Judiciário

Sem Barbosa, STF absolve João Paulo Cunha da pena de lavagem e o livra de regime fechado

 BioOp8cCQAE01l7Por seis votos a quatro, o STF (Supremo Tribunal Federal) votou pela absolvição do ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP) da acusação de lavagem de dinheiro, livrando o réu de cumprir pena em regime fechado. O ministro Joaquim Barbosa, presidente da Corte, não participou da sessão e, portanto, não apresentou seu voto.

O relator Luiz Fux foi a primeiro a votar a favor da manutenção da condenação por lavagem, sendo seguido por Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Os ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, os mais novos no STF, abriram a divergência e votaram pela absolvição. Os dois foram seguidos por Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, que mantiveram os mesmos votos apresentados no julgamento em 2012.

No julgamento em 2012, Cunha foi condenado por corrupção passiva, peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro a 9 anos e 4 meses em regime fechado. Na condenação por lavagem, Cunha recebeu quatro votos favoráveis, condição que lhe permitiu ter um novo julgamento somente para esta acusação.

Com a absolvição de hoje, a pena final de Cunha foi reduzida a 6 anos e 4 meses em regime semiaberto, no qual o detento pode, mediante autorização judicial, passar o dia fora da prisão, desde que trabalhe ou estude, e retornar à noite. Quando a pena supera a 8 anos, o regime é fechado.

“Não faltam elementos de que Cunha sabia estar se valendo de esquema ilegal de dinheiro”, afirmou o relator.

“Não foi produzida prova de que o participante tenha participado do esquema de lavagem de dinheiro ou que tivesse ciência da origem do dinheiro”, disse Barroso.

Além de Cunha, a Corte irá analisar os últimos recursos de mais dois réus: João Cláudio Genú, ex assessor do PP, e Breno Fischberg, ex-sócio da corretora Bônus-Banval. Se concluir o julgamento dos recursos, o Supremo pode encerrar nesta quinta o julgamento do mensalão.

Preso no Complexo Penitenciário da Papuda desde o mês passado, Cunha cumpre pena de 6 anos e 4 meses por corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro público). Ele renunciou ao mandato parlamentar logo após ir para a cadeia. No julgamento de 2012, ele também foi condenado a 3 anos por lavagem de dinheiro, mas a sua defesa recorreu.

Mulher de Cunha sacou o dinheiro

Cunha era presidente da Câmara dos Deputados à época do escândalo do mensalão (2003-2004) e foi acusado de ter recebido R$ 50 mil para fechar contratos de publicidade entre a Casa e a agência de Marcos Valério, operador do esquema. Em seu lugar, o ex-deputado mandou a sua mulher retirar o dinheiro, em espécie, em uma agência do Banco Rural em Brasília.

A Procuradoria Geral da República entendeu que, com isso, Cunha tentou ocultar o fato e o acusou de lavagem de dinheiro.

A defesa dele, porém, nega que tenha havido tentativa de esconder o recebimento do dinheiro. Para o advogado Pierpaolo Bottini, o fato de a mulher de Cunha ter assinado um recibo no banco demonstra que não houve indício de ocultação. O defensor argumenta ainda que o saque não pode ser compreendido como lavagem, e sim com uma continuação do crime anterior, de corrupção passiva.

Fux afirmou que o “crime de corrupção já havia se consumado antes do saque no Banco Rural” e, portanto, o saque por intermédio da mulher de Cunha não seria continuação deste crime, mas um novo delito, o de lavagem. “O recebimento do dinheiro, por debaixo dos panos, na clandestinidade, é um mal, por si só, apto a receber censura penal autônoma.”

“O crime de lavagem de dinheiro é a conduta de ocultar ou dissimular a origem ou a procedência de dinheiro proveniente de ilícito penal. Quando os fatos ocorreram, somente o produto de determinados crimes listados em lei poderiam ser objeto de lavagem de dinheiro”, explica Leandro Sarcedo, advogado criminalista, que acompanha a sessão do STF na redação do UOL.

Para Barroso, “mesmo que [Cunha] tenha participado ou mesmo que tivesse conhecimento da origem ilícita, não há como embasar a sua condenação pelo delito de lavagem proveniente de crimes que ele sequer foi acusado de ter praticado.”

