O sociólogo Robson Braga, em artigo que chegou ao BlogdoBG, saiu em defesa do professor Alípio Sousa, alvo de protesto de alunos em uma situação que ganhou contornos dramáticos na UFRN.
Tudo começou com uma contenda entre o professor e uma aluna e, agora, o evento não para de ter desdobramentos.
Importante destacar que as origens do fato já não são mencionadas. Os recentes episódios tratam agora de uma luta entre o professor Alípio e alunos e docentes, razão pela qual segue o texto abaixo que o blog achou pertinente publicar:
por Robson Braga – Sociólogo
Nós que fomos alunos do Alípio bem sabemos do que se trata: Alípio sempre foi um incômodo para muitos dos seus colegas professores, assim como para muitos alunos.
E por uma razão muito simples: exigir que alunos e professores da universidade cumpram os seus papéis respectivos de acordo com a natureza da instituição.
Professores devem ter conhecimento, devem estudar, pesquisar, escrever e ensinar. Alunos devem estudar e aprender com seus mestres.
É para proporcionar esse encontro entre mestres e alunos autênticos que a universidade existe.
Mas muitos, não sendo capazes, por falta de vocação, de exercer um desses papeis, se empenham em produzir simulacros: professores “democráticos”, que não assumem efetivamente a condução de suas aulas porque não têm o que transmitir, não estudaram e não estudam, não pesquisam, e para disfarçar essa disfunção transformam a aula numa espécie de assembleia permanente.
Alunos que aproveitam essa fuga da responsabilidade dos professores para fugirem também das suas, deixando de estudar efetivamente para se transformarem em “opinadores”, tagarelas do senso comum, empulhadores.
Por sempre ter combatido esses dois tipos, em palavras e pelo seu próprio exemplo, Alípio foi colecionando inimigos ao longo dos anos. Inimigos que agora se aproveitam de um factoide hipócrita para atacá-lo covardemente. É disso que se trata.
Foto: Divulgação
Um esclarecimento. O que foi publicado como "artigo" que eu teria escrito é um simples comentário feito de modo casual a uma postagem no Facebook de um ex-colega do curso de Ciências Sociais da UFRN. Não me importo que seja replicado como uma síntese da minha posição a respeito desse episódio que considero deprimente, fruto de equívoco, fanatismo e ignorância ou má fé. Se é para chamar a atenção para a grave injustiça que está sendo praticada contra o professor Alípio, concedo de boa vontade a publicação. Mas me oponho à interpretação que o blog dá na apresentação do meu texto e muitos dos comentários que infelizmente fui obrigado a ler. Dizer que eu estou "expondo misérias da UFRN" é uma distorção, provavelmente mal intencionada das minhas palavras. Digo "mal intencionada" porque vejo uma relação entre a conotação que o editor do blog deu ao meu texto e as manifestações raivosas, equivocadas e totalmente divergentes em relação ao meu ponto de vista que vi em muitos comentários feitos pelo que imagino serem os leitores contumazes do blog. Meu texto contem uma crítica à atuação de parte dos alunos e professores da universidade, mas eu jamais incorreria na generalização que fazem alguns dos comentários. Por isso preciso acrescentar que tenho muito orgulho de ter me formado em Ciências Sociais na UFRN no começo dos anos 1990; tive o privilégio de aprender com excelentes professores e com muitos colegas no ambiente mais rico e propiciador de inteligência e de pensamento crítico que é a universidade, especialmente nos cursos de ciências humanas. Imagino que o ódio que vejo em comentários ferozes contra a universidade é fruto da onda de fanatismo ultra-conservador que capturou a mente de parte de uma classe média brasileira, com consequências funestas para a vida política brasileira. Não compactuo com a abjeta animosidade que leva fanáticos ignorantes a taxar de "vagabundos" os estudantes de ciências humanas, filosofia, artes. Repudio com veemência o desprezo e o ódio manifestos contra a universidade pública e o pensamento de esquerda. A crítica ao desvirtuamento da vida universitária no Brasil só pode ser feita com propriedade pelo pensamento que vê a universidade pública e gratuita como um direito imprescindível de uma sociedade que precisa corrigir graves desigualdades sociais e como um instrumento imprescindível para a constituição de um pensamento crítico que se coloque como salvaguarda contra o proto-fascismo que se manifesta hoje em nosso país em figuras como Bolsonaro e a horrorosa, nefasta legião de seus desmiolados seguidores. Ou seja, tal crítica só é de fato coerente quando vem do pensamento de esquerda, afinado com os anseios da maioria do povo brasileiro. Imagino, na verdade tenho certeza, que esses seguidores de Bolsonaros e que tais, dotados de uma robusta ignorância convertida em ódio, são pessoas que teriam se beneficiado muito de ter assistido aulas com os bons professores dos cursos de ciências humanas da UFRN ou de outras universidades públicas do país.
