 24 horas, fato que não ocorria há cinco meses.
A Anvisa informa que os Estados Unidos (EUA) relataram a ocorrência de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e de pericardite (inflamação do tecido que envolve o coração) após a vacinação contra Covid-19 com imunizantes de plataforma de RNA mensageiro (RNAm), como as vacinas da Pfizer e da Moderna. Dessas duas, apenas a Pfizer está registrada pela Anvisa para uso no Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.
Uma análise da agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) sugere que há riscos aumentados para a ocorrência de miocardite e pericardite, particularmente após a aplicação da segunda dose das vacinas. Os sintomas – dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos – surgem alguns dias após a vacinação.
Até o momento, não há relato de casos dessas complicações pós-vacinação no Brasil. Para a Anvisa, a situação indica necessidade de uma maior sensibilização por parte dos serviços e profissionais de saúde para o adequado diagnóstico, tratamento e notificação de casos. A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica de pacientes com quadro de miocardite e pericardite.
A Agência esclarece que o risco de ocorrência desses eventos adversos é baixo, mas recomenda aos profissionais de saúde que fiquem atentos e perguntem às pessoas que apresentarem sintomas se elas foram vacinadas, especialmente com a vacina da Pfizer.
Portanto, a Anvisa orienta aos vacinados com o imunizante da Pfizer que procurem atendimento médico imediato se tiverem sintomas como dor no peito, falta de ar e palpitações. Além disso, orienta os profissionais de saúde e os cidadãos a notificarem imediatamente casos suspeitos à Agência.
Quem não consegue,pensar com a própria cabeça,seguiu a risca tudo que as TVs falavam sobre o EXPERIMENTO nunca foi uma vacina,e todos os efeitos que não foram mencionados aqui como jovens tendo avcs hemorrágicos,foram ocultados conscientemente principalmente durante a eleição .
Era tão absurdo que fosse verdade que a maioria preferiu acreditar na primeira coisa que lhe foi imposta,muitos adoeceram e os efeitos são IRREVERSÍVEIS.
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Publicado em 09/07/2021 15h19
Atualizado em 07/12/2022 19h28
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As cirurgias eletivas que contam com o trabalho de profissionais da Cooperativa dos Anestesiologistas do Rio Grande do Norte (Coopanest-RN) pelo sistema de saúde pública estão suspensas no estado. A medida decorre da paralisação indeterminada dos anestesistas, iniciada nessa quinta-feira (15) em virtude do atraso no pagamento de contratos em parcerias com a Prefeitura do Natal e o Governo do RN. Na rotina normal, os profissionais da cooperativa trabalham, em média, em 116 procedimentos cirúrgicos, dos quais os casos emergenciais são os únicos que estão mantidos.
Na paralisação, a cooperativa informou que os atendimentos em escala de plantão estarão mantidos e garantiu que nenhuma cirurgia de urgência e emergência estará desassistida dos anestesiologistas. No entanto, todas as cirurgias eletivas feitas pelos profissionais através do Sistema Único de Saúde ficarão suspensas enquanto durar a paralisação.
A medida vale para unidades públicas que contem com os anestesiologistas cooperados e também hospitais privados que tenham contrato pelo SUS com a Coopanest. Entre as unidades afetadas, estão a Liga Contra o Câncer, os hospitais Memorial São Francisco, Rio Grande, Hospital do Coração, Instituto do Coração (Incor) e a Prontoclínica Paulo Gurgel.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é a primeira instituição do país a conquistar a liberação para cultivo controlado e processamento da planta cannabis para fins de pesquisa científica. A autorização foi aprovada, por unanimidade de votos, nessa quarta-feira (14 ), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Instituto do Cérebro (ICe-UFRN) conduzirá os projetos de pesquisa para avaliação da eficácia e da segurança de combinações da substância.
A UFRN vem trabalhando no processo para aprovação da liberação há cerca de dois anos junto à Anvisa, órgão conhecido pelos rigorosos processos de controle sanitário e que tem por finalidade promover a proteção da saúde da população. Apesar dos avanços nas pesquisas conduzidas em todo o mundo, no Brasil ainda não havia instituições de ensino e pesquisa que pudessem realizar o cultivo de cannabis para geração de dados científicos. O reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, considera, nesse sentido, que a aprovação constitui um progresso relevante na história da produção de conhecimento científico do país sobre o tema. “Representa um passo importante para o avanço das pesquisas desenvolvidas na UFRN e um marco histórico para a ciência brasileira”, avalia o docente.
