Diversos

Shows online de strip-tease fazem sucesso durante pandemia do coronavírus

Foto: The New York Times

Nas últimas semanas, Justin LaBoy, de 29 anos, ex-jogador de basquete que se tornou famoso nas redes sociais, e o empreendedor Justin Dior Combs, 26, filho do rapper P. Diddy, vêm usando o Instagram para oferecer apresentações ao vivo de strip-tease improvisadas.

“Se não fosse por Justin e as lives que ele organiza, eu não sei o que teria feito, como teria mantido as contas em dia ou colocado comida em casa”, disse Sasha, uma dançarina que participa dos shows virtuais.

Em boa parte do planeta, muitos bares e casas de strip-tease foram forçados a fechar praticamente de um dia para o outro. Milhares de bartenders, garçonetes e dançarinos ficaram sem renda. E como muitas outras organizações, de escolas elementares a programas de sobriedade, as casas de strip também buscaram recriar por via digital as experiências que oferecem aos frequentadores.

O Magic City, um clube de strip em Atlanta, nos Estados Unidos, começou a oferecer “’lap dances’ virtuais” por meio do Instagram Stories. O rapper Tory Lanez também começou a comandar noitadas de dança virtuais para seus 7,5 milhões de seguidores, sob o título “Quarantine Radio”.

Mas os eventos de LaBoy têm atraído um grande número de fãs fervorosos.

Músicos como The Weeknd e Diplo e muitos jogadores famosos de futebol americano e basquete, assim como influenciadores de redes sociais, são espectadores constantes. Shaquille O’Neal, Meek Mill, YG, Casanova e Lil Yachty participaram dos programas como convidados especiais.

“A ideia cresceu muito”, disse Combs. “Começou com uma transmissão conjunta em lives e se transformou nessa loucura. As pessoas me perguntam toda noite se vamos ter uma live. Justin tem seguidores devotados, quase como se liderasse um culto, e a coisa está só começando.”

LaBoy disse que a ideia de recriar a atmosfera de uma casa noturna no Instagram surgiu à 1h de certa madrugada, quando ele se sentiu entediado com o streaming ao vivo que estava fazendo para seus mais de 60 mil seguidores. “Eu pensei que precisava convocar um demônio qualquer”, disse LaBoy. “Onde encontrar alguns demônios?”

Algumas mulheres pediram imediatamente para participar como convidadas de seu stream. Seus seguidores adoraram. “Ninguém acreditava que estivéssemos fazendo aquilo de graça”, disse LaBoy. “As meninas estavam dançando, ‘twerking’, tirando a roupa toda”.

Ele começou a colocar o nome de usuário das participantes como Cash App, na tela do feed, para que os espectadores pudessem lhes enviar dinheiro. LaBoy percebeu que tinha descoberto um filão. E assim nasceu o “Respectfully Justin Show”.

CADA NOITE UM CLUBE NOVO

Horas antes do show, LaBoy começa a divulgar o evento no Instagram, com o hashtag #respectfully. Como a rede proíbe conteúdo explícito, ele cria um novo nome de usuário para cada evento. Anuncia o nome da página no Twitter, mosrtrando o horário e a data da apresentação.

”Nunca tinha visto uma página conseguir 30 mil seguidores em uma hora”, disse Combs. “Ele está fazendo coisas que eu nunca tinha visto”.

LaBoy apresenta Combs e depois relaxa começando seu stream, com uma taça de vinho, o que já se tornou meme.

“As pessoas postam fotos de taças de vinho e escrevem coisas como ‘se sua garota sabe o que isso quer dizer, ela não é sua garota’’, disse Alexis, 24, dançarina em um clube de Atlanta que se apresentou em diversos dos streams de LaBoy. “Tornou-se um símbolo do show”.

