Judiciário

Sinal Fechado: Garibaldi, Agripino, Rosalba e Carlos Augusto são testemunhas de defesa de George Olímpio

Pelo visto a operação Sinal Fechado vai longe. Vários políticos, mas vários mesmo, são testemunhas no processo que analisa a operação.

Os destaques ficam por conta do ministro Garibaldi Alves Filho (Previdência), o senador José Agripino Maia, a governadora Rosalba Ciarlini e o seu marido e ex-deputado Carlos Augusto Rosado. Os quatro são testemunhas de defesa do advogado George Olímpio, acusado de ser o mentor do esquema de fraudes e corrupção no processo de contratação do programa de inspeção veicular obrigatório entre os anos de 2008 e 2010, através do Departamento de Trânsito (Detran).

As quatro grandes lideranças políticas do RN são apenas algumas das que figuram entre as testemunhas. Sem fazer destinção de de defesa ou de acusação, a lista é muito maior. Seguem os nomes:

Testemunha: Carlos Augusto de Souza Rosado (Marido da governadora)
Testemunha: Robinson Mesquita de Faria (Vice-governador)
Testemunha: Francisco Vagner Gutemberg de Araújo (Ex-secretário estadual e municipal)
Testemunha: Tatiana Mendes Cunha (Ex-controladora geral)
Testemunha: Gustavo Peguy de Oliveira Galvão
Testemunha: Severino Barbosa de Lima
Testemunha: Terezinha Rodrigues Fernandes
Testemunha: Arlindo do Nascimento
Testemunha: Maria da Penha Araújo Silva
Testemunha: José Filho
Testemunha: Henrique de Tal
Testemunha: Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira (Presidente da OAB)
Testemunha: Eliana Trigueiro Fontes
Testemunha: Iris de Carvalho Medeiros
Testemunha: Marcos Antônio Pinto
Testemunha: Thomas Silveira Guimarães Filho
Testemunha: Luiz Augusto Maranhão Valle
Testemunha: Albimar Correia de Morais
Testemunha: Débora de Faria Gurgel
Testemunha: Francisco Canindé Alves Filho
Testemunha: Henrique Neto Gomes de Holanda
Testemunha: Luiz Bertoldo Júnior
Testemunha: Eduardo Henrique Viana de Souza
Testemunha: Francisco de Assis Oliveira Fontes
Testemunha: Larissa Gurgel Trigueiro
Testemunha: Gerse Dantas de Oliveira
Testemunha: Maria Neta Pereira
Testemunha: Zildjane Zilânia Ribeiro Guerra
Testemunha: Diogo Ferreira da Silva
Testemunha: Luiz Maria Alves Neto
Testemunha: Gionara Nascimento De Souza
Testemunha: Maciel de Freitas Silva
Testemunha: Severino Gomes de Miranda
Testemunha: Valdemir Braguini
Testemunha: Alexandre Magnun Alves Dantas da Rocha
Testemunha: Paulo Sérgio Morais da Costa
Testemunha: Maria Cícera Pereira Barbalho
Testemunha: Karina Olímpio Freire Queiroz de Brito
Testemunha: Leniena Lucena Lima
Testemunha: Paulo de Tarso Pereira Fernandes
Testemunha: Renato Borges de Miranda
Testemunha: José Carlos Júnior de Carvalho
Testemunha: Daniel Souza de Brito
Testemunha: Jeziel Revoredo de Macedo
Testemunha: Helena Gabriel Ferreira de Freitas
Testemunha: José Eudes Paulino de Medeiros
Testemunha: Carlos Antônio Alves da Silva
Testemunha: Manuel Ferreira da Silva Neto
Testemunha: Marcelo Brito Medeiros Galvão
Testemunha: Gracineide da Cunha
Testemunha: Eduardo Sanches Farias
Testemunha: Fábio Berckmans Veras Dantas
Testemunha: Miguel Josino Neto (Procurador-geral do Estado)
Testemunha: Luís Antonio Lourenço de Farias (Deputado estadual)
Testemunha: Carlos Koch de Carvalho Neto
Testemunha: Idaísa Mota Cavalcanti Fernandes
Testemunha: Ricardo Gomes da Silva
Testemunha: Marcondes Rodrigues Pinheiro (Ex-comandante PM)
Testemunha: Hudson Pereira de Brito
Testemunha: Teresa Lenira de Brito
Testemunha: Evaristo Lacava de Almeida Jr
