Isso não é necessariamente ruim e pode tornar as pessoas mais tolerantes
Se você usa a internet, é mais propenso a não ser afiliado a uma religião, de acordo com um estudo do departamento de sociologia da Universidade de Baylor.
Apesar de a internet ter mudado a forma como nos relacionamentos e até como pensamos, a pesquisa buscou abordar seus efeitos sobre a religião. A conclusão é que as pessoas tendem a ser menos religiosas, mas também entendem que outras religiões podem ser seguidas.
“Uma das minhas muitas descobertas nesse estudo é que o aumento no uso da internet se correlaciona com a perda da filiação religiosa, e também notei que indivíduos que passam muito tempo online são menos propensos a pensarem que há apenas uma religião correta”, o autor do estudo Paul K. McClure, da Universidade de Baylor, ao PsyPost. “Para entender essas descobertas, eu argumento que a internet encoraja um certo pensamento que faz os indivíduos sentirem que não estão vinculados a instituições ou dogmas religiosos.”
O estudo também reporta que o hábito de ver televisão também reduz a participação das pessoas em atividades religiosos. No entanto, essa atividade não foi relacionada com a redução da religiosidade.
A pesquisa avaliou dados de 2010 referentes a 1714 pessoas que residem nos Estados Unidos, que responderam a perguntas sobre uso de internet e vida religiosa. Os dados já estão antigos e McClure reconhece isso. Ele argumenta que as informações não eram tão velhas quando o levantamento foi iniciado, em 2014. Portanto, ainda são necessários mais estudos sobre o tema, especialmente, com dados mais recentes.
O estudo pode ser consultado no Journal for the Scientific Study of Religion.
Como você descreveria seu homem ou mulher ideal? Enquanto algumas pessoas são atraídas pelos olhos, rosto, altura, corpo e cheiro, por exemplo, outras simplesmente pensam no cérebro.
Esta tendência, conhecida como “sapiosexualidade”, descreve exatamente um indivíduo que só consegue sentir atração por pessoas de Q.I. alto. Embora isto soe piegas, um estudo publicado recentemente na revista Intelligence suporta esta noção de que as pessoas podem sentir atração sexual pelo intelecto de outra, se acordo com informações da IFLScience.
O estudo foi liderado pelo professor Gilles Gignac, da Universidade Western Australia, e incluiu 383 alunos. Todos estes responderam uma pesquisa com questões sobre considerar ou não a inteligência uma característica determinante. Para ajudar a avaliar o que era relevante para eles, o questionário também abordou questões sobre qualidades que normalmente procuram em parceiro.
“Descobrimos que a sapiosexualidade pode ser medida psicométricamente e que entre 1% e 8% de pessoas relativamente jovens (18 a 35) podem ser sapiosexuais“, disse Gignac para PsyPost. “No entanto, de forma interessante, o quão inteligente um indivíduo é (medida com um teste de QI real) não pareceu prever o grau em que as pessoas se identificaram como sapiosexuais“.
Segundo os pesquisadores, outras características consideradas pelos estudantes foram pessoas fáceis de se conviver e de personalidade empolgante. Enquanto que o topo da lista foi preenchido por parceiros amáveis e compreensivos, a inteligência ficou em segundo lugar.
Embora os participantes tenham de fato se sentido atraídos por indivíduos com um nível de QI extremamente elevado, aqueles mais inteligentes do que 99% das pessoas foram vistos como menos desejáveis.
A pesquisa também incluiu questões que abordaram o quão excitante seria ter uma conversa “intelectualmente estimulante” com alguém inteligente. O que a equipe observou é que não é incomum que as pessoas vejam a inteligência como uma característica positiva, uma vez que junto com ela vêm melhores oportunidades de trabalho e tomada de decisões.
Entretanto, uma das limitações do estudo, conforme apontado por Gignac, é que este não incluiu pessoas com níveis de inteligência abaixo da média, ou seja, como QI menor do que 100.
Uma dieta equilibrada e rica em tomates, acredite, pode salvar vidas. É o que sugere um estudo realizado pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, em Baltimore, nos Estados Unidos. Pesquisadores descobriram que, em um período de dez anos, foi possível desacelerar a perda progressiva de função pulmonar entre ex-fumantes que seguiram uma dieta rica em frutas, como o tomate, além do consumo frequente de maçã.
A pesquisa comprovou que certos componentes presentes nesses alimentos podem ajudar a restaurar os estragos causados pelo cigarro no pulmão. Os pesquisadores descobriram que adultos que comiam, em média, mais de dois tomates e mais de três porções de frutas por dia tiveram menor declínio nas funções do órgão respiratório — em comparação com pessoas que comeram, diariamente, quantidades inferiores desses alimentos.
É importante ressaltar que o efeito foi observado apenas naqueles que consumiram frutas in natura, ou seja, alimento em estado natural.
Passar longe de cebola crua, evitar o consumo excessivo de alho e manter uma relação estável com a escova de dentes são as dicas mais simples para se eliminar as bactérias que ameaçam um hálito agradável. Há casos, porém, que nem um bochecho bem feito é capaz de resolver: sabe-se que a halitose, nome médico para o famoso mau hálito, também pode ser decorrência de problemas como diabetes e infecções no estômago e esôfago – mais difíceis de detectar do que uma higiene bucal precária.
Um grupo internacional de pesquisadores, porém, sugere que um outro fator é capaz de interferir nesse diagnóstico. Segundo seu estudo, publicado no jornal Nature Genetics, o problema com os odores bucais pode ser uma herança familiar inconveniente. Tudo culpa de uma mutação genética, responsável por uma proteína que cria substâncias causadoras do incômodo bafo.
Os cientistas analisaram amostras da boca, urina e sangue de cinco pacientes que se queixavam de mau hálito. Os voluntários eram de três famílias diferentes (uma portuguesa, uma alemã e outra holandesa), mas contavam com uma mutação em um mesmo gene, responsável por expressar a proteína conhecida como SELENBP1.