Quando LaBoy aceita a proposta de uma mulher que quer dançar, ele coloca seu nome de usuária no Cash App no topo da tela e diz aos seus seguidores que, se eles gostam do que estão vendo, melhor pagar. “O pessoal ‘traço azul’ precisa pagar”, disse ele, em referência às pessoas que têm contas verificadas no Instagram.

HISTÓRIAS DE UMA IRMANDADE DEMONÍACA

Algumas dançarinas dizem ter recebido milhares de dólares em doações via Cash App. Alexis afirmou que faturou um total de US$ 18 mil (aproximadamente R$ 95 mil) dançando em lives do Instagram durante um período em que ela não teve outro trabalho. “Justin garante que as meninas ganhem um dinheiro substancial”, disse ela. LaBoy também divulga seu nome de usuário no Cash App, e distribui o dinheiro que recebe por essa via como bonificação para as dançarinas.

O dinheiro que Alexis conseguiu ganhar dançando na internet supera em muito o que ela faturava previamente dançando numa casa de strip, e com esforço muito menor. “No clube, trabalho por oito horas direto”, ela disse. “No Instagram, são cinco minutos. Cinco minutos comparados a oito horas de trabalho”.

As mulheres que se apresentam como convidadas também conquistaram maior número de seguidores para suas contas no Instagram. Alexis criou uma conta secundária de Instagram para suas lives pessoais no Instagram depois que usuários lhe enviaram mensagens com propostas.

“Pessoas me oferecem US$ 500 (R$ 2,6 mil) para dizer o nome delas em uma mensagem de voz”, disse ela. “Entram na minha página e me mandam o emoji dos olhos ou o do coração, e me perguntam de onde sou, onde vivo. Todo mundo está muito ativo nessa temporada de quarentena.”

Diversas mulheres que foram destaque nas noites de LaBoy se tornaram amigas. “Agora temos uma comunidade de demônios”, disse Sasha, 32, que normalmente trabalha como hostess em um restaurante fino de Los Angeles. “Entramos juntas nas lives. Somos uma pequena irmandade de demônios”.

As mulheres que se apresentam não mostram seus rostos e mantêm o anonimato, revelando apenas seus nomes de usuário no Instagram (o site The New York Times concordou em identificá-las apenas por seus prenomes). Algumas, como Sasha, usam uma máscara de esqui enquanto dançam, e outras simplesmente só se filmam da cintura para baixo.

Sasha disse que prefere manter sua identidade offline separada do trabalho que ela começou a fazer na internet acidentalmente.

“Das outras mulheres, uma tem filhos, e todas tínhamos empregos que nos foram tirados”, disse Sasha. “Todas temos problemas, e é por isso que estamos fazendo o que estamos fazendo. Estamos todas tentando manter o sigilo sobre nossas identidades e, ao mesmo tempo, conquistar fãs e ganhar algum dinheiro.”

Sasha afirmou também que faturou cerca de US$ 4 mil (aproximadamente R$ 21,1 mil) suas apresentações online, o que a inspirou a criar uma conta no OnlyFans, um serviço que lhe permite conquistar assinantes diretos.

“Meu número de seguidores não para de crescer”, disse ela. “Isso me mostrou que tenho de fazer outras coisas para faturar. Tenho de pagar minhas contas e preciso de dinheiro para as compras”.

MAIS EXCLUSIVIDADE

O sucesso do “Respectfully Justin Show” inspirou uma série de cópias, e muitos dos envolvidos buscam tirar vantagem de mulheres que estão enfrentando dificuldades. Outros usuários se fazem passar por LaBoy e Combs e pedem dinheiro às mulheres e fotos que as mostrem nuas.

“Há um milhão de páginas falsas que não são fechadas e tentam trapacear as garotas e tirar dinheiro delas”, disse Sasha.

Em 4 de abril, LaBoy decidiu que pararia de tuitar na opção aberta do Twitter o nome da conta de Instagram da festa de cada noite, tanto por motivos de privacidade quanto para evitar bloqueios. “É só para convidados, agora”, escreveu ele. “Deus me livre, os farsantes e os ‘haters’ arruinaram a coisa para todo mundo.”