Testemunha: Alexandre Carlos Cavalcanti Neto
Testemunha: Francisco das Chagas Pontes Júnior
Testemunha: Saulo Lubambo
Testemunha: Wober Lopes Pinheiro Jr. (Ex-deputado estadual)
Testemunha: Célia Cristina Freire Oliveira Aragão
Testemunha: Henrique Severino da Silva
Testemunha: Roberto Karielli Alves Pinheiro
Testemunha: Sidney Rodrigues dos Santos
Testemunha: Rodrigo Jurema de Assis
Testemunha: Pedro Sérgio Ferreira
Testemunha: Luiz Gomes de Almeida Neto
Testemunha: Diego Duarte Romangueira
Testemunha: Rosalba Ciarlini Rosado (Governadora)
Testemunha: Rossana Mray Sudário
Testemunha: Garibaldi Alves Fiho (Ministro da Previdência)
Testemunha: Manoel Onofre de Souza Neto (Procurador-geral de Justiça)
Testemunha: Patrícia Angelina dos Santos Bezerra
Testemunha: Paulo de Tarso Fernandes (Ex-secretário estadual)
Testemunha: Desembargador Oswaldo Cruz (Membro do TJ envolvido em denúncias no escândalo dos precatórios)
Testemunha: Desembargador Rafael Godeiro  (Membro do TJ envolvido em denúncias no escândalo dos precatórios)
Testemunha: Harald Peter Zwetkoff
Testemunha: José Maria Siviero
Testemunha: Sônia Maria Andrade dos Santos
Testemunha: Vanuza de Cássia Arruda
Testemunha: Celso Ubirajara Russomano
Testemunha: Hélio Gurgel
Testemunha: José Agripino Maia (Senador)
Testemunha: Antônio Siqueira Cabral
Testemunha: Álvaro Dias (Ex-deputado estadual)
Testemunha: José Dias (Deputado estadual)
Testemunha: Getúlio Rego  (Deputado estadual)
Testemunha: Luiz Almir (Ex- deputado estadual)
Testemunha: Ricardo Motta  (Deputado estadual)
Testemunha: Gilson Moura  (Deputado estadual)
Testemunha: Nelter Queiroz  (Deputado estadual)
Testemunha: Walter Alves  (Deputado estadual)
Testemunha: Poti Cavalcanti Júnior  (Deputado estadual)
Testemunha: Gesane Marinho  (Deputada estadual)
Testemunha: Leonardo Nogueira  (Deputado estadual)
Testemunha: Ezequiel Ferreira de Souza  (Deputado estadual)
Testemunha: Antônio Jácome  (Deputado estadual)
Testemunha: José Anderson
Testemunha: Arlindo Dantas (Ex-deputado estadual)
Testemunha: Larissa Rosado (Deputada estadual)
Testemunha: Nelson Tavares Filho
Testemunha: João Batista Soares Lima
Testemunha: Helder de Souza Maranhão
Testemunha: Jose Pegado do Nascimento
Testemunha: Paulo Cesar Medeiros Oliveira Junior
Testemunha: Mauricio de Fontes Oliveira
Testemunha: Luiz Antonio Marinho Silva
Testemunha: Eugenio Leopoldo Rosado Cascudo Rodrigues
Testemunha: Gustavo Henrique Lima de Carvalho (Deputado estadual)
Testemunha: Jorge Luiz de Araújo Galvão
Testemunha: Genildo Pereira da Costa
Testemunha: Raimundo Fernades (Deputado estadual)
Testemunha: Flávio Milfont
Testemunha: Genibaldo Barros
Testemunha: Franciso Sales Matos
Testemunha: Diógenes da Cunha Lima
Testemunha: Marcelo Nobre
Testemunha: Laercio Segundo de Oliveira
Testemunha: Aloisio Nunes Ferreira
Testemunha: José Augusto Delgado
Testemunha: Jorge Confessor de Moura
Testemunha: Marcelo Saldanha Toscano
Testemunha: Fernando Antônio Mendes Duarte
Testemunha: Eduardo Campos Pinheiro
Testemunha: Christopher Joseph Araújo de Maria
Testemunha: Bento Herculano Duarte Neto
Testemunha: Roberto Alexandre Neves Fernandes
Testemunha: Hênio Silva Araújo
Testemunha: Francisco Ramos Alves
Testemunha: Carlos Dantas Texeira
Testemunha: Rafael Barroca
Testemunha: Ivan Oliveira
Testemunha: Carlos Magno Pereira do Nascimento
Testemunha: Jairo Medeiros
Testemunha: Wandick Lopes Texeira Neto
Testemunha: Hindemberg Fernandes Dutra
Testemunha: Marco de Almeida Emerenciano
Testemunha: Silvio Roberto Procópio Jr