Do ponto de vista prático, a Anvisa autorizou que a UFRN possa importar, armazenar e germinar sementes da planta cannabis, bem como cultivá-la, por meio de sistema controlado, na modalidade indoor (ambiente fechado). A deliberação da Agência levou em consideração o estabelecimento de requisitos de segurança e controle adequados para a realização das atividades que envolvam o cultivo controlado pela UFRN. Para tanto, além de realizar a comprovação documental, a Universidade recebeu visita às instalações do Instituto do Cérebro (ICe-UFRN), para verificar as condições de infraestrutura e a capacidade técnico-científica.
O Instituto do Cérebro (ICe-UFRN) conduzirá projetos de pesquisa pré-clínica para avaliação da eficácia e segurança de combinações de fitocanabinóides, no manejo de sinais e sintomas associados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos. “Já conheço o trabalho da UFRN, acompanho a vida acadêmica e sei da força da Universidade no Nordeste e em todo país. A expectativa era muito boa, mas hoje foi muito importante conhecer o trabalho feito aqui porque a Anvisa dialoga, constantemente, com as universidades e os institutos de pesquisa, visto que nosso trabalho é forjado na ciência”, disse o diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, na ocasião da visita, em outubro deste ano.
Já como relator da matéria para avaliar a liberação na Anvisa, Alex Campos, destacou que “trataremos aqui de ciência, mais especificamente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Não estamos falando de importação de conhecimento, mas sim de sua geração, de inovação, de pesquisa e desenvolvimento nacionais”.
Ciências
As plantas de cannabis produzem, como metabólitos secundários, um conjunto de compostos conhecidos como fitocanabinoides. Essas moléculas possuem afinidade farmacológica por muitos receptores biológicos, modulando a bioquímica e a excitabilidade de diversos tipos celulares, especialmente no sistema nervoso.
O professor do ICe-UFRN, Claudio Queiroz, explicou que os estudos clínicos já demonstraram segurança e eficácia de um desses fitocanabinoides, o canabidiol (CBD), no controle de crises refratárias. Entretanto, os mecanismos neurofisiológicos responsáveis pelos efeitos terapêuticos do CBD são ainda desconhecidos. “Além disso, pouco se sabe sobre o efeito dos fitocanabinoides sobre outros tipos de epilepsias, bem como o potencial de outros fitocanabinoides, como o CBN e o CBG, que não possuem propriedades psicoativas, sobre a excitabilidade neuronal e a frequência de crises”, esclareceu.
Diante desse cenário, o docente considera que para responder a essas perguntas é necessário o cultivo da planta, para ter acesso aos compostos nas concentrações e proporções controladas para as investigações. Ainda segundo Queiroz, a autorização da Anvisa trará grandes contribuições por possibilitar a ampliação de conhecimento sobre a produção, pela planta, de fitocanabinoides, bem como por permitir a realização de pesquisa básica e testes sobre os efeitos desses fitocanabinoides, quando administrados isoladamente ou combinados, em modelos animais de epilepsia, autismo, zumbido, estados afetivos e funções cognitivas, avaliando sua segurança e eficácia.
À medida que o mundo entra em um novo ano, diversos especialistas em saúde pública e doenças infecciosas preveem que o monitoramento de novas variantes do coronavírus será uma parte cada vez mais importante dos esforços de mitigação da Covid-19 – e pesquisadores estão voltando sua atenção para um aumento de casos na China.
Subvariantes da linhagem Ômicron continuam a circular globalmente e “estamos vendo a Ômicron fazer o que os vírus fazem, ou seja, ela capta mutações ao longo do caminho que a ajudam a evitar um pouco da imunidade induzida por infecção ou vacinação anterior”. disse Andrew Pekosz, microbiologista e imunologista da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, em Baltimore, nos Estados Unidos.
“Não vimos grandes saltos em termos de evolução da Ômicron há algum tempo”, disse ele. Mas “está chegando a um estágio em que é algo que temos que continuar monitorando”.
Nos Estados Unidos, as subvariantes Ômicron BQ.1.1, BQ.1, XBB, BA.5, BF.7 e BN.1 estão causando quase todas as infecções por Covid-19, de acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
As ramificações da Ômicron também parecem dominar globalmente, mas como o coronavírus continua a se espalhar – especialmente na China após o rápido alívio das restrições de Pequim – agora há preocupação sobre para onde as tendências da Covid-19 podem estar indo em 2023 e o risco de novas variantes emergentes.