As dançarinas dizem que não se incomodam pelos shows atraírem menos espectadores, desde que “os caras endinheirados” continuem a aparecer. Não é sempre que uma delas tem a oportunidade de dançar para alguém como Meek Mill ou Kevin Durant, e sem nem sair de casa.

Até agora, o número de espectadores não caiu muito. “Os homens compram mesas e seções do clube, isso fica mais em conta”, disse LaBoy. “Você pode ficar em casa, ver todo mundo que quer e gastar só US$ 5 ou US$ 10 (R$ 21 ou R$52).”

Diversas marcas já contataram LaBoy para patrocinar seus eventos, mas ele disse que não aceitou as ofertas até o momento e ainda está tentando decidir o que fazer. “Estou tentando descobrir. Quando a vida lá fora voltar ao normal, como é que algo assim vai gerar dinheiro?”, questionou.

Sasha também falou que recebeu muitas mensagens de outras mulheres que estão sem trabalho e encontraram sua conta no Instagram. Segundo ela, as mulheres costumam perguntar o que precisam fazer para ganhar dinheiro dançando online.

“As meninas perguntam como tomei coragem para fazer isso”, disse Sasha. “E eu respondo que basta colocar a máscara de esqui e pronto”.

F5 – Folha de São Paulo com THE NEW YORK TIMES

 

Opinião dos leitores

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Política

Governo desconfia que a CPI está ‘armando’ para prender o ex-ministro Pazuello

O governo trabalha com a informação, levada por aliados no Congresso, de que a CPI da Pandemia tenta criar um pretexto para decretar a prisão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que deve depor no dia 19.

Na avaliação dos governistas, o objetivo seria desmoralizar o general e o próprio governo, na tentativa de reverter a impressão de que até agora a CPI não conseguiu evoluir no sentido de comprometer o presidente da República de tal modo que pudesse desestabilizar o atual governo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para não ser preso, Pazuello teria de obter no STF um habeas corpus preventivo para depor como investigado, com direito de ficar calado.

 

A suspeita é baseada na tentativa de construir um clima hostil para o ex-ministro, acusando-o de “desrespeitar” a CPI.

O primeiro “desrespeito” seria a alegação de contato com infectados por covid para adiar seu depoimento, versão que membros acham mentirosa.

A mais recente tentativa de “armar” a prisão do ex-ministro é que a CPI teria “detectado” que ele manobra para não depor como testemunha.

DIÁRIO DO PODER

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Política

PICANHA DO MITO: Picanha de churrasco de Bolsonaro é vendida a R$ 1.799 o quilo

O presidente Jair Bolsonaro recebeu amigos e familiares para um churrasco no Palácio da Alvorada no último domingo (9.mai.2021). Entre as carnes oferecidas aos convidados estava uma picanha de boi da raça wagyu, de origem japonesa, vendida a R$ 1.799,99 o quilo. A informação é do blog Cozinha Bruta, da Folha de S. Paulo.

Uma das fotos do churrasco foi compartilhado pelo perfil de Instagram “Churrasco do Tche”. O churrasqueiro Tchê levou peças de carne com embalagem personalizada com o slogan “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

 

O profissional se define como “churrasqueiro dos artistas” e tem fotos ao lado do ator Eri Johnson, do cantor Gusttavo Lima, da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Na foto do churrasco compartilhada por Tchê, a embalagem estampa o endereço do perfil de Instagram do Frigorífico Goiás, em Goiânia. O local também postou a imagem, chamando a carne de “picanha mito”.

 

A Folha de S. Paulo entrou em contato com o local. De acordo com o frigorífico, a “picanha mito” está em falta. É possível, no entanto, comprar a mesma carne com outra embalagem. Uma peça, com cerca de 350g, custa aproximadamente R$ 600.

Na foto publicada por Tchê, vê-se duas peças da picanha. Ou seja, R$ 1.200 por 700g de carne.