Cunha escapa de regime fechado

O julgamento desse recurso, chamado de embargos infringentes, teve início há duas semanas, quando os ministros do Supremo ouviram advogados e a acusação. Na sessão de hoje, o ministro Luiz Fux, relator desses recursos, dará o seu voto e os demais magistrados deverão votar em seguida.

Só tem direito a esse recurso quem tiver sido condenado por um placar apertado, em que recebeu ao menos quatro votos pela absolvição. Esse recurso tem o poder de rever o tamanho das penas impostas e até reverter a condenação, como aconteceu há duas semanas, em que oito réus acabaram absolvidos do crime de formação de quadrilha, entre eles os ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.

Na ocasião, o presidente do tribunal, ministro Joaquim Barbosa, criticou os colegas e, em tom de desabafo, disse que “se sentia autorizado a alertar a nação brasileira de que este [a absolvição] é apenas o primeiro passo” para mudar o resultado do julgamento do mensalão.

No julgamento de hoje, o placar também poderá ser diverso do de 2012, pois, desde então, a composição da Corte mudou, com a chegada de dois novos ministros: Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. No caso dos recursos de quadrilha, eles foram decisivos para mudar a balança a favor dos réus uma vez que votaram pela sua absolvição.

Outros réus

Se absolvido de lavagem, crime pelo qual recebeu quatro anos de prisão, Genú poderá ficar totalmente livre. Ele também foi condenado por corrupção passiva, mas a pena de 1 ano e 6 meses já prescreveu. O mesmo poderá acontecer com Fischberg, que foi condenado apenas por lavagem e teve pena de 3 anos e 6 meses. Ambos aguardam o julgamento desse recurso em liberdade.

UOL

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Fachin diz que cerca de 100 juízes vivem sob risco de retaliação do crime organizado; 79 têm medida protetiva

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (9) que cerca de 100 magistrados que atuam no combate ao crime organizado exercem atividades de risco e que 79 deles contam com medidas de proteção. A declaração foi feita durante a instalação de novas varas especializadas do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Fachin defendeu o reforço da segurança desses magistrados e alertou para ameaças como ataques cibernéticos, exposição de dados pessoais e campanhas de intimidação. “Requer-se também um cuidado imenso com as atividades de inteligência e monitoramento dos magistrados (…), bem como com a segurança que acaba sendo vulnerada pela criminalidade transnacional e tecnológica”, afirmou.

Segundo o ministro, juízes que atuam contra facções estão mais expostos porque atingem interesses econômicos das organizações criminosas. “Não apenas porque decretam prisões ou proferem condenações, mas também porque atingem os pontos de vulnerabilidade econômica das organizações criminosas”, disse.

Fachin também afirmou que as novas varas devem fortalecer o combate ao crime organizado e descartou qualquer possibilidade de intervenção dos Estados Unidos no Brasil após a classificação do CV e do PCC como organizações terroristas. “O Brasil é um Estado soberano e a soberania se exerce com firmeza e serenidade”, declarou. Sobre as eleições, garantiu que a Justiça estará atenta para impedir a influência do crime organizado no processo eleitoral.

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Cruzeiro LGBTQ+ com 2 mil passageiros é proibido de atracar no Egito, dias depois de ser barrado na Turquia

O cruzeiro de dez dias a bordo do Scarlet Lady, da Virgin Voyages, deve reunir cerca de 1,9 mil passageiros — Foto: Pexels

Um cruzeiro voltado ao público LGBTQ+ foi impedido de atracar no Egito nesta quinta-feira (9), poucos dias após ter sido barrado pela Turquia. O navio Scarlet Lady, da Virgin Voyages, transporta cerca de 2 mil passageiros e faria uma escala em Alexandria, incluída no roteiro depois da recusa das autoridades turcas.

Segundo a Atlantis Events, empresa responsável pela viagem, a autorização para o desembarque foi cancelada poucas horas antes da chegada ao porto, sem explicação. A companhia classificou a decisão como inédita e afirmou que realizou o mesmo roteiro no ano passado sem enfrentar problemas.