Opinião dos leitores

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Judiciário

CNJ impede posse de juiz ao seu segundo desembargador após decisão favorável de Baltazar

Com informações do: Blog do Dina

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) suspenda a posse do juiz Alceu José Cicco no cargo de desembargador. A decisão liminar foi proferida nesta quinta-feira (2) pela conselheira Jaceguara Dantas da Silva.

A medida foi adotada após o TJRN rejeitar, por 10 votos a 4, a promoção do juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, o magistrado mais antigo entre os candidatos à vaga, e, na mesma sessão, escolher Alceu José Cicco para o cargo.

Na decisão, a conselheira afirma que a recusa da promoção de Henrique Baltazar foi fundamentada em elementos apresentados durante a própria sessão de julgamento, sem que o magistrado tivesse oportunidade prévia de conhecê-los ou de se manifestar sobre eles.

Segundo o CNJ, a Resolução nº 106 estabelece que, quando o juiz mais antigo é recusado para promoção por merecimento, o tribunal deve interromper a sessão e conceder prazo de 15 dias para apresentação de defesa antes do prosseguimento do procedimento de escolha do próximo candidato. De acordo com a decisão, esse procedimento não foi observado pelo TJRN.

Nos autos, o Tribunal de Justiça sustenta que os procedimentos disciplinares envolvendo Henrique Baltazar decorreram do reiterado descumprimento de decisões da Câmara Criminal relacionadas à manutenção de restrições impostas a presos. O tribunal também afirma que a postergação da análise da promoção ocorreu por decisão administrativa.

Já Henrique Baltazar argumenta que a recusa levou em consideração fatos posteriores à publicação do edital da promoção e um procedimento disciplinar encerrado por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O magistrado também questiona o quórum da votação, alegando que não foi atingida a maioria de dois terços prevista na Constituição.

Sessão anterior

O processo de promoção já havia sido retirado de pauta na sessão de 17 de junho, após a apresentação de um voto que fazia referência a fatos posteriores ao TAC firmado por Henrique Baltazar. Na ocasião, o julgamento foi suspenso. O tema voltou à pauta em 1º de julho, quando o Pleno do TJRN decidiu rejeitar a promoção do magistrado.

Fundamentação da liminar

Ao conceder a liminar, a conselheira destacou que a posse de Alceu José Cicco antes da conclusão da análise do caso poderia produzir efeitos jurídicos caso a decisão final seja favorável ao requerente. Por esse motivo, determinou que a Presidência do TJRN não dê posse ao magistrado até nova decisão ou o julgamento definitivo do processo no CNJ.

A decisão também registra que, durante a sessão do TJRN, foi levantada a necessidade de abertura do prazo para defesa após a recusa da promoção, conforme previsto na regulamentação do CNJ.

Próximos passos

A decisão tem caráter provisório e não analisa o mérito da controvérsia, ou seja, não define se Henrique Baltazar tem ou não direito à vaga de desembargador. O processo ainda será submetido ao plenário do CNJ para referendo da liminar.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte foi intimado e terá prazo de dez dias para apresentar manifestação.

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Política

Em ano eleitoral, Lula dá menos entrevistas que Bolsonaro deu em 2022

Foto: Ricardo Stuckert

No 1º semestre do ano eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu menos entrevistas exclusivas que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O petista falou 17 vezes com exclusividade de janeiro a junho de 2026. Já o ex-chefe do Executivo falou 41 vezes aos veículos de comunicação no mesmo período de 2022.

No período analisado, o atual presidente privilegiou a Record com duas entrevistas e variou entre outros veículos, priorizando a TV e o impresso. Bolsonaro, por sua vez, deu preferência ao jornal e à rádio do Grupo Jovem Pan, ao SBT, a canais independentes no YouTube e a rádios regionais.

O levantamento foi feito pelo Poder360, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2022 e de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026, com base nas agendas de compromissos dos ministérios e secretarias, além da divulgação das entrevistas pela mídia. São consideradas exclusivas as vezes em que a autoridade falou só a 1 veículo de comunicação.