“É uma preocupação”, disse o William Schaffner, professor da Divisão de Doenças Infecciosas do Vanderbilt University Medical Center em Nashville e diretor médico da Fundação Nacional para Doenças Infecciosas. “E isso, é claro, levou ao anúncio muito recente do CDC de que eles obrigarão as pessoas que vierem da China para este país a serem testadas e testarem negativo antes de poderem entrar no país”.
Autoridades de saúde dos EUA anunciaram na quarta-feira (28) que, a partir de 5 de janeiro, os viajantes da China serão obrigados a apresentar um resultado negativo no teste Covid-19 antes de voar para o país. Os passageiros que viajam da China para os EUA precisarão fazer o teste no máximo dois dias antes de voar e apresentar prova do teste negativo à companhia aérea antes do embarque.
As autoridades também anunciaram que o CDC está expandindo o Programa de Vigilância Genômica baseado em viajantes para aeroportos em Seattle e Los Angeles, elevando o número total de aeroportos participantes para sete, com cerca de 500 voos semanais de pelo menos 30 países cobertos, incluindo cerca de 290 voos semanais de China e arredores.
O governo chinês não tem compartilhado muitas informações sobre a composição genética dos vírus que estão circulando lá, disse Schaffner.
“Como o governo chinês não estava fazendo isso, esse foi o principal motivo pelo qual o CDC implementou esse novo requisito de viagem. Certamente não é para evitar a transmissão simples de Covid da China aqui. Temos muita Covid. Isso seria como dizer às pessoas para não derramar um balde de água em uma piscina”, disse ele. “Esse requisito de teste de viagem é uma maneira de ganhar algum tempo e ajudar a criar uma espécie de amortecedor entre nós e a China, caso uma nova variante apareça repentinamente naquele país”.
Ele acrescentou que os EUA precisarão “do maior tempo possível” para atualizar vacinas e antivirais para responder a uma possível variante emergente de preocupação.
‘É realmente um pouco como um buraco negro’
Os requisitos de teste dos EUA para viajantes “ganharão algum tempo”, mas não impedirão que novos casos de Covid-19 cheguem aos Estados Unidos ou novas variantes surjam, disse Carlos Del Rio, reitor associado executivo da Emory School of Medicine e Grady Health System em Atlanta.
“Não acho que veremos muitos benefícios, honestamente”, disse ele sobre as regras de viagem. “A coisa mais importante de que precisamos agora é que os chineses tenham mais transparência e nos digam exatamente o que está acontecendo, e isso é praticamente uma decisão diplomática. Isso é sobre diplomacia”.
Em termos de dados genéticos sobre coronavírus na China que são acessíveis ao público, “é realmente um buraco negro”, disse Pekosz. Quase 250 milhões de pessoas na China podem ter contraído a Covid-19 nos primeiros 20 dias de dezembro, de acordo com uma estimativa interna das principais autoridades de saúde do país, informou a Bloomberg News e o Financial Times na semana passada.
“Para mim, o que realmente preocupa são as infecções em andamento e se elas estão produzindo mais variantes na China que podem ser uma preocupação particular para nós, e testar pessoas antes de entrarem em um avião não responderá a essa pergunta”, disse Pekosz.
“O que realmente precisamos é fazer um trabalho muito melhor de sequenciamento dos vírus de indivíduos que viajam da China para que possamos ajudar a entender quais tipos de variantes estão circulando por lá”, disse ele, acrescentando que, durante a pandemia, as autoridades chinesas não foram muito transparentes sobre seus dados sobre variantes.
Mais espalhadas, mais variantes
A propagação constante de um vírus é o que pode levar ao surgimento de variantes. Quanto mais um vírus se espalha, mais ele sofre mutações.
“Para que surja uma variante – e isso é verdade não apenas para a Covid, mas para a gripe e muitos outros vírus – o mais crítico é que, quanto mais casos você tiver, maior a probabilidade de o vírus começar a acumular mutações que podem ter a capacidade de escapar da imunidade de forma mais eficaz ou de transmitir de forma mais eficaz”, disse Pekosz.
“Então, quando você tem uma situação como a que está começando a acontecer na China, onde você terá milhões e milhões de infecções, cada uma dessas infecções é apenas uma oportunidade adicional para o vírus pegar uma mutação aleatória que pode torná-lo melhor para infectar pessoas”, disse ele. “Combine isso com o fato de que a população chinesa tem usado vacinas abaixo do ideal e aparentemente não tem sido tão boa em colocar reforços em sua população quanto em outros países, isso significa que provavelmente há uma quantidade menor de imunidade na população”.
