A combinação de crise econômica prolongada, escassez de recursos básicos e colapso do sistema de saúde tem levado cubanos a recorrerem cada vez mais à automedicação com drogas controladas.
Segundo reportagem do jornal The Guardian, em meio a dificuldades cotidianas, cresce o uso de antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes adquiridos no mercado informal, em um cenário descrito por especialistas como uma crise de saúde mental em expansão.
A situação é generalizada. Profissionais de saúde relatam que praticamente todas as famílias têm ao menos um integrante que recorre ao mercado clandestino para obter medicamentos psicotrópicos. A ausência de dados oficiais não impede a percepção de que o problema se intensificou nos últimos anos.
De acordo com especialistas, o cotidiano em Cuba se tornou um fator central de desgaste emocional. Falta de energia elétrica, incerteza sobre alimentação e dificuldades de transporte fazem parte da rotina, gerando estresse crônico. Esse cenário tem sido acompanhado por aumento de casos de ansiedade, depressão e fadiga mental.
Mortes associadas à falta de medicamentos essenciais
Casos dramáticos ilustram o impacto da escassez. Há relatos de mortes associadas à falta de medicamentos essenciais, como o de um recém-nascido que não recebeu vitamina K após o parto e de pacientes que não tiveram acesso a drogas vitais para tratamento intensivo. Familiares descrevem uma busca desesperada por remédios que simplesmente não existem no sistema público.
Diante desse quadro, o mercado informal se tornou a principal alternativa. Medicamentos chegam por entrega rápida, muitas vezes com embalagens estrangeiras, mas a preços elevados, que normalmente são equivalentes a um salário mensal ou aposentadoria. Isso aprofunda desigualdades e limita o acesso para parte da população.
No interior do país, onde o poder de compra é ainda menor, moradores recorrem a soluções naturais, como infusões de ervas. Já nas áreas urbanas, especialmente entre jovens, cresce também o consumo de drogas ilícitas, incluindo substâncias sintéticas mais potentes e perigosas.
Emigração em massa
Além das dificuldades materiais, o impacto psicológico é agravado pela emigração em massa. Nos últimos anos, uma parcela significativa da população deixou o país, fragmentando famílias e aumentando o sentimento de solidão, especialmente entre idosos. Muitos acompanham o crescimento dos netos apenas por telas, em um distanciamento que intensifica o sofrimento emocional.
Para especialistas, o fator mais crítico é a incerteza. Diferentemente de crises com prazo definido, a atual não apresenta horizonte claro de solução. Sem saber quanto tempo a situação irá durar, muitos cubanos recorrem a medicamentos como forma de lidar com o cotidiano, mesmo sem orientação médica.
R7

O Brasil caminha a passos largos para isso. É só mais uns 4 anos de Lula no governo. Certamente, ficaremos até pior, pois o crime organizado, aqui, é mais forte do que em Cuba.
Lá atrás, em 1959, Cuba caiu nas mãos do diabólico Fidel Castro e do comunismo. Resultado: Nunca mais foi feliz.
E de 17 de março de 1960, até 2015 os EUA sabotaram Cuba com embargos econômicos por não quererem servir aos interesses dos EUA. Mas a cuba foi 100% do fidel e do comunismo com o você diz.
Faça uma matéria sobre as condições da população do Haiti, logo ali vizinho de Cuba, não fica tão longe, que é governado por um regime autoritário (ditadura) apoiado pelos EUA, tem a pior qualidade de vida das Américas e uma das piores do mundo. Faça aí só pra eu testar um negócio aqui.
Vc deve estar confundindo Haiti com Porto Rico.
👺Todo esquerdista é mentiroso. Só a pressão da comunidade internacional e a 👉🏿intervenção militar americana assegurariam, em 1994, o retorno do Haiti à legalidade. Aristide reassumiu então o poder e conseguiu governar até 1996, quando passou a faixa a seu sucessor. Nem presidente tem naquela zona.
Já diz o ditado popular petista quando não está mentindo está roubando. O que os EUA tem a ver com ditaduras seu petista sem vergonha?