Apesar de estar em ano eleitoral, Lula manteve um ritmo de entrevistas semelhante ao registrado em 2025.

O resultado, no entanto, fica abaixo do registrado em 2024, quando o petista intensificou sua presença na imprensa durante as eleições municipais e as discussões sobre a sucessão nas presidências da Câmara e do Senado.

Mirando as eleições, Lula tem apostado em uma agenda intensa com anúncios e entregas de programas sociais –como Minha Casa, Minha Vida, Desenrola e Move Brasil. Até maio, o pacote de bondades do petista chegou a R$ 191 bilhões.

Além da diferença no volume de exclusivas, os presidentes adotaram estratégias distintas de comunicação. No 1º semestre do ano eleitoral, Bolsonaro priorizou entrevistas para emissoras de TV, rádios — sobretudo do Grupo Jovem Pan —, SBT, canais independentes no YouTube e rádios regionais. Lula distribuiu as 17 entrevistas entre mais veículos, com duas para a Record, além de conversas com jornais, sites, podcasts e veículos internacionais.

Das 17 entrevistas concedidas por Lula no 1º semestre de 2026, 6 foram para TV, 5 para veículos impressos, 4 para canais no YouTube, uma para site e uma para podcast. Bolsonaro, no mesmo período de 2022, deu 21 entrevistas para TV, 13 para rádios, 6 para canais no YouTube e uma para sites.

Poder360

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Política

‘Cadu tem todas as condições de continuar o trabalho de Fátima’, diz presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que o eleitor potiguar saberá identificar, nas eleições deste ano, quais candidatos representam o projeto político do governo federal e da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, publicada nesta quinta-feira 2, dia em que cumpre agenda no Oeste potiguar para inaugurar o Túnel Major Sales, etapa do Ramal do Apodi da Transposição do Rio São Francisco, Lula defende a pré-candidatura de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado, projeta a consolidação das alianças governistas até agosto e diz confiar que a população reconhecerá os resultados das ações federais no Rio Grande do Norte.

Ao longo da entrevista, o presidente também detalha outros investimentos federais no Estado.
Acompanhe na íntegra:

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Governadora Fátima Bezerra, presidente Lula e o pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier. – Foto: Reprodução

AGORA RN — Como será sua agenda no Rio Grande do Norte? Que compromissos o senhor cumprirá no Estado?

LULA — Vou inaugurar o Túnel Major Sales, que vai trazer da Paraíba para o Rio Grande do Norte a água da transposição do São Francisco. Tenho muito orgulho dessa obra e fico muito feliz de ver que ela está pronta para garantir dignidade a quem vive na região do Apodi, pois só quem já viveu na própria pele uma seca sabe o que isso significa. Com o túnel, poderemos levar a água e, com ela, a saúde e o desenvolvimento para quem vive e produz no sertão. A inauguração representa também mais um passo muito importante para conclusão do Ramal do Apodi, que conta com investimentos de R$ 1,9 bilhão do Novo PAC. Quando iniciamos nosso mandato, apenas 10% tinham sido feitos. Hoje, a execução das obras está em 94% e, até o final do ano, o ramal estará em pleno funcionamento. E fazemos isso porque temos uma certeza: a de que não podemos culpar a natureza, nem a seca, pelos nossos problemas. Pois o que traz a miséria, o que traz as dificuldades não é a falta de chuvas, mas sim a falta de infraestrutura e a falta de cuidado com as pessoas. Por isso mesmo, fiz questão de dedicar uma parte importante do PAC – o Eixo Água para Todos – para garantir a segurança hídrica. E, com isso, seguir trazendo o mesmo cuidado que trazemos há cerca de 20 anos, quando iniciamos esse grande projeto que é a Transposição do São Francisco.

AGORA RN — Com a finalização do Túnel Major Sales, qual a expectativa agora para a obra remanescente do Sistema Adutor do Seridó? Em que estágio o senhor espera deixar a obra até o fim deste mandato?