Bom dia Robson. Nos foi enviado por um amigo incomum seu e do professor Alípio como um artigo. Por isso a publicação, justamente para fazer um contraponto. Sobre o titulo, o juízo de valor foi nosso mesmo porque essa é a leitura que fizemos.
Jovem, nao confunda as coisas. Todo mundo tem o direito de pensar diferente. Não ser de esquerda não me coloca imediatamente na condição de ignorante. Não compartilho de sua orientação ideológica e me considero em sintonia com uma parcela considerável da sociedade. Ter o direito de pensar diferença exige respeito do parte da intelectualidade da esquerda. Se resistimos (na UTI) diga-se de passagem, a Lula e Dilma, tiraremos de LETRA 4 anos de Bolsonaro.
Defenda o quanto quiser o indefensável. Até a maneira como o dito professor fala com a aluna é completamente fora de proporção para quem se considera um educador. Além disso, as palavras escolhidas, os argumentos utilizados, são péssimos vindo de alguém que se considera um intelectual. Usando sua posição privilegiada para humilhar publicamente alguém em condição desprivilegiada, ridículo para um professor de Universidade pública. Aliás, ele deve lembrar que o salário dele, de R$ 20.000, como ele mesmo disse, é pago por todos e, portanto, ele que dê o devido respeito ao aluno que ganhou o direito de estar ali.
Até nesse caso, os doentes da direita destilam seu ódio e frustações.
O q fizeram pra essa gente ter tanto ódio do povo da esquerda?
Por q tanto rancor, ódio e raiva?
0 professor Alípio sempre foi comprometido com o ensino das ciências sociais. Um profissional dedicado.
Essas pragas esquerdistas estão acabando com a Ufrn.
Fui aluno da UFRN, passeando pelo CCHLA e CCSA por longos anos, obtendo formação em três áreas diferentes. Posso dizer q vi d tdo. Tempos d glória e tempos d lamentos. Tempos d concórdia e tempos d discórdia… O episódio em lide, envolvendo o prof.Dr. Alípio, não é fato inédito. A diferença entre esse e os ocorridos no passado é q , nos d outrora, Diretores d Centro e corpo docente desembainharam espadas para defender o professor envolvido. Agora, tentam fazer pregar o eminente mestre Alípio numa estaca. Entendo q matéria lecionada a adultos, em sala fechada, em regra, não deve ser assistida por crianças, para o bem dessas, cuja sensibilidade deve ser preservada. Acredito – e espero – q a estaca preparada p o Dr. Alípio, professor de escol, por décadas dedicado aos discentes e ao campo das pesquisas, sirva antes para açoitar a vergonha d tantos quantos sejam os perseguidores incompetentes e invejosos. Ao contrário d Pilatos, não lavo as mãos. No tocante ao episódio da aluna com a criança em sala d aula, estarei ao lado do professor na luta contra os "fariseus hipócritas" da UFRN.
Excelente texto. A UFRN se transformou num lixão cheio de lunáticos da esquerda.
Partidarização política nesse caso, e no artigo acima não tem nenhuma relação direta, a meu ver. Como o Brasil está chato e perdido ,junto com a população !
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No ALVO, Robson Braga. Infelizmente a UFRN preferiu enveredar pelo "lado podre" da história. A maioria dos docentes, creio, professa o "credo" marxista leninista, misturado com as safadezas Fidel Castro, Hugo Chaves, Nicolás Maduro, Evo Morales, Kim Jong-un e caterva. É uma nojeira só o PeTralhismo de seus "professores" e de boa parte dos alunos, os quais deveriam estar em qualquer lugar, menos numa instituição de ensino superior paga pelos contribuintes. Algo tem que ser feito para retirar a UFRN da UTI moral na qual se encontra. O professor pode ter errado nos modos de tratar o assunto, mas deve ser respeitado pois é um dos que dá conta do recado. As pessoas precisam entender que sala de aula não é creche. Imaginem só o "caldo" que daria se cada mãe-aluna levar o filho para dentro da sala de aula. Aliás é sempre bom lembrar que o professor é a autoridade maior dentro de uma sala de aula e não o aluno. Há algo de muito errado nisso tudo. A senhora reitora deveria ouvir os Colegiados Superiores sobre este problema (e outros) pelo qual passa a instituição.