O preço é divulgado no site do frigorífico como promocional. O valor normal da peça é anunciado como R$ 1.200,99.

PASSEIO DE MOTO

No domingo (9.mai), Bolsonaro causou outra aglomeração. Sem máscara, ele distribuiu apertos de mão e tapinhas nas costas e posou para fotos com apoiadores.

Ele recebeu no rosto, ainda, um beijo da deputada Bia Kicis (PSL- DF), que também compareceu ao ato sem máscara.

O cenário produzido pelo presidente neste domingo é propício para a transmissão do coronavírus. A pandemia matou ao menos 423.229 pessoas no Brasil até o momento.

Centenas de motociclistas se concentraram em frente ao Palácio da Alvorada na manhã desse domingo.

PODER360

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Saúde

Sesap não tem data para receber lote de CoronaVac no RN

O Ministério da Saúde (MS) recebeu do Instituto Butantan, nessa segunda-feira (10), mais 2 milhões de doses da CoronaVac, Com isso, a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN) é a de que uma nova remessa do imunizante chegue ao Rio Grande do Norte ainda nesta semana, entretanto, não existem definições sobre prazos ou quantitativo a ser repassado ao Estado. “O Ministério da Saúde não enviou a pauta com data nem quantitativos”, informou a Sesap/RN em nota.

Créditos: DivulgaçãoPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covidPopulação anseia pela chegada de mais vacinas em meio ao aumento de casos e mortes por covid

No final de semana, o Estado recebeu 15,6 mil doses da CoronaVac, o que permitiu a retomada da segunda dose (D2) em Natal, paralisada desde o último dia 5. Esta foi a quarta vez que a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS Natal) paralisou a aplicação da D2, por falta do imunizante. O lote enviado no final de semana, no entanto, é insuficiente para atender o número de pessoas que estão com o esquema vacinal incompleto por falta da CoronaVac. Em todo o Estado, mais de 87 mil pessoas aguardam a segunda dose dessa vacina.

Para a manhã desta terça-feira (11), são esperadas 8.720 doses da vacina Pfizer, que deverão chegar ao Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves por volta das 10h10, conforme informações da Sesap. “Todas as doses serão encaminhadas à Unicat e distribuídas imediatamente. Por recomendação do Ministério da Saúde, as doses são destinadas ao município de Natal, assim como acontece em todos os Estados brasileiros, onde todas as doses da Pfizer são destinadas somente às capitais”, esclareceu a Sesap/RN.

A Secretaria solicitou ao Ministério da Saúde, por meio de um ofício, a substituição da Pfizer pela CoronaVac para tentar resolver o problema dos atrasos relacionados à aplicação da D2, mas até essa segunda-feira, o MS não havia respondido à solicitação da pasta estadual. “A Secretaria aguarda retorno até esta terça-feira (11)”, descreveu.

Com a perspectiva de distribuição de novos lotes da CoronaVac para todo o País, a Sesap declarou que o titular da pasta, Cipriano Maia, propôs, em audiência com o Ministério da Saúde, que as próximas remessas do imunobiológico sejam entregues de acordo com a quantidade de doses necessárias para completar o esquema vacinal em cada Estado. A resposta à sugestão foi negativa. “O Brasil tem hoje um déficit de 2 milhões de pessoas, em 21 estados, com doses atrasadas da CoronaVac. Mas o Ministério da Saúde negou a nossa proposta de distribuição do imunizante de acordo com as necessidades de cada Estado”, acrescentou a Sesap.

Atualmente, a distribuição é feita levando em consideração o critério da proporcionalidade da população, ou seja, o número de habitantes de cada unidade federativa.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Brasil aplicou 1ª dose em mais de um milhão de pessoas, nesta segunda

O Brasil atingiu nesta segunda (10) mais uma importante marca na campanha nacional de imunização contra Covid-19 ao superar um milhão de primeiras doses aplicadas em 24h: exatas 1.160.693.