Barrado na Turquia

O cruzeiro partiu de Atenas no último dia 5 com destino a Veneza. Antes, a Turquia já havia proibido escalas em Kusadasi e Istambul, alegando que os passageiros pertenciam a grupos cujos comportamentos não estariam alinhados aos “valores morais” do país. A Virgin Voyages informou que o navio seguirá para Kotor, em Montenegro.

Dos cerca de 2 mil passageiros, aproximadamente 1.100 são norte-americanos, além de viajantes do Reino Unido, Canadá e Austrália. Embora a homossexualidade não seja ilegal no Egito e na Turquia, a comunidade LGBTQ+ enfrenta restrições e forte estigma social nos dois países.

Opinião dos leitores

  1. Não é sendo xenofóbico, mas pra quê um cruzeiro LGBT quer passar em países como esse? Eles julgam 2k pessoas, vamos julgar os povos deles? Nem precisa kkkkkkkkkk devia ser visto como um livramento não passar nesses paises!

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Partido Novo aciona Justiça e TCU para suspender R$ 763 milhões em despesas com publicidade do governo Lula

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O partido Novo protocolou uma ação popular na Justiça Federal e uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir a suspensão de R$ 763 milhões em despesas com publicidade institucional empenhadas pelo governo federal no primeiro semestre de 2026.

A legenda alega que os recursos da Secretaria de Comunicação Social (Secom) estariam sendo usados para promover a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em desacordo com a finalidade prevista na Constituição. O governo ainda não se manifestou sobre a ação.

Os pedidos foram apresentados pelos deputados federais Marcel van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP) e Luiz Lima (RJ), além do senador Eduardo Girão (CE). A representação no TCU foi assinada pelo presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.

Segundo o Novo, a Secom empenhou R$ 763 milhões em publicidade no primeiro semestre deste ano, enquanto os demais 38 ministérios somaram cerca de R$ 203 milhões. O partido também afirma que os empenhos com publicidade cresceram após a posse do ministro Sidônio Palmeira, destacando R$ 1,14 bilhão empenhados em 2024 e mais de R$ 4,3 bilhões acumulados no período citado.

Além da suspensão dos gastos, o Novo pede que a Justiça e o TCU anulem os contratos questionados e determinem que futuras campanhas institucionais tenham apenas caráter educativo, informativo e de orientação social, sem promoção pessoal de agentes públicos.

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Pela segunda semana seguida, Refinaria Clara Camarão eleva preço da gasolina e diesel

Foto: divulgação

A Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, anunciou nesta quinta-feira (9) um novo reajuste nos preços da gasolina A e do diesel A S500, comercializados pela Brava Energia. É a segunda alta consecutiva dos combustíveis.

A gasolina A passou de R$ 3,80 para R$ 3,86 por litro, aumento de R$ 0,06. Na semana anterior, o preço já havia subido de R$ 3,75 para R$ 3,80, alta de R$ 0,05.

O diesel A S500 também ficou mais caro. Na modalidade EXA, o litro passou de R$ 4,41 para R$ 4,51. Na LCT, o valor subiu de R$ 4,42 para R$ 4,52. Em ambos os casos, o reajuste foi de R$ 0,10 por litro.

Desde 19 de fevereiro, a gasolina A acumula alta de R$ 1,35 por litro, passando de R$ 2,51 para R$ 3,86. No diesel A S500, o preço na modalidade EXA saiu de R$ 3,28 para R$ 4,51, aumento de R$ 1,23. Já na LCT, passou de R$ 3,30 para R$ 4,52, alta de R$ 1,22.

Apesar do reajuste, os preços ainda permanecem abaixo dos maiores valores registrados no período. A gasolina atingiu R$ 4,22 por litro em 21 de maio, enquanto o diesel chegou a R$ 5,77 (EXA) e R$ 5,78 (LCT) em 9 de abril.

Os valores divulgados correspondem aos preços praticados na refinaria e não ao preço final cobrado nos postos, que inclui tributos, custos de distribuição, logística, mistura obrigatória da gasolina e margens de revenda.