LULA — A Adutora do Seridó está sendo construída pela Codevasf, com investimentos de R$ 342 milhões, e estamos trabalhando para inaugurá-la ainda em 2026. O que queremos é garantir que a água chegue a cada vez mais regiões do Rio Grande do Norte, que está recebendo R$ 2,8 bilhões do Novo PAC em infraestrutura de segurança hídrica. Além do Ramal e da Adutora, esses investimentos incluem a Barragem de Oiticica, que foi inaugurada em 19 de março do ano passado, em pleno dia de São José. É o segundo maior reservatório de água do estado e beneficia 22 municípios do Seridó. Além dessas obras, temos a Adutora do Agreste Potiguar, que está em fase inicial de implantação e vai garantir segurança hídrica para a região. E estamos recuperando 10 barragens federais no estado, com destaque para os reservatórios de Angicos e Pau dos Ferros, que receberão água do São Francisco pelo Ramal do Apodi.

AGORA RN — Presidente, dois setores importantes da economia potiguar — as indústrias de pescado e de sal marinho — estão entre os mais afetados pelo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos. Que mensagem o senhor tem para os empresários e trabalhadores desses segmentos, que temem por redução das atividades e desemprego? O governo está engajado na abertura de novos mercados para o pescado e o sal potiguares?

LULA — Não estamos deixando ninguém para trás e trabalhamos duro para resolver os problemas causados por essa taxação que não tem nenhuma lógica. Não podemos esquecer, aliás, que essa situação foi motivada por falsos patriotas que colocam seus interesses acima de todos e que não se importam em prejudicar quem vive do trabalho e exporta seus produtos para os mercados americanos. No caso das exportações de pescados, temos atuado fortemente para abrir novos mercados e ficarmos cada vez mais seguros frente aos humores de um país em específico. Desde 2023, já foram 19 novos mercados abertos e, mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras de pescado cresceram no ano passado, chegando a US$ 472 milhões. Estamos agora em outra frente de negociação importante, com a União Europeia. Recebemos em junho uma missão com representantes do bloco e a abertura desse novo mercado poderá aumentar ainda mais as nossas exportações. Por fim, desde o início do tarifaço, lançamos o Plano Brasil Soberano, para garantir melhores condições de crédito para empresas prejudicadas pela queda nas exportações. Só para o Rio Grande do Norte, em 2025, foram aprovados R$ 86 milhões de reais para operações no estado, envolvendo empresas de micro, pequeno ou médio portes.

AGORA RN — Setores da oposição afirmam que o Governo Federal estaria impondo obstáculos à liberação de recursos para obras importantes em Natal, como retaliação pelo fato de o prefeito Paulinho Freire ser adversário político do PT. Frequentemente, são citadas burocracias relacionadas às obras do Hospital Municipal e da requalificação da orla da Zona Leste da capital potiguar (Praia do Meio, Praia dos Artistas e Praia do Forte). Como o senhor reage a essas críticas?

LULA — Fazemos uma gestão republicana e, em momento algum, deixamos de fazer convênios ou repassar recursos a estados e municípios por questões de coloração política. O PAC atende a 99% dos municípios do Brasil. E sempre avaliamos projetos de convênios e parcerias quando eles são consistentes do ponto de vista técnico. A verdade é que os municípios – inclusive Natal – nunca receberam tanta atenção do Governo Federal como estão recebendo agora. Como exemplo, entregaremos em breve o primeiro módulo do sistema de esgotamento sanitário da capital, um projeto de quase meio bilhão de reais que havia sido iniciado no governo Dilma, ficou parado por anos e retomamos em nosso mandato. Só do Novo PAC, os investimentos totais no município para saneamento, obras de mobilidade urbana, contenção de encostas e urbanização de favelas são de R$ 658 milhões. Na capital, o Minha Casa, Minha Vida já contratou a construção de casas e apartamentos para 4,6 mil famílias, com investimos de R$ 680 milhões. Na saúde, voltamos a valorizar o SUS, aumentando em 77% o orçamento para todo o Brasil desde 2023. O Hospital Municipal de Natal recebeu mais de R$ 3,3 milhões em recursos federais em 2025, reforçando nosso compromisso. E, com o Programa Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde criou uma nova Tabela SUS que paga até três vezes mais. São recursos que beneficiam toda a rede hospitalar, seja municipal ou estadual. Com isso, batemos recordes de cirurgias eletivas. No Rio Grande do Norte foram mais de 260 mil, 26% mais que o total realizado em 2022. Esses dados mostram como, nesse governo, os recursos federais chegam a quem realmente precisa: a população que vive em nossas cidades.

AGORA RN — Agora, eleições. Pré-candidatos de outras legendas não aliadas ao PT no Estado tentam associar a imagem à do senhor. O senhor teme que isso pode confundir o eleitor sobre que pré-candidatos efetivamente estão ligados ao projeto do PT? E, nesse sentido, o senhor pretende ter atuação na campanha do RN deixando claro quais são os candidatos do “Time de Lula”?