A proteína em questão, segundo os cientistas, é responsável por quebrar o metanotiol, composto químico responsável pelos odores. Assim, quando a quebra não acontece como deveria, o mau cheiro fica mais evidente. “Dá para sentir uma amostra do cheiro do metanotiol em flatulências humanas ou em um pedaço de queijo francês”, explicou Huub Op den Camp of Radboud, co-autor do estudo, ao site Seeker.
Nos pacientes analisados, apenas uma das mutações teve origem materna, e todas as outras vieram como herança do pai. Algo curioso é que, diferente do que possa parecer, a tal mutação é mais comum que se imagina: os pesquisadores calculam que 1 em cada 90 mil pessoas podem ter o mesmo problema genético. Então, da próxima vez pensar em sair acusando um amigo sobre sua falta de higiene é bom perguntar primeiro se tudo anda bem como sua produção de SELENBP1. Só para garantir.
Um estudo descobriu que homens com irmãos mais velhos são mais propensos a serem gays, uma vez que ter uma criança do sexo masculino desencadeia uma reação no sistema imunológico da mãe.
Tal reação poderia alterar parte do cérebro relacionado à sexualidade na criança. No entanto, os autores mostraram cautela ao apontar um vínculo entre o anticorpo e estrutura do cérebro como associação, afirmando que a descoberta não é exatamente um prova, segundo informações do Daily Mail.
O estudo, liderado pela Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que, embora deva-se enfatizar que são vários os fatores que explicam a homossexualidade, uma reação no sistema imunológico da mãe também poderia ser considerado.
“Nosso estudo é um grande avanço na compreensão das origens da orientação sexual nos homens, fornecendo suporte para um mecanismo biológico teorizado, mas não examinado anteriormente – uma resposta imune materna a uma proteína importante no desenvolvimento do cérebro fetal masculino“, escreveram no estudo.
Segundo eles, um dos correlatos mais confiáveis da homossexualidade masculina são os irmãos mais velhos. Isto é, a chance de qualquer filho do sexo masculino ser gay é estimada em 3%. No entanto, para alguém com três irmãos mais velhos, a chance é duplicada para 6%.
Enquanto as meninas têm dois cromossomos X – os genes que determinam o sexo biológico de uma criança, os meninos têm um cromossomo X e Y. E é justamente este cromossomo ‘Y’ que cria as diferenças biológicas que fazem menino desencadear uma reação imunológica na mãe. Isto é, seu corpo reage contra o cromossomo Y, criando um anticorpo chamado anti-NLGN4Y.
Os anticorpos basicamente são uma reação de nosso sistema aos corpos “estrangeiros” que invadem o organismo – neste caso um embrião masculino. Logo, depois que dá à luz um menino, a mãe desenvolve um grande suprimento de anti-NLGN4Y, podendo afetar o desenvolvimento do cérebro das próximas crianças do sexo masculino.
“Este efeito torna-se cada vez mais provável com cada gestação masculina, alterando estruturas cerebrais subjacentes à orientação sexual em seus filhos nascidos mais tarde“, escreveram os pesquisadores.
“Depois de controlar estatisticamente o número de gravidezes, as mães de filhos homossexuais, particularmente aqueles com irmãos mais velhos, apresentaram níveis significativamente maiores de anti-NLGN4Y do que as amostras de controle de mulheres”, acrescentaram.
Os autores sugeriram cautela ao apontar o vínculo entre o anticorpo e a estrutura do cérebro, afirmando que está é apenas uma associação, e não prova, mas a evidência sugere um caminho incrível, nunca antes verificado, podendo oferecer novas pistas sobre o polêmico debate científico.
a homosexualidade é o medo de ser homem… medo de pegar no pesado do trabalho, manter a casa com mulher e filhos, medo de ficar em casa muitos dias na semana, medo de perder os amigos… aí mais fácil rebolar, falar fino e queimar a rosca … até de graça dá…
O uso indiscriminado de remédios para sono e ansiedade – como Rivotril, Valium, Xanax e Ativan – causa risco de morte maior do que o uso de drogas como cocaína e heroína. A conclusão é de duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health.
Cientistas descobriram que um componente em especial é o maior problema: a benzodiazepina (BZD). O primeiro estudo, da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, mostrou que o consumo excessivo de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior do que o uso de drogas ilegais.
O levantamento foi feito com 2.802 participantes usuários de benzodiazepinas, entrevistados semestralmente durante cinco anos e meio. Ao final do estudo, 18,8% do grupo morreu. Os pesquisadores observaram que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários do composto.
Um segundo estudo realizado com uma parte menor do mesmo grupo examinou a ligação entre o uso de benzodiazepina e a infecção por hepatite C, e descobriram que a taxa de infecção foi 1,67 vezes maior os que usaram remédios à base do composto.
“O interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, provavelmente, estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”, disse o cientista Keith Ahamad ao jornal Vancouver Sun.
Um relatório da Organização Mundial da Saúde alerta que a benzodiazepina só deve ser prescrita para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”. A entidade recomenda que os médicos levem em conta que o composto causa dependência e síndrome de abstinência – por isso, deve ser usada em dose eficaz mínima e durante o menor tempo possível.
A ligação entre paradas cardíacas e atividade sexual é mais frequente entre homens do que entre mulheres, mas, de acordo com um estudo realizado pelo Cedars-Sinai Heart Institute, em Los Angeles, nos Estados Unidos, o sexo é um gatilho raro de paradas cardíacas súbitas.
Apenas 34 de 4.557 paradas cardíacas examinadas pelo estudo ocorreram durante ou até uma hora após relações sexuais, e 32 dos pacientes afetados eram homens.
Segundo o médico Sumeet Chugh, responsável pela pesquisa, o estudo é o primeiro a avaliar a atividade sexual como um gatilho em potencial de paradas cardíacas. A pesquisa foi apresentada durante um encontro da Associação Americana do Coração.
A parada cardíaca é fatal a não ser que seja realizada ressuscitação cardiopulmonar, diferentemente do ataque cardíaco, quando o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado. Sabe-se que relações sexuais podem desencadear ataques cardíacos, porém a ligação com paradas cardíacas era desconhecida anteriormente.