Opinião dos leitores

  1. A refinaria que foi privatizada aumentando p preço sem a PETROBRAS ter aumentado.
    Privatizando vai baratear, diziam eles…

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VÍDEO: Idosa de 72 anos morre após ser atropelada por motociclista na Av. João Medeiros Flho; condutor foi preso ao tentar fugir do local

Uma idosa identificada como Maria das Graças, de 72 anos, morreu após ser atropelada por um motociclista no fim da manhã desta quinta-feira (9), na Avenida João Medeiros Filho, na Zona Norte de Natal, nas proximidades do Partage Norte Shopping.

Segundo informações do Via Certa Natal, a vítima atravessava a via quando foi atingida e morreu no local. Policiais militares que passavam pela avenida presenciaram o acidente e impediram que o motociclista deixasse a cena, efetuando a prisão do condutor.

O motociclista recusou-se a fazer o teste do bafômetro. O corpo da vítima foi recolhido pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), enquanto a Delegacia Especializada em Acidentes de Veículos (DEAV) iniciou a investigação para apurar as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do condutor.

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Pesquisa Media/O Potengi também aponta reeleição de Dra. Zenaide para o Senado

A senadora Dra. Zenaide Maia aparece como reeleita para o Senado também na pesquisa Media/O Potengi, divulgada nesta quinta-feira. No cenário que soma o primeiro e o segundo voto estimulado, a parlamentar registra 39,8% das intenções de voto, consolidando sua presença entre os dois nomes eleitos.

O levantamento mostra Styvenson Valentim com 53,3%, seguido por Dra. Zenaide Maia, que aparece à frente dos demais concorrentes, como Rafael Motta (24,1%), Samanda Alves (23,7%) e Coronel Hélio (20,9%), o que reforça a disputa concentrada nos dois nomes que lideram o cenário.

A pesquisa Media/O Potengi, registrada no TSE sob o número RN-08092/2026, ouviu 2.000 eleitores no Rio Grande do Norte entre os dias 3 e 8 de julho de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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PEGO NA MENTIRA: Criador de perfil investigado pelo TRE era sócio de outro blog que recebeu quase R$ 47 mil da gestão de Allyson Bezerra

Print do perfil “Toda Hora Mossoró” | Imagem: reprodução

João Carlos Medeiros, investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pela criação de perfis nas redes sociais para detonar adversários políticos do pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil), disse que fazia tudo “por conta própria”, afirmava ser apenas “admirador e apoiador” do ex-prefeito e assegurou que não era remunerado pelo serviço. Ele, no entanto, era sócio de outro blog, chamado “Toda Hora Mossoró”, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

O blog é vinculado ao CNPJ nº 43.517.624/0001-93, registrado em nome de Jaiane Karla da Silva Medeiros Melo, prima de João Carlos. Ele confirmou ao Blog do BG que administrava o site e o perfil do blog nas redes sociais junto com ela. O site saiu do ar, mas o perfil segue ativo, embora a última publicação seja do dia 15 de outubro de 2025. A maioria das postagens promove a gestão de Allyson Bezerra na Prefeitura de Mossoró.

Os pagamentos ao blog “Toda Hora Mossoró” começaram em outubro de 2021. O último repasse foi feito em dezembro de 2024. Os valores mensais variavam de R$ 1.000,00 a R$ 4.000,00.

Jaiane Medeiros é filha do vereador Raério Araújo (União Brasil), conhecido como Raério Cabeção, apoiador de Allyson Bezerra. Ela chegou a ocupar um cargo comissionado no gabinete do próprio pai, na Câmara Municipal de Mossoró, entre janeiro e agosto de 2025. João Carlos é sobrinho do parlamentar.

Apesar de afirmar que atuava de forma independente, as revelações sobre sua ligação com Allyson Bezerra colocaram em dúvida a versão apresentada por João Carlos Medeiros. Além de criar o perfil @rncomallyson, ele também é noivo da jornalista Valéria Persali, braço direito do ex-prefeito e ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró. Atualmente, ela continua ocupando um cargo de confiança na administração do prefeito Marcos Medeiros (Republicanos), que sucedeu Allyson Bezerra.

João Carlos também é presidente municipal e vice-presidente estadual do União Brasil Jovem. A representação que deu origem à investigação em curso na Justiça Eleitoral foi movida pelo PL. Na ação, o partido acusa Allyson Bezerra de se beneficiar de propaganda eleitoral antecipada negativa promovida pela milícia digital que atua nas redes sociais a seu serviço contra o ex-prefeito de Natal.

