Menino de 8 anos adormece mais de 20x por dia após tomar vacina contra gripe

029Sua família culpa uma vacina por todos os distúrbios de sono que ele desenvolveu. Ben Foy, inexplicavelmente, adormece mais de 20 vezes por dia, muitas vezes fechando os olhos sem ‘prévio aviso’. Sua mãe, Lindsey, 33 anos, disse que ele também tornou-se mau humorado e culpa a vacina Pandemrix, usada  contra a gripe, como a culpada.

A vacina foi administrada para mais de 1 milhão de crianças com menos de 5 anos em 2009 e em 2010, antes de ser retirada dos postos de saúde britânicos por ter sido apontada por ter uma ligação com a narcolepsia.

Bem não só tem narcolepsia, mas também desenvolveu cataplexia – que é a perda da força provocada por fortes emoções, como a excitação ou gargalhadas.

Ele tomou a injeção em 2010 e começou a apresentar os primeiros sintomas no mês seguinte. Os médicos fizeram vários testes (punção lombar, exames de sangue, ressonância magnética) – incluindo tomografia computadorizada – antes de diagnosticá-lo com narcolepsia.

A família decidiu tratá-lo sem o auxílio de medicamentos fortes até maio deste ano: “As drogas inicialmente ofertadas para Ben eram ligadas a anti-depressivos e têm efeitos colaterais muito graves”, disse a mãe em entrevista ao britânico DailyMail.

A narcolepsia, que ocorre em 1 a cada 2.000 pessoas, é um distúrbio do sono que faz com que uma pessoa adormeça em horários impróprios. É uma condição neurológica de longo prazo que perturba severamente os padrões normais de sono.

Os sintomas incluem ataques de sono, sonolência diurna e cataplexia – que é a fraqueza muscular temporária em respostas às emoções; muitas vezes é causada por uma resposta auto-imune, onde anticorpos são liberados pelo organismo, mas em vez de destruir uma doença, ataca as células saudáveis.

Na narcolpesia, anticorpos atacam as áreas do cérebro que produzem um produto químico responsável por regular o sono. Não há nenhuma cura conhecida.

Estima-se que 55 mil crianças que receberam a vacina Pandemrix desenvolveram o problema. Os cientistas publicaram suas descobertas na revista British Medical Journal em estudos realizados com 75 crianças.

Jornal Ciência