Chugh e seus colegas analisaram registros hospitalares de casos de parada cardíaca em adultos entre 2002 e 2015 em Portland, no estado americano do Oregon. Atividade sexual foi associada à menos de 1% dos casos. A grande maioria dos pacientes eram homens, provavelmente de meia idade, negros e com histórico de doença cardiovascular.
O estudo realizado por Chugh também descobriu que a ressuscitação cardiopulmonar foi realizada em apenas 1/3 dos casos, apesar de terem sido testemunhados pelos parceiros.
“Essas descobertas salientam a importância de esforços contínuos para educar as pessoas sobre a importância da ressuscitação cardiopulmonar para parada cardíaca pulmonar, independentemente das circunstâncias”, disse Chugh à BBC.
Após um ataque cardíaco ou cirurgia, a Fundação Inglesa do Coração sugere que pacientes deve esperar quatro a seis semanas antes de voltar a realizar atividades sexuais.
A grande maioria dos brasileiros adultos (64%) não está com a caderneta de vacinação em dia. Embora 89% da população reconheça a importância da imunização na prevenção de doenças, um terço (33%) diz que “não sabe” ou “não sabe muito bem” quais vacinas estão disponíveis para a sua faixa etária. Esse porcentual aumenta entre os que não têm filhos: 45%.
WS52 SÃO PAULO 11/04/2016 – VACINA H1N1 – CIDADES – Movimentação na UBS Doutor Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão, na Brasilandia zona norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 11, dia de início da campanha de vacinação contra o H1N1. A campanha visa imunizar gestantes, idosos e crianças de 6 meses a 5 anos na região metropolitana de São Paulo. A vacinação foi antecipada no estado por causa do aumento dos casos de H1N1. Já foram registradas 70 mortes por H1N1 no estado e 537 casos da doença. . FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO
Vacinação de maiores de 18 anos é negligenciada em todo o mundo, como mostra o levantamento feito em cinco países (Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos) Foto: Werther Santana/Estadão
A vacinação de maiores de 18 anos, na verdade, é negligenciada em todo o mundo, como mostra o levantamento feito em cinco países (Brasil, Alemanha, Índia, Itália e Estados Unidos) com 6 mil pessoas, por encomenda do laboratório farmacêutico GSK. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 7, revela que 53% não priorizam a imunização como uma forma eficaz de prevenção de doenças e 29% acham que a prática se torna menos importante à medida que envelhecemos.
“A vacinação de crianças é algo que está na alma do povo; é muito mais fácil, faz parte da consulta médica, os pediatras sabem que as crianças precisam de vacinas”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Regional RJ, Flávia Bravo, lembrando que o Brasil tem uma das melhores coberturas do mundo de vacinação infantil.
“Mas uma das áreas da medicina que mais evolui é a das vacinas; a população está cada vez mais velha, daí esse movimento universal para chamar a atenção para a importância da vacinação do adulto: não se trata apenas de interesse de laboratório.
Nos últimos 5 anos, 58% dos adultos acima dos 18 anos se vacinaram contra a gripe no Brasil, seguidos de 41% contra a febre amarela e 27% contra a hepatite B. Outras doenças, no entanto, tiveram uma adesão vacinal muito baixa, como sarampo, caxumba e rubéola (10%), meningite C (7%), meningite B (7%) e meningite ACWY (6%). Quase a metade dos adultos (46%) afirmou que nenhum profissional de saúde jamais mencionou a importância da vacinação na vida adulta.
“A vacinação de adultos serve para proteger os adultos, claro, mas também tem um papel importante na redução da transmissão das doenças em geral”, diz Flávia Bravo. “Por exemplo, tivemos agora um surto de sarampo no Ceará que levamos um ano para controlar: temos uma cobertura maravilhosa no que diz respeito às crianças, mas tem muitos adultos que não são vacinados contra sarampo.”
O levantamento mostrou, no entanto, que, no que diz respeito à prevenção de doenças, os brasileiros preferem adotar outras práticas, como não fumar (81%) e se alimentar bem (78%).
Segundo Bárbara Emoingt Furtado, gerente médica de vacinas da GSK, a falta de conhecimento sobre os imunizantes disponíveis, a ausência de uma cultura de vacinação de adultos são motivos para a baixa cobertura. Uma outra razão seria econômica.
“Quando falamos em saúde pública, sabemos que as crianças são mais suscetíveis e podem ter complicações mais graves do que um adulto saudável; então o foco costuma ficar nos menores, não criamos a cultura de vacinar adultos”, afirma. “O custo econômico também pode ser impeditivo.”
Você certamente já conheceu alguém que é pouco fã do uso de preservativos, e provavelmente já dispensou um potencial parceiro por este ter dito não à camisinha.
Obviamente que a saúde sexual é mais importante que o prazer, mas, porque será que os homens rejeitam o uso da camisinha? De acordo com um relatório recente publicado pelo New York Times, pode haver uma razão para isso e aparentemente o tamanho padrão dos preservativos está envolvido.
Normalmente, quando ereto, o pênis, em média, é 2,5 centímetros mais curto que o tamanho padrão dos preservativos, que deve ter pelo menos 17 cm de comprimento. De acordo com a especialista em saúde sexual Debby Herbenick, da Universidade de Indiana, o motivo por trás dessa produção prolongada está na “ideia de que era preciso que eles fossem grandes o suficiente para se adequar à maioria dos homens”. Em um estudo feito pela especialista, em que analisou 1.661 homens, ela e seus colegas descobriram que pelo menos 83% deles tinham em média pênis de 14 a 15 cm – menores do que os preservativos de tamanho padrão.
Segundo Ron Frezieres, vice-presidente de pesquisa e avaliação da Essential Access Health, uma organização sem fins lucrativos, outros estudos já apontaram que alguns homens se queixaram de que os “preservativos tendem a escorregar” durante o sexo. Para resolver este problema, empresas na Europa começaram a disponibilizar no mercado desde 2011 preservativos personalizados, vendidos por empresas como a TheyFit. No entanto, para o restante do mundo os produtos ainda enfrentam obstáculos, uma vez que podem ser menos eficazes.