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Pesquisa

Instituto Media: Álvaro Dias lidera pesquisa estimulada para o Governo do RN com 32,1% das intenções de voto

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, aparece na liderança da corrida eleitoral, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Media, em parceria com o jornal O Potengi.

No cenário estimulado, Álvaro lidera com 32,1% das intenções de voto, Allyson Bezerra aparece em segundo com 27,5%. Na sequência estão Cadu Xavier, com 18,1%, Robério Paulino, com 1,6%, Dário Barbosa, com 0,3%, e Rodrigo Vieira, também com 0,3%.

Os números colocam Álvaro Dias na primeira posição no cenário estimulado do levantamento, consolidando a liderança na disputa pelo Governo do Estado neste momento da pré-campanha.

A pesquisa mostra ainda que 16,8% dos entrevistados responderam que não sabem ou preferiram não opinar, enquanto 3,3% afirmaram que votariam em branco ou nulo.

O levantamento foi realizado com 2.000 entrevistados, possui margem de erro de ±2,2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-08092/2026.

A pesquisa reforça o cenário atual da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, com Álvaro Dias ocupando a liderança na intenção de voto estimulada entre os eleitores entrevistados.

Opinião dos leitores

  1. Só na cabeça de quem mama em detergente que Álvaro – o senhor das obras inacabadas governará o nosso estado!

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[VÍDEO] BG: “Allyson Bezerra não vestiu a candidatura de Kelps Lima”

BG seguiu analisando a repercussão da retirada da pré-candidatura a deputado federal de Kelps Lima. No “Meio Dia RN” desta quinta-feira (9), ele afirmou que Allyson Bezerra “não vestiu a candidatura” do seu aliado do União Brasil.

“Allyson não vestiu a candidatura de Kelps. Kelps desistiu porque o União Brasil deixou ele na rua da amargura. O presidente do partido garantiu que ele teria o teto máximo para gastos [do fundo eleitoral] e o mesmo tempo de televisão, igual a João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria. Kelps foi recebido três vezes em Brasília e São Paulo [pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda], mas ha 30 dias não conseguia falar com o cara, há trinta dias o cara não responde. Quem atendeu Kelps foi a irmã dele, a tesoureira do partido, confirmando que o senador José Agripino tinha dito a ele que não teriam como cumprir aquilo que foi acordado, mas ele ficasse tranquilo que teria estrutura. Então, Kelps desistiu porque o União Brasil deixou ele na rua da amargura, ele foi inviabilizado”, avaliou BG.

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Geral

Cabo que preside Associação de Militares Estaduais é punido pela PMRN com 10 dias de detenção

Foto: reprodução

O presidente da Associação dos Militares Estaduais do Rio Grande do Norte (AMERN), cabo Thallys Emmanuel Ferreira Clemente, foi punido disciplinarmente pela Polícia Militar do RN com 10 dias de detenção, conforme decisão publicada no Boletim Interno de 6 de julho de 2026.

De acordo com o documento oficial, a punição foi aplicada após a conclusão de um procedimento disciplinar que apontou que o militar teria se referido à então superiora hierárquica, ST PM Maria Liane dos Santos, de forma desrespeitosa e difamatória, em conversas mantidas com outros policiais por meio de aplicativos de mensagens. Os fatos teriam ocorrido em 12 de novembro de 2025 e 12 de janeiro de 2026, em Natal.

A decisão, assinada pela comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRE), tenente-coronel Lígia Magnos de Paiva, acolheu integralmente o relatório do encarregado do procedimento e determinou a aplicação da sanção de 10 dias de detenção disciplinar, enquadrando a conduta como transgressão disciplinar média.

Conforme as normas disciplinares da PMRN, a detenção poderá ser cumprida em unidade militar destinada ao recolhimento disciplinar, como o Centro de Preparação e Gerenciamento Disciplinar (CPGD), caso seja essa a unidade definida pela corporação para a execução da penalidade.

Apesar da punição, o boletim informa que o cabo permanece classificado no comportamento “ÓTIMO”, em razão das regras previstas no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar.

Sem Mordaça

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