Apóio o Professor Alípio de Sousa Filho. Fui aluna dele em 1992, quando cursava Psicologia na UFRN. Como no meio do semestre, inicou-se a minha Licença Maternidade aos 8 meses de gestação tive o privilegio de te-lo como professor em estudo individualizado na sua pequena sala no CCHLA. Eu lia capitulos indicados e trazia duvidas e questões para debatermos. Foi muito rico, exigente tambem, mas ele me preparava para a escrita de um mini TCC que seria entregue ao final do semestre, quando entao eu ja estaria em casa no puerpério da minha filha, e escrevendo. Foi tudo tranquilo. Eu amamentava e escrevia o trabalho, com base nos livros de Peter Berger e outros de Michael Foucault. Aprendi tanto e fui tão bem tratada e acolhida nessa relação Professor/Aluna que, anos depois, já Psicologa e mestranda da UFPB, em 2009 eu e meu Orientador de Mestrado- o médico Eymard Mourão Vasconcelos- convidamos o Prof.Alípio para compor a banca de defesa, e ele aceitou.
Assim, sei de sua autenticidade e posturas firmes e fortes, coerentes com a seriedade ética, profissional e científica com que aborda o cotidiano acadêmico. Isto é implicação, no sentido de compromisso. Tomando-se como base a "Análise Institucional" de René Lourau, Alípio corajosamente -e sim , como verdadeiro Cientista Social que é- não se abstém e não se acovarda em incluir os tensionamentos que se revelam nas relações humanas, entre os atores sociais dos espaços institucionais da Academia, e prontamente os problematiza !
Isso faz, por seu compromisso ético e coerencia entre ser Docente e ser um Cientista Social. O efeito de posturas como estas é estudado por autores da Anáise Clinico Institucional: Efeito intercessor, que ao incluir os tensionamentos produz demandas, que por sua vez pedem gestão ampliada de fragilidades admnistrativas que vém a tona. No caso: Espaços de Creches na UFRN, matutino vespertino e noturno, evidentemente. Inclusive vinculado talvez ao SEPA do Depto. de Psicologia, com assistencia psicologica aos discentes que, acumulados em seus papeis sociais de parentais, estudantes e trabalhadores possam receber apoio psicologico a fim de que melhor contato façam com suas prioridades existenciais, e seus projetos de vida academica, profissional e pessoal. O aumento de sofrimento psiquico e labilidade emocional entre os jovens universitarios, é hoje um fato. O Ensino EaD tem sido uma boa escolha.
Enfim, os "analisadores" suscitados pela problematização dos tensionamentos, produzem "efeitos intercessores" ( no caso, a criança ja ganhou uma bolsa de creche integral segundo noticiado). Efeito intercessor provocado por profissionais implicados e comprometidos, com a defesa intransigente de sentidos, princípios e diretrizes da missão institucional-(no caso aqui, da Universidade Federal)- pedem sempre uma cuidadosa "Análise da Demanda" pela UFRN, no caso, e tambem certamente pelos militantes estudantís. Provoca incomodos sim, principalmente nos que preferem a inércia e o habito de se dar um jeitinho.
Enfim, apóio o Prof.Alípio desde o início, por seu compromisso ético em defender não só o espaço academico (imaginem uma sala de aula de ensino superior com duas, tres, quatro crianças. Pois democraticamente, se um aluno tiver direito, todos terão).
Mas principalmente apóio por ter o Profesdor Alípio nesse episódio, defendido o bem estar e desenvolvimento saudável desta criança de 5 anos, que em fase de alfabetização, e portanto necessitada de no mínimo 8 a 10 horas de sono por dia, teria que cumprir horario noturno em sala de aula com sua mãe, por um semestre inteiro, somando desgastes físicos, emocional e mental.
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Aqui precisa ter EMOJI para bater palmas !!! Palmas para O sociólogo Robson Braga. Disse tudo.
Fechem todos os olhos e ouçam palmas.
????? procure bem que vc irá encontrá-los.
É lamentável ver a UFRN chegar a tal ponto. Priorizando a vagabundagem de esquerdistas travestidos de estudantes e professores. O Texto do PROFESSOR ROBSON BRAGA reflete a triste realidade da atual UFRN.
Parabéns ao Dr.Robson Braga.Cirúrgico!
As Universidade públicas se transformaram em comitês políticos esquerdistas, que abrigam toda sorte de vagabundos, que acham que democracia é vandalizar,pregar a anti-ética e os maus costumes.