“Se você faz um preservativo que comporta menos da metade do volume de um padrão, você não poderá preenchê-lo, já que ele não será grande o suficiente para esticar”, explicou Davin Wedel, presidente da empresa de preservativos customizados, Global Protection Corp. “Os preservativos têm um enorme problema de imagem”, disse ele. Em uma página no Reddit para homens que consideram seus pênis pequenos, a reação sobre a existência de preservativos personalizados foi misturada, com usuários afirmando que os modelos seriam pouco úteis. “Se eu quero um bom sexo, não uso preservativo”, escreveu um dos usuários. “Eles se encaixam bem”, defendeu outro. “Não é como um par de sapatos ou sutiã que você precisa usar o dia todo”.
Para a Dra. Herbenick, educar os homens sobre o uso do preservativo, adicionando dicas de como utilizar lubrificante é muito mais importante do que o acesso a diferentes tamanhos de camisinhas. “Alguns homens podem preferir um preservativo que pensam que se encaixa bem no pênis”, disse ela. “Mas, em sua maior parte, os homens e seus parceiros estão bem com os preservativos existentes”. Por outro lado, Frezieres acredita que os modelos personalizados podem ter um benefício indireto, relacionado a um impulso de confiança que vem acompanhado de um aumento no número de uso.
Muro em São Paulo, onde construções fortificadas refletem o sentimento de medo da população. Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Os brasileiros têm alta propensão a apoiar teses autoritárias e essa tendência é reforçada pelo quadro ameaçador da segurança pública do país, que registra cerca de 60 mil mortes intencionais por ano e tem 50 milhões de adultos que declaram ter conhecido ao menos uma pessoa que foi assassinada.
Esta é uma das conclusões do estudo “Medo da Violência e Autoritarismo no Brasil”, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma entidade sem fins lucrativos, que elaborou no país um inédito Índice de Propensão ao Apoio de Posições Autoritárias.
Com base em pesquisa encomendada ao instituto Datafolha, a medição indica que, numa escala de zero a dez, a sociedade brasileira atinge o elevado índice de 8,1 na propensão a endossar posições autoritárias.
A constatação mostra-se mais relevante quando os brasileiros começam a se preparar para a corrida eleitoral do próximo ano, num contexto político e social instável, em tese propício a aventuras populistas e autoritárias.
“Estamos sob ataque de grupos que professam sua fé na violência como forma de governar e de, paradoxalmente, pacificar a sociedade, em uma espécie de vendeta moral e política que parece cada vez mais ganhar adeptos”, diz Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, para quem a ideia de que vivemos numa “terra devastada” favorece a exploração de supostas saídas de “cunho salvacionista”.
Um dos nomes que se apresentam com essas características no cenário da disputa presidencial é o deputado Jair Bolsonaro (PSC), que na pesquisa Datafolha de intenção de voto, publicada no último domingo, oscilou entre 15% e 19% nos diversos cenários propostos pelo instituto.
As reais possibilidades de Bolsonaro, contudo, precisam ser relativizadas, tratando-se de sondagem realizada a um ano da data do pleito.
Mauro Paulino, diretor do Datafolha, avalia que o potencial eleitoral do pré-candidato “só poderá ser confirmado no próximo ano, quando as demais candidaturas estiverem definidas, e em especial depois do início da propaganda eleitoral nos veículos de comunicação”.
POBRES E JOVENS
O índice proposto pelo FBSP foi elaborado a partir de tentativas de medição de tendências autoritárias na tradição das ciências sociais e da psicologia social. Tomou-se como referência inicial a escala psicométrica criada pelo sociólogo e filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969), no pós-Guerra, época em que trabalhou com um grupo de psicólogos sociais na Universidade da Califórnia, em Berkeley, com o objetivo de mensurar tendências antidemocráticas implícitas na personalidade de indivíduos.
Numa versão mais sintética que a do alemão, o FBSP propôs 17 enunciados que foram submetidos a 2.087 entrevistados numa amostra representativa da população com 16 anos ou mais, em 130 municípios, entre os dias 7 e 11 de março deste ano.
Os enunciados se filiam a três categorias: “submissão à autoridade”, “agressividade autoritária” e “convencionalismo”. A que apresentou médias de propensão ao autoritarismo mais altas foi a primeira —”submissão à autoridade”. O resultado pode ser relacionado a traços reconhecíveis da cultura política do país, como o prestígio de lideranças fortes e personalistas —à direita, mas também à esquerda, como ressalta Fernando Abrucio, professor da FGV.
Na busca de um “salvador da pátria”, a população poderia vê-lo no ex-presidente Lula (PT), “que tem um histórico de políticas sociais”, ou em Bolsonaro. “Se isso leva à vitória eleitoral, é complicado dizer, porque há outras variáveis em jogo.”
A pesquisa foi decupada em algumas variáveis, como faixa etária, escolaridade, regiões, cor da pele, população dos municípios e classe social dos entrevistados.
Verificou-se que a tendência autoritária é mais acentuada entre os menos escolarizados, os de menor renda, os mais velhos, os pardos, aqueles que habitam municípios menos populosos e os que vivem no Nordeste.
Na curva etária, chama a atenção que a faixa de 16 a 24 anos mostre-se mais inclinada ao autoritarismo do que as duas subsequentes (25 a 34 e 35 a 44 anos).
Para Sérgio de Lima, tal inclinação justificaria o esforço nas redes sociais de grupos de jovens conservadores para exercer influência nas eleições de 2018. Quanto a classes e regiões, a maior adesão entre os de menor renda e no Nordeste sugere “um pedido de socorro”. Os pobres estariam frustrados com recuos sociais e seriam mais reféns do medo da violência.
ESPECIALISTAS COMENTAM ESTUDO
Os índices do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha serão apresentados nesta sexta (6), a partir das 15h30, no auditório do Instituto Unibanco (rua Padre João Manuel, 40). O evento é só para convidados. Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do fórum, e Fernando Abrucio (FGV), entre outros, analisarão os dados. A pesquisa está disponível no site www.forumseguranca.org.br.