Ao todo, foram mais de 1,77 milhão de vacinas, o melhor resultado para o mês de maio e o segundo melhor para o País desde o início da vacinação, em 17 de janeiro.

Houve também a aplicação de 615.674 segundas doses, o que elevou o número de brasileiros 100% imunizados a mais de 18 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

 

Desde o início da campanha, 36,4 milhões de brasileiros receberam ao menos uma dose e 18,3 milhões estão completamente imunizados.

Com a redução da faixa etária e mais doses, o recorde de 1,83 milhão de doses do dia 23 de abril está cada vez mais próximo de ser quebrado.

De acordo com a plataforma independente vacinabrasil.org, estamos em 4º lugar no ranking da vacinação no mundo, com 54,8 milhões de doses.

DIÁRIO DO PODER

Opinião dos leitores

  1. A esquerdalha piraaaaaaa.
    Não vão ter mais o que falar. A CPI até agora foi só palanque pra Bolsonaro. Tá igual ao vídeo da reunião ministerial kkk..

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Saúde

Hospital do Coração passa a oferecer a Pesquisa de Anticorpos Neutralizantes que identifica imunidade ao Covid-19

Foto: Divulgação

Hospital do Coração passa a oferecer em seu laboratório a Pesquisa De Anticorpos Neutralizantes para o Covid-19, com resultado em até 12 horas.

O teste IgC-S1 feito pelo Hospital é o exame laboratorial mais preciso para medir a resposta imunológica para o Covid-19. O exame detecta se a pessoa está imunizada ( por já ter se vacinado ou por já ter tido a doença).

Os exames podem ser colhidos todos os dias, das 6h às 17h, incluindo domingos e feriados. Não é necessário jejum e o exame é totalmente automatizado e de alta performance.

Opinião dos leitores

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Cidades

Paradas sucateadas se multiplicam em Natal

Os usuários de transporte público em Natal enfrentam outro problema além dos longos minutos à espera do ônibus: a permanência em paradas com estrutura deficitária ou até mesmo inexistentes em diversos pontos da capital. Especialmente durante o momento de maior demanda pelo transporte público, entre as 6h e 17h, é comum notar as paradas lotadas sem chance de abrigo para a maioria das pessoas que aguardam o deslocamento ou para todas elas, nos locais onde o indicativo de parada do transporte público se resume a uma placa afixada em um poste. Durante os dias chuvosos, a situação é ainda mais crítica.

 

Na tentativa de mitigar os históricos problemas nesses abrigos, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) prevê a substituição de 600 paradas de ônibus e implementação de novas estruturas. A expectativa é que as obras comecem no segundo semestre deste ano. A STTU que esses serviços solucionaram o problema em todos os bairros da capital com pontos de paradas de ônibus.

O projeto de substituição das paradas de ônibus em Natal está em licitação na Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov). O valor estimado das obras é de R$ 8 milhões.

Confira matéria completa na Tribuna do Norte.

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Saúde

Governo federal cria Secretaria de Enfrentamento à Covid-19

Mais de um ano após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter elevado a Covid-19 ao status de pandemia, o governo criou um novo órgão para centralizar as ações de enfrentamento do novo coronavírus. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (10), uma semana após o início dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 fará parte da estrutura do Ministério da Saúde e deverá articular os trabalhos com Estados e municípios. “A nova unidade deverá propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais e municipais” informou a Secretaria Geral da Presidência da República. O decreto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial da União e vai promover remanejamentos e transformações de cargos e funções internas do Ministério da Saúde, sem ocasionar aumento de despesas.

“A secretaria está incumbida de propor diretrizes nacionais e ações de implementação das políticas de saúde para o enfrentamento à covid-19, em articulação com os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal, bem como de definir e coordenar as ações do Plano Nacional da Vacinação contra a Covid-19”, disse a SG.