Até que enfim um texto coerente com a vida de um Professor em sua tarefa árdua de formar cidadãos, seja ele de faculdade ou colégios o Professor neste país é tratado como ninguém, até pelas próprias instituições que deveriam protege-los.
Parabéns, pelo belo texto.
POBRE NÃO É AQUELE QUE NÃO TEM RECURSOS, POBRE SÃO AQUELES QUE NÃO SABEM UTILIZÁ-LOS CORRETAMENTE.
Há um tempo, o saudoso Prof. Jalles Costa candidatou-se a Reitor da UFRN. Slogan da campanha: "Professor ensinando; aluno estudando; e funcionário trabalhando". Resultado: perdeu as eleições.
Tranquiliza-me perceber que há sim muitas vozes coerentes em favor do professor. Desde o início, quando percebi que pelo fato de ele ter sido grosso, a horda de estúpidos apresentaram ferozmente suas falácias e, quando me coloquei em favor do professor, fui quase que insultada nas redes sociais. A UFRN hoje tem seu nome na lama, principalmente o setor de humanas sobre o qual paira eternamente uma nuvem de maconha. Não raro, ouvimos depoimentos de jovens que optam por instituições privadas em detrimento de um curso na UFRN. Enquanto a reitoria e os departamentos forem dirigidos por gestores que defendem políticas de Esquerda, veremos, numa escala menor, a Venezuelização da UFRN.
Infelizmente nossa UFRN perdeu a essência, concordo plenamente com suas colocações,enquanto os petistas que lá existem apoiando o que não correto, já mais teremos uma UFRN como antigamente. Esse tipo de coisa não acontece na universidade privada. Os alunos sabem que se não se esforçarem ficará no prejuízo financeiramente e também em conhecimentos.
Mimimi de quem realmente que sair do foco que é estudo e conhecimento,bando de vagabundos em serviço da desordem
Alunos e professores que desrespeitam um Professor de referencia não para a UFRN, mas também para o nosso Estado, não merecem credibilidade.
Parabéns pelo excelente e contundente texto que expõe a mediocridade reinante na academia de forma clara e objetiva!
Ora factoide …
Muito bem escrito, disse tudo, não há nada o que acrescentar.
Texto excelente.
Explicou bem direitinho o que acontece nos esgotos da esquerda universitária.
A UFRN é refém de seus excessos. Excesso de liberdade, excesso de irresponsabilidade, excesso de proteção e por aí vai.
Até as pedras sabem que lá, principalmente na área de humanas, impera o vitimismo. Os alunos, em regra, de rarefeita condição de produzir um texto de 20 linhas, são retrato perfeito e acabado da vagabundagem acadêmica, já alguns professores que por covardia preferem pagar de progressistas, não teriam lugar em nenhuma birosca de venda de café numa rodoviária de interior…
não tem justificativa para tamanho ódio seu e dos outros comentaristas aqui em relação a UFRN, só tem fundamento o que você fala ante a polarização e o ódio ideológico implantado no nosso país, frases sem fundamento e achismos. Incidentes acontecem em qualquer instituição e justamente pela UFRN não ser perfeita também acontecem lá e que seja tratado e solucionado. Entretanto, a importância da Universidade pública no Brasil é fundamental e insubstituível, somente ela hoje é capaz de proporcionar um desenvolvimento real a nação, pois só ela produz coisinhas chamadas Pesquisa e Extensão, ao contrário das grandes impressoras de diplomas, infelizmente não há retorno financeiro para tal investimento a curto prazo e o eterno sofrido empreendedor brasileiro não tem interesse em tais áreas.