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COMO FOI FEITA A PESQUISA
O índice foi construído pelo grau de concordância dos entrevistados frente às afirmações:
Convencionalismo
7,36
‣ “A maioria de nossos problemas sociais estaria resolvida se pudéssemos nos livrar das pessoas imorais, dos marginais e dos pervertidos”
‣ “Se falássemos menos e trabalhássemos mais, todos estaríamos melhor”
‣ “Deve-se castigar sempre todo insulto à nossa honra”
‣ “Os crimes sexuais tais como o estupro ou ataques a crianças merecem mais que prisão; quem comete esses crimes deveria receber punição física publicamente ou receber um castigo pior”
‣ “Os homossexuais são quase criminosos e deveriam receber um castigo severo”
‣ “Às vezes, os jovens têm ideias rebeldes que, com os anos, deverão superar para acalmar os seus pensamentos”
‣ “Hoje em dia, as pessoas se intrometem cada vez mais em assuntos que deveriam ser somente pessoais e privados”
Submissão a autoridades
8,08
‣ “A ciência tem o seu lugar, mas há muitas coisas importantes que a mente humana jamais poderá compreender”
‣ “Os homens podem ser divididos em duas classes definidas: os fracos e os fortes”
‣ “Um indivíduo de más maneiras, maus costumes e má educação dificilmente pode fazer amizade com pessoas decentes”
‣ “Todos devemos ter fé absoluta em um poder sobrenatural, cujas decisões devemos acatar”
‣ “Pobreza é consequência da falta de vontade de querer trabalhar”
Agressividade autoritária
6,50
‣ “O que este país necessita, principalmente, antes de leis ou planos políticos, é de alguns líderes valentes, incansáveis e dedicados em quem o povo possa depositar a sua fé”
‣ “A obediência e o respeito à autoridade são as principais virtudes que devemos ensinar as nossas crianças”
‣ “Não há nada pior do que uma pessoa que não sente profundo amor, gratidão e respeito por seus pais”
‣ “Nenhuma pessoa decente, normal e em seu são juízo pensaria em ofender um amigo ou parente próximo”
‣ “O policial é um guerreiro de Deus para impor a ordem e proteger as pessoas de bem”
O desmantê-lo, a desordem, a insegurança, o aparelhamento estatal e a corrupção que o Brasil vive, é natural que o povo extorquido tenha essa tendência e simpatia. Vai começar o apoio geral aos militares, mesmo diante da difamação da esquerda caviar sobre o período militar. Por sinal, a mesma esquerda que apoia e defende os regimes autoritários da Venezuela e Cuba
O povo começa a entender que não conta com a classe política cujo único objetivo é garantir suas eleições e manter sua casta no poder
Excelente comentário, principalmente quando cita que "O POVO COMEÇA A ENTENDER QUE NÃO CONTA COM A CLASSE POLÍTICA". Como não querer radicalizar com a vida que estamos vivendo, assistindo o inaceitável, que parece cada vez mais normal: morte violenta de pessoas próximas e bandidos que entram e saem das prisões de forma inexplicável. Todo mundo preso em casa. Como não querer dar um BASTA?
Além dessa tendência , também tem tendência a se aproveitar das situações , tirar vantagem de tudo , parar na vaga de idoso , furar fila , enrolar o amigo . O Brasileiro é de tudo um pouco . Lava chão nos States com muito orgulho , mas mija no poste e joga papel no chão . O maior orgulho do Brasil certamente não são os Brasileiros , discordando do velho Cascudo . O tirar vantagens de tudo é mais definidor das nossas ações .
Saiu estressado do trabalho agora? Está cansado física e psicologicamente? Fadigado pela rotina escravizante do mundo moderno em que você vive? É muito simples! Reúna o pessoal das antigas e procure o bar mais próximo para tomar aquela “gelada”, porque agora, para a ciência, sua saúde e a dos seus amigos dependem disso.
A orientação vem de Robin Dunbar, um diretor da Universidade Oxford. Segundo sua pesquisa, os homens precisam sair com os amigos ao menos duas vezes por semanas – de preferência para beber ou praticar algum esporte. Acompanhados por uns quatro amigos (não muito mais que isso). Assim eles ficarão mais saudáveis e generosos, e ainda vão se recuperar mais rápido de doenças.
Porém, equilibrar o trabalho, o casamento e os encontros com os amigos pode ser mais complicado do que parece. A situação ainda se torna mais difícil quando o homem tem filhos. O tempo livre, já escasso, se torna muito disputado para dividir em parcelas iguais.
Apenas 40% dos homens participantes da #pesquisa tinham liberdade e o costume de sair para beber de duas a mais vezes por semana com seus amigos, e assim aparentaram serem mais saudáveis e com recuperação mais rápida quando afetados por doenças de qualquer gravidade, além de não sofrerem de transtornos depressivos. Os outros 60% que não conseguiam a liberação de suas esposas tinham mais predisposição a terem tais transtornos.
“A amizade é uma das formas de aprimoramento do ser humano”, afirma a psicóloga Marina Vasconcelos. É com os amigos que aprendemos a nos relacionar, a nos abrir, contar o que somos no nosso íntimo.
Por isso a importância dos amigos também na nossa saúde.
É sabido que a depressão normalmente é causada por alguma situação perturbadora ou estressante que ocorre na vida, como morte de um familiar, problemas financeiros ou divórcio. No entanto, também pode ser provocada pelo uso de alguns remédios, como Prolopa, ou em caso de doenças graves, como câncer ou HIV, por exemplo. Nos primeiros casos, uma cervejada de vez em quando com os amigos pode ajudar a não desenvolver o problema.
E além de ser uma opção para driblar o calor, a #Cerveja, quando consumida moderadamente, tem ótimos benefícios para a saúde. O responsável pelos efeitos positivos da bebida é o lúpulo, planta utilizada para lhe conferir amargor. Ele também é utilizado como composto medicinal no tratamento de insônia, nervosismo, dor de cabeça e falta de apetite.
E não para por aí: uma pesquisa publicada na revista Chemistry & Biodiversity comprovou que o lúpulo possui até mesmo ação anti-inflamatória.
Outra bebida que apresenta diversos benefícios a saúde do homem é o vinho, que ajuda no sistema imunológico, reduz risco de doença renal, é um importante aliado na perda de peso e na melhora do desempenho físico.