As autoridades de saúde na China “aumentaram visivelmente” o número de sequências do genoma do coronavírus e outros dados relacionados que estão enviando ao banco de dados global Gisaid, uma iniciativa que mantém bancos de dados para cientistas de todo o mundo compartilharem dados sobre vírus da gripe e coronavírus.
Mas muitos especialistas argumentam que isso não é suficiente.
O Gisaid disse em um e-mail à CNN na quarta-feira que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China e vários centros regionais no país “aumentaram visivelmente o número de envios de sequências genômicas e metadados associados de amostras coletadas nos últimos dias”.
O Gisaid Data Science Initiative anunciou que divulgou dados de sequência do genoma de 167 amostras de SARS-CoV-2 coletadas durante o atual surto na China. SARS-CoV-2 é o nome do vírus que causa a Covid-19. O Gisaid também confirmou que as sequências da China “se assemelham muito a variantes de circulação global conhecidas vistas em diferentes partes do mundo entre julho e dezembro de 2022”, em comparação com os 14,4 milhões de genomas no banco de dados internacional.
“Esses dados mais recentes fornecem um panorama da evolução das variantes Ômicron e mostram que essas sequências compartilhadas mais recentemente da China estão intimamente relacionadas a variantes que circulam há algum tempo”, de acordo com o Gisaid.
O que o futuro pode reservar
A Covid-19 está em um estado relativamente “estável” agora nos Estados Unidos, mas o país ainda registra cerca de 350 mortes relacionadas à doença todos os dias, disse a Jessica Justman, professora associada de medicina em epidemiologia na Escola de Saúde Pública Columbia University Mailman e diretora técnica sênior do programa global de saúde ICAP.
Embora os níveis de Covid-19 permaneçam muito abaixo dos picos anteriores, as tendências estão aumentando em partes dos EUA, as novas internações hospitalares aumentaram quase 50% no mês passado e há uma preocupação crescente de que o número de casos possa aumentar após as festas de fim de ano.
Para reduzir o risco de aumento da disseminação da Covid-19, disse Jessica, será importante que as pessoas continuem atualizadas em 2023 com suas vacinas contra a Covid-19.
Apenas 14,6% da população dos EUA com 5 anos ou mais recebeu sua dose de reforço atualizada, de acordo com dados do CDC.
“Então para onde vamos? Isso me leva à China”, disse Jessica.
“Estou preocupada que a China agora seja uma incubadora gigante do SARS-CoV-2. Existe o potencial de tantas infecções e, com isso, novas variantes”, disse ela.
“Acho que veremos novas variantes de preocupação” em 2023, disse Justman. “A questão é: voltaremos a um ponto em que temos uma variante de preocupação que causa doenças tão graves que não obtemos o benefício de nossa proteção contra infecções anteriores e vacinas anteriores? … Vou ser otimista e dizer que não acho que vamos voltar a esse ponto”.
A variante mais letal do corona virus acabou de fugir para os EUA. Agora a vida se renova, o bom censo, responsabilidade, racionalidade e a justiça vai tomar conta do nosso país e erradicar toda e qualquer ameaça a saúde, a paz e ao bem estar do povo brasileiro! O bem venceu o mal!
O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) arquivou o processo de sindicância que apurava um suposto vazamento de informações da atriz Klara Castanho por parte de um profissional de enfermagem.
O caso está sendo investigado sob sigilo pela Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) e foi encaminhado nesta quinta-feira (5), ao poder Judiciário para prosseguimento das diligências.
Em junho do ano passado, a artista revelou que foi vítima de um estupro, ficou grávida e decidiu entregar a criança para adoção após o nascimento. “A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai e/ou mãe não depende tão somente da condição financeira, mas da capacidade de cuidar”, disse, à época.
Klara Castanho usou suas redes sociais para relatar como ocorreu o vazamento da informação sobre a adoção. “No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: ‘Imagina se tal colunista descobre essa história’. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era supostamente para me acolher e proteger.”
Em nota, o Coren-SP disse que, a partir das informações divulgadas nas redes sociais da atriz, “seguiu todos os ritos processuais, solicitou documentos à instituição hospitalar e convocou os profissionais do plantão à época, porém não constatou a participação de nenhum profissional de enfermagem em relação ao vazamento de quaisquer informações sigilosas de pacientes, o que levou ao arquivamento do processo”.