Esperando as dezenas de comentários nas notícias, deste mesmo blog, abaixo também sobre a UFRN:
https://blogdobg.com.br/estudante-de-jornalismo-da-ufrn-vence-concurso-nacional/
https://blogdobg.com.br/professor-da-ufrn-e-novo-membro-da-academia-brasileira-de-ciencias/
https://blogdobg.com.br/ufrn-abre-inscricoes-de-municipios-para-trilhas-potiguares-2018/
https://blogdobg.com.br/ufrn-conquista-titulo-nacional-no-beach-soccer-feminino/
https://blogdobg.com.br/ranking-mec-divulga-lista-com-as-melhores-universidades-e-faculdades-do-pais-ufrn-em-25o-na-categoria/
https://blogdobg.com.br/com-1650-vagas-continuam-abertas-as-inscricoes-em-cursos-do-pronatec-ofertados-pela-escola-agricola-de-jundiai-da-ufrn/
https://blogdobg.com.br/pesquisadores-da-ufrn-desenvolvem-pesquisa-com-larvas-em-paciente/
Antônio, com todo respeito, principalmente porque não o conheço. Reconheço que há departamentos da UFRN em que as coisas funcionam, principalmente os da área tecnológica e biomédica. No entanto, muito pouco ou quase nada de bom sai do setor de humanas. Muito das pesquisas oriundas dos cursos de letras e pedagogia poderiam ser aplicadas em escolas, no sentido de eliminar o fracasso escolar, mas toda verborragia existente nas salas de aula, além de fazerem os alunos cobaia de "métodos/metodologias" que recebem todo tipo de nome, não mudam a realidade simplesmente porque a maioria dos alunos desses cursos ou nao tem vocação, ou nao tem competência. O produto intelectual gerado nos departamentos de humanas só tem visibilidade para os integrantes da comunidade universitária e ponto final. Por outro lado, o que tem demasiada visibilidade é o fato dos alunos de humanas – não a maioria é claro – terem atrelado à sua imagem universitários, a imagem de usuários de drogas e militantes de esquerda, defensores de ideias que ferem de forma agressiva tudo que é considerado "tradicional". De modo que é válido se perguntar: qual a função social deste curso? Se há esses cursos de extensão, o que exatamente é feito em prol da comunidade. Trilhas potiguares? Viajar e tirar fotos de pessoas carentes? Ouvir suas histórias? O problema é que esse projeto não é restrito ao setor de humanas. Todos os demais cursos podem participar, pelo era assim no meu tempo. Para que serve de fato – em termos de aplicação/retorno para sociedade – o que é feito em pesquisa em humanas?
Exatamente isso!
Robson, parabéns pelo texto. O que mais me causa espécie é ver colegas de profissão do Alípio aproveitando a oportunidade para compactuar com o caos. Por que será? Manifestação deve ser feita para disponibilização de creches nos três turnos para essas mães alunas, onde os alunos_UFRN de pedagogia, psicologia e pediatria poderiam, a título de estágio, integrá-las e recepcionar as crianças enquanto as mães estudam.
A Universidade hoje é apenas um amontoado de seguidores da Seita Petista, formando uma leva de analfabetos funcionais.Ciência que é bom,a Universidade não sabe mais o que é . !!!!!!!!!
Belas palavras.
Exatamente. Visão correta, percepção lúcida, resumo da ópera.
Concordo plenamente com o autor. Estamos numa sociedade de hipocrisia, o professor faz de conta que ensina e o aluno faz de conta que aprende. Quando há ruptura deste pacto da mediocridade, o professor se torna alvo de ataques, como foi o caso recente na UFRN. A sala de aula é lugar sagrado, palco de aprendizado e estudos profundos universais, não cabe a presença de crianças neste ambiente. Cada coisa no seu lugar! Existe ambiente específico para as crianças, que com certeza não é na sala de aula de um curso universitário. Não sei de que forma o professor solicitou a saída da criança da sala, se foi de forma educada e sem constranger a mãe e os demais alunos, não vejo nenhum problema!
Parabéns Robson, muito Boa suas palavras em defesa do nobre Professor. Atitude coerente de Alípio, contrastando com a hipocrisia reinante em nossa sociedade.
Excelente o artigo, mostra com clareza o papel de ambos os lados na instituição de ensino.
Cabe a sociedade exigir do poder público condições de apoio como creches para crianças enquanto as mães estudam e/ou trabalham.
Não é um problema que pode ser colocado como culpa do professor – ele fez o papel dele como educador – imaginem se todos os alunos resolvem levar seus filhos para salas de aulas?
É uma questão de bom senso que faltou aos alunos que foram em defesa da aluna esquecendo o papel da instituição.
Precisamos saber discernir os fatos para assim adotar uma posição e não no calor da emoção.
Muito pertinente as colocações!
Muito bem colocado.
Que me desculpem os fariseus, mas tiro o meu chapéu para o professor e mestre Alípio.
Muito bem cilocado
Excelente artigo! Meus parabéns ao Professor. O Setor II da UFRN há muito é celeiro de vagabundos, com as honrosas exceções. Se a polícia civil trabalhar com foco na área, causará um grande abalo no mercado de consumo e venda de drogas no RN.
E assim segue o Brasil. Devemos combater sim a grande roubalheira do dinheiro publico do Brasil.
Excelente ponderação! Parabéns ao autor pela coragem na tomada de posição e ao blog pela divulgação.