Há muitos estudos também sobre o efeito protetor ao coração com o consumo moderado do vinho
Também é importante ressaltar o impressionante número de benefícios que os esportes coletivos trazem para a saúde de seus praticantes. A lista é imensa: melhora do condicionamento físico e capacidade cardiorrespiratória, fortalecimento muscular — principalmente dos músculos mais trabalhados em cada esporte —, perda de sobrepeso, aumento da flexibilidade e da coordenação motora.
A prática de esportes coletivos também proporciona ganhos indiretos para o bem-estar. Eles ajudam a aumentar a disposição de seus adeptos para outras tarefas do dia, graças à liberação da endorfina, hormônio que diminui o stress e causa sensação de relaxamento, e garantem melhores noites de sono (também graças à endorfina, além do óbvio cansaço causado pela atividade física).
Por isso, aproveite! Quando questionarem sua ida ao bar para tomar sua cerveja ou mesmo seu futebol com os amigos, fale que você está só cuidando de sua saúde e bem estar. E lembramos que essa pesquisa realizada no Reino Unido envolveu apenas homens, mas, muito provavelmente, deve ter o mesmo efeito em mulheres.
E nós mulheres como temos acumulo de atividades necessitamos dessa prática ou coisa do gênero 3xpor semana e o sábado e ou o domingo de folga LITERALMENTE.
Comprovação científica datada desde que o mundo existe …. porém não é respeitado. .
Ora pôs pôs. .. fala sério sr. Dr. Cientista. .. vá pesquisar lombriga homi
Dá mais hibopi kkkkkk
Dá para ser amigo dos bichos vivendo só de batata frita – mas é exatamente aí que mora o perigo. Cientistas da Universidade de Harvard descobriram que por mais que você se esforce em ficar longe de qualquer coisa de origem animal, uma dieta vegana, por si só, não lhe tornará mais saudável.
Segundo seu novo estudo, publicado no Journal of American College of Cardiology, o problema está nos substitutos que dão lugar às proteínas. Os grandes vilões são os alimentos superprocessados, açucarados demais ou cheios de gordura – vegetal, tudo bem, mas que vai direto para suas artérias do mesmo jeito.
Quando comparados a pessoas que evitavam alimentos industrializados – mesmo as que comiam carne – veganos e vegetarianos sem muitos critérios alimentares desenvolveram mais doenças do coração, e tiveram aumentadas as chances de bater as botas durante o período de estudo.
A pesquisa considerou três bancos de dados sobre saúde pública, que analisaram voluntários entre 1984 e 2012. No total, participaram mais de 210 mil homens e mulheres norte-americanos, com idade entre 25 e 75 anos e livres de doenças cardiovasculares ou histórico de problemas como diabetes. Eles voltavam regularmente (a cada dois ou quatro anos) para fazer uma avaliação e listar os alimentos que integravam suas dietas – além de informar com que quantidade e frequência comiam cada um deles.
Os relatos das cobaias serviram como base para a criação de três grupos alimentares. No primeiro deles, estavam os que consumiam grandes quantidades de frutas e legumes, mas não abriam mão de até de seis porções de carne, leite ou derivados.
Com uma dieta ainda mais saudável, o segundo grupo incluía também, além dos vegetais, elementos como grãos, nozes e castanhas – além de menos carne, gordura e açúcares. O último, por sua vez, era daqueles que não comiam carne mas mandavam para dentro o que bem entendiam – sem olhar a procedência e muito menos as calorias.
Ao longo dos mais de 20 anos de pesquisa, 8,631 pessoas desenvolveram algum problema cardíaco. Mesmo que você não conheça muito sobre alimentação saudável, pode prever que o segundo grupo se manteve com o coração mais preservado. Eles tiveram 25% menos chance de doenças cardiovasculares, se comparados ao grupo que comia muitos vegetais e não controlava as quantidades de açúcar, gordura e carne.
Mas a principal surpresa foi em relação àqueles que se privavam de alimentos de origem animal mas não prestavam atenção na dieta. Um estilo de vida mais desregrado, cheio de doces e refrigerantes, aumentou a chance de infartos em 32% em comparação ao segundo grupo.
“É possível ser vegano e consumir alimentos de origem vegetal com baixa qualidade”, explica Ambika Satija, uma das responsáveis pelo estudo. “Nosso trabalho mostra que você não precisa eliminar completamente da dieta os derivados de animais para ter um coração mais saudável”.
Uma injeção mensal de antirretroviral, em vez de um comprimido por dia, pode ser suficiente para os portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) manterem a infecção sob controle. É o que indica um estudo divulgado hoje (24) na nona edição da Conferência de Investigação sobre o HIV, organizada pela Sociedade Internacional contra a Aids. A informação é da EFE.
O trabalho, apresentado em Paris pelo cientista da Universidade da Carolina do Norte (EUA) Joseph Eron, sugere que os portadores em estado de supressão viral respondem bem às injeções, sejam as administradas a cada quatro semanas ou as tomadas a cada oito. Atualmente, os portadores do HIV devem tomar um comprimido por dia para que o vírus seja indetectável e não seja transmitido, ainda que não seja possível eliminá-lo completamente.
“Para alguns soropositivos, um tratamento injetável de longa duração pode ser mais cômodo e menos estigmatizante do que o atual, o que poderia aumentar a taxa de continuidade”, defendem os autores do teste, que já foi experimentado em centenas de pessoas.
De acordo com o vice-presidente da conferência, Jean-François Delfraissy, a devida continuidade do tratamento é fundamental, já que quando interrompida pode provocar aumento da resistência do vírus aos medicamentos, o que é extremamente preocupante.
Segundo dados divulgados na última semana pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), 19,5 milhões das 36,7 milhões de pessoas que têm o vírus do HIV no mundo têm acesso ao tratamento.
Um novo estudo feito na Universidade do Estado de Michigan aponta que, ao longo da vida, ter amigos é mais importante e determinante para saúde e bem-estar que estar cercado de familiares.