O conselho também acrescenta que não recebeu denúncia por parte da atriz sobre o tema.
Procurada pela CNN, a defesa da atriz diz que “todas as medidas judiciais fundamentais foram tomadas pela equipe jurídica da atriz, para que os envolvidos sejam investigados e respondam por seus atos”.
“As investigações estão em andamento protegidos pelo necessário segredo de justiça. A atriz aguarda confiante na atuação da polícia e da Justiça, para que os fatos sejam esclarecidos”, acrescenta a nota da defesa.
Com o retorno dos anestesistas que tinham paralisado suas atividades há quase um mês, a diretoria do Hospital Walfredo Gurgel, maior hospital público do Rio Grande do Norte, prevê que nesse fim de semana o atendimento deve ser regularizado para que a fila de pacientes à espera de cirurgias em macas pelos corredores se normalize em até um mês.
Isso deve ocorrer a partir de uma força-tarefa com o auxílio do Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, que deve dobrar sua capacidade interna de procedimentos. Os anestesistas prometem cooperar, intensificando o trabalho nos próximos dias.
A paralisação desses profissionais cessou com o pagamento do débito do governo do Estado à Cooperativa do Anestesiologistas do Rio Grande do Norte (Coopanest-RN). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN), o pagamento foi efetivado na tarde da quinta-feira (12), seguindo o mesmo padrão rotineiro. Foi exigido que os anestesistas retomassem os serviços de maneira urgente e imediata.
“O retorno é imediato e trabalharão em alta produtividade para agilizar as cirurgias. O Hospital Walfredo Gurgel continuou realizando as cirurgias, tendo ficado sem a retaguarda dos hospitais parceiros que atuam com os anestesiologistas da Coopanest, o que ocasionou a superlotação”, explicou o médico Tadeu Alencar, diretor do Walfredo.
Centenas de pacientes esperaram por horas em uma longa fila foi formada na manhã desta quarta-feira (16) na Central do Cidadão do bairro do Alecrim, na Zona Leste de Natal, em busca de retirar medicamentos de alto custo distribuídos pela Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat).
Para receber os remédios para pacientes psiquiátricos, que são entregues gratuitamente pela unidade, alguns que estavam sendo guardados há pelo menos 60 dias, foram entregues 200 fichas de atendimento. Apesar do número, algumas pessoas que foram até o local não conseguiram pegar os remédios.
Com a demora para atendimento e uma quantidade limitada de fichas, a população reclamou do serviço. Após horas aguardando, uma mulher chegou a desmaiar enquanto esperava na fila.
O protesto pela falta de informações e do baixo número de fichas foi recorrente entre os usuários que permaneceram por horas na fila. “No caso do meu irmão, há três meses ele não tem medicamento. Entregaram só 200 fichas e não deixaram nem a gente entrar. Acabou o remédio dele e a gente não sabe o que fazer”, disse uma mulher presente na fila.
Na entrega de fichas até quem tentou vaga como prioridade teve dificuldades. Mãe de uma criança deficiente e presente no local desde as primeiras horas da manhã, a Auxiliar de Serviços Gerais (ASG) Iolanda Valdemir, não conseguiu receber o medicamento.
“Já comprei mais de 500 reais em remédio e ainda faltam dois. Agora chegou e não posso receber porque não peguei ficha, fora fralda que ele também está sem. E no final, como ele vai comer se o dinheiro não dá?”, questionou Iolanda.
O que diz a Unicat
Em nota conjunta, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a Unicat informaram que o fluxo ocorreu em virtude da chegada de medicamentos que estavam em falta.
“Esses medicamentos estavam sendo aguardados há pelo menos 60 dias, e isso causou um aumento considerável da demanda, ultrapassando momentaneamente a capacidade de atendimento daquela unidade” aponta a nota.
Diante deste quadro, a nota ressalta que a Unicat dobrou a quantidade de atendentes na unidade do bairro do Alecrim, além de abrir um guichê extra para melhorar o atendimento. A nota informa ainda “que a retirada do medicamento pode ser feita durante toda a semana, de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 17h”.
Um homem de 73 anos, cardiopata e com esquema vacinal incompleto foi o último potiguar internado em decorrência da Covid-19 a receber alta. Ele estava em leito no hospital Giselda Trigueiro e recebeu alta na noite da terça-feira (15). É a primeira vez, desde 2020, que não há nenhum internado na rede pública de Saúde do Estado em decorrência da Covid-19.