ESTADÃO

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Política

CPI da Covid quer quebrar sigilo de presidente da Anvisa para saber se houve pressão de Bolsonaro

Senadores da CPI da Covid planejam pedir a quebra do sigilo telefônico e telemático do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres. A intenção é verificar se ele sofreu pressão do presidente Jair Bolsonaro ou de outro integrante do governo para atrasar a análise do registro de vacinas.

A quebra de sigilo telemático consiste em obter dados de uma pessoa que estão no meio cibernético, como email, redes sociais e aplicativos de mensagens. O diretor da agência, que é contra-almirante da Marinha, falará nesta terça-feira (11) na comissão e também será questionado sobre o assunto.

Torres é considerado aliado próximo de Bolsonaro, por isso haverá perguntas se ele sofreu algum tipo de pressão para acelerar ou retardar a análise do registro de vacinas e se ele já deixou o posicionamento ideológico contaminar alguma decisão.

Alguns senadores disseram que o processo de registro da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, estará entre os questionamentos feitos ao presidente da agência reguladora. A vacina foi alvo de diversos ataques de Bolsonaro.

A vacina russa Sputnik V também estará entre os principais questionamentos. Alguns membros da comissão dizem acreditar que a agência reguladora está boicotando a aprovação do imunizante, que tem sido usado em diversos países.

Entre outros pontos, os membros do colegiado devem questionar Torres sobre o episódio no qual ele saiu sem máscara em um ato favorável ao governo Bolsonaro. “A expectativa que nós temos com relação ao depoimento [Barra Torres] é que ele nos convença que a Anvisa não participou do boicote às vacinas”, disse o relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

 

Otto Alencar (PSD-BA), membro titular da CPI, também disse que o presidente da Anvisa terá de explicar por que ainda não ocorreu a aprovação da Sputnik. “O almirante vai prestar as informações e esclarecer se teve uma análise retardada ou correta da vacina. Precisamos saber se uma análise superficial da vacina deve ser considerada.”

Nesta semana, o principal foco da CPI será investigar as articulações para compra de vacinas contra a Covid-19 e também o aparato de comunicação oficial e informal do governo, que consiste nas mensagens propagadas por apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Além de Barra Torres, os senadores irão ouvir o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten nesta quarta-feira (12).

Já na quinta-feira (13) será a vez de Carlos Murillo, que até janeiro deste ano era presidente regional da Pfizer no Brasil. Atualmente, ele é presidente da farmacêutica americana para a América Latina.

Confira matéria completa na Folha.

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Economia

Auxílio emergencial alcança 39 milhões de beneficiários, 6,5 milhões menos que o previsto

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) superestimou, em cerca de 6,5 milhões de pessoas, a previsão do número de beneficiários do auxílio emergencial 2021. Agora, as novas parcelas são destinados a um público menor e em um valor mais baixo, de no máximo R$ 375 mensais por família.

Em 18 de março deste ano, ao divulgar a assinatura de duas medidas provisórias sobre o pagamento do benefício, o Ministério da Cidadania informou que o novo auxílio emergencial “deverá atender 45,6 milhões de pessoas“.

 

Na noite da última quinta-feira (6/5), porém, ao finalizar o primeiro ciclo de créditos, a pasta informou ter depositado o auxílio emergencial para 39,1 milhões de famílias.

Trata-se de uma distorção de 16,6% entre o número divulgado inicialmente pelo governo federal e a realidade.

Na prática, isso significa que a tesoura usada pelo governo sobre a lista de beneficiários foi mais afiada ainda. No ano passado, mais de 67,9 milhões de brasileiros chegaram a receber o benefício.

Ao renovar o programa, após pressão da sociedade e de parlamentares, o governo deixou claro que o auxílio emergencial 2021 seria devido apenas a quem fazia parte do programa em dezembro do ano passado. Na ocasião, os recursos eram destinados a 56,7 milhões de pessoas.