Pesquisas envolvendo 280 mil pessoas mostrou o poder da “família que a gente escolhe”. O primeiro estudo analisou informações sobre os relacionamentos e as condições de saúde de 271053 pessoas em 100 países. O segundo, abordou dados de uma outra pesquisa sobre relacionamentos e doenças crônicas com 7481 adultos norte-americanos.
A primeira pesquisa apontou que tanto familiares quanto amigos estavam ligados a melhoras na saúde e na felicidade dos entrevistados, mas somente as amizades mostravam ligação determinante nos mesmos quesitos em idades mais avança.
O segundo estudo mostrou que entre os doentes crônicos, quando a fonte de apoio eram amigos, os participantes se consideravam pessoas mais felizes.
Segundo o estudioso Wiliam Chopik, a própria natureza dos relacionamentos ao longo dos anos muda. Família e maus amigos são afastados, enquanto as amizades que fazem bem tendem a durar mais tempo e construir novos círculos é uma experiência possível em qualquer período da vida e frequentemente redescoberta em idades mais avançadas.
Já a família, com laços mais estáticos e, muitas vezes, tóxicos ou monótonos, trazem menos benefícios.
Um estudo de caso feito pela Universidade de Cornell, nos EUA, considerou que pessoas gentis e educadas são mais propensas a trair.
O estudo foi feito a partir de um jogo de estratégia online, que também tem uma versão em tabuleiro, chamado Diplomacy. O jogo consiste em formar alianças entre países antes da Primeira Guerra Mundial, para que possam avançar com seus exércitos.
Para o estudo, foram analisadas 249 partidas do jogo que possuíam mais de 145 mil mensagens dos jogadores. De acordo com a pesquisa, aqueles que foram mais educados acabaram com algumas alianças para se juntar aos inimigos, apunhalando pelas costas aos que tinham se unido. Já os menos educados se mostraram mais fiéis às suas alianças.
O cientista da computação da Universidade, Cristian Danescu-Niculescu-Mizil, explicou que todos sabem que traições existem, mas é importante encontrar dados mensuráveis. Os dados catalogados puderam prever em até 57% as ações dos jogadores.
Reunidos em torno de uma mesa para debater política, eleitores que declaram intenção de votar no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para presidente foram submetidos a um teste sugerido pela reportagem do Valor. Os participantes foram provocados a dizer o que fariam se algum dia flagrassem um filho fumando maconha. Nenhum deles fora avisado que, anos atrás, o parlamentar disse que submeteria o próprio filho à tortura numa situação como essa.
O mediador do estudo, conduzido pela empresa de marketing político Ideia Big Data, ofereceu quatro opções aos oito eleitores do experimento: a) deixaria o filho fumando numa boa e apenas explicaria que aquilo poderia fazer mal; b) conversaria com o rapaz e tentaria convencê-lo a parar; c) denunciaria o menino à polícia; ou d) partiria para a tortura.
Quando o mediador leu a terceira opção, alguns já começaram a reagir com estranhamento. “Quem vai entregar um filho pra polícia?”, disse uma mulher. Quando leu a quarta alternativa, caíram na risada. Ninguém cogitou a hipótese de torturar um filho, a resposta de Bolsonaro. No grupo, todos concordaram que o melhor caminho é o da conversa.
Talvez para surpresa ainda maior do próprio Bolsonaro, contumaz defensor de “punição ao vagabundo” quando o assunto é usuário de drogas, seus simpatizantes foram além. Com o debate instalado, a conversa evoluiu para uma concordância geral a favor da legalização da maconha. “Eu acho que é a mesma coisa do cigarro, da bebida”, disse um. “Geraria muito imposto com a venda liberada”, argumentou outro. “Se fosse liberado, seria feito por um farmacêutico e não teria tanta porcaria junto.”
A desconexão entre o que Bolsonaro diz e o que esses seus simpatizantes pensam nesse caso específico resume bem parte das conclusões da pesquisa, promovida para tentar entender o que passa pela cabeça dos adeptos do deputado. São pessoas que enxergam Bolsonaro como uma figura positiva, mas que não conhecem bem suas posições e, mais importante, não se abalam quando constatam que suas próprias opiniões em alguns temas não combinam com as do parlamentar.
Diretor da empresa que conduziu o estudo, Maurício Moura resume assim esse fenômeno: “Tal como aconteceu com Donald Trump nos EUA, os eleitores de Bolsonaro levam ele a sério, mas não levam ao pé da letra tudo o que ele diz”, afirma. “É o contrário do que ocorre com alguns analistas e a imprensa tradicional, que não levam Bolsonaro a sério, mas muitas vezes cometem o erro de tomar o que ele diz ao pé da letra”, completa. “Esse é o perigo”.
Na última pesquisa Datafolha para presidente, no fim de abril, Bolsonaro surgiu em segundo lugar com 14%, em empate técnico com os 16% de Marina Silva (Rede). A diferença é que ele aparece subindo; ela, caindo. Nas simulações de primeiro turno, o deputado perde fora da margem de erro apenas para o ex-presidente Lula (PT), que alcança 30%.
Os recortes por idade, renda e escolaridade dão pistas bem definidas do perfil geral do eleitorado de Bolsonaro. Ele vai notadamente melhor entre os mais jovens (tem 20% no grupo dos que têm entre 16 e 24 anos), entre eleitores com ensino superior (22%) e entre os que têm renda familiar acima de dez salários mínimos (27%). Há diferença relevante também no recorte por sexo. Teria 20% dos votos dos homens, mas não passaria de 9% se só as mulheres votassem.
Foi com base nesses dados que bolsonaristas foram recrutados para o estudo. O chamado grupo focal foi feito em 24 de maio, em São Paulo, mesclando eleitores das classes A e B, de 21 a 55 anos, alguns com ensino superior. Os selecionados receberam uma gratificação em dinheiro pela participação, lanche e refrigerante. Provocados por um profissional, passaram 90 minutos debatendo temas políticos, econômicos e sociais.
Pesquisa qualitativa é uma técnica é muito usada por marqueteiros para captar motivações subjetivas de eleitores e orientar rumos publicitários. O estudo não tem valor estatístico. Seus resultados não podem ser projetados para o conjunto da população nem expressam uma síntese exata das opiniões de todos os eleitores de Bolsonaro. Mas dão pistas sobre os sentimentos do eleitorado que tem engrossado as taxas do deputado nas pesquisas quantitativas.