LULA — Temos uma chapa muita boa para o Rio Grande do Norte, encabeçada pelo Cadu Xavier, que concorre ao governo pelo PT com todas as condições de dar continuidade ao trabalho que vem sendo conduzido pela companheira Fátima Bezerra, e temos também ótimos candidatos ao Senado. Até agosto, poderemos fechar todas as alianças, mas tenho certeza de que construiremos um grande time para disputar a bancada estadual e a federal mesmo que, muitas vezes, a dinâmica da política local não seja igual à da disputa nacional. Mas fico bastante tranquilo com isso, porque sei que o eleitor saberá reconhecer quem está do lado de um projeto que realmente melhora a vida da população brasileira. Inclusive os potiguares, que viram tantos avanços acontecerem em seu estado desde 2023. Estou falando dos R$ 31,6 bilhões do PAC destinados ao Rio Grande do Norte até o fim deste ano. Dos 84,5 mil estudantes beneficiados pelo Pé-de-Meia e das 49 mil moradias do Minha Casa, Minha Vida contratadas para as famílias potiguares. Tudo isso é símbolo de um projeto democrático, que traz oportunidades para a população, gera recordes de emprego e resolve antigos problemas, nos colocando cada vez mais longe do Mapa do Fome. É isso que está em jogo – e é isso que o eleitorado saberá escolher.

Agora RN

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Judiciário

Firma sancionada nos EUA recebeu R$ 514 milhões da rede de lavagem do Careca do INSS

Foto: Vinicius Schimidt

Uma das empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nessa quarta-feira (1º/7), por suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu R$ 514 milhões de uma firma suspeita de integrar a rede de lavagem de dinheiro usada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

A empresa em questão é a Victory Trading Intermediação de Negócios, pertencente a Victor Henrique de Oliveira Shimada.

Em apenas um ano, entre setembro de 2023 e setembro de 2024, ela recebeu R$ 514,5 milhões da Wave Intermediações, considerada um dos principais CNPJs da chamada de rede Arpar.

A rede Arpar é um grupo de mais de 40 empresas relacionadas entre si, com indícios de serem de fachada, usadas para lavagem de dinheiro, segundo a CPMI do INSS. O nome vem de uma das firmas do grupo, pertencente a um associado do Careca do INSS.

No relatório final da CPMI, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), a rede Arpar é descrita como uma “estrutura de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 39 bilhões e é responsável pelo branqueamento dos recursos desviados no esquema do INSS”.

A Wave Intermediações, que repassou os R$ 514 milhões para a Victory, não parece ter relação com a outra empresa sancionada pelos EUA nesta quarta-feira: a Wave Construções Inteligentes.

Além da Victory e da Wave Construções, os EUA sancionaram Victor Shimada e uma outra empresa dele, a Pixwave Soluções de Pagamentos. Também foram punidas uma secretária de Victor, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, e uma empresa de Portugal chamada Avenidas Flutuantes Unipessoal.

É a primeira vez que os EUA fizeram uma sanção por elo com o PCC depois de o país enquadrar a facção como grupo terrorista.

Metrópoles

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Saúde

Fogaça sofre acidente de moto e denuncia roubo de aliança em hospital

Screenshot

Foto: Reprodução

apresentador Henrique Fogaça, 52, abriu o jogo sobre ter se ausentado das gravações do MasterChef Brasil por dois episódios ao longo da 13ª temporada.

Na última quarta-feira (2), o chef de cozinha usou as redes sociais para relatar ter sofrido um acidente de moto em maio. Além disso, contou que, durante sua passagem pelo hospital teve a aliança de casamento roubada.

“Salve, salve, firmeza. Aí, todos os meus seguidores, as pessoas que me acompanham no MasterChef, venho aqui para fazer uma nota de esclarecimento. Eu não expus isso há quase dois meses atrás, mas vou falar aqui agora: dia 5 de maio, voltando do MasterChef na Castelo Branco, eu peguei óleo na pista, estava a 120 por hora, caí e não morri por Deus, porque meu santo é muito forte, mas eu não pus isso na mídia”, começou.

Na sequência, Fogaça afirmou que, diante da ausência no reality show culinário da Band, alguns veículos citaram que estaria fora da competição, o que não é verdade. “Para que fique claro aqui, eu não ia expor, mas eu sempre trabalhei muito, inclusive eu poderia ficado, sei lá, trinta, quarenta dias afastado com o acidente que eu tive”, continuou.