Logo, se um pai de família, por exemplo, ficou desempregado em janeiro deste ano, não pôde mais pedir o auxílio. Em situação contrária, se tiver sido beneficiado, mas consiga um emprego, poderá ser considerado inelegível e não mais receber o pagamento. “Têm direito ao auxílio emergencial 2021 os trabalhadores que estavam recebendo, em dezembro de 2020, o auxílio emergencial de que trata o art. 2º da Lei nº 13.982, de 2020, e a extensão do auxílio emergencial de que trata a MP nº 1.000, de 2020”, ressaltou o governo, em nota publicada em março.

Além disso, é preciso cumprir uma série de regras para receber as novas parcelas.

Em uma tentativa de contemporizar o corte feito sobre o programa, o Ministério da Cidadania publicou a seguinte matéria, na semana passada: “Primeira parcela do auxílio emergencial 2021 chegou a 77 milhões de brasileiros“.

Esse dado, no entanto, inclui, além dos elegíveis, o número de integrantes de cada família. O auxílio emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família. Anteriormente, dois membros de um mesmo grupo familiar podiam se beneficiar, segundo legislação publicada pelo governo em abril.

 

Em 2020, uma família poderia receber até R$ 1,8 mil por mês. Hoje, o máximo que se pode receber é R$ 375 – apesar da crise econômica e sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus ter não só perdurado, mas se intensificado nesse período.

Outro dado que tem sido distorcido pelo Ministério da Cidadania em relação ao auxílio emergencial se refere ao valor médio dos depósitos.

A pasta informa que o valor médio é de R$ 250, pagos em quatro parcelas. Mulheres chefes de família monoparental têm direito a cotas de R$ 375, e indivíduos que moram sozinhos (ou seja, família unipessoal) recebem apenas R$ 150 mensais.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou, porém, a maior parte do público do auxílio emergencial deve receber a menor cota do benefício, no valor de R$ 150. São cerca de 20 milhões de pessoas, o equivalente a 43% do total.

Já a cota de R$ 250 será paga a 16,7 milhões de brasileiros e a maior, de R$ 375, a 9,3 milhões de mulheres.

Os números foram obtidos pela reportagem via Lei de Acesso à Informação (LAI) e se referem, contudo, à “estimativa” de 45,6 milhões de beneficiários do auxílio emergencial 2021.

Com o novo corte de beneficiários, o Metrópoles questionou, até então sem sucesso, ao Ministério da Cidadania sobre quantas pessoas receberam, respectivamente, as cotas de R$ 150, de R$ 250 e de R$ 375.

A pasta também foi interpelada sobre a inflação de 6,5 milhões de pessoas no anúncio do programa, mas não respondeu.

As mesmas perguntas foram direcionadas para a Dataprev, estatal responsável por analisar os dados. A empresa não respondeu. O espaço segue aberto.

METRÓPOLES

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Saúde

Cientistas pesquisam nova ‘vacina múltipla’ contra vários tipos de coronavírus

Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem ter descoberto uma nova “vacina universal” que protegeria contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo os “resfriados comuns”. O imunizante seria um primeiro passo importante na prevenção de novas pandemias ou surtos de doenças virais respiratórias, segundo uma versão preliminar do estudo publicada nesta segunda-feira, 10, na revista especializada Nature.

De acordo com a pesquisa, a imunização em macacos com vacinas que utilizam nanopartículas de RBD (domínio receptor-obrigatório) do Sars-Cov-2, com adjuvantes de alúmen, conseguiram gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o mesmo responsável pelos surtos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

Os imunizantes protegeriam também contra as principais variantes identificadas do novo coronavírus, como para a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa aponta que vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e núcleo modificado também se mostram eficazes, porém em menor quantidade, contra o novo coronavírus e contra a cepa batCoV, presente em animais. Elas poderiam ainda prevenir a transmissão de novos tipos do coronavírus de animais para humanos.

Por enquanto, os testes só foram aplicados em macacos e o estudo foi publicado em uma versão inicial. A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final.

ESTADÃO

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