Conforme o relatório do estudo, os depoimentos refletem um eleitor com impressões negativas sobre o país, inseguro, desconfiado de todo o sistema político (inclusive das urnas eletrônicas) e com sentimento de vergonha em relação à extensão da corrupção.
Para esse perfil, Bolsonaro tem dois “atributos” muito valiosos. O primeiro é ser visto como um personagem com experiência política, mas totalmente diferente dos políticos tradicionais. Valorizam, em especial, o fato de ele nunca ter aparecido em escândalos de corrupção. O segundo é ser visto como alguém de pulso firme, posicionamento forte. Alguém com coragem e autoridade para colocar ordem na desordem, especialmente quando o assunto é segurança pública.
A identificação com um discurso exorbitante de segurança chama a atenção. Slogans como “penas mais longas”, “prisão perpétua”, “castrações químicas” ou “morte aos bandidos” têm aceitação fácil e imediata. Todos a favor de um direito mais punitivo e vingador. “Enxergam Bolsonaro como um justiceiro pronto para resolver os problemas de segurança doa a a quem doer, mesmo se for na base da bala”, definiu o mediador do grupo, Renato Dorgan.
Nos 90 minutos de conversa não faltaram exemplos de manifestações assim. Uma das eleitoras com comportamento reservado sobre outros assuntos parecia fazer questão de firmar seu ponto de vista radical toda vez que o tema segurança voltava. “Eu acho que morte [para quem comete crime] é pouco, tem de sofrer”, disse. Depois ela mesmo explicou porque acha que sua proposta não funcionaria: “É que hoje a gente sabe que não tem punição no Brasil, então é melhor matar e pronto.”
Igualmente popular é a defesa de trabalho forçado para presidiários. “Se o cara mata o pai de família, ele tem de trabalhar para suprir as necessidades daquela família”, opinou um eleitor. “Eu sou a favor da prisão perpétua com trabalho”, disse outro.
Parte dos bolsonaristas ouvidos no estudo já votaram em Lula em eleições anteriores. Teve até quem foi de Dilma Rousseff em 2010 e 2014. Mas hoje todos nutrem forte rejeição ao PT e foram favoráveis ao impeachment da petista. Agora, “toleram” Michel Temer, mas não estão dispostos a defendê-lo. Dão algum crédito para o prefeito paulistano João Doria, mas não demonstram entusiasmo com seu padrinho, o governador Geraldo Alckmin: “Ele está aí faz mil anos e não enche o saco, mas como político não vai”, definiu um rapaz.
A principal fonte de informação sobre Bolsonaro é a internet. Eles se baseiam em sites que reproduzem noticiário da mídia tradicional, como “G1” e “Folha.com”, embora tenham desconfiança dos veículos convencionais. Também recorrem a fontes alternativas. Alguém citou “O Antagonista”. Outro mencionou o site “Folha Política”, conhecido por mesclar notas desfavoráveis ao PT com notícias falsas. Revistas e jornais impressos não são utilizados.
Um tema muito comum nas ativas comunidades pró-Bolsonaro na internet é a “ameaça comunista”, algo apresentado como um risco iminente para o Brasil. Pelo menos no grupo selecionado, isso não apareceu. Igualmente ausente foi qualquer manifestação de homofobia, acusação frequentemente feita a Bolsonaro na rede.
Esta é a terceira vez que a Ideia promove pesquisa desse tipo por encomenda do Valor. Em 2016, no início das campanhas municipais, um estudo do tipo mostrou que eleitores paulistanos do então líder Celso Russomanno poderiam migrar para Doria, caso o deputado do PRB saísse da disputa. Em fevereiro, outra pesquisa qualitativa identificou um sentimento de saudade dos anos Lula na Presidência, fenômeno que beneficia o petista nas pesquisas.
O levantamento atual também identificou pontos fracos de Bolsonaro. Conforme as interpretações de Moura e Dorgan, seus eleitores demonstram que não possuem a menor ideia a respeito de quais seriam as posições do deputado em outros assuntos valorizados em campanha, além de segurança. Não há referência a respeito de economia, saúde ou educação, por exemplo. “É um perfil muito frágil em argumentos”, diz Dorgan. Para Moura, é uma intenção de voto “sem consistência”. “Se aparecer uma alternativa nova de centro sem a marca do político tradicional, esse eleitorado se esvai”, opina. “Em tese, pode ser o Doria. Mas isso, por enquanto, não apareceu.”
Em alguns aspectos, os integrantes do grupo manifestaram opiniões parecidas com as que normalmente são associadas a Bolsonaro. Entre elas estão a rejeição à hipótese de aumento de impostos, repugnância aos sindicatos e uma oposição feroz às cotas para negros em universidades.
Em outros temas muito associados à direita, porém, mostram-se divididos. É o caso da flexibilização das regras sobre porte de arma, rejeitada por metade do grupo, ou da reforma da Previdência, vista com desconfiança. A falta de conexão com o pensamento econômico liberal ficou evidente quando só um do grupo se opôs firmemente à ideia de intervenção estatal para ajudar empresas em dificuldade.
Sinais da fragilidade eleitoral de Bolsonaro junto às mulheres também apareceram no estudo. Um dos eleitores disse que começou a prestar atenção no deputado quando soube da briga com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Duas mulheres do grupo ignoravam a história. Quando alguém lembrou dos detalhes (Bolsonaro disse que não estupraria Rosário porque ela não merece), as duas simpatizantes reagiram com visível reprovação.
“Diferentemente do que ocorre com outros temas, Bolsonaro não parece imune quando o alvo das grosserias são as mulheres. Aí ele perde mesmo”, avalia Moura.
É engraçado! Todas essas ideias para segurança e punição a criminosos, trabalhos forçados, tortura e execução, são praticamente o tipo de coisa que se aplicava em ditaduras comunistas como na URSS. Meu Deus!…os bolsomimions são comunistas! KKKKKKK!
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