“Eu quebrei três costelas, bati a bacia, quase trinquei, f*di a perna, ralei minhas pernas, f*di a perna e o tornozelo, ralei meu joelho, minhas pernas e a mão, foi brutal”, seguiu detalhando.

Ainda na publicação, o chef compartilhou fotos fortes das lesões e acrescentou dizendo que sua aliança foi roubada. “Ainda por cima roubaram minha aliança no hospital. Fui dar conta dois dias depois. Ligamos no hospital mas disseram que não sabiam de nada”, legendou.

CNN

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Política

Maioria dos bolsonaristas reprova vídeo de Michelle sobre Flávio, aponta pesquisa Atlas

Foto: Reprodução

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2) aponta que a maioria dos eleitores de Jair Bolsonaro desaprova a decisão de Michelle Bolsonaro (PL) de publicar um vídeo envolvendo um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo o levantamento, 78% dos brasileiros afirmam ter assistido ao conteúdo divulgado pela ex-primeira-dama.

Entre os eleitores de Jair Bolsonaro que viram o vídeo, 65,6% disseram discordar da atitude de Michelle, enquanto 26,5% concordaram com a publicação. Outros 7,8% não souberam responder.

No recorte do eleitorado geral, o cenário é diferente. Entre todos os entrevistados que assistiram ao vídeo, 51% afirmaram concordar com a decisão de Michelle de expor a divergência, enquanto 35,1% discordaram e 13,7% não opinaram.

O episódio ganhou repercussão após Michelle relatar publicamente um desentendimento com Flávio Bolsonaro e afirmar ter sido desrespeitada em discussões internas do PL. Segundo ela, o senador teria adotado postura ríspida e defendido que ela ficasse fora de decisões partidárias.

Após a repercussão, Flávio Bolsonaro pediu desculpas e afirmou que não teve intenção de ofender a ex-primeira-dama. Ele disse ainda que divergências políticas não representam ruptura de princípios.

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Política

EMPATE TÉCNICO: 37,6% veem aliados de Lula no caso Banco Master e 36% de Bolsonaro, aponta Atlas

Foto: Reprodução

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (2) mostra um cenário de forte divisão política na percepção dos eleitores sobre o caso Banco Master.

Segundo o levantamento, 37,6% dos entrevistados acreditam que aliados do presidente Lula (PT) estão mais envolvidos no caso. O número configura empate técnico com os 36% que apontam maior responsabilidade de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outros 17,1% afirmam que todos os grupos políticos estão igualmente envolvidos no episódio. Já 6,1% atribuem o caso principalmente a lideranças do Centrão. Os indecisos somam 3,1%.

A pesquisa também avaliou o nível de conhecimento sobre o caso envolvendo o senador Jaques Wagner (PT). Ao todo, 71,4% disseram acompanhar de perto as investigações, enquanto 22,5% afirmaram ter ouvido falar, mas conhecer poucos detalhes. Outros 6,1% disseram não ter conhecimento do tema.

O questionário foi incluído após a Polícia Federal investigar um possível vínculo entre o entorno do senador e estruturas relacionadas ao Banco Master. Segundo a corporação, foram identificados elementos que indicariam possível recebimento de vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, por meio de pessoas próximas e estruturas societárias.

Após a abertura das investigações, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Lula. Ele afirmou que sua prioridade é provar sua inocência e concentrar-se em sua reeleição e no apoio ao governo federal.

Os advogados do senador negam irregularidades e afirmam que ele não participou de atos que tenham favorecido o banco, alegando que teriam ocorrido erros na condução da operação.

Metodologia

A pesquisa ouviu 4.999 eleitores entre 26 e 30 de junho. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-04582/2026.

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Geral

[VÍDEO] NO LIMITE: único centro de queimados do RN segue com reforma travada em menos de 2% e funciona lotado no Walfredo Gurgel

Imagens: Reprodução/Band RN

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, enfrenta um cenário crítico. A unidade, única referência especializada do RN, opera com 100% dos leitos ocupados e ainda mantém 11 pacientes internados em outros setores do hospital.

Ao mesmo tempo, a reforma da estrutura do CTQ, iniciada há quase dois anos, teve avanço inferior a 2% do projeto previsto, segundo informações repassadas pela coordenação da unidade.

