Instagram começa a banir do app emojis com conotação sexual

Foto: Reprodução/Emojipedia

Instagram começou a banir emojis com conotação sexual, como os ícones de pêssego e beringela. A medida faz parte de uma série de novas regras incorporadas aos termos de uso do Facebook, empresa proprietária da rede social, para diminuir “propostas implícitas ou indiretas de solicitação sexual” entre os membros da comunidade. A informação foi divulgada na última quarta-feira (23) pelo XBiz, portal de notícias sobre a indústria de conteúdo adulto.

A nova política das empresas de Zuckerberg, ajustada pela última vez em agosto, afirma que “emojis ou cadeias de emojis de caráter normalmente sexual e contextualmente específicos” não serão permitidos na rede social. Isso significa que legendas e comentários que combinem emojis como pêssego, beringela e gotas d’água a textos de cunho sexual poderão ser removidos.

Os padrões da comunidade também proíbem o uso de emojis para censurar partes íntimas em fotos e o compartilhamento de links para sites pornográficos externos. Segundo o Facebook, as medidas têm o objetivo de impor limites a conteúdos que “facilitam, incentivam ou coordenam encontros sexuais entre adultos”. Usuários que violarem as regras sucessivas vezes podem ter a conta suspensa.

As novas diretrizes de comportamento foram criticadas por alguns usuários, que acusaram as empresas de censura. Ao jornal The Independent, porém, um representante do Facebook disse que a plataforma não estava tomando medidas simplesmente contra os emojis. “O conteúdo só será removido do Facebook e Instagram se contiver um emoji sexual junto a solicitações implícitas ou indiretas por imagens contendo nudez, sexo ou parceiros sexuais ou bate-papos de sexo”, explicou o porta-voz da empresa.

Globo, via Facebook e The Independent

Mulheres acham sem graça anúncios de conotação sexual – a menos que estejam associados a produtos caros

O imaginário sexual explorado com frequência em anúncios de TV e revistas, geralmente para estimular a compra de novos produtos, não tem chamado muito a atenção de mulheres. Segundo uma nova pesquisa, elas tendem a considerar as propagandas sem graça e desagradáveis, a menos que o preço tenha um valor elevado.

Publicada na “Psychological Science”, da Associação da Ciência Psicológica, a pesquisa revela que a reação negativa diante das imagens sexuais pode ser amenizada se o sexo é representado como algo altamente valorizado, se está pareado com produtos de preço alto, que podem transmitir exclusividade.

No experimento, homens e mulheres viram anúncios com relógios. Em alguns, o produto foi apresentado com imagens de sexo explícito, enquanto que em outros, foi mostrado com uma grande cadeia de montanhas. É importante ressaltar que em um dos anúncios o relógio custava US$ 10 e em outro, US$ 1.250.

Eles memorizaram o dígito 10 antes de olhar o anúncio, uma distração para evitar que eles pensassem muito sobre a propaganda. Então, depois de falar o código, os participantes falavam de suas reações emocionais diante do anúncio.

De maneira geral, as mulheres que viam a imagem sexual com um relógio barato avaliavam o anúncio mais negativamente. Homens, por outro lado, tiveram reações semelhantes aos anúncios de sexo, independentemente do preço anunciado do relógio.

Os pesquisadores observam que o preço só fez diferença para as mulheres em relação aos anúncios que incluíam imagens sexuais, e não quando exibidas imagens da cadeia de montanhas.

– Só uma exposição rápida do anúncio foi o suficiente para trazermos à tona teorias da economia sexual. Isto sugere que o processo ocorre num nível profundo e intuitivo – comentou Kathleen Vohs, pesquisadora da Escola Superior de Gestão Carlson da Universidade de Minnesota.

O Globo