O fato foi comemorado pelo diretor do Hospital Giselda Trigueiro, André Prudente. O infectologista explicou que, com a diminuição dos casos com o passar do tempo, a unidade de saúde centralizou os atendimentos e internações. O hospital foi o primeiro a receber os casos de Covid e, desde então, nunca teve um dia sem internados.
“É uma alegria imensa chegarmos a essa situação de hoje, com tudo o que a gente passou. Uma sobrecarga de trabalho imensa, estresse psicológico de ver pessoas morrendo, comércio fechado, a cidade vazia, as ruas vazias, e tudo centrado no profissional de saúde. Uma pressão imensa, principalmente por questões políticas. Para a gente, é uma alegria muito grande hoje, pela primeira vez, não termos um caso de internado no hospital”, disse André Prudente.
O Giselda Trigueiro chegou a funcionar com 35 leitos críticos exclusivos para o atendimento a pacientes com Covid, além de outros 15 leitos clínicos. Apesar de não haver mais pacientes internados com a doença, o diretor da unidade pede que a população mantenha a atenção com relação à vacinação.
“A maioria das pessoas que se internaram (após o início da vacinação) não se vacinaram ou não tinham esquema vacinal completo, além de serem pessoas com comorbidades, quando a doença tende a ser um pouco mais greve. É importante que a população não abaixe a guarda”, explicou André Prudente.
Uma fisioterapeuta do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bomhausen, em Itajaí, em Santa Catarina, foi flagrada dançando com um recém-nascido no bolso do seu jaleco. Um vídeo em que mostra a conduta da profissional viralizou nas redes sociais nesta terça-feira, 15.
A cena provocou indignação nas redes e várias notas de repúdio. O hospital chamou a situação de “conduta inapropriada e irresponsável” e disse que vai responsabilizar também os colegas que teriam feito a filmagem.
“Todas as medidas jurídicas – criminais, ético-administrativas e cíveis – estão sendo tomadas com o maior rigor possível, inclusive com apuração de colaboradores que filmaram ou participaram dessa cena lastimável, sem defender a criança”, diz trecho da nota.
O Conselho Regional de Fisioterapia (Crefito-10) também se manifestou. Em nota, informou que o Departamento de Fiscalização do órgão foi encaminhado para o hospital. Caso seja comprovado que a profissional era mesmo fisioterapeuta, como foi afirmado pela unidade de saúde, “ocorrerá a suspensão cautelar do exercício profissional até a conclusão do processo ético disciplinar competente.”
O Crefito-10 frisou ainda que a atitude do vídeo foi feita de maneira isolada e que “não irá macular a qualidade do serviço prestado pelos mais de 16.000 profissionais fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais catarinenses.”
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) informou que está ciente da situação. “A 4ª Promotoria de Justiça de Itajaí que tem atribuição na área da infância e adolescência está analisando o caso para ver as providências que serão tomadas.”
Cientistas na Inglaterra estão orientando que as pessoas voltem a usar máscaras, em meio a uma preocupante “mutação” da variante da Covid-19. Além da subvariante da Omicron, a Eris, já ser alvo de preocupação por seu alto grau de mutação e disseminação, uma nova subcepa, que ainda não foi formalmente nomeada, mas é chamada de ‘BA.6’, está levando alguns a temer que um quadro sombrio do novo coronavírus possa surgir nas próximas semanas.
Onde a subcepa ‘BA.6’ foi encontrada?
Segundo reportagem do site Mirror, a nova subcepa só foi encontrada, até agora, na Dinamarca e em Israel, mas também possui um nível espantoso e alarmante de mutação, segundo cientistas.
Trisha Greenhalgh, especialista em saúde primária da Universidade de Oxford, escreveu no Twitter: “Meus vários grupos de WhatsApp de ciência estão fervilhando. Clipes e diagramas de linhagem genética voando para frente e para trás. Eu entendo pouco do detalhe, mas parece que é mais uma vez hora de usar máscaras”.
Como a subcepa ‘BA.6’ é diferente das cepas anteriores?
A professora Christina Pagel, matemática da University College London, que é membro efetivo do grupo Independent SAGE, disse na plataforma de mídia social que era “muito cedo” para avaliar, mas admitiu que a variante tem “muitas novas mutações que a tornam diferente das cepas anteriores do Omicron”. Ela acrescentou que isso significa que é “potencialmente mais capaz de causar uma grande onda” de contágio.
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