De acordo com o coordenador do CTQ, Dr. Marco Almeida, a situação compromete diretamente a capacidade de resposta em casos de maior gravidade, como acidentes com múltiplas vítimas, que exigem estrutura hospitalar especializada e integrada.

“É muito preocupante. Temos somente um centro de tratamento de queimaduras no RN. A estrutura está comprometida porque a reforma foi iniciada há quase dois anos e avançou menos de 2%. Hoje estamos com 100% de ocupação e pacientes distribuídos pelo hospital”, afirmou, em entrevista à Band RN.

Ele também destacou o risco operacional em situações de emergência coletiva. “Se tiver um acidente grave numa indústria ou shopping, como vamos atender múltiplas vítimas? Estamos no limite”, disse.

O médico reforçou ainda que o tratamento de grandes queimados exige equipe multidisciplinar completa, com profissionais de diversas áreas da saúde.

Segundo ele, a ausência de estrutura adequada aumenta a pressão sobre o sistema e limita a capacidade de atendimento especializado no estado.

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Política

Presidente do PL extingue comando do PL Mulher e diz: “Ninguém tem o tamanho de Michelle Bolsonaro”

Foto: Reprodução

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu extinguir o comando nacional do PL Mulher nesta quarta-feira (1º), um dia após a saída da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro da função.

Segundo Valdemar, a decisão foi tomada porque o partido não possui, no momento, um nome com o mesmo perfil político para substituir Michelle na estrutura nacional.

“Já extingui hoje o comando do PL Mulher. Não temos ninguém com o tamanho de Michelle para substituí-la”, afirmou o dirigente em entrevista à CNN.

Com a mudança, o PL passa a concentrar a atuação do movimento feminino nos diretórios estaduais, modelo que já vinha sendo estruturado sob a liderança de Michelle nos últimos anos.

A saída de Michelle do comando nacional foi comunicada na terça-feira (30) e ocorre em meio a um ambiente de tensão interna envolvendo lideranças do partido, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

Em nota, Valdemar afirmou que a ex-primeira-dama fez um trabalho considerado positivo à frente do PL Mulher e que sua decisão deve ser respeitada, destacando ainda que divergências internas não superam a unidade partidária.

Michelle, por sua vez, informou que deixou o cargo para se dedicar à família e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de mencionar a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, decisão que ainda não está definida.

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Polícia

PF obtém mensagens em que Vorcaro mandou vasculhar vida de jornalista: “Preciso calar essa mulher”

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Mensagens encontradas pela Polícia Federal indicam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que era preciso “calar essa mulher”, em referência à jornalista Malu Gaspar, de O Globo, em meio a uma tentativa de levantar informações pessoais para impedir a publicação de reportagens sobre o Banco Master.

Segundo mensagens reveladas pelo portal Fatos Online e confirmadas pela CNN Brasil, Vorcaro afirmou que era preciso “encontrar algo dessa mulher no pessoal”.

Em resposta, o publicitário Thiago Miranda afirmou que não havia encontrado “absolutamente nada” e disse que a jornalista não tinha “nem multa na CNH”.

As conversas também indicam que Miranda teria acessado dados financeiros da jornalista, como renda e movimentações bancárias. Os dois ainda comentam detalhes sobre o veículo utilizado por Malu Gaspar.

As mensagens teriam sido trocadas entre março e abril de 2025, período em que reportagens sobre o Banco Master estavam em fase de preparação.

Em outro trecho das conversas, Vorcaro volta a afirmar que era preciso “calar essa mulher”. Na sequência, aparece a sugestão de oferecer um contrato milionário à jornalista.

Os dois também discutem estratégias para responder aos questionamentos feitos por Malu Gaspar durante a apuração das reportagens.

Esta é a segunda vez que jornalistas de O Globo são citados nas investigações envolvendo Vorcaro.

Em março, a CNN Brasil informou que a Polícia Federal havia identificado mensagens nas quais o ex-banqueiro determinava ameaças contra pessoas consideradas prejudiciais aos seus interesses, entre elas o colunista Lauro Jardim.

O Globo

Em nota divulgada nesta quarta-feira (1º), O Globo repudiou o que classificou como uma devassa contra a vida da jornalista e defendeu uma apuração rigorosa do caso.

O jornal afirmou que as mensagens revelam uma tentativa de intimidar a imprensa e informou que continuará acompanhando o andamento das investigações.

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